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2 ( EDUCAÇÃO INCLUSIVA ) Acadêmicos¹ Barbara Cosmo Rostirolla Débora Veloso Janice Kucarz Tutor Externo² Maria Aparecida Francisco Alves da Silva RESUMO Este trabalho busca refletir sobre a Educação Especial no Brasil, a rejeição e adequação dos professores, problematizarem a Educação chamada Inclusiva. Considera que as promessas de emancipação pretendidas pela razão iluminista, desembocam na incorporação de concepções e práticas educativas fortemente influenciadas pelo modelo de racionalidade derivado das ciências empírico-matemáticas, revestindo-se de um caráter classificatório e excludente, ao não considerar as contingências do processo educativo e, em particular, dos diferentes sujeitos envolvidos neste processo. A educação inclusiva pode ser entendida como uma concepção de ensino contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de todos à educação. Ela pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas, contemplando, assim, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica a transformação da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem exceção. Palavras-chave: Adequação dos professores. Diversidades étnicas. Educação inclusiva. 1. INTRODUÇÃO ( O presente artigo relata fatos sobre como á educação especial chegou á ganhar ênfase de mera segregação á inclusão, foi um longo caminho percorrido muita luta até que então em 1994 houve uma confere ncia mundial onde então é criada á declaração de Salamanca que é um marco histórico se referindo á inclusão, “p ois seu objetivo era formalizar a atenção educacional aos alunos com necessidades educacionais especiais. Foi á primeira vez que se discutiu o direito á educação de forma organizada nesta magnitude e âmbito da educação especial .” Afirma Floriani ( 2017). Seguindo este percurso de inclusão relata-se também como ela modificou o sistema escolar o ensino regular no Brasil, com relação á infra - estrutura e também todo corpo escolar pedagógico , pois nem todos estão preparados para receber estes alunos isso gera esforços importantes para os educadores mais acabam por adquirir experiências valiosas. Como conta no artigo á inclusão está dentro dos parâmetros da atualidade mais ainda se é necessário que os educadores e á escola se adéqüem á esta mudança. ) 2. CONTEXTO HISTORICO EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA ( A educação para portadores de deficiência percorreu um longo caminho ate chegar á ganhar uma ênfase foram décadas de sofrimento sendo eliminados ou abandonados, pois á sociedade somente os renegavam, chegavam até os considerar castigo divino. Mais depois de muita luta seus direitos foram surgindo aos poucos com á ajuda de pessoas que acreditavam neles. Surgindo no séc. XX á educação especial e um tempo depois ela ganha um novo caráter o de inclusão o que pode considerar uma ação educacional humanística que vem a partir da Declaração de Salamanca em 1994, que tinha por objetivo fornecer diretrizes básicas para formulação e reforma de políticas educacionais de acordo com o movimento de inclusão sociais o que gerou á oportunidade de portadores de deficiência ingressar no ensino regular, recebendo á educação através de um mesmo currículo educacional, e fica por obrigação da escola assegurar á este aluno uma educação efetiva. ) Á Declaração de Salamanca acreditava que através da escola as atitudes discriminatórias da sociedade á o que acreditavam ser diferente podia ser combatida como afirma Hennemann (2012, sp) : ( “As escolas comuns, com essa orientação integradora, representam o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, construir uma sociedade integradora e dar educação para todos.” (apud FLORIANI, 2017, p.22). ) Educação á todos e inclusão é o fundamento desta declaração tanto que não foram contempladas somente crianças e jovens com necessidades especiais e sim todos que não tinham oportunidade á escola por suas condições desfavoráveis. Afirma (FLORIANO, 2017, p.29): ( A inclusão de crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino é à base desta Declaração. Alem das crianças portadoras de deficiências, também foram contempladas neste preceito de inclusão, aquelas com dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que repetem anos escolares, as que trabalham, as crianças de rua, as que moram distantes de escolas, as que habitam em condições de extrema pobreza ou que sejam desnutridas, as vitimas de guerra, as que sofrem abusos físicos, emocionais e sexuais, ou as que estão fora da escola, por qualquer motivo ) Nesta ênfase de inclusão dentro da escola ressaltando alunos com necessidades especiais, para ter uma perspectiva inclusiva, deve se mudar o comportamento de todos dentro do corpo escolar, ou seja, construir um ambiente acolhedor onde ele se sinta igual assim como todos e contendo os mesmos direitos. ( Floriani (2017) ressalta que á escola é o meio essencial para que criança portadora de necessidades especiais possa aprender e evoluir interagindo com todos. O que se fundamenta esta idéia é pelo fato de todos nascermos iguais, e com direitos de conviver crescer e se desenvolver. ) 3. EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA NO BRASIL A educação especial inclusiva é relativamente nova no Brasil. Este conceito de nova porque até o final do século 21 nosso sistema educacional tinha dois tipos de escolas: a Regular e a Especial. Tempos atrás mais de 10 anos uma proposta de inclusão modificou o sistema, que adotou apenas um tipo de escola – a Regular. A partir de então, todos os alunos freqüentam e aprendem no mesmo espaço, gerando o conceito de escola para todos. Vista que as escolas precisam se adequar a essa realidade, tanto em infra-estrutura como em mão de obra qualificada. Aqui se iniciam os grandes desafios da educação inclusiva. A rejeição das direções de escolas Desde quando se instaurou um único sistema de escola regular, instituições de ensino em geral começaram a rejeitar matrículas de alunos com alguma deficiência, o que é proibido por lei, uma vez que é dever da escola introduzir o aluno às questões sociais, culturais e científicas, sendo direito incondicional de todo ser humano. As justificativas dessas instituições se resumem a falta de recursos para atender as necessidades dos alunos. Este quadro vem mudando gradativamente, por meio de várias notícias de denúncias contra escolas em jornais de todo o país. A adequação dos professores A educação inclusiva requer mais do que recursos materiais adequados, é necessário mão de obra qualificada para exercer o trabalho nas escolas. É extremamente importante que os professores se preparem para receber estes alunos e estejam aptos a ensinar igualmente. A capacitação técnica por meio de cursos específicos da área como pós-graduações em educação inclusiva são ótimos meios de se preparar. A preparação psicológica neste sentido também é primordial e trata a aceitação de mudanças pontuais no processo de ensino e na interação em sala de aula. A adequação dos alunos Os alunos também precisam de orientação adequada e tempo para se adaptarem à nova realidade em sala de aula. Tanto os chamados “normais”, quanto os alunos com necessidades especiais passam por novas experiências de interação e convivência que devem ser uma extensão das relações em casa. Psicologicamente falando, é na convivência com um grupo de diferenças de aptidões, capacidades, sexo, cor e tantas outras que a criança constrói sua identidade, testa seus limites e conseqüentemente aprende. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ( Ao longo dos últimos anos , temos a temática da educação inclusiva inscrita em diferentes contextos e circunstâncias e a instituição escolartem sido convocada a dar algum tipo de resposta. O atual momento histórico exige uma participação efetiva da escola e, para tanto, é preciso redimensionar o modo de pensar e fazer educação, tarefa complexa por natureza. Nas palavras de Baptista (2006, p.29), “devemos conter o nosso pragmatismo, frear nossa tendência às respostas, explorar de maneira crítica nossa própria experiência, reconhecer nossa dolorosa e contínua implicação”. Neste sentido, Meirieu (2006, p.13) nos auxilia a perceber nossa implicação quando afirma “ser professor é uma maneira particular de ser no mundo, é uma forma particular de olhar o mundo ”. Morin (2002) afirma ser n ecessária uma profunda reforma paradigmática . Compreende que não se trata de uma reforma institucional ou curricular que se resume em renovação de programas, conteúdos, metodologias e procedimentos. Uma reforma paradigmática supõe uma nova racionalidade, que faculte ao homem compreender as situações do mundo complexo em que se encontra, para nele poder intervir. Significa “mudar as bases de partida de um raciocínio, as relações associativas e repulsivas entre alguns conceitos iniciais, o conceito angular, a idéia maciça e elementar que suporta todo o edifício intelectual” (MORIN, 2002, p. 82). Neste sentido, torna-se necessário que se empreenda outra possibilidade de conceber a formação do professor, outra racionalidade, outra compreensão do ser humano em suas diferentes formas de existir . ) 5. CONCLUSÃO 4.1 Conclus 4.1 CONCLUSÃO ( Na elaboração da pesquisa cientifica constatou – Nota se que a inclusão na educação tem um objetivo intrínseco que é aceitar toda e qualquer diferença no contexto escolar e possibilitar a todos o acesso ao conhecimento. A escola inclusiva parte de princípios distintos da proposta da integração, modelo vigente no final do século XX, por volta da década de 1970, em que se observava um movimento de integração social dos indivíduos que apresentavam deficiências, cujo objetivo era inseri-los em ambientes escolares, o mais próximo possível daqueles oferecidos à pessoa sem deficiência, para estimular a aceitação da sociedade. Tal proposta pressupunha a normalização, posta em prática nas escolas regulares, em que se recebia o aluno com deficiência em classe separada e dependiam esforços no sentido de modificá-lo para que se parecesse com as pessoas sem deficiência, sem a preocupação em realizar modificações na estrutura escolar para atendê-lo de forma equânime. Contrariamente, a inclusão educacional tem em vista a participação de todos os alunos, numa estrutura comum que considera as características, os interesses e os direitos de cada um, independentemente de suas condições. Concluímos que atualmente discute-se muito sobre educação inclusiva, buscando romper com o modelo educacional de integração do aluno com deficiência. Embora a escola inclusiva deva dar respostas a todos os alunos buscando atender suas mais variadas diferenças, temos no Brasil a definição de quem são os estudantes (PAEE) público-alvo da educação especial, clientela que por razões especificas pode requerer estruturas e recursos diferenciados e por isso têm direito ao atendimento educacional especializado. Para finalizar, cabe pontuar que a inclusão escolar requer uma nova dimensão paradigmática de escola, verdadeiramente humanizadora, que valorize a diversidade e caminhe para transformar-se em uma instituição educacional genuinamente para todos. ) ( Na elaboração da pesquisa cientifica constatou – Nota se que a inclusão na educação tem um objetivo intrínseco que é aceitar toda e qualquer diferença no contexto escolar e possibilitar a todos o acesso ao conhecimento. A escola inclusiva parte de princípios distintos da proposta da integração, modelo vigente no final do século XX, por volta da década de 1970, em que se observava um movimento de integração social dos indivíduos que apresentavam deficiências, cujo objetivo era inseri-los em ambientes escolares, o mais próximo possível daqueles oferecidos à pessoa sem deficiência, para estimular a aceitação da sociedade. Tal proposta pressupunha a normalização, posta em prática nas escolas regulares, em que se recebia o aluno com deficiência em classe separada e dependia esforços no sentido de modificá-lo para que se parecesse com as pessoas sem deficiência, sem a preocupação em realizar modificações na estrutura escolar para atendê-lo de forma equânime. Contrariamente, a inclusão educacional tem em vista a participação de todos os alunos, numa estrutura comum que considera as características, os interesses e os direitos de cada um, independentemente de suas condições. Concluímos que atualmente discute-se muito sobre educação inclusiva, buscando romper com o modelo educacional de integração do aluno com deficiência. Embora a escola inclusiva deva dar respostas a todos os alunos buscando atender suas mais variadas diferenças, temos no Brasil a definição de quem são os estudantes (PAEE) público-alvo da educação especial, clientela que por razões especificas pode requerer estruturas e recursos diferenciados e por isso têm direito a ) REFERÊNCIAS Nova escola. Educacao inclusiva: Desafios da formação e atuação em sala de aula.Disponivel em: https://novaescola.org.br/conteudo/588/educacao-inclusiva-desafios-da-formacao-e-da-atuacao-em-sala-de-aula. Acesso em: 07 de novembro de 2018 MENEZES. Ebnezer Takuno. Declaração de Salamanca. Disponível em: //www.educabrasil.com.br/en/declaracao-de-salamanca/. Acesso em: 13 de novembro de 2018 FLORIANI, Marlei Adriana Beyer. Educação inclusiva. Indaial: Editora Uniasselvi 2017. Diversa educação inclusiva na pratica. Educação Inclusiva. Disponível em https://diversa.org.br/educacao-inclusiva/.Acesso em: 13 de novembro de 2018 1 Acadêmicos : Barbara Cosmo Rostirolla- Débora Veloso- Janice Kucarz 2 Professor tutor externo: Maria Aparecida Francisco Alves da Silva Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso: Licenciatura em pedagogia (PED 1967) – Seminário Interdisciplinar III- 01/12/2018