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Disciplina: Redação Empresarial
Autora: Maria do Carmo de Oliveira Moreira dos Santos
Unidade de Educação a Distância
REDAÇÃO EMPRESARIAL
Autora: Maria do Carmo de Oliveira Moreira dos Santos
Belo Horizonte / 2012
ESTRUTURA FORMAL DA UNIDADE DE EDUCAÇÃO A DISTÃNCIA
REITOR
LUÍS CARLOS DE SOUZA VIEIRA
PRÓ-REITOR ACADÊMICO
SUDÁRIO PAPA FILHO
COORDENAÇÃO GERAL
AÉCIO ANTÔNIO DE OLIVEIRA
COORDENAÇÃO TECNOLÓGICA
EDUARDO JOSÉ ALVES DIAS
COORDENAÇÃO DE CURSOS GERENCIAIS E ADMINISTRAÇÃO 
HELBERT JOSÉ DE GOES
COORDENAÇÃO DE CURSOS LICENCIATURA/ LETRAS 
LAILA MARIA HAMDAN ALVIM
COORDENAÇÃO DE CURSOS LICENCIATURA/PEDAGOGIA 
LENISE MARIA RIBEIRO ORTEGA
INSTRUCIONAL DESIGNER
DÉBORA CRISTINA CORDEIRO CAMPOS LEAL
KELLY DE SOUZA RESENDE
PATRICIA MARIA COMBAT BARBOSA
EQUIPE DE WEB DESIGNER
CARLOS ROBERTO DOS SANTOS JÚNIOR
GABRIELA SANTOS DA PENHA
LUCIANA REGINA VIEIRA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
FERNANDA MACEDO DE SOUZA ZOLIO
RIANE RAPHAELLA GONÇALVES GERVASIO
AUXILIAR PEDAGÓGICO
ARETHA MARÇAL DE MACÊDO SILVA
MARÍLIA RODRIGUES BARBOSA
REVISORA DE TEXTO
MARIA DE LOURDES SOARES MONTEIRO RAMALHO
SECRETARIA
LUANA DOS SANTOS ROSSI 
MARIA LUIZA AYRES
MONITORIA
ELZA MARIA GOMES
AUXILIAR ADMINISTRATIVO
THAYMON VASCONCELOS SOARES
MARIANA TAVARES DIAS RIOGA
AUXILIAR DE TUTORIA
FLÁVIA CRISTINA DE MORAIS
MIRIA NERES PEREIRA
RENATA DA COSTA CARDOSO
Sumário
4Unidade 1: A Comunicação na Empresa
18Unidade 2: Cartas Comerciais – Termos de Abertura e Fechamento
31Unidade 3: Cartas comerciais – corpo do texto
43Unidade 4: Textos empresariais: conceitos e modelos
60Unidade 5: Documentos empresariais: conceitos e modelos
Unidade 1: A Comunicação na Empresa
1. Nosso Tema
Produzir um texto significa construir atos de comunicação. E comunicação, etimologicamente, significa tornar comum, trocar opiniões. Comunicar implica busca de entendimento, de compreensão. O ato da comunicação é uma transmissão de sentimentos e de ideias. Não se escrevem palavras e sim ideias.
Assim, em todo ato de comunicação há um sujeito (emissor) que possui intenções de comunicação e que as coloca em forma de mensagem, construída por um conjunto organizado de sinais chamados de código (língua), e endereçada a um receptor (leitor). Nesse processo, o emissor escolhe, também, um canal, isto é, a forma como vai comunicar. Mas não poderíamos deixar de fora o contexto em que o ato comunicativo acontece. Esses seriam os elementos da comunicação.
Esquema da comunicação: 
Como se pode constatar pelo esquema acima, para que aconteça a comunicação é necessário ativar todos os itens mencionados. Reafirma-se que a comunicação é interativa e os lugares de emissor e receptor são intercambiados o tempo inteiro. Explicando melhor, pode-se dizer que, ao mesmo tempo em que um indivíduo faz o papel de emissor, ele também é um receptor.
Então vamos continuar nossos estudos?!?! 
Para Refletir 
Agora recorremos a uma piada para exemplificar uma comunicação bastante truncada ou equivocada e como isso poderia gerar situações extremamente constrangedoras.
Vá até a sua aula online e divirta-se com a piada.
Ela ilustra bem as distorções numa comunicação. É só se lembrar da brincadeira do “Telefone sem fio” muito praticada na infância.. O que não tem nada a ver com o telefone sem fio de hoje: aparelho muito usado na comunicação.
A grande questão é: Será que a nossa sociedade, mesmo com todo aparato tecnológico a serviço da comunicação, tem se comunicado bem? 
Fica aqui uma pergunta para reflexão. Não desenvolvermos agora esse assunto por ser bastante complexo e demandaria delongar nosso estudo. Mas nada impede de pararmos um pouco para pensarmos nos problemas da comunicação, assunto de um dos tópicos a seguir.
2. Conteúdo Didático
2.1. Processo de comunicação
Quanto ao processo de comunicação, a forma como acontece a comunicação, nós já estudamos quais são os elementos que os envolve no item anterior. Lembrando que, para que se instaure a comunicação, é preciso que haja um desejo de se comunicar. Depois disso, colocamos em ação os elementos citados. Porém, há situações em que a mensagem está separada tanto do receptor como do comunicador. Podemos nos lembrar, por exemplo, dos muitos sinais com os quais convivemos no dia-a-dia. Os sinais de trânsito seriam um bom exemplo. Contudo, esses sinais precisam ser previamente convencionados. Por convenção, todos fazem a mesma leitura dos sinais de trânsito. Assim, quando vamos atravessar a rua, olhamos o semáforo e se a luz vermelha está ligada para os veículos, a luz verde está ligada para o pedestre passar. Como podemos saber que a luz verde indica trânsito livre? Porque isso já ficou convencionado anteriormente.
Exemplo: As interpretações dos sinais de trânsito já ficaram instituídas, padronizados. Todos que dirigem sabem o que estes sinais significam. 
	PLACAS DE REGULAMENTAÇÃO
 
	
Parada Obrigatória
Dê a Preferência
Sentido Proibido
Proibido Virar à Esquerda
Proibido Virar à Direita
Proibido Retornar
Proibido Estacionar
Fonte: http://www.anacletobasso.com.br/sites/news/156.html 
Curiosidade: SEMÁFORO é uma palavra grega que originalmente foi criada a partir dos termos “sema” (sinal) e “phoros” (que leva). Mas foi depois de mais de um milênio que o semáforo tornou-se o conhecemos hoje, isto é, um dispositivo para controle de tráfego. Em 1868, em Londres, foram instituídas lanternas verdes e vermelhas para organizar o fluxo de carruagens e pedestres.
Tudo bem que quando a comunicação já está previamente convencionada, como nos sinais de trânsito, a interpretação fica mais fácil. Mas isso não acontece com o texto escrito. Dessa maneira, cada palavra, cada frase terá outro sentido de acordo com o contexto em que aparece. Por essa razão, o texto escrito deverá ser claro para evitar problemas de interpretações. É sobre isso que vamos estudar no próximo tópico.
2.2. Problemas da comunicação
Como o mundo seria bem melhor se não tivéssemos problemas com a comunicação. Se não existissem os “mal-entendidos”. De fato, pode-se perceber que muitos problemas que ocorrem nas relações interpessoais acontecem justamente por problemas de comunicação. 
No campo do trabalho, os problemas da comunicação podem gerar grandes perdas: são negociações mal sucedidas, vendas perdidas, treinamentos que não dão resultados satisfatórios. Nas relações interpessoais, a comunicação deficiente pode gerar contendas, intrigas, desentendimentos entre as pessoas, quer seja em relações profissionais, familiares ou sociais. 
As falhas na comunicação podem ocorrer de diversas formas. Algumas vezes os problemas acontecem na hora da emissão, outras na recepção. Podem ocorrer também quanto à escolha do código a ser utilizado ou do mau uso desse código. Um exemplo de código seriam as letras do alfabeto que, quando unidas, geram uma palavra, que, por sua vez, quando unida a outras palavras, seguindo uma estrutura convencionada pela Língua (por exemplo, Portuguesa), gera uma frase ou períodos. 
Quem redige um texto, por exemplo, tem intenções diversas e, para cada intenção, há um tipo de escrita. Nesse caso, o importante é saber as convenções que regem cada tipo de texto. 
Por essa razão, se desejamos nos comunicar com outras pessoas, precisamos procurar fazê-lo de forma clara. Para isso, é interessante percebermos o lugar sócio-histórico-cultural que o outro ocupa para que possamos adequar nossa comunicação de forma eficiente. Daí também resulta a escolha de “como comunicar”, e do código utilizado para minha comunicação. Não poderia deixar um bilhete escrito com um aviso para uma pessoa que é analfabeta, ou escrevê-lo em um idioma que o meu receptor desconheça.
Ao mesmo tempo, somos interpretadores de tudo o que acontece. Enquanto receptores, avaliamos, ponderamos, julgamos tudo o que percebemos, vemos e ouvimos. A todo instante fazemos julgamento de valores de tudo que passa ao nosso redor. O comunicador deverá também ser cuidadoso com as interpretações. Uma análise equivocada de algo que nos comunicaram poderá resultar em gravesdanos nas relações.
Ratificamos, como já foi dito, que a comunicação é interativa. Portanto, ao mesmo tempo em que somos emissores, somos receptores. 
Logo, quando estamos redigindo um texto, é fundamental que tenhamos em vista o que chamamos de “condições de produção do texto” ou “instâncias narrativas”. Isto é: quem escreve, o que escreve, para quem escreve, para que escreve, como escreve, onde escreve. “Quem escreve” seria o emissor; “para quem escreve”, o seu receptor; “para que escreve” seriam os objetivos e as mensagens; “como escreve” seria o código escolhido (código da Portuguesa escrita, Braile, ideogramas, usados na língua Japonesa etc). Por último, “onde escreve”, que se refere à adaptação do texto ao veículo em que irá circular a mensagem. Por exemplo, o texto de jornal é diferente do texto de uma revista científica. 
A seguir vamos perceber como a adaptação dessas instâncias é importante para que o texto seja bem compreendido.
Vamos ao trabalho!!!
2.2.1. Problemas mais comuns na comunicação escrita empresarial
Em nossa disciplina, vamos trabalhar bem a palavra escrita. Logo, o código escolhido para a comunicação é a escrita. Ora, o texto claro é aquele que é redigido contendo todas as informações necessárias. Lembramos que, no momento da leitura de nossa mensagem, não estaremos do lado de nosso interlocutor (leitor) para lhe explicar o que desejamos transmitir. Assim, não podemos garantir que o receptor tenha todos os conhecimentos prévios necessários para entender a mensagem. Chamamos de conhecimento prévio toda a carga de conhecimento necessária ao entendimento da mensagem. Se usarmos um termo técnico em nosso texto, é necessário explicá-lo bem para que sejamos entendidos. Assim como fizemos agora com a expressão “conhecimento prévio”. É bom termos sempre em mente que o texto escrito não poderá ter o que chamamos de lacunas, ou seja, informações faltosas no texto. Tudo deverá ser dito de forma clara, objetiva,.mas minuciosamente quando necessário. Portanto, o sucesso ou o insucesso da comunicação escrita depende muito do emissor.
Outro aspecto a ser comentado é o desleixo ou o não conhecimento de normas da escrita. Isso também poderá comprometer o entendimento da mensagem. Dessa maneira, é necessário que respeitemos as normas da escrita, como, por exemplo, a: concordância, regência, colocação pronominal, ortografia, acentuação, pontuação. Alem disso, devemos ficar atentos à estrutura da frase, primando pela ordem direta da estruturação frasal: sujeito + verbo+ complemento exigido pelo verbo. 
A respeito dos “problemas com a comunicação escrita”, leia o artigo: O erro de português na comunicação empresarial, por Marlisi Rauth. (O artigo se encontra no Ambiente Virtual de Aprendizagem, na ferramenta Publicações / Publicações).
Depois de ter compreendido o que chamamos anteriormente de “instâncias narrativas” (quem escreve, o que escreve, para quem escreve, para que escreve, como escreve, onde escreve), passamos agora à importância de organizar as ideias.... Vamos em frente!!! 
2.3. Organização das ideias
A organização das ideias é o primeiro passo a ser dado para que o redator possa transmitir sua mensagem a terceiros. Para isso, é preciso conhecer aquilo que será comunicado, ou seja, ter informações suficientes sobre o fato. Assim, leia, pesquise bastante sobre o assunto a ser abordado. Depois organize a estrutura da comunicação. Todo texto, independente do tipo, será composto por uma parte introdutória, outra de desenvolvimento ou parte argumentativa e por último, a parte conclusiva. Isto é, um texto bem construído é composto por: introdução, desenvolvimento e conclusão. 
Vá até a sua aula online e conheça o esquema ilustrativo sobre o assunto. 
Você poderá se organizar da seguinte forma:
INTRODUÇÃO: Na introdução do texto, o autor deverá deixar bem claro para o leitor o que será dito. Nessa parte, o escritor irá chamar a atenção do leitor sobre o que ele vai escrever.
O assunto a ser tratado deve ser apresentado de maneira transparente. Existem assuntos que abrem espaço para definições, citações, perguntas, exposição de ponto de vista em oposição, comparações, descrição.
Para tanto, o autor pode se valer de algumas estratégias de introdução do assunto, como: 
- Afirmação geral sobre o assunto 
- Consideração do tipo histórico-filosófico 
- Citação 
- Comparação 
- Uma ou mais perguntas 
- Narração
(Escolha uma dessas formas para introduzir seu assunto)
DESENVOLVIMENTO (parte argumentativa, persuasiva): Em um texto, a persuasão aparece de forma explícita. É nessa parte que o autor desenvolve o tema, como, por exemplo, por meio de argumentação por citação, isto é, citando ideias ou trechos de outros autores. A argumentação poderá ser também por comprovação ou raciocínio lógico, tomando sua posição a respeito do que está sendo discutido, lembrando que uma argumentação deverá estar articulada com a outra.
O conteúdo do desenvolvimento pode ser organizado de diversas maneiras, dependerá das propostas do texto, das informações disponíveis e da escolha do autor. O autor poderá usar de alguns recursos para sua argumentação, como, por exemplo, argumentar por:
- Comparação;
- Exemplificação;
- Enumeração;
- Elementos que determinam causa e consequência;
- Citações 
- Questionamentos etc;
Lembrando que, ao trabalhar com citações, é necessário que o redator conheça as formas de citações para o trabalho científico, dentro das Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnica), para evitar o plágio.
Por isso, fazemos agora um parágrafo para entendermos o que é o Plágio.
Plágio: do Lat. plagiu e do grego plagios significa 'trapaceiro', 'obliquo'.
Conceito: Ação de assinar ou apresentar o trabalho de outro como se fosse seu. Isto é, copiar o trabalho de outro. (Qualquer obra artística ou científica). 
 (Lei nº 9.610, de 19.02.98 sobre direitos autorais, publicada D.O.U. de 20.02.98, Seção I, pág. 3 por decreto do então presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO):
Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos.
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
Art. 24. São direitos morais do autor:
I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I - a reprodução parcial ou integral
O Código Penal prevê de três meses a quatro anos de PRISÃO, além de multas. 
Agora veremos como trabalhar com Citações diretas ou indiretas.
(Os exemplos usados aqui foram retirados de um artigo científico, intitulado “FRAGMENTOS IDENTITÁRIOS: uma (des)construção das imagens de nação nas crônicas do “Macaco Simão”, e faz parte de uma pesquisa de iniciação científica por mim coordenada, desenvolvida no Centro Universitário Newton Paiva. Este artigo está publicado na revista de Iniciação Científica 2003/2004 deste Centro). 
Citações Diretas: o trecho é citado tal qual o autor trabalhou. Até três linhas a citação aparecerá dentro do texto, apenas de forma destacada. Isto é, poderá aparecer em itálico como pediu o editor deste artigo, seguido do número da página em que se encontra publicado. 
Exemplo: Para iniciar este trabalho, no primeiro momento, há que se fazer uma reflexão sobre o gênero crônica. A crônica, do grego chronos, significando tempo, designa um texto específico, que teve como seu veículo primeiro, o jornal. Os primeiros registros desse gênero deram-se como folhetim, por causa do espaço que lhe era destinado no jornal. O texto ocupava o rodapé e tinha como objetivo entreter o leitor. Perpetuou-se, ocupando o mesmo veículo,numa ligação intrínseca que esse veículo tem com o tempo, por isso mesmo que para entender a sua história, seria preciso sempre pensá-la em relação à imprensa, a que esteve sempre vinculada sua produção (ARRIGUCCI: 1987, p.53).
Quando a citação ocupar mais de três linhas, ela aparecerá fora do texto, com um recuo de 4cm da margem esquerda, sem aspas e com letra menor que a utilizada no texto. No caso do exemplo abaixo, a fonte é 09, pois a fonte utilizada no texto é 10. Veja abaixo:
Exemplo: Entretanto, o que interessa no enfoque dado às produções dos textos do Simão é a caracterização da crônica como um texto jornalístico, no seu borramento de fronteiras com o texto literário. Recorrendo mais uma vez a BENDER e LAURITO (1993, p.23):
De tudo que se disse até agora, é preciso ressaltar que, embora a crônica, atualmente, possa ser utilizada, no âmbito jornalístico, de maneira abrangente (crônica social, esportiva, política, etc.), o que vai interessar ao nosso estudo será a crônica do autor, a crônica como forma de arte e considerada um gênero próprio, ou seja, a crônica literária.
Citações Indiretas: o redator usará a ideia de outro autor, apenas reproduzida com suas próprias palavras.
Exemplo: A literatura, ao narrar a nação, pode nos levar a entender melhor esse espaço, já que a dimensão simbólica das imagens confere à nação outros significados, muitas vezes desveladores de elementos não perceptíveis ao seu cidadão. (FONSECA, 1994).
A esse respeito, você poderá ler a publicação da normatização, utilizada pela Newton Paiva, que se encontra no site www.newtonpaiva.br. Na página inicial, clique em Biblioteca, depois no canto da esquerda clicar em “Manual de Normatização Técnica”. 
Voltamos agora à estrutura do texto. Estamos na parte de desenvolvimento. Nesse contexto, podemos perceber que existem diversas formas de trabalhar esta parte. Para isso é preciso que você conheça as ferramentas com as quais poderá trabalhar. 
Lembramos que a parte do desenvolvimento é a parte mais densa do texto. Por isso deverá ser bem articulada e principalmente encadeada de forma clara para que não fique fragmentada. O encadeamento se dá através de termos que utilizamos para amarrar uma ideia à outra. Por exemplo, podemos terminar um parágrafo introduzindo o assunto do parágrafo seguinte. Ou podemos, também, iniciar um parágrafo retomando a ideia trabalhada no parágrafo anterior. Alguns articuladores nos auxiliam nesta prática. Expressões como, Nessa perspectiva, Nesse contexto, Dessa maneira, Dessa forma; Ou os próprios conectivos como: Mas, Porém, Contudo, Todavia quando trabalhamos com ideias opostas. Por isso, Por essa razão, quando trabalhamos com causa e consequência; Portanto, Logo, Concluindo, quando estamos finalizando o texto. 
CONCLUSÃO: a conclusão de um texto é fundamental para deixar o texto bem estruturado. Nessa parte, o autor sinaliza para o leitor que ele irá terminar sua escrita. A conclusão não necessariamente indica término ou fechamento do assunto, mas sim término daquela escrita. Um resumo forte e breve de tudo o que já foi dito é uma boa estratégia de terminar um texto. Cabe também a essa parte responder à questão proposta inicialmente (se houve questão), expondo uma avaliação final do assunto.
Modos de conclusão de um texto:
- Retomar a introdução ou alguma parte essencial da escrita;
- Reforçar ideias já apresentadas;
- Sintetizar algum argumento importante;
- Fazer um breve resumo do exposto no texto.
O texto poderá ser concluído com alguma frase de impacto, fazendo com que fique memorizado algo importante da discussão, ou até mesmo com alguma indagação que levará o leitor a continuar a reflexão sobre o tema proposto. Mas cuidado para nessa indagação você não introduzir outro assunto. Na conclusão, não se deve instaurar uma discussão nova. 
TÍTULO: Determinados tipos de textos exigem um título. O título deverá ser considerado como parte do texto. Deverá conter poucas palavras, mas definir bem a temática do texto. O título deverá ser chamativo, sugestivo e de preferência ser escolhido por último.
Depois que você terminar de organizar sobre o que vai escrever, quais estratégias usar para desenvolvê-lo e como vai terminar, você poderá começar a escrevê-lo. Procedendo dessa forma, você construirá um texto mais claro e bem articulado.
2.4. Conceituando a “Informação”
A informação é uma comunicação levada ao conhecimento de uma pessoa ou do público. É o conteúdo da mensagem emitida ou recebida. A informação é o ato de noticiar algo a alguém, comentar ou dar parecer sobre alguma coisa.
De acordo com Medeiros (2001, p.22), 
Informação é o conteúdo da mensagem emitida ou recebida, que, para ser eficaz, depende de sua originalidade. Uma mensagem corriqueiramente elaborada, com aproveitamento de frases feitas clichês, lugares comuns, por exemplo, corre o risco de nada informar, de sequer motivar o receptor a prosseguir a leitura.
Para Medeiros (2001), a informação é algo comunicado a uma pessoa ou ao público de maneira efetiva.
2.5. Clareza na escrita
Um texto claro é aquele que não deixa dúvidas para o leitor. Para escrever com clareza, é preciso conhecer bem o assunto. Para isso, é necessário organizar as ideias, ou seja, saber qual é a ideia mais importante e como as outras se relacionam com ela. 
Em uma empresa, a redação é uma espécie de linguagem escrita que trata de fatos ou assuntos técnicos ou científicos. Embora a estrutura e o estilo de um texto técnico apresentem características próprias, os princípios básicos para se fazer uma redação técnica são os mesmos que utilizamos em outros tipos de textos, ou seja, a composição fundamenta-se na clareza, correção, coerência, objetividade, ordenação lógica, entre outros. Para tanto, é preciso que o autor também domine aspectos linguísticos da língua, como: pontuação, regência, concordância, uso dos pronomes, etc.
A clareza de um texto está relacionada à maneira como se estruturam as frases. Procure sempre escrever frases curtas, respeitando a ordem direta da língua. Isto é, sujeito+verbo+complemento pedido pelo verbo. Escreva uma ideia de cada vez, apenas se preocupando em encadear uma ideia à outra.
Veja o exemplo abaixo:
Os operários da Companhia Vale Rio Doce reivindicaram a seus superiores atitudes administrativas que lhes propiciassem condições melhores de trabalho e, conseqüentemente, maior segurança no desempenho de suas funções, gerando uma satisfação geral do funcionário, como também solicitaram o aumento de salários e benefícios oferecidos pela companhia, resultando na tão almejada sensação de estabilidade profissional.
Esse texto poderia ser escrito de forma mais clara se assim fosse redigido:
Os operários da Companhia Vale Rio Doce reivindicaram a seus superiores atitudes administrativas que lhes propiciassem melhores condições de trabalho. Solicitaram, também, uma maior segurança no desempenho de suas funções, o que geraria a satisfação geral dos funcionários. Entre as reivindicações, os operários cobraram, ainda, o aumento de salários e benefícios oferecidos pela companhia, resultando na tão almejada sensação de estabilidade profissional.
Outra dica: ao terminar de redigir algum texto, principalmente se for para publicação, você poderá pedir alguém para ler o que escreveu e observar se a escrita ficou clara. 
3. Teoria na Prática 
O cuidado com a redação é fundamental para que o texto seja claro, evitando problemas na hora da leitura. Muitas vezes, deparamos com muitas redações mal elaboradas. Isso ocorre, inclusive, nas redações das notícias dos jornais. Pela urgência de elaborar uma pauta de publicação, sem tempo para revisões, o texto aparece com problemas.
Observe a seguinte frase, retirada de um jornal: 
 “A direção do hospital não deixou que o Presidente conversasse com os pacientes atendidos por enfermeiras inexperientes que acusavam o hospital de maus-tratos.” (http://vestibular.uol.com.br/pegadinhas/ult1796u143.jhtm)
A passagem ambígua é: “...pacientes atendidos por enfermeiras inexperientes que acusavamo hospital...”
 A palavra que provoca uma ambiguidade, (“Ambiguidade” refere-se àquilo que gera mais de uma interpretação, não permitindo exclusão de nenhuma possibilidade. Tanto pode ser uma coisa quanto outra.) pois, da maneira como o período foi construído, tem-se a impressão de que as enfermeiras acusavam o hospital; mas, segundo o jornal, os pacientes é que o acusavam de maus-tratos praticados pelas enfermeiras.
Observe: o que pode ser substituído pelos pronomes relativos o qual, a qual, os quais, as quais. O gênero e o número desses pronomes dependem do elemento substituído por eles. Se for feminino, singular, substitui-se por “a qual”; feminino, plural: “as quais”; masculino, singular: “o qual”; masculino, plural: os quais.
Na frase retirada do jornal, por exemplo, a substituição impediria a ambiguidade, uma vez que o substantivo pacientes seria substituído por os quais, e enfermeiras, por as quais. 
A frase ficaria assim: A direção do hospital não deixou que o Presidente conversasse com os pacientes atendidos por enfermeiras inexperientes os quais acusavam o hospital de maus-tratos. 
Exemplos de frases com problemas de estruturação (MARTINS; ZILBERKNOP, 2007:77):
Precisa-se de babá para cuidar de criança de 17ª 25 anos. (má disposição de palavras na frase.)
Melhor formulação: Precisa-se de babá, com idade entre 17 e 25 anos, para cuidar de criança. 
Escutei algo a respeito do envenenamento da mulher sentada na praça. (má disposição das palavras na frase)
A frase ficaria melhor assim: Sentada na praça, escutei algo a respeito do envenenamento da mulher.
4. Recapitulando 
 Veremos agora um resumo da unidade que estudamos:
1. Elementos da comunicação: emissor, mensagem, código, receptor.
2. As falhas na comunicação podem ocorrer de diversas formas. Algumas vezes os problemas acontecem na hora da emissão, outras na recepção. Podem ocorrer também quanto à escolha do código a ser utilizado ou do mau uso desse código.
3. Ao mesmo tempo em que somos emissores, somos receptores.
4. Para a construção de um texto bem escrito, são necessários os seguintes elementos: clareza, 
 correção, coerência, objetividade, ordenação lógica, entre outros.
5. Instâncias narrativas: quem escreve, o que escreve, para que escreve, para quem escreve, como escreve, onde escreve.
6. Todo texto deverá constar de uma introdução, desenvolvimento e conclusão.
7. Devemos ficar atentos quanto à questão do Plágio. Citar outros textos é interessante e sempre enriquece nossa produção, mas devemos citá-los respeitando as normas da ABNT para citações.
5. Referências 
ARRIGUCCI. Davi Jr. Enigma e comentário: ensaios sobre literatura eexperiência. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
BENDER, Flora Chiristina, LAURITO, Ilka Brunhilde. Crônica: História, teoria e prática. São Paulo: Scipione, 1993.
DISCINI, Norma. A comunicação nos textos. São Paulo: Contexto, 2005.
FONSECA, Maria Nazareth Soares. Literatura e imaginário social. In: Revista do IV Congresso da ABRLIC - Literatura e diferença. 1994. 
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 26ª. Ed. Rio de janeiro. Editora FGV, 2008.
KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o português. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 2000.
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 26ª. ed. São Paulo. Atlas, 2007.
SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. 11 ed. São Paulo: Globo, 2001.
Unidade 2: Cartas Comerciais – Termos de Abertura e Fechamento
1. Nosso Tema
A correspondência comercial é um tipo de comunicação escrita muito utilizada no meio empresarial e serve para facilitar, agilizar e documentar as transações. Dentro da empresa, essa escrita registra as comunicações de seus colaboradores. A correspondência comercial pode ser usada também para as articulações fora da empresa. Para facilitar a comunicação, os textos devem ser bem redigidos, respeitando uma determinada formatação.
 E é sobre as correspondências comerciais e suas configurações que vamos estudar nesta unidade. 
Origem: A carta, como meio de comunicação entre pessoas, existe desde o século IV a.C. Outros meios apareceram desde então com a mesma finalidade, mas a carta manteve-se como opção importante.
Definição: Cartas comerciais são documentos usados por empresas privadas ou públicas com o objetivo de facilitar os contatos, viabilizando as transações. A carta comercial é um documento escrito com uma linguagem clara, objetiva, simples, dentro das normas cultas da língua. 
Linguagem: Quanto á linguagem, podemos perceber que as cartas comerciais devem primar pela 3clareza de pensamento e pela objetividade. O texto deverá ser coerente e coeso (aspectos já estudados na Unidade 1). 
Para isso, é importante que o redator tenha bem definidos estes aspectos.
 Vá até a aula online para você, aluno, ter conhecimento sobre a coerência e a coesão.
Para Refletir 
Ao contrário das cartas comerciais, as demais cartas podem ser elaboradas com estilo, abusando das figuras de linguagem, do estilismo, da conotação. Lembrando que conotação seria o sentido conotativo das palavras, isto é, sentidos outros que não o encontrado no dicionário. A esse sentido, encontrados no dicionário, dá-se o nome de sentido denotativo. 
A exemplo das cartas literárias transcrevemos trecho de uma carta escrita por Carlos Drummond de Andrade a Mário de Andrade em 1925:
Belo Horizonte, 20 de maio de 1925
Meu amigo
Agora sou eu o faltoso, mas estou que você não terá notado meu silêncio, uma vez que anda sempre ocupado. Acontece que esse demônio da ocupação se apossou também dos meus dias. Imagine uma coisa mais simples, mais extraordinária, mais comum, mais sensacional, etc., etc.. (Madame de Sévigné) (O autor faz referência aqui a uma marquesa de Paris que era uma contumaz correspondente de sua filha.) vou casar em breve. Avalie agora o meu estado de espírito, fruto dos mil e um incidentes que me roubam o tempo e, com ele, a ocasião de continuar nossa conversa, para mim tão deleitosa. Um homem que vai casar é um homem à parte. Ainda hei de lhe escrever uma carta bem comprida, contando por miúdo o que tenho sentido, e que não é complicado, mas também não é vulgar: um misto de inquietação, desânimo, de alegria (alegria desenganada) e de mais uma porção de coisas. Você conhece mais ou menos o meu feitio e deve calcular a maneira como esses acontecimento impressiona minha sensibilidade. Resumindo, posso dizer que tenho sofrido um pedacinho com esse originou prazer de casar. Desconfio, porém, que nisso tudo anda um pouco de literatura. Desconfio ainda do meu temperamento de exceção. Exceção é quase sempre falta de saúde física e moral, não acha? Diga o que lhe parece estar no fundo de meus sentimentos. Não lhe será difícil: Deus lhe dotou com uma fina penetração psicológica. Mesmo de longe, e ignorando detalhes – os detalhes só servem para atrapalhar- você sabe mexer na alma da gente. Preciso de fortificantes para o espírito. Enfim: sou uma besta. Dê uns conselhos para esta besta. (...) (p. 120)
Fonte: FROTA, Lélia Coelho. A lição de amigo: cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Record, 1988.)
O curioso dessa carta não está somente na linguagem empregada. O mais interessante está no fato de que, naquele tempo, as correspondências não chegavam com tanta rapidez como hoje. A resposta às questões e angústias de Carlos Drummond a respeito do casamento chegou tardiamente. A carta demorou tanto a chegar que, quando Carlos Drummond a recebeu, já estava casado e nada lhe valeram os conselhos de Mário de Andrade. A carta resposta e mais inúmeras correspondências dos dois grandes escritores brasileiros encontram-se publicadas no livro “A lição de amigo: cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade”.
Qual seria a diferença entre as cartas literárias e as cartas comerciais?
Vamos conseguir perceber a diferença por meio dos tópicos seguintes. 
Vejamos!!!!!!
2. Conteúdo Didático
2.1 Introduçõescomuns nas correspondências 
As correspondências, para que fiquem mais claras, deverão ser divididas em algumas partes, a saber:
Vocativo e saudação
A invocação é sempre seguida de dois pontos. Não se usam vírgulas depois da saudação porque não se inicia o texto da carta com letras minúsculas. A invocação deverá ser respeitosa e sincera. Seguem abaixo alguns exemplos: 
Senhora Maria Santos: também é recomendável que, em vez de Prezado Senhor (que significa querido senhor), se usem outras formas, como: 
Senhor Diretor: (e antes do nome próprio se usa a abreviatura Sr.)
Sr. Antônio Rodrigues: 
Professor:
Senhores: (para pessoa jurídica)
Logo após a saudação, deve-se iniciar o texto.
Nas introduções das cartas, o redator deverá deixar claro para o seu interlocutor o motivo de sua carta. Abaixo alguns exemplos de introdução:
 Informamos V.SA. de que...
Solicitamos a V.Sa.....
Atendendo as solicitações de sua correspondência...
Com relação aos termos de sua carta...
Acusamos o recebimento de sua carta...
Pedimos a gentileza de enviar-nos...
Temos a satisfação de lhes apresentar...
Nas correspondências comerciais, uma das dificuldades encontradas pelo redator é também quanto ao emprego do pronome de tratamento. O pronome de tratamento deverá ser adaptado à pessoa a quem nos dirigimos. Assim, se nos dirigimos a uma pessoa mais velha, que não conhecemos, não utilizaremos o "você". Tampouco falamos com uma criança com o pronome "senhor". Da mesma forma, se nos dirigirmos a uma autoridade, o pronome deverá ser apropriado respeitosamente a essa pessoa.
Observem o quadro abaixo com os pronomes de tratamento:
	Pronomes de tratamento
	
	Abreviaturas
	
	Pronome
	Singular
	Plural
	Emprego
	você
	v.
	
	tratamento informal
	o(s) senhor(es), a(s) senhora(s)
	sr.
sra. 
	srs.
sras.
	tratamento formal ou cerimonioso
	Vossa Alteza
	V.A.
	VV.AA.
	príncipes, princesas, duques
	Vossa Eminência
	V. Em.a
	V.Em.as
	cardeais
	Vossa Excelência
	V.Ex.a
	V.Ex.as
	altas autoridades
	Vossa Magnificência
	V.Mag.a
	V.Mag.as
	reitores de universidades
	Vossa Majestade
	V.M.
	VV.MM.
	reis, imperadores
	Vossa Reverendíssima
	V.Rev.ma
	V.Rev.mas
	sacerdotes
	Vossa Senhoria
	V.S.a
	V.S.as
	autoridades, tratamento respeitoso, correspondência comercial
	Vossa Santidade
	V.S.
	
	Papa, Dalai Lama
Fonte: educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u48.jhtm 
Lembrete: Apesar de esses pronomes referirem-se à 2ª pessoa, aquele com quem se fala, os pronomes de tratamento se comportam como pronomes de 3ª pessoa, de quem se fala. Ex.: V.Sa. sabe de quem estou falando.
A esse respeito, leiam também o interessante artigo Uso das formas de tratamento, da Profa. Luísa Galvão Lessa.
 http://www.agazeta-acre.com.br/Web/Noticias.do?ID_Not=12547. Data da pesquisa: 08/03/2009.
 
Neste tópico, aprendemos os termos de abertura de uma correspondência comercial. Passemos agora para o fechamento da correspondência.
2.2 Fechos de cortesia
Ao finalizar a redação, devemos usar alguma expressão de fechamento que demonstre elegância.
Abaixo alguns exemplos de termos de fechamento:
- Agradecemos a atenção.
- Aguardamos providências a respeito, subscrevemo-nos.
 Atenciosamente 
- Aguardamos seu pronunciamento, subscrevemo-nos
 Atenciosamente 
- Com a consideração de sempre, firmamo-nos
 Atenciosamente
 - Com elevada consideração.
- Com distinta consideração.
- Saudações atenciosas.
Termos de fechamento para amigos:
- Cordialmente 
- Um grande abraço
- Abraços
Fechos a serem evitados:
Aguardando suas notícias...
Sendo o que se apresenta para o momento....
Vamos em frente com outros tópicos importantes. Este é o nosso próximo assunto.
2.2.1 Outros tópicos importantes 
Cabeçalho ou timbre:
O timbre, ou o que chamamos também de cabeçalho, é logotipo da empresa contendo suas iniciais. Algumas empresas utilizam papel de carta com timbre, composto de nome da empresa e endereço. Outras fazem um modelo de papel timbrado eletrônico, utilizado inclusive no computador.
Índice (órgão expedidor e nº. de expedição):
Expedidor da carta que também pode vir acompanhado de um número. Controla as correspondências emitidas, facilitando sua localização em arquivos.
Local e data:
Local seguido de vírgula e depois a data. 
Atenção: não se coloca zero antes dos números e nome do mês, que deverá ser escrito em letra minúscula.
Endereçamento:
O endereçamento interno está em desuso, e o externo aparece no envelope.
Referência:
A referência é na realidade o assunto a ser tratado.
 Assinatura:
Dispensa-se em qualquer documento o uso de traço para a assinatura.
Cargo ou função de quem assina a carta:
Não se usam caracteres maiúsculos para ressaltar cargos ou funções do emissor.
Diretor, Secretário Comercial.
Anexos:
Os anexos são os documentos que acompanham a correspondência. Somente anexamos documentos indispensáveis na comprovação de informações ou quando solicitados.
Evite usar a expressão “em anexo”. O melhor é usar:
Anexa guia de recolhimento
Anexas notas promissórias (observe a flexão para o plural)
Iniciais de redator e digitador:
As iniciais do digitador são colocadas no rodapé, à esquerda, sob a assinatura e após as iniciais do redator. Usa-se também colocar essas iniciais em letras minúsculas. Se o redator e o digitador forem os mesmos, coloca-se uma barra diagonal e, em seguida, as iniciais. Ex.: /Mir ou /MIR.
De acordo com o que aprendemos, veja na sua aula online um exemplo de uma carta empresarial:
2.3 Técnicas de simplificação 
Diz o velho ditado: “Podendo simplificar, para que complicar.”
Nas correspondências comerciais, isso não é diferente. Assim, o redator deverá optar por reduzir o número de palavras. Mas cuidado, não queremos dizer que devemos deixar lacunas na redação. Devemos, sim, usar expressões diretas, como:
Segue anexo a esta... 
Anexamos...
 Será prontamente atendido. 
Será atendido...
Anteriormente citado. 
Citado...
Levamos ao seu conhecimento. 
Informamos....
 Vimos solicitar... 
Solicitamos...
Nesta unidade aprendemos que o texto das cartas comerciais deverá contar objetivamente com local e data, destinatário, vocativo, contexto ou assunto escritos com clareza, despedida e assinatura. Ficou faltando estudarmos como se elabora o corpo do texto, assunto que será apresentado com mais detalhes na próxima unidade.
3. Teoria na Prática 
Abaixo veremos, na prática, como se empregam os itens estudados para elaborar uma carta empresarial:
MODELO DE CARTA COMERCIAL
Timbre
5 espaços (5x1)
Índice e número 
DPV/25
3 espaços (3x1)
Local e
data
Belo Horizonte, 08 de fevereiro de 2009. 
5 espaços (5x1)
Referência 
Ref: Notícia sobre lançamento de livro
3 espaços (3x1)
Invocação
Professor: Sr. Reginaldo Santos
3 espaços (3 x 1)
Meus dois livros – Técnicas de redação e correspondência – receberam de sua parte 
atenção ímpar, e você fizeram publicar, em sua revista, resenha que muito me gratificou.
Dessa maneira, envio-lhe um exemplar do meu mais recente lançamento, 
“Manual de redação comercial”, não para exigir-lhe elogios, mas como gratidão pelas 
sugestões que você sempre me apresenta.
2 espaços (2x1)
Texto
Este livro aborda questões sobre redação comercial e é destinado às secretárias, a gerentes, a universitários ou a qualquer pessoa que necessite de dicas para esse tipo de redação.
 2 espaços (2x1)
Cumprimento 
Cordiais saudações.
final
2 espaços (2x1)
Atenciosamente,
3 espaços (3x1)
Assinatura
Rafael Moniz
3 espaços (3x1)
Anexos
Anexos: Press-release e livro Manual de Redação.
3 espaços (3x1)
Iniciais
JBM/MS
3 espaços (3x1)
Cópia 
c/c: Gerência de comunicação Social
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2001. (modelo adaptado)
4. Recapitulando 
Abaixo estão os principais tópicos estudados nesta unidade:
A carta comercial é um documento escrito com uma linguagem clara, objetiva, simples, dentro das normas cultas da língua. 
O texto deverá ser coerente e coeso.
Evitar vocabulários eruditos de difícil compreensão.Sentido denotativo das palavras é o sentido encontrado no dicionário e o conotativo é um outro sentido empregado para a palavra que é recuperado de acordo com o contexto.
É preciso que se faça a adequação dos pronomes de tratamentos de acordo com a pessoa a 
quem se dirige a carta.
Na exposição do pensamento, a objetividade e a rapidez são exigências modernas.
Tópicos da carta comercial: local e data,  destinatário, vocativo, contexto ou assunto escritos com clareza, despedida e assinatura
5. Referências 
GOLD, Miriam. Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na Era da Globalização. 2 ed. São Paulo: Makron Books, 2002.
MEDEIROS, João Bosco. Correspondência. 14 ed. São Paulo: Atlas, 2001.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2001.
Unidade 3: Cartas comerciais – corpo do texto
1. Nosso Tema
Depois que você fez a abertura de sua correspondência com uma incisiva exposição sobre o motivo que o levou a enviar a correspondência, é o momento de você começar a redação do corpo de sua carta. O corpo de sua carta, parte do desenvolvimento das ideias, deverá ser trabalhado observando os aspectos coesivos e coerentes (esses aspectos serão bem trabalhados mais à frente). Nessa perspectiva, o redator deverá trabalhar de maneira que seu texto seja claro, simples, coeso e, principalmente, argumentado de forma segura para que possa passar a informação de maneira eficiente. Para isso, é importante que o redator saiba também com clareza do que vai tratar em sua carta para evitar dúvidas e má interpretação de sua mensagem. Logo a linguagem terá de ser:
· Simples;
· Precisa e objetiva;
· Dentro das normas cultas da língua;
· Concisa, enxuta; 
· Impessoal (usar 3ª. p. do singular).
Assim, será importante que nos atentemos quanto a alguns aspectos que serão detalhados nesta unidade. Vamos adiante!!!!!!!!!
Para Refletir 
Veja na sua aula online a Carta – Poema, de Manuel Bandeira.
Observe o tipo de linguagem e como se diferencia das cartas comerciais. O próprio autor intitula o texto de “Carta – Poema”. Esse texto poderia ser chamado de carta?????????????
Passemos agora para as dicas sobre a construção do corpo do texto, considerando a forma e o assunto.
2. Conteúdo Didático
2.1 Elaboração do Texto
O texto da carta é em geral um relato baseado em acontecimentos comprováveis. Devemos sempre ter em mente que o texto de qualquer carta comercial será guardado como documento. Por isso, devemos expor os assuntos com rapidez, relatando apenas o que é significativo. Nesta parte, o redator deverá tomar o cuidado para não ser prolixo, isto é, ficar relatando fatos secundários, esquecendo-se do mais importante. Por essa razão, a clareza de pensamento é a principal qualidade do redator. Palavras que marcam o subjetivismo, como os adjetivos, devem ser evitados. 
Exemplo: 
	Ao invés de:
	O texto ficaria claro e objetivo assim:
	Esclarecemos que este Departamento foi organizado de tal forma que agilizará o competente e necessário atendimento a toda e qualquer empresa que atue na área de projetos.
	Esclarecemos que este departamento foi organizado para agilizar o atendimento às empresas que atuem projetos.
A esse respeito Medeiros (2001) diz que
São exigências modernas a objetividade e a rapidez na exposição do pensamento Por isso, mais do que nunca é preciso buscar clareza de pensamento, concatenação de idéias, vocabulário exato. A linguagem utilizada nas relações comerciais exige o conhecimento de certas fórmulas e praxes em que se deve exercitar o redator comercial. (76).
As “praxes” citadas por Medeiros são aspectos da escrita, já trabalhados e novamente estudados a seguir, como: coerência, exatidão, clareza, concisão. Este último ficará mais bem detalhado no tópico sobre “Simplificação”, comentado também nesta unidade.
Antes de começar a redigir sua carta, faça a escolha do tipo de carta com a qual você irá trabalhar. Existem diversos tipos de cartas comerciais, variando, às vezes, a forma de acordo com a mensagem a ser enviada. Assim temos:
No próximo capítulo, falaremos especificamente sobre alguns desses modelos de correspondências comerciais.
Depois de definir o modelo de carta a ser redigida, faça um recorte do assunto. Isto é, tenha bem clara a ideia-chave de sua mensagem. 
Preste Atenção: você deverá despertar o interesse do seu receptor em relação ao seu assunto. Para isso, mantenha o “tom” de sua escrita sempre positivo e confiante. Seu interlocutor deverá se sentir motivado a entrar em contato, dando-lhe respostas ou propondo um encontro para se interar melhor do assunto. Esse momento poderá ser a “pedra angular” de uma transação. 
A parte do desenvolvimento da mensagem é o espaço destinado à explanação mais detalhada sobre as razões que nos levaram a escrever. Coloque aqui todas as informações específicas para que o destinatário compreenda o seu propósito. Por exemplo, se você estiver oferecendo um serviço ou um produto, fale de maneira clara, eficiente e entusiasta sobre o serviço ou produto que você está oferecendo. Se se tratar de um projeto, fale sobre sua pertinência. Essa parte da carta, como nos textos argumentativos, também é conhecida com a parte argumentativa. Vale a pena estudarmos melhor a questão da argumentação.
Vamos ver a seguir!!!!!!!!!!!!
2.2 Persuasão 
Persuasão, do latim “persuadere”, significa aconselhar ou convencer o outro a fazer o que propomos. Alguns estudiosos fazem distinção entre persuadir e convencer. Mas, pode-se dizer que persuadir também é convencer, pois vence o outro pelos argumentos. Portanto, na hora de persuadir o outro, o importante é a capacidade de argumentar, e para isso é preciso que tenhamos bons argumentos. Assim vamos estudar um pouco sobre como argumentar.
Lembre-se, também, de que argumentar é um processo que apresenta dois aspectos: o primeiro, ligado à razão, supõe ordenar ideias, justificá-las e relacioná-las. O segundo, referente à paixão, busca captar o ouvinte, seduzi-lo e persuadi-lo. Assim:
A lógica argumentativa apresenta uma afirmativa inicial, premissa ou proposição, composta por afirmações factuais que podem ter seu valor de verdade (trabalhar com o que é fato), verificado pela confrontação com os fatos que representam; por julgamentos, que são inferências deduzidas dos fatos ou por testemunhos de autoridade, geralmente, de responsabilidade de especialistas no assunto (citando autoridades); a argumentação propriamente dita tem a proposta de provar os fatos e isso poderá acontecer por meio de algumas estratégias argumentativas, como, por exemplo: justificando, explicando, enumerando, exemplificando, conceituando, descrevendo ou narrando o fato. E, por último, é importante apresentar uma ideia que conclua o processo argumentativo. 
Portanto, a parte argumentativa ou corpo da carta também constará de uma introdução da argumentação, desenvolvimento e conclusão da argumentação.
Vá até a sua aula online e veja, no exemplo mostrado, a parte argumentativa da carta de apresentação e importantes dicas.
Atenção quanto ao uso do gerúndio de forma inapropriada!!!!!!!!!!!!!! 
	Ao invés de:
	O correto é:
	Esperando a sua resposta...
	Aguardo resposta
	Dando-lhe os mais expressivos agradecimentos..
	Agradeço-lhe...
	Juntando à presente... 
	Junto à presente carta...
	Acusando a recepção... 
	Acuso recepção...
2.3 Amarração do texto 
Lembre-se de que outra qualidade do texto é quanto à amarração dos parágrafos. Dessa forma, procure dar uma sequência lógica à exposição de suas ideias. Isso é conhecido como coesão textual e se aplica a qualquer modalidade de escrita. A esse respeito, Medeiros (2001) diz que “A transposição de um parágrafo para outro pode ser feita mediante a repetição, que consiste em iniciar o novo parágrafo com o vocabulário ou com a idéia de real importância do parágrafo anterior”. (p. 127). A coesão também pode se dar com a utilização de expressões que amarram o texto Ex.: Dessa maneira,...; Assim,...; Nesse contexto,..; Da mesma forma,...; etc; ou termos, como: também, mas,e, para, etc.
Articuladores coesivos de um texto:
· Para intoduzir argumentos que se somam a outro, tendo em vista a mesma conclusão: e, nem, também, não só... mas também, além disso, etc. 
· Para introduzir enunciados que exprimem conclusão ao que foi expresso anteriormente: logo, portanto, então, consequentemente, etc. 
· Para introduzir enunciados argumentos que se contrapõe a outro visando a uma conclusão contrária: mas, porém, todavia, embora, ainda que, apesar de, etc. 
· Para introduzir enunciados argumentos alternativos: ou... ou, quer... quer, seja... seja, etc. 
· Para estabelecer relações de comparação: mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, etc. 
· Para estabelecer relação de justificativa, explicação em relação a enunciado anterior: pois, porque, que, etc. 
· Articuladores cuja função é introduzir enunciados pressupostos: agora, ainda, já, até, etc. 
· Articuladores explicativos cuja função é introduzir enunciados, que visa a esclarecer um enunciado anterior: isto é, em outras palavras, seja, etc. 
Exemplo retirado da Carta de apresentação da aula online:
 “(...) Tenho considerável experiência em marketing em duas grandes multinacionais – coca-cola e Sony- em que tive a oportunidade de participar do lançamento de vários produtos, além de ser responsável pelo treinamento da equipe de vendas. O trabalho em multinacionais também contribuiu para aumentar minhas habilidades em comunicação e liderança.” 
“Na minha trajetória profissional, adquiri também experiências em recursos humanos - recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, treinamento e desenvolvimento, qualidade de vida, sustentabilidade etc.”
Nesse exemplo, podemos perceber que o também retoma de forma inclusiva as experiências citadas anteriormente.
Outro aspecto importante na redação é a coerência textual. E é sobre isso que vamos estudar a seguir.
2.4 Coesão e coerência 
A coerência se dá quando não ocorrem contradições dentro do texto. Dessa maneira, o redator deverá prestar atenção quanto ao que redige para mais à frente, no texto, não contradizer algo afirmado anteriormente. A coerência se diz também com uma certa sequência dos elementos trabalhados no texto. Logo, se você utilizar a palavra “primeiro” antes de expressar uma ideia, é coerente ao texto que logo à frente apareça a palavra “segundo” e assim consecutivamente. Medeiros (2009) chama a atenção para as relações de causa e consequência trabalhadas dentro do texto: 
 Para o aprimoramento da ordem de um texto, recomenda-se cuidado especial em relação às causas e conseqüências, não se confundindo uma com a outra. Causa é o que faz com que algo exista. Está diretamente ligada ao efeito. A conseqüência é o resultado de uma causa ou comportamento. Ex.: Há no Brasil um exército de mão-de-obra desempregada por total falta de qualificação profissional, causa principal dos conflitos sociais. (p.130) 
Na frase citada como exemplo, fica claro o que é causa e consequência Assim, podemos constatar que em uma redação clara e com frases bem articuladas as dificuldades quanto à compreensão do pensamento ficam praticamente eliminadas. 
Portanto, podemos concluir que a coerência é a harmoniosa relação entre uma ideia principal e as ideias secundárias.
Além dos aspectos coesivos e coerentes do texto, devemos também prestar atenção a outros aspectos importantes para que sua redação fique clara, como: Clareza, precisão, concisão e correção. 
Então vamos continuar os estudos???????????
2.5 Clareza, precisão, concisão e correção
2.5.1 Clareza 
A clareza textual consiste em elaborar o texto dando preferência a vocábulos simples e inteligíveis ao receptor comum, formado com períodos curtos e na ordem direta (sujeito+verbo+complemento). Períodos longos dificultam a compreensão da informação. Fale uma coisa de cada vez, conforme já vimos na Unidade 1.
2.5.2 Precisão
A precisão é a escolha do termo adequado ao seu interlocutor. A escolha da palavra exata exige certo conhecimento do vocabulário. Portanto, não utilize uma palavra que você desconhece o significado. A utilização de palavras adequadas, com sentidos claros, confere ao texto não apenas a clareza, mas a exatidão do pensamento a ser transcrito. 
2.5.3 Correção
A correção gramatical representa a obediência às regras gramaticais, com respeito às normas linguísticas. A "correção" se dá na medida em que nos atentemos para a escrita, quanto à forma correta da escrita das palavras. Quanto às expressões, há também que se evitar os vícios de linguagem, como ocorreu com o uso abusivo dos gerúndios, jamais usar termos chulos e deselegantes. Portanto, quanto à correção, devemos observar os seguintes pontos: ortografia das palavras, seleção do vocabulário, além da correta concordância verbal e nominal, da formação do plural das palavras. Em caso de dúvidas, consulte qualquer gramática, pois todas elas trazem esses aspectos. Quanto à grafia das palavras, consulte um dicionário. Se não tiver um dicionário em mãos na hora da redação, recorra a uma palavra sinônima.
2.5.4 Concisão
A concisão diz respeito à objetividade no texto. É importante que coloquemos as informações necessárias, mas de forma direta, sem muitas delongas. Para isso, evite períodos extensos com muitos acessórios, com muitos adjetivos. A objetividade na exposição, traduzindo o sentido claro do pensamento, sem digressões desnecessárias, representa o ideal na exposição das ideias. Releia sobre a concisão na unidade 1 tópico 1.5. 
2.6 Estéticas das cartas comerciais: vícios de linguagem, estereótipos  e modismos
A estética da carta varia de acordo com a finalidade. Por exemplo, caso você esteja redigindo uma carta endereçada a algum órgão público, a redação deverá obedecer a procedimentos formais como a disposição da data, do vocativo (nome, cargo ou título do destinatário), do remetente e a assinatura.
Quanto à distribuição do texto no papel, a estética vai variar de acordo com o tipo de texto. Entretanto, recomenda-se que a margem esquerda do papel tenha 20 espaços e a da direita, 10, a fim de facilitar o arquivamento da carta sem danificar o documento.
A localidade e a data, bem como o nome e o cargo ficam alinhados à margem direita, enquanto os demais elementos ficam alinhados à margem esquerda. Para se iniciar o parágrafo, contam-se dez espaços. 
O papel normalmente utilizado é o A 4, e o espaço interlinear costuma ser de 1,5 ou 2. Além disso, devemos usar dois espaços de 1,5 ou três espaços simples para separar os parágrafos. Contudo, o mais importante é que a carta tenha uma forma limpa e harmoniosa. 
Apesar de existirem diversos modelos de cartas comerciais disponíveis em sites e livros, o redator poderá estilizar suas próprias correspondências.
Mas, para isso, é preciso que tenhamos em mente que:
· Determinados documentos possuem uma formatação específica que deverá ser respeitada;
· O redator jamais deverá fazer uso de estilo de linguagens nas correspondências comerciais, como comentado anteriormente;
· Devemos principalmente lembrar que, na maioria das vezes, a simplicidade é a maior beleza quando se refere a textos escritos. 
2.6.1 Vícios de linguagem
Vícios de linguagem, como o próprio nome diz, são formas que aparecem quanto à linguagem e se espalham, muitas vezes sem percebermos a origem. Ao contrário do que pode denotar, os vícios de linguagem demonstram pouco conhecimento da língua. Citamos como exemplo o gerundismo. O uso inadequado do gerúndio, substituindo a forma futura do verbo, apareceu e se espalhou tal qual um vírus. Chegou a tal absurdo que, no lugar de usar apenas um verbo, apareceram construções em que se empregam três verbos seguidos. 
Exemplo:
	Ao invés de:
	O correto é:
	Eu vou estar transferindo a sua ligação.
	 Eu transferirei sua ligação.
O Pleonasmo também é outra forma que devemos evitar. O pleonasmo consiste numa repetição desnecessária de palavras.
Por exemplo:
	Ao invés de:
	O correto é:
	Você deverá comparecer pessoalmente ao setor de Recursos Humanos da empresa.
	Comparecer sópode ser pessoalmente, portanto a palavra pessoalmente é desnecessária.
Outro vício de linguagem muito recorrente nos discursos, tanto escrito, quanto oral, é o emprego do pronome relativo “onde”, quando a ideia é de tempo. O pronome relativo “onde” só deverá ser utilizado quando nos referirmos a espaço geográfico. Com a ideia de tempo usa-se o “em que” ou “quando”.
Exemplo:
	Incorreto:
	O correto é:
	O filme “Olga” conta a passagem da vida de Olga Benário, onde foi duramente perseguida pelo governo Vargas.
	O filme “Olga” conta a passagem da vida de Olga Benário, quando foi duramente perseguida pelo governo Vargas.
Exemplo correto do emprego do pronome relativo “onde”:
Estudo no prédio da Newton Paiva onde funciona a Reitoria. 
2.6.2 Estereótipos
Entendemos como estereótipo nas cartas comerciais a reprodução de ideias de forma generalizada. Isto é, colocar pensamentos do “lugar comum”, todos dizem a mesma coisa. O estereótipo é considerado como uma repetição que na realidade revela uma falta de conhecimento e de criatividade. Nas correspondências comerciais, o estereótipo seria a reprodução de frases prontas que acabam por empobrecer as redações.
Exemplos:
 “Sem mais para o momento...” ao finalizar uma carta.
 “Vimos por meio desta apresentar...”
2.6.3 Modismos
Mais uma alerta quando à redação de cartas comerciais!
Cuidado com os modismos. Os modismos são recursos que surgem e se alastram como os vícios de linguagem. A propósito, esses dois aspectos são parecidos. Por exemplo, citamos a expressão “com certeza” que contaminou os discursos. Houve uma época em que as pessoas a repetiam de maneira enfadonha. Muitas vezes, um determinado “modismo” surge na contramão da eficiência. Em vez de facilitar a comunicação, acaba por comprometê-la.
Dessa maneira, apesar de existirem diversos modelos de cartas comerciais disponíveis para facilitar a escrita, é interessante o redator estilizar suas próprias correspondências. Isso fará com que ele possa se destacar, apresentando uma escrita criativa, sem pedantismo, sem repetições.
3. Teoria na Prática 
Abaixo um exemplo de correspondência comercial. Verifique a redação, a estética e os demais itens estudados até aqui.
CARTA DE RECOMENDAÇÃO PROFISSIONAL
        De: Apetrechos e cia
       Para: Linha Nova Ltda
       
       
       REF.: REFERÊNCIAS PROFISSIONAIS 
       
       Senhor José Alves:
       
O Sr. Luiz Santos trabalhou em nossa empresa no período compreendido entre Janeiro de 2004 e Março de 2009, na função de gerente de vendas, desempenhou durante esse tempo todas as suas atividades de maneira eficiente, demonstrando sua competência profissional, bem como facilidade no aprendizado de novas funções e na transmissão dos seus conhecimentos a outros. O Sr. Luiz foi demitido devido a uma reestruturação financeira pela qual passou nosso quadro de funcionários, que precisou ser reduzido, nada constando, durante sua passagem pela nossa firma, que o desabonasse. 
       
Portanto, reafirmo nosso entendimento de que são qualidades suas: competência, honestidade, capacidade e idoneidade, pelo que entendemos ser nossa obrigação recomendá-lo como ótima nova contratação de sua empresa, na qual certamente terá muito a acrescentar.
       
        Sem mais,
       
       Assino a presente.
       
       Belo Horizonte, 22 de Março de 2009.
      
       Ronaldo Lima Freitas 
4. Recapitulando
· O corpo de sua carta, parte do desenvolvimento das ideias, deverá ser trabalhado observando os aspectos coesivos e coerentes.
· O redator precisa saber também com clareza do assunto de sua carta. 
· Faça a escolha do tipo de carta com a qual você irá trabalhar. 
· Tenha bem clara a ideia-chave de sua mensagem.
· Argumentar é um processo que apresenta dois aspectos: o primeiro ligado à razão, supõe ordenar ideias, justificá-las e relacioná-las. O segundo, referente à paixão, busca captar o ouvinte, seduzi-lo e persuadi-lo.
· A lógica argumentativa apresenta uma afirmativa inicial.
· Você precisa despertar o interesse do seu receptor em relação ao seu assunto.
· Outra qualidade do texto é quanto à amarração dos parágrafos.
· A coesão também pode se dar com a utilização de expressões que amarram o texto Ex.: Dessa maneira,...; Assim,...; Nesse contexto,..,etc
· A parte argumentativa ou corpo da carta, também, constará de uma introdução da argumentação, desenvolvimento e conclusão da argumentação.
· A coerência se dá quando não ocorrem contradições dentro do texto.
· Cuidado com os vícios de Linguagem, estereótipos  e modismos.
5. Referências 
DISCINI, Norma. A comunicação nos textos. São Paulo: Contexto, 2005.
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 26ª. Ed. Rio de janeiro. Editora FGV, 2008.
KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o português. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 26ª. ed. São Paulo. Atlas, 2007.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2001.
SERAFINI, Maria Teresa. Como escrever textos. 11 ed. São Paulo: Globo, 2001.
Unidade 4: Textos empresariais: conceitos e modelos
1. Nosso Tema
Esta unidade refere-se a textos que circulam dentro da empresa. Entre eles, comentaremos o Aviso, a Circular, a Convocação, o Telegrama e as Cartas comerciais.
Esses textos fazem parte da comunicação escrita que circulam numa empresa e têm o objetivo de trocar informações.  
A informação faz com que se esclareçam os fatos por meio de mensagens. Por isso, os textos comerciais também servem de meio de informação para as tomadas de decisão, divulgam e padronizam os procedimentos através de veículos apropriados (circulares, notas, etc) e melhoram a comunicação interna. 
Segundo Medeiros (2001), 
Informação é o conteúdo da mensagem emitida ou recebida, que, para ser eficaz, depende de sua originalidade. Uma mensagem corriqueiramente elaborada, com aproveitamento de frases feitas clichês, lugares comuns, por exemplo, corre o risco de nada informar, de sequer motivar o receptor a prosseguir a leitura (p.22). 
Para Medeiros (2001), a informação precisa ser criativa, escrita de tal forma que o leitor se sinta motivado a ler cada detalhe da carta. Por isso, não se deve abusar dos detalhes e colocar o estritamente necessário.
Portanto, torna-se imprescindível criar textos em que se possam circular as informações necessárias ao bom andamento das atividades de interesse da empresa.
Aqui, veremos como redigir, sem dificuldades, esses documentos. Este material servirá também de consulta ao exercer suas atividades profissionais.
Vamos começar nossos estudos?
Para Refletir 
O poeta Cristiano Melo faz um alerta para um importante aspecto da comunicação.
Vamos ver se você percebe do que se trata!!
POEMA
Comunicação
Cristiano Melo, Agosto de 2008.
Comunicação truncada,
Certeza de confusão!
Trancafiada informação,
Misteriosa afeição,
Certeza de confusão!
Sina confusa
Do conflito.
Batalhas simbólicas,
Sinais indecodificáveis...
Confusão na certa!
Eu falo,
Tu não ouves.
Tu divagas,
Eu não escuto.
Com fusão das letras,
Que não comunicam.
Como comunicar?
Eis a questão!
Fonte: Disponível em <http://www.overmundo.com.br/banco/comunicacao> Acesso em 24/04/2009
O poema acima faz uma crítica à comunicação truncada. Isto é, uma comunicação que não se efetiva, não acontece.
Assim, é preciso que estejamos atentos na hora de nos comunicar para que nossa mensagem seja passada com eficiência. E, em se tratando do texto escrito, é preciso elevar nossos cuidados, pois não estaremos ao lado de nosso leitor para esclarecer as dúvidas.
 Como redigir e quais os cuidados que devemos ter é o que vamos ver!!
2. Conteúdo Didático 
Começaremos agora a ver separadamente alguns documentos mais usados nas relações comerciais e empresariais.
2.1. Aviso
O aviso é um documento trocado entre duas partes e serve para comunicar algo de interesse a ambas as partes. Dentre aos diversos modelosde aviso está o “Aviso Prévio” e, por ser um documento muito utilizado nas empresas, é sobre o Aviso Prévio que vamos falar neste tópico.
O “Aviso prévio” é a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes, empregador ou empregado, que decide extingui-lo, respeitando a antecedência de tempo exigida para sua comunicação, determinada pela lei.
Para a redação do “Aviso Prévio”, o redator deverá estar ciente de alguns quesitos importantes, tais como:
 Os três tipos de aviso prévio: 
Aviso em que o empregado comunica à empresa o seu afastamento.
Veremos quais as regras do aviso prévio para retirar-se do emprego: 
· Nos contratos de trabalho por prazo indeterminado, o empregado que pede demissão tem a obrigação legal de dar aviso prévio ao empregador, com antecedência mínima de 30 dias, Conforme art.487 da CLT.
· O empregado que pede demissão não tem direito à redução da jornada de trabalho e à redução de sete dias. Só tem esse direito quem é demitido sem justa causa.
· Quando o empregador concorda com a liberação imediata do empregado, o empregado fica isento da obrigação de indenizar o empregador. Contudo, o empregado deverá requerer uma declaração por escrito de seu empregador.
· Mas, se acontecer do empregador impedir o empregado de cumprir o aviso prévio, o empregado terá o direito de recebimento de indenização, correspondente ao aviso prévio.
· O aviso prévio devido pelo empregado poderá ser retido no saldo salarial ou em outras verbas rescisórias, como 13º salário ou férias.
· A homologação da demissão, feita a pedido do empregado com mais de um ano de serviço, deverá ser efetuada através do sindicato de classe ou Ministério do Trabalho e Emprego.
O exemplo abaixo apresenta uma carta solicitando dispensa do Aviso Prévio. 
Belo Horizonte, 12 de fevereiro de 2009.
Prezados Senhores,
Solicito, por gentileza, a minha imediata e irrevogável demissão do cargo que venho exercendo nesta empresa.
Esclareço que tomei a referida decisão por motivos estritamente pessoais e, pelas mesmas razões, peço-lhes, se possível, a dispensa dos 30 dias do aviso prévio exigidos por lei.
Agradeço a consideração que me foi dedicada pela direção e pelos funcionários da organização.
Atenciosamente,
Júlio César Faria 
Aviso em que a empresa dispensa os serviços do empregado, com 30 (trinta) dias de antecedência à data de sua saída.
Agora, veremos quais as regras para o Aviso Prévio quando o empregado é dispensado:
· O Aviso prévio trabalhado ocorre quando o empregador dispensa o empregado sem justa causa. Nesse caso, o empregador deverá ao empregado o aviso prévio.
· O aviso tem duração de 30 (trinta) dias.
· O empregado tem a opção, de reduzir a jornada de trabalho em 2 horas, ou conceder a falta de 7 (sete) dias corridos.
· O empregado dispensado sem justa causa, com 30 (trinta) dias antes da data-base da correção salarial, tem direito a uma indenização, que equivale a um salário mensal, no valor vigente à data da comunicação do aviso.
· Caso na data de homologação, o sindicato não tenha definido o reajuste salarial, a empresa deverá efetuar os cálculos com base no salário, sem o reajuste e, depois do reajuste definido, fazer uma rescisão complementar.
· Para isso, deverá ser observada a data-base de cada sindicato.
Exemplo:
Belo Horizonte, 25 de março de 2009.
A
Mauro Lúcio Silva
Rua João Borges, 56, apto 403
Belo Horizonte
Prezado Funcionário:
Comunicamos que, a partir desta data, fica rescindido seu contrato de trabalho com nossa Empresa, tornando a presente como aviso prévio estabelecido na Legislação Trabalhista em vigor.
Assim, comunicamos que o seu aviso prévio será indenizado na forma da Legislação atual, firmamo-nos,
Atenciosamente,
(CARIMBO E ASSINATURA DO EMPREGADOR)
__________________________________ _____/ _____/______
Nome e Assinatura do Funcionário
Aviso em que a empresa dispensa os serviços do empregado, indenizando-o por 30 (trinta) dias.
Veremos agora as regras do aviso prévio indenizado:
*O valor do aviso prévio indenizado corresponde a 30 (trinta) dias calculados, com base no último salário mensal.
*Quando o salário é variável, será feita uma média dos últimos 12 meses ou períodos trabalhados, caso o contrato tiver duração inferior a 12 meses.
*A data da baixa da CTPS deverá ser a data da assinatura do aviso prévio.
*A rescisão contratual deverá ser homologada em até 10 (dez) dias após a assinatura do aviso prévio, 
podendo acarretar em multa no valor de 1 (um) salário vigente, caso esse prazo não for respeitado.
Portanto: 
*O aviso prévio deverá ser entregue com, no mínimo, 30 dias de antecedência;
*A data-base de cada sindicato deverá ser respeitada para não acarretar multas;
*Quando o funcionário tiver mais de 12 meses de trabalho, a homologação deverá ser feita nos respectivos sindicatos, ou no Ministério do Trabalho e Emprego.
 Vejamos um exemplo de Aviso Prévio indenizado:
Belo Horizonte, 18 de abril de 2009.
Sr. Diretor:
Comunico a V. Sa. meu pedido de demissão irrevogável do cargo de secretária, cargo esse que ocupo nesta empresa, a partir desta data.
Em consideração às boas relações existentes entre minha pessoa e os membros da empresa, estou disposta a cumprir os termos do artigo 487, item II, da Consolidação das Leis do Trabalho a que estou sujeita.
Aproveito o momento para agradecer a consideração com a qual fui tratada pela direção e pelos funcionários da organização.
Atenciosamente,
Cláudia Maria Soares
Acesse a sua aula online e veja 3 exemplos de cada modelo de aviso!!
2.2. Circular
A circular é um tipo de texto que tem por objetivo fazer circular uma informação e é dirigida a várias pessoas. Assim, esta comunicação serve para fazer “circular” avisos, ordens, instruções, esclarecimentos.
Podemos destacar dois tipos de circular:
Tendo como redator um funcionário de órgão público ou de empresa privada, que tenha um nível hierárquico superior, transmitindo uma ordem ou informações entre seus subordinados.
 
Redigida para um público mais amplo, como, por exemplo, os moradores de um condomínio, os sócios de um clube, clientes, consumidores, etc. 
Como redigir uma circular: 
 
Agora, veremos um modelo de texto CIRCULAR:
2.3. Convocação
Convocarconvoke é pedir a presença do outro por meio de uma ordem de chamada para participar de algum evento, como, por exemplo, quando se emite uma ordem de chamada para participar de alguma reunião.
A convocação para uma reunião deverá ser efetuada por escrito, com uma antecedência mínima de 14 dias, devendo ser relatada na carta de convocação a pauta (ordem do dia) a ser discutida na reunião.
São inúmeros os modelos de convocações, variando de acordo com a pauta da reunião.
Lembrando que é imprescindível na convocação constar o dia, o horário, o local e a data da reunião.
Convocando para uma reunião:
· A convocação deverá ser feita por escrito, com uma antecedência mínima de 14 dias; 
· A convocação deve conter a pauta (ordem do dia) assunto a ser estabelecido pela diretoria/chefe do setor;
· Na convocação deverá constar dia, horário, local e data da reunião/ou posse.
A quem convocar:
· Pessoas com poder de decisão sobre o assunto da reunião;
· Chefes de Setor; Subchefes; Pessoas interessadas (no caso de tomada de posse);
· Outros membros do setor interessados na pauta em questão.
Objetivos da convocação:
· Chamar para uma reunião pessoas interessadas no assunto em pauta para a reunião; 
· Tornar ciente os convocados sobre a pauta de ordem de uma determinada reunião, para que possam se preparar para o encontro;
· Comunicar a pessoa sobre a tomada de posse, e outros;
Exemplo de Convocação:
2.4. Telegrama
O telegrama é uma mensagem escrita através da telegrafia. Este meio de comunicação foi muito usado por possibilitar a recepção rápida da mensagem. Com o advento da Internet, o telegrama deixou de ser usado por esse motivo. Mas, continua sendo utilizado quando se quer enviar uma mensagem rápida e formal, como as mensagens de pêsames.
Redigir um telegrama podenão ser tão simples quanto parece. O texto do telegrama deve ser simples, objetivo, dispensando o uso de palavras secundárias. Dessa maneira, pelo excesso de objetividade, devemos tomar o devido cuidado para que a informação não seja compreendida de maneira equivocada.
Na sua aula online, tem um curioso texto do Jô Soares sobre a “Difícil arte de redigir um telegrama”. Acesse-o, você irá gostar!!
Os correios já possuem um modelo de telegrama impresso e você terá apenas que preenchê-lo. Ou até mesmo podemos contar com o serviço de Telegramas Fonados. Isto é, você poderá ligar para o número deste serviço e ditar a mensagem a ser enviada. A cobrança vem na conta do telefone.
Veja os dados pedidos pelo modelo:
Diferentemente da objetividade dos telegramas, as cartas comerciais contam com outro tipo de escrita.
Vejamos!!
2.5. Cartas comerciais
A carta comercial é um instrumento de comunicação muito usado pelo meio empresarial e/ou comercial, respeitando a uma determinada formatação e variando de acordo com o objetivo do redator. Esse tipo de escrita serve para iniciar, manter e encerrar negócios, sendo acondicionada em envelope (ou semelhante) e endereçada a uma ou várias pessoas. 
Tipos de Cartas Comerciais:
 - Carta de agradecimento;
 - Carta de reclamação; 
 - Carta de comunicados e avisos;
 - Carta de propostas;
 - Carta de solicitações e pedidos;
 - Carta de cobrança;
 - Carta de condolências;
 - Carta de felicitações.
Você poderá encontrar diversos modelos de carta comercial na seguinte bibliografia: MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 26ª. ed. São Paulo. Atlas, 2007.
Qualidades de Cartas Comerciais: 
- Boa apresentação;
- Clareza e objetividade;
- Linguagem simples e atual;
- Concisa e impessoal.
Não se deve colocar em uma carta comercial:
- Informações desnecessárias;
- Palavras que descrevem ações óbvias como: comunicamos, informamos, despedimo-nos,
- Chavões como: sem mais para o momento;
- Gírias ou termos chulos;
- Endereço do destinatário, pois já aparece no envelope;
- "A" ou "Aos" em frente ao nome do destinatário.
Exemplo: carta de COBRANÇA
Portanto, os textos, em sua pluralidade de tipos e modos, não podem ser redigidos fora de suas condições de produção, isto é, tendo em mente para quem se escreve, o que se escreve, porque se escreve, como se escreve, etc. Todo texto ganha materialidade, obedecendo a uma determinada formatação. Um relatório é diferente de uma circular, mesmo quando trata do mesmo assunto. 
 Na próxima unidade e nesse mesmo contexto, continuaremos a estudar como redigir os documentos empresariais que mais circulam nesse meio.
3. Teoria na Prática 
Agora, veremos a primeira carta escrita sobre o Brasil!! 
Abaixo, fragmentos da belíssima carta escrita por Pero Vaz de Caminha, relatando ao Rei D. Manuel o “achamento” do Brasil: 
Senhor, 
Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! 
Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. 
Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. 
E portanto, Senhor, do que hei de falar começo: 
E digo quê: 
A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. 
Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser ! 
Fez o capitão suas diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais ! 
E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas -- os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos. 
Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! 
Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças. E ao sol-posto umas seis léguas da terra, lançamos ancoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitura à terra, indo os navios pequenos diante -- por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, doze, nove braças -- até meia légua da terra, onde todos lançamos ancoras, em frente da boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas, pouco mais ou menos. 
E dali avistamos homens que andavam pela praia (...)
Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas que querem parecer de aljôfar, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar. 
(...)A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. 
Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma confeição branda como, de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar. 
O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, mui grande, ao pescoço. E Sancho de Tovar, e Simão de Miranda, e Nicolau Coelho, e Aires Corrêa, e nós outros que aqui na nau com ele íamos, sentados no chão, nessaalcatifa. Acenderam-se tochas. E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar ao Capitão; nem a alguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata! 
(...)Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos -- terra que nos parecia muito extensa. 
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! 
Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé! 
E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo. 
E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê. 
Beijo as mãos de Vossa Alteza. 
Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. 
Pero Vaz de Caminha.
Fonte: Disponível em <http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/carta.html>. Acesso dia 30/04/2009
Leia agora a seguinte carta escrita pela CUT, em resposta a esse texto, quando na comemoração do dia dos Trabalhadores, fazendo intertextualidade com a carta de Pero Vaz:
Brasil, 1º de maio de 2000, dia do Trabalhador
Prezado Pero Vaz de Caminha,
O Brasil continua lindo. A terra permanece generosa – ainda “em se plantando tudo dá”, o clima nem se fala; e as mulheres são as mais belas do mundo. Mas nem tudo saiu perfeito nesses quinhentos anos.
Não recebemos de bom grado vossas caravelas em 1500. Tiraram-nos pau-brasil, cana-de-açucar, ouro, pedras preciosas e tudo mais que puderam. O achamento foi um verdadeiro massacre. Saquearam aldeias, escravizaram índios e depois africanos. Demarcaram um imenso território com o sangue dos verdadeiros donos da terra brasileira.
Cinco séculos de invasão não deixam dúvidas, o Brasil continua descoberto: “ deitado eternamente em berço esplêndido.” Nu e completamente desprotegido. À mercê dos conquistadores modernos, que, hoje, navegam soberbos nos mares calmos da globalização. Piratas da atualidade que respondem pelo nome de capital multinacional.
Meu caro escrivão. Os estrangeiros tomam nossas empresas, nossos meios de comunicação, nossas florestas e nossos portos. Privatizam tudo. A invasão é tão grande que até nossos times de futebol se transformaram em logomarcas internacionais. Agora é Nike, Ace, Parmalat Futebol Clube.... Nem sabemos mais para quem torcer.
Se a ,até continuar assim, a final do Brasileirão será transmitida direto do Estádio de Wembley. Resultado do jogo do Bicho vai dar na bolsa de Nova York. Desfie de carnaval será em frente à Casa Branca. Acarajé, feijoada e tutu à mineira, só comprando no McDolnald`s.
Quanto às capitanias hereditárias que vossos patrícios aqui instalaram, permanecem prósperas! Entretanto, são poucos os que podem usufruir desses solos! Todos os anos uma elite ruralista espalham a semente estéril do latifúndio e colhe a morte de centenas de trabalhadores sem terra. Afinal de contas, Pero, aprenderam bem a lição ensinada por vós: expulsar, grilar, matar!
A nação está mais triste, mais empobrecida! Antes de aqui vos aportar, não cobríamos nossas vergonhas, hoje a vergonha nos encobre. As imagens de Eldorado de Carajás, Corumbiara, Carandiru e Candelária são nossos cartões postais mais vendidos no exterior.
Pero Vaz, talvez, se aqui novamente vos aportasses, não irias de tudo estranhar. Sentiria muito orgulhoso de alguns dos maus brasileiros que seguiram vossos exemplos de violência, corrupção e abandono da coisa pública.
Meu caro amigo, nos perdoe o tom lamentoso, pois não dá para festejar enquanto nossos irmãos estão desempregados e passam fome. É impossível enviar somente boas notícias de Pindorama. Depois de tanto tempo concluímos: o país precisa de um redescobrimento, de uma nova viagem em busca de tudo aquilo que ainda não conquistamos nesses 500 anos: DIGNIDADE, DEMOCRACIA e JUSTIÇA.
Até lá!
Essa carta foi distribuída nas ruas em comemoração ao dia do Trabalhador.
Fonte: Autor Desconhecido. 
Como podemos observar, a escrita da carta poderá variar e ser criativamente produzida de acordo com o objetivo. Mas, quando se tratar de cartas comerciais, alguns aspectos deverão ser respeitados, como já comentamos ao longo de nossos estudos. 
Você poderá relembrar esses aspectos nas unidades já estudadas!!
4. Recapitulando 
· A habilidade de escrever é adquirida com treinamento;
· Diferentemente da objetividade dos telegramas, as cartas comerciais contam com outro tipo de escrita;
· Cada documento tem sua forma de escrita particular;
· O aviso é um documento trocado entre duas partes e serve para comunicar algo de interesse a ambas as partes;
· A circular é um tipo de texto que tem por objetivo fazer circular uma informação e é dirigida a várias pessoas;
· Convocarconvoke é pedir a presença do outro por meio de uma ordem de chamada; isto é, por meio de uma convocação escrita;
· Antes de começar a redigir seu documento, organize as idéias que você precisa priorizar;
· Lembre-se de que você deverá escrever de forma clara para ser bem entendido;
· Revise sua escrita antes de encaminhá-la;
· Estudamos aqui o Aviso, a Circular, a Convocação, o Telegrama e as Cartas comerciais.  
5. Referências 
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de janeiro. Editora FGV, 2008.
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 26ª ed. São Paulo. Atlas, 2007.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
Modelo de Cartas Comerciais
Disponível em: <www.modelosdecartascomerciais.com.br>. Acesso em: 12/03/2009.
Modelo de Cartas Comerciais 
Disponível em: <www.cartascomerciais.com.br/dicas.phd>. Acesso em 15/03/2009.
 Indenização Decorrente de Demissão.
Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/guia/aviso_previo.htm>. Acesso em: 18/03/2009.
Modelo de Circular de Assembléia Geral Ordinária
Disponível em: <www.formularioseguias.com.br/Docs/circular.doc>. Acesso em: 20/03/2009.
Unidade 5: Documentos empresariais: conceitos e modelos
1. Nosso Tema
A maioria das pessoas sente dificuldades na hora de redigir qualquer documento. Isso é natural. Mas, o problema parece ser resolvido quando o redator usa um modelo. Contudo, mesmo com um modelo em mãos, a redação precisa ser alterada e ajustada aos seus objetivos. Assim, surgem as dúvidas sobre qual palavra usar, como estruturaras orações, como ordená-las e qual a formatação do documento a ser redigido. Por essa razão já estudamos como articular as idéias, como estruturar o texto de forma coesa e coerente e algumas estratégias de argumentação. 
Agora, estudaremos alguns documentos importantes que são usados para a Comunicação Empresarial. Veremos como redigi-los e teremos exemplos que poderão ser utilizados como modelo.
Para Refletir
Outra dúvida que ocorre na hora da redação é quanto à mudança ortográfica. Já falamos sobre isso em outro capítulo, porém vejamos que interessante a seguinte crônica desenvolvida por alunos de 7ª série para memorizar as alterações: 
	A crônica 
"Como será daqui pra frente?"
"Estive vendo as novas regras da ortografia. 
Na verdade, já tinha esbarrado com elas trilhares de vezes, mas apenas hoje que as danadas receberam uma educada atenção de minha parte. 
Devo confessar que não foi uma ação espontânea.
Que eu me lembre, desde o ano retrasado que uma amiga me enche o saco para escrever a 
respeito. O faço com a esperança de que diminua o volume de e-mails e torpedos que ela me envia. 
Em suma, que as novas regras ortográficas a mantenham sossegada por um bom tempo. 
Cai o trema! 
Aliás, não cai... Dá uma tombadinha. 
Linguiça e pinguim ficam feios sem ele mas quantas pessoas conhecemos que utilizavam o trema a que eles tinham direito? 
Essa espécie de "enfeiação" já vinha sendo adotada por 98% da população brasileira. Resumindo, continua tudo como está.
Alfabeto com 26 letras?
O K e o W são moleza para qualquer internauta, que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa.
A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se comum com os animes japoneses, que tem a maioria de seus personagens e termos começando com y. Esta regra tiramos de letra. 
O hífen é outro que tomba mas não cai. 
Aquele tracinho no meio das vogais, provocando um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora convivem harmoniosamente na mesma palavra.
Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola, auto-ajuda adotou autoajuda. 
Agora, pasmem! 
O que era impossível tornou-se realidade.
Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura viraram amantes, mais inseparáveis que nunca.
Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura.
Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los? 
Epa! E estraga-prazer, como fica?
Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet.
Huuummm... Achei!
Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas, cada uma com suas próprias obrigações.
Explicam que a sociedade entre elas não passa de uma simples parceria. Nem quiseram se 
prolongar no assunto. Para deixar isso bem claro, vão manter o traço. 
Na contra-mão, chega um paraquedista trazendo um paralama, um parachoque e um parabrisa - todos sem tracinho.  
Joguei tudo no porta-malas pra vender no ferro-velho. O paraquedista com cara de pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando o banhei com água-de-colônia numa banheira de hidromassagem.
Então os nomes compostos não usam mais hífen?
Não é bem assim. 
Os passarinhos continuam com seus nomes: bem-te-vi, beija-flor. As flores também permanecem como estão: mal-me-quer. 
Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a retirar o tracinho e a delicada erva-doce 
nem está sabendo do que acontece no mundo do idioma português e vai continuar adotando o tracinho. 
As cores apelaram com um papo estranho sobre estarem sofrendo discriminações sexuais e 
conseguiram na justiça, o direito de gozarem com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque, vermelho-acobreado, lilás-médio... 
As donas de casa quando souberam da vitória da comunidade GLS, criaram redes de novenas 
funcionando por 24hs, para que a feira não se unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite:
- Deixe o traço!
Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais, mantiveram o hífen.
Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas: médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar. 
Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo trauma de ler muitas pérolas do Enem e Vestibular. Só por precaução... 
Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança. 
No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome (Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo, há um monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa!
Acho que algumas regras pra este tracinho, até que simpático, foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação nas novas regras? 
O R no início das palavras vira RR na boca do carioca.
Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara), pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate).
Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio, rrebola e não rebola. 
Pois bem, numa das tombada do hífen, o R dobra e deixa algumas palavras com jeito carioca de ser: autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrar desta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.
Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai... 
Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista.
Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas. 
O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo com o pós-parto de uma camela pré-histórica que ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles. 
Já o pró - um chato por natureza, foi completamente ignorado. Só assim manteve o tracinho: pró-labore, pró-desmatamento.
A vogal e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro: anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou começando a achar que as vogais são semi-hostis com as consoantes... 
O interessante é que as vogais quando estão próximas umas das outras, não tem essa de arquiinimigas. Fizeram lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de 
microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram?
Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas: microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar... 
Uma inovação interessante: - Podem esquecer o mixto , ele foi sumariamente despedido. Puseram o misto no lugar dele.
Fiquei bolada com essa exceção: o prefixo co não usa mais hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e coordenado, que sempre estiveram juntas.
Não estou me lembrando no momento, de nenhuma palavra que use co com tracinho.
Será que sempre escrevi errado? 
Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo.
Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia. 
O acento do créu continua porque tem o U logo depois.
Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa... 
Resta o consolo em saber que continuamos vivendo tendo um belíssimo céu como chapéu."
***
Trabalho apresentado pelos alunos da 7ª série, turma 703: Renata, Marcela, William, Yasmine e Jeffrei 
Professora: Cecília 
Semana da Língua Portuguesa
Colégio Bom Pastor 
junho/2008
« Última modificação: 06 de Fevereiro de 2009, 11:05:39 por Kika Salem »
http://www.mundofotografico.com.br/forum/index.php?topic=29686.0
Vamos passar agora ao conteúdo desta unidade: documentos empresariais!!
2. Conteúdo Didático
2.1. Relatório
O relatório é um documento escrito pararegistrar uma atividade desenvolvida. Ao ser arquivado, o relatório servirá como comprovação desta atividade e poderá ser utilizado para consultas posteriores. Além disso, o relatório pode servir para a comunicação de uma atividade como: Inspeção, visita técnica, reunião, estudos de viabilização, etc.
Abaixo, vejam como formatar um relatório:
· Fonte: times new roman, fonte 12
· Títulos em negrito, fonte 16.
· Margens: 
Superior: 3 cm 
Esquerda: 3 cm
Inferior: 2 cm
Direita: 2 cm
· As páginas serão enumeradas na parte inferior direita, fonte 10. 
Mas, NÃO se enumera a Capa nem a Folha de rosto. Porém, essas páginas são contadas. Assim, os números começam a aparecer, marcando página 3. 
Vejamos um exemplo, a seguir:
	Título 
	Relatório da ronda de segurança na área fabril.
	Introdução 
	Foi realizada no último dia 10 de novembro ronda de segurança para apontar os pontos de risco de acidente dentro da área fabril da nossa empresa.
	Desenvolvimento
	Foram inspecionados os setores de usinagem, tratamento térmico, retífica e expedição. Apresentamos os pontos de risco encontrados:
Usinagem: Piso escorregadio devido ao acúmulo de óleo vazado das máquinas; partes móveis da máquina TX sem a capa de proteção que foi retirada para manutenção e não foi recolocada; fio do ventilador descascado.
Tratamento Térmico: O operador Júlio César não estava usando os EPIs (equipamentos de proteção individual) necessários à atividade do setor, como luvas de couro, avental e máscara.
Retífica: Empilhamento irregular das caixas de peças em fabricação, oferecendo riscos aos funcionários que transitam pelo setor.
Expedição: Operadores movimentando volumes com peso excessivo de forma inadequada.
Observações: Em todos os setores havia extintores de incêndio em local de difícil acesso ou com acesso obstruído.
	Conclusão 
	Os fatos relatados demonstram a falta de conscientização e conhecimento sobre segurança por parte dos colaboradores. Os riscos de acidentes ficaram evidenciados durante a inspeção em todos os setores.
	Sugestões, recomendações ou medidas corretivas propostas
	É recomendável a elaboração de um programa de treinamento sobre segurança e uso de EPIs (equipamentos de proteção individual). Deve ser solicitado a todos os chefes dos setores que façam vistorias periódicas para verificação da eficácia do treinamento, bem como da reincidência das falhas apontadas. Também é recomendável que seja elaborado um estudo sobre a revisão do layout desses setores.
	Anexos
	Fotos tiradas durante a ronda de segurança.
	Identificação
	(Individual ou do grupo que elabora o relatório, com o nome completo seguido de assinaturas)
 Fonte: Como preparar um relatório. Disponível em: 
 <http://lugli.org/wp-content/uploads/2008/01/02como_preparar_um_relatorio.pdf>. Acesso em: 18/05/2009.
Portanto, elaborar um relatório não é difícil, basta seguir as instruções acima. Em casos de dúvidas, consulte o site: http://lugli.org/wp-content/uploads/2008/01/02como_preparar_um_relatorio.pdf.
2.2. Ata
A ata é um documento que registra sumariamente tudo que acontece, que é discutido e deliberado em uma reunião ou assembleia. 
Esse documento deverá ser redigido de maneira que não seja possível qualquer modificação posterior, não deixando espaços vazios no texto da ata. Todos os números serão grafados por extenso. Não são permitidas as abreviaturas de palavras ou expressões. Em caso de erro na grafia, não devemos usar o corretivo e sim o registro da retificação, por exemplo: Participaram desta reunião seis representantes da...., melhor dizendo, cinco representantes da...
Nos termos do art. 1.072 do Cód. Civil/2002, as deliberações ou decisões resultantes de uma reunião ou assembleia serão registradas em atas. Isso se dará, principalmente, se o número de sócios for superior a dez.
O texto da Ata tem como formatação padrão, os seguintes itens:
Formatação:
Superior: 3cm
Esquerda: 4cm 
Direita: 3cm;
Inferior: 3cm.
Você sabe o que é preciso constar na escrita de uma ata? Verificaremos a seguir:
1. Breve introdução contendo: indicação do dia, mês, ano, hora e local da realização;
2. Componentes da mesa: presidente e secretário dos trabalhos;
3. Presença: sócios titulares de três quartos do capital, (no mínimo) em primeira convocação, (com qualquer número em segunda convocação); 
4. Registro da convocação feita em aviso entregue com contra recibo assinado pelo receptor ou em jornais (oficial e o de grande circulação) e os números das folhas/páginas, contendo a sua publicação; mediante anúncio;
5. Registro detalhado de todas as deliberações tomadas;
6. Fechamento: contendo a aprovação da ata, lavrada no Livro de Atas de Assembléia ou Reunião, com as assinaturas do presidente e do secretário da mesa e de todos os componentes, necessários para a validade das deliberações tomadas. (art.1.075, § 1º, CC/2002);
7. Todas as folhas deverão ser rubricadas pelo presidente, junto ao número da página, para impedir alterações posteriores.
Seguindo essas orientações, vejamos como ficaria o termo de abertura de uma ata:
“Contém este livro [número de páginas por extenso] páginas numeradas de 01 a [número de páginas] e assinaladas com a rubrica do presidente, e destina-se à transcrição das atas das reuniões da [nome da empresa], com sede à [endereço da sede conforme os estatutos], inscrito no CNPJ [número do CNPJ- Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas] do Ministério da Fazenda, cujos estatutos estão registrados sob número [número do registro] no [número do cartório] Cartório de Registro de Títulos e Documentos na cidade de [nome da cidade e estado], feitas por sistema de folhas soltas através de editoração eletrônica em computador, encadernadas, e sendo o livro, que toma o número [número seqüencial”
Portanto, observemos a seguinte estrutura de uma ata:
1. Titulo da reunião;
2. Cidade, dia, mês, ano, das 00:00h até às 00:00h;
3. Local da reunião;
· Introdução: título da reunião, local, data, hora e participantes; 
· Participantes da Reunião: Nome completo dos participantes e registrar a qual instituição cada um pertence;
· Agenda: registrar a pauta da reunião, os assuntos a serem tratados na ordem em que devem ser discutidos, assim como os responsáveis por cada assunto;
· Corpo do texto da ata: Descrever detalhadamente os temas principais citados na reunião, sem deixar espaços no texto e nem fazer parágrafos entre um assunto e outro;
· Fechamento: registrar as conclusões do final da reunião e as respectivas decisões; 
· Observações: registrar as observações feitas no decorrer da reunião;
· Distribuição: relatar os nomes das pessoas que receberão cópias da ata.
Observemos o exemplo a seguir:
Ata da Assembléia Geral Extraordinária do Condomínio Edifício ..................... , localizado na Rua ..................... , nesta capital, realizada aos ...... dias do mês de .......................... de 20.... .
Às ............ horas, em segunda convocação, presentes os senhores condôminos titulares das unidades nº 21,31,71,81 e 51, conforme assina​turas constantes no Livro de Presença, foram dados por abertos os tra​balhos da presente Assembléia Geral Extraordinária do Condomínio Edifício ............. , que se desenvolveram no próprio edifício. Por indicação dos pre​sentes, assumiu a presidência o Sr. ..................... titular da unidade 31, que convidou a mim ....................., representante da Administradora, para secre​tariar os trabalhos. Composta a mesa, o Sr. Presidente colocou em aprecia​ção o único ítern da Ordem do Dia:
 
"A" — APRECIAÇÃO E ESTUDO PARA ALTERAÇÃO DA TAXA CONDOMINIAL.
 
Após os comentários dos condôminos presentes, foi aprovado, por unanimidade, um aumento de 20% (vinte por cento) na taxa mensal de condomínio, a partir de ..../..../..., até a realização da Assembléia Geral Ordinária. Nada mais havendo a tratar e ninguém mais querendo fazer uso da palavra, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos da presente Assembléia Geral Extraordinária, lavrando-se a presente ata que vaiassi​nada pelo Sr. Presidente e por mim Secretário que a lavrei. Nada mais.
 
Ass.: ....................
(Presidente) 
Ass.: ....................
(Secretário)
Estudamos, então, como elaborar a ata. Portanto, devemos ficar atentos não apenas quanto à formatação de cada documento, pois cada um tem sua formatação específica.
Passemos agora ao Ofício!
2.3. Ofício
O Ofício é um documento utilizado para comunicação entre os órgãos do serviço público e também para fins oficiais. Muitas vezes, o Ofício se confunde com o aviso e o memorando. Levando em consideração a formatação, esses documentos são bastante semelhantes. Mas, o que os difere é fato de que o ofício serve para tratar de assuntos oficiais expedidos por órgãos da administração pública. 
O ofício tem uma formatação padrão em relação a margens, à fonte, etc:
Fonte: Times New Roman
Corpo do texto:12
Espaço: simples 
Citações: 11
Notas de rodapé 10
Margens: 
Superior: 3 cm
Esquerda:3 cm 
Direita: 2 cm;
Inferior: 2 cm.
Abaixo, vejamos a estrutura padrão de um ofício:
Estrutura de um ofício:
1. Timbre
2. Índice e número
3. Data
4. Ementa (significa referência, sumário, resumo)
5. Invocação
6. Texto
7. Termos de despedida
8. Assinatura
9. Anexos
10. Endereço
11. Iniciais
MODELO DE OFÍCIO – deve ser feito em papel timbrado da Unidade Escolar
São Paulo,........ de ........................... de 2006.
Ofício nº .........../2006
Assunto: Furto na Unidade Escolar
Prezado Senhor,
Comunicamos a Vossa Senhoria o furto ocorrido nesta Unidade Escolar no dia ____/____/______, conforme o Boletim de Ocorrência nº _______/____, lavrado em ____/____/______ na _______DP, propondo a instauração de Apuração Preliminar.
(Relatar o fato)
Estamos encaminhando anexa a Planilha contendo a relação dos objetos furtados.
Atenciosamente,
.......................................
(assinatura e carimbo do diretor)
Fonte: Modelo de Ofício. Disponível em: <deleste1.edunet.sp.gov.br/patrimonio/furto/modelo_oficio.doc>. Acesso em: 18/05/2009.
Portanto, o ofício é um documento simples de ser redigido. Contudo devemos lembrar que o ofício só poderá ser emitido para comunicação entre os órgãos do serviço público e para fins oficiais.
2.4. Requerimento
O requerimento é um documento redigido a fim de solicitar um direito perante a uma autoridade pública. Definido também como uma Petição por escrito, produzido dentro das formalidades legais, o requerimento se qualifica como um ato ou efeito de requerer algo.
O requerimento tem uma formatação padrão em relação às margens, à fonte, etc. 
Fonte: 10
Margem superior: 3 cm
Margem direita e esquerda: 1 cm
Nome e qualificação do requerente: 10 espaços
Exposição e solicitação: 3 espaços
Pedido de deferimento (alguns autores consideram dispensável este item): 3 espaços
Localidade e data: 3 espaços
Assinatura
Vejamos como é um requerimento no exemplo abaixo:
Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG)
Nome do requerente:
CNPJ:
Endereço:
 Tendo recebido carta da SEF/MG com instruções para fins de pagamento da TAXA DE INCÊNDIO e não sendo devedor desta, requeremos que nossos dados sejam excluídos do cadastro de contribuintes da taxa em questão, pelas razões relacionadas a seguir:
....... 
.......
.......
.......
Para comprovar os motivos do presente requerimento de exclusão, seguem, anexas, cópias dos seguintes documentos:
.......
.......
.......
.......
Aguardamos as providências necessárias.
Belo Horizonte, __ de __________ de _______.
Luiz Roberto Diniz
Diretor comercial/ JBM Ltda.
Modelos diversificados de requerimentos encontram-se publicados no seguinte site:
http://www.comerciarios.com.br/Diversos/requerimentos.htm
Agora que já sabemos como redigir um requerimento, passemos ao Contrato.
2.5. Contrato
A palavra “contrato” veio do latim “contractu” e significa “tratado com”. O contrato registra a combinação de interesses de pessoas sobre uma determinada coisa.
Vejamos o seguinte conceito:
Um contrato é um vínculo jurídico entre dois ou mais sujeitos de direito correspondido pela vontade, da responsabilidade do ato firmado, resguardado pela segurança jurídica em seu equilíbrio social, ou seja, é um negócio jurídico bilateral ou plurilateral. É o acordo de vontades, capaz de criar, modificar ou extinguir direitos.
Abaixo, segue um exemplo de um contrato de compra e venda de imóvel:
VENDEDOR: ____________________, (nacionalidade, estado civil, profissão, número do RG e do CPF, local de residência e domicílio).
COMPRADOR: ____________________, (nacionalidade, estado civil, profissão, número do RG e do CPF, local de residência e domicílio).
IMÓVEL: _______________, (descrição do imóvel, área, localização, matrícula no Cartório de Registro).
Referido imóvel foi havido pelo VENDEDOR, através de Escritura Pública de Dação de Dia/Mês/Ano, livro __, fls. __, registrada sob nº __ na matrícula nº __ do Cartório de Registro da comarca de ___.
PREÇO: __________, (valor em R$ do imóvel)
SINAL: __________, (valor em R$ do sinal) são pagos neste ato, pelo COMPRADOR ao VENDEDOR.
SALDO: __________, (valor em R$ do saldo não quitado), que será pago através de __ (número) parcelas mensais, fixas, e sucessivas, no valor de R$ _____ (valor da parcela mensal em reais) cada uma, vencendo-se a primeira delas em 30 (trinta) dias contados desta data e as demais em igual dia dos meses subseqüentes até final liquidação.
Por este instrumento particular de Compromisso de Venda e Compra, o VENDEDOR e o COMPRADOR, qualificados no Quadro Resumo Anexo, têm entre si justo e avençado o seguinte:
1.- O VENDEDOR é senhor e legítimo possuidor do imóvel identificado no Quadro Resumo, parte integrante deste instrumento.
2.- O VENDEDOR se compromete a vender ao COMPRADOR, que se compromete a lhe comprar, o imóvel retro descrito, na forma ajustada no Quadro Resumo e observadas as cláusulas e condições a seguir.
3.- As parcelas mencionadas no Saldo no Quadro Resumo deverão ser pagas através de boletos bancários, a serem enviados ao COMPRADOR.
3.1.- A partir da segunda parcela, o COMPRADOR não poderá efetuar o pagamento de qualquer parcela do saldo do preço, sem exibir ao caixa do banco o boleto correspondente à parcela anterior, devidamente quitada.
4.- Se o COMPRADOR incorrer em mora e, após notificado, não a purgar no prazo de 15 (quinze) dias, ocorrerá a rescisão deste contrato e a retomada do imóvel, caso em que o VENDEDOR devolverá ao COMPRADOR, o valor efetivamente por ele pago por conta do preço, descontados 30% (trinta por cento) a título de multa e ressarcimento de despesas administrativas com a comercialização do imóvel e a comissão de corretagem para pelo VENDEDOR, devidamente corrigida monetariamente pelo índice adotado neste contrato.
4.1.- Ocorrendo atraso em qualquer pagamento, poderá o VENDEDOR se lhe convier, a seu exclusivo critério, exigir o integral cumprimento deste contrato, sem prejuízo da cláusula resolutiva expressa.
4.2.- Se o VENDEDOR consentir em receber as parcelas além do prazo, serão as mesmas acrescidas da multa de 10% (dez por cento) e dos juros de mora à taxa de 12% (doze por cento) ao ano, e da atualização monetária com base no IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas), ou, na sua falta, sucessivamente pelo IGP-DI/FGV, IPCA/IBGE, INPC/IBGE e IPC/FIPE, considerando-se o recebimento como mera liberalidade e sem caráter de novação ou alteração contratual; no caso de cobrança judicial, além dessas penas, pagará o COMPRADOR as despesas judiciais, extrajudiciais e honorários de advogado do VENDEDOR, estes à razão de 20% (vinte por cento).
5.- A posse do imóvel é transferida ao COMPRADOR nesta data.
5.1.- As benfeitorias realizadas no imóvel pelo COMPRADOR, sejam úteis, necessárias ou voluptuárias, a ele acrescer-se-ão desde logo, arcando o COMPRADOR com todas as responsabilidades decorrentes de ditas benfeitorias perante os competentes órgãos públicos, tais como Prefeitura, INSS, etc., inclusive encargostrabalhistas.
6.- Obriga-se o COMPRADOR:
a) A pagar o preço nas condições ora convencionadas.
b) Por todas as despesas decorrentes do presente contrato e da escritura de venda e compra, bem como de seu registro;
c) Pelo pagamento de todos os impostos e taxas incidentes sobre o imóvel a partir da desta data, sendo que os anteriores serão de responsabilidade do VENDEDOR;
d) A atender por sua conta, e sem direito a ressarcimento, às exigências dos poderes públicos com relação ao imóvel a partir da desta data.
7.- Verificado o integral cumprimento das obrigações assumidas pelo COMPRADOR neste contrato, o VENDEDOR se obriga a cumprir esta promessa, com a outorga da escritura definitiva, no prazo de até 180 (cento e oitenta) dias, a partir da quitação do preço.
8.- O presente contrato é celebrado em caráter irretratável e irrevogável, obrigando-se as partes por si e seus sucessores, vedado o arrependimento e admitida a sua rescisão apenas nos casos previstos em lei e neste instrumento.
9.- O VENDEDOR apresentará a Certidão Negativa de Débito, expedida pelo INSS, e a Certidão de Quitação de Tributos Federais, expedida pela Secretaria da Receita Federal, por ocasião da escritura definitiva, em cumprimento ao disposto no art. 257 do Decreto Federal nº 3.048 de 06.05.1999.
10.- O COMPRADOR declara, neste ato, ter ciência de que os documentos necessários para a lavratura da escritura definitiva serão fornecidos pelo VENDEDOR uma única vez.
10.1.- Se por culpa do COMPRADOR os documentos fornecidos pelo VENDEDOR perderem a validade, obriga-se o COMPRADOR, desde já, por todas as providências necessárias para a revalidação e/ou obtenção de novos documentos junto aos órgãos competentes, bem como por todas as despesas e encargos pertinentes.
11.- O COMPRADOR não poderá ceder ou prometer ceder seus direitos decorrentes deste a terceiros.
11.1.- Ocorrendo à cessão de direitos à revelia do VENDEDOR, o COMPRADOR responderá solidariamente com o terceiro adquirente pelo pagamento das parcelas vincendas até final liquidação do saldo do preço, sendo certo que, mesmo nessa hipótese, o VENDEDOR outorgará a escritura definitiva em nome do ora COMPRADOR e não no de terceiros por este indicados.
12.- O COMPRADOR tem ciência do estado de conservação em que se encontra o imóvel deste objeto, assumindo, neste ato, a responsabilidade por eventuais reparos necessários.
13. - O VENDEDOR responderá pela evicção que eventualmente incida sobre o imóvel ora alienado, na forma dos artigos 447 a 457 do Código Civil vigente.
14.- O presente compromisso é celebrado em caráter "ad corpus", nada podendo ser reclamado ou exigido em função de eventual divergência de dimensões.
15.- O COMPRADOR se responsabiliza, civil e penalmente, pela veracidade dos dados relativos a sua qualificação, constantes no preâmbulo do Quadro Resumo.
16.- Fica eleito o foro Central da Comarca da Capital do Estado de São Paulo para dirimir eventuais questões oriundas deste contrato.
E, por estarem justos e acertados, assinam o presente instrumento em 03 (três) vias, de igual teor e forma, na presença de 02 (duas) testemunhas.
Local, __ de _______ de 20__.
______________________
Nome
RG: 000.000.000-00
______________________
Nome
RG: 000.000.000-00
Testemunhas:
______________________
Nome
RG: 000.000.000-00
______________________
Nome
RG: 000.000.000-00
Fonte: Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação – ABMH. Modelo de Contrato de Compromisso de Compra e Venda. Disponível em: <web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=254209>. Acesso em: 18/05/2009.
Esse é apenas o modelo de um contrato. Basicamente, os contratos não variam muito. Basta que façamos as devidas adequações.
Vamos, então, às declarações!
2.6. Declaração
A declaração é um documento em que se afirma a existência ou não, o conhecimento ou desconhecimento de fatos, direitos, situações, ou em que se manifesta uma vontade e esclarecem ocorrências, etc.
São partes de uma declaração:
· Título
· Texto
· Local e data
· Assinatura
Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, pode assinar uma declaração. Isso é o que difere a declaração do atestado e do certificado. O atestado e o certificado só podem ser emitidos por alguém que tenha autoridade para assiná-los.
Os tipos de declaração podem ser:
· Declaração de emprego;
· Declaração de desligamento de sócio ou funcionário;
· Declaração de cessação de contratos;
· Declaração de rendimentos;
· Declaração de bens;
· Declaração de idoneidade; etc.
Veja um modelo de declaração de idoneidade a seguir:
ANEXO IV – MODELO DE DECLARAÇÃO DE IDONEIDADE
(utilizar preferencialmente papel timbrado da instituição)
A Instituição      , inscrita no CNPJ n º      , com endereço à      , n.º      , CEP      -      , declara que não está sob efeito de uma Declaração de Inidoneidade para contratar com a Administração Direta ou Indireta do Município, nos termos do Inciso IV, do Art. 87, da Lei nº 8.666/93, bem como que comunicará qualquer fato ou evento superveniente à entrega dos documentos da habilitação que venha alterar a atual situação quanto à capacidade jurídica, técnica, regularidade fiscal e idoneidade econômico-financeira. Estamos cientes que a falsidade das informações fornecidas pode acarretar devolução dos recursos financeiros recebidos, acrescidos de juros e correção monetária, sem prejuízo de outras penalidades previstas em lei, nos termos do EDITAL N.º 01/2008- PRÓ-AMBIENTE.
Porto Alegre,       de       de 2009.
Fonte: Disponível em: <http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smam/usu_doc/anexo_iv_-
_declaracao_de_idoneidade.doc>. Acesso em: 18/05/2009.
Modelo de Declaração
Declaro, para os devidos fins, que..........................................brasileira, solteira, amazonense, natural do município de Itacoatiara, nascida em.....de.......de......., filha de ...........................e de..............................................., trabalhou neste estabelecimento no período de .............a..............., exercendo com correção, responsabilidade e competência a função de................para a qual está devidamente qualificada, conforme currículo anexo.
Manaus,..... de.... de 2004
.................................................................................
Fulano de Tal
(Firma reconhecida)
Fonte: Disponível em: <http://www.suframa.gov.br/cidadao/downloads/declaracao.doc>. Acesso em: 25/05/2009.
Portanto, o modelo acima é simples e poderá servir para diversas propostas de declaração. Existem outros tipos mais específicos que poderão ser encontrados no site citado acima.
2.7. Edital
Vejamos o conceito de edital elaborado por MARTINS e ZILBERKNOP (2007: 206) 
“Edital é um instrumento de notificação pública que se afixa em local de acesso dos interessados ou se publica (integral ou resumidamente) num órgão de imprensa ou particular.”
O Edital é uma forma de cientificação ou ordem e deverá ser afixado em lugar público. Poderá ser publicado no diário oficial ou no principal jornal da localidade.
Existem vários tipos de editais: de concorrência, notícia, publicação, proclamas, praça, citação, etc.
O Edital poderá, também, ser um meio comum de convocar funcionários para comparecer ao trabalho em caso de abandono. Outro modelo muito comum é o para contratação de serviço.
Vejamos o exemplo:
....(nome da empresa)....solicita o comparecimento do Senhor ...(nome completo do empregado)..., portadora da CTPS nº...., série...., no prazo de ...(especificar o número de dias ou horas)..., sob pena de caracterização de abandono de emprego previsto no artigo 482 , inciso “i”, da CLT. Estado de Minas Gerais PREFEITURA MUNICIPAL DE Catas Altas.
EDITAL N° 007/2009
A Prefeitura Municipal de Catas Altas, representada pelo seu Prefeito Municipal, Sr. Fulano de Tal, no uso de suas atribuições legais, torna público que aos 10 dias do mês de fevereiro de 2009, às 10 h, na Secretaria Municipal de Administração, na sede da Prefeitura Municipal, será divulgada íntegra de edital para contratação deempresa para o serviço de tratamento de água e esgoto desta cidade.
Catas Altas, 3 de fevereiro de 2009.
Fulano de Tal
Prefeito Municipal
_______________________________________________________________________________
(Dados da prefeitura)
Dentre os Editais, existe o Edital para concursos. Normalmente publicado com antecedência, esse edital tem como objetivo divulgar todas as informações e regras para se tornar clara a concorrência.
Vejamos agora para que serve e como se elabora um Estatuto!!!
2.8. Estatuto
A palavra estatuto deriva-se do latim status e pretende regular a situação do indivíduo perante a sociedade em que ele vive. Os direitos e deveres decorrem da situação pessoal, dos papéis sociais e econômicos exercidos pelo indivíduo, das diversas relações decorrentes dos grupos sociais em que se integra, de acordo com os valores que a sociedade faz prevalecer em um determinado momento histórico. O estatuto é usado principalmente pelo meio jurídico para indicar que os efeitos de algum ato ou lei deverão ser cumpridos por todos os indivíduos de uma determinada sociedade. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é uma fonte de Estatuto, promessa de proteção integral ao indivíduo em seu meio social.
Existem diversos tipos de estatuto, como: Estatuto do Consumidor e do Fornecedor de Serviços, Estatuto de Empregado e Empregador, Estatuto do idoso, Estatuto do menor e do adolescente, etc.
Vejamos, abaixo, um fragmento de um estatuto:
	Estatuto do Idoso
Atos do Poder Legislativo 
LEI N o 10.741, DE 1 o DE OUTUBRO DE 2003 
Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1 o É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 
Art. 2 o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. 
Art. 3 o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. 
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
I atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; 
II preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas; 
III destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso; 
IV viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações; 
V priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência; 
VI capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos; 
VII estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento; 
VIII garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. 
Art. 4 o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei. 
§ 1 o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. 
§ 2 o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. 
Art. 5 o A inobservância das normas de prevenção portará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. 
Art. 6 o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. 
(...)
Fonte: Estatuto do Idoso. Disponível em: <http://asvpjacutinga.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18&Itemid=33>. Acesso em:19/05/09.
Assim, como podemos perceber pelo modelo acima, o estatuto é usado para serem registrados os efeitos de algum ato ou lei que deverão ser cumpridos por todos os indivíduos de um determinado segmento social. 
2.9. Memorando
O memorando é uma nota ou comunicação breve entre departamentos de uma empresa. Mas, o memorando poderá ser externo, quando essa comunicação se faz entre a empresa e sua filial.
Dessa maneira, o memorando poderá ser interno ou externo e usado pelo serviço público ou privado.
Como é um documento utilizado com freqüência nas empresas, existem formulários já impressos para facilitar sua tramitação.
Vejamos como elaborar um memorando interno!!!!!
Data: .........../........./..........
Para: ................................
De: ...................................
REF.: ................................
Conforme o contrato ..........., encaminhado ao Sr. .........., venho respeitosamente apresentar o meu parecer e respectiva solicitação de revisão dos procedimentos internos no que tange à ............... .
Os contratos não vinculados ao Contrato de Trabalho não podem ser padronizados, muito pelo contrário, devem ser individuais.
Solicito, assim, dar prosseguimento ..............., com a devolução dos originais da carta de solicitação de cancelamento do respectivo contrato.
Atenciosamente,
________________________
Nome
Cargo
Fonte: Disponível em: <http://www.borgeskrobath.com.br/downloads/Modelos-Documentos/Memorando%20Interno.doc>. Acesso em: 19/05/09.
Ratificamos que o memorando é uma comunicação breve entre departamentos de uma empresa.
Vamos continuar nosso estudo, agora sobre ordem de serviço!
2.10. Ordem de Serviço
A ordem de serviço serve para documentar trabalhos realizados no meio empresarial. A ordem de serviço poderá ser utilizada para análise e futuras melhorias de processos e operações, redução de despesas, minimização de prejuízos, análises de desempenho, etc.
A Ordem de Serviço poderá ser formal, informal, escrita ou até mesmo verbal, emitida, geralmente por um supervisor.
A maioria das empresas tem a Ordem de Serviço em impresso padronizado, a fim de documentar a ordem antes da realização do serviço. O documento deverá ser preenchido cuidadosamente e conter as assinaturas dos responsáveis pelo serviço.
Veja o exemplo a seguir:
Fonte: Disponível em: <http://www.c3.com.pt/3/docs/Lideranca/modelos/mod_ordem_servico.doc>. Acesso em: 19/05/09.
Portanto, a ordem de serviço serve para documentar uma ordem a respeito de quaisquer trabalhos realizados no meio empresarial.
2.11. Procuração
De acordo com Medeiros (2001),
A procuração é um documento que uma pessoa passa a alguém para que possa tratar de negócios em nome de outra. É um documento em que se estabelece legalmente essa incumbência, em que outorga o mandato e se explicitam os poderes conferidos (p. 97).
Assim, a procuração consiste em um registro legal de um poder conferido a outro, para tratar de negócios ou fazer algo em seu nome.
Vejamos um modelo de Procuração!!!
Modelo de Procuração 
Eu,_________________________ portador da RG n.º _____________ órgão emissor ________, Brasileiro, solteiro e domiciliado à rua ________________________, nº ____,aptº____, bairro ____________ _______________, na cidade de _____________________ Ba, nomeio e 
constituo o meu bastante procurador_____________________________,
portador da RG nº ____________, órgão emissor _______, Brasileiro, solteiro residente e domiciliado à rua _________________________, bairro ____________________,n.º_____,aptº____, na cidade de ______________________- AM, para______________ junto ao __________________.
Manaus , ____/____/____
Ass.____________________________________________________________
Fonte: Disponível em: <http://www.suframa.gov.br/cidadao/downloads/modelo_procuracao.doc>. Acesso em: 19/05/09.
Logo, os poderes, a finalidade e o prazo de validade da procuração ficam evidenciados no texto. Assim, também, a localidade, a data e a assinatura aparecem no final.
2.12. Protocolo
O protocolo é um registro simples muito utilizado no meio empresarial para comprovar a entrega e o recebimento de um documento.
A formatação deste apontamento deverá ter um espaço para registro do documento encaminhado, da data de entrega e do receptor do documento.
Muitas empresas adotam um bloco impresso do Protocolo para o registro da circulação de documentos.
Aqui está um exemplo:
	PROTOCOLO DE ENTREGA E RECEBIMENTO DA CTPS 
  
EMPRESA: 
  
EMPREGADO: 
CTPS Nº/SÉRIE: 
  
Em __/__/__ recebemos a CTPS do empregado acima identificado, para: 
  
( )  anotações de registro 
( ) atualização da CTPS 
( ) outros. 
  
Será devolvido no dia: __/__/__, nos termos do art. 29 da CLT. 
  
	  
Em __/__/__ , em devolução, recebi o documento acima. 
............................................................... 
assinatura do empregado 
  
Obs.: 
  
( ) 1ª via - empregado 
( ) 2ª via - empresa 
  
Fonte: Disponível em: <http://www.sato.adm.br/dp/modelo-protocolodeentregaerecebimentodactps.htm>. Acesso em:19/05/09.
2.13. Recibo
O recibo é um documento escrito para declarar o recebimento de um pagamento de qualquer serviço. Esse documento é importante, principalmente quando contratamos um profissional autônomo, como por exemplo, ao contratarmos um jardineiro, um pintor ou outro profissional para pequenos serviços. 
Ao efetuarmos o pagamento devemos elaborar um recibo, podendo até mesmo ser redigido a punho, mas o importante é guardarmos o recibo assinado pelo contratado.
O texto de um recibo é simples e nele deverão constar alguns dados fundamentais, como o nome do executor do serviço, o serviço prestado, o valor, escrito por extenso, e a data de pagamento. 
Vejamos o exemplo abaixo:
RECIBO
Valor R$ 200,00
Recebi da senhora Márcia Camargo a importância de R$ 200,00 (Duzentos Reais), em dinheiro, referente ao pagamento da parcela correspondente à primeira etapa dos serviços de pintura prestados, conforme instrumento firmado em 27 de agosto do corrente ano.
Com o recebimento desta parcela, restarão ainda quatro parcelas, correspondentes a 80% (oitenta por cento) da empreitada, que serão quitadas mediante a entrega dos serviços correspondentes às respectivas etapas.
Por ser a expressão da verdade, dou quitação pela importância recebida e pela etapa de serviços prestados, firmando o presente recibo nesta data.
Belo Horizonte, 12 de julho de 2008.
Jose Maria da Silva
Pintor
Fonte: Disponível em: <http://www.consumidorbrasil.com.br/consumidorbrasil/textos/ebomsaber/autonomos/modelorecibo.htm>. Acesso em: 19/05/09.
Portanto, sempre que fazemos algum pagamento, devemos exigir um recibo para evitarmos aborrecimentos futuros. O recibo poderá até mesmo ser redigido a punho, mas deverá ter a assinatura do prestador do serviço.
2.14. Regulamento
O regulamento é um documento que contém explicitadas as normas de funcionamento de atividades, como competições. Outro exemplo seria o regulamento técnico, que consiste em um documento explicitando regras para requisitos técnicos. Quando se tratar de um regulamento de uma conferência, este deverá ter a aprovação de todos os participantes e deverá ser lido na abertura da conferência. 
Segundo Medeiros (2001), “Regulamento é um conjunto de regras ou normas estabelecidas como necessárias a uma organização; é um regimento em que se determina o modo de direção, funcionamento e outras exigências de uma empresa, associação ou entidade, ou de um concurso.” (p. 99).
Nessa perspectiva, o regulamento deverá ser redigido cuidadosamente, contendo todas as cláusulas e deverá ser assinado por uma autoridade com poder legal para tanto.
Vejamos o modelo de um regulamento de uma corrida do 12º CIRCUITO NACIONAL DE CORRIDA DO CARTEIRO – 2008!!
INFORMAÇÕS GERAIS
 
1 – DATA DA REALIZAÇÃO
12 de Outubro de 2008. 
2 – HORÁRIO
7h30
3 – LARGADA E CHEGADA 
Largada e chegada nos Correios da Av. Almirante Tamandaré, 75 Praia de Iracema, próximo ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.  
4 – PERCURSO 
De 5 e 10  quilômetros, aferidos pela Confederação Brasileira de Atletismo.  
5 – CATEGORIA POR FAIXAS ETÁRIAS 
Idade mínima de 18 anos para a prova de 10Km e de 16 anos para a prova de 5Km. (completos até a data da prova). 
5.1 – Faixas etárias 
	CATEGORIA MASCULINA
	CATEGORIA FEMININA
	A - de 18 a 24 anos
	M - de 18 a 24 anos
	B - de 25 a 29 anos
	N - de 25 a 29 anos
	C - de 30 a 34 anos
	O - de 30 a 34 anos
	D - de 35 a 39 anos
	P - de 35 a 39 anos
	E - de 40 a 44 anos
	Q - de 40 a 44 anos
	F - de 45 a 49 anos
	R - de 45 a 49 anos
	G - de 50 a 54 anos
	S - de 50 a 54 anos
	H - de 55 a 59 anos
	T - de 55 a 59 anos
	I - de 60 a 64 anos
	U - de 60 a 64 anos
	J - de 65 a 69 anos
	  V – de 65 anos acima
	K - de 70 a 74 anos
	--
	L - de 75 anos acima 
	--
	X  -  CADEIRANTE
	       Z – DEFICIENTE VISUAL
	
 
 
6 – INSCRIÇÕES 
As inscrições: 
a. Agência Central – Rua Senador Alencar, 38 – Centro FORTALEZA/CE. 
 
b. os atletas com idade mínima de 16 anos, completados até o dia da prova, poderão ser inscritos com a autorização expressa do pai ou responsável, somente para a prova de 5 quilômetros.. 
(...) 
11 – RESULTADOS DA CORRIDA 
O resultado estará disponível a partir do dia 15/10/2008, no site: www.arcoceara.com.br  
 
12 – FICHA DE INSCRIÇÃO 
EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS 
 
                                                        FICHA DE INSCRIÇÃO                    Nº de inscrição
 
                  12º CIRCUITO NACIONAL DE CORRIDA DO CARTEIRO - 2008
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PROTOCOLO DE INSCRIÇÃO (Parte destinada ao atleta)
	 
O Atleta __________________________________________________________ 
Está inscrito no 12º Circuito Nacional de Corrida de Carteiro, que será realizado no dia 12/10/08, devendo retirar seu KIT de participação nos dias 10 e 11/10/08 na Av. Almirante Tamandaré 75. (Próximo ao Centro Dragão do Mar), das 8h às 17h, levando os 2 kilos de alimentos.
Fortaleza,      /        /
Assinatura/matricula do empregado que efetuou a inscrição:___________________________
Vocês poderão ver o regulamento na íntegra no seguinte site: http://74.125.47.132/search?q=cache:PV2w5w8VbUQJ:www.fcatletismo.com.br/%255Cpaginas%255Cpagregul081012Carteiro.doc+modelo+de+Regulamento&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br.
Para finalizar, vamos relembrar que, ao redigir os documentos empresariais, devemos seguir a formatação específica para o documento a ser redigido. Devemos também primar pela escrita simples, dentro da norma culta da língua, mas evitando o formalismo exagerado. Lembremos que o mais importante da redação empresarial é registrar com fidelidade e clareza o que se precisa documentar, sem deixar margem para duplo sentido ou má interpretação.
3. Teoria na Prática 
Falamos acima sobre a importância da clareza da escrita numa correspondência empresarial. Para isso, devemos lembrar que a contextualização é fundamental para que o texto fique claro. Assim, se falarmos numa carta sobre uma reunião, devemos colocar tudo que for necessário para esclarecer de que reunião estamos falando, como, por exemplo, data, local, assunto, etc. Isso é contextualizar o fato a que me refiro.
Quando não contextualizamos, vejamos, pelo exemplo abaixo, o que acontece. Enviei a uma amiga esta mensagem, em resposta ao e-mail dela recebido:
Querida Carol,
Meus pêsames!!!!!!!!
Posso imaginar como você está se sentindo. Compartilho desta sua dor. Afinal, eleera seu grande companheiro. Estava sempre ao seu lado e na hora dos apertos ele sempre a valeu. Agora ele vai assim, de repente, sem dar sinais que ia lhe deixar. Sem permitir que primeiro  você se acostumasse com a idéia de que ele já não estava mais “vivo”. 
Que tristeza, amiga! Mas, vivemos o tempo dos descartáveis. Assim, logo você irá substituí-lo e em breve nem se lembrará mais dele. Não é assim com as relações humanas? Afinal, idiota é aquele que pensa que é insubstituível...
 
Quer um conselho? Arrume-se bem bonita (isso não vai lhe custar muito, pois já é, por natureza, bela), saia e encontre outro, logo. Depois, use-o bastante, inclusive para me contar as novidades do seu novo... 
Bjos, Madu
A partir desta leitura, imagine qual seria a mensagem que eu recebi que caberia o texto acima como resposta!! 
A minha mensagem é ambígua, portanto dá margem para várias interpretações.
Agora, vejamos qual foi a mensagem!
 
De: Carol
Para: Madu <lervangogh@yahoo.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 30 de Março de 2009 9:17:08
Assunto: Ah!!!!
	Ah, Madu, depois daquela hora o meu celular morreu e não liga mais. Estou sem o número de BH, por enquanto. Mas o de Brasília (61) XXX_XX_XX está funcionando, assim como o de casa (61) XXX-XX-XX e o Skype.. Se precisar falar comigo, por favor, use um desses outros canais.
 Um beijo
 Carol
Moral da história:
Todo texto fora de contexto é sempre um pré-texto ou pretexto!
Pretexto para várias interpretações!
Portanto, é necessário observar cuidadosamente a escrita para evitarmos as ambiguidades. No exemplo acima, eu fiz uma brincadeira com a minha amiga, a partir de um verbo, utilizado por ela: “morreu”. Assim, a ambiguidade da linguagem foi proposital. 
Mas, em outras redações, especialmente, documentos empresariais, devemos evitar os duplos sentidos, contextualizando bem cada informação.
4. Recapitulando 
Vamos rever alguns conceitos estudados?
A maioria das pessoas sente dificuldades na hora de redigir qualquer documento. Por isso, o redator poderá recorrer a um modelo.
O relatório é um documento escrito para registrar uma atividade desenvolvida. Ao ser arquivado, o relatório servirá como comprovação desta atividade.
A ata é uma redação em que se registra sumariamente tudo que acontece, que é discutido e deliberado em uma reunião ou assembleia. 
O Ofício é um documento utilizado para comunicação entre os órgãos do serviço público e também para fins oficiais.
O requerimento é um documento redigido a fim de solicitar um direito perante uma autoridade pública.
A palavra “contrato” veio do latim “contractu” e significa “tratado com”. O contrato registra a combinação de interesses de pessoas sobre uma determinada coisa.
A declaração é uma redação em que se afirma a existência ou não, o conhecimento ou desconhecimento de fatos, direitos, situações, ou em que se manifesta uma vontade e esclarecem ocorrências, etc.
O Edital é uma forma de cientificação ou ordem e deverá ser afixado em lugar público. Poderá ser publicado no diário oficial ou no principal jornal da localidade.
A palavra estatuto deriva-se do latim status e pretende regular a situação do individuo perante a sociedade em que ele vive.
O memorando é uma nota ou comunicação breve entre departamentos de uma empresa. Mas, o memorando poderá ser externo, quando essa comunicação se faz entre a empresa e sua filial.
A ordem de serviço serve para documentar trabalhos realizados no meio empresarial. A ordem de serviço poderá ser utilizada para análise e futuras melhorias de processos e operações, redução de despesas, minimização de prejuízos, análises de desempenho, etc.
A procuração consiste em um registro legal de um poder conferido a outro, para tratar de negócios ou fazer algo em seu nome.
O protocolo é um registro simples muito utilizado no meio empresarial para comprovar a entrega e o recebimento de um documento.
O recibo é um documento escrito para declarar o recebimento de um pagamento de qualquer serviço. Esse documento é importante, principalmente quando contratamos um profissional autônomo.
O regulamento é um documento que contém explicitadas as normas de funcionamento de atividades, como competições.
5. Referências 
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de janeiro. Editora FGV, 2008.
MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 26ª ed. São Paulo. Atlas, 2007.
 MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
Modelo de Edital de Abandono de Emprego. Disponível em:
<http://www.secta.com.br/banco_dados/boletim_2003/trabalhista/34/trabalhista_34_abandono.asp>. Acesso 29/04/2009. 
Modelo de relatório. Disponível em:
http://lugli.org/wp-content/uploads/2008/01/02como_preparar_um_relatorio.pdf
Acesso 07/05/2009.
http://www.dicasprofissionais.com.br 
Acesso em 07/05/2009.
http://www.meucurriculum.com
Acesso em 07/05/2009.
http://www.blog.ljunior.com/dicas-para-fazer-um-bom-curriculo-tipos-de-curriculo/ 
Acesso em 08/05/2009.
COMO FUGIR DO PLÁGIO: citando os autores dentro das normas.
Belo Horizonte, 20 de abril de 2009.
�AJ SERVICE LTDA�Sr. Lúcio Freitas��Assunto: Fatura nº 03456 de 15/03/2009��Prezado Senhor,
De acordo com informações do departamento financeiro, encontra-se pendente de pagamento, a referida fatura, vencida desde 15/03/2009, no valor de R$ 1750,00 (Hum mil setecentos e cinquenta reais). 
Solicitamos o seu comparecimento à gerência financeira dessa empresa, para liquidar esta pendência. Na hipótese de o pagamento já ter sido efetuado, pedimos que nos remeta cópia xérox do respectivo comprovante, a fim de atualizarmos nossos cadastros. 
Atenciosamente,�� Juliana Mota
 Departamento de cobrança- AJ/MG
Para:................�Rua..................�Cidade/Estado��Ao Sr.
 ................�Solicitamos comparecimento departamento....... Empresa Souza Ltda. para tratar de assunto seu interesse Urgente máximo Dia/mm/aa.
��Nome do remetente
Endereço
Conv. NP-010/2009 Belo Horizonte, 1º de abril de 2009.
Para: Coordenadores dos Cursos de Graduação
Senhor (a) Coordenador(a),
De ordem do Pró-Reitor de PESQUISA, Professor José Jorge dos Santos, convoco V.Sa. para reunião conjunta a ser realizada no dia 18 de abril de 2009, às 9h30, na Sala de reuniões da COPING.
Assuntos em pauta nesta reunião:
1 - Informes gerais;
2 - Processo de seleção dos Projetos de Pesquisa 2009;
3 - Datas e critérios para a seleção;
4 – Bolsas de pesquisas;
5 – Outros.
Com apreço e consideração, subscrevo-me,
Respeitosamente,
Maria Helena Faria 
Secretária do Centro de Pesquisa do Centro Universitário Newton Paiva 
011/abril de 2009
Prezados:
A EMBALAFÁCIL - empresa fabricante de embalagens para leite, derivados de leite, sucos etc., participará da FEIRA DA EMBALAGEM, que se realizará no Parque de Exposições Gameleira, de 10 a 15 de maio de 2009.
Nossa empresa estará presente com um estande, montado para oportunizar a degustação de alguns produtos, petiscos e derivados do leite. Mais que divulgar nossos produtos, a proposta é fazer com que nossos clientes, amigos e colaboradores possam se inteirar das novas tendências de mercado, além das modernas técnicas e sistemas de embalagens para produtos alimentícios.
Participaremos dessa feira demonstrando qualidade e praticidade na exposição e no uso dos produtos que vêm acondicionados em nossas embalagens.
Contamos com a divulgação dessa notícia.
Departamento de Marketing,
Assinatura�MACM
Timbre: nome, endereço e empresa do emitente da informação, impresso no alto da página.
 
Título: a palavra CIRCULAR escrito em letras maiúsculas, no centro da página e enumeração do documento a seguir.
 
Data.
Invocação: forma de tratamento adequado ao público destinatário.
Texto: início com três linhas abaixo da invocação.
Assinatura: nome e cargo do remetente que assina.Iniciais do redator.
EXTERNA
INTERNA
Aviso Prévio Indenizado
Aviso Prévio Trabalhado
Dessa maneira, apesar de existirem diversos modelos de cartas comerciais disponíveis para facilitar a escrita, é interessante o redator estilizar suas próprias correspondências. Isso fará com que ele possa se destacar, apresentando uma escrita criativa, sem pedantismo, sem repetições.
Argumentar é uma operação delicada, já que é necessário construir as ideias e não uma realidade.
Carta convite
Carta de reclamação
Carta de agradecimento
Carta de solicitação
Carta contrato
Carta de apresentação
Carta proposta, etc.
O redator das cartas comerciais deverá evitar fazer literatura, rebuscando o texto com mil adjetivos irrelevantes, metáforas inoportunas, períodos excessivamente longos, acúmulo de gerúndios, particípios, tempos compostos, voz passiva. Além disso, deverá evitar o uso de abreviações, gírias, uso de frases feitas, escritas de algarismos, mensagens rebuscadas.
Evitar: Muito digno Sr.: / Caríssimo Sr.: / Prezadíssimo Sr.:
Para isso, existem as gramáticas da Língua Portuguesa. O redator deverá ter sempre em mãos uma gramática para consulta. Qualquer gramática traz os aspectos linguísticos citados anteriormente. Faça uma pausa agora e dê uma manuseada em alguma gramática e tente localizar esses aspectos, isso facilitará a consulta quando necessário.
Pedido de Demissão
� Contrato. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrato>. Acesso em: 18/05/2009.
Newton Paiva Virtual 
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