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1\'I~ ED ITO RA 
~ intersaberes 
O selo DIALÓCICA da Editorn l11terSabcresfaz referência às publicações 
t1u.e privilegi<un uut<t linguage.1n na t1ual <> a.ulor <iialogo co111 o leilor por 
111eio de recursos Je:rluois e 1;i.suais. o que torna o t'ónletí<IO 111ui10 n1ais 
dintiniico. Siío J ivros que cria111 tun a1ubiente de interaç<1o coo1 o leitor - seu 
unir1erso cultural, socit1l e de elaboraç11o de conlu:cin1entos - , possibilitando 
111u tcol proces$0 de interlocuçao para que <r co11u111ü:oçao se efetü;e. 
Rua Clara Vendranlin. 58 
Mo.,unguê . CEP 81200-170 
Curitih:i . PH . l3r.1!>il ~'!!o 
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intersaberes 
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cdi1on.1@edi1ol'ainters..1beres.coen.br 
Con•elho editoria l 
Dr. Ivo José Both (p1·esiden1e) 
01". ~;lena Codoy 
Dr. Nelson Luís Dias 
Dr. Neri cios Sanlos 
Or. Ulí Cregor Haranow 
Editor-cheíe 
Lindsay Aznn1huja 
1 Editor-assislente 
Ariadne Nunes Wenger 
Projeto gr{ifico 
Baphocl Bcrnad clli 
Oaiclos Jot<:rnacion:1is deCU1t1l1>gaç.1io 1\11 PuhlM-11~·.!l.o (Cll)) 
(C3mara llm!<ilc:irn do· t..i\•ro. SP. Orosil) 
Agibcrt. Cfoudi.cioor 
Segurança exc<"uli\•a e de auloridll(lcs l livrock:ln'JnicoV 
Claudionor Agibcrt. Curitíb.1: lnlcrSahcre.;;. 20L i, 
2 Mb: 1•or 
Hil.iliogralia. 
ISBN 91ll -35·5972-367·0 
1. Lideronça 2. Moli\·aç4o 3. S4:gurançu - Admini~ruçJo 
4. s~gur11nça pri\ ada -S;:n ic;ob 5. StJ:,:urança ptJblíca -
Scn íc,-os 1. T!lulo. 
f 1Kli tts 1)11.ra ealálogosiMcm41 ico: 
I, S~:g11rança Ot't"UIÍ\3 C de autoridades: 
t\dministrnçào 363.289 
COD-36:1.26'> 
Capa 
Design: Laís Cal\•üo do!l: s~1n1 0:.t 
lnu1gens: 11ullplus, ~'likhail Starodubov, 
Jagga1 Hashi<l i, KreangKrai sudachoru. 
Andrey_ Popov. Vladimir198:22. David 
Stun1·t Producl ions 1 01uitry Ka 1 i novsky 
e Sisacoru/Shut te rstock 
Oi agra moção 
llenala S ilveira 
Iconografia 
Regina Claudia Cruz Prestes 
1• .?dit;ao. 2017. 
r(li íci•o o tlcp6~ito k&:il. 
l1Ú911rn1m(1" t1u<' f de inl('ir;1 ~l!IM)lt~l)l!ilidmk 
do a11tor a em~~o de ('Otl<'ei\Oi;, 
.Ne11hum1\ 1>;u1t Jt>ta r•1l>lic-a('<10 111>derá .-.(!t 
te1)roi:lu~dt1 por<11 .. 1'<1ut'.t nwio ou f(ltll\ll s.t!m a 
1ll'é\ i11 nut<1ri1~c,·•lO ela ~.:Al itor11 lnttrSi1li<:·ret1. 
1\ 'iolac,·ào dos cl ir~itOt> autorais~ <"rim<: 
<:~abclc:cido na Lei 11. 9.610/l9'J3<:1>011ido 
l'ld u :u't. 16'l clo C6dii;(• Peo11I. 
prefácio 13 
apresentação 15 
como aprovei tar ao máximo este livro 17 
Capítulo l Considerações preliminares - 21 
u Desenvolvimento histórico da proteção 
pessoal de autoridades e executivos - 22 
1.2 Sistemas de proteção ele autoridades e 
executivos - 24 
Capítulo 2 Gestão em proteção pessoal de 
autoridades e executivos - 33 
2.I Gestão de pessoas - 34 
2.2 Gestão dos recursos materiais - 36 
2.3 Gestão da form ação e do 
aperfeiçoamento dos agentes de 
proteção - 40 
2.<I· Gestão dos processos de trabalho - 43 
2.5 Intel igência na proteção de autoridades 
e executivos - 46 
2.6 Liderança e motivação - 4 7 
2.7 Planejamento de missões de 
proteção - 50 
o 
• l"'""'I 
~ 
'CÕ a 
~ 
íl1 
Capítulo 3 Estrutura de uma seção 
de proteção - 63 
:u Recw·sos humanos - 64 
3.2 Recw·sos materiais - 67 
Capítulo 4 O trabalho operacional - 73 
1L 1 O perfil do agente de proteção - 7 4 
•l·.2 Vestuário, armamentos e 
equipamentos - 76 
Capítulo 5 Procedimentos e normas - 85 
s.1 Locais fixos - 88 
.'i.2 Em deslocamento - 89 
s.3 Varreduras e inspeções - 117 
Capítulo 6 Planos de contingência 
e tecnologias aplicadas à 
proteção de autoridades e 
executivos - 131 
6.1 Planos de contingência - 132 
6.2 Tecnologias aplicadas à proteção de 
autoridades e executivos - 135 
para concluir 149 
refe rências 151 
respostas 155 
sobre o autor 159 
Dedico est.e tmballw à. minha 
mulhe1~ Suzana, e aos meus 
dois filhos, João Pedro e 
Bernardo, pelo esforço, pelo 
sacrifício e pela compreensão 
quando das minhas 
ausências. 
Ao Grande Arquiteto do 
Universo, por me dar saúde 
e disposição. 
;} minhafamtlia, pelo 
apoio prestado em todos 
os momentos. 
Ao meu amigo José Semmer 
Neto, profissional de alto 
gabarito que contribuiu 
significati-uam.ente para a 
realização desui obra. 
"O ignorante afimw, o sábio 
dwvida, o sensato reflete." 
Ari.st6teles 
Enquanto escrevo esle prefácio, as manchetes estão novamente "gri-
tando" sobre os mais recentes ataques terror istas num mundo em 
que nossa insegurança est;'í aumentando cada vez mais. 
Pelo menos 39 mortos atirados em Istambul, uma dupla bomba 
suic ida deixou 27 pessoas mortas em Bagdá - o ano novo está come-
çando como o ano velho terminou. E nenhum país está imune: ata-
ques em 2016 na França, na Alemanha e nos Estados Unidos provam 
que nossas esperanças de que existem lugares seguros são meras 
ilusões. 
A nova realidade de ataques lone wolf1' exige inovação e vigilân-
cia reforçada. Mais do que nunca, é de suma importância que nossos 
políticos e líderes da economia sejam protegidos para que possam 
estabelecer uma sociedade viável. 
* lhne rrol/é urna cxpí'essão que illdica a açiio de urna (Jr1ica 
pessoa. c:-01110 os atiradores cru escolas. shopping centers e 
danceterias, bastante con1uns nos Estados Unidos. 
A necessidade de oferecer segurança vital aos indivíduos c ria 
oportunidades às pessoas nas esferas privada e pública. Neste 'l ivro, 
o Capitão Agibert nos brinda com uma visão completa sobre a segu-
rança executiva, a importância de ta l serv iço e as etapas precisas 
nesse complexo ambiente. 
Como um policial encarregado da segurança de uma insta lação 
de infraestrutura vital na cidade de Chicago e na proteção do pes-
soal-chave que hi trabalha, posso ates tar que a obra cobre os mais 
importantes aspectos da proteção e do planejamento. 
O Capitão Agibert revela um conhecimento aprofundado do 
assunto de segurança executiva e nos traz conselhos úteis na 
execução dessa tarefa. Depois de ler este livro, estou planejando 
implementar algumas das ideias dele numa tentativa de aperfeiçoar 
nosso próprio s istema de segurança. 
Estou cer to de que qualquer indivíduo interessado em segurança 
executiva irá achar esta obra indispensável. O Capitão Agibert nos 
deu o plano; agora cabe a nós o implementarmos. 
Eugene J. Roouey 
Police Officer 
Chicago Police Depa rtment 
Chicago-II, USA 
Esta é uma obra destinada à área de segurança, públ ica ou pri-
vada, no que diz respeito às ações voltadas para proteger autorida-
des, djgnilários e pessoas muito importantes, seja pela relevância 
pública de seus cargos, seja pelo papel estra tégico de suas posições. 
No Bras il , prat icamente não ex iste his tórico s ign ifica tivo de 
alentados dessa natureza, de maneira a caracterizar como endê-
mico o problema. Todavia, podemos mencionar o caso do ex-pre-
feito de Santo André, Celso Daniel, em 2002, do vice-governador 
de Goiás, José Eliton, em 2016, e de alguns candidatos a cargos 
eletivos. Além disso, juízes e promotores de Jus tiça também foram 
mortos. Portanto, mesmo não sendo crítica a agressão sis temática 
contra autoridades, digni tá rios e pessoas mu ito importantes no 
Bras il, cada vez mais verificamos que os profissionais empenha-
dos na proteção deles devem estar devidamente capacitados para 
m1n1m1zar as ameaças. 
Em seis capítulos, este livro aborda diversos assuntos relacio-
nados, d ire ta ou indiretamente, à atividade de proteção pessoal. 
No Capítulo 1, tra tamos sobre o desenvolvimento histórico da 
t6 
proteção pessoal de autoridades e executivos e os s istemas de pro-
teção destes. 
No Capítulo 2, discutimos sobre gestão de pessoas, gestão dos 
recursos materiais, geslão da form ação e aperfeiçoamento dos agen-
tes de proteção, gestão dos processos de trabalho, inteligência na 
proteção de autoridades e executivos, auditoria em proteção de auto-
ridades e executivos, liderança e motivação e planejamento de mis-
sões de proteção. 
U no Capítulo 3, apresentamos a estrutura deuma seção de pro-
teção no que diz respeito aos recursos humanos e aos recursos mate-
riais. No Capítulo 4, tratamos sobre perfil do agente de proteção, 
vestuário, armamentos e equipamenlos e procedimentos e normas. 
No Capítulo 5, a proposta é refiei ir a respeito dos procedimentos e 
normas a serem aplicados pelos agentes nas missões de proteção. 
Por último, no Capítulo 6, abordamos a necessidade de planos 
de contingência e as ca racterísticas destes. Além disso, discorre-
mos sobre o uso de veículos blindados na proteção de autoridades e 
executivos, entre outras tecnologias. 
A necessidade de escrevermos uma obra desse porle ocorreu prin-
cipalmente em virtude da escassez de material científico sobre o 
lema, já que o conteúdo se encontra, na maioria das vezes, disperso 
em apostilas de cursos de especialização. Inserimos sínteses, qua-
dros sinóticos, referências e atividades que reforçarão os assuntos 
tratados e est·imularão a pesquisa, uma vez que o conhecimento eleve 
sempre ser atualizado. 
Nosso desejo é que você busque a todo momento novas questões, 
formule oulras hipóteses, raciocine sobre as diversas oportunidades; 
enfim , aperle içoe o modelo proposto. 
Boa leitura e bons estudos! 
Este livro traz alguns recursos que visam enriquecer o seu aprendi-
zado, facilitar a compreensão dos conteúdos e tornar a leitura mais 
dinâmica. São ferramentas projetadas de acordo com a natureza dos 
temas que vamos examinar. Veja a seguir como esses recursos se 
encontram distribuídos no proje to gráfico da obra. 
.... _ 
Apó:ou e>f1J1.lo de.-te t-;:i,rw'\utc .. 
H~ ~~ t~~(lll'.. e~: 
.. ...__ ...... '"'""'*,....... .. -"""""• __ ,._ 
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: ............ ~·-"-··"'"-·-··-~ 
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I 
CQnteúdQs dQ cnpítufo: 
Logo 1w abertura lW capítulo, 
você.fica conhecendo os 
conteúdos que nele serão 
abordados. 
Após Q est1LdQ deste 
capít1Lfo, vQcê será 
capaz de: 
Você também é i11fomwdo 
a respeito das competências 
que irá desenvolver e dos 
conhecimentos qne irá adquirir 
com <> estudo do capítulo. 
i 
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Q1testões para reflexão 
Sín tese 
Você dispõe, tlO final do 
capCtulo, de uma síntese que 
traz os principais conceitos 
nele abordados . 
Questões p<trct revisão 
Com. estas ativul(l(les, você 
tem. a possibilidade de rever 
os principa.i.s conceitos 
arwlisados. Ao final do livro, 
o autor disponibiliza as 
respostas às quesf<jes. afim de 
que você possa verificar como 
está sua aprendizagem. 
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Nesui seção, a proposl<i é levá-lo 
a refletir criúcamente sobre 
alguns assuntos e a trocar i<leias 
e experiências com seus pares. 
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-·-
Prest e €tte11 ção ! 
Perg m1t<ls e respost<is 
Nesta seção, o autor responde a 
dúvidas freq uen.tes relacionadas 
aos conteúdos do cap(tu/o. 
.................. i.-... ~ ... ... - . 1 ·-·-"""··--··-- ...... ,.. .. .,. ... ...... _ ... __ ... ·----.. -· 
~~ 
u-.., .. - .... ,.... ... ,_..,...__-........, ... 
·~·-·"-'·- · .... - .......... _ 
-·-~····--~· 
1\lr1J"l'lr' .,..,........,.,.. ~"'-""'-'"'" .. ... -···- ·'" __ , .... ~ 
Nestes boxes, você confere 
informações complementares 
a respeito do assunto que está 
sendo tratada. 
P"r" Sltber rtutis 
Você pode consultar as obras 
indicadas nesta seção para 
aprofundar sua aprendizagem. 
-
Conteúdos do capítulo: 
» Desenvolvimento histórico da proteção pessoal de autorida-
des e executivos. 
» Sistemas de proteção de autoridades e executivos. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
l. discorrer sobre a proteção pessoal de autoridades e executivos 
como serviço especializado da área de segurança; 
2. descrever a evolução cronológica dos serviços de proteção 
pessoal; 
3. identificar alguns s istemas ele proteção de autoridades e 
executivos. 
1 
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Antes de nos aprofundarmos na temática desta obra, é muito impo1~ 
Lante entendermos a evolução histórica da atividade de proteção de 
autoridades e executivos. Analisar como isso se desenvolveu faci-
litará a absorção dos conhecimentos técnicos posteriormente, e é o 
que faremos nes te capítulo. 
1.1 Desenvolvimento histórico 
da proteção pessoal de 
autoridades e executivos 
A proteç,ão de autoridades e executivos, como serviço especiali:.:ado 
na área de segurança, é tema relativamente recente. Nesse sentido, 
D ale L. June (2015, p. 83, tradução nossa) assim observa : 
Se ti·vermos de compreender as questões comple.~as que 
definem a proteção pessoal de alto n(uel atualmente, o 
ponto adequado de in{cio da. hist6ria deste campo siw 
<1s últimas quatro décadas do século X X. Desde os anos 
turbulentos e ·violentos dn década de 60, a proteção pes-
soal aproximada evoluiu do guorda.-costas baseado na. 
mentalid(ule de rei.aguarda com compleição física con-
siderá·vel ao especialista ern artes marciais e à proteção 
executiva e agora aos altamente treinados e profissionais 
especialistas de proteção pessoal. 
No entanto, é importante Lermos uma perspectiva c ronológica 
dos serviços de proteção pessoal. Nessa linha, destaca-se a maté-
ria disponível no site da Sykes Group LLC (2012, tradução nossa): 
O exato i11Ccio do conceito de guarda-costa.s ncio é conhe-
cido; contudo, os samurais japoneses foram localizados 
no século V depois rle Cristo. Os scwwntis eram b(lsÍC<t-
mente guarda-cosi.as a quem eram destinadas missões 
com a responsabilidade de manter seus senhores vivos e 
n.o poder. Em uma missã-0 que os samurais leva·vammui-
to a sério. Se o samurai jàllwsse na s1w missão, vergonlw 
e desonra cairiam sobre ele, e o método para se redimir 
de siwfitlha era cometer o Hari Kari {suicülio) . 
De acordo com o site, entre 800 e 900 d.C., gangues de guerrei-
ros na Noruega cumpriam o papel de guarda-costas da corte real. 
Eles foram chamados de Berserkers em virtude de um hábito curioso: 
durante as batalhas, tiravam as roupas e se lançavam em urna car-
nificina (Sykes Group LLC, 2012). 
Importante enfatizar que, como mencionado no supramencionado 
site, "os protetores foram até o limite de experimentar a comida dos 
protegidos pa ra protegê-los contra envenenamento" (Sykes Group 
LLC, 2012). 
Muito interessante notar também que a Royal Body G1Kud of the 
Yeomen o.f the Guard* protege o rei (rainha) da Inglaterra há vários 
séculos . 
Dessa maneira, podemos verificar que a necessidade de proteção 
de autoridades existia desde tempos imemoriais; os escolhidos para 
essa ta refa eram aqueles com melhor condição física. 
* Para 1nais infonnaçõcs, con:=:uhar o sile da Royal B()dy Cu<Htl 
of tlte lwme11 of the C1wrd, disponível cm: <l11t1)://yeo111enof-
1heguanl.co111/index.h1m>. 
23 
1.2 Sistemas de proteção de 
autoridades e executivos 
Atualmente, existem excelentes sistemas de proteção de autorida-
des e executivos no mundo. Devem ser destacados o Shin Bet israe-
lense, a BKA alemã, a VIPPU chinesa, a RCMP ca nadense e o 
serviço secreto americano, entre outros. No Brasil , há vár ias orga-
njzações com responsabilidades de proteção, como o Departamento 
da Polícia Federal, o Departamento da Polícia Rodoviária Federal, 
as Políc ias Civis e as Polícias Militares (estas mais especifica-
mente nas Casas Militares, com missão de proteger o governador, 
vice-governador e familiares). 
Sem sombra de dúvidas, o serviço secreto americano é uma das 
mais preparadas agências de proteção. Portanto, é relevante pe rceber 
a evolução da atividade nos Estados Unidos, consoante matéria dis-
ponível no site da Sykes Group LLC (2012). De acordo com o texto, 
no período compreendido entre 1865 e 1977, vários incidentes ocor-
reram naquele país, entre os quais os assassinatos dos presidentes 
norte-americanos Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881) 
e William McKinley (1901), aos quais se somaram atentados con-
tra outros presidentes. Tal cenário motivou inúmeras mudanças, que 
ganharam corpo em 1916, quando o secretário de Es tado, Robert 
Lans ing, estabeleceu formalmente a segurança no Departamento de 
Estado Americano. Ao longo do tempo, o serviço secreto dos Estados 
Unidos atingiu um nível ele excelência em missões ele proteção, como 
é possível observar hoje. 
Iniciando no final <Üi déc<ida. de 1960, vários embaix<i-
dores e funcionários de departamentos foram. Oll seques-
trados ou assassino.dos. Essas ações ressa /taram. a possí-
vel exploração de diplomatas americanos com. objetivos 
políticos. Para en}i-entar essa nova ameaça, o Escrit6rio 
de Segurança ma:úmizou. s1ws capacidades de prote-
ção. Os atos de terrorismo criaram zuna nova e crescen-
temente perigosa ameaça aos cidadãos americanos e às 
missões no exterior, tanto quanto a visitas ilustres nos 
Estados Unidos. O Escrit6rio de Seguranç<i respondeii 
à ameaça cont.rauuulo mais de cem novos agentes sob o 
"Plano Ea.gleburger" e começou a adquirir veículos, rá-
dios e outros equipamentos de suporte pam e1!frentar esse 
desafio. [ .. }começou <L produzir apostilas e manuais so-
bre terrorismo, fornecendo assessoria para o pessoal no 
exterior. Agentes de segurança receberam treinamentos 
mais intensivos e aprenderam novas lwbili<Üides, como 
direção defensÍ'Va. 
A intensi<l<ule dos ataques terroristas awnentou. { .. ./ 
Em 4 de novembro de 1985, o Escrit6rio de Segurança 
Diplomática. e o Se1-viço de Segurança Diplomática.fo-
ram ojici<ilmente estabeleci<los. (Sykes Group LLC Law 
Enforcement/Secu rity Training & Consulting, 2012, trn-
d ução nossa) 
Ao longo desta obra, você poderá estudar conceitos, técnicas e 
procedimentos util izados por várias escolas de proteção, e não ape-
nas os provenientes de uma escola específica. Isso certamente lhe 
trará novas informações, bem como enriquecerá seu conhecimento 
acerca do assunto. 
25 
~ 
~ 
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i5 
~ 
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" " .:i 
~ 
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~ 
26 
Síntese 
Vimos neste capítulo que o serviço de proteção de autoridades - do 
modo como se observa hoje - não existe há muito tempo, embora 
a necessidade esteja presente desde tempos imemoriais, quando 
a principal característica do agente de proteção era a força fís ica. 
ldenti ficamos também que atualmente há excelentes s istemas ele 
proteção de autoridades e executivos no mundo, entre os quais o Shin 
Bel israelense, a BKA alemã, a VIPPU chinesa, a RCMP canadense 
e o serviço secreto americano, entre outros . 
Finalmente, comentamos acerca das várias organizações que, 
no Brasil , incumbem-se da responsabilidade de proteção, como 
o Departamento da Polícia Federal, o Departamento da Polícia 
Rodoviária Federal, as Polícias Civis e as Polícias Militares (estas 
mais especificamente nas Casas Militares, com missão ele proteger 
o governador, vice-governador e familia res). 
Questões para revisão 
1) Sobre o desenvolvimento histórico da proteção pessoal de auto-
ridades e executivos, assinale a alternativa correta: 
a. A proteção de autoridades e execut ivos , como serviço 
especializado na área ele segurança, remonta a tempos 
1memona1s. 
h. Os samurais eram basicamente guarda-costas a quem eram 
destinadas missões com a responsabilidade de manter seus 
senhores vivos e no poder. 
e. Na Noruega, em algum momento entre os anos 1.500 
e 1.800 d.C., gangues de guerreiros se aliavam à corte 
real para servir como guarda-costas. 
d. O(A) Rei(Rainha) da Inglaterra atualmente não é mais 
protegido(a) pelos Yeoman of the Guard. 
2) Sobre os sistemas de proteção de autoridades e executivos, assi-
nale a alternativa incorreta: 
3) 
a. O sistema BKA israelense é um dos mais modernos no 
mundo. 
b. As Polícias Militares, por meio das Casas Militares, têm 
a missão de proteger o governador, vice-governador e 
familiares. 
e. No Brasü, as autoridades estrangeiras , em regra, quando 
em vis ita oficial, são protegidas pelo Departamento de 
Polícia Federal. 
d. Na América , entre os anos 1865 e 1977, houve vários 
incidentes, incluindo o assassinato de três presidentes 
(Abraham Lincoln: 1865; James Garfield: 1881; e William 
McKinley: 1901) e quatro alentados contra presidentes, 
que colocaram em desenvolvimento uma série de mudan-
ças que trouxeram o serviço secreto americano ao seu nível 
atual de competência e e;tpertise em operações de proteção. 
Analise as afirmações a seguir e marque V para as verdadei-
ras e F para as falsas: 
( ) Existem apenas duas escolas de proteção de aulorida-
des no mundo. 
( ) No Brasil, há um histór ico significativo de alentados con-
tra autoridades e executivos. 
( ) No Canadá, a agência especializada é a RCMP. 
( ) No Brasil apenas o Departamento de Polícia Federal rea-
liza missões de proteção. 
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27 
4) Quais são as agências responsáveis pela proteção de autori-
dades no B rasi 1? 
5) Qual o evento mais recente ocorrido contra uma autoridade 
no Brasil? 
Questão para reflexão 
1) Muitas vezes a ocorrência de uma lraaédia acaba acarretando ' . ~ 
a revisão de procedimentos e, por conseguinte, o aperfeiçoa-
mento destes e elas técnicas ut ilizadas. Alan Silverleib (2011, 
tradução nossa), em 30 de março de 2011, no artigo intitulado 
"The day thal changed presidential security forever", anali-
sando a tentativa de assassinato contra o presidente Ronald 
Reagan, assim observou: 
7)·ês décadas depois, o que foi aprendido pela tentativa de 
a.~sassinato feiui por H inckle )'? Todos os procedimentos 
do Serviço Secreto foram observados naquele dia, lem-
br<i Shaddick.Mas líinckley e;r.ploroii um ponto fraco 
na segurança presidencial: o fato de que, à época, em 
muito fácil chegar perto do presidente em. alguns pontos. 
Des<le <i tentati·vci contra a vicki de Reagan, magnetô-
metros têm. sido um dispositivo mais com.wn nas sa.tdas 
presidenciais. Ninguém pode chegar tão perto do presi-
dente sem ser totalmente escaneado. E enquanto os pe-
rímetros <le segurança têm sido aumentados, barracas 
agora são frequentemente usadas para blindar as entra-
das e as saíclas do presidente, de acordo com o jornalista 
Del Quentin Wilber, autor de "Rawhide Down", um. livro 
recém-publicado sobre a /.entativa de nssassinato. Wilber 
também observa o regular e rigoroso treinamento q1ie os 
membros da equipe de segurança presidencial têm que 
passar nas instalações do Serviço Secreto em Belts ville, 
Maryland. Os agentes agora /.reinam duas semanas a 
cadcl oito. O treinamento contlnuo efeüvcunent.e come-
çou no final dos anos 1970, m.as sua importância foi 
awnentcula. pelo Ma.que de flinckley. "Eles não querem. 
arriscar que os agentes pensem.", diz Wilber. "Eles s6 têm. 
que agir". "Você se pergunta como se responde com. tama-
nlw. ·uelocidade",jàlti Shaddick. "O treinamento toma a 
ação mais instintiva". 
Dessa maneira, é possível ressaltar que as medidas de proteção 
tendem a minimizar ao máximo os riscos, porém é impossível 
eliminá-los por completo. A atenção deve sempre ser redo-
brada quando em uma missão real, e subestimar a ação de 
elementos adversos pode ser um erro decisivo. Como dilo, o 
agente deve Irei nar tanto a ponto de adotar os procedimentos 
instintivamente. 
Baseado nesse relato, responda: Você acredi ta que as med idas 
de proteção eliminam por completo os riscos a que estão expos-
tos os líderes, dignitár ios e pessoas importantes? Justi fique 
sua resposta. 
Perguntas e respostas 
1) Sem sombra de dúvidas, o serviço secreto americano é uma das 
mais preparadas agências de proteção de autoridades e digni-
tários. Sobre isso, assinale a alternativa correta: 
a. Na América, entre os anos 1865 e 1977, houve vários inci-
dentes que colocaram em desenvolvimento uma série de 
mudanças que trouxeram o serviço secreto americano ao 
seu nível aluai de competência e experúse em operações 
de proteção. 
29 
h. A segurança do Departamento de Estado Americano foi ÍOt" 
malmente estabelecida em 1936, pelo secretário de Estado 
Robert Lansing, e era liderada pelo agente especial chefe. 
e. No fina l da década de 1980, vários embaixadores e fun-
cionários de departamentos começaram a ser sequestrados 
ou assassinados. Essas ações ressalta ram a possível explo-
ração de diplomatas americanos com objetivos políticos. 
cl. Os atos de terrorismo não criaram uma nova e crescente 
ameaça aos cidadãos americanos e às missões no exterior, 
assim como as visitas ilustres nos Estados Unidos. 
Respostas: 
a. Correta. 
b. Incorreta: O ano é 1916. 
e. Incorreta: A década é a de 1960. 
cl. Incorreta: Os atos de terrorismo criaram uma nova e cres-
cente ameaça aos cidadãos americanos e às missões no 
exterior. 
Comentá1·io: 
Inegavelmente, o serviço secreto an1ericano se conso1dou como 
um dos melhores do mundo em virtude de eventos que o afola-
ram. Assim, muitas vezes o aperfeiçoamento somente vem pela 
"dor", ou seja, pela ocorrência de alentados ou de a taques, com 
várias pessoas mortas e/ou feridas. 
Ser profissional da área de proteção de autoridade/ 
executivo implica preparo físico, intelectual, psicológico 
e disposição para aprender e enfrentar situações novas e 
inesperadas. 
Para saber mais 
O serviço secreto americano é uma das mais preparadas agências 
de proteção de autoridades e digni tár ios. Para mais deta lhes, con-
sulte o seguinte site (em inglês) : 
UNlTED STATES. Secr et Se1·vice. Disponível em: <hllp://www. 
secretservice.gov>. Acesso em: 3 dez. 2016. 
31 
Conteúdos do capítulo: 
» Gestão de pessoas. 
» Gestão dos recursos materiais. 
» GesLão da formação e aperfeiçoamento dos agentes de proteção. 
» Gestão dos processos de trabalho. 
» Inteligência na proteção de autoridades e executivos. 
» Liderança e motivação. 
» Planejamento de missões de proteção. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
l. tratar sobre a gestão de pessoas; 
2. discorrer sobre a gestão de recursos materiais; 
3. dissertar sobre a gestão da formação e do aperfeiçoamento dos 
agentes de proteção de autoridades e executivos; 
4. discorrer sobre a gestão dos processos de trabalho; 
S. perceber a importância da intel igência na proteção de autori-
dades e executivos; 
6. explicar a importância das técnicas de liderança e motivação; 
7. planejar missões de proteção. 
II 
1 
34. 
Para quaisq uer atividades, a gestão desempenha papel fundamental 
e determinante do sucesso das organizações. Isso também se apl ica 
ao contexto da segurança executiva e de autoridades, no qual esse 
cuidado é necessário e envolve pessoas, materiais, processos de tra-
balho etc. este capítulo, tra taremos sobre esse lema, apresentando 
as principais ideias e reflexões da área. 
2.1 Gestão de pessoas 
A gestão de pessoas é de rundamental importância no sucesso das 
organizações, qualquer que seja a atividade destas. Concordamos 
com o pensamento da empresa Anthuerpia Consultoria & Treina-
mento (2016), no sentido de que "as pessoas são o maior tesouro de 
uma organização, e assim como os diamantes, precisam ser lapida-
das com muito trabalho, sabedoria e dedicação para se tornarem 
ainda mais valiosas". 
Realmente não existe recurso mais vaJ ioso que o humano, já que 
profissionais mol ivados são os responsáveis diretos pelo sucesso de 
qualquer organização. Dessa maneira, é necessário ter conhecimento 
da administração de pessoas para o melhor a tingimento de melas. 
Nesse sentido, Lucas Veiga Ávila e Jaime Peixoto Stecca (2015, 
p. 18-19) assim esclarecem: 
A Admin.istraç(i.O de Recursos Nu.ma.nos (A R H) consiste no 
planejamento, 1ui 01gan.ização, no desenvolvim.ent,o, na 
coordenação e no controle de técnicas capazes de promo-
ver o desempenho eficiente elo pessoal, ao mesmo tempo 
em que a orgfuiizaç<io representa o meio que permite às 
pessoas que com ela colaboram alcançar os objeti'VOS in-
dividuais relacionados direta 011. indiretamente com o tra-
balho. Podemos entender que a ARH busca conquistar e 
manter emprega;los 1w organização, trabalhaiulo e dan-
do o máximo de si, com wna at.itude positi-v<i ejàvorável. 
Inegável, portanto, que em uma seção/departamento com res-
ponsabilidade de proteção de autoridades e executivos a gestão ade-
quada de pessoas ganha relevo especial, porque trata dos maiores 
bens existentes (a vida e a integridade física). Ter a habilidade para 
gerir com eficiência e eficácia os recursos humanos é, portanto, fun-
damental. essa linha, José Lu iz Bichueui (2015) comenta: 
Gerir gente eficazmente é saber definir as necessid<ules 
de pessoal, saber atrair, contratar, rete1; motivar, avalia.r 
desempenho, desenvolver, remunerar, reconhecer empe-
nho (diferente de desempenho) e, aM, saber demitir. É re-
conhecer que gente é o prop11lsor que move as empresas. 
Há diferentes tipos de planejamento estratégico para gestão de 
pessoas. Nessa linha, Ávila e Stecca (2015, p. 26, grifo do origi-
nal) assim lecionam: 
» Planeja.mento conserv(ldor - püuiejamento vol-
tado para <• estabilida.de e ma1111J.e11çã-0 <ÚL situação 
existe11te. As decisões S<to tomadas no senti<lo de obter 
bons res11ltados, porém dificilmente este planejamen-
to procurará j(1zer m11danças radicais da mga11ização. 
» Plcuiejmnento otim.iza.nte - ·voltado para a 
adaptabilida<le e inovaçüo da organização. As de-
cisões são tomadas 1w se11tido de obter os melhores 
resultados possíveis minimizando recursos ou ma,-r.i-
mizando o desempenho para melhor utilizar os recur-
sos disponvveis. 
» Pla.nejw nent.o prospectivo - é o planejamen-
to voltadopara as contingências e para o.futuro <ÚL 
orga.nizaç<1o. As decisões são tom.adas 110 sentido de 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "' " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
35 
compal.ibilizar os diferentes interesses envolvidos, atra-
vés de uma composição capaz de levar a resultados para 
o desenvolvimento n(ltural da empresri e ajustá-las às 
contingências que surgem no meio do caminho. 
Em um primeiro momento, podemos pensar que o tipo mais 
adequado para a gestão de pessoas em proteção de autor idades e 
executivos deve ser o conservador. Ledo engano. As técnicas opera-
cionais estão em constante desenvolvimento e, sempre que possível, a 
inovação e o aperfeiçoamento devem ser considerados. Devemos res-
saltar, no entanto, que protocolos de proteção (para o agente e para 
o protegido) devem ser seguidos rigorosamente, sob pena de com-
prometimento da segurança. Entretanto, a contribuição dos agentes 
para que esses protocolos sejam revistos, atua 1 izados e melhorados 
é fundamental. O perfil adequado para a função de agente de pro-
teção será visto mais adiante nesta obra. 
Consideramos, por conseguinte, que o elemento humano constitui 
a maior riqueza de qualquer organização. O planejamento adequado, 
a mentalidade sensível à inovação e o gerenciamento humanizado, 
~ voltado ao resultado, são fatores primordiais para o sucesso em uma 
:;; s seção/departamento de proteção. 
~ 
{! 
" ;; 
.:; 
ã :; 
.; 
36 
2 .2 Gestão dos recursos materiais 
De igual sorte, uma administração correta dos recursos materiais -
muitas vezes escassos - pode contribuir significativamente para o 
sucesso da organização. Renato Ribeiro Fenili (2015, p. 9) observa 
que a gestão de recw·sos materiais 
é sobremaneim simples e objetiva: as organizações admi-
nistmm. recursos escassos. Como decorrênci(t l6gicci, a 
gestão acurada repousei 1w determinação das altema-
tivas parei acesso a recursos, bem. como para a elimina-
ção de desperdícios em sita utilização, consubstancicui-
do modos de angariar vantagem competitiva - na. eefém 
privada - ou e.i;pressões do binômio eficiência/economi-
cidade - na e~fera p1í.blic(t. 
É relevante aqui trazermos o conceito de recw·sos materiais. 
l essa esteira, Paulo Nunes (2016) observa: 
Os recursos m.ateria.is são um. tipo espec(fico de recursos 
01gcmizcicio1utis colocados à disposiçri.o de um.a deter-
minada organização para que esta possa desenvolver a 
sua atividade e atingir os seus objecúvos e incluem as 
máquinas, equipamentos e utensflios utilizados pela or-
ganização, as suas i1i5talações produtivas e administra-
t.ivas e também. as tecnologias e processos utilizcidos na 
produção e na gestão. 
Os recursos materiais podem ser de dois tipos, como ensina Fenili 
(2015, p. 15, grifo do original): 
Para fins de gestão. os recursos materiais, em. sentido 
amplo, podem ainda ser classificados em duas subca-
tegorias: (. . .J 
Recurso m<Lteri<tl, em sentido estrito, é todo o bem 
f~sico (tangvvel) empreg(ido em wna 01ganização que de-
tém natnreza não permanente. Em geral, constituem-se 
em. materiais qne são consumidos ao Longo do tempo, 
constituindo-se, usualmente, bens de estoque. Apescir de 
ser esta uma classifu:ação contábil, o conceito de recurso 
material, em senJ.ido estriw, aproxima-se sobremaneim 
do inerente <t material de cm1.mmo. 
R ecurso pa.trim.011.ia.l é todc o bem fCsico (tangfvel) 
empregado em uma organização que detém natureza 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "" " " ~ e " .,, "'- ~ s '" " ~ " ~ •• 
"" " ~ ~ 
37 
permanente. Em geral, os bens patrimoniais podem ser 
de três tipos: im6'veis (prédios, terrenos etc.), instalações 
(uma central de ar condicion<tCÚ>, por e.wmplo) e mate-
riais permanentes (máquinas, m6veis, computo.dores etc.). 
Uma seção ou um departamento de proteção podem ser constituí-
dos no ambiente público ou privado. No âmbito público, devem ser 
rigorosamente observados os princípios da Administração Pública 
previstos na Constituição Federal de 1988: 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qual-
quer dos Poderes da União, dos Estados. do Distrito Federal 
e dos Munidpios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência( ... ). 
(Brasil, 1988) 
Dessa maneira, questões a !etas a aquisição, transforências, uti li-
zação, inservibilidade e outras precisam obedecer a todas as pres-
crições legais e regulamentares. 
Na iniciativa privada, em que pese não haver essa obrigatorie-
dade, é prudente adotar um sistema sustentável, lógico, eficiente e 
eficaz de gestão de recursos materiais, de maneira a otimizá-los em 
prol dos objetivos formatados. 
Cabe ressaltar que a área de recursos materiais se relaciona com 
todas as outras. Vejamos a an<llise de Fenili (2015, p. 20, grifo do 
original): 
Cúpula da orget.nização ~ determina (L política 
de gest.rio de mMeriais dei orgcuiizaçrio. M a:.timizar ou. 
minimizar estoques? Alienar ou não determinado bem? 
Quais aquisições e contratações devem ser realizadas? 
Quais os projetos relacionados à. melhoria. dos processos 
de gestão de materiais devem ser patrocinaCÚ>s? Quais as 
<t tividades inerentes à. gestão de materiais que de~·em. ser 
terceiriuulas? Qual a polrtica de sanções administrati-
vas oriwulas de processos liciuit6rios que será adota.da? 
As respostas (lesses qnestionamentos devem ser providos 
[sicJ pela cúpula do 6rg<io público. 
Área d e recursos hum.anos --+ proví! o f erramental 
luwumo à cond11çc7o das tarefas de gestiio de materiais. 
Em 61gãos públicos, relaciona-se à verificação de ne-
cessidade de pessoal, ao pfonejamento de sua reposição 
('via concursos públicos), bem como à elaboração de cro-
nogramas de treinamento e capaciwção dos envolvidos, 
entre outras tarefas. 
Área d e i11formá ticci--+ proví! o f e rramental d e sis-
temas de tec11ologia clci i11for11uição e comm1.ica-
ção (TIC) que wbsidiará as tarefas inerentes à gestão 
de materiais. O desenvolvimento e emprego de sistemas 
informatiza dos de bancos de dmks destinados à condu-
ção das atii;iclades de administração de materiais é extre-
mamente usual no setor público brasileiro contemporâneo. 
Clientes internos --+constituem a razão da existên-
cia e da estntttu'ltçii.o d" área de gestão ele ma-
teriais. Exercem. o papel de demandantes e ele usuários 
de materiais na organização. 
Árn" orçamentária --+ busca a provisão dos recursos 
necessários à (tquisição de novos 11utteriais. [ . .)Compila, 
ainda, os dados de planejamento com. ·vistas ao aporte de 
recursos para exercCcios financeiros subsequentes. 
Área financeira. --+ efetua os pagamentos, controlando 
as despesas inerentes à aquisiçã-0 de materiais. 
l nst.ânci<is ju.ríclica.s --+ seio responsáveis pela emis-
são de pareceres jurídicos sobre licitações, dispensas 01i 
inexigibiliclades [ .. J. 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
39 
"º 
Auditoria interna ~ ·verifica se rzs rotinas e os atos 
administrativos protagonizados pela área de gestão de 
materiais mostram-se em co1iformidcuie com os preceil.os 
legais, emitindo, ao f incil, relat6rios de recomendaçtio. 
Geralmente uma seção/depat'lamento de proteção conta com tele-
fones (fixos e móveis , quiçá até central telefônica), rádios de comuni-
cação, coletes balísticos, veículos (blindados ou não), equipamentos 
de varredura/inspeção, detectores de meta is, eventualmente arma-
mento, sem mencionar patrimônio como mobiliá rio e computadores. 
Saber gerenciar esses recursos é fator primordial para minimizar 
custos e evita r desperdícios, maximizando a utilização e contri-
bu indo para o atingimento dos resultados esperados. 
2.3 Gestão da formação e 
do aperfeiçoamento dos 
agentes de proteção 
Devemos ler em mente que todos os profissionais precisam estar 
sujeitos a algum tipo de formação, treinamento e aperfeiçoamento, de 
maneira a melhorar o desempenho de suasatividades. Isso é fu nda-
mental em qualquer segmento e especialmente naqueles que atuam 
na á rea de proteção de autoridades e execut ivos. 
Os professores Lencastre, f elício e Baptista (2003, p. 21, gr ifo do 
original) discorrem sobre a operac ionalização da formação: 
2 .1 In íc io da Fo n n<1ção - Organizar o t t'ítbctlho 
colcibor<tti'Vo 
» Definir o nLÍmem de elementos que constituem wn gn.1,-
po de trabalho e proceder à sua organizaçii.o; 
[ .. .] 
2. 2 Estruturação de uirefa.s e m mnbien.te ele i11-
terclepe 11clênci<i posit fon p<r.rct os g rupos 
» Explicilar os objectivos da formação e relacionar os 
conceitos com a experi€ncia passada dos formandos, 
de modo <• garantir o máximo de transfer€ncia e de 
retenção de con.hecirnentos; 
» Seleccionar os conceitos relevantes, expor procedimen-
tos a seguir e dar exemplos para ajudar os.formandos 
a. compreender o que vão aprender e com.o vão jitzer 
os trabalhos que lhes irão ser propostos; 
[ . .] 
» Explicitar os critérios de sucesso (avaliação). 
2. 3 ~1011.itorização e i11.ter·ve 11.ção 
» Monitorar os comportamentos dos formandos de for-
ma a obser·var o seu trabalho colaborativo e o seu es-
tilo de aprendizagem; 
[ .. ] 
» Intervir para ultr<lpassar eventuais dificuldades no 
trabalho ern grupo; [ .. ]. 
É possível verificar que é imperioso existir um planejamento de 
curso preparatório para todos os profissionais que integrarem uma 
seção de segw·ança de autoridades e de executivos. Além disso, é 
necessfü·io haver um período de estágio obrigatório e instruções 
periódicas de manutenção. Observe no Quadro 2.1 um modelo de 
proposta de curso de Segurança de Dignitários. 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "' " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
" 1 
Quadro 2.1 - Modelo de pl<uw de disciplinas 
de Curso de Segurança, de Dignitários 
Disciplina 
Legislação Aplicada à Atividade 
Planejamento Operacional 
Estratégia Operacional 
Doutrina de Segurança de Dignit{u·ios/Executivos 
Segurança em Operaçõe~ 
Segurarn,:a de Dignitários/Executivos 1 
Segurança de Dignitários/Executivos II 
Segurança de 1 nstalações Físicas 
Tiro VlP 
Defesa de Terceiros 
Direção Operacional 
Val1'edura e Evacuação 
Operações 
TOTAL 
Carga l1orúria 
Sh 
Sh 
Sh 
lOh 
Sh 
20h 
20h 
Sh 
30h 
20h 
20h 
Sh 
30h 
180h 
O período de estágio recomendável é de 30 dias. As instruções 
periódicas de manutenção podem ocorrer uma vez por mês, abran-
gendo conteúdos de segurança, varredura, tiro VIP e operações, 
ministrados em um final de semana (em torno de 25 horas). 
O cuidado com a parle técnica dos agentes de proteção de auto-
ridades e de executivos pode s ignificar o sucesso ou o fracasso de 
uma missão. Agentes bem treinados e qualificados tendem a mini-
mizar significativamente os riscos de qualquer operação. 
2.4 Gestão dos processos de trabalho 
Importante inicialmente entender o conceito de processo. Nesse 
sentido, o Manual Interativo de GesUio por Processos 01gcmizacionais, 
elaborado pelo Insti tulo do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional - lphan (2015, p. 8, grifo do original), assim dispõe: 
No contexto público, ÚJTocesso] é um conj11nto de aúvida-
des estruturculas com Úlfsi!l. e Eim. que geram J0.i.!u. para 
o Cidadão. "Qnalquer at.ivida(le que receba wna entrada. 
(lgrega -lhe valor, e gera wna saída para um cliente in-
terno (pessoas e 6rgãos) ou extemo (cidadãos e socieda-
de). Os processos fazem. uso dos recursos da organização 
pam gerar resu.luulos concretos para wn cidadão 01t uni-
dade interna ou outra parte interessada". Geralmente as 
atividades de imi processo passan·i por diversas unida<les, 
on seja., cluunamos isto de tmnwersalidade de atividades 
dentro de um processo. Assim, podemos imaginar mna 
piscirui com raias e diversos nadadores. As raias são uni-
dades (clepartamentoslcoordenações geraislcoorde1w-
ções) e os nculadores corresponclem. <t atividades. Todas 
as aúvidacles deverão ser cumpridas parei (file o ciclo seja 
concluído. Processos envolvem. ciclos q1.te se repetem, en-
volvendo "entrada, processcunento e saída". 
Dessa maneira, verificamos que existe uma sequência, uma rotina, 
que deve ser seguida e melhorada constantemente. a área de pro-
teção de autoridades e executivos, portanto, a gestão de processos 
se torna fundamental porque lida com a vida, a integridade física e 
psicológica de pessoas muito importantes. 
g ~ .~ 
~ ~ "" ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "" ~ s '" " ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
<13 
<14 
Nessa linha, gestão po1· pi·occssos é "urna metodologia que 
ordena e nos faz continuamente melhorar nosso dia a d ia de uma 
forma ordenada e sistematizada" (Iphan, 2015, p. 9). Os grandes 
sucessos de diversas atividades estão ligados à padronização e ao 
estabelecimento de protocolos. Seja na medicina, seja na engenha-
ria, seja até na segurança pública e privada, tal medida pode ser 
fator decisivo. 
É deveras relevante que a autoridade ou o executivo consigam 
entender os protocolos e segui-los adequadamente, porque, do con-
trário, não será possível garantir a probabilidade mínima de ocot'-
rência prejudicial a eles. 
De acordo com o ManuaJ Intera tivo de Gestão por Processos 
Organizacionais, referido anteriormente, existe um ciclo da gestão 
de processos constituído por: estratégia, mapeamento e diagnóstico, 
redesenho, implementação e controle, moni toramento, avaliação e 
melhoria. O mesmo órgão esclarece (Iphan, 2015, p. 9 -10): 
Est,.atégia - Para utilizar a gestão por processos, é ne-
cessário ter-se wnli diretriz, ou seja, 11ma orientaçilo de 
onde pretendemos chegar e que se,.viçolproduto tenws 
que gerar para alcançar os objetivos propostos para a 
concretizaçilo da miss(i.Q da Organizaçilo. Por tal motivo, 
a metodologici deve começar por considerar a estratégia. 
da Organização. [. .. } 
Mapeamento e diagnóstico - O mapeamento ou de-
senho de processo de trabalho constitui a etapn em qne 
é.feito o levantamento d.e todas a.1 informações necessá-
rias de um processo d.e trabalho atual, como legislaçilo 
que o subsidia, dificuldades de execuç!io, dificuldades 
de alinhamento, se há muito retrabalho em sua execução, 
se o processo de tmbalho perpassa ou.tras áreas (interfa-
ces), se há comunicação efeti:U(L entre as tmida<ies/áreas 
(interfaces) que executam. tal processo de trabalho. [ .. ] 
Ern seguida, tais informações serão analisadas consi-
derando as especificidades do processo de trabalho, se1i 
alinhamento c01n a estmtégici da organização e com o 
objeti:vo a que tiver mais aderêncici (tfim de constituir urn 
diagn.6stico que ser·virá corno subsídio para melhoria do 
processo de t.rab(l./ho. 
Red esenho - Nessa elapa, (. . .]é proposto e !lalidado 
wn novo desenho do processo de trabalho. Esse redesenho 
(. . . }é concebido considerando premissas legais, força de 
trabalho e estrutura, poss(veis, agregação de ·valor e prin-
cipalmente a "meUwr m.aneir(t do processo acontecer", se-
gundo (t percepção dos participantes que o executam. [..] 
I m.p le me tttação - Corn o redesenho e plcino de im-
plantação !la.lidados, iniciam-se os procedimentos para 
a colocação ern prática do novo processo de tra.balho 
ern 11111 esforço conjunto: Gestor do processo e Equipe de 
execução. O gestor tem a. responsabilidade pela impla.n-
tação e implementação do n(ruO processo, beni como em 
rej)(LSsar iriform<tções de desempenho do processo parei a 
unid(ule responsável[. .. ]. 
Controle, m.m1ito rwne11 to, ava.lia.çií.o e m.e lho -
rici - A finalidade, nessa etapa, é medir o processo de 
trabalho em execução, <ifim de ·verificar se o resultado (t 
que se pretende chegar com. o irulicador e meta. está sen-
do alcançado e, obviament,e, se o novo modo de desen-
volvê-Lo (redesenho) está atendendo às expectCLtivas da 
área executara e consequentemente da organização. Com 
o controle e 111.011.it.oramento é possÍ'~·el avaliar sna eficiên-
cia e eficácici etraçar soluções para corrigir os desvios 
obsernados, bem como apontar outras melhorias possíveis. 
Assim, qualquer seção com a missão de proteção de autoridades e 
executivos deve, de acordo com a estratégia, estabelecer protocolos 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
<15 
<16 
e padronizar procedimentos. Isso facilitará a execução pelos agen-
tes ele proteção, bem como o treinamento des tes, além ele funcionar 
como variável relevante para a pessoa protegida. 
2.5 Inteligência na proteção 
de autoridades e executivos 
O levantamento de informações que possam ser úteis no desempe-
nho ela missão é decis ivo. Assim, um trabalho prévio de inteligência 
para cada evento do qual o protegido participará será fundamen-
tal. É muito importante que alguém fique com a missão de produzir 
inteligência, analisá-la e emitir parecer sobre ela. 
Nesse sentido, Vinfcius Domingues Cavalca nle (2016, p. 9-10) 
assim esclarece: 
Segurança e Inteligência caminham SEMPRE lado a 
lado! Em. tocÚ> planejamento de UITUL segurança pessonl, 
sempre é necessário coletar informes e a'Valiar todos os da-
dos disponíveis sobre riscos [ , .], inimigos e <ulversários do 
protegido, identificação [ , .] de grupos ou de pessoas, ava-
li<ição de recursos à disposição dos adversários que possam 
ser empregados em ações de alentado, histórico de ações 
anteriores perpetradas pelos referidos grupos on irulivtduos, 
seus "moclus operandi '", c/.emíncias anônimas, informes 
de procedências mais diversas, informações sigilosas etc. 
[ . .} 
Nos Estados Unidos, o Serviço Secreto - que protege o 
Presidente da Rep1íblica, .ma Jámíli<i e os candidatos à 
presidêncir1 quando em ccunpanlut - recebe informnções 
de todos os outros árg<ios governamentais de Segurança 
e Inteligência como o FBI, a NSA e <L CIA. Qualquer 
indCcio de que cilguém ou algum grupo político poss<t 
pretender atentar contra o presidente dos Estados Unidos 
merece investigação; uni simples ·'e-mail" (1.meaçador é 
checado e su.a autoria a.puradcL. Ap6s o assassiruuo dei 
Ministra de Relcições Exteriores da Suécia, A mui Lindlz, 
em setembro de 2003, verificou-se que ela vinha. rece-
bendo e-mails ameaçcidores, os quais não rnerecerarn 
qualquer atenção. 
Uma seção de proteção de autoridades e executivos precisa t reinar 
os agentes para coletarem informações que possam ser utilizadas 
para a avaliação de riscos, assunto que será abordado ma is adiante. 
NatLu-almente, o objetivo é minimizar a possibilidade de o protegido 
sofrer qualquer alentado à sua vida, integridade física ou psicoló-
gica. Em havendo possibilidade, deve existir um setor de inteligên-
c ia em uma seção de proteção de autoridades e executivos; se isso 
não for possível, pelo menos um agente terá a missão específi ca de 
analisar a inteligência, em que pese o fato de que todos os outros 
agentes devam ser treinados para a coleta, como dito anteriormente. 
Verifica-se, portanto, a importância da inteligência para ativi-
dade de proteção de autoridades e executivos, pois, como afirma 
Cavalcanle (2016, p. 35), "As informações oriundas dos levanta-
mentos de Inteligência são o alicerce do planejamento de uma segu-
rança de dignitários". 
2.6 Liderança e motivação 
Naturalmente, as pessoas que trabalham com a proteção de autor i-
dades e executivos precisam Ler espírito de Lderança e motivação 
bastante desenvolvidos. lsso ocorre pelas possibilidades de atua-
ção isolada ou, em caso de algum atentado e eventual baixa de um 
comandante de equipe, a assunção da função de coordenador. 
g ~ .~ 
~ ~ "" ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "" ~ s '" " ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
"7 
<18 
Preliminarmente, importante entender o conceito de liderança 
proposto por Baitlett e Ghoshal, citados por Simone AI ano de Moraes 
(2004, p. 34): "Liderança é o processo de influenciar as atividades 
de um ind ivíduo ou de um grupo para a consecução de um obje-
tivo numa dada situação. É um processo do líder, do liderado e de 
variáveis s ituacionais". 
Assim, é muito importante que a liderança seja desenvolvida nos 
agentes de proteção, objetivando o preparo adequado para o cumpri-
rnenlo de sua missão. Nesse sentido, podem ser observados d iversos 
tipos de líderes, como bem assinala José Roberto Marques (2015): 
» Líder autoritál'io - Decide com base nas próprias ideias, 
sem levar em conta a opinião de outras pessoas. É conhecido 
como big boss e é temido - não respeitado - pelos subalte r-
nos. Esse modelo de liderança está em desuso nas organiza-
ções mais modernas. 
» Líde r carismático - P resente em empresas bem-sucedidas 
ou que contam com empregados fiéis; sua postura contagia 
todos os colaboradores, tornando-os mais motivados no dia a 
dia. Ele estimula o relacionamento entre a equipe e lambém 
com as chefias. O carisma constitui um dos a lributos mais sig-
nificalivos em um líder. 
» Líder que motiva - Sua grande contribuição é motivar toda 
a sua equipe, levando-a a se supera r sempre de modo a al.in-
gir resultados excelentes. Pode não corresponder plenamente 
quanto a aspectos técnicos, característica que não o prejudica 
na tarefa de levar a equipe a alcançar o sucesso. 
» Líde1· especialista - Se lhe falta habilidade para influenciar 
sua equipe ou os profissiona is que trabalham com ele, tem a 
característica de ser um expert na área de aluação, fazendo 
com que seu conhecimento contr ibua com o grupo e promova 
resultados. As relações interpessoais são um aspecto a ser tra-
balhado por esse lipo de líder. 
» Líder libe1·al - Intervém pouco e estabelece um ambiente 
de total liberdade aos colaboradores para que criem e tenham 
ideias inovadoras. Se o contexto da organização é de um grupo 
de profissionais experientes e maduros, essa postura da lide-
rança é positiva; entre tanto, ela pode traze r prejuízos, espe-
cialmente se não houver direcionamento ou orientação sobre 
o caminho a seguir. 
» Líde r de1nocrático - Estimula a participação de toda a 
equipe nos processos de tomada de decisão. Tem o perfil de 
não decidir sozinho e de modo autoritário, ao mesmo tempo 
que cuida para não deixar na mão do grupo essa tarefa. Sua 
postura é de apresentar as possibil idades, deixando as pessoas 
escolherem o melhor caminho e promovendo, ass im, a inclu-
são e a valorização de todos. 
» Líder coach - Sabe combinar a liderança com técnicas de 
coaching, isto é, sabe corno se automotivar e identifica o que 
de melhor cada empregado tem, auxil iando-o a aproveitar esse 
potencial e a superar as limitações existentes. Esse esforço da 
liderança estimula um trabal ho com s inergia, cujo desdobra-
mento são os ótimos resultados que a empresa atinge. 
Com qual l íder você se identifica'? Podemos verificar, então, que 
lide ra r implica também motivar os integrantes da equipe. essa 
linha, assevera Moraes (2004, p. 34) : 
Liderança não é sinônimo de gerência, embora cada 
gerente deva ser tttn Uder. lnfeli.zrnente, muitos sabem 
pouco do que a liderança exige. Um LCcler, entrei anto, 
1uio precis(L necessariamente gerenciar coisa algwna 
(Marchetti, 1997). Motivação é sinônimo de liderança. 
O sucesso de wn !Cder pode depender quase qiie exclusi-
vamente de sua capacidade de motivar outras pessoas 
(Marchetti, 1997). 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "' " " ~ e " .,, "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
49 
.50 
Dessa maneira, a liderança e a motivação caminham de mãos 
dadas. Mas devemos considerar que a motivação não tende a vir de 
fatores externos, como salário, entre outros. Parece que o mais acer-
tado pensamento orienta que ela pa rle de nosso íntimo. Seguindo 
essa linha, Moraes (2004, p. 44), citando Ribeiro, assim leciona: 
Estímulos seio im.portan1.es, pois eles relembram às pes-
soas ele sua im.portâ11cia, seus valores e sua existêncici, 
porém, não m.otbvam. (Ribeiro, .l 994) . A m.oti·vação é in-
terna., vem ele dentro parafom; portanto, w1w equipe devebuscar constantemente <1 capacidade de automolivar-se. 
O principal responsdvel pela motivação 1U10 são os con-
sultores e 11em os gerentes, mas sim o pr6prio indivíduo 
(Rüniro, 1994 ) . 
A despeito da necessária preocupação que a chefia ele uma seção 
ele proteção de autoridades e executivos deva ter com a motivação de 
seus recursos humanos, é inegável que cada um precisa encontra r 
elementos que catalisem internamente o sent imento de motivação. 
Buscar a motivação dentro de s i mesmo pode sign ificar o desenvol-
vimento adequado das atribuições, com consequentes resultados 
satisfatórios. Com isso todos são vencedores, todos ganham: a orga-
nização e o i nd iv íduo. 
2.7 Planejamento de missões 
de proteção 
O planejamento de uma missão de proteção envolve várias atividades. 
Portanto, o conceito de planejamento deve ser bem compreendido. 
Sobre isso, Jefferson Silva (2012, p. 34-35) comenta: 
Segundo ChicwencLto (2000, p. 212), "planejamento é a 
função a.dmin i.strativa que define objeti'VOs e clecicle sobre 
os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequa-
damente". Ou seja, o ato de planejar é,fiuulamentalmen-
te, a. organização dosfatores pam alcançar determúwda 
meta f11t11ra. Continu<uulo seu pensamento, o autor diz 
q11e: [ .. ]A principal consequência do planejamento sã.o 
os planos. Os planos nã.o somente tornam uma orgcmi-
zaçã.o bem-sucedida na realização de s11as metas e obje-
tivos, como também funcionam como verdadeiros guias 
ou balizamentos [. . .). E ainda, planejar significa. olhar 
para frente, visualizar o futuro e o que deverá ser feito, 
elaborar bons pla.11 os e ajudar as pessoas cifazer hoje as 
ações necessárias par<i mellwr enfrentar os desafi.os do 
amanhii [ . . J. 
Cavalcante (2016, p. 49) apresenta posicionamento bem 
i nteressanle: 
Um planejamento de segurança deve ser elltendido como 
a fornwlcição de um conjunt.o de medidas - em. sua maio-
ria, preventivas - que ·visam proteger nosso segurado de 
wnn série de ameaça.5 previsíveis. O planejamento exige 
do agente de seg11rança a identifi.caçã.o de potenciais fo-
cos de ant.agonismo que possam atingir a pesso<t prote-
gida.; avaliar qual a importdncia. ou projeção da pessoa 
nwn con/exto s6cio-polCtico-econ8mico; qllem quer que 
tenha razões para temê-la Oll odiá-la; saber quem ou 
quais grupos podem pretender atentar contra ci integri-
dade dei pessoa segura.da; qu<iis os objetivos dos autores; 
avaliar as m.ot.ivações e os recursos que os adversários po-
derão lançar nulo para atingir seus objetivos etc. 
[. . .] 
Nã-0 se deve 1:niciar qualquer "atividade de campo" sem. 
que essas indagações hajam. sido objeto <ie rüscussões e 
análises minllciosas. 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "' " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
51 
.52 
Naturalmente, planejar envolve minimamente alguns aspectos 
fundamentais. Jefferson Silva (2012, p. 38-40, grifo nosso) escla-
rece quais são os elementos essenciais do planejamento de uma ope-
ração de proteção: 
a. Missão ~ É o princípio de todo planejamento, pois 
é quando se toma conhecimento de todos os pormeno-
res do que irá ocorrer, seja em atividades rotineiras ou 
em evento que a autoridade participará, detalluuzdo 
aonde a autoridade irá, o que a autoridade irá fazer, 
quando e onde será o evento, qual a comitiva que irá 
acompanhar a autoridade no evento, quais os meios 
de transporte disponíveis, quais os apoios que ser<i-0 
necessários, quais implicações polClicas, enfim toda 
e qualquer particularidade que possa favorecer o sii-
cesso da missiio. 
b. Estudo de Sit1.wção ~ No qual se realiza a <uuí-
lise dos fatores importantes para definiçiio de quais 
caminhos serão <Wotruios 110 cumprimento da missão, 
ern que serão exami<wdas todas a.s possibilidades de 
fatores que possam dificultar o sucesso do serviço a ser 
executado e assim determinar qual o melhor caminho 
que será seguido. Primeiramente, a cham(l(lci "equipe 
precursora.", a. qual tem a responsabilidade de antece-
der a ida da autoridade (L qiwlquer evento, acercan-
do-se que /.udo está em pe1jeitas condições para. sua 
chegada. Há ainda a necessidade de levantar jun-
to ao organizador qual a previsão de público p<)ra o 
evento, e se há pre-visão de manifestações que possam 
denegrir a imagem ou (ité mesmo a. integridade frsi-
ca das autoridades, solicita11do se necessário apoio 
de efetivo caracterizado da unidade policial da área, 
1w. realização de atividade de policiame11to ostensivo 
preventi:vo. Ap6s ci análise dos fatores acima expostos 
devem ser deLerniina<los qual o efetivo e qual a neces-
sidade de recursos materiais para o cumprimento <fa 
missão, detalh<uuw individualmente <t c<ida agente 
de segurança que fará parte da nússão qual sua res-
ponsabilidade, sendo que deverá ainda ser determi-
nado um chefe pam cada local espec(fico,facilitan.do 
assim o fluxo de informações. 
e. Atividade de lnteligêncin-'> É fwulamenLal a 
atividade de inteligência pam o planejamento das 
atividades de segurança, havendo, portanto a necessi-
detde de uma proximidade com. o serviço de inteligên-
cia das organizações policiais em suas mais diversas 
modalidades, pois as Íl!formações são fundamentais 
para antecipar, evitar eloufazerfrente a possCveis ris-
cos que possam causar danos a integridade físicci e/ 
ou. moral da aul.orida.de. 
É fácil verificar que não existem regras rígidas sobre o plane-
jamento, bem como quais procedimentos especificamente consti-
tuem os elementos essenciais. Silva (2012) ajuda-nos a compreender 
melhor essas questões: 
» Reuniões preparatórias - Servem para decidir que entida-
des e órgãos estarão envolvidos na missão da segurança, bem 
como a quant idade de pessoas (convidados e autoridades) esta-
rão no palanque ou em outro espaço, a depender do tipo de 
evento. Definem-se também nesses encontros outros órgãos 
que da1·ão suporte, como ambulâncias, Corpo de Bombeiros, 
policiamento de trâns ito e outros. 
» Tl·einamento - Simulação daquilo que deve ocorrer no d ia 
do evento, a fim de permitir que se coloquem em prática o que 
foi discutido. Essa iniciativa auxi lia os envolvidos a terem a 
melhor dimensão daquilo que devem realizar. 
g ~ .~ 
~ ~ "'- ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "'- ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
53 
54. 
» Plano - Construção do planejamento final, em que são leva-
dos em conta as etapas de reuniões e de t.reinamenlo. No plano 
também deve ser incluído o conjunto de medidas (operacionais 
e administrativas) a ser posto em prática na missão. 
» Execução - Presença alenta e alerta de Lodos os envolvidos 
na missão, para que Ludo o que foi plan~jado seja feito de modo 
adequado e bem-sucedido. Equipes devem estar preparadas 
para imprevistos que obriguem a alterar o planejamento, sem, 
contudo, surpreendê-las, haja vista a experiência e o preparo 
para ta is situações. 
Cavalcante (2016, p. 49-50) recomenda a seguinte metodologia : 
1.1. inicialmente, procure definir quais as potenciais 
ameaças que incidem. sobre a pessocL protegida. 
1.2. Avalie essas ameaças em. termos de probabilidade de 
se materializarem. [...) 
1.3. Â'Valie a. ·vidci pública elo dignitário e 'Vej<L as possi-
bilidades de perigo que ela pode acarretar. A quais inte-
resses ele se contrapõe? Quem tem. razões pam temê-lo ou 
odiá-lo? Qual o hist6rico de <Lção 'Violent<L de tais gru-
pos? De que recursos dispõem? [ . .] 
1.4. Colete a maior quantidade poss(vel de informações 
sobre as poss(veisfon.tes de hostilidade.[ . .] 
1 . .5. A·valie a ·vida privada do dignitário. Quem são seus 
amigos? Quem são seus inimigos? Como ele é 1ui inti-
midnde? CosUL <le ost.entnção? É di.screto? 
1.6. Avalie o grau de 'Vulnerabilidade e riscos elos "locais 
base" do protegido {residência, escrit6rio ou gabinete, 
casa de '/Jera.neio, fazenda etc.) tendo em mente a máxi-
ma que estabelece que "onde 'VOCê puder ser esperado, lá 
o perigo pode lhe espreitar".[. .. ) 
l. 7. Avali,e os procedimentos de seg1imnça. existentes. 
Pense se eles seriam s1ifi,ci,e11tes pam deter ·você mesmo 
com.o a.gressor; no caso hipotético de qu.e ·você pretendes-
se atentar cont.ra o segurado. 
1.8. Liste um. co11jwllo de sugestões para contornar as 
deficiências constatadas, preferencialmente fazendo-as 
acompanlwr de notícias da mídia q1w exemplifiq1wm. a 
incwequa.ção dos procedimentos e recursos existentes e 
que obrigatorfom.en.te de11erão ser m.odifú;ados. 
1.9. Enuncie escrup11losamente as necessidades de equi-
pamentos, t.reirwmentos e quaisquer recursos, levando 
em consideração q1te a proteção 11ão deve se constituir 
nwn ônus pesado clemais para o erário público 01i, se for 
o caso, para as finanças do protegido. 
1.1 O. Corwerse com. o protegido e explique-lhe a necessi-
clade dei adoção dos procedime11tos, wn por um .. Você é o 
técnico cl<i matéria SEGURANÇA PESSOAL e prowre 
nc1o deixar muito espaço para as contra.-argumentações 
jimdamentadas no "achisrno''. { . .] 
1.11. lmplem.ente os 11ovos procedimentos de segurança: 
Pla11os operacüma.is p(l.m a equipe de segurança, normas 
de procedimento para os demais f11ncionários, medidas 
de segurança na. residêncici, 110 gcibinete etc. Coloque 
tudo no papel, informe e fiscalize o c11rnprime11to! 
Por fim , realizar um planejamento objetivo, flexível e o mais com-
pleto possível minimizará significativamente os riscos em uma opera-
ção de proteção de autoridades e executivos. É claro que é impossível 
prever todas as possibilidades; todavia, com o devido preparo, a pro-
babilidade de incidentes tende a cair e, por conseguinte, a operação 
tem mais chances de ser bem-sucedida. 
g ~ .~ 
~ ~ "" ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "" ~ s '" " ~ " ~ •• 
"" " ~ ~ 
55 
56 
Síntese 
Vimos neste capflulo que realmente não exis te recw·so mais valioso 
que o humano, já que profissionais motivados são os responsáveis 
diretos pelo sucesso de qualquer organização. Dessa maneira, é 
necessário ter conhecimento da administração de pessoas para o 
melhor atingimento de melas. 
O planejamento adequado, a mentalidade sensível à inovação e 
o gerenc iamento humanizado, voltado ao resultado, são fatores pri-
mordjais para o sucesso em uma seção/depar tamento de proteção. 
De igual sorte, uma administração correta dos recursos materiais -
muitas vezes escassos - pode contribu ir significativamente para o 
sucesso da organização. Saber gerenciá-los é essencial para mini-
mi:i:a r custos e evitar despe rdícios, maximizando a utiliiação e con-
tribuindo para o atingimento dos resultados esperados. 
Devemos Ler em mente que lodos os profissionais precisam estar 
sujeitos a algum tipo de formação, treinamento e aperfeiçoamento, 
de maneira a melhorar o desempenho das atividades. Isso é funda-
mental em qualquer segmento e especialmente naqueles que atuam 
na área de proteção de autoridades e executivos. 
Questões para revisão 
1) Sobre a gestão de pessoas, assinale a alternativa correia: 
a. Consoante Anthuerpia Consultoria & Treinamento (2016), 
"as pessoas são o maior tesouro de uma organização, e 
assim como os diamantes, precisam ser lapidadas com 
muito trabalho, sabedoria e dedicação para se tornarem 
ainda mais valiosas". 
b. Profissionais motivados não são os responsáveis di rei.os 
pelo sucesso de qualquer organização, pois este depende 
dos líderes. 
e. Gerir gente eficazmente é apenas saber defin ir as neces-
s idades de pessoal. 
d. O tipo mais adequado para a gestão de pessoas em pro-
teção de autoridades e executivos deve ser o conservador. 
2) Sobre a gestão dos recursos materiais, assinale a alternativa 
incorreta: 
a. Conforme Pau lo Nunes (2016) observa, "os recu rsos 
materiais são um tipo específico de recursos organáacio-
nais colocados à disposição de uma determinada organi-
zação para que esta possa desenvolver a sua atividade e 
atingir os seus ohjectivos e incluem as máquinas, equipa-
mentos e utensílios utilizados pela organização, as suas 
ins talações produtivas e administrativas e também as tec-
nologias e processos utilizadas na produção e na gestão". 
h. Conforme destaca Renato Ribeiro Fenili (2015, p. 15, grifo 
do original), "Recurso mate rial, em sentido estrito, é 
Lodo o bem físico (tangível) empregado em uma organiza-
ção que detém natureza não permanente. Em geral, cons-
tituem-se em materia is que são consumidos ao longo do 
tempo, constituindo-se, usualmente, bens de estoque. 
g ~ .~ 
~ ~ "" ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "" ~ s '" " ~ " ~ •• 
"" " ~ ~ 
57 
58 
Apesar de ser esta uma classificação contábil, o conceito 
de recurso material, em senlido estrito, aproxima-se sobre-
maneira do inerente a material de consumo". 
e. De acordo com Renalo Ribe.iro F'enil i (2015, p. 15, grilo 
do original), "Recu1·so patriuiouial é todo o bem físico 
(tangível) empregado em uma organização que detém natu-
reza permanente. Em geral, os bens patrimonia is podem 
ser de três t ipos: imóveis (prédios, terrenos ele.), instala-
ções (uma central de ar condicionado, por exemplo) e mate-
riais permanentes (máquinas, móveis, computadores etc.)". 
cl. Urna seção/departamento de proteção pode ser cons-
tituída no ambiente público ou privado. No âmbito pri-
vado, devem ser rigorosamente observados os princípios ela 
Administração Pública previstos na Constituição Federal. 
3) Sobre a gestão da formação e aperfeiçoamento cios agentes de 
proteção, assinale a a lternativa correta: 
a. Não é imperioso existir um planejamento de curso prepara-
tório para Lodos os profissionais que integrarem uma seção 
de segurança de autoridades e de executivos. 
b. Deve-se te r em mente que todos os profissionais preci-
sam estar sujeitos a algum tipo de formação, treinamento 
e aperfeiçoamento, de maneira a melhorar o desempenho 
de suas alividades. 
e. Não se faz necessário haver um período de estágio obriga-
tório nem instruções periódicas de manutenção. 
cl. Agentes bem treinados e qualificados tendem a maximizar 
s ignificativamente os riscos de qualquer operação. 
4) Comente a importância da gestão de processos na atividade de 
proteção de autoridades e executivos. 
5) Disserte sobre a atividade de inteligência para a proteção de 
autor idades e executivos. 
Questão para reflexão 
1) O planejamento adequado deven'í conter o maior número de 
informações e considerar todas as variáveis concebidas, ainda 
que minimamente prováveis. Um erro de planejamento contr i-
buiu para a morte de Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro de 
Is rael, em 4 de novembro de 1995. O assassino foi um israe-
lense, Ygal Amir. Jamais se considerou a possibilidade de um 
is raelense atentar contra a vida do primeiro-ministro. 
Dessa maneira, enfatiza-se que, no planejamento, devem ser 
consideradas todas as possibilidades, ainda que remotas, bem 
como os proced imentos a serem adotados. 
Com base nessa informação e no que você estudou neste capí-
tulo, responda: Mesmo que sejam remotas as chances de um 
alentado ou qua lquer outro incidente grave envolvendo a segu-
rança de executivos e l íderes, essa possibilidade precisa ser 
levada em cons ideração no momento de planejar a atuação 
dos agentes? Por quê? Se a resposta for positiva, como isso 
deve ocorrer? 
g ~ .~ 
~ ~ "'" ~ .g "' "" " " ~ e " ..., "'" ~ s .,, 
" ~ " ~ •• "' " ~ ~ 
59 
60 
Perguntas e respostas 
1) Com toda a certeza, o planejamento de mjssões de proteção 
é um dos aspectos mais importantes. Sobre isso, assinale a 
alternativa correta: 
a. Um planejamento de segurança deve ser entendido como a 
formulação de um conjunto de medidas - em sua maioria, 
repressivas - que visam proteger nosso segurado de uma 
série de ameaças previsíveis. 
b. Os planos não somente tornam uma organ ização bem-suce-
d ida na realização de suas metas e objetivos, como tam-
bém funcionam como verdadeiros guias ou bal izamentos. 
e. Todo planejamento envolve regras rígidas .cl . Na metodologia do planejamento, a primeira providência é 
analisar as ameaças. 
Respostas: 
a. Incorreta: As medidas são, na maioria, preventivas, e não 
repressivas. 
b. Correta. 
e . Incorreta: Todo planejamento deve ser flexível. 
cl. Incorreta: A primeira providência é definir quais as poten-
ciais ameaças que incidem sobre a pessoa protegida. 
Co1nentário : 
Um planejamento flexível, completo, detalhado e contendo o 
maior número possível de variáveis lerá, s ignificativamente, 
chance muito maior de sucesso. Naturalmente, sempre existirá 
a possibilidade de algo dar errado ou não sa ir como o plane-
jado, mas o importante é estar preparado para segwr o proto-
colo e adotar rapidamente as providências no caso de eventos 
i mprev is tos. 
A gestão e a administração de uma seção de proteção de 
autoridades/execut ivos são determinantes para o desem-
penho da atividade. Líderes comprometidos, em busca 
constante de atualização, poderão trazer resultados cada 
vez melhores. 
Para saber mais 
Uma obra bastante completa, contendo até check-lists de planejamen-
tos diversos, é o Bodyguard Manual, de Ler:oy Thompson: 
THOMPSON, L. Boclyguarcl Manual. Barnsley: Creenhil l 
Books, 2006. (Bodyguard l\fanual: Protection Techniques of 
Profess ional s) . 
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6t 
Conteúdos do capítulo: 
» Recursos humanos. 
» Recursos materiais. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
1. discorrer sobre a estrutura de urna seção de proteção quanto 
aos recw·sos humanos; 
2. identificar a estrutura de urna seção de proteção no que diz 
respeito aos reeursos materiais. 
m 
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V 
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V 
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.p...J 
r:J2 
~ 
Quando pensamos na estrutura de uma seção de proteção, não pode-
mos de modo algum negligenciar os aspectos associados aos recur-
sos humanos e materiais. São eles, entre outros mecanismos, que 
buscam assegurar missões de proteção bem-suced idas. Nesse sen-
tido, neste capítulo apresentaremos e discutiremos a importância 
de tais recursos, identificando como e les se encaixam no contexto 
de segurança. 
3.1 Recursos humanos 
A estrutura de recursos humanos encontra papel fundamental no 
desempenho das missões de proteção. aturalmente, o tamanho de 
uma seção de proteção de autoridades e executivos dependerá da 
natureza do cargo da autoridade/executivo e do órgão responsável 
pela missão (público ou privado), bem corno do orçamento disponí-
vel. Vinicius Domingues Cavalcante (2016) apresenta um modelo 
de organograma, conforme ilustra a Figura 3.1. 
Figura 3.1 - Modelo de organograma de uma seção de proteção 
Planejamento 
e análise 
Chefe 
Subchefe 
Comunicações . . 
- Ad1111111stração - Operações 
e transportes 
Pessoal Organização 
Material 
Investigações 
» Peswal 
» Empregados 
»Controle de viagens 
»Investigações 
espec1a1s 
Proteção pessoal 
»Guarda-costas 
»Agente de 
segurança 
»Outros 
Ligação e 
coordenação 
- J nsb·ução 
» Te6l"ica 
»Prática 
»Armamento 
_ Arquivo e 
identificação 
» Regis tros 
» Identfrlade 
»Placas 
Fiscalização 
»Correspondência 
»Volumes 
»Alimentos 
»Bebidas 
»Outros 
Inspeções 
»It inerários 
»Edifícios 
»Terrenos 
»Fotografias 
»Mapas 
»Croquis 
»Viaturas 
Controle ele multidões Outras operações 
fonte: Ad11ptado de Cavidcante, 2016, p. 99. 
» Pessoal com uniforme 
» Pessoal civil 
» Ba1Teiras 
» Serviço de guarda 
» Todos os serviços 
necessários à pro-
teção da PMI' 
* Refere-se à "pessoa 
111uito i111portau1e··. 
Considerando-se o modelo proposto por Cavalcante {2016) como 
ideal, uma seção de proteção de autoridades e executivos teria o efe-
tivo conforme aponta o Quadro 3.1. 
Q1wdro 3 .1 - Efetivo previsto para uma seção e proteção 
Nível Função 
Quantitativo 
Chefia Auxillai·es 
1 Chefe l o 
2 Subchefe l o 
3 Ligação e coordenação l 2 
3 Planejamento e amíUse l 2 
3 Comunicações e transportes l 2 
3 Administração l o 
4 Pessoal l 2 
4 Material l 2 
4 Organização 1 2 
3 Arquivo e identificação l 2 
3 Instrução l 2 
3 Operações l l 
4 Investigações l 4 
4 Inspeções l 5 
4 Proteção pesso<i l l 30 
4 Controle de multidões l 3 
4 Fiscalização l 3 
4 Outras operações 1 5 
Total 18 67 
TotaJ geral 85 
Obviamente, o efetivo poderá variar. Consideradas as devidas pro-
porções, será possível conceber estruturas menores, mantendo-se, 
no entanto, as atividades previs tas, uma vez que elas representam 
prat icamente todas as va riáveis envo.lvidas na proteção de autori-
dades e execut ivos. 
3.2 Recursos materiais 
Nesta seção, igualmente trataremos de questões ideais, abordadas 
de maneira genérica e que, no caso concreto, deverão ser personali-
i adas. O primeiro aspeclo importante é orçamento d isponível, o que 
permitirá ao chefe da seção de proteção de autoridades e executivos 
planejar investimentos em equipamentos, armamentos, materiais de 
informática e de expediente, treinamentos e outros. 
De maneira geral, por óbvio, deve haver mobi liá r io, telefones 
fixos e celulares, computadores, laptops, tablet.ç, máquinas fotográ-
fi cas, tri turadores, impressoras, dispon ibilidade da rede mundia l 
de computadores (internet) - fi xa e móvel. Se for possível, arma-
mento, coletes balísticos, rádios comunicadores, detectores de metais, 
guarda-chuvas, capas de chuva, além de veículos - pelo menos o 
de uso da autoridade ou executivo deverá ser blindado. Em alguns 
casos, quando aplicável, deve haver uma central de comun icaç.ão 
(rádio e telefone) com agentes 24 horas por dia. É relevante ressal-
ta r que a segurança da seção é muito importante, restringindo-se o 
acesso principalmente nos locais mais sensíveis. 
Com a dimensão da estrutura de uma seção de proteção de auto-
ridades e executivos, no que diz respeito aos recursos humanos e 
materiais, serão estudados a seguir os aspectos operacionais, desde 
o perlil do agente de proleção até equipamentos, vestuários e pro-
cedimentos operacionais propriamente di tos . 
67 
Síntese 
Vimos neste capítulo que o tamanho de uma seção de proteção de 
autoridades e executivos dependerá da natureza do cargo da autori-
dade/executivo e do órgão responsável pela missão (púbI ico ou pri-
vado), bem como do orçamento disponível. Isso vale tanto pai·a os 
recursos humanos. 
Observamos também que, se possível, devem ser contemplados 
a rmamento, coletes ba 1 íst icos, rádios comunicadores, detectores 
ele metais, guarda-chuvas, capas de chuva, além de veículos - pelo 
menos o de uso da autor idade ou executivo deverá ser blindado. 
Em alguns casos, quando aplicável, deve haver uma central de 
comunicação 24 horas. 
Questões para revisão 
1) Sobre a estrutura de uma seção de proteção no que diz respeito 
aos recursos humanos, assinale a alternativa correta: 
a. O tamanho de urna seção de proteção de autoridades e 
executivos dependerá da natureza do cargo da autoridade/ 
executivo, do órgão responsável pela missão (público ou 
privado) e do orçamento disponível. 
b . O efetivo mínimo não poderá ser inferior a 85. 
e. Quando houver uma redução do efetivo, algumas ativida-
des poderão ser desconsideradas. 
d . Quanto maior o efetivo, mais eficiente será a seção de 
proteção. 
2) Sobre a estrutura de uma seção de proteção no que diz res-
peito aos recursos materiais, assinale a ahernat iva in corre ta: 
a. De maneira geral, por óbvio, deve haver mobiliário, telefo-
nes lixos e celulares. 
b. Sempre deverá haver armamento, coletes balísticos, rádios 
comunicadores, detectores de metais, guarda-chuvas, capas 
de chuva, além de veículos bl indados. 
e. Em alguns casos, quando aplicáve~ deve haver uma central de 
comunicação (rádio e telefone), com agentes 24 horas por dia. 
d. No geral, deve haver também computadores, laptops, tablets, 
m<'íquinas fotográficas, trituradores, impressoras, d ispo-nibilidade da rede mundial de computadores (internet) -
fixa e móvel. 
3) Analise as afirmações a seguir e marque V para as verdadei-
ras e F para as falsas: 
( ) Uma seção de proteção deve Ler um efetivo mínimo 
padronizado, não importando quaisquer outras variáveis . 
( ) Uma central de comunicações será sempre obrigatória. 
( ) É importante que todo o efetivo seja treinado para fazer 
todas as atividades. 
( ) Armamento será obrigatório em qualquer seção de 
proteção. 
4) Comente a importância da distribuição de missões de maneira 69 
específica. 
5) A inexistência de alguns meios materiais, como uma central 
de comunicação, pode ser determinante para o insucesso de 
uma seção de proteção'? .Justifique sua resposta. 
70 
Questão para reflexão 
1) Uma seção de proteção de autoridades/executivos, obvia-
mente, precisa convergir muitas variáveis para garantir sucesso. 
Efetivo e recursos materiais são aspectos importantes, mas não 
determinantes. O treinamento, o comportamento e as atitudes 
de Lodos os envolvidos (em todos os níveis) serão considerados. 
Também é necessário que haja interação com outras seções/ 
agências, uma vez que o intercâmbio de informações, a troca 
de experiências e das melhores práticas podem incrementar, 
em muito, o desempenho. 
Um exemplo de intercâmbio que ocorreu reservadamente foi 
o do chefe da Agência de Segurança Nacional dos Estados 
Unidos à Agência de Inteligência Israelense (Shin. Bet, em 
inglês, lsraeli Security Agency), que tem, entre outras missões, 
competência pa ra a proteção de a ltas autoridades israelenses e 
estrangeiras. A visita foi noticiada por Barak Ravid (2016, tra-
dução nossa), em seu artigo intitulado '"U.S. National Security 
Agency Head Paid Secret Visit to Israel". Observe: 
O Chefe dei Agência de Segurançci Nacional dos Estados 
Unidos, Almirante Michael Rogers, esteve secretamente 
em fsmeL na semana passada para uma ·visita de tra-
balho que se destinou a melhorar a cooperação na área 
cibernéticct com. a Seção de lnteLigêncÍ<t das força.s de 
defesa de Israel, Unidade 8200, especialm.ente contra 
ataques do 1 rã e do Hezbollah, wn oficial sênior israe-
lense comentou com Haaretz. 
Dessa maneira, estruturar da melhor forma possível a seção ele 
proteção de autoridades e executivos, treinar o efetivo e esta-
belecer parcerias e intercâmbios podem contribuir significa-
tivamente para a eficiência daquela. 
Baseado nesse rela to e no que você estudou no capítulo, res-
ponda: Que tipo de contr ibuição os intercâmbios e as trocas de 
informação com seções/agências de segurança podem trazer 
para aqueles que aluam diretamente com o lema de segurança 
de autoridades, líderes e dignitários? Comente sua resposta. 
Perguntas e respostas 
1) Analisando-se o modelo de organograma de uma seção de pro-
teção proposto por Vinicius Domingues Cavalcanle (2016), 
assinale a allernativa correta: 
a. O chefe de planejamento e análise está no mesmo nível de 
responsabilidade que o chefe da seção de proteção. 
b. O chefe de operações se reporta ao subchefe da seção de 
proteção. 
e. O chefe de inst1·ução está em um nível acima do chefe de 
operações. 
d. O setor de inspeções está dire tamente ligado à parle de 
ligação e coordenação. 
Respostas: 
a. lncorrela: Ninguém está no mesmo nível de responsabili-
dade do chefe da seção de proteção. 
b. Correta. 
e. Incorreta : O chefe de instrução eslá no mesmo nível do 
chefe de operações. 
d. [ncorrela: O setor de inspeções está direlamenle ligado à 
parte de operações. 
71 
Couumtário: 
Compreender bem o organograma de urna seção de proteção 
é muilo importante para entender a missão desta, a cadeia de 
comando e as responsabilidades de cada um dentro dela. 
Ter conhecimento do papel e dos demais integrantes de 
uma seção de prote<;ão pode ser decisivo em uma situação 
de risco. 
Para saber mais 
Conhecer as diversas agências de proteção pode ajudar na criação 
do modelo que você deseja ou necessita. Para mais detalhes, con-
sulte o seguinte site (em inglês): 
W lKIPEDIA. List of Protective Ser vice Agen cies. Disponível em: 
<hups://en.wikipedia.org/wiki/Lis t_of_protective_service_agencies>. 
Acesso em: 3 dez. 2016. 
Conteúdos do capítulo: 
» O perfil do agente de proteção. 
» Vestuário, armamentos e equipamentos. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
l. identificar as caracterís ticas ideais do agente de proteção; 
2. discorrer sobre vestuário, a rmamentos e eq uipamentos util i-
zados por um agente de proteção. 
Este capítulo trata do trabalho operacional realizado pelos agen-
tes de proteção, identificando especialmente o seu perfil e o modo 
como devem se portar no exercício de suas atividades - vestimentas, 
armamentos e equipamentos que utilizam. Certamente esses cui-
dados contribuem para que os resultados de atuação destes sejam 
sal isfatórios e bem-sucedidos. 
IV 
o 
4.1 O perfil do agente de proteção 
É muito importante entender que nem todos os perfis profissiona is 
são adequados para a função de proteção de autoridades e executivos. 
Ao agente de proteção é conferida w11a missão de muita importância. 
Para tanto, ele deve ter certos atributos essenciais pai·a atingir um 
desempenho adequado. Ser profissional, dedjcado, resistente física 
e mentalmente, técnjco, polido, culto, atento e disposto a dar a pró-
pria vida para salva r o "protegido" são apenas alguns deles. 
Vinicius Domingues Cavalcante (2016) apresenta as qualidades 
necessárias para um agente de proteção: excelente caráter, sem 
vícios (drogas, álcool, narcóticos) nem registro de qua l.quer atividade 
criminosa por ter praticado delito. Somam-se a isso boa memória, 
disciplina, paciência, atenção a detalhes, além de boa visão, condi-
cionamento físico e audição apurada. 
A esses atributos, Cavalcante (2016) acrescenta que o agente de 
proteção deve ter total domínio de técnjcas de combale sem uso 
de armas, ao mesmo tempo que conhecer armamentos de porte e 
ser expert em técnicas de t iro em s ituações-limite. O fato de pres-
tar serviços para pessoas ilustres e importantes o leva a frequen-
tar lugares que exigem uma postura adequada, raz.ão por que uma 
boa formação cultural e uma apresentação adequada são aspectos 
fundamentais. "Boa parte das s ituações que embaraçam a pessoa 
protegida são resolvidas com diplomacia e ninguém de bom senso 
emprega um segurança que não sabe conduzir-se e expressar-se" 
(Cavalcanle, 2016, p. 15). 
Outra característica requerida do agente de segurança está rela-
cionada à d iscrição. O fato de enlrar na intimidade das pessoas 
sob os cuidados dele - essa é uma exigência do ofício - não deve 
s ignificar uma aproximação além dos limites e um consequente 
relaxamento no exercício do trabalho. A esse respeito, Cavalcante 
(2016, p. 16) comenta: 
A " intimidade" com os segurados também tem seu lado 
potencialmente negaúvo; por mais amigo que o segu-
rançn venha n se tornar; vole lembmr q1Le ele não deve 
divert.ir-se ou beber com seu protegido, pois tais situa.ções 
de refo:wmento e descontmção podem comprometer todo 
trabalho de proteção, colocando a ·vúüi de ambos ern risco. 
Além de trabalhar em equipe, o agenle de proteção deve saber 
planejar. Isso significa que precisa analisar a vida e os hábitos da 
autoridade ou do empresário que protege, identificar eventua is ris-
cos e ameaças e criar condições para que isso seja eliminado ou 
inibido (Cavalcante, 2016) . O falo de portar armas - de diferente 
tipos e calibres - exige do profissional grande responsabilidade. 
De acordo com esse mesmo autor: 
Embora. tal fátor t.enlw importância em situações oii ce-
nários especrficos, ele não é determinant.e 11a profi.ssiio de 
segurançci pessoal. As armas existem "para serem man-
tidas 110 coldre". O bom. agente é wn bom atirador, mas, 
conhecendo as implicações do uso dei arma, dificilmen-
te a exibirá e apenas fará uso da. mesmaem úlúmo caso. 
Se houver rea.l necessidade de utilizar a arnui, vai pesar 
muito sua perCcia como atirador e ci suei capacidade sei-
car rapidamente e de efetuar disparos precisos contr(), seus 
alvos. (Cavalcante, 2016, p. 16-17) 
Dessa maneira, verificamos facilmente que a função de agente 
de proteção não é para "qualquer um'', no sentido de que o profis-
sional deve congregar inúmeras caracterís ticas, próprias de perfis 
relativamente distintos. Isso torna o processo seletivo muito crite-
rioso, todavia necessário, porque, como d ito anteriormente, o maior 
bem jw·ídico existente - a vida - é o que está em jogo. 
75 
i6 
4.2 Vestuário, armamentos 
e equipamentos 
Muitas pessoas podem pensar que um agente de proteção deve sem-
pre estar de passeio completo. Ledo engano. O vestuário depen-
derá de dois critérios básicos: o estilo pessoal da autoridade e/ou 
executivo e o evento do qual ele/ela participará. Dessa maneira, o 
agente deve ter noções razoáveis de etiqueta social, porque preci-
sará saber se comportar em Iodas as ocasiões, das mais simples às 
mais sofisticadas. 
Portanto, o agente de proteção deverá se certificar previamente 
sobre a natureza da ocasião e verificar como o protegido estará, a 
fim de que eles possam estar compatíveis . Naturalmente, as mulhe-
res também precisam estar vestidas adequada e confortavelmente. 
Nunca podemos nos esquecer de que o vestu{u-io do agente de pro-
teção precisa alia r adequação e conforto, por causa das várias horas 
em pé, da utilização de armamentos e equipamentos, da necessi-
dade de correr e pular, entre outras atividades. Ter a sensibilidade 
e a perspicácia para processar essas variáveis cliforencia "o agente 
de proteção" de "u1n agente de proteção". 
Com relação aos a rmamentos/mu nições, devemos entender que 
isso dependerá da qualificação cio protegido. Se ele/ela for uma auto-
ridade públ ica, os agentes de proteção serão policiais federais, rodo-
viários federais, civis ou militares que, por conseguinte, poderão 
portar armamento "de uso restr ito". Se o protegido for um executivo, 
os agentes de proteção não serão policiais e, portanto, somente pode-
rão portar armamento "de uso permilido". 
O Regulamento pa ra F iscalização de Produtos Controlados 
(R-105), aprovado pelo Decreto Federal n. 3.665, de 20 de novembro 
de 2000, dá as definições de armamento de uso permi1ido e reslrilo, 
bem como estabelece os instrumentos que se enquadram em cada 
urna delas. Por queslões de economia, citamos alguns exemplos: 
Art. 3~ Para os efeitos deste Regulamento e sua adequada 
aplicação, são adotadas as seguintes definições: 
[ .. ] 
XVII - arma de uso permitido: arma cuja utilização é permiti-
da a pessoas físicas em geral, bem como a pessoas juridicas, 
de acordo com a legislação normativa do Exército; 
XVIII - arma de uso restrito: arma que só pode ser utilizada 
pelas Forças Armadas, por algumas instituições de segurança, 
e por pessoas tisicas e jurídicas habilitadas, devidamente au-
torizadas pelo Exército. de acordo com legislação específica; 
[ .. ] 
Art. 15. As armas. munições. acessórios e equipamentos são 
classificados, quanto ao uso. em: 
1 - de uso restrito; e 
li - de uso permitido. 
Art. 16. São de uso restrito: 
1 - armas, munições, acessórios e equipamentos iguais ou 
que possuam alguma característica no que diz respeito aos 
empregos tático, estratégico e técnico do material bélico 
usado pelas Forças Armadas nacionais; 
11- armas, munições, acessórios e equipamentos que, não 
sendo iguais ou similares ao material bélico usado pelas 
Forças Armadas nacionais, possuam características que só as 
tornem aptas para emprego militar ou policial; 
[ .. ] 
V - armas de fogo automáticas de qualquer calibre; 
[ .. ] 
77 
78 
IX - armas de fogo dissimuladas, conceituadas como tais os 
dispositivos com aparência de objetos inofensivos, mas que 
escondem uma arma, tais como bengalas-pistola. canetas-
-revólver e semelhantes; 
[ ... J 
XVI - equipamentos para visão noturna. tais como óculos, 
periscópios. lunetas etc.; 
[ l 
XVIII - dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro 
meio de marcar o alvo; 
XIX - blindagens balísticas para munições de uso restrito; 
XX - equipamentos de proteção balística contra armas de 
fogo portáteis de uso restrito, tais como coletes. escudos, 
capacetes etc.; e 
XXI - veículos blindados de emprego civil ou militar. 
Art. 17. São de uso permitido: 
1 - armas de fogo curtas, de repetição ou semiautomáticas, 
cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia de 
até trezentas libras-pé ou quatrocentos e sete Joules e suas 
munições, como por exemplo. os calibres .22 LR, .2 5 Auto . 
. 32 Auto, .32 S&W, .38 SPL e .380 Auto; 
[. l 
IX - blindagens balísticas para munições de uso permitido; 
X - equipamentos de proteção balística contra armas de 
fogo de porte de uso permitido, tais como coletes, escudos, 
capacetes etc.; e 
XI - veículo de passeio blindado. 
Art. 18. Os equipamentos de proteção balística contra armas 
portáteis e armas de porte são classificados quanto ao grau 
de restrição - uso permitido ou uso restrito - de acordo com 
o nível de proteção. conforme a seguinte tabela: 
Energia Grau de Nível Munição Cinética 
Restrição (Joules) 
1 
.22 LRHV 133 (cento e Uso permitido 
Chumbo trinta e três) 
.38 Special 
342 {trezentos 
e quarenta e Uso permitido 
RN Chumbo 
dois) 
441 
li-A 9FMJ 
(quatrocentos 
Uso permitido 
e quarenta e 
um) 
.357 740 (setecentos 
Uso permitido Magnum JSP e quarenta) 
li 9FMJ 
513 (quinhentos 
Uso permitido 
e treze) 
.357 921 (novecentos Uso permitido Magnum JSP e vinte e um) 
Ili-A 9FMJ 726 (setecentos Uso permitido 
e vinte e seis) 
.44 Magnum 1411 (um mil 
swc quatrocentos e Uso permitido 
Chumbo onze) 
7,62 FMJ 3406 (três mil 
Ili (308 quatrocentos e Uso restrito 
Winchester) seis) 
4068 (quatro mil 
IV .30-06 AP e sessenta e Uso restrito 
oito) 
Fonte: Adaptado de Brasil, 2000. 
Parágrafo único. Poderão ser autorizadas aos veículos de 
passeio as blindagens até o nível Ili. (Brasil, 2000) 
Além das armas de porte, podem ser uLilizadas as portáteis (como 
submelralhadoras) em pas tas ou valises. Confira um exemplo na 
Figura 4.1 a seguir. 
79 
80 
Figura 4.1 - Maleta com rev6lver 
Os espargidores com gás pimenta, as a rmas de "choque" t ipo 
taser e outras menos letais também podem ser restritos a po]jciais 
na função de agentes de proteção. Verificamos, então, maior dificul-
dade para os agentes de proteção não pol icia is . 
No que se refere aos equipamentos, pode haver mais opções, ele 
acordo com o orçamento disponível. O certo é que os agentes tenham 
consigo, pelo menos, celulares smartphones, máquinas fotográficas, 
laptops, lablets, canetas, blocos ele anotaç.ão, kits de primeiros soco1'" 
ros, bandagens de emergência, rádios comunicadores, guarda-chu-
vas, capas de chuva, além de certa quantia de dinheiro em espécie 
e em cartão. 
Como visto, portanto, a utilização do armamento/munição e eq ui-
pamentos adequados será fundamental para o melhor desempenho 
da missão, minimizando significativamente os riscos. 
Síntese 
Vi mos nesle capflulo que ao agenle de proleção é conferida uma 
missão de muiLa importância. Para tanto, ele deve apresentar cer-
tos atributos essenciais a fim de atingir um desempenho adequado. 
Muitos podem pensar que um agente de proteção deve sempre 
esta r de passeio completo, o que é um equívoco, pois o vestuário 
dependerá de dois critérios básicos : o estilo pessoal da auloridade 
e/ou execulivo e o evento do qual ele/da participará. Portanto, o 
agente de proteção (homem ou mulher) deverá se certificar previa-
mente sobre a natureza da ocasião e verificm· como o protegido estará, 
a fim de que possam estar compalíveis. 
Com relação aos armamentos/munições, vimos que isso depen-
derá da qualificação do prolegido. Além disso, armas de porte, 
armas portáteis em pas tasou valises, espargidores com gás 
pimenta, armas de "choque" e outras menos leta is podem serres-
tritos a policiais na função de agentes de proleção. No que se refere 
aos equipamentos, vimos que pode haver muitas opções conforme 
o orçamento d isponível. 
Questões para revisão 
1) Sobre o perfil do agente de proteção, assinale a alternaliva 
correta: 
a. Ao agente de proteção é conferida uma missão de pouca 
importância, já que apenas o comandante da equipe 
desempenha papel de destaque. 
b. Ter cultura pouco importa ao agente de proteção, pois 
nunca interagirá com outras pessoas, fi cando apenas 
focado no protegido. 
81 
;) ..,. 
{ 
·.: 
s 
" "' "' -e 
" " .:: 
~ 
" ~ 
" "' e 
~ 
c)l 
82 
e. A função de agente de proteção pode ser realizada por pes-
soas com perfis rígidos, dada a natureza da atividade. 
d. O agente de proteção deve ter certos atributos essenciais 
para at ingir um desempenho adequado; ser profissional, 
dedicado, resistente física e mentalmente, técnico, polido, 
culto, a lento e disposto a dar a própria vida para salvar o 
protegido são apenas alguns deles. 
2) Sobre vestuário, a rmamentos e equipamentos, assinale a alter-
nai iva incorre ta: 
a. Muitas pessoas podem pensar que um agente de prote-
h. 
ção deve sempre estar de passeio comple to. Ledo engano. 
O vestuário dependerá de dois critérios básicos: o estilo 
pessoal da autoridade e/ou executivo e o evento do qual 
ele/ela participará. 
No que se refere aos equipamentos, há mais opções, de 
acordo com o orçamento disponível. O certo é que os agentes 
Lenham consigo, pelo menos, celulares smartphones, máqui-
nas fotográficas, laptops, tablets, canelas, blocos de ano-
tação, kits de primeiros socorros, bandagens de emergên-
cia, nídios comunicadores, guarda-chuvas, capas de chuva, 
além de certa quantia de dinheiro em espécie e em cartão. 
e. O agente de proteção poderá portar armas de uso permi-
t ido ou restr ito. 
cl . Nunca se pode esquecer de que o vestuário do agente de 
proteção precisa al iar adequação e conforto, por causa das 
várias horas em pé, da utilização de armamentos e equi-
pamentos, da necessidade de correr e pular, entre out.ras 
atividades. 
3) Analise as afirmações a seguir e marque V para as verdadei-
ras e F para as falsas . 
( ) O agente de proteção sempre poderá portar armas. 
( ) Não exis te uma relação fixa e determ inada da qua nti-
dade de equipamentos que o agente de proteção poderá 
utilizar. 
( ) O uso de passeio completo é uma característica imutável 
do agente de proteção. 
( ) Cultura gera l de bom nível pode fazer a dife rença no 
desempenho da missão. 
4) Cite um exemplo de material de uso permit ido. 
5) Cite um exemplo de material de uso restrito. 
Questão para reflexão 
1) Esta r preparado para adota r as providências necessárias 
quando algo acontece pode ser decisivo para proteger a auto-
ridade/executivo. A tentaliva de assassinato do Presidente 
Ronald Reaga n merece estudo detalhado. Sobre o fato, reco-
menda-se assisti r ao vídeo que re trata a ocorrência* (em 
inglês). Dessa maneira, enfatiza-se que um bom Lreinamento, 
preparação intelectua l e fís ica para adotar as med idas neces-
sárias certamente fará a d iferença. 
Com base nesse vídeo e no que foi estudado no capítulo, res-
ponda: Por que atributos corno treinamento, preparo intelectual 
e bom condicionamento físico são indispensáveis para o agente 
de proteção? Comente sua resposta. 
* ASSASS!NATION Attempt oí Honald Heagan. Oisponfrel 
em: <hll ps://w11w. youtu be.00111/watch ?v= l P<IA yN 7zb90>. 
AcéSSO em: 2 1 mar. 2017. 
83 
O preparo adequado rio agente de proteção, em todas as 
suas nuances (física, intelectual e ele treinamento), é fun-
damenta l e decisivo para o desempenho da missão. 
Para saber mais 
Conhecer a legislação pode ajudar no seu preparo. Para mais 
detalhes, consulte o Regulamento para Fiscalização de Produtos 
Controlados (R-105), aprovado pelo Decreto n. 3.665/2000, no 
seguinte site: 
BRASIL. Decreto n. 3.665, de 20 de novembro de 2000. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 21 nov. 2000. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3665.htm>. Acesso 
em: 15 fov. 2017. 
Conteúdos do capítulo: 
» Regras para atuação dos agentes de proteção em locais fixos. 
» Regras para atuação dos agentes de proteção em situações de 
deslocamento. 
» Regras para a tuação dos agentes de proteção nos casos de va r-
redw·as e inspeções. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
1. descrever os procedimentos e as normas para a missão de pro-
teção de autoridades e executivos. 
Neste capítulo, vamos apresentar os procedimentos operacionais 
adotados para a prestação adequada do serviço de proteção e técni-
cas utilizadas. Nosso foco se concentrará nos casos em que autori-
dades, executivos e dignitár ios estão em locais fixos e em situações 
de deslocamento, bem como na tarefa de varreduras e inspeções. 
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Depois de realizado o devido plam*1mento, a equipe de proteção 
poderá ser eletivamente empregada na missão. Geralmente se t raba-
lha com perímetros de segurança ou círculos de proteção. Jefferson 
Silva (2012) aponta que é preciso definir áreas em torno da pessoa 
que está sendo protegida, identificando quem poderá Ler acesso a 
elas. Segundo o autor, isso ocorre de duas formas: presença física 
dos agentes e equ ipe de apoio ou barreiras físicas. Há algumas con-
dições que devem ser levadas em conta: quantidade de participan-
tes, tipo de evento, local, contexto político em questão, riscos de atos 
hostis; tempo de permanência da autoridade e demais dignitários 
presentes (Silva, 2012). 
Michele Maria Sagin da Silva (2011) apresenta os grupos que 
devem atuar na proteção de autoridades e/ou executivos: o de pre-
paração e o de execução. O grupo de preparação é constituído por 
três equipes: 
» Planejamento - Coordena os trabalhos em conjunto com 
outros órgãos, fiscaliza os locais e o trajeto por onde vai passar 
a pessoa que está sendo protegida, pesquisa a vida de pessoas 
que estarão em contato com ele (garçons, camareiras etc.) e 
decide a respeito de outros profissionais estarem envolvidos na 
operação, bem como define materiais e equipamentos. 
» Precu1'So1·a - Por meio de policiais, vai aos locais onde serão 
realizados os eventos e também onde a autor idade se hospe-
dará a fim de contribuir para o melhor planejamento da segu-
rança; essa etapa antecede a visita do dignitário. 
» Vistoria - Por meio de policiais, desloca-se com tempo variável 
à frente da autoridade, executivo ou pessoa importante e faz a 
varredu ra do trajeto que ela vai fazer, bem como dos locais do 
evento e de hospedagem. O objetivo é descobrir, neutralizar ou 
eliminar dispositivos que ameacem a segurança. 
O grupo de execução, por sua vez, é composto por quatro equ i-
pes, conforme assinala Silva (2011): 
1. Ap1·oxin1ada - Cuida da proteção imediata da autoridade e é 
responsável pela retirada dele do local quando houver alguma 
emergência. É dividida em: 
» Fixa - Permanece no local onde ocorre o evento e onde a 
autoridade se hospeda; cuida também de manter preserva-
dos tais locais. 
» Móvel - Movimenta-se constantemente com a autoridade, 
agindo de forma a assegu rar a integridade física dela. 
2. Velada - Por meio de policiais do serviço de inteligência, mis-
tura-se entre a população no trajeto por onde a autoridade va i 
passar e no local do evento a fim de identjficar qualquer ati-
tude hostil. 
3. Avauçacla - Chega ao local de eventos antes do dignitário - em 
torno de 30 minutos - e verifica o comportamento do público 
e as condições da área; no caso de situações desfavoráveis ou 
anormalidades, deve informar o chefe da eqwpe. 
4. O stensiva - Formada por pessoas com prática em trabalhos 
ostensivos, dá suporte e favorece os deslocamentos do digni-tário, seja para el iminar ou inibir ações de hostilidade, seja 
para ev itar acidentes. 
Uma vez compreendidas as diferentes equipes envohridas na pro-
teção de autoridades e/ou executivos, aprenderemos as técn icas e 
formações em diversos locais e momentos. 
5.1 Locais fixos 
Uma autoridade/executivo pode estar presente em vários locais. 
Quando se tratar ele prédios, residências e outras instalações físi-
cas, implicará a adoção de algumas medidas. Há locais lixos per-
manentes, como a residência e o local de trabalho da autoridade 
87 
e/ou executivo, e locais fixos temporários, como centros de conven-
ções, feiras, museus, shopping centers e galpões. 
Para os locais fixos permanentes, deve-se realizar estudo espe-
c ífico que contemple os pontos de acesso e as vulnerabil idades, 
bem como tomar todas as providências para minimizá-las. Jocemar 
Pereira da Silva (2016) esclarece que geralmente os principais recur• 
sos usados no caso de uma proteçã.o perimetral são: muros, grades, 
alambrados, estacas de concreto, estrutura de madeil·a e cercas de 
arame farpado. No Quadro 5.1, podemos identifica r alguns desses 
materiais com as respectivas vantagens e desvantagens. 
Quadro 5.1 - Materiais de proteção, vantagem e des·vantagens 
Mate ria l Vantagens Desvantagens 
Alto custo e nenhuma 
Muros Resistência e difícil violação visibilidade interna ou 
extt',rna 
Resistência, visibilidade 
Grades interna e externa e difícil Alto custo 
violação 
Alambrados 
Baixo custo, fác il instalação e Pouca resis tência e 
visibi !idade interna e externa fácil violação 
fonte : Adaptado de Siln1, 2016. J•. 36. 
Devem ser consideradas também outras providências, como a 
ins talação de câmeras e ala rmes. Além disso, o controle de acesso 
precisa ser rigoroso, com a devida identificação das pessoas que 
entram no ambiente. Portanto, nos loca is fixos permanentes deverá 
haver uma equipe aproximada fixa , que diuturnamente protege as 
ins talações. 
Por outro lado, nos locais fixos temporários, a equipe precur-
sora fará o levantamento dos pontos vulneráveis, a equipe vistoria 
realizará a varredura do local e a equipe avançada chegarei um 
pouco antes da autoridade/executivo. A equipe aproximada fixa 
será a responsável pela segurança do local onde a autoridade/ 
o executivo estiver. 
De maneira geral, um bom pla nejamento, uma varredura minu-
ciosa e uma execução adequada vão diminuir consideravelmente os 
riscos em locais fi xos. Sem dúvida, o maior desafio está nos momen-
tos de deslocamento da autor idade/execut ivo. 
s.2 Em deslocamento 
Como mencionado, quando a autoridade/executivo estiver em deslo-
camento, será o momento de maior atenção e cuidado por parte da 
equipe de proteção. Leroy Thompson (2006) apresenta os parâme-
tros básicos para o desempenho dos agentes de proteção, entre os 
quais se incluem: estejam em alerta permanenlemente, mesmo que 
a tarefa seja s imples; preparem-se para ficar entre o dignitário e a 
ameaça; não se descuidem da ta refa principal de proteger a autori-
dade e estejam alentos a qualquer situação que lhes pareça suspeita; 
certifiquem-se das ameaças que pode haver à pessoa que está sob 
cuidados; busquem limitar o acesso a dados e informações da auto-
ridade, repassando-os apenas às pessoas que precisam; respeitem 
a privacidade dela; e orientem a pessoa sob proteção a evitar roti-
nas que a tornem um alvo fáci l. 
Thompson (2006, t radução nossa) acrescenta a essa lista outros 
cuidados para os quais os agentes devem se voltar nas situações 
em que há o deslocamento de autoridades, pessoas importantes 
e dignitá rios: 
1 O. Lembre-se, cautelei é sempre necessári<i: para o guar-
da-costas, um problema evitado é muito melhor elo que 
um problema resolvido. [..} 
89 
11. Preste atenção nos detalhes: é muitofácilficarenvol-
·uido por preocupações com urn grupo terrorista la.nçando 
um ataque de m.as.m que você acaba se esquecendo de 
pegar a mesa. mais segura. em. um restaurante. 
12. Aprenda a observar as mãos de quem. quer que seja 
pr6ximo <} (111toridaclelexecuti1io; olhos podem ser impor-
tantes também, mas as mãos são os melhores indicadores 
de intenções hostis. 
13. Ao primeiro sinal de perigo, se possível, tire n autori-
dade/executi1iO de lá. 
14. Esteja ciente de quaisquer condições médicas da au-
toridade/executivo, bem corno dos membros de sua ji:t-
mtl i<L [ . .]. 
15. Normalmente, passe antes da. autoridade/execuú-
vo por porU!s dentro de prédios, elevadores, toaletes etc. 
16. Esteja particularmente alerta na presença de indi-
·uúluos desconhecidos, especialmente em elevadores [ . .), 
corredores, escadarias etc. 
17. Sempre que possível, ji:tça reservas de hotéis, res-
taurantes etc. no nome de outm pessoci qne não o da 
autoridadelexecuti1io. 
O mesmo autor chama ainda a a tenção para a necessidade de 
que os agentes de proteção busquem parcerias, seja com a polícia 
local, seja com profissionais de segurança de aeroportos, hotéis, no 
caso ele viagens. Os deslocamentos feitos em veículos precisam ser 
planejados com atenção, já que grande parte de a taques terroris-
tas ocorrem nessas s ituações, bem como elaborados planos de con-
tingência, que incluem rotas de fuga, rotas para hospitais e oulras 
providências. Também é relevante o conselho voltado à segurança 
cio próprio agente: 
24. lembre-se que, apesar de você ler de estar prepa-
rado paro. dar a sua ·vida pela da autoridadelexecza.i-
vo, é melhor jàzer com que o (ltacante dê <L deleldefo. 
Use colete balístico; pratique com suas armas <Llé ·você 
conseguir acertos sob quaisquer circunstâncias; allteci-
pe mnea.ços; esteja prepar(ldo para alguns minutos de 
longas homs quando ·você encam uma ameaça letal. 
(Thompson, 2006, tradução nossa) 
A segu ir, veremos as formações para a proteção a pé e em veícu]os, 
aeronaves e embarcações. 
5.2.l Apé 
Existem diversos tipos de formação de uma célula de proleção. 
Vinicius Dom ingues Cavalcante (2016) apresenta algumas consi-
derações gerais sobre a escolta a pé. Em sua compreensão, o nível 
de risco do protegido vai determinar a quant idade de agentes na 
escoha, que podem ser um, dois, três ou quatro. Ele chama a aten-
ção para a necessidade de muita prática e treino - e não apenas lei-
turas - , sem falar em atributos como entrosamento e atenção. Além 
de considerar que esse tipo de escolta só deve ser ut ilizada para des-
locamentos curtos e que deve ser medido o risco do trecho por onde 
a pessoa sob proteção vai caminhar, o autor indica algumas orien-
tações que devem ser levadas em conta: 
» verificar, sempre, a possibilidade de contar com 
veículos de apoio [ . .} no caso de precisar rei.irar o 
segurado rapidamente numa emergência; 
» em caso de aproxim.aç<io suspeita, procurar afastar o 
segurado e salvaguardá-lo; 
91 
» obser·var sempre a. disttincia correta do segurado, de 
forma <t não causar constrangimen.1.os, pois nem todo 
segurado gosta de ser visto sob o cicompa11ham.e11to os-
tensivo de umct equipe de segurança;{..] 
» ensaiar as situações de a.dversi<úide previamente com. 
toda a equipe, definindo os papéis de cctda agente 
dentro do dispositivo; 
» conscientizar o dignitário daquilo que se espera dele 
em face de w1u.i situação de perigo e de como ele de-
verá se conduzir, colabomndo com seus encarreg(Ulos 
de proteçc1o; 
» sempre que possível, dispor de recursos como equipti-
mentos de comunicações discretos[. . .}, coletes à pro-
va de balas, spray de gás de pimenta, arma de ele-
tro-choque {. .. /; 
» em situações de severo risco, [. . .)armas como f 11Zis 
e submetralhadoras serão portadas em condições de 
pronto emprego; [ .. /. (Cavalcante, 20.16, p. 71-72) 
Serão demonstradas a seguir as formações a pé, com um, dois, 
três e quatro agentes. 
1 Formação com um agente 
Silva (2012) ensina que se trata da formação mais simples que pode 
haver e é mais comum no caso de viagens internacionais.Entretanto, 
o autor alerta que não é o modelo mais indicado, já que o ideal é 
que haja pelo menos dois agentes de segurança, pois isso aumenta 
o ângulo de visão e, consequentemente, a possibilidade de proteção 
ao executivo ou autoridade (Silva, 2012). 
Estan<Ú> <t a.utoridruie movimentando-se acompanha<W 
de 01 (um) agenle de segurança, este deverá estar atrás e 
à direita da autori<lctde, ·voltando stta cttençcio pam toda.s 
as direções. Quando a aworulacle ·oo.i transpor uma porui 
o agente de segurança deve adiantar-se e passar à frente 
dei rwton:clade, obsen;ando a possibilidade ela e.ústêncict 
de riscos no interior do recinto. O agente de segurança 
deve ir à frente da cwtorido.de, também em. casos de mul-
tidões compactas, em que a autoridade não tenha con-
dições de transpô-lei naturalmente. (Silva, 2012, p. 50) 
Cavalcanle (2016, p. 72) argumenta na mesma direção ao consi-
derar que a proteção feita por um único profissional de segurança é 
"meramente simbólica,[ ... ] apenas para dignitários de baixíssimo 
risco". O autor adverte que, no caso de o agente estar utilizando 
rád io, a tecla de comunicação (PTT) deve ficar na "mão fraca"; tal 
cuidado será útil diante de uma emergência, quando empurrará a 
pessoa protegida com tal mão e terá a "mão forte" l ivre para sacar 
a arma e fazer disparos se for preciso. 
Ele ensina também que, na medida do possível, o agente de segu-
rança deve evitar segw·ar embrulhos e envelopes, pois isso limitará 
seus movimentos. Nas situações em que a autoridade lhe entregar 
algum objeto, documento ele., é preciso que tais materia is sejam 
rapidamente passados para auxiliares e assessores. Outras iniciati-
vas, como atender ~1 porta, fazer compras etc., que lhe tirem a aten-
ção, devem ser evitadas sempre que possível (Cavalcante, 2016). 
A essas recomendações, o autor acrescenta: 
» em jantares ou recepções, o agente nao deverá sentar 
na m.esma m.estt do segurado; s6 o "moscci" ele-verá 
permanecer bem pr6ximo e, assim. mesmo, s6 quan-
do e.1'istirem outros agentes no esquemci de proteçcio; 
o ideal (num. esqllema coni um único homem.) é qne 
o agente sente-se em mesct diferente (ele preferb1cia 
com. as costas cobertas por um.a parede ou. coluna), 
emborr:i bem pr6ximo elo protegido, em condições ele 
·visualizar todo o cenário e detectar qualquer aproxi-
maçcio suspeita; 
93 
» em caso de alguma adversidade, o a.gente, com a mão 
fraca, deve empurrar o protegido pam trás de si, in-
terpondo-se entre o protegido e a. a.mea.ça,, sacctr sua 
arma com a mão forte e procurar retirar-se juntwnente 
com, o segurado; o a.gente, com seu corpo, vcii prote-
gendo o rlignilário às suas costas, segura-o pelo braço 
ou agarra.-o pelo seu cinto, evitando que mesmo dele 
se separe; é importante que o agente tente cobrir o se-
gurado com o corpo e, <to mesmo tempo, tome <t ini-
ciativa de conduzir a. si1uaçcio, atirando se for o ca,so; 
» o agente deve manter o dignitário controlado, preso a 
si com.firmeza., a.fim de que ele (o protegido) não cor-
ra pa.m algum.a. direção em que.fique mais vulnerável; 
» nas saúlas (de hotel, restaurante, do gabinete etc.), o 
agente ex<tmina rapidamente a retag1w rela, segue à. 
frente do segurado e olha. o ambiente de wn lado e 
de outro;[. .. ] 
» operando sozinho, o agente não deverá esquecer-se de 
examinar entradas e saídas dos ambientes pelos quais 
deverá circular com <J dignitário. (Cavalcante, 2016, 
p. 72-73) 
Confira a Figura 5.1, que representa a posição do agente. 
Figura 5.1 - Fomw.ção com. wn agente 
agente 
VIP 
Fonte: Adaptado de Silva, 2012, p. 51. 
A seguir veremos a formação com dois agentes. 
1 Formação co1n dois agentes 
Silva (2012) ressalta que no cenário em que há dois agentes de 
segurança, eles devem ir atrás do executivo/autoridade, um do lado 
direito e o outro do lado esquerdo. Entretanto, essa formação pode 
sofrer alteração, a depender da situação. 
O autor Lambém aponta que, no caso em que a pessoa sob pro-
teção for passar por uma porta ou por uma multidão, "o agente de 
segurança deve adiantar-se e passar à frente da autoridade, obser-
vando a possibilidade da existência de riscos" (Silva, 2012, p. 52). 
Já Cavalcanle (2016, p. 74) faz os seguintes comentários: 
Um. agente posiciorui-se atrds do segurado (na mesma 
posição com.o se fosse o iínico na proteção) e o outro.fica 
à frente , preferencialmente do la.do oposto. Os seguintes 
procediment.os deveríio ser observados: 
95 
» dos dois agentes, wn será o "moscci", respondendo 
diretamente pela proteção do dignitário ele efetuará 
a cobertura do dignitário com o pr6prio corpo e, em. 
caso de perigo, e.~ecutará ci retirada. do dignitário da 
cena da ameaça; 
» a.o adentrar em um recinto, a segundo agente entra na 
Ji'ente e inspeciona. o ambiente; esse agente tonw uma 
posição periférica., enquanto que o "mosca" a.compa-
nlw de perto o protegido. 
Você pode conforir a posição dos agentes na Figura 5.2. 
Figura 5.2- Fomwçcio com. dois agentes 
agente agente 
VIP 
F'onle: Adaptado de S ilva. 2012. p. 52. 
A seguir veremos a formação com três agentes. 
1 Formação con1 três agentes 
Na compreensão de Silva (2012, p. 53), não deve haver uma rigidez 
nas posições que cada agente assumirá nas formações, 
devendo estas ser modijicada.s de acordo com (t necessi-
dade do momento. Segnndo ]une (2008, p. 149) apnd 
PEREIRA et al. (2010), "a fonna.ção dia.mante é usa-
da em ambientes confinados ou q1.w.11.do o deslocamento 
ocorrer através de espaços aglomerados". Desta fonna, 
os agente.i devem manter uma distância homogênea em 
relação à a11toridade, de maneira ci protegê-La em bloco 
e com cobertura em todas a.s direções. 
Cavalcanle (2016) defende que a f:lexibilidade no posicionamento 
dos agentes aumenta quando há três profissionais envolvidos, ainda 
que, como j<i foi d ito, é preciso levar em conta cada s i Luação, os pe ri-
gos e as ameaças que podem sobrevir. Nesse sentido, faz os seguin-
tes comentários: 
O "mosca." continua sempre colado ao dignitário e res-
ponde mais diretamente por sua. proteção. 
Normalmente, manter-se-á a. mesma posição da escolta 
com. dois (11w11tendo-se o seg11rado entre dois agentes) e 
se recuará ou <wançará o terceiro elemento da formação, 
cobrindo a retaguarda ou precedendo o dispo.5iti:vo em 
caso de reconhecer alguma área ou recinto onde (t equi-
pe deva adentrar. (Cavalcante, 2016, p. 74) 
Nas Figuras 5.3 a 5 .9 é possível perceber a posição dos agentes. 
97 
Figura 5.3 - Formação Diamm1te 
agente 
VlP 
agente 
agente 
fonle: Adaplado de Silva. 2012. p. 53. 
Figura 5.4 - Formação Diamante Modijiuida 01 
agente 
VIP 
agente 
agente 
fonle: Adtiplutlo de Silvu, 2012 , p. 54 .. 
Figura 5.5 - Formaçrw Diamante Modificada 02 
agente 
VJP 
agente 
agente 
F'on1e: Adaptado ele Silva, 2012. p. 5'1,_ 
99 
Figura 5.6 - Formação V 
agente 
agente agente 
VIP 
Fonle: Ada piado de Silva. 2012, p. 5'1·. 
Figura 5.7- Formação em Cunha 
agen te 
VTP 
agen te 
agente 
fonte: Adaptado ele S il va, 2012, p. 54·. 
Figura 5.8- Formação ELE "l" 
agente 
VIP 
agente agente 
fonte: Adaptado de Silva. 2012, p. 55. 
Figura 5.9 - Formação ELE "L" Modificado 
agente agen te 
\/ IP 
agente 
F'on1e: Adaptado ele Silva, 2012, p. 5S. 
A seguir veremos a formação com quatro agentes. 
1 Formação con1 quatro agentes 
No cenário em que é possível contar com quatro agentes, Silva 
(2012) ensina que não existe um posicionamento predeterminado, 
já que não há regra que padronize a distância que esses profissio-
nais devem manter cio dignitário. "O que eleve ser considerado nas 
formações é o risco operacional e o grau de ameaça, balizando qual 
a distância ideal para o estabelecimento assim como a formação 
adequada para o evento que a autoridade participará" (Silva, 2012, 
p. 57) . 
Cavalcante (2016, p. 74-75) faz os seguintes comentários: 
Todos cobrem seus quadran1esespec(ficos, wn protegendo 
o outro, normalmente pe1fazendo um losango ou q1uulra-
do que tem o dignil.ário ao cen1.ro. O "moscci" atém-se 
101 
primordialmente à autoridade, ma11lendo-a cw alca11ce 
do seu braço. A distância. entre os seguranças e o segu-
rado irá variar em função do ambiente onde esti:verem. 
atuando e o risco de ataqnes nesse local. 
A posição cios agentes está ilustrada nas Figuras 5.10 a 5.18. 
Figura 5.10- Formaçao Quadrado 
agente agente 
VIP 
agente agente 
Fonte: A dupla tio de S il vu, 2012, p. 55. 
Figura 5.11 - Formação Losango 
agente VIJ> agente 
agente 
103 
fonte: 1\d11p1ndo de Silva. 2012, p. 55. 
Figura 5.12- Formação Trit1ngulo 
agente 
VIP 
agente agenle agente 
Fonle; Aclaplaclo ele Silva. 2012, p. 56. 
Figura 5.13 - Formação Linha. Frontal 
agen1e 
VJP 
agente agente agente 
Fonte: AdHplndo de Silva. 2012, I'· 56. 
105 
Figum 5.14 - Formação Linha Ret.ag1tarda 
agenle agente agente 
VIP 
agente 
Ponte: Adaptado de Silva, 2012, p. 56. 
Figura 5.15 - Formação ELE "Z:' 
agente agente 
agente 
\l lP 
agentti 
fonte: Adap1aclo de S ilva, 20.12. p. 56. 
Figura 5.16- Formação ELE "L" Modifica.elo 
agente agente 
agente 
\l lJ' 
agente 
fonle: Adaplado de S ilva, 2012, p. 56. 
Figura 5.17 - Fonnação V 
agente 
agente agente 
Ponte: A<l•plndo de Silva, 2012. p. 57. 
107 
Figura 5.18- Formaçtío em. Cunha 
agente 
agente 
VIP 
agente 
agente 
f'onte: Adaptndo de Silva, 2012, p. 57. 
Veremos os procedimentos em veículos, aeronaves e embarcações. 
5.2.2 Em veículos, aeronaves e embarcações 
Os deslocamentos em veículos diversos igualmente implicam a ado-
ção de procedimentos específicos. Com relação à escolta motorizada, 
Silva (2012, p. 57-58) assim ensina: 
<1) Todos os integrantes da equipe deverão ser habitiuulos 
para direção de ve(cu.los e com noções básicas de direç<io 
defensiva, ofensiv<L e evasiva; b) O motori,sta executivo 
deverá ser o mais experiente do grnpo e/ou aquele que 
tenh<t maior afinidade com a autoridade que atende; 
e) O motorista do veículo de segurança deve estar total-
mente entrosado com o motorista executivo com a uti-
lização de sina.is. [ .. .}; d) Os motoristas devem ter em 
mente q1ie para qualquer deslocamento, todos os proce-
dimentos preventivos de primeiro escalão <levem ser ado-
l<ulos, e m.a.nter o ta11q1te de combusttvel sempre abas-
tecido; e) Inspecionar o veículo externa e internamente 
[. . .}, tentando identificai; por exemplo: fios, manguei-
ras, artefatos explosivos, sinalizwÚJres, equipamentos de 
espionagem, sinais de entrada fi>rçacla, arranhões, flui -
dos v<1zcm<ÚJ e pneus com pregos; f) Se houver necessi-
dade de loc<içcio de veículo, deverá o agente realizar a 
fiscalização acim.ci e.r;posta, além. de ter cadastrado os 
seguintes dados referentes ao vetculo: g) Nome, endereço 
e telefone da locadora; h) Autorwmia; i) Procedimentos 
especia.is de devolução; j) Eq1úpa.mentos e acess6rios do 
·veículo; k) Os motoristas da escolt(L sempre aguardwn 
a chegada da autoridade do la.do de fom dos vetculos; 
l) Observação das leis de /.rcinsito; m) Nenhwn i11tegran-
re da escolta, dumnte o acompanhamento nos itinerários, 
fuma, bebe, come, otwe rádio ou se distrai com assuntos 
oufatos alheios à segurança. d<t autoridade. 
Podem ser observadas m; seguintes sugestões de comboios, con-
forme ilustram as Figuras 5.19. 5.20 e 5.21. 
Figuro 5.19- Form(lç<lo com três vefculos 
Líder 
VIP 
egurança 
fonle: /\da piado''" :;;lvn. 2012. p . .'i9. 
109 
Figura .').20 - Formação modificada com tr€s veículos 
\/ IP 
Segurnnça 
110 
3º lugar 
fo111t-: Ad11111a1lo 111· Sihn. 2012. I'· 60. 
Figura 5.21 - Forma ç<io modificada com dois vetculos 
VLP 
egurança 
Fonte: Adaptado ti~ Sihu. 2012. p. 6 1. 
A seguir (Figura 5.22), podemos ver sugestão ele comboio dada 
por ilva (2011). 
111 
Figura 5.22 - Modelo de comboio 
lD lD lD 
FC D•~ G'I' -- li> D e... :a Vnr AC 
lD lD lD 
D - cligni1á1-io 
Sl, 52 e 53- scgura11ç11 
GT - grnpo lálico 
CR - can·o rese1·va 
Con1 - cornitiv~l 
fonte: Adaptado de S il v.1, 20·11. 
Vai· - varredura 
B - batedores 
AC - chefes ele polícia 
A - nbe11u ra do co1nboio 
FC - fechamcnlo do comi.oi o 
Nas situações de embarque e desembarque de autoridades e 
executivos, Cavalcante (2016) ensina que os agentes devem esta-
belecer contato bem próximo das pessoas, "olho no olho", a fim de 
identificar qualquer indício de que há intenção de algum alo contra 
a pessoa sob proteção. A orientação é a de que a segw·ança perifé-
rica esteja a tenta ao público, em vez de focar a autoridade. O autor 
também faz as seguintes recomendações: 
Sempre que possível, procurar embarcar e desembarcar 
em áreas abrigadas, minimizando o risco de ataque a 
partir de posições elevadas como janelas, sacadas e ter-
raços. [. . .] No EMBARQUE, o ·veículo do dignitário es-
tará posicionado para recebê-lo. Ele será embarcado 1w 
assento traseiro e seu veículo .mirá em. baüci ·velocida-
de. Os agentes permanecer<io em suas posições e o se-
gundo carro tonwrá a posição do veCc1tlo do dignitário. 
Os agentes rapidamente embarcarão e o ·vetculo d(i escol-
ta seguirá o carro principal.[. . .] No DESEMBA RQUE, 
o veCculo que conduz <L escolta desembarca. os agentes os 
quais se posicionani pa.1ri receber o carro co1n o dignitário. 
Quando o carro com. dignitário pww; os agentes ajustam. 
seu posicionamento junto às portas traseiras em. ambos 
os lodos do 'Veículo e, estando tiulo certo, r1breni a porta 
para ii saída. do dignitário. (Cavalcante, 2016, p. 75-77) 
Na Figura 5.23 podemos verificar a imagem que demonstra os 
proced imentos para o embarque. 
Figura 5.23 - Embarque 
P1·ime ir11 fase: 
Os AS 3 e 6 guarnecem o comboio 
O AS 1 se desloca para Sl 
O AS 4 abre a po1ta para D e o AS 2 se desloca para Sl. 
3 6 
Segunda fase: 
O O embarca 
O AS 4 embarca 
Os AS 5, C e 6 guarnecem as portas 
s e , --- ' 
1 2 \ • __ !_, ' · 14 ºI~ · .... li--~ ,___ , 
6 
Terceira fase: 
O comboio parle; 
Os AS 5, C e 6 aguardam nas posições e embarcam quando passa o S2. 
I __ _. \ 
1 2 \ ·~!. · ' 
Legenda: 
D - Dignitái" io 
C - Chefe de equipe 
AS - Agente de segurança 
Fonte: Adaptado de Cavalca nle. 2016. p. 77. 
l 13 
11'1· 
A Figura 5.24, por sua vez, ilustra os procedimentos para o 
desembarque. 
Figura 5.24- Desembarque 
P r imeir a fase: 
I ~_. ' 
1 2 
' •2!.:!..I , 
( 
1-4--
Segunda fase: 
Os AS 1, 2 e 3 clesemharcam, guarnecendo as portas. 
I -- ' 
\ ·~-·' 
Terceira fase: 
O AS 1 avança e o AS 2 desloca-se para a direita; 
O AS 4 desembarca e abre a porta do D; 
Os AS 1, 2, 4 e 5 tomam as posições em torno cio D; 
Os AS 3 e 6 permanecem guarnecendo o comboio. 
1 
4 D 2 
5 e 
I -- ' 
\ ·~-·' 
._r ___ ,, .. 
=-- ~ 
3 6 
Legenda: 
D - Dignitário 
C - Chefe de equipe 
AS - Agente ele segurança 
Fonte: Ada1>tHclo ele CHl'a lcante. 2016, p. 79. 
Com relação aos procedimentos da eq uipe de segurança de autori-
dades/executivos em aeronaves, Cavalcante (2016) chama a atenção 
para algumas medidas a serem tornadas antes do embarque. Uma 
delas é ava liar se há risco de alentados e, nesse caso, saber se, em 
se lsatando de voo comercial, há conhecimenlo de que o dignil<'írio 
vai embarcar naquele avião, bem como inspecionar aspectos como 
combustível (qualidade e procedência) e a presença de objetos ou 
materiais que indiquem tentativa de sabotagem. Se forem graves os 
r iscos, um controle r igoroso deve ser feito quanto aos profissionais 
envolvidos na preparação da aeronave, como mecânicos e operado-
res em terra, tripulação - garant indo que sejam pessoas de compro-
vada experiência - bem como com a com ida e a bebida que serão 
servidas. Pode ser necessário também que pilotos, copilotos e tri-
pulação se alimentem antes do voo, sob observação atenla da segu-
rança, além da inclusão na equipe de um piloto reserva. 
Cavalcante (2016, p. 80) também adverte:» empregando aeronaves de aluguel, como jatinhos e tá-
xis aéreos, é desejá1Jel manter a identidade dos passa-
geiros em sigüo, até fi operação de "check-in"; 
» em m.eio a risco severo, o responsável pelei inspeção 
mecânica da fierontwe deverá ser incluído na equipe 
dos tripulan/.es, o que se constituirá em mais uma ga-
rantia conl ra w1w e1Jentual sabotagem; 
» a possibilidade do emprego de jogo de metralhado-
ras {médias e pesadas}, de joguetes ou mlsseis contm 
a aeronave é wn risco severo, sobretudo nos momen-
tos de pouso on decolagem; nessa possibilidade, con-
vém. estabelecer um. grande perímetro de segurança 
na. área circunvizinha à pista., num.tendo o local for-
temente guamecido. 
l15 
116 
No que se refere aos procedimentos da equipe de segurança de 
autoridades/executivos em embarcações, Cavalcante (2016) comenla 
que, apesar de o traslado via aérea ser o preferido para os deslo-
camentos, pode haver s ituações em que lanchas, barcos etc. sejam 
utilizados, especialmente em situações de lazer ou turismo. essas 
s ituações, condições de clima e de navegação e relatos de ocorrên-
cias anteriores precisam ser verií1cados. "Vale lembrar que o crime 
marítimo nas principais zonas portuárias e litorâneas não pode ser 
desprezado e a seguranç.a deverá estar capacitada para, preliminar'" 
mente, dissuadir qualquer abordagem à embarcação que transporta 
o dignitário" (Cavalcante, 2016, p. 81). 
Sobre a quantidade de embarcações de escolta, Cavalcante (2016) 
defende que sejam duas, no mínimo - uma delas atuará como lan-
cha reserva no caso de aJgum tipo de pane-, e operadas por pessoal 
qualificado ou mesmo por policiais com experiência nesse tipo de 
missão. O autor comenta que todas as embarcações precisam estar 
equipadas com binóculos, radar e rádios. 
Nas situações em que há riscos para a autoridade ou o executivo, 
o apoio de um helicóptero é necessário. Sobre um cenário nessas 
condições, Cavalcante (2016, p. 82-83) adverte sobre o uso de 
armamentos: 
Co11sidera11do que, nwn desloc(llnento m.arttimo, a equi-
pe de segurança tal:vez não disponha de rápido apoio no 
caso de um ataque, a segumnça deverá contar no lo-
cal com armas e mwúções adequada.s ao emprego no 
ambiente m.adt.inw, em quantidcule suficiente parri,fazer 
frente ao enfrentamento, enq1ianto espera. pela chegada 
do socorro. Recomenda-se poder contar com fuzis auto-
máticos (com. munições FMJ), espingardas (disparando 
balotes ou projéteis e:tplosbvos) e, se posstvel, com. lan-
ça.dores de grana.da. de 40111.m., com.o o M-79 ou. M-203. 
Não devemos esquecer que os procedimentos sugeridos podem e 
devem ser constantemente atualizados e melhorados. O segredo do 
sucesso está em evoluir sempre os modelos apresentados, acompa-
nhando as mudanças nas técnicas, as alterações de tecnologias e 
dos pedis de treinamento. 
5.3 Varreduras e inspeções 
As varredw-;1s e inspeções são muito importantes, em trabalho da 
equipe precursora, na fase prévia da realização do evento. Elas 
podem ser efetivadas pelos próprios agentes ou por profissionais 
especialmente contratados. Cavalcante (2016, p. 84) observa que 
devem ser feitas em todos os locais e ambientes nos quais a auto-
ridade vai passar e estar (casas, salas, escritórios, gabinetes etc.), 
além do carro dela e dos canos da segurança. 
Num<i ·varredum busca-se identificar pre·viamente q1ial-
qu.er perigo potencial, armadi/lws, artefatos explosivos 
ou equipamentos de vigil{tn.cia clarulestina (escut.alcâ-
meras), sendo necessário que os profissionais responsáveis 
por rna execuç<'io detenham. os conhecim.entos técnicos 
necessários para tanto. As áreas ou compartimentos de-
vem ser di·vididos por equipes de dois agentes e minucio-
samente vistoriados, em diferentes alturas[ .. /. 
Os principais perigos a que estão sujeitas as autoridades/ 
os executivos são as escutas telefôn icas clandestinas, bem como os 
artefatos explosivos. 
l l 7 
5.3.1 Varreduras contra escutas 
Um dos meios de comunicação mais utilizados e também mais vulne-
ráveis, o telefone pode esconder uma "escuta" dandestina que pe1~ 
mita a audição e a gravação de conversas, o que pode obviamente 
expor a autoridade/o executivo. A esse respeito, Cavalcante (2016) 
comenta que há diversas maneiras de o conteúdo de conversações 
em um telefone fixo ser violado. "Ele pode ser 'grampeado' a par-
tir de transmissores eletrônicos miniatu rizados, instalados no pró-
prio aparelho, na tomada da parece ou conectados [ ... ] em algum 
ponto da linha telefônica, caixas de controle ou centrais telefônicas" 
(Cavalcante, 2016, p. 84-85). 
O autor comenta que até os mais modernos aparelhos de telefo-
nia celular digitais correm o mesmo perigo. Para Cavalcante (2016, 
p. 85), "equipamentos de criptografia de voz como os 'scramblers' (os 
quais acoplados às linhas telefônicas ou ao punho do aparelho trans-
missor e do receptor, embaralham o som da conversação e o transfor~ 
mam em ruídos ininteligíveis)" ajudam bastante, ainda que corram 
o risco de serem superados por outra tecnologia mais sofi sticada. 
Talvez (L fonna. mais segura de se transmitir informa-
ções sigilosas seja. a de se falar pessoalmente num lo(;(il 
sabidamente li1Jre de escutas. Embora um encontro fom 
dos ambientes tra.dicionais do dignitdrio possri garantir 
1wui maior segurrt/l.Ç(L por estar longe dos locais mais 
·visados para a interceptação, um.a converrn ern voz ba.i-
xa numa dre<i ext.erna uunbém pode ser capwdci citravés 
de microfones direcionais ou parab6licos. Mesmo os n d -
dos defundo, que impediriam. uma (Lltdição perfeita do 
conteúdo da conversação, podem. ser filt rados atmvés de 
programas de dudio, hoje disponíveis comercialmente. 
(CavalcaJ'lte, 2016, p. 85) 
Dessa maneira, a equipe deverá estar atenta para poder procurar 
escutas ou câmeras clandestinas com a maior profund idade possí-
vel, minimizando os riscos à autoridade/ao executivo. Nesse sentido, 
Cavalcante (2016) esclarece que dois processos estão associados à 
varredura para identificar escutas ou câmeras clandestinas: o da 
inspeção física e o da inspeção ele trônica. Neste segundo caso, 
ela consiste, por exemplo, no uso de equipamentos que podem va r-
rer frequências de rádio a fim de descobrir transmissores que pos-
sam estar escondidos e '"vassouras' de micro-ondas capazes de 
detectar circui tos eletrônicos [ ... ] que estão transmitindo ou não ele." 
(Cavalcante, 2016, p. 85). 
O autor revela a necessidade de inspecionar forração de paredes 
e de tetos, molduras de quadros, tomadas, lustres e "fundos falsos", 
entre outros locais. 
Durante 11m<i inspeção fCsica., podem ser percebidos indí-
cios de qne wna esc11ta .foi i11stalada num determinado 
ambie11le 01,1, objew, tais como: 
» um.a. pi11t11ra visivelmente recente; 
» diferença de tona.tidade entre pi11t11ras de uma mesma 
cor, demtnci(l/ulo que <L mesma possa ter sido retocada 
mais recentemente num. único ponto; 
» emboço rece11te numa parede; 
» danos na pintur(L de acabamento de m6veis e ute11sí-
lios, os quais possam. denunciar des11io11tagem e pos-
terior montagem; 
» sujeira, riscos on marcas de mão em locais de aces-
so inusitado; 
» pequenos fragm.e11tos de fios , plásticos, jiui crepe oii 
fita. isolante; 
ll9 
» emprego de tecidos novos nos revestimentos de f unclo 
de mobiliários; 
» pregos novos, grampos, colagem e costuras recentes; 
» itens de acabamento mais novos do que os demais 
materiais originais; 
» objetos de estilo 11ã.o compatCuel com a. decoração do 
ambiente; 
» marcas deixadas pela poeim, q1ie indiquem ter havi-
do modificação no "lay-oztt do ambiente". 
Luzes do tipo ultm-violew ou a.z1iljorense são altamen-
te indicadas para visualização de marcas de reformas 
recentes em paredes ou coberturas de gesso, praticamen-
te imperceptíveis a olho mi. Em casos e.\'..tremos, eq1Lipa-
m.e11tos de raio-X portáteis podem. ser empregados parapermitir a visualizaçlio através de paredes 01.1 anteparos. 
Variando em face do grai.i de risco do segurcuLo, 1rnw 
inspeção física. pode compreender at.é a. ·viruwl "desmon-
tagem" de aparelhos a fim de detectar "bugs" injiltm-
dos nos seus componentes eletrônicos. (Cavalcante, 2016, 
p. 86-87) 
Atualmente ex istem d iversos dispositivos que podem colocar em 
risco a segurança eletrônica das aul.oridades/execut ivos. Cavalcante 
(2016, p. 87-88) elenca alguns deles, muitos dos quais são de fácil 
acesso e baixo custo: 
» extensões clandestinas, transmissores de rádio (nor-
malmente FM) ou gravadores acoplados à. linha 
telefônica, todos genericmnente conhecidos por 
"GRAMPOS"; 
» microfones acoplados a ·ventosas, pam serem. <ffi:ta-
dos em paredes, divis6rias e ·vidros, os quais podem 
ser rapidmnente instcilcidos por cilguém do staff do 
dignitário devidcunente aliciado ou por garçons, fa-
xineiros ou prestadores de serviço; 
» microfones/t,mnsmissores dissimulados (escondidos 
sob a. roupci ou sob a forma, de objetos como canetas, 
"mouses" de computador, cartões de crédito, calcula-
doras ou maços de cigarro) ou monitorando compar-
timentos ("ESCUTAS") di~f'arçrulos no interior de to-
madas, interrupl<Jres, por trás de quadros, sob mesas, 
em "fwidosjàlsos" de itens de decoração ou mobctia.; 
» amplificadores de sons OIL microjimes parab6licos; 
» cabos especiais que permitem gra'/)ação de wques do 
teclado do microcomputador; 
» projetores de raios laser que registram a ,vibração so-
nora em supe1fícies e as convertem em som audível; 
» microcâ.meras de foto e vídeo, nornwlmente dissimu-
ladas em roupas, chapéus, bolsas, valises ou em obje-
tos de decoraçtio on mobiliário; 
» câmeras de foto e vídeo que permitem gmrule apro-
ximaç{io de foco ("zoom"), mesmo em condições de 
ilumina.çtio precária, 
Cavalcante (2016) faz uma ressalva importante: não basta tão 
somente fazer varreduras nos ambientes nos quais a autoridade 
circu la ou está a maior parle do tempo para descobrir ferramentas 
de espionagem, É preciso "selecionar e investigar as pessoas que 
têm acesso ao protegido, a fim de também acautelar-se contra vaza-
mentos de informação ou contra a instalação de novos equipamen-
tos" (Cavalcante, 2016, p. 88) . 
121 
Natw·almente, como contramedidas, também podem ser utiliza-
dos disposi tivos que geram inte rferência e prejudicariam, em tese, 
os instrumentos empregados nas escutas clandestinas. 
5.3.2 Varreduras contra artefatos explosivos 
Mesmo não sendo uma s ituação rot ineira no Bras il, deve-se estar 
preocupado com a possibilidade de artefatos explosivos serem uti-
lizados contra a autoridade/o executivo. Assim, 
os agentes de segura11ç<i que, vez por outra, podem ser 
co11frontados com ocorrências de bomba, precisam ser 
melhor informados sobre os artefatos, como preveni-los 
e detectd-los. A tarefa dos agentes de segurança é "ape-
nas" a de detectar o objeto suspeito e salvaguardar seu 
pro1egido do contalo com ele. (Cavalcante, 2016, p. 90) 
Os agentes de proteção precisam Ler consciência de que os arte-
fatos explosivos utilizados contra autoridades/executivos poderão 
não se parecer com o conceito de "bomba" tradicional, como bana-
nas de dinamite, por exemplo. Nesse senlido, Cavalcante (2016) cila 
algumas possibilidades: caixas de bombons, extintores de incêndio, 
livros, garrafas térmicas, tubos ele pasta ele dente, aparelhos eletro-
domésticos, latas de biscoitos etc. 
Com o prop6sito de colher os melhores benefícios de seu 
poder explosi-uo, as bombas 11ormalmen1e são colocadas 
discrelament,e no local que se deseja deslruir. Podem 
constituir-se em volumes, aparenlemente esqueci<los em 
locais de ampla circulação de pessoas, ou deliberada-
mente posicionados em locais onde podem causar exlenso 
dano material. Quwulo visam atingir wn alvo ou pessoa 
de forma seleti'Va, podem ser entregues como simples en-
co11w1ula [. . .), instaladas em objetos ou com acionado-
res conectados a portas, ga'Uetas, no assento de poltronas, 
em camas, [. . .] em. telefo11es (para. deumarem quando da 
retimda do fo11e do gancho) etc. Se lançadas, normal-
me11Je, utiliz<tm iww motocicleta (ou de um. ·veículo em. 
m.ovime11ui) e o.indo. - quo.ndo disposta.s no interior desses 
veú:ulos - estacion<ida pr6.'rimo do objetivo que se queira 
destmir. (Cavalcante, 2016, p. 91) 
Uma questão muito importante no que diz respeito à segu-
rança das autoridades/executivos em relação a artefatos explosi-
vos é a possibilidade de utilização de cartas-bomba. Sobre o tema, 
Cavalcante (2016) esclarece que, seja o envelope do tamanho que 
for, elas têm uma espessura ma ior do que as cartas comuns, além 
de serem mais pesadas. "Dependendo do tipo de explosivo util i-
zado, um envelope de papel poderá apresentar manchas gordurosas 
ou mesmo exalar um odor estranho" (Cavalcante, 2016, p. 91-92). 
O autor também chama a atenção para os cuidados tomados pelos 
responsáveis pelas carias-bomba quanto à apresentação física do 
envelope: 
é 1un erro pensar que <>s endereços dos destinatários 
sempre sejam. genéricos (com.o ''.'lo Sr. Presidente" ou 
·~o Sr. Diretor"), apresentem erros de ortografui ou ain-
da sejam redigidos com caligrafia primária. A carta pode 
ter sido especialmente preparada par(I, simular uma. cor-
respondência. normal, com nome correto do destinatário, 
remeJen.te e selos 1ui quantida.de o.dequ<ula. O êxito do 
terrorismo postal (seja nafonna de cartas ou pacotes) se 
alicerça 1w tradicional curiosidade dos destinatários e 
na sua lfosia de abrir rapidamente as correspondências 
que lhes chegam às m<i.os. Ao recebermos uma carta 011. 
encomenda que se enquadre nos indtcios <le suspei,ç<i.o que 
me11cio11amos, devemos nos perguntar quem teria remeti-
<lo <i referida correspondência, checar a il!forma.ç<io junto 
<W remetente e - em caso de dúvida quanto à procedência 
123 
da. mesma. - colocá-l<i de lado, para ser examinada. pelos 
técnicos da. polícia. (Cavalcante, 2016, p. 92) 
Assim, a equipe de segurança deverá verificar alentamente as 
correspondências enviadas à autoridade/ executivo, com a intenção 
de buscar anomalias. Independentemente da s ituação envolvendo 
artefatos explosivos, deverá isolar o local e acionar os grupos poli-
ciais especializados. 
Síntese 
Vimos neste capítulo que, depois de realizado o devido planejamento, 
a equipe de proteção poderá ser efetivamente empregada na mis-
são e que geralmente se trabalha com perímetros de segurança ou 
círculos de proteção. 
Dissemos que uma autoridade/executivo pode se fazer presente 
em locais diversos e, dependendo deles, algumas medidas poderão 
ser adotadas. Para os deslocamentos a pé, existem as formações com 
um, dois, três e quatro agentes. Os deslocamentos em veículos divet" 
sos igualmente implicam a adoção de procedimentos específicos. 
Indicamos ainda que as varreduras e inspeções são muito impor-
tantes, em trabalho da equipe precursora, na fase prévia da reali-
zação do evento. Elas podem ser efetivadas pelos próprios agentes 
ou por profissionais especialmente contratados. 
Evidenciamos que, mesmo não sendo uma situação rotineira no 
Brasil, é necessário estar preocupado com a possibilidade de arte-
fatos explosivos serem utilizados contra a autoridade/ o executivo. 
Nesse sentido, os agentes de proteção precisam ter consciência de 
que os artefatos explos ivos utilizados contra autoridades/executi-
vos poderão não se parecer com o conceito de " bomba" tradicional. 
Sendo assim, necessitam estar bem informados sobre tais artefatos 
e como preven i-los, a fim de poder detectá-los. 
Questões para revisão 
1) Sobre procedimentos e normas, assinale a alternativa correta: 
a . O grupo de preparação é constituído pelas equipes de pla-
nejamento, precursora e de vistoria . 
b. O grupo de execução é constituído apenas pelas equipes 
aprox imada, velada e avançada. 
e. A equipe deplanejamento tem a missão de, antes da che-
gada da autoridade, percorrer os locais de eventos e hos-
pedagem, a fim de subsidiar o planejamento da segurança. 
d. A equipe velada é a responsável pela proteção imediata 
da autoridade e por sua retirada em caso de emergência. 
2) Sobre procedimentos e normas, assinale a alternativa incorreta: 125 
a. A equ ipe ostensiva é formada por conjuntos de pessoas de 
diversos órgãos (apoio) que executam trabalhos ostensivos, 
com a final idade de apoiar e faci lita r os deslocamentos da 
autoridade, anulando ou intimidando ações hostis e pre-
venindo acidentes. 
b. Consoante M ichel.e Maria Sagin da Silva (2011), a equ ipe 
avançada é "aquela respons;ível de chegar aos locais dos 
eventos com certa antecedência (mínimo de 15 a 30 minu-
tos antes), aguardando a chegada do dignitário e sua comi-
tiva para, enlão, deslocar-se ao loca] do próximo evento. 
É nessa at ividade que são observadas as condições de local 
e público, antes da passagem ou chegada do comboio, aler-
tando o chefe da equipe (carro-comando) para as anorma-
lidades observadas". 
126 
e. H<i locais fixos permanentes e locais fixos temporários. 
cl. Um museu é obviamente um local fixo permanente. 
3) Sobre procedimentos e normas, assinale a alternativa correta: 
a. Para os deslocamentos a pé, existem as formações apenas 
com um e com dois agentes. 
b. As varreduras e inspeções são muito import.anles, em tra-
balho da equipe precursora, na fase prévia da realiz:ação 
do evento. Elas podem ser efetivadas pelos próprios agen-
tes ou por profissiona is especia l mente contratados. 
e. Não devem ser consideradas as possibilidades de atenta-
dos com artefatos explosivos no Brasil por esta não ser uma 
s ituação rotineira no país. 
cl. Segurança eletrônica é, portanto, a única preocupação de 
uma seção de proteção de autoridades/executivos. 
4) O que é a equipe ostensiva? 
5) Quando há eventos com a participação da autoridade/ 
do executivo, quem é a equipe responsável pelas varreduras 
e inspeções? 
Questão para reflexão 
1) Um dos temas mais interessantes na proteção de executi-
vos é a carta-bomba. Não se parece em nada com os explosi-
vos ma is t radic ionais, todavia é tão ou muito mais destrutiva. 
Em matéria publicada pelo The New York Times, de 17 de 
dezembro de 1989, é possível ver ificar que o juiz federal ame-
ricano Robert S. Vance morreu por causa da explosão de uma 
carta-bomba enviada para sua residência às 15h de 16 de 
dezembro de 1989, na cidade de Mountain Brook, Alabama 
(Leller Bomb ... , 1989, tradução nossa}: 
Um juiz federnl foi morto e s1w esposa ficou gra·veme11-
J.e ferida esta tarde por w1w carta-bomba que explodiit 
na casa deles no subúrbio de Birmingh<un, disseram 
autoridades. 
O Ju.iz, Robert S. Vance, da. Corte de Apelações dos 
Estados Unidos para o 11~ Distrito, morre1,1, instanta-
11eame11t.e quando wn pacote e11tregue em sua casa ex-
plodii,1, por volta das 15h, de acordo com o porta-voz do 
FBI, Chuck Steinmetz. A esposa do juiz, Helen, deu en-
trada no Hospital Birmingham em grnves condições e 
lesões int.emas. 
; Is autoridades disseram q1te não tinha.m motivo ou sus-
peito. Tom. Moore, agente do F.B.l. em Birmingham, dis-
se que a agéncia estava investigando a possibili<úule de 
algwna conexão com o tr6fico de drogas colombiano. 
O juiz !lance "li<úm cmn gmnde ?JOlume de casos de dro-
gas da Fl6rida," ele disse, mas enfatizou que as drogas 
eram apenas um dos possí?Jeis motivos. 
O assassinato leve relação com a profissão do juiz federal ame-
ricano Robert$. Yance. Então, deve-se considerar que pes-
soas muito importantes, executivos e autoridades podem, sim, 
estar sujeitos ao recebimento de cartas-bomba. Portanto, elas 
não podem ser desconsideradas, e qualquer seção de prote-
ção de autoridades/executivos deve se preparar para a aná-
1 ise e a triagem de correspondências enviadas, minimizando 
. . 
assun os nscos. 
Com base nesse relato e no que foi estudado no capítulo, res-
ponda: Diante do fato de pessoas mu ito importantes, executi-
vos e autoridades estarem expostos a cartas-bomba, como 
você enxerga que deve ser a atuação de agentes de segu-
rança? Que tipos de providências e cuidados devem ser toma-
dos? Comente sua resposta. 
127 
Perguntas e respostas 
1) No que diz respeito às formações a pé e em veículos, assinale 
a alternai iva correta: 
a. No comboio com dois veículos, o da autoridade/do executivo 
vai atrás. 
b. A formaç.ão a pé com um agente é a mais básica de todas 
e, normalmente, é utilizada em viagens internacionais, 
quando apenas um agente de segurança acompanha a auto-
ridade, fazendo as vezes do ajudante de ordens e também 
de segurança da autoridade. 
e. No comboio com três veículos, o da autoridade/do executivo 
vai sempre ao centro. 
cl . Os motoristas da escolta sempre aguardam a chegada da 
autoridade dentro dos veículos. 
Respostas: 
a. Incorreta: No comboio com dois veículos, o da autoridade/ 
do executivo vai à frente para que possa ser "cuidado" pelo 
veículo da equipe. 
h. Correta. 
e. Incorreta: No comboio com três veículos, o da autoridade/ 
do executivo pode ir à frente ou ao centro. 
cl. Incorreta: Os motoristas da escola sempre aguardam ache-
gada da autoridade do lado de fora dos veículos. 
Comentário: 
Preparo adequado, treinamento constante e cumprimento de 
protocolos otimizam os recursos e reduzem os riscos. 
A proteção de autoridades/executivos exige bastante de 
seus profissionais. Buscar cert ificações e estar sempre 
pronto a aprender é um grande diferencial. 
Para saber mais 
A Electronic Securily Association, fundada em 1948 nos Estados 
Unidos, congrega empresas de várias áreas dentro do segmento de 
segurança eletrônica. Para mais detalhes, consulte o seguinte site: 
ESA - Electron ic Security Association. Oisponfvel em: <http://www. 
esaweb.org>. Acesso em: 4 dez. 2016. 
129 
Conteúdos do capítulo: 
» Planos de contingência. 
» Tecnologias aplicadas à proteção de autoridades e executivos. 
Após o estudo deste capítulo, 
você será capaz de: 
1. discorrer sobre os planos de contingências; 
2. descrever o uso de tecnologias na proteção de autoridades e 
executivos. 
Neste último capítulo, vamos tratar sobre os planos de contingência 
e algumas tecno.logias uti.lizadas no trabalho de proteção de auto-
ridades e executivos. Nossa intenção é apresentar informações e 
dados sobre os veículos blindados - formas e níveis de blindagem, 
por exemplo - e também mencionar outros recursos, que incluem 
até mesmo detectores de annas químicas. 
VI 
í.11 
C'd 
~ v 
• P"""I ,.......... 
~ í.11 
í.11 ~ C'd • P"""I 
• P"""I +-! 
bD ~ 
i v ~ 1 (J.) v 2 (J.) 
í.11 
(J.) (J.) 
C'd ""O 
• P"""I C'd 
v ""O 
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<(J.) s 
bD +-! 
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• P"""I C'd 
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v ""O 
(J.) ~g 
""O C,)11 
í.11 2 8 8 
C'd o... 
~ /C'd 
132 
6.1 Planos de contingência 
Para qualquer seção de proteção de autoridades/executivos, w11a das 
providências mais importantes a serem tomadas é a de se preparar 
para ocorrências, acidentes e sinistros. Para tanto, faz-se necessá-
rio o plano de contingência, fundam ental de ser executado quando 
eclodem s ituações desagradáveis e que podem pôr em risco as lide-
ranças e os d ignitários. Esse é o tema deste capítulo, no qual vamos 
apresentar, entre outros aspectos, as características desse plano. 
6.l.l Necessidade 
O plano de contingência é muito importante para qualquer seção de 
proteção de autoridades/executivos. Para Jocemar Pereira da Silva 
(2016, p. 22), o planejamento de contingência 
se resume em documento nomwti-vo que descreve de for-
nui clara, concisa e completa a resposta ou ação que cle-
·uerá ser desencadeada diante de adversidades on em. caso 
de a.contecim.ento de wn sinistro, perda ou dano, seja ele 
de orrlern pessoal (lw.mcma) ou patrimonial (bens uuzgí-
-veis e intangíveis). 
Exatamente por se pretender minimizar oueliminar os riscos a 
que estão sujeitos autoridades/executivos é que devem ser elabora-
dos planos de contingência. Sobre a necessidade deles, Silva (2016) 
comenta que os planos de contingência têm como objetivos garantir 
o funcionamento de uma empresa ou a dinâmica de uma residência, 
minimizar ou excluir os prejuízos de um incidente e envidar esfo 1~ 
ços para que eles não ocorram. O aulor enumera alguns motivos que 
justificam tais planos: 
l. 1'oda empresa ou dign.itárw estão sujeitos <t w1w enor-
me quantidade de riscos. Se não existir uma previs<7o 
sobre as ações qzte devem ser desencadeadas diante do 
aco11t.ecimen.to dos riscos/sinistros, a em.presa ou o digni-
tário poderá ir à. ruína, seja porq1te não sabe o que e como 
fazer; ou porqne adotou procedimentos inconvenientes à 
sit.uaçao apresentada; 
2. Se o planejamento de co11tingência foi estruturado cor-
retam.e11te, haverá uma resposta imediata invocando os 
procedimentos de recupera.çiio da normalidade da vida 
empresarial ou d<i vicút do dignitário; 
3. Ainda que aconuça. um sinistro os danos serão mini-
mizados ou anulados, co1iforme o caso; 
4. A empresa ou. dignit.ário poderá vislumbrar cenários 
prospectivos, 01t seja, fazer planejamentos a. longo prazo 
se houver uma segurança preventiva. e contingencial bem. 
estruturada. Diminuirá incertezas e aument.ará <t convic-
ção dct realizaçiio elos objetivos üulividuais e corporativos. 
(Silva, 2016, p. 22) 
Portanto, o plano de contingência é absolutamente necessário e 
por meio dele será assegurada uma prestação de serviços de prote-
ção de alta qualidade e competência. 
6.1.2 Características 
Todo plano de contingência apresenta características peculia res que 
constituem a sua estrutura. Araújo Gomes (2016) assim as elenca : 
» Material de introdução - Trata-se de um conjunto de infor-
mações que vão possibilitar que o plano seja usado e conlro-
lado, entre as quais se incluem o documento de aprovação, a 
l)á.,.ina de assinatw·as o reo-istro de alterações o recristro das ty ' b ' b 
cópias d istribuídas e o sumário. 
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133 
134 
» Finalidade - Diz respeito às expectativas quanto ao plano 
a partir das quais ele é executado; dela pode fazer parte um 
resumo cio plano básico, além de anexos e apênd ices específicos. 
» Situação e p1·essupostos - Referem-se ao contexto em que 
se está inserido, com descrição de ameaças e perigos envol-
vidos, e também à ident ificação dos dados e das informações 
que precisam ser levados em conta na condição de pressupos-
tos (em vez de fa los). 
» Ope 1·ações - Tornam evidentes as ações dianle da emer-
gência e contemplam aspeclos como organização dos órgãos 
e esquema de resposta, ferramentas para monitoramento, alerta, 
a la r me e acionamento, instâncias de atuação, o que fazer antes, 
durante e após a emergência, quem solici ta ajuda e em que 
ci rcunslâncias isso ocorre. 
» Atribuição de r esponsa bilidades - Define o que cada um 
dos envolvidos (agências e departamentos) deve fazer para 
colocar o plano em prática, o que torna possível uma busca 
rápida e dá agilidade ao enfrentamento da emergência. os 
casos em que haja duas ou mais organizações incumbidas da 
mesma ação, é preciso defi ni r aquela que será a responsável 
primárias e as de suporte. 
» Adininis tração e logís tica - A.ponlam a forma por meio da 
qual o suporte adminis trativo e logístico vai ocorrer, o que 
implica acordos que assegurem serviços e suprimentos, con-
tratação de recursos, recomendações relacionadas ao uso e à 
prestação de contas de recursos financeiros. 
» Instruções pa1·a uso do plano -Apontam resumidamente 
onde o plano será posto em prática, detalhando locais e traje-
tórias levados em conta no planejamento. 
» lnstl'llÇÕes par a tnauuten ção do plano - Definem alguns 
aspectos associados ao aperfeiçoamento do plano em todas as 
suas frentes (periodicidade e tipo de treinamentos, mecanis -
mos para aval iar as emergências, recomendação às agências 
envolvidas para efetivar os procedimentos operacionais reque-
ridos para a atuação delas) . 
» DistI"ihuição. 
» Registro das a lterações. 
Assim, cada seção de proteção de autoridades/executivos que pre-
parar adequadamente um plano de contingências especificamente 
voltado para suas alividades o tornará eficiente e eficaz, cumprindo 
sua missão com maestria. 
6.2 Tecnologias aplicadas à proteção 
de autoridades e executivos 
É muito importante que agentes de proteção lenham conhecimento 
das tecnologias que são apl icadas na tarefa de garantir a integridade 
física de autoridades e dignitários. Vamos tratar aqui dos veículos 
blindados e de outras tecnologias, como detectores de armas quí-
micas, comunicação por satélite etc. 
6.2.1 Veículos blindados 
O uso de tecnologias na proteção de autoridades/executivos é extre-
mamente importante. Um dos itens mais comuns utilizados é o 
veículo blindado. Dependendo do nível da blindagem, esta assegu-
rará tempo suficiente para que o motorista adote os procedimentos 
evasivos necessários . 
Consoante matéria da Tribuna do Norte, intitulada "Bl indagem de 
ca rros no país: custo ou ' investimento'?", de 2014, verillca-se que 
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135 
136 
"a blindagem de veículos é um mercado que cresce cerca de 20o/o 
ao ano no Bras il e até o final de 2014 o País deve receber ma is 
de 12 mil unidades blindadas, segundo estatísticas da Abrablin 
(Associação Bras ileira de Blindagem)". Na Figura 6.1, é possível 
observar uma imagem que representa o esquema de blindagem. 
Figura 6.J - Esquema de blindagem veicular 
05 Proteção 
entre o pa inel 
e o rnotor 
06 Caixas 
de rodas 
l O Bateria 
01 13lindagern 
total do teto 
08 Vidros laminados 
balísticos 
02 Colunas 
03 Atrás 
do banco e 
po11a-pacotes 
04 Pmtas 
09Tanque de 
combustíve l 
07 Blindagem 
por dentro 
dos espelhos 
retrovisores 
06 Caixas 
de rodas 
11 Blindagem 
por trás das 
fechaduras 
fonte: Adaptado de Besl Cars, 2000. 
Igualmente, o nível de blindagem poderá variar. De acordo com o 
tipo de proteção que se busca, haverá um nível de blindagem espe-
cífico. Confira o Quadro 6.1, a segu ir, que traz informações sobre 
essa questão. 
Quadro 6.1 - Níveis de blindogem 
Níveil! de 
Tipo d e muniçüo 
Comprimento 
blindageru do calibre 
.22 LR H V Lead 
15-16.5 cm 
6-6,5 in 
l 
.38 S1>ecial HN Lcad 
15-16,5 cm 
6-6,5 in 
9 mm Fi\IJ 
10-12 cm 
4-4. 75 in 
ll-A 
.357 Mag JSP 
10-.12 cm 
4-4,75in 
9 mm FMJ 
10-12 cm 
4-4,75 in 
li 
.357 Mag JSP 
15-1 6,5 cm 
6-6,5 in 
Velocidade E11cr·-..-iu 
" referência cinético 
320 +/- 12 ni/s 
l~~- 12 J 
1050 +/- 40 fús 
259 +/- 15 ni/s 
3 ~2. 1 2 J 
850 +/- 50 fús 
332 +/- 12 1n/s 
440.9 J 
1090 +/- 40 fús 
381 +/- 15 m/s 
7'10 J 
1250 +/- 50 fús 
358 +/- 12 m/s 
512,66 J 
1175 +/- 40 fl/s 
425 +/- 15 m/s 
92 1 J 
1395 +/- 50 ft/s 
PianoJ dt con1i11gênri11 e ttt1uJ/ngir1J aplict1das 
<...: .... 
à pro1eção tlt a111orülotlts e tº.\tru1ito.s 
Ois paros 
por 1>n inel 
5 
5 
5 
( tOlllÍllll(I) 
5 Segurança e:ret·utit'lf1 e de outoridfldes 
(Q1wtlro 6.1 - co11d1mio) 
Nívei5 de 
Tipo de munição Comr>rimeulo Velocidade Enc1·giu Disparos 
blindagem do calibre re ferência cinética por painel 
9 mm FMJ 
24-26 cm 426 +/- 15 m/s 
725,9 J 
9,5-J 0,25 in 1400 +/- 50 ft/s 
Ili-A 5 
.44 Mag Lend SWC 14-16cm 426 +/- 15 ni/s 
l406J Gas Chcckcd 5.5-6.25 in 1400 +/- 50 ft/s 
IH 
7,62 X 5 1 fJ NB 56 ('lll 838 +/- 15 m/s 
3'105 J 5 
.308 Wi ndwslC'r FMJ 22 in 2750 +/- 50 f1/s 
IV 30-06 56 C lll 868 +/- 15 m/s 4068,S J l AP 22in 2850 +/- 50 !i/s 
F'o111e: Aclaplmlo de Veja ... , 2015. 
No Brasil, os níveis III e IV são de uso restrito, e os demais, de 
uso permitido, podendoser autor izada aos veículos de passeio a blin-
dagem até o nível III (Brasil, 2000). Vinicius Dorningues Cavalcante 
(2016) observa que a á rea a ser blindada se classifica em duas pa rtes. 
Uma delas é a opaca, na qual se util izam chapas de aço ou mantas 
de a ram ida, mate rial sintético também conhecido como Kedar, cuja 
princ ipal característica é absorver a energia do impacto. A outra é 
a região Lransparente, caso em que os vid ros precisam ao mesmo 
tempo assegura r a segurança contra o projéti l e a visibilidade neces-
sária ao conforto e à dirigibilidade. 
Devido à baixa resistêncúi intrínseca dos vidros, ci solu-
ção consiste em construir plctccts corn camadas intercala-
das de ·vidro e policarbonato, formando a.ssim «sandu(-
ches» que são capazes de resistir aos projéteis. No processo 
de blindagem, trocam-se todos os vidros originais por 
vúlros laminados, fabricados especialmente para resis-
tir a impactos balfsticos. O n(vel de contenção balística 
adm.iss(ueL depende do projeto do vi<iro blindado em ques-
tão. É preciso Levar em. consideração qual a quantida.-
de de energúi que ele deverá supor/.ar, bem como o tipo 
e a frequfüicia do projétil que será o ·vetor dessa energia. 
Praticamente ncio há limite para o nível de contenção ba-
lísticci de um vidro blindado, considerando-se a.penas que 
quanto mais resistente tenderá sempre a tornar-se mais 
espesso. O pára-brisa de um autoni6vel de passeio deve 
poder conter projéteis de armas de mão até fuzis ele alto 
calibre; dependendo da tecnologia e do projeto do ·vidro. 
Assim. como o peso, a espeswra do vidro balístico ·V<iria de 
acordo com o 11tvel de resist€11cia balCstica e da tecnolo-
gia. empregada 1wfabricação do mesmo. Atnalmente, os 
vidros de maior n(vel tecnol6gico aprese111.am. espessuras 
que ·variam. entre 15 e 25m.m, podendo chegar a 50mm. 
no caso elas mais sofisticados «limousines» governa.num-
tais. (Cavalcante, 2016, p. 24) 
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139 
140 
Confira na Figura 6.2 a representação da blindagem dos vidros 
de um veículo. 
Figura 6.2 - Blindagem. de ·vidros de veículos 
---- Película antiestilhaço 
--- Poliéster 
--- Polivinil hutiral hutacite (Du Pont - USA) 
--Vidro 
PoliW'etano 
Policarhonato maciço Lexan MR - 10 
N (General Electric - USA) 
\.. ~ Poliuretano 
\. '\.._____ Vidro 
Pol ivinil butirnl bulacile (Du pont - USA) 
'---- Vidro com filtro solar 
------------Tinta cerâmica (com serigrafia de pontos) 
Fonle: Adaplado de Cavalcanl e. 2016. I" 2'k 
Devemos sempre lembrar que o veículo blindado não será garan-
tia de invencibilidade. Ele funciona como um elemento a mais no 
s isLema de proteção da autoridade/do executivo. Dessa maneira, 
seu emprego precisa ser efetivado considerando-se algumas siLua-
ções. Cavalcante (2016) explica que a blindagem dá às pessoas que 
estão no carro chance de sobreviverem quando o atentado ocorre ao 
permitir que escapem no menor espaço de tempo possível do local. 
Ele sugere alguns cuidados e providências diante de um ataque: 
4.2.3. Num. atento.do com.o um. assalto nwn sinal de trân-
sito, os ·vidros blindados nonncdm.ente resi..stirão a. dois 
01i três impactos pr6."Cimos uns dos outros, desde que o 
atirador não consiga colocar seus tiros num mesmo pon-
1 o. [. .. ]A regm vale parti todos os veículos blindados ou 
não: se o carro for alvejado por tiros 11 ão pare! Leve-o, 
o mais rápido que puder, até o local mai..s seguro que 
conseguir alcançar. A mntagem é que os veú:ulos blinda-
dos sempre sercio mais resistentes às colisões, costwnam. 
ter pneus especi<Lis, capazes de rodar mesmo ·vazios por 
breves períodos. 
4.2.4 . Veú:ulos blindados, sendo nuús pesados e menos 
ágeis que os congéneres sem proteção, não podem ser 
conduzidos da mesma jimna que os ·veícu.los mais leves. 
li grande nuiiori.a dos pmprietários de 'lleículos blindados 
dirige seu carro acreditando numa jàlsa ilusão de in'llul-
nerabilidade. Uma lição indispensá'llel ao mctorista é a 
de que ele deve estar sempre atento ante a necessidade 
de executar manobras evasi-vas e/ou defe11si·vas que ·vão 
requerer muito mais per{ci<t do condutor. É necessário co-
nhecimento e treinamento pam a execução dessas mano-
bras e um bom curso de direção - onde o agente de segu-
rança/motorista ·vivencie e aprenda técnicas de controle 
do volante, con.t.role de frenagem e manobras evasivas e 
ofensivas. (Cavalcante, 2016, p. 27-28) 
A bl indagem de veículos, portanto, deve ser considerada uma 
ótima opção para o desempenho da missão da proteção de autori-
dades/executivos. Ela será um importante catalisador para minimi-
zar os riscos, otim.izar os recursos e facilitar os procedimentos de 
segurança . 
6.2.2 Outras tecnologias 
A utilização de quaisquer outras tecnologias dependerá, obviamente, 
do grau de risco da autoridade/do executivo, bem como do orçamento 
disponível. Entre elas encontram-se detectores de armas químicas 
e radiológicas, controles de acesso biométricos, sistemas de rastrea-
mento e comunicação por satéli te. 
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Cada autoridade/executivo deverá ler seu perfil detalhadamente 
descr ito para uma análise completa do grau de risco a que está 
exposta. Essa tarefa servirá de base para a definição das estraté-
gias dos serviços de proteção a serem desenvolvidos. 
Estar constantemente atualü:ado e sintonizado com as mais 
modernas tecnologias será determinante do grau de sucesso de uma 
seção/d ivisão de proteção de autoridades/execut ivos, que não pode 
jamais deixar a rotina balizar suas atividades. 
ã 
~ Síntese 
~ 
~ 
J• Vimos neste capítulo que o plano de contingência é muito impor-
MZ lante para qualquer seção de proteção de autoridades/executivos. 
Exatamente por se pretender minimizar ou eliminar os riscos a que 
estão sujeitos autoridades/executivos é que devem ser elaborados 
planos de contingência. Estes são absolutamente necessários, visto 
que, por meio deles, será assegurada uma prestação de serviços de 
proteção de alta qualidade e competência. 
Observamos também que todo plano de contingência apresenta 
características pecu liares, que constituem a sua estrut ura. Tendo 
isso em vista, cada seção de proteção de autoridades/executivos 
que preparar adequadamente um plano de contingências especifi-
camente voltado para suas atividades se tornará eficiente e eficaz, 
cumprindo sua missão com maestr ia . 
Neste capítulo, apresentamos um dos itens mais comuns na pro-
teção de autoridades/executivos: o veículo bli ndado. Dependendo 
do nível da bl indagem, esta assegurará tempo sufi ciente para que 
o motorista adote os procedimentos evasivos necessários. Devemos 
sempre lembrar que o veículo blindado não será garantia de inven-
cibilidade, funcionando como um elemento a mais no sistema de 
proteção da autoridade/executivo. Dessa maneira, seu emprego pre-
c isa ser efetivado considerando-se algumas situações. 
Enfim, chamamos a atenção para o fato de que a utilização de 
quaisquer outras tecnologias dependerá , obviamente, do grau de 
risco da autoridade/executivo, bem como do orçamento disponível. 
Entre elas encontram-se detectores de armas químicas e radioló-
gicas, controles de acesso biométricos, sistemas de rastreamento e 
comunicação por satélite. 
Questões para revisão 
1) Sobre a necessidade de planos de contingênc ia, assinale a 
alternativa correta: 
a. Exatamente por se pretender maximizar os riscos a que 
estão sujeitos autoridades/executivos é que devem ser ela-
borados planos de contingência. 
b. O plano de contingência é muito importante para qualquer 
seção de proteção de autoridades/executivos . 
e. O plano de contingência é absolutamente desnecess<1rio. 
d.O plano ele contingência deve ser sempre elaborado quando 
a previsão do tempo não for favorável. 
2) Sobre o uso de veículos blindados na proteção de autoridades 
e executivos, assinale a alternativa correta: 
a . No Brasi l, os níve is lll e IV são ele uso restrito, e os demais, 
de uso permitido; pode ser autorizada aos veículos de pas-
seio a bl indagem até o nível IV. 
b. Um dos itens mais comuns na proteç.ão de autoridades/ 
executivos é o veículo blindado. Dependendo do nível da 
blindagem, esta assegura rá tempo sufic iente para que o 
motorista adote os procedimentos evasivos necessários. 
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144 
3) 
e. Deve-se sempre lembrar que o veículo blindado será garan-
tia de invencibilidade. 
d. A blindagem de veículos deve ser considerada urna opção 
mu ilo ca ra para o desempenho da missão da proteção de 
autoriclades/execulivos 
Sobre o uso de outras lecnologias na proteção de autoridades 
e executivos, assinale a alternativa incon·eta: 
a. A utilização de quaisquer outras tecnologias dependerá, 
obviamente, do grau de risco da autoridade/do executivo, 
bem como do orçamento disponível. 
h . Entre as tecnologias estão detectores de armas químicas 
e radiológicas, controles de acesso biométricos, sistemas 
de rastreamento e comunicação por satélite. 
e. Cada autoridade/executivo deverá Ler seu perfil detalha-
damente descrito para urna análise completa do grau de 
risco a que está exposta. Essa tareia servirá de base pa ra a 
definição das estratégias dos serviços de proteção a serem 
desenvolvidos. 
d . O uso de outras tecnologias somente será recomendado 
quando o grau de risco ela autoridade/executivo for muilo 
alto. 
4) O plano ele contingência é necessário? Por quê? 
5) Cite os níveis de proteção balís tica. 
Questão para reflexão 
1) O uso de tecnologias na proteção de autoridades/executivos 
tem crescido significativamente. A segurança das comunica-
ções contra armas radiológicas, químicas e bacteriológicas é 
foco de grande preocupação. Indiscutivelmente, a utilização 
de veículos blindados lam bém aumentou. 
Dessa maneira, todo profissional de proteção de autoridades/ 
executivos deve procurar se atualizar sobre as novas tecnolo-
gias e saber uti lizar as que puderem ser adquiridas, atuando 
com mais eficácia e eficiência. 
Com base nesse rela to e no que foi es tudado no capítulo, res-
ponda: Qual é a importância de os profissionais que atuam na 
proteção de autoridades/executivos se atualizarem sobre as 
novas tecnologias? Comente sua resposta. 
Perguntas e respostas 
1) Sobre as características dos planos de contingência, de acordo 
com Araújo Gomes (2016), assinale a alternat iva correta: 
a . Atribuição de responsabilidades: Deve-se iniciar o plano 
de contingência por certas informações que facilitem seu 
uso e controle. Entre elas, recomendam-se: documento de 
aprovação, página de assinaturas, regis tro de a lterações, 
registro das cópias distriJ)uídas e sumário. 
b. Administração e logística: Descreve a motivação pela 
qual o plano [oi elaborado, estabelecendo de forma clara 
o que se espera dele. O restante do plano de contingência 
der iva, de forma lógica, da finalidade. A fin a lidade pode 
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145 
146 
ser suportada pela apresentação de uma sinopse do plano 
básico, dos anexos funciona is e dos apêndices específicos. 
e. Instruções para uso do plano: Essa parte do plano deve 
estabelecer claramente, ele forma sucinta, onde o pia no será 
utilizado, incluindo um rol das instalações e cios percursos 
explicitamente cons iderados no planejamento. 
cl. Instruções para manutenção do plano: Após o estabele-
cimento da finalidade, a descrição de s ituação estreita o 
foco, delineando as ameaças ou os perigos a que o plano 
se refere, a caracterização das áreas s ujeitas ao plano e as 
informações utilizadas na preparação do plano que devem 
ser tratadas como pressupostos, e não como fatos. 
Respostas: 
a. Incorreta: A descrição corresponde ao mate rial de 
introdução. 
b. Incorreta: A descrição corresponde à finalidade. 
e. Correta. 
cl. fncorreta: A descr ição diz respeito à situação e pressupostos. 
Comentário: 
Conhecer as características do plano de contingências facili-
tará a elaboração dele. 
2) Sobre os níveis de proteção balíst ica, ass ina le a alternativa 
correta: 
a. Nível l: Uso permitido. Para munições 9 FMJ (com energia 
cinética de 513 Joules) e .357 Magnum JSP (com energia 
cinética de 921 Joules). 
b. Nível II-A: Uso permitido. Para munições .22 LRHV 
Chumbo e .38 Special RN Chumbo. 
o 
lctS 
e. Nível II: Uso permitido. Para munições 9 FMJ (com ener-
gia c inética de 441 Joules) e .357 Magnum JSP (com ener-
gia cinética de 740 Joules). 
cl. No Brasil, os níve is III e JV são de uso restrilo, e os demais, 
de uso permitido; pode ser autorizada aos veículos de pas-
seio a blindagem até o nível Ilf. 
R espostas: 
a . lncorrela: A descr ição corresponde ao nível lI. 
b. Incorreta: A descr ição corresponde ao nível I. 
e. Incorreta: A descr ição corresponde ao nível II-A. 
cl. Correla. 
Con1entário: 
Ter domínio sobre os níveis de proteção balística pode facili-
tar muitas atividades e missões. 
á5 êa Conhecer a legislação aplicável à missão é fundamental * para uma melhor atuação. 
<Ll 
Para saber mais 
Recomendamos que você assis ta aos vídeos a seguir, respectiva-
mente, sobre p.lano de contingência e blindagem veicu lar: 
SEGURANÇA ele clignitfü·ios: Aula 6 - Plano de contingências. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=305RTde-NKw>. 
Acesso em: 4 dez. 2016. 
VEJA como é feita uma bl indagem. Disponível em: <https://www. 
youtuhe.com/watch?v=yT9KVHJ2fIA>. Acesso em: 3 dez. 2016. 
., 
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147 
Chegamos ao final de nossa jornada, na qual discutimos sobre segu-
rança executiva e de autoridades. Durante o livro, apresentamos o 
histórico da proteção de líderes e dignitários, bem como os sistemas 
de proteção. Também abordamos um assunto bastante relevante, que 
é a gestão de pessoas, dos recursos materiais, da forma ção e aper-
foiçoamento dos agentes de proteção, dos processos de trabalho, da 
inteligência na proteção de autoridades e executivos, sem falar da 
auditoria em proteção de autoridades e executivos, liderança e moti-
vação e planejamento de missões de proteção. 
Na sequência, analisamos a estrutura de uma seção ele proteção 
no que diz respeito aos recursos humanos e aos recursos mater iais e 
o perfil do agente de proteção, vestuário, armamentos e equipamen-
tos e proced imentos e normas. Finalmente, falamos sobre os planos 
de contingência e o uso de veículos blindados na proteção de líde-
res e executivos, bem como de outras tecnologias. 
O objetivo desta obra não foi o ele esgotar o Lema. Ainda exis-
tem muitas questões a serem debatidas, analisadas e aperfeiçoadas. 
O serviço ele proteção de autoridades/executivos está em constante 
mutação, uma vez que a cada d ia novas tecnologias são desenvol-
vidas, novas técnicas elaboradas e testadas e novos procedimentos 
estabelecidos. 
150 
Os Lemas abordados servem para dar uma base relativamente sufi-
ciente a Lodos quantos pretendem laborai· na at ividade, dotando-os 
de elementos relevantes que fazem parle do serviço de proteção, seja 
em nível est ralégico, seja tático, seja operacional. 
Qualquer profissional - e especialmente quem trabalha com pro-
teção de autoridades/executivos - que deseja exercer seu mister de 
forma exemplar precisa ler a consciência de que procurar atualiza-
ção e aperfeiçoamentoconstantes, estar disposto sempre a aprender 
e, o mais i mportanle, não deixar a rol ina dominá-lo são ações impor'" 
lantes para o sucesso profissional e a realização pessoal. 
ANTHUERPIA CONSULTORIA E TREINAMENTO. Site. Disponível 
em: <http://www.anthuerpia.com/>. Acesso em: 5 dez. 2016. 
ASSASSINATION Auempt of Ronald Reagan. Disponível em: <https:// 
www.youtube.com/watch?v=lP4AyN7zb90>. Acesso em : 
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Universidade Federal de Santa l\lfaria, Colégio Politécnico; Rede 
e-Tec Brasil, 2015. Disponível em: <http://estudioOl.proj.ufsm.br/ 
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< https://en.w ik iped ia .org/w i k i/ Lis t_ of_protective_servi ce_agencies>. 
Acesso em: 3 dez. 2016. 
Capítulo 1 Capítulo 2 
Questões para r evisão Ques tões para revisão 
1. b 1. a 
2. a 2. d 
3. F, F, V, F. 3. h 
4 . Departamento da Polícia Fede- 4 . A gestão de processos toma-se 
ral, Departamento da Polícia fondamenta l porque lida com 
Rodoviár ia Federal, Polícias a vida, a integridade fís ica e 
Civis e Polícias Militares (estas psicológica ele pessoas muito 
mais especificamente nas Casas importantes. 
Militares, com missão ele prole- 5. A atividade ele inteligência é 
gero governador. vice-governa- muito importante, seja pelo 
dor e fam ilia res). levantamento de informações 
5. O atentado contra o vi<:e-gover-
nador ele Goiás, José EI iton. 
Questões para reflexão 
1. A clica é para fazer apontamen-
tos na direção de que el imi-
nar 100% cios riscos é pratica-
mente impossível. 
anteriormente a eventos, seja 
pela coleta ele inteligência sem-
pre que possível. 
Ques tão para r eflexão 
l. A clica é elaborar ideias que vão 
na direção de que ninguém está 
totalmente protegido durante 
Lodo o tempo. 
156 
Capítulo 3 
Questões par a revisão 
l. a 
2. b 
3. F, F, V, F. 
4. Apesar de ser interessante que 
todo o efetivo seja tre inado 
para realizar diversas tare-
fas, a designação específica de 
missõE>,s auxil ia na especializa-
ção das a tividades, melhorando 
sensivelmente a qualidade cios 
serviços. 
5. Não. Muitas vezes jamais será 
possível ter todos os recursos 
materiais. O majs importante é o 
treinamentocio efetivo, sua dedi-
cação e seu profissionalismo. 
Questão para reflexão 
l. A orientação é para que o aluno 
re flita que ninguém conse-
gue se preparar plenamente ele 
maneira individual, sem depen-
der ele outras pessoas ou grupos. 
Capítulo 4 
Q uestões pana revisão 
l. cl 
2. c 
3. F, V, F, V. 
4. P istola calibre .380. 
5. Pistola calibre 9mm. 
Questão para reflexão 
l. A orientação para a resposta 
está no fa to de que o agente de 
proteção deve ter muitos atri-
butos para poder desempenhar 
bem sua missão. 
Capítulo 5 
Q uestões para revisão 
1. a 
2. d 
3. b 
4. A equipe ostensiva é formada por 
conjuntos ele pessoas ele diver-
sos órgãos (apoio) que exe1;ulam 
trabalhos os tensivos, com a 
finalidade ele apoiar e facilitar 
os des locamentos ria autoridade, 
anulando ou intimidando ações 
hostis e prevenindo acidentes. 
5 . Equipe precursora. 
Questão para r eflexão 
l. A resposta eleve contemplar a 
verificação dos procedimentos 
por ocasião de varreduras con-
tra E'-xplosivos. 
Capítulo 6 
Questões para r evisão 
1. b 
2. b 
3. d 
4 . Sim. A existência de um plano 
de contingências min imiza os 
riscos da autoriclacle/clo exe-
cutivo. 
5. 1, li-A, 11, Ill-A, III e IV. 
Ques tão para reflexão 
1. É importante que o aluno veri-
fique que utilizar bem os recur-
sos humanos e os materia is d is-
poníveis pode garantir o sucesso. 
157 
Claudio nol' Agibel't é bacharel em Direito (2009) pela Univer-
sidade Tuiuli do Paraná (UTP), pós-graduado em Administração 
Pública (2010) e Dire ito Administrativo Disciplinar (2012) e especia-
lista em Polícia .Jud iciária Militar (2006) e Proteção de Dignit<í rios 
(2002), além de instrutor de armas de fogo (2003). É graduado na 
Academia Pol icial Militar do Guatupê (1996) e oficial da Polícia 
Militar do Paraná no posto de Capitão, com mais de 24 anos de 
serviço. Com vasta experiência nacional e inte rnacional e tendo 
atuado na proteção pessoal de d iversas autoridades por mais ele dez 
anos, é a tualmente o secretário da Divisão Internacional de Polícia 
da Associação Internacional ele Chefos ele Polícia, com sede em 
Alexandria, Virgínia, Estados Unidos. 
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