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Bacias Hidrográficas Brasileiras Faculdade Mauricio de Nassau Curso: Engenharia Civil Disciplina: Hidrologia Componentes Joselio Carvalho de Sá Oberdan Frazão Martins Rodrigo Santana de Jesus Oliveira William Freitas de Azevedo Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Ocidental Simone Rose Andrade Azevedo (SRAA) - Área da Bacia A Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental está situada, basicamente, no Maranhão e numa pequena porção oriental do estado do Pará. Sua área é de 274.301 km², aproximadamente 3,2% da área do Brasil, sendo que cerca de 9% dessa área pertencem ao Estado do Pará e os restantes 91% ao Estado do Maranhão. Localização no Mapa Obras Civis e Estruturas Existentes No âmbito da política nacional de implantação de grandes projetos industriais (governos militares) para exportação, no início dos anos 1980, começaram a ser implantados empreendimentos de “capital intensivo”, vinculados ao extinto Programa Grande Carajás. Com a implantação de Ferrovia Carajás Ponta da Madeira, iniciada em 1981 e inaugurada em 1986, que segue em grande parte pela margem direita do Vale do Pindaré, propiciou-se uma onda de devastação, semelhante a um rastilho de pólvora, com fortes reflexos na questão dos recursos hídricos. Não restam dúvidas de que o desmatamento tenha alterado significativamente com as obras de implantação da ferrovia em pouco mais de três anos de obra. A remoção das florestas regionais, para um tão largo corredor (5km), deveu-se a muitas razões, entre elas, a valorização de terra e a exploração predatória de madeira. Importância Entre os principais rios estão o Mearim, Turiaçu, Pindaré, Pericumã, Grajaú, Gurupi, Itapecuru, Munim, entre outros. As águas dessa bacia são de fundamental importância para esses estados, sendo utilizada nas atividades agrícolas, na pecuária e para o consumo humano, atendendo a cerca de 5,3 milhões de pessoas. No entanto, a expansão da agricultura tem desencadeado alguns problemas nesses rios, tais como o assoreamento, retirada da mata ciliar (vegetação na margem dos rios) e a poluição causada pelo uso de agrotóxicos. Cidades Drenadas 223 municípios – Entre elas estão: São Luis e cidades de porte médio, tais como Balsas, Imperatriz, Bacabal, Caxias, Barra do Corda, Santa Inês, Codó e Coroatá. Maiores cidades e seus usos Bacabal, São Luis, Caxias, Barra do Corda, Santa Inês, Codó, Coroatá. Seus usos são nas atividades agropecuárias desenvolvem-se desde o Município de Rosário, na região de influência de São Luís. Dados de Abastecimento de Agua A principal necessidade da água na bacia é para consumo humano, correspondendo a 45% do total. Em seguida, vêm a demanda animal, com 18% do uso total e a demanda para irrigação, com 15%. A demanda humana corresponde a 54% do total das demandas na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental, representando 11,07 m3/s. Problemas Enfrentados a exploração desenfreada, a expansão da urbanização, agricultura e pecuária, o desmatamento, a poluição dos rios, a pesca predatória, a extração de minérios, tem gerado diversos problemas ambientais tal qual a degradação da fauna e da flora, o assoreamento de rios, a erosão, os quais afetam diretamente a vida de seus habitantes. Isso ocorre principalmente nas regiões metropolitanas, onde vive cerca de 60% da população. Principais Impactos e suas Localizações Com a exploração desenfreada, o desmatamento, o desenvolvimento da agricultura, pecuária e o processo de urbanização, a região vem apresentando diversos impactos ambientais, tal qual a contaminação das águas sobretudo pelo lançamento de esgotos, fertilizantes e agrotóxicos, perda da fauna e da flora, a desertificação, dentre outros. Dados de Vazão e Precipitação De acordo com os dados da ANA (2005),a vazão média registrada na Região Hidrográfica é de 2.683m3/s, cerca de 1% da vazão média do País. Os rios das nove unidades hidrográficas apresentam vazões específicas que variam entre 4,9 e 212 L/s/km2 A precipitação é da ordem de 1.790mm e a evapotranspiração de 1.482mm referente a valores médios de longo período. Enchentes/Alagamentos Enchentes no Mearim Ao longo do curso do Rio Mearim,notadamente nos trechos do baixo e médio cursos, as enchentes sucedem-se, periodicamente, entre os meses de fevereiro e maio, causando prejuízos materiais e sociais à população As áreas normalmente afetadas, situam-se nos baixo e médio cursos, mais precisamente a partir do Município de Barra do Corda. Entretanto, a enchente se manifesta de forma intensa, causando efeitos negativos nas cidades de Bacabal e Pedreiras. O mais recentemente, assistiu-se, nos anos de 1983 e 1986, a repetição do fenômeno, com inundação dos Municípios de Bacabal e Pedreiras. Vegetação De acordo com a Uema (2000), as principais formações vegetais que dominam a Região Hidrográfica são: Floresta ombrófila densa Sua característica ecológica principal reside nos ambientes ombrófIlos que marcam a região florística florestal Cerrados A área de ocorrência dos cerrados na Região Hidrográfica corresponde, aproximadamente, a 16% do território do Estado do Maranhão. Envolve várias formas de vegetação com diferentes tipos estruturais, relacionados, principalmente, a um gradiente de biomassa, que vai do campo sujo,passando pelo campo cerrado, Cerrado (stricto sensu) até o cerradão, para os quais a interação dos fatores climáticos, topográficos, edáficos e a presença do fogo são fatores determinantes na sua ocorrência Na área do Maranhão, essas florestas ocupam uma área aproximada de 10 milhões de hectares, corresponde a grandes áreas de vegetação degradada, concentradas na região Centro-Norte, mas estendem-se para as regiões nordeste e sudeste do Estado. Das palmeiras nativas da região, o babaçu é, sem dúvida, a de maior expressão econômica e social, pois envolve a extração do côco e a comercialização de seus produtos. Tipos de Solos/Uso e Ocupação Uso da terra A grande maioria do espaço rural, na Bacia da Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental, encontra-se ocupado com atividades agropecuárias e pecuárias, ficando as atividades agrícolas localizadas ao sul e atualmente no leste do Estado do Maranhão, com a instalação de grandes projetos agrícolas voltados ao plantio de soja e arroz. As atividades agropecuárias desenvolvem-se desde o Município de Rosário, na região de influência de São Luís, até o sul do estado. Esse tipo de atividade desenvolve-se em diversos níveis, há, porém, o predomínio de grandes projetos, como as fazendas Tiracanga, que desenvolvem atividades em mais de três Municípios na região norte do Estado. Na Sub-bacia do Mearim há o predomínio da pecuária em sistema de criação semi intensivo, com grandes fazendas destinadas ao criatório de gado melhorado. Rio Pindaré Rio Munim Gestão da Bacia A Política Estadual de Recursos Hídricos, Lei n.º 8.149/2004, baseia-se em alguns fundamentos, dentre os quais se destacam: a água é um bem de domínio público; a água é um recurso natural limitado, todavia dotado de valor econômico e social; em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais; a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; Melhorias e uso da Gestão da Bacia Para a implementação dos objetivos (art.3º) da Política Estadual de Recursos Hídricos, foram previstos na legislação estadual os instrumentos em que se deve pautar esta política: os planos de recursos hídricos; o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água; a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos e o licenciamento de obras hídricas; Bacia Hidrográfica Atlântico Leste Área da Bacia A Região Hidrográfica Atlântico Leste contempla as capitais dos estados de Sergipe e da Bahia, alguns grandes núcleos urbanos e um parque industrial significativo, estando nela inseridos, parcial ou integralmente, 526 municípios. A Região tem uma área de 388.160km², equivalentea 4,5% do território brasileiro. A população da Região Hidrográfica Costeira do Leste, em 2010, era de 15.066.543 habitantes, representando 7,9% da população do País. Seguindo a tendência da distribuição populacional brasileira, 75% (aproximadamente 11,2 milhões de pessoas) desse contingente encontravam-se nas cidades, principalmente nas regiões metropolitanas de Salvador e Aracaju. Na região existe uma densidade demográfica de 39 hab./km², enquanto a média do Brasil é de 22,4 hab./km² Localização no Mapa Obras Civis e Estruturas Existentes Alguns dos rios da Bacia Hidrográfica Atlântico Leste possuem potencial hidrelétrico. A Usina Hidrelétrica de Irapé foi construída no Rio Jequitinhonha, em uma das regiões economicamente mais pobres do Brasil. Essa obra tem capacidade para gerar energia elétrica para mais de 1 milhão de pessoas. No entanto,a construção da usina obrigou o reassentamento de mais de mil famílias ribeirinhas. Usina Hidrelétrica Irapé Importância A Bacia do Atlântico Leste possui grande importância socioeconômica para a região desde o abastecimento dos municípios e a irrigação da agricultura. De tal modo, ela abrange duas capitais nordestinas (Aracaju e Salvador), a qual compreende cerca de 526 municípios com uma população total de aproximadamente 15 mil habitantes (cerca de 7,9% da população do Brasil). Cidades Drenadas Sergipe, leste da Bahia, nordeste de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Dentro de seus limites encontram-se a Região Metropolitana de Salvador e a capital sergipana de Aracaju, além de outros centros regionais importantes. Maiores Cidades e Seus Usos Sergipe, Minas Gerais, Bahia dentre outras. A maior demanda é exercida pelo abastecimento humano, que somadas às demandas urbanas e rurais, representa cerca de 48% do total de demandas. Seguem-se as demandas de irrigação com 32%, dessedentação animal (12%) e uso industrial (9%). A demanda total estimada para o ano 2000, para a Região Atlântico Leste, foi de 68,07 m3/s. Dados de Abastecimento de Agua ABASTECIMENTO URBANO 41% IRRIGAÇÃO 32% INDUSTRIA 9% ABASTECIMENTO RURAL 7% Problemas Enfrentados Os problemas de ordem socioambiental presentes na Bacia do Atlântico Leste foram causados principalmente pela ocupação humana e pela realização de atividades econômicas na região. Entre as atividades, as principais são a pecuária e a mineração, que precisam da utilização de produtos químicos que consequentemente, acabam poluindo os rios dessa Bacia. Principais Impactos e Suas Localizações Na Região Hidrográfica Atlântico Leste, a atividade de exploração mineral traz como consequência a degradação de grandes áreas, lixiviação e disposição inadequada de rejeitos, mostrando-se, portanto, como um fator impactante potencial em quase todas as bacias da região. A presença de uma metalurgia de chumbo, no período de 1960 a 1993, nas margens do rio Subaé, no município de Santo Amaro da Purifi cação – BA, contaminou e vem conta- minando o local, através da deposição aleatória de 490 mil toneladas de rejeitos/escórias, por metais pesados, sobretudo chumbo e cádmio. Dados de Vazão Sua vazão média conjunta é de 1.400 m³/s, englobando as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu, de Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha, Mucuri dentre outros. Precipitação A precipitação média anual registrada nessa região varia de 1.985 mm em Salvador a 835 mm anuais, na estação Senhor do Bonfim, Bacia do rio Paraguaçu. A evapotranspiração oscila entre 1.400 mm em Salvador e Aracaju a menos de 900mm na Chapada Diamantina e planalto de Vitória da Conquista. Algumas porções, limítrofes à Região Hidrográfica do São Francisco, situam-se no Polígono das Secas. Enchentes/Alagamentos Um dos maiores fotransbordamento foi da Barragem do Jambeiro, que manteve o Rio Joanes com nível muito alto impedindo o escoamento dos rios Ipitanga e Sapato, que são seus afluentes. Vegetação A vegetação presente na Região Hidrográfica do Atlântico Leste é heterogênea, apresentando fragmentos de mata Atlântica, caatinga, cerrado e biomas costeiros e insulares. Contudo, a expansão das áreas urbanas e das atividades agropecuárias reduziu de forma drástica a cobertura original. Vegetação Tipo de Solo/ Uso e Ocupação Considerando especificamente o domínio ombrófilo, destaca-se a sul, na porção da baixa Bacia do Litoral Sul BA 01, Mucuri, Itaúnas e São Mateus, a presença de extensas áreas ocupadas pela silvicultura, com predomínio do uso do eucalipto como também as plantas industriais de produção de celulose a esta associadas. Nesta porção, os plantios de cana-de-açúcar são também abundantes, em particular na Bacia do rio Itaúnas. Gestão da Bacia Algumas bacias que integram a Região Hidrográfica como é o caso do rio Itaúnas no Espírito Santo e a do rio Sergipe em Sergipe já têm constituídos seus comitês. Neste dois estados a existência de diagnósticos sócio ambientais já compõem uma base de conhecimento bastante adequada, fato que favorece a elaboração de um Plano Estadual de Recursos Hídricos e a consolidação do processo de implantação dos instrumentos para a gestão Melhorias da Gestão e Uso da Bacia Um grande desafio para o gerenciamento integrado da quantidade e qualidade dos recursos hídricos é a criação de um conjunto de ações e procedimentos dos órgãos gestores de recursos hídricos e meio ambiente, designando responsabilidades e atribuições mais específicas dentro do contexto do monitoramento, já que tanto a Lei n.º 6.855, de 12 de maio de 1995, que dispõe sobre a Política, o Gerenciamen- to e o Plano de Recursos Hídricos do Estado da Bahia, bem como o Decreto n.º 6.296, de 21 de março de 1997