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SISTEMA EDUCACIONAL GAÚCHO ESCOLA TÉCNICA ALBERT EINSTEIN CURSO TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS VISITA TÉCNICA AO LABORATÓRIO LABIMED CRISTIANE BRUM, LARIANA LOFFLER, MICHELE FILIPIN E NATALÍ RAMOS SANTA MARIA – RS 2014 1. Introdução Laboratórios de Análises Clínicas tem por finalidade “fornecer informações para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças, ou para a avaliação de saúde de seres humanos e que podem oferecer serviços de consultoria e acompanhamento que abrangem todos os aspectos das investigações em laboratório, incluindo a interpretação de resultados e conselhos sobre investigações adicionais apropriadas” (Inmetro.2014). Para que as funções sejam executadas de maneira correta e segura para os usuários e colaboradores, é importante que o laboratório siga as normas vigentes de regulamentação. Além disso, é de extrema importância que nas instalações e setores do Laboratório de Análises Clínicas, esteja disponível e visível o mapa de risco. O Mapa de risco consiste na expressão gráfica de distribuição dos riscos envolvidos em um processo de trabalho realizado em um ponto específico. Os riscos que normalmente estamos expostos são: físicos químicos, biológicos, ergonômico e de acidentes. Uma vez que, Grupo de Riscos Físicos, é identificado pela cor verde. Exemplo: ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações ionizantes e não ionizantes, vibração, etc. Grupo de Riscos Químicos é identificado pela cor vermelha. Exemplos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, etc. Grupo de Riscos Biológicos, identificados pela cor marrom. Exemplos: fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários, insetos, etc. Grupo de Riscos Ergonômicos é identificado pela cor amarela. Exemplos: levantamento e transporte manual de peso, monotonia, repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, posturas inadequadas de trabalho, trabalho em turnos, etc. Grupo de Riscos de Acidentes é indicado pela cor azul. Exemplos: arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, quedas e animais peçonhentos. Também são utilizados círculos com o intuito de indicar o grau de risco. Exemplo: Círculo grande representa alto grau de risco, círculo mediano indica grau moderado de risco e círculo pequeno, consequentemente, pequeno grau de risco. Durante a disciplina de Promoção da Biossegurança na Saúde, da Escola Técnica Albert Einstein (SEG), a turma do Técnico em Análises Clínicas recebeu orientações sobre as normativas que regulam os laboratórios de Análises Clínicas, com ênfase na Biossegurança. Com intuito de observar na prática aquilo que aprendemos na teoria em sala de aula realizamos no dia 30 de outubro de 2014 uma visita técnica supervisionada pela professora Nádia Dumke ao Laboratório de Análises Clínicas Labimed de Santa Maria/RS. � 2. Desenvolvimento O Labimed é um laboratório tradicional na cidade de Santa Maria/RS que está em funcionamento há 50 anos. Conta com um quadro de aproximadamente 180 colaboradores, funcionando 24 horas por dia. Durante a visita técnica supervisionada ao Labimed conhecemos os diversos setores do laboratório. Foram visitados 12 setores, entre eles: recepção, sala de coleta, separação de materiais, parasitologia e urinálise, esterilização, expurgo, vestiário, microbiologia, hematologia, bioquímica, imunologia e armazenamento de reagentes. Em cada setor foi possível observar a estrutura, a organização, os equipamentos e os mapas de risco, além de explicações sobre a rotina laboratorial. Os mapas de risco 2.1 Recepção O setor de recepção conta com dois colaboradores que realizam o registro de pacientes e agendamento de exames, além de fornecerem informações para tais pacientes. 2.1 Sala de coleta Possui uma sala de coleta que segue as normas de biossegurança. É importante salientar que esta sala de coleta e recepção estão localizadas no 2º andar e tem a finalidade de realizar atendimentos noturnos. No andar térreo há uma estrutura maior, que realiza atendimentos diurnos e conta com maior número de sala de coletas. As análises das amostras de ambos os andares são realizadas no 2º andar onde estão localizados os demais setores do laboratório. Sobre o mapa de risco desse setor, se configura da seguinte maneira: Alto risco biológico, pequeno risco ergonômico e físico. 2.3 Separação de materiais Nesse setor é realizada a separação e organização das amostras biológicas. As amostras coletadas no andar térreo são transportadas via elevador específico para Separação de Materiais. Depois de realizada a organização dessas amostras elas são direcionadas para os setores específicos. Todo setor é informatizado e a identificação das amostras é por código de barras. Este setor conta com uma pia, armários e bancadas, geladeira, banho-maria e centrífuga. Em relação ao mapa de riscos, o setor apresenta a seguinte configuração conforme Figura 1. Figura 1. Mapa de risco do setor de Separação de Materiais 2.4 Setor de Urinálise e Parasitologia Nesse setor são realizados exames de urina e parasitologia geral. Neste setor encontramos centrífuga, estufas, microscópios. Sobre o mapa de risco, este setor apresenta a configuração conforme a Figura 2. Figura 2. Mapa de risco do setor de Urinálise e Parasitolgia 2.5 Setor de Esterilização Neste setor são realizados os processos de esterilização de materiais. Neste setor observamos a autoclave, aparelho deionizador, agitador, armários com materiais esterilizados e estufas. O mapa de risco deste setor se configura segundo a imagem 3. Figura 3. Mapa de risco do setor de Esterilização 2.6 Expurgo No setor de expurgo, ocorre a limpeza de materiais contaminados e que podem ser reutilizados após limpeza. Por exemplo, tubos de ensaio, placas de Petri. Nesse setor observamos pias, descarga, descarte. Ainda, os colaboradores deste setor devem utilizar luvas normais mais as luvas grossas, avental normal e sobre ele, avental de plástico. Os lixos produzidos neste setor são coletados por uma empresa específica, devido ao alto grau de risco biológico. Neste sentido, o mapa de risco do setor de Expurgo é observado conforme Figura 4. Figura 4. Mapa de risco do setor de Expurgo 2.7 Vestiário Este setor é destinado aos colaboradores em geral, é o acesso de entrada e saída para a rua. Aqui observamos a presença de armários, onde cada colaborador possui dois boxes do armário, onde um box é destinado para objetos pessoais e outro para o uniforme de trabalho, evitando assim a contaminação cruzada. Existe nesse setor, o relógio ponto, sala de descanso, banheiro e uma copa. Não registramos mapa de risco neste local. 2.8 Setor de Microbiologia No setor de Microbiologia são realizadas culturas de bactérias e também exames Bactec, que detectam presença ou ausência de bactérias. Sobre os equipamentos observados nesse setor, podemos destacar autoclave, estufa, centrífuga, pias e armários com reagentes. Durante a visita a este setor, podemos observar a realização do procedimento de detecção de glicose na Urina, por meio da reação de Benedict. Referente ao mapa de risco, este setor se configura conforme Figura 5. Figura 5. Mapa de risco do setor de Microbiologia 2.9 Setores de Hematologia, Bioquímica e Imunologia Os setores de Hematologia, Bioquímica e Imunologia estão situados em uma mesma sala, pois compartilham alguns equipamentos para análise de amostras. Porém, cada setor possui seu mapa de risco e suas especificidades relacionadas aos exames realizados. Importante salientar que todo o sistema é informatizado. Existem bancadas onde são realizados procedimentos manuais. Este setor em conjunto, possui um equipamento que possui braço mecânico, o Veracell x3, utilizado em conjunto entre Bioquímica e Imunologia, que agiliza o trabalho. Os mapas de risco são configuradosnesses setores conforme as Figuras 6 e 7. Figura 6. Mapa de risco do setor de Bioquímica Figura 7. Mapa de risco do setor de Imunologia 2.10 Sala de armazenamento de reagentes Nessa sala estão armazenados os reagentes. Apresenta temperatura controlada, geladeiras e estufa. 3. Conclusão Após a visita ao Laboratório de Análises Clínicas Labimed, conseguimos observar que as regras e práticas de biossegurança são essenciais para o bom funcionamento do laboratório e devem ser seguidas por todos. Enquanto estudantes do Curso Técnico de Análises Clínicas, ter a oportunidade de conhecer a rotina, mesmo que noturna, de um laboratório nos proporcionou maior conhecimento sobre nossa área de atuação e certeza de que estamos sendo bem preparados para o mercado de trabalho. Uma vez que, os ensinamentos teóricos estão de acordo com as práticas observadas. � 4. Referências Governo Federal Internet: http://www.inmetro.gov.br. Acesso:06 de novembro 2014)