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Diferencie o Estado Unitário Centralizado do Descentralizado. 
Estado Unitário Centralizado: Estado simples ou unitário é aquele não divisível em 
partes internas que mereçam o nome de Estados e que possui unidade do poder político 
interno. Em outras palavras, há um único centro de poder criador do ordenamento 
jurídico. No Centralizado todo o poder político e atribuições administrativas ficam 
concentradas na figura do Estado central. 
Estado Unitário Descentralizado: Estado unitário em que o poder central delega 
algumas atribuições administrativas a algumas localidades territoriais, submetendo-as 
à sua vontade política, controlando e fiscalizando. 
Em que se diferencia o Estado Simples ou Unitário Descentralizado do Estado 
Composto ou Complexo? 
No Estado Simples ou Unitário Descentralizado (a exemplo da França) o órgão 
descentralizado exerce suas atribuições em decorrência de delegação do Poder Central, 
a quem é submetido, devendo obediência e sendo fiscalizado. No Estado Composto ou 
Complexo a unidade menor que compõe a União (Estado-membro) também é um 
centro produtor de normas, atuando de modo autônomo e sem subordinação jurídica ao 
ente central. 
Cite e explique as formas de Estado Composto ou Complexo. 
União Pessoal: ocorre quando, em virtude de uma sucessão hereditária, casamentos 
entre membros de dinastia ou mesmo pela violência, o mesmo monarca vem a ocupar 
o trono de dois ou mais Estados. Exemplos: União Ibérica (Espanha e Portugal sob o 
trono de Felipe II da Espanha de 1580 a 1640), Reino Unido de Portugal, Brasil e 
Algarves de 1815 a 1822). A união pessoal tem as seguintes características: 1) é 
temporária, se bem que de duração indefinida, pois depende das leis de sucessão 
dinástica de cada Estado; 2) respeita a independência de cada Estado, que se mantém 
com sua própria organização política e jurídica, e com a individualidade própria da 
vida internacional; 3) o único ponto em comum é o soberano, que, no entanto, reina de 
acordo com a organização de cada Estado. 
União Real: somente possível também em Estados monárquicos, ocorre também com 
a união de dois ou mais Estados sob o mesmo soberano. Distingui-se da União Pessoal 
uma vez que, apesar cada Estado manter a sua organização política e jurídica interna, 
aparece na vida internacional como um único Estado. Exemplo: Império Austro–
Húngaro de 1914 a 1918. 
União Incorporada: resulta da fusão de dois ou mais Estados independentes para formar 
um novo Estado, conservando aqueles apenas virtualmente a designação de Estados ou 
reinos. De fato e de direito os Estados assim incorporados desaparecem na constituição 
da nova entidade, e somente na linguagem protocolar guardam a antiga designação. O 
Reino Unido da Grã-Bretanha é uma monarquia formada pela incorporação dos antigos 
reinos da Inglaterra, Escócia e Irlanda; outro exemplo é a URSS. 
Protetorado: união entre Estados cujo fim é guiar e proteger uma coletividade estatal 
muito mal organizada ou muito fraca para dirigir-se politicamente por si mesma ou 
para prover sua segurança. O Estado protegido perde toda a autonomia em assuntos de 
ordem política e econômica, mesmo que internamente. Sua iniciativa na esfera 
internacional se acha igualmente paralisada. Toda a capacidade para a gestão dos 
negócios internacionais cabe ao Estado protetor. 
Confederação: é a união permanente e contratual de Estados independentes que se 
unem com uma finalidade específica, onde cada ente estatal mantém sua soberania 
precípua podendo até mesmo se desligar da referida Confederação. Essa união, pois, 
para atingir seus objetivos, necessita de uma organização permanente, mas não fere a 
soberania dos seus confederados, que se obrigam apenas em exercer em comum certas 
funções ou a exercê-las em casos determinados. 
Federação: é a união de dois ou mais Estados para a formação de um novo ente estatal, 
em que as unidades conservam a autonomia política enquanto a soberania é transferida 
para o Estado Federal, sem direito nenhum de desligar-se do novo ente estatal. A 
constituição da Federação pode se dar de duas formas, a saber: 1) Centrípeta ou por 
agregação: EUA é uma Federação por agregação ou centrípeta formada por 13 ex-
colônias inglesas independentes que renunciaram suas soberanias para formar um 
único Estado; e 2) Centrífuga ou por desagregação: no Brasil a Federação é por 
desagregação ou centrífuga, formada a partir de um único Estado centralizado. 
Analise a notícia a seguir: “O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José 
Mariano Beltrame, anunciou na tarde desta segunda-feira (24/03/2014) que o 
estado vai assumir o Conjunto de Favelas da Maré e, em seguida, passará o 
comando para o Exército. O secretário não quis adiantar quando e nem quanto 
tempo vai durar a ocupação. Ele disse que em princípio, será somente o Exército 
e descartou a Marinha e a Aeronáutica. A Polícia Federal vai ajudar com o serviço 
de inteligência e a Polícia Rodoviária Federal vai auxiliar no cerco aos acessos, 
nos mesmos moldes da ocupação do Complexo do Alemão, em 2008.” (Fonte: 
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/03/beltrame-diz-que-exercito-
vai-assumir-ocupacao-do-complexo-da-mare.html) A Constituição Federal 
estabelece que, excetuado as hipóteses nela prevista, a repressão e investigação de 
crimes ficam ao encargo das respectivas polícias militares e civis do Estado-
membro onde ocorre a infração. Mesmo assim, na ocupação do morro do Alemão 
e do complexo da Maré no Estado do Rio de Janeiro, além da força policial local 
foi utilizada a Polícia Federal e as Forças Armadas. Pergunta-se: pode o Estado 
do Rio de Janeiro impedir a participação da Polícia Federal e Forças Armadas no 
processo de ocupação daquelas regiões para repressão e investigação dos crimes 
lá cometidos? Caso o Brasil tivesse a mesma forma de Estado adotada pela França 
a solução seria a mesma? Justifique. 
No Brasil é adota a forma de Estado Federativa. Assim sendo, seus Estados-membros 
não são subordinados ao poder central, e sim tem competências e atribuições próprias 
que exerce com completa autonomia. Como a Constituição Brasileira conferiu aos 
Estados-membros a competência para a repressão aos crimes de um modo geral, cabe 
ao Estado do Rio de Janeiro realizá-la. Assim, caso a União Brasileira envie forças de 
segurança (Polícia Federal ou Forças Armadas) para auxiliar na segurança pública do 
Rio de Janeiro, este pode recusar a ajuda e até mesmo barrar a entrada de tais forças 
em seu território. 
Caso o Brasil adotasse a forma de Estado da França, a saber Estado Unitário ou Simples 
Descentralizado, não poderia o Rio de Janeiro recusar ou barrar a ajuda do Poder 
Central, uma vez que em Estados Unitários Descentralizados os poderes regionais são 
completamente subordinados ao Poder Central, a quem deve obediência irrestrita. 
Sobre as formas de governo, explique a classificação dada por Aristóteles. 
Aristóteles adota uma classificação dupla, levando em conta um critério numérico, ou 
seja, a quantidade de indivíduos que exercem o poder, e um critério moral, tomando 
como parâmetro se este poder é exercido em benefício de todos ou apenas dos 
governantes. Combinando o critério moral e numérico, pois, chega Aristóteles à 
seguinte classificação: 
Formas Puras de Governo: 
1)Monarquia: governo de um só. 
2) Aristocracia: governo de um grupo. 
3) Democracia: governo de todo o povo. 
Formas Impuras de Governo: 
1) Tirania: corrupção da monarquia. Monarquia que atende apenas aos interesses do 
monarca, desprezando o interesse geral. 
2) Oligarquia: corrupção da aristocracia. Aristocracia em que o grupo exerce o poder 
em interesse próprio, desprezando o interesse geral. 
3) Demagogia: corrupção da democracia. Quando a democracia é exercida desprezando 
o bem comum, quando o governo está nas mãos de uma multidão revoltada ou esta 
domina diretamente os governantes, implantando umregime de violência e de 
opressão. 
Sobre as formas de governo, explique a teoria dos ciclos de governo de Maquiavel. 
Para Maquiavel as sociedades humanas passaram ou passarão por todas as formas de 
governo citadas por Aristóteles. O ponto de partida é um estado anárquico, que teria 
caracterizado o início da vida humana em sociedade. Para melhor se defenderem, os 
homens escolheram o mais robusto e valoroso dos homens para governá-los, surgindo 
a monarquia. Com o tempo, os filhos dos reis começam fatalmente a degenerar esta 
forma de governo, surgindo assim a tirania. Em reação à tirania, alguns homens 
conspiram contra esta conseguindo derrubá-la. Ao derrubá-la, por horror ao governo 
de um só, resolvem instalar o governo de alguns, surgindo a aristocracia. Os filhos dos 
aristocratas, porém, que não experimentaram os sofrimentos dos pais sob a tirania, 
consideram-se em breve superiores ao povo, e se tornam uma oligarquia. O povo, não 
suportando mais os descalabros da oligarquia, mas, ao mesmo tempo, lembrando-se 
dos males da tirania, destitui os oligarcas e resolve governar-se a si mesmo, surgindo a 
democracia. Enquanto vive a geração que sofreu com a oligarquia, tudo vai bem; 
desaparecida ela, ocorre fatalmente degeneração da democracia, passando cada um a 
utilizar o governo em proveito próprio, gerando a demagogia. Diante dessa situação de 
insegurança, o povo decide voltar ao governo de um só, retornando à monarquia. 
Cite e explique as características da Monarquia. 
A monarquia apresenta as seguintes características: 
1) Vitaliciedade: o monarca não governa por um tempo limitado, podendo governar 
enquanto viver ou enquanto tiver condições para continuar governando. 
2) Hereditariedade: a escolha do monarca se faz pela simples verificação da linha de 
sucessão. Quando morre o monarca ou deixa o governo por qualquer outra razão, é 
imediatamente substituído pelo herdeiro da coroa. 
3) Irresponsabilidade: o monarca não tem responsabilidade política, isto é, não perde o 
seu cargo em virtude de suas opções políticas ou erros cometidos. 
Como se deu o processo histórico de formação da República. 
A República surge em um contexto histórico e filosófico de reação ao absolutismo 
político das monarquias europeias. Primeiramente é instaurada nos EUA após a 
decretação de sua independência. Logo após, é adotada na França, após a Revolução 
Francesa. 
Cite e explique as características da República. 
A república tem como principais características: 
1) Temporariedade: o Chefe de Estado recebe um mandato com prazo de duração 
predeterminado. Para evitar que as eleições reiteradas do mesmo indivíduo criasse um 
paralelo com a Monarquia, estabeleceu-se a proibição de reeleições sucessivas. 
2) Eletividade: o Chefe de Estado é eleito pelo povo, não se admitindo a sucessão 
hereditária ou por qualquer outra forma que impeça a escolha do povo. 
3) Responsabilidade: o chefe de Governo é politicamente responsável, o que quer dizer 
que ele deve prestar contas de sua orientação política, ou ao povo diretamente ou a um 
órgão de representação popular. 
Cite e explique as características do Parlamentarismo. 
São características do Parlamentarismo: 
1) Distinção entre Chefe de Estado e Chefe de Governo: a função de Chefe de Estado 
será exercida pelo Monarca ou Presidente da República. Este não participa das decisões 
políticas, exercendo preponderantemente a função de representação do Estado. O 
Chefe de Governo, por sua vez, é a figura política central do Parlamentarismo, pois é 
ele que exerce no âmbito governamental o Poder Executivo. Sua investidura no cargo 
se dá por nomeação do Chefe de Estado, porém pela indicação do Parlamento. 
2) Chefia de Governo com responsabilidade política: o Chefe de Governo, aprovado 
pelo Parlamento, não tem mandato com prazo determinado. O mesmo tem 
responsabilidade por suas opções políticas, podendo ser demitido quando não agrada a 
maioria do Parlamento, representante do Povo. Dois são os fatores que provocam a 
demissão do Chefe de Governo: 1) a perda da maioria parlamentar; e 2) o voto de 
desconfiança. 
3) Possibilidade de dissolução do Parlamento: em duas hipóteses pode ocorrer a 
dissolução do Parlamento com extinção antes do prazo normal dos mandatos dos seus 
integrantes: 1) quando o Chefe de Governo contém apenas pequena maioria do 
Parlamento e acredita que novas eleições poderão ampliar essa maioria; e 2) quando o 
Chefe de Governo recebe o voto de desconfiança do Parlamento, mas acredita que este 
é quem está em desacordo com a vontade popular. Em ambas as hipóteses o Primeiro 
Ministro solicita ao Chefe de Estado para que este dissolva o Parlamento e convoque 
novas eleições gerais. Realizadas as eleições, seu resultado determinará a permanência 
do Primeiro Ministro, se continuar com a maioria, ou sua demissão, se contar com a 
minoria dos novos parlamentares. 
Cite e explique as características do Presidencialismo. 
São características do presidencialismo: 
1) Chefia de Estado e Governo concentrados no mesmo órgão – Presidência da 
República. 
2) Presidente da República é escolhido. 
3) Presidente da República ocupa o cargo por prazo determinado. 
4) Presidente da República tem poder de veto. 
Em que ocasiões o chefe de governo perde o seu cargo no sistema de governo 
parlamentarista? 
Dois são os fatores que provocam a demissão do Chefe de Governo: 1) a perda da 
maioria parlamentar; e 2) o voto de desconfiança. 
De que forma o chefe do Executivo pode fiscalizar os atos do Legislativo no 
sistema de governo presidencialista? 
O sistema presidencialista se desenvolve em Estado que preconiza o sistema de 
separação de Poderes, sendo atribuída ao Congresso a totalidade do Poder Legislativo. 
Entretanto, para que não houvesse o risco de uma verdadeira ditadura do Legislativo, 
reduzindo o Executivo a mero executor automático das leis, lhe foi concedida a 
possibilidade de interferir no processo legislativo através do veto. Os projetos de lei 
aprovados no Legislativo devem ser remetidos ao Presidente da República para 
receberem sua sanção, que é a manifestação de concordância. Se considerar o projeto 
inconstitucional (veto jurídico) ou inconveniente (veto político), o Presidente veta-o, 
comunicando imediatamente ao Congresso. O Legislativo analisará o referido veto 
mediante votação especial. Se considerar pertinente o veto, o projeto será rejeitado, se 
não, o veto será afastado e a lei será publicada mesmo sem a aprovação do Executivo. 
O que é o semipresidencialismo? 
Alguns autores afirmam que o sistema de governo parlamentarista somente existe em 
formas de governo monárquicas. Para estes, o Parlamentarismo exercido dentro de uma 
República recebe o nome de semipresidencialismo. 
O que significa democracia? 
Regime de governo em que o povo participa da formação do governo, ou seja, participa 
da administração do Estado. 
Disserte sobre a evolução da democracia na história. 
A palavra e o conceito de Democracia vieram da Grécia, e especialmente de Atenas, 
significando literalmente “poder do povo”. Entretanto, mesmo em Atenas, no áureo 
período democrático, poder do povo ou democracia nunca foi o governo exercido direta 
e exclusivamente pelo povo. Ainda assim o conceito de povo ateniense era restrito; 
melhor explicando, povo ateniense não era todos os indivíduos que viviam de modo 
permanente sob o governo de Atenas, e sim uma pequena parte, a saber, homens 
naturais de Atenas que gozavam de direitos políticos. Vale ainda ressaltar que o povo 
ateniense, em alguns períodos, decidia sobre tudo; porém não exercia diretamente o 
seu poder. Assim é que eram escolhidos magistrados, ministros, administradores para 
exercer as diversas funções estatais em nome do povo. Após o período áureo da 
democracia grega, a sociedade ocidental experimentou por muito tempo regimes de 
governo autocráticos, onde o povo foi afastado das decisões políticas.A autocracia 
chega ao auge com o absolutismo político, onde o poder era propriedade do Rei, e não 
do povo. Assim, como reação ao absolutismo político ao longo do século XVII e XVIII 
culminam na Europa as revoluções inglesa, norte-americana e francesa, ressurgindo a 
democracia. A democracia clássica, nome dado a esse novo período democrático, foi a 
vitória das ideias de liberdade política e civil contra o absolutismo. 
Quais as bases da democracia grega? 
A democracia grega teve como base os seguintes princípios: 1) Isonomia: todos os 
homens são iguais; vale lembrar que a igualdade na Grécia levava em conta o homem 
homens natural da Grécia e que gozava de direitos políticos; 2) Isotimia: livre acesso 
aos cargos públicos; todo cidadão com direito político tinha direito a ocupar cargos 
públicos, o que se dava por sorteio; e 3) Isagoria: direito de palavra; todos os cidadãos 
tinham direito de se manifestarem nas assembleias e defender suas posições políticas. 
Quais as principais características da democracia clássica ou moderna? 
São características da democracia clássica ou moderna: 1) poder político pertence ao 
povo (soberania popular); 2) poder político é exercido por órgãos distintos, autônomos 
e independentes (teoria da divisão de poderes); 3) as prerrogativas dos governantes são 
limitadas e expressamente previstas pela Constituição; e 4) são declarados e 
assegurados os direitos individuais. 
Quanto a forma de participação do povo, quais as espécies de democracia? 
Quanto a forma de participação do povo são espécies de democracia: 1) democracia 
direta, onde o povo governa e é governado ao mesmo tempo, ou seja, participa 
cotidianamente da administração do Estado decidindo sobre tudo; 2) democracia 
representativa, surgida com o Estado de Direito e onde o povo participa escolhendo 
representantes para que estes governem o Estado; e 3) democracia semidireta ou 
semirrepresentativa, onde o povo participa escolhendo representantes e, em algumas 
ocasiões, manifestando sua vontade direta na administração do Estado. 
Cite e explique cinco instrumentos de participação do povo na democracia 
semidireta, indicando quais os adotados pela Constituição brasileira. 
➢ Referendum: consulta ao povo sobre determinado tema de relevância político-
social. 
✓ Obrigatório ou Facultativo. 
✓ Consultivo (plebiscito) ou deliberativo. 
✓ Constituinte ou legislativo. 
✓ Arbitral – Constituição de Weimar de1919. 
➢ Iniciativa popular (articulada ou não articulada) – Lei 9.709/1998: possibilidade de 
o povo solicitar ao Congresso Nacional a criação de leis sobre determinados 
assuntos. Pode ser articulada, quando o povo já envia o projeto de lei formalmente 
pronto, ou não articulada, quando o povo propõe ao congresso a criação de uma lei 
sobre determinado assunto. 
CF art. 61, § 2º - “1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por 5 Estados, 
com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um”. 
➢ Veto popular: trata-se de uma hipótese de referendum deliberativo facultativo em 
que o povo caça a validade de uma lei, que se torna inaplicável; dá-se a possibilidade 
aos eleitores, após a aprovação de um projeto pelo Legislativo, um prazo, 
geralmente de 60 a 90 dias, para que requeiram a aprovação popular. A lei não entra 
em vigor antes de decorrido este prazo. 
➢ Recall: por esse instituto, pode se revogar a eleição de um legislador ou reformar 
uma decisão judicial sobre a constitucionalidade de uma lei. No primeiro caso, 
exige-se que um certo número de eleitores requeira uma consulta à opinião do 
eleitorado sobre a manutenção ou a revogação do mandato conferido a alguém, 
exigindo-se dos requerentes um prévio depósito judicial para garantir as custas das 
eleições. Em muitos casos dá-se àquele cujo mandato está em jogo a possibilidade 
de imprimir sua defesa na própria cédula usada pelos eleitores. Se a maioria decidir 
pela revogação do mandato, esta se efetiva. Se, porém, o mandato não se revogar, 
os requerentes perdem o dinheiro depositado para o Estado. 
➢ Mandato Imperativo: o político é um mero mandatário do povo durante o seu 
mandato, ou seja, somente deve decidir de acordo com a vontade de seus eleitores. 
Assim, sempre que for tomar uma decisão, deve o político consultar os seus 
eleitores, não podendo ser contrário ao entendimento do eleitor. 
No Brasil se adota apenas o referendo (e plebiscito) e a iniciativa popular como 
instrumentos de participação direta do povo no governo. 
Diferencie referendo de plebiscito. 
Na Teoria Geral do Estado, referendo é o nome que se dá a qualquer consulta direta ao 
povo. O plebiscito, por sua vez, é uma modalidade de referendo, a saber, o referendo 
consultivo, ou seja, aquela consulta ao povo realizada antes da ocorrência do ato. 
Entretanto, a CF deu tratamento diferenciado ao tema, conceituando referendo como a 
consulta ao povo realizada após a ocorrência do ato e plebiscito a consulta ao povo 
realizada antes do ato. Exemplo de referendo: consulta ao povo sobre a lei do 
desarmamento para saber se deveria o comércio de armas no Brasil ser totalmente 
proibido. Vale lembrar que nessa ocasião o povo votou contra, permitindo a venda 
regulamentada de armas no Brasil. Exemplo de plebiscito: a Constituição Federal exige 
que, para o desmembramento de um município ou Estado-membro para a criação de 
outro, a população da área atingida deve obrigatoriamente ser consultada antes da 
divisão. Trata-se de plebiscito (consulta anterior) obrigatório. 
O que significa autocracia? 
Regime de governo em que não há a participação do povo na gestão do Estado. 
No que se diferenciam ditadura, totalitarismo, tirania e depostismo? 
 
Quais as principais características da ditadura? 
São as principais características da ditadura: 1) Concentração de poderes – geralmente 
o poder Executivo usurpa as funções do poder Legislativo; 2) Transitória – a ditadura 
tem caráter transitório, ou seja, é instaurada com a intenção de superação de uma crise 
que ameaça o Estado; 3) Supressão de liberdade. 
Quais as principais características do totalitarismo? 
São as principais características do totalitarismo: 1) uma ideologia oficial do Estado; 
2) geralmente há um único partido político; 3) monopólio da propaganda; 4) monopólio 
dos armamentos; 5) economia planejada e centralizada; e 6) sistema de terror policial. 
No que consiste o sufrágio? 
DITADURA
SUPRESSÃO DE 
LIBERDADE
MONOCRÁTICO 
OU NÃO
REPÚBLICA
TEMPORÁRIO
TOTALITARISMO
SUPRESSÃO DE 
LIBERDADE
MONOCRÁTICO 
OU NÃO
REPÚBLICA OU 
MONARQUIA
DEFINITIVA
TIRANIA
SUPRESSÃO DE 
LIBERDADE
MONOCRÁTICO
MONARQUIA 
CORRUPTA
DEFINITIVA
DESPOTISMO
SUPRESSÃO DE 
LIBERDADE
MONOCRÁTICO
MONARQUIA 
LEGÍTIMA
DEFINITIVA
Direito e dever do cidadão participar do governo do Estado, tanto escolhendo 
governantes através do voto, como podendo se candidatar e se eleger a um cargo do 
governo. Em suma, direito de votar e ser votado. 
Pode o estrangeiro exercer sufrágio? 
Em regra não. Conforme reza o art. 14, § 2º da CF/88 “Não podem alistar-se como 
eleitores os estrangeiros”. Entretanto devemos ressalvar a condição do português que 
solicita tratamento diferenciado no Brasil. Conforme estudado anteriormente, o 
português com residência fixa no Brasil por 5 anos poderá pedir o tratamento 
diferenciado e exercer sufrágio no Brasil, mesmo que ainda seja considerado 
estrangeiro. 
Quais os requisitos de idade para exercício do sufrágio? 
16 anos – sufrágio parcial - voto facultativo. 
18 anos – voto obrigatório/vereador. 
21 anos – prefeito e vice, deputado estadual e federal. 
30 anos – governador e vice. 
35 anos – presidente, vice-presidente e senador. Idade em que se atinge no Brasil o 
pleno sufrágio, já que pode se candidatar a qualquer cargo público eletivo, além de 
votar. 
70 – voto facultativo. 
Como é exercido o sufrágio pelo analfabeto? 
O sufrágio do analfabeto é parcial, já que apenas pode votar. Vale ressaltarque o voto 
não é obrigatório, e sim uma faculdade. Em contrapartida, não pode ser eleito para 
ocupar cargo público. Em suma, pode votar, mas não pode ser votado. 
Como é exercido o sufrágio pelo militar? 
Há algumas particularidades: 
1) o conscrito (aquele convocado para serviço militar obrigatório) não pode se alistar 
eleitoralmente. Assim não pode votar e nem ser votado enquanto durar o serviço militar 
obrigatório. 
2) o militar de carreira (aquele que escolhe ser militar como profissão – policiais 
militares, bombeiros militares, exército, marinha e aeronáutica) pode exercer o voto 
livremente. Entretanto, quanto ao sufrágio passivo (ser votado) tem que obedecer às 
seguintes regras: 
Art. 14 CF § 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se 
eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
Como é exercido o sufrágio pelo preso? 
Há duas espécies de presos: 1) o preso provisório – aquele que está preso enquanto ou 
antes de tramitar processo pelo crime cometido, ou seja, está preso antes de ser 
condenado; esse preso tem direitos políticos, devendo ser assegurado o seu voto; 2) o 
preso condenado – aquele que está preso após ser julgado e condenado; este, em virtude 
da condenação à pena de prisão, também perde os seus direitos políticos, não lhe sendo 
assegurado o direito de votar. 
Como é exercido o sufrágio pelo deficiente físico e mental? 
O deficiente físico, desde que sua deficiência não o impeça de votar em segredo, poderá 
exercer seu voto livremente. Também não há qualquer impedimento para ser candidato 
e eleito. O deficiente mental, por não gozar de sua capacidade mental plena, não tem 
direito a sufrágio, ou seja, não pode votar, nem ser votado. 
Diferencie voto direito do indireto e voto individual do plural. 
Voto direto: quando se vota diretamente no candidato que se quer eleger. É o caso das 
eleições no Brasil em que votamos diretamente no candidato, sem intermediários. 
Voto indireto: quando se vota em representantes (colégio eleitoral) para que estes 
escolham o candidato final. Exemplo: eleições presidenciais norte-americanas, onde o 
povo vota em delegados eleitorais em cada Estado-membro e esses votaram 
diretamente no presidente. 
Voto individual: segue a regra de que cada homem tem direito a apenas um único voto. 
Voto plural: há diferentes quantidades de votos por eleitores. Pode se dar de forma 
múltipla, quando um eleitor tem mais de um voto em virtude de ter maiores posses, por 
exemplo (em empresas por ações os sócios tem a quantidade de votos de suas ações; 
assim, o sócio que tem mais ações tem mais votos) ou por família, quando o chefe de 
família tem a quantidade de votos dos membros de sua família (exemplo, o pai tem o 
seu voto, o voto da esposa e o voto dos filhos). 
Conceitue sistema eleitoral. Quais as espécies de sistemas eleitorais existentes? 
Sistema eleitoral consiste nas regras de como os eleitores podem expressar seus desejos 
e como esses desejos são agregados para se obter um resultado final. Existe o sistema 
eleitoral majoritário, o sistema eleitoral proporcional e o sistema eleitoral distrital. 
Caracterize o sistema eleitoral majoritário brasileiro. 
Por esse sistema, só o grupo que recebe o número majoritário de votos elege 
representantes. Há duas espécies de maioria: 1) maioria simples, onde o vencedor é 
aquele que obtiver a maioria dos votos dentre os candidatos; e 2) maioria absoluta, 
onde o vencedor será aquele que obtiver a maioria absoluta dos votos depositados nas 
urnas; como pode ser extremamente difícil de se obter a maioria absoluta dos votos, 
criou-se o sistema de turno duplo, onde em uma primeira votação em que um dos 
candidatos não obtém maioria absoluta dos votos, realiza-se uma segunda votação entre 
os dois primeiros candidatos mais bem votados, sendo vitorioso o que obtiver neste 
último turno a maioria. No Brasil o sistema majoritário é adotado para as eleições do 
Poder Executivo e para o Senado Federal. Vale lembrar que é exigida maioria simples 
nas eleições para Senado e prefeitos de municípios com até 200 mil eleitores. Em 
eleições para Presidente da República, Governadores dos Estados e DF e prefeitos dos 
municípios com mais de 200 mil eleitores se exige maioria absoluta dos votos. 
Caracterize o sistema eleitoral proporcional brasileiro. 
Por esse sistema, todos os partidos políticos tem direito a representação, estabelecendo-
se uma proporção entre o número de votos recebidos pelo partido e o número de cargos 
que ele obtém. 
Quais as espécies de sistema eleitoral proporcional? 
Sistema de voto em lista aberta: o voto é dado diretamente ao candidato. Aquele que 
obtiver a maioria do partido será eleito. 
Sistema de voto em lista fechada: o voto é no partido, que organiza uma listagem; o 
vencedor é definido pela ordem na relação. 
Sistema de voto em lista flexível: o partido monta uma lista com candidatos, mas o 
eleitor também pode escolher um nome. O candidato eleito, porém, será o que figurar 
em primeiro da lista. 
Caracterize o sistema eleitoral distrital. 
Por esse sistema, o colégio eleitoral é dividido em distritos, devendo o eleitor votar 
apenas no candidato de seu respectivo distrito. 
O Município de Mossoró – RN tem população estimada, pelo Censo do IBGE de 
2014, de 284.288 habitantes. Por sua vez, de acordo com dados do TRE-RN, este 
mesmo município possui 153.027 eleitores. Pergunta-se: em eleições para prefeito 
deste município é exigível maioria absoluta ou relativa? 
Maioria simples, pois a exigência de segundo turno de votação ou maioria absoluta é 
apenas para municípios com mais de 200 mil eleitores. 
Suponhamos que nas últimas eleições municipais de Mulungu - CE havia 7.500 
eleitores aptos a votar. No dia do pleito, porém, apenas 6.000 compareceram às 
urnas. Desses, 1.000 eleitores votaram em nulo ou branco. Vale ressaltar que no 
município em apreço há 5 vagas para vereador disponíveis. Suponhamos que o 
partido A recebeu 2.000 votos, o partido B 1.500, o partido C. 1.200 e o partido D 
300, quantos candidatos a vereador foram eleitos por cada partido? 
Partido A – 2 
Partido B – 2 
Partido C – 1 
Partido D – 0

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