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Nome: Jaqueline Ximenes Melo Matricula: 202003533823
Curso: Psicologia Disciplina: Antropologia e Sociedade 
 Professora: Nathalia Leardini 
Período: 2020.1 Turma: 3015
7. Malinowski e a mágica da pesquisa de campo antropológica. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.
“Nascido na Polônia, Malinowski teve formação em ciências exatas antes de apaixonar-se pela antropologia, a partir da leitura de O ramo de ouro, de James Frazer, e emigrar para a Inglaterra, em 1910. Estudante na London School of Economics, Malinowski viajou em 1914 para fazer pesquisas na Nova Guiné, mas com o início da Primeira Guerra Mundial permaneceu na região até o final do conflito. Aproveitou então para fazer pesquisa de campo entre os nativos das ilhas Trobriand, localizadas na costa oriental da Nova Guiné.”(p.01)
“A partir dessa experiência, Malinowski escreveu três monografias importantes: Argonautas do
Pacífico ocidental (1922), A vida sexual dos selvagens (1926) e Jardins de coral (1935), além de outros trabalhos menores. Na primeira, descreveu o circuito do kula, forma de troca de caráter intertribal bastante amplo, praticado por comunidades localizadas num extenso círculo de ilhas.”(p.01).
“ Estão aqui incluídos, em primeiro lugar, dois textos de Argonautas: a introdução, que trata dométodo da pesquisa, e o [...] É um texto inédito em português e que, lido juntamente com a introdução de Argonautas, nos dá uma imagem muito mais precisa de sua experiência de campo.” (p.02).
ARGONAUTAS DO PACÍFICO OCIDENTAL Bronislaw Malinowski
Introdução: objeto, método e âmbito desta investigação
“É possível encontrar formas definidas de troca ao longo de rotas de comércio
delimitadas e estabelecidas entre as várias tribos. … Existe, no entanto, outro
sistema de comércio muito extenso e extremamente complexo que abarca com
suas ramificações não apenas as ilhas próximas do extremo leste, mas também as
Luisíadas, a ilha de Woodlark, o arquipélago Trobriand e o grupo
d’Entrecasteaux; ele penetra pelo continente da Nova Guiné e exerce uma
influência indireta sobre vários distritos remotos, como a ilha de Rossel e
algumas partes da costa setentrional e meridional da Nova Guiné.” (p.03)
“Tive de aprender a me comportar e, em certa medida, adquiri a “sensibilidade”
para as boas e as más maneiras nativas. Com isso, e com a capacidade de sentir
prazer na companhia deles e de participar de alguns de seus jogos e
divertimentos[...].”(p.05)
“e esta é decerto a condição preliminar para ser capaz de levar a cabo um trabalho
de campo bem-sucedido.”(p.05)
“A diferença é que em nossa sociedade toda instituição tem seus integrantes
informados, seus historiadores, seus arquivos e documentos, ao passo que numa
sociedade nativa não há nenhuma dessas coisas. Depois que isso é
Compreendido, é preciso encontrar um expediente para superar essa dificuldade.
Para o etnógrafo, esse expediente consiste em colher dados concretos de
evidência e fazer as inferências gerais por si mesmo. Isso parece óbvio à
primeira vista, mas só foi descoberto ou pelo menos praticado na etnografia
depois que o trabalho de campo foi assumido por homens de ciência. Ademais,
ao dar efeito prático a isso, não é fácil conceber as aplicações concretas desse
método nem levá-las a cabo de maneira sistemática e congruente.”(p.08).
“Lista cronológica de eventos kula testemunhados pelo autor
Primeira expedição, agosto, 1914-março, 1915.
Março, 1915. Na aldeia dos Dikoya (ilha de Woodlark) avistam-se algumas oferendas cerimoniais.”(p.12).
“ Para resumir o primeiro ponto fundamental de método, posso dizer que cada
fenômeno deve ser estudado por meio da série mais ampla possível de suas
manifestações concretas; cada qual estudada mediante um levantamento
exaustivo de exemplos detalhados. [..] tanto para ser usada como instrumento de estudo quanto para ser apresentada como documento etnológico.” (p.13).
“Com a ajuda desses documentos e com semelhante estudo das realidades, é
possível apresentar o esboço claro da estrutura cultural dos nativos no sentido
mais amplo da palavra, e da constituição de sua sociedade. Esse método poderia
ser chamado o método da documentação estatística por evidências concretas.”(p.14)
“Finalmente, passemos ao terceiro e último objetivo do trabalho de campo
científico, [...]. Além do firme esboço da constituição tribal e dos itens culturais cristalizados, que formam o esqueleto, além dos dados da vida diária e do comportamento ordinário, que são, por assim dizer, sua carne e sangue, ainda há para ser registrado o espírito − ideias,
opiniões e depoimentos dos nativos.”(p.16).
“Assim, o terceiro mandamento do trabalho de campo reza: encontre as....”(p.17).
“...maneiras típicas de pensar e sentir correspondentes às instituições e à cultura de
uma dada comunidade, e formule os resultados da maneira mais convincente.
Qual será o método desse procedimento? Os melhores autores etnográficos …
sempre tentaram citar ipsis litteris depoimentos de importância crucial.(p.17).
O significado do kula
“o kula nos apresenta um novo tipo de fenômeno,
situado na região fronteiriça entre o comercial e o cerimonial, e expressando
uma complexa e interessante atitude mental.”(p.23). 
CONFISSÕES DE IGNORÂNCIA E FRACASSO
1. “Nada a dizer”
“O princípio do “nada a dizer sobre isso” talvez seja a principal razão pela
qual a antropologia não fez progresso suficiente no aspecto empírico; e é dever
do pesquisador de campo apresentar um relato cuidadoso e sincero de todos os
seus fracassos e incorreções. Talvez o primeiro registro em que isso tenha sido
feito segundo um espírito realmente científico esteja em Os ilhéus andamaneses,f
de Radcliffe-Brown.”(p.26).
3. Lacunas e desvios
Depois que eu tinha descoberto que o corte da vegetação rasteira, a queima,
o plantio preliminar e a limpeza, o plantio principal, e assim por diante, eram
assim introduzidos cada um por um rito; [...] em conexão com outros, o feiticeiro dirigia o
trabalho no sentido de anunciar publicamente o momento de início,
supervisionando-o etc., construí um quadro sinóptico mais ou menos no padrão.
Revisando as atividades remanescentes nas plantações, notei a inauguração da
capina e do desbaste das raízes. (p.30).
“Minha ignorância de certos princípios tecnológicos revela-se com clareza e
foi especialmente indicada no capítulo onde debato o bwayma. Ali, a falta de
competência em um aspecto − a tecnologia − talvez não tenha resultado numa
inadequação dentro de seu próprio domínio.” (p.32).
“O único consolo que posso extrair disso é que, em primeiro
lugar, o trabalho de campo funcional, que começou em grande medida nas ilhas
Trobriand, deu início a uma mudança nesse aspecto; e, em segundo lugar, que
meus erros podem ser úteis para os outros.”(p.34).

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