Prévia do material em texto
ANTIBIÓTICOAULA 4 – 14/09/2017 ANTIBIÓTICOS Caso Clínico O país é a Alemanha, e estamos no ano de 1935. Hildegard, filha do Dr. Gerhard Domagk, estava quase morrendo de infecção estreptocócica em conseqüência de uma picada com alfinete. Não estava respondendo a nenhum tratamento. Desesperado, o pai de Hildegard administra prontosil, um corante vermelho que estava experimentando em seu laboratório. Milagrosamente, a filha teve uma recuperação completa. Essa história começou, na realidade, três anos antes, quando o Dr. Domagk observou que o prontosil protegia camundongos e coelhos contra doses letais de estafilococos e estreptococos. Fez essa descoberta através da triagem de milhares de corantes (que, na realidade, são simplesmente substâncias químicas que se ligam a proteínas) para atividade antibacteriana. Entretanto, quando sua filha adoeceu, Domagk ainda não tinha certeza se a eficácia antibacteriana do prontosil observada nos camundongos também seria observada contra as infecções em seres humanos. Manteve os testes pessoais do fármaco em segredo até o momento em que dados de outros médicos indicaram o sucesso da droga na cura de outros pacientes com infecções. Em 1939, Gerhard Domagk recebeu o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina pela sua descoberta do efeito terapêutico do prontosil. QUESTÕES 1. Qual é o mecanismo responsável pela ação antibacteriana do prontosil? O prontosil inibe a enzima diidrofolato sintetase, impedindo a produção de ácido fólico e, consequente, inibição da multiplicação das células bacterianas. 2. Por que o prontosil mata bactérias, mas não células humanas? A fonte de ácido fólico para as bactérias é por produção endógena a partir da enzima diidrofolato sintetase. A partir da inibição dessa enzima, a bactéria não produz mais essa enzima, perdendo a capacidade de multiplicar-se. Já a fonte de ácido fólico das células humanas é exógena, isto é, aquisição de folato pela dieta, sem produção endógena como as bactérias. Assim, ao inibir a enzima diidrofolato sintetase, apenas as células bacterianas serão afetadas. 3. Qual a causa que levou ao declínio da utilidade de drogas como o prontosil nos últimos 70 anos? As bactérias adquiriram resistência ao mecanismo de ação desse fármaco, produzindo ácido fólico de outra maneira, sem utilização da enzima diidrofolato sintetase. 4. Por que os fármacos pertencentes à mesma classe do prontosil são atualmente utilizados em associação com outros agentes antibacterianos? As associações de agentes antibacterianos surgiram como tentativa de vencer a resistência bacteriana já existente à classe de fármacos da qual o prontosil pertence. OBS: Associação de antibióticos - importante que os mecanismos de ação dos fármacos associados sejam diferentes para maior eficiência contra as bactérias. Antimicrobianos São substâncias naturais ou sintéticas que vão agir sobre microorganismos, de forma: - Inibem o seu crescimento, que são os bacteriostáticos (impede que se multipliquem) - Destruindo (sufixo ‘cida’), que são os bactericidas (mata as células bacterianas) Classificação de acordo com a estrutura química: -Sulfonamidas: tem todos os mecanismos de ação. Ex: Sulfametoxazol, dapsona -Quinolonas: Norfloxacino, ciprofloxacino -Antibióticos beta lactâmicos: Penicilinas, cefalosporina, carbapenemas, monobactâmico - Tetraciclinas: Doxiciclina - Derivados do nitrobenzeno: Cloranfenicol - Aminoglicosídeos: Gentamicina, neomicina - Macrolídeos: Eritromicina, roxitromicina, azitromicina - Polipeptídicos: Polimixina B, bacitracina - Glicopeptídicos: Vancomicina, teicoplanina - Poliênicos: Anfotericina B, nistatina Classificação de acordo com o espectro de atividade: - Espectro estreito: age somente em um microorganismo, por exemplo ou gram positivo ou gram negativo. É usado quando se sabe qual bactéria está causando a infecção Ex: Penicilina, Estreptomicina, Eritromicina - Espectro amplo: agem em vários microorganismo. Ex: gram positivo e negativo, aeróbicos e anaeróbicos. É mais vantajoso, quando não sabe qual infecção se trata Ex: Tetraciclina, Cloranfenicol Classificação de acordo com o tipo de atividade: - Bacteriostática: não mata a célula bacteriana, só para o crescimento Ex: Sulfonamidas, Tetracicilina, Cloranfenicol, Eritromicina - Bactericida: Matam as células bacterianas. Ex: Penicilina, Cefalosporina, Vancomicina, Aminoglicosídeos, Polipeptídicos, Quinolonas, Rifampicina - Sem agente microbiano: ocorre um rápido aumento em número das bactérias - Presença de bacteriostático: crescimento bacteriano deixa de acontecer. - Já com os bactericidas, ocorre diminuição imediata do número de bactérias. Base molecular da quimioterapia Hospedeiro e parasita tem a mesma estrutura básica de DNA (exceção vírus) Processos bioquímicos são semelhantes Encontrar diferenças entre hospedeiro e parasitas -> terapia. Por exemplo, fármacos que agem na parede celular Bactérias: parede celular, membrana celular, DNA e cromossomos; Nossas células não apresentam parede celular, então um fármaco que age na parede celular da bactéria é favorável pois não agride o hospedeiro. - Três classes gerais de reações bioquímicas alvos potenciais para a quimioterapia das bactérias: I II III: crescimento da molécula Classe I: reações que utilizam a glicose e outras fontes de carbono como fosfato (substancias pequenas) são usadas para produzir ATP e compostos carbônicos simples; - Não são alvos promissores porque a semelhança de produção de ATP é igual para o hospedeiro e para as células bacterianas, então age também no hospedeiro. Classe II: vias que usam a energia (ATP) e os compostos classe I para fazer pequenas moléculas (p. ex., aminoácidos e nucleotídeos); - seu principal alvo é agir na síntese de ácido fólico (folatos) Classe III: vias que convertem as pequenas moléculas em macromoléculas como proteínas, ácidos nucleicos e peptideoglicano, DNA, RNA. - Síntese do peptideoglicano (forma a parede celular), síntese de ácido nucleico, síntese de proteínas. Inibem a síntese da parede celular e de proteínas OBS: As classes II e III de reações bioquímicas das bactérias são os melhores alvos dos fármacos, pois nelas, existe uma menor semelhança com a fisiologia humana. Mecanismos ação - Inibem a síntese da parede celular Ação na classe III - Inibem a síntese de proteínas (tradução) - Inibem a replicação e transcrição Ação na classe II - Inibem a síntese de metabólitos essenciais - Injúria a membrana plasmática Toxicidade - Irritação local: todos os antibacterianos irritam o local de administração Irritação gástrica quando administrado via oral Dor formação de abcessos (IM) Tromboflebites (IV) Ex: Eritromicina, tetraciclina, cloranfenicol, cefalosporina (algumas) são os mais irritantes - Sistêmica: ototoxidade, nefrotoxidade Índice de toxicidade (IT): quanto maior o IT, menor a toxicidade; necessita de uma dose muito alta para ser toxico Fármacos com alto IT: são pouco tóxicos, como a penicilina, algumas cefalosporina, eritromicina Fármacos com baixo IT: tetraciclinas (lesão hepática e renal), cloranfenicol (depressão da Medula óssea), aminoglicosídeo: oto e nefrotoxicidade em uso prolongado Fármacos com muita baixo IT: polimixina B (toxicidade renal e neurológica), vancomininca (perda da audição irreversivel e lesão renal), anforericina B: toxicidade renal, medular e neurológica Fármacos com IT muito baixo são muito tóxicos, usados somente em último caso - Alguns efeitos tóxicos sistêmicos dependem da idade do paciente: - Bebes: Síndrome do bebê cinzento: cloranfenicol – os bebes não conseguem metabolizar esse medicamento Kernicterus: Destruição hemácias e acúmulo de bilirrubinas no cérebro retardo mental sulfonamidas (NÃO DEVE DAR SULFAS PARA OS BEBES!) - Idosos: Aminoglicosídeos: ototoxicidade - esse fármaco é ototóxico para todas as idades, essa toxicidade é mais pronunciada nos idosos Deposição nos ossos e dentes emformação: tetraciclinas, também em adultos Depende da função renal Necessidade de diminuição das doses – podem aumentar a insuficiência renal Na Insuficiência renal leve: Aminoglicosídeos, vancomicina, cefalosporina diminuir a dose Na Insuficiência renal moderada / grave: Carbenecilina, fluorquinolonas, clotrimazol diminuir a dose Evitar: Cefalotina, cefaloridina, ácido nalidíxico, nitrofurantoína, tetracilcinas (exceto doxiciclina) A maioria é excretada pela via renal, então se o paciente não consegue eliminar o fármaco adequadamente por problemas renais, tem que reduzir a dose Depende da função hepática Necessidade de diminuição das doses: Cloranfenicol, metronidazol, clindamicina, rifampicina Evitar: Estolato de eritromicina, tetraciclinas, perfloxacina, ácido nalidixico O metabolismo é principalmente hepático, então se o paciente tem uma insuficiência hepática tem que reduzir a dose do fármaco Gravidez evitar todos! Risco para o feto: surdez (aminoglicosídeos), ossos e dentes (tetraciclina) Risco para gestante: necrose gordurosa do fígado (esteatose e cirrose) e lesão renal (tetraciclinas) Em caso de infecção deve usar o menos toxico como cefalosporina, penicilinas e eritromicina (analisar risco x benefício) Ação do antibiótico: - Dependentes de fatores locais: Presença de pus e secreções: contém fagócitos, resíduos celulares e proteínas liga-se ao fármaco e dificultam sua ação Presença de hematomas: Fármaco liga-se hemoglobina dificultando sua ação (cefalosporina, penicilina e tetracilcinas) Diminuição pH - diminuição da atividade dos aminoglicosídeos e macrolídeos Abcessos: comprometimento da penetração na área - necessidade drenagem Presença de material necrótico e corpos estranhos – afeta a ação do fármaco Escolha do antibiótico Espectro de atividade (1º a pensar) Pensar primeiramente nesses aspectos Tipo de atividade Sensibilidade do microoorganismo Toxicidade relativa Perfil farmacocinético: onde o fármaco é distribuído, onde chega ativo na concentração efetiva Vias de administração Evidência de eficácia clínica Custo *sinergismo: Ocorre quando o efeito de dois ou mais agentes químicos combinados, é maior do que a soma dos efeitos individuais. Uso combinado - Obter sinergismo: Sulfametaxazol + trimetoprima (agem na mesma via metabólica, mas enzimas diferentes) Carbenecilina / ticarcilina + genamicina - P. aeroginosa Amoxicilina + ácido clavulânico: o ac. Clavulanico protege a amoxicilina da degradação das enzimas produzidas pelas bactérias - Reduzir gravidade ou incidência dos efeitos adversos (as vezes pode combinar 2 atb em doses + baixas p/ reduzir os efeitos adversos) - Prevenir resistência: A maioria das combinações é para tentar reduzir a resistência bacteriana - Ampliar o espectro de ação: qdo não sabe qual a bactéria que está causando a infecção Tratamento infecções mistas Tratamento inicial das infecções graves Topicamente (bacitracina + neomicina) Não pode dar dois fármacos que tem o mesmo mecanismo de ação, pois haverá competição e um vai atrapalhar a ação do outro. Uso profilático dos antibióticos: Febre reumática: penicilina G benzatina Tuberculose: isoniazida isoladamente ou combinado com rifampicina Meningite meningocócica: rifampicina/sulfadiazina Gonorréia/sífilis: penicilina G procaína - Situações de alto risco para profilaxia: Extração dentária, endoscolia com lesão de mucosa abrigando bactérias: penicilina/cefalosporina Cateterismo ou instrumentação do trato urinário: cotrimoxazol ou norfloxacino Evitar recidivas de ITUS em pacientes com anormalidades: cotrimoxazol ou nitrofurantoína DPOC: ampicilina, tetraciclina ciprofloxaxcino Pacientes imunocomprometidos: penicilina/cefalosporina + aminoglicosídeo / fluorquinolona Profilaxia cirúrgica: cafazolina, vancomcina Feridas contaminadas Tipos e objetivos do tratamento - Profilaxia quando não tem infecção - Preventivo: pessoa está infectada mas ausente de sintomas - Empírico: baseado nos sintomas, mas não sabe qual é a bactéria causadora - Definitivo: quando isola o patógeno, vê qual é a bactéria. É importante para reduzir a resistência bacteriana (o ideal de qualquer terapia) - Supressor: quando há recidiva Testes de sensibilidade O teste de sensibilidade consiste em pegar a quantidade de microorganismo presente naquela colônia e dá o fármaco em quantidade crescente e o microorganismo vai diminuindo até sua eficácia máxima. (Emax) Eficácia máxima do fármaco: mesmo que aumente a dose do fármaco, não diminuirá a quantidade de microorganismos EC50: quantidade de fármaco que reduz 50% dos microorganismo Concentração inibitória mínima (CIM): menor concentração do antimicrobiano capaz de inibir o crescimento bacteriano in vitro. Sempre trabalha em cima da CIM para evitar a toxicidade. É a quantidade mínima do fármaco para atingir a bactéria. Posologia Antibióticos β-lactâmicos: maior tempo acima CIM, para não ocorrer de ficar sem fármaco em um período do dia (a baixo da CIM) Pico concentração: aminoglicosídeos, rifampicina. Precisa de um pico alto de fármaco para conseguir entrar na bactéria. Efeito pós antibiótico: mesmo fora do MIC por um tempo tem ação, pois se acumulam no interior nas bactérias -Ideal: durante todo o tratamento com antibiótico deve-se manter acima da CIM para evitar multiplicação e resistência bacteriana - Preferível: doses mais baixas e mais frequentes (intervalos mais curtos) para beta lactamicos, para evitar toxicidade Existem dois tipos de resistência bacteriana: Gráfico: Resposta (morte) X Concentração do fármaco 1º: É necessária uma dose cada vez maior para atingir a mesma eficácia (100%): - Tem a potência diminuída - É contornável, se aumenta a dose pode atingir 100% de eficácia, porém não deve atingir a dose toxica 2º: Mesmo que aumenta a dose do fármaco, não atingirá mais a mesma eficácia (100%) - Resistência bacteriana faz com que que tem a eficácia diminuída RESISTÊNCIA Quando a bactéria adquire resistência, ela transfere seu material genético com o gene da resistência para outras bactérias. - Um dos mecanismos de transferência é por plasmídeo - Um plasmídeo pode ter genes de resistência para vários fármacos, por isso que tem bactérias que são resistentes a todos os antibióticos. **parou aqui Tipos de Mecanismos de ação: A bactéria impede a entrada do antibiótico na sua célula, então não vai agir. Bloqueia a entrada. Bactérias produzem enzimas que inativam/degradam os fármacos. Ex: as enzimas beta lactamases produzidas pelas bactérias resistentes degradam os beta lactamicos Alteração do alvo molecular. A bactéria altera o sitio ativo de ligação do fármaco, então o fármaco não consegue se ligar e, consequentemente, não tem ação (irreversível) Bomba de efluxo: o fármaco entra na bactéria, porem a bactéria o joga para fora antes mesmo que tenha ação Algumas cepas de estafilococos e enterococos: resistentes praticamente a todos os antibióticos atuais. Podem causar infecções nosocomiais sérias e provavelmente intratáveis. Algumas cepas do Mycobacterium tuberculosis, tornaram-se resistentes à maioria dos agentes antituberculose. Recordando A parede da bactéria é responsável pela forma da bactéria e pela proteção contra forças osmóticas - Gram positiva: cora pelo reagente gram. A parede celular de peptideoglicano é externa a célula bacteriana, apresenta uma grande camada de peptideoglicano Mecanismo 1 e 4 não ocorrem aqui, não tem necessidade para os fármacos que inibem a síntese de peptídeoglicano Para os fármacos de ação intracelular os mecanismos de resistência 1 e 4 também podem ocorrer - Gram negativa: não cora pelo reagente gram. A parede celular de peptideoglicano é interna a célula bacteriana. É mais difícil dos fármacos agirem OBS: Fármacos que destroem parede celular tem alvo nas bactérias gram-positivas, pois para ter ação nas gram-negativas, é preciso adentrar a parteda bactéria, geralmente por meio das porinas (maior chance de aquisição de resistência bacteriana – bactérias deixam de ter porinas na membrana + externa). Já nas gram-positivas, pode atingir diretamente a parede celular (menor chance de resistência) - Para atravessar canais de porina- necessário hidrossolubilidade, pois é um canal de passagem de água Vancomicina e b-lactamico: inibem a síntese de peptídeoglicano. Nas bactérias gram negativas, o fármaco entra na célula pelos canais de porina e chegam na parede celular. Para passar pelos canais de porina tem que ter certa hidrossolubilidade e cargas GRAM-POSITIVOS AERÓBICOS Cocos: Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus Bacilos: Listeria, Nocardia Staphylococcus - Teste da catalase: Coloca-se peróxido de hidrogênio sobre as colônias de bactérias em ágar. As bactérias possuem enzimas, uma delas a catalase, que degrada peróxido de hidrogênio e o transforma em água e oxigênio. A liberação de bolhas (oxigênio) é o indicativo de que a bactéria possui catalase. O estafilococo é catalase positivo – Produz catalase O estreptococo é catalase negativo – Não produz catalase Streptococcus: S. pyogenes (Grupo A, β hemolítico) S. agalactiae (Grupo B, β hemolítico) S. pneumoniae pneumococo, grupo H – causador da pneumonia S. viridans é um grupo de espécies, microbiota da boca, baixa virulência S. bovis (Grupo D não enterococo) Staphylococcus: S.aureus ou CoN O plasma citrado é misturado à colônias de bactérias em agar. Se houver formação de coágulos, o teste é positivo. A espécie S.aureus é coagulase positivo – degrada o anticoagulante, o sangue coagula. Causa mais infecção Os estafilococos coagulase negativos (CoN) são membros da microbiota da pele humana normal e também causam infecções CoN: grupo de de bactérias coagulase negativa S. CoN Microbiota da pele HEMOCULTURA POR S. CoN 60 a 80% contaminação durante a coleta de sangue. Se deu coagulase e o paciente não tem sintomas deve repetir o exame (contaminou na hora de fazer o exame). Se tem sintomas é infecção mesmo Técnicas inadequadas de antissepsia ATB desnecessária 1884 Rodenbach Staphylococcusalbus, Staphylococcus não virulento Até 1970, considerado contaminação A partir 1980: cada vez mais reconhecido como agente de INFECÇÃO HOSPITALAR Aumento na incidência e gravidade S. epidermidis–mais prevalente Patógeno requentemente isolados em hemoculturas –ICS (IH) FISIOPATOGENIA –BIOFILME Adesinas: aderência a dispositivos Produzem adesina que formam os biofilmes em cateteres, próteses S. epidermidise outros CoaNs Menor virulência Maiores taxas de resistência aos antibióticos Capacidade de adesão Infecção de cateter Prótese articular ortopédica, enxerto vascular e derivação SNC (principal agente) Biofilmes = associações de microrganismos e de seus produtos extracelulares, que se S. aureus: maior virulência e maior resistência bacteriana Gram-positivos aeróbicos Enterococo Coco oval Gram-positivo, Anaeróbio facultativo Sobrevive a condições adversas (hostil): concentrações elevadas de sal e de temperatura Agente causador de: Endocardite, Doença Inflamatória pélvica, Infecção neonatal Microbiota endógena TGI (genital e urinário) Baixa virulência Capacidade de colonizar pacientes e se disseminar no ambiente Causam infecções hospitalar e sem qualquer localização Até os anos 1980 era considerado um estreptoco e desde então é um gênero Enterococcus Espécies mais importantes: E. faecalis e faecium Gram + aeróbico: consegue cultivar em meio de culturaAULA 4 – 21/09/2017 Gram + anaeróbico: muito difícil cultivar. O exame é indireto Gram-positivos anaeróbicos - Actinomyces boca Clostridium sp. Colite pseudomembranosa - Uso de ATB de amplo espectro por um longo período, acaba desbalanceando a com microbiota intestinal e clostridium se sobressai, este produz toxinas que provocando Colite Pseudomembranosa, na parede do intestino Gram-negativos aeróbicos Camada fina de peptidioglicano no interna A Klebsiella que já é resistente a todos os antibióticos Pseudômonas os primeiros atb não tem ação nessas bactérias Moraxella catarrhalis Haemophilus influenzae - Podem provocar pneumonia Outras bactérias: - Bactérias “atípicas” – não tratar com beta lactâmico, porque essas bacterias não possuem parede celular e o b-lactamico atua inibindo a síntese de peptideoglicano Mycoplasma pneumoniae ou hominis Não tem parede Chlamydia pneumoniae ou trachomatis Legionella pneumophila – não tem peptídeoglicano - Espiroquetas: se movimentam Treponema pallidum (sífilis) Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) Leptospira INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR - Inibidores da síntese de parede celular são ATB bactericidas, pois impedem ao impedir a renovação da parede celular bacteriana, deixa-a vulnerável as pressões externas, com consequente morte dessa célula. Parede Celular Bactérias sem parede celular morre, então os fármacos vão inibir síntese de parede celular são os bactericidas Bactérias Gram-positivas - Possuem parede celular com camada de peptideoglicanos mais externa. Essa camada é formada por monômeros de peptídeoglicanos Bactérias Gram-negativas - Possuem uma camada de peptideoglicano mais interna na parede celular, sendo ela bem menor em tamanho do que na bactéria gram-positiva. Monômeros de peptideoglicano = NAG + NAM + Pentapeptídeo - Ligação de um monômero de peptideoglicano a outro é realizada por uma ponte de glicina - São parte da parede celular - São perdidos e renovados (estão sempre sendo formados- mesmo sem replicação bacteriana) - Isso permite boa ação do fármaco contra as bactérias ao impedir formação da parede celular BETA- LACTÂMICOS - São Penicilina, cefolosporina, monobactamico. São bactericidas (inibem a transpeptidade) - Possuem anel lactâmico que é essencial para sua ação (sem ele o atb não tem ação) - Mecanismo de resistência das bactérias: ação contra o anel lactâmico a partir da β-lactamase, que promove a quebra desse anel, impedindo que o fármaco se ligue a transpeptidase. Mecanismo de Ação - Alvo farmacológico: Proteína ligadora dos beta lactâmicos Transpeptidase - Localizada na parede celular - O anel b-lactamico se parece com as duas alaninas juntas do monômero, então ele ‘engana’ a enzima transpeptidase e se liga a ela, inibindo-a. Então não há síntese de peptídeoglicano e a bactéria morre. A enzima transpeptidase se liga ao anel b-lactamico por achar que são as duas alaninas juntas. Então não está disponível para fazer sua ação Farmacocinética - Absorção: Variável no trato gastrintestinal (não é muito boa) Algumas não disponíveis por via oral (Oxacilina) Amoxicilina é muito absorvida quando administrada por via oral - Distribuição da droga: Geralmente ligam-se em proteínas séricas, mas sem efeito prático Alcançam nível terapêutico na maioria dos tecidos, mas não penetram na célula -> sem ação em patógenos intracelulares -> Menor concentração: próstata, SNC, fluido intraocular. (aumenta com inflamação) - Excreção: Geralmente é renal e meia-vida curta Síntese de parede celular - Acontece em 3 etapas Etapa I: - Dentro do citoplasma da célula, ocorre a síntese do NAG e NAM, e posterior ligação dessas 2 estruturas - Após ligação NAG-NAM, há ligação com o pentapeptídeo para formação do monômero de peptideoglicano Etapa 2: - Acontece na membrana plasmática - Ocorre ligação da ponte de glicina ao terceiro peptídeo do pentapeptídeo já ligado ao NAM + NAG Etapa 3: - Ocorre ligação com outros monômeros de peptideoglicano - Enzima transpeptidase faz a ligação de uma pentaglicina com outro monômero de peptideoglicano Essa enzima é alvo dos b-lactamaicos que os inibem, consequentemente não há produção de parede celular e a bactéria morre Resistência: - Bactérias resistentes produzem enzimas b-lactamase que degrada o anel b-lactamico - Essas enzimassão produzidas dentro da célula das bactérias resistentes, e fica retida no interior Bactérias Gram-negativas: - Presença de membrana externa que impede que β-lactamase produzida saia de dentro da célula bacteriana - β-lactamase fica presa na parede celular, se acumulando nessa região. - Quando fármaco inibidor dessa enzima atravessa a barreira da parede celular, já encontra β-lactamase, sendo degradado. Para vencer esse mecanismo de resistência: utilização da associação de β-lactâmico + ácido clavulânico - Ácido clavulânico se liga a β-lactamase impedindo que ela se ligue ao beta-lactâmico quando há infecção por gram negativa. O fármaco que é chamado de suicida porque não tem ação na bactéria. Dessa forma, essa enzima promove a quebra do anel lactâmico do ácido clavulânico e não do fármaco (beta lactâmico), deixando-o livre para impedir a síntese da parede celular. (Livre para exercer sua ação) - Outro mecanismo de resistência das bactérias: -Impede entrada do fármaco (β-lactâmico): β-lactâmico para exercer sua função precisa entrar na célula bacteriana pelos canais de porina (ausência ou diminuição dos canais de porina) - Criação de bomba de efluxo do fármaco (β-lactâmico) OBS: Associação beta-lactâmico + ácido clavulânico não resolve mais esse mecanismo de resistência Bactérias Gram-positivas: - Não possuem membrana externa da parede celular, apenas uma camada larga de peptidioglicano. Isso faz com que a β-lactamase produzida, passe pela membrana plasmática e sem barreira, sai da célula bacteriana. Quando fármaco adentra essa bactéria gram-positiva, existem poucas β-lactamases presentes, permitindo a ação do β-lactâmico. - Assim, a β-lactamase não é um mecanismo de resistência muito utilizado pelas bactérias gram-positivas Outros mecanismos de resistência aos beta-lactâmicos pelas gram-positivas: Então as bactérias gram positivas não têm tanto resistência pela ação das b-lactamases. Então, elas criam outro mecanismo de resistência: alteram o sitio de ligação do fármaco a bactéria, ou seja, o b-lactamico não consegue se ligar a enzima transpeptidase (sitio de ligação). A bactéria passa a produzir uma transpeptidase diferente que não se liga ao anel b- lactamico. BETA-LACTAMICOS 1) PenicilinaTodos inibem a transpeptidase; tem o mesmo mecanismo de ação, são bactericidas 2) Cefalosporina 3) Monobactamicos 4) Carbapenemo 1) PENICILINA Primeiras penicilinas: - Não são ativas em bactérias em gram-negativas, somente em gram positivas - Não resistentes a beta-lactamases - Hidrolise em meio ácido, degrada no estomago Mecanismos de resistência às Penicilinas 1. Alteração dos sítios de ligação (PBPs) - Gram-positivas 2. Degradação da droga através da produção de Beta-lactamases - Gram-negativas 3. Alteração da permeabilidade da membrana externa (Gram-negativas), mudança nos canais de porinas – impede a entrada do fármaco 4. Bombas de efluxo –colocam o antibiótico para fora da bactéria Classificação: Grupo 1: Sensíveis a penicilinase (b-lactamase) Grupo 3: Espectro aumentado (gram positiva e negativa) - Amoxacilina - Ampicilina Pode tomar por via oral, não são degradadas em meio acido Grupo 4: Penicilinas de 4ª Geração (Ureidopenicilinas) - Piperacilina São mais resistentes - Benzilpenicilia ou penicilina G - Fenoximetilpenicilina V - Carbenicilina Grupo 2: Resistentes a penicilinase - Metilcilina - Naficilina - Oxaciclina - Dicloxacilina - Cloxacilina Classificação: - Penicilinas naturais: Penicilina G cristalina, benzatina, procaina (em desuso) – são degradadas em meio ácido pelos b-lactamases. Ação somente contra gram positiva - Penicilinas semi-sintéticas: Penicilina com ação antiestafilocóccica: Oxacilina Aminopenicilinas: Ampicilina ou Amoxcilina - Penicilinas com ação anti pseudômonas: Piperacilina A) Penicilinas Naturais: somente em gram positivas. Não age contra pseudômonas. Baixa absorção por via oral (não tem via oral) PENICILINA G CRISTALINA/BENZILPENICILINA: amplo espectro Estreptococos - Streptococcus pneumonia e pneumococo - Streptococcus pyogenes - Streptococcus viridans - S. agalactiae Enterococos - Enterococcus faecalis - Neisserias - Neisseria meningitidis meningococo Espiroquetas - Leptospira - Treponema Anaeróbios gram-positivos Farmacocinética - Meia-vida curta, dificultando seu uso = Intervalos curtos entre doses - 85% inativada meio ácido = indisponível VO - Não podem ser adm. VO, apenas IM - Elevada concentração tecidos (exceto SNC) - Sem ação SNC – não age infecção SNC Ação apenas bactérias gram-positivas (não hidrossolúvel- não passa pela porina da gram negativa- fármaco não entra na célula) - 70% excreção renal forma ativa (seriam boas para tratar ITU, por chegar na forma ativa, mas maioria dos patógenos são gram-negativas) - 90% secreção tubular - 10% filtração glomerular Utilização: está em desuso, principal uso é para sifilis -Erisipela, infecções de pele/partes moles -Meningite meningocóccica -Pneumonias comunitárias pneumocóccica -Endocardite porS. viridanse Enterococo - Sífilis terciária e congênita - Sífilis ocular, sífilis SNC - Leptospirose - Tétano - Potássica: 4/4 horas EV (Meia vida baixa-problema) - Tratamento de infecções causadas por: Cocos Gram-positivos anaeróbios (infec. boca, abcessos cerebral, cervico-facial, pulmonar e na actinomicose) Mecanismo de resistência = alteração de PBP (alteração do sítio de ligação – alt. da transpeptidase) - No Brasil, a maioria das cepas são sensíveis à penicilina - Há cepas de pneumococo com resistência intermediária e mais raramente com alto grau de resistência -não agem nas gram – porque são hidrossolúveis entao não atravessao o canal de porina para agir na parede Em doenças potencialmente graves, prescrever ceftriaxona (cefalosporina): Pneumonia comunitária grave Meningite bacteriana sem agente isolado Meningite pneumocócica PENICILINA G PROCAÍNA - Em desuso (IM, 12/12 horas) - Foi classicamente utilizada em pneumonia comunitária pneumocócica e uretrite gonocócica gonococo se tornou resistente à penicilina procaína PENICILINA G BENZATINA: é uma penicilina G modificada (mesmo mecanismo de ação) - Nível sérico por 15 a 30 dias (21 d) – Meia vida maior Oleosa (Sais de penicilina de baixa solubilidade) - se acumula no tecido adiposo e vai sendo liberada aos poucos – efeito prolongado - Adm. IM: forma deposito oleoso no musculo, e vai sendo liberado aos poucos no sangue, então não precisa aplicar de 4/4hrs, aplica de 21/21 hrs - Tratamento de sífilis recente - Tratamento de sífilis tardia - Profilaxia em febre reumática ou erisipela - Com aplicação da penicilina G Cristalina, rapidamente se atinge um pico de [ ], mas que é perdida ao final de 4 horas (concentração 0). - Com aplicação da penicilina G Benzatina, concentração atingida é menor, mas permanece por muitos dias com mesma concentração. - Utilização de uma ou outra avalia a sua sensibilidade bacteriana (MIC). - Bactérias com MIC alto, a penicilina G Banzatina não atinge concentração necessária (baixa [ ]) para matar bactéria, sendo necessário uso de penicilina G cristalina, mesmo que em intervalos menores, mas atingindo o pico de concentração necessário para eliminação desse tipo de bactéria. -Em bactérias que ambas agem, é preferível a Penicilina G benzatina (é mais cômoda) Resumindo PG Naturais: inativas em meio ácido, sensíveis aos b-lactamases, agem nas transpeptidases alterando o sítio de ligação, não são absorvidos por vo, não agem em gram negativas B) Penicilinas Semi-Sintéticas (modificação da penicilina natural) Objetivo das semi sintéticas é contorna os problemas das naturais: - Ácido resistentes (resistentes à acidez gástrica) – tentativa de absorção por adm. VO - Amplo espectro (Atinge gram-negativas) - Resistentes a β-lactamase - Penicilinas ácido e β -lactamases resistentesPENICILINAS COM AÇÃO ANTI-ESTAFILOCÓCCICA - Resistência à penicilina 1941: Penicilina 1942: Relatos de cepas de estafilo (gram +) começa criar resistência - Mecanismo de resistência: produção de beta-lactamase (penicilinase – degrada o anel b-lactamico) O Estafilococcos era sensível à penicilina G natural no começo, mas depois desenvolveu mecanismos de resistência (b-lactamase). Então desenvolveram a penicilina anti-estafilococcos que resistem as b-lactamases 1960: Criação da meticilina, penicilinas semissintéticas (resistentes a beta-lactamase): Ácido 6-amino-penicilânico - São as penicilinas resistentes à penicilinase: Meticilina Isoxazolil-penicilinas Oxacilina - brasil - Espectro estreito: não age em gram negativa e em poucas gram positiva - S. aureus MSSA (Staphylococcus sensível a meticilina/oxacilina): fármaco age contra a staphylococcus - Criação dessa classe por desenvolvimento de resistência do Staphylococcus a penicilina, mas que não eram resistentes a meticilina (ATB bom para Staphylococcus aureus, mas não tão bom para outras bactérias). Atualmente já existe Estafilococcus resistente a esse remédio - MRSA - Menor atividade para os outros cocos Gram positivos, especifico para estafilo, como Estreptococos e enterococos Oxacilina - Ligação proteica 84-98% (prejudica atividade) - Eliminação renal - 80% - Baixa absorção tubo digestivo (uso parenteral) Problemas - Intervalo de uso: 4 a 6h (meia-vida curta) Uso clínico - A morte bacteriana é mais rápida quando a infecção estafilocócica é tratada com oxacilina (e mais lenta com vancomicina – mata mais lentamente) - Assim, quando o S. aureus for sensível deve ser tratado com oxacilina (beta lactâmicos) Estafilococos resistentes à meticilina (MRSA): 1961: relatos de resistência às penicilinas semissintéticas 1962: primeira epidemia de MRSA: criação de resistência à meticilina/oxicilina Mecanismo: produção de PBP 2ª: modificação do sitio de ligação do fármaco na transpeptidase A partir dessa modificação do sitio de ligação do fármaco na transpeptidase, nenhum β-lactâmico consegue mais agir sobre essas bactérias – Necessária outra classe de ATB para tratamento - Estafilococos resistentes à meticilina (MRSA) e à oxacilina o são por alteração de PBP - As cepas de MRSA se disseminaram principalmente nos hospitais (Infecções hospitalares) - MSSA são frequentemente cepas comunitárias Quando Staphylococcus for MRSA Tratar com Vancomicina (vancomicina não é b-lactamico, é um inibidor da parede celular por outro mecanismo de ação) AMINOPENICILINAS - Penicilinas de amplo espectro (aminopenicilinas) - Atravessam o canal de porina (permite ação contra bactérias gram-negativas) - Grupo amina facilita chegar na parede celular - Não são resistentes a β-lactamase – são degradas pelas b-lactamases 1961 – radical Amino => Penicilina - 1ª penicilina a agir contra Enterococos e Bacilos Gram Neg. - Melhora espectro para Gram negativos - Não é resistente às β-lactamases (motivo de utilização de associações com inib. de β-lactamase) - Principais : ampicilina e amoxicilina - Absorção VO: 40% ampicilina e 80-100% para amoxicilina Excreção: 70% renal e 10% hepática - Ampicilina EV - Amoxicilina VO Usos clínicos: - Infecções do trato respiratório alto ou baixo amigdalite, otite, sinusite, exacerbação de bronquite e pneumonia - Meningites por meningococo ou por listeria - Endocardite por S. viridans ou E. faecalis - Infecção por enterococo em qualquer sítio (em associação com aminoglicosídeo, por sinergismo) Resistência a ampicilina: (Produção de β-lactamase) - Resistência de E. coli à ampicilina - Resistência de Enterococcus faecalis - Resistência do Haemophilus influenzae - Existem cepas produtoras de beta-lactamases Utilizar em associação com inibidores de β-lactamase (clavulanato, sulbactam) – atb suicida - Espectro: Estreptococos, Enterococos, Meningococo, Enterobacterias, Hemófilos, Listeria C) Penicilinas com Ação Anti-Pseudomonas PIPERACILINA: Ação contra: Enterobactérias e Pseudomonas Não resistentes a β-lactamase (sensível as b-lactamases) No Brasil, só disponível associada a inibidores de beta-lactamases (atb suicida) β-LACTÂMICOS NÃO CLÁSSICOS - Antibiótico Suicida: deixa o seu anel b-lactamico ser degradado para que não degrado o anel do b-lactamico - Inibe de forma específica e irreversível a β-lactamase das bactérias Gram (+) e Gram (-). Se liga a β-lactamase impedindo que ela degrade o ATB Facilita ação dos beta-lactâmicos, mas não mata bactérias. - Usado em conjunto com outras as penicilinas: anti-pseudomonas, por exemplo) e aminopenicilina – sozinhos não tem efeito Inibidores de Betalactamase: - Clavulanato - Sulbactam - Tazobactam Possuem pouca atividade antibiótica direta – não mata a bacteria Agem como substratos suicidas: grudam na enzima e a inativam Penicilinas Combinadas com Inibidores de Beta-lactamase: - Amoxicilina + clavulanato - Ampicilina + sulbactam - Piperacilina + tazobactam O fármaco consegue agir nas bactérias gram – e no pseudomonas Usos clínicos: Amoxicilina + Clavulanato / Ampicilina + Sulbactam (Sem ação SNC) - Infecções do trato respiratório baixo ou alto: Amigdalite, otite, sinusite, exacerbação de bronquite, pneumonia comunitária incluindo as causadas por hemófilos produtores de beta-lactamases - Infecções de pele/partes moles: Estrepto e estafilo, incluíndo cepas produtoras de penicilinases - Mordedura de animais - Infecções de boca/odontogênicas Piperacilina + Tazobactam - Amplo espectro - Ação contra: Cocos Gram + Estreptococos Estafilococos MSSA Enterococo sensível à ampicilina Anaeróbios Gram + e Gram – Enterobacterias pseudomonas - No tratamento de infecções bacterianas relacionadas à assistência à saúde em qualquer sítio exceto SNC pois tazobactan não passa barreira - Pneumonia hospitalar, traqueobronquites, infecções de pele/partes moles, inf. relacionada à cateter, inf. osteoarticulares, de sítio cirúrgico, febre em neutropênico e etc - Não é necessário associar droga para anaeróbios BETA-LACTAMICOS 2) CEFALOSPORINA (Apresentam anel lactâmico) - Descoberto em 1945 Prof. Giuseppe Brotzu - Cephalosporium acremonium Cefalosporina C – a partir do fungo - Espectro de ação amplo: age contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas - Resistentes a penicilinase estafilocócica (age contra bactérias MSSA) - Apresentam anel b-lactamico: parecida com a penicilina, mesmo mecanismo de ação Hipersensibilidade/alergia: menor hipersensibilidade do que a penicilina - A reação cruzada entre penicilinas e cefalosporinas é incomum: menor do que 10% - Reações graves muito raras (doença do soro, anafilaxia, angioedema) 1ª. Geração É boa para gram + e pouco boa para gram - Vantagem de ter atividade contra estrepto e estafilococo MSSA Sem atividade contra PNEUMOCOCO!! - Boa para Estrepto e Estafilococo - Não recomendadas para sinusite, otite média ou pneumonia - Não penetram no SNC - Infecção de pele e partes moles Indicações - Infecções ósseas e articulações - Profilaxia cirúrgica 2ª. Geração - Aumenta o espectro para gram - e diminui para gram + - Cefuroxima - cefalosporinas mais recentes ação contra pneumococo e hemófilos - Única com adm. VO e parenteral - Infecções de pele e partes moles - Infecções do trato respiratório alto e baixo (amigdalite, epiglotite, sinusite, otite, bronquite e pneumonia comunitária) 3ª. Geração - Age no pneumococco - Boa difusão pela barreira hemato-liquórica, atingem bom nível no SNC Sem ação antipseudomonas Ceftriaxona: Pneumonias comunitárias Meningites bacterianas (hemófilos, meningo pneumococo Abscesso cerebral Infecções gonocóccicas Profilaxia na violência sexual ITU complicada Doença inflamatória pélvica (doxiciclina/metronidazol) Infecção puerperal Infecções complicadas de pele e partes moles Infecçõesintraabdominais (apendicite, peritonite, colecistite) com metronidazol Endocardite bacteriana Com ação antipseudomonas Ceftazidima: Tratamento das infecções hospitalares causadas por enterobactérias ou por Pseudomonas 4ª. Geração - Age igualmente em gram + e gram - - todas cefalosporinas tem acao contra MSSA - Amplo Espectro da Cefepima Pneumococo Estafilococos MSSA (não é ativa contra MRSA) Enterobacterias Pseudomonas Nenhum beta-lactâmico age contra MRSA Resistência às Cefalosporinas de Quarta Geração - As enterobactérias passaram a produzir beta-lactamases que inativam TODAS as cefalosporinas, incluindo o cefpime. 1ª Geração – Maior ação contra Gram-positiva Pequena ação contra gram-negativa 2ª Geração – Ação contra gram-positiva e negativa 3ª Geração – Melhor para Gram-negativa 4ª Geração – Ação igual para gram-positiva e negativa 5ª geração ceftobiprole - Age em estafilococo resistentes a metilcilina (super bactéria) - Age contra bactérias MRSA - Ainda não disponível no mercado Resistencia Bacterina contra Cefalosporinas: - Beta-lactamases de espectro expandido ESBL estendido ou ampliado - Típica de Klebsiella pneumoniae e E. coli: Podem ser produzidas por qualquer bacilo Gram-negativo Tratamento para bactérias resistentes a cefalosporina Carbapenêmicos Algumas bactérias gram – produzem uma b-lactamase mais potente que degrada o anel b-lactamico, ou seja, já bactérias gram – que são resistentes a cefalosporina. Nesses casos, tratar com carbapenemicos 3) CARBAPENÊMICOS - Produzido por Streptomyces catteya - Possui espetro mais amplo que os outros b-lactâmicos (opção para bactérias resistentes) – dar preferência aos b-lactamicos cefalosporina e penicilina. Usados mais em casos de resistência Imipenem: Administrado junto com cilastatina (inibidor de desidropeptidase tubular renal) Imipinem é degradado nos túbulos renais pela enzima desidropeptidase. Para que isso não aconteça, é adm. em associação com cilastatina que inibe a enzima, permitindo ação do fármaco. - Ativo contra microorganismos aeróbicos e anaeróbicos (estreptococo, enterococos, estafilococos e listeria), gram + e gram - Mecanismo de Resistencia aos Carbapenêmicos KPC= Klebsiella pneumoniae resistente ao Carbapenêmicos Produtora da carbapenemase (é uma b-lactamase) - Agora em E coli, Enterobacter, Serratia (gram -) Bactérias mutantes passam a não produzir os canais da membrana externa bacteriana (porinas), por onde penetram os carbapenêmico - Carbapenemase (metalobetalactamase) - Efluxo – outro mecanismo de resistencia 4) MONOBACTÂMICOS - Produzido por Chromobacterium violaceum Representante - Aztreonam: - Atividade apenas Gram negativo - Atividade contra enterobacterias e psedomonas - Útil em pacientes alérgicos a penicilina (Não dá reação de hipersensibilidade) REAÇÕES ADVERSAS aos Beta-Lactâmicos: - Hipersensibilidade (muito importante para Penicilina): o famaco se liga a proteína do nosso organismo (o anel b-lactamico que se liga) e fica alergênico, causando alergia - Neurotoxicidade - Diarreia - Nefrite - Toxicidade Hematológica - Toxicidade Catiônica Tipos de β-lactamases: não precisa saber Classe A destroem as penicilinas, algumas cefalosporina e carbapenes Classe B Destroem todos os β-lactâmicos, exceto aztreonam Classe C Destroem as cefalosporinas Classe D Destroem a cloxacilina GLICOPEPTÍDIOS - Não são b-latacamicos - Estruturas químicas complexas: Aminoácidos e Glicídeos - Tricíclicas Vancomocina - Teracíclicos Teicoplanina VANCOMICINA bactericida. Usado para MRSA Mecanismo de Ação: - Inibidores da síntese de parede celular: Vancomicina se liga a alanina e impede a quebra da ligação alanina-alanina do pentapeptídeo pela transpeptidase para formação da ponte de glicina Entao mesmo se a bacteria mudar a transpeptidase, esse fármaco continuará tendo ação - Produzido por Streptomyces orientalis - Alternativa aos pacientes com resistentes a penicilina - Tratamento de infecções por MSSA OXACILINA (Vancomicina- ação + lenta) Oxacilina por ação mais rápida, impede óbitos por infecções - Se MRSA, oxacilina não resolve - Resistência do estafilococo aos beta-lactâmicos MRSA Vancomicina - O b-lactamico cura mais rápido que a Vancomicina; entao se a bacteria não for resistente é preferível que use o b-lactamico Indicações: - Pneumonia, Abcesso de pele e partes moles, osteomelite, sepses, meningite, endocardite - Profilaxia cirurgia cardíaca, neurológica e ortopédica - Enterocolite por C. difficile pacientes resistentes ao metronidazol - Neutropenia febril (associação) Efeitos adversos: - Dor, flebite, febre, calafrios, náuseas - Síndrome do homem vermelho liberação de histamina, eritema, congestão - Erupções cutâneas 5% - Leucopenia e eosinofilia - Nefrotoxicidade - Ototoxicidade altas doses Resistencia à Vancomicina Existem cepas de Enterococcus faecalis e E. faecium resistentes aos glicopeptídeos VRE “vancomycin resistant enterococci” – resistentes aos glicopeptideos. Nesses casos, tratar com Hinezolida (é um bacteriostático) - Linezolida opção terapêutica - Inibidor da sínese proteica INIBIDORES DA SINTESE PROTEICAAULA 4 – 28/09/2017 Na maioria das vezes os inibidores da síntese proteica são bacteriostáticos. Pode inibir com os bactericidas, mas eles costumam a demoram mais para agir Inibir a síntese proteica: Impede a ligação do códon/anticódon A ligação códon-anticodon está errada, o aminoácido incorporado está errado C) Inibição da translocação D) impede a ligação dos aminoácidos antigos aos que chegaram Normalmente RNAt traz um novo aa (anticódon) para se ligar ao códon que está no ribossomo, formando a proteína Síntese proteica: Diferença de ribossomos com os microorganismo Mamíferos – 60S e 40S Microrganismos - 50S e 30S Alguns fármacos se ligam a subunidade 30S e outros a 50S, dificultando a síntese proteica. São específicos da bactéria porque as nossas subunidades são 60 e 40 Inibidores de síntese proteica - Os fármacos que ligam na 50S: macrolidios, cloranfenicol, lincosamidas, estreptograminas, oxazolidinonas - Os fármacos que ligam na 30S: aminoglicosídeos, espectinomicina, tetraciclinas - Normalmente se der dois fármacos que ligam na mesma subunidade um atrapalha o outro. Para associar tem que ligar um na 50 e outro na 30 ou ligar dois que tenha mecanismo de ação diferente. AMINOGLICOSÍDEOS Ligam-se a subunidade 30S Inibidor de síntese proteica, ototoxico Carboidratos aminados Aparecem como alternativas para a resistência bacteriana São fármacos hidrossolúveis, são eliminados pela urina sem sofrer metabolismo É importante porque serve para tratar infecção de urina (ficam ativos) - Carboidratos aminados: Hidrofílicos: capacidade de entrar nas gram negativas Tem muita hidroxila, então são mais hidrofílicas, conseguindo entrar nas bactérias gram – pelo canal de porina (como esses fármacos inibem a síntese proteica, eles têm que entrar na bactéria São eliminados pela urina sem ser metabolizado, ou seja, chega ativo na urina, portanto pode ser usado para tratar infecção de urina - Estreptomicina: já foi o primeiro fármaco para tratar a tuberculose, hoje só usa em caso de resistência aos fármacos tradicionais O fármaco precisa passar pela membrana O ph ácido ou concentração hiperconcentrada (cálcio ou magnésio) atrapalha a ação dos aminoglicosideos, tem pouca atividade Mecanismo de ação Os aminioglicosídeos são mais vantajosos, frente aos demais, por ser bacteriostático e bactericida - Bactericida: desestabiliza a membrana da bactéria por diferença de pressão osmótica e ela acaba morrendo - Bacteriostático: liga a subunidade ribossômica 30s inibindo a síntese proteica Essa ação bactericida ocorre mesmo em doses terapêuticas Os aminiglicosideos se ligam na subunidade 30 s, impede o início da síntese proteica (caso não tenhainiciado) ou bloqueia a próxima tradução ou liga um aminoácido errado Resistência - tipos mecanismos: Diminuição da absorção do antibiótico - não deixa o fármaco entrar, então ele não chega no ribossomo Efluxo de antibiótico – o fármaco entra, mas é jogado para fora Modificação do ribossomo alvo – modificar o sitio de ligação do fármaco aos ribossomos Inativação enzimática dos aminoglicosídicos – cria enzimas que degradam o fármaco aminoglicosideos Reações adversos - Nefrotoxicicidade: é reversível Neomicina é mais tóxica, estreptomicina (menos tóxica) Insuficiência renal aguda, redução da filtração glomerular (7 dias de tratamento): reversível 8 a 26% pacientes – alta - Ototoxicidade: irreversível (problema) Destruição de células sensoriais vestibulares e cocleares (0,5 a 25% pacientes) Gentamicina >amicacina>neomicina: nível de toxicidade Zumbidos, labirintites, perda da audição - Bloqueio neuromuscular: Inibem a liberação da acetilcolina nas vesículas, promovendo o bloqueio neuromuscular Neomicina > canamicina > amicacina > gentamicina > tobramicina Gluconato de cálcio: pode reverter essa toxicidade - Por via tópica são pouco absorvidos (por serem hidrossolúveis) entao não causa tanto essas reações adversas Considerações importantes sobre a posologia: Os aminoglicosídeos, apesar da baixa meia-vida, apresentam parâmetros que falam a favor da administração de toda a dose diária em dose única, a saber: 1. O pico de concentração que atingem; 2. O efeito pós-antibiótico; 3. Menor toxicidade apresentada, principalmente a nefrotoxicidade; 4. Maior sucesso clínico; 5. Menor custo e maior facilidade de administração. A meia vida dos aminioglicosideos é muito pequena então vai embora rápido Esses fármacos têm efeito pós-antibióticos, ou seja, mesmo abaixo da CIM o fármaco continua tendo ação. É mais efetivo dar uma dose alta (para o fármaco entrar na bactéria) e esperar baixar a concentração. Então dar a cada 24 hrs. Pessoas com insuficiência renal dar doses menores em intervalos mais curtos - Sinergismo: aminoglicosídeos + beta lactâmicos: associação racional, pois tem mecanismo de acao diferentes - um age destruindo a parede (b-lactamico) com isso fica mais fácil do AMG de entrar na bacteria. E outro (AMG) na síntese proteica. Não pode dar ao mesmo tempo, pois os dois juntos se ligam e inativam: primeiro dá o b-lactamico e depois o aminoglicosideo - Aumento da nefrotoxicidade dos aminoglicosideos: essas associação aumenta ainda mais a nefrotoxicidade dos AMG: diuréticos de alça, cisplatina, ciclosporina, anfotericina B, vancomicina, contrastes raiológicos - Paralisia neuromuscular: doses altas ou doses normais que usaram curarizantes e magnésio ou portadores de miastenia graves – se der junto com bloqueadores neuromusculares há piora da paralisia. Nesse caso, precisa diminuir a dose do bloqueador neuromuscular Usos terapêuticos Gentamicina: - Mais importante agente no tratamento das bactérias gram negativas - Baixo custo - Aeróbicos gram negativos - Parenteral, oftálmica e tópica - Tobramicina, amicacina, netilmicina: intercambiável – pode ser substituída por algum desses farmacos - Usados para casos de: Infecções trato urinário resistentes (excretado inalterado) Pneumonia somente para aeróbicos gram negativos resistentes – Hemofilus Meningite resistente, Sepse, Infecções hospitalares graves gram negativo São usados mais para bactérias resistentes por causa da alta ototoxicidade Estreptomicina: Endocardite bacteriana Peste Tuberculose Farmacocinética - Absorção: Cátions altamente polares; Pobre absorção oral/retal – por ser muito hidrossolúvel Absorção tópica – risco de toxicidade em uso prolongado! A absorção também não é boa (somente se a pele estiver muito lesionada) Absorção Intramuscular – é a principal via de administração. Rapidamente absorvidos, atingem concentração plasmática em 30-90 min. Uso endovenoso: Indicada para pacientes graves, como grandes queimados, pacientes chocados, infecções hospitalares. - Distribuição: Possuem baixa ligação às proteínas séricas, como a albumina; O volume de distribuição é baixo – chega pouco nos tecidos (são muito hidrossolúveis) Por se tratar de policátions, atravessam muito mal membranas celulares, apresentando baixa concentração intracelular (dificuldade de entrar na célula), no SNC (BHE) e no olho; Alcançam as maiores concentrações teciduais no córtex renal, na perilinfa e endolinfa do ouvido interno (ototoxico); A difusão pelo espaço intersticial e vascular é boa; Atravessam a barreira placentária (P. ex: estreptomicina provoca perda auditiva em crianças) Ficam mais no sangue do que nos tecidos por ser muito hidrossolúvel e se liga aos poucos as protinas plasmáticas dar doses altas Se a bacteria for intracelular esses fármacos não são a preferencia -Biotransformação e Excreção: Eliminados inalterados, não sofrendo, portanto, metabolização; Meia-vida relativamente curta, com cerca de 2-3h; A Eliminação é feita por FILTRAÇÃO GLOMERULAR, com ajuste de dose em Insuficiência Renal (doses menores)! TETRACICLINAS - Classe de fármaco que apresenta 4 ciclos - Antibióticos de amplo uso e largo espectro isolados de Streptomyces aureofaciens e S. rimonis. - Sua interação com íons (cálcio e magnésio) faz com que diminui sua ação – ‘quelam’ os metais: se der junto com Ca ou Mg não absorve nem o fármaco e nem o ion: A quelação é uma importante propriedade química que forma complexos insolúveis com sais de ferro, cálcio, magnésio e alumínio. As TCs quelam cálcio de ossos e dentes (dentes descoloridos chegando até marrom devido a cor amarela das TCs), não sendo indicados para crianças com dentição em formação (6-12 anos) – acumula nos dentes, atrapalha a formação de dentes em crianças. - Algumas TCs geram fototoxicidade – deve tomar cuidado ao tomar sol quando usa o medicamento - Bacteriostáticas com amplo espectro: clortetraciclina, Oxitetraciclina, minociclina, doxiciclina... -Primeira geração Naturais: oxitetraciclina -Segunda geração Semi-sintética – modificou a estrutura para tentar melhorar: Tetraciclina, doxiciclina e minociclina - Classificação de acordo com a ½ Vida: Ação Curta: Tetraciclina, oxtretaciclina, clotetraciclina (6-8h); Ação intermediária: metaciclina (8-12h) Ação Longa: Doxiciclina e Minociclina (16-24h). Mecanismo ação: bacteriostático Entram nas células bacterianas por transporte ativo ou passivo. Ligam-se a subunidade 30S do ribossomo bacteriano impedindo a fixação do RNAt: Bloqueia a ligação de um novo aa à sequência peptídica CONSEQUÊNCIA: INIBIÇÃO DA SÍNTESE PROTEICA!!! Não pode associar tetraciclina e AMG pois tem o mesmo mecanismo de ação Em altas doses tem efeito Bactericida: age como quelante de íons Mg+2 e Fe+2 – estabilizam a membrana Por que não usar em altas doses? - MAIOR TOXICIDADE PARA CÉLULAS HUMANAS Tetraciclina se liga impedindo de entrar Efeitos adversos: Distúrbios gastrintestinais Insuficiência hepática Fototoxicidade Vertigem Depósito ossos e dentes Evitar uso na gestação e crianças Resistência 1) Diminuição do Influxo ou Aumento do Efluxo (ex.: Pseudomonas aeruginosa; S. aureaus; Proteus sp.); 2) Proteção do Ribossomo – produção de proteínas que interferem no sítio de ligação das tetraciclinas (não deixa o fármaco se ligar aos ribossomos por alterar o sitio de ligação); 3) Inativação Enzimática das tetraciclinas ATENÇÃO: Principal Mecanismo: Bomba de Efluxo – gene presente em plasmídeo Espectro ação e usos clínicos As atividades antibacterianas da maioria das tetraciclinas são semelhantes entre si EXCEÇÃO: Cepas resistentes às tetraciclinas podem permanecer sensíveis à doxiciclina e minociclina: Fármacos transportados mais lentamente pela bomba de efluxo – do tempo do fármaco agir e assim inibir a síntese proteica; As diferenças na eficácia clínica desta classe varia de acordo com a Farmacocinética (Absorção, distribuição e excreção).A resistência das bactérias a Doxiciclina e Minociclina é menor porque são eliminados lentamente pela bomba de efluxo, então dá tempo do fármaco ter ação (a bomba de efluxo é o principal mecanismo de resistência). Além disso tem meia vida maior, são mais lipossolúveis, ligam-se a proteína plasmática Espectro de ação amplo: ação sobre Bactérias Intra e Extracelulares; Gram + e Gram -; anaeróbios; Espiroquetas; Riquétsias; Protozoários (Amebas). Cólera, borreliose, pneumonia por micoplasma, infecção por clamídia, febre das montanhas rochoras Farmacocinética Biodisponibilidade por via oral: Tetraciclina:60-70%, Doxiciclina:90%, Minociclina:100% (absorção) Alimentos x tetraciclinas: alimentos ricos em cálcio, magnésio, ferro, suplemento vitamínico, pH alcalino – quelamento do íon e com isso não tem efeito Absorção: estomago vazio é bom; Com leite (calcio) ou antiacido (aumenta o ph) atrapalha na absorcao - Vias de administração: oral, intramuscular - Eliminação pela urinaria – chega na urina já inativo então não usa para tratar infecção urinaria - São metabolizados pelo fígado - Atingem boas concentrações em fígado, pulmão, saliva, leite materno, pele, humor vítreo, - Atravessam a barreira placentária: Malformações no feto; - Não ultrapassam barreira hemato-encefálica – dificuldade de agir no SNC - Ligam-se às áreas calcárias em formação (unhas, ossos, dentes e células tumorais). - Minociclina e Doxiciclina: Lipossolúveis (difundem melhor pelos tecidos) melhor penetração celular in vitro; maior tempo de meia vida - Ligação a proteínas plasmáticas variável: Maior na doxiciclina (93%). - Tetraciclina: 60% por via renal e 40% por via hepática; Ajuste de dose na Insuficiência Renal e na Insuficiência hepática - Minociclina: 90% por via hepática; Ajuste de dose na Insuficiência hepática - Doxiciclina: Excreção por secreção de mucosa intestinal. Interação medicamentosas: Diuréticos: potencializam os efeitos tóxicos das tetraciclinas; Íons di e trivalentes: Diminuição da biodisponibilidade da tetraciclina; Potencialização dos efeitos de antidiabéticos orais (sulfoniluréias) e anticoagulantes orais (warfarina); Diminuição dos efeitos de anticoncepcionais orais. TOGECICLINA Derivada da minociclina (tetraciclina), fármaco novo para melhorar Mesmo mecanismo de ação com a tetraciclina Usados em casos de bactérias resistentes a tetraciclinas In vitro Amplo espectro: Anaeróbicos, enterococo resistente a vancomicina, enterobacteris resistentes Não tem atividade Pseudomonas aeruginosa - resistência Bacteriostática Não precisa de ajuste na insuficiência renal – a via de excreção é pelo intestino Efeito adverso: náusea, e os mesmo da tetraciclina Infecções de pele e partes moles O problema é sua baixa concentração no sangue, fica quase o tempo todo abaixo da CIM MACROLÍDEOS Inibidores de síntese proteica: Eritromicina, Espiramicina, Azitromicina, Claritromicina 1952 McGuire: descoberta da eritromicina Streptomyces erythreus Derivados: aumentar a estabilidade e espectro -Claritromicina e azitromicina: derivados da eritromicina -Cetolídeos (derivados da eritromicina – mecanismo de ação semelhante): Telitromicina - ativo contra algumas bactérias resistentes ao macrolídeos (extremamente HEPATOTÓXICO) - Bacteriostática: Inibe a translocação porque se liga na liga a subunidade 50S - Bactericida em altas doses Mecanismo de ação: Inibem a translocação, movimento dos ribossomos no RNAm, ou seja, impede o crescimento da cadeia polipeptídica, interrupção da síntese proteica por se ligar na 50 S Espectro ação amplo: Estreptococos: Inclusive o pneumococo Estafilocos MSSA Hemófilos Legionela Micoplasmas Clamídeas Uso terapêutico: Infecções do trato respiratório superior (amigdalite, otite, sinusite, laringite, epiglotite) Exacerbação de bronquite Pneumonia comunitária - Alternativa à penicilina: principalmente quem tem alergia Na alergia aos beta-lactâmicos No tratamento da sífilis Na profilaxia de febre reumática - Drogas bastante seguras: Baixa alergenicidade Alterações gastrointestinais: náusea, diarreia - Hepatotoxicidade rara, associada à eritromicina, em forma de estolato, especialmente na gestação (a azitromicina não é hepatotoxica) Indicações: Pneumonia por micoplasma Sífilis Corynebacterium diphteriae Legionelose (pneumonia) - azitromicina Infecções por clamídia: Azitromicina é uma alternativa a tetraciclina Resistência: - Principal é a bomba de Efluxo: Estreptococos e estafilococos criando uma bomba de efluxo para jogar para fora o fármaco - Modificação do alvo ribossômico: a bactéria produz a enzima metilase que modifica o alvo do ribossomo Resistencia também a clindamicina e estreptogramina B - Esterases: enzimas que degradam macrolídeos - Enterobacteriaceae -Azitromicina e claritromicina: Azitromicina: 1x dia Claritromicinina: 2x dia Boa atividade contra H. influenzae Menos efeitos TGI - Eritromicina: 4 doses diárias Espectro limitado contra H. Influenzae Muitos efeitos gastrintestinais - Eritromicina: Disponibilidade oral, intramuscular (muita dor) e intravenosa Baixa concentração líquor e cérebro Boa concentração na secreção brônquica Penetra em macrófagos e neutrólilos (inclusive baço e fígado) Atravessam a placenta e excretado no leite materno - Espiramicina: modificação Disponibilidade oral Distribuição em quase todos tecidos - menor SNC Não atravessa barreira placentária de forma a tratar o feto – vantagem. Porem se tiver uma infecção no bebe não consegue tratar Irritação gástrica Boa ação em Toxoplasma gondii - Azitromicina: Concentrações intracelulares maiores que os outros macrolídeos – todos atingem, mas essa consegue mais por isso é mais importante Importância para patógeno intracelular como legionella Meia vida sérica longa, baixos níveis séricos, mas grande concentração tecidual - Claritromicina: Claritromicina + ceftriaxone (bloqueia a síntese de parede celular – b-lactamico), como escolha no tratamento das pneumonias comunitárias – PRINCIPAL ASSOCIAÇÃO Claritromicina + etambutol, no tratamento de M. avium-intracelullare Claritromicina + amoxacilina (aminopenicilinas- b-lactamico), como parte do esquema terapêutico para H. pylori Não há necessidade de ajuste de doses pela insuficiência renal ou hepática) (a não ser que a depuração de creatinina seja menor 30mL/min Reações adversas (mais com a eritromicina): Gastrintestinais – principais Inibidores de enzimas citocromo P450 Vômito, diarréia e anorexia. Hepatite colestática aguda (com febre, icterícia e comprometimento da função hepática) Reação de hipersensibilidade Arritmias cardíacas Comprometimento auditivo Visão embaçada – raro Interações medicamentosas: - Efeito antagônico: Cloranfenicol, Lincosamidas, Cotrimaxazol – não pode associar - Penicilinas e cefalosporina – não antagônica: interação boa, pode associar - Os macrolideos sofrem metabolização acelerada na presença de fenobarbital - Inativação dos macrolideos: Vitaminas complexo B e Vitamina C - Diminui metabolismo dos seguintes medicamentos: Glicocorticóides, Anticoncepcionais orais, Teofilina, Carbamazepina, Cilosporina, Warfarina, Digoxina LINCOSAMIDAS (CLINDAMICINAS) Clindamicinas é o representante da classe lincosamidas Semelhante a ação da eritromicina em: Pneumococos, S.pyogenes, estreptococos vidridans. Ativo S. aureus sensíveis a meticilina Ativa contra bactérias anaeróbicas Indicações mais importantes: infecções anaeróbicas graves causadas por Bacteroides e tratamento de infecções mistas envolvendo outros anaeróbios Mecanismo de ação: Liga a 50S com isso inibem a atividade de peptidil transferase da subunidade 50S (impede a ligação do aa que está chegando a se ligar a cadeia) – inibe a síntese proteica por se ligar a 50S Bacteriostática e em altas doses bactericidas Suprime síntese proteínas Clindamicina, eritromicina e cloranfenicol: alvos pertos- um interage com outro, não pode dar junto Resistência: Metilação ribossomos – alteração do alvo de ligação dos ribossomos, com isso o fármaco não liga mais na 50S Não é alvo de efluxo!!! Farmacocinética: Absorção oral: a presença de alimentos não altera Meia vida curta: administração a cada 6h Distribui nos tecidos, não atinge meninges – não atravessa a BHE (mesmo na inflamação) Atravessa a placenta Necessidade de ajuste na insuficiência hepática grave Efeitos adversos: Efeitos gastrintestinais 0,01 a 10%: Colite pseudomembranosa (trata com vancomicina) - toxina C difficile: tem que interromper o tratamento Usos clínicos: Infecções graves por anaeróbios Infecções ginecológicas Abcessos pulmonares Gangrena gasosa CLORANFENICOL Primeiros fármacos que tem um grupo nítrico Agente Bacteriostático com amplo espectro de ação: gram +, gram -, aeróbico e anaeróbico - Palmitato cloranfenicol: via oral O que difere é a via de administração - Hemisuccinato cloranfenicol: via parenteral Mecanismo de ação: Liga-se na subunidade 50 inibindo a formação ligação peptídica Resistência: Redução da permeabilidade celular Mutação ribossomal – alteração do sitio de ligação Enzima acetiltransferase degrada o cloranfenicol por acetilação (mais comum) Efeitos colaterais: Aplasia da medula óssea - + toxico Síndrome cinzenta do recém-nascido: Inibem a síntese proteica dos recém-nascido – não pode usar em criança pois pode causar colapso Usos terapêuticos: Espectro amplo: Gram positiva e gram negativo Haemophilus influenzae Pacientes alérgicos a penicilina, cefalospornas e quinolonas – alternativa medicamentosa Infecções oculares e meningites (atravessa BHE) ESTREPTOGRAMINAS 1999: FDA aprova - primeiro fármaco da classe de estreptograminas Infecções graves ou potencialmente fatais causadas por Enterococcus faecium ou Streptococcus pyogenes resistentes à vancomicina. Mutações ribossomos – resistência Bacteriostática e bactericidas (vantagem, estreptograminas) Mudança de conformação no ribossomo (resistência), porem as vezes é reversível após dissociação da subunidade Mecanismo de ação: Liga-se 50S inibindo translocação e a síntese proteica Interações: - Inibidor enzimático dos fármacos (precisa ter ajuste de dose): Anti-histamínicos, anticonvulsivantes (fosfonitoína), macrolídeos, cetoconazol, antimaláricos, antideressivos (fluoxetina, venfalexina), antipsicóticos (haloeridol, risperidona) - Efeitos adversos: Dor e flebite no local de administração OXAZOLIDINONAS LINEDOZINA 2000 - FDA aprovou a linezolida - Substituta da vancomicina Usado quando a vancomicina não tem efeito - Fármaco muito bom para bactérias resistentes à vancomicina, pode ser administrado por via oral! Resistencia em alterações no alvo de ligação, porem são poucos casos Atividade contra bactérias Gram positivas resistentes a fármacos: S. aureus resistente à meticilina (SARM) Estreptococo resistente à penicilina Enterococo resistente à vancomicina (ERV). Mecanismo de ação incerto: Subunidade ribossômica 50S Mutações: resistência ao fármaco. Mais bacteriostático do que bactericida (quando o fármaco é mais bactericida é melhor) Fica acima do MIC – vantagem para as bactérias resistentes Pode ser administrado por via oral – vantagem Utilizado em casos de: Pneumonia hospitalar Pneumonia adquirida na comunidade Infecções complicadas da pele e tecidos moles Infecções não complicadas da pele e tecidos moles Infecções pelo Enterococcus faecium resistente à Vancomicina Crianças Pé diabético Passa no SNC, olhos - vantagem Usar na gravidez e lactação somente se o benefício for melhor que o risco Interações: - Linezolida é Inibidor fraco da monoaminoxidase (enzima que degrada noraepinefrina, dopamina e serotonina – caso a pessoa esteja tomando um antidepressivo (inibidor seletivo da receptação da serotonina) junto, terá um acúmulo de serotonina na fenda sináptica, isso causará uma Síndrome da serotonina (ISRS) Efeitos adversos: Toxicidade hematológica reversível: anemia, leucopenia, plaquetopenia – após 2 semanas (não pode usar mais que 1 mês) Uso prolongado: Neuropatia periférica (irreversível) - meses RESUMO: