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Elementos de Automação Moacyr Carlos Possan Junior UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE EDUCAÇÃO DO PLANALTO NORTE – CEPLAN ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – HABILITAÇÃO EM MECÂNICA ELEMENTOS DE AUTOMAÇÃO (9ELA003) – 9ª FASE 2 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Fonte: http://www.automation.siemens.com/mcms/programmable-logic- controller/en/pages/default.aspx 3 História do CLP: • Controladores manuais (uso da força humana) → Controladores elétricos (uso da eletricidade). • Controladores elétricos são baseados em relés (permitem que a energia seja ligada e desligada sem o uso de uma chave mecânica). • Relés ainda hoje são usados para fazer decisões de controle com lógica simples. • 1968: desenvolvimento da eletrônica + tendência de redução no custo dos computadores → surgimento do Controlador Lógico Programável (CLP ou PLC – Programmable Logic Controller). • O CLP foi proposto originalmente pela General Motors Corporation (GMC). Foi solicitado aos fabricantes de instrumentos de controle que desenvolvessem um novo tipo de controlador lógico que incorporasse as seguintes características: 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) 4 - Ser facilmente programado e reprogramado para permitir que a sequência de operação por ele executada pudesse ser alterada, mesmo depois da sua instalação; - Ser de fácil manutenção, preferencialmente constituído de módulos interconectáveis; - Ter condições de operar em ambientes industriais com maior confiabilidade que os painéis de relés; - Ser fisicamente menor que os sistemas de relés; - Ter condições de ser interligado a um sistema central de coleta de dados (rede de computadores); - Ter um preço competitivo com os sistemas de relés de estado sólido usados até então. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) 5 • Esse equipamento recebeu o nome de CLP. • O primeiro protótipo desenvolvido dentro da GMC funcionava satisfatoriamente, porém foi utilizado somente dentro dessa empresa. • A primeira empresa que o desenvolveu, iniciando sua comercialização, foi a MODICON (indústria norte-americana). • Os primeiros CLPs eram grandes e caros, só se tornando competitivos para aplicações que usassem pelo menos 150 relés. • Atualmente, o CLP tornou-se a escolha mais comum para o controle em plantas de manufatura. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.1 6 Principais Fabricantes: 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.2 7 Vantagens do CLP: Os CLPs vêm ganhando popularidade no chão de fábrica e provavelmente vão permanecer ainda por muito tempo. Isso é devido à gama de vantagens que eles oferecem: • Custo aceitável para o controle de sistemas complexos. • Flexibilidade e possibilidade de reuso para o controle de outros sistemas, rapidamente e facilmente. • Habilidades computacionais permitem um controle mais sofisticado. • Os cuidados na solução de problemas (troubleshooting) permitem uma programação facilitada e reduzem o tempo de parada devido a problemas. • Componentes confiáveis permitem que eles sejam usados por anos antes da ocorrência de alguma falha. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) 8 Programa (Software) do CLP: É a lógica existente entre as entradas e saídas e que executa as funções desejadas de acordo com o estado das mesmas. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Terminal de programação Figura 2.3 9 Conexões do CLP: Quando um processo é controlado por um CLP, as entradas dos sensores são usadas para tomar decisões e atualizar as saídas para acionar os atuadores, como mostrado na figura abaixo. O processo muda ao longo do tempo. Atuadores levam o sistema para novos estados (ou modos de operação). Isso significa que o controlador é limitado pela disponibilidade dos sensores. Se uma entrada não estiver disponível, o controlador não terá como detectar a condição do processo a ser lida por aquela entrada. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.4 10 Modos de Operação: - On-line: ambiente de teste e monitoração. - Off-line: ambiente de programação. Estados de Operação: Um CLP pode assumir o: - estado de espera (program ou stop) quando está sendo programado ou parametrizado; - estado de execução (run) quando está rodando um programa; ou - estado de erro se ocorrer alguma falha no controlador. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.5 11 O Loop de Controle: O loop de controle (ou ciclo de varredura, ou ciclo de scan) é um ciclo contínuo do CLP lendo as entradas, resolvendo a lógica ladder e então mudando as saídas. Assim como qualquer computador, isso não ocorre instantaneamente. Tempos típicos para cada ciclo de scan são da ordem de milissegundos. A figura ao lado mostra o ciclo de operação básica de um CLP. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.6 12 A figura 2.7 a seguir também ilustra o loop de controle do CLP. Quando a energia é ligada, primeiramente o CLP faz um cheque de sanidade para garantir que o hardware está funcionando apropriadamente. Se existir um problema, o CLP vai parar (halt) e indicar que existe um erro. O loop de controle depende: - da velocidade e características do processador utilizado; - do tamanho do programa de controle do usuário; - da quantidade e tipos de pontos de entrada/saída. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.7 13 Se a bateria de backup do CLP está baixa e a energia foi perdida, a memória será corrompida e vai resultar numa falha. Se o CLP passar pelo cheque de sanidade, ele vai fazer o scan (leitura) de todas as entradas. Após os valores de entrada serem armazenados na memória, a lógica ladder será escaneada (resolvida) usando os valores armazenados – e não os valores atuais. Isto é feito para prevenir problemas de lógica quando as entradas mudam durante o scan da lógica ladder. Quando o scan da lógica ladder estiver completo, as saídas serão escaneadas (os valores de saída serão mudados). Após isso, o sistema retorna a fazer um cheque de sanidade, e o loop continua indefinidamente. Diferentemente de computadores normais, o programa inteiro será rodado a cada scan. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) 14 Ilustração do Loop de Controle: Ligações elétricas e programação em linguagem ladder: 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.8 15 Etapas da execução: leitura das entradas, processamento dos dados e atualização das saídas. 2. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Figura 2.9 16 • JACK, H. Automating Manufacturing Systems with PLCs. Version 5.1, 2008. Disponível em: <https://ia600308.us.archive.org/20/items/ost-engineering-plcbook5_1/plcbook5_1.pdf> Acessado em: 22/02/2017. • PETRUZELLA, F. D. Controladores Lógicos Programáveis. 4ª ed. Porto Alegre: McGraw-Hill, 2014. • FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. Controladores Lógicos Programáveis – Sistemas Discretos. 2a Ed. São Paulo: Érica, 2009. Bibliografia https://ia600308.us.archive.org/20/items/ost-engineering-plcbook5_1/plcbook5_1.pdf 17 • BRYAN, L. A.; BRYAN E.A. Programmable Controllers – Theory and Implementation. 2ª Ed. 1997. • RIBEIRO, M. A. Fundamentos da Automação. 1ª Ed. 2003. Bibliografia 18 • SOLOMAN, S. Sensores e Sistemas de Controle na Indústria. 2ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos (LTC), 2012. • BHUYAN, M. Instrumentação Inteligente – Princípios e Aplicações. 1ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos (LTC), 2013. • PRUDENTE, F. Automação Industrial – Pneumática – Teoria e Aplicações. 1ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos (LTC), 2013. Bibliografia 19 • CAPELLI, A. Automação Industrial – Controle do Movimento e Processos Contínuos. 2ª ed. São Paulo: Érica, 2008. • CASTRUCCI, P.; MORAES, C. C.; Engenharia de Automação Industrial. 2ª Ed. São Paulo: LTC, 2007. • NATALE, F. Automação Industrial – Série Brasileira de Tecnologia. 10ª ed. São Paulo: Érica, 2008. Bibliografia 20 • SILVEIRA, P. R.; SANTOS,W. E.; Automação e Controle Discreto. 1ª Ed. São Paulo: Érica, 1999. • BOLTON, W. Mecatrônica – Uma abordagem multidisciplinar. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2010. • ROSÁRIO, J. M. Princípios de Mecatrônica. 1ª ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 2005. Bibliografia 21 • Material de aula dos profs. Armando Jorge Sousa e José Antônio Faria – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) – Porto/Portugal: Disponível em: <http://paginas.fe.up.pt/~asousa/sind/acetat/grafcet____by_JAF.pdf> Acessado em 22/02/2017. Bibliografia http://paginas.fe.up.pt/~asousa/sind/acetat/grafcet____by_JAF.pdf