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Cuidados em Enfermagem: Oxigenoterapia, Curativos e Sondagem

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Fundamentos
Oxigenoterapia, sinais vitais, glicemia capilar, métodos e parâmetros e indicação da técnica
Curativos e tipos de coberturas, explicar os tipos de feridas, classificação, agentes causal, grau de contaminação, cicatrização
Sondagem Nasogastrica e enteral, métodos, indicação e adm de dietas
Anotação de enfermagem, exercícios de fixação e realização da tecnicas
Oxigenoterapia
O que é ar comprimido e para que serve?
O ar comprimido serve para manter um carro em movimento. ... O ar comprimidotambém pode ser usado para pistolas de pintura, enchimento de balões, pulverização de agrotóxicos (remédios contra doenças das plantações) etc. O ar pode sercomprimido através de bombas, compressores e outros aparelhos, para várias finalidades.
O que é Oxigenoterapia?
Oxigenoterapia é um tratamento antigo, muito usado para tratar doenças do pulmão e do coração. Seu uso facilita o respirar, melhora o metabolismo do corpo e aumenta a força do coração e dos músculos das pernas e dos braços.
Indicações para oxigenoterapia
Estudos realizados em pacientes com baixos níveis de oxigênio no sangue menor que 88%, arterial com enfisema pulmonar ou bronquite crônica mostraram que o uso de oxigênio domiciliar, no mínimo por 15 horas/dia, prolonga o tempo de vida desses pacientes. A partir desses estudos, o uso de oxigenoterapia domiciliar tornou-se indispensável para a correção dos baixos níveis de oxigênio no sangue arterial e consequentemente na melhora da expectativa de vida de pacientes com doença pulmonar crônica.
Calcular com exame de gasometria arterial
Quem precisa de Oxigenoterapia
O oxigênio é uma necessidade básica para todos os seres humanos. O ar que respiramos contém 21% de oxigênio. Essa quantidade é suficiente para pessoas com pulmões saudáveis e para muitas com doença pulmonar. Entretanto, algumas pessoas com doença pulmonar são incapazes de obter oxigênio suficiente através de uma respiração normal e precisam de oxigênio extra para manter as funções vitais normais.
O oxigênio deve ser utilizado por pacientes que tenham baixos níveis de oxigênio no sangue. Esses pacientes geralmente também possuem: 
· Dificuldades para realizar sozinhos as atividades de vida diária
· Função pulmonar e trocas gasosas muito alteradas
· Depressão e isolamento social
· Inúmeras internações
· Inúmeras internações
· Idade avançada
· Outras doenças crônicas associadas
 A oxigenoterapia só pode ser utilizada por indicação médica.
Fluxo de oxigênio
Como é determinado o fluxo de oxigênio que deverá ser utilizado em casa? Por meio de um procedimento médico chamado titulação individual, onde é possível determinar os fluxos de oxigênio que corrigem os níveis baixos de oxigênio no sangue, até atingir o fluxo ideal de cada paciente.
Para medir a saturação de oxigênio utiliza-se o aparelho oxímetro, que realiza as medições de modo NÃO invasivo.
O exame é realizado em 2 etapas:
1. Oximetria de pulso com o paciente em repouso
2. Oximetria de pulso aos esforços onde simulam-se algumas atividade da vida diária dos pacientes, até obter-se os fluxos de oxigênio que corrige os níveis baixos de oxigênio
 
*Atenção: Os níveis de oxigênio e tempo de uso devem ser determinados por seu médico.
Benefícios do tratamento
	Prevenir  o aparecimento de doenças cardíacas e de danos em órgãos nobres (coração , rins  e  cérebro)
	Melhorar a qualidade de vida
	Aumentar o tempo de vida
	Melhorar a função neurológica, psíquica e cardíaca
	Prolongar a duração dos exercícios
	Reduzir o número de internações
Tipos de oxigenoterapia:
1. Sist. de baixo fluxo: cateter nasal, cateter nasofaríngeo, máscaras para NBZ.
2. Sist. de alto fluxo: máscara de Venturi.
3. Sist. de umidificação: umidificadores de ambiente.
4. Sist. de nebulização: NBZ pneumático, ultra-sônico, micro-nebulizador.
Meios de administração de oxigênio:
1. Máscara de Venturi
2. Cateter nasal
3. Traqueostomia
4. Tubo T
5. Tenda de oxigênio/HOOD
6. Máscara facial
7. Máscara de oxigênio
8. Máscara laríngea
9. Tubo endotraqueal (TOT/TNT)
Máscara de Venturi
A máscara de Venturi fornece uma concentração de oxigênio de 24% a 50%. O fluxo geralmente utilizado é de 4 a 12 litros por minuto, conectada diretamente a rede de O2. Com umidificador usa-se 15L/min.
	Conector
	Concentração O2
	Fluxo O2
	
	
	
	
	
	
	Azul
	24%
	4 L/min
	Amarelo
	28%
	4 L/min
	Branco
	31%
	4 L/min
	Verde
	35%
	6 L/min
	Vermelho
	40%
	8 L/min
	Laranja
	50%
	12 L/min
.
Vantagens:
1. É leve e bem tolerada pelo paciente.
2. Protege contra dosagens nocivas de oxigênio.
Desvantagens:
1. Desloca-se facilmente.
2. Dificulta a fala.
3. Impossibilita o paciente de comer enquanto usa.
Cateter NASAL
Este meio fornece uma quantidade moderada de oxigênio (20 a 28%) com um fluxo de 1 a 8 litros por minuto.
Vantagens:
1. É leve e bem tolerada
2. Não interfere com a fala e a alimentação.
Desvantagens:
1. Quantidade incerta de oxigênio fornecida.
2. Resseca a mucosa nasal, pois fornece pequena umidade.
3. Pode ser irritante e incomodo com o uso prolongado.
4. Fluxos rápidos podem provocar dor nos seios nasais.
Cateter Nasofaríngeo
O cateter nasofaríngeo fornece quantidade moderada de oxigênio (30 a 50%) a um fluxo de até 8 L/min.É freqüentemente utilizado para pacientes com infarto do miocárdio, pneumonia e choque.
Vantagens:
1. O paciente recebe oxigênio mesmo respirando pela boca ou pelo nariz.
2. A quantidade de oxigênio fornecida geralmente é adequada.
Desvantagens:
1. Resseca a mucosa
2. Não permite um alto grau de umidificação.
3. Não fornece uma concentração elevada de oxigênio.
4. Se mal posicionada pode insuflar o estômago.
Colar de Traqueostomia
Fornece oxigênio e umidade diretamente à traquéia. É utilizado com freqüência para pacientes que estão sendo retirados do respirador mecânico.
Vantagens:
É muito bem tolerado e permite ajuste adequado de umidade.
Desvantagens:
Se administrado em temperatura inadequada (concentrador de oxigênio) pode provocar queimadura.
Tubo T
Geralmente utilizado para fornecer mistura de ar/oxigênio altamente umidificado, por meio de traqueostomia ou tubo endotraqueal.
Vantagens:
A concentração de oxigênio e a umidade podem ser reajustadas a todo momento S/N.
Desvantagens:
Se houver obstrução da via de saída do ar, poderá ocorrer um barotrauma.
FiO2 estimada = FiO2 atmosfera + 4 x O2 ofertado
Ex: 21 + 4 x 3 = 33%
Tenda de Oxigênio/Capacete de Oxigênio/HOOD
Fornece uma concentração de oxigênio muito variável e não muito alta, sendo geralmente indicado para recém-nascidos (HOOD).
Vantagens:
Fornece uma atmosfera fresca e úmida.
Desvantagens:
A concentração de oxigênio cai para valores de ar ambiente, toda vez que se abre a tenda.
O paciente fica permanentemente molhado pela umidade.
Gera pânico em pacientes que não suportam locais fechados.
Câmara Hiperbárica
Definição:
É um método terapêutico no qual o paciente é submetido a uma pressão maior que a pressão atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica, respirando oxigênio a 100%. Ela consiste em um compartimento selado resistente á pressão que pode ser pressurizado com ar-comprimido ou oxigênio puro, pode ser de grande porte acomodando vários pacientes (câmara multiplace), ou de tamanho menor acomodando apenas o próprio paciente (câmara monoplace).
O efeito principal desta terapia hiperbárica é aumentar a pressão parcial do oxigênio no plasma.As sessões duram em média 60 a 90 minutos não devendo ultrapassar 2 horas.
Indicações:
Tratamento de gangrena gasosa, infecções necrotizantes de tecidos moles, doença de Crohn, isquemia periférica aguda, osteomielites, intoxicações por monóxido de carbono e cianeto, enxertos e retalhos comprometidos, necrose por radiação, micoses refratárias, embolia traumática pelo ar, anemia pós-hemorrágica, queimaduras, facilita a cura de lesões da pele.
Efeitos indesejáveis: excitabilidade, convulsões, dor retroesternal, tosse seca, hemorragia em vias aéreas superiores.
Contra-indicações: uso de drogas (doxorrubicin, dissulfiran, cis-platinum), pneumotóraxnão tratado, gravidez. Infecções de vias aéreas superiores, DPOC, hipertermia, cirurgia prévia no ouvido, infecção viral na fase aguda.
Máscara Facial de oxigênio
Dispositivo aberto, de plástico, adaptado à frente do rosto e apoiado no queixo. Fornece grande quantidade de umidade, porém pequena de oxigênio.
Vantagens:
É de fácil utilização, é bem tolerada e é útil para administrar oxigênio com alta umidade.
Desvantagens:
Intolerância por parte de alguns pacientes
Pode exercer pressão sobre partes ósseas
Deixa a face frequentemente úmida.
Máscara facial com reservatório
Máscara nasal
Máscara de oxigênio com ambú
Dispositivo de borracha que se ajusta firmemente, envolvendo nariz e boca, geralmente adaptada ao Ambú (sistema bolsa-máscara).
Fornece alta concentração de oxigênio (90 a 95%) com fluxo de 8 L/min.
Vantagens:
É leve e fácil de usar
Proporciona umidade adequada e alta concentração de oxigênio.
Desvantagens:
As mesmas da máscara facial de oxigênio.
Máscara Laríngea (ML)
É um tubo semicurvo que forma uma vedação na entrada da laringe, é simples e atraumática sua colocação. Meio eficaz para ventilação espontânea ou controlada.
É uma alternativa a intubação orotraqueal difícil, anestesia e reanimação, não necessita de laringoscópio para sua inserção, tem tamanhos variados (prematuro ao adulto), máscara descartável e reutilizável (que pode ser esterilizada).
Contra-indicações:
Pacientes com estômago cheio, hérnia de hiato, obesidade mórbida, obstrução intestinal, trauma torácico, paciente desorientado, edema, fibrose pulmonar, obstrução respiratória, patologia faríngea, discrasia sanguínea, abertura da boca limitada, complacência respiratória <.
Desvantagens
Falhas na técnica de inserção;
Não suporta pressão > 20cmH2O (Ventilação Mecânica);
Risco refluxo gástrico;
Distensão gástrica;
Nebulização Inalação
Finalidade:
Administrar medicamentos
Fluidificar secreções
Oferecer aporte de oxigênio
Traqueostomia
1. O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal.
Indicações
Obstrução das vias aéreas
a. Disfunção laríngea
b. Trauma
c. Queimaduras e corrosivos
d. Corpos estranhos
e. Anomalias congênitas
f. Infecções
g. Neoplasias
h. Manejo pós-operatório
i. Apnéia do sono
Limpeza das vias aéreas
Doenças neuromusculares
Suporte ventilatório
Complicações
Intra-operatórias
Sangramento Mau posicionamento do tubo Laceração traqueal e fístula traqueo esofágica Lesão do nervo laríngeo recorrente Pneumotórax Parada cardio respiratória
Complicações precoces
Sangramento Infecção da ferida Enfisema subcutâneo Obstrução da cânula Deslocamento do cateter (traqueóstomo) Disfagia
Complicações tardias
Estenose traqueal
Fístula traqueoesofágica
Fístula traqueocutânea
Dificuldade de extubação
Fixação
1. A fixação foi bem colocada se couber exatamente o seu dedo indicador entre a fixação e o pescoço.
2. Troque sempre o local do laço para que não cause irritações na pele.
3. Nunca amarre com nó, mas sim com um laço.
Tubo endotraqueal (TOT/TNT)
Intubação endotraqueal é a introdução de um tubo através do nariz, boca ou incisão cirúrgica, em direção a traquéia do paciente.
Indicações
1. Manutenção de oxigenação adequada
2. Proteção das vias respiratórias
3. Acesso para aspiração de secreções pulmonares
4. Insuficiência respiratória
5. Conexão a um ventilador mecânico
https://www.ebah.com.br/content/ABAAABBq8AG/oxigenoterapia-doc
Sinais Vitais
Sinais vitais são sinais clínicos da função orgânica básica. Resultam das interações entre os sistemas orgânicos e de determinadas patologias, refletindo a homeostasia do organismo. São cinco principais: pulso, temperatura, frequência respiratória , pressão arterial e dor.
Pulso
Pulso normocárdico: Batimento cardíaco normal
Pulso rítmico: os intervalos entre os batimentos são iguais
Pulso arrítmico: os intervalos entre os batimentos são desiguais
Pulso dicrótico: dá impressão de dois batimentos
Taquisfigmia: pulso acelerado
Bradisfigmia: frequência abaixo da faixa normal
Pulso filiforme: indica redução da força ou do volume do pulso periférico
 
Valores de referência para pulsação
Adultos – 60 a 100 bpm;
Crianças – 80 a 120 bpm;
Bebês – 100 a 160 bpm.
Temperatura
- Temperatura axilar: 35,5 a 37°C
 - Temperatura bucal: 36 a 37,4°C
 - Temperatura retal: 36 a 37,5°C.[2] 
Pressao arterial
Não existe uma combinação precisa de medidas para se dizer qual é a pressão normal, mas em termos gerais, diz-se que os valores 120/80 mmHg são valores considerados ideais no adulto jovem. Contudo, medidas até 140 mmHg para a pressão sistólica, e 90 mmHg para a diastólica, podem ser aceites como normais.
Hipertensão: PA acima da média
Hipotensão: PA inferior à média
Convergente: a sistólica e a diastólica se aproximam
Divergente: a sistólica e a diastólica se afastam
 
Valores de referência para pressão arterial
Hipotensão – inferior a 100 x 60
Normotensão – 120 x 80
Hipertensão limite – 140 x 90
Hipertensão moderada – 160 x 100
Hipertensão grave – superior a 180 x 110
Frequencia respiratória
A frequência respiratória normal dos seres humanos em função da idade é a seguinte (em respouso, excepto quando outra situação seja indicada):
Eupneia: respiração normal
Dispneia: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa.
Ortopneia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.
Taquipneia: respiração rápida, acima dos valores da normalidade, frequentemente pouco profunda.
Bradipneia: respiração lenta, abaixo da normalidade
Apneia: ausência da respiração
Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos, que aumenta e diminui a profundidade, com períodos de apneia. Quase sempre ocorre com a aproximação da morte
Respiração de Kussmaul: inspiração profunda seguida de apneia e expiração suspirante, característica de como diabético.
Respiração de Biot: respirações superficiais durante 2 ou 3 ciclos, seguidos por período irregular de apneia.
Respiração sibilante: sons que se assemelham a assovios
· Recém-nascidos: cerca de 44 respirações por minuto; 
· Crianças (de 1 a 7 anos): 18-30 respirações por minuto; 
· Pré-adolescentes: 20-30 respirações por minuto;
· Adolescentes: 18-26 respirações por minuto;
· Adultos: 12-20 respirações por minuto. 
· Adultos com mais de 65 anos: 12-28 respirações por minuto; 
· Idosos com mais de 80 anos: 10-30 respirações por minuto; 
· Adultos em exercício físico moderado: 35-45 respirações por minuto;
· Atletas: 60-70 respirações por minuto (valor máximo). 
Dor
A intensidade da dor pode ser medida em diferentes escalas: numéricas, visuais ou com 
um classificação entre suportável e insuportável. Com essa escala respondida pelo próprio 
paciente o médico ou enfermeiro consegue avaliar a gravidade da situação. 
 
 
 Frequência cardíaca: entre 100 e 160 bpm; 
 Respiração: 30 a 60 mrpm; 
 Pressão arterial: sistólica entre 104 e 127 mm Hg e e diastólica entre 67 e 82 mm Hg; 
 Temperatura: acima dos 37º C é considerada febre. 
 
Glicemia capilar
O objetivo do tratamento do diabetes é manter a glicemia (açúcar no sangue) o mais próximo do normal quanto possível.
Para que isso ocorra é necessário um esforço conjunto, uma combinação da alimentação e atividade física adequada, testes de monitoramento (acompanhamento) dos níveis de glicemia e, em muitos casos, o uso de medicamentos orais ou insulina para tentar imitar o funcionamento do pâncreas, órgão responsável pela produção da insulina e por controlar os níveis de glicose no sangue.
Valores elevados de glicemia
Quando o seu nível de glicemia está alto (hiperglicemia) poderá sentir qualquer um destes sintomas: boca seca, sede, urinar frequentemente, cansaço e visão turva. Se sentir qualquer um destes sintomas, confirme imediatamente os seus valores de glicemia.
O aumento descontrolado dos valores de glicemia poderá ser originado por comer demais, estar menos ativo que o habitual, não se sentir bem, estar em stress ounecessitar de um ajuste na medicação para a diabetes.
Valores baixos de glicemia
Valores baixos de glicemia são geralmente causados por comer menos ou mais tarde que o habitual, estar mais ativo do que o costume ou estar a tomar medicação que não corresponde às suas necessidades. Consulte o seu médico sempre que sentir episódios de glicemia baixa. Também é muito importante reconhecer os sintomas de hipoglicemia e saber como controlá-la eficazmente.
Quando a sua glicemia está baixa, pode sentir tremores, sensação de fraqueza, suores frios, fome súbita, palpitações, cansaço fácil ou irritabilidade . Ter em atenção que estes sintomas podem variar de pessoa para pessoa e de acordo com a gravidade da hipoglicemia.
DIABETES: VALORES DE REFERÊNCIA EM JEJUM
· inferior 70 mg/dl: hipoglicemia
· 80  mg/dl a 100 mg/dl: normal
· 100 mg/dl a 126 mg/dl: pré-diabetes
· superior 126 mg/dl: diabetes
DIABETES: VALORES DE REFERÊNCIA 2 HORAS APÓS A REFEIÇÃO
· inferior 70 mg/dl: hipoglicemia
· 70  mg/dl a 140 mg/dl: normal
· 140 mg/dl a 200 mg/dl: pré-diabetes
Materiais: Luvas de procedimento. Algodão. Álcool a 70%. Fita teste. Lanceta ou agulha 13 x 4,5 (s/n). Aparelho próprio para o teste.
	
Montagem de leitos e troca de fraldas
Cama fechada 
É o preparo da cama para ser ocupada por um novo paciente. 
Cama aberta 
É o preparo da cama sem paciente, com ocupação do leito pelo paciente que pode se locomover. 
Cama operado
É o preparo da cama para receber o paciente que se submeteu a cirurgias ou exames sob anestesia.
Como trocar a fralda de uma pessoa acamada
A fralda de uma pessoa acamada deve ser verificada a cada 3 horas e trocada sempre que estiver suja com urina ou fezes, para aumentar o conforto e evitar o surgimento de assaduras. Assim, é possível que sejam utilizadas, pelo menos, 4 fraldas por dia devido à urina.
Normalmente, a fralda geriátrica, que é facilmente encontrada em farmácias e supermercados, só deve ser utilizada em pessoas acamadas que não conseguem controlar a vontade de urinar ou defecar, como após um AVC, por exemplo. Nos outros casos, é recomendado tentar sempre primeiro levar a pessoa ao banheiro ou usar uma comadre para que não se perca o controle dos esfíncteres ao longo do tempo.
Para evitar que a pessoa caia da cama durante a troca da fralda, é aconselhado que a troca seja feita por duas pessoas ou que a cama esteja encostada na parede. Depois, deve-se:
1. Descolar a fralda e limpar a região genital com uma gaze ou lenços umedecidos, retirando a maior parte da sujeira da região genital em direção ao ânus, para evitar infecções urinárias;
2. Dobrar a fralda para que fique com a parte externa e limpa virada para cima;
3. Virar a pessoa para um dos lados da cama.
4. Limpar novamente o bumbum e a região anal com outra gaze molhada em água e sabão ou com lenços umedecidos, retirando as fezes com um movimento da região genital em direção ao ânus;
5. Retirar a fralda suja e colocar uma limpa em cima da cama, encostada no bumbum.
6. Secar a região genital e a região anal com uma gaze seca, toalha ou fralda de algodão;
7. Passar uma pomada para assadura, como Hipoglós ou B-pantenol, para evitar o surgimento de irritação na pele;
8. Virar a pessoa para cima da fralda limpa e fechar a fralda, tendo em atenção para não ficar muito apertada.
Caso a cama seja articulada, é aconselhável que esteja elevada ao nível do quadril do cuidador e completamente na horizontal, para facilitar a troca da fralda.
Material necessário para trocar a fralda
O material necessário para trocar a fralda de uma pessoa acamada e que deve estar à mão no momento da troca inclui:
· 1 fralda limpa e seca;
· 1 Bacia com água morna e sabão;
· Gazes limpas e secas, toalha ou fralda de algodão.
Uma alternativa às gazes molhadas em água morna com sabão é o uso de lenços umedecidos para bebê, como Pamper's ou Johnson's, que podem ser comprados em qualquer farmácia ou supermercado, por um preço médio de 8 reais por pacote.
Sondagem nasogastrica e naso enteral
Indicações de Sondagem Nasogástrica: trato gastrointestinal funcionante, mas com impossibilidade ou insuficiência de alimentação por VO (distúrbio de deglutição, redução do nível de consciência, anorexia). Em paciente com pouca aceitação alimentar VO, os que não conseguem atingir as metas nutricionais, está indicado o uso de sonda para complementação.
MATERIAIS NECESSÁRIOS
► Bandeja contendo sonda nasoenteral em calibre adequado 
► SG10% 500 mL e equipo 
► Seringa de 20 ml 
► Pacote de gaze 
► Lubrificante 
► Micropore para fixação 
► Estetoscópio 
► Tesoura. 
ETAPAS DO PROCEDIMENTO
 ► Higienizar as mãos. 
► Preparar material e ambiente. 
► Paramentar-se adequadamente. 
► Explicar ao paciente/família os benefícios e objetivos do procedimento. 
► Posicionar o paciente em fowler (45º) sem travesseiro. 
► Medir a sonda da ponta do nariz ao lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e daí mais 30 a 40 cm marcando com esparadrapo. 
► Lubrificar a ponta da sonda. 
► Passar a sonda através de uma das narinas solicitar ao paciente que auxilie (quando possível) deglutindo a sonda quando passar pela faringe. Pode haver náuseas e vômitos, portanto deixe-o repousar alguns minutos. A flexão cervical, nesta tarefa, pode ser útil em pacientes intubados e sedados. 
► Introduzir a sonda até a porção marcada com o esparadrapo. 
► Retirar o fio guia segurando firmemente a sonda próximo ao nariz para que não saia; 
► Verificar se a sonda está bem posicionada no estômago: aspirando o conteúdo gástrico e injetando 20 ml de ar através da sonda e com o estetoscópio sobre o epigástrio, auscultar a presença de som estridente. 
► Ajustar a sonda na posição correta e fixá-la com micropore sobre a pele do paciente (região nasal). 
► Identificar a data da sondagem com um pequeno pedaço de esparadrapo.
 ► Deixar o paciente preferencialmente em decúbito lateral direito e manter soro glicosado 10% a 7 gotas por minuto ou a critério médico a fim de facilitar a migração da sonda ao duodeno. 
► Recolher o material. 
► Retirar as luvas e lavar as mãos. 
► Anotar o procedimento realizado registrando intercorrências, sinais de resíduos e posicionamento da sonda. 
► O RX para controle de sonda nasoduodenal pode ser solicitado após 6 horas de passagem da sonda para confirmar posicionamento.
Curativos e tipos de feridas
Funções da Pele
Proteção: Barreira física.
Sensibilidade: Dor, pressão calor e frio.
 Termorregulação: Vasoconstrição, vasodilatação, sudorese.
 Excreção: Eletrólitos e água
 Metabolismo: Síntese de vitamina D e formação óssea
Imagem Corporal: Detalha a aparência
Definições- Ferida x Úlcera
Ferida: É caracterizada pela perda da continuidade dos tecidos, podendo ser superficial ou profunda, que deve se fechar em até seis semanas.
Úlcera: A “FERIDA” se torna uma úlcera após seis semanas de evolução sem intenção de cicatrizar.
Classificação das Feridas ou Lesões
As lesões podem ser classificadas conforme:
1. Comprometimento tecidual.
 Quanto à localização anatômica;
 Quanto ao tamanho, comprimento, largura, profundidade e formação de túneis;
 Aspectos do leito da ferida e pele circunjacente;
 Drenagem, cor e consistência;
 Dor ou hipersensibilidade e temperatura
2. Como foram produzidas.
* CONTUSAS:Produzido por objeto rombo traumatismo das partes moles, hemorragia.
* INCISAS: Produzidas por um instrumento cortante. Feridas limpas geralmente fechadas por sutura.
* LACERADAS: com margens irregulares
* PERFURANTES: Pequenas aberturas na pele
4. Grau de contaminação.
1. LIMPAS
Sem presença de infecção. Lesão sem exsudato ou com pequena quantidade de exsudato de cor clara ou transparente.
2. CONTAMINADAS
Presença de bactérias e outros microorganismos, com presença transitória ao tecido, sem presença de infecção instalada. Não há sinais flogísticos.
* 3. INFECTADAS
Presença e a multiplicação de bactéria e outros microorganismos associado a um quadro infeccioso já instalado, há presença dos sinais flogísticos.
4- Classificações quanto ao tipo de TecidoTECIDO NECRÓTICO
Restrito a uma área – Isquemia, redução da circulação, tecido não viável.
Pode ser caracterizada por liquefação e ou coagulação produzido por enzimas
que acarretam a degradação dos tecidos isquêmicos, se diferenciam pela coloração e consistência.  Dividem-se em dois tipos:
A) Escaras: De coloração marrom ou preta escara é descrito como uma capa de consistência dura e seca.
B)Esfacelos( Slough): De cor amarelada ou cinza; descrita de consistência mucoide e macia; pode ser frouxo ou firme a sua aderência no leito da ferida; formado por fibrina(concentração de proteína)e fragmentos celulares.
                                                                            
C) Tecido de Granulação: Aumento da vascularização é um tecido de cor vermelho vivo. Recebe este nome porque parece granular.
D) Tecido de Epitelização: Redução da vascularização e um aumento do colágeno, contração da ferida. Tecido róseo.
Alguns Tipos de Úlceras
1- Úlcera Venosa
As úlceras venosas são causadas por uma disfunção nas válvulas venosas ou uma bomba muscular da panturrilha inadequada. Em ambos os casos, o sangue não é suficientemente retornado para o coração. Isto leva a uma maior pressão venosa, que pode causar edema. Além disso, o aumento do nível de fluido entre as células pode resultar em morte celular, levando a úlceras. É por isso que a terapia de compressão é uma parte essencial do tratamento de úlceras venosas.
Características:
 Localizadas na área frontal da perna
 Formato irregular
 Pulso pedioso normal
 Pigmentação de cor castanha na área da pele periulceral (muitas vezes com eczema)
2- Úlcera Arterial
Úlceras arteriais são causadas por fornecimento insuficiente de sangue para a perna ou pés devido à arteriosclerose. A redução do suprimento de oxigênio e nutrientes para as células pode resultar na morte do tecido, que, por sua vez, leva a úlceras. O paciente pode precisar de cirurgia vascular. É importante notar que as úlceras arteriais de perna não devem ser tratadas com a terapia de compressão.
Características:
 Localizados na área do tornozelo e nos pés
 Forma bastante regular
 Pele periulceral atrofiada e pálida
 Pulso  ausente
 Edema
 Pelo ausente devido lesão dos anexos da pele
 Alteração de temperatura do órgão lesado.
3- Úlceras Mistas:  Presença de lesão venosa e arterial associadas.
4- Úlcera Neuropática: Presença de lesão em terminações nervosas periféricas, principalmente em membros inferiores.
5- Úlcera por Pressão: Lesão de pele causada pela interrupção sanguínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado.
Classificação da Úlcera de Acordo com a Profundidade
 Estágio 1: A pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.
 Estágio 2: Neste estágio existe perda de tecido. A úlcera ainda é superficial, atingindo epiderme e derme. E pode apresentar-se como abrasão, uma espécie de queimadura, bolha ou uma cratera rasa.
 Estágio 3: Perda de todas as camadas da pele, sendo a   epiderme, derme e tecido subcutâneo, podendo ter ou não tecido necrótico.
 Estágio 4: Além da perda de todas as camadas da pele, existe ainda
comprometimento do tecido muscular, ósseo, ligamentos, tendões, com o aparecimento de crateras e túneis.
                       
 
Skin Tears
Skin tear ou lesão por fricção é um tipo de ferida traumática associada à pele frágil e delgada. Lagrimas da pele
Ocorre principalmente nas extremidades de idosos e pode levar à:
 separação da epiderme da derme (ferida de espessura parcial)
 ou separar totalmente a epiderme e a derme das estruturas subjacentes (ferida de espessura total).
      
               
Incidência da Skin Tears
 Antebraços e braços: 80%
 Cotovelo: 42%
 Pernas 22%
 Mãos: 13%
  
Fatores de Risco
 Idade Avançada
 Pele clara
 Ingesta hídrica e nutricional inadequadas
 Pele seca e descamativa
 Mobilidade prejudicada
 Uso prolongado de corticoides
 Transferências e reposicionamentos
 Quedas e batidas
 Curativos adesivos
Prevenção
1. Utilizar sabonete com pH balanceado
2. Utilizar água morna e não friccionar a pele
3. Reduzir o tempo do banho
4. Aplicar, sem massagear, creme umectante (hidratante) com nutrientes especiais em todo corpo (não aplicar nas lesões)
5. Introduzir uma dieta balanceada e considerar a possibilidade de acrescentar nos intervalos uma dieta balanceada industrializada
Tratamento das Lesões
1. A limpeza inicial é muito importante para prevenir infecção e deve ser suficiente para remover toda sujidade de forma delicada para não traumatizar mais e não causar dor. Lavar abundantemente com soro fisiológico é uma boa opção.
2. Para controlar o sangramento, uma boa opção é a cobertura com Alginato de cálcio.
3. Realinhar o retalho – quando possível, deve-se “ajeitar” a pele alinhando-a delicadamente sobre a lesão.
4. Opções:
a. Cobrir a ferida com curativo de silicone mantém o retalho no local, reduz a dor e pode ser trocado uma vez por semana. Como é poroso permite que o exsudato (líquido que sai da ferida) passe para as compressas – cobertura secundária – que deve ser trocada diariamente.
b. Hidrogel em placa
c. Compressa de petrolatum.
Fisiologia da Cicatrização das Feridas
1- Objetivo do Processo de Cicatrização:
O processo de cicatrização tem por objetivo único, restabelecer a integridade da pele. E para isso o organismo usa de diversos meios para alcançar esse objetivo.
3- Remodelação ou Maturação:
Há diminuição da vascularização e da força de contração. Nessa fase o tecido é remodelado, a quantidade de fibroblastos diminui e as fibras de colágeno se orientam aumentando a força tênsil.
O tecido de granulação muda de avermelhado para branco pálido, avascularizado.
Isso se dá por devido a dois processos que ocorrem de forma simultânea que é a síntese de tecido, realizada pelos fibroblastos e a lise do colágeno, coordenada pela colagenase. Esta fase dura de 20 dias a 01 ano
Tipos de Cicatrização
1- Por Primeira Intenção
 Incisão limpa em que as bordas são aproximadas;
 Existe pouca perda de tecido;
 Pouco ou nenhum exsudato.
2- Por Segunda Intenção
 É aquela que permanece aberta;
 Onde existe uma perda significante de tecido e onde as fases de cicatrização são bastante marcadas;
 Resposta inflamatória bastante evidente, com necessidade maior de tecido de granulação, com epitelização visível;
 Há necessidade de um grande fortalecimento e um grande processo de contração.
3- Por terceira intenção
Caso uma ferida não tenha sido suturada inicialmente ou as suras se romperam e a ferida tem que ser novamente suturada. Isso é feito pelo cirurgião que, após a drenagem do material, promove a aproximação das bordas.
Fatores que interferem na cicatrização
Fatores Locais:
 Dimensão e profundidade da lesão;
 Grau de contaminação;
 Presença de secreções;
 Hematoma e corpo estranho;
 Necrose tecidual
 Infecção local.
Fatores Sistêmicos:
 Idade
 Estado Nutricional
 Doenças crônicas
 Uso de medicamentos
 Mobilidade do paciente
Avaliando a ferida 
1- Paciente
  Condições físicas
 Idade
 Mobilidade
 Medicamentos
 Presença de Patologias
Curativos
Definição: É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida.
Objetivos:
 Tratar e prevenir infecções;
  Eliminar os fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização e prolongam a convalescência, aumentando os custos do tratamento.
 Diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos corretos.
A escolha do curativo dependerá:
  A etiologia e localização da lesão;
 Tamanho de ferida
 Condições clínicas
 Fases do processo de cicatrização.
Tipos de Curativos:
a ) Aberto : curativos em feridas sem infecção, que após a limpeza podem permanecer abertos, sem proteção de gazes
b ) Oclusivo : curativo que após a limpeza da ferida e aplicação de medicamentos é ocluído ou fechado com gazes, micropore ou  ataduras de crepe.
c)Sutura com fita adesiva: Após limpeza da ferida, as bordas do tecido seccionado são unidas e fixa-se afita adesiva. Este tipo de curativo é apropriado para cortes superficiais e de pequena extensão.
d ) Compressivo : é o que faz compressão para estancar hemorragias ou vedarbem uma incisão .
e ) Com Irrigação : utilizado em ferimentos com  infecção dentro de cavidades, com indicação de irrigação com soluções salinas
f ) Com drenagem : são utilizados drenos em ferimentos com grande quantidade de exsudato  tubular ou bolsas de Karaya.
Critérios para o Curativo e a Cobertura  Ideais
* Manter elevada umidade entre a ferida e o curativo;
* Remover excesso de secreção;
* Permitir troca gasosa;
* Fornecer isolamento térmico;
* Ser impermeável às bactérias;
* Ser isento de partículas (asséptico);
* Permitir a retirada do curativo sem trauma.
Vantagens do meio úmido em relação ao seco
 Estimula a epitelização, a formação do tecido de granulação e maior
vascularização.
 Facilita à remoção do tecido necrótico e impede à formação de espessamento de fibrina.
 Promove a diminuição da dor, evitando traumas na troca do curativo, além de manter a temperatura corpórea.
Medidas de assepsia
* Fazer a degermação das mãos antes de manipular o material esterilizado;
* Diminuir ao mínimo de tempo possível a exposição da ferida e dos materiais esterilizados;
* Não falar enquanto faz o curativo;
* Estando com infecção das vias aéreas, evitar fazer curativos ou usar máscara.
Normas Técnicas para realização de curativos
· Ferida limpa: Limpar a ferida de dentro para fora.
· Ferida Contaminada: Limpar a ferida no sentido de fora para dentro.
· Curativos úmidos não são indicados em locais de cateteres, introdutores, fixadores externos e drenos.
· A solução fisiológica 0,9%( SF 0,9%) é indicada para limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por 2ª ou 3ª intenção, porque limpa e úmida a ferida, favorece a formação de tecido de granulação e amolece os tecidos desvitalizados.
· A manutenção de calor local é importante no processo de cicatrização;
· Quando o cliente necessitar de vários curativos, iniciar pela lesão limpa, seguindo-se as mais infectadas;
· Nas feridas com exsudato ou com suspeita de infecção, antes do curativo, deve-se colher uma amostra de material para bacterioscopia;
· Para feridas limpas as mãos devem ser lavadas com solução antisséptica antes e após o curativo, realizar limpeza com solução estéril e aplicar cobertura estéril.
Material de curativo
* Pacote de curativo
* Luvas
* Coberturas e ou soluções prescritas
Soro fisiológico 0,9% ou Água destilada
Deve ser aquecido próximo a temperatura de 37º C quando utilizado em tecido de granulação e epitelização, em temperatura inferior a essa ocorrerá um choque térmico, e a pele levará de 03 a 04 horas para voltar à temperatura normal.
Técnica do Jato de Soro
Técnica utilizada para higienização do tecido de granulação. Nesta técnica pode-se utilizar o próprio frasco de soro ou uma seringa de 20 ml, e agulha 40X12 mm, para exercer a devida pressão.
Além do tecido de granulação essa técnica é utilizada para limpeza de cavidades e pontos subtotais, áreas de difícil acesso apenas com gaze úmida.
Fita Adesiva
A fita adesiva sempre deve ser retirada molhando-a com SF 0,9%, para evitar
a lesão da pele do paciente por trauma local. Se possível deve priorizar a utilização das
fitas indicadas pelo fabricante, como hipoalergênicas e nunca deve ser utilizada fita crepe
adesiva direto à pele do paciente;
Princípios básicos para a realização dos curativos
•Separar o material a ser utilizado, observando:
- Data de validade e e está embalado adequadamente
•Separar os antissépticos a serem utilizados:
* •Orientar o paciente sobre o que será realizado com ele
* •Avaliar a lesão e •separar o antisséptico adequado para a realização do curativo;
Técnica para realizar curativo
Curativos das feridas limpas:
 •Começar a limpeza do local de incisão, com  movimentos de dentro para fora
 Nunca passar o lado sujo da gaze duas vezes  sobre a lesão;
 O centro da ferida asséptica é sempre mais limpo que as bordas, pois está mais protegido de contaminação.
Curativos das feridas contaminadas ou infectadas:
Deve-se iniciar a limpeza de fora para dentro da lesão, ou seja, das bordas para o centro, para não espalhar infecção nos tecidos ao redor da ferida.
Desbridamento
O desbridamento envolve a remoção de tecido necrótico, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Dependendo do tipo de lesão, pode ser usada uma combinação de técnicas de desbridamento
.
Tipos de Desbridamento
 Desbridamento instrumental: Pode ser conservador ou cirúrgico.
 Conservador: Retirada seletiva do tecido, onde se retira apenas o tecido desvitalizado, preservando o tecido vivo.
 Cirúrgico: Retirada maciça de material necrosado ou desvitalizado 
 Desbridamento mecânico:  Não seletivo, consiste em remover tecidos necrosados e corpos estranhos, feito por fricção com gaze ou esponja macia, ou através do uso de instrumentos.
 Desbridamento autolítico:  A autólise aproveita a capacidade do corpo de dissolver o tecido morto utilizando a própria umidade e as enzimas. Curativos úmidos especiais seguram os fluidos da ferida em contato com o tecido necrótico, até que ele se liquefaça, o tecido necrosado é então removido com o curativo. A vantagem do desbridamento autolítico é que ele utiliza os sistemas do próprio corpo para limpar a ferida. O desbridamento autolítico é o tipo mais seletivo de desbridamento. Ele remove apenas o tecido necrótico e não danifica o tecido saudável circundante. O processo envolve pouco ou nenhum desconforto para o paciente.
 Desbridamento Químico: O desbridamento químico baseia-se em aplicações tópicas de soluções enzimáticas e soluções que dissolvem o tecido necrosado. Devido ao fato de que as enzimas não fazem distinção entre o tecido vivo e morto, o médico ou enfermeiro (que está familiarizado com as enzimas e como elas funcionam) devem usá-las com cautela. O desbridamento químico é útil para pacientes que não são saudáveis o suficiente para fazer a cirurgia ou que estão em locais onde a cirurgia não é uma opção. O desbridamento químico não é um substituto para o mecânico ou cirúrgico quando indicados.
 
 
Coberturas
* Não existe o melhor produto ou aquele que possa ser utilizado durante todo o processo cicatricial.
* Cada um possui indicação e contraindicação, beneficio e custo, o importante é ponderar e utilizar o bom senso sempre!
Indicações das Coberturas
Curativo a vácuo
É a prática de expor uma ferida a pressão subatmosférica por um longo período de tempo para promover o desbridamento e a cicatrização. O valor de pressão negativa de 125 mmHg é o indicado para não ocorrer interrupção do fluxo sanguíneo.
Feridas provocadas por acidentes, queimaduras ou diabetes são cobertas pelas esponjas e envolvidas com plástico adesivo.Um tubo ligado à rede de vácuo faz uma sucção constante.
Essa drenagem impede infecções e promove a multiplicação de vasos e a regeneração do tecido.
Toda a área é coberto com uma membrana adesiva transparente, que é firmemente fixada à pele saudável ao redor da margem da ferida. A extremidade exposta do tubo de escoamento está ligado a uma fonte de vácuo, o líquido é aspirado através da espuma para um reservatório para posterior eliminação.
 
Indicações
* Feridas traumáticas
* Feridas subaguda (ou seja, abertura de pontos)
* As úlceras por pressão
* As feridas crônicas abertas (úlceras de estase e úlceras diabéticas)
* Enxertos
Contra Indicações
 Fístulas
 Cavidades do corpo
 O tecido necrosado em escara
 Osteomielite
 Feridas Neoplásicas
 Feridas Hemorrágicas
Lesões Tratadas á Vácuo
Tratamento de Feridas por Oxigenoterapia Hiperbárica
Oxigenoterapia Hiperbárica
É um método terapêutico no qual o paciente, no interior de uma câmara hiperbárica, é submetido a uma pressão duas ou até três vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, respirando oxigênio puro a 100%. O método provoca um aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue 20 vezes maior que o volume que circula em indivíduosrespirando ao nível do mar.
Efeitos Terapêuticos Produzidos Pela Oxigenoterapia
• Combate infecções bacterianas e por fungos;
• Compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sanguíneos ou sua destruição (em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas, normalizando a cicatrização de feridas crônicas e agudas);
• Neutraliza substâncias tóxicas e toxinas;
• Potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções;
• Ativa células relacionadas com a cicatrização de feridas complexas
Câmara Hiperbárica
A câmara hiperbárica é um compartimento fechado, resistente à pressão, que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro. Geralmente de formato cilíndrico, a câmara é construída de aço ou acrílico. Ela pode ser:
Multipacientes: De grande porte, acomodam vários pacientes simultaneamente, que recebem o oxigênio por meio de máscaras e capacetes de plástico apropriados. Eles podem ficar sentados ou deitados. A pressão dentro da câmara aumenta com a utilização de ar. A sessão dura 120 minutos.
Monopacientes: De tamanho menor, acomodam apenas um paciente, deitado, que respira o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, sem máscara. A pressão dentro da câmara aumenta utilizando-se oxigênio puro. A sessão dura 90 minutos.
Indicações de uso da Câmara Hiperbárica
• Embolias gasosas;
• Doença descompressiva;
• Embolia traumática pelo ar;
• Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça;
• Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
• Gangrena gasosa;
• Síndrome de Fournier;
• Outras infecções necrosantes de tecidos moles: celulites, fasciites, e miosites;
• Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas;
• Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios
e insetos);
• Queimaduras térmicas e elétricas;
• Lesões refratárias: úlceras de pele, pés diabéticos, escaras de decúbito; úlceras por vasculites autoimunes; deiscências de suturas;
• Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
• Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
• Osteomielites;
• Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea.
Contra Indicações de uso da Câmara Hiperbárica
Absolutas:
* Pneumotórax não tratado
* Uso de BLEOMICINA no passado
* Uso atual de Sulfamilon, Adriamicina, Dissulfiram e Cisplatina
Relativas
* Infecções das vias aéreas superiores
* História de convulsões
* Enfisema pulmonar com retenção de CO2
* Febre alta
* Cirurgia torácica recente não drenada
* Cirurgia para otoesclerose
* Esferocitose congênita
* Miopia e catarata
* Claustrofobia
* Gravidez
Referencias 
http://enfermagem-a-arte-de-cuidar.blogspot.com/2014/10/feridas-curativos-e-coberturas.html

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