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Danos por omissão
	COMPORTAMENTO 
COMISSIVO DO 
AGENTE
	 OMISSÃO DO
 ESTADO
	DANOS POR AÇÃO
				Danos por omissão
Celso Antônio Bandeira de Melo vem sustentando há vários anos que os danos por omissão submetem-se à teoria subjetiva.
Também é entendimento adotado por Supremo Tribunal Federal ( RE 179.147).
Para Hely Lopes Meireles, a responsabilidade do Estado por omissão é sempre objetiva.
Teoria subjeitva:
OMISSÃO DOLOSA:
	Omissão do agente que não evita o prejuízo
OMISSÃO CULPOSA:
	 A falta de ação do agente público não decorre de sua intenção deliberada em omitir-se, mas deriva da negligência em sua função.
			Tese da “reserva do possível”:
Excludente de responsabilidade estatal.
“Silas Rocha Furtado diz:
	
		A regra é a de que limitações orçamentárias não podem legitimar a não atuação do Estado no cumprimento das tarefas relacionadas aos direitos fundamentais. A exceção, em que se aplica a teoria da reserva do possível, é admitida em situações em que seja demonstrada a impossibilidade real do Estado em razão das limitações orçamentárias.”
				Ação indenizatória:
PREJUÍZO: 				Ação administrativa (processo adm.)
							Ação judicial (propositura de ação judicial)
Posição da 4° turma do STJ:	 										 No tocante ao julgamento do REsp 1.325.862/PR(DJe 10-12-2013), a vítima pode escolher se propõe a demanda indenizatória contra:								O estado												 Agente público													Litisconsórcio passivo
 
			Prazo prescricional:
Art. 206,§ 3°,V, Código Civil: Prazo de 3 anos para propositura de ação.
STJ: 23-05-2012; prazo: 5 anos.
			Denunciação à lide:
O fundamento da denunciação é o artigo 125,II, do novo Código de Processo Civil:
“É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes: (...)I- Aquele que estiver obrigado, por lei ou por contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo.”
A doutrina majoritária rejeita a possibilidade de denunciação à lide; argumentando retrocesso histórico à fase subjetiva da responsabilidade estatal.
					AÇÃO REGRESSIVA:
Proposta pelo Estado contra o Agente público causador de dano, nos casos de culpa ou dolo.
Tem como pressuposto o Estado já ter condenado na ação indenizatória proposta pela vítima.
Pressupostos para a propositura da ação regressiva:
Condenação do Estado			Trânsito em julgado
Culpa ou dolo do agente			Ausência de Denunciação da lide
Responsabilidade do servidor estatutário Federal na lei N° 8.112/90:
	O servidor responde Civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições;
A lei não admite propositura de ação indenizatória contra o servidor público.
Restituição de valor ao erário:										-Reposição é previamente comunicada ao servidor ativo;					-Pagamento;prazo de 30 dias.
Concessionários de serviços públicos:
Art. 2°,III, Lei 8.987/95;
Possui responsabilidade primária;
Estado responde em caráter subsidiário;
-Julgamento do RE 262.651/SP, 16-05-2005:								A responsabilidade dos concessionários de serviço público é objetiva perante usuários, mas subjetiva perante terceiros não usuários.
MUDANÇA DE ENTENDIMENTO.
	Omissão do Estado
DECISÃO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO MUNICÍPIO. ALUNO DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. ACIDENTE PROVOCADO POR COLEGA. DANO EVIDENCIADO. OMISSÃO NO DEVER DE CUIDADO. RISCO ADMINISTRATIVO: CONFIGURAÇÃO. PRECEDENTE. RECURSO PROVIDO.
Relatório
1. Recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III, alínea a, da Constituição da República, contra o seguinte julgado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:
“RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. OMISSÃO DO ENTE PÚBLICO. CULPA SUBJETIVA. DEVER DE INDENIZAR QUE PRESSUPÕE PROVA DE FALTA DO SERVIÇO. ‘Mesmo diante das novas disposições do Novo Código Civil, persiste o entendimento no sentido de que, ‘No campo da responsabilidade civil do Estado’, se o prejuízo adveio de uma omissão do Estado, invoca-se a teoria da responsabilidade subjetiva’ – precedente do STJ. Caso em que estudante da rede de ensino municipal restou ferido por ação de outro aluno da escola. Circunstância imprevisível e inevitável a partir da ausência de qualquer indicativo prévio do episódio. Impossibilidade de o ente público fornecer garantia incondicional de incolumidade física aos estudantes. Inexistência de omissão dos agentes públicos no seu dever jurídico de agir. Sentença de procedência parcial reformada. Ação julgada improcedente. Apelação do réu provida. Recurso dos autores prejudicado’. Unânime” (fl. 391).
O Tribunal a quo assentou que, “não se pode pretender do Estado, assim dito o ente público latu sensu, assuma garantia incondicional pela integridade física dos estudantes que frequentam as instituições de ensino público naquilo que exceda a prevenção ordinária a acidentes de um modo geral” (fl. 401).
Esse entendimento diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que se firmou no sentido de que o Município responde objetivamente pelos danos causados em crianças, sob sua guarda, nos estabelecimentos de ensino, independentemente de culpa dos agentes estatais ou de demonstração de falta do serviço público.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO EM FACE DA OMISSÃO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE:
Falhas nos serviços públicos ou ausência de sua prestação. O ato omissivo deve gerar um dano decorrente da negligência ante o dever de agir da Administração Pública, implicando no dever de indenizar.
“Configura-se a responsabilidade civil do Estado o dano experimentado pela vítima em razão de ato omissivo do ente público, consistente em não realizar cirurgia corretiva de anomalia cranial de que padece a vítima, ocasionando-lhe prejuízos extrapatrimoniais (danos morais). Demonstrada a responsabilidade civil do Estado, que há vários anos negligencia a realização da cirurgia na vítima, seja na rede pública distrital, seja em outro ente da federação por meio do tratamento fora de domicílio, torna-se devida a indenização pelos danos morais daí originados.”
Acórdão n. 943014, Relatora Desª. SIMONE LUCINDO, 1ª Turma Cível, Data de Julgamento: 18/5/2016, Publicado no DJe: 1º/6/2016.

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