Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

para RM de Crânio 
O Guia Definitivo 
Avisos Legais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REDISTRIBUIÇÃO 
 
 Você concorda que não irá copiar, redistribuir ou 
explorar comercialmente qualquer parte deste documento 
sem a permissão expressa da autora. 
 
 
AUTORIA 
 
 Joice Brandão 
 
 
COLABORAÇÃO 
 
 Bruna Casprechen 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
SUMÁRIO 
03 
 
04 
 
05 
 
10 
 
20 
 
31 
 
36 
Sobre m im . . . 
 
I n tr od ução 
 
Anatom ia 
 
Esc lerose Múlt ip l a 
 
Demênc ia 
 
Para l is i a de Be l l 
 
Plane j amen to 
Sumário 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
4 
 
Sobre mim... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Olá galera da radiologia!!! Meu nome é Joice Brandão, 
sou técnica em radiologia e responsável pelo SIMPLIFICANDO 
RESSONÂNCIA. Sou completamente apaixonada pela área e 
tive meu primeiro contato com a ressonância há 11 anos. No 
início me deparei com materiais complexos e de difícil 
compreensão para aplicar no meu dia a dia. Pensando 
nisso, decidi compartilhar parte do meu caderno de estudo, 
onde anotei tudo que aprendi desde meus tempos de estágio 
até hoje de uma maneira simples e fácil de entender. 
03 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
5 04 
 
Introdução 
 
 A ressonância é um exame não invasio capaz de gerar 
imagens detalhadas dos tecidos que ajudam a identificar 
diversas patologias. 
 
 O objetivo deste e-book não é dissecar a patologia, mas 
sim, ajudá-lo a identificar o protocolo adequado, as 
estruturas anatômicas relevantes e quais sequências de 
imagem são indispensáveis ao diagnóstico por imagem do 
crânio, visto que há inúmeras formas de estudá-lo o crânio. 
 
 Via de regra, todo serviço de diagnóstico tem um 
protocolo rotina, Isto é, sequências que são capazes de 
fornecer informações adequadas para o diagnóstico das 
patologias mais comuns. Entretanto há algumas indicações 
clínicas que exigem o estudo da patologia com sequências 
extras ou especiais. É o caso da esclerose múltipla, demência 
e paralisia de Bell por exemplo. 
 
 Calma, sabemos que é muita informação, por isso vou 
simplificar para você. Presta atenção... Primeiro você precisa 
saber de que se trata a indicação, quais os sintomas e quais 
sequências são capazes de identificar essa patologia. Não se 
esqueça também de que você precisa identificar quais 
estruturas a doença em questão afeta, e ter certeza que as 
incluiu em seu exame de ressonância magnética. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
6 
 Anatomia 
 
 01 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
7 
Estruturas Anatômicas Relevantes 
 
SAGITAL T1 
Ponte 
Hipófise 
Joelho do 
Corpo Caloso 
Medula 
Oblonga 
Corpo 
Caloso 
Cerebelo 
Mesencéfalo 
Esplênio do 
Corpo Caloso 
06 
SAGITAL T1 
Hipocampo 
Lobo 
Temporal 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
8 
Estruturas Anatômicas Relevantes 
 
SAGITAL T1 
Giro do Cíngulo 
Ventrículo 
Quiasma Óptico 
Tálamo 
IV Ventrículo 
SAGITAL T1 
Órbita 
Sulco 
Parieto-occipital 
Sulco do Cíngulo 
Nervo Óptico 
Seio Maxilar 
Ventrículo 
Lateral 
07 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
9 
AXIAL T1 
AXIAL DRIVE 
Estruturas Anatômicas Relevantes 
 
Cabeça do 
Núcleo Caudado 
Tálamo 
Ventrículo Lateral 
(Atrium) 
Fórnix 
(Septo Pelúcido) 
Cápsula Externa 
Putamen 
Joelho do 
Corpo Caloso 
Córtex 
(Contorno Cinzento) 
Substância Branca 
Nervo Trigêmeo VIII Nervo Craniano 
(Vestibular) 
VII Nervo Craniano 
(Facial) 
08 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
10 
Estruturas Anatômicas Relevantes 
 
CORONAL T2 
Ponte 
III Ventrículo 
Corpo 
Caloso 
Ventrículo 
Lateral 
Hipocampo 
Tálamo 
Ouvido 
Interno 
Putamen 
Cabeça do 
Núcleo Caudado 
Hipófise 
09 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
11 
Esclerose 
Múltipla 
 
 02 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
12 11 
Conceito 
 
 É uma doença autoimune neurológica que acomete o 
sistema nervoso, provocando alterações sensitivas, motoras, 
cerebelares, visuais, cognitivas e até esfincterianas 
dependendo do sítio afetado. Mais de uma região pode ser 
afetada por vez. A doença incide predominantemente em 
pessoas com idade entre 15 e 45 anos. 
 
 Patologicamente, caracteriza-se pelo desenvolvimento 
de lesões desmielinizantes inflamatórias da substância 
branca, que ocorrem quando o próprio sistema imunológico 
passa a atacar a bainha de mielina, que é incumbida de 
proteger as estruturas responsáveis pela transmissão dos 
impulsos nervosos. 
 
Sintomas 
 
 Fique atento se o paciente relata mais de um episódio 
dos sintomas. A esclerose múltipla clássica acontece em um 
modelo surto-remissão, Isto é, pode haver melhora 
espontânea e reaparecimento dos sintomas um tempo depois. 
É importante conhecer os sintomas para que a anamnese 
seja bem feita e o protocolo adequado seja escolhido. 
 
 As lesões inflamatórias interrompem o fluxo das sinapses 
nervosas. Normalmente o paciente apresenta sintomas 
diferentes, dependendo da área afetada. Os surtos ou 
recorrência acontecem quando um sintoma reaparece ou 
piora, podem durar dias ou semanas. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
13 12 
 A doença também pode se apresentar de forma 
progressiva e agressiva em alguns casos. Fique atento aos 
seguintes sinais durante a anamnese e pergunte ao seu 
paciente, se ele tem sofrido fadiga, episódios de dormência e 
formigamento das extremidades. Certifique-se se ele queixa 
dor ou queimação facial de apenas um ou ambos os lados, 
isso pode indicar lesão do nervo trigêmeo. Perda de força, 
dificuldade para andar, espasmos ou rigidez muscular são 
os sintomas motores mais comuns. 
 
 Podem aparecer sintomas visuais como visão dupla, 
borrada ou até manchas escuras no centro da visão se 
houver comprometimento do nervo óptico. 
 
 Recapitulando os principais sintomas: fadiga, diplopia, 
alterações da marcha, paresia, vertigem, neuralgia do 
trigêmeo, perda de sensibilidade dos membros, 
incontinência urinária, depressão e até alterações da fala. 
Memória e raciocínio também podem ser afetados 
dependendo da progressão da doença. 
 
Sequências Fundamentais 
 
 O objetivo, mais uma vez, não é dar uma aula de 
sequência de imagens. Esse é assunto para outra 
oportunidade. 
 
 Já comentamos que as placas de desmielinização podem 
comprometer qualquer área do sistema nervoso, mas há uma 
preferência pelo corpo caloso e adjacências. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
14 
FLAIR 
 
 Além das sequências de rotina, você precisa incluir pelo 
menos um SAGITAL FLAIR fino. Esse plano permite uma 
melhor visualização das lesões em formas de labaredas da 
coroa radiada ou dedos de Dawson. 
 
 
 
(IMAGEM) 
 
 
 
 
 
 
 O FLAIR é uma sequência fundamental, já que é capaz 
de inverter, apagar, o sinal do líquor e ainda manter uma 
ponderação pesada em T2. 
 
 Ao inverter o sinal do líquor as lesões desmielinizadas 
ficam em evidência, ou seja, elas brilhamjá que estão 
hidratadas devido à gliose e a ausência de mielina. Apesar 
do seu alto valor prático, lesões justacorticais podem passar 
despercebidas nessa sequência, já que o sinal dessas lesões 
podem se confundir com o córtex. Estas são melhor 
observadas nas sequências com ponderação T2. 
SAGITAL FLAIR 
13 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
15 14 
SAGITAL FLAIR 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
16 15 
T2 
 
 O tecido lesionado tem alto sinal em T2 e se destaca em 
relação ao contraste da substância branca de sinal mais 
baixo. Entretanto falha ao demonstrar lesões 
periventriculares (que são melhor identificadas no FLAIR) e 
da medula espinhal já que o alto sinal do líquor pode se 
mesclar ao sinal da lesão. Por isso sequências ponderadas 
por densidade de prótons são preferidas no estudo das 
colunas, justamente porque o líquor tem menor intensidade 
de sinal nessa ponderação do que em T2. 
Córtex Substância 
Branca 
Lesão 
Desmielinizante 
Líquor 
Hiperintenso 
AXIAL T2 
SAGITAL T2 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
17 
Substância 
Branca 
Lesão de 
Esclerose 
Massa 
Cinzenta 
Líquor 
Hipointenso 
AXIAL T1 SEM CONTRASTE 
T1 
 
 Algumas lesões vistas em T2 com alto sinal podem ser 
observadas também em T1, porém com hipossinal. Aqui as 
lesões aparecem apagadas, são descritas como “buracos 
negros” e possuem aspecto ovalado com sinal semelhante ao 
do córtex. Algumas dessas lesões podem desaparecer com o 
tempo quando estão associadas à edema ou 
desmielinização. Entretanto, quando há perda axional, as 
lesões são permanentes e não desaparecem com o passar do 
tempo. Lesões hiperintensas em T1 indicam atrofia cerebral e 
progressão da doença. Placas ativas são identificadas com o 
uso do contraste nas sequências ponderadas em T1. O realce 
pode ser difuso, mas frequentemente é incompleto na região 
periférica da lesão. O realce por gadolíneo indica que houve 
quebra da barreira hematoencefálica, mostrando que há 
atividade da doença. Se não houver impregnação do meio 
de contraste, significa que, ou já houve recuperação da 
barreira ou a lesão é antiga. O realce acontece porque há 
uma reação inflamatória causada pela destruição da 
mielina. 
16 
A Lesão de 
esclerose tem 
edema 
associado, que é 
água, por isso 
apaga. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
18 
SAGITAL T1 PÓS CONTRASTE 
AXIAL T1 PÓS CONTRASTE 
Realce periférico 
incompleto do contraste 
Lesão subcortical identificada 
após o uso de contraste 
SAGITAL T1 PÓS CONTRASTE 
Realce periférico 
do contraste 
Realce difuso 
do contraste 
AXIAL T1 PÓS CONTRASTE 
17 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
19 
AXIAL DIFUSÃO 
MTC (Contraste por Magnetização Transversa) 
 
 Contraste ou imagem por magnetização transversa é 
uma técnica de imagem ponderada em T1 pós contraste que 
permite diferenciar desmielinização de inflamação, 
tornando possível identificar algumas lesões que não 
aparecem em outras sequências de imagem convencionais 
do protocolo. 
 
Difusão 
 
 As áreas desmielinizadas brilham na difusão, o que 
indicam água presa no tecido, nas áreas de gliose. Quando 
há hipersinal, entendemos que há restrição molecular à 
difusão. Só pra que entenda melhor, observe que o líquor nos 
ventrículos é hipointenso, ou seja, ele apaga, justamente 
porque a água é livre. 
 
18 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
20 
DIR (Recuperação de Dupla Inversão) 
 
 É uma sequência de imagens relativamente nova capaz 
de suprimir tanto o sinal do líquor quanto da substância 
branca, oferecendo melhor delimitação das placas. 
 
AXIAL DIR 
AXIAL DIR 
19 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
21 
 Demência 
 
 03 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
22 
Conceito 
 
 Imagino que você deve estar pensando: “Nossa, é muita 
informação!” E é mesmo. Mas vou tornar o processo mais 
simples pra você. Lembre-se de que o objetivo aqui é saber 
como executar um excelente exame que atenda tanto o 
médico radiologista quanto o paciente. Por isso vou te 
ensinar a importância da ressonância para o estudo das 
demências e o que muda em relação ao protocolo rotina. 
 
 Demência pode ser definida como uma síndrome 
caracterizada pela perda progressiva de memória, 
associada a déficit de funções cognitivas e comportamentais. 
Podem ser classificadas como degenerativas (não 
reversíveis) e não degenerativas (reversíveis). O exame de 
ressonância tem papel crítico para análise e pode apontar 
perda do tecido cerebral, que são característicos da 
demência, mas não é usado como método único para 
diagnóstico, sendo indicado correlacionar com exames 
anatomopatológicos para diagnóstico definitivo. 
 
 De todas as formas de demência, quatro são as mais 
comuns: Demência de Alzheimer (DA), demência vascular 
(DV), demência do lobo frontotemporal (DFT) e demência 
com corpos de Lewy (DCL). 
21 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
23 
Sintomas 
 
 É importante frisar que sua história clínica faz toda a 
diferença para o radiologista, uma vez que o ajuda a 
direcionar sua atenção. Por isso é importante que você 
entenda quais são os principais sintomas que um paciente 
com quadro demencial apresenta. 
 
 O primeiro sintoma que costuma aparecer é o 
esquecimento de fatos recentes. Você perceberá com 
frequência que o paciente com suspeita de demência, relata 
episódios de desorientação espacial, ou seja, não consegue 
identificar onde está. Aspectos cognitivos ligados ao 
hipocampo normalmente são prejudicados em função da sua 
atrofia. Os sintomas aparecem de forma quase imperceptível 
e pioram lenta e progressivamente. 
 
 Não se esqueça de verificar se há distúrbios de 
linguagem e de alucinações. Estes sintomas aparecem com o 
progresso da doença. Confira também se o paciente é 
diabético ou hipertenso, essa informação ajuda o médico a 
diferenciar lesões hiperintensas que aparecem mais 
evidentes no FLAIR. 
 
 Sintomas relacionados ao AVC, também são importantes 
constar na história visto que pode desencadear uma 
demência vascular. Portanto, não deixe de perguntar se 
houve episódios de dormência a esquerda ou a direita do 
corpo, dificuldades da fala, alterações da marcha ou se há 
história prévia de AVC. 
 22 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
24 23 
CORONAL OBLÍQUO AO 
HIPOCAMPO 
SAGITAL T1 
 É importante ressaltar que depressão, apatia, isolamento 
social também fazem parte dos sintomas e estão associados à 
demência do lobo frontotemporal. 
 
 Recapitulando os principais sintomas: Esquecimento e 
raciocínio prejudicado, incapacidade gradual de realizar 
tarefas simples e cotidianas, confusão mental, dificuldades 
na fala e alterações comportamentais ou de personalidade. 
À medida que a doença evolui, pode haver perda das 
funções motoras, esfincterianas e dificuldade para deglutir. 
 
Sequências Fundamentais 
 
 A demência de Alzheimer caracteriza-se principalmente 
pela atrofia do lobo temporal medial, onde se encontra o 
hipocampo, e do córtex cerebral. Seu diagnóstico por 
imagem dispensa contraste e baseia-se principalmente na 
avaliação da largura da fissura coroide e altura do 
hipocampo em um CORONALT1 oblíquo, perpendicular ao 
eixo longo do hipocampo. A avaliação do sulco do 
hipocampo é fundamental para o diagnóstico. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
25 24 
 Vamos entender o que é essa atrofia na imagem de 
ressonância. 
SAGITAL T1 NORMAL SAGITAL T1 
Hipocampo Normal 
Atrofia do Hipocampo 
Ventrículo Lateral 
Dilatado 
CORONAL T1 
Hipocampo Normal 
Hipocampo Atrofiado 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
26 25 
Sulco Cingulado 
Sulco Central Lóbulo Central 
Sulco Marginal 
Precuneus 
Sulco 
Parieto 
Occipital 
Case courtesy of A.Prof Frank Gaillard, Radiopaedia.org, rID: 47208 
 Ressalta-se que a doença de Alzheimer precoce 
apresenta relevante atrofia cortical posterior, por isso 
estuda-se também na imagem os sulcos cingulado posterior e 
parieto occipital para avaliar tamanho e grau de atrofia 
do precuneus e superfície cortical do lobo parietal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sulco 
Parieto 
Occipital 
Sulco Cingulado 
Precuneus 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
27 26 
Cérebro Neurorehabil. 2015 Mar; 8 (1): 1-10. Cérebro Neurorehabil. 2015 Mar; 8 (1): 1-10. 
Cérebro Neurorehabil. 2015 Mar; 8 (1): 1-10. Cérebro Neurorehabil. 2015 Mar; 8 (1): 1-10. 
(B) Doença 
isquêmica de 
pequenos vasos 
(também 
conhecida como 
acidente vascular 
cerebral 
isquêmico 
subcortical) 
 Não raro, a doença de Alzheimer está associada à 
Demência Vascular (DV) que é causada, sobretudo por 
múltiplos infartos tanto corticais quanto lacunares. Esses 
pequenos infartos acontecem de forma gradual e muitos 
pacientes nem o percebem até que a soma de todos eles 
comecem a produzir sintomas. O paciente sofre uma lenta 
deteriorização. Diabetes, hipertensão e fumo são 
importantes fatores de risco. Nessa doença, é possível 
observar focos de hiper sinal em T2 no tálamo, gânglios da 
base e substância branca. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
28 27 
 Demência frontotemporal afeta principalmente o 
comportamento social do paciente e sua compreensão das 
palavras, bem como o reconhecimento visual. Aqui o 
principal papel da ressonância é identificar atrofia focal em 
lobos temporais. A sequência de eleição aqui é o T1, dada 
sua capacidade de melhor descrever a anatomia. Por isso é 
capaz de analisar melhor perda focal do volume da 
substância branca. 
 
 
 
 
 
 
 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
29 28 
 A quarta forma mais conhecida de demência é a 
Demência com Corpos de Lewy (DCL). Os sintomas mais 
comuns são alucinações, parkinsonismo, movimentos 
oculares rápidos e quedas sem explicações. Portanto, lembre-
se de incluir essas perguntas em seu questionário. Sua 
história clínica também deve mencionar se há distúrbios de 
sono. 
 
 Mais uma vez a sequência com ponderação T1 ganha 
relevância em RM. Aqui o paciente apresenta menor atrofia 
focal, típica do hipocampo e lobos temporais mediais do que 
é possível observar no CORONAL T1 do paciente com 
Alzheimer. O AXIAL T1 aqui é particularmente importante 
para avaliar atrofia cortical e subcortical, corpo estriado, 
substância inominada, hipotálamo e mesencéfalo dorsal. 
 
 É importante que você entenda que os sinais da 
Demência com Copors de Lewy são muito sutis na imagem 
por ressonância, entretanto a clínica do paciente existe e 
deve ser levada e consideração. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
30 29 
Agora vamos ao protocolo... 
 
Sequências ponderadas em T1 oferece melhor descrição 
anatômica e torna possível avaliar perda de volume 
regional. Se possível fazer sequência 3D para reconstrução 
de todos os planos. 
 
Sequências com ponderação T2 são mais eficientes no estudo 
dos gânglios da base (núcleo caudado putamen e etc.) e 
estruturas da fossa posterior, já que o FLAIR neste caso deixa 
a desejar. 
 
 
FLAIR 
 
 Pode se adquirido em 3D a fim de ser reconstruído em 
outros planos ou AXIAL para estudo de isquemia de pequenos 
vasos da substância branca. 
 
 
DIFUSÃO/ADC 
 
 Ajuda na identificação de desmielinização do infarto. 
 
 
SWI 
 
 É uma sequência de ponderação gradiente 
especialmente útil para diagnóstico de micro-hemorragia, 
depósito de ferro e perda de sina da substância negra que 
está associado ao Parkinson. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
31 30 
ESPECTROSCOPIA 
 
 A espectroscopia do giro do cíngulo também tem alto 
valor diagnóstico. A espectroscopia não gera imagens como 
as outras sequências. Gera um gráfico capaz de quantificar 
certas substâncias químicas da composição do encéfalo. 
Porém, dada a complexidade do assunto, vamos precisar de 
um capítulo só para falar de espectro. Portanto será assunto 
para outra oportunidade. 
 
 Bom, agora que você entende o valor diagnóstico de 
cada sequência fica mais fácil fazer o seu exame . No 
final deste e-book, você vai encontrar o planejamento de 
imagens com uma descrição clara e simples de como 
angular cada corte para que seu exame seja diferenciado. 
 
 Eu o fiz assim para que você possa acessar de forma 
rápida sempre que precisar e tirar sua duvidas. Mas antes, 
vamos estudar como a paralisa de Bell pode afetar seu 
protocolo de exame. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
32 
 Paralisia 
 De Bell 
 
 04 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
33 32 
Conceito 
 
 Agora que você já sabe como planejar um exame para 
esclerose e demência, vamos entender como planejar um 
exame que avalie os nervos cranianos. Vamos pegar como 
exemplo a paralisia de Bell que é caracterizada pela perda 
temporária ou permanente da mímica facial. É causada por 
uma inflamação do VII nervo craniano que passa dentro do 
conduto auditivo interno que está situado logo abaixo do 
nervo trigêmeo. Essa inflamação pode causar sintomas que a 
princípio simulam um AVC, por isso a Ressonância 
Magnética é fundamental, já que na imagem, o AVC e a 
inflamação do nervo se apresentam de forma 
completamente diferente. 
VIII Nervo Craniano 
(Vestibular) 
VII Nervo Craniano 
(Facial) 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
34 33 
Sintomas 
 
 Eu sei que parece difícil e complicado, mas vou facilitar 
para que você. Como vimos, o pedido e a história clínica 
definem o protocolo e o planejamento do exame, portanto, é 
fundamental você compreender quais são os sintomas mais 
importantes dessa patologia para então identificar o 
protocolo adequado. 
 
 Os sintomas envolvem paralisia parcial ou total da 
musculatura facial. Para sua história clínica, você precisa 
entender que há sintomas leves, moderados e graves. Os 
sintomas mais leves envolvem uma paralisia discreta e pouco 
perceptível. À medida que evolui é possível notar certa 
dificuldade de movimentar músculos que envolvem olhos e 
boca, como fechamento incompleto da pálpebra e movimento 
imperfeito dos lábios. Observe enquanto conversa com seu 
paciente, se há assimetria facial evidente tanto em repouso 
quanto em movimento ou ausência de rugas. Em casos 
gravíssimos há paralisia total da musculatura facial. 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
35 34 
Sequências Fundamentais e PlanejamentoAlém do protocolo tradicional de rotina, você precisa 
de uma imagem que ofereça detalhe e alta resolução capaz 
de demonstrar os nervos cranianos que são estruturas finas e 
minúsculas. Neste caso, o AXIAL T2 fino é a sequência que 
melhor atende a necessidade. Se você trabalha em um 
equipamento PHILIPS, você pode escolher entre as sequências 
T2* BALANCE ou DRIVE. Equipamentos GE oferecem o AXIAL 
FIESTA para esta finalidade. No SIEMENS você vai encontrar 
a mesma sequência de imagem nomeada com True FISP. 
 
 Presta atenção! A imagem precisa ser adquirida no 
plano AXIAL. Neste caso você vai usar um CORONAL que 
evidencie os ouvidos e alinhar os cortes paralelos ao conduto 
auditivo interno, exatamente como na imagem abaixo: 
AXIAL 3D DRIVE 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
36 35 
Sequências Fundamentais e Planejamento 
 
 O diagnóstico final da patologia em questão é dado nas 
sequências pós contraste onde é possível notar um realce 
focado no aspecto lateral do conduto auditivo interno. 
 
AXIAL T1 SEM CONTRASTE 
CORONAL T1 COM CONTRASTE 
AXIAL T1 COM CONTRASTE 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
37 
 
 05 
 Planejamento 
 de Crânio 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
38 
Planejando o AXIAL 
 
37 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
39 
Planejando o CORONAL 
38 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
40 39 
Planejando o SAGITAL 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
41 
Planejando o Hipocampo 
40 
No AXIAL não 
esqueça de conferir o 
alinhamento dos 
ouvidos para 
garantir simetria das 
demais estruturas 
encefálicas 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
42 41 
Planejando Nervos Cranianos e Ouvidos 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
43 42 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
REFERÊNCIAS 
 
 As informações aqui contidas tiveram como ponto de 
partida o meu próprio caderno de anotações. Entretanto foi 
necessário o estudo profundo de diversos artigos e livros para 
que as informações fossem passadas com a maior clareza 
possível. Portanto, para facilitar o entendimento não fiz 
nenhuma referência direta no texto, mas estou 
disponibilizando aqui abaixo todos os links e livros 
pesquisados. 
 
Westbrook, Catherine 
Ressonância magnética: aplicações práticas / Ctherine Westbrook, Caroline Kaut Roth, John Talbot; [tradução 
de Mariângela Vidal Sampaio Fernandes]. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2016. 
 
Ressonância Magnética – O Livro-Texto do European Magnetic Resonance Forum, Quinta Edição Copyright© 
2004 by Livraria Santos Editora Comércio e Importação Ltda. 
 
Barker, Peter B.; Gillard, Jonathan H.; Waldman, Adam D. 
Ressonância Magnética Em Neurorradiologia Clínica –Técnicas Fisiológicas e Funcionais -2ª Ed. 2014. Editora 
Revinter 
 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2647854/ 
https://pmj.bmj.com/content/92/1088/333 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2647854/ 
http://www.radiologyassistant.nl/en/p43dbf6d16f98d/dementia-role-of-mri.html 
http://www.ajnr.org/content/33/10/1836 
https://pmj.bmj.com/content/92/1088/333 
https://radiopaedia.org/articles/neurodegenerative-mri-brain-an-approach?lang=us 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2647854/ 
http://radiologyassistant.nl/en/p43dbf6d16f98d/dementia-role-of-mri.html 
http://www.radiologyassistant.nl/en/p4f49ef79818c2/shoulder-mr-anatomy.html 
http://radiology-anatomy.blogspot.com/ 
http://w-radiology.com/lentiform-nucleus.php 
https://www.youtube.com/watch?v=RC_6Qik5KOg&index=2&list=PLJKvxVM15Mhd6nIBoQThu1Xn0-
osN_B4U 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2647854/ 
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15276 
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1191/paralisia_facial_periferica.htm 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2001000500016 
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/demencia 
https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/demencias-entrevista/ 
https://sbnr.org.br/o-uso-da-neuroimagem-no-diagnosticos-da-demencias/ 
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1341/demencias.htm 
https://pebmed.com.br/imagem-nas-demencias-onde-estamos-e-para-onde-iremos/ 
 
44 43 
@simplificandoressonancia /simplificandoressonancia 
@simplificandoressonancia 
/simplificandoressonancia 
simplificandoressonancia 
simplificandoressonancia.com 
 Conecte-se comigo 
 
 
 Se você ainda não teve a oportunidade de assinar as 
minhas redes sociais, não deixe de fazer isso agora para 
não perder nenhum detalhe. 
 
Me siga no Instagram: 
Vídeos, postagens e Lives sobre Ressonância Magnética que 
vão lhe ajudar no dia a dia. 
 
Curta minha página do Facebook: 
Receba conteúdo extra para lhe ajudar a se tornar cada 
dia melhor. 
 
Assine meu Canal do YouTube: 
Vídeo aulas disponíveis para você estudar e aprender mais 
sobre Ressonância Magnética. 
 
Site Simplificando Ressonância: 
Conheça um pouco mais sobre meus projetos

Mais conteúdos dessa disciplina