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PRÁTICAS EDUCATIVAS 
E 
ESTILOS PARENTAIS 
Prof.Miriam P. C de Lacerda 
De acordo com BIASOLI-ALVES, 2002
No mundo ocidental atual cabe à família:
 dimensionar as práticas educativas da prole, 
compor o ambiente em que a criança vai viver, 
 estabelecer modos e limites das interações entre pais, filhos e netos. 
É sua a tarefa de:
 propiciar o desenvolvimento nos primeiros anos de vida do bebê, condições para a formação da identidade e
 manter a convivência e as trocas afetivas entre seus membros, incluindo o cuidado ao focalizar pais e filhos e a transmissão de valores. 
As mudanças nas relações entre pais e filhos decorrentes das transformações pelas quais a família vem passando têm levado a um crescente questionamento sobre o papel dos pais na educação de seus filhos. 
Muitos estudos e pesquisas em Psicologia enfocam os ESTILOS PARENTAIS 
e as
PRÁTICAS EDUCATIVAS PARENTAIS
 e seus efeitos sobre o desenvolvimento de crianças e adolescentes Embora os estilos e as práticas educativas parentais estejam intimamente relacionados, esses dois campos podem ser caracterizados de forma particular. 
PRÁTICAS EDUCATIVAS 
Referem-se as estratégias usadas pelos pais com o objetivo de promover a socialização de seus filhos.
Nos induzem a fazer algo através de do diálogo e explicações 
Quando por medo ou castigo somos obrigados a fazer algo
PRÁTICAS INDUTIVAS 
PRÁTICAS COERCITIVAS 
Práticas Coercitivas 
Aquelas nas quais os pais aplicam ou ameaçam o uso da 
Força Física ou Privação de Privilégio 
PRÁTICAS COERCITIVAS PODEM PRODUZIR INTENSAS EMOÇÕES COMO MEDO, RAIVA, TRISTEZA INTERFERINDO NO FUNCIONAMENTO COGNITIVO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES E TORNANDO MAIS DIFÍCIL O RELACIONAMENTO PAIS E FILHOS 
PRÁTICAS INDUTIVAS 
Buscam modificar o comportamento, através da descriçao das regras ou das consequências físicas ou emocionais de seu comportamento com as outras pessoas 
Pais buscam direcionar a atenção para as consequências do comportamento sobre as outras pessoas e para as exigências lógicas da situação.
 Pais não utilizam sempre o mesmo Estilo de Práticas.
Existem dois aspectos muito importantes quando se fala de Práticas Parentais : Consistência das Práticas e Presença de Efetividade.
O Diálogo é a principal Prática Indutiva. 
Abertura e Confiança são atitudes essenciais no Processo Educativo.
O Exercício de se descentrar é essencial para que as crianças desenvolvam Empatia e Capacidade de Compreensão dos Sentimentos Alheios .
Não nascemos com tais características mas, somos capazes de desenvolvê-las pela oportunidade de exercitá-las , desde pequenos. 
PRÁTICAS EDUCATIVAS DOS PAIS 
Características Filhos 
Características Próprios Pais 
Características Contextuais 
Escolaridade
Crenças
Auto Estima 
Auto Eficácia 
Relação Conjugal 
História Familiar 
Psicopatologia 
Temperamento
Idade
Tipo de Comportamento
NSE
Contexto Social 
Cultura 
Configuração Familiar 
Foi o trabalho de Baumrind (1966) que impulsionou o estudo dos estilos parentais, ao integrar tanto os aspectos comportamentais quanto os afetivos envolvidos na criação dos filhos. Baumrind (1966) enfatizou a autoridade que os pais exercem sobre os filhos, vendo neste controle a expressão de crenças e valores. 
WEBER et al., 2004 ensinam que 
O estudo dos ESTILOS PARENTAIS trata da educação de filhos de uma forma objetiva, investigando o conjunto de comportamentos dos pais que cria um clima emocional em que se expressam as interações pais-filhos, tendo como base a influência dos pais em aspectos comportamentais, emocionais e intelectuais dos filhos
Maccoby e Martin (1983) identificaram :
DUAS DIMENSÕES FUNDAMENTAIS NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS DOS PAIS
EXIGÊNCIA
A exigência inclui todas as atitudes dos pais que buscam de alguma forma controlar o comportamento dos filhos, impondo-lhes limites e estabelecendo regras. 
RESPONSIVIDADE
Refere-se àquelas atitudes compreensivas que os pais têm para com os filhos e que visam, através do apoio emocional e da bi- direcionalidade na comunicação, favorecer o desenvolvimento da autonomia e da autoafirmação dos jovens. 
Os quatro estilos parentais emergentes do modelo proposto por Maccoby e Martin (1983) são
 AUTORIZANTE
 AUTORITÁRO
 INDULGENTE 
 NEGLIGENTE 
ESTILO AUTORIZANTE (AUTORITATIVO)
Resulta da combinação entre exigência e responsividade em altos níveis. 
São afetuosos na interação, responsivos às necessidades e frequentemente solicitam a opinião quando conveniente, encorajando a tomada de decisões e proporcionando oportunidades para o desenvolvimento das habilidades 
Pais autoritativos:
estabelecem regras para o comportamento de seus filhos que são consistentemente enfatizadas.;
monitoram a conduta, corrigindo atitudes negativas e gratificando atitudes positivas;
disciplina é imposta de forma indutiva e a comunicação entre pais e filhos é clara e aberta, baseada no respeito mútuo. 
São pais que em geral têm altas expectativas em relação ao comportamento dos filhos em termos de responsabilidade e maturidade
ESTILO AUTORITÁRIO 
Resulta da combinação entre altos níveis de controle e baixa responsividade. 
Pais autoritários são rígidos e autocráticos.
 Eles impõem altos níveis de exigência, estabelecendo regras restritas, independente de qualquer participação da criança. 
Tendem a enfatizar a obediência através do respeito à autoridade e à ordem. 
Frequentemente utilizam a punição como forma de controle do comportamento. 
Não valorizam o diálogo e a autonomia, reagindo com rejeição e baixa responsividade aos questionamentos e opiniões da criança 
ESTILO INDULGENTE
Resulta da combinação entre baixo controle e alta responsividade. 
Pais indulgentes, em oposição aos autoritários, não estabelecem regras nem limites para a criança, estabelecendo poucas demandas de responsabilidade e maturidade.
 São excessivamente tolerantes, permitindo que a criança monitore seu próprio comportamento. 
São afetivos, comunicativos e receptivos com seus filhos, tendendo a satisfazer qualquer demanda que a criança apresente 
ESTILO NEGLIGENTE 
Resulta da combinação entre controle e responsividade em baixos níveis. 
Pais negligentes não são nem afetivos nem exigentes. 
Demonstram pouco envolvimento com a tarefa de socialização da criança, não monitorando seu comportamento. 
Tendem a manter seus filhos à distância, respondendo somente às suas necessidades básicas. 
Enquanto os pais indulgentes estão envolvidos com seus filhos, os pais negligentes estão frequentemente, centrados em seus próprios interesses. 
RIGIDEZ
PORQUE SIM 
PUNIÇÃO
DISTANTE
PASSIVO
AUSENTE
SUPORTE
FLEXIBILIDADE
ASSERTIVO
LENIENTE
FILHO MANDA
REGRAS DIFUSAS 
AUTORIZANTE
RESPONSIVIDADE
EXIGËNCIA
AUTORITÁRIO
RESPONSIVIDADE
EXIGËNCIA
INDULGENTE
RESPONSIVIDADE
EXIGËNCIA
NEGLIGENTE
RESPONSIVIDADE
EXIGËNCIA

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