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Microbiota vaginal normal e 
alterações da microbiota vaginal
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
COMPONENTES VAGINAL 
MICROBIOTA NORMAL
MANUTENÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE DA MULHER
REDUÇÃO DO RISCO DE ISTs
▪ Microbiota extremamente rica e variada
▪ Ecossistema em equilíbrio
▪ Conteúdo vaginal normal: 107 UFC/grama
- Produção de 2 a 5 gramas/dia
- Transparente ou branco, inodoro, mucoide e homogêneo
- Varia com idade, estresse, fase do ciclo menstrual e gestação
- Influência hormonal: estrógeno
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
CONTEÚDO VAGINAL NORMAL
- Predomínio de espécies de Lactobacillus
- Manutenção do pH vaginal ácido: 3,4 - 4,8
- Inibição do crescimento de patógenos
- Produção de peróxido de hidrogênio: ação bactericida
- Competição com outras bactérias por substrato
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
 BACILOS FACULTATIVOS GRAM + BACILOS ANAERÓBIOS GRAM -
Lactobacillus crispatus Bacteroides fragilis
Lactobacillus iners Bacteroides sp
Lactobacillus gasseri Fusobacterium sp
Lactobacillus jensenni Prevotella sp
COCOS FACULTATIVOS GRAM + BACILOS FACULTATIVOS GRAM -
Staphylococcus epidermidis Escherichia coli
Staphylococcus aureus Klebsiella sp
Streptococcus aureus Proteus sp
 BACILOS ANAERÓBIOS GRAM + OUTROS MICRORGANISMOS
Eubacterium sp Candida sp
Clostridium sp Mycoplasma sp
Propionibacterium sp Ureaplasma sp
agalactiae
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
FLUTUAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
Níveis de estrógeno controlam a maturação do epitélio vaginal, aumentando a 
deposição de glicogênio e favorecendo o desenvolvimento de lactobacilos.
AÇÃO HORMONAL - ESTRÓGENO
A quantidade de estrogênio e de glicogênio varia durante o ciclo. O sangue menstrual 
altera o pH vaginal e pode atuar como substrato para algumas bactérias.
CICLO MENSTRUAL
Alterações hormonais resultam em maior disponibilidade de glicogênio, que 
favorece a produção de ácido lático pelos lactobacilos e a redução do pH vaginal.
GESTAÇÃO
Em ambas as situações há baixos níveis de estrógeno e, consequentemente, baixos 
níveis de glicogênio vaginal, o que reduz o desenvolvimento de lactobacilos.
PRÉ-MENARCA E PÓS-MENOPAUSA
GRANDE VARIEDADE MICROBIANA
CULTURA DE CONTEÚDO VAGINAL
NÃO É INDICADA NA PRÁTICA GINECOLÓGICA
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
A flora vaginal pode ser classificada como NORMAL ou ANORMAL, 
utilizando-se técnica de microscopia e diferentes métodos de 
coloração das lâminas de conteúdo vaginal
MICROSCOPIA VAGINAL A FRESCO
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
MICROSCOPIA VAGINAL A FRESCO
MICROBIOTA TIPO I
Predomínio de 80% ou mais 
de espécies de lactobacilos
MICROBIOTA TIPO II
Presença intermediária de 
lactobacilos (20-80%)
MICROBIOTA TIPO III
Redução de lactobacilos (menos de 20%) 
e predomínio de outras bactérias
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
CÉLULAS 
EPITELIAIS 
LACTOBACILOS
MICROBIOTA NORMAL
MICROSCOPIA VAGINAL A FRESCO
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROSCOPIA VAGINAL A FRESCO
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
CÉLULAS 
EPITELIAIS 
MICROBIOTA ANORMAL
OUTROS MORFOTIPOS 
BACTERIANOS
MICROSCOPIA VAGINAL A FRESCO
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
COLORAÇÃO DE GRAM
GRAM NEGATIVA GRAM POSITIVA
MEMBRANA 
EXTERNA
PEPTIDOGLICANO
MEMBRANA 
CITOPLASMÁTICA
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
VIOLETA GENCIANA
(CORANTE)
LUGOL 
(IODO)
ÁLCOOL 
(DESCOLORANTE)
FUCSINA 
(CONTRA-CORANTE)
1 MINUTO 1 MINUTO 15-30 SEG 30-45 SEG
COLORAÇÃO DE GRAM
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
COLORAÇÃO DE GRAM
GRAM NEGATIVA GRAM POSITIVA
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
CRITÉRIOS DE NUGENT
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
- Classificação mais usada para determinar a flora vaginal
- Morfotipos bacterianos:
1. Bacilos longos Gram positivos (lactobacilos)
2. Cocobacilos Gram-negativos (Gardnerella vaginalis e Bacteroides spp)
3. Bacilos curtos Gram-negativos (Mobiluncus spp)
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
CRITÉRIOS DE NUGENT
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
NADA 1+ 2+ 3+ 4+
Bacilos longos Gram (+) 4 3 2 1 0
Cocobacilos Gram (-) ou variáveis 0 1 2 3 4
Bacilos curtos Gram (-) 0 1 2 2 2
Morfotipos bacterianos
Pontuação referente à quantidade 
de morfotipos visualizados
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
CRITÉRIOS DE NUGENT
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
ESCORE 4 - 6
MICROBIOTA 
INTERMEDIÁRIA
ESCORE 0 - 3
MICROBIOTA 
NORMAL
ESCORE 7 - 10
VAGINOSE 
BACTERIANA 
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROBIOTA VAGINAL NORMAL
LACTOBACILOS
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
MICROBIOTA ALTERADA
MICROSCOPIA VAGINAL CORADA POR GRAM
MICROBIOTA NORMAL
CLASSIFICAÇÃO DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DEFINIÇÃO
VAGINOSE BACTERIANA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
▪ Síndrome polimicrobiana
▪ Depleção da flora lactobacilar
▪ Crescimento excessivo de outras bactérias 
Gardenerella vaginallis
Megasphaera phylotype 1
Mobiluncus sp
Bacteroides sp
Prevotela sp
Atopobium sp
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
EPIDEMIOLOGIA
VAGINOSE BACTERIANA
▪ Principal infecção do trato genital em mulheres adultas
▪ Afeta milhares de mulheres ao redor do mundo
▪ Causa mais comum de corrimento e mau odor vaginal
▪ Grande número de casos assintomáticos
Redução de tratamento - aumento de complicações
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
VAGINOSE BACTERIANA
▪ Corrimento vaginal esbranquiçado/acinzentado
▪ Odor desagradável - “peixe podre”
▪ Piora da sintomatologia após relações sexuais ou período perimenstrual
Alcalinização da vagina por sangue e esperma
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
VAGINOSE BACTERIANA
Colo do útero ao exame ginecológico:
Conteúdo esbranquiçado e fluido
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
VAGINOSE BACTERIANA
▪ pH vaginal acima de 4,5
▪ Teste de aminas positivo
▪ Escore de Nugent acima de 7
▪ Presença de “clue cells”
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
VAGINOSE BACTERIANA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
VAGINOSE BACTERIANA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
COMPLICAÇÕES
VAGINOSE BACTERIANA
▪ Maior risco de ISTs
▪ Abortamento tardio
▪ Trabalho de parto prematuro
▪ Baixo peso do bebê ao nascimento
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
3
1
1 Ascensão de bactérias da vagina
2
2
2 Invasão das membranas fetais pelas bactérias
3 Proliferação bacteriana no líquido amniótico
RESPOSTA 
INFLAMATÓRIA 
PARTO PRÉ-TERMO
VAGINOSE 
BACTERIANA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
TRATAMENTO
VAGINOSE BACTERIANA
▪ METRONIDAZOL (500 mg), via oral, a cada 12h, 7 dias
▪ CLINDAMICINA (creme 2%), via vaginal, 7 dias
▪ TINIDAZOL (500 mg), via oral, a cada 12h, 2 dias
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DEFINIÇÃO
VAGINITE AERÓBIA
▪ Perturbação da flora lactobacilar com sinais clássicos de inflamação
▪ Flora cocobacilar aeróbia - comensais entéricas e patógenos facultativos
▪ Escherichia coli, Streptococcus spp, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
EPIDEMIOLOGIA
VAGINITE AERÓBIA
▪ Alteração descrita por Donders e colaboradores (2002)
▪ Falta de conhecimento e falhas diagnósticas
▪ 5-23% das mulheres com queixa vaginal
▪ 8-10% de gestantes
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
▪ Inflamação (vermelhidão e inchaço) da mucosa vaginal
▪ Corrimento viscoso e amarelado
▪ Odor desagradável , diferente do odor típico da VB
QUADRO CLÍNICO
VAGINITE AERÓBIA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
VAGINITE AERÓBIA
▪ pH vaginal acima de 6
▪ Presença de leucócitos - resposta inflamatória
▪ Critérios de Donders: 
- Grau lactobacilar
- Número de leucócitos
- Proporção de leucócitos tóxicos
- Proporção da flora acessória
- Células epiteliais parabasaisALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
PONTOS GRAU LACTOBACILAR PROPORÇÃO DE LEUCÓCITOS LEUCÓCITOS TÓXICOS FLORA ACESSÓRIA CÉLULAS EPITELIAIS
Predomínio de morfotipos de 
lactobacilos de tamanhos variáveis, 
com pouca ou nenhuma outra 
bactéria presente (GLB I). 
Presença de outros morfotipos 
bacterianos, sem ultrapassar a 
quantidade de lactobacilos (GLB IIa) 
.
1
Presença de outros morfotipos 
bacterianos, ultrapassando a 
quantidade de lactobacilos (GLB IIb)
Presença de mais de dez 
leucócitos por campo 
observado
Proporção de leucócitos 
tóxicos inferior a 50% 
do número de 
leucócitos totais.
Presença de 
lactobacilos grosseiros 
ou pequenos bacilos
Presença de até 10% 
de células epiteliais 
parabasais
2
Substituição completa da flora 
lactobacilar por outros morfotipos 
bacterianos (GLB III)
Presença de mais de dez 
leucócitos por célula 
epitelial em cada campo 
observado.
Proporção de leucócitos 
tóxicos superior a 50% 
do número de 
leucócitos totais.
Presença de flora 
coccácia, individual ou 
em cadeia
Presença de mais de 
10% de células 
epiteliais parabasais
0
Presença de menos de dez 
leucócitos por campo 
observado.
Ausência de leucócitos 
tóxicos
Presença de bactérias 
da flora normal e/ou 
citólise
Presença de células 
epiteliais superficiais 
e intermediárias
ESCORE 3-4
VAGINITE LEVE
ESCORE 1-2
MICROBIOTA NORMAL
ESCORE 5-6
VAGINITE SEVERA
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
CÉLULA SUPERFICIAL
CÉLULA PARABASAL
CÉLULAS PARABASAIS
LEUCÓCITOS
LEUCÓCITOS
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
VAGINITE AERÓBIA
MICROBIOTA COCÁCIA
BACILOS CURTOS
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
VAGINITE AERÓBIA
COCOS INDIVIDUAIS
COCOS EM CADEIA
LEUCÓCITOS
CÉLULAS PARABASAIS
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
COMPLICAÇÕES
VAGINITE AERÓBIA
▪ Nascimento prematuro
▪ Abortamento tardio
▪ Sepse neonatal
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
TRATAMENTO
VAGINITE AERÓBIA
▪ FLOXACIN (400 mg), via oral, a cada 12h, 6 dias
▪ AMOXICILINA (500 mg), via oral, a cada 8h, 6 dias
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DEFINIÇÃO
CANDIDÍASE VAGINAL
▪ Infecção endógena por espécies de Candida
▪ Principal agente etiológico: Candida albicans 
▪ Crescimento anormal de leveduras comensais na mucosa vaginal
▪ Situações normais - sistema imune impede crescimento excessivo 
▪ Modificações no meio - favorecimento ao crescimento das leveduras
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
EPIDEMIOLOGIA
CANDIDÍASE VAGINAL
▪ Colonização de grande parte das mulheres assintomáticas
▪ Segunda causa mais comum de corrimento
75% das mulheres terão sintomas pelo menos uma vez 
40-50% - vários episódios no decorrer dos anos
5% dos casos: candidíase recorrente - 4x/ano
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
CANDIDÍASE VAGINAL
▪ Corrimento esbranquiçado, inodoro, espesso e com aspecto caseoso
▪ Prurido, edema e eritema vulvovaginal
▪ Possível dispareunia e disúria
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
CANDIDÍASE VAGINAL
Corrimento branco, 
espesso e caseoso
Edema e eritema 
vulvovaginal
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
CANDIDÍASE VAGINAL
Visão do conteúdo vaginal 
ao exame ginecológico
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
FATORES DE RISCO PARA CANDÍDIASE
Mulheres diabéticas apresentam níveis elevados de açúcar no muco vaginal, 
favorecendo o metabolismo e a proliferação do fungo
DIABETES MELLITUS
O uso indiscriminado de antibióticos pode reduzir as bactérias normais da vagina, 
alterando o pH e favorecendo a candidíase
USO RECENTE DE ANTIBIÓTICOS
Níveis alterados de estrógeno interferem no meio vaginal, logo, a gravidez e a 
menopausa são situações de risco aumentado de candidíase
ALTERAÇÕES HORMONAIS
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
CANDIDÍASE VAGINAL
▪ Identificação de leveduras e pseudo-hifas: exame a fresco e Gram
▪ Cultura em meios seletivos: Sabourand
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
CANDIDÍASE VAGINAL
Colônias de Candida albicans 
em Ágar Sabourand
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
CANDIDÍASE VAGINAL
EXAME A FRESCO COLORAÇÃO DE GRAM
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
TRATAMENTO
CANDIDÍASE VAGINAL
▪ FLUCONAZOL 150 mg, via oral, dose única
▪ CLOTRIMAZOL (creme 1%), via vaginal, à noite, 6 dias
▪ TIOCONAZOL (creme 6,5%), via vaginal, dose única
CASOS RECORRENTES:
FLUCONAZOL 100-200 mg, 1 x dia, a cada 3 dias, 3 doses
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DEFINIÇÃO
VAGINOSE CITOLÍTICA
▪ Condição não infecciosa pouco conhecida
▪ Causa comum de queixas em mulheres adultas
Inflamação vulvovaginal sem infiltração leucocitária 
resultante de crescimento excessivo de lactobacilos 
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
QUADRO CLÍNICO
VAGINOSE CITOLÍTICA
▪ Corrimento branco, prurido vulvovaginal, dispareunia, disúria e ardência
▪ Citólise das células epiteliais por excesso de ácido lático: resposta irritativa
perineal.
Queixas semelhantes à candidíase 
falha no diagnóstico clínico
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
DIAGNÓSTICO
VAGINOSE CITOLÍTICA
▪ Eliminação de outros agentes: candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase
▪ Ausência de leucócitos
▪ Aumento da flora lactobacilar
▪ Citólise - presença de núcleos nus e debris celulares
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
Aumento da flora 
lactobacilar
VAGINOSE CITOLÍTICA
Debris celulares
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
TRATAMENTO
VAGINOSE CITOLÍTICA
▪ Óvulos de BICARBONATO DE SÓDIO 150 mg, 2x por semana, 2 semanas
▪ Banhos de assento com bicarbonato de sódio
▪ Creme vaginal com TAMPÃO BORATO pH=8, à noite, 10 dias
REDUÇÃO DA ACIDEZ VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
CANDÍDIASE VAGINALVAGINOSE BACTERIANA
VAGINOSE CITOLÍTICAVAGINITE AERÓBIA
- Não são doenças sexualmente transmissíveis
- Tratáveis quando diagnosticadas corretamente
- Diagnóstico laboratorial: resultados precisos
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA VAGINAL
CUIDANDO DA SAÚDE VAGINAL
- USAR CALCINHA DE ALGODÃO: TRANSPIRAÇÃO DA VAGINA
- CALCINHAS BRANCAS: CORANTES CAUSAM IRRITAÇÃO EALERGIAS
- LAVAGEM SEPARADA, COM ÁGUA DE CÔCO E SEM ALVEJANTE E AMACIANTE
- GUARDAR EM LOCAL SEPARADO
CUIDADOS COM A ROUPA ÍNTIMA
CUIDANDO DA SAÚDE VAGINAL
- PAPEL HIGIÊNICO NEUTRO, SEM COR E SEM CHEIRO
- SABONOTE NEUTRO: LÍQUIDO DE GLICERINA
- ABSORVENTE SEM PERFUME, COM TROCAS REGULARES
- EVITAR USAR ABSORVENTE INTERNO E ABSORVENTE DIÁRIO
- EVITAR USO DE DESODORANTE ÍNTIMO
- NUNCA FAZER DUCHAS VAGINAIS
CUIDADOS COM HIGIENE ÍNTIMA
COLORAÇÃO DE GRAM
Técnica de coloração DIFERENCIAL desenvolvida em 1884 
pelo bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram 
BASEADA EM CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DA 
PAREDE CELULAR BACTERIANA
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
PAREDE CELULAR
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
PAREDE CELULAR
A parede das Gram + é mais 
simples, contendo uma camada 
espessa de PEPTODEGLICANO
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
PAREDE CELULAR
A parede é bem mais complexa, com 
uma membrana externa composta por 
polissacarídeos, proteínas e lipídeos
A camada de peptideoglicano é bem 
fina e fica no espaço periplasmático
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
PAREDE CELULAR
MEMBRANA EXTERNA
PEPTIDEOGLICANO
MEMBRANA 
PLASMÁTICA
GRAM-NEGATIVA GRAM-POSITIVA
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
VIOLETA GENCIANA
(CORANTE)
LUGOL 
(FIXADOR)
ÁLCOOL 
(DESCOLORANTE)
FUCSINA 
(CONTRA-CORANTE)
1 MINUTO 1 MINUTO 5-15 SEG 30-45 SEG
ÁGUA ÁGUA
TODAS SE CORAM DE 
MANEIRA IGUAL COM O 
CORANTE VIOLETA
O ÁLCOOL DISSOLVE OS LIPÍDIOS 
DA MEMBRANA EXTERNA DAS 
GRAM – E O CORANTE É REMOVIDO
O ÁLCOOL DESIDRATA A 
ESPESSA CAMADA DAS GRAM + 
E O CORANTE FICA RETIDO
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
GRAM-NEGATIVAS
As bactérias não conseguem reter o corante violeta, pois a solução 
descorante contém álcool, o qual vai dissolver os lipídeos da camada 
externa, e o corante vai conseguir sair durantea descoloração
Consequentemente, ao final da coloração as bactérias 
vão ficar coradas com o contra-corante FUCSINA
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
GRAM-POSITIVAS
A solução descorante desidrata a camada espessa da parede 
celular das bactérias e contrai os poros de peptideoglicano, 
tornando a parede impermeável. 
Consequentemente, o corante VIOLETA não consegue sair 
da célula e fica retido na bactéria durante a descoloração
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
COLORAÇÃO DIFERENCIAL
GRAM-NEGATIVAS
Escherichia coli Proteus mirabilis
GRAM-NEGATIVAS
Klebsiella pneumoniae Pseudomonas aeruginosa
GRAM-POSITIVAS
Staphylococcus aureus Streptococcus pyogenes
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM
GRAM-POSITIVAS
Bacillus anthracis Lactobacillus spp.
MÉTODO DE COLORAÇÃO DE GRAM

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