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IESC EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA : aparece até certo ponto como uma releitura da epidemiologia, campo privilegiado do estudo de fenômenos coletivos de saúde-doença, tentando adequá-la aos imperativos da abordagem clínica individual. EPIDEMIOLOGIA SOCIAL : tem como foco principal o estudo do modo pelo qual a sociedade e os diferentes modos de organização social influenciam a saúde e o bem-estar dos indivíduos e dos grupos sociais, possibilitando a incorporação de suas experiências societárias, para a melhor compreensão de como, onde e porque se dão as desigualdades na saúde. PNPS PORTARIA 2446/2 014 Art. 2º A PNPS traz em sua base o conceito ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saude (RAS), buscando articular suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social. ART. 3º SÃO VALORES FUNDANTES NO PROCESSO DE EFETIVAÇÃO DA PNPS: Solidariedade, ética, felicidade, humanização, justiça social etc... PRINCÍPIOS IGUAIS AOS DO SUS: Equidade, participação social, autonomia, empoderamento, intersetorialidade, sustentabilidade, integralidade, territorialidade. Art. 10. São temas prioritários da PNPS: Formação e educação permanente; Alimentação adequada e sustentável; Praticas corporais e atividades físicas; Enfrentamento do uso do tabaco e álcool; Mobilidade segura; Promoção da cultura de paz; Promoção de desenvolvimento sustentável. PNAB PORTARIA 2436/17 Número de pessoas por ESF 2000-3500 Horas trabalhadas 40horas/semanais em mínimo 5 dias Número de pessoas por ACS 750 EQUIPE MÍNIMA: médico, enfermeiro, ACS, aux/te. Enfermagem. (Opcional: dentista e auxiliar de dentista) MÁXIMO: São 4x a mínima por ESF/UBS ATENÇÃO BÁSICA porta de entrada do SUS Complexidade de conhecimento; Densidade tecnológica; A AB DEVE GARANTIR O ACESSO UNIVERSAL E EM TEMPO OPORTUNO AO USUÁRIO, DEVE OFERTAR O MAIS AMPLO POSSÍVEL ESCOPO DE AÇÕES VISANDO A ATENÇÃO INTEGRAL E SER RESPONSÁVEL POR COORDENAR O CUIDADO DOS USUÁRIOS NO CAMINHAR PELOS DIVERSOS SERVIÇOS DA REDE NASF-AB O NASF é uma equipe multiprofissional da Atenção Básica, que deve atuar de maneira integrada e de modo complementar às equipes de Saúde da Família (eSF), ampliando sua abrangência e resolubilidade, apoiando-as e compartilhando saberes. METODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA Propoe um conjunto claro de orientações para o profissional da saúde fazer uma abordagem centrada na pessoa como um todo: 1 SIFE: SENTIMENTO: qual sentimento do paciente acerca da doença; IEIAS: o que acha que tem de errado; FUNCIONALIDADE: como que a doença interfere no funcionamento do pcte; EXPECTATIVA: quais expectativas sobre tratamento, do médico etc. 2 Mais importante. Entender toda a pessoa. Sentido de doença e experiência da doenç variam de acordo com o contexto distal: comunidade; proximal: família. 3 Pcte e médico devem concordar em 3 pontos: 1. Definição dos problemas 2. Estabelecimento de prioridades p/ tratamento 3. Identificar os papeis assumidos por cada um Sem linguagem técnica. 4 Entender como um todo a pessoa. Estratégias de prevenção: 1. Evitar riscos. 2. Diminuir riscos 3. Identificar cedo e reduzir complicações 4. Diminuir intervenção excessiva 5 Atenção, confiança, empatia podem contribuir com o projeto terapêutico. 6 Medico deve saber e ser realista que ele não irá conseguir resolver todos os problemas do pcte em uma única consulta. PROCESSO SAÚDE DOENÇA Em síntese, pode-se dizer, que o processo saúde- doença representa o conjunto de relações e variáveis que produzem e condicionam o estado de saúde e doença de uma população, que variam em diversos momentos históricos e do desenvolvimento científico da humanidade. Doença A doença não pode ser compreendida apenas por meio das medições fisiopatológicas, pois quem estabelece o estado da doença é o sofrimento, a dor, o prazer, enfim os valores e sentimentos expressos pelo corpo subjetivo que adoece. Saúde Segundo a (OMS), a saúde é definida como: “Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Pode-se então descrever a condição de saúde, a soma de três planos: subindividual, individual e coletivo. O plano subindividual seria o correspondente ao nível biológico e orgânico, fisiológico ou fisiopatológico. Nesse plano, o processo saúde- adoecimento (PSa) seria definido pelo equilíbrio dinâmico entre a normalidade - anormalidade / funcionalidade - disfunções. Assim, quando a balança pender para o lado da anormalidade - disfunção podem ocorrer basicamente duas situações: a enfermidade e a doença. A enfermidade seria a condição percebida pela pessoa ou paciente, caracterizando-a como queda de ânimo, algum sintoma físico, ou mesmo como dor. A doença seria uma condição detectada pelo profissional de saúde. O plano individual: as alterações no processo saúde- adoecimento resultam não apenas de aspectos biológicos, mas também das condições gerais da existência dos indivíduos, grupos e classes sociais. A condição de saúde poderia variar entre um extremo de mais perfeito bem-estar até o extremo da morte, com uma série de processos e eventos intermediários entre os dois. O plano coletivo resulta de uma complexa trama de fatores e relações, representados por determinantes do fenômeno nos vários níveis de análise: família, domicílio, micro área, bairro, município, região, país, continente etc.. Determinantes sociais da saúde Os DSS são: fatores sociais, econômicos, culturais, étnico-raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população. Os indivíduos estão na base do modelo, com suas características individuais de idade, sexo e fatores genéticos. Na camada de cima aparecem o comportamento e os estilos de vida individuais. A camada seguinte mostra a influência das redes comunitárias e de apoio. Na próxima estão representados os fatores relacionados a condições de vida e de trabalho, disponibilidade de alimentos e acesso a ambientes e serviços essenciais, como saúde e educação. E no último nível estão situados os macrodeterminantes relacionados às condições econômicas, culturais e ambientais da sociedade e que possuem grande influência sobre as demais camadas. REFORMA SANITÁRIA BRASILEIRA O SUS foi criado pela confederação federal em 1988, e é produto de um Movimento Social e Político que surgiu plena vigência da Ditadura Militar. Esse movimento ficou conhecido como MOVIMENTO DA REFORMA SANITÁRIA BRASILEIRA . O movimento sanitário foi um processo político que mobilizou a sociedade brasileira para propor novas políticas e novos modelos de organização de sistema, serviços e práticas de saúde. Isto resultou na criação do SUS, que hoje é considerado o maior sistema de saúde pública do mundo. As propostas da Reforma Sanitária resultaram na universalidade do direito à saúde, oficializado com a Constituição Federal de 1988 e a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Participantes Tecnicos do setor de saude, academicos, secretariosde saude e simpatizantes da discussão de saude. O CONASP e os AIS nasceram em 1983 tentando solucionar a crise: -convenios com municipios e estados -repasse de dinheiro da previdencia para niveis menos descentralizados -amplicação de oferta de serviço -integração do INAMPS e MS O que era o movimento Esse movimento busca rever a saude com os seguintes principios: -universalizar o direito à saude -inverter a entrada do paciente, ao inves dele buscar o hospital, buscar a prevenção/promoção à saúde -descentralização a gestão administrativa e financeira 8ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE Aconteceu em 1986, onde foi imposto as propostas de: universalização, unificação do sistema(INAMPS), integralidade das ações e da atenção, descentralização e participação popular. SUS - foi criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis n.º 8080/90 e nº 8.142/90, com a finalidade de alterar a situação de desigualdade na assistência à Saúde da população, tornando obrigatório o atendimento público a qualquer cidadão, sendo proibidas cobranças de dinheiro sob qualquer pretexto. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Princípios norteadores, doutrinários ou éticos-finalísticos. UNIVERSALIDADE – Artigo 196 (Saúde é um direito de todos e um dever do Estado (...) acesso universal e igualitário…Todas as pessoas têm direito à saúde. EQUIDADE – No mundo, NÃO existe um sistema de saúde capaz de “OFERECER TUDO PARA TODOS” então sempre haverá uma forma de discriminação, ou seja, apesar da Constituição garantir o acesso a qualquer pessoa, em igualdade de condições, isto nem sempre é possível, e o que vai determinar as ações a que o indivíduo terá direito são as prioridades epidemiológicas. Já o moderno conceito de equidade compreende a ideia de que as pessoas mais fragilizadas e as comunidades mais desprovidas de recursos necessitam receber cuidados especiais para obter adequadas condições de saúde. É um princípio de justiça social porque busca diminuir desigualdades. “Oferecer mais para quem tem menos”. ou, “oferecer mais para quem precisa mais” INTEGRALIDADE – Art. 198 (“Atendimento integral”)- Significa considerar a pessoa como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isto, os serviços de saúde devem oferecer um conjunto de ações, incluindo as de promoção da saúde, a de prevenção de doenças e agravos, o tratamento e a reabilitação. Princípios organizacionais/diretrizes. Apesar de serem denominadas de diretrizes elas também são conhecidas como princípios organizacionais, pois na verdade, trata-se de formas de concretizar o SUS na prática. DESCENTRALIZAÇÃO COM COMANDO ÚNICO EM CADA ESFERA DE GOVERNO - Artigo 198 - Descentralizar é redistribuir poder e responsabilidades entre os níveis de governo (federal, estadual e municipal). Na saúde, a descentralização tem como objetivo prestar serviços de melhor qualidade e garantir o controle e a fiscalização pelos cidadãos, pois quanto mais perto estiver a decisão, maior a chance de acerto (CUNHA; CUNHA, 2001). O SUS é de responsabilidade das três esferas de governo com atribuições definidas para cada uma delas. O município é responsável, principalmente, pela Gestão da ATENÇÃO BÁSICA ou Atenção Primária à Saúde que constitui o nível primário de Atenção à Saúde e em alguns casos também por ações e serviços de nível secundário como veremos adiante. REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO - Artigo 198- O objetivo da regionalização é distribuir de forma mais racionalizada os recursos assistenciais no território, com base na distribuição da população, promovendo a integração das ações e das redes assistenciais, de forma que garanta acesso oportuno e resolução dos problemas das pessoas e da coletividade. A hierarquização significa que os serviços de saúde devem ser organizados em níveis de complexidade em termos de densidade tecnológica crescente, de modo que se garanta o processo de referência e contrarreferência. As hierarquizações dos serviços apontam 4 NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE: -NÍVEL PRIMÁRIO – compreendem as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Estas unidades são consideradas as Portas de Entrada do Sistema de Saúde. -NÍVEL SECUNDÁRIO - compreendem os hospitais de pequeno e médio porte como, por exemplo, as Santas Casas, o Centro de Referência em Saúde, o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), os Consórcios Intermunicipais de Saúde, Policlínicas, Laboratórios, Bancos de Sangue, etc. A Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis e um hospital de nível secundário, mas que possui alguns serviços que podem ser classificados como de nível terciário como a UTI, o Serviço de Hemodiálise, o IACOR. -NÍVEL TERCIÁRIO – compreendem as Policlínicas especializadas, hospitais gerais de grande porte como o Hospital de Base de São José do Rio Preto. -NÍVEL QUARTENÁRIO – compreendem os grandes Hospitais Universitários como o Hospital das Clínicas da USP em São Paulo e Ribeirão Preto, entre outros com alto grau de densidade tecnológica REFERÊNCIA E CONTRARREFERÊNCIA - Artigo 198- Um cidadão para transitar de um nível de atenção a outro de maior complexidade em condições rotineiras precisa de um documento expedido por uma unidade de Atenção Básica (UBS/USF) chamado de GUIA DE ENCAMINHAMENTO, a qual é dividida em três partes: Identificação do Cidadão, Referência e Contrarreferência RESOLUTIVIDADE OU RESOLUBILIDADE - Artigo 198- Este princípio refere-se capacidade da unidade de saúde em resolver os problemas de saúde individuais e/ou coletivos de uma determinada comunidade. PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE (POPULAÇÃO) - Artigo 198 e Lei Federal nº 8142 de 28 de dezembro de 1990 INTERSETORIALIDADE - Artigo 198 – derivado da Integralidade- Prescreve a necessidade de haver o comprometimento dos diversos setores (Ministérios, Secretarias, diretorias, coordenadorias) das três esferas de governo com a produção da saúde e o bem estar da população. Além das parcerias com ONGs, Empresas, Igrejas, Lions, Rotary, Associações...O SUS sozinho NÃO PRODUZ SAÚDE, ou seja, não é capaz de aumentar o ESTOQUE DE SAÚDE e nem diminuir a CARGA DE DOENÇAS da população. Portanto para que uma população tenha um ótimo estoque de saúde é preciso a atuação de vários setores concomitantemente. TRANSVERSALIDADE - Artigo 198- Estabelece a necessidade de coerência, complementaridade e reforço recíproco entre órgãos, políticas, programas e ações de saúde. PARTICIPAÇÃO DO SETOR PRIVADO NA ÁREA DA SAÚDE DE FORMA COMPLEMENTAR AO SUS – Artigo 199- As instituições privadas de saúde poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde. Leis Lei 8080 de 19 de Setembro de 1990: promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços carrespondentes. Ou seja, é a lei que institui o SUS. Lei 8142 de 28 de Setembro de 1990: dispoe principlamente sobre a participação da comunidade na gestão do SUS. Conta com a conferencia nacional de saude e os conselhos de saude -As conferencias são de carater consultivo, sobre o poder executivo; é periodicamente decidida peços conselhos, não ultrapassando 4 anos. -Os conselhos são de carater permanente e deliberativo. (50% usuários, 25% prest.. de serv. e 25% trabalhadores) Humaniza SUS Instituido pelo ministerio de saude em 2003, e é caracterizada por: valorização de todos, maior grau de corresponsabilidade na saude, vinculos solidarios, mapeamento das demandas sociais, acolhimento(garantia de que todos sejam atendidos no SUS, porém emconsideração de prioridades, vulnerabilidade e risco). ECOMAPA, GENOGRAMA E COELHO SAVASSI Ecomapa Serve para mostrar a relação da família/pessoa com os meios em que ela vive. A utilização do ecomapa tem o potencial de representar a presença ou ausência de recursos sociais, econômicos e culturais. É um retrato do momento da vida do paciente, ou seja, sua constituição é dinâmica. Genograma O Genograma Familiar é uma representação gráfica que mostra como uma família é “montada”. É uma rica fonte de hipóteses sobre um problema clínico que pode estar relacionado com o contexto familiar e sua evolução através do tempo. É pelo menos 3 gerações. Coelho Savassi ARCO DE MANGUEREZ Arco de Maguerez: é um tipo de metodologia da problematização; seleção de temas que serão transformados em um problema a ser discutido em grupo. Observa a realidade – olhar atento a realidade, escolher aspectos que devem ser desenvolvidos. Identificar os pontos chaves – analisar o que é mesmo importante (pontos chave do problema, que precisam ser resolvidas). Teorizando – perceber o problema e indagar o porquê dos acontecimento. Identificando hipóteses de solução – elaborar alternativas viáveis para solucionar os problemas. Aplicar a realidade – transformar a realidade observada e solucionar os problemas. ANAMNESE E EXAME FÍS ICO Anamnese é a parte principal do relacionamento médico e paciente. Sendo bem efetuada, contribui para o diagnóstico correto, em contra partida, se feita de forma errônea, desencadeia uma serie de consequências negativas. Etapas -Identificação -Queixa principal -História da doença atual -Revisão de diversos aparelhos e sistemas ANEXO - PNAB