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Planejamento Tributário De acordo com Chiavenato (2004, p. 190), “O planejamento é um importante componente da vida organizacional, capaz de dar-lhe condições de rumo e continuidade em sua trajetória rumo ao sucesso”. Desta forma, ininterruptamente a organização deve estabelecer suas metas, constituir objetivos e definir recursos e tarefas necessários para alcançá-los, primordialmente, através da escolha do negócio, até a sua efetiva entrada no mercado. Segundo Bangs Jr. (1999, p. 19), o planejamento deve ser útil, a ponto de servir como ferramenta eficaz na tomada de decisão, para isto, requer análise crítica e ciência de que as conclusões podem não ser as esperadas, exatamente por isso, deve ser elaborado um plano capaz de identificar todos os pontos envoltos na atividade a ser explorada. O planejamento tributário é o conjunto de condutas, comissivas ou omissivas, da pessoa física ou jurídica, realizadas antes ou depois da ocorrência do fato gerador, destinadas a reduzir, mitigar, transferir ou postergar legal e licitamente os ônus do tributo”. (GUBERT, 2003, p. 33). O planejamento tributário serve para reduzir, adiar ou anular, dentro dos meios legais, o ônus fiscal. Em decorrência do complexo e oneroso sistema tributário brasileiro, fazer uso destas técnicas é, para muitas empresas, uma forma de sobreviver no mercado, operando com preços passíveis de competição. Segundo Fabretti (2005, p. 152). Tributos Tributos são o conjunto de impostos, taxas, contribuições e empréstimos compulsórios que formam a receita da União, estados e municípios. Exemplos de tributos: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), a tarifa de luz ou do lixo cobrada por uma prefeitura ou ainda a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Existem dois tipos de tributos: Diretos: Contribuintes arcam com a contribuição (caso do Imposto de Renda). Indiretos: Os impostos incidem sobre o preço das mercadorias e dos serviços vendidos. No Brasil, quase todos os produtos e serviços são vendidos com um conjunto de tributos incorporados ao valor. Impostos I.R.P.J. (Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas): Imposto recolhido sobre a renda das empresas, principalmente, recolhido para a Receita Federal e as informações pertinentes a esse tributo, como base de cálculo, por exemplo, dependem do regime de tributação a qual a empresa optou. C.S.L.L. (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido):Segue os formatos para o IRPJ. É baseado na opção de tributação das empresas e recolhido pela Receita Federal. A alíquota é de 9% para as empresas que optam pelo lucro real e pelo lucro presumido. P.I.S. (Programas de Integração Social): É apurado sobre o valor do faturamento mensal de empresas, com alíquota variando entre 0,65% e 1,65%, dependendo da forma de tributação das empresas. C.O.F.I.N.S. (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): É um tributo que incide sobre o faturamento mensal das empresas, com alíquota de 3% a 7,6%. São contribuintes da COFINS todas as empresas de direito privado, públicas, de economia mista e as instituições financeiras. A apuração da COFINS deverá ser realizada mensalmente. I.S.S. (Instituto Sobre Serviços):O Imposto Sobre Serviços é recolhido após a conclusão dos serviços no local do estabelecimento ou de domicílio do prestador dos serviços. A base de cálculo é o preço dos serviços prestados e as alíquotas variam de 2% a 5%. Evasão Fiscal e Elisão Fiscal A Evasão Fiscal (Sonegação Fiscal) poderá ser enquadrada como “crimes contra a ordem tributária” (artigos 1º e 2º da Lei nº 8.137/90). Temos situações que são consideradas como evasão fiscal: “Passivo Fictício”, “Suprimento de Caixa” de origem não comprovada, “depósitos bancários de origem não comprovada”, “compras e pagamentos não contabilizados”, “diferença nos estoques de embalagens”. Elisão Fiscal permite adequar uma empresa ao formato mais econômico de pagamento de Tributos e Contribuições, sem que, para isso, cometa qualquer ilegalidade. É uma gestão tributária inteligente. Regimes Tributários Em regra geral, as pessoas jurídicas no Brasil, podem optar pela adoção de três formas distintas de tributação: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. No Simples Nacional existem duas vantagens, uma refere-se aos valores de alíquotas que são menores e a outra se refere à simplicidade da agenda tributária, facilitando o controle. Neste caso, enquadram-se empresas com receita bruta de até R$3.600.000,00. Além disso, caso o faturamento for menor do que R$600.000,00, a empresa pode optar pelo Supersimples. Este regime apresenta alíquotas reduzidas, pois há a união de oito impostos e contribuições: PIS, Cofins, IPI, ICMS, CSLL, ISS, Imposto de Renda da pessoa jurídica e, em alguns casos, INSS patronal. Porém nem sempre este é o regime mais vantajoso, especialmente para empresas prestadores de serviços, que recolhem à parte a contribuição do INSS e por isso suas alíquotas variam conforme a folha de pagamento. O lucro presumido é uma forma simplificada de apuração do cálculo dos tributos com imposto de renda e da contribuição social, restrita aos contribuintes que não estão obrigados ao regime de apuração com base no lucro real. Esse tipo de tributação visa facilitar as rotinas burocráticas e administrativas das empresas de menor porte (OLIVEIRA, 2011). Segundo Pêgas (2006), para o cálculo do IR e CSL, no lucro presumido, são utilizadas apenas as receitas da empresa. Assim, esses tributos são calculados por meio de um resultado estimado encontrado por meio de percentuais definidos pela lei, e que estes cálculos são mais simples em comparação com o cálculo realizado pelo lucro real. Desta forma o Lucro Presumido configura uma forma de tributação que faz uma estimativa do valor do lucro líquido da empresa para que possam ser aplicadas as alíquotas do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Ele pode ser adotado por empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões anuais. Nesse regime, o IRPJ e a CSLL incidem trimestralmente em 15% e 9%, respectivamente, sobre o lucro presumido do período. O cálculo do lucro presumido deverá ser realizado trimestralmente, podendo a empresa realizar apenas quatro recolhimentos durante o ano e o recolhimento do imposto deverá acontecer no último dia útil. O Lucro Real é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões e empresas com atividades voltadas para o setor financeiro. Neste caso, as alíquotas são calculadas com base no lucro real, ou seja, receita menos despesas. Por este motivo, é preciso que a empresa seja muito organizada com suas contas. Planejamento Tributário- Nestlé A empresa Nestlé S.A é uma empresa transnacional, ou seja é uma empresa que atua em vários países. Está presente em 191 países possui 328 mil colaboradores e possui muitos alimentos que são importados e exportados. A Nestlé registrou faturamento de 3,647 bilhões de francos suíços (R$ 16,244 bilhões pelo câmbio atual) no Brasil no ano de 2019. O regime tributário da Nestlé se enquadra no Lucro real onde na sua maioria, é utilizado por empresas corporativas ou multinacionais. Para apurar esse valor, a Nestlé precisa saber corretamente, qual foi o lucro atingido para o cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido). Assim, os encargos diminuem ou aumentam de acordo com a apuração, e se houver prejuízos durante o ano, a empresa fica isenta do pagamento de impostos. PIS, Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social estão embutidos no regime Lucro Real, sendo que, o regime não é cumulativo para PIS e Cofins. No Lucro Real, a Nestlé é obrigada a apresentar à Receita Federal registros do sistema financeiro e contábil. Recorrer a benefícios fiscais em âmbito federal, estadual e municipal tem potencial para reduzir o peso da carga tributária, mantendo a eficiência e a competitividade do negócio. Aí pode estar o diferencial que a empresa tanto busca para otimizar as finanças.A Nestlé também está atenta aos regimes especiais que contemplam negócios de diferentes setores produtivos. Com o devido planejamento, é possível se beneficiar da “guerra fiscal” travada entre os estados para, dentro da legalidade, obter vantagens e gastar menos com tributos. No entanto, é preciso identificar as demandas do negócio e traçar um estudo detalhado do segmento de atuação para verificar a possibilidade de aproveitamento desses benefícios. Em 2018 a Nestlé conseguiu afastar na 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) cobrança de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas ao exterior para pagamento de softwares. Porém, a tese, que interessa a muitos contribuintes, não foi avaliada. O pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para manter a cobrança foi negado por questões processuais, por maioria de votos. A Nestlé precisou ir atrás de uma ferramenta que os auxiliasse a realizar de forma ainda mais eficaz as obrigações fiscais da empresa. Segundo Edison Beltrame, Finance & Control Systems Manager da empresa, a escolha levou em conta principalmente a reputação da nova parceira. A ferramenta foi colocada em prática nas áreas de impostos direto-indireto e contábil. O MASTERSAF DW oferece soluções por segmento de mercado e integra informações em uma base única, gerenciando e armazenando as informações do ERP. Dessa forma, possibilita a geração de relatórios e arquivos para atendimento e tomadas de decisões nas esferas Municipal, Federal e Estadual. “Após a adoção do MASTERSAF DW, a operação ganhou mais agilidade”, comenta Edison Beltrame, Finance & Control Systems Manager da Nestlé no Brasil”, ele também ressalta que os ganhos para a empresa foram positivos.: “vale destacar a tranquilidade na operação e a certeza da entrega dos arquivos.” O executivo comenta ainda outros benefícios conquistados após a parceria com a Thomson Reuters, como a redução de riscos fiscais que beneficiou a área de compliance, o cumprimento seguro da Lei no prazo correto. O Planejamento Tributário não deve ser considerado um custo para a empresa e, sim, um investimento. A sonegação não é solução e contribui diretamente com o ciclo vicioso de corrupção e cultura extrativista que nos assola desde o século XVI. Com o crescimento da produção, do volume e da complexidade de operações e contratos firmados, as empresas hoje necessitam não apenas de um contabilista responsável, um gestor financeira, mas, também, de orientação e consultoria de qualidade em áreas como gestão de pessoas, planejamento de vendas, estratégias de marketing e, especialmente, na área de tributos. https://br.investing.com/equities/nestle-ag-cash-flow GABRIELLA VIEIRA SCHMIDT RA: 0520677 https://docplayer.com.br/52830692-Daniane-berkenbrock-suzete-antonieta-lizote-resumo.html https://www.univali.br/graduacao/direito-itajai/publicacoes/revista-filosofia-do-direito-e-intersubjetividade/edicoes/Lists/Artigos/Attachments/93/4-lugar.pdf https://www.sbcoaching.com.br/blog/lucro-presumido/ http://tcc.bu.ufsc.br/Contabeis295556.pdf https://conube.com.br/blog/regime-tributario/ https://www.treasy.com.br/blog/tributos-impostos-taxas-e-contribuicoes-saiba-a-diferenca/ https://br.investing.com/equities/nestle-ag-cash-flow https://corporativo.nestle.com.br/aboutus/empresanestle https://blog.softensistemas.com.br/regime-de-tributacao/ https://dpc.com.br/planejamento-tributario-2020-sua-empresa-preparada-para-os-desafios-do-novo-ano/ https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/osprincipais-impostos-icms-iss-ipi-pis-cofins-irpj-e-csll/42563 https://www.bphadvogados.com.br/novidades_descricao/nestle-consegue-na-justica-afastar-ir-sobre-remessas-ao-exterior/ https://www.thomsonreuters.com.br/pt/tax-accounting/onesource-mastersaf/cases/nestle.html