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1 - A teoria tradicional de currículo é apresentada por silva (2003) como tendo 3 teóricos principais, a saber, Bobbitt, Dewey e Tyler, sendo que o primeiro e o último são representantes de uma corrente mais tecnocrática do currículo e Dewey apresenta se com uma vertente mais progressista do currículo. O foco da análise curricular de Dewey está na organização das atividades escolares pautadas nas experiências e diferenças individuais de cada criança. Esse autor é conhecido como pai da escola nova. Explique, com suas palavras, por que Dewey, apesar de ser progressista, é enquadrado por Silva (2003) como autor das teorias tradicionais de currículo? Resp: Apesar de ser progressista, Dewey é enquadrado como autor das teorias tradicionais, porque diferente dos progressistas ele mantém sua preocupação principal na questão da democracia e não em uma busca de respostas aos problemas socioculturais, ou seja, mantinha seu foco mais na construção da democracia através do currículo do que com o funcionamento da economia. 2 - Para Michael Apple, a problemática do conhecimento veiculado pelas escolas é a pedra angular para o estudo da escolarização como veículo de seletividade. A manutenção da ideia de conhecimento como um artefato relativamente neutro tem permitido uma falaciosa e letal despolitização da cultura que as escolas distribuem. Articule o trecho acima com a proposta da teoria crítica do currículo. RESP: Os conceitos fundamentais da teoria crítica são: ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e libertação, curriculo oculto e resistência, o currículo nunca é apenas um conjunto neutro de conhecimentos, pelo contrário, ele é sempre parte de uma seleção de alguém, da visão de algum grupo acerca do que seja conhecimento legítimo. O currículo é produto das tensões, dos conflitos e das concessões culturais, políticas e econômicas que organizam e desorganizam um povo. Para esse autor, as diretrizes e orientações curriculares em nível nacional são indispensáveis para “elevar o nível” e fazer com que as escolas sejam responsabilizadas pelo sucesso ou fracasso de seus alunos. No entanto, para que o currículo nacional não seja alienante, é preciso ter atenção aos interesses que podem estar embasando esses documentos. Uma análise crítica, tendo em vista sempre que o currículo não é neutro, é fundamental para que não sejamos reprodutores dos interesses particulares de um grupo da sociedade. 3 - O curriculo oculto é um conceito desenvolvido pelas teorias críticas. Tomaz Tadeu da Silva (2003), ao abordar o currículo oculto, analisa-o como sendo aquele que, embora não faça parte do currículo escolar, se encontra presente nas escolas a partir de aspectos pertencentes ao ambiente escolar e que influenciam na aprendizagem dos alunos. Partindo dessa afirmação, apresente três formas de configuração do currículo oculto e explique os motivos dessas fontes serem caracterizadas como currículo oculto. Resp: O currículo oculto e constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazerem parte do currículo oficial explicito, contribuem, de forma implícita, para as aprendizagens sociais relevantes. O que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações que permitem ajustes as estruturas e funcionamento da sociedade capitalista (conformismo, obediência, individualismo). Numa perspectiva mais ampla, aprendem - se, por meio do currículo oculto, atitudes e valores próprios de outras esferas sociais, como aqueles ligados a nacionalidade. São varias as fontes do currículo oculto: • as relações sociais da escola – professores e alunos, entre a administração e os alunos, entre alunos e alunos; • a organização do espaço escolar; • tempo – pontualidade, controle do tempo, divisão do tempo para cada atividade; • rituais, regras, regulamentos e normas; • divisões e categorias – os mais capazes, entre meninos e meninas, entre currículo acadêmico e currículo profissional. 4 - As Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino fundamental destacam a necessidade da integração dos conhecimentos escolares dentro do currículo, proporcionando a devida contextualização e aproximação do conteúdo ás experiências dos alunos. Tendo essas considerações em mente, destaque as principais indicações desse currículo prescrito para q o currículo ajude na melhoria da qualidade do ensino oferecido no país e entenda ás necessidades e interesses dos nossos alunos. (109 e 110) Resp: O currículo prescrito, ou seja, o conjunto de leis e normas faz determinações oficiais que fixam os conteúdos de cada nível, segundo ele é que são realizados os PPPs, assim ele leva a melhorias, na medida em que orienta, por exemplo, os princípios éticos de justiça e solidariedade e autonomia, o reconhecimento de direitos e deveres, a valorização de diferentes manifestações culturais. Dentro desse contexto, as diretrizes orientam que os conteúdos se aproximem da realidade do aluno, propiciando assim um aprendizado mais significativo. 5 - Para a Educação Infantil, o currículo é o conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade. Aponte as implicações dessas orientações curriculares (currículo prescrito) para a atuação dos professores nas salas de Educação Infantil e expliquem quais são os principais conteúdos que devem ser desenvolvidos nessa área. Resp: O currículo da Ed. Infantil enfatiza o desenvolvimento da criança, diferente do fundamental que se centra na seleção de conhecimento, é a primeira etapa da Ed. Básica. Para definir sua proposta pedagógica as instituições devem reconhecer a criança como: sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e praticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. Os princípios a serem respeitados pelas propostas pedagógicas são: princípios éticos, políticos e estéticos, destacando que as práticas pedagógicas devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, construir situações de aprendizagem que proporcionem o desenvolvimento da autonomia da criança, considerando os conhecimentos sistematizados que ela deve ir ampliando sobre o mundo que a cerca. 6 – Tomaz Tadeu Silva nos permitiu compreender as teorias não críticas, as teorias criticas e as teorias pós criticas sobre a teorização curricular, revelando a importância dos profissionais da educação em especial, dos professores, não olhar mais para o currículo com a mesma inocência de antes. “O currículo é lugar, espaço e território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae, no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade. Apresente um argumento que justifique o currículo como instrumento político. Resp: O currículo não é inocente nem neutro. Ele esta carregado de poder, pois selecionar os conhecimentos implica atitude de poder, de decisão, de escolha, que normalmente esta pautada numa visão de sociedade, de escola, de cidadão, de cultura. Portanto, “o currículo não e um elemento transcendente e atemporal, ele tem uma historia, vinculada a formas especificas e contingentes de organização da sociedade e da educação”. 7 – Sacristan (2000) considera que o currículo é construído a partir da seleção de elementos da cultura em um processoconsiderado válido e legitimo no contexto histórico, social, cultural, político e administrativo em que a escola está inserida. O autor constrói um esquema curricular que permitem compreender o processo de sua construção: currículo em ação, currículo avaliado e currículo realizado. Segundo ele, os dois primeiros níveis referem se ao processo de concepção e elaboração do currículo, enquanto os quatro níveis seguintes, ao processo de concretização do currículo no espaço da escola. Explique o que seria o currículo prescrito e o currículo em ação e estabeleça relações entre o nível de concepção e o nível de concretização do currículo. Resp: O currículo prescrito compreende o conjunto de normas, leis e determinações oficiais que fixam os conteúdos a serem desenvolvidos em cada nível de ensino, normatizando e ordenando os conhecimentos que devem ser trabalhados na Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio) e também no Ensino Superior, já o currículo em ação refere-se à aula propriamente dita, o momento em que o conteúdo é transmitido, desenvolvido ou apresentado pelo professor aos alunos no espaço de sala de aula, onde as orientações curriculares tornam-se realidade para professores e alunos. O nível de concepção é a base para a atuação diária, ou seja, é a base para o nível de concretização, onde o professor percebe como sendo fundamental em seu trabalho, podendo tomar decisões educativas, intervindo, aperfeiçoando e transformando-o. 8 – A proposta de uso de projetos como alternativa para a reorganização do currículo na escola segundo Hernandez e Ventura (1988), uma forma diferenciada de organizar o currículo e a atividade de .... aprendizagem que implica considerar que os conhecimentos não se ordenam de forma rígida, nem em .... de algumas referencias disciplinares preestabelecidas ou de uma homogeneização dos alunos. Quais .... conteúdos são possíveis de ser trabalhados por meio de projetos? Resp: Os conteúdos são classificados em quatro tipos: • conceituais: que exigem atividade cognoscitiva para conhecer conceitos e princípios; • factuais: conhecimentos que precisam ser memorizados; • procedimentais: aprendizagens de ações; • atitudinais: conhecimento de valores, normas e atitudes. 9 – Louis Althusser é um dos teóricos que elaborou uma analise sobre o currículo escolar pautado numa concepção crítica acerca do que a escola faz. Segundo esse autor, a sociedade capitalista se perpetua por meio da ideologia. Explique a forma como a ideologia dominante é reforçada na sociedade capitalista e qual o papel da escola nesse contexto, segundo as ideias de Althusser. Resp: A ideologia dominante é reforçada na sociedade capitalista na forma de dois veículos, a política que e a religião, mídia, escola e família q idealizava, assim é constituída por aquelas crenças que nos leva a aceitar as estruturas sociais, como boas e aceitáveis. Neste contexto, o papel da escola é muito importante, pois atinge quase toda a população por um longo tempo, e é por meio do currículo que ela reproduz a ideologia dominante e qdo ensina algo, por meio das disciplinas a divulgação de crenças como nas disciplinas de hist e geog ou de formas mais técnicas com as disciplinas de ciências e matemática. O autor destaca que essa ideologia atua de forma discriminatória, pois pessoas de classes baixas ao entrar em contato com os conteúdos dessas disciplinas se sentirão submissas à obediência, enquanto as classes superiores aprenderão a comandar e controlar as classes baixas. 10 – Partindo da discussão realizada sobre a elaboração das DCNs realizadas na unidade II, defina o que são as DCN e quem as elabora. Resp: Diretrizes Curriculares Nacionais são os materiais de normatização do currículo, cabe ao Conselho Nacional da Educação que é um órgão do ministério da educação garantir e assegurar a participação da sociedade no desenvolvimento de uma educação de qualidade em âmbito nacional. Nesse sentido as DCNs visam estabelecer bases comuns nacionais para o Ens. Inf., fund e o Ens. Médio. 11 - Michael Apple (2002) em seu texto “A política do conhecimento oficial: faz sentido a ideia de um currículo nacional?" apresenta uma questão muito interessante: é necessário um currículo prescrito? Tendo por base as discussões realizadas pelo autor, demonstre as vantagens e os cuidados que nós professores temos que ter ao analisar as propostas em nível nacional. Pag 39 e 40 Resp: O currículo é produto das tensões, dos conflitos e das concessões culturais, políticas e econômicas que organizam e desorganizam um povo. Para esse autor, as diretrizes e orientações curriculares em nível nacional são indispensáveis para “elevar o nível” e fazer com que as escolas sejam responsabilizadas pelo sucesso ou fracasso de seus alunos. No entanto, para que o currículo nacional não seja alienante, é preciso ter atenção aos interesses que podem estar embasando esses documentos. Uma análise crítica, tendo em vista sempre que o currículo não é neutro, é fundamental para que não sejamos reprodutores dos interesses particulares de um grupo da sociedade. 12 – A construção do currículo nas escolas deve atender as orientações nacionais, mas precisa Tb considerar as necessidades e os interesses da comunidade a qual atende. Giroux e Simon (2002) apresentam uma discussão interessante nesse sentido. Segundo eles, a cultura popular pode ser utilizada nas escolas como importante instrumento para tornar o ensino mais significativo. Fundamente e exemplifique essa afirmação. RESP: A cultura popular, não é uma força insignificante na formação da visão que o aluno tem de si mesmo e de suas relações com diversas formas de pedagogia e de aprendizagem. É quando pedagogia e cultura popular se relacionam que surge a importante compreensão do significado de tornar o pedagógico mais político e o político mais pedagógico. A cultura popular e a pedagogia representam importantes terrenos de luta cultural que oferecem não apenas discursos subversivos, mas também relevantes elementos teóricos que possibilitam repensar a escolarização como uma viável e valiosa forma de política cultura. A Pedagogia critica defendida por Giroux e Simon (2002) busca incorporar a experiência do aluno ao conteúdo curricular oficial; de modo a aproximar a cultura popular da escola e possibilitar essas vivências em conhecimentos úteis. Não defende apenas a utilização da experiência do aluno como conteúdo escolar, muito pelo contrário, pq isso torna o ensino ainda mais seletivo e desigual, mas uma aproximação maior da cultura do aluno com os conhecimentos escolares, para que todos consigam se reconhecer dentro da escola como participantes e produtores de conhecimento. 13 – Segundo Silva (2003), entre os autores que nos Estados Unidos ajudaram a desenvolver uma teorização crítica sobre currículo, destaca se a figura de Henry Giroux. Na analise desse teórico, as perspectivas dominantes, ao se concentrarem em critérios de eficiência e racionalidade burocrática, deixavam de levar em consideração o caráter histórico, ético e político das ações humanas e sociais e, particularmente, no caso do currículo, do conhecimento. Giroux, ao menos nessa fase, compreende o currículo fundamentadamente a partir dos conceitos de emancipação e libertação. Indique qual autor brasileiro Tb utilizou os conceitos de emancipação e libertação como essenciais em sua teoria argumentando as relações existentes entre esses dois autores. Essa ideia dos autores remete-nos a uma das lições que Paulo Freire deixou, sobre a educação ser um ato político, da impossibilidade de ser neutra, como se não houvesse relação entre educação e sociedade. Segundo Freire, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto o caráter educativo do ato político. É preciso ter clareza das seguintes questões:a favor de quem e do que desenvolvemos a educação ou a atividade política. Portanto, pensar a educação é estar atento a questão do poder. Partindo dessa colocação, podemos pensar que, no caso do currículo e dos conhecimentos selecionados para ser ensinado, o professor tem o poder de escolher a favor de quem e do que ele esta trabalhando. E nesse sentido que Giroux e Simon defendem a necessidade da introdução da cultura popular nos conhecimentos selecionados pelo professor. Para eles, “a educação baseada numa pedagogia critica procura questionar de que forma podemos trabalhar para a reconstrução da imaginação social em beneficio da liberdade humana”. É importante que o ensinar e o aprender estejam associados com os objetivos da educação do estudante, no sentido de que consigam compreender por que as coisas são como são e como vieram a se tornar assim, ou seja, buscando tornar o familiar estranho e o estranho familiar, a fim de poderem visualizar um mundo que ainda não esta em ordem, para ampliar as possibilidades de melhoria das condições de vida. 14 – Segundo Gimeno Sacristán (1993), o currículo é efetivado por meio de várias instâncias, desde aquelas que pensam e planejam até sua efetivação na sala de aula. Entre as formas de elaboração do currículo, há o currículo prescrito, que compreende o conjunto de normas, leis e determinações oficiais que fixam os conteúdos a serem desenvolvidos em cada nível de ensino, normatizando e ordenando os conhecimentos que devem ser trabalhados na Educação Básica (Ed. Inf., fund. E Ens Méd.) e Tb no ensino superior. Ainda segundo esse autor é necessário compreender que a política educacional interfere na prática cotidiana da sala de aula e que o currículo prescrito é um forte instrumento da política curricular. Partindo dessas considerações, explique o que o autor entende por política e como essa política chega e interfere no que é ensinado na sala de aula. Resp: A Política curricular é compreendida por Sacristán como: um aspecto especifico da política educativa, que estabelece a forma de selecionar, ordenar e mudar o currículo dentro do sistema educativo, tornando claro o poder e a autonomia que diferentes agentes tem sobre ele, intervindo, dessa forma, na distribuição do conhecimento dentro do sistema escolar e incidindo na pratica educativa, enquanto apresenta o currículo a seus consumidores, ordena seus conteúdos e códigos de diferentes tipos. A política curricular, a partir das considerações de Sacristán, compreende todas as iniciativas, projetos e reformas que vêm do Poder Público para a educação, interferindo na organização do ensino, no conteúdo e ou na distribuição do conhecimento dentro do sistema educacional. 15 – Currículo é um conceito polissêmico, ou seja, possui vários sentidos, dependendo de como o interpretamos a dos autores que escolhemos para compreende ló. Portanto, não possui uma única definição, e sua explicação deve estar contextualizada para que seja mais bem compreendida. Podemos conceituar o currículo pela abordagem tradicional, critica ou pós critica do currículo. Assim, embasado nas diferentes abordagens do currículo, defina esse conceito na visão tradicional, na visão critica e na visão pós critica. Resp: As teorias tradicionais irão argumentar no sentido de reforçar as reafirmações padrões de comportamento e modos de pensar de acordo com as necessidades do capitalismo. Assim, tendo esse objetivo maior, essas teorias focam no ensino a sua discussão, não realizando criticas a estrutura social existente. Já as teorias críticas focam seu olhar para a crítica da estrutura social existente e como determinados conhecimentos escolhidos para serem ensinados nas escolas reforçam a estrutura capitalista. Dessa forma, essas teorias discutem, com muita propriedade, a questão do poder, já que “selecionar é uma operação de poder”. Para as teorias pós-críticas, a formação da identidade e da subjetividade são os aspectos mais analisados no currículo. • as teorias tradicionais pretendem ser neutras, científicas, desinteressadas das relações sociais e econômicas da sociedade mais ampla; por isso, aceitam mais facilmente o estado atual, os conhecimentos e os saberes dominantes, e acabam por se concentrar em questões técnicas e de organização do ensino do currículo que deve ser desenvolvido na escola. • as teorias críticas e as teorias pós-críticas, ao contrário das anteriores, não aceitam a neutralidade, pois toda teoria esta implicada em relações de poder. Essas teorias não se limitam a pergunta “o que ensinar?”, querem compreender e “denunciar” o “por que esse conhecimento e não outro”? Quais interesses estão por trás da escolha de determinados conhecimentos no currículo. Enfim, estão preocupadas com as conexões existentes entre saber, identidade e poder. 16 – A palavra currículo, conforme destaca Pacheco (2005), aparece pela primeira vez num dicionário em 1663, no Oxford English Dictionary, e é utilizada para designar um plano estruturado de estudos numa escola ou universidade. Segundo esse autor, apesar da palavra aparecer somente nessa época, a realidade escolar sempre coexistiu com a realidade curricular, principalmente quando a escola se institucionalizou numa construção cultural com fins sócio econômicos. No entanto, estudos e teorias sobre currículo escolar surgem somente no inicio do século XX, com Bobbitt sendo o primeiro autor a elaborar uma teoria sobre o currículo. Assim, partindo das ideias dessa primeira teoria de currículo, descreva como Bobbitt caracterizou o currículo escolar. Resp: Para Bobbitt, o currículo é todo leque de experiências, sejam essas dirigidas ou não, que visam ao desdobramento das capacidades do individuo; ou é a serie de experiências instrutivas conscientemente dirigidas que as escolas usam para completar e aperfeiçoar o desdobramento. Bobbitt definiu o currículo como conjunto ou serie de coisas que as crianças e os jovens devem fazer e experimentar a fim de desenvolver habilidades que os capacitem a decidir assuntos na vida adulta. 17 – Entre várias teorias mais atuais sobre currículo temos o multiculturalismo, que propõe um repensar sobre a escola como um instrumento de homogeinização e de assimilação de todos os alunos a cultura dominante, independente de suas origens sociais e culturais. McLaren, um dos autores do multiculturalismo crítico, destaca que o currículo precisa ser pensado não somente como uma declaração de intenções, mas como a soma de todo tipo de aprendizagens e de ausências que os alunos obtêm como consequência de estarem sendo escolarizados. Partindo dessas considerações, argumente quais mudanças curriculares devem ser inseridas no currículo a fim de atender á diversidade cultural presente na sociedade atual. R: Incluir a diversidade no currículo, com a introdução de unidades especificas de conteúdos, com seus correspondentes materiais dedicados a países, crenças e sistemas culturais diferentes do dominante. O tratamento dos direitos humanos, individuais e dos povos deve ser refletido na educação como um componente especifico. Outra indicação é modificar as áreas curriculares que parecem mais propicias a introdução de elementos interculturais, como os Estudos Sociais, o agrupamento da Historia e Geografia, a Economia, a Sociologia e a Antropologia, introduzindo o conhecimento dessas áreas de outra maneira diferente da forma como se faz hoje. Enfim, a função básica do currículo multicultural é introduzir os estudantes no conhecimento acadêmico, ordenado de acordo com a lógica disciplinar, mas com o objetivo último de capacitar todos com uma serie de conhecimentos, habilidades e valores que lhes permitam entender a sociedade e a cultura na qual vivem, participar dela responsavelmente e melhora- la. 18 – Libâneo apresenta algumas considerações importantes sobre a relação existente entreescola, currículo e cultura, demonstrando que o currículo é visto como a concretização do posicionamento da escola diante da cultura produzida pela sociedade. Partindo das considerações desse autor, demonstre as relações existentes entre escola, o currículo e a cultura. R: O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior, a escola e a educação; entre o conhecimento e cultura herdados e a aprendizagem dos alunos; entre a teoria (ideias, suposições e aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições. O currículo não e um conceito, mas uma construção cultural.