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1) neste trecho de Argonautas do Pacífico Ocidental podemos localizar uma severa crítica de Malinowski aos antropólogos evolucionistas. Que crítica é essa e que aspecto da cultura trobriandesa ele escolhe para justificá-la? R = Segundo a teoria evolucionista “A humanidade seria composta de diferentes espécies humanas em diferentes etapas de desenvolvimento”, tomavam a sociedade europeia como modelo, e a partir dela mensurava as demais, Malinowski, defensor da teoria do funcionalismo, acreditava que “ a sociedade deve ser estudada como uma totalidade integrada e constituída de partes interdependentes e complementares, cuja função é satisfazer as necessidades essenciais dos seus integrantes”. Assim, critica a noção de “Homem Econômico Primitivo, defende ser uma criatura fictícia. Como subsidio para sua crítica usa como exemplo os nativos da Ilha Trobirand, que segundo ele trabalham movidos por razões de natureza social, tradicional, e não por interesses econômicos.” Na ilha, o prestigio de um bom agricultor era proporcional à sua capacidade de trabalho e quantidade de terras que consegue lavrar.” 2) Com o conceito de organização social, entre outros, os funcionalistas tentaram mostrar que, sob a aparente simplicidade das sociedades tribais, existiam complexos princípios fundamentais. Qual a ideia de organização social que Malinowski expressa neste texto? Quais os aspectos da vida social que se inter-relacionam na cidade trobriandesa? R= Para Malinowski, Se uma sociedade aparece para o pesquisador de forma desordenada ou mesmo desintegrada, e porque, o pesquisador desconhece a relação desta sociedade e esta barreira somente será superada, quando o pesquisador desenvolver um longo processo de investigação, tendo o pesquisador que conviver com a sociedade estudada. Desta forma o texto apenas ressalta a existência de uma organização social, cultural e linguística, que dispunham de leis, regulamentos, sofriam influência de crenças e convenções, apesar de viverem distante da “civilização” (europeia), ainda assim detém de ordens e regulamentos, apresentando uma certa sanção na sociedade. E que todos esses aspectos estão inter- relacionados. 3) “Vivendo na aldeia, sem quaisquer responsabilidades que não a de observar a vida nativa, o etnógrafo vê os costumes, cerimônias, transações etc., muitas e muitas vezes; obtém exemplos de suas crenças, tais como os nativos realmente as vivem. Então, a carne e os sangue da vida nativa real preenche o esqueleto vazio das construções abstratas. É por esta razão que o etnógrafo, trabalhando em condições como as que vimos descrevendo, é capaz de adicionar algo essencial ao esboço simplificado da constituição tribal, suplementando-o com todos os detalhes referentes ao comportamento, ao meio ambiente e aos pequenos incidentes comuns. Ele é capaz, em cada caso, de estabelecer a diferença entre os atos públicos e privados; De saber como os nativos se comportam em suas reuniões ou assembleia públicas e que aparência elas têm; de distinguir entre um fato corriqueiro e uma ocorrência singular ou extraordinária; de saber se os nativos agem em determinada ocorrência com sinceridade e pureza de alma, ou se a consideram apenas como uma brincadeira; se dela participam com total desinteresse, ou com dedicação e fervor.” (p.29) Nesse trecho Malinowski fala do método de investigação antropológica. Explique por que ele acha fundamental o que foi chamado de observação participante. R= O Etnocentrismo foi descrito no texto como: “é o princípio igualmente tendencioso de considerar uma raça como padrão e modelo ponto mais elevado atingido pela espécie humana. ” Malinowski critica este entendimento e justifica que caso o etnógrafo entre em contato direto com a cultura que ele pretende investigar, estudar; ele irá entender melhor os seus costumes, suas técnicas, compreender como se comportar esse grupo; desta forma seu estudo será, certamente, mais aprofundado, é o investigador terá que aprender uma nova linguagem, gírias, enfim, se integrará ao grupo, não mais apenas o comparando com um “grupo superior”. 4)Malinowski não chega a abordar ou a criticar o colonialismo, mas, por algumas frases, podemos perceber efeitos da colonização sobre as sociedades tradicionais. Nas frases a seguir, identifique e comente as referências às mudanças no modo de vida nativa: a) “É muito mais difícil descobrir em que direção se movimentavam os colares de spondylus na costa meridional. Hoje em dia a confecção desses artigos que era muito desenvolvida entre os nativos (...) está parcialmente, embora não completamente, em decadência.”(p.363) R: Observa-se que, o autor, se refere a mudança de hábitos de uma sociedade (spondylus), antes e após o contato com outra sociedade, provavelmente, colonizadores, esta mudança se observa na confecção de um tipo colar desenvolvido na cultura deste povo, que passou a ser quase decadente sua confecção, que outrora eram bem desenvolvida. E a troca de cultura entre as sociedades. b) ”Nenhum dos residentes brancos realmente vive numa aldeia nativa, a não ser por breves períodos de tempo; além disso, cada um deles tem os seus próprios afazeres e negócios, que lhes tomam grande parte do tempo. Além do mais, quando um negociante, funcionário ou missionário estabelece relações ativas com os nativos é para transformá-los, influenciá-los, ou usá-los, o que torna impossível uma observação verdadeiramente imparcial e objetiva e impede um contato aberto e sincero- pelo menos quando se trata de missionários e oficiais.” R: Nesse texto notamos como se dava o contato entre estas sociedades na época, principalmente por partes dos missionários e oficiais, dos países colonizadores. Identificamos que, a não ser quando haviam interesses envolvidos, este contato era distante, pouco se tinha de envolvimento entre eles, a troca de conhecimento dos costumes, modo de vida dos que estavam sendo colonizados, apenas queriam impor sua cultura. Como descrito na frase, quando um negociante, funcionário ou missionário estabelece relações ativas com os nativos é para transformá-los, influenciá-los ou usá-los. Este, modo apenas dificultava uma observação e conhecimento acerca da sociedade estudada, e assim os resultados da pesquisa era comprometido. c) ”Muitas histórias desse tipo têm grande circulação, fornecendo à vida nativa um elemento heroico, elemento esse que nos dias de hoje, com o estabelecimento da influência do homem branco, já desapareceu.” R: Entendemos que, devido a forma como se estabeleciam as relações entre o colonizador e colonizado, a manutenção das tradições dos nativos, tornou-se um ato heróico, suas lendas, concepções, tudo isso após o contato com o outro, aqui denominado “homem branco”. 5) De acordo com a descrição a seguir, qual é o conceito que Malinowski elabora do sistema social? “De todas as forças que se relacionam ao trabalho agrícola e o regulam, a magia é talvez a mais importante. Constitui, por assim dizer, um departamento independente e está sob a responsabilidade do feiticeiro agrícola, que, depois do chefe e do médico feiticeiro, é uma das personagens mais importantes da aldeia nativa. A posição é hereditária e, em cada aldeia, há um sistema especial de magia, passando matrilinearmente de geração para geração. Dou a isso o nome de sistema porque o feiticeiro tem de executar uma série de ritos e encantamentos no campo, paralelamente ao trabalho de cultivo e, de fato, dá início a cada fase do trabalho da lavoura e marca cada novo estágio de desenvolvimentoda plantação.” R: Em suas observações, junto aos nativos, Malinowski, relata o modo de viver daqueles o qual, estudava, chama a atenção para cada setor da sociedade, as funções que cada um desenvolvia; Relata a influência do que chamou de “magia” e sua importância dentro daquela cultura. Diz, por exemplo, da execução de uma série de ritos e encantamento no campo, juntamente como os agricultores no cultivo da terra, em todas as fases do trabalho e desenvolvimento da plantação, que esta função era hereditária, identifica isto como sendo o sistema de funções, definida por Malinowski como a resposta de uma cultura a uma necessidade básico do homem. 6) Sabendo que os antropólogos evolucionistas consideram a magia e a superstição como aspectos do primitivismo e que os funcionalistas defenderam posição diversa, analise a postura de Malinowski no seguinte trecho: R: Inicialmente, entendemos que no texto, tenta justificar a não superioridade de uma sociedade sobre a outra, baseada em costumes, crenças de uma determinada sociedade, como era o caso, pois os evolucionistas entendiam que a magia era um atraso naquelas civilizações não europeias. Para Malinowski, a magia era tão somente, uma manifestação de suas crenças em superstições e magia. Ressalta que este fato ainda persiste, busca justificar esses eventos dizendo que, para os nativos, toda e qualquer enfermidade estava ligada a atos de algum feiticeiro. Que o feiticeiro, por sua vez, ao assumir sua culpa, o fazia apenas parta creditar ainda mais poder aos seus atos. No fim, o autor, ainda compara as crenças das ditas “sociedades primitivas” com à fé dos cristões, que também credita suas curas a milagres. 7) O que os funcionalistas entendem por “administração indireta”? R: Necessário mencionar que os funcionalistas não entendiam que as sociedades não capitalistas fossem atrasadas, como entendiam, os evolucionistas, contudo, ainda as via como diferentes. Neste sentido, apoiavam mudanças sociais nestes grupos, frutas da interação dos colonizadores e a elite nativas, para gerar as mudanças que fariam com que houvesse um crescimento, melhoria na cultura daquela sociedade. Frisa-se que, embora apoiassem estas mudanças sociais, elas não poderiam destruir a cultura desta sociedade, por ação dos colonialistas, a estas mudanças classificou como administração indireta. Vejamos um recorte do texto a respeito: “ Os funcionalistas não consideravam as sociedades não capitalista como atrasadas, mas ainda as julgavam diferentes. Não se opunham às mudanças sociais, mas apoiavam o princípio de “administração indireta” – o colonialismo em colaboração com as elites nativas – como guia dessas mudanças, defendendo uma transformação lenta e bem dosada que preservasse as sociedades dos efeitos destrutivos da ação colonialista. ” 8) O que é relativismo cultural? R: Sobre a perspectiva adotada pela antropologia, são as como vemos diferentes culturas de forma livre do etnocentrismo, ou seja, não julgar uma cultura diferente baseado somente nos nossos costumes traços culturais, nossa própria visão e experiência. Outro conceito, podemos dizer, que é quando o investigador pressupõe ter uma visão neutra quando posto diante de hábitos, crenças e comportamentos que em um primeiro momento lhe pareça estranhos, resultando em um choque cultural. Conforme o texto o relativismo cultural “é a postura de tolerância e respeito em relação a costumes e traços culturais diferentes dos nossos.” 9) Lévi Strrauss, em antropologia estrutural, afirma: “Um povo primitivo não é um povo ultrapassado ou atrasado; num ou outro domínio pode demonstrar um espirito de invenção e realização que deixa muito aquém os êxitos dos civilizados. ” (p. 122). Que crítica aos teóricos evolucionistas está embutida nesse texto? R.: Levi Strrauss, um defensor da teoria do estruturalismo, que utilizava o conceito da estrutura social, porém acreditavam que à organização de dados empíricos, entendiam que a estrutura social organizava, conectava e relacionava as diversas instâncias, estabelecendo as múltiplas relações entre os elementos, os grupos e instituições. Para tanto vemos no texto que, para Strrauss, a criatividade e a inteligência não estavam condicionadas a sua evolução, Pela teoria, são natas e podem ser desenvolvidas, porque o que prevalece é a "arte de quem cria”, esteja ela que sociedade estiver, em qualquer meio social. 10) A respeito de certa corrente antropológica que julga as sociedades ''arcaicas'' como ''sem história'', ou seja ''paradas no tempo, Levi-Strauss observa: '' A história desses povos nos é totalmente desconhecida e, devido a ausência ou pobreza de tradições orais e vestígios arqueológicos, nunca será atingida: não poderíamos concluir dai sua inexistência''. (p.123). Como Levi-Strauss, nesse trecho, explica a razão de certas sociedades serem consideradas sem história ? R.: Levi Strauss mais uma vez descorda que uma sociedade, pode ser, arcaica ou mesmo sem história, pelo simples fato de não termos conhecimento de sua história. Ressalta que se não temos conhecimento de suas tradições, crenças, não podemos dizer que estão paradas no tempo, devido nos julgarmos mais evoluídos. Ainda, Strauss, revela que mesmo a ausência ou os fatos de termos poucos vestígios de sua história não querem dizer que não tenham existido, ou mesmo que não possamos entender, conhecer essas tradições, a história daquele povo. Entendemos, que, o trecho reforça que o nosso desconhecimento não torna a sociedade sem história, temos que buscar interagir e assim conheceremos sua história, e não simplesmente dizer que não tem história. 11) Proponho-me, realmente a mostrar aqui que a descrição das instituições indígenas feita pelos observadores de campo – inclusive eu – coincide, sem dúvida, com a imagem que os índios possuem de sua própria sociedade mas que esta imagem se reduz a uma teoria, ou melhor, a uma transfiguração da realidade...” (p.142). Com essas palavras, Levi-Strauss combate o método funcionalista que enfatiza a observação empírica e a coleta de dados pelo depoimento dos sujeitos investigados, Levi-Strauss acha que a imagem que os índios têm de sua própria sociedade é verdadeira? Por que? R.: Do texto podemos extrair: “Os estruturalistas aceitavam a existência de diferentes sociedades: aquelas mais simples ou tradicionais, e aquelas complexas, ou modernas. Distinguiram essas sociedades também como capitalistas e não capitalistas, mas afirmavam que essa diferença só poderia ser explicada em função de sua própria história e da relação que cada sociedade mantém com o meio natural e social. ... deslocavam a ênfase metodológica da observação - principal pedra de toque do funcionalismo- para a construção teórica e abstrata de um conceito. “ Ao afirmar que as diferenças entre as sociedades só poderiam ser explicadas através de sua própria história, Strauss afirma os indígena através de sua organização, cultura, crenças representam a sua sociedade, quando em sua crítica ao funcionalismo, desloca o eixo, não mais na observação dos hábitos e costumes da sociedade em estudo, para uma construção de sua organização, hábitos em todos os seus aspectos, novamente reafirma que essa imagem de sociedade dos indígenas é verdadeira. 12) Definindo os problemas e os métodos do estruturalismo, Lévi Strauss afirma: “O princípio fundamental é que a noção de estrutura social não se refere à realidade empírica, mas aos modelos construídos em conformidade com esta”. (p.123) Segundo essas definições,podemos dizer que a estrutura é (assinale e justifique a resposta certa): a) Empiricamente observável b) Percebida de maneira consciente pelos povos estudados c) Uma construção – um modelo teórico – usado da realidade observada. Lévi-Strauss parte do princípio de que a estrutura é uma elaboração teórica capaz de dar sentido aos dados empíricos de uma certa realidade. Não é, entretanto, empiricamente observável. Desse modo, é a estrutura social que organiza, conecta e relaciona as diversas instancias, estabelecendo as múltiplas relações entre os elementos, os grupos e as instituições. 13) Raymond Firth afirma: “O estudo da estrutura social deve, pois, ser levado mais longe, a fim de examinar como as formas básicas de relações sociais são suscetíveis de variação. É necessário estudar a adaptação social assim como a continuidade social”. (In Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, Orgs., Homens e Sociedade, p.41). Em que aspecto da estrutura social o autor está interessado? R.: Que no aspecto da estrutura social se encontra o princípio da continuidade da sociedade, no aspecto da organização se encontra o princípio de variação ou mudança, que permite a avaliação da situação e a escola individual. Raymond Firth, mesmo adotando o método estruturalista de interpretação da sociedade, procurou dar relevo à questão da mudança social. Para ele, o fato da estrutura constituir-se de elementos interdependentes tende a favorecer a transformação social, na medida em que qualquer modificação em um dos seus componentes acarretaria a transformação da estrutura como um todo. 14) Como Lévi-Strauss distingue a tarefa do antropólogo da tarefa do historiador? R.: Para Lévi-Strauss a tarefa do historiador é a busca do desenrolar de um processo no tempo. E a tarefa do antropólogo é a ordem sincrônica. Ou seja, para a história, ele deixa a análise diacrônica e, reafirma que o antropólogo deve se ater ao que é dado e, no máximo, podem alargar suas análises tornando-as compreensíveis para cientistas de outras sociedades e de épocas diferentes. 15) Qual a importância da linguística no método estruturalista desenvolvido por Lévi-Strauss? R.: A linguística no método estruturalista permitiu a Lévi-Strauss desenvolver uma construção teórica de superação do contraditório entre a realidade observável e o que pode ser organizado, ordenado e transmitido, entre o concreto e o que pode ser objeto de ciência. A antropologia cognitiva teve o mérito de reformular os métodos de pesquisa, ampliando o universo de fontes de informação com o estudo das autobiografias e da memória oral. 16) Qual a lei geral de todas as organizações de parentesco, segundo Lévi- Strauss? R.: A lei geral de todas as organizações de parentesco é a proibição do incesto, que resulta na exogamia. Assim, os homens trocam entre si, por meio de regras estabelecidas, as mulheres de seu grupo familiar, fazendo com que não haja matrimônios entre indivíduos pertencentes ao mesmo grupo de descendência. 17) Analise, tendo em vista os preceitos do método estruturalista, o seguinte texto de Lévi-Strauss: “Um sistema de parentesco não consiste nos elos objetivos de filiação ou consanguinidade dados entre os indivíduos; só existe na consciência dos homens, é um sistema arbitrário de representações, não o desenvolvimento de uma situação de fato”. (p.69). R.: O método estruturalista, visto em sua totalidade, procura revelar a relação existente entre a maneira como o homem vive e aprende a realidade e como organiza de forma significativa os dados dessa percepção. Além da inovação teórica e metodológica proposta, o estruturalismo teve ainda o mérito de conceber esses mecanismos mentais humanos como universais. Assim, afirma que, por trás das diferenças culturais aparentes, existem estruturas elementares (aqueles elementos presentes nas mais diversas sociedades, como laços de parentescos) comuns a todas as sociedades. 18) Em vista das recentes transformações na história das sociedades contemporâneas, como se colocam hoje as perspectivas da antropologia e da sociologia? R.: A antropologia foi se desenvolvendo nos últimos duzentos anos investigando os elementos que orientam a ação e explicam a emergência de padrões e comportamentos sociais. Auxiliada por uma análise de cunho cognitivo, e até psicológico, revelou sutis relações entre formas próprias de pensar e agir. E a globalização, em vez de destruir antigas formas de sociabilidade e de comportamento, apenas as deslocou de um espaço distinto e próprio para os intervalos disponíveis no sistema capitalista urbano-industrial. A sociologia por sua vez, enfrenta a dificuldade nessa sociedade globalizada desenvolver modelos macrossociológicos capazes de dar conta de tão heterogênea e fragmentada a realidade. A sociologia e a antropologia procuram redefinir as múltiplas relações que emergem na sociedade, em que meio às quais ficam cada mais difícil definir quem sou eu e quem é o outro, o que é tradicionalmente ou efetivamente moderno, aquilo que é globalizado e o que é regional. Aplicação de Conceitos 1) Numa reportagem publicada na Folha de São Paulo, o jornalista enfocou a influência da cultura até mesmo sobre os aspectos físicos do ser humano. Analise essa notícia e procure explicar a relação entre natureza e cultura. R.: O pensamento é estruturado a partir do modelo que operamos mentalmente com base em categorias sustentadas em dados naturais. A cultura é mais a expressão de uma economia de valores simbólicos do que um instrumento de garantia de melhores condições de sobrevivência da espécie. A natureza faz o papel de mediadora para tal processos, de modo que, a cultura busca na natureza as categorias sobre as quais se assenta para organizar o aspecto social. 2) Ainda hoje as ex-colonias estudadas pelos primeiros antropólogos no século XIX aparecem no imaginário ocidental por seu exotismo. Pesquise na mídia reportagens como esta, referente à Tailândia, publicada no caderno de turismo de O Estado de São Paulo, em março de 1995 e, a partir delas, justifique ou não esse ponto vista. R.: As bases norte-americanas estabelecidas na Tailândia e em outros países estiveram na origem da criação de certos de prostituição, ou seja, bordeis. A prostituição ligada ao fenômeno turístico desenvolveu-se massivamente na Ásia, sobretudo após a Guerra da Coreia e da Guerra do Vietnã, em grande parte provocado pela presença das tropas americanas em Bangkok e noutras cidades. Historicamente, a primeira alusão ao turismo sexual centra-se, de fato, na Ásia, em grande parte associado ao “imaginário de viagem” do homem ocidental pela mulher oriental, muitas vezes vista como sexualmente exótica. Foi, sem dúvida, a visão colonial que atribuiu à mulher oriental, uma beleza excêntrica, aliada à doçura, submissão e sensibilidade que atraiu e continua a atrair turistas para a Ásia. Associada à visão colonialista surge ainda a ideia, em muitos casos errada, de que os países orientais gozam de uma maior liberdade sexual, onde o adultério e a poligamia são práticas correntes. Tema para debate. Os camponeses da Grécia 1- Sendo que a cultura camponesa dos gregos poderia ser considerada pelos evolucionistas como “primitiva”, responda: A postura do autor é semelhante ou discordante da evolucionista? Justifique. R.: É semelhante, pois a postura evolucionista é de que a evolução depende do meio onde elas habitam, as mudanças geralmente ocorrem para que exista uma adaptação dasespécies ao meio ambiente em que vivem. E o texto nos fala que no início do século XX, esse modo de vida rural vem se perdendo ao estilo urbano das modernas cidades industriais, nas quais uma grande parcela cada vez maior vem sendo despejada das aldeias e, emigrando para outros lugares. Neste momento perderam sua cultura camponesas e assim encontraram uma cultura nova num estranho mundo novo. 2- Que razões o autor aponta para a transformação da cultura camponesa? R.: A cultura camponesa foi transformada pelo fato de grande parte da população das aldeias terem sido despejadas e com isso, arrancaram suas raízes do ambiente em que essa cultura foi criada e mantida, para assim dar lugar aos costumes do mundo novo, ao estilo urbano das modernas cidades industriais.