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UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP JAILSON LEANDRO DE BRITO NOVA SEDE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO GAMA DF BRASILIA – DF 2019 JAILSON LEANDRO DE BRITO NOVA SEDE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO GAMA - DISTRITO FEDERAL Monografia apresentada pelo acadêmico JAILSON LEANDRO DE BRITO como exigência do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Paulista sob a orientação do professor: BRUNNO GUILHERME BARBOSA DE SÁ BRASILIA – DF 2019 FICHA CATALOGRÁFICA BRITO,Jailson. Nova sede: Biblioteca Pública do Gama, Jailson L. de Brito, Brasília-Df 2019. N° Total de páginas: 80 Orientador: Prof º Brunno Monografia (Graduação) - Universidade Paulista Unip, Brasília-Df, 2019. 1. Biblioteca; 2. Informação; 3. Brasília,Gama, Arquitetura e Urbanismo Universidade Paulista – Unip. Nova Sede - Biblioteca Pública. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP JAILSON LEANDRO DE BRITO BIBLIOTECA PÚBLICA. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de (Arquitetura e Urbanismo) da Universidade Paulista como requisito parcial para obtenção do grau. Aprovado em: de de BANCA EXAMINADORA Professor Convidado: Professor Convidado: Professor Orientador: BRUNNO GUILHERME 5 DEDICO. A Deus e aos meus pais que sempre me apoiaram em todos os momentos, em especial a minha mãe Valdelice Brito que com seu imenso coração, carinho e muito apoio não mediu esforços para que eu chegasse onde estou hoje. 6 AGRADECIMENTOS. Primeiramente agradeço a DEUS, por ter sido essencial em minha vida. Ao Professor Orientador Brunno, pela paciência e dedicação nas correções e orientações no período de aprendizado. Aos meus colegas de graduação, por terem feito parte desta luta, por terem me apoiado, pois sem vocês eu não teria chegado até aqui. 7 “Somente obedecendo, somente tendo o orgulho humilde, mas sagrado, de obedecer, é que se conquista então o direito de comandar.....” Benito Mussolini 8 RESUMO. Este projeto è referente a elaboração de um projeto de arquitetura para uma nova sede da biblioteca pública no Gama (DF). A biblioteca pública busca oferecer acesso à informações para todos, sem discriminação, por meio de um espaço educacional e cultural. Esta edificação exerce um importante papel na sociedade, não apenas localmente, mas também para todos que precisem de informações de maneira rápida e eficiente. É um local onde há interação constante entre usuário e uma enorme quantidade de informações. PALAVRAS CHAVE: Biblioteca pública, Educacional, Informação, Cultura. 9 ABSTRACT. This project is about the elaboration of an architecture project for a new public library headquarters in Gama (DF). The public library seeks to provide access to information for all, without discrimination, through an educational and cultural space. This building plays an important role in society, not only locally but also for everyone who needs information quickly and efficiently. It is a place where there is constant interaction between user and a huge amount of information. KEYWORDS: Public Library, Education, Information, Culture. 10 SUMÁRIO. RESUMO ................... ............................................................................................ 8 ABSTRACT ............................................................................................................. 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES .......................................................................................11 LISTA DE TABELAS ................... ............................................................................11 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................12 1.1 JUSTIFICATIVA .................................................................................................13 1.2 OBJETIVO GERAL..............................................................................................14 1.3 OBJETIVO ESPECÍFICO........................................................................................14 1.4 METODOLOGIA ......................................................................................................14 1.5 CRONOGRAMA ......................................................................................................15 CRONOGRAMA .............................................................................................................16 2.0 CONTEXTUALIZAÇÃO E CONCEITUAÇÃO .........................................................17 3.0 ESTUDO DE CASO ..................................................................................................23 3.1 BIBLIOTECA DE SANTO DOMINGO......................................................................23 3.2 BIBLIOTECA PAULO FREIRE ...........................................................................,,,,32 3.3 BIBLIOTECA CENTRAL DA UNB ..........................................................................38 4.0 ANALISE E LOCALIZAÇÃO DO TERRENO......................................................43 4.1 LEGISLAÇÃO...........................................................................................................53 4.2 MEIO FÍSICO/DIGNÓSTICO ...................................................................................54 5.0 SNBP-SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS ................................56 6.0 PROPOSTA/PROJETO ............................................................................................57 6.1 ANTE-PROJETO.......................................................................................................58 7.0 COMPOSIÇÃO VOLUMÉTRICA.............................................................................60 8.0 ORGANOGRAMA.....................................................................................................62 8.1 FLUXOGRAMA.........................................................................................................63 9.0 ESTRUTURA.............................................................................................................64 10 REPERTÓRIO ..........................................................................................................70 11 CONCLUSÕES ..........................................................................................................72 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................................73 ANEXO 1 PRANCHAS DE APRESENTAÇÃO .............................................................76 ANEXO 2 PRANCHAS TÉCNICAS .......... ....................................................................77 11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES. FIGURA 1 - MUSEION DE ALEXANDRIA ....................................................................18 FIGURA 2 e 3 - LOCALIZAÇÃO MACRO......................................................................23 FIGURA 4 - CONTEXTO DA EDIFICAÇÃO E ENTORNO ............................................24 FIGURA 5 - DIAGRAMA DE PENSAMENTO IDEOLÓGICO ........................................25 FIGURA 6 - CORTE ........................................................................................................26FIGURA 7 - CORTE ........................................................................................................27 FIGURA 8 - ESQUEMA DE SEPARAÇÃO PELE E OSSO. ..........................................28 FIGURA 9 e 10 - CONTEXTO DA EDIFICAÇÃO ...........................................................31 FIGURA 10 - FACHADAS E VOLUMES ........................................................................32 FIGURA 12 - LOCALIZAÇÃO ........................................................................................33 FIGURA 13 - BLOCO 1 ANTIGOS ALOJAMENTOS ....................................................34 FIGURA 14 - IMPLANTAÇÃO BIBLIOTECA PAULO FREIRE ....................................35 FIGURA 15 e 16 - CARACTERÍSTICAS ORIGINAIS DA EDIFICAÇÃO ......................37 FIGURA 17 - FACHADA BIBLIOTECA PAULO FREIRE. ............................................38 FIGURA 18 - LOCALIZAÇÃO .......................................................................................40 FIGURA 19 e 20 - PRÉDIO DEFINITIVO BCE ..............................................................41 FIGURA 21 - PLANTA SETORIZADA TÉRREO ..........................................................42 FIGURA 22 - PLANTA SETORIZADA PRIMEIRO PAVIMENTO .................................43 FIGURA 23 - LOCALIZAÇÃO .......................................................................................44 FIGURA 24 - LOCALIZAÇÃO E ENTORNO .................................................................45 FIGURA 25 - BIBLIOTECA E ENTORNO HIERARQUIA VIÁRIA. ...............................46 FIGURA 26 - DEMONSTRATIVO DE ÁREA ................................................................47 FIGURA 27 - VENTOS E PERCURSO SOLAR ...........................................................48 FIGURA 28 - ROSA DOS VENTOS ..............................................................................48 FIGURA 29 - PONTOS DE RUÍDO ...............................................................................49 FIGURA 29 - PONTOS DE RUÍDO ...............................................................................49 FIGURA 30 - USO DO SOLO .......................................................................................50 FIGURA 31 - MAPA DE FOTOS 1 ................................................................................51 FIGURA 32 - FALTA DE VEGETAÇÃO ADEQUADA .................................................52 FIGURA 33 - FALTA DE VEGETAÇÃO ADEQUADA .................................................55 FIGURA 34 - MAPA DE FOTOS 2 ...............................................................................58 FIGURA 35 - CALÇAMENTO DEFICIENTE ................................................................58 FIGURA 36 - CALÇAMENTO DEFICIENTE. ...............................................................59 FIGURA 37 - CALÇAMENTO DEFICIENTE ................................................................50 FIGURA 38 - LOCAL DE ESTUDOS DA ATUAL BIBLIOTECA .................................60 FIGURA 39 - ORGANOGRAMA ..................................................................................60 FIGURA 40 - FLUXOGRAMA ......................................................................................61 FIGURA 41 - VOLUMETRIA ........................................................................................62 FIGURA 42 - VOLUMETRIA ........................................................................................62 FIGURA 43 - VOLUMETRIA ........................................................................................63 FIGURA 44 - ESCADAS PALÁCIO DO ITAMARATY. ...............................................64 FIGURA 45 - JARDINS INTERNOS PALÁCIO DO ITAMARATY ..............................65 FIGURA 46 - MASP EM CONSTRUÇÃO ....................................................................65 LISTA DE TABELAS. TABELA 1 - PROGRAMA DE NECESSIDADES .......................................................61 12 1 INTRODUÇÃO. No princípio o homem teve que aprimorar sua comunicação, para se relacionar uns com os outros, recorrendo a vários recursos, temos dados como exemplo, inscrições com pedras em cavernas, tábuas, pergaminho,papiro e papel. Com a crescimento da civilização, a comunicação expandiu-se, e os homens decidiram criar bibliotecas, para visitar, organizar e conservar os documentos. No que se relaciona às bibliotecas públicas, uma das primeiras que se tem notícia teria sido idealizada pelo general Júlio César, que mesmo após sua morte, foi construída pelo orador Asínio Pólio, no ano 39.d.C. “estabelecendo simbolicamente a primeira biblioteca pública do templo romano da Liberdade” (MARTINS, 2002, p. 78). Uma biblioteca busca alcançar diferentes objetivos e funções, tais como educação, informação e cultura, porém as bibliotecas públicas encontram algumas dificuldades para exercer com eficácia esse papel, pois não possuem na maioria das vezes uma boa infra-estrutura, falta de verba e falta de profissionais capacitados. Através deste trabalho é possível conhecer mais sobre bibliotecas publicas e identificar todo o tipo de serviços e trabalhos oferecidos a todos os seus usuários. O papel social que representam no âmbito de proporcionar educação, informação e cultura para a população, com suas formas tradicionais de apresentação não deixando de ser dinâmica e eclética quanto a transição de conhecimento, seja pelo acervo físico, salas multimídia ou de informática. Neste trabalho será apresentado um novo projeto para a Biblioteca Publica do Gama DF, localizada na Praça 01 Lote 01 Setor Central, Pois através de estudos realizados em loco conclui-se que a subutilização da atual é causada pela falta de estrutura, locais improvisados como na área de estudos, rachaduras nas paredes, um amontoado de livros e outras caixas na área externa que serve como uma espécie de depósito, como a setor central do Gama DF. , é um forte polo educacional esse projeto que está ligado a educação e função social se justifica, pois a demanda e necessidade de um local com que contenha a informação de forma rápida e eficiente e com o menor tempo de deslocamento para os usuários, para fundamentação desse projeto serão estudadas três bibliotecas como referencia, analisando programa de necessidades, técnicas construtivas, materiais utilizados entre outros aspectos projetuais. 13 1.1 JUSTIFICATIVA A atual biblioteca localizada na Praça 02- Área Especial - Lote. 02- Gama DF, não possui uma infra-estrutura adequada, na área externa calçamentos totalmente inadequados e cheios de anomalias, já no interior da edificação muitas rachaduras nas alvenarias podendo até ser um sinal de recalque estrutural. Por esse motivo seu publico mensal é extremamente baixo, seus 250 metros quadrados comportam um acervo que é constituído de cerca de 40 mil exemplares divididos em: acervo geral, referência, infanto-juvenil, estante de concursos,jornais antigos, diários de notícias locais e nacionais. A atual biblioteca é subutilizada, não há uma separação adequada entre acervo e aréa de estudos e nem ambientes destinados a cada atividade específica. Uma pesquisa rápida, uma proporção de 7 entre 10 pessoas gostariam de um espaço melhor e diferente, um espaço que seja condizente com a necessidade e demanda do local onde informação direcionada e de qualidade será oferecida e com um menor tempo de deslocamento para os usuários, por esse motivo a proposta de projeto foi a demolição e realocação em outro terreno. A construção da uma nova biblioteca será localizado em um terreno vazio na Praça 01 - Área Especial - Lote. 01-Gama DF , onde o acervo será mais direcionado á informação técnica tanto para apoiar os universitários, e os demais alunos de ensino fundamental e médio, com acervo digital e um espaço para estudos adequado. Por essemotivo uma cidade precisa de uma biblioteca publica de valor, pois são mais que edificações, são também ponto de referência tanto para cidade quanto para os seus usuários. 14 1.2 OBJETIVO GERAL Projetar uma nova biblioteca publica para a população do Gama DF, e oferecer para aos usuários um melhor acesso a informação através de um novo espaço e um novo conceito do espaço, incentivar e promover o âmbito de pesquisas acadêmicas, leitura e informação, ampliar o conhecimento e dar total apoio para os alunos que necessitam de informação especifica e rápida, promover espaços verdes e de convivência para uma maior interação dos usuários, promovendo um conforto acústico e térmico, laboratórios de informática, um café e salas multimídia. Em geral criar uma edificação aconchegante, séria e dinâmica ao mesmo tempo, que preza ajudar e incentivar a população. 1.3 OBJETIVO ESPECÍFICO Qualificar o espaço urbano com um equipamento público, promover o acesso a informação de qualidade, apoiar toda a população e usuários, mas principalmente o público alvo que são jovens adultos de 17 a 30 anos além de transformar o antigo conceito de bibliotecas que muitas pessoas ainda possuem por meio de atividades informativas e culturais. 1.4 METOLOGIA Este presente trabalho teve como metodologia de pesquisa bibliográfica, estudos de caso sobre o tema biblioteca, e aos temas relacionados à cultura e educação através de informações e levantamento de dados, além de visitas e levantamentos em geral do sítio, que vão de estudos de topografia á estudos acústicos para validar e desenvolver a melhor proposta, juntamente com a verificação das normas vigentes para a melhor conjuntura e funcionalidade da proposta. 15 1.5 CRONOGRAMA. Atividades JUL AGO SET OUT NOV DEZ Escolha do tema Introdução,objetivo,justificativa E metologia. Conceituação do tema Histórico do tema Estudo de caso Estudo do terreno Estudo do sistema viário e acessibilidade do local Estudo de normas e legislação Pré entrega TFG 1 Estudo das formas e croquis do projeto Programa de necessidades Fluxograma Estudo preliminar Plantas baixas Elevações e cortes Memorial justificativo e descritivo Entrega TFG 1 Cronograma De Atividades 16 Atividades JAN FEV MAR ABR MAI Reentrega do caderno corrigido Fase projetual Fase projetual Fase projetual Fase projetual Fase projetual Fase projetual NP2 Fase projetual Fase projetual Fase projetual Banca Final --- --- --- --- --- --- Cronograma De Atividades 17 2.0 CONTEXTUALIZAÇÃO E CONCEITUAÇÃO. A história da biblioteca está diretamente ligada a história dos registros de informações, sendo praticamente impossível destacá-la em um conjunto próprio ou amplo, na medida das produções de registro informativo, o homem desenvolveu sistemas tão rudimentares quanto a informação registrada. Para não perder tal informação tão preciosa, era preciso reter a informação sobre algum suporte concreto, logo tornou-se imprescindível a preservação desses suportes informativos, não só a preservação mas também sua organização. Quanto mais documentos produzidos, maior e necessidade e exigência de um controle. A resposta a grande explosão informativa do século XX foi a utilização do computador para ordenar a informação registrada. Ou seja, quanto mais a humanidade gerava documentos, mais os profissionais especializados no controle da informação buscam instrumentos e técnicas que permitem a cada pessoa encontrar o dado que busca. (MILANESI, 1983) Reis antigos, nessa fase da história usavam placas de argila para registrar o conhecimento obtido, gravando nelas as inscrições que foram umas das primeiras formas de escrita. O conjunto dessas placas de argila pode ser percebido como uma biblioteca. Arqueólogos descobriram em Ninive cerca de 22 mil placas, que estavam ali desde o século VII a.C. (MILANESI, 1983) Um dos principais avanços da escrita foi a utilização do papiro que diferentemente das placas de argilas eram mais leves e permitiam reter uma maior quantidade de informações, posteriormente o papiro foi substituído pelo pergaminho, pele de carneiro ou de outros mamíferos que eram tratadas de uma forma que podiam ser enroladas como o papiro. Apesar da importação do papiro ser bastante onerosa e a fabricação do pergaminho também cara, havia uma produção literária que permitia a formação de acervos, ou seja, bibliotecas. O Museion de Alexandria (figura 1) é sempre lembrado como uma espécie de centro cultural, uma casas de sábios, supõe-se que chegou a reunir 500 mil volumes, essa biblioteca foi destruída em 47 A.C, mas a ideia da formação de acervos estava latente nos sábios e persistiu inclusive em Roma, onde no ano de 370 existiam 28 bibliotecas públicas. (MILANESI, 1983) 18 FIGURA 1 - Museion de Alexandria o maior acervo da época Fonte:http://www.crystalinks.com/libraryofalexandria.html Na idade média as abadias foram o grande repositório literário, mas não só os religiosos arquivavam manuscritos, reis e outros personalidades de destaque começavam a produzir progressivamente uma pequena coleção particular, as obras literárias eram caras e só os mosteiros a produziam, e os homens que possuíam grande poder e um grande potencial aquisitivo possuíam um livro. (Milanesi, 1983) O surgimento de universidades acelerou a produção de manuscritos, onde as obras produzidas podiam ser consultadas, mas nunca retiradas de seu local de leitura, a propagação do papel no Ocidente no século XVI barateou as cópias manuscritas, um passo mais que significativo na história. A partir dessa época permitiu-se que o pensamento humano registrado pela escrita chegasse a um número consideravelmente maior de pessoas, os livros deixaram de ser produzidos caligraficamente pelos religiosos volume a volume, e passou a ser produzido por oficinas barateando e acelerando o processo. Esse fato determinou profundas mudanças na história do pensamento humano, a circulação de idéias se difundiu e http://www.crystalinks.com/libraryofalexandria.html 19 deu um salto além do imaginado, definitivamente as bibliotecas saíram dos muros de conventos e chegaram a um enorme número de pessoas, literalmente deixaram de ser tesouros para se tornarem serviços e os livros perderam o seu valor material para se tornarem material de consumo, tornando-se domésticos.os cidadãos começaram a formar pequenas coleções em suas casas como formavam os reis pré- Gutenberg. (Milanesi, 1983) Grandes coleções pertencentes ao estado ou a igreja, eram repositórios quase sempre preciosos, onde se conservavam obras raras, tesouros que mais davam a grandes bibliotecas a função de museus entendidos como um mostruário histórico, a Revolução Francesa tirou os livros das mãos dos nobres e colocou a disposição da grande maioria, já no século XX, a Revolução Russa mudou as estruturas econômicas daquela sociedade, estabeleceu uma nova prática para o ensino e o acesso à informação. Lenin estabeleceu uma política de modificação no acesso a informação e isso logo proporcionou um grande desenvolvimento no setor, essa tendência se esclareceu a partir do século XIX e veio no seio da Revolução Industrial. A biblioteca/Museu deixou de ser a única possibilidade de coleções públicas, passando a existir a Biblioteca Serviço oferecida ao público. Essa tendência foi se espalhando no rastro da expansão do operariado, logo uma nova biblioteca com uma função educativa, caracterizada como um presente filantrópico. (Milanesi, 1983 e Oliveira Zita Catarina, 1994)Logo no limite do século XX se sobrepôs a idéia de biblioteca como uma forma de organização do saber, apresentou para ela uma nova função que era a de sistematizar o acesso as informações. Ter dados a disposição, funcionalmente, passou a ser uma necessidade, a informação passou a ser um bem acumulável e de valor inestimável, “Um homem bem informado vale por dois”, saber e poder passaram a ter uma direção visivelmente paralela. (Milanesi, 1983) Em 1971 as bibliotecas públicas foram praticamente transformadas em bibliotecas escolares, é nesta data que as pesquisas passaram a se construir num comprometimento escolar e como as escolas não dispunham de bibliotecas com condições mínimas de uso, as bibliotecas públicas sempre um puco melhores passaram a receber os estudantes, daí nascia a necessidade de adaptar a velha biblioteca pública a essa nova demanda. A primeira medida foi a compra de obras adequadas, antes dessas modificações a biblioteca pública era uma iniciativa de 20 claras intenções e uma delas era aprimorar a vida cultural do município ou até mesmo estimular a leitura. Depois ela passou a ser um serviço prestado aos estudantes que não possuíam o devido acesso as informações ou que não tivessem condições de ter esse tipo de matéria em casa, ou seja, de grosso modo uma espécie de ajuda aos alunos mais carentes. (Milanesi, 1983) Assim as bibliotecas começaram a ganhar certo prestígio e foram sendo vistas com outros olhos, foram claramente vistas como instituições de grande utilidade. (Milanesi, 1983 e Oliveira Zita Catarina, 1994) Essa transformação alterou a idéia de biblioteca pública, e através de medidas oficiais se deu um novo papel a ela. Como seria inviável para os administradores construir tanto bibliotecas escolares quanto bibliotecas públicas em condições adequadas de uso e funcionamento, pelas contingências, escolarizou-se a pública, dentro de todas as exigências escolares essa adaptação foi bastante fácil daí o fato comum da baixa freqüência à biblioteca, os próprios pais suprem as necessidades de seus filhos sem que eles precisarem passar pelo dissabor de enfrentar um serviço público. (Milanesi, 1983 e Oliveira Zita Catarina, 1994) Não existe uma relação entre as bibliotecas particulares ricas e bibliotecas públicas pobres, uma não tem relação com a outra, a particular é espontânea e vem do desejo de posse e acúmulo de conhecimento, já as públicas requerem um esforça coletivo fundamentado na idéia da utilidade, na construção de um bem para ser utilizados por todos sem nem um tipo de discriminação. (Milanesi, 1983) As bibliotecas variam em suas organizações, em 1937, com a fundação do Instituto Nacional do Livro, no Ministério da Educação e Saúde, pretendeu-se criar um incentivo maior as bibliotecas em forma de colaboração com iniciativas já tomadas. Tal medida que posteriormente teve continuação propõe um ponto de reflexão: “Em que medida o Estado, efetivamente, poderá atuar de forma útil para o desenvolvimento das bibliotecas?”, no Brasil sempre estiveram diretamente ligadas as escolas tendo também um forte desempenho a igreja católica. Na medida em que os governos foram criando escolas públicas, parte da responsabilidade em relação as bibliotecas transferiu-se para o poder público sempre e escandalosamente confundidos com repartição pública e com a carga negativa que ela carrega, prefeituras e municípios também eram encarregados de formar novas bibliotecas, existindo em quase todos os municípios do Brasil, algumas apenas sendo um 21 empreendimento ou apenas nominalmente de alcance tão curto que se torna difícil enquadrá-lo não só como pública, mas também como biblioteca. Outras têm somente função de cartão de visita, apenas um dos muitos pontos turísticos de algumas cidades, isso por culpa de uma má administração de prefeitos literários. Atrás de uma biblioteca imponente há um administrador correspondente, e existe ainda uma terceia possibilidade, que são associações civis que organizam em torno de uma biblioteca. (Milanesi, 1983) “Faltam dados claros sobre a situação da biblioteca pública no Brasil, Por isso, torna-se difícil fazer análises. Ao lado de algumas estatísticas encomiásticas, jaz uma instituição precária, fragmentada, e que não cumpre o que se poderia esperar dela.” MILANESI, Luis, O que é Biblioteca, 1983, pág 60 e 61. Não se sabe ao certo quantas bibliotecas públicas estaduais coordenariam um conjunto, promovendo aquilo que é essencial. Cabe aos municípios desenvolver e aplicar recursos para a manutenção e desenvolvimento das bibliotecas públicas locais. Não se sabe qual é o nível de investimento das prefeituras, no entanto se julgarmos a situação vemos que não se aplica muito nesse setor, já que sempre foi encarado como supérfluo comparado a outros problemas. Há casos em que o orçamento é liberado para as bibliotecas públicas, mas essa verba acaba sendo remanejada para outros setores, isso quer dizer que esse serviço não recbe do poder público a devida atenção que deveria receber. (Milanesi, 1983) “Treinamento de bibliotecários enfatizavam o aspecto técnico do trabalho da biblioteca, a sua organização. Bibliotecários do interior quando recebiam treinamento, muitas vezes visitavam a Biblioteca Nacional e as bibliotecas dos ministérios, o que gerava neles dois tipos de reação: complexo de inferioridade ou desejo de ter uma biblioteca semelhante para trabalhar.” OLIVEIRA, Zita, A Biblioteca Fora Do Tempo-São Paulo- 1994, pag 117. “Isso sugere que se pergunte se é viável estabelecer um padrão mínimo para as bibliotecas públicas. Ou seja, qual é o numero de livros e área para uma determinada cidade. No Brasil as características dos municípios variam de tal forma que um padrão correria o risco de parecer insensato. As necessidades de um município do interior do Piauí são diversas de uma localidade paulista. Arbitrariamente poderia ser dito que uma população de 50 mil habitantes deveria contar com uma biblioteca de 10 mil, 15 mil ou 20 mil volumes. Em teoria quanto 22 maior for à disponibilidade de informação para um determinado meio, mais beneficiado ele será. No entanto, as bibliotecas, apesar de sua precariedade, têm uma procura abaixo de suas possibilidades de atendimento. Ou os serviços oferecidos são muito ruins- e então rejeitados- ou não existe mesmo a necessidade, o que é raro. De qualquer forma, não há notícia de mobilização popular e protesto público contra a indigência das bibliotecas. É mínima a parcela da população que se utiliza delas. Quase sempre são os estudantes, fazendo seus deveres escolares de acordo com as exigências dos professores. Nesse caso, qualquer infra-estrutura basta: o prédio pode ser inadequado, o acervo medíocre, a atendente semi- analfabeta, a desorganização geral. Aliás, isso tudo não é estranho às bibliotecas públicas brasileiras”. MILANESI, Luis, O que é Biblioteca, 1983, pág 62, 63. O cultivo de informações no país, apesar de relativamente pequena encontra na biblioteca um estreito canal pelo qual é reduzido o fluxo. Os livros compõem aproximadamente a totalidade do acervo. Recursos audiovisuais não foram vinculados aos acervos como deveriam. Vídeos, filmes são bastante raros, e isso talvez pela contradição fatal de ter um acervo livresco que possa cogitar o cultivo editorial do país. “como ter disco se falta livro”? (Milanesi, 1983) “O desenvolvimento de bibliotecas públicas como instrumento de disseminação da leitura, não apenas literária, mas também utilitária destinada a fornecer subsídios à vida profissional.” OLIVEIRA, Zita, A Biblioteca Fora Do Tempo- São Paulo- 1994, pag 112. A biblioteca pública é vista como museus de livros servem para revelar a coleção morta, praticamente inútil. São depósitos na maioria das vezes mal cuidados, entregues ao mau humor de funcionários públicos, que porfalta de um mínimo de habilitação, abrem e fecham as portas e assinalam os empréstimos. São raras as bibliotecas que contam com funcionários catequéticos que trabalham junto com a população para melhorar o funcionamento do sistema de informação que é a biblioteca pública. (Milanesi, 1983) 23 3.0 Estudos de caso 3.1 - Biblioteca de Santo Domingo – Medellín, Colômbia. FIGURA 2 E 3- localização macro e micro. Fonte: retirada de wikiarquitetura- adaptada Localização. “O projeto está localizado em uma das colinas que foram afetadas pela violência desde os anos 80 por causa da rede de tráfico de drogas que atua na cidade de Medellín. Ele faz parte do programa o plano do governo social- mestre para dar igualdade de oportunidades econômicas e sociais para a população”. (Vitruvius-El arte en la arquitectura de hoy hacia mañana, 2008). Biblioteca de Santo Domingo Biblioteca de Santo Domingo Fonte:Google maps- adaptada 24 O programa pediu um prédio com biblioteca, sala de treinamento, sala de administração e auditório em um volume único. A proposta era a fragmentação do programa em três grupos: a biblioteca, os quartos, e o auditório; em seguida, juntar- lhes em uma plataforma inferior que permite flexibilidade e autonomia, melhorando a participação das pessoas, considerando cada volume opera de forma independente. Medellín é geograficamente montanhosa. (Vitruvius-El arte en la arquitectura de hoy hacia mañana, 2008). A cidade está situada no norte dos Andes, um dos locais topograficamente quebrados da Colômbia. Sua principal característica é dada por suas montanhas, esta é a geografia que define a identidade é a imagem da cidade, que os seus habitantes tomam como uma identificação. A cidade é composta por uma emaranhada rede de trilhas, um fruto do deslocamento na topografia em declive. O projeto está organizado em duas estruturas: O primeiro dos edifícios, a paisagem (rochas) e o segundo para uma plataforma que integra e transforma o seu baralho em um gazebo quadrado com vista para o vale, assim, com a construção reforça o conceito de lugar de encontro, multiplicando conexões para a reunião, e permitindo-lhe desenvolver-se como um ponto de referência (figura 4). FIGURA 4-contexto da edificação e entorno. Fonte: https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn 25 Conceito. Mais de um edifício, o que é proposto é a construção de uma geografia operatório que é parte do vale como um mecanismo para a organização do programa e a área, destacando assim escondida parcialmente resolve os contornos irregulares de montanha, e não como metáfora mas como uma maneira organização do espaço no lugar, dobrado e cortado edifício como as colinas(figura 5). O Diagrama Trata-se da evolução do partido. Como está situada em uma região montanhosa, o partido adotado foi a forma de uma rocha, que começa com uma forma simples na coluna 2B e acaba na grande e final forma 2R que é a grande rocha propriamente dita. FIGURA 5- Diagrama de pensamento ideológico / conceito em andamento. Fonte: https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn 26 Um edifício paisagem que redefine e tridimensionaliza a estrutura dobrada da montanha como forma e espaço, daí surge a sua estrutura fim, negando a idéia de paisagem como pano de fundo e aumentar a ambigüidade edifício - paisagem. Este terreno montanhoso é característico de Medellín, e é essa imagem de cidade que aponta a proposta, como parte da paisagem que inspirou a construção. Figura 6 e 7- Cortes para demonstrar formas, alturas, níveis e topografia. Figura 6 10 30 40 Legenda: 1- Salas polivalentes e entrada para o auditório. 2- Salas de informática. 3- Sallas destinadas a atividades culturais. 4- Academia. Fonte:https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn-Adaptada 4 3 2 1 27 Figura 7 10 30 40 Legenda: 1 Auditório 2 Primeiro nível 3 Segundo nível 4 Terceiro nível 5 Quarto nível Fonte:https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn-adaptada O programa de necessidades aponta para um edifício, biblioteca, salas de formação, sala de exposições, administração e auditório, em um único volume. A organização proposta era fragmento apresentou o programa em três grupos e integrá-los através de uma plataforma mais baixa, permitindo uma maior 28 flexibilidade e autonomia na sua utilização, de modo a que haja uma maior participação da comunidade como cada volume pode operar independentemente. O primeiro nível Este andar está ocupado por uma sala polivalente que é acessada através de um hall de entrada e também é inteiramente dedicado à Biblioteca, incorporando nele um parque infantil para as crianças mais jovens aprenderem brincando. Este nível, e perto da entrada da biblioteca é da recepção., onde você pode ver as escadas que levam para os próximos níveis. Segundo nível Aqui foi localizado uma sala chamada "Meu bairro”, onde as pessoas locais podem se unir para expor diferentes experiências e pontos de vista, ou tentar encontrar soluções em uma área onde a pobreza e a violência assombra a maioria dos vizinhos. A este nível, três lojas foram adicionadas e também ficam as salas de informática, Terceiro nível foi dividido em duas salas de aula, onde há classes de treinamento, e quarto nível repita em ambos os pisos de grandes salas dedicadas a conferências, palestras, exposições e todos os tipos de reuniões relacionadas com a cultura e a erradicação da exclusão social. Voltando ao primeiro nível à esquerda do centro se encontra o café e auditório com capacidade para 179 pessoas. Segundo nível este nível estava na sala e colocou uma loja onde as dependências são tratadas com luzes e som quando um evento ocorre. Este volume ocupará o auditório para o terceiro nível, que termina com o telhado embalado para uma otimização do uso. O quarto nível é ocupado por uma academia. O parque tem também um anfiteatro ao ar livre ambiente e atmosfera. Além de construir um edifício icónico que era reconhecível a partir do vale, a outra premissa era desenvolver um edifício descontextualizado para o usuário e levá-lo para fora de sua relação com o seu ambiente imediato da pobreza, a construção de uma lembrança quente e, a partir de entrada de luz em cima, que por sua vez permitiu um ambiente adequado para estudar e ler. É por isso que o edifício parece timidamente para a cidade através das pequenas janelas que sugerem que a relação com o vale, deixando a luz penetrar no topo. Estas aberturas são organizadas sem plano aparente, e do lado de fora eles parecem uma espécie de metal brilhante incrustado na pedra. A disposição das 29 janelas não relacionado com a hierarquização, o que é possível graças à separação entre a "pele”, e os "ossos" de cada edifício (figura 8). FIGURA 8- Esquema de separação de “pele” e “ossos” da edificação Fonte: https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn Estrutura. O projeto está organizado em duas estruturas: A primeira é composta de rochas artificiais, edifícios verticais como objetos que organizam o programa em três seções cujas estruturas são independentes para cada volume, para isso o projeto propõe uma estrutura de apoio duplo, o primeiro formadas por uma membrana metálica que é o braço articulado auto apoia a pele exterior e com a placa de painéis de luz chapeado e uma segunda estrutura de concreto moldado compreende volume 30 interno está a pele se dilatam para permitir que a luz do dia a segunda é composta da plataforma onde as rochas sãoamarradas edifícios, compostos por uma estrutura mista de colunas de aço preenchidos com concreto e gabião retenção de parede de pedra e concreto nas costas. (Archidaily- biblioteca parque espana Giancarlo Mazzanti, 2008) Como afirma o arquiteto; "O sistema de construção é um mecanismo que nos permite construir e definir os objetivos ou ações que buscam, neste sentido, o sistema de construção serve e não se destina a ser um elemento estrutural da verdade: você sair do modelo de profundidade em que a estrutura deve responder à imagem do edifício, bem como a estrutura é liberado a partir desta carga de verdade e se desenvolve como um mecanismo de usar o que realmente nos interessa é a forma como a comunidade utiliza e vê seu prédio. O projeto deve ser socialmente útil e não simplesmente um objeto que afirma noções de autenticidade como a única maneira correta de fazer e experimentar a arquitetura." (Archidaily- biblioteca parque espana Giancarlo Mazzanti, 2008) Materiais Sua estrutura tem sido utilizada principalmente de ferro e concreto. Exterior- Cobrindo as lajes de ardósia exteriores foram utilizados, com 30 % de óxido de folhas pretas que cobrem Super -Board. No deck de madeira e pisos de pedra. Acrílico grande amarelo, verde e vermelho, indicar e destacar o papel que se desenrola dentro de cada um dos módulos. Interior-Parte dos pisos interiores são de pedra também combinado com diferentes vinis colorido. (Archidaily- biblioteca parque espana Giancarlo Mazzanti, 2008) Para delimitar as diferentes áreas de ensino têm sido utilizados vidros laminados com resinas coloridas dentro e diferentes facetas de madeira, tais como cobre parte da biblioteca. (Archidaily- biblioteca parque espana Giancarlo Mazzanti, 2008) 31 FIGURA 9- Representa o contexto da edificação, o bairro pobre e violento onde foi implantada de um lado, e a biblioteca de outro, uma edificação nobre com um grande intuito social e educativo para reduzir ou amenizar a criminalidade na região. Fonte: https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn FIGURA 10- Fachadas e volumes da biblioteca de santo domingo. Fonte:https://pt.wikiarquitectura.com/index.php/Biblioteca_Espanha_em_Medell%C3%ADn 32 3.2 Biblioteca Paulo Freire – Paraná - Brasil. FIGURA 11 - Localização. Fonte: Google maps adaptada A construção da nova biblioteca do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), junto às ruínas do Bloco 1(figura 13) dos antigos alojamentos dos construtores de Itaipu teve o objetivo de registrar a história da hidrelétrica ao preservar física e metaforicamente a situação na qual o PTI iniciou a sua ocupação na área (figura 14) , explicitando a espetacular revitalização que os antigos barracões dos barraqueiros sofreram após a criação do Parque. Materiais conhecidos, soluções diferentes. Entre as diretrizes que pautaram a construção da biblioteca está a adoção de sistemas construtivos industrializados, especialmente para a execução da estrutura. A preocupação era racionalizar os recursos e garantir a execução precisa das características principais do projeto. Para a estrutura principal da biblioteca optou-se pelo uso de peças de concreto pré-moldado. As lajes pré-fabricadas adotaram componentes de isopor. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) FIGURA 13- Bloco 1, dos antigos alojamentos Biblioteca Paulo Freire 33 FIGURA 12 Fonte:http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo Na montagem da laje, as vigotas são dispostas espaçadamente, e nesses espaços são colocados elementos leves de enchimento no caso, as peças de isopor. Além de serem mais leves que o concreto, o material também tem baixa condutibilidade térmica, e por isso o sistema contribui para o conforto térmico do prédio. Sobre as vigotas, foi feito capeamento de concreto e posteriormente impermeabilização com manta asfáltica. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) Para atender aos trechos da estrutura que precisavam vencer pequenos vãos, os pilares e vigas chegaram prontos ao canteiro. Já as vigas necessárias para vencer os vãos maiores, que chegam a 12,3 m, utilizaram protensão e foram pré- moldadas no próprio canteiro, para facilitar o transporte e a montagem. O pé-direito no edifício varia entre 3,1m (na área administrativa) e 5,9m (no salão principal, abaixo da estrutura de madeira). (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) A maior parte dos elementos estruturais de concreto foi mantida aparente, recebendo apenas tratamento para recuperar partes danificadas durante a instalação ou nos locais onde foram chumbados os ganchos para içamento das peças a construção transcorreu no período de pouco mais de um ano a partir da contratação da Tarobá, empresa que concluiu a obra. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo 34 FIGURA 13 – Contexto e implantação da Biblioteca Paulo Freire Fonte:http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo 35 Prevista no Plano Diretor do PTI, a construção de uma nova edificação para a biblioteca traz significativa ampliação da área de acervo, pesquisa e consulta, além de dar suporte às atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas no Parque. Nas abordagens de todas as etapas do Plano o prédio da biblioteca sempre teve posição destacada. Além da importância que o próprio programa representa para uma instituição que lida essencialmente com desenvolvimento de conhecimento, o sítio escolhido para sua implantação tem simbolismo ímpar com a presença de um dos mais preservados registros da épica construção de Itaipu, na forma dos alojamentos dos barrageiros. Mesmo se encontrando em ruínas, o prédio ainda preservava várias das suas características originais e representava singularmente a história daquele local desde os anos 1970 (figura 15). (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) FIGURA 14 - Características originais da edificação (1970) Fonte:http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo 36 Com a intenção de preservar esse registro e através dele deixar claro para as novas gerações o impacto que a instalação do PTI teve para o local, decidiu-se pela manutenção de parte das ruínas e a preservação das marcas do tempo sobre as estruturas. Assim formou-se o ponto de partida do projeto e seu conceito através do diálogo intertemporal do passado preservado ao futuro prometido através do conhecimento. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) A área das ruínas, após passar por um processo de limpeza e estabilização, vem a se configurar como a entrada principal da edificação, estabelecendo de forma didática o diálogo do visitante com o passado e futuro através das ações do Parque Tecnológico. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) A partir do acesso principal, a biblioteca distribui suas atividades entre salas de estudo, áreas administrativas, de apoio, convívio e acervo, criando sucessivas interfaces entre o antigo barracão e o novo prédio. A proposta busca ainda oferecer a maior flexibilidade possível para as atividades da biblioteca e para a organização do seu acervo, áreas de consulta e pesquisa. A adoção de um partido com planta livre na área de acervo permite a organização do espaço interno de maneiras diversas atendendo a demandas especiais, alterações de uso, aumento ou redução de áreas. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014)Um gesto de generosidade se estabelece com o intuito de configurar a Biblioteca em um espaço permeável e o projeto prevê a utilização da cobertura como percurso para os usuários do Parque. De modo análogo ao conhecimento, a extensão da biblioteca ultrapassa o seu espaço físico e se integra com o exterior, mesmo em sua cobertura ou na disseminação das atividades da Biblioteca enquanto instituição nas demais áreas do PTI. (Archdaily Biblioteca Paulo Freire, 2014) 37 FIGURA 15 e 16- Representam fachadas da edificação demonstrando as novas e as antigas Fonte http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e-urbanismo 38 3.3 – Biblioteca Central Unb – Distrito Federal, Brasil FIGURA 17 - Locaização Legenda: Via L2 Norte Via L3 Norte Fonte: Figura 18 Google maps adaptada A BCE (Biblioteca Central) é o órgão da Universidade de Brasília responsável pelo provimento de informações às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade. Mantém um rico acervo, atendendo às demandas dos discentes, docentes e comunidade. Sua equipe é composta por bibliotecários, auxiliares administrativos, auxiliares operacionais e estagiários preparados para atender aos usuários, orientando-os em suas necessidades informais a Biblioteca Central da Universidade de Brasília foi criada, em 1962, opondo-se à tradição da época de múltiplas bibliotecas dispersas nas várias unidades de ensino 39 das universidades – um sistema oneroso que gerava duplicações desnecessárias de acervo e de processos técnicos e administrativos. (bce unb teses e dissertações) Em julho de 1962, a Biblioteca Central foi transferida para a Sala dos Papiros, localizada em um dos primeiros edifícios construídos no campus da UnB, atualmente ocupado pela Faculdade de Educação. Nesse período, a Biblioteca contava com um incipiente serviço de referência, aquisição, catalogação e registro de periódicos. Foi solicitado à Fundação Ford auxílio ao desenvolvimento do acervo, o que resultou na vinda de dois de seus consultores ao Brasil. Firmou-se então um convênio para um programa quinquenal, iniciado no primeiro semestre de 1963 e concluído em outubro de 1968, que previa, entre outros benefícios, o pagamento de assessoria especializada para a elaboração de um programa de especificações destinadas a orientar o planejamento do prédio definitivo da Biblioteca. Considerado um centro de subversão, em 9 de abril de 1964, o campus da UnB foi invadido pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Todo material passível de investigação foi coletado e armazenado na Biblioteca Central, a qual foi interditada e permaneceu fechada mesmo após a liberação do restante do campus. (bce unb teses e dissertações) Cinco anteprojetos foram elaborados pelo Centro de Planejamento da Universidade de Brasília (CEPLAN), entretanto não lograram aprovação do BID por não atenderem as regras requeridas em 1968 uma nova equipe de arquitetos do CEPLAN elaborou novo projeto que foi aprovado. Participaram deste trabalho os arquitetos José Galbinski, Miguel Alves Pereira, Jodete Rios Sócrates, Walmir Santos Aguiar e os bibliotecários Rubens Borba de Moraes, Edson Nery da Fonseca, Antônio Agenor Briquet de Lemos e Elton Eugenio Volpini construção e Ocupação do Prédio Definitivo (figura 19) (bce unb teses e dissertações) O edifício de 16.000 m², com capacidade para um milhão de volumes e dois mil usuários, localiza-se na Praça Maior da UnB, lugar destinado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. A mudança definitiva da BCE para o seu prédio ocorreu em março de 1973. Nesses 50 anos, a Biblioteca Central da Universidade de Brasília tem atuado como um centro de integração do conhecimento e tem caminhado com o propósito de contribuir para a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Vem trabalhando 40 para manter seu acervo diversificado e para a modernização de seus serviços, a fim de melhor atender aos diversos segmentos da comunidade acadêmica, pois a busca pela excelência no atendimento às necessidades de informação dos usuários é a razão primeira de sua existência. FIGURA 18- Prédio definitivo da bce em construção. Fonte: http://www.bce.unb.br/sobre-a-bce/ A Biblioteca Central da UnB foi organizada em três pavimentos: subsolo (figura 20), térreo (figura 21) e pavimento superior (figura 22). Já nos blocos localizados nas extremidades do edifício principal, o arquiteto distribuiu o programa em apenas dois pavimentos. Os pavimentos são interligados por circulações verticais através de escadas, não possuindo elevadores. O pavimento superior do edifício central, com uma área menor que o térreo, destina-se ao acervo de coleções e obras raras além de áreas amplas de leitura, que também são utilizadas para exposições. Conta ainda com setor administrativo com salas para chefia e pessoal. http://www.bce.unb.br/sobre-a-bce/ 41 FIGURA 19- Planta setorizada subsolo Fonte: www.cultura.df.gov.br Figura 20- Planta setorizada térrea Fonte: www.cultura.df.gov.br 1 0 30 40 http://www.cultura.df.gov.br/ http://www.cultura.df.gov.br/ 42 1 0 30 40 FIGURA 21- Planta setorizada primeiro pavimento Fonte: www.cultura.df.gov.br http://www.cultura.df.gov.br/ 43 4.0 Análises e Localização do Terreno. FIGURA 22- Localização Fonte:Google Maps adaptada A localização esta biblioteca será no centro da cidade do Gama DF , e com várias escolas em sua rota, e a execução deste prédio, pode suprir a demanda local. 44 Localização da Biblioteca atual FIGURA 23- Localização e entorno biblioteca pública atual Legenda: v ia do Hospital 45 Biblioteca entorno imediato e hierarquia de vias FIGURA 24 Fonte: AUTOCAD adaptada Legenda via arterial - Via coletora; -Via local. - Estacionamentos - Sentido do fluxo de veículos - Acesso Principal. -Acesso secundário. 46 Demonstrativo de área e topografia do terreno. Figura 25 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada - Terreno para estudo. . Volumetria do terreno Fonte: Projeto Sketchup adaptada 47 Ventos e Percurso . Solar. FIGURA 26 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada Legenda: - Terreno proposto. - Ventos Predominantes Leste.- Outros Vent 48 Em relação ao clima se aproxima a um clima típico do cerrado, costuma-se racionalizar a informação sobre o clima de Brasília, dizendo-se que lá existem apenas dois períodos climáticos no ano: o seco e o chuvoso, o primeiro, de abril a meados de outubro e o segundo, de meados de outubro a março. Invariavelmente, o mês mais seco do ano é agosto. O mês mais frio é julho. No restante do ano, o clima é ameno e agradável, com temperatura média de 24 graus. Raramente a temperatura atinge 30° de máxima e 15° de mínima. O normal é oscilar entre 22 e 28 graus. Durante a estação chuvosa a predominância dos ventos é do quadrante NORTE com variações NO (noroeste) e NE (nordeste), neste período os ventos mais fortes sopram do NO. A partir do mês de março, predominam os ventos na direção Leste. Durante a estiagem as incidências dos ventos Sul e Sudeste aumentam consideravelmente e no mês de março ocorre o maior número de calmarias em relação ao ano, como demonstrado na (figura 28). FIGURA 27 - Rosa dos ventos. FIGURA 28 - Rosa dos ventos. Fonte: Programa Sol-Ar analises adaptada Velocidade predominantes dos ventos 49 Estudo Acústico. O terreno estudado é localizado setor central do Gama , e sofre um impacto de 87 dB, estudo produzido através Sol-Ar analises, o grande fluxo de ônibus, é acima do permitido pela legislação para a região. Ao longo do tempo, a exposição pode causar problemas de saúde, como fadiga, perturbações do sono, doenças cardiovasculares, perdas auditiva, estresse, distúrbios digestivos, falta de concentração etc, conforme demonstrado na (figura 29). . Fonte: Projeto AUTOCAD adaptado Figura 29 – Pontos mais altos de ruídos 50 Uso de Solo. Figura 30 . . Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada LEGENDA - Residencial -Educacional -Institucional. _Comercial. - Religioso. - Misto Comercial e Instiutcional. - Vazio. - Terreno proposto (Misto); 51 Gabarito de Altura. Figura 31 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada Legenda: - Edifício com 14 pavimentos, - Edifício com 12 pavimentos . - Edifício com 3 pavimentos. - Edifício com pavimento térreo. - Edifício com 2 pavimentos . - Vazio - Terreno para estudo.(3 pavimentos). 52 Equipamentos e Mobiliário urbano. Figura 32 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada Legenda: - Semáforo (mobiliário urbano). - Parada de ônibus. (mo.urbano). - Ponto de Táxi. (mobiliário urbano). - Lixeira. (mobiliário urbano). - Praça. (equipamento urbano) - Estacionamento. (mob. urbano) - Hidrante. (mobiliário urbano). - Ponto de telefone público. (mob. urbano) - Instituição Financeira (Banco) . (equipamento urbano) Postes de iluminação pública (equipamento urbano) -- Banca de jornal (mobiliário urbano). - - Igreja . (equipamento urbano) - Caixa coletora dos correios. (mobiliário urbano) 53 4.1. Legislação. Destinação do terreno de estudo, conforme a PDL (Plano Diretor Local) do Gama D.F. O uso permitido no terreno proposto deverá seguir as seguintes normas: Nível de restrição - R 2. permitido uso residencial, comercial de bens e serviços, uso coletivo ou institucional e e uso industrial; Área : 3.200,00 m². Coeficiente de aproveitamento: Área do terreno x 3,0 = 9.600,00m²; Taxa de permeabilidade: Área do terreno x 30% = 960.00m² Inserido no PDL, Lei Complementar Nº 728, de 18 de Agosto de 2006 Art. 32. O Lote 1 da Praça 1 do Setor Central será destinado a equipamento público comunitário (Biblioteca Pública do Gama), com nível de restrição R2 Número de pavimentos : Determinado pela altura máxima da edificação. Subsolo: Optativo para garagem ou depósitos. Obs: As rampas, escadas, poços de iluminação e ventilação deverão de desenvolver dentro dos limites do lote. A área em subsolo não será computada na taxa máxima de construção. Sobre a cobertura somente será permitida a construção de terraço, caixas d'água e casa de máquinas, e não será. computada na taxa máxima de construção. Estacionamento ou garagem: Obrigatório 1 vaga para cada 45 m2 da área de construção. Tratamento das fachadas: Não será permitido avanços além do limite do lote. 54 4.2 - Meio Físico/Diagnóstico: A atual biblioteca localizada na Praça 02- Área Especial - Lote. 02- Gama DF, não possui uma infra estrutura adequada, na área externa calçamentos totalmente inadequados e cheios de anomalias, já no interior da edificação muitas rachaduras nas alvenarias podendo até ser um sinal de recalque estrutural, amontoados e áreas improvisadas, conforme demonstrado nas (Fotos 01 e 02) Fonte: imagem produzida pelo autor Fotos 01 Fotos 02 O sombreamento natural é um dos grandes problemas encontrados atualmente na área de ambiência. Como e construção da nova biblioteca será em um terreno vazio, a incidência solar é bastante alta. A falta de informações por parte das pessoas que cuidam dessa área com relação às espécies arbóreas a serem recomendadas para fornecer sombra de qualidade, é extremamente limitante à utilização adequada de espécies arbóreas para o conforto térmico em geral, na região de estudo nota-se a falta de sombreamento tanto pela falta de edificações vizinhas quanto pela falta de árvores, conforme demonstrado nas (Foto 03) Foto 03 Fonte: imagem produzida pelo autor Falta de vegetação adequada no sítio. 55 Mapa das Fotos Figura 33 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada 56 5.0 SNBP - Sistema Nacional De Bibliotecas Públicas O sistema nacional de bibliotecas públicas é instituído como um órgão subordinado diretamente à Fundação Biblioteca Nacional (FBN), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Desde sua criação em 1992 trabalha de maneira articulada com os Sistemas Estaduais, Municipais e do Distrito Federal de Bibliotecas Públicas, respeitando o princípio federativo, com o objetivo de fortalecer suas ações e estimular o trabalho em rede e colaborativo. Sua gestão tem por premissa básica o diálogo, a transparência, a responsabilidade e o estímulo ao controle social, dentro de um modelo de gestão integrado com as Coordenações dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas. O SNBP sugere diretrizes e apontamentos para as bibliotecas públicas onde sua função e uso dependem muito de escolhas em projeto, segundo esses apontamentos essa proposta se encaixa nesse padrão de biblioteca, que é a BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA. Que tem por objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão por meio de seu acervo e dos seus serviços. Atende alunos, professores, pesquisadores e comunidade acadêmica em geral. É vinculada a uma unidade de ensino superior, podendo ser uma instituição pública ou privada. A Biblioteca Universitária dá continuidade ao trabalho iniciado pela Biblioteca Escolar. http://www.bn.br/portal/ http://www.cultura.gov.br/ http://snbp.culturadigital.br/sistemas-estaduais/ http://snbp.culturadigital.br/sistemas-estaduais/ http://snbp.culturadigital.br/sistemas-estaduais/ 57 6.0 – Proposta/ProjetoMemorial: Conforme o tema o partido arquitetônico adotado proposto, sua volumetria faz alusão a dois livros.Os dois abertos: um frontal com uma parte em 45º e -45º que será a biblioteca, e faz alusão a um livro aberto na posição vertical , e um posterior que será projetado o auditório, que também faz alusão a um livro aberto na posição horizontal e um terceiro volume proposto para instalação da caixa d’água.A proposta da posição deste projeto é exclusiva para iluminação e aeração do edifício. O programa de necessidades (Tabela 1) foi composto tendo como base os estudos de caso, principalmente com base na biblioteca de Medellín onde as salas de informática e auditório além da integração do público com o projeto foram decisivos para isso. No programa temos uma divisão setorial e um agrupamento foi realizado por funções e tarefas conforme organizado e demonstrado na biblioteca de Santo Domingo. Ainda com base no programa de necessidades o pré-dimensionamento dos ambientes também foi idealizado com base nos estudos de caso, mas dessa vez com embasamento maior na biblioteca central da Unb. A implantação preza pelo aconchego de um lugar calmo e tranqüilo, soluções simples para reduzir consideravelmente os níveis de ruídos foram adotadas, como massas de vegetações, as plantas baixas foram idealizadas com o intuído de fluxo continuo e facilitado (Figura 34 e 35), mas também tendo base o “aconchego”, um lugar onde o usuário sinta-se a vontade para realizar suas atividades seja elas os estudos ou trabalhos complexos. Composição volumétrica (Figuras 36, 37 e 38) 58 6.1 Ante-Projeto. Figura 34 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada 1º Estudo Preliminar Figura 35 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada 2º Estudo Preliminar 59 3º Estudo Preliminar final Figura 36 Fonte: Projeto AUTOCAD adaptada 60 7.0 Composição volumétrica Fonte: Figura 37 - imagem produzida pelo autor, utilizando o programa Revit. F o n t e : Fonte:Figura 38 - Imagem produzida pelo autor, utilizando o programa Revit. Fonte: Figura 39 Imagem produzida pelo autor, utilizando o programa Revit. 61 Tabela 01 - Programa de necessidade SETORIZA ÇÃO AMBIENTE ATIVIDADE ÁREA(m²) SETOR ADMINIST RATIVO Sala administrativa Sala da Coodernação, Sala de Bibliotecarios, Achados e Perdidos, Atendimento. Processos administrativos, serviço administrativo interno, controle dos achados e perdidos. 75.00m² Recepção Informação, criação de cadastros e identificação dos usuários. 12.38m² Reprografia Cópias e digitalização para acervos e documentos administrativos 4.28m² Subtotal por setor 91.66m² SETOR DE SERVIÇOS Depósitos e DML Armazenamento de detritos e ou objetos, materiais de limpeza, e alimentos, 6.38m² Carga e Descarga (VUC) (VUC)= veiculo urbano de carga, pequenos e compactos ideais para pequenas cargas. 176.03m² Café e Cozinha Atendimento aos usuários 30.15m² Copa Uso exclusivo de funcionários da biblioteca 40.95m² Sala de Descanso Uso exclusivo de funcionários da biblioteca 18.83m² Vestiários Uso exclusivo de funcionários da biblioteca 45.76m² Subtotal por setor 318.22m² SETOR DE CONVÍVIO Área de acervo/ estudo Abrigar o acervo físico e digital além de proporcionar um ambiente adequado de estudos. 815.89m² Auditório Cap. 224 pessoas. Abrigar o acervo físico e digital além de proporcionar um ambiente adequado de estudos. 191.09m² Gibiteca Proporcionar uma leitura descontraída aos usuários. 51.77m² Acesso à internet Reprodução de material didático audiovisual. 44.99m² Hemeroteca Abrigar o acervo de revistas e jornais 36.16m² Subtotal por setor 1.139,90m² SETOR SOCIAL Estacionamento Interno Abrigar os veículos de usuários e funcionários / abrigar depósitos em geral. 811.30m² Hall Proporcionar espaços de convivência e lounges no interior da edificação. 24.91m² Banheiros Utilização dos usuários para suas necessidades básicas. 154.80m² Circulação vertical Garante acesso a todos os pavimentos da edificação. 29.34m² Subtotal por setor 1.020,35m² Área Total 2570.13 m² 62 8.0 - Organograma IMAGEM 34 Fonte: Imagem produzida pelo autor - AutoCad 63 . 8.1 FLUXOGRAMA Fluxograma IMAGEM 35 Fonte: Imagem produzida pelo autor - AutoCad 64 9.0 ESTRUTURAS: Figura 33 65 66 67 68 10 – Repertório. Repertório são elementos e conceitos arquitetônicos de um ou vários projetos que se inserir em um projeto , nesse caso um dos elementos adotados foi a escada do Palácio do Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer, conforme (figura 44). FIGURA 44 – Escada do Palácio do Itamaraty. Fonte:http://www.nosnomundo.com.br/2012/09/o-jardim-suspenso-do-palacio-do-itamaraty-em- brasilia/ Ainda tendo como repertório o Palácio do Itamaraty os jardins suspensos foram mais um elemento de grande apelo visual, e não só isso questões de conforto climático também são proporcionados por jardins internos, microclimas são gerados na edificação trazendo conforto para o usuário, no projeto os jardins não foram utilizados dessa forma mas a intenção de conter algum tipo de vegetação no interior da edificação justifica essa escolha. (Figura 45). http://www.nosnomundo.com.br/2012/09/o-jardim-suspenso-do-palacio-do-itamaraty-em- 69 FIGURA 45 – Jardins internos Pálácio do Itamaraty. Fonte:http://www.nosnomundo.com.br/2012/09/o-jardim-suspenso-do-palacio-do-itamaraty-em- brasilia/ O sistema construtivo teve como conceito o sistema do Masp que utiliza o concreto protendido, que basicamente o aço revestido com concreto, para obtenção de vãos maiores e isso permite uma seção menor de vigas e pilares porém com uma resistência enorme e isso é o que se busca com essa referência .(Figura 46) Figura 43 – masp em construção, estrutura aparente. FONTE: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.084/245 http://www.nosnomundo.com.br/2012/09/o-jardim-suspenso-do-palacio-do-itamaraty-em- http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.084/245 70 11.0 – Conclusões Este trabalho partiu da necessidade de uma proposta para a biblioteca pública, não como uma específica, mas sim no âmbito geral. O papel da biblioteca pública é vital e sua relevância é proporcional ao real valor atribuído á ela, e a toda informação útil que se pode gerar, além de atua para diminuir as desigualdades existentesna sociedade brasileira. O projeto visa tornar a biblioteca uma edificação de grande valor estético mas que seja também funcional, oferecendo o conforto adequado a seus usuários, fazendo o uso de novos materiais e novas tecnologias além de almejar ser ponto de referência cultural no âmbito educacional e cultural, além de se tornar mais um grande marco arquitetônico. 71 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LIVROS: ANDRADE, MÁRIO. Bibliotecas populares. Revista livro, v.2 1957. OLIVEIRA, Zita Catarina Prates. A biblioteca fora do tempo ; politicas governamentais de bibliotecas públicas no Brasil, 1937-1989. 1994. TESE (DOUTORADO) – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, 1994. O que é Biblioteca, MILANESI, Luis 1983, Editora Brasiliense volume 1. SUAIDEN, Emir J. Biblioteca pública brasileira; desempenho e perspectivas. SÃO PAULO : LISA, 1980. SUAIDEN, Emir J. Biblioteca pública e informação à comunidade. São Paulo : GLOBAL, 1995. 112 P. A Biblioteca Pública Em Contexto, José Fernando Modesto Da Silva, Editora THESAURUS; EDIÇÃO: 1ª (1 DE JANEIRO DE 2015) SITES: Archdaily Library Espana ,Disponívelem:<http://www.archdaily.com/2565/espana- library-giancarlo-mazzanti> acessado em 02/05/2016 ás 10:00 horas Archdaily Biblioteca Paulo Freire, Disponível em:<http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e- urbanismo> acessado em 02/05/2016 ás 14:00 horas. Au Educação, A estrutura do Masp, de Lina bo bardi, Disponível em:<http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/249/a-estrutura-do-masp-de-lina-bo- bardi-333984-1.aspx> acessado em 10/05/2016 ás 15:00 horas http://www.archdaily.com/2565/espana- http://www.archdaily.com.br/br/759196/biblioteca-paulo-freire-3c-arquitetura-e- http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/249/a-estrutura-do-masp-de-lina-bo- 72 Universidade de Basilia, biblioteca central Da Unb Disponível em: <http://www.bce.unb.br/sobre-a-bce/> acessado em 05/05/2016 ás 16:00 horas Governo de Brasília, Secretaria de estado de cultura do Distrito Federal Disponível em: <www.cultura.df.gov.br> acessado em 05/05/2016 ás 14:00 horas Ibram Df disponível em: <http://www.ibram.df.gov.br> acessado em 05/05/2016 ás 22:00 horas Unicamp Disponível em:<http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Arquitetural/Pesquisa/luz%20natural %20e% 20projeto.pdf> acessado em 06/05/2016 ás 17:00 horas Caminho de geografia revista on line Disponível em:<http://www.mundogeomatica.com.br/Publicacoes/Artigo25.pdf> acessado em 05/05/2016 ás 20:00 horas UNB Brasília Repositório-Disponível em: <http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/10010/1/2011_MarianaArrabalRocha> acessado em 06/05/2016 ás 15:00 horas Téchne engenharia Disponível, Estabilidade dimensional e resistência mecânica, disponível em <http://techne.pini.com.br/engenharia- civil/208/estabilidade-dimensional-e-resistencia-mecanica-determinaram-a-madeira- laminada-colada-319280-1.aspx> acessado em 02/05/2016 ás 16:00 horas . Legislação Distrital isponívelem:<http://www.vordf.com.br/legislacao/distrital/indice- lc-df.html> acessado em 10/05/2016 ás 12:00 horas http://www.bce.unb.br/sobre-a-bce/ http://www.cultura.df.gov.br/ http://www.ibram.df.gov.br/ http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Arquitetural/Pesquisa/luz%20natural%20e%25 http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/Arquitetural/Pesquisa/luz%20natural%20e%25 http://www.mundogeomatica.com.br/Publicacoes/Artigo25.pdf http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/10010/1/2011_MarianaArrabalRocha http://techne.pini.com.br/engenharia- http://www.vordf.com.br/legislacao/distrital/indice-lc-df.html http://www.vordf.com.br/legislacao/distrital/indice-lc-df.html 73 Vitruvius Arquitextos, revista read, Disponível em: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.084/245> acessado em 10/05/2016 ás 16:00 horas. Vitruvius Minha cidade, revista read, Disponível em: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/09.097/1881> acessado em 02/05/2016 ás 22:00 horas. Sistema nacional de bibliotecas públicas SNBP Disponível em:<http://snbp.culturadigital.br/historico/ > acessado em 10/07/2016 ás 16:00 horas. http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.084/245 http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/09.097/1881 http://snbp.culturadigital.br/historico/ ANEXO 1 - PRANCHAS DE APRESENTAÇÃO. ANEXO 2 – PRANCHAS TÉCNICAS. 76 77 . 78 79 80 76 UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP JAILSON LEANDRO DE BRITO BRASILIA – DF 2019 DEDICO. AGRADECIMENTOS. Primeiramente agradeço a DEUS, por ter sido essencial em minha vida. Ao Professor Orientador Brunno, pela paciência e dedicação nas correções e orientações no período de aprendizado. Aos meus colegas de graduação, por terem feito parte desta luta, por terem me apoiado, pois sem vocês eu não teria chegado até aqui. Localização. Conceito. Estrutura. Materiais Materiais conhecidos, soluções diferentes. 5.0 SNBP - Sistema Nacional De Bibliotecas Públicas Memorial: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LIVROS: TESE (DOUTORADO) – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, 1994. : GLOBAL, 1995. 112 P. SITES: ANEXO 1 - PRANCHAS DE APRESENTAÇÃO. ANEXO 2 – PRANCHAS TÉCNICAS.