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4 11 ( FACULDADE DE HORTOLÂNDIA ) CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LuiZ Roberto dias jr rinaldo aparecido gama TEORIA GERAL DE SISTEMAS E ORGANIZAÇÕES HORTOLÂNDIA 2016 3 2 TEORIA GERAL DE SISTEMAS E ORGANIZAÇÕES Luiz Roberto Dias Jr¹, Rinaldo Aparecido Gama¹, Jorge Luiz da Cruz² ¹Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação - Faculdade UNIESP – Hortolândia ²Professor Orientador. Mestre em Engenharia de Computação, ênfase em Teste de Software pela UNICAMP/SP jrtntdias@gmail.com¹, rinaldogama@gmail.com¹, prof.jorgecruz@gmail.com² Introdução O Trabalho a seguir pretende situar no campo especificamente da Teoria Geral do Sistemas (TGS) . Esse tema foi impulsionado pelo biólogo Von Bertallanffy e vem sendo aplicado nos mais variados campos das ciências. Com uma visão voltada para o campo da administração, a abordagem do assunto permite que se tenha uma melhor aplicabilidade de acordo com o que a própria TGS lida. Para isso, há a necessidade de se conhecer o modelo de Bertallanffy e de outros autores. Assim como a teoria das relações humanas, a teoria socioambiental, a teoria contingencial e o desenvolvimento organizacional, a teoria geral dos sistemas tem forte influência para o bom comportamento de toda e qualquer organização. Conceito de TGS (teoria geral de sistemas) É um conjunto de partes interrelacionadas que trabalham na direção de um objetivo, podendo ser aplicada a qualquer tipo de sistema. Teoria Geral de sistemas A Teoria dos Sistemas foi proposta por Bertalanffy, no final da década de 1930, partindo da concepção de que a realidade é feita de sistemas, de elementos interdependentes que precisam ser analisados nas suas inter-relações, com uma visão interdisciplinar e holística entende que o pensamento sistêmico exerce papel dominante em diversos campos.(MAXIMIANO, 2000, BERTALANFFY, 1975) Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo (BERTALANFFY,1975). Este autor baseou-se na premissa de que se deve focalizar no todo, nas relações entre as partes que se interconectam e interagem. A teoria dos sistemas é baseada em uma abordagem cientifica, voltada para os detalhes da organização, a teoria dos sistemas fornece um meio para interpretar as organizações, traz uma visão holística de todo o processo. A TGS não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade empírica. Pressupostos e Premissas Os pressupostos básicos da TGS são: a) Existe uma tendência para a integração das ciências naturais e sociais. b) Essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas c) A teoria dos sistemas constitui o modo mais abrangente de estudar os campos não físicos do conhecimento cientifico, como as ciências sociais. d) A teoria dos sistemas desenvolve princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, visando ao objetivo da unidade da ciência e) Isso conduz a uma integração na educação cientifica A TGS fundamenta-se em três premissas básicas: a) Sistemas existem dentro de sistemas, ou seja, todo sistema faz parte de um supra- sistemas e é constituído de sistemas menores, os subsistemas. b) Os sistemas devem ser considerados abertos, pois vivem dentro de um meio ambiente, que por sua vez é constituído por outros sistemas. Assim, sistemas abertos estão em constante interação com os demais sistemas e com o meio em que estão incluídos. c) Cada sistema possui uma estrutura singular, que o torna voltado para uma determinada finalidade De acordo com Chiavenato “a Teoria dos Sistemas afirma que se deve estudar os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes.” O conceito de sistemas proporciona uma visão compreensiva, abrangente, holística, gestáltica (o todo é maior do que a soma das partes) de um conjunto de coisas complexas, dando-lhes uma configuração e identidade total. Características dos Sistemas Há dois conceitos que retratam o sistema: Propósito ou objetivo: Todo sistema tem um ou alguns propósitos ou objetivos. As unidades ou elementos (ou objetos), bem como os relacionamentos, definem um arranjo que visa sempre a um objetivo ou finalidade a alcançar. Globalismo ou totalidade: Todo sistema tem uma natureza orgânica, pela qual uma ação que produza mudança em uma das unidades do sistema, deverá produzir mudanças em todas as outras unidades. Em outros termos, qualquer estimulação em qualquer unidade do sistema afetará todas as unidades devido ao relacionamento existente entre elas. O efeito total dessas mudanças ou alterações proporcionará um ajustamento de todo o sistema. O sistema sempre reagirá globalmente a qualquer estimulo produzido em qualquer parte ou unidade. Na medida em que o sistema sofre mudanças, o ajustamento sistemático é contínuo. Da mudança e dos ajustamentos contínuos do sistema decorrem dois fenômenos: o da entropia e o da homeostasia. Tipos de Sistemas Inicialmente, os sistemas podem ser classificados quanto ao gênero, podendo-se pressupor duas condições extremas, os sistemas naturais (relativos à natureza) e os sistemas sintéticos (relativos ao homem). · Quanto a sua constituição podem ser: Sistemas Físicos ou concretos: Quando composto de equipamentos, maquinários, podendo ser descritos em termos quantitativos de desempenho. Sistemas Abstratos ou Conceituais: Quando compostos por conceitos, planos, hipóteses, idéias, etc. · Quanto a sua natureza podem ser: Sistemas fechados (estáveis ou mecânicos): São os sistemas que não apresentam intercâmbio com o meio ambiente que os circunda. Sistemas abertos (adaptativos ou orgânicos): O sistema aberto mantém um intercâmbio de transações com o ambiente e conserva-se constantemente, mesmo que o estado (auto-regulação), apesar da matéria e energia que o integram se renovem constantemente (equilíbrio dinâmico ou homeostase). O organismo humano, por exemplo, não pode ser considerada uma mera aglomeração de elementos separados, mas um sistema definido que possui integridade e organização. Parâmetros ou estrutura dos sistemas Parâmetros são constantes arbitrárias que caracterizam, por suas propriedades, o valor e a descrição dimensional de um sistema ou componente do sistema. São eles: · Entradas: As entradas ou componentes (inputs) compreendem os elementos ou recursos físicos e abstratos de que o sistema é feito, incluindo todas as influências e recursos recebidos do meio ambiente. Podem ser: · Dados: permitem planejar e programar o comportamento dos sistemas; · Energias de entrada: permitem movimentar e dinamizar o sistema; · Materiais: são os recursos a serem utilizados pelo sistema para produzir a saída. · Processamento: Todo sistema é dinâmico e tem processos que interligam os componentes e transformam os elementos de entrada em resultados. Pode-se dividir em subsistemas, que são várias partes do sistema. · Saídas: Todo sistema produz uma ou várias saídas. As saídas ou resultados (outputs) são os produtos do sistema. Para uma empresa, considerada como sistema, as saídas compreendem os produtos e serviços para os clientes ou usuários, os salários e impostos que paga, o lucro de seus acionistas, o aumento das qualificações de sua mão-de-obra e outros efeitos de sua ação, como a poluição que provoca ou o nível de renda na cidade em que se localiza. O sistema empresa é formado de inúmeros sistemas menores, como osistema de produção e o sistema administrativo, cada um dos quais tem suas saídas específicas. Exemplos: Produtos, lucro, pessoas aposentadas, poluição. · Feedback (retroação): Feedback (palavra que significa retomo da informação, efeito retroativo ou realimentação) é o que ocorre quando a energia, informação ou saída de um sistema a ele retoma. O feedback reforça ou modifica o comportamento do sistema. A retroação serve para comparar a maneira como um sistema funciona em relação ao padrão estabelecido para ele funcionar.Quando a entrada e a saída estão diferentes, o papel daretroação é o de regular ambos. O feedback pode ser negativo ou positivo. a) Positivo é a ação estimuladora da saída que atua sobre a entrada do sistema. O sinal de saída amplifica e reforça o sinal de entrada. b) Negativo é a ação inibidora da saída que atua sobre a entrada do sistema. O sinal da saída diminui e inibe o sinal de entrada. · Ambiente: É o meio que envolve o sistema. O sistema aberto recebe entradas do ambiente, processa-as e efetua saídas ao ambiente, de tal forma que existe entre ambos – sistema e ambiente – uma constante interação. A viabilidade ou sobrevivência de um sistema depende de sua capacidade de adaptar-se, mudar e responder às exigências e demandas do ambiente externo. O ambiente serve como fonte de energia, materiais e informação ao sistema. Organização Para que fique claro o conceito de Organizações, foi partindo da TGS que Daniel Katz e Robert L. Kahn criaram um modelo organizacional aplicando à teoria das organizações. De acordo com os criadores, as organizações sociais caracterizam-se como sistemas abertos, uma vez que a organização realiza transações com o meio ao qual esta inserida, sendo assim pode ser vistas como um sistema dinâmico, no qual o sistema é um conjunto de elementos mutuamente dependentes que interagem entre si com determinados objetivos e realizam diferentes funções, de forma que as organizações são dependentes de fluxos e de recursos de ambientes externos (KATZ, Daniel e KHAN, Robert L). Modelos de Organização 1.1 Katz e Kahn Ambos desenvolveram um modelo de organização através da aplicação da TGS à teoria administrativa, que tem como as seguintes características: 9.1.1. A organização é um sistema aberto. 9.1.1.1. Importação (entradas): a organização recebe insumos do ambiente e depende de suprimentos renovados de energia de outras instituições ou de pessoas. 9.1.1.2. Transformação (processamento): os sistemas abertos transformam a energia recebida. 9.1.1.3. Exportação (saídas): os sistemas abertos exportam seus produtos, serviços ou resultados para o meio ambiente. 9.1.1.4. Os sistemas são ciclos de eventos que se repetem: importação, transformação e exportação. 9.1.1.5 Entropia negativa: processo pelo qual todas as formas organizadas tendem a morrer. 9.1.1.6 Informação como insumo, retroação negativa e processo de codificação. 9.1.1.7. Estado firme e homeostase dinâmica: mecanismos regulatórios. 9.1.1.8. Diferenciação: multiplicação e elaboração de funções, de papéis e divisão de trabalho. Os padrões difusos e globais são substituídos por funções especializadas, hierarquizadas e diferenciadas. 9.1.1.9. Equifinalidade: um sistema pode alcançar, por uma variedade de caminhos, o mesmo resultado final, partindo de diferentes condições iniciais. 9.1.1.10. Limites ou fronteiras: a organização apresenta barreiras entre o sistema e o ambiente. 9.1.2 Cultura e clima organizacionais Para os autores “cada organização cria sua própria cultura com seus próprios tabus, costumes e usos”. Assim como a sociedade tem uma herança cultural, as organizações sociais possuem padrões distintivos de sentimentos e crenças coletivos, que são transmitidos aos novos membros do grupo. 9.1.3 Eficácia Organizacional Refere-se ao quanto de entrada de uma organização resulta como produto e quanto é absorvida ou gasta pelo sistema. A eficácia organizacional relaciona-se com a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas, o que é determinado pela combinação da eficiência da organização e seu êxito em obter condições vantajosas ou entradas de que necessita. 9.1.4 Organização como um sistema de papéis A organização consiste de papéis ou aglomerados de atividades esperados dos indivíduos e que se superpõem; um sistema de papéis. 9.2 Sociotécnico de Tavistock Foi proposto por sociólogos e psicólogos do Instituto de Relações Humanas de Tavistock. Os dois subsistemas apresentam um íntimo inter-relacionamento, são interdependentes e cada um influencia o outro. É estruturado em dois subsistemas: 9.2.1 Técnico: envolve a tecnologia, o território e o tempo. É o responsável pela eficiência potencial da organização. 9.2.3 Social: transforma a eficiência potencial em eficiência real. Estudo de Caso O biólogo alemão Ludwig Bertalanffy elaborou no final da década de 1950 uma teoria interdisciplinar para transcender os problemas exclusivos de cada ciência e proporcionar princípios gerais (seja físico, biológicos, sociológicos, químicos etc.) e modelos gerais para todas as ciências envolvidas, de modo que as descobertas efetuadas em cada uma pudessem ser utilizadas pelas demais. Essa teoria interdisciplinar – denominada Teoria Geral dos Sistemas (TGS) –demonstra o isomorfismo das ciências, permitindo a eliminação de suas fronteiras e o preenchimento dos espaços vazios (espaços brancos) entre elas. A TGS é essencialmente totalizante: os sistemas não podem ser compreendidos apenas pela análise separada e exclusiva de cada uma das suas partes. A TGS se baseia na compreensão da dependência recíproca de todas as disciplinas e da necessidade de sua integração. Os vários ramos do conhecimento – até então estranhos uns aos outros pela especialização e consequente isolamento – passaram a tratar os seus objetivos de estudo sejam físico , biológicos, psíquicos, sociais, químicos etc.) como sistemas. E inclusive a administração. A Teoria Geral da Administração passou por uma gradativa e crescente ampliação do enfoque desde a abordagem clássica – passada pela humanística, neoclássica, estruturalista e behaviorista – até a abordagem sistêmica. Na sua época, abordagem clássica havia sido influenciada por três princípios intelectuais dominantes em quase todas as ciências no início deste século: o reducionismo, o pensamento analítico e o mecanismo. a) Reducionismo: é o principio que se baseia na crença de que todas as coisas podem ser decompostas e reduzidas em seus elementos fundamentais simples, que constituem as suas unidades indivisíveis. O reducionismo desenvolveu-se na Física (estudo dos átomos), na Química (estudo das substâncias simples), na Biologia (estudo das Células), na Psicologia (estudo dos instintos e necessidades básicas) na Sociologia (indivíduos sociológicos) O taylorismo na administração é um exemplo clássico do reducionismo. O reducionismo faz com que as pessoas raciocinem dentro de jaulas mentais, como se cada raciocínio estivesse dentro de um escaninho ou compartimento intelectual apropriado para cada tipo de problema ou assunto. É graças ao reducionismo que existem as diversas ciências, como a Física, a Química, a Biologia etc. Mas teria sido a natureza ou o homem quem fez essa separação entre as ciências? b) Pensamento Analítico: é utilizado pelo reducionismo para explicar as coisas ou tentar compreende-las melhor. A análise consiste em decompor o todo, tanto quanto possível, na suas partes mais simples, que são mais facilmente solucionadas ou explicadas para, posteriormente, agregar essas soluções ou explicações parciais em uma solução ou explicação do todo. A solução ou explicação do todo constitui a soma ou resultante das soluções ou explicações das partes. O conceito da divisão do trabalho e de especialização do operário são manifestações típicas do pensamento analítico. O pensamento analítico provém do método cartesiano: vem de Descartes 91596-1650) a tradição intelectual ocidental quanto à metodologia de solução de problemas. c) Mecanicismo: é o princípio que se baseia na relação simples de causa-e-efeito entre dois fenômenos. Um fenômeno constitui a causa de outro fenômeno (seu efeito), quando ele é necessário e suficiente para provocá-lo. Como a causa é suficiente para o efeito, nada além dela era cogitado para explicá-lo. Essa relação utiliza o que hoje chamamos sistema fechado: o meio ambiente era subtraído na explicação das causas. As leis excluíam os efeitos do meio, as leis de causa-efeito não provêem as exceções. Os efeitossão totalmente determinados pela causa em uma visão determinística das causas. Com o advento da Teoria Geral dos Sistemas os princípios do reducionismo, do pensamento analítico e do mecanicismo passam a ser substituídos pelos princípios opostos do expansionismo, pensamento sintético e da teleologia. ABORDAGEM CLÁSSICA ABORDAGEM SISTÊMICA Reducionismo Pensamento Analítico Mecanicismo Expansionismo Pensamento Sintético Teleologia a) Expansionismo: é o principio que sustenta que todo fenômeno é parte de um fenômeno maior. O desempenho de um sistema depende como ele se relaciona com o todo maior que o envolve e do qual faz parte. O expansionismo não nega que cada fenômeno seja constituído de partes, mas a sua ênfase reside na localização do todo do qual aquele fenômeno faz parte. Essa transferência da visão voltada aos elementos fundamentais para a visão voltada ao todo denomina-se abordagem sistêmica. b) Pensamento Sintético: mostra que cada fenômeno é parte de um sistema maior e é explicado em termos do papel que desempenha nesse sistema maior. Os órgãos do organismo humano são explicados pelo papel que desempenham no organismo e não pelo comportamento de seus tecidos ou estruturas de organização. A abordagem sistêmica está interessada em juntar as coisas do que em separá-las. c) Teleologia: é o princípio segundo o qual a causa é uma condição necessária, mas nem sempre suficiente para que surja o efeito. Em outros termos, a relação causa0efeito não é uma relação determinística ou mecanicista, mas simplesmente probabilística. A Teleologia é o estudo do comportamento com a finalidade de alcançar objetivos e passou a influenciar poderosamente as ciências. Enquanto na concepção mecanicista o comportamento é explicado pela identificação de suas causas e nunca do seu efeito, na concepção teleológica o comportamento é explicado por aquilo que ele produz ou por aquilo que é seu propósito ou objetivo produzir. Com esses três princípios: expansionismo, pensamento sintético e teleologia – a Teoria Geral de Sistemas (TGS) permitiu o surgimento da Cibernética e desaguou na Teoria Geral da Administração, redimensionando suas concepções. 1.2 Principais Conceitos de Sistemas Os principais conceitos relacionados com sistemas são: entrada, saída, retroação, caixa negra, homeostasia e informação. · Conceito de Entrada (input): o sistema recebe entradas (inputs) ou insumos para poder operar. A entrada de um sistema é tudo o que o sistema importa ou recebe de seu mundo exterior. A entrada pode ser constituída de informações, energia e materiais. · Conceito de Saída (output): é o resultado final da operação de um sistema. Todo sistema produz uma ou várias saídas. Através da saída, o sistema exporta o resultado de suas operações para o meio ambiente. É o caso de organizações que produzem saídas como bens ou serviços e uma infinidade de outras saídas 9informações, lucros, pessoas aposentadas ou que se desligam, poluição e detritos, etc). · Conceito de Caixa Negra (black box): refere-se a um sistema cujo interior não pode ser desvendado, cujos elementos internos são desconhecidos e que só pode ser conhecido “por fora” através de manipulações externas ou de observação externa. · Conceito de Retroação (feedback): é um mecanismo pelo qual parte da energia de saída de um sistema ou de uma máquina volta ou retorna à entrada. A retroação também chamada de servomecanismo, retroalimentação ou realimentação é um sistema de comunicação de retorno proporcionado pela saída do sistema à sua entrada, no intuito de alterá-la de alguma maneira. · Como a retroação é uma ação pela qual o efeito (saída) reflui sobre a causa (entrada), seja incentivando-a ou inibindo-a, podemos identificar dois tipos de retroação: a positiva e a negativa. 1.3 Organização SAMK Os acionistas da AOS – sigla como é conhecida a Organização SAMK no mercado internacional de Hardwares e Software têm recebido boas notícias. A companhia voltou a operar com lucro e seu faturamento anual ultrapassou 25 bilhões de dólares. O valor de mercado da companhia de Boston, cujo nome está associado com a invenção dos minicomputadores, ultrapassou 8 bilhões de dólares. A ‘AOS’ representa um caso de ressurreição de uma empresa que estava em queda livre, com bilhões de dólares acumulados em prejuízos em uma sequência de sete anos seguidos no vermelho, quando as despesas cresciam mais rapidamente do que as receitas. Todos os davam por morta. O novo presidente Peter Haljer começou virando a mesa. Aplicou todo o receituário de praxe para salvar a empresa: demitiu cerca de 60.000 pessoas, metade da força de trabalho da companhia, reduziu a estrutura organizacional eliminando níveis hierárquicos, cortou as despesas, desbastou os vários ramos da empresa até reduzi-la ao seu núcleo essencial, promoveu três reestruturações subsequentes, cada uma delas em direção oposta a reestruturação anterior. Como sobrevivência da empresa estava em jogo, Peter não podia esperar até saber exatamente o que fazer. Simplesmente tinha de fazer alguma coisa. E grande. Os processos de reengenharia não resolveram muito. Os seus famosos minicomputadores Lanters WY perdiam mercado e a marca AOS continuava anônima no mercado de hardwares e softwares pessoais. A companhia que havia revolucionado a computação na década de 1980, criando a primeira alternativa barata aos grandes computadores da IBM, parceira sem fôlego para chegar ao novo milênio. Peter Haljer procurou atuar firme em duas frentes distintas: sistemas abertos e alianças estratégicas. Com a revolução dos micros desencadeou-se no mercado de informática uma tendência a pulverização de produtores de programas e de computadores. As empresas que desejavam um certo tipo de solução passaram a buscar no mercado a combinação de software que oferecesse melhor preço e desempenho. A ‘AOS’ estivera caminhando em sentido inverso, fornecendo minicomputadores com programas exclusivos, que só funcionavam em suas próprias máquinas. Era uma solução total, cara e datada. Era necessário levar a empresa ao mercado aberto. A consequência prática dessa percepção foi a busca por alianças estratégicas. Como era incapaz de competir com a variedade de soluções oferecida pelo novo mercado, a DEC concentrou-se na produção de computadores e passou a buscar parceiros na área de software e equipamentos periféricos. O sucesso com essa política foi implementada e a principal razão do bom desempenho da companhia. A política de alianças começou com a venda à Oracle, maior produtora mundial de programas para armazenamento de informações, a sua bem-sucedida linha de programas de bancos de dados RDB, recebendo em troca a garantia de que a Oracle adaptaria seus produtos aos novos computadores da AOS. Resultado: a AOS vendeu milhares de computadores dedicados à formação de banco de dados, ao valor unitário de 100.000 dólares cada. Na mesma direção, a de transformar concorrentes em aliados, a AOS passou seus discos rígidos à Quantum. Outra aliança estratégica foi firmada com a Microsoft, adaptando a totalidade de sua linha de produtos aos programas da Microsoft. Dona do mercado de programas para computadores de mesa, a Microsoft encontrava resistência no mercado de redes corporativas. É exatamente onde está o melhor da informática. A Microsoft treinou centenas de técnicos e vendedores da AOS – inclusive no Brasil – para dar suporte a sua linha de produtos. Conclusão Finalizando, a Teoria Geral dos Sistemas, é a exploração das totalidades que há pouco tempo, eram consideras noções metafísicas, ou seja, surreais, ultrapassando as fronteiras da ciência, a fim de representar o conceito analítico e generalista da Teoria Geral dos Sistemas (KATZ, Daniel e KHAN, Robert L). Em uma visão Teórica, verifica-se que a TGS traz uma fantástica ampliação nas funções organizacionais em contraposição a antiga abordagem do sistema fechado. Seu caráter integrativo e abstrato e a possibilidade de compreensão dos efeitos sinergéticos da organização são realmente surpreendentes se analisadoa idéia de que muito antes da consolidação cibernética, da engenharia dos sistemas e dos campos afins. Situações complexas, componentes de um todo, interdependência, interação, feedback e aplicação nas mais variadas áreas ditam o rumo do pensamento sistêmico. Entretanto, sistemas de informações atuais devem atender a todas as necessidades de uma empresa ou organização nela implantada. A característica mais particular de uma empresa é ampliar a capacidade ou de estender seu ciclo de vida valendo-se de reorganizações contínuas. A visão do homem funcional dentro das organizações é a decorrência principal sobre a concepção da natureza humana, desta maneira o conhecimento de Sistema é imprescindível para se entender o funcionamento de uma organização, bem como para estruturá-la e avaliá-la no seu decurso inicial (KATZ, Daniel e KHAN, Robert L). . Referências Bibliográficas CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7ª edição. Rio de Janeiro, Editora Elsevier Ltda. P 473 – 492. MAXIMILIANO, A.C.A. Teoria Geral da Administração. Da Revolução Urbana à Revolução Digital. 6ª edição. São Paulo, Editora Atlas S.A. 2009. P 315 - 323. MOTTA, Fernando C. Prestes. Artigo: A Teoria geral dos sistemas na teoria das organizações. Rio de Janeiro: Revista de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. 1971. BERTALANFFY, Ludwig von. - Teoria Geral dos Sistemas, Vozes, Petrópolis, 1972 KATZ, Daniel e KHAN, Robert L. Psicologia social das organizações. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1987. Cap. 2: Organização e o conceito de sistema, p. 30-45