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LINHA GUIA HIPERDIA HIPERTENSÃO DIABETES MELLITUS DOENÇA RENAL CRÔNICA NRAS NAPRIS HIPERTENSÃO ARTERIAL • A HAS é uma condição clínica multifatorial, caracterizada por níveis elevados da pressão arterial (PA), frequentemente associada a alterações de órgãos-alvo e, por conseguinte, a aumento do risco de eventos cardiovasculares. FATORES DE RISCO • Genéticos • Idade: Mais comum em pessoas acima de 60 anos • Raça A hipertensão é mais comum em pessoas da raça negra FATORES DE RISCO • Sobrepeso e obesidade: O excesso de peso e a obesidade se associam com maior prevalência de HAS desde idades jovens Fatores de Risco • Ingestão de sal Ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada ao desenvolvimento de HAS. • Uso excessivo de álcool. • Sedentarismo a atividade física regular reduz a incidência de HAS. • Fatores Socioeconômicos, prevalência entre indivíduos com menor escolaridade. RASTREAMENTO • Rastreamento da HAS em adultos Para o rastreamento da HAS na população adulta, recomenda-se a medida anual da PA. • Rastreamento da HAS em crianças e adolescentes A medida da pressão arterial em crianças e recomendada em toda avaliação clínica após os 3 anos de idade, pelo menos anualmente. As interpretações dos valores da pressão arterial devem levar em conta a idade, o sexo e a altura DIAGNÓSTICO Adultos: Recomenda-se duas aferições de PA anual. Crianças: Pressão arterial igual ou maior ao percentil 95 Recomenda-se aferição de PA após 3 anos anual, na presença de fator de risco antes dos 3 anos. Idosos e Gestantes: A mesma do adulto. AVALIAÇÃO POR ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR • A SES/MG denominou a estratificação de risco cardiovascular na escala “Framingham Revisado”. Risco Cardiovascular Estratificação Critério (Framingham revisado) HAS de baixo risco cardiovascular Estimativa de risco cardiovascular menor que 10% em 10 anos HAS de moderado risco cardiovascular Estimativa de risco cardiovascular entre 10% a 20% em 10 anos HAS de alto risco cardiovascular Estimativa de risco cardiovascular maior que 20% em 10 anos Score de Framingham para homens Pontos Idade HDL Colesterol total PAS não tratada PAS tratada Tabagismo Diabetes -2 60+ <120 -1 50-59 0 30-34 45-49 <160 120-129 <120 NÃO NÃO 1 35-44 160-199 130-139 2 35-39 <35 200-239 140-159 120-129 3 240-279 160+ 130-139 SIM 4 280+ 140-159 SIM 5 40-44 160+ 6 45-49 7 8 50-54 9 10 55-59 11 60-64 12 65-69 13 14 70-74 15 75+ Estimativa de risco cardiovascular para homens Pontos Risco cardiovascular %(10 anos) Menor ou igual a -3 <1 -2 1,1 -1 1,4 0 1,6 1 1,9 2 2,3 3 2,8 4 3,3 5 3,9 6 4,7 7 5,6 8 6,7 9 7,9 10 9,4 11 11,2 12 13,2 13 15,6 14 18,4 15 21,6 16 25,3 17 29,4 18+ maior que 30 Score de Framingham para Mulheres Pontos Idade HDL Colesterol total PAS não tratada PAS tratada Tabagismo Diabetes -3 <120 -2 60+ -1 50-59 <120 0 30-34 45-49 <160 120-129 NÃO NÃO 1 35-44 160-199 130-139 2 35-39 <35 140-149 120-129 3 200-239 130-139 SIM 4 40-44 240-279 150-159 SIM 5 45-49 280+ 160+ 140-149 6 150-159 7 50-54 160+ 8 55-59 9 60-64 10 65-69 11 70-74 12 75+ Estimativa de risco cardiovascular para mulheres Pontos Risco% (10 anos) menor ou igual -2 <1 -1 1 0 1,2 1 1,5 2 1,7 3 2 4 2,4 5 2,8 6 3,3 7 3,9 8 4,5 9 5,3 10 6,3 11 7,3 12 8,6 13 10 14 11,7 15 13,7 16 15,9 17 18,5 18 21,5 19 24,8 20 28,5 21 ou mais >30 Classificação de Risco Global segundo Escore de Risco de Framingham Categoria Evento cardiovascular maior Baixo < 10% em 10 anos Moderado 10 a 20% em 10 anos Alto > 20% em 10 anos ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO - HAS Risco Cardiovascular Global Capacidade para o Autocuidado Suficiente Insuficiente 10% Baixo Risco Moderado Risco 10-20% Moderado Risco Moderado Risco >20% Alto Risco Muito Alto Risco Lesão de Órgão Alvo Alto Risco Muito Alto Risco Condição Clínica Associada Muito Alto Risco Muito Alto Risco Parâmetros de prevalência por estrato de risco de indivíduos com Hipertensão Risco Parâmetros de prevalência Baixo 32% dos hipertensos Moderado 43% dos hipertensos Alto 20% dos hipertensos Muito Alto 5% dos hipertensos Total 20% da população de 20 anos e mais SES/MG 2013 PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, POR ESTRATO E PROCEDIMENTO, NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Procedimento previsto Estratificação de risco dos usuários Baixo Moderado Alto Muito alto Consulta médica 2 / anos 3 / anos 3 / anos 3 / anos Consulta de enfermagem 2 / anos 3 / anos 2 / anos 2 / anos Grupo operativo* 2 / anos 3/ anos 3 / anos 4 / anos Visita domiciliar pelo ACS 6 / anos 12 / anos 18 / anos 24 / anos Eletrocardiograma 1 / 3 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Fundoscopia 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Raios X de tórax 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / anos PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, POR ESTRATO E EXAME LABORATORIAL, NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Exame Estratificação de risco dos usuários Baixo Moderado Alto Muito alto Glicemia de jejum 1 / 3 anos 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano Creatinina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano Potássio 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano Colesterol total 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Colesterol frações 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Triglicérides 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Urina rotina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano Microalbuminuri a 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Hemoglobina ou hematócrito 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano EVIDÊNCIAS DE LESÕES EM ÓRGÃOS-ALVO EM HIPERTENSOS Órgão-alvo Evidência clínica de lesão Comentários (se pertinentes) Coração IAM; doença coronariana; angioplastia e/ou revascularização do miocárdio; HVE; IC Sistema Nervoso Central AVC transitório; AVC isquêmico, AVC hemorrágico, alteração da função cognitiva Rim Déficit importante da TFG<60 ml/min A ocorrência de diminuição da TFG e/ou albuminuria aumenta o risco de doença cardiovascular Retina Hemorragias ou exsudatos, papiledema e outras alterações vasculares Doença arterial periférica Baseado na historia clínica de claudicação, exame físico e ITB Fonte: Adaptado de VI Dir Bras HAS, 2010 TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO • Recomendações relativas ao estilo de vida • Ingestão de sal • Redução do peso corporal • Atividade física • Cessação do tabagismo • Redução da ingestão de bebidas alcoólicas • Abordagem multiprofissional • Prevenção primáriaTRATAMENTO MEDICAMENTOSO • A abordagem terapêutica do hipertenso • Tratamento da hipertensão em situações especiais Diabéticos Renais crônicos Idosos Gestantes Coronariopatas Obesos DIABETES MELLITUS NRAS NAPRIS DIABETES MELLITUS • O termo “diabetes mellitus” (DM) inclui um grupo heterogêneo de transtornos metabólicos que apresentam, em comum, a hiperglicemia que surge em consequência da deficiência na secreção de insulina, de defeitos em sua ação ou de ambos os fenômenos. É a elevação da glicose no sangue. CLASSIFICAÇÃO Tipos e detalhamento (se pertinente) Caracterização (se pertinente) DM1 Autoimune Resultante da destruição das células β pancreáticas que leva a deficiência absoluta de Insulina Idiopático DM2 Consequente a perda progressiva da capacidade secretória da célula beta sobreposta ao estado de resistência insulínica Outros tipos específicos de diabetes Defeitos genéticos na função da célula beta (MODY, por exemplo) • Defeitos genéticos na ação da insulina • Doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, fibrose cística, neoplasia) • Endocrinopatias (síndrome de Cushing e acromegalia, por exemplo) • Uso de drogas (antirretrovirais, interferon, glicocorticoides) • Associado a doenças genéticas (síndrome de Down, síndrome de Turner, por exemplo) Diabetes gestacional DM com inicio ou diagnosticado durante a gravidez Fonte: American Diabetes Association, 2012, / Sociedade Brasileira de Diabetes, 2011 DIABETES MELLITUS TIPO 1 • Responsável por 5% a 10% dos casos da doença; • Geralmente surge antes dos 30 anos, sendo evidente a necessidade de insulinoterapia, desde o diagnóstico; • É mais comum em indivíduos magros, mas também pode acometer obesos; • Na maioria dos casos, o quadro se inicia abruptamente, com poliúria, polifagia, polidipsia e emagrecimento, podendo a cetoacidose diabética ser a primeira manifestação da doença DIABETES MELLITUS TIPO 2 • É a forma mais comum da doença, responsável por 80% a 90% dos casos; • Tende a se iniciar após a quarta década, podendo acometer, todavia, indivíduos mais jovens e até mesmo crianças, sendo a maioria portadora de obesidade ou sobrepeso; • A doença pode permanecer não diagnosticada durante vários anos, e podem ser detectadas complicações crônicas, já por ocasião do diagnóstico; • Além de fatores genéticos, esse tipo de DM mostra íntima relação com o estilo de vida, principalmente com o sedentarismo e a dieta inadequada, podendo a intervenção sobre esses fatores de risco prevenir ou retardar o aparecimento da doença DIABETES GESTACIONAL • Surge como complicação de cerca de 7% das gestações, variando de 1% a 14%, dependendo da população estudada e do critério diagnóstico utilizado; • Representa risco tanto para a mãe quanto para o neonato; • Mulheres que desenvolvem DM durante a gestação tem maior probabilidade de se tornarem diabéticas no futuro. FATORES DE RISCO • Sedentarismo • História familiar de DM em parente de 1º grau • Antecedentes de macrossomia fetal • HAS (PA≥140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivo) • Níveis plasmáticos de colesterol HDL ≤ 35 mg/dL e/ou TG ≥ 250 mg/dl • Síndrome de ovários policísticos • Diagnóstico de pré-diabetes • Obesidade grave, acantose nigricans* • História de DCV • Etnias com alto risco para DM como japoneses e índios FATORES DE RISCO PARA DIABETES GESTACIONAL • Idade acima de 35 anos • Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação em curso • Obesidade abdominal • Baixa estatura • História familiar (em parentes de primeiro grau) para DM • Crescimento fetal excessivo ou polidramnio • HAS ou pré-eclâmpsia, na gestação em curso • Antecedentes de morte fetal ou neonatal, macrossomia fetal ou diabetes gestacional • Síndrome de ovários policísticos FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIOVASCULAR EM DIABÉTICOS Fatores de risco Tabagismo Sedentarismo Dislipidemia HAS História familiar de DAC prematura SM Idade (homens, acima de 40 anos, e mulheres, acima de 50 anos) Duração prolongada do DM (o risco aumenta em 86%, para cada 10 anos de diagnóstico) Manifestação clínica prévia de doença aterosclerótica (DVP, DAC ou doença cerebrovascular) Nefropatia (proteinúria e diminuição da função renal) Neuropatia diabética autonômica RASTREAMENTO Rastreamento em crianças • Em crianças, está indicada a triagem nos casos de obesidade associada a pelo menos dois dos fatores de risco: • História familiar da doença em parente de 1º ou 2º grau; • Sinais clínicos de resistência insulínica como “acantose nigricans”; • Dislipidemia; HAS; • Síndrome de ovários policísticos; • Nascidos pequenos para a idade gestacional; • História materna de diabetes gestacional durante a gestação da criança; • Etnias com alto risco para DM RASTREAMENTO Rastreamento em adultos • É indicado para indivíduos assintomáticos, após 45 anos de idade ou, em qualquer idade, na presença de sobrepeso e obesidade (IMC ≥ 25kg/m2), em associação com um dos fatores de risco. • O rastreio ser feito por meio da glicemia de jejum ou do teste oral de tolerância a glicose (TOTG). A reavaliação deverá ser feita a cada três anos. Na presença de fatores de risco para DM, deverá se reavaliar em intervalos mais curtos e pesquisar fatores de risco para DCV. RASTREAMENTO Rastreamento em gestantes • O rastreio para DM2, não diagnosticado previamente, deve ser feito na primeira visita de pré-natal. DIAGNÓSTICO A SES/MG, em consonância com o Ministério da Saúde e agências internacionais, recomenda, para o diagnóstico de DM, os seguintes exames: • glicemia de jejum • glicemia 2 horas após 75 gramas de glicose, pelo TOTG. AVALIAÇÃO CLÍNICA INICIAL Por ocasião da avaliação inicial, recomenda-se: • Classificar o tipo de DM; • Detectar possíveis complicações da doença; • Rever tratamentos prévios bem como o controle glicêmico, em indivíduos com diagnóstico já estabelecido; • Solicitar exames laboratoriais adequados a cada caso; • Elaborar plano de cuidados ACOMPANHAMENTO DE LESÕES DE ÓRGÃOS ALVO Complicações macrovasculares • Doença arterial coronariana • Doença cerebrovascular • Doença vascular periférica Complicações Microvasculares • Retinopatia • Nefropatia • Neuropatia • Pé diabético PÉ DIABÉTICO Para o rastreamento • pesquisa da perda da sensibilidade protetora plantar Fator de Risco Fatores de risco para úlcera e amputação Amputação prévia. História de ulceração prévia. Duração do DM superior a 10 anos. Neuropatia periférica. Deformidade nos pés. Uso de calçados inadequados. Doença arterial periférica. Diminuição da acuidade visual – retinopatia. Nefropatia diabética (principalmente usuários em tratamento dialítico). Mau controle glicêmico – HbA1c > 7%. Tabagismo. ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO - DM Critérios Capacidade para o Autocuidado Suficiente Insuficiente pré-diabetes Baixo Risco Baixo Risco HbA1c < 7% Baixo Risco Moderado Risco HbA1c 7% - 9% Moderado Risco Moderado Risco HbA1c > 9% Alto Risco Muito Alto Risco Internações por complicação aguda Alto Risco Muito Alto Risco Complicações crônicas Alto Risco Muito Alto Risco Parâmetros de prevalência total por estrato de risco de indivíduos com Diabetes MellitusRisco Parâmetros de prevalência Baixo 20% dos diabéticos Moderado 50% dos diabéticos Alto 25% dos diabéticos Muito Alto 5% dos diabéticos Total 10% da população de 20 anos e mais SES/MG 2013 ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE INDIVÍDUOS COM RELAÇÃO AO DIABETES MELLITUS PARA A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO Risco Critérios (controle glicêmico – HbA1c –, complicações e capacidade para o autocuidado*) Baixo • Glicemia de jejum alterada ou intolerância a sobrecarga de glicose (pré-diabetes) ou • Diabético com HbA1c < 7%, capacidade de autocuidado suficiente e Ausência de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses e Ausência de complicações crônicas Moderado • Diabético com HbA1c < 7% e capacidade de autocuidado insuficiente ou • Diabético com HbA1c entre 7% e 9%. - Em qualquer uma das opções devem ser somadas a Ausência de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses e Ausência de complicações crônicas Alto • Diabético com HbA1c > 9% e capacidade de autocuidado suficiente e/ou • Presença de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses, com capacidade de autocuidado suficiente e/ou • Presença de complicações crônicas com capacidade de autocuidado suficiente Muito Alto • Diabético com HbA1c > 9% e capacidade de autocuidado apoiado insuficiente e/ ou • Presença de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses, com capacidade de autocuidado insuficiente e/ou • Presença de complicações crônicas** com capacidade de autocuidado insuficiente CAPACIDADE PARA AUTOCUIDADO Entende-se como capacidade de autocuidado insuficiente a limitação dos indivíduos pelas seguintes situações: • dificuldade de compreensão de sua condição crônica; • desinteresse na mudança de comportamento necessária para melhoria da sua condição; • baixo suporte familiar e social; • não se ver como agente de mudança de sua saúde; • recolher-se em sua condição crônica; • estar sem ação para melhoria de sua condição; • abandonar o acompanhamento porque não atingiu uma de suas metas e; • depressão grave com prejuízo nas atividades diárias PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM DIABETES MELLITUS Procedimento previsto Estratificação de risco dos usuários Baixo Moderado Alto Muito alto Consulta médica 2 / anos 3 / anos 3 / anos 3 / anos Consulta odontológica Conforme avaliação odontológica Conforme avaliação odontológica Conforme avaliação odontológica Conforme avaliação odontológica Consulta de enfermagem 2 / anos 3 / anos 2 / anos 2 / anos Avaliação do pé diabético 1 / ano (o seguimento dependerá do estadiamento do pé) 1 / ano (o seguimento dependerá do estadiamento do pé) 1 / ano (o seguimento dependerá do estadiamento do pé) 1 / ano (o seguimento dependerá do estadiamento do pé) Grupo operativo 2 / anos 3/ anos 3 / anos 4 / anos Visita domiciliar pelo ACS 6 / anos 12 / anos 18 / anos 24 / anos Eletrocardiograma 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Fundoscopia 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM DIABETES MELLITUS, POR ESTRATO E EXAME LABORATORIAL, NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Exame Estratificação de risco dos usuários Baixo Moderado Alto Muito alto Glicemia capilar (preferencialmente na UBS) 4 / anos 12 / anos 24 / anos 24 / anos Glicemia de jejum 2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos Glicemia pos- prandial 2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos Hemoglobina glicada 2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos Creatinina 1 / ano 1 / ano 1/ ano 1/ ano Colesterol total 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Colesterol frações 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Triglicérides 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano Urina rotina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano Microalbuminuria 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano Potássio 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano TRATAMENTO Tratamento não medicamentoso • Orientação nutricional • Atividade física TRATAMENTO Tratamento medicamentoso • Controle glicêmico • Hemoglobina glicada – HbA1c • Antidiabéticos orais • Insulinas DOENÇA RENAL CRÔNICA NRAS NAPRIS PARA REFLETIR!!! • A incidência e a prevalência da IRC em estádio terminal tem aumentado progressivamente, a cada ano, em “proporções epidêmicas”, no Brasil e em todo o mundo. • A IRC afeta um em cada dez indivíduos, mas cerca de 90% não sabem que têm a doença que só se manifesta quando o rim já perdeu 50% de sua função (diagnóstico tardio). • Usuários com diagnóstico de DM tem 93% de chance de desenvolverem DRC, quando comparados aos normoglicêmicos. • O custo elevado para manutenção da TRS. Diabetes x HAS x DRC HAS: * Causa ou consequência da DRC. * No Brasil, estudos indicam que a nefropatia hipertensiva é a principal doença renal de base nos pacientes em programas de diálise. * Prognóstico desfavorável da DRC e suas comorbidades cardiovasculares. * O nível pressórico e a quantidade de albuminuria: impactos mais adversos na velocidade de diminuição da TFG nos hipertensos. * No tratamento da HAS, em usuários com DRC, deve-se considerar e priorizar as medicações com comprovada eficácia de proteção renal e cardiovascular. DIABETES: * A doença renal diabética: 2ª causa de falência funcional renal com necessidade de TRS no Brasil. * Usuários com diagnostico de DM, apresentam 93% de chance de desenvolverem DRC, quando comparados aos indivíduos normoglicêmicos. * Nestes usuários, o controle glicêmico rigoroso reduz a ocorrência de proteinúria. PREVENÇÃO Rastreamento de HAS e DM Diagnóstico precoce (estágios iniciais) Intervenções p/ diminuir a progressão e complicações a doença (medidas para preservar a função renal) RECOMENDAÇÃO PARA RASTREAMENTO Usuários com HAS e DM: 1) Avaliação funcional renal (TFG) 2) Documentação de lesão de parênquima renal (albuminuria e/ou hematúria e/ou alteração de imagem), *** Se negativo, repetir anualmente. **** Fluxograma 8 e 9 (linha guia) ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE INDIVÍDUOS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA PARA A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO Risco Critérios (categorização da DRC baseada na taxa da filtração glomerular estimada pela equação CKD-EPI, na presença de albuminúria e na capacidade para o autocuidado**) Baixo • DRC categoria 1 com capacidade de autocuidado suficiente ou • DRC categoria 2 com capacidade de autocuidado suficiente Moderado • DRC categoria 1 com capacidade de autocuidado insuficiente ou • DRC categoria 2 com capacidade de autocuidado insuficiente ou • DRC categoria 3A Alto • DRC categoria 3B com capacidade de autocuidado suficiente Muito Alto • DRC categoria 3B com capacidade de autocuidado insuficiente ou • DRC categoria 4 ou • DRC categoria 5 Encaminhamento para acompanhamento nefrológico conjunto Deve-se considerar para encaminhamento a atenção secundaria os usuários com doença renal crônica decorrente de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus que apresentarem condições clinicas especiais: 1) Apresentar o nível de albuminuria maior do que 1g/dia devido a maior possibilidade de desfechos clínicos indesejáveis; 2) Documentar a ocorrência de albuminuria <1g/dia e de hematúria de origem glomerular que possam indicar glomerulopatia primaria ou secundaria;3) Houver diminuição abrupta (>30% do basal) da TFG (num intervalo de tempo <3 meses); 4) Houver queda anual da TFG maior do que 5 mL/min/1,73m² 5) Apresentar TFG inferior a 45 mL/min/1,72 m² (estágios 3B, 4 e 5 da DRC) pelo risco aumentado de nefrotoxicidade medicamentosa e insuficiência (injuria) renal aguda GRATOS! Núcleo de Atenção Primária à Saúde (35)3211-3902 psf.pas@saude.mg.gov.br Núcleo de Redes de Atenção à Saúde (35)3211-3910 cas.pas@saude.mg.gov.br