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AULA 1 Portaria GM/MS nº 104 de 25 de janeiro de 2011 (revogada pela Portaria GM/MS nº 204, de 17 de fevereiro de 2016) ■Torna obrigatória a notificação das Intoxicações Exógenas(IE); ■Incluiu a IE na lista de agravos de notificação compulsória e definiu sua periodicidade de notificação como semanal; ■Definiu também que a tentativa de suicídio, contida no agravo da violência, seria de notificação compulsória imediata e deve ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente, em até 24(vinte e quatro)horas desse atendimento, pelo meio mais rápido disponível. AULA 2 CONCEITOS: XENOBIÓTICOS - Substâncias químicas, estranhas ao organismo e sem valor nutritivo, são chamadas xenobióticos, AGENTES TÓXICOS - substâncias capazes de causar dano a um sistema biológico, alterando uma função ou levando-o à morte, sob certas condições de exposição INTOXICAÇÃO ■ É a manifestação do efeito tóxico e corresponde ao conjunto de sinais e sintomas que revelam o desequilíbrio produzido pela interação do agente tóxico com o organismo RISCO TÓXICO - como sendo a probabilidade existente para que uma substância produza um efeito adverso previsível, em determinadas condições específicas de uso. TOXICIDADE - capacidade inerente e potencial do agente tóxico de provocar efeitos nocivos em organismos vivos TIPOS DE EXPOSIÇÃO SEGUNDO LOCAL DE ABSORÇÃO DÉRMICA A pele constitui uma barreira efetiva contra a penetração de substâncias químicas exógenas. ■ No entanto, alguns xenobióticos podem sofrer absorção cutânea, dependendo de fatores tais como: Os efeitos do agente tóxico na pele podem ser tópicos ou sistêmicos. ■ Efeitos tópicos são a corrosão, sensibilização e mutação. ■ Os efeitos sistêmicos podem resultar em ação do toxicante em tecidos distantes VIAS RESPIRATÓRIAS Muito importante para a toxicologia ocupacional, visto que muitas intoxicações ocupacionais são decorrentes da aspiração de substâncias contidas no ar ■ Os agentes passíveis de sofrerem absorção pulmonar são os gases e vapores e os aerodispersóides. Essas substâncias poderão ser absorvidas, tanto nas vias aéreas superiores, quanto nos alvéolos - PNEUMOCONIOSES Nos alvéolos pulmonares duas fases estão em contato: – uma gasosa formada pelo ar alveolar e outra – líquida representada pelo sangue O agente tóxico pode dissolver-se simplesmente por um processo físico – DISSOLUÇÃO DO TOXICANTE ou, ao contrário, combinar-se quimicamente com elementos do sangue – REAÇÃO QUÍMICA ORAL, DIGESTIVA, TGI Um agente tóxico poderá sofrer absorção desde a boca até o reto; ■ Não sendo absorvido na mucosa oral, o toxicante poderá sofrer absorção na porção do TGI onde existir a maior quantidade de sua forma não ionizada (lipossolúvel) ■ Um dos fatores que favorecem a absorção intestinal de nutrientes e xenobióticos é a presença de microvilosidades, que proporcionam grande área de superfície. Ao circular, o agente tóxico pode ser biotransformado, ligar-se ao sítio de ação, ser eliminado, ligar-se a proteínas plasmáticas ou eritrócitos ou ser armazenado TERMINO DO EFEITO TOXICO O término do efeito tóxico de uma substância costuma ocorrer por biotransformação ou excreção, mas, também, pode resultar da redistribuição da substância do seu sítio de ação para outros tecidos Para reduzir a possibilidade de uma substância desencadear uma resposta tóxica, o organismo apresenta mecanismos de defesa que buscam diminuir essa quantidade que chega de forma ativa ao tecido alvo, assim como reduzir o tempo de permanência em seu sítio de ação COMO ORGANISMO REALIZA ISSO? ■ a difusibilidade do toxicante ■ a velocidade de sua excreção. BIOTRANSFORMAÇÃO ■ Pode ser compreendida como um conjunto de alterações químicas ou estruturais que as substâncias sofrem no organismo, geralmente, ocasionadas por processos enzimáticos, com o objetivo de diminuir ou cessar a toxicidade e facilitar a excreção. Converter as drogas, através de reações, em compostos menos lipossolúveis, isto é, hidrossolúveis, para ELIMINAÇÃO pelo rim. A grande maioria das substâncias, sejam elas endógenas ou exógenas, são biotransformadas no fígado, geralmente por enzimas. A eficiência do processo depende de fatores como dose e frequência de exposição, espécie, idade, gênero, variabilidade genética, estado nutricional, estado patológico e a exposição a outros agentes que podem inibir ou induzir as enzimas biotransformadoras de xenobióticos. FASES DA INTOXICAÇÃO FASE DA EXPOSIÇÃO E a fase em que as superficies externa ou interna do organismo entram em contato com o toxicante. ■ Importante considerar nesta fase: – a via de introdução, – a freqüência e a duração da exposição, – as propriedades físicoquímicas, assim como a: ■ dose ou a concentração do xenobiótico ■ susceptibilidade individual. A exposição simultânea a várias substâncias ■ Pode alterar uma série de fatores: – absorção, ligação proteica, metabolização e excreção) que influem na toxicidade de cada uma delas separadamente. Assim, a resposta final aos tóxicos combinados pode ser > ou < que a soma dos efeitos de cada um deles, podendo-se ter: ■ EFEITO ADITIVO – quando o efeito final é igual à soma dos efeitos de cada um dos agentes envolvidos. – Exemplo: Inibidores GABA + álcool ■ EFEITO SINÉRGICO – quando o efeito final é maior que a soma dos efeitos de cada agente em separado. ■ POTENCIALIZAÇÃO – quando o efeito de um agente é aumentado se combinado com outro agente. – Exemplo: corticosteroides e AINES (ulceração gástrica) – efeito tóxico no mesmo órgão ■ ANTAGONISMO – quando o efeito de um agente é , inativado ou eliminado, se combinado com outro agente. 2) FASE DE TOXICOCINÉTICA ■ Inclui todos os processos envolvidos na relação entre a disponibilidade química e a concentração do fármaco nos diferente tecidos do organismo ■ Estão envolvidos com a fase das substancias químicas de: – Absorção – distribuição, – armazenamento, – a biotransformação e a – excreção 3)FASE DE TOXICODINÂMICA ■ Compreende a interação entre as moléculas do toxicante e os sítios de ação, específicos ou não, dos órgãos e, consequentemente, o aparecimento de desequilíbrio homeostático. 4) FASE CLÍNICA É a fase em que há evidências de sinais e sintomas, ou ainda, alterações patológicas detectáveis mediante provas diagnósticas, caracterizando os efeitos nocivos provocados pela interação do toxicante com o organismo. CLASSIFICAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES SEGUNDO TEMPO DE EXPOSIÇÃO: 1) AGUDA 2) SUBAGUDA 3) CRÔNICA INTOXICAÇÃO AGUDA ■ Decorre de um único contato (dose única- potência da droga) ou múltiplos contatos (efeitos cumulativos) com o agente tóxico, num período de tempo aproximado de 24 horas. ■ Os efeitos surgem de imediato ou no decorrer de alguns dias, no máximo 2 semanas. INTOXICAÇÃO AGUDA INTOXICAÇÃO AGUDA POR ÁLCOOL ■ RESSACA ■ A ressaca sempre se associa à intoxicação aguda de álcool; ■ inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 h. ■ Ela é caracterizada por efeitos físicos e mentais adversos, com uma variedade de sintomas de “mal-estar INTOXICAÇÃO AGUDA POR BENZODIAZEPÍNICOS ■ Sedação, sonolência, fala arrastada, ataxia e confusão mental. ■ Podem ocorrer depressão respiratória e hipotensão arterial. ■ Na maioria dos casos a evolução é benigna, mas existem relatos de intensa depressão respiratória e coma e inclusive de óbitos após o uso de benzodiazepínicos de ação muito curta. INTOXICAÇÃO AGUDA POR FENOTIAZÍNICOS Classificação: Antipsicóticos e neurolépticos ■ Risco cardiovascular e de depressão do SNC. ■ “Síndrome neuroléptica maligna” é potencialmente fatal e pode ocorrer com doses terapêuticas e após poucos dias de uso. ■ Sedação, miose, hiper ou hipotensão, taquicardia, retenção urinária, ausência de sudorese. ■ Convulsão, coma, falência respiratória, prolongamento do intervalo QT, arritmias, distúrbios da temperatura. INTOXICAÇÃOAGUDA POR ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS ■ Letargia, coma ou convulsões, acompanhadas por prolongamento do intervalo QRS ao ECG. ■ Excitação seguido de coma, com depressão respiratória, hiporreflexia, hipotermia e hipotensão INTOXICAÇÃO AGUDA POR DESCONGESTIONANTE SISTÊMICO ■ Alguns exemplos de antigripais: – psedo-efedrina (Actifedrin); – cloridrato de efedrina ( Benegrip); – Vitamina C (Benegrip Xarope Infantil); – fenilefrina, – dextroclorfeniramina, – cloridrato de fenilefrina (Coristina D); – cloridrato de fenilefrina, – Descon; – Naldecon ■ Quadro tóxico depende da composição relativa dos simpatomiméticos e antihistamínicos. ■ Os distúrbios produzidos por doses excessivas dos principais componentes são os seguintes: – sonolência, cefaléia, tonturas, vômitos, taquicardia ou bradicardia, palpitação, bloqueio A-V, hipertensão arterial, tremores, distúrbios neuropsíquicos incluindo inquietude, irritabilidade, agressividade, confusão mental, convulsões, alucinações e até quadros paranoides INTOXICAÇÃO AGUDA POR AGROTÓXICOS ■ Pode ocorrer de forma leve, moderada ou grave, depende: – da quantidade de veneno absorvido, – do tempo de absorção, – da toxicidade do produto e do – tempo decorrido entre a exposição e o atendimento médico INTOXICAÇÃO SUBAGUDA E SUBCRÔNICA ■ Exposições repetidas a substâncias químicas ■ Diferem quanto ao TEMPO DE EXPOSIÇÃO: – SUB-AGUDA – menor que 1 mês – SUB-CRÔNICA – de 1 a 3 meses – CRÔNICA – mais de 3 meses INTOXICAÇÃO CRÔNICA ■ Resulta efeito tóxico após exposição prolongada a doses cumulativas do toxicante ou agente tóxico, num período prolongado, geralmente maior de 3 meses a anos. ■ A intoxicação crônica manifesta-se através de inúmeras patologias, que atingem vários órgãos e sistemas, com destaque para os problemas imunológicos, hematológicos, hepáticos, neurológicos, malformações congênitas e tumores. CLASSIFICAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES SEGUNDO SEVERIDADE 1) LEVE 2) MODERADA 3) SEVERA ■ LEVE – são rapidamente reversíveis, e desaparecem com o fim da exposição. ■ MODERADA – quando os distúrbios são reversíveis e não são suficientes para provocar danos. ■ SEVERA – quando ocorrem mudanças irreversíveis suficientemente severas para produzir lesões graves ou morte. DOSE LETAL (DL50) O grau de toxicidade de uma substância é avaliado quantitativamente pela medida da DL 50, que é a dose de um agente tóxico, obtida estatisticamente, capaz de produzir a morte de 50% da população em estudo; • São valores calculados estatisticamente a partir de dados obtidos experimentalmente. • Com base nas DL50 de várias substâncias, são estabelecidas classes toxicológicas de produtos químicos e farmacológicos, DOSE EFICAZ (DE50) A DE é dose capaz de produzir o efeito terapêutico desejado, podendo ser classificada em mínima eficaz e máxima tolerada. ■ A eficácia pode ser determinada em porcentagem, portanto, DE50 é a dose eficaz em 50% dos tecidos ou pacientes. ÍNDICE TERAPÊUTICO (IT) ■ IT é o intervalo de concentrações no qual se sabe que a droga é eficaz e não causa efeitos tóxicos no paciente. ■ Relação entre a DL50 e a DE50, pode ser um indicativo da segurança do fármaco; ■ Medicamentos com amplo I.T. apresentam uma ampla faixa de concentração que leva ao efeito requerido, pois, as concentrações potencialmente tóxicas excedem nitidamente as terapêuticas, esta faixa de concentração é denominada "janela terapêutica”. DOSE TERAPEUTICA=DOSE TOXICA/DOSE EFETIVA NA PRATICA O INDICE TERAPEUTICO É CALCULADOA PARTIR DA RAZAO DA DOSE LETALDA DROGA PARA 50% DA POPULAÇÃO (DL50) PELA DOSE MINIMA EFETIVAEM 50% DA POPULAÇÃO (DE50) ■ Infelizmente, muitos fármacos apresentam uma estreita janela terapêutica (I.T. < 10), por apresentarem uma pequena diferença entre as concentrações terapêuticas e tóxicas. ■ Nestes casos, há a necessidade de cuidadosa monitorização da dose, dos efeitos clínicos e mesmo das concentrações sangüíneas destes fármacos, visando assegurar eficácia sem toxicidade. NÍVEL SÉRICO TERAPÊUTICO MONITORIZAÇÃO TERAPÊUTICA Razões pelas quais é importante monitorar a concentração de determinadas drogas: ■ Necessidade de manter a concentração da droga dentro do estreito intervalo terapêutico; ■ Semelhança entre os sintomas de toxicidade e a situação clínica para a qual a droga é utilizada; ■ Farmacocinética (variações de paciente para paciente) ■ O objetivo da monitoração terapêutica é otimizar o emprego de fármacos, evitando ou detectando precocemente a ocorrência de níveis tóxicos ou subterapêuticos. ■ O serviço permite ainda averiguar a aderência do paciente ao tratamento e identificar interações medicamentosas imprevistas. ■ FENOBARBITAL – Intervalo terapêutico para o fenobarbital é de 15 a 40 µg/mL – Níveis superiores a 40 µg/mL são considerados tóxicos. ■ ÁCIDO VALPRÓICO – Intervalo terapêutico para o ácido valpróico é de 50 a 100 µg/mL – Níveis superiores a 100 µg/mL são considerados tóxicos ■ TEOFILINA – Intervalo terapêutico para a teofilina é de 10 a 20 µg/mL , – Níveis superiores a 20 µg/mL são considerados tóxicos■ LÍTIO: – Intervalo terapêutico é de 1,0 a 1,2 mmol/L – Níveis superiores a 1,5 mmol/L são considerados tóxicos ■ DIGOXINA e DIGOTOXINA: – O intervalo terapêutico para a digoxina é de 0,8 a 2,0 ng/mL – Níveis superiores a 2,0 ng/mL são considerados tóxicos. AULA 3 RISCO TOXICOLÓGICO “Risco é a probabilidade de ocorrer um efeito nocivo (indesejável), resultante da exposição a um agente químico, físico ou biológico em condições normais de utilização de um produto.” “É a probabilidade de que aconteça um efeito não desejável em forma de intoxicação sobre as espécies não alvo ou de danos ao meio ambiente. AVALIAÇÃO DE RISCO Um processo científico, isto é, baseado em evidências científicas, para avaliar os efeitos adversos causados por uma substancia, um estilo de vida ou um fenômeno natural . ■ Visa estimar a probabilidade de ocorrência de efeitos adversos, nas condições de uso, de uma substância química; ■ O processo de avaliação deve considerar a situação mais realística possível, devendo todas as suas etapas, incluindo as incertezas, serem evidenciadas da forma mais transparente possível. ■ O processo de avaliação de risco, aparece muito provavelmente como uma necessidade de se fornecer à comunidade moderna uma resposta científica às suas preocupações e anseios. ■ O perigo relacionado à exposição a substancias químicas e outros agentes perigosos, sempre esteve relacionado historicamente apenas ao potencial das substâncias de produzirem danos graves, sobretudo a morte, dano AGUDO Processo da avaliação de risco ■ Segundo National Academy of Sciences divide o processo da avaliação de risco em quatro etapas distintas: – a identificação do perigo, – a avaliação da dose-resposta, – a avaliação da exposição, – a caracterização do risco. AVALIAÇÃO DO RISCO TOXICOLÓGICO NO BRASIL É solicitada para o registro de produtos desinfestantes domisanitários (inseticidas domésticos) e também para os pesticidas de uso agrícola (agrotóxicos). AVALIAÇÃO DO RISCO TOXICOLÓGICO NO BRASIL ■ Produtos domésticos, quem regulamenta esta necessidade é a Resolução RDC nº 326, de 09 de novembro de 2005. AULA 4 PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE RISCO NO BRASIL ENVOLVE 4 ETAPAS PRINCIPAIS: 1. Identificação do perigo 2. Avaliação da relação Dose/Resposta 3. Avaliação da exposição 4. Caracterização do risco Fase 1 . Identificação do perigo É o reconhecimento do potencial tóxico de uma substância através de dados sobre toxicidade aguda e crônica, animal e humana. Exposição Aguda É aquela em que os efeitos tóxicos em animais são produzidos por uma única ou por múltiplas exposições a uma substância, por qualquer via, por um curto período, inferior a um dia. Exposição Crônica É aquela em que os efeitos tóxicos ocorrem após repetidas exposições , por um período longo de tempo, geralmente durante toda a vida do animal ou aproximadamente 80% do tempo de vida. Ensaios in vivo ■ Toxicidade aguda- DL50, CL50, oral, dérmica, inalatória • irritação ocular, dérmica• sensibilização dérmica • Toxicidade subcrônica • Toxicidade crônica • Estudos especiais: reprodução, carcinogênese, metabolismo, toxicodinâmica, neurotoxicidade, comportamentais Ensaios in vitro ■ Mutagenicidade ■ Aberrações cromossômicas ■ Outros ensaios: ■ propriedades físico-químicas; – potencial de degradação, mobilidade e dissipação no solo, água e ar; acúmulo em animais aquáticos, animais selvagens e plantas. Estudos epidemiológicos Retrospectivos ; – Prospectivos; – Estudos de caso. Fase 2. Avaliação da relação Dose/Resposta Qual a porcentagem de indivíduos, nos quais podem ser observados efeitos nocivos quando expostos a uma dose específica do agente químico? Estudos agudos, subcrônicos e crônicos, incluindo estudos reprodutivos, de carcinogenicidade, neurotoxicidade, metabolismo, etc. e seus valores NOEL ou NOAEL estabelecidos, sendo aceitos os estudos científicos disponíveis, com as devidas referências. ■ Considerar nesta fase: – os níveis de dose e os efeitos associados à essas doses em ensaios com animais de experimentação, e – utilizar essas doses para o cálculo de uma dose equivalente em humanos; ■ Considera-se que: a dose o efeito observado. Doses de não efeito (NOAEL) Doses de menor efeito (LOAEL) Doses de efeitos (FEL) NOAEL – Dose onde não se observa efeito adverso Maior dose administrada num estudo de toxicidade na qual não se observa nenhum efeito adverso LOAEL Menor dose onde se observa um efeito adverso Menor dose administrada num estudo de toxicidade na qual se observa um efeito adverso Ajuda a estabelecer uma relação entre a dose, o efeito desejado e o aparecimento de efeitos adversos. FASE 3 - ESTIMATIVA DA EXPOSIÇÃO Qual a possibilidade de ocorrência de exposição em diferentes condições? Potenciais populações em risco de exposição efetiva • Deve-se considerar as diversas vias de exposição: • inalatória, • oral, • dérmica. • Tipo de exposição: • ocupacional, • doméstica, • através dos alimentos, água potável, ar.] É a quantificação da exposição Nessa fase se estabelece que se a estimativa da exposição ambiental é significativamente menor do que a menor dose que produz uma resposta numa população estudada, a probabilidade de dano aos indivíduos expostos é pequena. O contrário também é verdadeiro FASE 4 - AVALIAÇÃO DE RISCO Qual a porcentagem da população que poderá ser afetada e qual será o grau de nocividade observado? RISCO = TOXICIDADE X EXPOSIÇÃO Extrapolação de dados de animais para humano utilizando fatores de incerteza na avaliação de risco que fornecem uma margem de segurança adicional para a proteção da população ■ Índice: – IDA – Ingesta Diária Aceitável Estudos não clínicos de segurança de um medicamento 1. Estudos de toxicidade de dose única (Aguda), IN VIVO. São aqueles utilizados para avaliar a toxicidade produzida por uma substância teste quando esta é administrada em uma ou mais doses durante um período não superior a 24 horas, seguido de observação dos animais por 14 dias após a administração. 2. Estudos de toxicidade de doses repetidas, IN VIVO-Utilizados pra caracterizar o perfil toxicológico da substância pela administração repetida 3. Estudos de toxicidade reprodutiva, O objetivo é revelar algum efeito de uma ou mais substâncias ativas na reprodução de mamíferos-A. Fertilidade e desenvolvimento embrionário inicial, B. Desenvolvimento pré e pós-natal, incluindo função materna, C. Desenvolvimento embrio-fetal. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ESTUDOS DE TOXICIDADE REPRODUTIVA QUE DEVEM SER CONCLUÍDOS ANTERIORMENTE À INCLUSÃO DE HOMENS, MULHERES SEM E COM POTENCIAL PARA ENGRAVIDAR NAS FASES DE PESQUISA CLÍNICA: 4. Estudos de genotoxicidade, Esses estudos são testes in vitro e in vivo desenhados para detectar o potencial das substâncias sob investigação de causar mutações gênicas e alterações cromossômicas. Os testes de genotoxicidade devem ser capazes de avaliar os potenciais danos ao DNA que podem ser observados na forma de mutações gênicas e alterações cromossômicas, que podem ser numéricas ou estruturais. • Estas podem estar fortemente relacionadas à produção de alterações hereditárias e em diferentes etapas do desenvolvimento de malignidades. • Compostos que apresentam resultados “positivos” nos testes de genotoxicidade são potencialmente agentes carcinogênicos e/ou mutagênicos para seres humanos. Apesar da relação entre exposição a agentes químicos e carcinogênese se encontrar estabelecida em humanos, tem sido difícil a avaliação da transmissão hereditária de alterações provocadas por tais agentes, portanto os testes de genotoxicidade têm sido utilizados, principalmente, para a previsão de potencial carcinogênico. Os testes de genotoxicidade devem estar concluídos anteriormente à realização das Pesquisas Clínicas fase 2 5. Estudos de Tolerância local - O objetivo destes estudos é saber se as substâncias (princípios ativos e excipientes) são toleradas em locais do corpo que poderão entrar em contato com o produto em consequência da sua administração na prática clínica 6. Estudos de carcinogenicidade - Estudos para Identificar substâncias que possam causar o desenvolvimento potencial de tumores em algum local por algum mecanismo, observando testes animais para o desenvolvimento de lesões como consequência: • da exposição, • durante um tempo considerável de sua vida, • por várias doses da substância teste e • por uma via de administração apropriada Um estudo de curto e médio prazo Ou 2- Estudo a longo prazo AULA 5 AGENTE MUTAGÊNICO • Todo agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, pode causar mutação, ou seja, um dano na molécula de DNA que não é reparado no momento da replicação celular, e é passado para as gerações seguintes; • Os testes de mutagênese fazem parte dos testes de triagem para prever o potencial carcinogênico das substâncias – somente por mecanismos genotóxicos; GENOTOXICIDADE X MUTAGENICIDADE • Genotoxicidade - refere-se à capacidade de alguns agentes químicos de danificar a informação genética no interior de uma célula, causando mutações ou induzindo modificações na sequência nucleotídica ou da estrutura em dupla hélice do DNA de um organismo vivo. Mutagenicidade – refere-se a mutações que afetam a sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo. Dano a molécula de DNA que não é reparado no momento da replicação. Todos os agentes mutagênicos são genotóxicos, mas nem todas as substâncias genotóxicas são mutagênicas TIPOS DE MUTAÇÕES SEGUNDO SUA BASE DE CLASSIFICAÇÃO ORIGEM DAS MUTAÇÕES MUTAÇÃO ESPONTÂNEA-• Ocorre ao acaso, sem a interferência de um agente capaz de provocá-lo; • Produtos do metabolismo celular podem causar danos no DNA. CADA GENE TEM UMA TAXA DE MUTAÇÃO E VARIA CONFORME A ESPECIE. 2. MUTAÇÃO INDUZIDA-Vários agentes ambientais são capazes de danificar o DNA. Mutágeno = agente ambiental capaz de aumentar de forma significativa a taxa de mutação acima da taxa espontânea; • Análogo de Base • Agente Alquilante • Substância química que causa desaminação • Substância química que causa hidroxilação • Espécies reativas de oxigênio • Agentes intercalantes q Radiação TIPO CELULAR • CÉLULAS GERMINATIVAS - é qualquer célula que dá origem aos gametasde um organismo que se reproduz de maneira sexuada • CÉLULAS SOMÁTICAS - são quaisquer células responsáveis pela formação de tecidos e órgãos em organismos multicelulares. 1) MUTAÇÃO GERMINATIVA 2) MUTAÇÃO SOMÁTICA Muitas mutações somáticas não tem efeito claro no fenótipo do organismo, porque a função da célula mutante é substituída por células normais. • Entretanto, mutações somáticas que estimulam a divisão celular podem ser a base para muitos cânceres. Mutações adquiridas em células somáticas não podem passar para próxima geração. • Em alguns casos mutação ocorre no ovo fertilizado, após a formação dos gametas. • A medida que o embrião divide cada célula do corpo irá apresentar a mutação. MOSAICISMO: A MUTAÇÃO SOMATICA QUE OCORRE EM UMA ÚNICA CELULA DURANTEO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO LEVANDO AO MOSAICISMO.COMO CONSEQUENCIA GENOTIPICAMENTE O INDIVÍDUO É UMA MISTURA. EXPRESSÃO 1) CONDICIONAL -- Expressa somente sob condições restritivas • Exemplo: mutação temperatura-sensitiva – mutação condicional cuja expressão depende da temperatura 2) NÃO CONDICIONAL - Expressa sob condições permissivas, bem como, restritivas. d) EFEITO NA FUNÇÃO 1) GANHO DE FUNÇÃO -• Leva o surgimento de um novo traço ou função OU • Leva o surgimento de um traço em um tecido inadequado ou em um momento inadequado ONCOGÊNESE 2) HIPERMÓRFICA -• Mutação na região reguladora do gene que induz a expressão gênica. • Ocorre a hiperexpressão de determinado gene. • Exemplo: • Doença de Charcot-Marie-Tooth ou Atrofia Muscular Peroneal – • É uma neuropatia hereditária sensitiva e motora • da produção de uma proteína normal; • Duplicação do gene que codifica a proteína 22 da mielina; • Causando alteração na estrutura e função da bainha de mielina 3) HIPOMÓRFICA - • Mutação que , mas não elimina o nível de expressão do gene ou a atividade da proteína; 4) PERDA DA FUNÇÃO-■ Também denominado Knockout ou null mutation ■ Mutação que resulta em completa inativação gênica ou um produto gênico não funcional; – Exemplo: deleção do gene completo, ou parte do gene ou substituição de um aminoácido que inativa a proteína e) ALTERAÇÃO MOLECULAR 1 . SUBSTITUIÇÃO DE BASE – ALTERAÇÃO DE UM ÚNICO NUCLEOTIDEO 2 . TRANSCRIÇÃO • Substituição de uma purina por outra purina • Substituição de uma pirimidina por outra pirimidina. 3 . TRANSVERSÃO Substituição de uma purina por uma pirimidina ou de uma pirimidina por uma purina. INSERÇÃO Mutação que resulta na adição de um ou mais pares de nucleotídeos-Mutação por repetições expandidas DELEÇÃO • Mutação que resulta na remoção de um ou mais pares de nucleotídeos. • Exemplo: Fibrose cística • CFTR: gene que codifica a proteína transmembranal que regula o transporte de sódio (Na+) e cloro (Cl-) na membrana das células. f) EFEITO NA TRADUÇÃO 1 SILENCIOSA Substituição implica em um códon sinônimo, que não altera o aminoácido 2 MISSENSE Substituição implica em um códon que altera o aminoácido. 3 NONSENSE – CÓDIGO DE TÉRMINO 4. MUDANÇA DE FASE DE LEITURA Leitura dos códons na fase incorreta AULA 6 TOXICOLOGIA CLINICA Ramo da TOXICOLOGIA que trata das pessoas que passaram por intoxicação (remédios, produtos químicos, gases, etc), diagnosticando e passando um tratamento para desintoxicar e recuperar o organismo deste paciente. ■ Através da avaliação clínica de sinais e sintomas da intoxicação e de posse dos achados analíticos, torna-se possível acompanhar a evolução de um paciente intoxicado. MUITO TOXICO- ASPIRINA E OUTROS ANALGESICOS-THINNERS, TOLUENO, CANFORA, NAFTALINA,FOLHA DE TABACO,CAFEINA, INSETICIDA EXTREMAMENTE TOXICO – OPIO E CODEINA SUPER TOXICO – NICOTINA-TOXINA BOTULINICA SINTOMAS DE INTOXICAÇÃO SEGUNDO AGENTE TOXICO SINDROME SIMPATOMIMÉTICA/ADRENÉRGICA ■ TAQUICARDIA; ■ ARRITMIAS; ■ HAS; ■ MIDRÍASE; ■ HIPERTERMIA; ■ ILUSÕES; ■ CONVULSÕES – COMA SIMTOPAMIMÉTICOS:ANGETAMINA,COCAINA,FENINEFRILA, NAFAZOLINA,EFEDRINA, FENILPROPANOLAMINA, TEOFILINA, CAFEINA. SINDROME SEDATIVO-HIPNÓTICA OU OPIÓIDE (SIMPATOLÍTICOS) ■ MIOSE; ■ CONSTIPAÇÃO; ■ DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA; ■ HIPOTENSÃO; ■ BRADICARDIA; ■ HIPOTERMIA; ■ SONOLÊNCIA; ■ COMA OPIOIDES – MIOSES BARBITURICOS – MIDRIASE BENZODIAZEPINICOS, CLONIDINA, ANTI HIPERTENSIVOS,ETANOL, OXIMETAZOLINA. SINDROME COLINÉRGICA – AUMENTO DA ATIVIDADE PARASSIMPATICA SINAIS MUSCARÍNICOS: – Salivação, sudorese, vômitos, diarreia, miose, sibilos, secreção brônquica INSETICIDAS ORGANOFOSFORADOS E CARBOMATOS,FISOSTIGMINA,NICOTINA, ALGUNS COGUMELOS. SINDROME COLINÉRGICA SINAIS NICOTÍNICOS: – Mioclonias, fasciculaçoes, midríase, taquicardia, fraqueza muscular INSETICIDAS ORGANOFOSFORADOS E CARBOMATOS,FISOSTIGMINA,NICOTINA, ALGUNS COGUMELOS. SINDROME anticolinérgica ■ MUCOSA SECA; ■ RUBOR FACIAL; ■ HIPERTERMIA; ■ HIPERTENSÃO; ■ DELÍRIOS; ■ ARRITMIA; ■ CONVULSÕES; ■ COMA. ANTICOLINERGICOS: ATROPINA, AMANTADINA,ANTIHISTAMINICOS, ESCOPALAMINA,FENOTIAZIDICOS, RELAXANTES MUSCULARES,ANTIPARKINSONIANOS,ANTIDEPRESSIVOS TRICICLICOS,ANTIPSICÓTICOS. ETAPA 1 ABORDAGEM AO PACIENTE. ETAPA 2 ANAMNESE- DADOS DO PACIENTE, EXAME FÍSICO ETAPA 3- ANALISE TOXICOLOGICA. OBJETIVOS DO TRATAMENTO ■ Estabilizar funções vitais; ■ Evitar absorção do agente tóxico; ■ Anular efeito do agente tóxico; ■ Aumentar eliminação do agente tóxico; ■ Prevenção de sequelas. FATOR TEMPO = EFICÁCIA=TEMPO TRATAMENTOS DIRECIONADOS 1. Descontaminação 2. Aumento da excreção 3. Utilização de antídotos 4. Sintomáticos e suporte 1. DESCONTAMINAÇÃO a) CUTÂNEA - ■ Retirar roupas contaminadas ■ Lavar com água corrente: 15min ■ Cabelos, unhas e pregas cutâneas ■ Evitar sabão nas queimaduras ■ O profissional deve estar protegido b) OCULAR - ■ DEVE SER IMEDIATA ■ Lavar olhos com pálpebras abertas ■ Sentido médio-lateral ■ Eversão palpebral ■ Água corrente: 10-30min ■ Oftalmologista c) RESPIRATÓRIA - ■ Remoção para ambiente com ar livre e corrente ■ Retirar roupas contaminadas ■ Lavagem corporal ■ Oxigenação: se necessário ■ Sinais precoces e tardios d) GASTROINTESTINAL DESCONTAMINAÇÃO GASTROINTESTINAL- Principal via de introdução do agente tóxico ■ Realização varia com o agente tóxico: – Toxicidade da substância – Dose ingerida – Forma farmacêutica: ■ Líquido: 30 min ■ Sólido: 1-2 horas Tempo decorrido é determinante MÉTODOS UTILIZADOS Emese - Expulsão súbita, pela boca, do conteúdo do estômago – vômito MÉTODO ■ Não invasivo; ■ Simples de executar; ■ SOMENTE: – INGESTA RECENTE DE DOSE TÓXICA – PARA SUBSTÂNCIA NÃO CORROSIVA – NEM VOLÁTEIS – PACIENTE CONSCIENTE CONTRAINDICAÇÃO: • Menores de 6 anos; • Idosos; • Pacientes debilitados; • Ingesta de cáusticos e corrosivos, hidrocarbonetos COMPLICAÇÕES SEVERAS: Pneumonia por aspiração, esofagite hemorrágica, Sindrome mallory-weiss, ruptura diafragmática, pneumomediastino, hemorragia intracerebral. A síndrome de Mallory-Weiss ou Síndrome da laceração gastroesofágica refere-se ao sangramento proveniente de lacerações das paredes na junção do estômago com o esôfago induzidos por ataques de tosse ou vômito. Lavagem gástrica ■ Mais invasivo; ■ Não remove bem cápsulas e plantas; ■ Ambiente hospitalar/local da ocorrência; ■ Pessoal habilitado; ■ Emocionalmente lesiva; EOT - Entubação Endotraqueal – SE REBAIXAMENTO DO NIVEL DE CONCIENCIA=EOT EXPLICAR O PROCEDIMENTO A PACIENTE ALERTA- NÃO REALIZAR EM A AUTORIZAÇÃO DO PACIENTE ( AUMENTO DE COMPLICAÇÕES) . INDICAÇÕES- Overdose de substância muito tóxica (potencialmente fatais) ■ Até 1 (4) hora (s) após ingesta; ■ Agentes que promovem sintomas rápidos; ■ Em pacientes sintomáticos, avaliar gravidade. PRIMEIRO LIQUIDO RESERVADO PARA DOSAGEM TOXICOLOGICA. SOMENTE SE: ■ agentes com rápido início de ação (carbamazepina); ■ substâncias não adsorvidas por carvão ativado; ■ substâncias que contenham intoxicantes sistêmicos (organofosforados); APÓS UMA HORA DE INGESTÃO , A LAVAGEM GASTRICA SÓ É ACEITAVEL NOS CASOS DE SUBSTANCIAS QUE RETARDAM O ESVAZIAMENTO GASTRICO. Substância ADSORVENTE utilizada na LG ■ Utiliza via ORAL ou SONDA NASOGÁSTRICA ■ Deve ser administrado DILUÍDO ■ DOSE: – Isolada – Seriada CARVÃO ATIVADO LAVAGEM GÁSTRICA ■ Crianças menores de 2 anos; ■ Agitação, convulsão, coma: EOT; ■ Grandes partículas do produto; ■ Cáustico: risco de perfuração; ■ Hidrocarboneto: EOT; ■ Discrasias sanguíneas; ■ Instabilidade clínica; ■ Fratura da base de crânio: SOG LAVAGEM GÁSTRICA ■ Trauma / Perfuração / Laringoespasmo ■ Pneumonia Aspirativa ■ Inserção traqueal / Enovelamento no estômago ■ Hipotermia (se líquido frio) NÃO HÁ NECESSIDADE DE LAVAGEM GASTRICANA INGESTÕES DE DOSES PEQUENAS A MODERADAS-SE O CARVÃO ATIVADO PUDER SER ADMINISTRADO PRONTAMENTE. DOSE ÚNICA DE CARVÃO ATIVADO, MESMO SEM ESVAZIAMENTO PREVIO DO ESTOMAGO,É TÃO EFICIENTE QUANTO A SEQUENCIA DE LG+CA Carvão ativado APRESENTAÇÃO ■ Pó ■ Suspensão aquosa■ Suspensão com sorbitol PROPRIEDADES ■ Adsorve moléculas: ↓ absorção gastrintestinal; ■ Eficácia x tempo ; ■ Doses repetidas*: ↑ excreção; ■ EOT: estado mental comprometido; ■ Útil em pacientes assintomáticos ; CATÁRTICO substância que acelera a defecação SUBSTÂNCIAS NÃO ADSORVIDAS PELO CARVÃO ATIVADO ALCAIS E ACIDOS,CIANETO,ETANOL E OUTROS ALCALIS, ETILENOGLICOL, FLUORETO, SAIS INORGANICOS,FERRO, LITIO,ACIDOS MINERAIS,POTASSIO. CONTRAINDICAÇÕES ■ Cáusticos; ■ Hidrocarbonetos; ■ Antídoto oral (NAC); ■ Íleo paralítico; ■ Cirurgia abdominal recente; COMPLICAÇÕES ■ Distensão gástrica; ■ Bronco aspiração; ■ Constipação intestinal / Fecaloma; Catárticos salinos 20MINUTOS APÓS CA SERIADO OBJETIVOS ■ Peristalse; ■ Absorção do tóxico; ■ Passagem do tóxico; ■ Sulfato de magnésio, manitol, sulfato de sódio. INDICAÇÕES ■ Doses múltiplas de CA; ■ Remoção de medicamentos de liberação lenta ou doses com alto grau de toxicidade; CONTRAINDICAÇÕES ■ íleo paralítico; ■ Diarréia; ■ Obstrução intestinal; ■ Insuficiência renal; ■ Cáusticos; AUMENTO DA EXCREÇÃO INDICAÇÕES ■ Intoxicação muito grave com deterioração das condições clínicas apesar da terapia de suporte – Ex: fenobarbital ■ A via normal de eliminação da substância não está funcionando adequadamente – Ex: intoxicação por lítio em pacientes com insuficiência renal ■ Ingestão de dose letal ou níveis sanguíneos considerados letais – Ex: metanol ■ Paciente portador de patologia que pode aumentar o risco de coma prolongado ou outras complicações – Ex: DPOC ou ICC AUMENTO DA EXCREÇÃO 1-MANIPULAÇÃO DE PH URINARIO – ALCALINIZAÇÃO OU ACIDIFICAÇÃO ↑ excreção renal de ácidos fracos; ■ Promove a ionização e diminui a reabsorção renal de tóxicos ácidos; – Salicilatos, – Fenobarbital, – 2,4-D – Bicarbonato Na- Monitorar pH urinário (7,5 –8) e potássio DIALISE GASTROINTESTINAL - ■ Interrompe ciclo entero-hepático: – combina-se com a droga e seus metabólitos ■ Dialise peritoneal: – difusão passiva do agente tóxico dos capilares da mucosa intestinal para o lumen. ■ Adsorção continua da substância administrada por via oral – Ex: Fenobarbital, antidepressivos triciclicos, neurolepticos, carbamazepina, organofosforado … DOSE ÚNICA DE CARVÃO ATIVADO É USADO PARA DESCONTAMINAÇÃO.DOSE SERIADA É USADA PARA AUMENTO DA EXCREÇÃO DA DROGA REMOÇÃO EXTRA CORPOREA – HEMOPERFUSÃO,HEMODIÁLISE,EXSANGUINEOTRANFUSÃO,DIALISE PERITONIAL, DIURÉSE FORÇADA. Hemodiálise ■ Substância de baixo peso molecular; ■ Pequeno volume de distribuição; ■ Baixa ligação proteica; ■ Hidrossolúvel; AULA 7 UTILIZAÇÃO DE ANTÍDOTOS/ANTAGONISTAS CONCEITO: Agentes capazes de neutralizar ou reduzir os efeitos de uma substância potencialmente tóxica ANTIDOTO: SUBSTANCIA QUE SE OPOE AO EFEITO TOXICO ATUANDO SOBRE O TOXICANTE ANTAGONISTA: SUBSTANCIA QUE EXERCE AÇÃO OPOSTA A DO AGENTE TOXICO. TERAPIA DE SUPORTE A TERAPIA DE SUPORTE É A ETAPA MAIS IMPORTANTE NO TRATAMENTO DO PACIENTE INTOXICADO E, ASSOCIADA À MEDIDAS DE DESCONTAMINAÇÃO PROPORCIONA RECUPERAÇÃO COMPLETA DO PACIENTE. AS MEDIDAS DE DESCONTAMINAÇÃO SÃO LIMITADAS PELO TEMPO ANTIDOTO – AGENTE TOXICANTE AULA 8 PARACETAMOL MECANISMO DE AÇÃO – INIBIDOR NÃO SELETIVO DE CICLOXIGENASES CARACTERÍSTICAS E USOS ■ Analgésico ■ Antipirético ■ Antinflamatório Toxicocinética ■ ABSORÇÃO – TGI rápida e quase completa – Biodisponível oral: 88% ■ MEIA VIDA – 1 a 4h – doses terapêuticas – 1 a 3h - Efeito máximo – 0,5 – 2h – tempo de concentração máxima ■ EFEITO TERAPÊUTICO: – Inibe a síntese de PG no SNC e na periferia por meio da inibição NÃO SELETIVA das enzimas COX1 e COX2; – Intensifica a ação do ADH (hormônio antidiurético – vasopressina – atua nos rins) pela inibição da síntese renal de PG; FISIOPATOLOGIA – INIBIDOR NÃO SELETIVO DA COX, INIBE A PRODUÇÃO DE PROSTAGLANDINA, RESPONSAVEL POR REDUZIR VASOCONSTRIÇÃO, AUMENTAR PERF. RENAL, REDUZIR RESISTENCIA VASCULAR PERIFÉFICA – SE NÃO FUNCIONA PROVOCA INSUFICIENCIA RENAL CRONICA. METABOLISMO TOXICIDADE HEPATICA E RENAL METABOLISMO E TOXICIDADE GLUTATIONA É IMPORTANTE PARA O METABOLISMO PARACETAMOL NAPQI – METABOLITO TOXICO – GLUTATIONA COM GLUTATIONA S TRANSFERASE PARA TRANSFORMAR EM METABOLICO NÃO TOXICO – NAC, CONJUGADO À GLUTACIONA QUE SIMPLIFICADA EM AC. GLUTAMICO,E MOLÉCULA DE GLICINAPARA EXCRETAR SÓ A CISTEINA. 1ª fase – toxicidade hepatica IMPORTANCIA DA GLUTATIONA GSH? Dar subsídios, auxiliar a glutationa s transferase na transformação do NAPQI na eliminação em um metabolito não toxico. 2ª fase – toxicidade renal – excreção pela biotransformação do conjugado com a cisteina pela beta liase resulta em metabolito toxico a nível renal. No entanto a nível renal também temos uma enzima – BETA LIASE- consegue metabolizar o conjugado com a cisteína formando um TIOL – possui uma grande reatividade e pode dar origem a TOXICIDADE ■ A conjugação com a GLUTATIONA é catalisada por enzimas conhecidas como GLUTATIONA-S-TRANSFERASE ■ GSH é constituída por 3 aa ■ Pode ser metabolizado via Citocromo P450 com formação de um METABÓLITO EXTREMAMENTE TÓXICO conhecido como NAPQUI – HEPATOTOTÓXICO – origem da Falência Hepática em casos de sobredose Toxicidade ■ USO TERAPÊUTICO: – Efeitos prejudiciais raros ■ DOSES EXCESSIVAS: – Hepatotóxico – Nefrotóxico ■ DOSES TÓXICAS: – Adultos: 6 -7g – Dano hepático após consumo diário de 5g – Crianças: > 150mg/Kg de peso (> 200mg/Kg em crianças até 6 anos) MORTE: 15g MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS NA INTOXICAÇÃO – IDADE – DOSE INGERIDA – PRECOCIDADE DA DESCONTAMINAÇÃO GÁSTRICA – FORMA FARMACÊUTICA DO MEDICAMENTO – EXISTÊNCIA DE DOENÇA HEPÁTICA PRÉVIA – USO DE BEBIDA ALCÓOLICA CONFORME A DOSE ■ A ingesta de 2 a 4g: – Raro – Naúseas ■ A ingesta de 4 a 7g – A sintomatologia TGI ■ A ingesta > 10g – Sintomas clássico de intoxicação CONFORME O TEMPO ■ FASE I ( 2 - 24h após ingesta) -■ Assintomático ou iniciar com: – Mal estar – Náuseas – Vômito – Anorexia – Diaforese (transpiração intensa) ■ FASE II (24 – 72h após ingesta) -■ Sintomas gastrointestinas desaparecem ■ Dor tipo cólica no hipocôndrio direito ■ Alterações laboratoriais importantes: – discreta das aminotransferases – discreta das bilirrubinas – da atividade de protrombina ■ FASE III (72 – 96h após a ingesta) - ■ Sintomas gastrointestinais reaparecem ■ Pode se instalar quadro de necrose hepática ■ Alterações laboratoriais mais pronunciadas: – das aminotransferases – bilirrubinas – da atividade de protrombina – Hipoglicemia – ureia e cretatinina - Nas intoxicações graves pode ocorrer insuficiência hepática fulminante e MORTE ■ FASE IV (96h – 10 dias após a ingesta)- Se houver hepatócitos íntegros – recuperação hepática e melhora clínicolaboratorial – A regeneração hepática pode ocorrer de 3 a 6 meses FASE IV – 96h – 10 dias após Em caso de grande lesão hepática pode ocorrer MORTE O comprometimento RENAL pode se instalar entre 5 e 10 dias. Pode ocorrer mesmo na ausência de dano hepático Estágios de intervenção ■ DIMINUIR A EXPOSIÇÃO: a) Esvaziamento gástrico – até 2h após ingestão a) Indução da êmese – se consciente e sem contraindicações b) Lavagem gástrica c) Carvão ativado – até 6 h após ingesta, ,es,o com antídoto ■ PROTEGER O HEPATÓCITO DA LESÃO PELO NAPQI – administração de ANTÍDOTO – N-acetilcisteína (NAC) - repõe as reservas de GSH neutralizando o NAPQI ■ PROTEGER O HEPATÓCITO DA LESÃO PELO NAPQI – administração de ANTÍDOTO – N-acetilcisteína (NAC) Mesmo que não se conheça a dose da ingestão de paracetamol, havendo suspeita de intoxicação, deverá ser feito o uso do Antídoto-A maior eficácia é conseguida se aplicado entre 8 e 16h após a ingesta de paracetamol AULA 9 BARBITURICOS NÃO EXISTE ANTIDOTO PARA BARBITURICOSITURICOS REGULARIZA A VENDA DOS BARBITURICOS DECRETO 79388 DE 14 DE MARÇO DE 77 Após Convenção de Viena - 1971 ■ Elaboração de progressivos procedimentos de controle, desde a exigência de receita médica até à lenta retirada dos barbitúricos da composição de muitos medicamentos; ■ Intensificou o controle nos anos 80; ■ Década de 90, o nívelde uso e abuso de barbitúricos baixou notavelmente, desaparecendo do mercado negro, salvo alguns produzidos legalmente em laboratórios. ão uma classe de compostos químicos sintéticos derivados de uma amida chamada de ácido barbitúrico ■ O grupo característico das amidas está em destaque TOXICOCINÉTICA ■ ABSORÇÃO – Drogas de caráter ácido – Principalmente intestinal ■ DISTRIBUIÇÃO - lipossolúveis – Afinidade por tecidos com alto teor lipídico – Atravessam todas as barreiras – LP 5 a 88% ■ BIOTRANSFORMAÇÃO – Hepática ■ EXCREÇÃO – principalmente renal – 25% na forma inalterada – PODE SER SIGNIFICATIVA SE AUMENTADA A ALCALINIZAÇÃO URINÁRIA. TOXICODINÂMICA ■ SISTEMA RESPIRATÓRIO – Deprimem mecanismos responsáveis pelo ritmo da respiração ■ SISTEMA CARDIOVASCULAR – Doses hipnóticas: ■ alteram pouco a frequência cardíaca e PA – Doses elevadas: ■ contração cardíaca e ■ deprimem musculatura lisa dos vasos DEPRESSORES CENTRAIS NÃO SELETIVOS ■ SISTEMA DIGESTÓRIO – tônus da musculatura TGI – Retardam esvaziamento gástrico SÍTIOS DE AÇÃO BARBITÚRICOS • Agonista Gabaérgico • Antagonista Glutaminérgico 1º SITIO DE AÇÃO DEPRESSORES CENTRAIS NÃO SELETIVOS ■ RECEPTOR GABA – canal iônico ativado por ligante responsável por mediar os efeitos do ácido gama-aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibidor no cérebro Quando o GABA se liga ao seu receptor de canal de cloro, ocorre o do tempo de abertura desse canal, resultando em despolarização, que se estabiliza temporariamente o potencial de membrana em repouso e inibe o disparo de novos potenciais de ação, mantendo os receptores inativos PRINCIPAL MECANISMO DE AÇÃO ■ Ação que mimetiza a ação do GABA – ■ AGONISTA GABAÉRGICO ■ da abertura de canal de cloreto muito maior que o GABA ■ Esse influxo de cloreto mantem a célula neuronal mais negativa – hiperpolarizada ■ Condição que protege o neurônio de despolarizar – inibir a despolarização - Uma das condições na convulsão é a condição de despolarização do neurônio 2º SÍTIO DE AÇÃO – GLUTAMATO ■ ANTAGONISTA GLUTAMINÉRGICO ■ GLUTAMATO - NE EXCITATÓRIO ■ Se liga aos receptores e bloqueia: – AMPA – KAINATO USO TERAPÊUTICO ■ Sedação ■ Indução ou hipnose do sono ■ Indução da anestesia geral – Tiopental são usados rotineiramente como um agente injetável da indução na anestesia geral. ■ Tratamento das convulsões INTOXICAÇÃO FENOBARBITAL CAUSAS de INTOXICAÇÃO: ■ Tentativa de suicídio; ■ Indivíduos sob tratamento, sem controle dose ingerida; ■ Intoxicação acidental (crianças); ■ Associação com outros depressores do SNC (álcool, BZD...) SINTOMAS DA INTOXICAÇÃO INÍCIO DOS SINTOMAS DEPENDE TIPO DE BARBITÚRICO INGERIDO ■ AÇÃO LONGA – Podem aparecer 2 horas após a ingesta; CLASSIFICAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES ■ LEVE – Fala enrolada – Ataxia – Confusão – Sonolência – PARECE EMBRIAGUEZ MODERADA – Sono profundo ou – Torpor – Apatia ■ GRAVE - coma – Pupilas se alternam entre miose e midríase DIAGNÓSTICO ■ O principal exame na avaliação da intoxicação por barbitúricos é a dosagem dos níveis séricos deles. ■ A dosagem dos níveis séricos de barbitúricos é particularmente útil para estabelecer o diagnóstico de um paciente comatoso; no entanto, as decisões de tratamento devem ser baseadas clinicamente. ■ Outros exames na intoxicação por barbitúricos incluem: – glicemia, bioquímica, hemograma completo, gasometria arterial (se indicado), toxicológico (para intoxicações associadas), radiografia de tórax 9pneumonia por aspiração ou edema pulmonar não cardiogênico) e um eletrocardiograma Avaliação Qualitativa – diferencial para outros depressores TRATAMENTO ■ Não há antídotos para os barbitúricos ■ Terapia de suporte: ■ Descontaminação do trato gastrointestinal: – Lavagem Gástrica – Carvão ativado = 1g/Kg de peso ■ Aumento da eliminação: – alcalinização da urina - diurese forçada ■ Hemodiálise ■ COMA – Suporte para condições vitais e respiratória – Intubação endotraqueal – Ventilação mecânica ■ HIPOTENSÃO – CHOQUE – Infusão de fluidos cristaloides – Aminas vasoativas ■ HIPO – HIPERTERMIA – Medidas físicas – Verificar a ocorrência de infecções