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DBVII OBJETIVO 1) Conhecer as teorias evolutivas da origem dos sistemas florais. 2) Analisar as tendências morfológicas florais REFERÊNCIA RAPINI, A. Origem e Irradiação das Angiospermas. Universidade Estadual de Feira de Santana. Disponível em: http://rapinidep.webs.co m/ ROTEIRO DE AULA ORIGEM E EVOLUÇÃO DA FLOR INTRODUÇÃO Teoria Antostrobilar ou Euantial (Arber & Parkins 1907) Essa teoria reflete uma extensão de sistemas de classificação pré- darwinianos, como os de De Candolle e de Bentham & Hooker, sendo porém corroborada por evidências fósseis de folhas e pólen. Essa teoria tem sido desenvolvida desde o século XIX por Delpino e Bessey e defendida por Takhtajan e Cronquist na segunda metade do século passado. Ela está baseada na hipótese de homologia entre as flores de angiospermas e os estróbilos bissexuados nãoramificados semelhantes aos encontrados nas Bennettitales do Mesozóico. As primeiras flores seriam grandes, radialmente simétricas, com estruturas reprodutivas e vegetativas numerosas, livres, dispostas espiraladamente, estames laminares, carpelos com muitos óvulos anátropos, bitegumentados e polinizadas por besouros. Segundo essa teoria, as flores de Magnoliaceae e Winteraceae representariam o estado floral mais primitivo em plantas atuais. Teoria Pseudantial (Wettstein 1907) Essa teoria sugere que as Piperales, Chloranthales e as antigas amentíferas (Fagales, Juglandales, Myricales, Casuarinales – Hamamelidae - reunidas pelas inflorescências em forma de espigas ou ramos pendentes do tipo amentilho), teriam flores semelhantes às primeiras angiospermas, i.e. flores unissexuadas que seriam homólogas aos estróbilos das Gnetales e flores bissexuadas homólogas a pseudantos derivados da união de flores unissexuadas simples, representando estróbilos compostos condensados. As flores seriam pequenas, simples, com simetria bilateral, carpelo com um ou poucos óvulos e polinizadas pelo vento. De acordo com essa teoria adotada pela escola de Engler, as Gnetales formariam o grupo irmão das angiospermas e as Chloranthaceae mais tarde vieram a representar um grupo chave na origem das angiospermas, o que foi corroborado pelo registro fóssil muito antigo antigo de pólen clorantóide (e.g. Crane et al. 1989). Para Cronquist (1988), era claro que as angiospermas teriam derivado de algum grupo de gimnosperma, provavelmente de "Cycadicae" (Pteridospermas – Lyginopterys, Glossopterys e Caytonia - Bennetitales e Cycadales). Elas seriam lenhosas, com lenho manoxílico, onde as traqueídes são grandes com pontuações circulares ou escaliformes e raios multi-seriados, altos (vs. picnoxílico, raios estreitos, com traqueídes pequenas e pontuações circulares). Como alguns grupos de angiospermas basais, como Winteraceae, não possuem vasos, ele considerou os vasos uma característica secundária. As folhas seriam inteiras, simples, alternas, com venação pinada, reticulada, estômatos paracíticos (com células subsidiárias diferenciadas), sem estípulas (elas teriam surgido em algum grupo de Magnoliidae). As flores nasceriam na porção terminal dos ramos, seriam grandes, actinomorfas, com muitas peças florais dispostas espiraladamente. O perianto seria composto apenas por sépalas derivadas da redução de modificações de folhas. As pétalas teriam surgido mais tarde e teriam derivado de estames. Os estames seriam laminares, sem diferenciação entre filetes e anteras. O pólen monossulcado teria originado o triaperturado a apartir de ornamentação em V ou Y, como em Cannelaceae. O gineceu seria apocárpico, com muitos carpelos. O ovário, derivado da conduplicação do megasporofilo, seria estipitado e estaria unido na margem, mas não fundido, o estilete não estaria diferenciado. Os óvulos seriam bitegumentados, muitos por carpelos, de placentação ventral, dispostos na região da sutura, resultado da posição marginal ancestral. O fruto primitivo seria um folículo, com frutículos se abrindo ventralmente para a liberação das sementes. A polinização seria por besouros, que visitariam as flores em busca de pólen. Dentre as adaptações mais importantes na evolução inicial das angiospermas destacam-se: a especialização do sistema vascular, que tornou a condução mais eficiente (mas Gnetales não se encontra diversificada, apesar de possuir vasos) e a entomofilia, que aumentou a eficiência da polinização cruzada (mas a entomofilia já ocorria em algumas gimnospermas e, por outro lado, em alguns grupos com flores, a anemofilia parece bem-sucedida, e.g. Graminae). As características que parecem mais importantes são a redução dos gametófitos e a formação do endosperma triplóide associada. QUESTÕES NORTEADORAS Ler os artigos abaixo para leitura complementar: 1) Rapini, A. Evolução do desenvolvimento floral. (pdf) http://rapinidep.webs.com/origin/aula_11.pdf 2) Stebbins, G.L. 1965. The probable growth habit of the earliest flowering plants. Ann. Missouri Bot. Gard. 52(3): 457-468. (pdf) http://rapinidep1.webs.com/origin/Stebbins_1965.pdf DBVII OBJETIVO 1) Analisar os caracteres taxonômicos da flor 2) Reconhecer as características entre os grupos de Gimnospermas e Angiospermas REFERÊNCIA JUDD, W.S.; CAMPBELL, C.S.; KELLOGG, E.A.; STEVENS, P.F. & DONOGHUE, M.J. Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. 3ª ed. Artmed, Porto Alegre. 2009. 612p. ROTEIRO DE AULA CARACTERES TAXONÔMICOS DA FLOR. CARACTERÍSTICAS QUE DIFERENCIAM GIMNOSPERMAS E ANGIOSPERMAS INTRODUÇÃO A flor é um ramo com crescimento determinado, por um tempo limitado e que reúne as estruturas reprodutivas. As flores são constituídas por um conjunto de quatro peças (ou verticilos), sendo estas as sépalas, pétalas, gineceu e androceu. Algumas flores podem não apresentar todos os verticilos, sendo possível observar em algumas famílias flores unissexuais ou aquelas que não possuem sépalas. O gineceu corresponde à parte feminina. O androceu representa a parte masculina. Características que diferenciam Angiospermas e Gimnospermas QUESTÕES NORTEADORAS 1) Quais os caracteres taxonômicos da flor? 2) Quais as diferenças entre as Gimnospermas e as Angiospermas? PROJETO Elaborar mapa mental de uma flor (partes)