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16
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, SAÚDE E TECNOLOGIA
CURSO DE DIREITO 
ANDRESSA SINDEAUX
LUCAS MATEUS CHAVES LIMA MENEZES
RAINARA MARTINS MENDONÇA
VITÓRIA VIANA MESQUITA
VALÉRIA ELIAS SILVA SOUSA
APRESENTAÇÃO ORAL
Imperatriz
2019
ANDRESSA SINDEAUX
LUCAS MATEUS CHAVES LIMA MENEZES
RAINARA MARTINS MENDONÇA
VITÓRIA VIANA MESQUITA
VALÉRIA ELIAS SILVA SOUSA
APRESENTAÇÃO ORAL 
Trabalho apresentado a disciplina Metodologia da Pesquisa Cientifica, do curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão, ministrada pela Profa. Dra. Jaqueline Rossato, para obtenção de nota.
Imperatriz
2019
RESUMO
A pauta central deste trabalho é examinar os procedimentos de comunicação oral com enfoque no campo de Direito. Desta forma, o presente estudo, objetiva demonstrar a possibilidade de aplicação das técnicas de oralidade nesse âmbito, mediante metodologia de pesquisa bibliográfica qualitativa, conceituar oratória e versar sobre a importância desta habilidade na sustentação de tese do advogado, perpassando o processo histórico de formação da retórica. O texto estrutura-se em três partes, onde na primeira faremos a discussão histórica sobre a oralidade, abordando a retórica sofista grega e a oratória jurídica dos romanos. Em segundo, trataremos das técnicas de apresentação oral no meio acadêmico, destacando a articulação verbal e a postura. E no terceiro, discutiremos sobre o domínio da oratória na carreira jurídica. No decorrer do estudo, entenderemos que o desenvolvimento de habilidade oral é uma grande aliada na capacitação profissional e pessoal da carreira de um jovem advogado. 
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Oral. Retórica. Técnicas de Oralidade. 
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ............................................................................. 4 
2 DA RETORICA SOFISTA À ORATÓRIA ROMANA .................... 6 
3 TÉCNICAS DA APRESENTAÇÃO ORAL ................................... 9
4 DOMÍNIO DA ORATÓRIA PARA OS ADVOGADOS .................. 12
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................... 15
 REFERÊNCIAS ............................................................................ 16
1 INTRODUÇÃO
A comunicação oral é um aspecto imprescindível do convívio em sociedade, tendo papel fundamental no desenvolvimento econômico e social de uma comunidade. Em especial, nas civilizações clássicas como a Grécia e a Roma, foi o aperfeiçoamento dessa habilidade como instrumento argumentativo e retórico que transformou a oratória em uma espécie de poder de político, uma vez que os célebres oradores da época foram alçados a brilhantes carreiras políticas. 
No âmbito do Direito, os princípios e normas do sistema jurídico romano influenciaram largamente diversas áreas do direito moderno brasileiro, dentre elas, a oratória e o processo civil. O princípio vigente da oralidade do processo civil, por exemplo, teve sua origem no Direito Romano. Assim, pode-se dizer que na prática do Direito, a oratória e a retórica constituem matéria de suma importância. 
Entretanto, a dinâmica atual do ensino da oratória nos cursos de Direito mostra-se problemática e enseja mudanças de procedimentos, uma vez que há um crescente despreparo dos profissionais da área nessa competência, possivelmente advinda do temor em se expressar em público. 
Tendo em vista a imprescindibilidade da comunicação oral no campo do Direito, o presente trabalho tem como objetivo demonstrar a possibilidade de aplicação das técnicas da oratória no âmbito acadêmico, perpassando o processo de formação histórico da retórica e oratória. Para tanto, o estudo foi construído mediante método de pesquisa bibliográfica qualitativa, proveniente de textos científicos e livros afetos ao assunto tratado, os quais permitiram o desenvolvimento desse estudo.
Quanto à organização, o trabalho está estruturado em três capítulos interconectados, tratando-se da primeira seção a contextualização da oratória a partir da exposição histórica do processo de formação desse princípio. Após essa breve demonstração, é uma feita uma abordagem histórica da importância da retórica nas sociedades grega e romana, para ascensão político e social do cidadão. 
Já no segundo capítulo, são apresentadas técnicas de oratória com enfoque no âmbito acadêmico, seja na defesa de um TCC ou apresentação de um trabalho. Para isso, é demonstrado que cada técnica tem um papel específico no trabalho, servindo como um ‘‘norte’’ para guiar a execução do mesmo. Em especial, destacam-se as técnicas de articulação e postura na apresentação do trabalho. 
Na terceira e última parte, aborda-se a importância do domínio da técnica da oratória na prática do Direito, contudo, é mostrado que essa habilidade não depende apenas da articulação verbal, mas sim, de um conjunto de artifícios que realcem essa comunicação, como o vestuário e a gesticulação. Ainda nesse ponto, é dito que a oratória é fundamental processo legal, uma vez que o advogado brasileiro lida com uma legislação seca e repleta de lacunas, no qual somente a sustentação de determinado ponto de vista possibilita a interpretação da lei. 
Por fim, nas considerações finais do presente estudo, é apresentado o entendimento que o ensino da oratória nos cursos de Direito mostra defasagem, acarretando em prejuízo de desempenho dos futuros profissionais da área. Assim, faz-se necessário que a dinâmica de ensino da oratória seja renovada e priorizada desde a base, dado que o domínio dessa competência é uma grande aliada na construção de uma carreira bem sucedida na área jurídica. 
2 DA RETÓRICA SOFISTA À ORATÓRIA ROMANA
	O processo educacional na história teve diversos marcos, porém, ao falarmos sobre a construção do ensino, temos a Grécia como um dos berços de um modelo educacional voltado para a ascensão dos cidadãos em uma perspectiva filosófica e política. Ficando ainda mais forte após a ruptura do conhecimento mitológico para o racional e durante o processo da formação dos cidadãos na vida efervescente das polis gregas. Neste contexto, destaquemos os trabalhos dos primeiros educadores formais do mundo grego: os sofistas. Como versa Costa (2014, p. 12): 
(...) importante mencionar os dotes oratórios como uma ferramenta fundamental de qualquer cidadão que quisesse enveredar pelo exercício de cidadania, na vida pública da polis. (...) Os sofistas são os “sábios” capazes de corresponder a esta necessidade de preparação dos jovens, mais propriamente à vida política da polis, podendo, assim, aliar a cultura à educação.
A importância dos sofistas na construção social dos jovens atenienses, ainda hoje, é posto em dúvida. Por terem sido viajantes e cobrarem pelo ensino, não eram levados a sério naquela época, pincipalmente pelos filósofos clássicos como Aristóteles e Platão. Há de se convir que os sofistas ensinavam àqueles que tinham condições para pagar pela educação, entretanto, vale destacar o quão importante foram para o desenvolvimento da retórica e oratória que se fazem presentes até os dias atuais. De acordo com Bastos (2012, p. 23)
Sofista é aquele que sabe argumentar e persuadir, mas acima de tudo, é aquele que sabe ensinar a arte da argumentação e da persuasão útil nos tribunais, na política e nos negócios. Daí a importância do papel dos sofistas na educação dos jovens, no sentido de fazer deles cidadãos plenos da polis. 
Nesse ínterim, as polis gregas estavam em ascensão como um novo modelo de cidade-estado. Nelas o direito era criado: leis eram redigidas para e por elas. Em contrapartida, com o fortalecimento da democracia nessas cidades-estados, discussões eram feitas para melhor compreender a relação do indivíduo com a polis (COSTA, 2014, p. 16). Portanto, não caberá mais explicações divinas e/ou mitológicas: a razão irá pautar o novo momento na polis. Daí o papel crucial dos sofistas.Na democracia a palavra é valorizada por ser um instrumento de poder, além disso, é um instrumento de poder político. Os gregos tinham a palavra como a força da persuasão e os oradores tinham que apresentar suas ideias não de uma maneira “solta”, mas os discursos deveriam estar bem fundamentados para convencer os demais. Na Roma antiga a palavra, assim como na Grécia, tinha uma força enorme e “(...) era o instrumento por excelência para assinalação do indivíduo no mundo público, conforme afirma Moses Finley, para quem ‘o mundo antigo era predominantemente da fala e não da escrita’”. (CORDÃO; LIMA, 2007, p. 273). 
Sendo assim, em Roma, que valorizava a cultura helenística em todas as formas, os sofistas e a retórica também se fizeram presentes. Na república romana, haviam escolas de reitores, com uma tradição sofista muito forte, onde eram ensinados os preceitos técnicos da oratória através de livros denominados ars rhetorica; porém, pelos especialistas da época, essa obras eram pouco eficientes e muito formais (VASCONCELOS, 2000, p. 180). 
Um dos oradores da época, Marco Túlio Cícero, um dos críticos do ensino romano da oratória, lançou diversos livros e um deles De oratore até hoje é utilizado para o aprendizado da oratória. Cícero, segundo a história, era um exímio advogado e professor. Para ele, a palavra era o que nos diferenciava dos animais. 
Para Cícero, palavra e humanidade estão co-envolvidos. O homem é homem e distingue-se dos animais porque fala, sobretudo porque diz (De or. I, 32-33). Dicere torna-se, portanto, bem mais que uma habilidade específica. É atividade humana por excelência. Como tal, esta atividade nasce com o homem. Para ser levada à perfeição, porém, é preciso cultivá-la por meio de uma educação que vise à formação do sumo orador, pois somente este poderá realizar a eloquência perfeita. (VASCONCELOS, 2000, p. 179)
Além da tradição sofista e grega, Cícero propusera uma nova forma de retórica que seria bem mais do que fora proposto por Aristóteles em sua obra “A retórica”. Para o orador romano, filosofia, direito e retórica andavam em uníssono. Não poderia, portanto, um advogado ser bom na arte da persuasão, sem ter o mínimo de conhecimento do mundo; fazia-se necessário saber sobre política, religião, história etc. para a construção do seu discurso. Ainda hoje isso se vale nos tribunais e nas sustentações orais de juristas e advogados. 
3 TÉCNICAS DA APRESENTAÇÃO ORAL
.
 A apresentação oral é muito importante no âmbito acadêmico, seja na defesa de um TCC, na apresentação de trabalho ou em qualquer outro projeto, costuma ser a parte mais desafiadora para o aluno e muitos não sabem o que fazer ou como agir para obter um bom resultado, onde entra a importância das técnicas que serão apresentadas. 
 Cada técnica tem um papel especifico no trabalho, podendo ser desde o planejamento, formação do trabalho até mesmo como apresentar, o que ou como falar, sendo um verdadeiro norte na vida do acadêmico.
 Primeiramente, para uma boa apresentação, o trabalho deve ser preparado com antecedência, o acadêmico deve saber tudo o que irá apresentar utilizar poucos textos e quando necessário, imagens interessantes para melhor qualidade do conteúdo visual, que em alguns casos podem ser mais autoexplicativas dos textos.
 Segundo Polito (2008, p.156) “O espetáculo dos visuais não pode ser tão impressionante a ponto de, no final, os ouvintes mal consigam se lembrar de qual foi o assunto tratado”.
 Fazer a defesa do trabalho dentro do tempo estipulado é um dos critérios de ponto avaliado pela banca, sendo importante um treino de preparação prévia para ter noção do tempo que será gasto na apresentação, sempre lembrando que no momento da apresentação será diferente do treino, pois o nervosismo poderá aparecer e atrapalhar o tempo previsto.
 Antes de uma apresentação, é sempre bom fazer um ensaio geral. Testar no local o material de apoio que irá utilizar como irá transmitir a mensagem de forma dinâmica para o público e aprender a falar de improviso, que não significa falar sem conhece do assunto, e sim saber falar de assunto que tenha domínio, porém deu um branco ou o preparo não foi suficiente.
 O slide é o principal material visual de uma apresentação e às vezes, uma grande tentação para o acadêmico. Só deve ser lido em caso de citação ou nervosismo, quando esquecer algo importante, pois a finalidade do slide é destacar as informações mais importantes; orientar, ajudar a lembrar do passo a passo do trabalho para quem apresentar, possibilitando a lembrança do tema por mais tempo e ser o apoio de informações mais claras para quem assisti.
 Outro recurso que pode ser usando durante uma apresentação é um cartão de notas, que seria um recurso escrito, pequeno do tamanho da palma de uma mão, com algumas palavras importantes da sequencia da apresentação, além de citações ou algum fato muito importante (exemplo: data) que precise ser mencionado. O cartão não pode conter todo o texto da apresentação, pois corre o risco de somente lido e não apresentado da forma correta.
 Durante um discurso, a expressão corporal e a voz, são muito importantes para a mensagem ser entendida pelo o ouvinte, sendo que o papel da expressão corporal é mais evidente, pois influencia muito na recepção do ouvinte. Segundo Polito (2008, p.100) “O gesto obedece a um processo natural, isto é, ocorre antes da palavra ou junto com ela, não depois”. Também destaca quais são os maiores erros, são eles a ausência de gestos e o seu excesso.
 O corpo participa da comunicação, quando não se utiliza os gestos ou ficar imóvel ao falar, não aproveitará um recurso. Por outro lado, se usar o recurso de gestos de forma excessiva, mesmo que o conteúdo da mensagem seja bom, os movimentos irá desviar o foco de atenção dos ouvintes e até dificultar o entendimento.
 Os gestos e posturas usados por um, não serão os mesmos para todos, porém existe uma linha de comportamento que a maioria poderá usar e adaptar de acordo com as características de cada um. Durante a apresentação, sempre olhe diretamente para os ouvintes, pois apresentação é feita para eles e passa uma expressão de confiança. Estabeleça um sincronismo harmônico entre o corpo, a voz e a mensagem. Mantenha o corpo em uma posição natural e usar semblantes expressivos de acordo com cada fala. 
Segundo Polito (2008) para desenvolver uma boa expressão corporal, tem que ser observado as seguintes orientações:
· Faça um gesto para cada informação predominante na frase;
· Não tenha pressa de voltar à posição de apoio;
· Gesticular com os braços acima da linha da cintura;
· Faça o movimento a partir do ombro;
· Varie os gestos;
· Varie a posição de apoio;
· Marque o ritmo da fala comigo m os braços na frente do corpo;
· Estabeleça um sincronismo harmonioso entre os gesto, a voz e a mensagem;
· Posicionem-se naturalmente sobre as duas pernas;
· Use o semblante para se comunicar com mais expressividade;
· Olhe para os ouvintes. (POLIO, 2008, p. 104)
Seguindo essas orientações será difícil o advogado não ter uma boa apresentação e transmitir de forma clara a mensagem que deseja.
Dentro do universo da comunicação tudo fala a nosso respeito, e umas forma onde os Advogados podem mostrar muito do tipo que é, é a forma como estarão vestidos durante suas apresentações.
A forma como deve ser os trajes dos advogados para se apresentarem é bem tradicional e sem erro, basta vestir um terno com uma cor neutra, como o azul em tons escuros, o preto e o cinza, e as advogadas um tailler. Não pode ter dúvidas quanto ao que se está vestindo pois acarretaria insegurança e comprometeria a apresentação.
Um dos cuidados que se deve ter durante uma apresentação é com as cores das roupas e os acessórios, pois podem chamar muita atenção e distrair o ouvinte, fazendo com que ele não consiga concentrar-se no que se está apresentando.
Quando vamos nos preparar para uma apresentaçãotemos que adequar nosso vestuário de acordo com o ambiente e a época em que estamos. Lembre-se que o importante é o conteúdo abordado e nada pode ocasionar distrações ao ouvinte, vista-se de forma harmoniosa
4 DOMÍNIO DA ORATÓRIA PARA OS ADVOGADOS 
Para os advogados não adianta apenas ter apenas um bom currículo, com várias especializações se de fato não possuírem uma boa oratória, eloquência, retórica. A fala, assim como a escrita, é o instrumento de trabalho dessa classe e o bom desempenho do profissional depende de uma boa desenvoltura e do domínio das palavras, pois dependerá destas em diversas ocasiões da sua vida profissional, como em sustentações orais perante tribunais, e até mesmo a própria conversa entre advogado e cliente.
Como tratou Luz (2015) “a oratória é peça fundamental para a capacitação dos profissionais e acadêmicos de Direito, sendo de suma importância para a evolução da qualidade do ensino”, portanto essa atenção especial deve estar presente desde o inicio da sua faculdade visando formar-se um profissional o mais preparado possível para o mercado. Para os advogados, temos previsto já no estatuto da OAB hipóteses de direitos que estes têm de se pronunciar, então é legalmente resguardado esse direito do profissional em se manifestar oralmente.
Art. 7º São direitos do advogado:
X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas;
XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;
XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo; (BRASIL, 1994)
Assim como tudo no mundo, a oratória jurídica precisa de um início, tendo sido marcada pelo primeiro tratado da retórica, escrito por volta do século V a.C. por Córax de Siracusa e seu discípulo Tíssias.
A oratória jurídica teve origem por volta do século V a.C. com Córax de Siracusa, que juntamente com seu discípulo chamado Tíssias. Criaram o primeiro tratado de Retórica, que fora escrito por ambos, em 465 a.C. que tinha o objetivo de orientar os advogados que escolhiam a defender as causas das pessoas que desejavam reaver seus bens e propriedades tomados pelos tiranos. (LIMA, 2015, pag. 01)
Esse documento ajudava na defesa de vítimas perante tribunais, visto ser a época de tirania e abusos de poder por parte do Tirano Siracusa, e apesar de não se ter nenhuma cópia desse documento sua existência é atestada em outros escritos.
Aqui no Brasil, a oratória surge e ganha força com as escolas jurídicas, sendo criadas no ano de 1828, sendo uma localizada no mosteiro de São Francisco em São Paulo, e a outra no mosteiro de São Bento em Olinda, nos estado de Pernambuco. O Brasil foi assim o berço de grandes nomes dessa arte de falar assim como citou Castelo Branco.
A retórica é o dote natural de alguns homens predestinados produziram na Itália, na França, na Inglaterra, em Portugal, e mesmo no Brasil, notáveis parlamentares, advogados, sacerdotes pregadores. [...] entre os brasileiros, Rui Barbosa, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Silva Jardim, Luís Gama, Saldanha Marinho, Quintino Bocaiúva, Lopes Trovão, Campos Sales, Prudente de Morais, Nilo Peçanha, Assis Brasil, Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado, Aristides Lôbo, Rangel Pestana, Brasílio Machado (BRANCO, 1976 p. 30)
Mas oratória não depende só das palavras, o advogado precisa trabalhar um conjunto de artifícios para explorar essa comunicação. O vestuário, os gestos e principalmente sua postura, pois além de saber falar um advogado deve saber convencer as pessoas daquilo que ele fala e todas essas características formarão um conjunto que passarão mais segurança e credibilidade a quem ouve.
Como vem sendo falado a oratória é fundamental, o advogado brasileiro lida com uma legislação seca, cheia de lacunas que em diversas situações não é capaz de falar por si só e nem de transmitir emoções por isso necessita de um interprete, ele na figura de guardião da justiça precisa buscar e defender um ponto de vista a ponto e de convencer a todos que é isso que a lei quer dizer, e é de determinada forma que ela deve ser aplicada.
Segundo Luz (2015) para um bom domínio da técnica é necessário seguir alguns princípios norteadores para que se possa ter um maior domínio do tema e de como transmitir a mensagem ao público são eles: 
 No estudo aqui abordado, os princípios da oratória serão considerados adágios preponderantes no bom domínio de sua técnica. Senão vejamos os principais:
a) Falar não é dom é habilidade;
b) O bom orador utiliza a tríade: conhecimento, habilidade e atitude;
c) Eu estou presente agora (comunicação focada);
d) O palestrante não é o centro da palestra, o tema sim;
e) Seja um facilitador do tema da apresentação;
f) As palavras representam 7% da comunicação;
g) A respiração é muito importante para o sucesso da apresentação;
h) Respire antes das frases para diminuir a ansiedade e a velocidade da fala;
i) Respiração mais forte projeta a voz;
j) O tom de voz representa 38% da comunicação;
l) Use tons diferentes de voz para destacar a fala;
m) Pausar antes de mudar o tom;
n) A expressão corporal representa 55% da comunicação;
o) Técnica do triângulo: a ponta do queixo e as pontas do ombro no formato de um triângulo, para que possibilite uma boa postura ao orador.
p) Usar as expressões das mãos;
q) Procurar se movimentar durante a apresentação;
r) Dobrar os cotovelos para reiniciar a fala;
s) A paixão na fala deve ser precedida de respiração pausada;
t) Identificação dos pontos de intervenção. (LUZ, 2015, pag.01)
Os princípios são parte importante na hora do discurso, mas devem ser colocados em pratica. Oratória é técnica, é como dito uma habilidade que deve sempre ser posta a prova, e só se aprende fazendo a teoria não é suficiente, deve ser sempre complementada pela pratica. 
Tratando desse ponto de que saber falar é uma habilidade, fica um questionamento. Será que as faculdades de direito estão proporcionando essa prática para seus alunos? Pois é uma habilidade que deveria ser tratada desde cedo, na base da educação, mas que deve ser exercitada ainda mais no ensino superior, pois dali podem sair grandes oradores, assim como foi Rui Barbosa, um dos mais célebres juristas e oradores do país.
Portanto, além de saber falar para que se tenha uma boa oratória, um bom discurso outros pontos devem ser colocados em evidência. Primeiro é necessário um domínio do conteúdo, pois sem ele não é possível transmitir uma mensagem ao público, segundo manter a postura e estar vestido adequadamente, ela vai ajudar na comunicação, traz segurança para quem escuta e a expressão corporal que é responsável por mais da metade da comunicação, também a vestimenta já que os tribunais exigem um traje a rigor, depois disso temos a respiração que ajuda a manter a calma e a demonstrar segurança do tema que se fala, juntando todos esses artifícios certamente o discurso será eficaz.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desta forma, conclui-se que a oratória é uma competência fundamental na prática das atividades inerentes ao estudo do Direito, considerando que, a força de uma sustentação oral determina seu nível de adesão mediante o receptor. Em nível de comparação, percebe-se que, analisando a trajetória da retórica na histórica, a adesão de um discurso por parte da população, contribuiu largamente na efetividade das mudanças sociais. 
Paralelamente, no entanto, nota-se uma crescente insegurança da classe acadêmica no Direito em relação à prática da oratória, possivelmente devido ao temor de expressar em público. Contudo, há de se convir que essa postura exige reconsideração, dado que o despreparo argumentativo no ofício do Direito põe em dúvida a competência do profissional. 
O Direito, em sua expressão genuína, não estávinculado à um sentido de justiça moralista, mas sim, interpretativo e criativo, baseado na convicção do magistrado no argumento. Assim, o domínio da técnica de argumentação e oratória se mostra imprescindível para sustentação da tese e adesão do argumento.
O fato é que a dinâmica de ensino da oratória nos cursos de Direito enseja renovação, tanto no aspecto educacional quanto social. É importante que a prática da oratória seja fortalecida e devidamente valorizada desde a base, de modo que os estudantes desenvolvam sua capacidade técnica argumentativa plenamente e se tornem profissionais competentes na sua área de atuação. 
REFERÊNCIAS
A CONSTITUIÇÃO da retórica da práxis na relação entre a retórica, a filosofia e o direito, no realce ao discurso judicial e na valorização do ethos do orador. S.n.t. 29p. 
BASTOS, Fernando José Rodrigues Evangelista Machado. Arqueologia(s) do poder espaço público: um projecto político, atropológico e poiético. Porto: [s.n.], 2010. 
COSTA, Isabel Cristina Ferreira Da. Os sofistas e a sua pertinência no ensino da filosofia. Porto: FLUP, 2014.
LIMA, Marinalva Vilar; CORDÃO, Michelly Pereira de Sousa. Discursos ciceronianos: a oratória como estratégia política na Roma Antiga. Coimbra: Revista Clássicas, v.20, n.2, 2007. 
VASCONCELOS, Beatriz Ávila. Educação oratória no de oratore de Cícero. São Paulo: Revista Letras Clássicas, n.04, 2000. 
POLITO, Reinaldo. Oratória para advogados e estudantes de direito. São Paulo: Saraiva, 2008.
LIMA, Tiago dos Santos de. A importância da oratória para os advogados e estudantes de direito. 2015. Disponível em: <https://jus.com.br/artigos/40093/a-importancia-da-oratoria-para-os-advogados-e-estudantes-de-direito>. Acesso em: 27 nov. 2019.
ARISTÓTELES. Retórica. Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2005. Disponível em <www.scribd.com/doc/55674221/ARISTOTELES-Retorica> acesso em 27 nov. 2019
LUZ, Pedro Henrique Machado da. A importância da oratória para o Direito: Panorama histórico e princípios.. 2015. Disponível em: <https://pedroluz28.jusbrasil.com.br/artigos/199166226/a-importancia-da-oratoria-para-o-direito>. Acesso em: 27 nov. 2017.
BRASIL. Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil – Lei n. 8.906, de 04 de julho de 1994. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8906.htm>. Acesso em: 27 nov. 2017.
BRANCO, Vitorino Prata Castelo. O Advogado e a Defesa oral. Academia brasileira de letras, Disponível em <www.scribd.com/doc/6954830/Vitorino-P-Castelo-Branco-O-Advogado-e-a-Defesa-Oral-8> Acesso em: 27 nov. 2019.
CARDOSO, Regis de Andrade; MACHI, Andreza Cristina; SILVA, Danilo Ferraz Nunes da. A herança do direito romano no direito brasileiro. 2014. Disponível em: <http://periodicos.unievangelica.edu.br/index.php/cientifica/article/view/860>. Acesso em: 27 nov. 2019

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