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FESGO FACULDADE ESTACIO DE SÁ DE GOIÁS FUNDAMENTOS

Trabalho acadêmico que traz breve biografia de Lélia Gonzales e análise de seus conceitos e críticas, com seção sobre ame­fricanidade e "pretuguês", análise de grupo, anexo com o texto "O sábio e o barqueiro" e bibliografia.

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Hyann Lucas

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FESGO FACULDADE ESTACIO DE SÁ DE GOIÁS 
BACHARELADO EM FISIOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
ÂNGELA ALMEIDA DUNDÚ COUTO 
GABRIEL ANGELO DO CARMO DIAS 
HYANN LUCAS DA COSTA SILVA 
VYCTOR COTRIM SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
BREVE BIOGRAFIA E ANÁLISE SOBRE LÉLIA GONZALES, SEUS CONCEITOS E CRÍTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA - GO
2019
ÂNGELA ALMEIDA DUNDÚ COUTO
GABRIEL ANGELO DO CARMO DIAS 
HYANN LUCAS DA COSTA SILVA 
VYCTOR COTRIM SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
BREVE BIOGRAFIA E ANÁLISE SOBRE LÉLIA GONZALES, SEUS CONCEITOS E CRÍTICAS 
 
 
 
PROFESSOR: DR. MANOEL PEREIRA DA CRUZ NETO 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA - GO
2019
BIOGRAFIA
Considerada um dos grandes nomes do movimento negro contemporâneo, Lélia Gonzalez foi (faleceu em 1994 aos 59 anos) uma feminista negra, brasileira de Belo Horizonte e intelectual, militante do movimento negro, da luta contra a discriminação da mulher e figura importante quanto a questão de gênero, classe e raça.
Filha de mãe índia e pai negro. Graduada em História e Filosofia, pós-graduada em comunicação e antropologia, com cursos de Sociologia e Psicanálise.
Fundadora do movimento negro unificado, vice-presidente cultural do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN). Foi a primeira mulher negra eleita como uma das “mulheres do ano” pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
No ano de 1980, foi a Montreal, Canadá e Helsinque, Finlândia como vice-presidente do primeiro e segundo (respectivamente) seminário da ONU sobre “Mulher e o apartheid”.
Neste mesmo ano representou o Brasil no Fórum da “Meia Década da Mulher” em Copenhague na Dinamarca.
No ano seguinte em Paris, França, foi convidada especial da ONU para a conferência sobre sanções contra a África do Sul.
Lélia também em Dacar, Senegal no ano de 1982 representou o Brasil no seminário “Um outro desenvolvimento com mulheres”.
Em Nairóbi, Quênia representou o Brasil no Fórum de encerramento da Década da mulher.
Também foi autora de artigos no Brasil e exterior que falavam sobre a exploração e opressão do negro e da mulher.
Membro do Conselho Diretor da Sociedade Internacional para o desenvolvimento (SID) com sede em Roma.
Foi professora de Cultura Popular Brasileira e Proxemia (espaço pessoal de um indivíduo no meio social) na PUC do Rio de Janeiro.
É verbete do Dicionário de mulheres do Brasil, da Enciclopédia da Diáspora Africana e da Enciclopédia Encarta Africana.
Seu nome fora dado a um colégio do Rio de Janeiro, a um centro de referência negra de Goiânia, a uma cooperativa educacional em Aracaju, além de um grafite em sua homenagem na fachada de um ponto de cultura em Guarulhos.
Existem muito mais feitos, realizações e homenagens que aqui não fora citado por ser uma breve biografia.
CONCEITOS
2.1. Amefricanidade
Termo criado por Lélia Gonzales como um enfoque sobre formação histórico cultural das Américas. Contrapondo aos termos afroamericano e africanoamericano, para designar africanos diaspóricos.
Ela diz que todo brasileiro é “ladinoamefricano” e não somente os negros e usa um termo da psicanálise: denegação (negação da realidade como forma de proteção contra algo que pode trazer dor ou sofrimento). Ela diz que os brasileiros usam da denegação para esquecer sua origem e por causa disto o racismo se volta contra ele mesmo.
2.2. Pretuguês
Termo usado por ela para expor a realidade da língua falada no Brasil que tem muito mais da linguagem africana do que portuguesa e critica o fato fazerem gracejos com as trocas da letra  “L”  pela  “R” como por exemplo flor por “Fror” e também  pelas abreviaturas de você para “cê”, dizendo que ignorantes são os que não entendem isto. “...E de repente ignoram que a presença desse “r” no lugar do “l” nada mais é do que a marca linguística de um idioma africano, no qual o “l” inexiste. Afinal quem é o ignorante? Ao mesmo tempo acham o maior barato a fala dita brasileira que corta os erres dos infinitivos verbais que condensa você em “cê”, o está em “ta” e por ai afora. Não sacam que tão falando pretuguês “(GONZALEZ, 1988)
Em um depoimento na década de 80 cita que: “A cultura brasileira é uma cultura negra por excelência, até o português que falamos aqui é diferente do português de Portugal. Nosso português não é português é ´pretugues´”.
“... aquilo que chamo de ´pretoguês´e que nada mais é do que a marca de africanização no português falado no Brasil ...O caráter tonal e rítmico das línguas africanas trazidas para o Novo Mundo, além da ausência de certas consoantes, como o “L” ou o “R”, por exemplo, apontam para um aspecto pouco explorado da influência negra na formação histórico-cultural do continente como um todo” (GONZALEZ, Lélia, 1998, p. 70)
CRÍTICAS
Apesar das buscas exaustivas nenhuma crítica negativa, sobre o trabalho da antropóloga abordada, foi localizada. Se houve não fora encontrado nenhum registro para apresentação deste trabalho.
Mas há um registro interessante, no meio de inúmeras críticas positivas, de Antônio Candeia Filho, que escreveu o enredo da quilombo de 78 falando dos 90 anos da abolição que foi baseado no trabalho de Lélia.  Surpreendida com o fato disse a Antônio q não tinha um trabalho digno para ser mencionado junto com os “cobras” e ele retrucou dizendo que sabia do trabalho dela e que era tão importante quanto os livros dos “cobras”.
ANÁLISE DO GRUPO
Apesar de todos os títulos e conquistas de Lélia Gonzalez, do seu esforço e luta para ser ouvida, entendida e de toda a admiração percebida em cada homenagem, o que mais chama a atenção e que consegue ganhar o respeito de favoráveis ou contrários as suas ideias, é o fato de que apesar de todo seu status, todos os títulos, todo o estudo e capacidade intelectual seus discursos eram despidos de formalidade, quebrando padrões de comportamento tanto na fala, quanto na postura ou estética.
Geralmente a instrução, o saber vem com acessórios como a vaidade e a prepotência. Usando a linguagem coloquial tão empregada por Lélia “a pessoa subiu na gilete já está se achando”. E pronto, tem-se um motivo para olhar para o próximo de cima para baixo de forma vertical e não mais horizontal. Não há necessidade de hierarquia, pois não é questão de respeito ou regra de conduta, é apenas questão de ego mesmo.
A liberdade de expressão e a resistência aos padrões normativos da língua aproximou ela daqueles que não por mérito, mas por privilégio não pode ter o estudo da língua portuguesa que é, de senso comum, exageradamente complicada e demasiadamente cheia de regras e complicações desnecessárias.
E a vaidade é tamanha que se percebe que o advogado, por exemplo, deseja cada vez mais incluir latim nas petições, do que a própria língua. Será que este fato é para melhor desempenhar sua capacidade postulatória, ou apenas exibicionismo puro? Por acaso o Juiz entende melhor latim que português? E o pior de tudo é que se for conferir a peça processual, seria flagrado erros gramaticais básicos da língua mãe, mas isto não faz diferença porque o que importa são os termos técnicos da área jurídica e em latim, não é?
Para esta reflexão, anexado a esta análise, tem-se uma fábula sobre o sábio e o barqueiro.
ANEXO
5.1. O sábio e o barqueiro
Há muito tempo, um ilustre sábio queria atravessar o rio da sua cidade. Esperavam-no na outra margem uns alunos sedentos do seu imenso saber. Era uma pessoa importante, mas, apesar disso, como naquele tempo os motores não estavam vulgarizados, só lhe restava procurar os serviços de um barqueiro que o conduzisse, são e salvo, à outra margem.
O único disponível era um homem que, simpaticamente, o convidou a subir para a sua embarcação. Tinha chovido bastante nos dias anteriores e o caudal do rio estava elevado e agitado. O intelectual era magro, mas o barqueiro estava a sentiralguma dificuldade em manobrar o barco, tal era a fúria da corrente. O sábio, depois de se instalar o mais comodamente possível, perguntou-lhe:
- Diga-me dominas botânica?
O barqueiro olhou para o sábio e respondeu:
- Não senhor. Não sei que história é essa, nunca fui à escola.
- Não conheces botânica? A ciência que estuda as plantas? Que pesar! Perdes-te metade ¼ da sua vida.
O barqueiro continua remando; pergunta novamente o sábio:
- Diga-me: Sabes astronomia?
- O coitado do homem coçou a cabeça e respondeu:
- Não senhor, não sei o que se trata disso.
- Astronomia é a ciência que estuda os astros, o espaço, as estrelas. Que desgosto! Perdes-te mais ¼ da sua vida.
Mas você não sabe filosofia, meu jovem?
Nunca ouvi falar nisso, respondeu o barqueiro.
Então você não estudou física, matemática e gramática?
Para todas essas perguntas o barqueiro só tinha uma resposta. Não.
Então meu caro você já perdeu metade da sua vida, concluiu o sábio.
E assim foi perguntando a respeito de cada ciência: geografia, física, química, e de nada o barqueiro sabia.
E o sábio sempre terminava com o seu refrão: "Que pena! Você perdeu parte da sua vida".
O humilde barqueiro, respondia:
- Nunca fui à escola, desde pequenino fui obrigado a trabalhar para o sustento da família.
O sábio inchado e orgulhoso do seu saber, respondia:
- Você não conhece o pensamento dos sábios gregos, as magníficas metáforas dos grandes poetas, os mistérios fascinantes do corpo humano… "Que pena! Você perdeu parte da sua vida".
De repente, o barco bateu contra uma pedra, rompeu-se e começou a afundar.
O barqueiro perguntou ao sábio:
- O senhor sabe nadar?
E o sábio respondeu:
- Não! Nunca aprendi!!!
E o barqueiro disse:
-Que pena, o senhor vai perder toda a sua vida!
Moral da história:
"Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes". (Paulo Freire)
Todo trabalho é digno e deve ser respeitado.
BIBLIOGRAFIA

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