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História, conceitos e princípios dos cuidados paliativos Profª. Msc.Beatriz M. S. S. Ribeiro. Histórico dos Cuidados Paliativos Na cultura ocidental, a concepção específica da criação de espaços para acolher um enfermo, cuidá-lo e dar-lhe dignidade (hospice), surgiu durante a Idade Média, com a construção das "casas de hóspedes" nas margens das estradas para cuidar dos peregrinos e viajantes, que adoeciam ao longo do caminho, como o de Santiago de Compostela. HOSPICE •Hospice: palavra francesa, cujo significado é “hospedagem, hospitalidade” e traduz um sentimento de acolhimento. •Naquela época era um local, como o vínculo que se estabelecia entre as pessoas. Posteriormente o tema foi relacionado aos hospitais, conventos e asilos. DEFINIÇÃO DE HOSPICE LAR / CASAHOSPICE HOSPICE •Hoje, hospice mais do que um lugar, é uma filosofia de cuidado. É todo um conjunto de ações destinadas a proporcionar conforto e assistência a um paciente com expectativa de vida de semanas ou poucos meses. HOSPICE Histórico dos Cuidados Paliativos No século IV, a romana Fabíola criou abrigos para acolher enfermos e famintos, colocando sua casa à disposição para os carentes, praticando a caridade cristã, oferecendo alimentos, acolhendo os estrangeiros além de visitar os doentes e os prisioneiros dando origem ao movimento “hospice”. Histórico dos Cuidados Paliativos Em 1842, Jeanne Garnier fundou o primeiro hospice da Europa para receber pessoas no fim de vida, o Hospice de Lyon. Em 1905, na Grã-Bretanha, as Irmãs Irlandesas da Caridade (Irish Sister of Charity) fundaram o St. Joseph. Histórico dos Cuidados Paliativos Em 1967, Cicely fundou em Londres o St. Christhofer Hospice e deu início ao que se chama hoje de Movimento Hospice Moderno. A estrutura do St. Christopher permitiu não apenas a assistência aos doentes, mas esforços de ensino e pesquisa, recebendo bolsistas de vários países. Enfermeira, Assistente Social, Médica e Escritora. Histórico dos Cuidados Paliativos Cicely Saunders pioneira nos cuidados paliativos, dedicou a vida laboral em prol da assistência humanizada a doentes oncológicos em fase final de vida, com o objetivo de lhes oferecer uma morte mais digna. Histórico dos Cuidados Paliativos Em 1982 o comitê de Câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS) –surge grupo de trabalho para definir políticas que visassem ao alívio da dor e aos cuidados do tipo Hospice para doentes com câncer e que fossem recomendáveis a todos os países. Histórico dos Cuidados Paliativos A OMS publicou sua primeira definição de Cuidados Paliativos em 1986; Esta definição foi revisada em 2002, dois documentos importantes foram publicados pela OMS: The Solid Facts of Palliative Care e Better Care of the Elderly, ambos recomendaram os Cuidados Paliativos como estratégia de ação em sistemas nacionais de saúde. Histórico dos Cuidados Paliativos A história dos cuidados paliativos no Brasil é recente, tendo se iniciado na década de 1980. O primeiro serviço de cuidados paliativos no Brasil surgiu no Rio Grande do Sul em 1983, seguidos da Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo, em 1986, e logo após em Santa Catarina e Paraná. Histórico dos Cuidados Paliativos Um dos serviços que merece destaque é o Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, que inaugurou em 1998 o hospital Unidade IV, exclusivamente dedicado aos cuidados paliativos. Histórico dos Cuidados Paliativos Em 1997, foi criada a Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP), composta por 14 profissionais interessados no assunto, que propunham prática de divulgação da filosofia dos cuidados paliativos no Brasil. Em fevereiro de 2005, foi criada a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP). CONCEITOS GERAIS DE CUIDADOS PALIATIVOS DEFINIÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS Paliativo: palavra de origem latina (pallium), que significa manto, coberta. “Cuidado Paliativo é a abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor, através da prevenção e do alívio do sofrimento, bem como pela atenção a outros sintomas físicos, psíquicos e espirituais.” OMS, 2002/2017. DEFINIÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS A DIFERENÇA ENTRE CUIDADOS PALIATIVOS E MEDIDAS PALIATIVAS Uma medida paliativa é qualquer ação terapêutica, sem intuito curativo, no domicílio/hospital, as repercussões negativas da doença sobre o bem- estar geral do doente. Os cuidados paliativos são os tratamentos prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e/ou rapidamente progressiva. O objetivo é promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida. CUIDADOS PALIATIVOS HÁ ALTERNATIVAS? OBJETIVOS Cuidados Paliativos devem ser realizados por equipe multiprofissional em trabalho harmônico e convergente. O foco da atenção não é a doença a ser curada ou controlada, mas o doente, entendido como um ser biográfico(história de vida), ativo, com direito a informação e a autonomia plena para as decisões a respeito de seu tratamento. OBJETIVOS A prática adequada dos Cuidados Paliativos preconiza atenção individualizada ao doente e à sua família, busca da excelência no controle de todos os sintomas e prevenção do sofrimento; Cuidado no final da vida provido por profissionais da área da saúde e voluntários. A meta do cuidado é ajudar as pessoas a morrer em paz, com conforto e dignidade. OBJETIVOS Manter a dor e outros sintomas sobre controle com a pessoa em estado de alerta e confortável; Baseiam-se em conhecimento científico inerente a várias especialidades e possibilidades de intervenção clínica, terapêutica e de cuidados nas diversas áreas de conhecimento das equipes de saúde. OBJETIVOS O trabalho de uma equipe de cuidados paliativos é regido por princípios claros, que podem ser evocados em todas as atividades desenvolvidas. Princípios dos Cuidados Paliativos 1. Promove o alívio da dor e de outros sintomas estressantes que geram sofrimento, levando em conta o histórico de cada doente e o acesso às terapêuticas/medicações necessárias; 2. Afirmar a vida e perceber a morte como um processo natural, visando encorajar a viver sua vida de forma útil, produtiva e plena, até o momento de sua morte; 3. Não acelerar nem retardar a morte, incorporando o princípio da não maleficência (evitar danos previsíveis decorrentes do estado em que se apresenta o doente); Princípios dos Cuidados Paliativos 4. Integrar os aspectos psicológicos e espirituais na assistência ao cliente, assegurando a melhor qualidade de vida possível; 5. Oferecer um sistema de suporte que auxilie o paciente a viver tão ativamente quanto possível, até a sua morte; 6. Oferecer um sistema de suporte que auxilie a família e entes queridos a sentirem-se amparados durante todo o processo da doença; Princípios dos Cuidados Paliativos 7. Empregar um enfoque de equipe multidisciplinar e interdisciplinar, visando abordar as necessidades de doentes e familiares, incluindo a atenção ao trabalho do luto; 8. Melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso da doença; 9. Deve ser iniciado o mais precocemente possível, junto a outras medidas de prolongamento de vida, como a quimioterapia e a radioterapia, e incluir todas as investigações necessárias para melhor compreensãoe manejo dos sintomas. Patologias mais comuns As enfermidades mais freqüentes atendidas são aquelas advindas do progressivo envelhecimento da população, entretanto, atendem em qualquer idade, aos doentes na terminalidade da vida: Câncer, sequelados de AVC ou por traumas, doença de Alzheimer, escleroses (arteriais, cerebrais, musculares ou múltiplas). Patologias mais comuns Presta também atendimento a pacientes terminais, aos que precisam de suportes ventilatórios como os enfisematosos e asmáticos, pacientes com HIV /AIDS, pediatria, doenças crônicas entre outras. Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Instituto Nacional do Câncer – INCA, do Ministério da Saúde, que inaugurou em 1991 o primeiro serviço de Cuidados Paliativos. Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – HSPE/SP, enfermaria de Cuidados Paliativos; Hospedaria de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo; Cuidados Paliativos efetivado pela Coordenadoria de Câncer da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Brasília (DF); Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital do Câncer do Ceará; Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital Erasto Gaertner em Curitiba-PR; Atendimento ambulatorial e domiciliar de Cuidados Paliativos da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, PR; Ambulatório de Cuidados Paliativos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), SP, criado em 2000; Ambulatório de Cuidados Paliativos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), SP, criado em 2000; Núcleo de Atendimento Domiciliar (NADI) e o ambulatório de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), SP; Programa de Assistência Domiciliária e de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário da USP (PAD-HU/USP), SP; Unidade de Cuidados Paliativos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, SP; Ambulatório do Hospital AC Camargo (Hospital do Câncer), São Paulo-SP; Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Atendimento domiciliar e a enfermaria de Cuidados Paliativos do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), SP; Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital AC Camargo (Hospital do Câncer), SP; Serviço de Cuidados Paliativos no Hospital Santa Marcelina, SP; Serviço de Terapia Antiálgica e Cuidados Paliativos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas de Botucatu (UNESP), SP; Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Serviços de Cuidados Paliativos em Pediatria em São Paulo incluem a Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HCFMUSP); Ambulatório do Centro de Onco–Hematologia Infantil Dr. Domingos Boldrin em Campinas, São Paulo; Enfermaria de Cuidados Paliativos no Hospital Local de Sapopemba Dr. David Capistrano, criado em 2007, SP. Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Ações são desenvolvidas por equipe multiprofissional, com abordagem baseada na Haptonomia (do Grego “hapsis”, tato, sentido, sentimento e “nomos”, a lei, a norma, a regra), ciência das interações e das relações afetivas humanas; Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Ter uma doença ativa e progressiva e se encontrar fora das possibilidades de Cura; Equipe interdisciplinar: médico, enfermeira, assistente social, psicóloga, farmacêutico, capelão (religioso), fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista e voluntários. Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Alguns hospitais trabalham: Os aspectos emocionais, como o medo, a ansiedade e a depressão; Os aspectos sociais, como a dependência de outros, a dor da separação, as necessidades psicossociais e sexuais, a dependência financeira e a incerteza do futuro; Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Os aspectos espirituais, como a falta de sentido de vida e de morte, a religiosidade, entre outros aspectos; E os aspectos somáticos, relacionados à própria doença ou às outras doenças prévias associadas. Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil O programa de Cuidados Paliativos inclui diversos níveis de atenção ao doente: Cuidados no domicílio; Atendimento ambulatorial; Procedimentos em leito-dia; Internação hospitalar para procedimentos específicos; Disponibilidade de leito adequado para o cuidado nos últimos dias de vida, quando a morte no domicílio se torna inviável para o doente e/ou sua família. Modelos de Cuidados Paliativos no Brasil Cuidados Paliativos O cuidado em Enfermagem é inerente à nossa profissão, pois em qualquer área que estivermos atuando sempre estamos estabelecendo uma relação com as pessoas. Desde a prevenção até a assistência no limiar entre a vida e a morte, são os profissionais de Enfermagem que estão sempre ao lado das pessoas e sabem que cada ser é único e exige diferenciação no atendimento. E nessa etapa complexa, que é cuidar de pessoas no fim da vida, surgem os desafios. Cuidados Paliativos Cuidados paliativos exigem esforços ainda maiores de uma equipe de saúde, pois é preciso ampliar a visão e olhar o entorno que abrange familiares, acompanhantes e demais profissionais envolvidos. Os profissionais que atuam com cuidados paliativos precisam estar sempre almejando a qualidade de vida e o conforto físico e espiritual das pessoas, portanto, o ato de cuidar do cuidador também é uma importante ferramenta nesse contexto. PAAD - 19 anos - açougueiro- pais separados, mora com a mãe e com a irmã Luciana, namorada Carolina. Vítima de acidente automobilístico em 29/04/2007 moto x caminhão. Politraumatizado - TCE grave, fratura e vértebra torácica (T4), fratura de mandíbula, fratura de cotovelo D. Atendido no Hospital Cristo Rei/ Ibiporã onde teve uma parada cardio respiratória - transferido para o PS do HURNP – transporte de SAMU – encaminhado para centro cirúrgico, colocou cateter para monitorização da Pressão Intra Craniana PIC, realizado artrodese, osteosíntese, traqueostomia e colostomia higiênica. Encaminhado para UTI em 30/04/2007 onde permaneceu até 12/06/2007 Desenvolveu lesão de pressão; Cistostomia em 02/06/2007 devido úlcera em pênis; 07/2007 Apresentou pico febril avaliado pela CCIH, com escara infectada; 09/2007 avaliado pela cir. Plástica; Bexiga neurogênica Cuidado na enfermagem Serviço social: encaminhou família para PSF da cidade para providenciar cadeira de rodas, aspirador e cama hospitalar; Orientou família sobre DPVAT e auxílio doença Enfermagem: treinamento da cuidadora antes da alta Fisioterapia: treinamento para independência Psicologia Neuro cirurgia Urologia Após alta hospitalar encaminhado ao ambulatório de atendimento multidisciplinar ao paciente com TRM - AEHU 2018 Obrigada... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. A controlled trial to improve care for seriously ill hospitalized patients. The study to understand prognoses and preferences for outcomes and risks of treatments (SUPPORT). The SUPPORT Principal Investigators. JAMA. 1995;274:1591-8. 2. Araújo, C. de O.; Fundada a Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Disponível em: http://www.paliativo.org.br/ancp.php?p=historia [on line]; acesso em 12/10/2010. 3. CREMESP; Cuidado Paliativo / Coordenação Institucional de Reinaldo Ayer de Oliveira. 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