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Gastroenterite (01/08) · Introdução: · Distúrbios gástricos e/ou entéricos, ou seja, o paciente pode estar apresentando vômito, vômito com diarreia ou só diarreia · Comum em cães e gatos, exemplo temos nos cães inúmeras viroses que causam gastroenterite diferente dos gatos · Frequência de vômitos muitas das vezes é bem intensa, é seu aparecimento pode ser o sinal inicial ou pode ser um sinal secundário · Aumento anormal na frequência, fluidez e volume das fezes · Gastrite aguda: (parecida com as de vômito) · Causas · Dieta · Imprudência dietética e toxinas contidas nos alimentos mofados, estragados... · Iatrogênica * A maioria das vezes tem a ver com causa medicamentosa, e as vezes o fato inicial não envolve o trato gastrointestinal, exemplo um cão que levou uma pancada é recebe um anti-inflamatório inapropriado no intuito de diminuir a dor, porém essa conduta errada vai levar o paciente ao um quadro de gastroenterite · Doença infecciosa * Como Parvovirose e a Coronavirose, sendo sempre indicado a análise da caderneta de vacinação do animal, mas isso também não quer dizer que o indivíduo esta imunizado (produziu anticorpos) e sim que ele está vacinado, temos por exemplo animais que chamamos de anérgicos que são pacientes que não tem capacidade imunológica de responder ao estimulo vacinal · Distúrbios sistêmicos · Uremia · Hepatopatia * Exemplo: hepatopatia de um animal com insuficiente renal (ureia/creatinina alta) ou que toma gardenal, ou seja, descobrir que distúrbio sistêmico leva o animal a ter essa gastrite * É necessário tratar a causa e não apenas os sinais! · Sinais clínicos · Início agudo do vômito (animal que está bem e vomita) * Podemos ver pacientes das mais variadas formas como inapetente, agitado, interagindo, chocado, desidratado, evacuando sangue e hipotensão, e os pacientes que apresentam apenas vômitos, sendo necessário ser avaliados de forma diferente * Um animal com apenas um vômito pode ser sinal inapetência, sobrecarga, entre outras, porém é necessário fazer medicamento ou ver se tem algum outro fundo (ex: verminose) · Anorexia, letargia e diarreia · Dor abdominal, pode estar presente em quadro entéricos (intestinais) · Desidratação (vômito e diarreia) * Utilizar como fluido terapia o ringir lactato, pois supri as necessidades do organismo melhor que o soro fisiológico · Vômito em animal saudável * Diferenciar vômitos por ter comido bobeira como por exemplo lagartixa (situação esporática) de vômito com um causa que passam mal 1, 2 vezes na semana, necessitando avaliar o comportamento desses animais * Um exemplo é o comportamento de um cão que apresenta uremia, quando ele ingere a ração acaba digerindo a proteína e absorvendo os aminoácidos, liberando amônia a nível gastrointestinal, essa amônia é altamente absorvida pela circulação não sendo eliminada necessitando ir até o fígado e participar do ciclo da ureia se tornando hidrossolúvel para ser filtrada e eliminada. Então esse paciente que comeu ‘ureia’ e passa mal no dia seguinte (vômito, sem apetite), não se alimentando o rim consegui aos poucos eliminar e fazer com que a ureia fique normal, porém no dia ele vai se sentir bem e vai acabar se alimentando fazendo com que todo esse ciclo se repita, por isso temos que observar atentamente animais nefropatas · Aspecto do vômito * É importante, pois temos que saber se é realmente vômito, e se tem presença ou não de sangue, se tem vermes, presença de corpos estranhos/traumáticos (galho, tecidos) · Diagnóstico · Principalmente clinico * A endoscopia é um diagnóstico comprovatório que pode nos dizer precisamente onde está a lesão, se tem presença de ulceras gástricas ou não, entre outros detalhes · Histórico e anamnese (pode ser um sinal precoce de problemas renais) · Frequência de vômitos, caderneta de vacinação * Sempre perguntar ao tutor o quadro vacinal do paciente, pois as principais gastroenterite são virais · Exposição a toxinas (comida estragada) e ou corpos estranhos · Relato de administração de medicamentos * Pois pode ter sido administrado de maneira incorreta (doses alta) ou simplesmente o remédio não interagiu bem com o paciente não gerando bons resultados · Exame clinico * Sinais da gastrite: vômito, dor abdominal, diarreia, interrupção da frequência alimentar, espasmos, pode ter associação com verminose ou não... · Exame complementares · Raio x * Eficiente dependendo do que queremos avaliar, exemplo corpo estranhos que é radio denso · Ultrassonografia * Eficiente para avaliar o espessamente, pregueamento da mucosas gástrica e vascularização... · Endoscopia · Hemograma * Não tem muita alteração, mas um animal nefropata crônico vai ser um anêmico crônico – hematócrito baixo · Bioquímico * Neutrófila aumentada é indicativo de infecção bactéria (ex: enterite), se é o eosinófilo que está aumentado podemos ter um quadro de verminose, por isso é necessário avaliar os exames laboratoriais · Tratamento · Dieta · Manutenção da hidratação · Anti hermético · Remover a causa · Antiácidos (omeprazol) · Bloqueadores de H2 · Prognóstico · Causa x tratamento *Se a causa foi um corpo estranho, uma virose.... Interfere no tratamento. *O prognóstico do animal com gastrite aguda tem que ser correlacionado com a causa e com o tratamento, para que possamos resolver o problema corretamente. · Gastrite crônica: · Causas · Difícil determinação porque são doenças que já aconteceram, sendo difícil buscar na anamnese o histórico · Principal causa: Cronificação de uma gastrite aguda (Se a gastrite aguda não foi bem tratada) · Todas as causas de gastrite aguda se a exposição for frequente pode se tornar gastrite crônica, por isso é importante interromper a causa · Alterações metabólicas (uremia, neoplasias e stress), é importante principalmente animais com doenças renais – nefropata, pois ele é uma gastropata crônico · Terapia prolongada com corticosteróide e outros AINEs (inibição da COX1), *Os anti-inflamatórios devem ser seletivos para COX-2. Existem medicamentos que não são tão seletivos mas que podem ser usados por um período de tempo menor, como por exemplo o cetofen, o cetoprofeno pode ser utilizado com tranquilidade por em torno de 5 dias. Se for necessário um tratamento de mais de 5 dias deve utilizar um AINEs seletivo. *Já medicamentos como o Cataflan, com base de diclofenaco, são extremamente não seletivos. Por mais que eles tirem a dor muscular eles irritam muito o estômago e o intestino. Não pode ser usado nem oral nem injetável. · Presença de helicobacter *Há relatos de cães com gastrite e presença de helicobacter mas há relatos de cães com gastrite e sem helicobacter, portanto não há uma relação confirmada da presença de helicobacter com gastrite em cães. Existem testes que podem ser feitos retirando um pedaço da mucosa estomacal durante a endoscopia e levando pra biópsia para diagnosticar presença de helicobacter. O Caim não se preocupa em tratar o animal com helicobacter, primeiramente trata a mucosa gastrite do que tratar a bactéria. · Reação auto imune ou inflamatória (também tem fundo inflamatório sempre pensando de forma mais simples) · Fisiopatologia · Normalmente ocorre por irritação mecânica ou química persistente, pensando em animais velhos e animais jovens principalmente, pois mexem mais nas coisas · Alteração na quantidade de muco. *A mucosa estomacal tem que produzir muco constantemente para proteger a mucosa. Quando ocorre uma interferência nessa produção de muco, causa uma exposição da mucosa ao HCl · Doenças metabólicas · Alteração na vascularização (trombose, deficiência na coagulação) *Se tem trombose ou outras deficiências na coagulação pode interromper o fluxo de nutrientes à parede gástrica, impedindo a nutrição das células produtoras de muco, causando uma dificuldade de cicatrização de uma úlcera, principalmente as úlceras que sangram. · Falha na regeneração (quando interrompemos de forma incorreta o tratamento) *Ocorrem principalmente quando o tratamento é interrompido precocemente ou de maneira inadequada.*É mais fácil uma gastrite crônica em um cão filhote do que um adulto, pois os filhotes normalmente comem mais besteiras e corpos estranhos, irritando mais o estômago. · Sinais clínicos · Vômitos esporádicos não relacionados com alimentação, sempre lembrando de avaliar os rins – níveis de uremia · Anorexia, perda de peso, anemia por falta de alimentação ou por melena, fezes enegrecidas, se possível jogar água oxigenada para observar se vai borbulhar indicando sangue · Apetite transitório (Paciente que quando está com crise não se alimenta direito) · Halitose *Se o animal chega com queixa de halitose e não há presença de placas bacterianas (tartaro), ou outra doença periodontal avançada que justifique o mau cheiro a segunda opção a ser considerada é um problema a nível estomacal (refluxo gastroesofagiano, esofagite, gastrite). · Dor abdominal no quadrante cranial e se estiver com o fígado muito aumentado médio. Se for gastroenterite dói o abdômen todo · Diagnóstico: · Histórico e anamnese (o que aconteceu, quando começou?) · Exame clínico (dor abdominal, halitose, vômito, diarreia/ melena ou diarreia não diarreica enegrecida, perda de apetite, frequência de urina diminuída, sendo sinais comum de diversas patologias) · Exame complementares *Hemograma com funções bioquímicas (hepáticas e renais), ureia e creatinina, ultrassonografia (consegue ver irritação na mucosa, espessamento da parede, corpos estranhos), endoscopia (usado para confirmação de diagnóstico/causa e para ver situações como hérnia de hiato). *Aqui em vassouras e regiões próximas é importante pedir também os níveis de albumina e globulina por conta da leishmaniose. · Tratamento: · Dieta zero ou controlada (quando o vômito é excessivo, necessitando fluido terapia e medicação) / melhorar a digestibilidade (quando não está vomitando oferecendo inicialmente água e depois alimento de fácil digestibilidade) · Remoção da causa · Hidratação, anti-hemético (vanau flex- de ação central) · Protetores de mucosa (bloqueadores de H2) – cimetidina ou ranitidina · Inibidor da bomba gástrica de HCL – omeprazol · Antiácidos · Na gastrite inflamatória (linfocítica plasmocítica) · Prednisolona 1,1 a 2,2 mg/Kg/dia – gatos e cães – predinisona · Antiemeticos efetivos, injetáveis · Antibioticoterapia *Pois o animal está apresentando sangramento e o sangue é um meio de cultura para bactérias, podendo gerar uma infecção secundária bacteriana. *Enrofloxacina - excelente antibiótico de amplo aspectro, muito recomendado para TGI. *Não pode usar anti-inflamatório pois vai irritar mais ainda a parede gástrica. *A bromoprida aumenta a peristalse intestinal, aumenta o tônus do cárdia e relaxa o piloro, provocando um esvaziamento gástrico mais precoce, pode ser usada para pacientes com gastrite para evitar que eles vomitem. *O plasil é um antiemético periférico, pois ele não atua impedindo o efeito do vômito, só funciona no estômago, mas não é um bom antiemético. Se o animal come um corpo estranho por exemplo, faz com que seu peristaltismo fique aumentado, se for um corpo estranho pontiagudo pode piorar o caso. Animais com gastroenterite também não podem tomar pois piora a dor por conta do aumento do peristaltismo. *Quando o indivíduo está parasitado e com gastrite primeiramente devemos tratar a gastrite, pois se dermos o vermífugo os vermes vão se soltar e vai sangrar onde eles estão fixados, aumentando a perda sangüínea e piorando o quadro clínico. · Gastroenterite hemorrágica: · Causas: · Verminóticas e parasitaria, irritando a mucosa causando vomito, diarreia... · Corpos estranhos (osso, anzol, tampa de caneta... sendo mais ou menos significativo dependendo do porte do animal e nos gatos não esquecer corpos lineares) *Avaliar sempre debaixo da língua dos animais, pois os corpos lineares podem ficar presos no frenulo lingual · Viroses como parvovirus e coronavirus · Intoxicações por dicumarínicos – veneno de rato * Usar agua oxigenada para vomitar e eliminar o veneno e usar carvão ativado para cessar o vomito e em seguida usar medicamentos como vitamina k3 (fitomiadional) · Neoplasias, outra causa que causa mais e necessário esta neoplasia esta a nível gastrointestinal · Medicamentosa como por exemplo antiinflamatorios por uso excessivo ou por uso errado · Sinais clínicos: · Aparecimento súbito · Vômito com presença de sangue · Fezes enegrecidas · Animal debilitado, desidratado e estado nutricional ruim · Mucosas toxêmicas e alteração no TEC (como ta a perfusão capilar · Vacinações ? · Diagnóstico: · Anamnese (vermifugação, vacinação, se tem contato com outro animal) · Evolução do quadro · Exame clínico · Hemograma · Raio x, ultrassonografia · Tratamento: · Reposição hídrica (ringer lactato que já ajuda corrigir) e eletrolítica intensa · Anti-hemorrágico *Como vimos o paciente com esse quadro apresentara hemorragia, assim teremos alguns anti-hemorrágicos para serem usados, por exemplo a Vitamina k será usada para intoxicação por veneno de rato ou animal com problema hepático (parvo não usa vitamina K); o Transamim-ampola de uso humano podendo fazer de 1 - 2 ml para cada 10kg, de 12 em 12 h; e a transfusão sanguínea · Dieta zero (tem que realizar o tratamento IV ou IM, pois oral ele vai vomitar) · Remoção da causa · Vermífugos não são indicados serem feitos, pois aumentara a perda sanguínea devido o desprendimento dos vermes da mucosa piorando o quadro clinico · Tratamento convencional para gastrite (Ranitidina que é inibidora da bomba gástrica, Androzetona que é anti-hemetico. *Antiinflamatorios não devem ser usados, pois vão agredir mais ainda a mucosa gastrica · Antibióticoterapia (sulfametoxazol + trimetropim – dolorido e causa abcesso 50mg/Kg/dia – enrofloxacina 5 a 10 mg/kg), pois tem sangue nas fezes sendo um excelente meio de cultura para bactérias *Em felinos a enrofloxacina 10% pode causar dermatite alérgica, é ideal usar 2,5%. · Antiespasmódico – buscopam 1 gota por kg *O antiespasmótico deve ser usado depois do antibiótico. Porque se eu paro o peristaltismo sem ter o antibiótico, eu vou absorver mais bactérias. Com o uso do antibiótico eu proporciono um conforto abdominal ao paciente. Pode ser usada dipirona, mas ela só vai aliviar a dor, não tem ação antiespasmódica. Diarréias (Aumento da frequência das fezes podemos caracterizar diarreia) · Diarréia aguda: *Causas: - Mudança da dieta (troca da ração). - Vermifugação. - Comeu algo diferente, lixo... · Sinais clínicos: · Início súbito e de curta duração (menos que 3 semanas) *Ontem defecou normal e hoje já defecou pastoso, sanguinolento. A diarreia pode ser entendida como o aumento da frequência de defecação, não necessariamente fezes moles. · Diarréia aquosa, mucóide e/ou sanguinolenta, representa quadro de maior gravidade · Inapetência, letargia, vômitos, febre, dor abdominal, gemidos e desidratação de graus variados · Podem ser fulminantes, exemplo filhotes com parvo podem causar miocardite e levar o animal a morte · Etiologia: · Agentes infecciosos · Corpos estranhos · Imprudência alimentar · Parasitismo intestinal · Aditivos alimentares (óleos etc) – líquidos que se misturam na ração · Diagnóstico: · Anamnese tentar identificar a causa · Coloração, odor e aspecto das fezes de grande importância *Os corantes podem deixar a diarreia com coloração diferente, por exemplo a Nero é uma ração escura, que deixa as fezes bem escuras parecendo melena. *Fazer diagnóstico diferencial com água oxigenada. · Exame físico *Palpação abdominal minuciosa, auscultação abdominal, presença de gases ou não, índice de defecação (quantas vezes esta defecando), se esta apresentando inapetência, vômito *Em filhotes muitas das vezes as diarreias são por conta de excesso de alimentação · Testes sorológicos *Teste rápido para parvovirose, giardíase, corona, leishmaniose,, erlichia, dirofilariose. · Exames complementares *Se o animal está muito desidratado, anêmico, não é o momento para realizar os exames, primeiro tem que estabilizar o animal. *Não pedir exames sem ter alguma suspeita,pode confundir mais. Saber sempre o momento ideal para realização dos exames. · Tratamento: · Restrição alimentação caso a diarreia seja causada pela alimentação ou seu excesso · Tratamento sintomático em animais que apresentam apenas um aumento de peristaltismo usando como medicamento o buscopan – antiespasmódico · Anti-heméticos ondansetrona (nausedron, zofram) 0,5 a 1mg/Kg oral ou 0,1 a 0,2mg/Kg IV BID · Alimentação suave por conta da diarreia, exemplo arroz cozido, papinha sem sal, óleo ou tempero · Antibióticoterapia *Mesmos antibióticos anteriores, enrofloxacina (mais usado). *Episódios de diarreia frequentes, vão causando irritação da mucosa, essa irritação é passível de causar absorção de substancias tóxicas, bactérias. · Diarréia crônica: · Sinais clinicas: · Diarréia persistente (3 a 4 semanas ou mais). · Episódios recorrentes. · Geralmente podemos excluir intoxicações, indisposições alimentares e causas virais. · Não melhora com terapia sintomática. · Insuficiência pancreática exócrina · Etiologia: · Parasitária · Neoplasia · Síndrome de má digestão (IPE) · Individual · Tratamento: · Suspender a causa · Adequar a alimentação · Antibioticoterapia · Prognóstico · Observação: · Diferenciação da diarréia de intestino delgado ou intestino grosso Parâmetro Intestino delgado Intestino grosso Volume de fezes Notadamente aumentado Normal ou levemente aumentados Muco Raramente presente Frequentemente presente Melema - sangue digerido Pode estar presente Ausente Hematoquesia – sangue vivo Ausente Frequentemente presente Esteatorréia Presente (má digestão ou má absorção) Ausente Alimento não digerido Pode estra presente no caso de má digestão Ausente Frequência Normalmente 2 a 3 vezes Mais de 3 vezes Flatulência e brobprigmos Pode estar presente Ausente Vômito Pode estar presente Raro, mas ocorre em mais de 25 a 30% dos cães com colite Obstrução intestinal (22/08) · Etiologia: * Os principais sinais clínicos serão vômito intenso, diarreia com ou sem sangue, dor abdominal... É devemos estar atentos se essa obstrução é total ou parcial, porque pode agravar ou não os sintomas · Corpos estranhos e corpo lineares (acomete mais os felinos – fitas, novelo de linha...) *Muitas das vezes os corpos lineares ficam presos na base da língua, não devendo nigleciar esse inspeção. Observar se é possível tracionar, se não é necessário abrir a cavidade abdominal porque já pode estra encarcerado, caso você tracione vai macucar as bordas mesentéricas e franzir todo o intestino Linha Intestino · Parasitoses (trombos), refazer a vermifugação, mas ter cuidado para não causar obstrução, trombos, entre outros, pois se o vermifugo for bom vai fazer desprendimentos de todos os vermes juntos · Intussuscepção, terá sinais clínicos como dor abdominal severa e sendo um quadro clinico emergencial e na hora da cirurgia é indicado ordenar o intestino observando que a parte que ficou por dentro da intuscepção, pois pode estar necrosa para verificar isso é necessário estimular o peristaltismo e ver até onde ele vai e onde sera realizado o corte, caso o diâmetros não forem iguais é indicado fazer o corte diagonal · Característica clínica: · Vômitos (quanto mais oral - cranial for a obstrução maior a frequência e incidência de vomito) · Dor abdominal (pode ter uma dor severa ou discreta) · Diarréia com ou sem sangue · Diagnóstico: · Palpação abdominal é extremamente importante · Raio-x vai ser útil se o corpo estranho for solido ou radiopaco · Ultrassom (preferência) trás mais informações como intussuscepções; de aumentos craniais a obstruções; reação mesentérica presente ou não ... · Tratamento: · Cirúrgico · Endoscopia *ajudando a remoção corpos estranhos, sendo necessário anestesia geral inalatória, pois vamos estar com a traqueia entubada não broncoaspirando o liquido que pode voltar) · Tratamento clinico *Antiespasmoticos como Buscopan 1 gota por kg até de 8 em 8 h em cães e felinos 1 vezes por dia; Antibiotico como Enrofloxacina ou Ciprofloxacina e metranidazol (não é indicado convenia). Observar se tem capacidade de absorver os comprimidos orais por conta do vômito, porque se não tem que tomar injetável Inflamação do intestino grosso · Colite/ Proctite: *Colite são inflamações que podem ser por reações inflamatórias – auto imune; e o animal pode apresentar dor abdominal, fezes com presença de muito muco e sangue vivo, dando para confundir com o vômito; e levando rapidamente a óbito · Etiologia: pode ser causada por: · Corpos estranhos que irrita o intestino · Dieta incorreta · Infecção Bactérias · Parasitas · Alterações inflamatórias *Reações inflamatórias muito intensa apresentam no hemograma eosinófilos aumentados, sendo indicado entrar com corticoide terapia, ex predinisona 2mg/kg para ter uma rápida ação e inicial, e posteriormente ir diminuindo a dose; a dexametaxona nesse caso não é tão efetiva em reestabelecer o processo inflamatório pré- instalado. Por outro lado lançamos mão da hidrocortisona porque ela tem período de ação rápida, porem duração pequena sendo uma medicamento de ataque para durar cerca de 6 – 8 hrs para ser possível realizar os comprimidos de predinisona, ela é um medicamento de eleição quando nos referimos a edema pulmonar agudo · Característica clínica: · Diarréia de IG · Constipação não sendo muito comum · Tenesmo, por pensar que tem fezes, isso devido a irritação e edemas intestinais severas, podendo causar hérnias perianais · Diagnóstico: · Exame clínico · Exame retal · Retroscopia (biópsia) conseguindo observar todo o reto, o colon até a válvula ileocecal · Ultrassom ajuda a observar a espessura da mucosa, vascularização · Hemograma podendo observar leucocitose com eosinofilia, tendo neutrófilos aumentados devido a alguma infecção bacteriana associada ajudando a leucocitose e estabelecer alguns diagnósticos diferenciais · Tratamento: · Eliminação de causas obvias (parasitose) · Alimentação de fácil digestão (alimentação mais liquida e leves como por exemplo o Nutralaf - altamente absorvível e hipercalorica, apenas depois de uma melhorada do quadro) *Um animal com uma colite extremamente severa que não vomita mais, porém continua inapetente, pode ser indicado uma alimentação com sonda enteral, suprindo as necessidades calóricas, e temos também as sondas paraenterais que evita que o animal realize o catobolismo, suprindo o que o paciente realmente precisa como lipídios, aminoácidos, glicose... · Emolientes nos casos de constipação, nem sempre as vezes é apenas tenesmo · Antibióticoterapia por longo período podendo durar 30 – 40 dias com cuidado para não ocorrer intoxicações · Anti-inflamatórios, principalmente em colites inflamatórias cessando o processo · Jejum por 24-36h ou até mais, dependendo do quadro do paciente, sendo indicado voltar com a alimentação inicial de água Casos clínicos no ânus · Hérnia perianal: principal causa é o excesso de força – tenesmo *Para classificarmos como hérnias temos que ter o saco herniario, conteúdo herniario (estruturas anormais) e o anel herniario (fibrose) · Etiologia: · Enfraquecimento dos músculos coccígenos e elevadores do ânus, permitindo a formação das hérnias · Traumatismos - brigas · Constipação *Em machos não castrados temos que nos preocupar com a próstata, porque em cima da próstata passa o cólon (reto) e quando ela aumenta acaba o comprimindo, dando sensação de tenesmo com isso vai gerando o enfraquecimento da musculatura perianais · Características clínicas: · Aumento de volume perianal · Dificuldade de defecação ou micção principalmente quando a bexiga estiver fazendo parte do conteúdo herniario *Em situações que a bexiga se encontra no saco herniario podemos ter também um quadro de cistite, pois o paciente vai ter um resido pós miccional que é quando ele termina de urinar e grande parte da urina ainda esta retida dentro da bexiga, favorecendo a proliferação das bactérias · Vômitos · Diagnósticos: · Exame retal, constatando enfraquecimento da musculaturae desvio retal. É indicado o ultrassom no caso de querer saber qual o conteúdo que está presente na hérnia *É indicado verificar se a hérnia é redutível ou irredutível · Aspiração do conteúdo pode resultar em retirada da urina, fezes não sendo indicado a cistocentese e sim a passagem de sonda · Tratamento: · Cirúrgico podendo ser emergencial ou não, nos machos adultos não castrados não é a primeira preferência, por conta da próstata – hiperplasia prostática · Os proprietários devem ser comunicados que poderá ocorrer recidivas, podendo se romper, mas com o uso da tela adequadas essas recidivas são menores · Saculite anal: · Etiologia: · Inflamação ou infecção dos sacos anais · Excesso de manipulação · Traumatismos e automutilação *Inflamações das glândulas perianais, é sua causa muitas das vezes é o excesso de manipulação (espremer essa glândula sempre) · Características clinicas: * O animal tende a esfregar muito a bunda no chão e chorar · Comum em cães e raramente ocorre em gatos · Mais frequente em raças miniaturas · Irritação da região · Aumento de volume · Dor · Drenagem de líquidos extremamente fétidos · Dificuldade de defecação, pois as glândulas podem estar com um tamanho relativamente grande tornando a saída das fezes dolorosa, fazendo com que o animal focalize e fique com fezes retidas *Em alguns casos é possível que glândulas que estejam com o ducto obstruídos e formem um abcesso e se rompam gerando uma úlcera naquela região. Caso o animal chegue ainda no estágio de obstruída podemos tentar cateterizar · Diagnóstico: · Clinico: inspeção, palpação · Em casos graves pode ocorrer rupturas do saco anal e formação de fístulas normalmente nas posições de 4 e ou 8 horas · Pode ocorrer febre, inapetência, esfrega o ânus no chão · Tratamento: · Nos casos de inflamação leve a drenagem deve ser realizada manualmente *Manualmente comprima essas glândulas, e em seguida analise a coloração desse conteúdo (normal é brancaquenta, leiotosa com grumos, caso saia escura é sinal de inflamação) e realizar uma compressa de agua quente no local por 10 -15 min, caso continue muito sólida anestesia o paciente e cauterizar a glândula e jogar soro fisiológico na tentativa de diluir o conteúdo e reestabelecer o fluxo. · Infiltrações de solução fisiológica podem ajudar a desfazer a impactação de conteúdo · Infiltração de antibióticos associados com corticosteróide (gentamicina + dexametasona) *Caso o animal solte muita glândula podemos fazer a inibição da glândula injetando nela 0,5 gentamicina com 0,5 dexametasona (1:1) realizando uma aplicação por semana no total de 4 a 6 semanas inativando a produção das células. · Casos graves precisam de cirurgias (remoção das glândulas por inteiro, caso ela não esteja tão inflamada é indicado injetar silicone na glândula para fazer sua circunferência e facilitar sua retirada) e de tratamento sistêmico (previcox – antiinflamatório por 1 semana a 10 dias e associar ao stormogyl por 15 – 20 dias dependendo do quadro do paciente · Neoplasia anal: · Temos que fazer um diagnóstico diferencial eficiente, se é a glândula, tumor..., sendo indicado inicialmente realizar a localização do aumento de volume (4 e 8 h são as glândulas – ventral ao ânus; sobre a pele tem um nódulo...) · Tem que palpar, inspecionar e se necessário aspirar e fazer citologia. Não retardar o tratamento · Exemplo: Tirou da prova do semestre passado · Em sua clínica veterinária chegou um animal que o tutor relatou que a 5 dias atrás ele ficou muito machucado e apresentou fezes escurecidas - melema, não se alimentava, bebendo muita água, tendo vômitos com presença de sangue a 2 dias. O plantonista ao continuar seu exame teve a confirmação que o proprietário forneceu anti-inflamatório de uso humano (Cataflan - diclofenato) para seu cão durante 3 dias seguidos. De acordo com as informações acima podemos em relação a esse paciente afirma: *Quais os possíveis diagnósticos clínicos? Gastroenterites, gastrite aguda... *Como tratar esse paciente? (colocar o remédio, função, tempo de uso e por quanto tempo) Antiemetico para controlar o vômito vamos usar Cerenia injetável; Omeprazol injetável de uso Humano em jejum pela manhã; antibiótico devido ao sangue nas fezes podendo ter alguma infecção – Enrofloxacina 10 mg/kg 1 vez ao dia. Caso seja gastrite aguda podemos associar uma ranitidina de 12 em 12h que serve para proteção da mucosa gástrica · Esse mesmo paciente esta com a imunização em andamento, com a 1 e 2 doses de vacina (2 meses de idade +-) e deveria ser revacinado na semana que houve o problema, como devo proceder com o protocolo de vacinação? Retorna o protocolo do zero · Paciente canino que segundo o proprietário chora muito quando vai defecar e sempre esta esfregando a região anal no chão. Ao exame clínico pode notar um volume na região perianal sugestivo de uma inflamação das glândulas perianais. Qual o possível diagnóstico e tratamento? Saculite anal, tendo como conduta clinica drenar a glândula, compressas, realizar pulsões ou injetar soro para liquefazer o conteúdo e ver se vai fazer o tratamento clínico quando o quadro é mais brando que deve se usar antiinflamatorio (stormogyl), analgesico (previcox) por 1 semana a 10 dias ou o tratamento que vai secar a glândula (dexametasona + gentamicina) ou cirúrgico (retirada completa da glândula). Deve também se realizar o diagnostico diferencial (neoplasias – Pulsão de agulha fina)