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Um pouco da história do sabão
	De fato, a preparação do sabão é uma das mais antigas reações químicas conhecidas, as referências mais antigas aos sabões remontam ao início da Era Cristã. A preparação de sabão é mencionada a partir do cozimento do sebo de carneiro com cinzas de madeira, essa tecnica era conhecida pelos fenícios desde 600 a.C. O médico grego Galeno (130-200 d.C) descreve outra técnica segundo a qual o sabão podia ser preparado com gorduras e cinzas, tendo utilidade como medicamento para a remoção da sujeira corporal e de tecidos mortos da pele. Na era cristã é mencionado como agente de limpeza também.
No século XIII, a indústria de sabão foi introduzida na França e posteriormente em outros países. Na América o sabão era fabricado artesanalmente até o século XIX, foi a partir daí surgem as primeiras fábricas. No Brasil, a indústria de sabões data da segunda metade do século XIX.
Dois grandes avanços químicos marcam a revolução na produção de sabões. Em 1791, Nicolas Leblanc (1742-1806) concluiu o desenvolvimento do método de síntese de barrilha (carbonato de sódio) a partir da salmoura (solução de cloreto de sódio). Michel Eugène Chevreul (1786-1889), entre 1813 e 1823, esclareceu a composição química das gorduras naturais. Assim, os fabricantes do século XIX puderam ter uma ideia do processo químico envolvido, bem como dispor da matéria-prima necessária.
Formação
As gorduras animais e os óleos vegetais são ésteres formados por um álcool mais um ácido, sendo
insolúveis em água. Reagem com soluções alcalinas, de hidróxido de sódio ou potássio (hidrólise basica), produzindo sabão e a glicerina, produzindo a chamada ‘reação de saponificação’.
			óleo/gordura + base→ glicerol + sabão
Para que a saponificação se produza é necessário que você agite a mistura da gordura com a soda.Se a soda é sódica (hidróxido de sódio) você vai obter um sabão sólido e duro; se por outro lado, é potássica (hidróxido potássico), o sabão que obterá será mole ou líquido (cremes saponáceos como os de barbear).
Assim que for produzida a saponificação você tem que salgar a mistura para separar o sabão da glicerina. A seguir, continue com um processo de cocção, de socar, esfriamento e socagem lenta.
Em muitas localidades do Brasil é comum, ainda hoje, encontrar pessoas que fazem o chamado sabão de cinza. Para fabricá-lo, deve-se ferver gordura animal (banha de vaca, por exemplo) ou vegetal (gordura de coco, por exemplo) junto com água de cinzas, também conhecida como lixívia. Após cerca de duas horas de fervura, está pronto o sabão de cinza. Esse processo é o mesmo usado em fábricas de sabão, sendo a cinza um substituto para o NaOH ou KOH. O caráter básico da água de cinza se deve à presença de carbonato de potássio (K2CO3), que reage com a água dando origem a íons OH–. 
Os sabões mais duros são os que possuem o sódio e são usados para limpeza comum. Para a obtenção de sabões mais moles, utiliza-se o hidróxido de potássio (KOH) no lugar do hidróxido de sódio (NaOH) na reação de saponificação. Os sabões de barra utilizam a gordura animal como matéria-prima, enquanto os sabonetes que usamos para a higiene pessoal são feitos com óleos vegetais no lugar da gordura.
Observe na composição química do sabão que suas moléculas sempre possuem uma cadeia carbônica bem longa, que é apolar, e uma extremidade polar. É por essa razão que os sabões conseguem limpar a gordura e a sujeira.
http://www.biologianet.com/upload/conteudo/images/2014/12/sabao(1).jpg
Estrutura típica de um sabão
O sabão funciona da seguinte maneira: a sua parte apolar é hidrofóbica, ou seja, tem aversão à água, mas é lipofílica, isto é, interage com as moléculas da gordura (que também são apolares), "aprisionando-as" dentro de uma micela, como mostra a imagem a seguir. Enquanto isso, as extremidades polares das moléculas do sabão, que são hidrofílicas, ficam voltadas para fora, interagindo com a água. Desse modo, a sujeira gordurosa é arrastada com a água.
Os sabões são também chamados de agentes tensoativos ou surfactantes(do inglês surface active agents = surfactants), pois eles diminuem a tensão superficial da água, ajudando a penetrar melhor nos materiais e a realizar a sua limpeza.
http://www.biologianet.com/upload/conteudo/images/2014/12/como-o-sabao-funciona.jpg
Ilustração de como o sabão funciona
A tensão superficial da água é aquela "película" que se forma em sua superfície em razão das ligações de hidrogênio entre suas moléculas. Alguns insetos, por exemplo, conseguem caminhar sobre as águas em razão dessa tensão superficial. Objetos leves, como um clipe, também ficam flutuando na superfície da água. Mas se a água estiver com sabão, essa tensão superficial é desfeita e o clipe afunda.
 Os tensoativos reduzem a tensão superficial porque suas moléculas têm uma cabeça hidrofílica (com afinidade com a água) e uma cauda hidrofóbica (com pouca ou nenhuma afinidade com a água). A primeira adere às moléculas de água, quebrando suas atrações intermoleculares e permitindo a expansão da área de contato da água com a superfície que deve molhar
Algumas das propriedades
* Solubilidade em água: Varia inversamente com a massa molecular do ácido graxo empregado. Os sabões sódicos são menos solúveis que os potássicos. 
* Poder emulsificante: Quando solubilizados em água baixam a tensão superficial aumentando o poder de molhabilidade.
 *Ponto de fusão: São de uma maneira geral elevados, os dos sabões sódicos variam entre 230 a 270 °C.
* Higroscopicidade: Quando secos são higroscópicos, os sabões potássicos são mais higroscópico que os sabões sódicos

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