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Semiologia Farmacêutica e 
Comunicação Interpessoal 
Prof. Dra. Inajara Rotta 
A semiologia clínica é o estudo dos sinais e sintomas 
das doenças, ciência metodizada do diagnóstico 
clínico, requisito indispensável para a terapêutica e o 
prognóstico. 
A semiologia clínica relaciona os sinais e sintomas das 
doenças que afetam o ser humano, por meio de 
competências que envolvem o exame clínico 
(anamnese e exame físico), exames laboratoriais, 
métodos de diagnóstico por imagem e exames 
complementares, com o objetivo de identificar as 
necessidades de saúde do paciente 
Semiologia 
Semiologia 
A palavra anamnese origina-se do grego aná = trazer 
de novo, e mnesis = memória. Significa, portanto, trazer 
à memória todos os fatos relacionados à doença e à 
pessoa doente 
Semiotécnica consiste na técnica de coleta dos sinais 
e/ou sintomas para avaliação das necessidades de 
saúde do paciente 
Propedêutica ou semiogênese consiste em conhecer e 
buscar os sintomas e sinais, compreender sua gênese, 
aprender a coletar os dados da anamnese e do 
exame físico para avaliação das necessidades de 
saúde do paciente 
Sinais x Sintomas 
 
 O que o 
paciente sente 
Percepções 
humanas 
Sintomas 
 
Achados do 
examinador 
Podem ser 
observados e 
quantificados 
Sinais 
 Sintomas constitucionais - quando podem estar 
relacionados a várias condições clínicas ou doenças 
de qualquer sistema do corpo. Exemplos incluem 
febre, tremores, sudorese ou perda de peso. 
 
 Alguns sinais podem ser também sintomas, como em 
um paciente que descreve episódios de taquicardia 
(sintoma) e no qual pode ser medida também a 
frequência cardíaca aumentada (sinal). 
Sinais x Sintomas 
EXEMPLOS 
Tontura Febre (acima de 38°C)
Leucocitose Rouquidão 
Dispnéia - "Dificuldade de respirar" Taquipnéia (acima de 20 ipm)
Petéquias Insônia - "Falta de sono"
Perda de peso Náusea - "Enjôo"
PA (140/90mmHg) Alopécia
Disúria - "Dificuldade de fazer xixi" Dor
Tremor Astenia - "Fraqueza"
Taquicardia (acima de 100 bpm) Icterícia difusa
Edema ++/4 Taquicardia - "Batedeira"
Semiologia farmacêutica consiste na aplicação das 
técnicas e conhecimentos sobre a investigação de 
sinais e sintomas para a prática farmacêutica. 
Para o farmacêutico, conhecer técnicas semiológicas 
é importante a fim de resolver problemas de saúde e 
problemas relacionados à farmacoterapia, traçar 
planos terapêuticos conjuntos com o paciente e com 
a equipe de saúde e ações de seguimento. 
Semiologia Farmacêutica 
 A maior tarefa do farmacêutico durante a entrevista 
clínica é obter quantidade suficiente de dados 
subjetivos e objetivos e relacionar sinais e sintomas 
aos medicamentos em uso e doenças específicas do 
paciente. 
 
 O objetivo é diferenciar aqueles que podem 
significar novos problemas de saúde sem tratamento, 
indicadores da efetividade dos tratamentos e 
problemas de segurança ligados a medicamentos 
específicos. 
Semiologia Farmacêutica 
DADOS OBJETIVOS 
Podem ser mensurados 
São observáveis 
Não são influenciados pela 
emoção ou parcialidade 
DADOS SUBJETIVOS 
Não podem ser medidos 
diretamente 
Nem sempre são exatos e 
reprodutíveis 
Geralmente coletados 
diretamente do paciente 
Dados Objetivos x Subjetivos 
Dados Subjetivos 
 Exemplos 
 Queixas dos pacientes 
 Sintomas 
 Experiência de medicação 
 Informações fornecidas por terceiros 
 Parentes/Acompanhantes 
 
#S – Paciente refere fezes de coloração negra, dor na 
região do estômago, aumento na frequência das dores 
nas articulações, com consequente aumento do uso de 
diclofenaco. Nega problemas no uso dos medicamentos. 
Relata não fazer uso da atorvastatina prescrita devido a 
problema de acesso 
 
 
10 
Dados Objetivos 
11 
 Exemplos 
 Achados de Exame físico 
 Edema periférico 
 Petéquias em membros superiores e inferiores 
 Achados de Exames complementares 
Medidas de PA, Glicemia capilar, etc. 
 Resultados de Ecocardio, perfil lipídico, T4, TSH, etc. 
 Medicamentos em uso atual (prescritos) 
 
#O – Em uso de: 1. Metformina 850mg 1x ao dia. PA na consulta: 
127/84mmHg; HbA1c (data): 8,9%; RNI (data): 2,69; Perfil lipídico 
(data): CT 275mg/dL, TG 363mg/dL, HDL 27mg/dL........ 
 O farmacêutico deve dispor de competências 
(conhecimentos, habilidades e atitudes) para realizar 
a anamnese do paciente e recolher toda a história 
relevante à resolução dos problemas. 
 
 A organização da consulta será semelhante para os 
diferentes serviços farmacêuticos clínicos. O que 
pode mudar é a abrangência da anamnese. 
Semiologia Farmacêutica 
Serviços Farmacêuticos 
Clínicos 
Educação em 
saúde 
Rastreamento em 
saúde 
Dispensação 
especializada de 
medicamentos Manejo de 
problemas de 
saúde 
autolimitados 
Revisão da 
farmacoterapia 
Monitorização 
terapêutica 
Gestão da doença 
Acompanhamento 
farmacoterapêutico 
Conciliação 
terapêutica 
Informe e Suporte 
à equipe 
CFF, 2016 
Serviços Farmacêuticos Clínicos 
Cuidado Farmacêutico 
 
Segurança 
- A farmacoterapia não produz novos problemas de saúde 
- A farmacoterapia não agrava problemas de saúde pré-existentes 
 
 
Efetividade 
- O paciente apresenta a resposta esperada à medicação 
- O regime posológico está adequado ao alcance das metas terapêuticas 
 
Adesão Terapêutica 
- O paciente compreende e é capaz de cumprir o regime posológico 
- O paciente concorda e adere ao tratamento numa postura ativa 
Necessidade 
- O paciente utiliza todos os medicamentos que necessita 
- O paciente não utiliza nenhum medicamento desnecessário 
Correr, Otuki, 2013 - Baseado nos estudos de Cipolle, Strand, Morley e Fernández-Llimós et al. 
Farmacoterapia ideal 
 Ato demandado pelo paciente ou pela equipe de saúde no 
qual o farmacêutico busca prevenir e resolver problemas 
ligados à saúde e à farmacoterapia em um processo de 
colaboração e interação direta com o paciente e com a 
equipe de saúde. 
CONSULTA FARMACÊUTICA 
1 
• Acolhimento/Introdução 
2 
• Coleta dos dados 
3 
• Avaliação 
4 
• Plano de cuidado 
5 
• Fechamento 
Consulta Farmacêutica 
Introdução 
• Acolher/Cumprimentar o paciente 
• Apresentar-se 
• Apresentar o propósito da consulta 
• Solicitar ao paciente que exponha 
suas expectativas, preocupações e 
necessidades 
• Negociar o planejamento da 
consulta 
Consulta Farmacêutica 
Consulta Farmacêutica 
Introdução 
• Propósito 
• Revisar a medicação 
• Verificar a efetividade e segurança 
• Planejamento 
• Verificar seus medicamentos 
• Como está tomando 
• Verificar seus exames 
• Discutir melhorias 
EXEMPLO 
Coleta dos dados 
• Dados sociodemográficos e 
antropométricos 
• História social 
• Condições de saúde e estado clínico 
atual 
• Queixas e História da doença atual 
• Percepção geral de saúde e 
Qualidade de vida 
• Farmacoterapia atual 
• Capacidade de gestão 
• Adesão ao tratamento (atitudes, 
crenças e comportamentos diante 
do tratamento) 
• Reações adversas a medicamentos 
• Acesso aos medicamentos e aos 
serviços de saúde 
Consulta Farmacêutica 
Consulta Farmacêutica 
Coleta dos dados 
• Inajara, 31 anos – Natural e procedente 
de Curitiba. 58 kg. Farmacêutica 
• Nega uso de álcool e tabaco – Afirma 
ter alimentação controlada e prática 
diária de exercícios físicos 
• Apresenta bom estado geral 
• Queixa-se de tosse produtiva que iniciou 
faz uma semana. Alega não ter outros 
sintomas associados. Não consegue 
relacionar a tosse à outro evento. PGS – 
8 e QV - 9 
• Utiliza levotiroxina 100 mcg. Demonstra 
boa capacidade de gestão dos 
tratamentos 
• Refere queimação quando utiliza AINE 
de estômago vazio 
• Não retira nenhum medicamento no 
posto. Adquire seu medicamento na 
farmácia mais próxima. 
EXEMPLO 
Avaliação 
• Avaliar os problemas da 
farmacoterapia 
• Problemas relacionados ao 
resultado: Tratamento não efetivo; 
Reação adversa; Intoxicação 
medicamentosa• Problemas relacionados ao 
processo: Problemas de seleção e 
prescrição; dispensação ou 
manipulação; discrepâncias entre 
níveis ou pontos de atenção à 
saúde; administração e adesão; 
qualidade do medicamento; e 
monitorização 
Consulta Farmacêutica 
Consulta Farmacêutica 
Avaliação 
•Dose de antibiótico prescrita não 
adequada à indicação 
•Uso de Hidróxido de Alumínio sem 
melhora da azia 
•Constipação após o início de opioide 
para tratamento de dor crônica 
•Medicamento contra indicado para 
pacientes idosos 
•Medicamento diluído em solução não 
compatível 
•Omissão de medicamento na 
prescrição de admissão hospitalar 
•Paciente não atende jejum para uso de 
Levotiroxina 
•Necessidade de RNI para 
acompanhamento da anticoagulação 
EXEMPLO 
Plano de cuidados 
• Elaborar o plano de cuidado, 
definindo as metas terapêuticas e 
as intervenções necessárias 
• Intervenções farmacêuticas: 
Informação e aconselhamento; 
provisão de materiais; 
monitoramento; alteração ou 
sugestão de alteração na 
farmacoterapia; e 
encaminhamento a outros 
profissionais ou serviços de saúde 
• Verificar a habilidade do paciente 
em seguir o plano 
• Avaliar se o paciente deseja 
informações ou explicações 
adicionais 
Consulta Farmacêutica 
Consulta Farmacêutica 
Plano de cuidados 
•Aconselhamento sobre indicação dos 
medicamentos 
•Aconselhamento sobre mudança de 
estilo de vida (alimentação e 
exercícios) 
•Tabela dos horários de tomada 
•Tabela de MRPA + Diário Glicêmico 
•Melhorar adesão e 
automonitoramento 
•Manter a PA dentro das metas 
•Manter glicemia capilar dentro das 
metas 
•Carta de encaminhamento à 
nutricionista da UBS 
•Realizado teach back afim de verficar 
entendimento do paciente 
•Me disponibilizo para tirar dúvidas 
durante o horário comercial 
EXEMPLO 
Fechamento 
• Explicar ao paciente o que 
fazer caso tenha dificuldades 
em seguir o plano e com quem 
pode entrar em contato 
• Marcar uma próxima consulta 
ou combinar outras formas de 
contato 
Consulta Farmacêutica 
Consulta Farmacêutica 
Fechamento 
• Em caso de sinais de alerta 
encaminhar-se ao PA ou hospital 
mais próximo 
• Caso os sintomas não melhorem 
após 24h retornar à farmácia ou 
ligar durante o horário comercial 
• Podemos marcar uma nova 
consulta para o dia 05 de 
dez(sexta-feira) às 14 horas – 
nesse mesmo local 
EXEMPLO 
Comunição 
farmacêutico-paciente 
Comunicação 
Compreender 
as diferenças 
sociais e 
culturais 
Reconhecer a 
importância 
da autonomia, 
das 
expectativas e 
da percepção 
do paciente 
Facilitar a 
identificação 
dos problemas 
Favorecer o 
relacionamento 
interpessoal e o 
processo de 
cuidado 
Possibilitar o 
desenvolvimen
to de soluções 
adequadas às 
necessidades 
do paciente 
Contribuir para 
construção de 
uma relação 
terapêutica e 
o cuidado 
centrado no 
paciente 
CFF, 2016 
Tipos de 
comunicação 
Verbal 
Fala 
Escrita 
Não Verbal 
Oculésica (contato visual) 
Háptica (uso do toque) 
Cinésica (expressões corporais) 
Proxêmica (distância entre as 
pessoas) 
Visual (uso de símbolos e 
ícones) 
Objetics (uso de objetos) 
Comunicação verbal 
Fala 
•Pronúncia das palavras 
•Articulação das palavras 
•Modulação (intensidade 
dos sons) 
•Ritmo 
•Timbre da voz 
•Linguagem adequada ao 
nível de entendimento do 
paciente 
•Tom da voz 
Escrita 
•Pode ser complementar à 
orientação falada 
•Registro das informações 
•Acompanhamento da 
evolução do paciente 
•Comunicação entre os 
profissionais de saúde 
•Materiais de suporte ao 
paciente e/ou à equipe 
•Documentação 
Comunicação não verbal 
Contato visual 
Uso do toque 
Expressões corporais 
Distância entre as pessoas 
Uso de símbolos e ícones 
Uso de objetos 
•Contato visual 
•Comunica interesse e o grau de atenção 
•Auxilia na avaliação da veracidade das informações e 
sentimentos 
•Auxilia na captação de sinais da comunicação não 
verbal 
Oculésica 
• Uso do toque 
• Reduz a tensão, promove relações afetivas e 
reforça a capacidade terapêutica 
• Instrumental (contato físico necessário à realização de um 
procedimento específico), afetivo (contato não 
necessariamente ligado a um procedimento profissional) 
e terapêutico (tem a função de demonstrar interesse e 
confiança) 
Háptica 
Comunicação não verbal 
• Movimentos do corpo, postura corporal e 
expressões faciais 
• Expressam o que o receptor está sentido em um 
dado momento 
• Devem estar em consonância com a 
comunicação verbal 
• Utilizada para demonstrar segurança do 
profissional e interesse pela mensagem que está 
sendo transmitida pelo paciente 
• É fundamental para identificar ruídos de 
comunicação ou utilizar respostas empáticas 
Cinésica 
• Distância utilizada no processo de comunicação 
interpessoal 
• Deve possibilitar a privacidade e evitar desconforto 
no contexto da comunicação 
• Aspectos estruturais do ambiente de trabalho 
devem ser observados (ex. remoção de obstáculos 
físicos, disponibilidade de local confortável para 
sentar) 
Proxêmica 
Comunicação não verbal 
• Uso de símbolos, ícones (como por exemplo, 
pictogramas ou imagens) 
• Transmitir de forma clara e simples informação 
para os receptores 
• Podem ser empregados para facilitar o entendimento 
dos pacientes 
• Tem papel importante tanto para pacientes com 
baixo letramento, quanto de maneira complementar 
à comunicação verbal (fala ou escrita) 
Visual 
• Utilização e escolha dos objetos de comunicação 
• Objetos importantes para comunicação incluem a 
vestimenta (jaleco) e a identificação do farmacêutico 
(ex: crachá), a sinalização, o conforto, a limpeza e a 
privacidade do local de espera para atendimento 
• Adicionalmente, outros objetos podem ser utilizados, 
incluindo kits de orientação sobre a utilização de 
medicamentos e condições de saúde (ex: dispositivos 
inalatórios, supositórios, colírios). 
Objetics 
Comunicação não verbal 
Comunicação não verbal 
 A parte mais significativa da comunicação é não 
verbal. 
 
 Envolve postura, olhar, expressão facial e gestos. 
 
 Boa parte desta comunicação é inconsciente. 
 
Comunicação não verbal 
Comunicação 
 Deve-se manter uma postura corporal aberta. 
 
 O farmacêutico deve estar sentado de forma correta ou 
ereto, de forma relaxada, sem estar olhando para o chão. 
 
 As pernas não devem estar cruzadas e os braços devem 
estar ao lado do corpo, não cruzados. 
 
 Deve-se fazer contato visual enquanto o paciente fala, 
alternando o olhar, sem fixar demais o paciente, a fim de 
também não intimidar. 
Comunicação 
Comunicação não verbal 
 As expressões faciais devem ser consistentes com o que está 
sendo dito. 
 
 O farmacêutico deve ele próprio acreditar no que diz, 
expressando seu pensamento com clareza e segurança. Uma 
expressão facial apropriada deve ser sincera, atenta e 
interessada nos problemas do paciente. 
 
 Durante a entrevista, o farmacêutico deve evitar escrever 
demais ou ficar percutindo os dedos na mesa. Gestos como 
esse demonstram ansiedade e pressa em encerrar o 
atendimento. Deve-se estar atento e evitar gestos que 
produzam distração no paciente. 
Comunicação não verbal 
Comunicação 
Acolhimento 
Escuta ativa 
Assertividade 
Empatia 
Arte do questionamento 
Aconselhamento 
Verificação de informações 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Correr, Otuki, 2013; CFF, 2016 
 Acolhimento significa a humanização do atendimento, o que 
pressupõe a garantia de acesso a todas as pessoas. 
 
 Diz respeito, ainda, à escuta de problemas de saúde do 
usuário, de forma qualificada, dando-lhe sempre uma 
resposta positiva e responsabilizando-se pela resolução do 
problema. 
 
 É importante que o farmacêutico observe, escute 
ativamente, e acolha a demanda do paciente, identificando 
suas expectativas, crenças e preocupações. 
Acolhimento 
Recursos envolvidos no 
processode comunicação 
CFF, 2016 
 Tem como objetivo perceber e avaliar elementos conscientes 
e inconscientes que são comunicados 
 Transmite ao paciente o interesse pelo seu problema, o que 
faz com que ele se sinta mais a vontade e motivado a 
continuar o relato 
 Pode ser auxiliada pelo uso de gestos que demonstrem o 
interesse pelo que se está ouvindo ou pequenas intervenções 
verbais que indicam que se está ouvindo, como o uso de 
paráfrase 
 O julgamento precipitado e a perspectiva de achar que está 
sempre certo são as principais barreiras 
Escuta ativa 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
CFF, 2016 
O farmacêutico precisa aprender a ouvir reflexivamente, 
estar concentrado e atento a todos os detalhes 
comunicados pelo paciente de maneira integral e 
interdependente para identificar aquilo que o indivíduo 
está realmente tentando comunicar, o valor de cada 
palavra, o significado de cada gesto, levando em conta 
aspectos culturais e sociais associados. 
Escuta ativa 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
CFF, 2016 
QUESTÕES ABERTAS 
Utilizadas para obter 
informações gerais 
Importante no começo 
da entrevista 
Permite ao paciente falar 
sobre sua história 
espontaneamente 
QUESTÕES FECHADAS 
Utilizadas para direcionar 
o relato do paciente a 
pontos específicos 
Dão pouca margem à 
explanação e 
qualificação 
Servem para esclarecer e 
acrescentar detalhes à 
história 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Arte do questionamento 
Correr, Otuki, 2013; CFF, 2016 
 Como tem estado sua saúde? 
 No que eu posso ajudá-lo(a)? 
 Como é a rotina de tomada dos medicamentos? 
 Como é a sua alimentação? 
 
 Cuidar com divagações excessivas 
QUESTÕES ABERTAS - Exemplos 
 Onde exatamente está doendo? 
 Como é a dor que está sentindo? 
 Como estão as fezes (cocô) do senhor? 
 Há quanto tempo você toma esse 
medicamento? 
 Na última semana quantas vezes a senhora 
deixou de tomar esse medicamento? 
QUESTÕES FECHADAS - Exemplos 
TIPOS DE QUESTÕES 
Questões sugestivas 
- Tendem a induzir a resposta 
Questões contendo por que 
- Intimidam e colocam o paciente na defensiva 
Questões múltiplas 
- O paciente tende a responder parcialmente 
Questões que devem ser 
evitadas 
Correr, Otuki, 2013 
TIPOS DE QUESTÕES 
Jargões técnicos 
- Confundem o paciente e gera distanciamento 
Perguntas com entrelinhas 
- Carregam julgamentos e induzem o paciente a responder o 
que o profissional espera 
Questões que devem ser 
evitadas 
Correr, Otuki, 2013 
Depois que começou a 
tomar o captopril, o senhor 
tem sentido tosse? 
Induz a resposta 
O senhor sente dor no 
braço esquerdo quando 
sente dor no peito? 
Induz a resposta 
Por que o senhor parou de 
tomar seus medicamentos? 
Intimida o paciente 
O senhor teve febre, suores 
noturnos e calafrios? 
Respostas parciais 
Algum familiar próximo tem 
hipertensão, diabetes, 
colesterol alto ou doença 
cardíaca? 
Respostas parciais 
O senhor já teve alguma 
reação adversa a esse 
medicamento? 
Dificulta entendimento 
Este medicamento é para 
insuficiência cardíaca 
congestiva? 
Dificulta entendimento 
O senhor tem tomado os 
medicamentos 
corretamente não tem? 
Confunde o paciente 
 
Está relacionada com a capacidade de avaliar 
determinada situação e expressar de maneira adequada, 
clara, objetiva e baseada nas melhores evidências, a 
opinião a respeito de um assunto, levando em 
consideração os direitos humanos e o respeito mútuo 
 
Assertividade 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
CFF, 2016 
Assertividade 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Comunicação 
não assertiva 
•O indíviduo recebe as informações de forma passiva e submissa e não 
expressa o que sente ou pensa, pois acredita que não possui esse direito 
Comunicação 
agressiva 
•O indivíduo age com características dominadoras, prefere destacar ou criar 
uma assimetria na relação para inibir a outra parte, não respeita a diferença 
de pensamento, geralmente é lacônico, sarcástico e costuma interromper por 
não saber ouvir. 
•O profissional de saúde que age agressivamente não é capaz de 
compreender os novos paradigmas de saúde e se arrasta no 
conservadorismo. 
•Nesta relação, o paciente não é visto como corresponsável pelo processo de 
recuperação, mas como alguém que deve obedecer e executar as ordens. A 
opinião do paciente é desconsiderada e a sua individualidade 
desrespeitada. Este tipo de comunicação interrompe a relação farmacêutico-
paciente podendo ocasionar a baixa adesão às condutas 
Comunicação 
assertiva 
•O indivíduo diz aquilo que pensa, sente ou necessita, sabendo compreender 
e respeitar e ser respeitado, o que permite ao paciente ter maior confiança 
no profissional sem receio de falar sobre seus problemas 
•Profissionais assertivos criam uma relação honesta de comunicação, sabem 
como e quando expressar sua opinião de forma objetiva e baseada nas 
melhores evidências. 
•Este tipo de comunicação cria um vínculo entre o farmacêutico e o paciente 
aumentando a adesão às condutas sugeridas. 
CFF, 2016 
 Significa compartilhar a experiência do outro 
 Fundamental na construção da relação terapêutica 
farmacêutico-paciente 
 Fundamental para a humanização do atendimento do 
paciente 
 Usada para transmitir cuidado e compreensão exata do 
estado afetivo do outro 
 A empatia resulta em relação terapêutica 
de confiança e respeito mútuo com a atuação 
centrada nos aspectos holísticos do paciente e 
mantendo a ética profissional 
Empatia 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
CFF, 2016 
Eu entendo como o senhor 
deve estar se sentindo 
Não deve ser fácil organizar 
todos esses medicamentos 
 Tem como objetivo orientar o paciente e seu cuidador sobre 
sua saúde e seus tratamentos, a fim de garantir melhorias no 
processo de uso de medicamentos, nos resultados em saúde 
e na qualidade de vida do paciente. 
 
 Alguns aspectos de comunicação, como a organização da 
mensagem transmitida, a duração da orientação e a 
adequação às particularidades do paciente são 
fundamentais para determinar o que o paciente irá 
compreender e conseguirá se lembrar. 
 
Aconselhamento 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
CFF, 2016 
Aconselhamento 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
É imprescindível que o farmacêutico tenha foco naquilo que 
o paciente precisa aprender 
A educação efetiva começa com a avaliação das 
necessidades de aprendizagem do paciente e de seu 
cuidador 
Esta avaliação determina não apenas o que deve ser 
aprendido, mas qual a melhor maneira de garantir o 
aprendizado 
O aprendizado precisa levar em consideração as 
preferências, a habilidade de leitura e linguagem, a religião, a 
cultura e as limitações físicas e sensoriais do paciente 
CFF, 2016 
Facilitação Confrontação 
Reflexão 
Clarificação 
Empatia Silêncio 
Resumo 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Verificação de informações 
Correr, Otuki, 2013; CFF, 2016 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Verificação de informações 
•Consiste em estimular o paciente a continuar falando. 
• Inclui gestos como acenar com a cabeça ou sinalizar com a mão para que 
continue ou facilitações verbais como "Uh huh", "Sim", "Continue", "E 
então?" 
Facilitação 
•Usada quando as informações do paciente soam confusas para o 
profissional. 
•Tem por objetivo esclarecer pontos sobre a fala do paciente, por exemplo: 
"Quando diz que o medicamento lhe faz sentir doente,o que o senhor 
quer dizer?" 
Clarificação 
•Resposta baseada na observação do profissional que aponta alguma coisa 
notável sobre o paciente. 
•Direciona a atenção do paciente para algo sobre o qual ele pode não estar 
atento, por exemplo, “O senhor parece desconfortável sobre isso. 
Aconteceu alguma coisa?" 
Confrontação 
•Consisteem repetir parte do que o paciente disse, com objetivo de 
direcionar a fala do paciente para algum ponto específico. 
•Exemplo: “O senhor está dizendo que sua dor de cabeça surge mais forte 
sempre depois que toma este medicamento?" 
Reflexão 
Correr, Otuki, 2013; CFF, 2016 
Recursos envolvidos no 
processo de comunicação 
Verificação de informações 
•Pode ser necessário ao paciente enquanto organiza sua fala. Pode ser útil 
para pacientes calados, sempre mantendo contato visual direto e 
atenção, esperando o momento do paciente falar. 
•Deve-se evitar seu uso frequente, pois isso pode significar distanciamento 
ou falta de conhecimento. 
Silêncio 
•Resposta que reconhece o sentimento do paciente e não o critica. 
Significa compreensão e entendimento. Reforça a relação terapêutica. 
•Exemplos incluem expressão facial e o toque, como colocar a mão no 
ombro do paciente, e falas que demonstrem reconhecimento sobre as 
preocupações, necessidades e expectativas do paciente. 
•Exemplos de falas são "Eu entendo como você deve estar se sentindo”; 
“não deve ser fácil ter que organizar todos esses medicamentos". 
Empatia 
•Revisão de tudo que foi comunicado pelo paciente. O farmacêutico 
expressa resumidamente seu entendimento sobre o que foi dito e o 
paciente tem a oportunidade de corrigir qualquer má interpretação, 
confirmar se entendeu todas as informações e tirar dúvidas. 
•Pode ser utilizado durante a entrevista a fim de fechar partes e mudar o 
direcionamento da anamnese ou ao final, para dar fechamento à 
consulta. 
Resumo 
Correr, Otuki, 2013; CFF, 2016 
Quando diz que o 
medicamento lhe faz sentir 
doente,o que o senhor 
quer dizer? 
O senhor parece 
desconfortável sobre isso. 
Aconteceu alguma coisa? 
O senhor está dizendo que 
sua dor de cabeça surge 
mais forte sempre depois 
que toma este 
medicamento? 
Comunicação farmacêutico - 
outros profissionais 
Comunicação interprofissional 
Comunicação farmacêutico - 
outros profissionais 
Comunicação interprofissional 
Importante em diferentes pontos do processo de cuidado 
A comunicação escrita é uma parte fundamental 
A associação entre a comunicação escrita e a fala, acompanhada da 
comunicação não verbal pode trazer resultados positivos 
Utilizar linguagem formal, compreensível, com uso de linguagem técnica, com 
estrutura definida, que foque nos objetivos esperados para o cuidado 
Preparo, em relação ao conteúdo e as fontes de informação utilizadas, e 
apresentação das ideias de maneira clara, estando disposto a negociar 
Escuta ativa, empatia, assertividade, segurança, interesse, capacidade de 
negociação e resolução de conflitos são importantes 
Respeitar o outro profissional e demonstrar a importância da colaboração dos diferentes 
profissionais com suas diferentes competências 
CFF, 2016 
Semiologia Farmacêutica no 
manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Semiologia Farnacêutica 
CFF, 2016 
 Acolhimento significa a humanização do atendimento, o que 
pressupõe a garantia de acesso a todas as pessoas. 
Diz respeito, ainda, à escuta de problemas de saúde do 
usuário, de forma qualificada, dando-lhe sempre uma 
resposta positiva e responsabilizando-se pela resolução do 
problema. 
 
 A demanda inicial pode trazer consigo relato sobre sinais e 
sintomas identificados pelo paciente, expectativas, crenças, 
preocupações e tentativas de tratamento. 
Nesse momento, é importante que o farmacêutico observe, 
escute ativamente, e acolha a demanda do paciente. 
 
Acolhimento da demanda 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 Na maioria das vezes, o relato espontâneo da demanda feito 
pelo paciente é insuficiente para identificação da sua 
necessidade ou problema de saúde, tornando-se necessária 
a realização da anamnese. 
 
 A anamnese inclui a coleta e análise dos sinais e sintomas, 
avaliação física, exames clínicos e testes laboratoriais. 
 
 Os objetivos da anamnese farmacêutica são: 
o Identificar a necessidade ou problema de saúde 
o Identificar os fatores modificadores da conduta 
o Identificar os sinais de alerta e outras informações 
relevantes à seleção da conduta 
Anamnese farmacêutica 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Correr, Otuki, 2013 
I Identificação do Paciente / Idade 
N Natureza dos sinais/sintomas/Severidade 
D Desde quando / Tempo 
I Iniciou algum tratamento? Melhorou? 
C Co-morbidades (outras doenças) e medicamentos em uso 
O 
Outras situações (gravidez, lactação, situação social, alergias, 
etc.) 
Análise situacional 
• Início, duração e frequência dos sinais e 
sintomas 
Tempo 
• Área precisa dos sinais e sintomas Localização 
• Termos descritivos específicos sobre o sinais e 
sintomas (ex. dor aguda, secreção com sangue) 
Qualidade ou característica 
• Leve, moderada ou grave Quantidade ou gravidade 
• O que o paciente estava fazendo quando os 
sinais e sintomas ocorreram 
Ambiente 
• Fatores que fazem com que os sinais e 
sintomas melhorem ou piorem 
Fatores que agravam ou 
que aliviam 
• Outros sinais e sintomas que ocorrem com os 
sinais e sintomas primários 
Sinais e sintomas 
associados 
Identificação da necessidade ou problema 
de saúde – Análise de sinais e sintomas 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
ATIVIDADE 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL 
• Em duplas 
1- Paciente escolhe uma queixa 
2- Farmacêutico faz as perguntas da 
 HDA de acordo com os tópicos 
3- Farmacêutico descreve a queixa em 
 forma de registro 
• Início, duração e frequência dos sinais e 
sintomas 
Tempo 
• Área precisa dos sinais e sintomas Localização 
• Termos descritivos específicos sobre o sinais e 
sintomas (ex. dor aguda, secreção com sangue) 
Qualidade ou característica 
• Leve, moderada ou grave Quantidade ou gravidade 
• O que o paciente estava fazendo quando os 
sinais e sintomas ocorreram 
Ambiente 
• Fatores que fazem com que os sinais e 
sintomas melhorem ou piorem 
Fatores que agravam ou 
que aliviam 
• Outros sinais e sintomas que ocorrem com os 
sinais e sintomas primários 
Sinais e sintomas 
associados 
QUEIXA:___________________________________ 
ATIVIDADE 
CFF, 2016 
 Avaliar a presença de alertas para encaminhamento 
 Avaliar a natureza, complexidade e gravidade a fim de 
determinar se o problema de saúde do paciente pode ser 
atendido no serviço ou se requer, a priori, encaminhamento a 
outro profissional ou outro serviço de saúde. 
 Podem ser identificados no acolhimento da demanda ou 
durante a anamnese. 
Identificação de alertas para 
encaminhamento 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Situações adicionais 
de alerta para o 
encaminhamento 
Situações que 
indicam necessidade 
de personalização 
da conduta 
Identificação dos fatores modificadores da 
conduta 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Fatores modificadores de conduta: 
Informações 
sobre o gênero 
e o ciclo da 
vida (neonatos, 
crianças, 
adolescentes, 
adultos, idosos, 
gestantes e 
lactantes) 
Preferências, 
condição 
sociodemográfi
ca, crenças e 
limitações do 
paciente 
Comorbidades, 
tratamentos em 
uso e histórico 
de alergias a 
medicamentos 
História 
pregressa de 
tratamento da 
demanda 
apresentada 
Identificação dos fatores modificadores da 
conduta 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 A partir da análise da necessidade ou problema de saúde, 
dos sinais de alerta e dos fatores modificadores de conduta: 
- Triagem do paciente em relação à gravidade da demanda. 
- Distinção das situações autolimitadas daquelas que 
apresentam sinais e sintomas semelhantes, mas que não são 
autolimitadas. 
- Análise da necessidade de tratamento farmacológico e/ou 
não farmacológico. 
- Análise da necessidade de outros serviços farmacêuticos. 
- Análise da necessidadede encaminhamento para outro 
profissional ou outro serviço de saúde. 
Anamnese farmacêutica 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 O plano de cuidado deverá apresentar a seleção e 
determinação de estratégias para a implantação e 
avaliação de resultados. 
 
 Baseado nas melhores evidências disponíveis 
 
 Construído em conjunto com o paciente 
 
Plano de cuidado 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Medidas não 
farmacológicas 
Medidas 
farmacológicas 
Encaminhamento 
para outros 
profissionais e 
serviços de 
saúde 
Opções de intervenções 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 O farmacêutico deve selecionar a melhor intervenção para 
resolução da necessidade ou problema de saúde do 
paciente, levando em consideração: 
 
- Necessidades ou problemas de saúde do paciente 
- Fatores modificadores da conduta 
- Nível de evidência e o grau de recomendação das 
diferentes modalidades de intervenção 
Plano de cuidado 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 O plano de cuidado deve ser construído em conjunto com o 
paciente e deve incluir: 
 
Síntese da necessidade ou 
problema de saúde do 
paciente 
Detalhes sobre a(s) 
intervenção(ões) para 
resolução da necessidade 
ou problema de saúde 
Objetivos terapêuticos 
Parâmetros de 
monitoramento para 
avaliação dos resultados 
Plano de cuidado 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 A seleção de uma terapia farmacológica deve ser resultante 
de um processo de decisão baseado nas melhores evidências 
disponíveis contendo a definição dos seguintes componentes: 
Objetivo 
terapêutico 
Meta 
terapêutica 
Classe 
farmacológica 
e princípio 
ativo 
Via de 
administração 
Regime 
terapêutico 
Instruções 
adicionais 
Indicação 
clínica 
Medicamento 
Terapia Farmacológica 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 Os medicamentos isentos de prescrição médica (MIPS) estão 
descritos na Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição 
Médica (LMIP)(RDC nº98/2016 ANVISA; Instrução Normativa 
nº 11/2016). 
 
Terapia Farmacológica 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 O manejo das diferentes condições clínicas pode necessitar 
de medidas não farmacológicas, de forma isolada ou 
associada às terapias farmacológicas. 
 
 A seleção de medidas não farmacológicas contempla 
critérios similares aos das terapias farmacológicas, sendo 
importante levar em consideração as necessidades e 
problemas de saúde do paciente, os fatores modificadores 
da conduta, as melhores evidências de efetividade e 
segurança. 
Medidas não farmacológicas 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 O plano de cuidado pode incluir encaminhamento a outro 
profissional ou outro serviço de saúde. Isso ocorre quando são 
identificados alertas para encaminhamento, uma vez que a 
necessidade ou problema de saúde do paciente extrapola a 
competência do farmacêutico. 
 
 Adicionalmente, pode ocorrer o encaminhamento a outro 
serviço farmacêutico ou a outro serviço de saúde para 
melhoria dos resultados obtidos com as intervenções 
implantadas. 
Encaminhamento 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Encaminhamento 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 O farmacêutico deve diferenciar claramente casos de maior 
gravidade, que requerem atendimento imediato, daqueles 
de gravidade leve ou moderada que não exigem 
encaminhamento de urgência. 
 
 Muitas vezes, ainda, a necessidade de encaminhamento não 
exclui o tratamento com um medicamento isento de 
prescrição para alívio dos sintomas. Tratar os sintomas por 
período definido e encaminhar consiste no melhor desfecho 
para várias situações de problemas de saúde autolimitados. 
Nestes casos, é necessário que o farmacêutico informe ao 
outro profissional sobre o tratamento realizado. 
Encaminhamento 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 Quando necessário, o encaminhamento deverá ocorrer 
levando em consideração o seguinte: 
 
Identificação de alertas para 
encaminhamento 
Garantir que o usuário compreenda seu estado e possa seguir as 
orientações fornecidas. 
Assegurar que o outro profissional entenda a situação atual do 
paciente, de acordo com a análise feita pelo farmacêutico 
Disponibilizar, no serviço que originou o encaminhamento, 
informações suficientes sobre o mesmo e se responsabilizar para que 
o paciente tenha a continuidade do cuidado em saúde. 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 A prescrição farmacêutica deverá ser redigida em vernáculo, 
por extenso, de modo legível, observados a nomenclatura e 
o sistema de pesos e medidas oficiais, sem emendas ou 
rasuras, devendo conter os seguintes componentes mínimos: 
 
I - identificação do estabelecimento farmacêutico ou do 
serviço de saúde ao qual o farmacêutico está vinculado; 
 
II - nome completo e contato do paciente; 
Redação da prescrição 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2013 
III - descrição da terapia farmacológica, quando houver, 
incluindo as seguintes informações: a) nome do 
medicamento ou formulação, concentração/dinamização, 
forma farmacêutica e via de administração; b) dose, 
frequência de administração do medicamento e duração 
do tratamento; c) instruções adicionais, quando necessário. 
 
IV - descrição da terapia não farmacológica ou de outra 
intervenção relativa ao cuidado do paciente, quando 
houver; 
Redação da prescrição 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2013 
V - identificação do farmacêutico, nome completo, 
assinatura e número de registro no Conselho Regional de 
Farmácia; 
 
VI - local e data da prescrição. 
 
 Adicionalmente às recomendações da Resolução 586/2013, 
ressalta-se que, em prol da segurança do paciente, a 
informação da via de administração dos medicamentos 
venha em destaque antes da especificação dos mesmos. 
Redação da prescrição 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2013 
 As terapias não farmacológicas devem estar descritas 
claramente na receita especificando-se qual medida 
concreta, quantidade/dosagem, duração do seu emprego, 
instruções e precauções do seu uso. 
 
 Quando houver encaminhamento a outro profissional ou 
outro serviço de saúde, adicional a outra intervenção, o 
farmacêutico deve especificá-la no receituário e emitir o 
documento de encaminhamento endereçado ao outro 
profissional ou outro serviço de saúde. 
 
Redação da prescrição 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2013 
Orientação do paciente 
A orientação do paciente deve ser precisa em relação a 
sua necessidade, nível socioeconômico e complexidade do 
tratamento 
O farmacêutico deve garantir que o paciente entenda o 
seu problema de saúde, as intervenções realizadas, o 
plano de cuidado a ser seguido e a avaliação dos 
resultados. Adicionalmente, deve esclarecer qualquer 
dúvida que o paciente apresente 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 A forma, na maioria das vezes, será verbal tendo o receituário 
como documento escrito de referência. Contudo, recomenda-
se que estejam disponíveis materiais educativos para situações 
específicas que sejam comuns no cotidiano do cuidado em 
saúde 
 
 A educação para o autocuidado daquele momento em 
diante deve ser o foco principal 
 
 
Orientação do paciente 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Orientação do paciente 
Como seguir o plano de cuidado 
Como utilizar corretamente os medicamentos e seguir as medidas 
não farmacológicas 
O que fazer caso os sintomas não melhorem com as medidas 
adotadas 
Quanto tempo esperar até os efeitos surgirem e quais serão os 
efeitos 
Reações adversas a medicamentos e interações medicamentosas 
que sejamrelevantes 
Instruções de armazenamento 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 É responsabilidade do farmacêutico propiciar o alcance dos 
objetivos da intervenção escolhida. 
 
 É a avaliação dos resultados que possibilita a identificação 
precoce de problemas interferindo no alcance dos resultados 
terapêuticos desejados, como inefetividade ou surgimento 
de reações adversas. 
 
 O farmacêutico deve manter um registro do atendimento 
realizado e incluir uma forma de contato com o paciente. 
Avaliação dos resultados 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 A avaliação dos resultados deve ser feita por meio de: 
 
 
Avaliação dos resultados 
Reavaliação de resultados de exame físico, laboratorial, 
de imagem e outros. 
Reavaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo 
paciente 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 Tal avaliação pode constatar quatro diferentes resultados: 
 
 
Resolução 
Melhora 
parcial 
Ausência 
de 
melhora 
Piora 
Avaliação dos resultados 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
 Compreende o registro das informações, desde o 
acolhimento da demanda até a monitoração dos resultados 
em saúde. 
 
 Inclui, pelo menos, o registro no prontuário do paciente, a 
redação da prescrição e do encaminhamento a outros 
profissionais ou serviços de saúde. 
Documentação 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CFF, 2016 
Modelo de 
Prontuário 
CFF 
Atividade 
Modelo de 
Prescrição 
CFF 
Modelo de 
Encaminhamento 
CFF 
Encaminhamento - Exemplo 
Atividade 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
CASOS CLÍNICOS 
ATIVIDADE PRÁTICA 
 Paula, 19 anos, procura a farmácia e queixa-se de 
congestão nasal, espirros, tosse e mal-estar. “Eu não posso 
perder a aula na faculdade”, e estou meio cansada, o 
que posso tomar para melhorar? 
 
 Nega febre ou outros sintomas associados 
Caso Clínico 1 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade 
 Sinais e Sintomas 
 Duração dos sinais e sintomas 
 Comorbidades 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Dor de ouvido que não melhora com analgésico 
 Dor de cabeça frontal 
 Crianças pequenas (< 2 anos) 
 Muito idosos (> 80 anos) 
 Doenças cardíacas ou pulmonares 
 Febre persistente e tosse produtiva 
 Dor no peito e dispneia 
 Asma concomitante 
 
Caso Clínico 1 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 João, 81 anos, procura a farmácia para comprar um 
antigripal. Ele relata estar resfriado e sempre tomar 
cimegripe. 
 
 Sintomas álgicos: dor de cabeça, dor no corpo, mal 
estar geral 
 Evolução: há 5 dias 
 Febre desde ontem 38,0ºC 
 HMP: Hipertensão e diabetes 
Caso Clínico 2 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade 
 Sinais e Sintomas 
 Duração dos sinais e sintomas 
 Comorbidades 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Dor de ouvido que não melhora com analgésico 
 Dor de cabeça frontal 
 Crianças pequenas (< 2 anos) 
 Muito idosos (> 80 anos) 
 Doenças cardíacas ou pulmonares 
 Febre persistente e tosse produtiva 
 Dor no peito e dispneia 
 Asma concomitante 
 
Caso Clínico 2 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Lucas, 30 anos, procura o farmacêutico e relata sintomas 
de tosse seca há 1 semana, ele relaciona com a mudança 
climática, e relata ter tido uma leve congestão nasal. Nega 
febre ou outros sintomas associados. 
Caso Clínico 3 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade 
 Sinais e sintomas 
 Duração dos sintomas 
 Comorbidades 
 Tabagismo 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Mais de 2 semanas sem melhora 
 Escarro (verde ou amarelo, estrias de sangue) 
 Sibilo/Falta de ar 
 Dor no peito 
 Tosse galopante /Tosse paroxística 
 Suspeita de reação adversa a medicamento 
 Falha na medicação antitussígena 
Caso Clínico 3 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Júnior, 25 anos, se apresenta à farmácia queixando-se de 
tosse produtiva há 4 dias. Ao ser indagado sobre o aspecto 
do catarro, ele relata que o mesmo não apresenta sangue 
e nem aspecto amarelo-esverdeado. Não apresenta febre 
e nem dor torácica. 
 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 4 
 Anamnese 
 Idade 
 Sinais e sintomas 
 Duração dos sintomas 
 Comorbidades 
 Tabagismo 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Mais de 2 semanas sem melhora 
 Escarro (verde ou amarelo, estrias de sangue) 
 Sibilo/Falta de ar 
 Dor no peito 
 Tosse galopante /Tosse paroxística 
 Suspeita de reação adversa a medicamento 
 Falha na medicação antitussígena 
Caso Clínico 4 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Jorge, 58 anos, com histórico de HAS e DM, em uso dos 
medicamentos metformina 850 mg (0-1-0) e Losartana 50 
mg (1-0-0), vai à farmácia e solicita ao farmacêutico um 
laxante. Em resposta ao farmacêutico, o homem relata que 
há muito tempo apresenta flatulência, dor abdominal e 
constipação. Costuma usar Metamucil, ingere bastante 
água, pratica atividade física, porém, ultimamente, esse 
procedimento não tem resolvido o problema. Ele fala 
também que no último mês emagreceu cerca de 10kg. 
 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 5 
 Anamnese 
 Hábito intestinal / perfil de alimentação 
 História prévia 
 Sinais e sintomas 
 Medicamentos em uso 
 Medicamentos para constipação 
 
 Encaminhamento 
 Mais de 2 semanas sem regularização 
 Dor abdominal intensa/flatulência 
 Sangue misturado às fezes 
 Medicamentos causadores de constipação 
 Falha do tratamento prescrito (MIP) 
 
Caso Clínico 5 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Teresa, 69 anos, portadora de HAS, DM, DSLP e depressão, 
em uso dos medicamentos metformina 850 mg (1-1-1), 
enalapril 20 mg (1-0-1), Hidroclorotiazida 25mg (1-0-0), 
Sinvastatina 20 mg (0-0-1) e Amitriptilina 25 mg (0-0-1), relata 
ao farmacêutico que: 
 Sente-se empanturrada e constipada ultimamente, às vezes 
sem ir ao banheiro por uma semana inteira. Afirma fazer 
força a maior parte do tempo, mas sem dor. Ainda não 
usou medicamentos para constipação. 
 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 6 
 Anamnese 
 Hábito intestinal / perfil de alimentação 
 História prévia 
 Sinais e sintomas 
 Medicamentos em uso 
 Medicamentos para constipação 
 
 Encaminhamento 
 Mais de 2 semanas sem regularização 
 Dor abdominal intensa/flatulência 
 Sangue misturado às fezes 
 Medicamentos causadores de constipação 
 Falha do tratamento prescrito (MIP) 
 
Caso Clínico 6 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Beatriz, 34 anos, chega à farmácia queixando-se de dor ao 
urinar e aumento da frequência e urgência urinária. Relata 
ter tido o mesmo problema anteriormente, ocasião em que 
foi administrado antibióticos. Nega febre, dor lombar e 
sangue na urina. Nega uso de cosméticos íntimos. 
 
 
Caso Clínico 7 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade/ Sexo 
 Sinais e sintomas: Irritação na uretra / urgência urinária / frequência 
urinária / Dor ao urinar / Hematúria / Corrimento vaginal / Dor 
lombar / Dor suprapúbica / Febre e calafrios / Náusea e vômitos 
 História prévia 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Homens 
 Febre/Náusea ou Vômito 
 Dor lombar aguda 
 Hematúria/corrimento 
 Gravidez 
 Cistite recorrente 
 Falha no tratamento 
 
Caso Clínico 7 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Paula, 29 anos, procura a farmácia com seu bebê 
(9 meses), e pede um remédio para febre, pois ele está 
quentinho há 1 dia. Nega outros sinais e sintomas 
associados. 
Caso Clínico 8 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade 
 Temperatura 
 
 Encaminhamento 
 Sempre 
Caso Clínico8 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Renata, 25 anos, procurou a farmácia no fim da tarde 
trazida por uma colega de trabalho. Se queixa de dor de 
cabeça, principalmente na parte direita. Uma dor que vai e 
vem. Tomou um comprimido de paracetamol 750mg há 
duas horas, porém parece que só piorou. Entrevistada pelo 
farmacêutico, relatou que a luz e barulho a incomodam. O 
cheiro da comida e de cigarro também. Além disso, 
chegou a ter náuseas no dia anterior. Relatou que o 
problema começou há dois meses, geralmente próximo à 
menstruação. Não procurou nenhum médico até o 
momento. 
Caso Clínico 9 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Anamnese 
 Idade / Sexo / Fatores gatilho 
 Local / Tipo da dor / Frequência / Tempo 
 Trauma ou queda 
 Sintomas: náusea / vômito / fotofobia / fonofobia / desmaio 
 Medicamentos e Comorbidades 
 
 Encaminhamento 
 História de trauma ou lesão na cabeça 
 Dor muito forte por mais de 4 horas 
 Reação adversa a medicamento 
 Crianças menores de 12 anos 
 Dor occipital (toda a parte de trás da cabeça) 
 Dor matinal que melhora ao longo do dia 
 Náusea, vômito, tontura 
 Rigidez da nuca 
 Dores frequentes que requerem tratamento profilático 
 
Caso Clínico 9 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Jovem de 21 anos vai à farmácia e relata que a região 
entre os dedos do seu pé está vermelha, descamando e 
coçando bastante. Pergunta à farmacêutica o que pode 
ser e que medicamento deve utilizar. 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 10 
 Anamnese 
 Tempo /área acometida /aspecto da lesão/ integridade da 
pele 
 Sintomas e sinais: coceira / descamação / presença de pus 
 Comorbidades 
 Medicamentos 
 
 Encaminhamento 
 Afeta além da região interdigital 
 Sinais de infecção bacteriana 
 Falha a tratamentos prévios 
 Diabéticos (pé diabético) 
 Envolvimento das unhas (onicomicose) 
Caso Clínico 10 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Antônio, 70 anos, procura a farmácia com queixa de azia e 
dor no braço, ele pede ao farmacêutico um sal de frutas. 
HMP: HAS, DM2, DSL, Tabagista 
PA média: 128/79 mmHg 
FC: 110 bmp 
Glicemia capilar: 120 mg/dL 
Ele conta que começou a se sentir assim após briga com 
filho. Quando questionado sobre sintomas associados, 
ele relata que é uma queimação que irradia do 
estômago para o peito e braço, e conta que está 
sentindo uma sensação de aperto. 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 11 
 Anamnese 
 Idade / Gestação / Peso / Tabagismo /Alimentação 
 Sinais e sintomas: queimação estomacal, dificuldade de 
engolir, flatulência, refluxo 
 Medicamentos e comorbidades 
 
 Encaminhamento 
 Falha no tratamento com antiácidos 
 Dor que irradia para os braços 
 Dificuldade em engolir 
 Refluxo 
 Pirose de longa duração 
 Aumento da gravidade 
 Crianças 
Caso Clínico 11 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
 Luci, 65 anos, reclama de queimação na região do pescoço, e 
pede indicação ao farmacêutico. 
Farmacêutico: A senhora come muito durante as refeições? 
Paciente: Não. 
F: Essa dor acontece após as refeições? P: Não. 
F: Você sente essa dor quando deita? P: Sim. 
F: A senhora faz uso de algum outro medicamento? P: Sim, eu fui 
ao médico e ele disse que eu tenho aquela doença dos ossos 
fracos. 
F: Hmmmmmm!!! Osteoporose? Paciente: Isso, foi isso que o 
médico disse. Eu estou tomando remédio há duas semanas. 
F: E essa sensação começou depois que você começou a tomar 
o medicamento? P: É, acho que sim. Faz sentido. 
F: A senhora sabe o nome do medicamento? P: Hmm, de 
nome eu não sei. Mas acho que estou com a receita aqui. 
Medicamento: Alendronato de Sódio, 70 mg 
Manejo de problemas de 
saúde autolimitados 
Caso Clínico 12 
Semiologia Farmacêutica no 
Acompanhamento 
Farmacoterapêutico 
Semiologia Farmacêutica 
• Revisão da 
Farmacoterapia 
• Identificação dos 
Problemas presentes e 
potenciais 
• Definir Metas 
Terapêuticas 
• Intervenções 
• Agendamento de Retorno 
e Seguimento 
 
• Dados Específicos do 
Paciente 
• História clínica 
• História 
de Medicação 
• Resultados e Progresso 
do Paciente 
• Alcance das Metas 
Terapêuticas 
• Novos 
Problemas 
Realizar o 
seguimento 
individual do 
paciente 
Coletar e 
organizar dados 
do paciente 
Identificar 
problemas 
relacionados à 
farmacoterapia 
Elaborar um 
plano de 
cuidado em 
conjunto com o 
paciente 
1 
2 3 
4 
MÉTODO CLÍNICO 
Correr, Otuki, 2013 
COLETA E 
ORGANIZAÇÃO DOS 
DADOS 
MÉTODO CLÍNICO 
Coleta e organização dos 
dados 
Perfil do paciente 
Nome, idade, 
gênero, estado 
civil, 
escolaridade, 
profissão, 
ocupação, peso, 
altura, IMC, 
circunferência 
abdominal, 
contato, com 
quem mora, 
cuidador, acesso 
a medicamentos 
e a assistência 
História Clínica 
Queixas, História 
da doença atual, 
Condições 
clínicas, História 
médica 
pregressa, 
Exames físicos, 
laboratoriais e 
não laboratoriais, 
História social, 
História familiar, 
Revisão por 
Sistemas; 
Qualidade de 
vida; Percepção 
Geral de Saúde 
História 
Farmacoterapêutica 
Medicamentos 
prescritos e não 
prescritos; 
Terapias 
complementares; 
Vacinas; 
Medicação 
pregressa; 
Experiência de 
medicação; 
Concordância e 
adesão; História 
de RAM e alergia 
PERFIL DO PACIENTE 
NOME GÊNERO IDADE ENEDEREÇO 
TELEFONE E-MAIL ESTADO CIVIL PESO 
ALTURA IMC 
CIRCUNFERÊNCIA 
ABDOMINAL 
ESCOLARIDADE 
PROFISSÃO OCUPAÇÃO RENDA COM QUEM VIVE 
NOME E 
CONTATO DO 
CUIDADOR 
QUEM O AJUDA 
COM OS 
MEDICAMENTOS 
ACESSO À 
ASSISTÊNCIA 
MÉDICA 
ACESSO AOS 
MEDICAMENTOS 
 Consiste em um resumo conciso contendo os problemas 
de saúde atuais e passados do paciente, sua história 
social e familiar e uma revisão organizada por sistemas e 
órgãos. 
 
 O propósito de se realizar a história clínica é obter 
informações do paciente envolvendo seus problemas de 
saúde. 
 
 Tais dados podem ser coletados diretamente com o 
paciente, com familiares, cuidadores, amigos, ou por 
meio de documentos institucionais (ex: prontuário, resumo 
de alta) 
História clínica 
Coleta e organização dos 
dados 
(Correr, Otuki, 2013) 
HISTÓRIA 
CLÍNICA 
Queixa 
principal 
História 
da 
doença 
atual 
História 
médica 
pregressa 
História 
familiar 
História 
social 
Revisão 
por 
sistemas 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica 
(Correr, Otuki, 2013) 
Uma boa forma de obter a queixa principal do paciente é 
pelo uso de questões abertas, como "Em que posso ajudá-
lo?" ou “Como o senhor está se sentindo?” 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – Queixa principal 
(Correr, Otuki, 2013) 
 Apresentação breve da principal queixa do paciente. 
 
 Normalmente, consiste em um ou dois sintomas primários, 
com uma duração determinada, que é expresso pelo 
paciente em suas próprias palavras. 
 
 Recomenda-se a anotação da queixa principal no 
prontuário usando as palavras do paciente, sem 
necessidade de uso de termos médicos ou de diagnóstico. 
 
 Para identificar o uso do termo popular costuma-se 
descrever o sintoma entre "aspas" ou colocar à frente entre 
parênteses (sic), termo do latim que significa: é desta forma 
(Sic et simpliciter). 
História clínica – Queixa principal 
Coleta e organização dos 
dados 
(Correr, Otuki, 2013) 
• Início, duração e frequência dos sintomas Tempo 
• Área precisa dos sintomas Localização 
• Termos descritivos específicos sobre o sintoma 
(ex. dor aguda, fezes com presença de sangue) 
Qualidade ou característica 
• Leve, moderada ou grave Quantidade ou severidade 
• O que o paciente estava fazendo quando os 
sintomas ocorreram 
Ambiente 
• Fatores que fazem com que os sintomas 
melhorem ou piorem 
Fatores que agravam ou 
que aliviam 
• Outros sintomas que ocorrem com os sintomas 
primários 
Sintomasassociados 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História da doença atual 
(Correr, Otuki, 2013) 
 Descrição breve dos problemas e 
ocorrências médicas passadas 
mais relevantes, relacionadas ou 
não aos problemas atuais do 
paciente. 
 
 Pode incluir hospitalizações, 
procedimentos cirúrgicos, 
acidentes, injúrias, história 
obstétrica (mulheres), entre outras 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História médica pregressa 
(Correr, Otuki, 2013) 
Os problemas familiares mais relevantes incluem doença arterial 
coronariana, hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes, câncer, 
osteoporose, alcoolismo e doenças mentais, pois estas podem 
alterar o risco de doenças futuras e podem influenciar o 
diagnóstico médico. 
 Descrição breve da presença ou 
ausência de doenças em parentes de 
primeiro grau do paciente (pais, irmãos e 
filhos). 
 
 Os dados incluem parentes falecidos e 
vivos, causa da morte, idade da morte e 
problemas médicos principais de 
familiares vivos. 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Familiar 
(Correr, Otuki, 2013) 
Coleta e organização dos 
dados 
História Familiar - Exemplos 
(Correr, Otuki, 2013) 
 
• Pai – falecido com 63 anos de IAM 
 
• Mãe – 50 anos – HAS, DM, Hipotireoidismo e AR 
 
• Irmão – 60 anos – infarto aos 45 anos – HAS, Obeso 
 
• Avô paterno – falecido com 75 anos – câncer de cólon 
 
 Álcool 
 Tabaco 
 Drogas ilícitas 
 Alimentação 
 Atividade física 
 Meio social do paciente 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 O consumo de álcool deve ser documentado incluindo 
tipo de bebida, quantidade ingerida, frequência e tempo 
do uso. 
 
 Esta informação é de alta relevância principalmente para 
pacientes em uso de medicamentos com potencial 
hepatotóxico ou com ação no sistema nervoso central. 
Para pacientes que bebem 
regularmente, deve ser registrada a 
data da última vez em que ingeriu 
bebida alcoólica 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 O uso de tabaco inclui diversas formas de 
consumo incluindo cigarros, charutos, 
cachimbo, narguile, etc. 
 
 O registro deve incluir tipo de tabaco, 
quantidade por dia ou por semana e tempo 
de uso. O consumo de cigarros deve ser 
registrado em número de cigarros ou maços 
fumados por dia por tempo. 
Outra forma usual de registro consiste na unidade anos/maço. Esta 
é utilizada para definir a quantidade de maços fumados por 
determinado tempo. Calcula-se multiplicando o número de maços 
fumados por dia pelo número de anos como fumante. 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 A história de consumo de drogas ilícitas, como maconha, 
heroína, cocaína ou crack, pode ser difícil de ser obtida e 
depende muito da relação de confiança entre profissional 
e paciente e da forma de abordagem do tema. 
 
 O farmacêutico deve se comunicar de modo profissional e 
sem julgamentos quando abordar essas questões. 
 
 Assim como álcool e tabaco, o consumo de drogas ilícitas 
deve ser registrado em tipo, quantidade consumida, 
frequência e tempo de uso. A data da última vez em que 
usou também deve ser registrada. 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 
 A alimentação deve ser registrada em número de 
refeições e lanches ao longo do dia, incluindo horários das 
refeições dentro da rotina do paciente, assim como o tipo 
de alimento ingerido. Deve-se estar atento às proporções 
principalmente de carne vermelha, gordura, carboidratos, 
fibras e consumo de sal, baseando-se na rotina diária. 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
 O registro dos hábitos alimentares do 
paciente é particularmente importantes em 
pacientes com risco aumentado para 
desenvolvimento de doença arterial 
coronariana, obesidade, diabetes, 
hipertensão e hipercolesterolemia 
(Correr, Otuki, 2013) 
 O registro de exercício físico também é de fundamental 
importância. 
 
 Exercícios físicos regulares devem ser registrados como tipo 
de atividade (Ex. caminhada, corrida, natação, etc.), 
tempo de duração e frequência (diária ou semanal). 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 O entorno familiar e social do paciente 
também pode ser relevante para a 
investigação farmacêutica. 
 
 Informações sobre a família, como escolaridade e 
ocupação dos pais, situação financeira, presença de 
idosos e cuidadores na casa, opções de lazer, riscos 
ambientais e outros fatores sociais determinantes da 
saúde devem ser registrados conforme sua importância e 
relato pelo paciente. 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – História Social 
(Correr, Otuki, 2013) 
 Adaptada à Atenção Farmacêutica 
 
• Sinais Vitais 
• Parâmetros Bioquímicos 
• Exames Laboratoriais 
 
 Sinais ou Sintomas investigados por sistemas ou órgãos 
que possam indicar problemas com uso de 
medicamentos 
Coleta e organização dos 
dados 
História clínica – Revisão por sistemas 
(Correr, Otuki, 2013) 
História Farmacoterapêutica 
Medicamentos prescritos 
Medicamentos não prescritos 
Terapias Complementares 
Vacinas 
Medicação pregressa 
Experiência de medicação 
Concordância e adesão 
História de RAM e de alergia 
Coleta e organização dos 
dados 
(Correr, Otuki, 2013) 
 Indicação ou razão do uso 
 Nome do medicamento 
 Forma farmacêutica 
 Concentração por unidade posológica 
 Regime posológico, incluindo dose, via de administração, 
frequência, horários de uso e duração do tratamento. 
 Resultados obtidos, em termos de efetividade e 
segurança, conforme percepção do paciente. 
Coleta e organização dos 
dados 
História Farmacoterapêutica 
(Correr, Otuki, 2013) 
Indicação 
- Problema de 
Saúde 
- Fator de Risco 
Medicamento 
- Fármaco 
- Forma 
Farmacêutica 
Regime Posológico 
- Dose, via, 
frequência, 
duração 
Padrão de Adesão 
do paciente 
Uso Correto 
Biofarmacêutica 
Farmacocinética 
Farmacodinâmica 
Resultado 
Terapêutico 
- Efetividade 
- Segurança 
Coleta e organização dos 
dados 
(Correr, Otuki, 2013) 
Coleta e organização dos 
dados 
História Farmacoterapêutica 
Terapias complementares 
O
u
tr
a
s
 
T
e
r
a
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 F
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H
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F
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r
a
p
ia
 
 Atitude 
 
 Expectativas 
 
 Receios 
 
 Conhecimento 
 
 Interferentes externos 
 
 Comportamento 
 
Coleta e organização dos 
dados 
História Farmacoterapêutica 
Experiência de Medicação 
(Correr, Otuki, 2013) 
 Compreender, Concordar e Cumprir o tratamento 
 
 Intencional versus não-intencional 
 
 Complexidade da Farmacoterapia 
• Número de medicamentos 
• Número de doses e horários 
• Instruções adicionais 
 
Coleta e organização dos 
dados 
História Farmacoterapêutica 
Adesão ao tratamento 
(Correr, Otuki, 2013) 
IDENTIFICAÇÃO DOS 
PROBLEMAS DA 
FARMACOTERAPIA 
MÉTODO CLÍNICO 
P1 
Seleção 
P2 
Administração 
P3 
Biofarmacêutico 
P4 
Farmacocinético 
P5 
Farmacodinâmico 
P6 
Resultados 
Terapêuticos 
AVALIAÇÃO GLOBAL DA FARMACOTERAPIA 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P1 
Seleção 
A definição de um tratamento 
farmacológico para uma 
indicação clínica específica. 
Colaboração profissional – 
paciente ou automedicação 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P1 
Seleção 
Modelo OMS 
Indicação Clínica 
Objetivo 
terapêutico 
Grupos 
Eficazes 
Fármaco 
 
Forma 
farmacêutica 
Regime 
Terapêutico 
Correr, Otuki, 2013 
Como escolher um medicamento 
Definir o diagnósticoEspecificar o objetivo terapêutico 
Fazer um levantamento de grupos eficazes 
Escolher um fármaco 
Determinar a forma farmacêutica e 
regime terapêutico 
Correr, Otuki, 2013 
P2 
Administração 
A utilização do medicamento pelo 
paciente ou a administração do 
medicamento pelo profissional 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P2 
Administração 
Modelos 
 
Adesão ao 
tratamento 
 
Experiência de 
Medicação 
Capacidade do 
paciente / 
habilidades 
Persistência no 
tratamento 
Correr, Otuki, 2013 
BAIXA 
ADESÃO AO 
TRATAMENTO 
NÃO INTENCIONAL INTENCIONAL 
 
• Esquecimento 
• Compreensão 
• Habilidades físicas, 
cognitivas e sensoriais 
• Equívocos 
• Falta de Recursos 
 
 
• Motivação e 
discernimento 
• Crenças 
• Experiência de 
medicação 
Correr, Otuki, 2013 
OMS, 2003 
As cinco dimensões da adesão terapêutica 
Adesão vs. Persistência 
Clin Interv Aging. 2008 June; 3(2): 279–297. 
Adesão vs. Regime Terapêutico 
Dados extraídos de Claxton et al. 2001 PMID: 11558866 
P1 
Seleção 
P2 
Administração 
ATIVIDADES 
PROFISSIONAIS 
 
Prescrição 
Transcrição 
Manipulação 
Fracionamento 
Preparo 
Rotulagem 
Separação 
Dispensação 
Administração (Enf.) 
 
ERROS DE MEDICAÇÃO 
Correr, Otuki, 2013 
P3 
Biofarmacêutico 
A liberação do fármaco e sua 
dissolução no local de absorção 
ou de administração. Também 
chamado biofarmacotécnico. 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P3 
Biofarmacêutico 
Modelos 
Sistemas de 
Liberação 
Equivalência 
Farmacêutica 
Bioequivalência 
Qualidade do 
medicamento 
Correr, Otuki, 2013 
Desvios de qualidade 
NA FARMÁCIA 
DIPIRONA 
 
Lotes de referência e genéricos 
dentro dos limites (teor de PA) 
 
Similares: pelo menos um lote de 
cada marca com problemas 
(teor pouco abaixo) 
 
NO DOMICÍLIO 
DIPIRONA 
 
Até 42,6% de perda de teor 
(condições de 
armazenamento) 
 
Contaminação com S. aureus, 
E. coli e Salmonella sp, 
fungos e leveduras 
 
Ciênc. saúde coletiva vol.15 supl.3 Rio de 
Janeiro Nov. 2010 
Rev. Bras. Cienc. Farm. vol.43 no.1 São 
Paulo Jan./Mar. 2007 
P4 
Farmacocinético 
A chegada do fármaco ao local de 
ação. A concentração de fármaco 
distribuída pelos tecidos e o tempo 
para que todo fármaco seja eliminado. 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P4 
Farmacocinético 
Modelo ADME 
Absorção 
Biodisponi-
bilidade 
Distribuição Clearance 
Meia-Vida 
Cinética linear 
ou não linear 
Correr, Otuki, 2013 
P5 
Farmacodinâmico 
A interação entre o fármaco e 
estruturas moleculares do organismo. 
A produção do efeito farmacológico. 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P5 
Farmacodinâmico 
Modelo Chave-Fechadura 
 
 
 
 
Ação primária 
- 
 tecido alvo 
Ação primária 
- 
outros tecidos 
Ação secundária 
- 
tecido alvo 
Ação secundária 
- 
outros tecidos 
Correr, Otuki, 2013 
Fatores de suscetibilidade 
FONTE DE 
SUSCETIBILIDADE 
Exemplos Implicações 
Genética Polimorfismos Resposta inadequada aos 
medicamentos 
Idade Neonatos 
Idosos 
Ajuste de dose 
Fisiologia alterada Gravidez Ajuste de dose ou não 
uso 
Fatores exógenos Interações Med Manejo ou não uso 
Doenças Insuficiência renal 
Cirrose hepática 
Ajuste de dose 
Adaptado de: Drug Saf 2010; 33(1) 
A relação com a dose 
Hiper-suscetíveis 
Respondedores 
normais 
Refratários 
Correr, Otuki, 2013 
Efeito / Tempo Ex. Benefícios Ex. Dano 
Primeira dose Analgesia Hipotensão por captopril 
Precoce Antibioticoterapia Diarreia por antibióticos 
Intermediário Antihipertensivos 
Hipersensibilidade 
Tipo II 
Tardio Cálcio para osteopenia 
Osteoporose por 
corticoides 
Retardados Vacinas Teratogênese 
Independentes do 
tempo 
- 
Queda por 
benzodiazepínicos 
Adaptado de: Drug Saf 2010; 33(1) 
A relação com o tempo 
Medicamento - 
Medicamento 
Os efeitos de um ou 
mais medicamentos 
alterados pelo uso 
simultâneo de 
outro(s) 
medicamento(s) 
Medicamento - 
Nutriente 
Os efeitos de um ou 
mais medicamentos 
alterados pelo uso 
simultâneo com 
alimentos ou por 
condições nutricionais 
do paciente 
Medicamento - 
Doença 
Exacerbações de 
doenças, condições ou 
síndromes pré-
existentes causadas 
pelo uso de 
medicamentos 
específicos 
P4 
Farmacocinético 
P5 
Farmacodinâmico & 
P3 
Biofarmacêutico & 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 
Correr, Otuki, 2013 
P6 
Resultados 
Terapêuticos 
A mudança no estado de saúde 
decorrente desse efeito. As 
manifestações biológicas, psíquicas e 
sociais decorrentes dessa mudança. 
OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA 
Correr, Otuki, 2013 
P6 
Resultados 
Terapêuticos 
Modelo 
 
 
 
 
Efetividade Segurança 
ECHO MODEL 
Correr, Otuki, 2013 
Resultados Negativos 
INEFETIVIDADE 
• Não alcança o objetivo 
terapêutico de modo 
satisfatório 
 
• Efetividade x Eficácia x 
Eficiência 
INSEGURANÇA 
• Produz um novo problema 
de saúde no paciente 
 
• Agrava um problema de 
saúde pré-existente 
 
• Reações Adversas x 
Toxicidade 
Correr, Otuki, 2013 
Desfechos 
humanísticos 
Desfechos 
econômicos 
Desfechos 
clínicos 
Efetividade e 
Segurança da 
Farmacoterapia 
Qualidade de vida e 
Percepção geral de 
saúde 
Acesso, Custo mensal, 
Impacto sobre a renda 
Farmacoterapia Ideal 
Segurança 
- A farmacoterapia não produz novos problemas de saúde 
- A farmacoterapia não agrava problemas de saúde pré-existentes 
Efetividade 
- O paciente apresenta a resposta esperada à medicação 
- O regime terapêutico está adequado ao alcance das metas terapêuticas 
Adesão Terapêutica 
- O paciente compreende e é capaz de cumprir o regime terapêutico 
- O paciente concorda e adere ao tratamento numa postura ativa 
Necessidade 
- O paciente utiliza todos os medicamentos que necessita 
- O paciente não utiliza nenhum medicamento desnecessário 
(Correr, Otuki, 2013) 
P1 
Seleção 
P2 
Administração 
P3 
Biofarmacêutico 
P4 
Farmacocinético 
P5 
Farmacodinâmico 
P6 
Resultados 
Terapêuticos 
HIPOGLICEMIA 
PRESSÃO 
ARTERIAL NÃO 
CONTROLADA 
DIARREIA 
INSULINA NPH 
MANHÃ - NOITE 
ENALAPRIL / HCTZ 
 
CELECOXIB 
CARBAMAZEPINA 
SUSP 2% 10ML 
3X DIA 
ok 
Interação 
Med-Med 
Hiper-
sensibilidade? 
ok ok ok 
ok ok 
Medicamento 
contaminado? 
Administração 
Incorreta 
ok ok 
Correr & Otuki, 2011 
Problemas da 
Farmacoterapia 
relacionados ao processo 
de uso de medicamentos 
Problemas da 
Farmacoterapia 
relacionados ao resultados 
de saúde 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO RESULTADO DE SAÚDE 
TRATAMENTO NÃO EFETIVO 
Tratamento não efetivo devido a problema no processo de uso 
Tratamento não efetivo sem causa definida 
INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA 
Overdose / Intoxicação medicamentosa acidental 
Overdose / Intoxicação medicamentosa intencional 
REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTO 
Reação adversa dose-dependente (tipo A) 
Reação alérgica ou idiossincrática (tipo B) 
Reação por exposição crônica (tipo C) 
Reação retardada / Teratogênese (tipo D) 
Efeitos de descontinuação (tipo E) 
Reação adversa não especificada 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
196 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO 
SELEÇÃO E PRESCRIÇÃO 
Condição clínica sem tratamento 
Necessidade de medicamento adicional 
Necessidade de tratamento preventivo 
Prescrição em subdose 
Prescrição em sobredose 
Forma farmacêutica ou via de administração incorreta 
Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária 
Duração do tratamento incorreta 
Medicamento inapropriado / contraindicado 
Medicamento ineficaz 
Medicamento sem indicação clínica 
Duplicidade terapêutica na mesma prescrição 
Interação medicamento-medicamento 
Interação medicamento-alimento 
Disponibilidade de alternativa terapêutica mais efetiva 
Disponibilidade de alternativa terapêutica mais segura 
Disponibilidade de alternativa terapêutica mais custo-efetivaOutros problemas de seleção e prescrição 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
197 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO 
ERRO DE DISPENSAÇÃO OU MANIPULAÇÃO 
Erro de rotulagem 
Dispensação de medicamento incorreto 
Dispensação de dose incorreta 
Dispensação de forma farmacêutica incorreta 
Dispensação de quantidade incorreta 
Paciente incorreto 
Omissão de dispensação de medicamento 
Outros erros de dispensação ou manipulação 
DISCREPÂNCIAS ENTRE PONTOS OU NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE 
Omissão de medicamento 
Medicamento discrepante 
Duplicidade terapêutica 
Dose discrepante 
Forma farmacêutica ou via de administração discrepante 
Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária 
Duração do tratamento discrepante 
Outras discrepâncias entre pontos ou níveis de atenção à saúde não especificadas 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO 
ADMINISTRAÇÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO 
Administração do medicamento incorreto 
Técnica de administração incorreta 
Forma farmacêutica ou via de administração incorreta 
Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária 
Duração do tratamento incorreta 
Descontinuação indevida do medicamento 
Continuação indevida do medicamento 
Redução abrupta de dose 
Não iniciou o tratamento 
Omissão de doses (subdosagem) 
Adição de doses (sobredosagem) 
Uso abusivo do medicamento 
Automedicação indevida 
Outros problemas relacionados à administração e adesão não especificados 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO 
QUALIDADE DO MEDICAMENTO 
Desvio de qualidade aparente 
Medicamento vencido 
Armazenamento incorreto 
Medicamento falsificado 
Medicamento sem registro 
Outros problemas relacionados à qualidade 
MONITORIZAÇÃO 
Necessidade de exame laboratorial 
Necessidade de monitorização não laboratorial 
Necessidade de automonitorização 
Outros problemas de monitorização não especificados 
PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA 
ELABORAÇÃO DO 
PLANO DE CUIDADO 
MÉTODO CLÍNICO 
 Determinar em conjunto com o paciente como manejar 
adequadamente seus problemas de saúde utilizando a 
farmacoterapia e tudo que deve ser feito para que o plano 
seja cumprido 
 
 Elaborar um plano de cuidado requer tomada de decisões 
clínicas 
 
 Composto de três partes: 
− Definição das metas terapêuticas 
− Intervenções voltadas aos problemas relacionados à 
farmacoterapia 
− Agendamento das consultas de retorno 
Elaboração do Plano de 
Cuidado 
Plano de Cuidado 
 Devem ser definidas metas claras para toda a 
farmacoterapia e não apenas para medicamentos 
prescritos pelo farmacêutico ou para problemas 
relacionados à farmacoterapia. 
 
 As metas terapêuticas são definidas para cada indicação 
apresentada pelo paciente. 
 
 Componentes essenciais que precisam ser definidos para 
cada meta: 
1) Os parâmetros clínicos e/ou laboratoriais mensuráveis, 
que serão utilizados para medir o resultado 
2) O prazo definido para alcance dos resultados 
Elaboração do Plano de 
Cuidado 
Metas terapêuticas 
 Ato planejado, documentado e realizado junto ao 
paciente e profissionais de saúde, que visa resolver ou 
prevenir problemas relacionados à farmacoterapia e 
garantir o alcance das metas terapêuticas. 
 Cada intervenção deve ser individualizada de acordo com 
a condição clínica do paciente, suas necessidades e 
problemas relacionados à farmacoterapia. 
 O delineamento de uma intervenção deve considerar as 
opções terapêuticas disponíveis e deve ser feito em 
colaboração com o paciente e, quando apropriado, com 
seu familiar, cuidador ou médico responsável. 
 Todas as intervenções devem ser documentadas. 
Elaboração do Plano de 
Cuidado 
Intervenções Farmacêuticas 
INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS 
INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS E CONDUTAS 
INFORMAÇÃO E ACONSELHAMENTO 
Aconselhamento sobre um tratamento específico 
Aconselhamento sobre os tratamentos de forma geral 
Aconselhamento sobre medidas não farmacológicas 
Aconselhamento sobre condição de saúde específica 
Aconselhamento sobre as condições de saúde de forma geral 
Aconselhamento sobre automonitoramento 
Outro aconselhamento não especificado 
ENCAMINHAMENTO 
Encaminhamento a outro serviço farmacêutico 
Encaminhamento ao médico 
Encaminhamento ao psicólogo 
Encaminhamento ao nutricionista 
Encaminhamento a serviço de suporte social 
Encaminhamento a programa de educação estruturada 
Encaminhamento ao pronto-atendimento 
Outros encaminhamentos não especificados 
MONITORAMENTO 
Recomendação de exame laboratorial 
Recomendação de monitoramento não laboratorial 
Recomendação de automonitoramento 
Outras recomendações de monitoramento 
INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS 
INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS E CONDUTAS 
ALTERAÇÃO NA TERAPIA 
Início de novo medicamento 
Suspensão de medicamento 
Substituição de medicamento 
Alteração de forma farmacêutica 
Alteração de via de administração 
Alteração na frequência sem alteração da dose diária 
Aumento da dose diária 
Redução de dose diária 
Outras alterações na terapia não especificadas 
PROVISÃO DE MATERIAIS 
Lista ou Calendário posológico de medicamentos 
Rótulos / Instruções pictóricas 
Informe terapêutico/ carta ao médico ou outros profissionais 
Material educativo impresso / Panfleto 
Informação científica impressa 
Diário para automonitoramento 
Organizador de comp. ou dispositivo para auxiliar na adesão ao tratamento 
 Dispositivo para automonitoramento 
Provisão de materiais não especificados 
 Definir o prazo necessário para que o paciente volte à 
consulta farmacêutica e qual será a frequência dessas 
consultas, a fim de se avaliar os resultados da 
farmacoterapia e das intervenções ao longo de tempo. 
 
 Para pacientes com quadros mais graves ou com 
problemas relacionados à farmacoterapia de maior 
complexidade o acompanhamento deverá ser feito de 
forma mais frequente. 
Elaboração do Plano de 
Cuidado 
Agendamento dos Retornos 
211 
ACOMPANHAMENTO 
DO PACIENTE 
MÉTODO CLÍNICO 
 O acompanhamento dos resultados obtidos após 
implantação do plano de cuidado é o que faz da atenção 
farmacêutica uma prática orientada ao paciente e aos 
resultados da farmacoterapia, mais do que ao processo de 
uso de medicamentos. 
 
 Sem a realização de acompanhamento, a atenção 
farmacêutica passa a ser apenas mais uma parte do 
problema, não da solução. 
 
 Três atividades essenciais compõem o acompanhamento 
do paciente: 
• Avaliação dos resultados terapêuticos e evolução clínica do 
paciente 
• Avaliação do alcance das metas terapêuticas 
• Identificação de novos problemas 
Acompanhamento do 
paciente 
 Atualização do estado clínico dos problemas de saúde 
 
 Atualização da farmacoterapia atual 
 
 Avaliação dos resultados das intervenções anteriores 
 
 Identificação de novos problemas relacionados à 
farmacoterapia 
 
 Realização de novas intervenções farmacêuticas 
Acompanhamento do 
paciente 
Consultas de Retorno 
 Dados subjetivos (S) compreendem as queixas dos 
pacientes e outras informações fornecidas pelos pacientes, 
parentes ou acompanhantes. 
 Dados objetivos (O) incluem os achados de exame físico, os 
exames complementares e medicamentos prescritos. 
 Avaliação (A) se refere às conclusões sobre a situação do 
paciente, particularmente os problemas da farmacoterapia 
identificados. 
 Plano (P) inclui os exames a serem solicitados, as 
informações prestadas aos pacientes e familiares visando 
orientação e educação, as sugestões feitas para 
mudanças na farmacoterapia e os encaminhamentos a 
outros profissionais. 
Documentação 
SOAP 
Exemplo de Registro SOAP 
Consulta em 10/02/2018 
M.R., homem, 87 anos, com histórico de fibrilação atrial, acidente isquêmico transitório (AIT) prévio, hipertensão,dislipidemia, diabetes, artrite, gastrite leve, depressão. Em uso de metoprolol (50mg/dia), varfarina (5mg/dia), 
pantoprazol (40mg/dia), metformina (850mg/dia), domperidona (10mg/dia), mirtazapina (30 mg/dia), diclofenaco 
potássico (50mg se dor) 
#S Paciente refere fezes de coloração negra, dor na região do estômago, aumento na frequência das dores nas 
articulações, com consequente aumento do uso de diclofenaco. Nega problemas no uso dos medicamentos. 
Relata não fazer uso da atorvastatina prescrita devido a problema de acesso. 
#O PA (na consulta)=127/84 mmHg; Hemoglobina glicada(10/01/2014)= 8,9%; RNI (10/01/2014)= 2,69; Perfil 
lipídico (10/01/2014) CT: 275mg/dL;TG: 363mg/dL; HDL: 27mg/dL 
#A Foram identificados os seguintes problemas da farmacoterapia: Condição clínica não tratada (dislipidemia); 
Suspeita de reação adversa a medicamento (varfarina - sangramento) e reação adversa a medicamento (diclofenaco 
potássico - dor gástrica), Paciente não iniciou o tratamento devido a problema de acesso (atorvastatina), Inefetividade do 
tratamento do diabetes (valores de hemoglobina glicada fora das metas terapêuticas) 
#P Foram realizadas as seguintes intervenções farmacêuticas: Aconselhamento ao paciente sobre seus 
problemas de saúde, tratamentos farmacológicos e não farmacológicos e automonitoramento; Encaminhamento com 
urgência ao médico para investigação de sangramento do trato gastrointestinal, elaboração de carta de encaminhamento 
ao médico com sugestão de substituição do diclofenaco por outro antiinflamatório/analgésico alternativo -não AINE, 
aumento da dose diária da metformina e manejo da dose de varfarina, se confirmado sangramento, elaboração de carta 
ao médico solicitando laudo para acesso da paciente ao medicamento atorvastatina pelo componente especializado. 
Avaliação de sinais/sintomas 
em transtornos maiores 
específicos 
Semiologia 
Hipertensão 
Semiologia 
Hipertensão 
Um assassino silencioso! 
 Atinge 30% da população 
 
 O controle da pressão é necessário para 
redução de morbimortalidade 
 
 O monitoramento de sinais/sintomas é 
FUNDAMENTAL! 
 
 Como fazer??? 
• Avaliação da terapia anti-hipertensiva ou de pacientes 
sob risco de desenvolver hipertensão. 
 
• Pressão arterial elevada pode representar uma doença 
não diagnosticada, reação adversa a medicamentos ou 
falha de efetividade do tratamento anti-hipertensivo. 
Avaliação da pressão arterial 
Avaliação da pressão arterial 
Metas terapêuticas 
Metas terapêuticas 
• < 140/90 mmHg 
Hipertensos estágios 1 e 2 com risco 
cardiovascular baixo ou intermediário 
• < 130/80 mmHg* 
Hipertensos e pressão limítrofe com risco 
cardiovascular alto ou muito alto, com 3 
ou mais fatores de risco, DM, SM ou LOA 
• < 130/80 mmHg* 
Hipertensos com insuficiência renal (IR) 
com proteinúria > 1,0 g/l 
• < 150/90 mmHg Idosos (>60 anos) sem DM, SM, LOA ou IR 
*JNC 8 (USA) considera meta <140/90 mmHg para esses pacientes 
Principais aparelhos para medida da 
pressão arterial 
Coluna de Mercúrio Aneroide Digital 
Aferição da pressão arterial 
Selo de aprovação do INMETRO e 
Sociedade Brasileira de Cardiologia 
Aferição da pressão arterial 
Escolha do manguito 
Aferição da pressão arterial 
Medida 1 
Medida 2 
Definir o braço 
Medida 3 
Média dos 2 últimos 
valores! 
Protocolo para aferição da pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
1. Explicar o procedimento ao paciente 
 
2. Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo 
 
3. Evitar bexiga cheia 
 
4. Não praticar exercícios físicos 60 a 90 minutos antes 
 
5. Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimentos e não fumar 30 
minutos antes 
 
6. Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado 
na cadeira e relaxado 
... 
Preparo do paciente para a medida da 
Pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
7. Remover roupas do braço no qual será colocado o manguito 
 
8. Posicionar o braço na altura do coração (nível do ponto médio do 
esterno ou 4° espaço intercostal), apoiado, com a palma da mão 
voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido 
 
9. Solicitar para que não fale durante a medida 
Preparo do paciente para a medida da 
Pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
1. Medir a circunferência do braço do paciente 
 
2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço 
 
3. Colocar o manguito sem deixar folgas acima da fossa cubital, 
cerca de 2 a 3 cm 
 
4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a 
artéria braquial 
 
5. Estimar o nível da pressão sistólica (palpar o pulso radial e inflar o 
manguito até seu desaparecimento, desinflar rapidamente e 
aguardar 1 minuto antes da medida) 
... 
Procedimento de medida da 
pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula 
do estetoscópio sem compressão excessiva 
 
7. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado 
da pressão sistólica 
 
8. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 a 4 mmHg por 
segundo) 
 
9. Determinar a pressão sistólica na ausculta do primeiro som (fase I 
de Korotkoff), que é um som fraco seguido de batidas regulares, e, 
após, aumentar ligeiramente a velocidade de deflação 
 
10. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase 
V de Korotkoff) 
Procedimento de medida da 
pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
11. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para 
confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida 
e completa 
 
12. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão 
diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar 
valores da sistólica/diastólica/zero 
 
13. Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medidas 
 
14. Informar os valores de pressão arterial obtidos para o paciente 
 
15. Anotar os valores e o membro em que a PA foi aferida. 
Procedimento de medida da 
pressão arterial 
Aferição da pressão arterial 
Caso a PA esteja elevada, antes de decidir a melhor conduta 
é prudente confirmar este resultado em 3 outros dias 
Avaliação da pressão arterial 
Monitoramento residencial da pressão arterial 
DIA HORÁRIO VALORES - MANHÃ HORÁRIO VALORES - NOITE 
DIA 1 
____ / ____ / ____ 
___ : ___ 
Medida 1: 
___ : ___ 
Medida 1: 
Medida 2: Medida 2: 
DIA 2 
____ / ____ / ____ 
___ : ___ 
Medida 1: 
___ : ___ 
Medida 1: 
Medida 2: Medida 2: 
DIA 3 
____ / ____ / ____ 
___ : ___ 
Medida 1: 
___ : ___ 
Medida 1: 
Medida 2: Medida 2: 
DIA 4 
____ / ____ / ____ 
___ : ___ 
Medida 1: 
___ : ___ 
Medida 1: 
Medida 2: Medida 2: 
Avaliação da pressão arterial 
Principais erros durante a medida da 
pressão arterial 
Avaliação da pressão arterial 
ALERTAS QUE REQUEREM ENCAMINHAMENTO IMEDIATO 
Pacientes com resultados 
confirmados de PA diastólica ≥120 
mmHg, com ou sem sintomas 
Resultados elevados de PA, principalmente 
diastólica, caracterizam crise hipertensiva, 
que pode ser urgência ou emergência. 
Recomendado encaminhamento para 
pronto-atendimento 
Pacientes com PA > 180/110 
mmHg e risco cardiovascular 
global alto ou muito alto 
Requer intervenção imediata com 
medicamentos, que deve ser feita pelo 
médico no pronto-atendimento, após 
avaliação do estado clínico 
Dor no peito com evolução 
progressiva, podendo irradiar 
para membros superiores ou 
mandíbula 
Estes sintomas sempre devem ser 
considerados preocupantes. Em hipertensos 
com alto risco cardiovascular, deve ocorrer 
encaminhamento imediato, considerando o 
risco de IAM 
Dores de cabeça associadas a 
alterações na fala ou parestesias 
(sensações cutâneas de frio, 
calor, formigamento, pressão, 
sensibilidade) 
É preciso avaliação médica imediata, para 
descartar acidente cerebrovascular, 
isquêmico ou hemorrágico 
Diabetes 
Semiologia 
DiabetesPandemia Mundial! 
175 milhões não 
sabem! 
 Não com objetivo diagnóstico ou 
prognóstico; 
 
 Serviço Farmacêutico: 
 
Auxiliar na detecção de casos 
suspeitos; 
 
Avaliar a efetividade e 
segurança da farmacoterapia 
em pacientes diagnosticados; 
Aferição da glicemia 
Aferição da glicemia capilar 
Metas terapêuticas 
Avaliação da glicemia capilar 
Geral 
Glicemia Capilar 
Aferição da glicemia 
Após calibração do aparelho, os seguintes passos devem ser 
tomados pelo farmacêutico: 
1. Colocar todo o material a ser utilizado (glucosímetro, 
lancetador, lancetas e tiras) sobre a mesa ou bancada; 
2. Colocar luvas; 
3. Lavar e secar bem as mãos, pedir também para que o 
paciente lave suas mãos (Se for feita antissepsia com álcool 70 
esperar secar completamente); 
4. Preparar o lancetador com a lanceta; 
5. Inserir delicadamente a tira-teste com as barras de contato 
voltadas para cima na abertura de inserção do sensor até 
parar; 
Aferição da glicemia capilar 
Aferição da glicemia 
6. O sensor automaticamente mostrará que já se pode colocar 
a gota de sangue (as mensagens variam de acordo com o 
aparelho); 
7. Obter uma amostra de sangue adequada usando um 
dispositivo de lancetagem recomendado; 
8. Tocar a gota de sangue na área alvo da tira-teste (a análise 
começará imediatamente); 
9. Observar o resultado após alguns segundos; 
10. Preencher a declaração de serviço farmacêutico e 
entregá-la ao paciente. No caso do paciente estar sob 
acompanhamento, registrar o valor obtido no prontuário, 
juntamente com os outros dados. 
 
Aferição da glicemia capilar 
•Principalmente em pacientes em uso de insulina 
Auto monitorização de glicemia 
 SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO 
Jejum 
Após o café 
Antes do almoço 
Após o almoço 
Antes do jantar 
Após o jantar 
Hora de dormir 
 
Observações * 
* Atividades fora da rotina, como: Festas, atividades físicas incomuns, jantares ou almoços 
diferentes, etc. 
Avaliação da glicemia capilar 
Avaliação da glicemia capilar 
Atividades – Casos clínicos de 
transtornos maiores 
CASOS CLÍNICOS 
ATIVIDADE PRÁTICA 
Semiologia Farmacêutica e 
Comunicação Interpessoal 
inarotta@gmail.com

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