Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

����
� PAGE \* MERGEFORMAT �3�
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Variação Linguística no contexto escolar: desafios do professor no ensino de gramática
Silvane Inês Caczmareki¹
 Alexandra Cichowski Flores²
	
RESUMO
Nos últimos anos foi possível perceber a necessidade de um ensino, de modo geral, que priorize e respeite as diferenças e variações que ocorrem na língua. Assim, objetivamos refletir acerca do ensino de variação linguística no contexto escolar, enfatizando o preconceito e como o docente aborda a noção de “certo" e "errado’’ de acordo com a gramatica normativa, tendo em vista as variações existentes. O aluno, ao iniciar seus estudos na instituição de ensino, já é um usuário competente da língua materna. A tarefa da escola é principiar o processo de ensino da língua a partir dos conhecimentos que o aluno já traz consigo. Esse procedimento vai fazer com que os recursos comunicativos do aprendiz sejam ampliados progressivamente, culminando na capacidade de utilização da língua de forma adequada, nas diversas situações do dia a dia, tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita. O que se espera por meio dessa pesquisa é mostrar a importância do ensino de variação linguística no âmbito escolar com o objetivo de refletir sobre o preconceito linguístico, bem como compreender que não existem “erros” na língua, uma vez que a fala é livre e que os discursos se adequam a diferentes contextos.
Palavras-chave: Língua. Variação Linguística. Escola. Professor
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho referente às variações linguísticas na concepção de professores tem como finalidade detectar peculiaridades quanto ao funcionamento da língua na opinião dos professores em sala de aula, nas aulas de Língua Portuguesa. Levando em conta que vivemos em um tríplice fronteira, a mistura de dialetos e línguas é muito grande, levando a considerar a razoável ideia de que os muitos tipos de variações ocorrem em todas as regiões do Brasil. Com isso, torna-se considerável verificar o tratamento da variação linguística referente a opinião dos educadores em níveis do ensino fundamental e médio e dessa forma, tentar observar se as variações linguísticas fazem parte dos conteúdos ministrados em suas aulas.
Uma das muitas dificuldades que desafiam o trabalho escolar com a língua materna, certamente, está na adequada compreensão do que seja o padrão linguístico ideal a ser atingido pelo aluno, na sua trajetória, desde a chegada na escola até o estágio em que deve ser considerado competente no uso da variedade prestigiada, tanto na modalidade oral quanto na escrita. Já se sabe que dominar a complicada metalinguagem da gramática tradicional, saber classificar e categorizar entidades linguísticas, reconhecer tais classificações e categorizações, ainda mais a partir de textos pouco representativos do português brasileiro contemporâneo, não lhe dão autonomia para se expressar, a ponto de poder ser reconhecido como usuário competente da língua, pelo menos nos grupos sociais prestigiados.
Falar em variação no âmbito escolar requer uma série de reflexões em torno do assunto que priorize abordar temas desafiadores para o docente. Diante dessa realidade, é perceptível a importância de investigar o ensino de variação linguística em sala de aula e como o professor se posiciona frente aos desafios enfrentados nessa prática, visando a diminuição do preconceito e da exclusão. 
É sabido que linguagem e sociedade não se separam, visto que a espécie humana habita em um mundo onde as pessoas se organizam em comunidades e que existe uma única forma de comunicação oral para todos: a língua. A junção desses dois conceitos forma o que hoje é chamado de Sociolinguística. Esse fenômeno linguístico trata, justamente, dessa relação que existe entre linguagem, sociedade e cultura assim como expõe Alkmim (2008), quando fala que o objeto da sociolinguística é o estudo da língua falada, escrita, observada e analisada dentro de um contexto social e em suas situações de uso e que cada comunidade se caracteriza pelo emprego de diferentes formas de se comunicar. Segundo esse autor, a partir dessas questões surgiu o termo variação linguística.
Partindo dessa ideia, podemos analisar o seguinte problema: Sabendo que a língua sofre modificações com o passar do tempo e que cada indivíduo possui seu jeito próprio para se comunicar, quais são os desafios enfrentados pelo docente para ensinar a gramática normativa levando em consideração essas variações que existem na língua que, consequentemente, trazem consigo exclusão e preconceito?
Em uma das justificativas para a ocorrência frequente dessa problemática nas escolas, Camacho (2008) explica que todas essas questões vêm de uma tradição pedagógica que prioriza o ensino da norma padrão sendo imposta e exclusiva nas escolas, ignorando assim a variação que o aluno já domina. A norma padrão, também chamada de norma culta, se caracteriza como a língua “correta”, falada pelas classes mais privilegiadas ou por quem detém maior conhecimento da gramática normativa, sendo está o modelo a ser aprendido nas escolas. Em contrapartida, a não padrão se caracteriza pelo uso na fala dos indivíduos mais marginalizados, das classes mais inferiores e em um contexto social desprivilegiado, sofrendo, como consequência dessa desigualdade, o preconceito linguístico. Em razão dessa imposição e exclusividade de ensino, a variação linguística inata dos alunos perde lugar para o desconhecido, sendo obrigados, então, a desconsiderar a sua linguagem própria e comum aos integrantes da sua comunidade.
É perceptível, nesse contexto, toda a responsabilidade exercida pelo docente em ensinar a língua materna levando em consideração toda essa norma obrigatória, mas com o olhar voltado também para as variações. Tendo em vista essas questões relevantes, Camacho (2008) expõe uma possível solução, de acordo com seu ponto de vista, em relação ao ensino de língua materna. Para ele, é preciso conscientizar o aluno de que existe uma norma padrão, mas o que é, de fato, importante é saber adequar a sua fala a diferentes contextos e às circunstâncias do processo de comunicação. Essa abordagem mais inovadora pretende ensinar ao aluno os vários tipos de discursos a depender de quem se destina a sua fala. Há momentos para se utilizar a norma padrão, em situações mais formais; e momentos para usar a linguagem mais coloquial, em situações que podem dispensar formalidades. A proposta então é adequar a fala aos diferentes contextos.
2- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Sabe-se que o ensino de língua Portuguesa provém de uma tradição pedagógica baseada no tradicionalismo e que está centrada em uma postura corretiva e preconceituosa em relação à língua falada e escrita. Atualmente, isso não ocorre de forma diferente. O que mais se encontra nas escolas é essa metodologia de ensino de língua, uma vez que elas priorizam a forma “correta” de falar e escrever de acordo com a gramática normativa. Em torno dessa reflexão, o papel do professor em sala de aula é de extrema relevância no ensino de língua portuguesa, uma vez que ele se torna responsável pela formação do senso crítico do aluno em relação às diferentes formas linguísticas.
 Corroborando com essa ideia, Santos e Mesquita (2011) apresentam em sua pesquisa uma proposta em torno da postura que o professor deve ter em relação a esse ensino e citam Silva (2002) para fundamentar essa ideia:
[...] o professor de gramática terá de deixar de lado a pretensão de determinar como deve ser a língua. Para ampliar o conhecimento linguístico do aluno sem corroê-lo com preconceitos contra outras variedades nem principalmente, contra a sua própria. (SILVA, 2002 apud SANTOS; MESQUISTA, 2011, p. 5)
Além disso, os PCN's também enfatizam o melhor jeito de tratar desse assunto de forma metodológica, ensinando tanto de acordo com a gramática normativa, imposta pela maioria das escolas, como respeitando a variação e o conhecimento de língua que o aluno já domina: “A questão não é falar certo ou errado, massaber qual forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o registro às diferentes situações comunicativas” (BRASIL, 2000, p. 26).
Cosson (2011) traz em sua obra Letramento Literário estratégias para o ensino de literatura na perspectiva do letramento literário, que também podem ser aplicadas no ensino de língua portuguesa, visto que o objetivo principal é formar leitores críticos e desenvolver uma capacidade cognitiva baseada na leitura com efeito de sentido. Voltado para o ensino de variação sem se ater apenas à gramática imposta, as sequências didáticas exploradas por ele podem auxiliar o docente na construção de aulas mais atrativas e produtivas tanto para o ensino fundamental como para o médio. É nessa perspectiva que o docente deve atuar como agente transformador e fazer a diferença nesse processo de ensino-aprendizagem, uma vez que a sua postura e a metodologia aplicada em sala de aula irão refletir, diretamente, no processo de formação dos alunos.
Não há uma língua considerada homogênea, deste modo, não existem fronteiras entre a linguagem e o seu uso. É nessa perspectiva que a Variação linguística atua, ela vem tratar dessas modificações que ocorrem na língua ao longo do tempo e da particularidade de cada comunidade em relação a sua forma de se comunicar oralmente, podendo ser percebidas através de vários aspectos, como regionalidade, nível de escolaridade, questões econômicas, sexo, etc.
O ensino de variação, no âmbito escolar, ainda apresenta suas resistências em relação à importância desse ensino para os alunos e para sua vida social, uma vez que a sociedade prioriza a língua em sua forma culta proveniente das classes de prestígio.
Rodrigues (2011) aborda essa ideia em seu trabalho e destaca a variedade da língua dentro da sala de aula. Ela afirma que essas questões podem auxiliar o professor a entender mais o dialeto de cada aluno e a valorizar a língua em sua forma oral, e utiliza Bagno (1999) para afirmar o seu pensamento:
É preciso garantir, sim, a todos os brasileiros o reconhecimento da variação linguística, porque o mero domínio da norma culta não é uma fórmula mágica que, de um momento para outro, vai resolver todos os problemas de um indivíduo carente. (BAGNO, 1999 apud RODRIGUES, 2011, p. 70- 71).
Segundo (ALKMIM) as diferenças linguísticas, observáveis nas comunidades em geral, são vistas como um dado inerente ao fenômeno linguístico. A não aceitação da diferença é responsável por numerosos e nefastos preconceitos sociais e, nesse aspecto, o preconceito linguístico tem um efeito particularmente negativo.
Diante dessas reflexões, é relevante mostrar a importância do respeito a essas variedades dentro e fora do âmbito escolar, visto que em um país repleto de desigualdades, o aluno é mera consequência desses problemas sociais. A fala “correta”, ensinada nas escolas, acaba desvalorizando o conhecimento que o aluno já possui e as suas especificidades na fala aprendidas no meio onde vive, sendo que essas questões podem acabar resultando em um provável fracasso escolar em relação ao ensino de Língua, como assim expõe Freitag e Lima (2010):
Os alunos das classes dominadas apresentariam desvantagens – déficits – resultantes de problemas de deficiência cultural. Como consequência, a criança proveniente desse meio apresentaria deficiências afetivas, cognitivas e linguísticas que seriam responsáveis por sua incapacidade de aprender e por seu fracasso escolar. (FREITAG; LIMA, 2010, p. 111)
O papel da escola e do docente, nessa prática de ensino, não é, então, substituir uma Língua por outra, mas sim conscientizar os alunos das diferenças linguísticas existentes e ensiná-los a adequar os seus discursos, sejam eles escritos ou falados ao contexto vivido no momento, tendo em vista também a quem se destinará o seu enunciado.
 Referente a esse preparo que o docente deve possuir, Cosson (2011) expõe situações em que a postura do docente na forma de ensinar exerce um papel fundamental no processo de absorção do conhecimento do aluno. Para ele, existem quatro fatores que contribuem para que o ensino se torne mais produtivo: motivação, introdução, leitura e interpretação. Esses fatores não só se aplicam à leitura de um texto literário, mas traz ideias que podem auxiliar no desenvolvimento de uma aula dentro do contexto de variação linguística.
A educação escolar apresenta-se caracterizada pela tendência a reproduzir as relações de dominação da sociedade capitalista, o que, conforme afirmam Saviani e Duarte (2010), é possível superar, já que a ciência, a tecnologia, a técnica e a própria cultura são mediações produzidas pelo trabalho na relação entre os seres humanos e os meios de vida, que não são neutras, mas se constituem em forças de dominação e alienação e podem se constituir em elementos de emancipação humana. Frigotto (2006) aborda o quanto ainda há dificuldades a serem superadas para que projetos de educação possam alcançar o objetivo da formação, da promoção humana, formar sujeitos emancipados e superar a lógica do adestramento, para transformar a situação vigente, que, segundo ele, é difícil de ser transformada. Considerando um mundo com tanta miséria, o desenvolvimento científico não conduz, necessariamente, à emancipação. O que se tem é um modelo pedagógico que, ao buscar a integração entre teoria e prática, apresenta, nas palavras de Abrantes e Martins (2007), um realismo ingênuo e um pragmatismo subjetivista:
Privilegia-se o conhecimento imediato em detrimento do conhecimento por conceitos [...]. Se por um lado, os conceitos se distanciam dos objetos, por outro não há nada mais apto para se aproximar de sua essencialidade, uma vez que o verdadeiro conhecimento não nos é dado pelo contato imediato (ABRANTES e MARTINS, 2007, p. 317).
Segundo os autores, o conhecimento é fruto da história humana, o indivíduo não produz, mas incorpora o conhecimento e, portanto, este precisa ser apreendido de forma sistemática, faz-se necessário conhecer o já produzido, conhecer o que se tem além do pragmático, do imediato.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
O recorte das obras analisadas ocorreu a partir da pesquisa e seleção de textos eletrônicos – artigos, ensaios, dissertações – que possibilitaram formar um corpus constituído por capítulos de livros, fontes primárias das pesquisas eletrônicas. Os principais critérios permitiram selecionar pesquisas de mestres e doutores na área de linguística e educação, com publicações em fontes qualificadas que apresentam como principal objetivo refletir e orientar sobre os avanços da pesquisa linguística para o ensino de Língua Portuguesa, tais como: Santos e Mesquita (2011), Rodrigues (2011), Freitag e Lima (2010), Cosson (2011), servirão de base para confirmar as ideias aqui apresentadas.
A pesquisa quanto a natureza foi básica, quantitativa e exploratória, onde foi selecionado material necessário para que este artigo fosse concluído. Está alicerçado em obras já publicadas, onde buscou-se ideias em relação a temática.
	 
http://professorakatianne.blogspot.com/2013/06/variacao-linguistica-exposicao-e-imagens.html
Variação regional ou geográfica
São os modos de falar nas diversas regiões do país. Por exemplo, no estado de São Paulo, região Sudeste, usa-se a palavra “menino”. Para os gaúchos, “menino” é “guri”. No Paraná, é “piá”. Em São Paulo fala-se “mandioca”, no Nordeste é “macaxeira” e no Rio é “aipim”.
Às diferenças entre o português brasileiro e o português europeu também chamamos de “variedades geográficas”. Alguns exemplos são: “bicha” = fila; “autocarro” = ônibus; “comboio” = trem. Às variações de uma mesma língua em país diferentes ou dessa língua dentro do próprio país chamamos “dialeto”.
A charge foi retirada do blog da Professora Katiane, um blog voltado para professores de Língua Portuguesa e Língua Espanhola, alunos e amantes destas disciplinas.
A charge mostra uma variação linguística regional ou geográfica.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partirdo que foi exposto, pesquisado e explorado em relação as variações linguísticas de fato, cabe a escola o papel de mudar de postura diante das inovações dos últimos anos, na questão de saber direcionar conhecimentos ligados às variedades da fala e da escrita mediante a linguagem humana. O processo de ensino - aprendizagem não é único e exclusivo dependente da escola, pois há muitas realidades divergentes fora desse processo que o aprendiz também vive, em casa, na rua, dentro de grupos sociais e também na escola. Cada ocasião pede uma postura na qual o sujeito domina muito bem de certa forma. Isso determina que certos aspectos encontrados nas comunidades de pessoas, por exemplo, da zona rural, naturalmente não será a mesma encontrada numa comunidade urbana.
Relacionando a teoria com a prática, utilizou-se de uma charge que evidencia exatamente este tipo de variação linguística. A charge mostra um senhor morador de uma cidade, e que possui uma linguagem totalmente diferente do agricultor que está tentando lhe dar uma informação. Neste caso evidencia-se um dialogo onde os dois personagens não conseguiram entender um ao outro.
Isso mostra a falta de cultura e também retrata o que estamos acostumados a ver seguidamente. Não se trata de o autor não saber se estrada levará ate São Paulo, mas de não entender o que o outro pergunta. 
Estas disparidades de culturas, nada mais são do que as grandes desigualdades existentes em nosso país, onde uma pequena parcela tem acesso á educação e outra no máximo conclui o ensino fundamental II.
E fazendo a comparação, no caso da charge , mostra que o agricultor já possui uma certa idade , o que faz acreditar que nem tenha sido alfabetizado, portanto não é o fato de uma pessoa ser mais ou menos culta, mas a questão de que muitos tem acesso as melhores escolas enquanto outros não sabem ler e nem escrever.
A variação linguística evidenciada na charge, não expõe somente as diferenças regionais, mas as disparidades em relação aos brasileiros, onde uma minoria tem muito e a grande maioria não tem quase nada.
5. CONCLUSÃO
A escola tem sido constantemente acusada de não dar a devida importância à língua falada, empregada nas diversas situações, em detrimento da língua padrão na sua modalidade escrita. Seus objetivos, entretanto, não têm sido alcançados, pois, para muitos estudantes, as práticas de sala de aula são aborrecidas e sem sentido. 
Sabe-se que o preconceito é um dos grandes problemas enfrentados hoje pela sociedade, seja ele proveniente de origem, e um desses tipos de preconceitos nítidos presente em uma escola, dentro de sala de aula, é o preconceito linguístico. O reconhecimento desse tipo de preconceito é um grande passo para que se possa mudar as ideologias pregadas, desde então de que somente existe um jeito correto de se abordar o estudo gramatical.
É conveniente pensar que esse tipo de problema, se não levado em consideração, acarretará na formação de pessoas preconceituosas, que não respeitam o posicionamento do outro, quanto a sua origem em suas mais diversas variedades originárias de aspectos do indivíduo como, os culturais, níveis de escolaridades, sociais, gêneros, entre outros fatores.
Uma língua é constituída por um conjunto de variedades, sendo assim é lógico pensar, que a Língua Portuguesa não possui apenas um tipo de gramática considerada como única e puramente verdadeira. O pré-julgamento, seja na forma como o aluno fala, seja pelo seu comportamento diante dos colegas, deve ser evitado, deixando assim de provocar uma série de transtornos e desigualdades sociais, atenuados de preconceitos e julgamentos sem fundamentos, ao considerar que há línguas superiores às outras, pois uma vasta variedade linguística existe e não se pode negar isso, principalmente por parte dos professores o principal formador de ideias educacionais.
REFERÊNCIAS
ABRANTES A.; MARTINS, L. M. A produção do conhecimento científico: relação sujeito-objeto e desenvolvimento do pensamento. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.11, n.22, p.313-25, mai/ago, 2007. Disponível em: Acesso em 08 de março de 2016.
ALKMIM, T. M. Sociolinguística. In: Introdução à linguística: Domínios e fronteiras, v. 1 / Fernanda Mussalim, Anna Christina Bentes (org.) – 8. Ed – São Paulo: Cortez, 2008. p. 21- 47.
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 52ª ed. São Paulo: Loyola, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretária da Educação Media e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (Linguagens, Códigos e suas Tecnologias) - Brasília: Ministério da Educação e Cultura, 2000.
CAMACHO, J.G. Sociolinguística. In: Introdução à linguística: Domínios e fronteiras, v. 1 / Fernanda Mussalim, Anna Christina Bentes (org.) – 8. Ed – São Paulo: Cortez, 2008. p. 49- 75.
COSSON, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. 2. Ed., 1ª reimpressão. – São Paulo: contexto, 2011.
FREITAG, R. M; LIMA, G. O. S. Sociolinguística. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD. 2010.
FRIGOTTO, G. Fundamentos científicos e técnicos da relação trabalho e educação no Brasil de hoje. In: LIMA, J. F.; NEVES, L. W. (org.). Fundamentos da educação escolar do Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2006. p. 241-288. Acesso em 08 de março de 2016.
http://professorakatianne.blogspot.com/2013/06/variacao-linguistica-exposicao-e-imagens.html
RODRIGUES, Roseli Hilsdorf Dias. “No meio do caminho tinha uma pedra” - ensino de gramática: reflexão através do paralelo entre as diretrizes oficiais e a prática em sala de aula na rede pública de ensino do estado de São Paulo. Tese de doutoramento em Língua Portuguesa. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011, 278f.
SANTOS, C. S; MESQUITA, O. P. A variação linguística no ensino de língua materna: o que o professor deve fazer na sala de aula? Anagrama. São Paulo. Ano 4, ed. 4, p. 1- 10, junho agosto. 2011.
SAVIANI, D.; DUARTE, N. A formação humana na perspectiva histórico ontológica. Revista Brasileira de Educação, v. 15 n. 45 set./dez. 2010. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n45/02>. Acesso em 26 de janeiro de 2016.
1 Silvane Inês Caczmareki
2 Alexandra Cichowski Flores
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLX492) – Prática do Módulo IV - 27/09/2019
����

Mais conteúdos dessa disciplina