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ARTIGO DE REVISÃO 1 2 2 3 FERREIRA, Rafael ; SANT'ANA, Adriana Campos Passanezi ; REZENDE, Maria Lúcia Rubo de ; GREGHI, Sebastião Luiz Aguiar ; ZANGRANDO, 4 4 Mariana Schutzer Ragghianti ; DAMANTE, Carla Andreotti RESUMO O ozônio é um composto alotrópico do oxigênio, e possui propriedades únicas que proporcionam uma vasta aplicação aos sistemas biológicos e tratamentos clínicos. Apesar de sua descoberta datar-se no ano de 1840, o seu emprego clínico é atual, encontrando na Odontologia uma aplicabilidade em diversas especialidades. O presente artigo tem por objetivo revisar as aplicações clínicas do ozônio na área de Periodontia e Implantodontia. Através de mecanismos de oxidação, o ozônio proporciona uma alta capacidade puricadora, responsável por ações microbicidas (bactérias, fungos e vírus), fazendo do mesmo uma alternativa para o combate de enfermidades. Proporciona também a proliferação tecidual e neovascularização, sendo, portanto, um indutor cicatrizante, característica que o torna atrativo do ponto de vista clínico, pois permite tanto a eliminação de bactérias como o reparo das estruturas anatômicas. O ozônio pode ser empregado no tratamento de periodontites e peri-implantites, reduzindo o curso clínico dessas patologias, alcançando resultados superiores em comparação a algumas terapias convencionais. Apesar de a literatura demonstrar resultados positivos com o uso do ozônio, há necessidade de estudos mais aprofundados com metodologias padronizadas para que se chegue a uma conclusão denitiva sobre sua aplicabilidade e protocolos de utilização. Palavras-chave: Ozônio. Periodontite. Produtos com ação antimicrobiana. ABSTRACT Ozone is an allotropic compound of oxygen and has unique properties which allow a wide application in biological systems and clinical treatments. Although it was discovered in 1840, it has a recent use in dentistry. The present paper aims at revising the clinical application of ozone in periodontology and implantology. Ozone promotes oxidative reactions which are lethal to bacteria, virus and fungus. Thus its therapeutic use is valuable. Other effects of ozone therapy are tissue proliferation and neovascularization, which are the key events of wound healing. These effects are attractive for clinicians because it can be used in treatment of periimplantitis and periodontitis. Some studies showed better results of bacterial reduction, enhancement of clinical parameters and wound healing when compared to other conventional therapies. Although literature shows positive results for ozone therapy, there are few studies and there is a need of controlled trials and establishment of protocols to reach a definitive conclusion of its applicability. Keywords: Ozone. Periodontitis. Products with antimicrobial action. Endereço para correspondência: Carla Andreotti Damante Faculdade de Odontologia de Bauru – USP Disciplina de Periodontia Alameda Octávio Pinheiro Brisola, 9-75 Vila Universitária 17012-901 – Bauru – São Paulo – Brasil E-mail: cdamante@usp.br Recebido: 20/08/2014 Aceito: 06/11/2014 1. Mestrando em Ciências Odontológicas – Reabilitação Oral – Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil. 2. Professora Associada da Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil. 3. Professor Titular da Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil. 4. Professora Assistente da Disciplina de Periodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil. Ozonioterapia: uma visão crítica e atual sobre sua utilização em periodontia e implantodontia - revisão de literatura Ozone therapy: an actual and critical view about its application in periodontology and implantology – literature review 35Innov Implant J, Biomater Esthet. 2014;9(2/3):35-39. O ozônio (0 ) é um composto alotrópico do oxigênio 3 (0 ), que se forma na atmosfera por reações fotoquímicas, 2 possuindo propriedades especícas que proporcionam uma vasta aplicação aos sistemas biológicos e tratamentos 10 clínicos. Apesar de sua descoberta datar-se no ano de 1840 , o seu emprego clínico atual tem sido bastante discutido, encontrando na Odontologia uma área bastante abrangente com uma aplicabilidade em diversas especialidades. Atualmente a ozonioterapia tem sido apresentada como uma opção para o tratamento das doenças periodontais e peri-implantares, sendo utilizada como material de irrigação em cirurgias, na irrigação de bolsas periodontais e peri- implantares durante a raspagem subgengival e na forma de 17 bochechos . Os agentes etiológicos causadores das infecções periodontais e peri-implantares são, na sua grande maioria, 33,29,33,37 bactérias sensíveis ao uso do ozônio . A proposta dessa revisão de literatura é de tornar mais claro o conhecimento acerca da utilização do ozônio (0 ) em 3 procedimentos periodontais e peri-implantares, esclarecendo dúvidas em relação ao seu modo de ação, a sua correta indicação e sua aplicabilidade clínica. INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Para a realização desta revisão de literatura, foram pesquisados artigos nas bases de dados PubMed e Science Direct. HISTÓRICO DA OZONIOTERAPIA O gás ozônio foi descoberto em 1785 por Martins Van 4,38 Marum , e batizado em 1840 por Christian Friedrich 4 Schönbein quando observou a aparição de um gás de coloração azulada, de odor forte e penetrante, ao liberar descargas elétricas numa campânula de vidro contendo oxigênio, o qual chamou de ozônio, que do grego ozein signica odorante. Os primeiros relatos da utilização clínica do ozônio 4,9 datam da I Guerra Mundial (1914-1918) onde úlceras gangrenosas pós-traumáticas, feridas infectadas, queimaduras e fístulas nos soldados foram tratadas através 4,38 do contato direto com o gás . Contudo, o grande marco na ozonioterapia se deu no ano de 1935, quando o cirurgião-dentista Edward A. Fisch publicou o primeiro tratado sobre as aplicações da água ozonizada utilizada como desinfetante, representando assim o início da prática clínica do ozônio na Odontologia. No mesmo ano, seu paciente o Dr. Erwin Payr, que também era cirurgião-dentista, publicou casos clínicos de tratamento de gangrena pulpar, obtendo índices de sucesso em torno de 7,9 75% com o uso do ozônio . Em 1990, uma aplicação intravenosa de ozonioterapia em paciente HIV+ na tentativa de destruição do vírus da AIDS resultou em embolia pulmonar, acarretando na 11 proibição de tal técnica em diversos estados americanos . Tal acontecimento fez com que o ozônio caísse em desuso 9,38 durante muito tempo . Entretanto, atualmente a utilização da ozonioterapia é bem ampla, sendo utilizada em procedimentos industriais, na medicina, na odontologia, em redes de tratamento de 4,14 água e até para o condicionamento de alimentos . Os países europeus tem grande destaque na utilização do ozônio, sendo a Rússia com o maior interesse cientíco a cerca do 4 assunto, possuindo o maior centro de pesquisa . PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO OZÔNIO Na produção do ozônio, o sistema mais conhecido e utilizado é o processo denido como ozonizador de descarga corona ou corona fria. Nesse sistema, o oxigênio passa entre uma alta voltagem com eletrodos que criam um campo eletromagnético denominado corona. A energia da descarga elétrica permite a dissociação das inúmeras moléculas de oxigênio (0 ), levando a formação do ozônio (0 ). Ao m 2 3 tem-se uma mistura, de no máximo, 5% de ozônio e 95% de 9 oxigênio, pronto para ser utilizado na ozonioterapia. Com 18 esse sistema pode ser produzida a água ozonizada . O gerador de ozônio deve prover segurança, ser atóxico e 9,31 reproduzível, para evitar o escape de gás . P R O P R I E D A D E S B I O L Ó G I C A S E MECANISMO DE AÇÃO O ozônio, ao penetrar no corpo, é reduzido à formação de espécies reativas de oxigênio (como o H 0 - peróxido de 2 2 hidrogênio), e produtos oxidantes lipídicos, sendo estes fundamentais para a regulação e ativação de inúmeras 1,15 funções celulares e teciduais . Este crítico quadro corresponde ao controlado e passageiro estresse oxidativo necessário para a ativação biológica, sem que aconteça paralelamente uma resposta tóxica do organismo, evidenciando que a dose do ozônio deve ser compatível com 9 a capacidade antioxidante do sangue . O ozônio é capaz de inativar vírus, oxidar bactérias, fungos, parasitas, protozoários e células cancerígenas. Exerce também efeito de estimular o sistema imune (promovendo uma rápida cicatrização); purica o sangue (“limpando” os antioxidantes); no sistema linfático oxida toxinas para facilitar sua excreção; normaliza a produção de hormônios e produção enzimática, redução da inamação e 1,15,31,36 da dor . Em relação ao tratamento periodontal e peri-implantar, sua principal utilização se deve pelas seguintes ações: Efeito imuno-estimulador 36 Innov Implant J, Biomater Esthet. 2014;9(2/3):35-39. Ozonioterapia: uma visão crítica e atual sobre sua utilização em periodontia e implantodontia - revisão de literatura ARTIGO DE REVISÃO O ozônio exerce inuência no sistema imune celular e humoral. Ele estimula a proliferação de células imunocompetentes e síntese de imunoglobulinas. Também ativa a função de macrófagos e aumenta a sensibilidade dos microrganismos à fagocitose. Esses efeitos benécos de imuno-estimulação acontecem na presença de baixas concentrações do ozônio, sendo que em altas concentrações 5,8,24 seu efeito é imunodepressor . O ozônio funciona como um realçador do sistema imune pela ativação de neutrólos e estimulação na síntese 12 de algumas citocinas . Em pacientes com imunossupressão, a ozonioterapia é útil na ativação e na síntese de substâncias biologicamente ativas como interleucinas, leucotrienos e prostaglandinas que irão beneciar a redução da inamação e melhorar a cicatrização. Exerce efeito sobre outras ações biológicas (bioenergéticas), como na ativação dos processos aeróbicos (glicólise, ciclo de Krebs, beta-oxidação de ácidos graxos), secreção de vasodilatadores (como o oxido nítrico), ativação do mecanismo de síntese de proteínas, e aumenta a quantidade de ribossomos e mitocôndrias nas células (elevando a atividade funcional e seu potencial de 12,17 regeneração tecidual) . Efeito antimicrobiano O efeito antimicrobiano do ozônio resulta de sua ação sobre as células, por meio da destruição da membrana citoplasmática (ozonólise), e pela modicação do conteúdo intracelular (oxidação das proteínas que perdem a função das organelas), por efeitos oxidantes secundários. Esta ação é seletiva para células microbianas e não produz danos para 30 as células humanas por sua habilidade antioxidante , sendo 19 ecaz sobre cepas resistentes à antibióticos . A terapia com ozônio elimina os patógenos da doença periodontal, restaurando o metabolismo e adequando o nível do oxigênio e normalizando a microbiota periodontal/peri- implantar, aumentando a circulação sanguínea e ativando o 19 sistema imunológico . Efeito anti-epóxico O ozônio melhora o transporte de oxigênio no sangue, resultando em alterações do metabolismo celular, ativação dos processos aeróbios (glicólise, ciclo de Krebs, β- oxidação de ácidos graxos), e a utilização de recursos energéticos. Melhora o metabolismo dos tecidos inamados, aumentando a sua oxigenação levando a 35 redução dos processos inamatórios . Efeito cicatrizador O ozônio possibilita uma rápida cicatrização das feridas, pois permite a migração acelerada de células, atividade aumentada de broblastos e síntese de colágeno e expressão 6,16 aumentada de citocinas (especialmente o TGF-β1) . MODALIDADES TERAPÊUTICAS PARA UTILIZAÇÃO DO OZÔNIO NO TRATAMENTO PERIODONTAL E PERI-IMPLANTAR Os meios de administrações mais utilizado na 32 odontologia são : - ozônio gasoso - o ozônio pode ser utilizado na forma gasosa, através de um sistema sondas (como cânulas), para utilização na irrigação subgengival; - água ozonizada - água ozonizada demonstrou ser muito ecaz contra bactérias, fungos e vírus, sendo utilizados como bochechos contínuos ou para irrigação de bolsas periodontais e/ou peri-implantares; - óleo ozonizado - além da forma gasosa e aquosa, óleos (normalmente azeites), são ozonizados e servem para irrigação de bolsas periodontais e/ou peri-implantares. Embora o ozônio gasoso apresente propriedades antimicrobianas mais ecazes que a forma aquosa, por conta dos seus efeitos tóxicos pela possível inalação pelo paciente, a água ozonizada é a forma mais preferida para utilização em 32 odontologia . Um sistema seguro para a aplicação de ozônio gasoso na bolsa periodontal e /ou peri-implantar que evite a inalação 32 do gás ainda necessita ser desenvolvido . C O N T R A I N D I C A Ç Ã O E E F E I T O S COLATERAIS Nem todo paciente está apto a receber uma terapia com 17,30,36 ozônio , conforme exposto na Figura 1. Contraindicação 1AAAAAAAA7,30,36 A EAfeitos colaterais 2AAAAA7,30 A IAAAntoxicação aguda por álcool A PacAAAientes com problemas cardíacos A AAAlérgicos ao ozônio A GAAestantes ou lactantes A AAnemia severa A MA iastenia severa A Trombocitopenia A Hipertireoidismo A DAAAeficiência da enzima glucose-A6A-AfAosfato dAAAAAAesidrogenase (pelo risco de uma sAAíndrome hemolítica) A IAAArritação das vias aéreas A Rinite A Tosse A DAAor de cabeça A Náusea A Vômitos A BAAAreve interrupção da respiração A Efisema A AAtaque cardíaco A Ė 17,30,36 Figura 1 - Principais contraindicações e efeitos colaterais 27,30 do uso do ozônio . Apesar do ozônio e o peróxido de hidrogênio ser tóxicos no seu estado puro, quando em doses terapêuticas, têm comprovado sua segurança e efetividade. Sua correta administração quase que inviabiliza a chance de acontecer 2 uma reação adversa , principalmente pela não opressão das 12 defesas antioxidantes . Entretanto, alguns efeitos adversos 27,30 podem acontecer (Figura 1). Para evitar essa toxicidade e oferecer o estresse oxidativo adequado, a faixa de concentração de ozônio deve ser de 40-70 µg/ml, dependendo do estágio da doença do 12 paciente e de sua condição sistêmica . 37Innov Implant J, Biomater Esthet. 2014;9(2/3):35-39. Ferreira R, Sant’Anna ACP, Rezande MLR, Greghi SLA, Zangrando MSR, Damante CA DISCUSSÃO Quando utilizado no tratamento periodontal e peri- implantar, vericam-se diversos efeitos do ozônio sobre a 3 microbiota subgengival . A diminuição do sangramento e profundidade à sondagem tem sido notada com grande 22,25 efetividade . No tratamento de processos crônicos 12,17 12,26,33-34 periodontais como também agudos o uso do ozônio tem demonstrado resultados satisfatórios. Porém, o ozônio não é somente útil para a periodontia e i m p l a n t o d o n t i a d e v i d o à s s u a s p r o p r i e d a d e s 23,31,36 37 bactericidas . Um estudo relatou a utilização do ozônio na reimplantação de dentes avulsionados, e isso favoreceu a estimulação celular na superfície radicular (cementoblastos e broblastos periodontais), quando comparados com a irrigaçãocom soro siológico. Investiga-se ainda o potencial uso do ozônio em terapias regenerativas 33 periodontais . As análises de citotoxicidade das células epiteliais e broblastos gengivais humanos revelou que o ozônio aquoso apresenta maior biocompatibilidade quando comparados com alguns antissépticos (clorexidina a 2% e 0.2% e hipoclorito de sódio 5.25% e a 2.25%, peróxido de 21 hidrogênio a 3%) e antibióticos, como o metronidazol . Um estudo in vivo mostrou maior efetividade antimicrobiana da clorexidina a 0,2% quando comparada 25 com água ozonizada . Outro estudo avaliou a relação e a inuência do gás de ozônio com a terapia fotodinâmica (PDT) e de alguns agentes anti-sépticos conhecidos (clorexidina a 2% e solução de hipoclorito a 0.5% e 5%) em um biolme bucal in vitro. Somente a solução de hipoclorito a 5% foi capaz de eliminar todas as bactérias de forma ecaz. O uso do gás de ozônio ou da PDT não foi capaz de desorganizar as bactérias 21 no biolme . Um estudo clínico randomizado recente comprovou a efetividade da irrigação de solução de água ozonizada (NBW3®), até após oito meses pós-tratamento, na diminuição dos sinais clínicos da inamação (sangramento e 28 profundidade de sondagem), e na ora bacteriana . CONCLUSÃO Pode-se concluir que a terapia com ozônio pode apresentar inúmeros benefícios na terapia periodontal e peri-implantar quando utilizados em concentrações e técnicas precisas. Entretanto, suas contraindicações não devem ser negligenciadas, como também seus possíveis efeitos colaterais. Mais estudos são necessários para facilitar sua reprodutibilidade, indicação e utilização pelo cirurgião-dentista na prática clínica. Altman N. The oxygen prescription: the miracle of oxidative therapies. 3rd ed. Rochester: Healing Arts Press; 2007. Altman N. Terapias de oxígeno: para uma óptima salud y vitalidade. 1st ed. Vermont: Lasser Press; 1996. Arano JM, Ilzarbe LM. Propuesta experimental para el mantenimiento em periodoncia mediante oxigeno-terapia. Gac Dent. 1999;102:36-42. Arenciba Jorge R, Leyva Rodriguez Y, Collymore Rodriguez A, Araujo Ruiz J. Producción cientíca sobre aplicaciones terapéuticas del ozono en el Web of Science. ACIMED. 2006;14(1). Arsalane K, Gosset P, Vanhee D, Voisin C, Hamid Q, Tonnel AB, et al. Ozone stimulates synthesis of inammatory cytokines by alveolar macrophages in vitro. Am J Respir Cell Molec Biol. 1995;13(1):60-8. 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