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atividade ÉTNICO-RACIAIS

Atividade da disciplina Relações Étnico-Raciais na Educação e Educação Indígena que discute diferenças étnico-raciais, discriminação, o papel da escola e do professor, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 e a necessidade de formação docente.

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Modelo de cabeçalho para colocar no início das atividades: 
UNIGRAN – Centro Universitário da Grande Dourados
Curso: Pedagogia
Disciplina: Relações Étnico-Raciais na Educação e Educação Indígena
Professora: Dra. Terezinha Bazé de Lima 
Aluno(a): Patricia Rodrigues Rinaldi RGM: 053.11207 Polo: Ivinhema/MS
Atividade 01 - AULAS 01, 02, 03 e 04(Valor 4,0 pontos)
AS DIFERENÇAS ÉTNICO-RACIAIS E O PAPEL DA ESCOLA
Introdução
Desde a colonização do Brasil os negros e os índios, entre outros grupos sociais lutam contra a discriminação e preconceito, em nossa sociedade, houve uma tentativa de imposição da cultura branca, porém a resistência dos negros e índios fez produzir o que podemos chamar de cultura brasileira. A discriminação racial está espalhada pelo Brasil, envolvendo o acesso aos espaços políticos, os bens sociais, no modo de pensar, nas escolas, no mercado de trabalho, na mídia entre tantos outros, são muitas as práticas de racismo e se apresentam de diversas maneiras. É espantosa a naturalidade com que alguns indivíduos manifestam seus preconceitos e outros acreditam que evitando o assunto não estão praticando o racismo.
O governo brasileiro instituiu uma legislação que obriga incluir no conteúdo o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio, como medida de valorização dessa pluralidade cultural, com a intenção de reparar o tratamento de exclusão recebido pelos povos africanos e indígenas ao longo do tempo, com o objetivo de combater a ideia etnocêntrica de que existe um único modelo civilizatório que inferioriza a diferença. A discriminação, o racismo e a desigualdade econômica e social têm repercussão direta no fazer pedagógico do cotidiano escolar, isso porque a escola tem papel fundamental no combate ao preconceito existente na sociedade. A escola é um lugar onde a diversidade cultural e étnico-racial é muito grande, pois é nela que muitas crianças têm seu primeiro contato com outras crianças. Infelizmente, o racismo e discriminação acontece em todos os lugares, principalmente nas escolas, causando constrangimento com quem sofre. Portanto, cabe ao professor se conscientizar e trabalhar essa diversidade de maneira clara, conhecendo a realidade de cada um e valorizando a cultura que cada criança possui. O professor deve interagir com seus alunos de forma prazerosa, ajudando-os a compreenderem as diferenças que existem entre eles, para que aprendam a respeitar uns aos outros. Para isso, o professor deve estar sempre aprimorando sua formação, para conseguir atender as demandas trazidas na Lei 10.639/2003 e, assim, formar cidadãos conscientes e críticos.
Desenvolvimento
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, buscam responder à demanda da população, Indígenas e Africana, e outras culturas, por ações afirmativas de reparação e valorização de sua identidade, história e cultura; além de propor, nestes termos, 
(...) a divulgação e produção de conhecimentos, a formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial – descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiáticos – para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada. (BRASIL, 2004a, p.10, apud ANDRADE DANIELA, 2017, p. 20)
As Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 tornou obrigatório o ensino da História e Cultura
Africana e Indígena nas escolas de ensino fundamental e médio das redes públicas e privadas, porém muitos professores não receberam uma formação adequada sobre essas temáticas, ficando sem saber como lidar com algumas situações em sala de aula. Essas Leis surgiram para tentar reparar a desvalorização que os povos negros e indígenas sofreram ao longo de sua
história, trazendo para escola a história dos negros e índios, reconhecendo e valorizando
suas culturas que muito contribuíram para a nossa cultura atual. Portanto, é fundamental que
o professor esteja sempre em busca de uma formação continuada, tendo como base as Leis e
outros documentos pedagógicos, para desenvolver sua prática docente de maneira eficiente,
fazendo com que as crianças reconheçam essa diversidade cultural.
A escola exerce um papel crucial na vida da criança, pois é o primeiro contato social do ser humano e deve estar preparada para integrar, trabalhar e receber as adversidades, agindo como formadora de valores, desse modo, tornado a formação social da criança multicultural e pluriétnica. Para isso, é fundamental que o professor, como agente conscientizador/transformador, crie, na sala de aula, um ambiente de diálogo cultural. Neste pensamento os professores devem reconhecer as diferentes culturas inseridas no seu meio e terão condições de proporcionar ao aluno a visão de si e do outro como diferente.
É com o outro, pelos gestos, pelas palavras, pelos toques e olhares que a criança construirá sua identidade e será capaz de representar o mundo, atribuindo significado a tudo que a cerca. Seus conceitos e valores sobre a vida, o belo, o bom, o mal, o feio, entre outros, começam a se constituir nesse período. (SANTANNA, 2010, p. 18, apud ANDRADE DANIELA, 2017, p.23)
É essencial criar nos alunos condições que os levem a respeitar e valorizar as diferenças e, dessa forma se reconhecer na sua diferença, estabelecer o diálogo intercultural promovendo uma interação entre as diferentes culturas e compreender que a história educacional da humanidade acontece colada à história social e cultural.
Conclusão 
Historicamente tem-se registros de consequências gravíssimas que a escravidão causou na formação da sociedade brasileira, provocando desigualdade, discriminação e preconceito. Mesmo com a grande diversidade étnico-racial que o Brasil possui, ainda se encontra muitos obstáculos para tratar desse assunto.
É fundamental o papel da escola o processo de conscientização, para que as crianças aprendam desde cedo que cada grupo social tem suas culturas e cada pessoa tem suas particularidades, para que possamos todos aprender a conviver com a diversidade, conhecendo e discutindo e acima tudo respeitar o outro, independentemente de sua cor, costumes, crença e gênero. 
Referências 
ANDRADE, Daniela Xavier. Caminhos e possibilidades para a educação das relações étnico-raciais na educação infantil: um estudo em documentos oficiais (Diretrizes e Referenciais Curriculares Nacionais). Disponível em < http://www2.unirio.br/unirio/cchs/educacao/graduacao/pedagogia-presencial/DANIELAXAVIERDEANDRADE.pdf > Acesso em: 08 agosto. 2019.
LIMA, Terezinha Bazé de. Prática Pedagógica em Educação Indígena e Relações ÉtnicoRaciais na Educação. Terezinha Bazé de lima: UNIGRAN, 2019/2.

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