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Modelagem de Negócios e Processos Técnicas de Modelagem - UML Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 2 Técnicas de modelagem - UML UML A técnica UML (Unified Modeling Language) é uma linguagem de representação gráfica especificada e controlada pelo Object Management Group (OMG, 2005), com o objetivo de visualizar, especificar, construir e documentar softwares orientados a objetos (OMG), buscando a qualidade da identificação dos requisitos funcionais e não funcionais. Entende-se por requisitos funcionais as necessidades do procedimento de negócio em análise. Requisitos não funcionais são os que dão suporte aos requisitos funcionais, referentes à usabilidade, arquitetura, segurança etc. Uma funcionalidade adicional da UML é a capacidade de modelar processos de negócios caracterizando seus aspectos conceituais e requisitos, atuando como uma técnica padrão de modelagem. Inicialmente concebido como metodologia para suporte ao desenvolvimento de softwares, o UML atende ao mapeamento de processos por meio dos Diagramas de Atividades, que costumam ser referenciados como UML/ AD (Activity Diagram). A UML é independente da metodologia de modelagem de processos que seja adotada, sendo tão somente uma notação padrão (conjunto de convenções de modelagem). Já a UML 2.0 contém um conjunto de 13 diagramas, bem mais abrangente que a versão anterior, permitindo a modelagem criar 13 tipos diferentes de modelos respectivos. Ou seja, um modelo diferente para cada tipo de informação. A UML possui uma estrutura própria, seguindo de certa forma uma hierarquia. Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 3 Os diagramas da UML estão organizados em conjuntos ou categorias distintas, cada categoria visando apoiar um tipo de modelagem, como descrito a seguir. Para a modelagem de estruturas, são ao todo seis diagramas: de classe, de componentes, de objetos, de estrutura de composição de desdobramento e de pacote (package). Para a modelagem de comportamento, são sete diagramas, mas que estão organizados em dois conjuntos. o Modelagem de comportamento propriamente dita: diagramas de atividade, de caso de uso e estado de máquina; o Modelagem de interação entre componentes ou pessoas: diagramas de sequência, de visão global da interação, de comunicação e de controle de tempo. Várias ferramentas de modelagem estão disponíveis no mercado, sendo que algumas delas são cedidas na modalidade open source. Algumas das ferramentas mais conhecidas são: Rational ROSE, Visio, Star UML, Visual-Paradigm, MagicDraw, ArgoUML e outras. diagrama de atividades é o mais adequado para a modelagem de processos de negócios e para a automação de fluxo de trabalho (workflow). Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 4 Estes são os objetos (também chamados símbolos, elementos ou artefatos) disponíveis para a modelagem com a UML. Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 5 Pelo diagrama de atividades, a UML pode ser usada para representar a execução e o fluxo de ações de trabalho em um workflow ou processos de negócio e suas respectivas decomposições, com base nos requisitos funcionais. Na realidade, esse diagrama representa a sequência lógica de qualquer evento, inclusive de um software. Essencialmente, descreve o fluxo de um processo, atividade ou workflow, definindo o controle da sequência das ações que o compõem. Apesar de o nome explicitamente citar "atividades" esse diagrama é usado para modelagem de processos e subprocessos e, logicamente, das suas atividades correspondentes. Um diagrama de processo de negócio deve descrever o detalhamento do fluxo de trabalho até o ponto que o bom-senso indicar, não sendo obrigatório "descer" até o nível de tarefas. Vamos ver um exemplo de modelagem de processos, usando o diagrama de atividades. Embora simples, o exemplo visa ilustrar um processo de transação bancária, no qual o cliente se dirige a um caixa eletrônico para fazer um saque. Casos de uso do negócio Diagrama de atividade Atividade Objeto s Objeto Mais usados Diagrama de estado Estado Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 6 Deve-se observar que o diagrama de atividades determina a sequência delas, sendo uma de suas vantagens a possibilidade de explicitar a ocorrência de paralelismo, tornando-se uma boa técnica para a modelagem de fluxos de trabalho. Vantagens do uso da UML: Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 7 facilidade de entendimento da técnica, tanto pelo técnico de TI, como pelo analista de negócio; os modelos são compostos de diferentes tipos de diagramas, elementos de modelo e ligações entre eles que permitem examiná-los e entender como eles se relacionam; diferentes pessoas da organização podem dispor de modelos para descrever diversos tipos de informação; a UML fornece um grande número de diagramas que permitem capturar cada aspecto do objeto que está sendo modelado; disponibilidade de recursos de modelagem para diferentes aspectos do negócio, tanto de suas funções e processos, como desenho da base de dados, arquiteturas de aplicação; a notação da UML é padronizada e usada por muitas ferramentas de softwares dedicadas ao desenho de processos de software; a UML é primariamente focada para a escrita de processos de software, sendo fácil e direta a interconexão da modelagem com as informações de especificação do software. Desvantagens: embora possa descrever atividades de negócio e controlar o fluxo entre elas, a UML foi desenvolvida com foco na engenharia de software. IDEF A técnica IDEF (Integrated DEFinition) originou-se de uma iniciativa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Dod) visando à criação de um método que permitisse a modelagem de requisitos para sistemas. Seu uso inicial deu-se na década de 1970, sendo posteriormente padronizada pelo National Institute of Standards and Technology (EUA). Essa técnica permite analisar processos por meio da construção de modelos que refletem sua funcionalidade atual, para então projetar a situação ideal de operacionalidade do negócio. O IDEF evoluiu bastante, chegando atualmente a 16 tipos de diagramas, ou padrões de modelagem, aplicáveis a diferentes áreas ou setores; Embora seja comum o uso do termo ‘função’ quando se fala em IDEF, para se referir a processos ou atividades, utilizaremos o termo ‘atividade’ Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 8 para manter compatibilidade com os demais tópicos. TÉCNICA APLICAÇÃO IDEF0 Modelagem de função Function modeling IDEF1 Modelagem de informação Information modeling IDEF1X Modelagem de dados Data modeling IDEF2 Projeto de modelo de simulação Simulation model design IDEF3 Captura de descrição de processo Process description capture IDEF4 Projeto orientado a objeto Object-oriented design IDEF5 Captura de descrição ontológica Ontology description capture IDEF6 Captura racional de projeto Design rationale capture IDEF8 Modelagem de interface de usuário User interface modeling IDEF9 Projeto orientado a cenário IS Scenario-driven IS design IDEF10 Modelagem de arquitetura de implementação Implementation architecture modeling IDEF11 Modelagem de artefato de informação Informationartifact modeling IDEF12 Modelagem organizacional Organization modeling IDEF13 Projeto de mapeamento em três esquemas Three schema mapping design IDEF14 Projeto de rede Network design Interessante observar que as técnicas IDEFO e IDEF3 aplicam-se com propriedade à modelagem de processos de negócios, razão pela qual serão abordadas a seguir. IDEF0 Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 9 O IDEF0 foi desenvolvido para a modelagem de atividades e seus relacionamentos, não considerando aspectos funcionais ou temporais. Sua construção facilita a análise independentemente da estrutura organizacional. Ele captura a engenharia do negócio de forma a permitir a definição e documentação de requisitos e funcionalidade visando ações de melhoria nos processos de trabalho. O IDEF0 permite a decomposição funcional das atividades em diagramas bem detalhados, de forma a facilitar a visualização minuciosa na medida em que se "desce" na estrutura hierárquica dessas atividades. Uma das vantagens do IDEF0 é a possibilidade de modelar atividades independentemente da organização e do tempo. Por suas características, é considerada uma potente ferramenta de modelagem, especialmente quando é necessário especificar os elementos fundamentais de um processo de negócio, tais como: entrada, processamento, saída, controle e mecanismos de apoio. Permite que se trabalhe em equipe de maneira disciplinada e coordenada. É possível também combinar o seu uso com outras metodologias para agregar sequência e sincronização de atividades. O IDEF0 é um modelo composto por "caixas" e setas. As "caixas" simbolizam a empresa, processo ou atividade dependendo do nível hierárquico que estejam representando naquele momento. As setas representam as relações entre os processos ou atividades. Os objetos da notação IDEF0 chamam-se ICOMs –Input, Control, Output, Mechanism. Representam uma unidade de trabalho (atividade, tarefa) ou várias unidades (processo, subprocesso). Os "controles" definem as regras de execução, ou seja, como a atividade será executada. O mecanismo representa "quem" executará a atividade. As chamadas são utilizadas para que haja o compartilhamento de detalhes entre modelos ou partes, servindo para sua ligação. Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 10 IDEF3 O método IDEF3 mostra "como o processo opera", identificando os fluxos e aspectos temporais entre processos. Detalha o processo, permitindo analisá-lo de forma mais detalhada com o intuito de propor melhorias. Trata-se de uma técnica voltada especialmente para detalhar "como" um sistema ou organização trabalha. O IDEF3 propõe dois modos de modelagem: a descrição do fluxo de processo (Process Flow Description - PFD), que descreve como o processo realmente funciona, mostrando seu comportamento em resposta a eventos mapeados. A descrição de transição de estado de objeto (Object State Transition Description - OSTD) refere-se à transformação de um objeto durante um processo. O PFD provê uma visão centrada no processo e o OSTD fornece, além de outros elementos, critérios de entrada e de saída. Ambas as visões, além de complementares, descrevem apropriadamente um processo. Vantagens do uso do IDEF: – uma das maiores vantagens é que o IDEF é independente da Nome da atividade Controle Saída Entrada Mecanismo Chamada Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 11 indústria e tecnologia e pode ser usado em quase todos os contextos possíveis; – são muitas as ferramentas tecnológicas que oferecem suporte de modelagem ao IDEF; – trata-se de uma técnica robusta e bem documentada. – É de rápida aprendizagem, bastando pouco tempo, em alguns casos até menos de uma hora, para que se aprenda a ler seus principais diagramas; – a especificação da atividade permite analisar até mesmo processos mais complexos. Desvantagens do uso do IDEF: – os modelos podem ficar tão concisos que somente especialistas do assunto mapeado irão entendê-los; – seus modelos são algumas vezes interpretados como se fossem apenas uma sequência de atividades; – a abstração distanciada ou livre do tempo, sequência e decisão lógica dificultam a sua compreensão pelas pessoas de fora da área de processos; – os tipos de informação necessários aos modelos podem ser difíceis de manter. Modelagem de Negócios e Processos – Técnicas de Modelagem - UML 12 Referências bibliográficas ARlS. ARIS 6 Collaborative Suite. ARIS Method, 2003. HANRAHAN, R. P. The IDEF Process Modeling Methodology. Software Technology Support Center, USA, 1995. INTEGRATED DEFINITION METHODS. IDEF Family of Methods for Concurrent Engineering and Business Reengineering Applications. Disponível em: <www.idef.com/Downloads.htm>. Acesso em: ago. 2008. ___________. IDEF3 MethodReport 2008. <www.idef.com/Downloads.htm>. Acesso em: ago. 2008. 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