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NEONATOLOGIA(V2) (boas práticas no cuidado de enfermagem ao recém-
nascido com distúrbios respiratórios e em oxigenoterapia) 
Quais as 4 fases/períodos do desenvolvimento do pulmão? R: 
Embrionário: formado no 26 dia de gestação, o pulmão se forma dando início o 
músculo diafragma. Na 17 semana de gestação tem a formação completa do 
diafragma. Pseudoglandular: Entre a 6 a 10 semana de gestação, quando tem 
o aparecimento da árvore brônquica. Canalículos: 16 a 26 semana de gestação, 
parte circulatória e alveolares estão formadas. Presença da membrana no 
alvéolo pulmonar. Sacular: 27 a 4 semana. Tem todas as estruturas formadas, 
mas não quer dizer que esteja preparado para o meio. 
Como acontece a troca gasosa do bebê? Por via transplancentária 
Como acontece a diminuição da complacência pulmonar? Diminuição da 
complacência pulmonar: os neonatos normais a termo apresentam aumento na 
complacência pulmonar, na primeira semana de vida. A diminuição da 
complacência significa que o neonato está necessitando de maiores pressões 
de insuflação para manter o volume pulmonar, e os neonatos precisam trabalhar 
mais para ventilar seus pulmões. Este problema aumenta com a deficiência de 
surfactante e os alvéolos são mantidos a volumes baixos, diminuindo a 
capacidade residual funcional (CRF), o que é comum ocorrer em diversas 
patologias neonatais. 
O que é surfactante pulmonar? Substância tenso ativa que reveste os alvéolos, 
sua função é alterar a tensão superficial do alvéolo. Produzida a partir da 23ª 
semana gestacional. Somente a partir da 30ª semana gestacional é encontrado 
em quantidade suficiente para a função pulmonar adequada. 
O que causa a falta de surfactante? 
O surfactante é produzido ao longo do amadurecimento dos pulmões do bebê, 
ainda no útero materno, após cerca de 28 semanas. Por isso, bebês prematuros 
que nascem antes deste período, ainda podem não ter a produção suficiente 
desta substância, o que causa a síndrome do desconforto respiratório infantil. 
Existe um medicamento, que é o surfactante exógeno, que imita a substância 
natural do corpo, e ajuda na respiração do bebê até que ele consiga produzir 
sozinho. Este medicamento pode ser administrado já na primeira hora após o 
nascimento do bebê, para um resultado mais rápido, através de uma sonda 
direto nos pulmões. 
Como é administrado o surfactante? O recém-nascido deve estar entubado, 
sedado para não agitar. Ser preparado a medicação de acordo com o peso e 
estatura. Colocar em decúbito dorsal, trendelemburg direito e esquerdo, 
administrando a quantidade, administrando a quantidade necessária, depois 
elevar lado direito esquerdo e ir administrando o restante. Com toda técnica 
asséptica. Cuidado: Aspirar vias aéreas somente 04 horas após ser 
administrado. 
O que é PEEP? Pressão Positiva Expiratória Final – Objetivo: Promover 
recrutamento alveolar mais homogêneo, evitando áreas de atelectasia. PEEP 
muito baixa pode levar a atelectrauma. PEEP muito alta pode deixar o pulmão 
hiperinsuflado, maior risco de síndrome de escape de ar, elevação da resistência 
vascular pulmonar. Valores: 05 cm de água. Valores mais altos levam à 
hiperinsuflação e ao barotrauma. 
Na assistência ventilatória quais as técnicas de administração de O2? 
Cateter nasa,l Oxyhood ,Cpap ,nasal ,Ventilação mecânica. 
CPAP nasal e os cuidados de enfermagem: Aspirar vias aéreas superiores. 
Lubrificar as narinas e ajustar dispositivo nasal. Manter a pronga bem 
posicionada nas narinas, checar com frequência. Observar com frequência a 
pele ao redor do dispositivo nasal. Manter o RN tranquilo. 
O que é VENTILAÇÃO MECÂNICA e quais seus objetivos? É um Método que 
substitui, total ou parcialmente, a atividade ventilatória do RN. Restabelecer o 
equilíbrio entre a oferta e demanda de O2, Diminuir a carga do trabalho 
respiratório em RN com insuficiência respiratória, Reexpandir os alvéolos e evitar 
o aparecimento de atelectasia. (Colapso de todo o pulmão ou parte dele). 
Quais os modos ventilatórios: Assistido: O RN faz a inspiração e expiração 
sozinho, o aparelho só da o suporte. Controlado: Inspiração e expirição é feita 
pelo o aparelho. (o aparelho faz tudo). Assisto-controlado: Inspiração e expiração 
do RN é feito pelo aparelho ou sozinho. Percebe o esforço inspiratório do 
paciente e responde. 
Qual o único modo de ofertar 100% de oxigênio? Pela ventilação mecânica 
invasiva. O que avaliar na gasometria? PH,P02, PC02, HC03, saturação. 
Hipertensão Pulmonar: Ocorre nos recém-nascidos com resistências 
vasculares pulmonar elevadas, levando ao desenvolvimento da persistência do 
padrão fetal da circulação. Causa da hipertensão pulmonar: -Vasiconstricção 
pulmonar aguda decorrente da hipóxia, presentes nos quadros de infecções.-
Doença do parênquima pulmonar, encontrada nos casos de aspiração de 
mecônio, pneumonia grave, aspiração de sangue ou fluido amniótico. -Distúrbios 
metabólicos como hipocalcemia e hipoglicemia, pois podem afetar a 
contratilidade do miocárdio,comprometendo a circulação pulmonar. -Hipotermia, 
que leva à acidose e à hipoxemia, com comprometimento respiratório e cardíaco. 
Tratamento: ►Suporte assistencial: 1-manter o ambiente silencioso 2-Sedação 
contínua 3-FiO2 100% 4-Corrigir acidose 5-Manter ph= 7,40 a 7,50(PH abaixo 
de 7,35 e bicabornato de sódio baixo causa acidose metabólica.) ►Suporte 
assistencial: 6-Ambiente termo neutro7-Suporte ventilatório. 
Durante o trabalho de parto: Lesão mecânica do parto; apresentação pélvica 
Fórceps alto; Desproporção cefalopélvica; Hemorragia subdural e subaracnóide 
fratura de crânio; lesão da medula espinhal; PÓS NATAL: Hipoxemia, Crises de 
apnéia,bradicardias,hipotensão;Paradacardíaca;Infecções(meningoencefalite);
Alterações metabólicas(hipoglicemia,hipocalcemia, hipomagnesemia, hipo-
hipernatremia, hiperbilirrubinemia). 
Distúrbios Neurológicos: SNC – Os defeitos precoces na formação são causa 
mais comum de morte perinatal, e se sobrevivem, apresentam múltiplas 
limitações. O cérebro se desenvolve em duas etapas: 1ª) 10ª a 18ª sem. Período 
de multiplicação de células nervosas. Neste período a má nutrição, medicações 
e infecções maternas, podem afetar o desenvolvimento do SNC. 2ª) A partir da 
20ª sem. de gestação até 2 anos de vida. Período em que o cérebro cresce, e 
as circunvoluções do processo ajustam-se a massa cerebral. 
Causas dos distúrbios neurológicos neonatais: No RN a avaliação 
neurológica poderá ser feita utilizando-se como parâmetro o comportamento, a 
atividade reflexa e outros sinais exteriores como fontanela, perímetro cefálico. 
Uma das causas mais comuns de convulsões neonatais são o distúrbio da 
produção de energia com alterações no equilíbrio do sódio e potássio das 
membranas neurais, levando a um desequilíbrio entre a despolarização e a 
repolarização das células nervosas. Ex hipoxemia, isquemia e hipoglicemia. 
CONVULSÕES: -As convulsões são sinais de mau funcionamento no sistema 
neurológico. -Apresenta-se de forma sutil ou súbita, dependendo do agravo da 
lesão. -Se as convulsões não forem tratadas, poderão produzir lesões 
permanentes no SNC. -Durante as convulsões pode ocorrer um aumento da 
pressão arterial, aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro e elevando o 
risco de hemorragia craniana intraventricular. 
As convulsões no período neonatal são classificadas em: -Sutis: ocorrem 
com mais frequência nos RN prematuros e se caracterizam por desvio ocular 
horizontal, fixação ocular, piscamento ou tremores palpebrais, movimentos como 
mastigação, sucção e salivação. Clônicas: As focais são mais comuns nos RN a 
temo e se caracterizam por movimentos bem direcionados e ritmados de forma 
lenta, envolvendo partes limitadas do corpo. As multifocais apresentam-se de 
forma sequencial não ordenada em várias partes do corpo. -Tônicas: São 
caracterizadas pela assimetria postural de partes do corpo com certa 
permanência. -São mais frequentesem RN pré termo com hemorragia 
intraventricular. Caracterizam-se por extensão tônica de membros superiores e 
extensão dos membros inferiores. 
O que avaliar no diagnóstico das convulsões: 1-História Clínica -Averiguar 
infecções maternas no pré-natal, tipo de parto e intercorrências -Uso materno de 
drogas -Casos de convulsões neonatais na família. 2-Exame físico e neurológico 
3-Exames laboratoriais 4-Estudos radiológicos 5-Eletroencelograma 6-exame de 
fundo de olho. 
HEMORRAGIA CRANIANA INTRAVENTRICULAR: Ocorre com mais 
frequência nos RN pré termo, com idade gestacional < 32 semanas. –Tem 
origem na matriz germinal em decorrência da vascularização aumentada. Está 
associada a fragilidade e integridade capilar e à vulnerabilidade dos capilares da 
matriz. 
Quadro clínico Hemorragia Craniana Intraventricular: -Catastrófico- A 
deterioração ocorre em minutos a horas, caracterizando-se por torpor ou coma, 
distúrbios respiratórios, convulsões tônicas generalizadas, hipotensão, 
bradicardia, instabilidade térmica. -Sutil: A evolução pode ocorrer em horas ou 
dias, causando alterações do nível de consciência e da mobilidade, hipotonia, 
apnéia, dificuldade de sucção e deglutição, abalos e tremores. -Assintomático: 
Não poderá ser reconhecido através de sinais clínicos. A suspeita pode ser uma 
queda do nível do hematócrito, que persiste mesmo após transfusão sanguínea. 
Prognóstico: É variável e dependerá do grau de hemorragia. Diagnóstico: 
Tomografia de crânio, Punção lombar (se vier sangue tem hemorragia 
intracraniana). Tratamento: Ser avaliado de acordo com o grau da hemorragia, 
se vai ser cirúrgico ou medicamentoso. 
HIDROCEFALIA: É o resultado do acúmulo do líquido cefalorraquidiano nos 
ventrículos ou espaços subaracnóide, resultando no aumento dos ventrículos 
e/ou hipertensão intracraniana. Quadro Clínico: -Aumento rápido do perímetro 
cefálico -Distensão das veias do couro cabeludo -Estiramento da pele -Aumento 
e tensão das fontanelas -Olhar de “sol poente”, desvio do olhar conjugado para 
baixo-Irritabilidade-Crises convulsivas -Desenvolvimento neuropsicomotor 
retardado. Diagnóstico: -Medida do PC -US no período pré-natal -Avaliação dos 
sinais clínicos -Raio X de crânio US transfontanela. 
Quais as causas da Hidrocefalia? 1-Congênita -Hereditariedade ligada ao 
cromossomo X -Defeitos do tubo neural com malformações -lesões císticas 
congênitas -Tumores congênitos. 2-Infecções intrauterinas –Toxoplasmose –
Sífilis 3-Obstruções pós hemorrágicos –Aneurismas. 
Tratamento: É cirúrgico e consta da derivação do trânsito liquórico para o 
peritônio. A derivação ventrículo-peritoneal (DVP) é um dispositivo usado para 
aliviar a pressão do cérebro causada pelo acúmulo de líquido. A DVP é colocada 
cirurgicamente dentro dos ventrículos do cérebro para desviar o fluido para fora 
do cérebro e restaurar o fluxo e absorção normal do LCR. (Líquido 
cefalorraquidiano). A derivação ventricular externa (DVE), por sua vez, drena o 
LCR do ventrículo para o ambiente externo – uma bolsa, em vez do rim. A DVE 
normalmente é indicada para situações emergenciais e possui caráter 
temporário, por conta da exposição microbiana. A DVP segue com a criança para 
o resto da vida. 
Onfalocele: -É um defeito onde a parede abdominal anterior é desprovida de 
revestimento músculo-aponeurótico e cutâneo de extensão variável. -As 
vísceras abdominais se herniam pelo cordão umbilical. -Normalmente estão 
cobertos pelo peritônio e pelos vasos umbilicais. -A taxa de mortalidade na 
onfalocele varia ao redor de 30% e depende do tamanho do defeito, órgãos 
comprometidos, outras anormalidades associadas, idade gestacional e peso. 
Causa: -Está associada a falência do fechamento da parede abdominal e retorno 
incompleto do conteúdo abdominal para dentro da cavidade no período de 
desenvolvimento fetal. 
Gastrosquise: -É um defeito congênito da parede abdominal, onde o intestino 
delgado, porção do estômago e cólon proximal exteriorizam-se por uma abertura 
lateral normalmente á direita do cordão umbilical. 
A alimentação enteral inclui: Via oral, Gavagem, Alimentação jejunal. 
Gavagem intermitente: É o método de alimentação através de um tubo 
nasogástrico, orogástrico ou jejunal. 
Mielomeningocele: É uma malformação congênita por defeito na fusão do tubo 
neural na fase primária de neurulação com comprometimento dos elementos 
nervosos, raízes e medula. Também conhecida como espinha bífida aberta. 
Hiperbilirrubinemia neonatal: A bilirrubina é um produto final do catabolismo 
dos aminoácidos e hemoproteínas. É formada principalmente pelo catabolismo 
da hemoglobina.Os principais locais de formação da bilirrubina são o baço e o 
fígado. A Hiperbilirrubinemia é classificada em Fisiológica e Patológica 
Etapas: Maior incidência pré termos, transporte, Captação hepática, 
Conjugação, Excreção; Tipos de hiperbilirrubinemia indireta: Icterícia 
Fisiológica do Recém-nascido /Icterícia patológica. 
 
 
 
 
Mirian Rodrigues

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