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Módulo 1 - Uso da força pelos agentes de segurança pública 
 
Apresentação do Módulo 
 
Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as seguintes questões: 
Você, como agente de segurança pública, tem uma opinião clara sobre o uso legítimo da 
força? 
Como você vê os limites do uso da força? 
 
Conhecer a teoria não é suficiente para se ter um controle efetivo diante de situações adversas 
que implicam a atuação do agente de segurança pública; é preciso também prática, isto é, 
saber agir. A proposta aqui apresentada objetiva criar condições para que vocês, agentes de 
segurança pública, possam estudar os “caminhos norteadores”, isto é, posturas adequadas de 
como usar a força em variadas situações, aplicando-a de modo eficaz sem romper com o 
princípio ético e moral da corporação pertencente, bem como com seus próprios direitos e 
deveres, não apenas como agente público a serviço da sociedade, mas também como pessoa, 
cidadão. 
As Nações Unidas consideram que qualquer ameaça à vida e à segurança dos funcionários 
responsáveis pela aplicação da lei deve ser encarada como uma ameaça à estabilidade da 
sociedade em geral. 
 
Objetivos do Módulo 
Ao final deste módulo, você será capaz de: 
• Compreender os principais conceitos relacionados ao estudo do Uso da Força; 
• Conceituar o significado do uso da força e arma de fogo pelos agentes de segurança 
pública; 
• Identificar a legislação internacional e nacional que trata do uso da força e arma de 
fogo; 
 
 
 
 
 
 
 
• Apontar as atitudes adequadas do agente da área de segurança pública ao realizar uma 
abordagem policial em uma dada circunstância; 
• Aplicar, em situações-problema, de maneira correta, o uso diferenciado da força nas 
intervenções policiais; e 
• Listar os procedimentos técnicos e táticos a serem seguidos antes, durante e depois do 
uso da força e arma de fogo. 
 
Estrutura do Módulo 
O conteúdo deste módulo está dividido em 3 aulas: 
 
Aula 1 – Uso da força: conceitos e definições 
Aula 2 – Uso da força 
Aula 3 – Legislação sobre o uso da força 
 
 
Aula 1 – Uso da força: conceitos e definições 
 
Uma das grandes dificuldades ao tratar da temática do Uso da Força era sempre a unificação 
de conceitos que regem a matéria. Assim sendo, desde a publicação da Portaria 
Interministerial nº 4226 de 31 de dezembro de 2010, que estabelece Diretrizes Sobre o Uso da 
Força pelos Agentes de Segurança Pública, alguns desses conceitos foram consolidados e 
padronizados como meio de facilitar o entendimento uniforme por todos os profissionais 
envolvidos. 
 
Conheça alguns conceitos básicos: 
Ética é o conjunto de princípios morais ou valores que governam a conduta de um indivíduo 
ou de membros de uma mesma profissão. 
 
 
 
 
 
 
 
Armas de menor potencial ofensivo: Armas projetadas e/ou empregadas, especificamente, 
com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas, preservando 
vidas e minimizando danos à sua integridade. 
Equipamentos de menor potencial ofensivo: Todos os artefatos, excluindo armas e 
munições, desenvolvidos e empregados com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar 
temporariamente pessoas, para preservar vidas e minimizar danos à sua integridade. 
Equipamentos de proteção: Todo dispositivo ou produto, de uso individual (EPI) ou 
coletivo (EPC) destinado à redução de riscos à integridade física ou à vida dos agentes de 
segurança pública. 
Força: Intervenção coercitiva imposta a pessoa ou grupo de pessoas por parte do agente de 
segurança pública com a finalidade de preservar a ordem pública e a lei. 
Instrumentos de menor potencial ofensivo: Conjunto de armas, munições e equipamentos 
desenvolvidos com a finalidade de preservar vidas e minimizar danos à integridade das 
pessoas. 
Munições de menor potencial ofensivo: Munições projetadas e empregadas, 
especificamente, para conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas, 
preservando vidas e minimizando danos à integridade das pessoas envolvidas. 
Nível do uso da força: Intensidade da força escolhida pelo agente de segurança pública em 
resposta a uma ameaça real ou potencial. 
Princípio da Conveniência: A força não poderá ser empregada quando, em função do 
contexto, possa ocasionar danos de maior relevância do que os objetivos legais pretendidos. 
Princípio da Legalidade: Os agentes de segurança pública só poderão utilizar a força para a 
consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei. 
Princípio da Moderação: O emprego da força pelos agentes de segurança pública deve, 
sempre que possível, além de proporcional, ser moderado, visando sempre reduzir o emprego 
da força. 
Princípio da Necessidade: Determinado nível de força só pode ser empregado quando níveis 
de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos. 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da Proporcionalidade: O nível da força utilizado deve sempre ser compatível com 
a gravidade da ameaça representada pela ação do opositor e com os objetivos pretendidos pelo 
agente de segurança pública. 
Técnicas de menor potencial ofensivo: Conjunto de procedimentos empregados em 
intervenções que demandem o uso da força, através do uso de instrumentos de menor 
potencial ofensivo, com intenção de preservar vidas e minimizar danos à integridade das 
pessoas. 
Uso diferenciado da força: Seleção apropriada do nível de uso da força em resposta a uma 
ameaça real ou potencial visando limitar o recurso a meios que possam causar ferimentos ou 
mortes. 
No estudo da Segurança Pública verifica-se que surgem três ideias principais com relação ao 
trabalho dos agentes de Segurança Pública: 
 
• Uma ideia de proteção da paz social e da ordem pública e a segurança dos cidadãos; 
• Uma ideia de investigação ou de informações na investigação criminal; 
• A noção de que a aplicação da lei se faz pela força, se necessário. 
 
Segurança Publica deve estar a serviço do direito. 
Os Órgãos de Segurança Pública, de modo geral, tem por missão garantir a paz e a segurança 
de uma comunidade, bem como a segurança de cada cidadão, impondo-lhe a força, caso seja 
necessário, para o respeito e para cumprimento das leias. 
Disso se extrai que as prerrogativas dos Órgãos de Segurança Pública podem, em casos 
extremos, levar ao uso da força e de armas de fogo para garantir o cumprimento da lei, ao 
reconhecimento e ao respeito dos direitos e das liberdades de todos e para satisfazer as justas 
exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. (artigo 
29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH) 
 
Importante! 
 
 
 
 
 
 
 
É importante ressaltar que o Uso da Força e de armas de fogo deve ser limitado por leis e 
regulamentos, colocando sempre em evidência a questão do serviço e do interesse público. 
O exercício do poder para usar a força e armas de fogo não é uma questão individual, mas sim 
uma questão de função. Qualquer uso que não esteja dentro do marco legal estará sujeita a 
uma crítica por excesso, desvio, abuso de autoridade ou poder. É aqui, precisamente, que os 
valores éticos são fundamentais. 
 
No estudo da doutrina do Uso da Força muitos autores já se pronunciaram sobre o tema, veja 
o que já foi dito e compares com a nossa doutrina brasileira: 
“Toda intervenção compulsória sobre o indivíduo ou grupos de indivíduos, quando reduz ou 
elimina sua capacidade de autodecisão.” (BARBOSA & ANGELO 2001, p.107) 
“Os países outorgam suas organizações de aplicação da lei à autoridade legal para usarem a 
força, se necessário, para servirem aos propósitos legais de aplicação da lei.”(ROVER 2000, 
p. 275) 
“O Estado intervém, com violência legítima, quando um cidadão usa a violência para ferir, 
humilhar, torturar, matar outros cidadãos, de forma a garantir a tranquilidade. É a lógica da 
violência legítima contendo a violência ilegítima.” (SILVA 1994, p. 48) 
Autores clássicos como Max Weber introduzem a expressão “monopólio da violência” ( do 
alemão Gewaltmonopol des Staates) referindo-se à definição de Estado atribuindo-lhe o 
“monopólio do uso da força física dentro de um determinado território. 
Tal monopólio, segundo o autor, pressupõe um processo de legitimação. Esse é um princípio 
de todos os Estados modernos. Portanto, o Estado soberano moderno se define pelo 
“monopólio do uso da força”. 
O “monopólio da força” significa que o emprego da coerção é função de exclusiva 
competência de certos Agentes do Estado – de uma Organização ou de uma “máquina” 
institucional – e não de outros agentes da sociedade. 
Entretanto, na atividade de Segurança Pública, prefere-se utilizar o termo Uso da Força ao 
invés do termo uso da violência, pois este último nos leva a uma ideia de abuso, de ilegalidade 
 
 
 
 
 
 
 
e de atitudes não profissionais, ideias essas que não coadunam com a atividade de serviço e 
proteção pelos Agentes de Segurança Pública. 
Portanto, se o Agente de Segurança Pública deixar de cumprir tais requisitos, i Uso da Força 
será caracterizado como ilegítimo, sendo então, apontado como violência, truculência, abuso 
do poder, entre outras formas de desvio de procedimentos não concebíveis ao Agente da área 
de Segurança Pública, integrante de uma Organização promotora de paz social e como tal 
deve seguir os parâmetros legais e éticos. 
 
Violência 
Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na 
redução da letalidade policial e carcerária. BRASIL, Decreto nº 7.037 de 21 de dezembro de 
2009. Programa Nacional de Direitos Humanos- PNDH 3. Publicado no Diário Oficial da 
União, de 22 de dezembro de 2009. 
 
Na próxima aula, você estudará as ideias sobre o uso da força e atividade profissional dos 
agentes de segurança pública. 
 
 
Aula 2 – Uso da força 
 
Você deve ter notado que o simples conhecimento de um texto não é suficiente para que um 
profissional tenha uma conduta adequada. É necessário o entendimento de que sua profissão 
deriva dos ideais legais e democráticos do nosso país. Assim sendo, você já deve ter 
percebido a importância de estudar sobre Segurança Pública e sobre o Uso da Força e de 
armas de fogo no desempenho da sua atividade. 
Parte dos problemas enfrentados hoje com relação ao abuso de autoridade, e sua expressão 
última que é a brutalidade e a violência do Agente da área de Segurança Pública, resultam da 
ausência de uma substantiva sobre o emprego qualificado e comedido da força. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Refletindo sobre a questão... 
Reflita sobre sua experiência e vivência como Agente de Segurança Pública. Você acredita 
que tais Agentes tem consciência da importância do Uso da Força? Do contrário, a que 
atribuiria o uso indevido da força no desempenho da função da Segurança Pública? 
 
Os órgãos de segurança pública brasileiros recebem uma série de meios legais para capacitar 
seus integrantes a cumprir seus deveres de aplicação da lei e preservação da ordem, sempre 
em busca da paz. Sem estes e outros poderes, tal como aquele de privar as pessoas de sua 
liberdade, você não conseguiria desempenhar a sua missão constitucional em defesa da 
sociedade. 
Agente de segurança pública! Você recebe do Estado a autorização para usar a força quando 
atua em nome do próprio Estado. Sobre esse pensamento Rover (2000) lembra que: 
“Os Estados não negam a sua responsabilidade na proteção do direito à vida, liberdade e 
segurança pessoal quando outorgam aos seus encarregados de aplicação da lei a autoridade 
legal para a força e arma de fogo”. 
O agente de segurança pública tem o dever de aplicar a lei e de reprimir com energia a 
sua transgressão em defesa da sociedade, a mesma sociedade da qual ele faz parte e de 
onde ele foi escolhido para se juntar à Força de Segurança Pública. 
“A tarefa do agente de segurança pública é delicada na medida em que se reconhece 
como inteiramente legítimo o uso de força, para resolução de conflitos, desde que 
esgotadas todas as possibilidades de negociação, persuasão e mediação.” (FARIA, 1999) 
Os órgãos de segurança pública existem para servir à sociedade e para proteger os seus 
direitos mais fundamentais. Cerqueira (1994, p. 1), acrescenta essa ideia ao relatar que: “O 
sistema de justiça criminal, no qual se inclui a polícia, atua fundamentalmente para 
garantir os direitos humanos, em sentido estrito, e, portanto, a lógica de uso da força 
para conter a violência é perfeitamente compreensível”. 
 
 
 
 
 
 
 
A Força Pública de Segurança, por intermédio dos seus Agentes, atua para assegurar que os 
direitos fundamentais dos cidadãos, individual e coletivamente, sejam protegidos. O direito à 
vida e à segurança pessoal devem ter a mais alta prioridade. 
 
Art. 3º DUDH – Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
Art. 4º Convenção Americana do Direitos Humanos: Artigo 4(1). Direito à vida – Toda 
pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei. 
 
Neste ponto do seu estudo, pense como o Agente de Segurança Pública (funcionário 
responsável pela aplicação da lei) tem responsabilidade pela proteção de todas as pessoas da 
sociedade. 
Se a sua conclusão foi a de que o Agente tem um grau muito elevado de responsabilidade para 
a proteção à vida das pessoas da comunidade, então certamente ele, como funcionário do 
Estado, é um protetor de vidas , é um protetor do direito fundamental de todas as pessoas, é 
um protetor do maior bem jurídico protegido: A VIDA. 
O Agente de Segurança Pública é, assim, um protetor e promotor dos direitos fundamentais, é 
um protetor e promotor dos Direitos Humanos. 
Na próxima aula, estudaremos três importantes instrumentos de Direitos Humanos 
relacionados ao uso da força pelos agentes de segurança pública. Esteja atento. 
Compare-os com o amis novo instrumento nacional, a Portaria Interministerial nº 
4.226/2010, que estabelece as Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de Segurança 
Pública. 
 
Aula 3 – Legislação sobre o uso da força 
 
Vamos estudar, a partir de agora, algumas Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de 
Segurança Pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Código de Conduta para Encarregados da Aplicação da Lei (CCEAL) 
É o código adotado por intermédio da resolução 34/169 da Assembleia Geral das Nações 
Unidas, em 17 de dezembro de 1979. É um instrumento internacional, com o objetivo de 
orientar os Estados-membros quanto à conduta dos agentes de segurança pública. 
Embora o Código não seja um tratado com força legal, o Código é um documento de 
orientação aos Estados que busca criar padrões para que as práticas de aplicação da lei 
estejam de acordo com as disposições básicas dos direitos e das liberdades humanas. 
É um código de conduta ética e baseia-se no exercício da atividade de segurança pública nos 
seus aspectos éticos e legais. Consiste em oito artigos, cada um acompanhado de comentários 
explicativos. 
ARTIGO 1.º 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem cumprir, a todo o momento, o 
dever que a lei lhes impõe, servindo à comunidade e protegendo todas as pessoas contra atos 
ilegais, em conformidade com o elevado grau de responsabilidade que a sua profissão requer. 
Funcionários responsáveis pela aplicação da lei 
 
Conformeo considerando da Portaria 4.226, de 1 de dezembro de 2010, que diz sobre “a 
necessidade de orientaççai e padronização dos procedimentos da atuação dos agentes de 
segurnaça pública aos princípios internacionais sobre o uso da força”, o termo “funcionários 
responsáveis pela aplicação da lei” é aplicávle a este curso, quando se trata dos a gentes de 
segurança públcia. 
 
Comentário 
a) A expressão “funcionários responsáveis pela aplicação da lei” inclui todos os agentes da 
lei, quer nomeados, quer eleitos, que exerçam poderes de polícia, especialmente poderes de 
prisão ou detenção. 
 
 
 
 
 
 
 
b) Nos países onde os poderes policiais são exercidos por autoridades militares, quer em 
uniforme, quer não, ou por forças de segurança do Estado, a definição dos funcionários 
responsáveis pela aplicação da lei incluirá os funcionários de tais serviços. 
c) O serviço à comunidade deve incluir, em particular, a prestação de serviços de assistência 
aos membros da comunidade que, por razões de ordem pessoal, econômica, social e outras 
emergências, necessitam de ajuda imediata. 
d) A presente disposição abrange não só todos os atos violentos, destruidores e prejudiciais, 
mas também a totalidade dos actos proibidos pela legislação penal. É igualmente aplicável à 
conduta de pessoas não suscetíveis de incorrerem em responsabilidade criminal. 
 
 
 
 
 
 
 
ARTIGO 2.º 
No cumprimento do seu dever, os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem 
respeitar e proteger a dignidade humana, manter e apoiar os direitos fundamentais de 
todas as pessoas. 
Comentário 
a) Os direitos do homem em questão são identificados e protegidos pelo direito nacional e 
internacional. Entre os instrumentos internacionais relevantes contam-se a Declaração 
Universal dos Direitos do Homem, o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, a 
Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra a Tortura e Outras Penas ou 
Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, a Declaração das Nações Unidas sobre a 
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Convenção Internacional sobre a 
Supressão e Punição do Crime de Apartheid, a Convenção sobre a Prevenção e Punição do 
Crime de Genocídio, as Regras Mínimas para o Tratamento de Reclusos e a Convenção de 
Viena sobre Relações Consulares. 
b) Os comentários nacionais a essa cláusula devem indicar as provisões regionais ou nacionais 
que definem e protegem esses direitos. 
ARTIGO 3.º 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei só podem empregar a força quando tal se 
afigure estritamente necessário e na medida exigida para o cumprimento do seu dever. 
Portaria Interministerial nº 4226/2010. (Ver em materiais complementares). 
Comentário 
a) Essa disposição salienta que o emprego da força por parte dos funcionários responsáveis 
pela aplicação da lei deve ser excepcional. No entanto, admite que esses funcionários possam 
estar autorizados a utilizar a força na medida em que tal seja razoavelmente considerado como 
necessário, tendo em conta as circunstâncias, para a prevenção de um crime ou para ajudar na 
 
 
 
 
 
 
 
detenção legal de delinquentes ou de suspeitos – ou evitá-la. Qualquer uso da força fora desse 
contexto não é permitido. 
b) A lei nacional restringe normalmente o emprego da força pelos funcionários responsáveis 
pela aplicação da lei, de acordo com o princípio da proporcionalidade. Deve-se entender que 
tais princípios nacionais de proporcionalidade devem ser respeitados na interpretação dessa 
disposição. A presente disposição não deve ser, em nenhum caso, interpretada no sentido da 
autorização do emprego da força em desproporção com o legítimo objetivo a atingir. 
c) O emprego de armas de fogo é considerado uma medida extrema. Devem fazer-se todos os 
esforços no sentido de excluir a utilização de armas de fogo, especialmente contra as crianças. 
Em geral, não deverão utilizar-se armas de fogo, exceto quando um suspeito ofereça 
resistência armada, ou quando, de qualquer forma, coloque em perigo vidas alheias e não haja 
medidas menos extremas para dominá-lo ou detê-lo. Cada vez que uma arma de fogo for 
disparada, deverá informar-se prontamente as autoridades competentes. 
ARTIGO 4.º 
As informações de natureza confidencial em poder dos funcionários responsáveis pela 
aplicação da lei devem ser mantidas em segredo, a não ser que o cumprimento do dever ou 
as necessidades da justiça estritamente exijam outro comportamento. 
Comentário 
Devido à natureza dos seus deveres, os funcionários responsáveis pela aplicação da lei obtêm 
informações que podem relacionar-se com a vida particular de outras pessoas ou ser 
potencialmente prejudiciais aos seus interesses e especialmente à sua reputação. Deve-se ter a 
máxima cautela na salvaguarda e utilização dessas informações, as quais só devem ser 
divulgadas no desempenho do dever ou no interesse. Qualquer divulgação dessas informações 
para outros fins é totalmente abusiva. 
ARTIGO 5.º 
 
 
 
 
 
 
 
Nenhum funcionário responsável pela aplicação da lei pode infligir, instigar ou tolerar 
qualquer ato de tortura ou qualquer outra pena ou tratamento cruel, desumano ou 
degradante, nem invocar ordens superiores ou circunstanciais excepcionais, tais como o 
estado de guerra ou uma ameaça à segurança nacional, instabilidade política interna ou 
qualquer outra emergência pública como justificação para torturas ou outras penas ou 
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. 
Comentário 
a) Esta proibição decorre da Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra a 
Tortura e outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, adotada pela 
Assembleia Geral, de acordo com a qual: 
tal ato é uma ofensa contra a dignidade humana e será condenado como uma 
negação aos propósitos da Carta das Nações Unidas e como uma violação aos 
direitos e liberdades fundamentais afirmados na Declaração Universal dos Direitos 
do Homem (e noutros instrumentos internacionais sobre os direitos do homem). 
b) A Declaração define tortura da seguinte forma: 
Tortura significa qualquer ato pelo qual uma dor violenta ou sofrimento físico ou 
mental é imposto intencionalmente a uma pessoa por um funcionário público, ou por 
sua instigação, com objetivos tais como obter dela ou de uma terceira pessoa 
informação ou confissão, puni-la por um ato que tenha cometido ou se supõe tenha 
cometido, ou intimidá-la a ela ou a outras pessoas. Não se considera tortura a dor ou 
sofrimento apenas resultante, inerente ou consequência de sanções legítimas, na 
medida em que sejam compatíveis com as Regras Mínimas para o Tratamento de 
Reclusos*. 
c) A expressão “penas ou tratamento cruéis, desumanos ou degradantes” não foi definida pela 
Assembleia Geral, mas deve ser interpretada de forma a abranger uma proteção tão ampla 
quanto possível contra abusos, quer físicos quer mentais. 
Lei nº 9.455, de 7 de abril de 1997 – Define os crimes de tortura e dá outras providências. 
 
 
 
 
 
 
 
ARTIGO 6.º 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem assegurar a protecção da saúde 
das pessoas à sua guarda e, em especial, devem tomar medidas imediatas para assegurar a 
prestação de cuidados médicos sempre que tal seja necessário. 
Saiba mais... 
Portaria Interministerial nº 4226/2010 
 10. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa(s), o agente 
de segurança pública envolvido deverá realizar as seguintes ações: 
a. facilitar a prestação de socorro ou assistência médica aos feridos; 
b. promover a correta preservação do local da ocorrência; 
c. comunicar o fato ao seu superior imediato e à autoridade competente;e 
d. preencher o relatório individual correspondente sobre o uso da força, 
disciplinado na Diretriz n.º 22. 
11. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa(s), o órgão 
de segurança pública deverá realizar as seguintes ações: 
a. facilitar a assistência e/ou auxílio médico dos feridos; 
b. recolher e identificar as armas e munições de todos os envolvidos, 
vinculando-as aos seus respectivos portadores no momento da ocorrência; 
c. solicitar perícia criminalística para o exame de local e objetos bem como 
exames médico-legais; 
d. comunicar os fatos aos familiares ou amigos da(s) pessoa(s) ferida(s) ou 
morta(s); 
e. iniciar, por meio da Corregedoria da instituição, ou órgão equivalente, 
investigação imediata dos fatos e circunstâncias do emprego da força; 
f. promover a assistência médica às pessoas feridas em decorrência da 
intervenção, incluindo atenção às possíveis sequelas; 
g. promover o devido acompanhamento psicológico aos agentes de 
segurança pública envolvidos, permitindo-lhes superar ou minimizar os 
efeitos decorrentes do fato ocorrido; e 
 
 
 
 
 
 
 
h. afastar temporariamente do serviço operacional, para avaliação psicológica 
e redução do estresse, os agentes de segurança pública envolvidos 
diretamente em ocorrências com resultado letal. 
Comentário 
a) "Cuidados Médicos”, significando serviços prestados por qualquer pessoal médico, 
incluindo médicos diplomados e paramédicos, devem ser assegurados quando necessários ou 
solicitados. 
b) Embora o pessoal médico esteja geralmente adstrito aos serviços de aplicação da lei, os 
funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem tomar em consideração a opinião de tal 
pessoal, quando este recomendar que deve proporcionar-se à pessoa detida tratamento 
adequado, através ou em colaboração com pessoal médico não adstrito aos serviços de 
aplicação da lei. 
c) Subentende-se que os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem assegurar 
também cuidados médicos às vítimas de violação da lei ou de acidentes que dela decorram. 
ARTIGO 7.º 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei não devem cometer qualquer ato de 
corrupção. Devem, igualmente, opor-se rigorosamente e combater todos os atos dessa índole. 
Comentário 
a) Qualquer ato de corrupção, tal como qualquer outro abuso de autoridade, é incompatível 
com a profissão de funcionário responsável pela aplicação da lei. A lei deve ser aplicada na 
íntegra em relação a qualquer funcionário que cometa um ato de corrupção, dado que os 
Governos não podem esperar aplicar a lei aos cidadãos se não a puderem ou quiserem aplicar 
aos seus próprios agentes e dentro dos seus próprios organismos. 
b) Embora a definição de corrupção deva estar sujeita à legislação nacional, deve-se entendê-
la como tanto a execução ou a omissão de um ato, praticadas pelo responsável, no 
 
 
 
 
 
 
 
desempenho das suas funções ou com estas relacionado, em virtude de ofertas, promessas ou 
vantagens, pedidas ou aceites como a aceitação ilícita desses atos, uma vez a ação cometida 
ou omitida. 
c) A expressão “ato de corrupção”, anteriormente referida, deve ser entendida no sentido de 
abranger tentativas de corrupção. 
ARTIGO 8.º 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem respeitar a lei e o presente 
Código. Devem, também, na medida das suas possibilidades, evitar e opor-se vigorosamente 
a quaisquer violações da lei ou do Código. 
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei que tiverem motivos para acreditar que se 
produziu ou irá produzir uma violação desse Código, devem comunicar o fato aos seus 
superiores e, se necessário, a outras autoridades com poderes de controle ou de reparação 
competentes. 
Comentário 
a) Este Código será observado sempre que tenha sido incorporado na legislação ou na prática 
nacionais. Se a legislação ou a prática contiverem disposições mais limitativas do que as do 
atual Código, devem observar-se essas disposições mais limitativas. 
b) O presente artigo procura preservar o equilíbrio entre a necessidade de disciplina interna do 
organismo do qual, em larga escala, depende a segurança pública, por um lado, e a 
necessidade de, por outro lado, tomar medidas em caso de violações dos direitos humanos 
básicos. Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem informar das violações os 
seus superiores hierárquicos e tomar medidas legítimas sem respeitar a via hierárquica 
somente quando não houver outros meios disponíveis ou eficazes. Subentende-se que os 
funcionários responsáveis pela aplicação da lei não devem sofrer sanções administrativas ou 
de outra natureza pelo fato de terem comunicado que se produziu ou que está prestes a 
produzir-se uma violação deste Código. 
 
 
 
 
 
 
 
c) A expressão “autoridade com poderes de controle e de reparação competentes” refere-se a 
qualquer autoridade ou organismo existente ao abrigo da legislação nacional, quer esteja 
integrado nos organismos de aplicação da lei quer seja independente destes, com poderes 
estatutários, consuetudinários ou outros para examinarem reclamações e queixas resultantes 
de violações deste Código. 
d) Em alguns países, pode considerar-se que os meios de comunicação social (mass media) 
desempenham funções de controle, análogas às descritas na alínea anterior. 
Consequentemente, os funcionários responsáveis pela aplicação da lei poderão, como último 
recurso e com respeito pelas leis e costumes do seu país e, ainda, pelo disposto no artigo 4.º 
do presente Código, levar as violações à atenção da opinião pública através dos meios de 
comunicação social. 
e) Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei que cumpram as disposições deste 
Código merecem o respeito, o total apoio e a colaboração da comunidade em que exercem as 
suas funções, do organismo de aplicação da lei no qual servem e dos demais funcionários 
responsáveis pela aplicação da lei. 
 
O artigo 3º do CCEAL trata diretamente do uso da força pelos agentes de segurança 
pública. Ele estipula que os encarregados da aplicação da lei só podem empregar a força 
quando estritamente necessário e na medida exigida para o cumprimento do seu dever. 
É enfatizado pelo documento que o uso da força deve ser excepcional e nunca 
ultrapassar o nível razoavelmente necessário para se atingir os objetivos legítimos de 
aplicação da lei. Nesse sentido, entende-se que o uso da arma de fogo é uma medida 
extrema. 
 
Refletindo sobre a questão... 
Tendo em vista o contido no Código de Conduta sobre o uso de arma de fogo, qual é sua ideia 
a respeito? Pense na sua realidade e na sua experiência profissional. Você acredita que o uso 
da arma de fogo é uma medida extrema? 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo do CCEAL 
O código objetiva sensibilizar os integrantes das organizações responsáveis pela 
aplicação da lei, ou seja, sensibilizar você, agente de segurança pública, para a enorme 
responsabilidade que o Estado lhes outorga. 
Você é um sujeito de autoridade do Estado e como tal está investido de poder de grande 
alcance, e a natureza de seus deveres coloca-o em situações de corrupção e violência em 
potencial. O documento afirma ainda que expor abertamente esses perigos escondidos é o 
primeiro passo para combatê-los efetivamente. 
A atitude de autoridade tem uma forte relação com a imagem e percepção da organização 
como um todo; carrega assim, alta expectativa com relação aos padrões éticos mantidos 
dentro dos órgãos de segurança pública. 
 
Importante! 
Um agente de segurança pública que excede no uso da força ou que seja corrupto pode fazer 
com que todos os agentes sejam vistos como violentos ou corruptos, porque o atoindividual 
reflete como ato coletivo da organização. 
 
O agente de segurança pública protege e socorre a sociedade e, nesse sentido, exige-se um 
grau de confiança muito grande entre o órgão de segurança pública e a comunidade como um 
todo. Essa confiança nasce no momento da abordagem, quando a imagem do protetor dos 
direitos fundamentais das pessoas, conhecedor da sua posição no tecido social e, 
principalmente, da imagem que tem das pessoas com quem fala e interage, e as quais aborda, 
adverte, socorre e captura ou prende em fragrante delito. 
Os padrões estabelecidos pelo código devem fazer parte da crença do agente de segurança 
pública, e isto significa que esses valores devem estar conscientemente incorporados na sua 
atuação cotidiana de segurança pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo (PBUFAF) 
 
É o segundo instrumento internacional mais importante sobre o uso da força e arma de 
fogo. Esses princípios foram adotados no oitavo congresso das Nações Unidas sobre a 
“Prevenção do Crime e o Tratamento dos Infratores”, realizado em Havana, Cuba, de 27 de 
agosto a 7 de setembro de 1990. 
Embora os Princípios Básicos não sejam um documento considerado como tratado, isto é, 
com força legal, é um documento de orientação aos Estados, proporcionando normas 
orientadoras na tarefa de assegurar e promover o papel adequado dos agentes de segurança 
pública. Neste curso, será tratado somente do Uso da Força nos níveis que antecedem a 
letalidade. 
Os PBUFAF estabelecem parâmetros a serem considerados e respeitados pelos governos no 
contexto da legislação e da prática nacional, e levados ao conhecimento dos agentes de 
segurança pública, assim como de magistrados, promotores, advogados, membros do 
executivo, legislativo e do público em geral. 
O preâmbulo dos PBUFAF reconhece a importância e complexidade do trabalho dos agentes 
de segurança pública, além de destacar seu papel de vital importância na proteção da vida, 
liberdade e segurança de todas as pessoas. Acrescenta que ênfase especial deve ser dada à 
eminência da preservação da ordem pública e paz social, bem como da importância das 
qualificações, treinamento e conduta dos encarregados da aplicação da lei. 
 
São 26 Princípios (PB) divididos da seguinte maneira: 
 
• Disposições gerais: PB 1 a 8; 
• Disposições específicas: PB 9 a 11. 
• Policiamento de reuniões ilegais: PB 12 a 14. 
• Policiamento de indivíduos sob custódia ou detenção: PB 15 a 17. 
• Habilitação, formação e orientação: PB 18 a 21 
 
 
 
 
 
 
 
• Procedimentos de comunicação e revisão: PB 22 a 26. 
 
Veremos a explicação dos pontos mais importantes dos PBUFAFs, mas convém que você leia 
todo o seu conteúdo. 
 
Perceba que, nos PB 1 e 2 , estão as atribuições dos governos com relação à adoção de 
normas reguladoras no Uso da Força e armas de fogo e na obrigação de dotar seus 
Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei com variedade de tipos de armas e 
munições que permitam o Uso Diferenciado da Força e de armas de fogo, bem como a 
inclusão de armas incapacitantes não-letais e equipamentos de legítima defesa e proteção. 
O PB 4 ressalta a importância de se recorrer ao Uso da Força e de armas de fogo. 
Os PB 5 e 6 indicam o dever dos funcionários responsáveis pela aplicação da lei sempre que o 
Uso da Força e de armas de fogo for inevitável. Perceba que o princípio consagrado é sempre 
agir com moderação, diminuir a quantidade de danos ou lesões e dar assistência e preservar a 
vida humana e comunicar oficialmente os atos ocorridos. Lembre-se dos Princípios da 
Legalidade, Necessidade e Proporcionalidade e os demais Princípios também consagrados na 
Portaria Interministerial 4226/2010 no Brasil. 
Os PB 7 e 8 nos recordam que o uso arbitrário ou abusivo é um delito. Lembre-se: nenhum 
agente de segurança pública está acima da lei. 
Atenção! 
Os PBs 9 e 10 são importantíssimos para a atividade de Segurança Pública e devem ser lidos e 
relidos com muita atenção para evitar uma falsa interpretação dos Princípios. A Portaria 
Interministerial 4226 aborda muito claramente as questões colocadas nesses dois Princípios 
Básicos. Busque a informação e compare! 
 
É por isso que os treinamentos e as instruções dos Agentes de Segurança Pública são 
fundamentais para evitarem-se erros na atuação operacional. Os treinamentos que você deve 
levar a efeito são aqueles que guardam semelhança com a realidade do serviço de proteção da 
 
 
 
 
 
 
 
sociedade. Ex: técnicas de abordagem, técnicas adequadas de tiro, técnicas de verbalização, 
negociação, mediação, resolução de conflitos, entre outras. 
Veja que as técnicas de Segurança Pública são importantes, mas importantes também são os 
valores ético profissionais e a observância dos direitos fundamentais das pessoas. Isso tudo é 
um conjunto indissociável que faz parte da sua profissão. A sociedade requer um Agente 
profissional e preparado para a sua defesa e que não viole as normas que todos temos de 
cumprir. Se o Agente se Segurança Pública recorre a violações da lei com a desculpa de que 
tem de fazê-lo para manter a ordem pública, ele não é muito diferente do infrator que está 
combatendo. As violações por parte dos Órgãos de Segurança Pública só reduzem a sua 
autoridade e a sua confiabilidade. 
O PB11 diz respeito ao conteúdo das normas e regulamentos sobre o Uso da Força e armas de 
fogo. 
Os PBs 12, 13 e 14 fazem referência à atuação do Agente de Segurança Pública em reuniões 
pública. Fazem referência ao direito de reunião pacífica previsto em instrumentos 
internacionais de direitos humanos. Verifique os Princípios de Moderação do emprego dos 
meios estão sempre presentes. 
Os PBs 15, 16 e 17 fazem referência à segurança do cidadão em relação a Indivíduos sob 
custódia ou detenção. Aqui também se repetem os Princípios já elencados anteriormente. 
Os PBs 18, 19, 20 e 21 dizem respeito à habilitação, formação e orientação dos profissionais 
encarregados pela aplicação da lei. São mencionados os processos seletivos para o ingresso 
nos Órgãos de Segurança Pública, as qualidades esperadas de cada pessoa que ingressa no 
serviço de Segurança Pública e a necessidade da formação contínua no decorrer da carreira. 
Os treinamentos específicos para cada tipo de arma a ser utilizada e os elevados padrões 
profissionais desejados com o estudo de várias áreas do conhecimento humano, entre eles a 
ética e os direitos humanos. 
Por fim, menciona ainda a necessidade de acompanhamento psicológico, quando necessário. 
De igual maneira a Portaria Interministerial 4226 aborda muito claramente as questões 
colocadas nestes quatro Princípios Básicos. Busque a informação e compare! 
 
 
 
 
 
 
 
Os PBS 22, 23, 24, 25 e 26 dizem respeito à necessidade de se estabelecer procedimentos 
eficazes de comunicação e revisão, aplicáveis e incidentes que envolvam o uso da força e de 
armas de fogo. Eles também mencionam a responsabilidade dos funcionários em função de 
mando caso obtenham conhecimento de que incidentes tenham acontecido e não tomaram as 
medidas administrativas adequadas. Por fim, mencionam a questão na inexigibilidade do 
cumprimento de ordens ilegais para o uso da força e de armas de fogo. 
Aqui também a Portaria Interministerial 4226 aborda muito claramente as questões colocadas 
nestes cinco Princípios. Busque a informação e compare! 
 
Além desses instrumentos internacionais, existem os instrumentos nacionais que corroboram 
com eles e devem ser de conhecimento de todos os agentes de Segurança Pública. 
 
Legislação brasileira 
São vários os instrumentos que regulam o Uso da Força e arma defogo pelos Agentes de 
Segurança Pública. Veja! 
 
Importante! 
A Constituição da República Federativa de 1988, no art. 144, estabelece que a “Segurança 
Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da 
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”, por intermédio de vários 
órgãos dos Órgãos de Segurança. (grifo nosso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Código Penal 
O Código Penal contém justificativas ou causas de exclusão da antijuridicidade relacionadas 
no artigo 23, ou seja, estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever 
legal e exercício regular de direito, como se vê: 
Exclusão de ilicitude 
Art. 23. Não há crime quando o agente pratica o fato: 
I – em estado de necessidade; 
II – em legítima defesa; 
III – em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito. 
 
• Código de Processo Penal 
O Código de Processo Penal contém em seu teor dois artigos que permitem o emprego de 
força pelos agentes de segurança pública no exercício profissional, são eles: 
Art. 284. Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de 
resistência ou tentativa de fuga do preso.(...) 
Art. 293. Se o executor do mandado verificar, com segurança, que o réu entrou ou se 
encontra em alguma casa, o morador será intimado a entregá-lo, à vista da ordem de 
prisão. Se não for obedecido imediatamente, o executor convocará duas testemunhas 
e, sendo dia, entrará à força na casa, arrombando as portas, se preciso; sendo noite, o 
executor, depois da intimação ao morador, se não for atendido, fará guardar todas as 
saídas, tornando a casa incomunicável, e logo que amanheça, arrombará as portas e 
efetuará a prisão. 
 
• Código Penal Militar 
O Código Penal Militar contém em seu teor o artigo 42 relacionado com a Polícia Militar, no 
tocante ao emprego de força, como se vê: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exclusão de crime 
Art. 42. Não há crime quando o agente pratica o fato: 
 
I – em estado de necessidade; 
II – em legítima defesa; 
III – em estrito cumprimento do dever legal; 
IV – em exercício regular de direito. 
 
• Código de Processo Penal Militar 
O Código de Processo Penal Militar contém, em seu teor, artigos relacionados com o 
emprego de força na ação policial. Veja esses artigos a seguir. 
 
Artigo 231 - Captura em domicílio 
Se o executor verificar que o capturando se encontra em alguma casa, ordenará ao 
dono dela que o entregue, exibindo-lhe o mandado de prisão. 
Parágrafo único. Se o executor não tiver certeza da presença do capturando na casa, 
poderá proceder à busca, para a qual, entretanto, será necessária a expedição do 
respectivo mandado, a menos que o executor seja a própria autoridade competente 
para expedi-la. 
Artigo 232 - Caso de busca 
Se não for atendido, o executor convocará duas testemunhas e procederá da seguinte 
forma: sendo dia, entrará à força na casa, arrombando-lhe a porta, se necessário; 
sendo noite, fará guardar todas as saídas, tornando a casa incomunicável, e, logo que 
amanheça, arrombar-lhe-á a porta e efetuará a prisão. 
Artigo 234 - Emprego de força 
O emprego da força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, 
resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão 
ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e seus 
auxiliares, inclusive a prisão do ofensor. De tudo se lavrará auto subscrito pelo 
executor e por duas testemunhas. 
 
Emprego de algemas 
 
O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de 
agressão da parte do preso, e de modo algum permitido, nos presos a que se refere o 
art. 242. 
 
Uso de armas 
 
 
 
 
 
 
 
O recurso do uso de armas só se justifica quando for absolutamente necessário para 
vender e resistência ou para proteger a incolumidade do executor da prisão ou de 
auxiliar seu. (art. 234, 2º, do CPPM). 
 
STF Súmula Vinculante nº 11- Sessão Plenária de 13/08/2008 – Dje nº 157/2008, p. 
1, em 22/08/2008 – DO de 22/08/2008, p. 1. 
Uso de Algemas – Restrições – Responsabilidades do Agente e do estado - 
Nulidades 
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de 
perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinas, civil 
e penal do Agente e da Autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se 
refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
 
• Portaria 4.226, de 31 de dezembro de 2010 
A Portaria Interministerial nº 4.226, de 31 de dezembro de 2010, estabelece as diretrizes sobre 
uso da força pelos agentes de segurança pública. É importante neste momento fazer algumas 
considerações quanto ao uso da arma de fogo, com base nessas diretrizes. Veja a seguir: 
 
Diretriz 7. O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de 
abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada. 
 
Diretriz 17. Nenhum agente de segurança pública deverá portar armas de fogo ou instrumento 
de menor potencial ofensivo para o qual não esteja devidamente habilitado e, sempre que um 
novo tipo de arma ou instrumento de menor potencial ofensivo for introduzido na instituição, 
deverá ser estabelecido um módulo de treinamento específico com vistas à habilitação do 
agente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diretriz 23. Os órgãos de segurança pública deverão criar comissões internas de controle e 
acompanhamento da letalidade, com o objetivo de monitorar o uso efetivo da força pelos seus 
agentes. 
 
Diretriz 24. Os agentes de segurança pública deverão preencher um relatório individual todas 
as vezes que dispararem arma de fogo e/ou fizerem uso de instrumentos de menor potencial 
ofensivo, ocasionando lesões ou mortes. O relatório deverá ser encaminhado à comissão 
interna mencionada na Diretriz n.º 23 e deverá conter no mínimo as seguintes informações: 
a. circunstâncias e justificativa que levaram ao uso da força ou de arma de fogo por parte do 
agente de segurança pública; 
b. medidas adotadas antes de efetuar os disparos/usar instrumentos de menor potencial 
ofensivo, ou as razões pelas quais elas não puderam ser contempladas; 
c. tipo de arma e de munição, quantidade de disparos efetuados, distância e pessoa contra a 
qual foi disparada a arma; 
d. instrumento(s) de menor potencial ofensivo utilizado(s), especificando a frequência, a 
distância e a pessoa contra a qual foi utilizado o instrumento; 
e. quantidade de agentes de segurança pública feridos ou mortos na ocorrência, meio e 
natureza da lesão; 
f. quantidade de feridos e/ou mortos atingidos pelos disparos efetuados pelo(s) agente(s) de 
segurança pública; 
g. número de feridos e/ou mortos atingidos pelos instrumentos de menor potencial ofensivo 
utilizados pelo(s) agente(s) de segurança pública; 
h. número total de feridos e/ou mortos durante a missão; 
i. quantidade de projéteis disparados que atingiram pessoas e as respectivas regiões corporais 
atingidas; 
j. quantidade de pessoas atingidas pelos instrumentos de menor potencial ofensivo e as 
respectivas regiões corporais atingidas; 
k. ações realizadas para facilitar a assistência e/ou auxílio médico, quando for o caso; e 
 
 
 
 
 
 
 
l. se houve preservação do local e, em caso negativo, apresentar justificativa. 
 
Importante! 
Você sabia que a Polícia Militar de Minas Gerais publicou no ano de 1984 a Nota de 
Instrução nº 001/84 – que trata de maneira bem objetiva e clara sobre “O uso de forçano 
exercício do poder de polícia”? 
 
Saiba mais... 
A Polícia Militar de Minas Gerais publicou no ano de 1984 a Nota de Instrução nº 001/84 – 
que trata de maneira bem objetiva e clara sobre “O uso de força no exercício do poder de 
polícia”. 
Esse documento apresenta um rol de orientações ao preservador da ordem pública mineiro em 
suas intervenções legítimas com o emprego de força e as consequências do excesso, senão 
veja: 
“O policial militar pode e deve fazer uso da força, no desempenho de sua missão, de forma tal 
que esse uso não vá além do necessário e chegue a configurar o excesso ou uma ação policial 
violenta.” (PMMG, 1984). 
Outro documento produzido pela PMMG de importância para o uso da força são as Diretrizes 
Auxiliares de Operações nº 1, de 1994, nos seus itens “4. m. 2)”, que descrevem doze 
orientações aos policiais militares sobre o uso da força. Na verdade são orientações dirigidas 
aos policiais militares do estado de Minas Gerais, mas podem e devem ser aplicadas por 
todos policiais brasileiros. 
 
 
O agente de segurança pública e o uso da força 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao fazer uso da força, o agente de segurança pública deve ter conhecimento da lei e estar 
preparado tecnicamente, por meio da formação e do treinamento, bem como ter 
princípios éticos solidificados que possam nortear sua ação. Ao ultrapassar qualquer 
desses limites, não se esqueça de que suas ações estarão igualando-se às de criminosos. 
 
O agente de segurança pública é um cidadão que porta a singular permissão para o uso da 
força e das armas, no âmbito da lei, o que lhe confere natural e destacada autoridade para a 
construção social ou para sua devastação (Ricardo Balestreri, adaptado). 
O uso legítimo da força não se confunde com truculência, como assevera Balestreri: 
A fronteira entre a força e a violência é delimitada, no campo formal, pela lei; no campo 
racional pela necessidade técnica e, no campo moral, pelo antagonismo que deve reger a 
metodologia de agentes de segurança pública e criminosos. 
 
“A aplicação da lei não é uma profissão em que se possa utilizar soluções padronizadas 
para problemas padronizados que ocorrem em intervalos regulares.” (ROVER 2000, p. 
274) 
Espera-se que você tenha a compreensão do espírito e da forma da lei, bem como saiba como 
resolver as circunstâncias únicas de um problema particular. Trata-se de uma arte na aplicação 
de palavras como negociação, mediação, persuasão e resolução de conflitos. No entanto, 
existem situações em que, para se obter os objetivos da legítima aplicação da lei, ou você 
deixa como está e o objetivo não será atingido, ou você decide usar a força para alcançá-lo. 
 
Seja profissional e decida adequadamente conforme a ocorrência, partindo sempre de 
sua conduta legal. 
Em algumas intervenções, o agente de segurança pública tem o dever de fazer o uso da força 
para que os objetivos da aplicação da lei sejam alcançados, desde que não haja outro modo de 
atingi-los. Um caso típico é quando um cidadão infrator coloca em risco a vida de pessoas 
 
 
 
 
 
 
 
atirando em suas direções. Nessa situação, o agente de segurança pública deve fazer o uso da 
força para neutralizar a ação do infrator. 
 
Os países não apenas autorizaram seus encarregados da aplicação da lei a usar a força, 
mas alguns chegaram a obrigar os encarregados a usá-la.” (ROVER 2000, p. 275) 
As dificuldades que os chefes e dirigentes das organizações de segurança pública enfrentam 
referem-se ao desenvolvimento de atitudes pessoais dos agentes de segurança pública que 
demonstrem a incorporação de valores éticos, morais e legais, fazendo diminuir o 
comportamento impulsivo, substituído por reações tecnicamente sustentadas que não 
colocarão em risco a população atendida, a imagem pública da organização e do próprio 
agente de segurança pública. 
É importante que você faça uma avaliação individualmente quando houver uma situação em 
que surja a opção de uso da força. O agente de segurança pública somente recorrerá ao uso da 
força quando todos os outros meios para atingir um objetivo legítimo tenham falhado, 
justificando o seu uso. 
 
Somente será permitido ao policial empregar a quantidade de força necessária para alcançar 
um objetivo legítimo. 
O agente de segurança pública pode chegar à conclusão de que as implicações negativas do 
uso da força em uma determinada situação não são equiparadas à importância do objetivo 
legítimo a ser alcançado, recomendando-se, neste caso, que os policiais abstenham-se de 
prosseguir. 
A autoridade legal para empregar a força, incluindo o uso letal de armas de fogo em situações 
em que se torna necessário e inevitável para os propósitos legais da aplicação da lei, ROVER 
(2000, p. 271) lembra que isso cria uma situação na qual o policial e membros da comunidade 
se encontram em lados opostos, o que pode influenciar na qualidade do relacionamento entre 
a Força de Segurança e a comunidade como um todo. No caso de uso da força ilegal e 
indevida, esse relacionamento será ainda mais prejudicado. 
Importante! 
 
 
 
 
 
 
 
O não atendimento a qualquer desses princípios caracteriza uso indevido da força pelo órgão 
de segurança pública. Não esqueça isso, agente de segurança pública! 
Fica fácil concluir que o uso da força é uma das atividades desempenhadas pelo órgão de 
segurança pública, mas, o agente de segurança pública deve estar cônscio da importância da 
sua atividade para as políticas de segurança pública. É necessário que o órgão de segurança 
pública tenha mecanismos de controle da atuação de seus integrantes para evitar dissabores 
quanto ao abuso de poder. 
 
Necessidade do Uso da Força 
Quando você perceber a necessidade de usar a força para atender o objetivo legítimo da 
aplicação da lei e manutenção da ordem pública, responda a algumas questões importantes 
que lhe servirão como guias. 
• A primeira é se a aplicação da força é necessária. 
Para responder, o agente de segurança pública precisa identificar o objetivo a ser atingido. A 
resposta adequada atende aos limites considerados mínimos para que se torne justa e legal a 
ação. Caso contrário, o agente de segurança pública cometerá um abuso e poderá ser 
responsabilizado. 
• A segunda refere-se a um questionamento se o nível de força a ser utilizado é 
proporcional ao nível de resistência oferecida. 
Esse questionamento sugere verificar se todas as opções estão sendo consideradas e se 
existem outros meios menos danosos para se atingir o objetivo desejado. Neste momento, 
verifica-se a proporcionalidade do uso da força e, caso não haja, estará caracterizado o abuso 
de poder. 
• O terceiro e último questionamento verifica se a força a ser empregada será por 
motivos sádicos ou maléficos. 
Busca-se verificar a boa fé por parte do agente de segurança pública e os seus princípios 
éticos. A boa fé demonstra a intenção do agente, embora ele possa errar ao adotar uma opção 
equivocada, decorrente de uma análise também equivocada. 
 
 
 
 
 
 
 
Como já foi exposto anteriormente, vale ressaltar as consequências drásticas que a violência 
ilegítima do agente de segurança pública pode acarretar, levando a uma séria desordem 
pública, pela qual o órgão de segurança pública tem, então, que responder, podendo assim 
expô-lo a situações perigosas e desnecessárias, fazendo com que ele se torne mais vulnerável 
aos contra-ataques, conduzindo a uma falta de confiança na própria polícia por parte da 
comunidade. 
E ainda, o agente de segurança pública será responsabilizado civil e criminalmente pelo uso 
abusivo da força. 
 
Responsabilidades pelo uso da força 
Na rotina doórgão de segurança pública, os agentes agem individualmente ou em equipes. 
Para cada intervenção existe o potencial de se fazer necessário o exercício de sua autoridade e 
poderes. Procedimentos adequados de supervisão e revisão servem para garantir a existência 
de um equilíbrio apropriado entre o poder discricionário exercido individualmente pelos 
policiais e a necessária responsabilidade legal e política das organizações de segurança 
pública como um todo. (ROVER 2000, p. 272) 
A responsabilidade cabe tanto aos agentes de segurança pública envolvidos em um incidente 
particular com o uso da força e armas de fogo como a seus superiores. Os chefes têm o dever 
de zelo, o que não retira a responsabilidade individual dos encarregados por suas ações. 
(ROVER, 2000, p. 286) 
É importante a compreensão de que o reconhecimento, pelo Estado, de sua responsabilidade, 
apontando o erro de seu representante, não implica postura subalterna ou desvalorização do 
agente da polícia ( BARBOSA & ANGELO, 2001). Mas sim, assume a mais nobre das suas 
funções, que é a proteção da pessoa, célula essencial de sua existência abstrata, além de 
cumprir importante papel exemplificador, fator de transformação e solidificação. 
 
Finalizando... 
Neste primeiro módulo, você estudou os principais conceitos relacionados ao uso da força e 
os aspectos legais, internacionais e nacionais, que devem nortear a ação do policial (agente de 
 
 
 
 
 
 
 
segurança pública). No próximo módulo, você estudará sobre os principais modelos 
existentes, utilizados pelas diversas polícias pelos órgãos de segurança pública do mundo, 
sobre a diferenciação do uso da força. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios 
1. Associe a 2ª coluna de acordo com a 1ª. 
(1) Força ( ) Seleção apropriada do nível de uso da 
força em resposta a uma ameaça real ou 
potencial visando limitar o recurso a 
meios que possam causar ferimentos ou 
mortes. 
(2) Nível do Uso da Força ( ) Intensidade da força escolhida pelo 
Agente de Segurança Pública em resposta 
a uma ameaça real ou potencial. 
(3) Uso Diferenciado da Força ( ) Intervenção coercitiva imposta à pessoa 
ou grupo de pessoas por parte do agente 
de Segurança Pública com a finalidade de 
preservar a ordem pública e a lei. 
Resposta – 2 – 1 - 2 
 
2. Você viu neste módulo dois importantes documentos internacionais sobre o uso da força. 
Para facilitar a compreensão de seu conteúdo, faça uma síntese dos documentos, elencando 
três aspectos que você julga importante de cada um. 
Orientação de resposta: A resposta do aluno deve contemplar uma síntese dos documentos 
internacionais. 
 
3. Considerando o significado do Uso da Força pelos Agentes de Segurança Pública, marque 
(V) para as sentenças verdadeiras e (F) para as falsas: 
. 
( ) Os órgãos de segurança Pública, de modo geral, têm por missão garantir a paz e a 
segurança de uma comunidade, bem como a segurança de cada cidadão, 
impondo-lhe a força, caso seja necessário, para o respeito e para cumprimento das 
 
 
 
 
 
 
 
leis. 
( ) Não são necessários parâmetros e nem limitações legais para o uso da força. O 
Agente de Segurança Pública possui bom senso. Portanto, o uso da força é uma 
questão individual e não da função. 
( ) Os Agentes de Segurança pública devem, independente da situação, utilizar a 
força e armas de fogo para garantir o cumprimento da lei. 
( ) Parte dos problemas enfrentados hoje com relação ao abuso de autoridade, e sua 
expressão última que é a brutalidade e a violência do Agente da Área de 
Segurança Pública, resultam da ausência de uma reflexão substantiva sobre o 
emprego qualificado e comedido da força. 
Resposta: V- F – F - V

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