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Aula 03 - Chave Fusível Indicadora Unipolar
O QUE SÃO FUSÍVEIS?
• Dispositivos que protegem os circuitos elétricos contra danos
causados por sobrecargas de corrente;
• Estes podem provocar até incêndios, explosões e eletrocutamentos.
Fusível
• Sua operação é baseada na fusão do “elemento fusível”, contido no seu
interior;
• O “elemento fusível” é um condutor de pequena seção transversal, que
sofre, devido a sua alta resistência, um aquecimento maior que o dos
outros condutores, à passagem da corrente;
• O “elemento fusível” é um fio ou uma lâmina colocado no interior de um
corpo hermeticamente fechado;
• Podem possuir um indicador, que permite verificar se operou ou não: um
fio ligado em paralelo com o elemento fusível e que libera uma mola que
atua sobre uma plaqueta ou botão, ou ainda um parafuso, preso na tampa
do corpo;
• Os fusíveis contém em seu interior, envolvendo por completo o elemento,
material granulado extintor
• O fusível com o exterior de vidro é muito usado, pois, facilita a inspeção;
• Durante o desligamento (queima do fusível), ocorre um arco voltaico entre
os pontos do circuito que se separam, ocasionado pela ionização do meio;
• Este arco representa um perigo por poder ocasionar fogo;
• Para evitar esse risco, o elo fusível deve ser envolto por um elemento
isolante (vidro, cerâmica etc.), e deve haver também um material extintor
(normalmente areia ou cristais de sílica) internamente ao fusível;
• Quanto maior a corrente que o percorre, menor deve ser o tempo de
desligamento do fusível
PARTES DE UM FUSÍVEIS
• Baseia-se no princípio segundo o qual uma corrente que passa por um 
condutor gera calor (efeito Joule) proporcional ao quadrado de sua 
intensidade:
• Quando a corrente atinge a intensidade máxima tolerável, o calor gerado 
não se dissipa com rapidez suficiente, fundindo o “elemento fusível” e 
interrompendo o circuito.
• O “elemento fusível” é um condutor de pequena seção transversal, que
sofre, devido a sua alta resistência, um aquecimento maior que o dos
outros condutores;
• A corrente necessária para fundir o condutor é calculada pela
fórmula de Preece:
• na qual “a” é o coeficiente de Preece, próprio de cada material e 
• “d” o diâmetro do fio.
• Coeficiente de Preece
Característica de Desligamento
• Efeito rápido:
• São destinados a proteção de circuitos em que não ocorre variação
considerável de corrente quando do acionamento do circuito. Ex. circuitos
puramente resistivos.
• Efeito retardado:
• São fusíveis que suportam por alguns segundo a elevação do valor da
corrente. Caso típico que ocorre na partida de motores em que a corrente de
partida pode atingir de 5 a 7 vezes a corrente nominal.
Principais Características
• Corrente Nominal - corrente que o fusível suporta continuamente sem
interromper. Esse valor é marcado no corpo do fusível;
• Corrente de curto circuito - corrente máxima que deve circular no circuito
e que deve ser interrompida instantaneamente;
• Capacidade de ruptura (kA) - valor de corrente que o fusível é capaz de
interromper com segurança. Não depende da tensão nominal da
instalação.
• Tensão Nominal - tensão para a qual o fusível foi construído- fusíveis de
baixa tensão - até 500V em CA e 600V em CC.
• Resistência de contato – valor de resistência entre o contato da base e o
fusível. Normalmente, eventuais aquecimentos que podem provocar a
queima do fusível.
Outras Características:
• - As seguintes características podem ser determinadas 
pelo projetor:
• Tempo de Atuação;
• Limite de ultrapassagem de corrente;
• Temperatura de atuação;
• Dimensões, etc.
TIPOS:
• Baixa Tensão
• São os fusíveis mais simples já que há pouca preocupação 
com a formação de arco elétrico; 
• Podem ser resetáveis (reutilizáveis) ou não.
• Alta Tensão
• São fusíveis mais complexos tendo em vista que há 
grande preocupação com a formação de arco 
elétrico; 
• Podem ser resetáveis ou não.
(Especificações de uso - IEC) - Nomenclaturas
• Código de 2 Letras
• Primeira letra (Faixa de Interrupção);
- "g" - Atuação para sobrecarga e curto
- "a" - Atuação apenas para curto-circuito.
• Segunda letra, denomina ("Categoria de Utilização“):
- "L/G" - Proteção de cabos e uso geral
- "M" - Proteção de Motores
- "R"- Proteção de circuitos com semicondutotes
- “B” – instalações de mineração
- “TR” – transformadores
Exemplos:
- "gL/gG"- proteção de cabos e uso geral
- "aM" - Fusível para proteção de motores
- "aR" -Fusível para proteção de semicondutores
• Fusível Diazed  Usados em circuitos baixa potência e conectados
através do porta-fusível que se monta por rosca;
O próprio suporte do fusível protege o operador contra choque
elétrico;
Muito utilizado em circuitos com motores (2 a 63 A - Vmax = 500V e
Icc = 50 kA);
O conjunto de proteção Diazed é formado por:
a) Tampa;
b) Anel de proteção;
c) Fusível;
d) Parafuso de ajuste;
e) Base unipolar ou tripolar (com fixação rápida ou por parafusos).
Os fusíveis DIAZED são utilizados na proteção de curto-circuito em
instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais;
Quando corretamente instalados, permitem o seu manuseio sem
riscos de toque acidental;
• Fusível NH  São muito semelhantes aos Diazed, mas
diferem na capacidade de corrente e
encapsulamento;
• Sua capacidade de corrente é de 1000A;
• Os fusíveis NH são aplicados na proteção de
subcorrentes de curto-circuito e sobrecarga em
instalações elétricas industriais;
• Possuem elevada capacidade de interrupção de 120kA
em até 500VCA;
• O fusível NH (N-baixa tensão; H-alta capacidade) é
usado nos mesmos casos do Diazed, porém é fabricado
para correntes de 4 a 630 A (Vmax = 500V e Icc = 120
kA);
• O conjunto é formado por fusível e base.
• Possui um sinalizador de estado (bom/queimado);
• No fusível aparecem as letras gL - gG que significam:
proteção total e cabos e linhas;
• Protegem os circuitos contra curto circuito e
sobrecargas de curta duração, como na partida de
motores de indução com rotor em gaiola.
• FUSÍVEL TIPO FACA Os fusíveis “tipo faca”
possuem o seu elemento fundível com uma
redução na área transversal em alguns trechos,
de forma a localizar a área onde ocorrerá a
fusão;
• Possuem capacidades de corrente na faixa de
80 A a 100 A e tensão máxima de trabalho em
torno de 500V
• FUSÍVEIS DE ROLHA São fusíveis de baixa tensão em que um dos
contatos é uma peça roscada;
• Esta se fixa no contato roscado correspondente da base;
• Este fusível se tornou obsoleto há alguns anos e raramente é
encontrado no mercado.
• FUSÍVEIS TIPO NEOZED Tamanho reduzido e são
aplicados na
proteção de curto circuito em instalações típicas
residenciais, comerciais e industriais;
• Possui categoria de utilização gL/gG, em dois tamanhos
(D01 e D02) atendendo as correntes nominais de 2 A a 63
A;
• São aplicados para até 50 kA em 400 VCA;
• A sua forma construtiva garante total proteção de toque
acidental quando da montagem ou substituição dos
fusíveis;
• Possui anéis de ajuste que evitam a alteração dos fusíveis
para valores superiores de corrente;
• A fixação pode ser rápida por engate sobre trilho ou por
parafusos.
• FUSÍVEIS TIPO SILIZED  Os fusíveis ultra-rápidos SILIZED são utilizados
na proteção de curto-circuito de semicondutores;
• Estão adaptados às curvas de carga dos tiristores e diodos de potência;
• Possui categoria de utilização gR, em três tamanhos e atendem as
correntes nominais de 16 A a 100 A;
• Possuem capacidade de interrupção: 50 kA em até 500 VCA;
• Através de parafusos de ajuste, evitam alterações equivocadas dos fusíveis;
• Permitem a fixação por engate rápido sobre trilho ou parafusos
• FUSÍVEIS SITOR  Fusíveis ultra-rápidos apropriados parainstalações
industriais onde a proteção de semicondutores, tiristores, GTOs e diodos são
necessárias;
• Possuem categoria de utilização gR / aR, atendendo as correntes nominais de
16 A a900 A;
• Encontrado em cinco tamanhos diferentes, podendo ser utilizados em tensão
alternada de 690 V a 2500 V ou em tensão contínua de 440 V a 600 V;
• O uso de punhos garantem manuseio seguro na montagem ou substituição dos
fusíveis
• FUSÍVEIS HH Os fusíveis do tipo “HH” são utilizados para a proteção
de motores e transformadores em média tensão;
• Semelhante aos fusíveis do tipo “NH” sua nomenclatura vem de “H”
alta tensão (High voltage) e o segundo H significa alta capacidade.
• FUSÍVEIS DH  São utilizados em média tensão na proteção de
equipamentos e ramais de distribuição de energia;
• Montados em uma base, possuem um mecanismo que tenciona o seu
elemento fusível fazendo com que ao atuar, este sinalize o seu
rompimento tornando possível a identificação a distância, agilizando
o processo de correção de falhas em uma rede;
• Podem ser utilizados para seccionamento.
Chave Fusível
INTRODUÇÃO
• Chave fusível é um equipamento destinado à proteção de
sobrecorrentes de circuitos primários, utilizado em redes aéreas de
distribuição urbana e rural e em pequenas subestações de
consumidor e de concessionaria. É dotada de um elemento fusível
que responde pelas características básicas de sua operação.
• As chaves fusíveis são denominadas também corta-circuitos e são
fabricadas em diversos modelos para diferentes níveis de tensão e
corrente.
Características Mecânicas
• As chaves fusíveis, de forma geral, são
constituídas de:
Isolador
• Os isoladores são normalmente de porcelana
vitrificada. Dependendo do modelo, as chaves
fusíveis podem ser constituídas de um ou dois
isoladores;
• Isolador de corpo único  É empregado
normalmente em chaves fusíveis destinadas a
sistemas de distribuição para corrente nominal não
superior a 200 A. Tem o formato construtivo visto na
Figura.
• Os isoladores das chaves fusíveis devem possuir resistência meca ̂nica
suficiente para suportar os impactos de abertura e, principalmente, 
fechamento. Considerando o isolador apoiado nas extremidades, este 
deve suportar uma força F aplicada no seu ponto médio distando D 
(em m) dos apoios, e dada pela Equação :
• Exemplo:
• Isolador do tipo pedestal
• É empregado em número de dois, apoiados numa base
metálica que também tem a função de fixar a chave na
estrutura da rede de distribuição ou subestação. Tem a
forma construtiva indicada na Figura 2.2 e e ́
normalmente empregado na proteção de subestação
de força de 69 kV.
• Já as chaves fusíveis de tensões mais elevadas, como,
por exemplo, da classe de 88 até 138 kV, têm a
estrutura mostrada na Figura 2.3.
• A Figura 2.4 mostra um tipo de chave fusível de construção especial e fabricação Delmar. Denominada chave fusível religadora,
é destinada à proteção de redes aéreas de distribuição contra curtos- circuitos transitórios. Principalmente indicadas para
aplicação no alimentador tronco ou nas derivações importantes do mesmo. A troca de um simples elo fusível em locais de
difícil acesso, devido a grandes distâncias ou estrada intransitável ou ainda de equipes de manutenção não disponíveis no
momento necessário, faz elevar o tempo de interrupção e consequentemente o custo da mesma.
• A chave religadora reduz a severidade do defeito quanto ao tempo de retorno do fornecimento de energia elétrica. É
composta de três chaves fusíveis de base C na qual a corrente do sistema flui apenas pela primeira chave do conjunto. No caso
de um curto-circuito, o fusível da primeira chave funde ocasionando a queda do porta-fusível, que aciona o mecanismo de
transferência da corrente para a chave central.
• No caso de um defeito transitório, haverá apenas a operação da primeira chave e a religação do circuito pela chave central.
• Na operação em carga, a chave fusível dotada de câmara de extinção, conforme pode ser visto na Figura 2.5, a corrente é
desviada do contato superior da chave para o contato auxiliar que está instalado dentro da câmara por meio de um braço de
aço inoxidável. Na abertura desse contato, o arco formado ficará no interior da câmara onde será gerado um gás deionizante.
O gás expelido, o alongamento do arco e a velocidade de abertura do braço de aço inoxidável proporcionarão a interrupção do
arco.
• A instalação desse tipo de chave apresenta a mesma simplicidade das
demais chaves do tipo unipolar, porém seu preço atinge valores bem
superiores. As chaves fusíveis unipolares são normalmente operadas
através de varas de manobra. As partes externas das varas de manobra
são constituídas de fibras de vidro e resina epóxi. As partes internas
das varas de manobra são preenchidas com poliuretano expandido,
que, além de aumentar a estabilidade da vara, impede o acúmulo de
umidade. São constituídas de seções com encaixe preciso e
travamento através de pinos elásticos, com cabeçote móvel e cabeça
universal em liga de cobre. A Figura 2.6 mostra as três seções de uma
vara de manobra.
• Existem aplicações específicas em redes de distribuição e em subestações de força, de
chaves fusíveis montada em tandem com seccionador unipolar, em que são utilizadas três
colunas de isoladores de tipo pedestal, conforme mostrado na Figura 2.7.
• Estas chaves são utilizadas com frequência em subestações para a manutenção de
disjuntores e religadores automáticos, sem a interrupção no fornecimento de energia
elétrica, associada à vantagem de, nesse período, não haver perda da proteção.
• Eletricamente, esse sistema funciona de acordo com a Figura 2.8. Na Figura 2.8(a), o
circuito está protegido pelo religador, ja ́ que a chave fusível do tandem está aberta. No
entanto, na Figura 2.8(b), o religador está em manutenção, enquanto o sistema continua
funcionando normalmente, protegido pela inserção da chave fusível acompanhada da
abertura do selecionador do conjunto tandem e do selecionador unipolar convencional.
Gancho da ferramenta de abertura em carga (load bust)
• As chaves fusíveis não devem ser operadas em carga, devido à inexistência de um
sistema de extinção de arco. A sua operação somente em tensão é tolerável, o
que é feito normalmente pelas concessionárias. No entanto, com a utilização da
ferramenta load buster, pode-se operar a chave fusível com circuito em plena
carga, respeitando-se, nesse caso, os limites da ferramenta mencionada.
• Essa ferramenta, mostrada na Figura 2.9, muitas vezes conhecida com load
buster, consiste em um sistema que é acoplado aos terminais da chave fusível.
Seu funcionamento pode ser facilmente entendido, observando-se a Figura 2.9
que mostra a referida ferramenta conectada ao dispositivo de manobra (vara de
manobra).
• Inicialmente, a ferramenta é fixada às duas extremidades da chave fusível
conforme Figura 2.10, dividindo a circulação da corrente elétrica entre esta e a
própria chave fusível. Ao primeiro movimento da alavanca da ferramenta, abre-se
a chave fusível, sem, no entanto, desconectar os seus contatos internos,
permitindo que toda a corrente da fase correspondente circule por ela. Num
segundo movimento da vara de manobra, os contatos são abertos no interior da
câmara de extinção de arco, normalmente cheia de SF6 ou outro meio extintor,
completando, assim, a operação da chave fusível, com circuito em carga.
Articulac ̧ão
• As chaves fusíveis são dotadas de um sistema de articulação do cartucho
cuja forma é função do modelo do fabricante. No caso de chaves fusíveis
empregadas nas redes de distribuição, a norma brasileira ja ́ padronizou um
sistema de articulação, bem como os seus demais componentes.• O sistema de articulação exerce uma função fundamental na operação da
chave fusível. O engate do cartucho ou porta-fusível na articulação é feito
através de um sistema de mola que pressiona o cartucho para cima quando
se fixa o elo fusível na sua extremidade inferior. Dessa forma, a
extremidade superior do cartucho penetra na extremidade superior da
chave fusível com determinada pressão, o que ocasiona o seu engate.
Quando o elo é rompido, relaxa a pressão exercida para cima pelo sistema
de mola da articulação, em forma de feixe de lâminas, o que faz com que o
cartucho perca pressão na sua conexão superior, ocorrendo, nesse
momento, a sua abertura e o seu deslocamento descendente, girando
cerca de 150°.
• As principais partes da articulação são as enumeradas a seguir.
• a) Limitador de recuo  Tem a função de intertravar diretamente o cartucho
ao corpo da chave, transmitindo os esforços de recuo às braçadeiras,
projetadas de forma a absorvê-lo.
• b) Limitador de abertura de 180º  É destinado a não permitir que o
cartucho atinja a estrutura adjacente inferior durante a sua abertura.
• c) Batentes dos contatos  Te ̂m a função de proteger os contatos contra
danos por impacto e contra deformações permanentes.
• d) Amortecedor  Tem a função de suavizar o impacto da operação de
abertura do porta-fusível. O amortecedor permite que o porta-fusível opere
sem obstáculo, durante o seu deslocamento descendente, até cerca de 70°,
durante a sua trajetória de abertura. A partir deste ponto, o cartucho entra
em contato direto com o amortecedor que alivia o impacto resultante.
• Cartucho ou porta-fusível
• Conhecido popularmente como canela é o elemento principal e ativo da chave fusível.
Consiste em um tubo de fibra de vidro ou fenolite, dotado de um revestimento interno que,
além de aumentar a robustez do tubo, se constitui na substância principal que gera, em
parte, os gases destinados à interrupção do arco. Toda vez que a chave fusível opera em
serviço, ocorre uma pequena erosão no revestimento interno do tubo, porém as suas
características permanecem inalteradas por um longo período, durante muitas operações.
• Há dois tipos de cartucho que se diferenciam pela forma de evasão dos gases gerados no seu
interior.
• Um primeiro tipo permite que a saída dos gases seja feita apenas pela sua extremidade
inferior. Nesse caso, as forças resultantes são bem elevadas e transmitidas ao isolador, às
ferragens e, finalmente, às estruturas da chave.
• Um segundo tipo permite que a saída dos gases seja feita pelas duas extremidades do
cartucho, aliviando, assim, as forças ocasionadas pela interrupção. A Figura 2.11 mostra o
comportamento desses dois cartuchos. O dimensionamento físico do cartucho é função da
capacidade de ruptura a que se destina a chave fusível. Se uma chave fusível é aplicada num
ponto do sistema, onde o nível de curto-circuito é superior á capacidade de ruptura ou de
interrupc ̧ão da chave fusível, o cartucho não suportará as forças resultantes, danificando-se
em forma de explosão. A Figura 2.12 ilustra um porta-fusível do fabricante Delmar. Uma das
grandes preocupações das companhias concessionárias de energia elétrica é quanto à
padronização dos cartuchos e os correspondentes terminais das chaves. Isso é explicado pela
grande quantidade de modelos diferentes que as equipes de manutenção devem possuir em
suas viaturas individuais para substituir os cartuchos danificados quando o sistema de
distribuição possui uma grande variedade de tipos de chaves fusíveis instaladas.
• O cartucho apresenta também uma função secundária, porém de grande
importância prática. Após a operação da chave, o cartucho fica suspenso na
extremidade inferior desta, servindo como elemento de indicação de atuação da
chave fusível, permitindo às equipes de manutenção fácil identificação do local
onde ocorreu a interrupção do sistema, mesmo a certa distância da estrutura de
sua instalação.
• Para a proteção de banco de capacitores são fabricados porta-fusíveis especiais,
conforme se pode observar através da Figura 2.13 de fabricação. São utilizados
juntamente com uma mola que tem a função de retirar a cordoalha do elo fusível
de dentro do porta-fusível. Sua atuação é mais eficaz quanto maior for a pressão
da mola expulsora, pois maior sera ́ a velocidade de retirada da cordoa- lha e,
consequentemente, menor será o tempo de arco no interior do porta-fusível.
Possui o contato superior em liga de cobre com alta condutividade elétrica e tubo
com alma de fibra revestido em fe- nolite ou fibra de vidro. A mola é em aço
inoxidável de arame duro com baixa memória residual. A fixação do porta-fusível
é feita diretamente ao barramento de tensão, enquanto a mola é conectada ao
terminal do capacitor.
Terminal superior
• É constituído de vários elementos metálicos que permitem um engate perfeito do
cartucho e um excelente ponto de contato, ou seja:
• a) Tranca do contato Desempenha as seguintes funções:
• Impede a abertura acidental da chave.
• Permite a abertura controlada da chave.
• Evita a queima dos contatos principais durante uma interrupção normal.
• Reduz a queima dos contatos principais quando a chave é fechada em regime de curto-
circuito.
• b) Guarda do contato Tem a função de guia do cartucho durante o fechamento
da chave. Adicionalmente serve para proteger os contatos principais contra
avarias durante o manuseio e a operação da chave.
• É bom frisar que nem todas as chaves fusíveis possuem os elementos aqui mencionados. Cada
fabricante detém uma tecnologia própria, respeitando-se, no entanto, os requisitos normativos.
• c) Contatos principais  São normalmente fabricados em liga de cobre,
altamente resistente aos efeitos mecânicos e térmicos da corrente de curto-
circuito, e têm uma forma construtiva que permite uma autolimpeza durante as
operações de abertura e fechamento.
Características Elétricas
• A NBR 8124 – Chave Fusível de Distribuição – Padronização – fornece
todos os elementos necessários à aquisição desses equipamentos,
cujas principais características são dadas na Tabela 2.1. Observar que
a norma classifica as chaves fusíveis quanto ao tipo, em função do
modelo da base.
• As bases dos tipos A, B e C são definidas pela norma NBR 8124. As
chaves fusíveis com base nos tipos A e B estão mostradas
respectivamente, nas Figuras 2.15 e 2.16, enquanto a do tipo C está
mos- trada na Figura 2.17.
• Notar nas figuras mencionadas as diferenças de fixação dos
isoladores, nos suportes metálicos.
• No caso de chaves fusíveis para sistemas de potência de 69 kV, a Tabela 2.2
fornece as suas principais características, com base em chaves disponíveis
no mercado.
• O porta-fusível das chaves fusíveis deve apresentar adicionalmente as seguintes
características:
• Rigidez dielétrica transversal: 5 kV/mm.
• Tensão suportável longitudinal: 1 kV/mm.
• Absorção de água em 24 horas.
• A operação das chaves fusíveis, em consequência de um defeito, pode
liberar um arco de grande comprimento que, dependendo da tecnologia do
fabricante, se desenvolve tanto acima como abaixo do seu ponto de
instalação. Por esse motivo as chaves fusíveis não devem ser instaladas em
cubículos de invólucro metálico, em virtude das dimensões reduzidas
desses painéis. Há várias constatações de danos em invólucros metálicos
dentro dos quais operavam chaves fusíveis, em decorrência de um curto-
circuito na instalação. A norma de algumas companhias concessionárias de
energia elétrica proíbe a instalação de chaves fusíveis nestas condições.
EXERCÍCIOS
1 - Em uma indústria petrolífera necessita-se dar partida em um grande motor trifásico, com o rotorem gaiola. O operador do sistema verifica o circuito acionador e constata que este está em perfeitas 
condições. Então, ele aciona a chave de partida e observa que o motor não parte. Efetua, em 
seguida, a inspeção no circuito e verifica que o fusível instalado para proteção do motor queimou. 
As possíveis causas para tal fato são: (JUSTIFIQUE)
• a) obstrução parcial na entrada de ar; enrolamento com baixa isolação; mancais com falta de 
lubrificação
• b) desgaste total de uma escova; bloqueio parcial do rotor devido à sujeira no eixo; uma das fases 
do circuito alimentador está interrompida
• c) condutor rompido no enrolamento de uma fase; rotor com desbalanceamento; sequência de 
fases invertida
• d) espiras parcialmente curto-circuitadas; temperatura ambiente muito alta; ligações invertidas 
nos enrolamentos dos polos de campo
• e) curto-circuito entre os enrolamentos de duas fases quaisquer; curto-circuito entre as espiras 
de uma mesma fase; curto-circuito entre duas fases e terra
2 - Supondo que o dispositivo fusível no circuito de força do motor tenha
sido dimensionado de modo a atender todos os requisitos de proteção
contra as correntes de curto-circuito, então o fusível nesse circuito deverá
proteger a chave seccionadora, o contator, o relé térmico de sobrecarga e o
condutor.
• Certo
• Errado
3 - Quanto às chaves-fusíveis, marque a alternativa correta. 
• A Chaves-fusíveis devem ser instaladas em cubículos de invólucro metálico. 
• B As chaves-fusíveis são equipamentos adequados para abertura do 
circuito com carga.
• C As chaves-fusíveis são normalmente equipadas comum sistema de 
extinção de arco. 
• D Chaves-fusíveis são equipamentos destinados à proteção de 
sobrecorrentes de circuitos secundários. 
• E A ferramenta load buster permite a operação da chave-fusível como 
circuito em carga.
4 - Considerando a figura acima, que mostra 
as vistas frontal e superior do pátio de uma 
subestação com diversos equipamentos 
típicos, incluindo transformadores isolados a 
óleo, julgue os itens.
Considere a necessidade de operar a chave 
fusível, localizada no poste, cuja rede de 
alimentação funciona em tensão de 13,8 kV 
trifásica. Durante esse procedimento, para 
proteção contra choque elétrico, é suficiente 
que o profissional encarregado de efetuar a 
manobra use luvas de raspas de couro ? 
Justifique.
5 - Dispositivo conhecido por chave mattheus, é normalmente instalado em 
poste no ramal de alimentação de subestação, acumulando as funções de 
seccionador de circuito sem carga e de proteção contra curto-circuito ou 
sobrecorrente por meio do rompimento do seu elo fusível interno que, em 
condições normais, faz a função de contato móvel. Trata-se de
• a) relé diferencial.
• b) disjuntor a sopro magnético.
• c) chave fusível.
• d) relé de religamento automático.
• e) relé de transferência automática.
• 6 -

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