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Professor: Marcello Dumont DEMAT – Gabinete 9 marcellodumont@deii.cefetmg.br Técnicas para Reciclagem de Materiais Reciclagem de Polímeros Onde descartar? Tipos de Polímeros Elastômeros Termoplásticos Termofixos A cadeia de reciclagem dos polímeros Resíduo Coleta seletiva Triagem Acondicio namento Reciclage m Industriali zação Comerciali zação Consumo Tipos de Reciclagem dos Polímeros • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – tipos de reciclagem • Resíduo Industrial - Reprocessamento Reciclagem Primária • Resíduos sólidos urbanos - Reprocessamento Reciclagem Secundária • Despolimerização Reciclagem Terciária • Combustão Reciclagem Quaternária Tipos de Reciclagem dos Polímeros • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem Processo no qual os resíduos gerados pela indústria como sobra de aparas, canais de injeção e outros, sejam introduzidos novamente no processo produtivo. A matéria- prima deve conter propriedades similares ou iguais à matéria-prima virgem O processo utilizado normalmente envolve seleção dos resíduos, moagem, lavagem, secagem e reprocessamento em equipamentos como extrusoras e injetoras. No caso de filmes plásticos, pode haver uma etapa extra de aglutinação, necessária para aumentar a densidade dos flocos e torná-los mais aptos ao reprocessamento. O produto final é o material reciclado com propriedades semelhantes à resina virgem. • Resíduo Industrial - Reprocessamento Reciclagem Primária Tipos de Reciclagem dos Polímeros • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem Processo no qual a utilização da matéria-prima reciclada gera produtos com características técnicas diferentes do produto original, tendo propriedades inferiores à do material virgem. o processo também se baseia em seleção, moagem, lavagem, secagem e reprocessamento, incluindo aglutinação, no caso de filmes. A MP da reciclagem secundária pode, eventualmente, ser um resíduo industrial, porém, por definição, o produto final é um material reciclado com propriedades finais inferiores à resina virgem. • Resíduos sólidos urbanos - Reprocessamento Reciclagem Secundária Tipos de Reciclagem dos Polímeros • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem Processo no qual os materiais são reciclados via processo químico, gerando matérias-primas que podem ser reutilizadas no processo produtivo direto ou indireto. • decomposição química controlada do material, tendo por produtos: oligômeros, monômeros e substâncias de baixa massa molar, que posteriormente poderão ser submetidos a novos processos de polimerização, processamento, industrialização e utilização. • Despolimerização Reciclagem Terciária Tipos de Reciclagem dos Polímeros • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 Processo no qual os materiais são utilizados como fonte energética Os produtos finais são a energia e a emissão gasosa (CO2), quando da combustão completa. • Combustão Reciclagem Quaternária • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem Métodos de Reciclagem de Polímeros Reciclagem Mecânica • Separação Física, manual ou mecanizada Reciclagem Química • Separação com reagentes Reciclagem Energética • Incineração • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem • a reciclagem mecânica utiliza processos manuais ou mecânicos para a separação e reciclagem dos materiais. Nesse processo é realizado, se necessário, a lavagem e homogeneização do material. O material virgem pode ser agregado ao reciclado, melhorando assim suas propriedades. • etapas de seleção, moagem, lavagem, secagem, aglutinação e reprocessamento, originando o grânulo ou uma peça de plástico reciclado. • Pode envolver aditivação do polímero visando à melhora de suas propriedades finais. • Se as propriedades do reciclado serão ou não semelhantes às da resina virgem, depende de uma série de fatores, como qualidade de cada etapa do processo e do resíduo Métodos de Reciclagem de Polímeros R ec ic la ge m M ec ân ic a • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem • a reciclagem química é aplicada devido à necessidade de separação de materiais compósitos, onde não existe a compatibilidade química necessária para a sua reutilização no processo produtivo. O material gerado serve como componente para a geração de uma nova composição. • o polímero passa pela despolimerização visando à destruição da estrutura polimérica, inclusive da cadeia principal. A linha de possíveis produtos finais é a mesma da reciclagem terciária. Métodos de Reciclagem de Polímeros R ec ic la ge m Q u ím ic a • Normalização da ASTM 5033/00 – versão 2000 – mecanismos de reciclagem • essa forma de reciclagem é utilizada em processo de incineração, no qual o resultado final é geração de energia que pode ser térmica ou elétrica. • Os produtos finais são os mesmos da reciclagem quaternária. O polímero não deixa de ser despolimerizado, porém não há ênfase nos produtos que possam advir da despolimerização, somente a energia desprendida no processo. Métodos de Reciclagem de Polímeros R ec ic la ge m En er gé ti ca A escolha por um destes métodos deve ser orientada pela localização do agente gerador do resíduo, pelo tipo de transporte do material, da infraestrutura existente, do desenvolvimento tecnológico aplicado e pela viabilidade econômica Reciclagem Sustentável !? • Aproveitar, enquanto possível, o máximo das qualidades e propriedades inerentes a cada material com o menor custo financeiro e energético possível, promovendo a reciclagem de forma mais sustentável: • 1º Objetivo: Reciclagem Mecânica Polímeros Puros Blendas Agentes compatibilizantes 2º Objetivo: Reciclagem Química 3º Objetivo: Reciclagem Energética Sistema de identificação de resinas por códigos • A norma NBR 13230 da ABNT - padroniza os símbolos de diversos tipos de resinas. O objetivo é facilitar a etapa de triagem dos resíduos que serão encaminhados à reciclagem. Fazer para a próxima aula uma lista com as principais propriedades desses polímeros e (mínimo 5) empregos comerciais/industriais de cada uma das resinas Compatibilidade Resíduos urbanos são impuros. PP é incompatível com LDPE e HDPE PS e poliolefinas (polietileno/polipropileno) são incompatíveis. PVC e PET são incompatíveis entre si e com poliolefinas e PS. A temperatura de fusão do PET, acima de 240ºC, degrada o PVC e forma, entre outros, o HCl. LDPE e HDPE são compatíveis entre si. Reciclagem Mecânica Resíduo Triagem Rígido Moagem Lavagem Secagem Flocos Embalagem Moagem Lavagem Secagem Aglutinação Material aglutinado Reprocessamento Granulado Extrusão Injeção Produto Como é feito? Moagem Lavagem Secagem T. F. do PE, PP, PS e PVC ~115°C e 165°C T. F. do PET, PA e PC ~250°C Reciclagem Química Na termólise (ou reciclagem termoquímica) a estrutura química do plástico é destruída basicamente por meio do calor. Reagentes, geralmente oxigênio e hidrogênio, eventualmente são adicionados em quantidades pequenas. Existem 3 processos básicos: Pirólise: feita normalmente em fornos a vácuo ou atmosfera inerte, com T de 400 a 800°C. • Forma um produto líquido, que compete com a nafta na fabricação de etileno, propileno, etc. Gaseificação: feita normalmente com o líquido da pirólise, com T da ordem de 900°C e com adição controlada de oxigênio. • O objetivo é transformar o líquido (hidrocarbonetos de tamanhos diversos), em gás sintético à base de CO e H2. Hidrogenação: também utiliza o resíduoplástico liquefeito para realizar o craqueamento com hidrogênio. • O objetivo é obter a gasolina e o óleo diesel, de valor agregado muito maior dentre todos os produtos possíveis na termólise. Reciclagem Química Na solvólise, a base da despolimerização é a utilização de solventes. Calor é normalmente empregado, porém em níveis no máximo um pouco acima da temperatura de fusão do polímero. • PET, PA e PBT podem ser reciclados quimicamente • Dos termoplásticos contidos nos resíduos sólidos urbanos, o mais passível de ser reciclado quimicamente é o PET. • Os plásticos mais improváveis são HDPE, LDPE, PP, PVC e PS. Reciclagem Energética A combustão é feita com excesso de oxigênio, de forma a levar o equilíbrio da reação para o lado dos produtos desejados: CO2, H2O e energia. A energia gerada normalmente alimenta o próprio sistema e ainda pode sobrar para ser armazenada, distribuída e vendida. Eventualmente, o CO2 pode ser separado, armazenado e comercializado, mas os custos do processo e do próprio gás no mercado não torna o procedimento usual. Termoplásticos • São processados por reciclagem mecânica ou química Termorígidos • São considerados como não recicláveis, porém, podem ser reaproveitados. O material e transformado em materiais mais finos (moagem mecânica) a ser utilizados como carga de reforço. Estes materiais são então enviados aos fabricantes: De plásticos virgens reforçados De pisos Asfalto Cimento etc Reciclagem Energética Elastômeros Termoplásticos Termofixos