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Prof. William Reis TÍTULOS DE CRÉDITO “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos nosso mundo.” – Buda AULA 04 – 17/10/2019 AVAL O aval é a garantia dada em favor de um devedor de título de crédito. A prática do aval gera duas situações jurídicas: o AVALISTA (garantidor) e o AVALIZADO (garantido). CARACTERÍSTICAS DO AVAL 1ª - AUTONOMIA: todo ato cambial é autônomo. Se o aval é um ato cambial. Logo, ele é autônomo. Essa característica do aval é decorrente do princípio da autonomia. Da autonomia do aval seguem-se importantes consequências. Em primeiro lugar, a sua existência, validade e eficácia não estão condicionadas à da obrigação avalizada. Desse modo, se o credor não puder exercer, por qualquer razão, o direito contra o avalizado, isto não compromete a obrigação do avalista. Por exemplo, se o devedor em favor de quem o aval é prestado era incapaz (e não foi devidamente representado ou assistido no momento da assunção da obrigação cambial), ou se a assinatura dele no título foi falsificada, esses fatos não desconstituem nem alteram a extensão da obrigação do avalista. Por outro lado, eventuais direitos que beneficiam o Prof. William Reis avalizado não se estendem ao avalista. Se o primeiro obtém, numa recuperação judicial, o direito de postergar o pagamento da letra de câmbio, o seu avalista não pode se furtar ao cumprimento da obrigação, no vencimento constante do título. Também em decorrência da autonomia do aval, não pode o avalista, quando executado em virtude do título de crédito, valer-se das exceções pessoais do avalizado, mas apenas as suas próprias exceções (por exemplo, pagamento parcial da letra, falta de requisito essencial etc.). (COELHO, 2012, p. 340) 2ª - EQUIVALÊNCIA (art. 32, LU): o avalista responde exatamente da mesma forma que o avalizado. Art. 32. O dador de aval é responsável da mesma maneira que a pessoa por ele afiançada. A sua obrigação mantém-se, mesmo no caso de a obrigação que ele garantiu ser nula por qualquer razão que não seja um vício de forma. Se o dador de aval paga a letra, fica sub-rogado nos direitos emergentes da letra contra a pessoa a favor de quem foi dado o aval e contra os obrigados para com esta em virtude da letra. 3ª – É INCONDICIONAL (PURO e SIMPLES) O aval dado não pode estar vinculado a nenhum “se”, ou seja, a nenhuma condição. 4ª – É IRRETRATÁVEL Uma vez efetuado o aval, o avalista não poderá cancela-lo. Prof. William Reis ESPÉCIES DE AVAL (Como o aval pode ser feito?) O local apropriado para a realização do aval é o anverso do título, caso em que basta a simples assinatura do avalista. Nada impede, todavia, que o aval seja feito no verso da cártula, bastando para tanto, além da assinatura, a expressa menção de que se trata de aval. (RAMOS, 2014, p. 463) Dessa forma, existem duas espécies de aval (em branco e em preto) e três formas de fazê-lo. • AVAL EM PRETO – é aquele que indica o AVALIZADO. o “Por aval de Ana Julia Cobain” • AVAL EM BRANCO – não indica o AVALIZADO → presume-se que foi feito em benefício do sacador. o simples assinatura do avalista - deve ser feito somente no anverso da nota promissória. o assinatura e declaração (“por aval”) Se o avalista não indicar o avalizado, aval em branco, presume-se que foi feito em benefício do sacador por força do art. 31 da Lei Uniforme. Art. 31. O aval é escrito na própria letra ou numa folha anexa. Exprime-se pelas palavras "bom para aval" ou por qualquer fórmula equivalente; e assinado pelo dador do aval. O aval considera-se como resultante da simples assinatura do dador aposta na face anterior da letra, salvo se se trata das assinaturas do sacado ou do sacador. O aval deve indicar a pessoa por quem se dá. Na falta de indicação, entender-se-á pelo sacador. Prof. William Reis Cuidado com a expressão destacada em vermelho! No dispositivo legal acima porque ela viola diretamente o princípio da literalidade pelo qual só produzirá efeito jurídico os atos expressos na cártula. Dizer que o aval pode ser dado em uma “folha anexa” é permitir que uma regra viole um princípio, que é superior. Dessa forma, o aval deve ser feito expressamente na cártula para produzir o efeito jurídico de aval. O “aval” dado em “folha anexa”, a depender do caso, valerá como uma fiança, coisa distinta do aval. AVAL PARCIAL É preciso tomar muito cuidado com relação ao aval parcial. No que diz respeito à NOTA PROMISSÓRIA, o aval parcial é PERMITIDO por força do art. 30, da Lei Uniforme (Decreto n° 57.663/66). Art. 30. O pagamento de uma letra pode ser no todo ou em parte garantido por aval. Esta garantia é dada por um terceiro ou mesmo por um signatário da letra. Mas, no que se refere aos títulos de crédito em geral, ou seja, quando a norma aplicável é o Código Civil, o aval parcial é VEDADO, por força de seu art. 897, parágrafo único. Art. 897. O pagamento de título de crédito, que contenha obrigação de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval. Parágrafo único. É vedado o aval parcial. Dessa forma, quando o título de crédito não for especificado, estamos falando de aplicação da norma geral, o Código Civil, quando o caso menciona o título, por exemplo, uma NOTA PROMISSÓRIA, estamos falando da norma especial. É necessário tomar muito cuidado com essa simples diferença. Prof. William Reis Para finalizar o assunto, é muito importante destacar a crítica formulada pelo Professor WILLE DUARTE COSTA quanto à possibilidade do aval parcial. “Da mesma maneira” é expressão que deve ser entendida como “igual em todos os sentidos”, até quanto ao valor. Pela contradição existente e não solucionada pelo legislador em Genebra, não pode prevalecer o aval parcial, pois o aval parcial só prevalece quando o avalizado também responde por valor equivalente. E a única hipótese viável, para tanto, é quando ocorre o aceite parcial e o avalista, avalizando o aceitante, declara responder por valor igual ao do aceite parcial. Assim sendo, o avalista pode avalizar parcialmente o título, se equiparar-se a quem aceitou também parcialmente o mesmo título. Dessa forma, as obrigações de ambos serão idênticas. Fora disso, o aval parcial não pode prevalecer, diante das disposições do art. 32 da LUG, porque ser “responsável da mesma maneira” é ser responsável de forma igual, do mesmo modo, em todos os casos e direções. Se aquele a quem equiparou-se por força do aval responde pela totalidade do valor, não pode o avalista responder apenas por parte, se a sua responsabilidade dá-se “da mesma maneira”. (COSTA, 2008, p. 209) AVAL APÓS O VENCIMENTO Por força do art. art. 900, CC, o aval após o vencimento é perfeitamente válido. Art. 900. O aval posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anteriormente dado. Prof. William Reis AVAL ANTECIPADO O aval antecipado é permitido por força do art. 14, do Dec. Nº 2.044/08. Art. 14. O pagamento de uma letra de câmbio, independente do aceite e do endosso, pode ser garantido por aval. Para a validade do aval, é suficiente a simples assinatura do próprio punho do avalista ou do mandatário especial, no verso ou no anverso da letra. É importante ressaltar as palavras do Prof. WILLE DUARTE COSTA (2008, p. 206): ...a obrigação decorrente do aval antecipado só subsiste se ocorrer de maneira formal a obrigação do avalizado, ainda que eivada de nulidade. Em outras palavras, o aval antecipado é dependente da existência formal da declaração do avalizado. Por isso, se tal obrigação surge completa-se a obrigação do avalista que, a partir detal momento, torna-se autônoma. O que importa é a existência de um avalizado cuja obrigação seja aparentemente válida e eficaz. AVAL CANCELADO Como dito anteriormente, o aval é um ato irretratável. Dessa forma, o aval cancelado é considerado como não escrito (art. 898, § 2o, CC). Art. 898. O aval deve ser dado no verso ou no anverso do próprio título. Prof. William Reis § 1o Para a validade do aval, dado no anverso do título, é suficiente a simples assinatura do avalista. § 2o Considera-se não escrito o aval cancelado. AVAL SIMULTÂNEO E AVAL SUCESSIVO • AVAL SIMULTÂNEO = duas ou mais pessoas avalizam o mesmo devedor cambial = solidariedade entre os avalistas • AVAL SUCESSIVO = é o aval dado em favor de um avalista = aval de aval No que diz respeito aos referidos avais, veja a bela explicação dada pela Professora ELISABETE VIDO (2013, p.282-283): Quando existir mais de um aval, os avais poderão ser simultâneos ou sucessivos. Os avais simultâneos são aquele dados por mais de uma pessoa simultaneamente, assumindo a responsabilidade solidária pelo pagamento do título. De acordo com a Súmula 189 do STF, quando os avais estão em branco são considerados simultâneos. A solidariedade entre eles é a solidariedade típica do Direito Civil, ou seja, um avalista que tenha efetuado o pagamento tem direito de regresso contra o outro apenas em relação a sua parte ideal. Cada avalista é responsável pela dívida inteira (art. 47 do Dec. 57.663/1966) perante terceiros, mas apenas poderá cobrar regressivamente, o outro avalista, excluindo sua parte ideal. Por exemplo: João e Augusto são avalistas simultâneos de Alfredo, de uma dívida no valor de R$ 10.000,00. Então se o credor cobrar apenas de João, João será obrigado a pagar o valor integral, ou seja, de R$ 10.000,00. Este poderá cobrar regressivamente apenas R$ 5.000,00 de Augusto, ou cobrar R$ Prof. William Reis 10.000,00 de Alfredo. Nos avais sucessivos, ocorre a avalização de outro aval, daí, o avalista que realizar o pagamento possui direito de regresso no valor total da obrigação adimplida em relação aos avalistas constituídos anteriormente. Por exemplo: João e Augusto são avalistas sucessivos de Alfredo, de uma dívida no valor de R$ 10.000,00. Sendo João o primeiro avalista e Augusto o avalista seguinte. Caso o credor cobre apenas de Augusto, esse será obrigado a pagar o valor integral, ou seja, de R$ 10.000,00 de João e de Alfredo. Nota-se, que quando não houver informações sobre a ordem dos avais, ou as datas nas quais foram realizados, então eles são simultâneos. SOLIDARIEDADE NAS RELAÇÕES CAMBIAIS? • O exercício do direito de regresso não segue, no direito cambiário, as regras da solidariedade passiva do direito civil. • Na solidariedade passiva o devedor, após satisfazer a obrigação por inteiro, tem direito de cobrar a quota-parte de cada um dos solidários. AVAL E FIANÇA A equiparação do aval à fiança é questão meramente acadêmica, principalmente por parte daqueles que gostam de pesquisar a natureza jurídica de tudo que encontram pela frente. Mas é perda total de tempo pesquisar se o aval, como garantia cambiária, tem ou não natureza de fiança. Isso não tem a menor utilidade e nem qualquer interesse prático. Em verdade, aval é aval e fiança é fiança. Ambos correspondem à garantia pessoal e fidejussória, mas não se confundem. São garantias diferentes, ainda que com o Código Civil o aval válido de pessoa casada Prof. William Reis necessite da autorização prévia do outro cônjuge. (COSTA, 2008, p.203) O aval também tem um instituto similar no direito civil, que é a fiança. Mas, assim como ocorre com o endosso e a cessão civil de crédito, aval e fiança possuem diferenças relevantes, decorrentes, sobretudo, do regime jurídico ao qual se submetem: enquanto o aval é garantia cambial, submetida aos princípios do regime jurídico cambial, a fiança é garantia civil, regida pelas regras desse regime jurídico. (RAMOS, 2014, p. 463) SEMELHANÇAS ENTRE O AVAL E A FIANÇA • Garantia (uma pessoa assume a responsabilidade pelo inadimplemento da outra) • Direito de regresso • Autorização do cônjuge, salvo se forem casados sob o regime da separação absoluta de bens (art. 1.647, III, do CC) No que diz respeito à necessidade da autorização do cônjuge para a prestação do aval, veja o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Resp. 1.163.074/PB): 1. É necessária a vênia conjugal para a prestação de aval por pessoa casada sob o regime da separação obrigatória de bens, à luz do artigo 1.647, III, do Código Civil. 2. A exigência de outorga uxória ou marital para os negócios jurídicos de (presumidamente) maior expressão econômica previstos no artigo 1.647 do Código Civil (como a prestação de aval ou a alienação de imóveis) decorre da necessidade de garantir a ambos os cônjuges meio de controle da gestão Prof. William Reis patrimonial, tendo em vista que, em eventual dissolução do vínculo matrimonial, os consortes terão interesse na partilha dos bens adquiridos onerosamente na constância do casamento. Todavia, o professor ANDRÉ LUIZ SANTA CRUZ RAMOS não concorda com o referido entendimento e apresenta uma solução mais justa para o caso. Com tal entendimento do STJ não podemos concordar. Com efeito, declarar a nulidade de aval sem outorga conjugal prestado por pessoa casada significa beneficiar o avalista, justamente a pessoa que deu causa à nulidade, e isso ofende um princípio básico do Direito. Ademais, se o objetivo da regra em comento é proteger o cônjuge que não consentiu, basta determinar que sua meação não pode ser atingida na execução proposta contra o avalista, salvo se ficar demonstrado que o aval trouxe benefícios, ainda que indiretos, ao casal. (RAMOS, 2014, p.466) DIFERENÇAS ENTRE O AVAL E A FIANÇA 1ª diferença: o aval é uma GARANTIA CAMBIAL, está sujeito às regras do DIREITO CAMBIAL. O aval é uma garantia cambial, ou seja, dada em razão de um devedor de título de crédito. Dessa forma, ao aval aplica-se o regime jurídico do direito cambial, isso implica que: • O aval é uma obrigação autônoma em relação a obrigação avalizada (decorrência do princípio da autonomia). • O aval deve ser feito na cártula (decorrência do princípio da literalidade). Prof. William Reis • O avalista não poderá alegar exceções pessoais contra terceiros de boa-fé (decorrência do princípio da autonomia). O professor ANDRÉ LUIZ SANTA CRUZ RAMOS, analisando as diferenças entre os referidos institutos, pondera que: A primeira delas é decorrente da submissão do aval ao princípio da autonomia, inerente aos títulos de crédito. Com efeito, o aval, por ser um instituto do regime jurídico cambial, constitui uma obrigação autônoma em relação à dívida assumida pelo avalizado. Assim, se a obrigação do avalizado, eventualmente, for atingida por algum vício, este não se transmite para a obrigação do avalista. Na fiança o mesmo não ocorre: ela, como obrigação acessória, leva a mesma sorte da obrigação principal a que está relacionada. (RAMOS, 2014, p. 463) 2ª diferença: no aval NÃO existe o BENEFÍCIO DE ORDEM. Outra distinção relevante entre o aval e a fiança diz respeito ao benefício de ordem, presente nesta e ausente naquele. De fato, o aval não admite o chamado benefício de ordem, razão pela qual o avalista pode ser acionado juntamente com o avalizado. Na fiança, todavia, o benefício de ordem assegura ao fiador a prerrogativa de somente ser acionado após o afiançado. A responsabilidade do fiador é, portanto, subsidiária. (RAMOS, 2014, p. 465) Prof. William Reis AVAL E GARANTIAS EXTRA CARTULARESOs bancos, ao emprestarem ou disponibilizarem dinheiro aos seus clientes, normalmente, formalizam a relação creditícia por meio de dois documentos: de um lado, o instrumento de contrato de mútuo; de outro, um título de crédito (nota promissória, CCB). O mesmo crédito, portanto, encontra-se representado em dois diferentes escritos. Na verdade, bastaria qualquer um deles para o adequado e seguro registro das obrigações do mutuário; contudo adota-se esse procedimento para que, no contrato, se detalhem melhor as condições do negócio, e, pelo título, possa- se protestar o devedor, no caso de inadimplência. Nesse contexto, também é comum a existência de um avalista do mutuário, na cambial, que assina, igualmente, o instrumento de contrato. Isso desperta algumas questões. Em primeiro lugar, é necessário esclarecer que os problemas decorrentes da duplicidade de instrumentos para a representação da mesma obrigação, a de garantia do mútuo, não guarda nenhuma pertinência com os princípios gerais do direito cambiário. Alguns autores ligam a questão à da autonomia das obrigações cambiais, procurando explorar a noção de que o aval não se poderia alargar pelo constante do contrato, em razão da independência característica do regime cambiário. A rigor, não existe liame nenhum entre os temas. A autonomia é postulado, cujas implicações pressupõem a circulação do crédito. Ou seja, a sua importância diz respeito à impossibilidade de o devedor cambial furtar-se ao cumprimento da obrigação, perante terceiro de boa-fé. Se o título não entra em circulação, não cabe invocar-se a Prof. William Reis autonomia. Ora, a discussão da extensão das obrigações do avalista, na hipótese de o contrato estabelecer encargos não previstos no título, independe desse pressuposto; quer dizer, cabe mesmo se a cambial não circulou. Segundo, o avalista, que se obrigou no título de crédito, responderá pelos encargos estabelecidos no instrumento contratual, apenas se também o assinou. Cuida-se, aqui, de discutir a existência de obrigação do avalista por certos pagamentos (tais como juros, comissão de permanência, multas etc.), não constantes do título de crédito, mas expressos no contrato de mútuo subjacente. Caso se verifique que o avalista assinou só a cambial, a previsão de encargos no contrato não o poderá alcançar. A definição da inextensão das cláusulas contratuais ao devedor cambiário não obrigado pelo contrato se reflete na jurisprudência (Súmula 26 do STJ). “O avalista do título de crédito vinculado a contrato de mútuo também responde pelas obrigações pactuadas, quando no contrato figurar como devedor solidário” (Súmula 26 do STJ). Em segundo lugar, deve-se considerar a hipótese de a obrigação contraída no instrumento contratual vir a ser denominada formalmente por “aval”. Ocorre, por exemplo, em contratos de financiamento outorgado a sociedade empresária, em que se estipula cláusula pela qual o sócio majoritário da sociedade garante, com o seu patrimônio pessoal, as obrigações da pessoa jurídica, na qualidade de “avalista”. Trata-se, no entanto, de uma impropriedade técnica. Aval é ato exclusivo de títulos de crédito e não pode ser firmado senão nos documentos dessa natureza. Na verdade, a obrigação que o sócio assumiu, na oportunidade, foi Prof. William Reis a de uma verdadeira fiança, e o nome correto a adotar seria “fiador” ou “devedor solidário” (cf. Bulgarelli, 1991). Por essa razão, malgrado a denominação utilizada, o regime jurídico a se aplicar deve ser o do direito civil. Daí decorrem o benefício de ordem e a acessoriedade da garantia. Havendo, em decorrência, no contrato, obrigações não mencionadas no título de crédito, a elas se aplicam as regras da fiança, ainda que usada a expressão “aval” no instrumento. (COELHO, 2014, p.349) QUESTÕES - FIXAÇÃO Após a leitura do material didático, FAÇA as questões no link abaixo SEM CONSULTA, porque as provas objetivas são feitas dessa forma. https://goo.gl/forms/aTPSMXWdCm50Sr8x1 Depois de resolver as questões, faça uma revisão periódica (todos os dias) de suas anotações (esquemas, resumos e mapas mentais). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. 16. ed. Vol. 1. São Paulo: Saraiva, 2012. COSTA, Wille Duarte. Títulos de crédito. 4. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2008. Prof. William Reis GONÇALVES, Victor Eduardo Rios. Títulos de crédito e contratos mercantis. 7. ed. Vol. 22. São Paulo: Saraiva, 2011. RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Direito empresarial esquematizado. 6. ed. São Paulo: Método, 2016. TOMAZETTE, Marlon. Curso de Direito Empresarial. 7. ed. Vol. 2. São Paulo: Atlas, 2016.