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CÉLULA EUCARIONTE – membrana plasmática, citoplasma e núcleo.
“Do simples para o complexo, moléculas organizadas formam as células, que unidas formam os tecidos, que unidos formam os órgãos, os quais unidos formam os sistemas orgânicos que criam e mantém a vida.”
Todos os seres vivos são formados por células: apenas uma nos organismos unicelulares, muitíssimas nos pluricelulares. Este conceito, que hoje nos parece simples, tem uma origem muito remota, sendo preciso recuar até ao século XVII, quando os primeiros instrumentos ópticos, como o microscópio, permitiram ao homem observar objetos muito pequenos de cuja existência nem se suspeitava.
	
	A organização estrutural dos seres vivos.OBJETIVO
OBJETIVO
OBJETIVO
Os vírus são visualizados apenas ao microscópio eletrônico, são acelulares, ou seja, não apresentam estrutura celular, sendo constituídos por uma macro molécula de ácido nucleico envolvida por uma cápsula de natureza proteica. São parasitas obrigatórios de células vivas, pois só se reproduzem no interior delas.
	
	– A estrutura viral.
O tempo de vida de uma célula pode variar conforme a espécie. No ser humano, existem células que vivem apenas alguns dias, e outras que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida. Quanto a longevidade das células, estas podem ser classificadas em lábeis (curta duração), estáveis (duram meses ou anos) ou permanentes (duram toda a vida).
1. As células lábeis são pouco diferenciadas e possuem grande capacidade de duplicação, como por exemplo, as hemácias. O tempo de vida de uma hemácia é de aproximadamente 90 dias. 2. As células estáveis se multiplicam durante o crescimento do organismo, um exemplo dessas células são as epiteliais.3. Diferente das células lábeis e estáveis, as células permanentes possuem grande capacidade de diferenciação e se multiplicam apenas na fase embrionária.
As células procariontes são assim designadas devido à carência de membrana plasmática. Ao contrário das eucarióticas, as procarióticas não possuem organelas membranosas (retículo endoplasmático liso e rugoso, complexo de golgi, mitocôndrias, plastos, lisossomos e vacúolos) e muito menos um núcleo delimitado pelo envoltório nuclear (cariomembrana-carioteca) envolvendo os cromossomos. Acredita-se que essas células, com estrutura e funcionamento bem simplificado, tenham sido os primeiros organismos do mundo vivo, chamadas de protobactérias ou protocélulas. Essas células apresentam uma parede esquelética (parede celular) externamente à membrana plasmática, com função de proteção e controle das trocas de substâncias com o meio ambiente. Dispersos no citoplasma ficam os ribossomos, auxiliando a síntese protéica, através da decodificação do comando enviado pelo material genético. O material genético desses organismos, geralmente um único filamento emaranhado de DNA circular (ácido desoxirribonucléico) chamado cromatina, encontra-se mergulhado no hialoplasma da célula. Atualmente as células procarióticas, grupo de seres unicelulares ou coloniais, são representadas pelas bactérias e cianobactérias (algas azuis ou cianofíceas).
As células eucariontes, também denominadas de células eucarióticas, são consideradas células verdadeiras, mais complexas em relação às procarióticas por possuírem um desenvolvido sistema de membranas. Este tipo celular, típico da constituição estrutural dos fungos, protozoários, animais e plantas, apresenta interior celular bem compartimentado, ou seja, uma divisão de funções metabólicas entre as organelas citoplasmáticas: retículo endoplasmático liso e rugoso (RER), mitocôndrias, organoplastos, lisossomos, peroxissomo e complexo de golgi. 
MEMBRANA PLASMÁTICA
(JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO. J. Biologia celular e molecular. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2000, p. 79.)
Toda célula, seja procarionte ou eucarionte, apresenta uma membrana que a isola do meio exterior: a membrana plasmática. 
Limite das Células: Todas as células vivas possuem uma membrana delimitante e são capazes de controlar a entrada e a saída de substâncias do hialoplasma para o meio extracelular e vice-versa. O fluxo permanente de materiais se dá através de um fino envoltório, a membrana plasmática. Além dessa, as células possuem outras membranas, delimitando estruturas internas, como o complexo de Golgi e o retículo endoplasmático. Todas as membranas celulares, tanto as internas como a membrana de revestimento externo, têm algumas características em comum, quanto à sua composição química e quanto a algumas de suas propriedades.
Estrutura da membrana Atualmente o modelo mais aceito é o MODELO DO MOSAICO FLUIDO proposto por Singer e Nicholson. Segundo esse modelo, a membrana seria composta por duas camadas de fosfolipídios onde estão depositadas as proteínas. Algumas dessas proteínas ficam aderidas à superfície da membrana (PROTEÍNAS PERIFÉRICAS), enquanto outras estão totalmente mergulhadas entre os fosfolipídios; atravessando a membrana de lado a lado (PROTEÍNAS INTEGRAIS). A flexibilidade da membrana é dada pelo movimento contínuo dos fosfolipídios; estes se deslocam sem perder o contato uns com os outros. As moléculas de proteínas também têm movimento, podendo se deslocar pela membrana, sem direção.
A- Componente lipídico: fosfolipidios, colesterol e glicolipidios. São os principais responsáveis pela passagem de substâncias lipossolúveis para o interior celular como: oxigênio, gás carbônico, ácidos graxos e hormônios esteróides. Por outro lado, o componente lipídico é a responsável pela baixa permeabilidade das membranas celulares a substâncias hidrossolúveis, como íons, glicose e aminoácidos. As moléculas de colesterol diminuem a permeabilidade da membrana 
B- Componente protéico: consiste em transportadores, enzimas, receptores para hormônios, canais para íons e água; 
Funções da membrana
·    Constitui uma barreira permeável seletiva que controla a passagem de íons e pequenas moléculas - Permeabilidade Seletiva.
·    Forma o suporte físico para a atividade ordenada das enzimas nela contidas
·    Possibilita o deslocamento de substâncias no citoplasma através da formação de pequenas vesículas.
·    Realiza a endocitose e a exocitose.
·    Possui receptores que interagem especificamente com moléculas do meio externo
Glicocálix (do grego glykys, doce, açúcar, e do latim calyx, casca, envoltório) - A face mais externa da membrana plasmática é recoberta pelo glicocálix ou cobertura celular - delgada camada formada por carboidratos (glicídios), que é secretado pela célula e se unem a proteína (glicoproteínas) ou lipídios (glicolipídios) que reveste as células e constantemente se renova.. E fundamental para a identidade das células. 
Funções do GLICOCÁLICE:
1. Proteger a superfície celular de possíveis lesões;
2. Apresenta propriedades imunitárias = adesão e reconhecimento molecular, como é o caso de antígenos (Ex: grupos sanguíneos ABO) e hormônios;
3. Inibição do crescimento celular por contato depende da glicoproteína do glicocálice (tais proteínas podem ser perdidas, como acontece nos tumores); 
4. Exercem importante papel na adesão intercelular, para a formação de tecidos e no processo de adesão do ovócito com o espermatozóide. 
TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA PLASMÁTICA
O fluxo, ou seja, o transporte de substâncias através da membrana pode ser ativo ou passivo. O transporte passivo caracteriza-se por acontecer a favor do gradiente de concentração, sem gasto de energia. Isto significa que as substâncias deslocam-se do meio mais concentrado para o meio menos concentrado, sem utilização da energia fornecida pela hidrólise do ATP (trifosfato de adenosina). Nesse processo de hidrólise, o ATP transforma-se em ADP (difosfato de adenosina) e fosfato, liberando energia. No transporte ativo, as substâncias são carreadas contra o gradiente de concentração, ou seja, da região menos concentrada para a região mais concentrada, consumindo a energia fornecida pelo ATP.
	
	Os tipos de transporte.
De modo geral, os compostos hidrofóbicos (não tem afinidade por água),solúveis nos lipídios, como os ácidos graxos, hormônios esteróides e anestésicos, atravessam facilmente a membrana. Já as substâncias hidrofílicas (afinidade por água), insolúveis nos lipídios como a maioria dos hidratos de carbono, os ácidos nucléicos e muitas proteínas, penetra na célula com mais dificuldade, dependendo do tamanho da molécula e, também de suas características químicas.
O Prêmio Nobel de Química de 2003 foi concedido a dois cientistas norte-americanos cujas descobertas ajudaram a esclarecer como os sais (íons) e a água são transportados para dentro e para fora das células. A existência de canais específicos que transportam água era apenas uma suspeita até meados dos anos 80. Mas foi a partir de 1988 que Peter Agre conseguiu isolar uma proteína da membrana plasmática, que a suspeita tornou-se uma descoberta. Ele descobriu uma classe de moléculas chamadas aquaporinas. As aquaporinas são canais transportadores de água presentes nas membranas plasmáticas de tecidos permeáveis. São "canais protéicos" que regulam e facilitam o transporte de moléculas de água através das membranas celulares, o que é um processo essencial para todos os organismos vivos.
OBJETIVO
1. TRANSPORTE PASSIVO –a favor do gradiente químico ou elétrico sem gasto de energia. (transporte “ladeira abaixo” - Down Hill). 
OSMOSE; DIFUSÃO SIMPLES; DIFUSÃO FACILITADA E CO-TRANSPORTE
1.1 - Osmose – Passagem de água do meio menos concentrado para o mais concentrado. A membrana celular é muito permeável à água. Colocadas em uma solução hipotônica, as células aumentam de volume devido à penetração de água. Se o volume for muito acentuado, a membrana plasmática se rompe e o conteúdo da célula extravasa, fenômeno conhecido como lise celular - HEMÓLISE, ex: o eritrócito. Inversamente, quando colocadas em solução hipertônica, as células diminuem de volume devido à saída de água. Nas soluções isotônicas, o volume e a forma da célula não se alteram. 
1.2 - Difusão simples - Trata-se de um processo físico de difusão a favor de um gradiente. Muitas moléculas penetram nas células ou delas saem por difusão passiva, isso é, como a distribuição do soluto tende a ser uniforme em todos os pontos do solvente, o soluto penetra na célula quando sua concentração é menor no interior celular do que no meio externo, e sai da célula no caso contrário. A difusão simples depende, principalmente, de dois fatores: tamanho das moléculas e grau de solubilidade em lipídios. Quanto menor for a molécula, mais rápida será a sua penetração através da membrana. Ex: Oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2). A existência da bicamada lipídica faz com que as substâncias lipossolúveis penetrem mais facilmente, como é o caso de alcoóis, cetonas e anestésicos. 
1.3 - Difusão facilitada por permease - Proteínas canal são proteínas integrais que formam poros hidrofílicos, também chamados de canais iônicos. Para a formação dos poros, as proteínas apresentam-se pregueadas, de maneira que os aminoácidos hidrófobos aparecem internamente, enquanto os hidrófilos formam o revestimento interno do canal. A maioria das porinas é seletiva, permitindo a passagem de íons de acordo com o tamanho e a carga elétrica. Assim, para exemplificar, canais estreitos bloqueiam íons grandes, enquanto os canais com revestimento interno negativo atraem e permitem a passagem de íons positivos. A substância penetrante se combina com uma molécula transportadora ou permease, localizada na membrana plasmática. Quando todas as moléculas transportadoras estão ocupadas, a velocidade de penetração não pode aumentar. A difusão facilitada se processa a favor de um gradiente, porém em velocidade maior do que na difusão passiva. Ex: glicose e alguns aminoácidos.
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Existem três tipos de transporte por proteínas carreadoras. 1. Uniporte, quando as proteínas carreadoras transportam um único soluto através da membrana. 2. Suporte dá-se quando duas moléculas são transportadas simultaneamente em uma mesma direção. 3. Antiporte refere-se àquele em uma em que duas moléculas são transportadas simultaneamente em direções opostas. 
	
	– Transportes por proteínas.
2. TRANSPORTE ATIVO - ocorre quando a membrana celular transfere moléculas ou íons  contra um gradiente de concentração, ou contra um gradiente elétrico ou de pressão (transporte “ladeira acima” – Up Hill). As células vivas necessitam manter em seu interior certos tipos de moléculas e de íons em concentrações diferentes das encontradas no meio externo (a substância pode ser transportada de um local de baixa concentração para um outro de alta concentração). Dentre as diversas substâncias que são transportadas ativamente, através das membranas celulares, encontram-se os íons sódio, potássio, cálcio, ferro, hidrogênio, cloreto, iodeto, urato, diversos açúcares e grande parte dos aminoácidos.
O transporte ativo é dividido em dois tipos, de acordo com a fonte de energia utilizada para o transporte. São chamados de transporte ativo primário e de transporte ativo secundário. No primeiro caso, a energia é derivada diretamente da degradação do trifosfato de adenosina (ATP) ou de qualquer outro composto de fosfato rico em energia.
Já no segundo caso, a energia é derivada, secundariamente, de gradientes iônicos que foram criados, primariamente, por transporte ativo primário. Em ambos os casos, o transporte depende de proteínas transportadoras, que atravessam a membrana, de modo semelhante à difusão facilitada. No entanto, no transporte ativo, a proteína transportadora funciona de modo distinto, pois ela é capaz de transferir energia para a substância transportada, com o objetivo de que possa mover-se contra o gradiente eletroquímico.
Esquema representativo dos tipos de transporte ativo
Transporte Ativo Primário Entre as substâncias que são transportadas por este mecanismo, estão os íons sódio, potássio, cálcio, hidrogênio, cloreto, entre outros. 
Um dos mecanismos mais conhecidos e mais estudados de transporte ativo primário é a bomba sódio-potássio, processo que bombeia os íons sódio (Na+) para fora, através da membrana celular, enquanto que, ao mesmo tempo, bombeia os íons potássio (K+) de fora para dentro da célula. Essa bomba é encontrada em todas as células do organismo e é responsável pela manutenção das diferenças de concentração de sódio e de potássio através da membrana celular, além de estabelecer um potencial elétrico negativo no interior das células. Uma das mais importantes funções da bomba Na+/K+ é a de controlar o volume das células. Sem essa função da bomba, grande parte das células iria inchar até estourar. Para exemplificar, utilizaremos a célula nervosa ou neurônio e o glóbulo vermelho do sangue ou hemácia.Se compararmos a concentração de íons de potássio (K+) e sódio (Na+), verificamos que a concentração de K+ é maior dentro do neurônio, enquanto a concentração de Na+ é maior no líquido que o envolve. A hemácia possui no citoplasma concentração de K+ 20 vezes maior do que no plasma; este por sua vez, apresenta concentração de Na+ 20 vezes maior do que na hemácia. Nos dois casos exemplificados, salientamos que essas concentrações não se igualam, apesar de a membrana apresentar permeabilidade passiva aos dois íons. Para manter a diferença iônica, a célula continuamente absorve K+ e elimina Na+através da bomba de Na+ e K+. Uma proteína conhecida como bomba Na+_K+ ATPase funciona transportando K+ para o interior e Na+ para o exterior da célula. Os íons Na+ intracelulares ligam-se à ATPase que, transformando ATP em ADP, obtém energia necessária à sua mudança de conformação, expelindo-os para o meio extracelular. A seguir, os íons K+, por mecanismo idêntico, são transferidos para o citoplasma 
	
	
Transporte Ativo Secundário a energia é derivada do armazenamento energético oriundo da atividade do transporte ativo primário. Portanto, com a energia produzida primariamente, há o armazenamento de parte deste para produzir um transporte secundário, sem que seja necessária a atividade da enzima ATPase. Quando há o transporte dos íons sódio para forada célula por meio de transporte primário, forma-se, na maioria das vezes, um gradiente de concentração de sódio muito intenso. Esse gradiente representa um reservatório de energia, já que o excesso de sódio no exterior da célula, tende sempre a se difundir para o interior. Em condições adequadas, essa energia de difusão do sódio pode puxar outras substâncias junto com o sódio, através da membrana. Esse fenômeno recebe o nome de co-transporte; é uma das formas de transporte ativo secundário. Ex. epitélio do intestino delgado transporta glicose contra um gradiente, concomitante com a penetração do Na+. A concentração de Na+ no citoplasma é muito baixa, esses entram por difusão passiva, a energia do movimento do Na+ é utilizada por essas células para realizar o co-transporte, que movimenta íons e moléculas na mesma direção, chama-se simporte. A liberação do Na+ no citoplasma causa uma modificação na forma da molécula tranportadora, que perde sua afinidade para a glicose, desse modo a glicose captada na luz intestinal é liberada dentro da célula epitelial, em seguida difunde-se no citoplasma pela parte basal das célula epitelial por difusão facilitada para os capilares. 
 Quando o movimento do íon que fornece energia é na direção contrária da molécula transportada, chama-se antiporte. Serve para aminoácidos e íons.
SÓDIO E GLICOSE - a medida que uma molécula entra na célula por sua proteína carreadora, movendo-se de um meio de maior concentração para o de menor concentração, essa sua tendência de difusão tende a arrastar outra molécula consigo. É o caso do sódio quando se difundo do meio externo para o meio interno. Ao se difundir permite que a proteína carreadora obtenha energia adicional para permitir a entrada simultânea da glicose e de aminoácidos.
OBS: TRANSPORTE ATIVO E PASSIVO
3. TRANSPORTE EM QUANTIDADE - As células são capazes de transferir para o seu interior, em bloco, grande quantidade de macromoléculas (proteínas, polissacarídeos, polinucleotídeos) e, até mesmo, partículas visíveis ao microscópio óptico como bactérias e outros microrganismos. O transporte em quantidade para dentro da célula, também chamado ENDOCITOSE. A Endocitose é definida pelo tamanho da partícula: fagocitose e pinocitose.
FAGOCITOSE – englobamento (formação de pseudópodos) de partículas grandes como macromoléculas (proteínas, polissacarídeos, polinucleotídeos) e, bactérias e outros microrganismos formando o FAGOSSOMO (vesículas grandes em geral > 250 nm). Nos animais, em geral, representa um mecanismo de defesa, pelo qual as células conhecidas como fagócitos (exs: macrófagos e neutrófilos) englobam e destroem partículas inertes e microrganismos invasores. A fagocitose pode ser vista ao microscópio óptico.
	
	 Fagocitose de bactérias por um leucócito.
PINOCITOSE - é o englobamento de líquidos e moléculas pequenas. Ocorre pela invaginação da membrana que forma um túbulo, visível apenas ao microscópio eletrônico. Pelo túbulo, penetra a substância líquida que envolve a célula e, por estrangulamento basal, originam-se microvacúolos denominados pinossomos (pequenas vesículas <150 nm de diâmetro). Ex. líquido circundante da célula.
	
	
 
EXOCITOSE - Quando a transferência de macromoléculas tem lugar em sentido inverso, isto é, do citoplasma para o meio extracelular, o processo recebe o nome genérico de EXOCITOSE - Ex. secreção de grânulos citoplasmáticos do pâncreas exócrino.
Microvilosidades e invaginações de base
É evidente que a quantidade de trocas realizadas entre a célula e o meio extracelular é diretamente proporcional à superfície da membrana plasmática. Células especializadas em trocas com o meio exterior apresentam microvilosidades e invaginações de base, especializações que determinam o aumento da superfície celular. Microvilosidades são delgadas evaginações da membrana na superfície livre da célula, ocorrem no epitélio intestinal e servem para aumentar a superfície de ab sorção. As invaginações de base aparecem nas células dos canalículos renais, na parte da célula oposta à luz do tubo; relacionam-se com o transporte da água reabsorvida pelos rins.
	
	Microvilosidades e invaginações de base.
Interdigitações e desmossomos
São especializações da membrana usadas para reforçar a aderência entre as células nos tecidos epiteliais. As primeiras correspondem a uma série de evaginações e invaginações que forma um sistema de encaixes. Os desmossomos são espécies de “botões adesivos" formados por uma placa ligada a filamentos intermediários que são elementos do citoesqueleto.
	
	 Especializações de contato.
Junções celulares
São especializações usadas para manter células unidas em organismos pluricelulares. Existem três tipos: aderentes, ocludentes e comunicantes. As junções aderentes, que unem as células epiteliais, ligam feixes de actina existentes entre duas células. As junções ocludentes servem para vedar o espaço intercelular, impedindo a passagem de moléculas de uma célula para a outra. Já as junções comunicantes ou do tipo fenda são formadas por canais de proteínas especializadas para a passagem de íons e moléculas de uma célula para outra.
	
	
COMUNICAÇÕES CELULARES
 “A vida de todos os organismos pluricelulares baseia-se na comunicação e nas interações entre as células que os compõem”
Assim pensando, a vida depende basicamente do bom funcionamento de suas células, tanto de forma individual como de forma coletiva. De forma individual as células devem ter aparatos que permitam garantir a normalidade estrutural e bioquímica, e de forma coletiva deverão se relacionar através de sistemas de comunicação e sinalização. Essa comunicação poderá ocorrer por contato direto ou por intermédio de moléculas de sinalização. 
As células dos organismos multicelulares necessitam se comunicarem, umas com as outras, para organizarem a formação dos tecidos, a multiplicação celular, a síntese de anticorpos, a atração de leucócitos para defesa, a fagocitose, a secreção, a coordenação do metabolismo e muitas outras atividades celulares. 
As células se comunicam de três maneiras:
1. Estabelecem junções comunicantes que possibilitam a troca de pequenas moléculas informacionais entre células contíguas (Tecido epitelial).
2. Podem apresentar moléculas sinalizadoras presas às membranas plasmáticas e somente influenciam as outras células que entrarem em contato físico direto. 
3. Comunicações por meio de moléculas sinalizadoras denominadas ligantes ou sinais químicos, se prendem a locais específicos das moléculas receptoras ou receptores das células alvos.
Adaptado de http://cwx.prenhall.com/bookbind/pubbooks/mcmurrygob/medialib/media_portfolio/text_images/FG20_00-02UN.JPG
As moléculas de sinalização de origem celular podem pertencer a várias famílias de substâncias bioquímicas e atuarão como mensageiras entre duas células mais ou menos distantes entre si.
Para que ocorra resposta a uma determinada molécula sinalizadora a célula deverá ter a capacidade de reconhecer a substância. Este reconhecimento é feito através dos receptores localizados na membrana celular, no citosol ou no núcleo. 
As trocas de informações entre as células condicionam e regulam o funcionamento dos órgãos e determinam a homeostase de todo o organismo. As informações são transmitidas de célula a célula sob a forma de moléculas. De acordo com a natureza química das moléculas de sinalização ocorrerão respostas celulares diferentes em diferentes locais. As moléculas podem ser classificadas em: Hidrossolúveis – São pequenas moléculas derivadas dos aminoácidos, as catecolaminas, ou peptídeos, moléculas de grande peso. São  os neuro-transmissores ou hormônios. Lipossolúveis – Moléculas de pequeno tamanho, cuja capacidade de difusão através da membrana celular as caracteriza. Podem ser derivadas do colesterol (esteróides), derivadas de aminoácidos (tireóideos) ou compostos gasosos (CO).
Didaticamente, distinguem-se três tipos de comunicação celular que envolvem moléculas de sinalização:
1. Comunicação Endócrina (hormonal) - os hormônios são lançados no espaçoextracelular, penetram nos capilares sanguíneos e se distribuem por todo o corpo, indo atuar a distância, nas chamadas células-alvo (célula que tem receptor para o hormônio).
2. Comunicação Parácrina - Comunicação entre células vizinhas que não utiliza a circulação. Os ligantes vão atuar em células próximas (alguns milímetros ou centímetros). O usual é que o ligante secretado por um tipo celular atue sobre células de outro tipo Ex: células endoteliais-musculatura lisa vascular, onde o óxido nítrico atua como modulador do tônus.Porém pode atuar sobre o mesmo tipo celular - secreção autócrina - ocorre quando o sinal age sobre a célula que o emitiu. Muito utilizado com a intenção de amplificar  sinais, como a retroalimentação positiva. Pode também atuar na retroalimentação negativa, inibindo sua própria síntese. Vale ressaltar, que há necessidade de que a célula que produz a substância, também possua receptor para a mesma. 
3. Comunicação Neurócrina ou Sináptica - Semelhantemente à parácrina, essa comunicação ocorre entre células próximas. A diferença existe no tipo de ligação, tendo em vista que a comunicação neurócrina somente liga uma célula nervosa a outra, ou a uma célula muscular ou célula glandular. Existem as sinapses químicas e elétricas.
Sinapses químicas - Neurotransmissoras são substâncias que, quando se combinam com proteínas receptoras, abrem ou fecham canais iônicos ou então desencadeiam uma cascata molecular na célula pós-sináptica que produz segundos mensageiros intracelulares. 
Existe também a sinapse elétrica, que dispensa mediadores químicos; a neurotransmissâo é estabelecida através da passagem direta de íons por meio das junções abertas ou comunicantes (gap junctions). Os canais iônicos ficam acoplados e formas unidades funcionais denominadas conexinas. A transmissão da informação é muito rápida, mas oferece quase nenhuma versatilidade quanto ao controle da neurotransmissão. São particularmente úteis nas vias reflexas rápidas e nas respostas sincrônicas de alguns neurônios do SNC. As sinapses elétricas ocorrem em músculos lisos e cardíacos, onde a contração ocorre por um todo e em todos os sentidos.
Durante a fase de desenvolvimento ontogenético do SN humano os neurônios possuem ambos os tipos de sinapses, mas depois predominam as neurotransmissões químicas.
Muitas moléculas sinalizadoras podem agir em mais de um dos tipos de transmissão mencionados. Ex. os hormônios de adrenalina e noradrenalina, podem ser produzidos pelas glândulas adrenais e também, pelas células nervosas e liberados em certos terminais axônicos. Portanto, a adrenalina e a noradrenalina agem como hormônios e como neurotrasmissores.
Didaticamente, distinguem-se três tipos de comunicações por meio de sinais químicos:
REFERÊNCIAS: 
ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
ALBERTS B; BRAY, D; HOPKIN, K; JOHNSON, A; LEWIS, J; RAFF, M.; ROBERTS, K; WALTER, P. Fundamentos da Biologia Celular, 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. 8.ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2004..
De ROBERTS & HIB. Bases da Biologia celular e molecular. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
HALL, J. E.; GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 11 ed. São Paulo:Elsevier.2011.
http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2004/1ano/membrana/ativo.htm
http://www.biochem.arizona.edu/classes/bioc462/462a/NOTES/LIPIDS/transport.html
http://www.uff.br/WebQuest/pdf/comunicacao.htm
ROTEIRO DE ESTUDO
1. Descreva o modelo mosaico-fluído da membrana plasmática.
1. Qual a composição e as funções da membrana plasmática?
1. Cite a composição e quatro funções do glicocálice (glicocalix).
1. Conceitue os compostos hidrofóbicos e substâncias hidrofílicas. Exemplifique. 
1. Descreva o que são e quais os diferentes tipos de transporte passivo e ativo através da membrana plasmática.
1. O que acontece com as hemácias nos meios isotônico, hipotônico e hipertônico?
1. Um cientista ao colocar células animais em água destilada, constatou que as mesmas estouravam. Para que esse fenômeno ocorra é necessário que a água destilada esteja:
(A) hipertônica, pois tem concentração menor que a das células animais;
(B) hipertônica, pois tem concentração maior que a das células animais;
(C) isotônica, pois tem concentração igual que a das células animais;
(D) hipotônica, pois tem concentração menor que a das células animais;
(E) hipotônica, pois tem concentração maior que a das células animais.
8. Na figura abaixo observamos eritrócitos em diferentes soluções salinas, o eritrócito representado pelo número 4 sofreu hemólise devido ao processo de (A) em meio (B). 
a) Assinale a alternativa correta dos meios (A) e (B), respctivamente.
b) Explique o que ocorre nos meios 1 e 4. 
Fonte: junqueira e carneiro
A - difusão e isotônico
B - difusão e hipertônico
C - osmose e hipotônico
D - osmose e isotônico
E - osmose e hipertônico
9. As carnes "salgadas" não se estragam, porque qualquer microorganismo que nela se instalar desidratará e morrerá. Esta carne forma um meio que se encontra no estado:
A – hipotônica B – isotônica C – túrgida D – osmótica E – hipertônica
10. Se a membrana plasmática permite, com facilidade, a entrada e saída de substâncias menores que três carbonos, por que o transporte de íons Na+ e K+ requer gasto de energia?
11.Definir: endocitose, exocitose, fagocitose, pinocitose, Microvilosidades e invaginações de base e Junções celulares
12. De acordo com a natureza química das moléculas de sinalização ocorrerão respostas celulares diferentes em diferentes locais. Descreva como essas moléculas podem ser classificadas em relação a natureza química. 
13. Cite as três maneiras pelas quais as células se comunicam.
14. Explique os três tipos de comunicação celular por meios de sinais químicos.
15. Exemplifique e explique: Muitas moléculas sinalizadoras podem agir em mais de um dos tipos de transmissão mencionados.

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