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A ARTE EGÍPCIA: UMA ASPIRAÇÃO DE ETERNIDADE. •Os egípcios desenvolveram uma arte original e a levaram à perfeição desde o antigo império. •A arte egípcia era, assim como a literatura, muito ligada à religião. Por meio dela, os artistas procuravam exaltar seus deuses e também seus governantes, a grandeza do império e a pureza da fé. •As representações das divindades, bem como de seus poderes e domínios, apareciam em pinturas e relevos. •Nos 30 séculos da história do Egito, as técnicas não sofreram evolução sensível. •No setor artístico houve um notável desenvolvimento. •Assim como em tantos outros aspectos de sua vida, os egípcios estabeleciam uma forte aproximação de suas manifestações artísticas para com a esfera religiosa. •Dessa forma, são várias as ocasiões em que percebermos que a arte dessa civilização esteve envolta por alguma concepção espiritual. •A arte egípcia pode ser considerada uma arte funerária, visto que as principais representações plásticas estiveram sempre voltadas para a vida após a morte. A ARTE EGÍPCIA: UMA ASPIRAÇÃO DE ETERNIDADE. • Tendo funções para fora do simples deleite estético, a arte dos povos egípcios era bastante padronizada e não valorizava o aprimoramento técnico ou o desenvolvimento de um estilo autoral. •Geralmente, as pinturas e baixos-relevos apresentavam uma mesma representação do corpo, em que o indivíduo tinha seu tronco colocado de frente e os demais membros desenhados de perfil. •No estudo da arte, essa concepção ficou conhecida como a Lei da Frontalidade – baseada no que se sabia existir ou pertencer à imagem e não exatamente ao que se estava visualizando. A ARTE EGÍPCIA: UMA ASPIRAÇÃO DE ETERNIDADE. •A temática mortuária era de grande presença. •A crença na vida após a morte motivava os egípcios a construírem tumbas, estatuetas, vasos e mastabas que representavam sua concepção do além-vida. •As primeiras tumbas egípcias buscavam realizar uma reprodução fiel da residência de suas principais autoridades. •Em contrapartida, as pessoas sem grande projeção eram enterradas em construções mais simples que, em certa medida, indicava o prestígio social do indivíduo. A ARTE EGÍPCIA: VIDA E MORTE •A escultura egípcia, ao longo de seu desenvolvimento, encontrou características bastante peculiares. •Apesar de apresentar grande rigidez na maioria de suas obras, percebemos que as estátuas egípcias conseguiam revelar riquíssimas informações de caráter étnico, social e profissional de seus representados. •No governo de Amenófis IV temos uma fase bastante distinta em que a rigidez da escultura é substituída por impressões de movimento. •Após o governo de Tutancâmon, a arte egípcia passou a ganhar forte e clara conotação política. •As construções, esculturas e pinturas passaram a servir de espaço para o registro dos grandes feitos empreendidos pelos faraós. •Ao fim do império, a civilização egípcia foi alvo de sucessivas invasões estrangeiras. •Com isso, a hibridação com a perspectiva estética de outros povos acabou desestabilizando a presença de uma arte típica desse povo. A ARTE EGÍPCIA: REGISTRO DO PODER FARAÔNICO ARQUITETURA •A arquitetura egípcia apresentou, desde os primeiros tempos, uma tendência para a monumentalidade e o gigantismo. •Como os governos dos faraós eram grandes responsáveis pelas obras arquitetônicas, estas refletiam seu objetivo: mostrar o poderio do estado egípcio. •A preocupação com o destino da alma foi a grande motivação que levou os faraós à construção de seus túmulos. • As mastabas eram um tipo de monumento funerário mais usual nos primeiros tempos. Uma parte delas era subterrânea, para colocar em segurança, fora do alcance dos ladrões, o corpo mumificado dos primeiros reis. ARQUITETURA - MASTABAS • O processo de centralização política e a divinização da figura do faraó tiveram grande importância para a construção das primeiras pirâmides. As pirâmides tiveram sua origem em uma sobreposição de mastabas. • Essas construções, que estabelecem um importante marco na arquitetura egípcia, têm como as principais representantes as três pirâmides do deserto de Gizé, construídas pelos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos. Essas edificações colossais, representam a maior expressão da arquitetura egípcia. Levando em conta a modéstia dos meios materiais disponíveis na época. Próxima a essas construções, também pode se destacar a existência da famosa esfinge do faraó Quéfren. • Como as pirâmides se revelaram alvo fácil de ladrões, que eram atraídos pela enormidade das riquezas depositadas junto às múmias dos antigos faraós, seus sucessores passaram a construir os próprios túmulos em escavações feitas nas encostas da montanha do Vale dos Reis, perto de Tebas. ARQUITETURA - PIRÂMIDES • Os templos construídos no Egito antigo representam também um verdadeiro prodígio arquitetônico. • O tamanho colossal de suas estruturas objetivava mostrar a importância da religião e o poderio dos deuses e dos faraós. • Reflexo do poder dos faraós e dos deuses, construídos para a eternidade, os templos egípcios testemunham, em nossos dias, a grandiosidade da cultura responsavel por sua edificação. • Além das funções religiosas, os templos egípcios preenchiam ainda inúmeras outras. Tinham, por essa razão, grande número de dependências, como armazéns, celeiros, escola, oficinas, residência para os sacerdotes e outras mais. ARQUITETURA - TEMPLOS • As colunas que sustentavam o teto das construções tinham aspectos os mais variados. Seu capitel, isto é, sua parte superior, tomava a forma de flores-de- lótus, folhas de papiro e, mesmo, rostos humanos, como elementos decorativos. • Séculos antes dos gregos, os egípcios já construíam suas colunas com “caneluras”, ranhuras que iam da base até sua parte superior. ARQUITETURA - COLUNAS •Nas construções, utilização principalmente a pedra, material abundante no território do Egito. •O uso do adobe era frequente na edificação de palácios e residências. Como o adobe é muito frágil, as construções em que foi utilizado não sobreviveram, em grande parte. ARQUITETURA - CARACTERÍSTICAS RELIGIÃO ESCULTURA • A escultura, no Egito, surgiu como um complemento da arquitetura. • Destinava-se a servir de enfeite na construção dos templos e dos palácios. • Os materiais usados eram, principalmente, a pedra e a madeira. • Eram utilizados, nas obras de estatuaria, ornamentos de prata, de ouro e de marfim. • Os modelos de estátua executados na época do antigo Egito foram seguidos durante os períodos seguintes da história do Egito sem grandes modificações. • Representavam deuses animais, plantas e seres humanos. • Tinham, muitas vezes, tamanho colossal, como a esfinge de Gizé, as estátuas de Ramsés II em Abu-simbel e os chamados “Colossos de Menon”. Os baixos-relevos, que eram quase sempre pintados, recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo. ESCULTURA - RELEVO ESCULTURA Representação de faraós e deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Exagero frequente nas proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. PINTURA • No Antigo e Médio Egito, a pintura foi utilizada em complementação à escultura, especialmente dos baixos-relevos. No Novo Império, assumiu um caráter independente. • As pinturas retratam cenas de caçada, trabalho no campo e outras. • Em razão de um formalismo religioso, por imposição da religião, os pintores egípcios não utilizavam a perspectiva em seus trabalhos,não transmitindo impressão alguma de profundidade. • Personagens, objetos e outros componentes de uma cena qualquer, que estariam em um segundo ou terceiro plano, eram representados em tamanho reduzido, ao lado daqueles que apareciam na parte da frente, no primeiro plano da obra. • As figuras humanas eram mostradas sempre de perfil. • No governo de Akhnaton, os artistas expressam livremente seus sentimentos e elaboram uma pintura mais naturalista. Suas pinturas representam cenas familiares, onde os personagens, inclusive o faraó, sua mulher (Nefertiti) e filhos aparecem em verdadeiros flagrantes de seu dia- a-dia. • Após o governo de Akhnaton, a pintura egípcia sofreu um retrocesso, os artistas passaram a repetir o estilo das épocas mais antigas. • Foi constante a preocupação dos artistas egípcios em retratar o meio ambiente em que viviam. No interior de algumas mastabas, os desenhos nas paredes representam paisagens variadas. • Para fabricar suas tintas, os egípcios usavam pigmentos minerais extraídos do carvão, do gesso, do minério de ferro, que misturavam com cola. As cores vivas, que obtinham desse modo, davam às pinturas que elaboravam uma impressão de vida que o tempo não conseguiu apagar. PINTURA •A Escrita evidenciava o controle do reino. •Representada por meio de hieróglifos, uma escrita pictográfica, onde cada sinal representava um objeto. •Presente, principalmente, em folhas de papiro, em paredes ou blocos de pedra, onde os pictogramas eram pintados ou escavados. ESCRITA