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FACULDADE METROPOLITANA DE GUARAMIRIM – FAMEG DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL PROGRAMA GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL ANNA CAROLINA SILVA PIOTTO MÉTODOS CONSTRUTIVOS DE CONTENÇÃO EM TERRA ARMADA Guaramirim - SC 2018/2 ANNA CAROLINA SILVA PIOTTO MÉTODOS CONSTRUTIVOS DE CONTENÇÃO EM TERRA ARMADA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Metropolitana de Guaramirim – FAMEG, como requisito parcial para obtenção do título de Graduação em Engenharia Civil. Orientador: Prof. Rodrigo Machado Guaramirim - SC 2018/2 3 FOLHA DE APROVAÇÃO Métodos construtivos de contenção em terra armada Por Anna Carolina Silva Piotto Trabalho de Conclusão de Curso elaborado como requisito parcial para obtenção do título de Graduação em Engenharia Civil da Faculdade Metropolitana de Guaramirim, FAMEG. AVALIADO EM ___, ____________________ DE 2018. _________________________________________________________ Coordenador do Curso de Engenharia Civil _________________________________________________________ Orientador GUARAMIRIM 2018 4 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Solos tropicais...................................................................................13 Figura 2 - Escalas granulométricas adotadas pela A.S.T.M., A.A.S.H.T.O, M.I.T. e ABNT.....................................................................................................15 Figura 3 – Tipos de muros de contenção..........................................................17 Figura 4 – Muro de contenção por gravidade....................................................17 Figura 5 – Muro de pedra seca..........................................................................18 Figura 6 – Muro de concreto ciclópico...............................................................18 Figura 7 – Muro de solo-pneu............................................................................19 Figura 8 – Muro de Alvenaria de pedra com rejunte..........................................20 Figura 9 – Muro de concreto armado.................................................................20 Figura 10 – Solo armado ou terra armada.........................................................22 Figura 11 – Junção das escamas com a armadura...........................................23 Figura 12 – Aplicação de geossintéticos e geogrelhas......................................24 Figura 13 – Localização da Obra........................................................................27 Figura 14 - Compactação....................................................................................28 Figura 15 - Escamas em concreto armado.........................................................29 Figura 16 - Fitas metálicas..................................................................................29 Figura 17 - Vigas de concreto.............................................................................30 5 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, por ter me abençoado para a realização deste sonho de concluir a faculdade de engenharia civil, por ter me transmitido força, foco e fé ao longo destes anos, que não me permitiram desistir. Agradeço à minha mãe Arlete que sempre esteve ao me lado e foi minha maior incentivadora. Ao meu pai Luiz que batalhou por anos para proporcionar a melhor educação para seus filhos. Sou grata pelo incentivo e todas as orações diárias que vocês me dedicaram. Obrigada por estarem sempre ao meu lado! As minhas irmãs que acreditaram no meu sonho e me deram força todos os dias. As minhas sobrinhas que respeitaram meu momento de reclusão. Um agradecimento especial ao meu namorado Igor, por ter sido base, incentivo e auxílio nos momentos que precisei no decorrer da realização deste trabalho. Agradeço aos meus queridos mestres que se dedicaram a ensinar e compartilhar todo o seu conhecimento durante todos estes anos. Um agradecimento especial ao meu orientador Rodrigo, pelo suporte nо pouco tempo qυе lhe coube, pelas suas correções е incentivos. E por fim agradeço a todos que de alguma forma contribuíram seja direta ou indiretamente para a realização da conclusão desse sonho. 6 RESUMO O presente trabalho de pesquisa de Revisão Literária, traz o tema de explanação teórica sobre os métodos construtivos em terra armada, também conhecida como solo armado ou reforçado, são estruturas de contenção flexíveis, do tipo gravidade, que associam aterro selecionado e compactado a elementos lineares de reforço que serão submetidos à tração e aos elementos modulares pré-fabricados de revestimento. São normalmente usados em obras rodoviárias, ferroviárias, industriais e em outras aplicações de engenharia civil. Esse método consiste em aumentar a capacidade do solo para resistir à tração interna, através da colocação de elementos de amarração que fazem a distribuição destes esforços, através do atrito da área maior do solo fazendo que o conjunto haja como corpo sólido. Também resistem à esforços de cargas excepcionais. O estudo do caso, faz parte da obra em um viaduto na BR 280. Pretende-se assim, ter alcançado o objetivo proposto, sobre este relevante tópico da Engenharia Civil. Palavras-chave: Métodos construtivos. Terra Armada. Engenharia Civil. 7 ABSTRACT The present work of research of Literary Review, brings the subject of theoretical explanation on the constructive methods in armed earth, also known as reinforced ground or reinforced, are structures of flexible containment, of the gravity type, that associate selected and compacted landfill to linear elements which are to be subjected to traction and prefabricated modular cover elements. They are commonly used in road, railway, industrial and other civil engineering applications. This method consists in increasing the capacity of the soil to withstand the internal traction, by placing mooring elements that distribute these efforts, through the friction of the larger area of the ground making the whole as a solid body. They also resist the efforts of exceptional loads. This research was carried out by a study in a work of a viaduct in BR 280 Roadway. It is thus intended to have achieved the proposed objective, on this relevant topic of Civil Engineering. Keywords: Constructive methods. Armed Land. Civil Engineering. 8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO..................................................................................................9 1.1 JUSTIFICATIVA................................................................................................9 1.2 OBJETIVOS....................................................................................................10 1.21. Objetivo geral..................................................................................................10 1.2.2 Objetivos específicos.......................................................................................10 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................................................11 2.1 CONCEITO DE SOLOS...................................................................................11 2.2 A MECÂNICADOS SOLOS.............................................................................15 3. ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO......................................................................17 4. SOLO ARMADO..................................................................................................22 4.1 GEOSSINTÉTICOS...........................................................................................24 4.2 DIMENSIONAMENTO.......................................................................................25 5. ESTUDO DO CASO.........................................................................................27 6. ANÁLISE DE RESULTADOS..........................................................................32 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................33 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................34 9 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho traz as possibilidades das estruturas de contenção mais adequadas em determinadas situações, avaliando suas características do meio em que a obra será feita, solucionando instabilizações percebidas em encosta, em cortes ou aterros. As estruturas de contenção são indispensáveis em muitas obras e projetos de engenharia, como pontes, rodovias, e prédios em geral, entre outros, tendo como função, suportar empuxo de terra, dando segurança e facilitando o uso do espaço à sua frente ou do seu terrapleno superior. Essa execução de estrutura de contenção, passa por diversos fatores, com o correto desenvolvimento, através de projeto bem elaborado por um profissional. Tendo os objetivos subdivididos em capítulos e subtópicos, apresenta-se na primeira parte, de revisão bibliográfica, o conceito de solo; no segundo capítulo, as estruturas de contenção; no capítulo seguinte, conceitos sobre solo armado e suas especificações, seguidos das considerações finais e referências utilizadas na pesquisa. Como metodologia, utilizou-se a Revisão Literária, tendo como fontes principais os sites de pesquisa acadêmica, Google Acadêmico e Scielo, bem como artigos em sites e blogs do ramo da Engenharia Civil, usando como critérios de inclusão, artigos de 1990 a 2017, no idioma português e, como critério de exclusão, os de idioma estrangeiro e fora do período mencionado. 1.1 JUSTIFICATIVA Neste trabalho, apresentam-se os benefícios que podem ser oferecidos por um profissional, analisando as opções e as repassando, como quando se oferece um determinado método de contenção, apresentando as melhores opções para cada caso, após o diagnóstico de um Engenheiro Civil. 10 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo geral A presente pesquisa visa apresentar as opções de métodos construtivos de contenção, indispensáveis em muitas obras e projetos de engenharia, como pontes, rodovias, e prédios em geral, entre outros, tendo como função, suportar empuxo de terra, dando segurança e facilitando o uso do espaço à sua frente ou do seu terrapleno superior. 1.2.2 Objetivos específicos - Apresentar os conceitos sobre solo e sua mecânica. - Demonstrar conceitos e teorias sobre estruturas de contenção. - Expor as características e conceitos sobre solo armado. - Realizar um estudo de caso de como executar uma obra de terra armada 11 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 CONCEITO DE SOLOS Um dos primeiros materiais de construção utilizado pelo homem, foi a terra crua, há aproximadamente 10 mil anos, que foi o mesmo período em que o homem passou a não ser mais nômade, trabalhar a sua própria agricultura e construir edificações para morar. A oferta de materiais era proveniente da própria natureza, o que inclui a terra (NEVES, 2018) Avançando no tempo, a década de 70 foi marcada pela necessidade que alguns profissionais sentiram de repensar as tecnologias de edificações utilizadas e ressurge a ideia de utilizar a mesma terra crua, com todas as vantagens advindas dela. Este tipo de terra, preserva o meio ambiente, consumindo pouca energia, não é poluente, é mais econômica, apresentando vantagens a mais do que os materiais que se utilizam provenientes da indústria (CAPUTO, 1980) Pode-se definir o solo como sendo a camada mais superficial da crosta terrestre, onde ocorre o desenvolvimento de plantas e onde vivem os animais, sendo um meio complexo e heterogêneo, produto de alteração do remanejamento e da organização do material original (rocha, sedimento ou outro solo) (CORREIA, 2009). A crosta terrestre, no início dos tempos, era completamente composta de rocha, quando essas passaram a se decompor, surgiu o solo, concomitante com o processo de intemperismo, que são as variações de temperatura, o congelamento e degelo da água, a variação da umidade do solo através do vento e a presença da fauna e da flora promovendo ataque químico através de hidratação, hidrólise, oxidação, lixiviação, troca de cátions, carbonatação, e outros (PINTO, 2000). Além dos agentes do intemperismo, temos também os agentes erosivos e em especial podemos destacar a água como o principal. Esses agentes transportam o solo e a água nesta função atua na forma de chuva, rio, lagos, oceanos e geleiras. Com o tempo e sob a ação do calor, do vento e da água, a rocha foi se desgastando e formando uma parte mineral (areia, calcário e argila) e uma outra parte orgânica (húmus restos de animais e vegetais em decomposição) (MINKE, 2000) Quando um certo elemento, que compõe o solo, existe em maior quantidade que os demais, caracteriza o tipo do solo, em uma abordagem química, seriam a 12 sílica, a alumina e a hematita, além da presença de outros componentes como óxidos de potássio, sódio, titânio, cálcio, magnésio e outros, com variação de quantidade. Não há como definir o solo em apenas um conceito, pois as definições ão muitas e variadas, dependendo do ponto de vista geológico, pedológico, agrícola, geotécnico. O que melhor o define no ramo da Engenharia Civil, é o de um material que pode ser escavado e que perde sua resistência quando em contato com a água (PINTO, 2000) Segundo Neves et al. (2009): “solo é o material da crosta terrestre proveniente da decomposição de rochas, constituído por elementos minerais e/ou orgânicos, que dependem da composição química e mineralógica da rocha de origem, das características do relevo, dos diferentes climas e do tempo de exposição às intempéries.” Sua classificação pode ser realizada dentro de diferentes critérios como, por exemplo, a sua origem, sua composição química, tamanho das partículas presentes: - Os solos residuais são os formados por produtos do intemperismo no seu lugar de origem, na classificação por origem. - Os solos glaciais, aluviais, lacustres, marinhos, eólicos e coluviais, são transportados durante a sua formação e podem ser classificados em vários grupos, no que vai depender da maneira em que foi transportado e de deposição. (DAS, 2007). Os solos recebem designações segundo as dimensões das partículas compreendidas entre determinados limites convencionais. Geralmente, são classificados pela quantidade de grão do tamanho argila, silte e areia, e, por vezes, agregados maiores, como cascalho e pedras Tratando dos solos nas regiões tropicais, nota-se que suas peculiaridades são decorrentes das condições ambientais, como os lateríticos, saprolíticos e transportados. (USP, 2016) 13 Figura 1 – Solos tropicais Fonte: Portal de Tecnologia. (2012) Os solos tropicais em decorrência da atuação de processo geológico e/ou pedológicotípicos das regiões tropicais úmidas, dividindo-se em solos lateríticos e os solos saprolíticos (DAS, 2007) Os solos lateríticos (later, do latim: tijolo) são solos superficiais, típicos das partes bem drenadas das regiões tropicais úmidas, resultantes de uma transformação da parte superior do subsolo pela atuação do intemperismo, por processo denominado laterização (DAS, 2007) As características que desenvolvem esse tipo de solo, do ponto de vista tecnológico, são o enriquecimento no solo de óxidos hidratados de ferro e/ou alumínio e a permanência da caulinita como argilo-mineral predominante e quase sempre exclusivo. Estes minerais conferem aos solos de comportamento laterítico coloração típica: vermelho, amarelo, marrom e alaranjado (DAS, 2007). Já os solos saprolíticos (sapro, do grego: podre) são aqueles que resultam da decomposição e/ou desagregação in situ da rocha matriz pela ação das intempéries (chuvas, insolação, geadas) e mantêm, de maneira nítida, a estrutura da rocha que lhe deu origem (NEVES et al., 2009). São bastante residuais, derivados de rocha matriz e suas partículas constituintes permanecem no mesmo lugar em que se encontravam em estado pétreo, com presença de seixos de espessuras variáveis (desde alguns centímetros até 1,5 m), delimitando o horizonte laterítico do saprolítico. (NEVES et al., 2009). 14 Nota-se então, que os solos saprolíticos são os que constituem a parte subjacente à camada de solo superficial laterítico (ou, eventualmente, de outro tipo de solo) aparecendo, na superfície do terreno, somente por causa de obras executadas pelo homem ou erosões (NEVES et al., 2009). Estes solos são mais heterogêneos e constituídos por uma mineralogia complexa contendo minerais ainda em fase de decomposição, também conhecidos como solos residuais jovens, em contraste com os solos superficiais lateríticos, que são maduros (PINTO, 2000). O saprolito, ou solo saprolítico, é um solo que mantém a estrutura original da rocha de origem, inclusive veios intrusivos, fissuras e xistosidades, mas que perdeu a consistência da rocha (PINTO, 2000). Outra configuração de solo, além do natural, é a artificial, esta última que terá estrutura artificial quando transportado ou compactado mecanicamente, em aterros, barragens de terra, reforços do subleito de pavimentos, entre outros. (CORREA, 2009). É possível também, verificar a percentagem de cada fração presente no solo através da análise granulométrica, que no país, segue a norma da ABNT/NBR 6502/95: "Dependendo de qual dos três componentes é dominante, falamos de um solo argiloso, siltoso ou arenoso" (MINKE, 2000). Citando as mais importantes propriedades do solo para uso na construção poderíamos listar a composição granulométrica, plasticidade, retração, umidade e grau de compactação (DAS, 2007). Os procedimentos de laboratório para se conhecer a granulometria de determinado solo e aferir sobre a sua adequabilidade para a construção, são bastante simples, e englobam a distinção das percentagens de elementos constituintes do solo (DAS, 2007). Observa-se como fator importante, citar o maior responsável pela alteração das rochas, que é a água, através de mecanismos de ataque que são oxidação, hidratação, carbonatação e efeitos químicos da vegetação (CAPUTO, 1980). 15 Figura 2 - Escalas granulométricas adotadas pela A.S.T.M., A.A.S.H.T.O, M.I.T. e ABNT. Fonte: UFRRJ (2014) O ensaio granulométrico, além de facilitar a escolha de determinada técnica construtiva, permite saber como corrigir a composição do material através da adição de elementos (técnica conhecida como estabilização). (DAS, 2007). 2.2 A MECÂNICA DOS SOLOS A mecânica dos solos, que é uma ciência da Engenharia e foi fundada por Karl von Terzaghi, existe para prever o comportamento de maciços terrosos quando sujeitos a solicitações provocadas, por exemplo, por obras de engenharia (NEVES et al., 2009). Todas as obras de engenharia civil, de uma forma ou de outra, apoiam-se sobre o solo, e muitas delas, além disso, utilizam o próprio solo como elemento de construção, como por exemplo, as barragens e os aterros de estradas, sendo que a estabilidade e o comportamento funcional e estético da obra serão determinados, em grande parte, pelo desempenho dos materiais usados nos maciços terrosos. (CORREA, 2009) 16 Através da correlação dos índices de volume e o peso das fases do solo, pode-se determinar o seu estado, sendo que alguns dos principais índices são: - Umidade do solo: Teor de água contida no solo em função do peso dos sólidos - Índice de vazios: Volume de vazios em relação ao volume dos sólidos - Porosidade do solo: Volume de vazios em relação ao volume total - Grau de Saturação: Teor de vazios preenchidos por água - Peso Específico Real dos Grãos: Densidade dos grãos sólidos - Peso Específico natural: Densidade do solo in situ - Peso Específico Aparente Seco: Densidade do solo in situ excluído o peso da água Para definir a umidade de um solo (h), utiliza-se o o peso da água (Pa) contida em uma amostra de solo dividido pelo peso seco das partículas sólidas (Ps) do solo, com resultado em percentagem (NEVES et al., 2009). Para determinar seu peso seco, utiliza-se tradicionalmente a secagem em estufa, na qual a amostra é mantida com temperatura entre 105 °C e 110 °C, até que apresente peso constante, o que significa que ela perdeu a sua água por evaporação (NEVES et al., 2009). O peso da água também pode ser determinado, bastando verificar a diferença entre o peso da amostra (P) e o peso seco (Ps). Para o índice de vazios (e) verifica- se um número, ou seja, uma grandeza adimensional e não possui unidade, sendo definido como o volume dos poros (Vv) dividido pelo volume ocupado pelas partículas sólidas (Vs) de uma amostra de solo. (NEVES et al, 2009) Para a engenharia e a mecânica dos solos, são relevantes os aspectos que abordam o seu comportamento do solo do que a sua própria constituição. 17 3. ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO Sendo definidos como estruturas de parede vertical ou quase vertical apoiadas em uma fundação rasa ou profunda, a finalidade dos muros de contenção, basicamente se resumem em criar uma barragem para enxurradas e sedimentos de terras caídos durante obras civis, conforme figura 3: Figura 3 – Tipos de muros de contenção Fonte: Clube do Concreto. 2017. Sua divisão, feita em duas modalidades, pode ser apresentada, como segue: Quando há desnível, utiliza-se o muro de contenção por gravidade, com pouca altura (entre 1,5 m a 5 m), utilizando pedras que podem ou não ser argamassadas, concreto, gabiões ou pneus usados, o que vai depender das características desejadas. Figura 4 – Muro de contenção por gravidade Fonte: Clube do Concreto. 2017. 18 Os muros de contenção para quando há finalidade de fazer força, tem vários tipos, devendo ser construídos a fim de resistir às forças, com a utilização de seu próprio peso e do solo onde se equilibra, sendo construído com concreto armado, esses muros de flexão, possuem estruturas esguias e podem ser diversos quanto às suas formas (LOBO et al., 2003) Muro de Pedra Seca: – construção mais simples e econômica. Figura 5 – Muro de pedra seca. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. Muro de concreto ciclópico: - são recomendáveis para contenção de taludes com altura entre 4 e 5 m, devendo- se utilizar de mão de obra qualificada, pois há uso de várias fôrmas. Figura 6 – Muro de concreto ciclópico. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. 19 Muro de solo-pneu: - muro de solo-pneu,feito com pneus descartados, com boa drenabilidade e também são construções simples e econômicas, usando o solo da própria encosta associado a uma estrutura montado com pneus, que são amarrados uns aos outros, arranjados em função da altura da encosta e das dimensões do muro. Figura 7 – Muro de solo-pneu. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. Muro de alvenaria de pedra (com rejunte): - este tipo de muro possui estrutura rígida, com baixa capacidade de deformação, o que exige bom terreno de fundação, drenagem eficiente e prevenção contra tendência ao deslizamento. São viáveis financeiramente e servem para alturas de até 3 m, construído com pedras que estejam disponíveis e a mão de obra não precisa ser qualificada. 20 Figura 8 – Muro de Alvenaria de pedra com rejunte. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. Muro de Concreto armado: - os muros de concreto armado se apresentam em vários tipos, diminuindo o volume da estrutura de arrimo, mas não tão viáveis financeiramente e bem mais caros que as outras opções. Figura 9 – Muro de concreto armado. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. Segundo Maluf (2002): estrutura de contenção é todo elemento ou estrutura destinado a contrapor- se ao empuxo ou tensões geradas em maciços cuja condição de equilíbrio foi alterada por algum tipo de escavação, corte ou aterro. São utilizados 21 quando se deseja manter uma diferença de nível no terreno, e o espaço não é suficiente para vencer o desnível através de taludes com inclinações compatíveis com a estabilidade do solo. Com a função de conter um maciço do solo, a estrutura de contenção evita que o solo deslize ou se rompa, tendo sua estrutura dimensionada para suportar o empuxo de terra, as pressões da água ou outros esforços que alguns equipamentos e serviços transfiram ao maciço de solo (MALUF, 2002) 22 4. SOLO ARMADO Também chamado de solo reforçado, o solo armado não é uma tecnologia moderna, pois há registros bem antigos de seu uso, mas somente a partir da década de 60 houve um maior desenvolvimento, sendo patenteado pelo engenheiro francês Henri Vidal, que o tornou conhecido mundialmente, alastrando o seu uso (CARVALHO E PINHEIRO, 2009). O pensamento central desta técnica de confinamento de aterros em situações específicas, nos lugares onde não há espaço para as saias, passou a ser utilizado a outras aplicações, sendo mais comumente utilizado nos encontros de pontes e viadutos de estradas e ferrovias, ou nos perímetros urbanos, onde há espaços restritos e prazos de execução não muito longos. Utiliza-se também, neste sistema, nos aterros de indústrias, para fazer a contenção de encostas ou muros de arrimo. Figura 10 – Solo armado ou terra armada. Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. Segundo Guerrin e Lavaur (2012, p. 32), “o sistema oferece diversas vantagens, além da agilidade com redução dos prazos de execução, as grandes 23 alturas dos aterros são muito favorecidas com a terra armada e os custos ficam bastante reduzidos.” O solo armado é uma estrutura bastante simples, utiliza placas de concreto denominadas escamas e armadura nervurada de aço galvanizado, além da terra do aterro. As escamas são montadas à medida que a terraplanagem avança, e quando termina o espalhamento e a compactação, há como resultado, o solo armado. Figura 11 – Junção das escamas com a armadura Fonte: Escolaengenharia.com. 2017. As fôrmas das escamas são disponibilizadas para a obra que produz a quantidade necessária no próprio canteiro, não há gastos com transporte e há redução de impostos. Utiliza-se o concreto convencional, que possui resistência à compressão de 25,0 Mpa e um sistema de ligação com parafusos, que faz a junção das escamas com a armadura, garantindo assim a consolidação monolítica do maciço (MOLITERNO, 2011). A norma NBR 9286 é a que expressa as condições para o projeto e a execução para terrenos reforçados por terra armada. 24 4.1 GEOSSINTÉTICOS Os geossintéticos são elementos obtidos a partir de polímeros sintéticos, podendo ser utilizados em obras de terra, para exercer a função de reforço, drenagem, filtração, separação, proteção e controle de erosão. A aplicação dos geossintéticos é recente na engenharia geotécnica, mas existe desde os anos 60, com bom desenvolvimento desde então, sendo que a sua indústria movimenta aproximadamente um bilhão de dólares anuais, nos E.U.A. ou na Europa, sendo também bastante utilizado na Ásia e em alguns países da América do Sul (MACAFERRI, 2009). Como reforço do solo, a inclusão de geossintéticos vem sendo um dos métodos mais eficazes, com aplicações diretas em contenção de encostas e em aterros sobre depósitos moles, para contenção de encostas. O custo dessa técnica não precisa ser muito elevado, pois há muitos métodos novos sendo aplicados em reforço de solo, como em obras de taludes reforçados, a inclusão de elementos sintéticos (geossintéticos) no aterro, oferece uma redistribuição global das tensões e deformações induzidas, permitindo a adoção de estruturas mais íngremes e com menor volume de aterro compactado (DALDEGAN, 2017). Entre os geossintéticos mais usados, pode-se citar as geogrelhas formadas por material resistente à tração e totalmente conectados, com uma estrutura polimérica que possui aberturas maiores do que seus elementos constitutivos, permitindo assim, uma interação favorável com o solo na interface (MACAFERRI, 2009). Figura 12 – Aplicação de geossintéticos e geogrelhas. Fonte: Diprotec. 2011. 25 A utilização de inclusões sintéticas, teve início nos anos 50, quando se passou a usar produtos geossintéticos em tecidos e, em 1971, foi a primeira vez que se utilizou o método fora da indústria têxtil, iniciando assim a aplicabilidade de geossintéticos para obras de contenção e reforço de fundação, construindo as primeiras obras de contenção utilizando geotêxteis. (DAS, 2007). Na década de 80, no Brasil, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), fundou a Comissão Técnica de Geossintéticos, com a finalidade de divulgação da sua aplicabilidade, e na década de 90, três Simpósios foram realizados, especificamente sobre a aplicação de Geossintéticos em Geotecnia, em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro (MOLITERNO, 2001). Em 1996, fundou-se a IGS-Brasil, que representa a engenharia brasileira na “International Society of Geosynthetics”, oferecendo cursos sobre Aplicações de Geossintéticos em Geotecnia e Meio Ambiente, e esses eventos forma muito relevantes para divulgar os geossintéticos no âmbito geotécnico (MOLITERNO, 2001). 4.2 DIMENSIONAMENTO O dimensionamento da estabilidade interna de uma estrutura de contenção tipo terra armada é normatizado pela NBR 9286/86 - Terra Armada – Especificação - editada e publicada pela ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2001). Note-se, porém, que outros métodos são utilizados no dimensionamento, baseados na teoria geral de mecânica dos solos, surgindo divergências sobre quais os melhores critérios de dimensionamento, o da NBR ou desses novos métodos, se podem gerar obras superdimensionadas ou não. O método de Brajas é o mais utilizado atualmente e, quando comparado ao da NBR 9286/86, gerou um superdimensionamento, devido às diferenças entre as superfícies de ruptura do maciço, os coeficientes de atrito entre o solo e as fitas metálicas e os coeficientes de segurança (DAS, 2007). Há muitoscomprimentos das fitas metálicas e um mínimo de fitas fixadas às placas do paramento exigidas através deste método, mostrando ser conservador em seus critérios de dimensionamento, que ultrapassam o necessário, garantindo 26 segurança e estabilidade na obra, tornando-a mais dispendiosa, quando comparada à dimensionada pelo método da NBR 9286/86. Podem ser apontados como fatores que demonstram as diferenças entre métodos de dimensionamento da estabilidade interna da NBR 9286/86 e de Brajas, como segue: - o coeficiente de segurança especificado em Brajas é o dobro do especificado pela NBR 9286/86. - o coeficiente de atrito entre o solo e as fitas metálicas especificado na NBR 9286/86 varia com a profundidade do aterro. Para Brajas este coeficiente é constante; - a superfície de ruptura especificada segundo a NBR 9286/86 é mais adequada, uma vez que é determinada com base em monitoramentos realizados em obras reais. Já Brajas, fundamenta seus cálculos em uma superfície de ruptura plana, ou seja, baseia-se na teoria geral de mecânica dos solos. 27 5. ESTUDO DO CASO O presente estudo demonstra o passo a passo na construção de um viaduto, localizado no KM 51 + 930, da Obra de Implantação e Duplicação da BR 280, que é destinada a desviar o tráfego principal de transportes que passam dentro da cidade de Jaraguá do Sul/SC Figura 13 - Localização da obra Fonte: Google Maps. 2018. Iniciando por um importante estudo preliminar, que é a análise do solo a ser trabalhado, bem como no local em que seria realizada a construção do solo armado, através de sondagem SPT, que foram administrados conforme solicita a NBR 6484/2001. No qual este método, consiste em ser realizado através das seguintes ferramentas trados ou lavagem, que são executados através da medição de golpes necessários por meio de um amostrador padrão no solo. Que tem como objetivo principal obter a medida de resistência a penetração do solo, com as amostras coletadas e determinar o nível da água. Porém por ter conhecimento de que está área poderia haver um solo saturado, por ser uma área de plantação de arroz, foi também realizado o teste no solo através do ensaio de palhetas (Vane Teste), seguindo procedimentos, conforme NBR 10905/1989. Conforme consta na norma, este teste tem como objetivo principal determinar a resistência não drenada do solo in situ (cu), que consiste em cravar uma palheta de aço com seção cruciforme e são submetidas a um torque com a capacidade de cisalhamento por rotação. Sendo assim constatado com a realização destes testes de reconhecimento de solo, pode – se constar que o tipo de material que se encontrava naquele local 28 era do tipo “ruim”, ou seja, não iria suportar o peso da estrutura que ali estaria sendo construída. Com a retirada deste material, para prosseguirmos com a construção, foi necessário o lançamento de outro material neste local, para que compactássemos o solo e criasse resistência para suportar as estruturas. Prevendo a necessidade de agilidade e rapidez, o lançamento de material neste local foi realizado com a pedra bruta. Figura 14 - Compactação Fonte: A autora. 2018. Finalizada a compactação do solo, iniciou a concretagem da soleira que tem função como fundação deste projeto e tem como objetivo o nivelamento para o início da montagem. Esta soleira é realizada com concreto simples, tendo como resistência característica do concreto a compressão (fck) maior que 13 Mpa, conforme prescreve a NBR 9.286/1986. Finalizada esta soleira iniciamos a primeira fiada com os painéis de concreto (escamas), que necessita de escoramento. Na segunda fiada que será realizada não existe a necessidade de escoramento, apenas o travamento das escamas. Com a colocação da primeira fiada, realizamos a compactação do solo chegando até ao nível aonde será iniciado a colocação das armaduras (fitas metálicas). Devido à instabilidade desse solo, foi necessário a realização de uma ficha de 80 cm, no qual está soleira complementa. 29 Figura 15 – Escamas em concreto armado Fonte: A autora. 2018. As placas de concreto (escamas) podem variar de tamanho, dependendo do tamanho do solo armado e da resistência necessária que ele exige. Estas escamas são peças de concreto armado, produzidas em concreto com resistência a compressão (fck) de 25 Mpa, com uma taxa de armadura de 50 kg/m³. Nessas placas são colocadas chumbadores galvanizado que contém as dimensões 60 x 4mm, que por meio destes chumbadores serão ligadas as fitas metálicas. Dependendo da resistência em que é solicitado pelo solo armado, estes chumbadores podem variar a quantidade, entre 2 a 8 por peça. Estas peças de concreto armado, tem função estrutural secundaria na construção da terra armada e possuem juntas que possibilitam a drenagem e a articulação das peças. Figura 16 – Fitas Metálicas Fonte: A autora. 2018. 30 O material utilizado deve conter uma taxa de granulometria com até 35% passante na peneira nº 200, conforme NBR 9.286/1986, para este projeto de terra armada o material utilizado será a Bica Corrida, por ter um melhor custo benefício. As camadas de compactação e fitas metálicas serão realizadas a cada 30cm e as fitas metálicas devem ser colocadas espaçadas. Estas armaduras metálicas podem ter vários tamanhos, variando de acordo com o tamanho do solo armado. Sendo que, estes elementos (armaduras metálicas) são os principais responsáveis pela resistência interna a tração do maciço, pois trabalham por atrito com o solo do aterro. Nesta a obra a maior fita metálica utilizada tem o comprimento de 7,0m e são realizadas em Aço A36 e A-572. Para a realização de montagem deste solo armado, são necessários acessórios complementares que são ferramentas de ligação entre as escamas de concreto armado e as armaduras metálicas que são elas, juntas, parafusos, sistemas de pino e furo verticais. Que permitem movimentação entre escamas e a flexibilidade. Simplificando o processo de montagem da terra armada, ele consiste em realizar a colocação da primeira fiada sobre a soleira, posterior a este procedimento é realizado a compactação até o primeiro nível das armaduras, feito o aparafusamento das mesmas nas escamas. E novamente realizado a compactação do solo. Figura 17 – Vigas de concreto Fonte: A autora. 2018. 31 Este processo é repetido até o nível final da obra, finalizando com uma viga de arremate. Esta viga de arremate, foi realizada em concreto protendido, devido ao tamanho do vão que foi desenvolvido sem a adição de pilares. Pois a protensão é um processo que é conhecido pela a aplicação de componentes estruturais de concreto armado e comprimidos por cordoalhas tensionadas que transpassam a peça. Esse método de construção melhora a resistência da estrutura e seu comportamento perante diversas situações de carga. Esse método foi desenvolvido, seguindo a norma NBR 14931/2004 32 6. ANÁLISE DE RESULTADOS Este trabalho apresentou a concepção de um viaduto, que utilizou como método construtivo para a execução desta construção o solo armado. Conforme mencionado neste trabalho para a realização deste método construtivo é necessário ter conhecimento da NBR 9286/1998, que visa orientar e demonstrar os requisitos necessários para o projeto e execução do solo armado. Denota – se que, para a execução desta obra, foi priorizado uma das exigências da norma que é realizar o reconhecimento do solo,seja ele um solo estável ou instável. Devido ao conhecimento da região que foi executado este viaduto em solo armado, por se tratar de uma região de plantação do arroz. Pode - se verificar que o executor desta obra priorizou a segurança da mesma, buscou alternativas para que este solo se tornasse firme, com isso obtivesse êxito e segurança para a execução deste viaduto sobre o solo. Na realização deste trabalho, foi contatado o engenheiro civil responsável pela a execução da obra, o mesmo explicou todos os processos envolvidos para realização deste viaduto em solo armado. Foi feita a visita em campo, onde pode ser observado todas as técnicas gerenciáveis e construtivas deste método. Durante o estudo foi questionado ao engenheiro civil responsável, qual o tipo de reconhecimento do solo utilizado, quais as ferramentas para a realização desse reconhecimento, por que foi feito a compactação do solo, o que é soleira e qual sua função, o que são escamas de concreto e quais as suas funções, quais são os pontos importantes e indispensáveis para a execução desta obra e quais as técnicas utilizadas para a efetuação desta construção. Após, o engenheiro civil responsável ter respondido a todos os questionamentos necessários para este estudo e levantando várias observações, pode – se visualizar de forma mais clara e especifica todo o processo que envolve este estudo. Foi observado que este método construtivo é bastante rápido, prático e eficaz, suprindo a necessidade de uma obra deste porte naquela localidade, visando a melhoria do trânsito para que motoristas tenham mais conforto e segurança em suas viagens. 33 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho de pesquisa apresentou conceitos e melhores aplicações sobre métodos construtivos de contenção, como: muro de gravidade, terra armada, solo reforçado com geossintéticos, entre outros, chegando às seguintes conclusões: - Como menor custo, quando testados os desníveis, materiais e métodos de dimensionamento,a solução em terra armada apresentou o menor custo perante as outras soluções; - A solução em solo reforçado com geogrelha, apesar não ser a mais econômica, se mostrou bastante competitiva em relação ao muro de gravidade, principalmente para alturas maiores do que 4m; - A tendência de crescimento dos gráficos sugere que as estruturas de solo reforçado (terra armada e solo reforçado com geossintéticos) são economicamente mais competitivas a medida em que se aumenta os desníveis de contenção; - Os custos envolvidos na construção de muros de gravidade aumentam de maneira mais expressiva com a elevação dos desníveis de contenção. Acredita-se ter alcançado os objetivos propostos, esperando que novos trabalhos venham somar-se à esse, a fim de ampliar as informações sobre este importante tópico da Engenharia Civil. 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS _________. Terra Armada: Especificação: NBR 9286. Rio de Janeiro, 1986. CAPUTO, H.P., 1980. Mecânica dos Solos e suas Aplicações. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., vol. 1, Rio de Janeiro, 219pp. CARDOSO F.F.;Sistemas de contenção. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2002. CARVALHO R.C.; PINHEIRO L.M.; Cálculo e Detalhamento de Estruturas Usuais de Concreto Armado. V.2. São Carlos, 2009. Editora: PINI Ltda. CORRÊA, Lásaro Roberto, 2009. Sustentabilidade na Construção Civil. Monografia em Curso de Especialização em Construção Civil, Departamento de Engenharia de Materiais e Construção, UFMG, Brasil, 70p. DALDEGAN, E. Principais ensaios não destrutivos para estruturas de concreto. Engenharia Concreta. 2017. Disponível em: https://www.engenhariaconcreta.com/principais-ensaios-nao-destrutivos-para- estruturas-de-concreto/. Acesso em: 2 de novembro de 2018. DAMASCO PENA. Disponível em: http://www.damascopenna.com.br/GridPortfolio/ Acesso em 02 Out. 2018. DAS, B.M., 2007. Fundamentos de Engenharia Geotécnica. Thomsom Learning, tradução da 6ª edição norte-americana, São Paulo. GUERRIN A.; LAVAUR R.C.; Tratado de Concreto Armado: Muros de Arrimo e Muros de Cais. V.6. Editora: Hemus Editora Limitada. LOBO A.S.; FERREIRA C.V.; RENOFIO A.; Muros de arrimo em solos colapsíveis provenientes do arenito Bauru: problemas executivos e influência em edificações vizinhas em áreas urbanas. Maringá: UNESP/Departamento de Engenharia Civil, 2003. P 169-177 Trabalho de Conclusão de Curso. 35 MACCAFERRI. Critérios gerais para projeto, especificação e aplicação de geossintéticos: Manual Técnico. São Paulo: Maccaferri do Brasil, 2009. 321 p. MINKE, G., 2000. Earth Construction Handbook – The Building Material Earth in Modern Architecture. WIT Press, Great Britain, UK, 206 pp MOLITERNO A.; Caderno de Muros de Arrimo. São Paulo. Editora Edgard Blucher,2011. NEVES, C. M. M.; FARIA, O. B.; ROTONDARO, R.; SALAS, P. C.; HOFFMANN, 2009. Seleção de Solos e Métodos de Controle em Construção com Terra – Práticas de Campo. Rede Ibero-americana PROTERRA. Disponível em http://www.redproterra.org. Acesso em 11 de setembro de 2018. PINTO, Carlos de Souza. Curso Básico de Mecânica dos Solos, em 16 Aulas. 1 ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 247 p. USP. A construção civil e o meio ambiente: meio ambiente, um grande problema. Textos técnicos. 2016. Disponível em: www.reciclagem.pcc.usp.br. Acesso em 13 de agosto de 2018.