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Alcalóides 
Aula 1
Kálita
	As plantas da classe dos Alcalóides são utilizadas desde a antiguidade, seus compostos químicos presentes exerciam funções no uso como pena de morte ( coniina), homicídios causados por banquetes utilizando plantas venenosas em Roma ( Atropa belladona L / atropina- causa midríase).
· Muitas plantas eram utilizadas por índios: na medicina, rituais religiosos, caça, pesca e em guerras, como exemplo em flechas e dardos (curare- tubocumarina).
· Os alcaloides podem ser usados como relaxante muscular em cirurgias (detubocumarina).
· Possuem o nitrogênio como constituinte de sua cadeia carbônica. Esse nitrogênio pode estar ligado a quatro ligantes, e é classificado como quaternário.
· O nitrogênio está em estado de oxidação negativo.
· A palavra alcaloide quer dizer similar a soda, e possui caráter alcalino.
· Os alcaloides são 20% do total de todas as substâncias naturais já descritas.
· Podem ser consideradas como um problema de saúde pública, devido o seu uso como drogas tanto lícitas como ilícitas.
· É usado em desenvolvimento de extratos vegetais e fitofármacos. 
· Exemplos de algumas substâncias pertencentes aos alcaloides: efedrina, nicotina, rotronecina, coniina, escopolamina, quinina, papaverina, estricnina, lupinina, pilocarpina, e cafeína*( não é considerada como alcaloide mais, e sim como metilxantina)
· Os alcaloides são provenientes do metabolismo secundário de plantas, podendo também vir do metabolismo secundário de fungos. Os alcaloides produzidos por fungos possuemefeito mais potente, mesmo em pequenas quantidades (perigosas).
· A família Rubiaceae é conhecida por possuir várias plantas com constituintes alcaloides e metilxantinas.
· Cephaelis ipecacuanha (Brot.) Rubiaceae – Ipeca
- emetina – agente emético
- atividade amebicida
· Strychnosnux-vomicaLoganinaceae
- estricnina- sementes
- em contato com o ácido gástrico as sementes liberam estricnina e mata (usado antigamente como resposta divina para condenar pessoas que não se tinha conhecimento se eram inocentes ou culpadas – o estresse da pessoa culpada estimulava a liberação de ácido gástrico).
· CatharanthusroseusApocynaceae – Vinca
- vimblastina( com CH3/ metila) e vincristina ( com CHO /aldeído). Usados como antitumorais.
- A concentração em chás convencionais não é suficiente para tratamento de câncer.
-São cultivadas em campos, pois há dificuldade de síntese, pois há muitos enantiomeros( mais de 100).
· PapaversomniferumL. Papaveraceae – Papoula
-recolhido de látex e exudato, dessecado e gerado o ópio).
- O isolado é o (ópio que geramorfina) chamada inicialmente de principiumsomniferum. A morfina é um analgésico de ação central.
-O alcaloide papaverinaé um antitussígeno e analgésico.
Características gerais dos alcaloides
1. Compostos nitrogenados farmacologicamente ativos.
2. Maior predomínio em Angiospermas
3. Caráter alcalino
4. Presença de “N” com par de elétrons não compartilhados
5. Encontrados a forma de sais com ácidos orgânicos nas plantas
Classificação
· ALCALOIDES VERDADEIROS: Contém um átomo de nitrogênio em um anel heterocíclico. Estes são classificados de acordo com seu sistema anelar de origem. São derivados de aa.Ex: estricninca
· PROTOALCALOIDES: O átomo de nitrogênio não pertence a um sistema heterocíclico. São derivados de aa.Ex: mescalina
· PSEUDOALCALOIDES: Compostos nitrogenados com ou sem o heteroanel . Não são derivados de aa.Ex: solasodina. Obs: A solasodina é derivada de esteroides (ciclo pentatoperhidrofenantreno)
PROVA :DE ONDE VEM OS ESTEROIDES(ROTA BIOSSINTÉTICA)? 
Localização dos alcaloides nos vegetais
· Pode ser encontrado em todos os órgãos da planta, porém com acumulo em alguns tecidos com crescimento ativo. Ex: brotos; células epidérmicas e hipodérmicas; bainhas vasculares; vasos lactíferos.
· Reticulo endoplasmático; concentração em vacúolos
· O local de armazenamento é diferente do local de síntese. Além disso, essas substâncias sofrem modificações estruturais até o armazenamento.Ex: nicotina é sintetizada nas raízes e armazenada nas folhas.
Funções dos alcaloides nas plantas
· Usados como veneno
· São produtos finais de detoxificação(toxicidade endógena que causam riscos para planta é bloqueada, se tornando inócua).
· São reguladoras do crescimento
· São consideradas como reserva de Nitrogenio.
· São protetoras de radiação UV, pois estão presentes na epiderme e hipoderme.
Origem Biossintética
· Complexidade na determinação das rotas metabólicas( enzimas não isoladas e não identificadas).
· Formação de anéis heterocíclicos: reações inter e intra moleculares.
- acoplamento oxidativo.
- reações do tipo Manich.
- formação de bases de Schiff.
· Formados a partir de aminoácidos
- ácido L- aspártico (piridinas, isoquinoleínas)
- L-lisina (piperidinas, quinolizidinas)
- L-tirosina ( isoquinolinas, benzil-isoquinolinas)
- L-triptofano (derivados da triptamina)
· Origem Biosintética advinda de aminoácidos: aminoácidos sofrem descarboxilação ou transaminação, são transformados em base de Shiff ligado a uma cadeia carbônica, em seguida se transformam em alcaloides.
· Origem biossintetica advinda do acido chiquimicoque em pH celular : 7,4 se transformam em ->chiquimato -> formam aa aromáticos:triptofano e fenilalanina/tirosina.
· Origem biossintetica advinda do acetato -> ciclo do ácido cítrico e via do mevalonato. Formam aa não aromáticos : arginina, ornitina e lisina.
· Os anéis pirrolizidínicos são hepatotóxicos
· Os anéis esteroidais são pseudoalcaloidesex: Solanaceae– batata
Métodos de extração
- Para alcaloides totais (alcaloides pulverizados). Há ainda processos mistos combinados.
· METODO A:
- adição de H+ diluído em meio aquoso
- adição de solvente orgânico imiscível em água e extração 
- neutralização da fase aquosa com hidróxido alcalino diluído
- extração com solvente orgânico imiscívelem água
· METODO B
- adição de hidróxido alcalino em meio aquoso (diluído)
- extração com solvente orgânico imiscível em água
- adição de H+ diluído em meio aquoso e extração
· METODO C
-adição de solvente orgânico (etanol)
- extração
-adição de H+ diluído em meio aquoso
-extração com solvente orgânico imiscível em água
-adição de hidróxido alcalino diluído
-extração com solvente orgânico imiscível em água
· Obs: Na adição de ácido, não utiliza-se o sulfúrico pois é oxidante.
· O ácido clorídrico, ácido acético, ácido fórmico não são oxidantes, portanto são mais usados.
· Alcaloides: base de lewis
· Dissociação em fase aquosa: 
- bases fracas e ácidos fracos: depende do Kb – constante de dissociação
- alterando o pH, altera a dissociação
- base em ácido : B + H+<->B+H + X-, onde B+H é um sal
- B + H <-> B+H ( sal solúvel em água) , onde B é uma cadeia carbônica de um alcaloide.
- ácidos + alcaloides – os alcaloides ficam na forma de sal ( solúvel em água)
- base + alcaloides- os alcaloides ficam na forma livre ( solúvel em solventes orgânicos)
Métodos de identificação:
- Reagentes gerais
· Coloração: ácidos fortes: H2SO4, HNO3, HCL, reagentes de Arnold, Frohde, Mandelin, Marquis, Erdmann, Lafon.
· Precipitado: ácidos de metais pesados ou iodados: ácido cloroplátinico, picrolônico, cloro-áurico, reagentes de Bertrand( ácido sílicotúngstico), Bouchardat (iodo-iodeto de potássio), Dragendorff (iodo bismutato de potássio), Hager (ácido pícrico), Mayer (iodo mercurato de potássio), ácido tânico, Sonnenschein (ácido forfomolíbdico), Wagner, Marné, Valser. 
· Formam sais duplos com compostos de mercúrio, ouro e platina.
- Reagentes específicos
· Para cada classe de alcaloide ou substância específicas. Ex: reações de Vitali (tropânicos), Murexida (púricos), Otto (indólicos), Grabe (quinina).
- Métodos físicos (constantes físicas)
· PF, espectrofotometria
- Métodos cromatográficos (analíticas)
· Eletroforese, CP, CCD, CG, CLAE (cromatografia com padrões autênticos).
- Métodos espectrométricos
· UV, IV, RMN, EM
Classificação de acordo com o núcleo fundamental
a) Não heterocíclico :efedrina
b) Pirrólicos e pirrolidínicos: nicotina
c) Piiridínicos: coniina
d) Tropânicos:escopolamina
e) Pirrolizidínicos: retronecina
f) Quinolizidícos: lupinina
g) Quinolínicos: quinina
h) Isoquinolínicos: papaverina
i) Indolicos: estricninca
j) Imidazólicos: pilocarpina
k) Diterpenicos: aconitina
l) Esteroidais: solanina
m) Purínicos: cafeína
Alcalóides isoquinoleínicos
Aula 2
Ana Karoline
	São compostos heterocíclios com amina no seu interior e possuem alta capacidade farmacológica. São caracterizados pela presença do núcleo isoquinílico, que tem como aminoácido precursor a fenilalanina ou tirosina. Em alguns alcalóides isoquinolínicos, o nitrogênio está na forma quaternária (berberina, sanguinária e tubocurarina) o que influencia na solubilidade.
Biossíntese
	A origem biossíntetica dos alcalóides isoquinoleínicos inicia pela rota do ácido chiquímico a partir de carboidratos. O ácido chiquímico é responsável pela formação dos aminoácidos aromáticos L-fenilalanina e L-tirosina, sendo esses os precursores dos alcalóides isoquinoleínicos. 
Subgrupos
Núcleo benzilisoquinoleína (ópio); Núcleo benzofenantridina (sanguinária, quelidonia); Núcleo bisbenzilisoquinoleína (curares); Núcleo protoberberina (hidrastis); Núcleo terpenóide tetra-hidroisoquinoleína (epecacuanha). Ocorrem nas famílias Rubiaceae, Ranunculaceae, Papaveraceae, Longaniaceae, Menispermeaceae etc. São a segunda maior diversidade estrutural na natureza, perdendo para os alcalóides indólicos. 6000 alcalóides isolados – 130 simples isoquinolínicos.
Espécies vegetais
Ipeca
Cephaelis Ipecacuanha – cagosanga, poaia, raiz-do-brasil
Cephaelis acuminata – ipeca-de-cartagena, ipeca-da-nicarágua ou ipeca-do-panamá.
A Psychotria Ipecacuanha (Brot.) Stokes é a que está no Brasil. 
	O farmacógeno é o rizoma e as raízes. Constituintes: 2% de alcalóides - CEFALINA, EMETINA, psicotrina, emetamina e indoides. Historicamente era usada pelos índios sul-americanos como amebicida e repelente de insetos. O Brasil contribui com a maior parte de abastecimento mundial. A poaia da Amazônia está sendo novamente procurada devido a suas propriedades medicinais. A extração proibida está acabando com os estoques naturais, por isso a Embrapa desenvolveu uma tecnologia para clonar mudas em escala comercial. A Ipecacuanha brasileira tem 2% de alcalóides, sendo cerca de 1/3 de cefalina e 2/3 de emetina. A Ipecacuanha colombiana e panamenha possui 2,2% de alcalóides. 
· A Ipeca é usada no tratamento de ingestão excessiva de drogas. Produz êmese por irritação local da mucosa gastrointestinal e estimulação de quimiorreceptores (efeito medular), é diaforético (sudorese) associado ao ópio (pó de Dover).
· O xarope é diferente do extrato líquido. O extrato líquido é 14 vezes mais forte.
· O hidrocloreto de emetina é um amebicida que atua na parede intestinal do fígado, inibindo o alongamento da cadeia polipeptídica inibe a síntese protéica. Foi muito utilizado como antiprotozoário (disenteria amebiana). Pode ter efeitos letais pois seu efeito é acumulativo no orgasnimo.
· Ipecacuanha Cephaelis Ipecacuanha (Brot.) A. Rich. está na composição do xarope Melagrião juntamente com outras drogas vegetais. O xarope é indicado como antitussígeno e expectorante no tratamento de bronquites alérgicas e estados gripais com comprometimento das vias respiratórias, com tosse, tosse seca ou tosse produtiva.
Hidraste
	Hydrastis canadensis teve origem nos Estados Unidos e Canadá. O farmacógeno é o rizoma e as raízes. A raiz amarela era usada popularmente pelos índios americanos como corante. Constituintes: 2,5% de alcalóides – HIDRASTINA (1,5 A 4%), BEBERINA e CANADINA. A hidrastina é facilmente solúvel em solventes orgânicos e insolúvel em água. A beberina é solúvel em água mas insolúvel em éter. Ambas são usadas como adstringentes nas inflamações das mucosas. Ação biológica: expectorante e emético. Uso externo: prevenção da placa dentária (Dentrifícios e Enxaguantes bucais). É utilizado em preparações homeopáticas.
Sanguinária
	Sanguinaria canadensis teve origem no Canadá e nos EUA. O farmacógeno é o rizoma (látex vermelho). É/era usada popularmente como antitussígeno e para pinturas no corpo pelos índios da América do norte. Constituintes: Alcalóides – Sanguinária (1%), Queleritrina, Protopina e Alocriptonina.
Curare
Strychnos castelnaei, S. Toxifera, S. Crevauxii, Chondodendron tomentosum
	Teve origem na América do Sul (Amazônia). O farmacógeno é casca do caule. Constituintes: Alcalóides – (+)-tubocurarina. Ação biológica: efeito curarizante. Causa paralisação dos músculos voluntários pelo bloqueio dos impulsos nervosos para o músculo esquelético na placa mioneural (Bloqueio dos receptores nicotínicos). O cloreto de tubocurarina é um relaxante dos músculos esqueléticos usados em procedimentos cirúrgicos.
Explicação: O veneno é usado nas flechas dos índios e abrange um grande número de compostos, mas normalmente é preparado a partir de folhas do gênero Strychnos, que contêm alcalóides que inibem as placas neuromotoras dos músculos estriados esqueléticos e são encontradas nas florestas tropicais da América do sul. Essa inibição ocorre nos receptores nicotínicos de acetilcolina, pois no curare existem substâncias, como a curarina e a tubocurarina, que se ligam a esses receptores, competindo com a ACh, mas sem o efeito de abrir canais iônicos que esse neurotransmissor causaria. Assim, os impulsos nervosos não são transmitidos por não haver entrada de íons Na⁺ na célula muscular, fazendo com que não haja despolarização da membrana pós-sináptica, necessária para a contração. Desse modo, os músculos ficam paralisados, inclusive os que atuam na respiração, o que leva à morte por asfixia. A morte pode ser evitada por meio da realização de respiração artificial na vítima. Para que haja essa paralisia, o veneno precisa entrar diretamente na corrente sanguínea. Isso permite que seja usado para caça, pois a ingestão da carne do animal afetado pelo curare não causa envenenamento.
Papoula
Papaver somniferumL., Papaveraceae
	O Ópio é um exsudato leitoso dessecado dessa planta e produz no mínimo 9,5% de morfina anidra. A produção é controlada pelo Conselho de Controle de Narcóticos da ONU, é ofical na China e República Democrática da Coréia e é ilícita (triângulo dourado) em Myanmar, Tailândia e Laos/ Índia, Paquistão, Afeganistão e México. Teve origem no Oriente e era uma erva cultivada. O farmacógeno é o látex seco dos frutos imaturos (papula). O ópio é o nome do látex dessecado vindo do fruto da papoula. É usada para extração da morfina, codeína e papaverina. A tintura é usada em diarréias graves. A morfina é um analgésico do SNC, depressor respiratório. Pode causar dependência física e constipação. A codeína é usada como antitussígeno e sedativo da tosse. A papaverina é usada como relaxante da musculatura lisa. A heroína é usada como estimulante do SNC e é um derivado sintético da morfina, não é produzida mais licitamente. Nós temos a produção de alguns opióides endógenos chamados de endorfina, por isso tem pessoas que sentem mais ou menos dor. O elixir paregórico ou tintura de ópio canforada é um antiperistáltico, em pequenas doses é eficaz para controlar diarréia e não provoca forte analgesia. A semente da papoula é utilizada na culinária, ração de gado (torta de óleo de semente). A semente não contém quantidades significativas de alcalóides.
	A morfina é um analgésico, hipnótico e narcótico. Age no SNC, estimula e depois inibe a resposta nervosa. 
Agonista de receptores:
µ- analgesia, euforia, depressão respiratória e dependência física, bradicardia e obstipação intestinal.
K- diurese, miose e sedação
	A codeína é o alcalóide do ópio mais usado. Obtido do ópio (0,2 a 0,7%). É resultante da metilação da morfina ou por redução e desmetilação da tebaína. Usada em analgésicos, narcóticos e antitussígenos. Usada como sedativo para diminuir a tosse. Menos potente, menos tóxica e provoca menos depedência que a morfina. O Tylex é uma preparação farmacêutica que precisa de retenção de receita.
	A heroína ou diacetilmorfina é resultante da acetilação da morfina(laboratório): grupos –OH da morfina substituídos por grupos acetila. Ação mais pronunciada que a morfina. Maior risco de depedência para fins ilícitos. Fabricação proibida.
Boldo
Peumus boldus Mol., Monimiaceae, provavelmente não é a mesma espécie que temos no Brasil. É chamado de boldo verdadeiro e é uma pequena árvore nativa do Chile. Planta medicinal presente em várias Farmacopéias, inclusive a brasileira. Principais constituintes das folhas: óleos voláteis (cineol e ascaridol), taninos, flavonóides e alcalóides - o principal é a boldina, seguido de iso-coridina, nor-isocoridina, laurotetanina e outros. O boldo é usado como fonte de boldina e matéria-prima de preparações farmacêuticas, tinturas, extrato fluido e vinho. É muito comum seu uso em forma de chás caseiros. A atividade biológica da boldina é descrita como colagoga, que produz um aumento gradual do fluxo da bile em animais de laboratórios. Em dose moderada é excitante das funções digestivas. Atividade colerética (estimula a síntese de bile) e colagoga (estimula o trabalho da vesícula biliar). Todos os fatores que estimulam a síntese de bile colaboram para reduzir o nível de colesterol. Por esse motivo, muitos admitem que o boldo colabora para reduzir o nível de colesterol. Os precursores da síntese de colesterol são os mesmos da síntese dos sais biliares, portanto, se há estímulo para a síntese da bile, reduz-se a quantidade de precursores para a síntese de colesterol. Acredita-se que é dessa maneira que as drogas estimuladoras da síntese de bile contribui para reduzir o nível de colesterol no sangue. Combate também as afecções do fígado, hepatites, prisão de ventre, fraqueza orgânica, litíase biliar, reumatismo, dispesia, digestão difícil, cólicas hepáticas, congestões do fígado, dores do estômago, embaraços gástricos. É empregado ainda contra insônia, quando age como tranqüilizante. Antioxidante. O boldo é usado tradicionalmente também para eliminar vermes intestinais. Há um fundamento científico para isso, pois o óleo volátil do boldo tem como um de seus principais constituintes o ascaridiol, que tem esse nome porque é ativo contra Ascaris lumbricóides. No entanto, para ter efeito seria preciso doses muito altas, o que não é recomendado, porque o ascaridiol é muito tóxico. Efeitos colaterias: em altas doses pode provocar vômitos, diarréias e alterações no sistema nervoso central (efeito narcótico). É abortivo. Provoca distúrbios da coordenação, alterações psíquicas e convulsões.
	Boldo do Chile
	Boldo Brasileiro
	Peumus boldus Molina
Monimiaceae
Colerética e colagoga
Hepatoprotetora
Hipnótica e sedativa
	Plectranthus barbatus Andrews
Lamiaceae
Colerética e colagoga
Anti-dispépticas
Analgésicas
Falso boldo: grande variedade de nomes e espécies
	Coleus barbatus (Andrews) Benth
Lamiaceae
Hipertensão, glaucoma
Diterpenos
	Plectranthus barbatus Andrews
Lamiaceae
Atividade citotóxica (extrato bruto frente a algumas células neoplásicas)
Diterpenos
	Vernonia condensata Baker
Asteraceae
Analgésica e anti-inflamatória
Terpenos e lactonas
Detecção
	Para detecção é feita a extração do pó em ácido acético e reação com Dragendorff, que forma um precipitado vermelho tijolo. Falsos positivos: taninos, cumarinas, hidroxiflavonas. Positivos: evidência de alcalóides, necessitando de outros testes. Negativo: ausência total de alcalóides.
Isolamento 
	Utilizando a cromatografia, os alcalóides polares tendem a ficar mais retidos em sílica de fase normal, irreversivelmente. É usado alumina como fase estacionária mais comum. Iniciar com análise em CCDC para verificar o comportamento da amostra (Rf, complexidade qualitativa e quantitativa) para um futuro planejamento de etapas preparativas. As colunas para o isolamento devem ser planejadas para serem finalizadas o mais rápido possível, evitando a formação de artefatos com eluente ou fase estacionária (adsorvente).
Alcalóides pirrolizidínicos
Aula 2
Ana Karoline
	Os alcalóides pirrolizidínicos estão associados a intoxicações em humanos e herbívoros. Os gêneros Senecio, Crotalaria, Heliotropium e Echium abrigam as principais espécies de plantas envolvidas na intoxicação esportância por alcalóides pirrolizidínicos em herbívoros e humanos (cheeke 1998).
	Plantas do gênero Senecio (Asteraceae)apresentam diversos destes alcalóides, em especial a retronecina. Essas plantas tem ação tóxica sobre o gado, levando à morte dos animais, o que demanda custos no cuidado com o solo e no controle do gado. No Brasil, diversas espécies de Senecio são encontradas na região sul, um problema para os criadores de gado.
	Os alcalóides pirrolizidínicos são hepatotóxicos devido a ação dos metabólitos formados no organismo, que atuam como agentes alquilantes. Os agentes alquilantes provocam a ruptura do DNA. A insaturação causa a toxicidade. Quando metabolizados no fígado, os alcalóides pirrolizidinicos produzem derivados pirrólicos bastante reativos, capazes de atacar outras moléculas presentes nas células e provocar toxicidade.
Confrei
	Symphytum officinale L. é utilizada na medicina tradicional como cicatrizante devido à presença da alantoína, mas também possui alcalóides pirrolizidínicos. Após diversos casos de morte ocasionados por cirrose resultante de doença hepática veno-oclusiva, desencadeadas por estes alcalóides, o uso do confrei foi condenado pela OMS.
Alcaloides Tropânicos e Alcaloides Quinoleinicos
Aula 3
Raíza
Alcaloides Tropânicos
Os alcaloides tropânicos são os alcaloides que possuem o núcleo tropano. Núcleo tropano: um anel de pirrolidina ligado a um anel piperidina. (o anel de pirrolidina vem da via do ácido chiquímico).
 .
Os alcalóides tropânicos não possuem boa distribuição na natureza, sendo restritos a família Solanaceae, Eritroxilaceae, Convolvulaceae. Os principais alcaloides tropânicos da industria farmacêutica, são os derivados da esterificação da tropina, a Hioscinamina, a escopolamina e a cocaína. 
Hioscinamina, escopolamina, cocaína são formados pela a amina em junção com um ácido.
Atropina: Mistura dos isômeros (L,D) da hioscinamina. 	
Extração
O processo de extração se baseia na estrura química do alcaloide (importante lembrar que este tipo de alcaloide é uma base). O alcaloide em meio básico, fica na forma de “base livre”, sendo solúvel em solvente orgânico. Já em meio ácido, este se torna um sal, sendo assim solúvel em solvente aquoso. 
Identificação
Para a identificação dos alcaloides são utilizados os “reativos gerais do alcaloides”: Dragendorff, mayer, bouchardat, bertrand e Hage. O resultado positivo para alcaloides é indicado pela presença de um precipitado, no entanto estes reagentes identificam apenas a presença de alcaloides, mas não o tipo de alcaloides. Para a identificação de Alcaloides tropanicos existe uma reação especifica: “reação de Vitalli”( a qual utiliza : HNO3, acetona, KOH), a reação positva é indicada por uma cor rósea a violeta fugaz. Para detecção de cocaina se utiliza uma reação com tiocianato de cobalto a 2% com glicerina e agua. Métodos como CCD, CLAE e CG, tambem podem ser utilizados. Metodos biologicos: Com a injeção de no subcutaneo de camundongos ( a presença de 0,002 g de atropina é capaz de causar midriase). Há ainda um método novo de eletroforese capilar, que se baseia na migração de especies carregadas eletricamente, atravez do qual é aplicada uma corrente eletrica. Usa-se um detector UV. Analise quali e quanti. 
Atividade Biológica dos Alcaloides tropanicos
Atuam sobre o sistema nervoso autonomo parassimpatico, inibindo a ação da acetilcolina ( ou seja, se ligam aos receptores muscarinicos): Diminuem a sede, dilatam a pupila, broncodilatação, e relaxamento da musculatura visceral ( antiespasmodico).
Escopolamina: Causa midriase, boca seca, e depressao do SNC.
Atropina: Usado em emergencia de paciente com bradicardia para normalizar os batimentos; antiespamodico, broncodilatador e estimulante do SNC.
Sintomas de intoxicação: rubor, sensibilidade a luz, sede extrema, alucinações, visão turva.
Cocaina: É lipossoluvel, assim atravessaa barreira hematoencefalica, tendo ação no SNC e SNP. Inibe a recaptação de dopamina. Estimula sistema psicomotor; pela via EV pode causar morte imediata por insuficiencia cardiaca. 
Empregos farmaceuticos
Antiespasmodicos: renais, uterinos e intestinais.
Antidotos em envenenamentos por inseticidas organofosforados e carbamatos.
Exames oftalmicos.
Especies de interesse
Atropa belladona 
Erva perene, atinge 1 metro de altura. Nativa da europa até Ásia. Usada em rituais de bruxaria e alucinação.
Familia: Solanaceae
Parte utilizada: Folhas e inflorescencias
Alcaloide principal: L-hioscinamina
Atropina é encontrada na planta fresca em pequena quantidade, mas é formada por racemização durante processo de secagem e extração.
Teor minimo: 0,3%
Memendro 
Hioscyamus niger 
Erva anual e bianual nativa da europa.
Familia: Solanaceae
Parte utilizada: Folhas e inflorescencias e frutos.
Alcaloide principal: Hioscinamina ( planta adulta), escopolamina( jovem).
Teor minimo folhas;0,05%
Estramônio 
Datura stramonium
Familia: Solanaceae
Parte utilizada: Folhas e inflorescencias e frutos.
Alcaloide principal: Hioscinamina e pouca escopolamina.
Teor minimo folhas: 0, 25%
Trombeteira 
Datura suaveolens 
 Arbusto da flora brasileira, conhecida por saia branca e rainha da noite.
Familia: Solanaceae
Parte utilizada: Folhas
Alcaloide principal: escopolamina e pouca hioscinamina.
Teor: 0,36 a 0,56%
Coca 
Erythroxylum coca
Familia: Erythroxylaceae
Parte utilizada: Folhas
Alcaloides derivados da ecgonina: cocaina, cinamilcocaina e truxilina.
Alcaloides Quinoleinicos
O núcleo básico destes alcaloides ( quinoleína) é encontrado na quinas (cinchonas). Pode ser representado pela quinina, quinidina, cinchonina e cinchonidina.
A quina ( Cinchona sp) possui cerca de 25 alcaloides muito semelhantes. A cinchona e seus alcaloides são os unicos membros deste grupo que tem importancia terapeutica na atualidade. A quina e seus alcaloides foram usados por muitos anos no tratamento da malaria, principalmente a quinina, que continua sendo utilizada para esse fim em varias regioes do mundo. Acredita-se que quinina intercale a quinileina no dna do plasmodium, que inibira a separação de fita de dna na replicação e trancrição. 
Farmacos antimalaricos: Quinina, mefloquina, amadiaquina, cloroquina.
Quinidina: Principal alcaloide quinoleinico usado atualmente; Usado para tratar arritimias cardiacas, como extrasistole ventricular, atrial e fibrilação atrial. O mecanismo de ação deve-se a estabilização das membranas, combinando-se com canais rapidos de sodio no estado inativo: a quinidina inibe o retorna apos a repolarização.
Gliconato de quinidina : endovenosa para tratamento de malaria grave.
Sulfato de quinina: usado em malariaresistente a cloroquina.
Cinchonismo
Em doses excessivas os quinoleinicos (que atuam no terceiro par de nervos cranianos) causam perda temporaria da audição e déficit visual. Tinidos no ouvido são um dos sintomas da intoxicação. 
Especie de interesse
Quina 
Cinchona succirubra, C. ledgeriana, C. collisaya
 Nativa dos Andes
Familia: Rubiaceae
Parte usada: Casca do tronco ou raiz.
Teor de Alcaloides: 3 a 18% (6 a 9 anos para poder fazer a extração).
Minimo e 5% de alcaloides totais
Açoes: tonico, febrifugo, digestivo, antimalarico, normalizador da frequencia cardiaca.
Contraindicado na gravidez
Efeitos colaterias: Hipersensibilidade
Precauções: Intoxicação: vomitos, mal estar, disturbios visuais e auditivos, perda de consciencia e morte.
Modo de usar:
Infuso 2%:50 a 200 ml por dia
Tintura: 5 a 20 ml por dia
Pó: 1 a 4 g por dia.
Quinidina: 10 a 20 mg/kg/dia ( 4 a 6 doses)
Fitocosmetico: 
loçoes capilares: 0,2%; xampus: 0,5%.
Alcalóides indólicos
Kálita 
Aula 4
Atualmente se conhecem cerca de 2000 alcaloides indólicos. O núcleo fundamental indol é uma estrutura química encontrada em muitos alcaloides com importantes atividades biológicas. Muitos desses alcaloides apresentam moléculas policíclicas bastantes complexas. São alcaloides derivados do aminoácido triptofano, aminoácido aromático que contém um sistema de anel indólico, originado na rota do ácido chiquímico. Ele atua ainda como o percussor de uma grande variedade de outros alcaloides, além dos indólicos, pode sofrer rearranjos que promovem a conversão do sistema de anel indólico em quinolínico.
BIOSSÍNTESE
Existem os alcaloides indólicos monoterpênicos e os demais alcaloides indólicos. Os primeiros são derivados, geralmente, da triptamina e do monoterpeno secologanina e encontram-se em diversos rearranjos moleculares, além disso sua síntese laboratorial é difícil. O segundo grupo, são derivados do triptofano e do harmano (3 anéis).
Alcaloides indólicos monoterpênicos: maior grupo de alcaloides em plantas. Três tipos de esqueletos monoterpenoídicos dão origem à maioria dos alcaloides indólicos complexos (aspidosdermano, corinano e bogano).
Demais alcaloides indólicos:
· Alcalóides indólicos simples
· Alcalóides B-carbonílicos simples
 
QUIMIOTAXONOMIA
A maioria dos alcaloides indólicos monoterpênicos são encontrados em famílias da ordem Gentianales: Loganiaceae, Apocynaceae, Rubiaceae. Os demais alcaloides indólicos são bastante diversificados e sua ocorrência não tem significado do ponto de vista quimiossistemático. Os alcaloides simples não apresentam quimiotaxonomia definida;
Os alcalóides indólicos têm forte atividade farmacológica e suas atividades geralmente são mediadas pela interação com um ou mais receptores específicos, principalmente sobre neurotransmissores. Muitos alcaloides indólicos atuam como agonistas ou antagonistas parciais nos receptores alfa-adrenérgicos, serotoninérgicos, colinérgicos e dopaminérgicos. Exemplos:
1. Psilocibina, LSD, dimetiltriptamina, derivados do harmano-alucinógenos: interagem especificamente com os receptores para serotonina (5-HT). 
2. Alcaloides do esporão de centeio, ioimbina, reserpina, ajmalicina: atuam no sistema cardiovascular e interagem com receptores alfa-adrenérgicos, serotoninérgicos e dopaminérgicos.
3. Alcaloides diméricos: vincristina e vimblastina: atuam como antitumoral e fazem a inibição da divisão celular durante a metáfase.
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE INTERESSE TERAPÊUTICO
O emprego terapêutico é na sua forma purificada, o que possibilita uma dosagem precisa.
MARACUJÁ:
· Passiflora incarnata L, P.alata L, ; P. edulis L. Passiloraceae
· Farmógeno: folhas
· Alcaloides principais: harmana, harmol, harmina
· É sedativo, tranquilizante, antiespasmódico
· Contraindicações: hipotensão 
· Efeitos colaterais: controlar o uso das folhas frescas (chá)- intoxicação por HCN
· Interações medicamentosas: potencializa o sono induzido pelo pentobarbital e os efeitos analgésicos da morfina. Também pode ocorrer o bloqueio parcial da ação das anfetaminas.
· Superdosagem: DL50: 465mg/Kg
RAUWOLFIA: 
· Rauvolfia serpentina L. Bentham- Apocynaceae
· Farmacógeno: raiz dessecada
· Alcaloide principal (50): resepina (controle da hipertensão); rescinana e deserpidina
· Mínimo de 1% de alcaloides totais
· Efeitos hipotensivos pela depleção de catecolaminas e serotonina no SNC e em vários órgãos (encéfalo, medula do córtex, suprarrenal), levando a uma queda na pressão sanguínea, devido à diminuição na resistência periférica e da frequência cardíaca.
· É usada na hipertensão branda e como adjuvante de outros agentes em formas mais graves de hipertensão.
· Mecanismo de ação: inibe a captação de noradrenalina
IOIMBE: 
· Pausinystalia yohimbe (k.Schum) Pierre- Rubiaceae
· Casca – cerca de 6% de uma mistura de alcaloides 
· Alcaloide principal: ioimbina (hipotensor e vasodilatador das regiões vasculares periféricas). Na musculatura lisa determina aumento do tônus e dos movimentos dos intestinos. 
· A ioimbina atua sob o sistema nervoso autônomo periférico aumentando a atividade colinérgica e diminuindo a adrenérgica (inibidor seletivo dos receptores alfa-2-adrenérgico, um agente simpaticolítico cujos efeitos mais pronunciados são a vasodilatação dos vasos sanguíneos periféricos.
· Usos: impotência sexual masculina em portadoresde problemas vasculares
· Cloridrato de ioimbina (5 a 10mg, 3-4x/dia) 3 a 4 semanas
VINCA 
· Vinca Rosea L. Catharanthus roseus L.- Aponynaceae 
· Erva ou sub-arbusto sempre florescente, bastante dispersa entre os trópicos e muito cultivada como ornamental.
· Parte aérea (0,2 a 1% de alcaloides totais)
· Alcaloides principais (90): vimblastina, vincristina, vinleurosina, vinrosidina (bisindólicos)
· Bloqueio da divisão celular na metáfase. A vimblastina e a vincristina se ligam fortemente à tubulina, inibindo a sua polimerização. (parte catarantina e parte vindolina).
· Antineoplásicos administrados (i.v)
· Sulfato de vimblastina e sulfato de vincristina
· Reações adversas: são citotóxicos- leucopenia, alopecia, distúrbios neurológicos e transtornos (Trato gastrointestinal)
· Obs: vindesina: semi-sintético da vimblastina- tipos refratários de câncer
· Tartarato de vinorelbina: semi-sintético da vimblastina- tratamento da primeira linha de câncer pulmonar.
NOZ-VÔMICA: 
· Strychnos nux-vomica L. Loganiaceae
· Semente madura dessecada 
· Alcaloides principais: estricnina e brucina – estricninca é muito tóxica, atuando como estimulante do sistema nervoso central 
· Intoxicação: assemelham aos sintomas do tétano como ansiedade, sensibilidade ao ruído e à luz, crises convulsivas periódicas. Morte por asfixia pela contração do diafragma.
· Somente é utilizada em estudos laboratoriais de excitabilidade muscular e para ensaio biológico de anticonvulsivantes e relaxantes musculares de ação central. 
· Obs: S.ignati – Fava de santo Inácio- excitante do sistema nervoso central. 
FAVA DE CALABAR ou ESERÊ:
· Physostigma venenosum - Balfour - Fabaceae 
· Semente madura dessecada 
· Alcaloide principal: fisostigna ou eserina
· Inibidor reversível da colinesterase (intensifica os efeitos da acetilcolina endógena), portanto causa: miose, contração dos músculos ciliares e diminuem a pressão intraocular (tratamento de glaucoma).
· Salicilato de fisostigmina: colinérgico e oftálmico
· Antídoto de envenenamento causado por agente anticolinérgico. 
· Efeitos adversos: taquicardíaco
ESPORAO DE CENTEIO:
· Claviceps purpúrea – Ascomycetes –> Grãos de centeio (Secale cornutum L. Poaceae)-> esclerócio recolhido sobre a espiga de centeio e dessecar imediatamente.
· Produz a alcaloides do ergot (ou ergolínicos), ergotamina, ergonovina (ergometrina) (hidrossolúvel). A ergotamina e a ergotoxina são alcaloides peptídicos não hidrossolúveis.
· Semi-sintéticos: LSD (ácido lisérgico), metilergonovina, diidroergotamina
Emprego terapêutico: 
· Maleato de ergovina (ergometrina): possui propriedade de contrair intensamente as fibras musculares lisas, particularmente do útero e dos vasos sanguíneos - interagem com receptores adrenérgicos. Administrado por via oral, subcutânea e intramuscular. Previne e trata hemorragias pós-parto (atonia uterina). É contraindicada nas disfunções cardíacas: hepática e renal, hipertensão, e problemas vasculares .
· Maleato de metilergonovina: homólogo semissintético da ergonovina (mais ativo).
· Ergotamina: é um fármaco de escolha para tratar enxaqueca (vasoconstritores cerebrais -não fazer uso prolongado)
· Tartarato de ergotamina: prevenir ou resolver cefaleias vasculares associada à cafeína 
· Mesilato de hidroergotamina: tratamento de enxaqueca
· Ergotoxina (mistura de ergocristina, ergocriptina, ergocornina)- mesilatos ergoloides – mitigar sintomas de declínio da capacidade mental de idosos (aumenta fluxo sanguíneo cerebral)
· Maleato de metisergida: profilaxia da dor de cabeça
· Dietilamida do acido lisérgico: LSD, não ocorre na natureza (semi-síntese). Produz estimulação simpática cerebral- ação alucinógena muito perigosa
OBSERVAÇÕES
Ergotismo-intoxicação: insuficiência arterial periférica, náusea, vomito, parestesia, hipotermia, pulso fraco e grangrena de membros causada pela redução da circulação sanguínea decorrente da ação vasoconstritora. 
· Alcaloides derivados triptamínicos : produzidos por Psilocybe spp- Cogumelo do México; Fungos: Conocybe, Panaelus, Stropharia; Peiote- Laphophora williamsii- Cactaceae
· Alcaloides derivados do ácido lisérgico (ergina, lisergol, outros)- Campainha- Ipomea tricolor- Convulvulaceae- sementes. Ayahuasca- Banisteriopsis caapi- Malpighiaceae- córtex- seitas religiosas ( Bebida Santo Daime, Santa Maria, União do vegetal, Barquinha); conhecimento advindo dos índios da Amazônia 
· Alcaloide beta-carbonílicos, harmina, harmalina e tetrahidro-harmina: potente inibidor da enzima monoaminaoxidase (MAO). Associado as folhas de Psycotria viridis (chacruna) Rubiaceae, que possui derivados indólicos (N-N-dimetiltriptamina=DMT), que atua sobre receptores da serotonina- aumenta a duração e vivacidade das alucinações. Esta combinação produz respostas farmacológicas semelhantes às observadas em pacientes com psicose aguda. 
Alcaloides imidazólicos
O anel imidazólico (glioxalina) é o principal núcleo da pilocarpina, encontrada no jaborandi. A pilocarpina é uma base terciária monoácida que contém um grupo lactona e o núcleo imidazólico-pilocarpina.
PILOCARPINA
JABORANDI
· Pilocarpus jaborandi Holmes, P.pinnatifolius Rutaceae
· Folhas possuem de 0,5 a 1% de alcaloide (recém-dessecado) e deterioram rapidamente (em 1 ano, teor reduz a ½)
· Pilocarpina estimula diretamente os receptores muscarínicos do olho, provocando constrição da pílula e contração do músculo ciliar (intensifica o fluxo de saída do humor aquosa)- Tratamento de glaucoma
· Hidrocloreto de pilocarpina- Nitrato de pilocarpina : colinérgicos oftálmicos 
· Tratamento de xerostomia 
· Uso tópico: abertura dos poros e limpeza dos folículos capilares 
Metilxantinas 
Aula 5
Ana Karoline
	Por oxigenação da purina obtem-se a xantina, e por metilação, resulta as metilxantinas.
Distribuição
	
	Ocorrem em famílias não filogeneticamente relacionadas, com distribuição restrita a regiões tropicais e subtropicais. Aproximadamente 60 espécies vegetais, especialmente dos gêneros Coffea (Rubiaceae), Cola e Theobroma (Sterculiaceae), Paullinia (Sapindaceae), Illex (Aquifoliaceae) e Camelia (Theaceae – Ternstroemiaceae) contem metilxantinas. 
Nos vegetais, então envolvidas no metabolismo do nitrogênio e do carbono
	As metilxantinas podem ter significado ecológico para as plantas que as produzem, influência na relação entre organismos, favorecendo adaptações a ambientes desfavoráveis. Estágio de desenvolvimento, alterações sazonais e técnicas agronômicas alteram teores de metilxantinas. Os teores de cafeína no chá-da-índia aumentam com o crescimento do vegetal e com uso de fertilizantes nitrogenados (Suzuki et.al., 1992). Encontram-se combinadas com ácido clorogênico, taninos, oses e ésteres fosfóricos. Durante a secagem estes complexos vegetais decompõem-se e liberam as xantinas.
Características físico-químicas
 	
	Apresentam caráter anfótero, ou seja, comportam-se como ácidos ou bases fracas. A cafeína não tem um caráter anfótero pois é trimetilada, com caráter de uma base fraca. As metilxantinas são solúveis em água, soluções aquosas ácidas a quente, etanol a quente, solventes orgânicos clorados e soluções alcalinas. A cafeína, a teofilina e a teobromina podem ser diferenciadas em função de sua solubilidade, temperatura de sublimação e faixa de fusão dos respectivos sublimados (Merck Infex, 1996).
	Metilxantinas
	solubilidade
	Sublimação
	faixa de fusão
	Cafeína
	Água fria (1/100) e quente; etanol; clorofórmio; éter; tetracloreto de C
	Cristais prismáticos
178-180°C
	235-237,5°C
	Teofilina
	Água fervente e soluções alcalinas. Levemente solúvel em água fria, etanol e clorofórmio.
	Funde sem sublimar
	269-274°C
	Teobromina
	Soluções ácidas ou alcalinas. Levemente solúvel em água fria ou fervente e em etanol.
	Cristais aciculares pequenos
290-295°C
	350°C
Caracterização
	As metilxantinas (exceto cafeína), quando em solução, ocorrem em equilíbrio, sob duas formas, Lactama (função cetona) e Enol (hidroxilas). A forma enol confere às metilxantinas um caráter ácido fraco. A cafeína apresenta caráter básico mais pronunciadoque as metilxantinas. A mesma não apresenta a forma enólica devido a metilação dos 3 nitrogênios, que causa o impedimento estérico. Quando em solução diluída não são precipitadas pelo reativo de Mayer, que é o reativo geral de identificação de alcalóides (Tetraiodo-mercurato de K), mas precipitam com taninos, com reativos de Dragendorff (iodo-bismutato de K) e Bertrand (Ác. sílico-túngstico). São classificadas como Pseudoalcalóides ou Alcalóides Purínicos.
	A principal reação de caracterização é a “reação de Murexida”, Murex é uma lesma do mar que produz o mesmo precipitado e a mesma coloração que essa reação vai apresentar. Baseia-se na quebra da metilxantina e oxidação para formação de um precipitado violeta-roxo. Fundamento da reação: Oxidação da metilxantina por agentes oxidantes a quente (H2O2 concentrado, ácido nítrico, clorado de potássio, Sol. de bromo). As meltilxantinas são formadas por dois anéis, após a presença de um agente oxidante há a clivagem desses anéis, resultando no anel aloxano e no ácido dialúrico. Em solução (por aquecimento) acontece a junção de vários anéis de aloxano. A junção de dois anéis de aloxano, a condensação, forma um composto que chamamos de aloxantina, que tem cor vermelha. A aloxantina, em presença de vapores de amônia (uma base) se transforma em isopurpurato de amônia, que é um sal de cor violeta forte.
Farmacologia
Dentre os efeitos podemos destacar:
· Sobre o SNC: estimulantes, inibem o sono, diminuem sensação de fadiga, estimulando os centros respiratórios e vasomotores bulbares.
· Sobre o sistema cardiovascular: ação inotrópica (↑FC e DC). Cafeína causa vasoconstrição do sistema vascular cerebral e vasodilatação periférica, agindo também como vasodilatador coronariano periférico.
· Sobre a musculatura lisa: relaxamento da musculatura brônquica (principalmente teofilina) 
· Sobre a musculatura estriada: estímulo da contração, reduzindo a fadiga muscular (principalmente cafeína)
· Sobre a diurese: teobromina e teofilina ↑ débito sanguíneo renal e a filtração glomerular, possuindo atividade diurética 
Mecanismo de ação
	Inibem competitivamente a fosfodiesterase, o que provoca um aumento no AMPc, com conseqüente liberação de adrenalina endógena. Bloqueio dos receptores de adenosina.
	Como a cafeína inibe os receptores de adenosina, ela bloqueia a ação desse neurotransmissor, causando efeitos contrários: estimulação neural e vasoconstrição. Isso faz com que fiquemos mais dispostos e alertas ao tomar café, causando uma sensação de revigoramento e evitando a fadiga. A adenosina causa a diminuição da excitação dos neurônios, diminuição da atividade celular e a dilatação dos vasos sanguíneos, causando sono. A cafeína bloqueia os receptores de adenosina, causando a excitação dos neurônios, aumento da atividade celular e contração dos vasos sanguíneos. Esses efeitos são observados no cérebro.
Estimulantes do SNC
	As metilxantinas promovem uma melhor irrigação sanguínea do córtex e regiões centrais do encéfalo, explicando-se assim as suas propriedades estimulantes sobre alguns centros bulbares, especialmente o respiratório, acelerador do coração. A farmacocinética das metilxantinas depende da idade, peso, tabagismo, regime alimentar, insuficiência hepática. A absorção por via oral é boa, a cafeína é rápida e completamente absorvida, cerca de 99% no trato gastrointestinal. Os picos plasmáticos ocorrem de 15 a 45 minutos, mas pode variar dependendo da concentração de água e gordura no corpo, por exemplo.
Relação estrutura x atividade
	 A metilação da xantina leva a um aumento da atividade excitante, mas diminui a atividade diurética consideravelmente. A cafeína não tem ação diurética muito pronunciada devido a metilação nos três nitrogênios. Já a teofilina e a teobromina, por elas terem só duas metilas, têm uma ação diurética mais pronunciada.
Cafeína causa vasoconstrição do sistema vascular cerebral
	Em preparações farmacêuticas a cafeína é utilizada com a finalidade de promover a vasoconstrição cerebral. Em processos de dores de cabeça, enxaquecas, existe uma dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais, aumentando o fluxo sanguíneo, aumentando a irrigação cerebral, causando desconforto. A cafeína pode estar presente na composição de especialidades analgésicas, antipiréticas e antigripais, associada com o ácido aceltilsalicílico, paracetamol, codeína e dihidroergotamina, no alívio de enxaquecas.
Porcentagem do conteúdo de metilxantinas em drogas vegetais
	Algumas drogas vegetais que possuem metilxantinas são o Café, a Noz de cola, a Folha de chá (chá verde, chá branco, chá preto), o Fruto de cacau, o Mate (que é utilizado pra fazer o chimarrão, tererê) e o Guaraná. Uma das maiores concentrações de cafeína é no guaraná.
Toxicidade
	A DL50 (dose letal que mata 50% de uma população em teste) da cafeína é de 5 a 10g para o adulto. Efeitos indesejáveis agudos podem ocorrem a partir de 1g (30µg/mL de sangue), causando dor de cabeça, nervosismo, cansaço, excitação, taquicardia, diurese, face vermelha e contração da musculatura esquelética, sinais característicos de uma intoxicação por cafeína. Provavelmente esses foram os sinais apresentados pela moça que veio a óbito e julgou que ela estava tomando termogênico que tinha cafeína. Existe uma síndrome chamada de cafeinismo, que acontece com pessoas que tomam doses diárias maiores que 600 mg, cerca de 2 a 3 garrafas de café por dia. Essa síndrome é caracterizada por ansiedade, cansaço, distúrbios do sono. Alguns estudos falam do aumento do colesterol pelo uso do café, cafeína. Porém o aumento de colesterol se deve a presença de diterpenos (cafestol e caveol), que são outros tipos de compostos presentes no café obtido por decocção ou sob pressão (expresso), que causam o aumento desses triglicerídeos sanguíneos. Na síndrome de retirada da cafeína o uso é interrompido abruptamente. Os sintomas iniciam 12 a 24 horas após a retirada e podem ocorrer por no máximo uma semana. Os sintomas são dor de cabeça, fadiga, letargia, apatia, tontura, insônia, tensão muscular e nervosismo.
Principais espécies de interesse terapêutico
	A Teofilina está presente no Chá (verde, preto). A Teobromina no Cacau, na cola, no Guaraná e no Chá. A cafeína no Café, na Cola, no Cacau, no Guaraná, no Chá verde e na Erva-mate.
Guaraná
Paullinia cupana Kunth , Sapindaceae 
Farmacógeno: pasta dessecada das sementes esmagadas
Trepadeira nativa do Brasil e Uruguai. Principais componentes: Cafeína (2,5 a 5%), teobromina, catequinas (25%), amido (até 60%), pectinas, mucilagens. 
Usos: como estimulante, devido a presença de cafeína. Sua bebida também possui propriedades adstringentes devido a presença de taninos. 
Indicações: como fitoterápico em casos de esgotamento, astenia, depressão nervosa. Favorece a atividade intelectual.
Contra indicação: úlcera péptica ativa, hipertensão.
Efeitos colaterais: irritação gástrica, hipertensão.
Duração da administração: pode desenvolver certo grau de tolerância, com relação aos efeitos do guaraná, principalmente ações diuréticas e vasodilatadoras.
No trabalho de mestrado da professora foi desenvolvido um estudo onde foi visto que maioria das especialidades farmacêuticas que eram vendidas estavam fraudadas, eram enriquecidas com cafeína sintética pelo fato da mesma ser mais barata, podendo causar uma superdosagem.
Superdosagem: reações ligadas ao SNC e sistema circulatório, tais como insônia, irritabilidade, excitação, podem progredir até um delírio. Ação diurética pode ser acentuada. A dose letal para o homem é aproximadamente 4g/kg.
Chá verde (preto, branco, vermelho) ou Chá-da-índia
Camellia sinensis L., Theaceae
Farmacógeno: folhas
O Chá-verde é obtido da secagem rápida das folhas recém colhidas (China e Japão). No Chá-preto as folhas são empilhadas para fermentação e secagem (escurecidas). O que diferencia os chás é o processo de produção.
Principais constituintes: cafeína (2 a 4%), 10-24% de taninos, polifenóis (30%): monosídeos de flavonóis e flavonas, catecóis e epicatecóis livres e estereficadospelo ácido gálico e produtos de condensação.
Ação: estimulante, essencialmente as mesmas da cafeína. Propriedades adstringentes devido aos taninos. Causa hepatotoxicidade caso seja feito o uso abusivo.
A droga vem sendo introduzida o mercado farmacêutico europeu como auxiliar em regimes dietéticos pela sua ação lipolítica e diurética. Várias propriedades farmacológicas adicionais têm sido experimentalmente atribuídas ao chá-dá-índia, tais como: angioprotetora e anti-radicais livres (devido aos derivados flavônicos), antimutagênica e antitumoral (pela presença de compostos fenólicos), inibição da absorção intestinal do colesterol exógeno.
Interação: estatinas (medicamentos utilizados para diminuir o colesterol no sangue). A associação do Chá-da-índia e das vastatinas pode causar paralisia dos músculos das pernas e dor.
Erva mate
Ilex paraguariensis St. Hil., Aquifoliaceae
Farmacógeno: folhas
Principais constituintes: cafeína (até 2%), 0,3% teobromina, saponinas triterpênicas, ác. clorogênico, vitamina, aminoácidos.
Usos: em grandes doses é usado como laxativo ou purgativo, devido a ação principalmente das saponinas. É utilizado na preparação de bebidas semelhante ao Chá (América do Sul): chimarrão e tererê.
Propriedades: diuréticas. Além disso, a droga vem também sendo consumida no mercado europeu como matéria-prima para obtenção de produtos fitoterápicos indicados como auxiliares em regimes hipocalóricos, como diuréticos e no tratamento da astenia, que é o cansaço que ocorre devido das atividades físicas.
Cola (Noz de Cola)
Cola nitida (Vent.) Schott et Endl., Cola acuminata (Beauv.) Schott et Endl. Sterculioideae
Farmacógeno: cotilédone dessecado
Árvore grande nativa do Oeste da África, cultivada no leste da África, Sri Lanka, Indonésia, Brasil, Jamaica.
Principais constituintes: produz no mínimo 1% de cafeína anidra. Importante pelo teor de cafeína e pelo aroma. 
Princípios ativos: (Cafeína (até3,5%), Teobromina (menos que 1%), Taninos (5 a 10%), amido (3,5%).
Usos: Estimulante do SNC, cardiotônico. É um dos ingredientes de vários refrigerantes.
Indicações como fitoterápico: desgaste físico e mental provocado pelo estresse.
Contra-indicações: crianças, gestantes, hipertensos, casos de úlcera gástrica e duodenal.
Efeitos colaterais: úlceras em indivíduos susceptíveis, distúrbios do sono, excitabilidade e agitação nervosa.
Superdosagem: pode causar diarréia, aumento da diurese. Estímulos excessivos do SNC seguidos de depressão.
Café
Coffea arabica L., Rubiaceae.
Farmacógeno: semente madura e dessecada.
Torrado até obter coloração marrom e aroma característico.
Nativo da Etiópia e leste da África. Cultivado: Indonésia, Sri Lanka, América Central e Brasil (Coffea arábica). Na África, Costa do Marfim, Quênia e Camarões (Coffea canephora)
Constituintes químicos: sementes: cafeína (1 a 2%), 3 a 5% de taninos.
Quando torrado, a cafeína é liberada de sua combinação com o ácido clorogênico. A parte sublimada é coletada em condensadores. Este processo é usado na produção do café descafeinado. A ação do café depende principalmente da cafeína que atua sobre o SNC, músculos lisos e coração. No café descafeinado há a extração da cafeína das sementes (até 0,08%), conservando o aroma e o sabor característico do café. O método pode ser por extração com solvente, extração pela água e aquecimento a temperatura moderada, como descrito anteriormente.
Cacau
Theobroma caco L., Sterculiaceae 
Farmacógeno: sementes maduras e dessecadas
Planta arbórea de pequeno porte, nativa nas florestas da America tropical e cultivada no sudeste asiático, África (Costa do Marfim, Nigéria, Camarões), e América do Sul (Brasil e Equador).
Composição química: teobromina (em média 1,5%), cafeína (0,16 a 0,4%). Gordura 50 a 57% (manteiga de cacau), mucilagens e taninos.
Usos: extração de teobromina e fabricação de chocolates (alimentos energéticos). A manteiga de cacau é utilizada na preparação de chocolates, fabricação de produtos de beleza (pequenas quantidades), preparação de certas formas farmacêuticas (supositórios), como óleo emoliente. 
Ação: ações diuréticas e vasodilatadoras (teobromina) e estimulante do SNC (cafeína).
Óleos fixos 
Aula 6
Raíza
Características gerais
Podem ser de origem vegetal ou animal; Toque untuoso ao tato; mancha persistente em papel filtro; Insolubilidade em água, mas solúveis em solventes orgânicos (etanol, éter, clorofórmio) e soluções alcalinas em geral; Densidade inferior á da água; Biomoléculas compostas por C,O,H. São ésteres de ácidos graxos: álcoois ou polióis de cadeia longa ou derivados afins. Em soluções alcalinas, como de NaOh : passam por um processo de saponificação (formando um sal sódico orgânico). Processo realizado na produção de sabão.
· Óleos: Liquidos a temperatura amibiente;
· Gorduras: consistência mole, fundem abaixo de 45C.
· Ceras: massas sólidas, fundem acima de 60C. (Há exceções; são mal definidos pela características de fusibilidade e solubilidade). 
Classificação
· Simples; 
· Complexos; 
· Derivados: Ésteres de um ácido graxo e de um alcool: glicerol (triacilgliceróis ou triglicérides); um alcool de alta massa molecular ( ésteres cerosos). Fosfolipídeos e glicolipídeos: membranas celulares e lecitinas (atuam na defesa vegetal).
Localização
Células vegetais: Sementes (albúmem e cotilédones) e pericarpo ( ex: o óleo de abacate e azeitona que se encontram no mesocarpo do fruto). 
Células animais: tecido conjutivo adiposo, fígado, cérebro, e o leite. 
Ceras vegetais: Geralmente se encontram na camada mais externa das plantas ( folhas, gêmulas, flores e frutos).
Histoquímica: Usa-se sudam III, azul de quinolina ou cianidina; ácido cósmico (ensaio de enegrecimento). Formação de cristais aciculares com reagentes de potassio e amônia. Saponificação de Molish.
Generalidades
Ácidos graxos tipícos: séries acíclicas, saturadas ou insaturadas, monocarboxiladas, com número par de C.
Exceções
Ramificados: ácido isovalérico (ácido 3-metilbutanoico; óleo de golfinhos);
Cíclicos: ácido chaulmúgrico
Oxidados: epoxidados ( ácido vernólico); hidroxilados( ácido ricinoleico)
Aneis ciclpentanos hidroxilados: reminiscências de prostaglandinas animais; ácido jasmônico e derivados.
Triacilgliceróis
Podem ter origem vegetal ou animal. Ausentes em orgãos vegetativos (folhas); São estocados em oleossomos ; Representam mais e 50% da massa seca das sementes; o teor aumenta durante a maturação. Podem ser estocados no pericarpo; azeitona, abacate, samouco.
Estrutura 
· Homogeneos: glicerol esterificado por unidades iguais de ácido graxo.
· Heterogeneos: glicerol esterificado por unidades diferentes ácido graxo.
De um modo geral, são heterogeneos.
Ácido graxo saturado: álcool primário (posições α e α` do glicerol).
Ácido graxo insaturado: álcool secundário( posição β do glicerol).
Extração 
Expressão: principal método.
Solventes: E necessario mais etapas no processo (ex: clarificação), porque os solventes extraem outras substancias junto.
Obtenção:
-Refino:
Desmucilaginação: tratamento com agua, aquecimento com agua, uso de soda ou potassa ( para neutralizar e descorar).
Neutralização: hidroxidos alcalinos, carbonatos alcalinos e aminas organicas ( aquecimento em presença de glicerol ( para reesterificação; evita a rancificação).
Descoloração: Radiações solares ou lampadas de mercurio, adosorventes ( esta etapa é importante principalmente se for extraido com solventes).
Desodorização: destilação por arraste a vapor d´agua.
Controle de qualidade
Semelhantes aqueles para outras drogas: identidade, adulteração, determinação de conteudo de oleo fixo.
 Indices fisicos (densidade, indice de refração, ponto de fusão), quimicos( indice de hidrolise, de acido, de ester, de saponificação etc).
Importância: 
Cosmetologia: emolientes,sabões etc.
Industria: secativos de tintas e vernizes, lubrificantes etc.
Farmacia: veiculos, nutrição parenteral etc.
Alimentação: oléos, manteigas, gorduras etc.
Oleos fixos
Saturados (semi-sólidos); Monoinsaturados poliinsaturados ( líquidos atemperatura ambiente).
SATURADOS
Óleo de coco
Cocus nucifera L. 
Família: Arecaceae
Obtido por compressão do albúmem.
Composição: 80 a 85% de triacilglicerois( AG saturados: laúrico e mirístico)
Semissolido a 20C.
Uso: na fabricação de xampus e sabonetes; e como suplementos dieteticos.
Oleo de Dendê
Elaesis guineensis
Familia: Arecaceae
Obtido do mesocarpo de dendê
Composição: Triacilglicerois (AG saturados e insaturados), vitamina A e E, tocoferois e tocotrienois.
Uso: em massas, margarinas, frituras, saboes e velas, oleos corporais.
Oleo de palmiste
Elaesis guineensis
Familia: Arecaceae
Obtido da semente de Dendê.
É semissólido, semelhante ao oleo de coco.
Composição: Triacilglicerois (rico em AG saturados).
Uso: em massas, margarinas, confeitaria, adjuvante ( endurecedor de pomadas), cosmeticos.
MONOINSATURADOS
Oleo de ricino
Ricinus communis 
Familía: Euphorbiaceae
Sementes (40 a 45% de oleo fixo) e 20% proteinas e alcaloides. Contem ricina (proteina toxica), no entanto esta não é extraida com o oleo fixo.
60% do oleo fixo é por extração a frio, o restante por solventes.
Uso: como emoliente, evacuação total do colon.
Oleo de ricino hidrogenado: agente consolidante.
Azeite de oliva
Olea europeae
Familia: Olecaceae
Obtido do mesocarpo de azeitonas.
Frutas frescas: 40 a 45% de agua, 10 a 20% de carboidratos e 30% de lipideos. Composto por diversos AG monoinsaturados ( composição varia com a região: acido linoleico e oleico).
Comercializado em diferentes graus de pureza: azeite virgem, 1 e 2 grau, sulfurado, com presença de AG. 
Uso: adjuvante farmaceutico, cimentos dentarios, pomadas, sabonetes e culinaria.
POLIINSATURADOS
Oleo de soja
Glycine soja
Familia: Fabaceae
Obtido das sementes de soja; Extraido por compressão, com rendimento de 10%.
Sementes: 35% de carboidratos, 50% proteinas, 20% lipideos, e ainda fornecem lecitina e estigmasterol.
Oleo de algodão
Gossypium hirsutum
Familia: malvaceae
Obtido das sementes de algodão, por compressão sob vapor.
Rendimento de 30% ( acido linoleico, oleico, palmitico, araquidico, miristico, estearico). Ainda fornece gossipol.
Uso: cosmeticos, alimentação e solventes para injeção.
Oleo de figado de bacalhau
Gadus morrhua
Familia: Gadidae
Obtido dos figados, privados das vesiculas biliares.
Rendimento: 40 a 70% ( acido miristico, palmitico, palmitoleico, oleico, estearidonico, araquidonico, triglicerideos).
Vitaminas A e D.

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