Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

LINHA GUIA HIPERDIA 
HIPERTENSÃO 
DIABETES MELLITUS 
DOENÇA RENAL CRÔNICA 
 
NRAS 
NAPRIS 
HIPERTENSÃO ARTERIAL 
• A HAS é uma condição clínica multifatorial, 
caracterizada por níveis elevados da pressão 
arterial (PA), frequentemente associada a 
alterações de órgãos-alvo e, por conseguinte, 
a aumento do risco de eventos 
cardiovasculares. 
 
FATORES DE RISCO 
• Genéticos • Idade: 
Mais comum em 
pessoas acima de 
60 anos 
• Raça 
A hipertensão é 
mais comum em 
pessoas da raça 
negra 
FATORES DE RISCO 
• Sobrepeso e obesidade: O excesso de 
peso e a obesidade se associam com 
maior prevalência de HAS desde idades 
jovens 
 
Fatores de Risco 
• Ingestão de sal 
 Ingestão excessiva de sódio tem sido 
correlacionada ao desenvolvimento de HAS. 
• Uso excessivo de álcool. 
• Sedentarismo a atividade física regular reduz 
a incidência de HAS. 
• Fatores Socioeconômicos, prevalência entre 
indivíduos com menor escolaridade. 
RASTREAMENTO 
• Rastreamento da HAS em adultos 
 Para o rastreamento da HAS na população 
adulta, recomenda-se a medida anual da PA. 
 
• Rastreamento da HAS em crianças e adolescentes 
 A medida da pressão arterial em crianças e 
recomendada em toda avaliação clínica após os 3 anos 
de idade, pelo menos anualmente. As interpretações 
dos valores da pressão arterial devem levar em conta a 
idade, o sexo e a altura 
DIAGNÓSTICO 
 Adultos: 
 Recomenda-se duas aferições de PA anual. 
Crianças: 
 Pressão arterial igual ou maior ao percentil 95 
 Recomenda-se aferição de PA após 3 anos 
anual, na presença de fator de risco antes dos 3 anos. 
 Idosos e Gestantes: 
 A mesma do adulto. 
 
AVALIAÇÃO POR ESTRATIFICAÇÃO 
DE RISCO CARDIOVASCULAR 
 
• A SES/MG denominou a estratificação de 
risco cardiovascular na escala 
“Framingham Revisado”. 
Risco Cardiovascular 
Estratificação 
Critério (Framingham 
revisado) 
HAS de baixo risco 
cardiovascular 
Estimativa de risco 
cardiovascular menor que 
10% em 10 anos 
HAS de moderado risco 
cardiovascular 
Estimativa de risco 
cardiovascular entre 10% a 
20% em 10 anos 
HAS de alto risco 
cardiovascular 
Estimativa de risco 
cardiovascular maior que 
20% em 10 anos 
Score de Framingham para homens 
 
Pontos Idade HDL Colesterol 
total 
PAS não 
tratada 
PAS tratada Tabagismo Diabetes 
-2 60+ <120 
-1 50-59 
0 30-34 45-49 <160 120-129 <120 NÃO NÃO 
1 35-44 160-199 130-139 
2 35-39 <35 200-239 140-159 120-129 
3 240-279 160+ 130-139 SIM 
4 280+ 140-159 SIM 
5 40-44 160+ 
6 45-49 
7 
8 50-54 
9 
10 55-59 
11 60-64 
12 65-69 
13 
14 70-74 
15 75+ 
 
Estimativa de risco cardiovascular para homens 
Pontos Risco cardiovascular %(10 anos) 
Menor ou igual a -3 <1 
-2 1,1 
-1 1,4 
0 1,6 
1 1,9 
2 2,3 
3 2,8 
4 3,3 
5 3,9 
6 4,7 
7 5,6 
8 6,7 
9 7,9 
10 9,4 
11 11,2 
12 13,2 
13 15,6 
14 18,4 
15 21,6 
16 25,3 
17 29,4 
18+ maior que 30 
Score de Framingham para Mulheres 
 
Pontos Idade HDL Colesterol 
total 
PAS não 
tratada 
PAS 
tratada 
Tabagismo Diabetes 
-3 <120 
-2 60+ 
-1 50-59 <120 
0 30-34 45-49 <160 120-129 NÃO NÃO 
1 35-44 160-199 130-139 
2 35-39 <35 140-149 120-129 
3 200-239 130-139 SIM 
4 40-44 240-279 150-159 SIM 
5 45-49 280+ 160+ 140-149 
6 150-159 
7 50-54 160+ 
8 55-59 
9 60-64 
10 65-69 
11 70-74 
12 75+ 
Estimativa de risco cardiovascular para mulheres 
Pontos Risco% (10 anos) 
menor ou igual -2 <1 
-1 1 
0 1,2 
1 1,5 
2 1,7 
3 2 
4 2,4 
5 2,8 
6 3,3 
7 3,9 
8 4,5 
9 5,3 
10 6,3 
11 7,3 
12 8,6 
13 10 
14 11,7 
15 13,7 
16 15,9 
17 18,5 
18 21,5 
19 24,8 
20 28,5 
21 ou mais >30 
Classificação de Risco Global segundo 
Escore de Risco de Framingham 
Categoria Evento 
cardiovascular maior 
Baixo < 10% em 10 anos 
Moderado 10 a 20% em 10 anos 
Alto > 20% em 10 anos 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO - 
HAS 
Risco Cardiovascular 
Global 
Capacidade para o Autocuidado 
Suficiente Insuficiente 
10% Baixo Risco Moderado Risco 
10-20% Moderado Risco Moderado Risco 
>20% Alto Risco Muito Alto Risco 
Lesão de Órgão Alvo Alto Risco Muito Alto Risco 
Condição Clínica 
Associada 
Muito Alto Risco Muito Alto Risco 
Parâmetros de prevalência por estrato 
de risco de indivíduos com Hipertensão 
Risco Parâmetros de prevalência 
Baixo 32% dos hipertensos 
Moderado 43% dos hipertensos 
Alto 20% dos hipertensos 
Muito Alto 5% dos hipertensos 
Total 20% da população de 20 anos e mais 
SES/MG 2013 
PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, POR ESTRATO E 
PROCEDIMENTO, NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 
Procedimento 
previsto 
Estratificação de risco dos usuários 
Baixo Moderado Alto Muito alto 
Consulta médica 2 / anos 3 / anos 3 / anos 3 / anos 
Consulta de 
enfermagem 
2 / anos 3 / anos 2 / anos 2 / anos 
Grupo operativo* 2 / anos 3/ anos 3 / anos 4 / anos 
Visita domiciliar 
pelo ACS 
6 / anos 12 / anos 18 / anos 24 / anos 
Eletrocardiograma 1 / 3 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Fundoscopia 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Raios X de tórax 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / anos 
PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM 
HIPERTENSÃO 
ARTERIAL SISTÊMICA, POR ESTRATO E EXAME LABORATORIAL, 
NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 
 
Exame Estratificação de risco dos usuários 
Baixo Moderado Alto Muito alto 
Glicemia de 
jejum 
1 / 3 anos 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 
Creatinina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Potássio 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Colesterol total 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Colesterol 
frações 
1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Triglicérides 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Urina rotina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Microalbuminuri
a 
1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Hemoglobina ou 
hematócrito 
1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
EVIDÊNCIAS DE LESÕES EM ÓRGÃOS-ALVO 
EM HIPERTENSOS 
 Órgão-alvo Evidência clínica de lesão Comentários (se 
pertinentes) 
Coração IAM; doença coronariana; 
angioplastia e/ou revascularização 
do miocárdio; HVE; IC 
 
Sistema Nervoso Central AVC transitório; AVC isquêmico, 
AVC hemorrágico, alteração da 
função cognitiva 
 
Rim Déficit importante da TFG<60 
ml/min 
A ocorrência de diminuição da TFG 
e/ou albuminuria aumenta o risco 
de doença cardiovascular 
Retina Hemorragias ou exsudatos, 
papiledema e outras alterações 
vasculares 
 
Doença arterial periférica Baseado na historia clínica de 
claudicação, exame físico e ITB 
 
Fonte: Adaptado de VI Dir Bras HAS, 2010 
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO 
• Recomendações relativas ao estilo de vida 
• Ingestão de sal 
• Redução do peso corporal 
• Atividade física 
• Cessação do tabagismo 
• Redução da ingestão de bebidas alcoólicas 
• Abordagem multiprofissional 
• Prevenção primáriaTRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• A abordagem terapêutica do hipertenso 
• Tratamento da hipertensão em situações 
especiais 
Diabéticos 
Renais crônicos 
Idosos 
Gestantes 
Coronariopatas 
Obesos 
 
 
 
 
DIABETES MELLITUS 
 
NRAS 
NAPRIS 
DIABETES MELLITUS 
• O termo “diabetes mellitus” (DM) inclui um 
grupo heterogêneo de transtornos 
metabólicos que apresentam, em comum, a 
hiperglicemia que surge em consequência da 
deficiência na secreção de insulina, de 
defeitos em sua ação ou de ambos os 
fenômenos. É a elevação da glicose no 
sangue. 
CLASSIFICAÇÃO 
Tipos e detalhamento (se pertinente) Caracterização (se 
pertinente) 
DM1 Autoimune 
 
Resultante da destruição das 
células β pancreáticas que leva a 
deficiência absoluta de Insulina Idiopático 
DM2 Consequente a perda progressiva 
da capacidade secretória da 
célula beta sobreposta ao estado 
de resistência insulínica 
Outros tipos específicos de diabetes Defeitos genéticos na função da célula beta 
(MODY, por exemplo) 
• Defeitos genéticos na ação da insulina 
• Doenças do pâncreas exócrino 
(pancreatite, fibrose cística, neoplasia) 
• Endocrinopatias (síndrome de Cushing e 
acromegalia, por exemplo) 
• Uso de drogas (antirretrovirais, 
interferon, glicocorticoides) 
• Associado a doenças genéticas 
(síndrome de Down, síndrome de Turner, por 
exemplo) 
 
Diabetes gestacional DM com inicio ou diagnosticado 
durante a gravidez 
Fonte: American Diabetes Association, 2012, / Sociedade Brasileira de Diabetes, 
2011 
DIABETES MELLITUS TIPO 1 
• Responsável por 5% a 10% dos casos da doença; 
• Geralmente surge antes dos 30 anos, sendo 
evidente a necessidade de insulinoterapia, desde 
o diagnóstico; 
• É mais comum em indivíduos magros, mas 
também pode acometer obesos; 
• Na maioria dos casos, o quadro se inicia 
abruptamente, com poliúria, polifagia, polidipsia e 
emagrecimento, podendo a cetoacidose diabética 
ser a primeira manifestação da doença 
DIABETES MELLITUS TIPO 2 
• É a forma mais comum da doença, responsável por 80% a 90% 
dos casos; 
• Tende a se iniciar após a quarta década, podendo acometer, 
todavia, indivíduos mais jovens e até mesmo crianças, sendo a 
maioria portadora de obesidade ou sobrepeso; 
• A doença pode permanecer não diagnosticada durante vários 
anos, e podem ser detectadas complicações crônicas, já por 
ocasião do diagnóstico; 
• Além de fatores genéticos, esse tipo de DM mostra íntima relação 
com o estilo de vida, principalmente com o sedentarismo e a 
dieta inadequada, podendo a intervenção sobre esses fatores de 
risco prevenir ou retardar o aparecimento da doença 
DIABETES GESTACIONAL 
• Surge como complicação de cerca de 7% das 
gestações, variando de 1% a 14%, dependendo da 
população estudada e do critério diagnóstico 
utilizado; 
• Representa risco tanto para a mãe quanto para o 
neonato; 
• Mulheres que desenvolvem DM durante a gestação 
tem maior probabilidade de se tornarem diabéticas 
no futuro. 
FATORES DE RISCO 
• Sedentarismo 
• História familiar de DM em parente de 1º grau 
• Antecedentes de macrossomia fetal 
• HAS (PA≥140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivo) 
• Níveis plasmáticos de colesterol HDL ≤ 35 mg/dL e/ou TG ≥ 
250 mg/dl 
• Síndrome de ovários policísticos 
• Diagnóstico de pré-diabetes 
• Obesidade grave, acantose nigricans* 
• História de DCV 
• Etnias com alto risco para DM como japoneses e índios 
FATORES DE RISCO PARA DIABETES 
GESTACIONAL 
• Idade acima de 35 anos 
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação em 
curso 
• Obesidade abdominal 
• Baixa estatura 
• História familiar (em parentes de primeiro grau) para DM 
• Crescimento fetal excessivo ou polidramnio 
• HAS ou pré-eclâmpsia, na gestação em curso 
• Antecedentes de morte fetal ou neonatal, macrossomia fetal 
ou diabetes gestacional 
• Síndrome de ovários policísticos 
FATORES DE RISCO PARA DOENÇA 
CARDIOVASCULAR EM DIABÉTICOS 
Fatores de risco 
Tabagismo 
Sedentarismo 
Dislipidemia 
HAS 
História familiar de DAC prematura 
SM 
Idade (homens, acima de 40 anos, e mulheres, acima de 50 anos) 
Duração prolongada do DM (o risco aumenta em 86%, para cada 10 anos de 
diagnóstico) 
Manifestação clínica prévia de doença aterosclerótica (DVP, DAC ou doença 
cerebrovascular) 
Nefropatia (proteinúria e diminuição da função renal) 
Neuropatia diabética autonômica 
RASTREAMENTO 
 Rastreamento em crianças 
• Em crianças, está indicada a triagem nos casos de obesidade 
associada a pelo menos dois dos fatores de risco: 
• História familiar da doença em parente de 1º ou 2º grau; 
• Sinais clínicos de resistência insulínica como “acantose 
nigricans”; 
• Dislipidemia; HAS; 
• Síndrome de ovários policísticos; 
• Nascidos pequenos para a idade gestacional; 
• História materna de diabetes gestacional durante a gestação 
da criança; 
• Etnias com alto risco para DM 
RASTREAMENTO 
 Rastreamento em adultos 
• É indicado para indivíduos assintomáticos, após 45 anos de 
idade ou, em qualquer idade, na presença de sobrepeso e 
obesidade (IMC ≥ 25kg/m2), em associação com um dos 
fatores de risco. 
• O rastreio ser feito por meio da glicemia de jejum ou do 
teste oral de tolerância a glicose (TOTG). A reavaliação 
deverá ser feita a cada três anos. Na presença de fatores 
de risco para DM, deverá se reavaliar em intervalos mais 
curtos e pesquisar fatores de risco para DCV. 
RASTREAMENTO 
Rastreamento em gestantes 
• O rastreio para DM2, não diagnosticado 
previamente, deve ser feito na primeira 
visita de pré-natal. 
DIAGNÓSTICO 
 
 A SES/MG, em consonância com o 
Ministério da Saúde e agências internacionais, 
recomenda, para o diagnóstico de DM, os 
seguintes exames: 
 
• glicemia de jejum 
• glicemia 2 horas após 75 gramas de glicose, 
pelo TOTG. 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO CLÍNICA INICIAL 
 
Por ocasião da avaliação inicial, recomenda-se: 
• Classificar o tipo de DM; 
• Detectar possíveis complicações da doença; 
• Rever tratamentos prévios bem como o 
controle glicêmico, em indivíduos com 
diagnóstico já estabelecido; 
• Solicitar exames laboratoriais adequados a 
cada caso; 
• Elaborar plano de cuidados 
 
 
 
 
 
ACOMPANHAMENTO DE LESÕES DE 
ÓRGÃOS ALVO 
 
 
 
Complicações macrovasculares 
• Doença arterial coronariana 
• Doença cerebrovascular 
• Doença vascular periférica 
Complicações Microvasculares 
• Retinopatia 
• Nefropatia 
• Neuropatia 
• Pé diabético 
 
 
PÉ DIABÉTICO 
 Para o rastreamento 
• pesquisa da perda da sensibilidade protetora plantar 
 Fator de Risco 
 Fatores de risco para úlcera e amputação 
Amputação prévia. 
História de ulceração prévia. 
Duração do DM superior a 10 anos. 
Neuropatia periférica. 
Deformidade nos pés. 
Uso de calçados inadequados. 
Doença arterial periférica. 
Diminuição da acuidade visual – retinopatia. 
Nefropatia diabética (principalmente usuários em tratamento dialítico). 
Mau controle glicêmico – HbA1c > 7%. 
Tabagismo. 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO - 
DM 
Critérios 
Capacidade para o Autocuidado 
Suficiente Insuficiente 
pré-diabetes Baixo Risco Baixo Risco 
HbA1c < 7% Baixo Risco Moderado Risco 
HbA1c 7% - 9% Moderado Risco Moderado Risco 
HbA1c > 9% Alto Risco Muito Alto Risco 
Internações por complicação 
aguda 
Alto Risco Muito Alto Risco 
Complicações crônicas Alto Risco Muito Alto Risco 
Parâmetros de prevalência total por estrato 
de risco de indivíduos com Diabetes MellitusRisco Parâmetros de prevalência 
Baixo 20% dos diabéticos 
Moderado 50% dos diabéticos 
Alto 25% dos diabéticos 
Muito Alto 5% dos diabéticos 
Total 10% da população de 20 anos e mais 
SES/MG 2013 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE INDIVÍDUOS COM RELAÇÃO AO 
DIABETES MELLITUS PARA A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE 
ATENÇÃO 
Risco Critérios (controle glicêmico – HbA1c –, complicações e capacidade 
para o autocuidado*) 
Baixo • Glicemia de jejum alterada ou intolerância a sobrecarga de glicose (pré-diabetes) ou 
• Diabético com HbA1c < 7%, capacidade de autocuidado suficiente e 
 Ausência de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses e 
 Ausência de complicações crônicas 
Moderado • Diabético com HbA1c < 7% e capacidade de autocuidado insuficiente ou 
• Diabético com HbA1c entre 7% e 9%. 
- Em qualquer uma das opções devem ser somadas a 
 Ausência de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses e 
 Ausência de complicações crônicas 
Alto • Diabético com HbA1c > 9% e capacidade de autocuidado suficiente e/ou 
• Presença de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses, com 
capacidade de autocuidado suficiente e/ou 
• Presença de complicações crônicas com capacidade de autocuidado suficiente 
Muito Alto • Diabético com HbA1c > 9% e capacidade de autocuidado apoiado insuficiente e/ 
ou 
• Presença de internações por complicações agudas nos últimos 12 meses, com 
capacidade de autocuidado insuficiente e/ou 
• Presença de complicações crônicas** com capacidade de autocuidado insuficiente 
CAPACIDADE PARA AUTOCUIDADO 
 Entende-se como capacidade de autocuidado insuficiente a 
limitação dos indivíduos pelas seguintes situações: 
 
• dificuldade de compreensão de sua condição crônica; 
• desinteresse na mudança de comportamento necessária para 
melhoria da sua condição; 
• baixo suporte familiar e social; 
• não se ver como agente de mudança de sua saúde; 
• recolher-se em sua condição crônica; 
• estar sem ação para melhoria de sua condição; 
• abandonar o acompanhamento porque não atingiu uma de suas 
metas e; 
• depressão grave com prejuízo nas atividades diárias 
PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM 
DIABETES MELLITUS 
Procedimento 
previsto 
Estratificação de risco dos usuários 
Baixo Moderado Alto Muito alto 
Consulta médica 2 / anos 3 / anos 3 / anos 3 / anos 
Consulta 
odontológica 
Conforme avaliação 
odontológica 
Conforme 
avaliação 
odontológica 
Conforme 
avaliação 
odontológica 
Conforme 
avaliação 
odontológica 
Consulta de 
enfermagem 
2 / anos 3 / anos 2 / anos 2 / anos 
Avaliação do pé 
diabético 
1 / ano (o 
seguimento 
dependerá do 
estadiamento do 
pé) 
1 / ano (o 
seguimento 
dependerá do 
estadiamento 
do pé) 
1 / ano (o 
seguimento 
dependerá do 
estadiamento 
do pé) 
1 / ano (o 
seguimento 
dependerá do 
estadiamento 
do pé) 
Grupo operativo 2 / anos 3/ anos 3 / anos 4 / anos 
Visita domiciliar 
pelo ACS 
6 / anos 12 / anos 18 / anos 24 / anos 
Eletrocardiograma 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Fundoscopia 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
PARÂMETROS DE ASSISTÊNCIA PARA OS USUÁRIOS COM 
DIABETES MELLITUS, POR ESTRATO E EXAME LABORATORIAL, 
NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 
 Exame Estratificação de risco dos usuários 
Baixo Moderado Alto Muito alto 
Glicemia capilar 
(preferencialmente 
na UBS) 
4 / anos 12 / anos 24 / anos 24 / anos 
Glicemia de jejum 2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos 
Glicemia pos-
prandial 
2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos 
Hemoglobina 
glicada 
2 / anos 3 / anos 4 / anos 4 / anos 
Creatinina 1 / ano 1 / ano 1/ ano 1/ ano 
Colesterol total 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Colesterol frações 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Triglicérides 1 / 2 anos 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Urina rotina 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Microalbuminuria 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
Potássio 1 / ano 1 / ano 1 / ano 1 / ano 
TRATAMENTO 
Tratamento não medicamentoso 
• Orientação nutricional 
• Atividade física 
TRATAMENTO 
Tratamento medicamentoso 
• Controle glicêmico 
• Hemoglobina glicada – HbA1c 
• Antidiabéticos orais 
• Insulinas 
 
 
 
 
DOENÇA RENAL CRÔNICA 
 
NRAS 
NAPRIS 
PARA REFLETIR!!! 
• A incidência e a prevalência da IRC em estádio terminal tem 
aumentado progressivamente, a cada ano, em “proporções 
epidêmicas”, no Brasil e em todo o mundo. 
 
• A IRC afeta um em cada dez indivíduos, mas cerca de 90% não 
sabem que têm a doença que só se manifesta quando o rim já 
perdeu 50% de sua função (diagnóstico tardio). 
 
• Usuários com diagnóstico de DM tem 93% de chance de 
desenvolverem DRC, quando comparados aos normoglicêmicos. 
 
• O custo elevado para manutenção da TRS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diabetes x HAS x DRC 
 
HAS: 
* Causa ou consequência da DRC. 
* No Brasil, estudos indicam que a nefropatia hipertensiva é a principal doença renal 
de base nos pacientes em programas de diálise. 
* Prognóstico desfavorável da DRC e suas comorbidades cardiovasculares. 
* O nível pressórico e a quantidade de albuminuria: impactos mais adversos na 
velocidade de diminuição da TFG nos hipertensos. 
* No tratamento da HAS, em usuários com DRC, deve-se considerar e priorizar as 
medicações com comprovada eficácia de proteção renal e cardiovascular. 
 
DIABETES: 
* A doença renal diabética: 2ª causa de falência funcional renal com necessidade de 
TRS no Brasil. 
* Usuários com diagnostico de DM, apresentam 93% de chance de desenvolverem 
DRC, quando comparados aos indivíduos normoglicêmicos. 
* Nestes usuários, o controle glicêmico rigoroso reduz a ocorrência de proteinúria. 
PREVENÇÃO 
Rastreamento de HAS e DM 
 
Diagnóstico precoce (estágios iniciais) 
 
Intervenções p/ diminuir a progressão e 
complicações a doença (medidas para 
preservar a função renal) 
 
 
 
 
RECOMENDAÇÃO PARA RASTREAMENTO 
Usuários com HAS e DM: 
 
1) Avaliação funcional renal (TFG) 
 
2) Documentação de lesão de parênquima renal 
(albuminuria e/ou hematúria e/ou alteração de 
imagem), 
 
*** Se negativo, repetir anualmente. 
**** Fluxograma 8 e 9 (linha guia) 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE INDIVÍDUOS COM DOENÇA RENAL 
CRÔNICA PARA A ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO 
Risco Critérios (categorização da DRC baseada na taxa da filtração 
glomerular 
estimada pela equação CKD-EPI, na presença de albuminúria e na 
capacidade para o autocuidado**) 
Baixo • DRC categoria 1 com capacidade de autocuidado suficiente ou 
• DRC categoria 2 com capacidade de autocuidado suficiente 
Moderado • DRC categoria 1 com capacidade de autocuidado insuficiente ou 
• DRC categoria 2 com capacidade de autocuidado insuficiente ou 
• DRC categoria 3A 
Alto • DRC categoria 3B com capacidade de autocuidado suficiente 
Muito Alto • DRC categoria 3B com capacidade de autocuidado insuficiente ou 
• DRC categoria 4 ou 
• DRC categoria 5 
Encaminhamento para acompanhamento 
nefrológico conjunto 
Deve-se considerar para encaminhamento a atenção secundaria os 
usuários com doença renal crônica decorrente de hipertensão arterial 
sistêmica e diabetes mellitus que apresentarem condições clinicas 
especiais: 
 
1) Apresentar o nível de albuminuria maior do que 1g/dia devido a maior 
possibilidade de desfechos clínicos indesejáveis; 
2) Documentar a ocorrência de albuminuria <1g/dia e de hematúria de origem 
glomerular que possam indicar glomerulopatia primaria ou secundaria;3) Houver diminuição abrupta (>30% do basal) da TFG (num intervalo 
de tempo <3 meses); 
4) Houver queda anual da TFG maior do que 5 mL/min/1,73m² 
5) Apresentar TFG inferior a 45 mL/min/1,72 m² (estágios 3B, 4 e 5 da DRC) 
pelo risco aumentado de nefrotoxicidade medicamentosa e insuficiência 
(injuria) renal aguda 
GRATOS! 
 
Núcleo de Atenção Primária à Saúde 
(35)3211-3902 
psf.pas@saude.mg.gov.br 
 
Núcleo de Redes de Atenção à Saúde 
(35)3211-3910 
cas.pas@saude.mg.gov.br

Mais conteúdos dessa disciplina