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OREXIGENOS E ANOREXIGENOS
HIPOTALAMO E REGULAÇÃO DA SACIEDADE
Hipotálamo lateral (HL)
Estimulação – ingestão
Lesão – anorexia
Hipotálamo ventromedial (VHM)
Estimulação – saciedade
Lesão – ingestão excessiva e ganho de peso
Hipotálamo paraventricular (PVH) 
Estimulação – saciedade; modulacao
NEUROTRANSMISSORES NO SNC
↑ Catecolaminas, serotonina, histamina e Ach
↓ingestao e emagrecimento
Neuropeptideo Y - ↑ ingestao de carboidrato inibição pela leptina
OREXÍGENOS
Álcool
Baixas concentrações (5%): hipoglicemiante modesto estimulante do apetite e de enzimas gástricas.
Riscos:
Acima de 20 % - dano agudo ao estômago
Tolerância e dependência
Efeitos estimulantes centrais em baixas doses
Efeitos inibitórios centrais em elevadas doses
Interações medicamentosas
OREXÍGENOS – HISTÓRICO
Biotônico Fontoura (Cândido Fontoura – 1905)
9,5 a 10,0 % de etanol 
cerveja – 5% 
vinho branco – 10%
crianças – dependência
Abril de 2001 – retirados pela ANVISA (Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária)
OREXÍGENOS
CIPROEPTADINA
APEVITIN-BC; COBACTIN;
COBAGLOBAL; COBAVITAL; PERIATIN
Antagonista Receptores H1; 5-HT2A;
Antagonista M2 e M3
OREXÍGENOS
Interações medicamentosas:
Aumento dos riscos de depressao do SNC com: alcool; antihistamínicos, antipsicoticos, antidepressivos.
Efeitos potencializados de anticolinérgicos: xerostomia, cáries, doença periodontal, candidiase oral.
Intolerância a luz – midríase
Não ultrapassar 6 meses de tratamento
OREXÍGENOS
BUCLIZINA
CARNABOL (Assoc.) POSTAFEN PROFOL (Assoc.) VITALER (Assoc.)
Antagonista Receptores H1; M2 e M3;
Antagonista receptores D2
Efeitos centrais:
Sonolência, irritabilidade, sedação, tontura e dificuldades motoras
Efeitos anticolinérgicos - + intensos em pacientes > trinta anos.
 
Efeitos extrapiramidais
Interações:
Levodopa
Antipsicóticos
Antidepressivos tricíclicos
OBESIDADE
Conceito
Obesidade é doença – CRÔNICA
Obeso saudável é uma exceção não uma regra
As complicações relacionadas à doença ocorrem com o tempo, não são imediatas
e estão acontecendo cada vez mais cedo
Prevalência
Aproximadamente 50% de brasileiros com sobrepeso
15% com obesidade (IMC>30kg/m2)
Complicações
Dislipidemias
Diabetes mellitus 2
Hipertensão arterial
Gota
Aterosclerose
Coronariopatias
Apnéia do sono, asma 
Cancer
Ovários policísticos 
Doenças osteoarticulares
Varizes
Disfunção sexual
 Complicações gestacionais, obstétricas e de fertilidade
Complicações cirúrgicas e anestésicas
Complicações psicológicas
MODIFICAÇÃO DO
ESTILO DE VIDA
REEDUCAÇÃO
ALIMENTAR
 Tratamento da 
Obesidade e da Síndrome Metabólica
ATIVIDADE
FÍSICA
MUDANÇA DE
ATITUDE
A magnitude da perda de peso não precisa ser drástica.
Perda de 5-10% do peso
  trigliceridemia
 glicemia jejum
 insulinemia
 PA
 HDL
 Para cada  de 1kg há diminuição de 16% no risco de desenvolver DM.
Ilanne-Parikka P. Et al. , Diabetes Care, 2008
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Modificação estilo de vida
A magnitude da perda de peso não precisa ser drástica.
Finnish Diabetes Prevention Study mostrou que mudança no estilo de vida e modesta perda de peso reduziu a prevalência de Sd. Metabólica (OR 0,62, IC 95% 0,4-0,95).
Perda de 5-10% do peso reduz significativamente a hipertrigliceridemia, aumenta o HDL, diminui PA, glicemia jejum, insulinemia e HbA1C.
Para cada perda de 1kg tem uma diminuição de 16% no risco de desenvolver DM.
MODIFICAÇÃO DO
ESTILO DE VIDA
REEDUCAÇÃO
ALIMENTAR
 Tratamento da 
Obesidade e da Síndrome Metabólica
ATIVIDADE
FÍSICA
MUDANÇA DE
ATITUDE
DROGAS
TRATAMENTO INTEGRADO = SUCESSO TERAPÊUTICO
Cirurgia
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Modificação estilo de vida
A magnitude da perda de peso não precisa ser drástica.
Finnish Diabetes Prevention Study mostrou que mudança no estilo de vida e modesta perda de peso reduziu a prevalência de Sd. Metabólica (OR 0,62, IC 95% 0,4-0,95).
Perda de 5-10% do peso reduz significativamente a hipertrigliceridemia, aumenta o HDL, diminui PA, glicemia jejum, insulinemia e HbA1C.
Para cada perda de 1kg tem uma diminuição de 16% no risco de desenvolver DM.
Conduta em doenças crônicas
DOENÇA CRÔNICA
1ª. MEDIDA
2ª. MEDIDA
HAS
MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA
MEDICAÇÃO
DM2
MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA
MEDICAÇÃO
HIPERURICEMIA
MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA
MEDICAÇÃO
OBESIDADE
MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA
? (?)
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Graus de recomendação e força de evidência do Projeto Diretrizes AMB-CFM
A: Estudos experimentais e ou/observacionais de melhor consistência;
B: Estudos experimentais e ou observacionais de menor consistência;
C: Relato de casos;
D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.
SEM EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS
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Fundamentos do tratamento
O tratamento da obesidade fundamenta-se nas intervenções para modificação do estilo de vida, na orientação dietoterápica, no aumento da atividade física e em mudanças comportamentais
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Boa resposta terapêutica
A perda de peso de 1% do peso corporal por mês, atingindo pelo menos 5% em 3 a 6 meses.
A literatura respalda que a diminuição de 5 a 10% de peso reduz de forma significativa os fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares.
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O uso de medicamentos no tratamento da obesidade e sobrepeso está indicado quando:
Houver falha do tratamento não farmacológico, em pacientes: 
com IMC igual ou superior a 30 kg/m²,
com IMC igual ou superior a 25 kg/m² associado a outros fatores de risco, como a hipertensão arterial, DM tipo 2, hiperlipidemia, apnéia do sono, osteoartrose, gota, entre outras,
ou com circunferência abdominal maior ou igual a 102cm (homens) e 88cm (mulheres).
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Medicamentos antiobesidade
No Brasil
Medicamentos de ação central
Dietilpropiona (anfepramona)
Femproporex
Mazindol
Sibutramina
Medicamento de ação intestinal
Orlistate
Atua na liberação da noradrenalina. Este, age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. 
Tem potencial de dependência e gera tolerância, além de alterações psíquicas.
Anfepramona
Mecanismo de ação
Os efeitos colaterais mais comuns são:
 Xerostomia,
 Constipação intestinal,
 Irritabilidade,
 Insônia
 Mais raramente taquicardia e hipertensão arterial.
Recomendação: A anfepramona é eficaz no tratamento da obesidade (A) em conjunto com o aconselhamento nutricional e o incentivo à prática de atividade física. A perda de peso esteve associada à melhora dos fatores de risco cardiometabólicos e variou de 1,6 à 11,5 Kg em 6 meses (A). 
Anfepramona
Femproporex
Mecanismo de ação
Diminuição da ingestão alimentar por mecanismo noradrenérgicos (inibição da recaptação e/ou aumento da liberação de noradrenalina). 
Recomendação: No ensaio clínico que avaliou a eficácia do uso de femproporex no tratamento da obesidade, demonstrou perda de peso estatisticamente significativo, em conjunto com o aconselhamento nutricional e incentivo à prática de atividade física31(B)
Mazindol
Mecanismo de ação
Mazindol é uma fármaco anorexígeno, estruturalmente relacionado com a anfetamina, introduzido no mercado farmacêutico do Brasil em 1999.
Ao contrário de outros inibidores de apetite simpatomiméticas, o mazindol é pensado para inibir a recaptação da norepinefrina em vez de causar a sua libertação.
Recomendação: O mazindol é eficaz no tratamento da obesidade e do sobrepeso(B)(A). Há controvérsias sobre a redução dos fatores de risco cardiometabólicos, provavelmente dependentes da perda de peso, pois há trabalhos que demonstram estes benefícios (B)(C).
A sibutramina é um inibidor da recaptação da serotonina e da noradrenalina nas terminações nervosas do SNC, e esta ação tem efeitos anorexígenos e sacietógenos.
A sibutramina é eficaz em melhorar parâmetros da síndrome metabólica, como glicemia de jejum, triglicérides e HDL.
Recomendação: A sibutramina é eficaz no tratamento da obesidade, do sobrepeso e dos componentes da síndrome metabólica, em conjunto com aconselhamento nutricional e incentivoà prática de atividade física (A).
Sibutramina
Mecanismo de ação
Sibutramina
Histórico de aprovação
México: primeiro país a aprovar em 12/11/1997
FDA: aprovação nos EUA em 22/11/1997
Brasil: 1997
EMA: 16/11/2000 **
** O fabricante (Knoll) se comprometeu que após aprovação avaliaria o impacto do uso de sibutramina no risco cardiovascular
FDA: Food and Drug Administration EMA: European Medicines Agency
Sibutramina: eficácia
“… há estudos na literatura que corroboram a eficácia da utilização da sibutramina para tratamento da obesidade a longo prazo.”
(11 estudos analisados)
Nota Técnica sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, 2010 - página 71
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Sibutramina - segurança
Estudo SCOUT (médias: 66 a de idade e de 33,7kg/m2 IMC)
> 10.000 pacientes, até 6 anos:
Doença cardiovascular (IAM, AVC, DAP); 
Diabetes
Diabetes + DCV
Manutenção da medicação em não respondedores
Eventos CV não fatais 11,4% x 10%
Eventos CV:
6,5% x 6,5%
↓ PA
Não houve aumento de PA em nenhum grupo
No relatório da ANVISA: Obesidade associada a DCV
DM2 com sobrepeso
Obesidade associada a fotores de risco cv
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Orlistate
Mecanismo de ação
 Inibe a enzima lipase libertada pelo pâncreas (lipase pancreática). Esta enzima é responsável pela degradação da gordura ingerida no intestino. Sem a sua ação a gordura é evacuada com as fezes.
 O seu uso por bactérias da flora normal intestinal leva à produção de metano e outros gases, que provocam dores e flatulência.
Efeitos adversos:
Problemas gastrointestinais (91% dos casos)
Problemas renais
Diarreia ou Incontinência fecal.
Esteatorreia (tipo de diarreia gordurosa que fica colada à cerâmica da sanita)
Dor abdominal
Flatulência
Redução dos níveis das vitaminas lipossoluveis (A, D, E e K).
Cefaleia

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