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Matemática Disponibilidade Prescrição Médica Interação Cálculo Dosagem Solução: Mistura homogênea composta de soluto e solvente, sendo o solvente - líquido da solução e o soluto – sólido; Suspensão: Mistura formada por dois componentes heterogêneos. Concentração: é a relação entre a quantidade de soluto e solvente. Proporção: 1 g de soluto para 40.000 ml de solvente (1:40.000); Porcentagem: 5g de soluto em 100 ml de solvente (5%). Muito importante para o cálculo e preparo das medicações UNIDADE BÁSICA DE PESO kg (quilograma) g (grama) mg (miligrama) mcg (micrograma) EX: 1kg = 1000 g 1kg = 1.000.000 mg 1g = 1000mg 1mg = 1000 mcg UNIDADE BÁSICA DE VOLUME L (litro) ml (mililitro) EX: 1l = 1000ml 1ml = 0,001l 1,5l = 1500ml 5000ml = 5l 200ml = 0,2l 1ml = 20 gotas 1ml = 60 microgotas 1 gota = 3 microgotas 1ml = 100 UI kg g mg mcg L ml X 1000 X 1000 X 1000 1000 1000 1000 X 1000 1000 H (hora) min (minuto) seg (segundo) Transformações: 1h = 60 min 1h = 3600 seg 1min = 60 seg UNIDADE BÁSICA DE HORA (NBR 5891, da ABNT) • 53,24 53 Quando o algarismo após a virgula é MENOR ou IGUAL a 4, preserva-se o número inalterado. • 42,87 43 Quando o algarismo após a virgula é MAIOR ou IGUAL a 5, aumenta-se de uma unidade o algarismo. Relação entre grandezas proporcionais Ex: Tenho ampolas de dipirona com 2 ml de solução. Quantos ml existem em três ampolas? Na primeira linha coloca-se o que se sabe. E na segunda linha o que precisa descobrir, substituindo o valor que falta a por X (Incógnita). 2ml 1 ampola Xml 3 ampola 2 . 3 = 1 . X X = 6 ml R: 3 ampolas = 6 ml Ex: Dipirona gotas 1,0 grama, VO. Disponível Dipirona gotas 500 mg/ml, quanto ml ou gotas devem ser administradas? 1 ml 500 mg X ml 1000 mg 500.X = 1.1000 X = 1000 500 X = 2 ml de dipirona 1ml 20 gotas 2ml X gotas 2 . 20 = 1 . X X = 40 gotas R: Administrar 40 gotas / 2 ml = 1g Então quando diz-se 65 % significa 65 partes de um total de 100 (65% = 65/100 = 0,65). Representada pelo símbolo % (por cento), possui como base 100 unidades Ex: Prescrito SG 10% - 150ml – EV. Quanto de glicose estaremos infundindo? 10 g 100 ml X g 150 ml 10.150 = 100.X X = 1500 100 X = 15 g de glicose R: Será infundido 15g de glicose. Ex: Frasco-ampola de Keflin de 1g ( Cefalotina Sódica) Deve-se diluir de preferência por um volume de 5 ml de solvente, assim obtém-se uma solução total de 5ml. Para saber quanto de Keflin existe em cada ml, deve-se : 1000mg 5 ml Xmg 1 ml X.5 = 1000.1 X = 1000 5 X = 200 mg de Keflin R: Cada ml da diluição terá 200 mg de Keflin. Ex: Frasco-ampola de Amplicilina de 500 mg Deve-se diluir de preferência com 5 ml de solvente, assim obtém-se uma solução de 5ml / 500 mg de Amplicilina. 500mg 5 ml Xmg 1 ml X.5 = 500.1 X = 500 5 X = 100 mg de Amplicilina R: Cada ml da diluição terá 100 mg de Amplicilina. A capacidade da maioria dos frascos - ampolas de medicamentos é de no máximo 10ml Considerar o volume do soluto: Frasco - ampola de 5.000.000 UI = 2 ml EX: 8ml de AD + 1Frasco-Ampola (5.000.000 UI) = 10 ml solução Frasco - ampola de 10.000.000 UI = 4 ml EX: 6 ml de AD + 1Frasco-Ampola (10.000.000 UI) = 10ml solução Antibiótico de largo espectro muito utilizado em unidades hospitalares; 5.000.000 UI 10.000.000 UI Ex: Foi prescrito Penicilina Cristalina 2.000.000 UI (E.V.), na unidade tem-se o frasco-ampola de 5.000.000UI. Como proceder? Disponível : frasco-ampola de 5.000.000UI Prescrição: 2.000.000UI Diluição: 8ml AD + 2ml cristais = 10 ml R: Deve-se aspirar da solução 4ml que corresponde a 2.000.000UI 5000000UI 10 ml X ml 5000000 . X = 2000000 . 10 X = 20000000 5000000 X = 4 ml 2000000UI Aumento do volume do solvente, com o objetivo de obter dosagens com menores concentrações de soluto. Neonatologia / Pediatria Ex: Foi prescrito Aminofilina 3mg EV, tem-se na unidade, ampolas de 240mg/10 ml. Disponível : ampola de 240mg/10ml Prescrição: 3mg Diluição: R: Deve-se aspirar 1,25 ml da rediluição 1º Passo: Verificar quantas mg soluto há em 1 ml 2º Passo: Aspirar 1 ml da ampola + 9ml AD = 10 ml solução 1ml = 24 mg 240 mg 10 ml 1 ml 10 . X = 240 . 1 X = 240 10 X = 24 mg X mg 24 mg 10 ml X ml 24 . X = 10 . 3 X = 30 24 X = 1,25 ml 3 mg Frascos de insulina graduada em 100 UI/ml; Seringas de insulina graduadas 100 UI/ml. A insulina é sempre medida em unidades internacionais (UI) Ex: Prescrição Médica 20 UI de insulina NPH, disponível frasco 100 UI/ml e seringa graduada 100 UI/ml. R: Aspirar na seringa de insulina até a demarcação de 20 UI. Ex: seringa 3 ml. 100UI 1ml 20UI X ml 100.X = 20.1 X = 0,2mlX = 20 100 R: Deve-se aspirar 0,2 ml de insulina Ampola: 5000UI/0,25ml; Frasco: 5000UI/ml (sendo frascos de 5ml); Seringas de insulina graduadas 100 UI/ml. Ex: Prescrição Médica 2500 UI de heparina SC 12/12hs, disponível frasco 5000UI/ml. 5000UI 1ml 2500UI X ml 5000.X = 2500.1 X = 0,5 ml X = 2500 5000 R: Deve-se administrar 0,5 ml de heparina. Tipos de soro mais utilizados: Soro Glicosado 5 % e 10% (SG 5% e SG 10%); Soro Fisiológico 0,9% (SF 0,9%); Soro glicofisiológico (SGF); Soro ringer com lactato. IMPORTANTE: SG 5 % 5g glicose — 100ml SG 10% 10g glicose — 100ml SF 0,9% 0,9g Nacl — 100ml Cálculo de velocidade de gotejamento Gotas: N°gts/min = V (ml) T x 3 Microgotas: N°mgts/min = V (ml) T Tempo em HORA (h) Gotas: N°gts/min = V (ml) x 20 T Microgotas: N°mgtas/min = V (ml) x 60 T Tempo em MINUTO (min) Ex: Foi prescrito 500ml SG 5% em 8h. Quantas gotas irão infundir por minuto? N°gts/min = V (ml) T(h) x 3 500 8 x 3 500 24 = 20,83 R: Em 8h irão infundir aproximadamente 21 gts/minuto Ex: Foi prescrito Tienan 500mg/100ml em 30 min. Quantas microgotas irão infundir por minuto? N°mgts/min = V(ml).60 T(min) 100.60 30 6000 30 = 200 R: Em 30min irão infundir aproximadamente 200 mgts/min. Ex: IBUPROFENO Analgésico (4 - 10mg/kg/dose 3-4x) Antitérmico 5mg/kg/dose para temp < 39C 10mg/kg/dose para temp > 39C ALIVIUM 50mg/ml 2gts/kg/dose 100mg/ml 1gt/kg/dose DALSY Suspensão 100mg/5ml Gotas 200mg/ml Saber nome genérico e comercial dos fármacos e suas apresentações; Compreender a prescrição médica (dosagem; diluição; via); Verificar dose prescrita X disponibilidade no serviço; Saber calcular as diluições e rediluições (Formulas; unidades medidas); Saber as incompatibilidades (fármacos; diluente). CHEREGATTI, A. L.; JERONIMO, R. A. S (Orgs). Administração de medicamentos: 5 certos para segurança de seu paciente. 2ed. São Paulo: Rideel, 2010. COREN/SP. Boas práticas: cálculo seguro. Volume II – Cálculo e diluição de medicamentos. 2011. Disponível em: <http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/boas-praticas-calculo- seguro-volume-2-calculo-e-diluicao-de-medicamentos.pdf>. Acesso em 19.jul.2013. LIBERATO, E. et al. Fármacos em crianças. Ministério da Saúde. Secretária de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2008. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. p. 18-25. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/multimedia/paginacartilha/docs/FTN.pdf>. Acesso em: 19. jul. 2013. SILVA, M. T. da; SILDA, S. R. Calculo e administração de medicamentos na enfermagem. 3ed. São Paulo: Martinari, 2011.