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Departamento de Desenvolvimento Profissional 
 
 
 
 
CONTABILIDADE SOCIETÁRIA 
 AVANÇADA 
 
Profª Adriana Valente 
 
 
 
e-mail: adrianatvalente@hotmail.com 
 
Rio de Janeiro, 1º semestre de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
Curso Contabilidade Societária – CRC RJ – Adriana Valente – 2015.1 
 
2 
Rua 1º de Março, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20.010-000 
Telefone: (21) 2216-9544 e 2216-9545 cursos@crcrj.org.br – www.crc.org.br 
O presente material foi estruturado exclusivamente para aplicação da aula 
Contabilidade Societária no Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RJ). 
 
A parte conceitual foi extraída, principalmente, de normas expedidas pela 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de Pronunciamentos emitidos pelo 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), da Lei 6.404/1976 e de 
bibliografias consagradas sobre os temas, tais como Ricardo J. Ferreira, 
FIPECAFI, IACAFM entre outros. 
Os exercícios foram extraídos, principalmente, de concursos anteriores, de 
bibliografias e, quando necessário, foram adaptados ou elaborados. 
 
Bom Estudo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Curso Contabilidade Societária – CRC RJ – Adriana Valente – 2015.1 
 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
 
1. Dissolução, Liquidação, Extinção e Transformação 
2. Incorporação, Fusão e Cisão 
3. Avaliação de Investimentos no Capital Social de Outras Empresas – 
Coligadas e Controladas 
4. Negócios em Conjunto 
5. Instrumentos Financeiros 
6. Combinação de Negócios 
7. Consolidação das Demonstrações Contábeis 
8. Ativo Intangível 
9. Arrendamento Mercantil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Curso Contabilidade Societária – CRC RJ – Adriana Valente – 2015.1 
 
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1 DISSOLUÇÃO, LIQUIDAÇÃO, EXTINÇÃO E TRANSFORMAÇÃO 
 
1.1 Dissolução 
A dissolução da pessoa jurídica é o ato pelo qual se manifesta a 
vontade ou se constata a obrigação de encerrar a existência de uma 
firma individual ou sociedade. 
Pode ser definido como o momento em que se decide pela sua extinção, 
passando-se, imediatamente, à fase de liquidação. 
Essa decisão pode ser tomada por deliberação do titular, sócios ou 
acionistas, ou ainda por imposição ou determinação legal do poder 
público. 
A dissolução não extingue a personalidade jurídica de imediato, pois 
a pessoa jurídica continua a existir até que se concluam as negociações 
pendentes, procedendo-se à liquidação das ultimadas, conforme disposto 
no art. 51 da Lei n º 10.406, de 2002 (Código Civil). 
Personalidade jurídica é a aptidão genérica para 
adquirir direitos e contrair obrigações. 
A Companhia dissolvida conserva sua personalidade jurídica até a sua 
extinção. 
Em todos os atos ou operações necessárias à liquidação, o liquidante 
deverá usar a denominação social seguida das palavras "em liquidação" 
(Lei das S.A. - Lei n º6.404, de 1976, art. 212). 
 
 
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Curso Contabilidade Societária – CRC RJ – Adriana Valente – 2015.1 
 
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A liquidação processa-se de 2 (duas) maneiras: convencional, 
promovida pela própria companhia ou judicial. 
Uma companhia pode se dissolvida de pleno direito ou por decisão 
judicial. Nos casos e na forma previstos em lei especial, pode ainda ser 
dissolvida por decisão de autoridade administrativa competente. 
Nas situações de pleno direito pode ocorrer (i) pelo término do prazo de 
duração;(ii) nos casos previstos no estatuto; (iii) por deliberação da 
assembleia geral;(iv) pela existência de um único acionista, verificada em 
assembléia-geral ordinária, se no mínimo de 2 (dois) não for 
constituído até a do ano seguinte (ressalvado o previsto no art. 251, da 
Lei 6.404/1976) e (v) pela extinção, na forma da lei, da autorização 
para funcionar, conforme previsto no artigo 206 da Lei 6.404/1976. 
Quando a dissolução for por decisão judicial temos: (i) anulação de sua 
constituição, em ação proposta por qualquer acionista; (ii) quando 
provado que não pode preencher o seu fim, em ação proposta por 
acionistas que representem 5% (cinco por cento) ou mais do capital 
social;e (iii) em caso de falência, na forma prevista na lei. 
O art. 51 do Código Civil de 2002 dispõe que as sociedades reputam-se 
dissolvidas, pelas seguintes circunstâncias: 
1. expirado o prazo ajustado da sua duração; 
2. por quebra da sociedade ou de qualquer dos sócios; 
3. por mútuo consenso de todos os sócios; 
4. pela morte de um dos sócios, salvo convenção em contrário a respeito 
dos que sobreviverem; 
 
 
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5. por vontade de um dos sócios, sendo a sociedade celebrada por tempo 
indeterminado. 
 
 
1.2 Liquidação 
A liquidação é o processo pelo qual o ativo é realizado, o passivo liquidado 
e o acervo liquido remanescente, caso haja,dividido entre os 
sócios/acionistas. 
Silenciado o Estatuto, compete à assembleia geral, nos casos de 
dissolução de pleno direito, determinar o modo de liquidação e nomear o 
liquidante e o conselho fiscal que devam funcionar durante o período de 
liquidação, conforme art. 208 da Lei 6.404/1976. 
O liquidante poderá ser destituído a qualquer tempo pelo órgão que o 
tiver nomeado. 
Em todos os atos ou operações necessárias à liquidação, o liquidante 
deverá usar a denominação social seguida das palavras "em liquidação" 
(Lei das S.A. - Lei n º6.404, de 1976, art. 212). 
 
1.3 Extinção 
A companhia extingui-se pelo encerramento da liquidação ou pelo 
processo de incorporação ou fusão, e pela cisão com versão de todo 
patrimônio em outra(s) sociedade(s), constituídas para esse fim ou já 
existente, conforme previsto no artigo 219 da Lei 6.404/1976. 
 
 
 
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1.4 Transformação 
A transformação é a operação pela qual uma sociedade passa de um tipo 
para o outro (LTDA para S/A), independentemente da dissolução e 
liquidação. A transformação obedecerá aos preceitos que regulam a 
constituição e o registro do tipo a ser adotado pela sociedade. 
A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou 
acionistas, salvo se prevista no estatuto ou no contrato social, caso em 
que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. Os sócios 
podem renunciar, no contrato social, ao direito de retirada no caso de 
transformação da companhia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIOS 
 
1. (Ricardo Ferreira/4º Ed.) Pela ordem dos fatos, temos: 
 
(A) liquidação, dissolução e extinção 
(B) dissolução, liquidação e extinção 
(C) liquidação, extinção e dissolução 
(D) extinção, dissolução e liquidação 
(E) dissolução, extinção e liquidação 
 
 
 
2. (Ricardo Ferreira/4º Ed.)Dissolve-se a sociedade pela 
existência de um único acionista, verificada em assembléia 
geral ordinária, se o mínimo de dois não for reconstituído: 
 
(A) em 1 ano 
(B) até a assembléia geral do ano seguinte 
(C) em 1 mês 
(D) imediatamente 
(E) em 6 meses a partir da data do encerramento do exercício 
 
 
 
3. (Ricardo Ferreira/4º Ed.) A S.A. dissolvida conserva a 
personalidade jurídica até 
 
(A) assembléia que deliberar a dissolução 
(B) o início da liquidação 
(C) o término do inventário 
(D) a extinção 
(E) a data de convocação da assembléia que deliberar sobre a 
extinção 
 
 
4. (Ricardo Ferreira/4º Ed.) Representa a SA em liquidação: 
 
(A) A assembleia geral extraordinária 
 
 
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(B) o liquidante 
(C) a assembléia geral ordinária 
(D) o conselho de administração 
(E) o juiz 
5. (Ricardo Ferreira/4º Ed.) Nas assembléias gerais da SA em 
liquidação: 
 
(A) as ações preferenciais não tem direito a voto 
(B) as ações ordinárias não tem direito a voto 
(C) só as ações nominativas tem direito a voto 
(D) todas as ações gozam de direito de voto 
(E) as ações não tem direito a voto 
 
 
 
6. Uma sociedade passa de sociedade por quotas de 
responsabilidade limitada para sociedade anônima: 
 
(A) Fusão 
(B) Transformação 
(C) Cisão 
(D) Incorporação 
(E) Consórcio 
 
 
7. Salvo previsão no estatuto, a transformação exige 
consentimento: 
 
(A) de acionistas que representem, no mínimo, metade do capital 
social. 
(B) unânime dos sócios. 
(C) de acionistas que representem, no mínimo, 2/3 do capital 
social. 
(D) de acionistas que representem, no mínimo, 3/5 do capital 
social. 
(E) de acionistas que representem, no mínimo, 1/4 do capital 
social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO 
 
2.1 Introdução 
 
Incorporação, fusão e cisão são formas de reorganização jurídica de 
sociedades. Essas operações tornam possíveis a transmissão de 
patrimônio ou do quadro de sócios sem que haja a necessidade de 
dissolução e liquidação da sociedade. 
 
A reorganização é muito utilizada na forma de racionalizar as operações 
da empresa, para, assim, torná-la mais adequada à concorrência de 
mercado. 
 
2.2 Aspectos Gerais 
 
A reorganização societária pode ser operada entre tipos iguais ou 
diferentes e devem ser deliberadas na forma prevista para alteração dos 
respectivos estatutos ou contratos sociais. 
 
Nas operações em que há constituição de sociedade, devem ser 
observadas as normas reguladoras de constituição de seu tipo. Dessa 
forma, a fusão de duas sociedades limitadas para criação de uma 
sociedade anônima deverá ser observada as disposições previstas na 
legislação societária, Lei 6.404/1976. 
 
 
 
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Os sócios ou acionistas receberam diretamente da sociedade emissora, 
em substituição às quotas ou ações anteriores, os direitos que detinham 
na sociedade anterior. 
Se a incorporação, fusão ou cisão envolverem companhia aberta, as 
sociedades que a sucederem serão também abertas, devendo obter o 
respectivo registro e, se for o caso, promover a admissão de negociação 
das novas ações no mercado secundário, no prazo máximo de cento e 
vinte dias, contados da data da assembléia-geral que aprovou a 
operação, observando as normas pertinentes baixadas pela CVM, art. 223 
da Lei 6.404/1976. 
O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista 
direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das 
suas ações, conforme previsto no art. 45, nos trinta dias seguintes ao 
término do prazo nele referido, observado o disposto nos §§ 1º e 4º do 
art. 137 da Lei 6.404/1976. 
Cabe à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme previsto no 
artigo 226, § 3º, da Lei 6.404/1976, a regulamentação quanto à avaliação 
e contabilização das operações de fusão, incorporação e cisão, que 
envolvam companhias abertas. 
 
Antes da formalização do processo, há necessidade de um pré-contrato, 
cuja sua natureza jurídica é denominada de protocolo, que conforme 
previsto no artigo 224 da Lei 6.404/76 será firmado pelos órgãos de 
administração ou sócios das sociedades interessadas, que deve conter 
as condições que se realizará a incorporação, a fusão ou a cisão, e deve 
incluir, dentre outros aspectos: 
 
 
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 o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em 
substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios 
utilizados para determinar as relações de substituição; 
 os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do 
patrimônio, no caso de cisão; 
 os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será 
referida a avaliação, e o tratamento das variações patrimoniais 
posteriores; 
 a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de 
uma das sociedades possuídas por outra; 
 o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou 
redução do capital das sociedades que forem parte na operação; 
 o projeto ou projetos de estatuto, ou de alterações estatutárias, que 
deverão ser aprovados para efetivar a operação; 
 todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. 
As operações de fusão, cisão e incorporação, devem ser submetidas à 
deliberação da Assembleia Geral das Companhias interessadas, mediante 
justificação, conforme artigo 225 da Lei 6.404/1976, na qual serão 
expostos, pelo menos: 
 
I - os motivos ou fins da operação, e o interesse da companhia em 
 sua realização; 
II - as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões 
para a modificação dos seus direitos, se prevista; 
III - a composição, após a operação, segundo espécies e classes das 
ações do capital das companhias que deverão emitir ações em 
substituição às que deverão extinguir; 
 
 
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IV - o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas 
dissidentes. 
 
As operações de incorporação, fusão e cisão somente poderão ser 
efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados 
determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a 
serem vertidos para a formação do capital social é, ao menos, igual ao 
montante do capital a realizar, conforme previsto no artigo 226, da Lei 
6.404/1976. O racional para tal determinação é vetar que tais operações 
sejam realizadas com a transferência de acervo líquido negativo, o que 
acarretaria uma redução no capital social. 
 
2.3 Participação Societária 
 
As ações ou cotas do capital da sociedade a ser incorporada que forem de 
propriedade da companhia incorporadora poderão, conforme dispuser o 
protocolo de incorporação, ser extintas, ou substituídas por ações em 
tesouraria da incorporadora, até o limite dos lucros acumulados e 
reservas, exceto a legal, conformeArt. 226, § 1º, da Lei 6.404/1975. 
 
O previsto no parágrafo anterior aplicar-se-á os mesmos procedimentos 
descritos anteriormente nos casos de fusão, quando uma das sociedades 
fundidas for proprietária de ações ou quotas de outra, e de cisão com 
incorporação, quando a companhia que incorporar parcela do patrimônio 
da cindida for proprietária de ações ou quotas do capital desta. § 2º do 
Artigo 226, da Lei 6.404/1976. 
 
 
 
 
 
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2.4 Incorporação 
 
A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são 
absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações, 
conforme artigo 227 da lei 6.404/1976. 
 
 Incorporação reversa: sociedade controlada incorpora sua 
controladora. 
 
2.5 Fusão 
 
A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para 
formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e 
obrigações, conforme art. 228 da Lei 6.404/1976. Neste processo é 
constituída uma nova sociedade que assume a condição de titular de 
todos os ativos e passivos das sociedades fundidas. 
 
2.6 Cisão 
 
A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu 
patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já 
existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo 
o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão, art. 
229 da Lei 6.404/1976. 
 
 
 
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A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente 
obedecerá às disposições sobre incorporação, Art. 229, § 3º, conjugado 
com o art. 227 da Lei 6.404/1976. 
2.7 Observações Gerais 
Quando do processo de cisão, as ações atribuídas em proporção diferente 
requer aprovação de todos os titulares, inclusive das ações sem direito a 
voto. 
Conforme art. 230, da Lei 6.404/1976, o prazo para o exercício do direito 
de retirada, no caso de incorporação ou fusão, previsto no art. 137, 
será contato a partir da publicação da ata que aprovar o protocolo e/ou 
justificação, mais o pagamento só será devido se a operação for efetivada. 
2.8 Dos Debenturistas 
Os debenturistas são credores da empresa, assim a companhia emissora 
de debêntures em circulação, quando do processo de incorporação, fusão 
ou cisão, haverá a necessidade de prévia aprovação desses debenturistas, 
reunidos em assembleia especialmente convocada para esse fim. 
Caso seja assegurado aos debenturistas, o resgate desses títulos, durante 
o prazo mínimo de seis meses, a contar da data da publicação das atas 
das assembléias relativas à operação, o resgate das debêntures de quem 
forem titulares, ficará desobrigada da aprovação dessa assembleia. 
2.9 Dos Credores 
O credor poderá pleitear judicialmente a anulação da operação, 
incorporação ou fusão, até 60 (sessenta) dias depois de publicados os 
atos relativos à incorporação. Findo esse prazo, decairá o direito do 
credor. 
 
 
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Existe a possibilidade de qualquer credor pedir a separação de patrimônios 
caso haja a falência da sociedade incorporadora ou da sociedade nova. 
Na cisão com extinção da companhia cindida, as sociedades que 
absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas 
obrigações da companhia extinta. A companhia cindida que subsistir e as 
que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente 
pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. 
2.10 Averbação da Sucessão 
Conforme o art. 234 da Lei 6.404/1976, a certidão, passada pelo registro 
do comércio, da incorporação, fusão ou cisão, é documento hábil para a 
averbação, nos registros públicos competentes, da sucessão, decorrente 
da operação, em bens, direitos e obrigações. 
2.11 "Quorum" Qualificado 
Conforme o art. 136, da Lei 6.404/1976, existe a necessidade da 
aprovação de acionistas que representem metade,no mínimo, das ações 
com direito a voto, se maior quorum não for exigido pelo estatuto da 
companhia cujas ações não estejam admitidas à negociação em 
bolsa ou no mercado de balcão, para deliberação sobre: 
 I - criação de ações preferenciais ou aumento de classe de ações 
preferenciais existentes, sem guardar proporção com as demais classes de 
ações preferenciais, salvo se já previstos ou autorizados pelo estatuto; 
 II - alteração nas preferências, vantagens e condições de resgate 
ou amortização de uma ou mais classes de ações preferenciais, ou 
criação de nova classe mais favorecida; 
 
 
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 III - redução do dividendo obrigatório; 
 IV - fusão da companhia, ou sua incorporação em outra; 
 V - participação em grupo de sociedades (art. 265); 
 VI - mudança do objeto da companhia; 
 VII - cessação do estado de liquidação da companhia; 
 VIII - criação de partes beneficiárias; 
 IX - cisão da companhia; 
 X - dissolução da companhia. 
Nos casos dos incisos I e II, a eficácia da deliberação depende de prévia 
aprovação ou da ratificação, em prazo improrrogável de um ano, por 
titulares de mais da metade de cada classe de ações preferenciais 
prejudicadas, reunidos em assembleia especial convocada pelos 
administradores e instalada com as formalidades da Lei 6.404/1976. 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode autorizar a redução do 
quorum previsto no parágrafo anterior no caso de companhia aberta 
com a propriedade das ações dispersa no mercado, e cujas 3 (três) 
últimas assembleias tenham sido realizadas com a presença de acionistas 
representando menos da metade das ações com direito a voto. Neste 
caso, a autorização da Comissão de Valores Mobiliários será mencionada 
nos avisos de convocação e a deliberação com quorum reduzido somente 
poderá ser adotada em terceira convocação. 
 
 
 
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2.12 Direito de Retirada 
Conforme art. 137, da Lei 6.404/1976, a aprovação das matérias 
previstas nos incisos I a VI e IX do art. 136 dá ao acionista dissidente o 
direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas 
ações (art. 45), observadas as seguintes normas: 
 I - nos casos dos incisos I e II do art. 136, somente terá direito de 
retirada o titular de ações de espécie ou classe prejudicadas; 
 II - nos casos dos incisos IV e V do art. 136, não terá direito de 
retirada o titular de ação de espécie ou classe que tenha liquidez e 
dispersão no mercado, considerando-se haver: 
 a) liquidez, quando a espécie ou classe de ação, ou certificado que a 
represente, integre índice geral representativo de carteira de valores 
mobiliários admitido à negociação no mercado de valores mobiliários, no 
Brasil ou no exterior, definido pela Comissão de Valores Mobiliários; e 
 b) dispersão, quando o acionista controlador, a sociedade 
controladoraou outras sociedades sob seu controle detiverem menos da 
metade da espécie ou classe de ação; 
 III - no caso do inciso IX do art. 136, somente haverá direito de 
retirada se a cisão implicar: 
 
 
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 a) mudança do objeto social, salvo quando o patrimônio cindido for 
vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida com a 
decorrente do objeto social da sociedade cindida; 
 b) redução do dividendo obrigatório; ou 
 c) participação em grupo de sociedades. 
 IV - o reembolso da ação deve ser reclamado à companhia no prazo 
de 30 (trinta) dias contado da publicação da ata da assembleia-geral; 
 V - o prazo para o dissidente de deliberação de assembleia especial 
(art. 136, § 1o) será contado da publicação da respectiva ata; 
 VI - o pagamento do reembolso somente poderá ser exigido após a 
observância do disposto no § 3o e, se for o caso, da ratificação da 
deliberação pela assembleia-geral. 
 
2.13 Avaliação dos Patrimônios 
 
O(s) patrimônio (s) das sociedades envolvidas nas operações de 
incorporação, fusão ou cisão, poderá ser realizado por três peritos ou 
empresa especializada em avaliação, conforme previsto no art. 8º da Lei 
6.404/1976. Dependendo das sociedades envolvidas na operação, a 
avaliação do(s) patrimônio(s) poderá ser a valor contábil ou a valor justo. 
 
Conforme o art. 264 da Lei 6.404/1976, na incorporação, pela controladora, de 
companhia controlada, a justificação, apresentada à assembleia-geral da controlada, 
deverá conter, além das informações previstas nos arts. 224 e 225, o cálculo das 
relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada 
 
 
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com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada, 
avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data, a 
preços de mercado, ou com base em outro critério aceito pela Comissão de Valores 
Mobiliários, no caso de companhias abertas. 
A avaliação dos dois patrimônios será feita por 3 (três) peritos ou 
empresa especializada e, no caso de companhias abertas, por empresa 
especializada. 
2.14 Ações em Circulação 
Conforme o artigo 4ºA, § 2º, da Lei 6.404/1976, consideram-se ações em 
circulação no mercado todas as ações do capital da companhia aberta 
menos as de propriedade do acionista controlador, de diretores, de 
conselheiros de administração e as em tesouraria. 
2.15 Resgate e Amortização de Ações 
Conforme art. 44, da Lei 6.404/1976, o estatuto ou a assembleia-geral 
extraordinária pode autorizar a aplicação de lucros ou reservas no 
resgate ou na amortização de ações, determinando as condições e o 
modo de proceder-se à operação. 
O resgate consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las 
definitivamente de circulação, com redução ou não do capital social, 
mantido o mesmo capital, será atribuído, quando for o caso, novo valor 
nominal às ações remanescentes. 
A amortização consiste na distribuição aos acionistas, a título de 
antecipação e sem redução do capital social, de quantias que lhes 
poderiam tocar em caso de liquidação da companhia. 
 
 
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21 
A amortização pode ser integral ou parcial e abranger todas as classes 
de ações ou só uma delas. 
As ações integralmente amortizadas poderão ser substituídas por 
ações de fruição, com as restrições fixadas pelo estatuto ou pela 
assembleia-geral que deliberar a amortização; em qualquer caso, 
ocorrendo liquidação da companhia, as ações amortizadas só concorrerão 
ao acervo líquido depois de assegurado às ações não a amortizadas valor 
igual ao da amortização, corrigido monetariamente. 
 Somente o Estatuto Social ou a Assembleia Extraordinária da 
companhia poderá autorizar esta operação. 
 A ação de fruição está sujeita as restrições estatutárias, tais como 
(a) a perda do direito de voto e (b) a perda do direito a dividendo 
preferencial, e restrições legais como (c) no caso de liquidação da 
Companhia quando as ações amortizadas concorrem ao acervo líquido 
somente depois da quitação com as ações não amortizadas e (d) na 
hipótese de reembolso, o valor que as ações amortizadas receberam deve 
ser compensado. 
 
2.16 Reembolso de Ações 
Conforme o art. 45 da Lei 6.404/1976, o reembolso é a operação pela 
qual, nos casos previstos em lei, a companhia paga aos acionistas 
dissidentes de deliberação da assembleia-geral o valor de suas ações. 
O valor de reembolso poderá ser pago à conta de lucros ou 
reservas, exceto a legal, e nesse caso as ações reembolsadas 
ficarão em tesouraria. 
 
 
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22 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. (Cesgranrio/Petrobras/2014/Q.30) Existem operações de 
reorganização societária que não envolvem companhias de capital aberto 
em qualquer de suas modalidades: incorporação, cisão ou fusão. Nesse 
caso, torna-se necessária a realização de atos preliminares, comuns a 
todas elas, que antecedem a concretização de tais operações. 
Os procedimentos ou atos preliminares comuns nas operações de 
incorporação, fusão e cisão são: 
 
(A) protocolo, justificação e formação do capital 
(B) petição, protocolo e formação do capital 
(C) avaliação, justificação e petição 
(D) avaliação, justificação e formação do capital 
(E) avaliação, formação do capital e petição 
 
2. (REFAP/Com adaptação) A Empresa ALFA e a Empresa BETA 
aprovaram a incorporação da segunda pela primeira e os laudos 
dos peritos, ratificando a avaliação das empresas pelos valores 
contábeis dos respectivos Balanços. 
Os Balanços patrimoniais das duas empresas, antes da incorporação eram 
os seguintes: 
ITENS ALFA BETA 
Circulante 18.000,00 5.000,00 
Realizável a Longo Prazo 25.000,00 7.000,00 
Imobilizado 37.000,00 9.000,00 
TOTAL DO ATIVO 80.000,00 21.000,00 
 
 
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23 
Circulante 8.000,00 4.000,00 
Exigível a Longo Prazo 5.000,00 3.000,00 
Patrimônio Líquido 67.000,00 14.000,00 
TOTAL DO PASSIVO 80.000,00 21.000,00 
 
Considerando-se apenas as informações recebidas e a boa técnica 
contábil, no Balanço patrimonial da Empresa ALFA, após a incorporação, o 
valor do patrimônio líquido, em reais, será: 
 
(A) 101.000,00 (B) 81.000,00 (C) 77.500,00 (D) 74.000,00 
(E) 47.500,00 
 
Resolução 
Operação entre partes independentes 
ITENS ALFA BETA ALFA APÓS A 
INCORPORAÇÃO 
 
Circulante 18.000,00 5.000,00 23.000 
Realizável a Longo Prazo 25.000,00 7.000,00 32.000 
Permanente 37.000,00 9.000,00 46.000 
TOTAL DO ATIVO 80.000,00 21.000,00 101.000 
Circulante 8.000,00 4.000,00 12.000 
Exigível a Longo Prazo 5.000,00 3.000,00 8.000 
Patrimônio Líquido 67.000,00 14.000,00 81.000 
TOTAL DO PASSIVO 80.000,00 21.000,00 101.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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24 
 
 
 
 
 
BETA: 
 
Ativo 
 
D = Conta de Incoporação 21.000 
C = Circulante 5.000 
C = RLP 7.000 
C = Permanente 9.000 
 
 
PASSIVO 
 
D = Circulante 4.000 
D = ELP 3.000 
D = PL 14.000 
C = Conta de Incorporação 21.000 
 
 
 
ALFA 
 
Ativo 
 
D = Circulante 5.000 
D = RLP 7.000 
D = Permanente 9.000 
C = Conta de Incoporação 21.000 
 
 
PASSIVO 
 
D = Conta de Incorporação 21.000 
C = Circulante 4.000 
C = ELP 3.000 
C = PL 14.000 
 
 
 
 
 
 
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25 
 
 
 
 
 
3. (Cesgranrio/Petrobras/2006) As Assembléias Gerais das 
Sociedades Anônimas Alfa (incorporadora) e Beta (incorporada) 
aprovaram todos os protocolos e procedimentos preliminares cabíveis nos 
processos de incorporação: nomearam os peritos (incorporadora) e 
autorizaram os administradores a praticar os atos necessários à 
incorporação (incorporada), bem como os laudos dos peritos, com a 
avaliação patrimonial da incorporada, pelo respectivo valor contábil, em 
reais, como segue. 
 Alfa Beta 
Ativo 
Circulante 405.500,00 112.500,00 
Realizável Longo Prazo 562.000,00 158.000,00 
Investimentos em Controladas 
Cia. Beta 189.000,00 
Cia. Gama 94.000,00 
Imobilizado 428.000,00 202.500,00 
Total 1.678.500,00 473.000,00 
Passivo 
Circulante 180.000,00 87.800,00 
Exigível Longo Prazo 81.000,00 70.200,00 
Patrimônio Líquido 1.417.500,00 315.000,00 
Total 1.678.500,00 473.000,00 
 
Informações adicionais: 
• Os investimentos da Cia. Alfa são avaliados ao MEP. 
Investida Ações Emitidas % Participação 
Cia. Beta Ações ordinárias 60,0% 
Cia. Gama Ações ordinárias 50,2% 
 
Após a incorporação, o capital próprio da incorporadora, em reais, é: 
(A) 1.449.500,00 (B) 1.543.500,00 (C) 1.633.500,00 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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26 
(D) 1.768.500,00 (E) 2.052.500,00 
Capital Próprio = Patrimônio Líquido = Ativos Líquidos = Situação Líquida 
= Riqueza Líquida 
 
Operação entre partes dependentes 
Registro Contábil 
Beta Alfa 
Pela baixa dos A e P R$ Pela Incorporação dos A e P R$ 
 
Ativos Ativos 
D = Conta de Incorporação D = Circulante 
C = Circulante D = RLP 
C = RLP D = Imobilizado 
C = Imobilizado C = Conta de Incorporação 
 
Passivos Passivos 
D = Circulante 
D = ELP D = Conta de Incorporação 
D = PL C = Circulante 
C = Conta de Incorporação C = ELP 
 C = PL 
 
 
Pela Baixa do Investimento de Alfa em Beta 
Ações em Tesouraria R$ Anulação das Ações R$ 
CS Beta 315.000 CS Beta (315.000-189.000) 126.000 
CS Alfa 1.417.500 CS Alfa 1.417.500 
Total dos CS 1.732.500 Total CS 1.543.500 
(-) Ações em Tesouraria (189.000) 
Total do PL 1.543.500 
 
Estrutura do PL de acordo com as situações acima: 
Ações em Tesouraria R$ Anulação das Ações R$ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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27 
 
 
 
 
 
4. Julgue os itens subseqüentes, quanto à fusão, cisão e 
incorporação de empresas. 
(A) Na incorporação de uma sociedade controlada pela sua controladora, 
os acionistas não controladores da empresa incorporada passam a 
ser acionistas da incorporadora. 
 
 
(B) Caso haja o exercício do direito de retirada por parte de acionistas, 
as ações assim adquiridas pela incorporadora não poderá ficar em 
tesouraria. 
 
 
5. (Petrobras/2010) A Cia. Redentor S.A. realizou uma operação de 
cisão parcial para constituição de uma nova sociedade denominada 
Corcovado S.A. Observe os dados dos ativos e passivos cindidos da Cia. 
Redentor S.A., com valores em reais. 
 
 Alfa Beta Alfa Após 
Incorporação 
Ativo 
Circulante 405.500,00 112.500,00 518.000 
Realizável Longo Prazo 562.000,00 158.000,00 720.000 
Investimentos em Controladas 
Cia. Beta 189.000,00 
Cia. Gama 94.000,00 94.000 
Imobilizado 428.000,00 202.500,00 630.500 
Total 1.678.500,00 473.000,00 2.151.500 
Passivo 
Circulante 180.000,00 87.800,00 267.800 
Exigível Longo Prazo 81.000,00 70.200,00 151.200 
Patrimônio Líquido 1.417.500,00 315.000,00 1.543.500 
Total 1.678.500,00 473.000,00 2.151.500 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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28 
• Depreciação Acumulada 112.000,00 
• Disponível 123.000,00 
• Fornecedores a Pagar 135.650,00 
• Imobilizado 556.700,00 
• Salários e Encargos a Pagar 104.890,00 
 
Com base apenas nas informações acima, o valor da redução do 
patrimônio líquido na Cia. Redentor S.A., após a cisão a valores contábeis, 
em reais, é 
 
(A) 327.160,00(B) 439.160,00 (C) 444.700,00 (D) 450.160,00 
 
(E) 567.700,00 
 
 
Resolução 
 
 
ATIVO R$ PASSIVO R$ 
 
 
 
 
 
 
Ativo– Passivo 
 
 
 
6. As Cias. Guanabara e Niterói apresentavam os seguintes 
Balanços Patrimoniais em 01/01/X1: 
 
Cia. Guanabara 
Caixa 1.000 Financiamentos 1.200 
Terrenos 2.000 Capital Social 1.800 
Ativo Total 3.000 Passivo+PL 3.000 
 
Cia. Niterói 
Caixa 500 
Terrenos 900 Capital Social 1.400 
Ativo Total 1.400 Passivo+PL 1.400 
 
 
 
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29 
Na ocasião, os acionistas de ambas as empresas decidiram efetuar uma 
fusão, constituindo a Cia. Rio de Janeiro. 
 
Qual foi o valor do Patrimônio Líquido da Cia. Rio de Janeiro em janeiro de 
X1? 
 
(A) R$ 3.200. (B) R$ 1.600 (C) R$ 3.000(D) R$ 1.400 
 
(E) R$ 4.400 
 
 
 
 
7. As empresas A, B e C encerram suas atividades através de uma 
fusão, transferindo seu patrimônio Líquido para a formação de 
uma nova empresa denominada D. 
 
Cada uma das empresas possui dois sócios com igual participação no 
capital. O patrimônio líquido de cada empresa antes da fusão era, R$: 
 
Patrimônio Líquido A B C 
Capital 760 720 2.880 
Reserva de Lucro 0 240 0 
Lucros Acumulados 200 0 0 
 
As empresas A e B aumentaram seu capital antes da fusão, utilizando 
os saldos de Lucros Acumulados e Reserva de Lucro. 
 
A participação, individual, dos sócios da empresa B após a fusão é 
equivalente a: 
 
(A) 10% do total 
(B) R$ 380,00 para um e R$ 1.360,00 para outro 
(C) 30% do total 
(D) 50% do total 
(E) R$ 1.440,00 para cada um 
 
 
8. Qual das alternativas a seguir constitui uma incorporação 
reversa? 
 
(A) X incorpora Y, sendo que Y é investida de X 
(B) X incorpora Y, sendo que X e Y são investidas de Z 
(C) Z incorpora Y, sendo que X é investida de Y 
(D) Y incorpora Z, sendo que Z é investida de X 
(E) X incorpora Y, sendo que X é investida de Y 
 
 
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309. Nas operações de cisão, podem ocorrer as seguintes situações, 
exceto: 
 
(A) cisão total com a criação de duas ou mais empresas novas 
(B) cisão total com versão de parte do Patrimônio Líquido para 
empresa nova e parte para empresa já existente 
(C) cisão parcial com versão de parte do patrimônio para empresas já 
existentes 
(D) cisão parcial com versão de todo o patrimônio para a mesma 
sociedade 
(E) cisão total com versão do patrimônio para empresas já existentes 
 
 
 
10. A Cia A sofreu um processo de cisão total para Cia B e Cia C. 
Sobre esse processo, pode-se afirmar que: 
(A) a operação foi absorvida por outra Cia, sucedendo-lhe todos os 
direitos e obrigações; 
(B) ocorreu uma união de três Cias para formar uma nova, sucedendo-
lhe todos os direitos e obrigações; 
(C) a Cia A extinguiu-se transferindo parcelas do seu patrimônio para as 
Cias B e C; 
(D) a Cia A extinguiu-se transferindo todo o seu patrimônio para a Cia 
B; 
(E) a Cia A extinguiu-se transferindo para a Cia B suas obrigações e 
para a Cia C seus direitos. 
11. (Cesgranrio/BR/Contador/2012) A empresa X se uniu à empresa 
Y para formar a empresa Z. A empresa Z sucederá as anteriores em todos 
os seus direitos e obrigações, tendo em vista que tais empresas anteriores 
serão ser extintas. 
 
Tal situação demonstra que houve uma 
 
 
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31 
 
(A) amortização 
(B) incorporação 
(C) cisão 
(D) exclusão 
(E) fusão 
12. A Companhia Pacífica S/A adquiriu 100% das ações da 
Companhia Atlântica S/A, entregando aos acionistas da Atlântica o 
valor correspondente às suas ações em ações da Companhia 
Pacífica S/A. 
 
Nesse caso, na Companhia Atlântica S/A, conforme a legislação vigente, o 
registro contábil 
 
(A) debitará a conta Investimentos em subsidiária e creditará a conta 
Reserva Social. 
 
(B) debitará a conta Investimentos em subsidiária e creditará a conta 
Capital Social. 
 
(C) creditará a conta Investimentos em subsidiária e debitará a conta 
Capital Social. 
 
(D) creditará a conta Capital Social e debitará a conta Caixa ou a conta 
Banco. 
 
(E) será desnecessário, sendo efetuado apenas na companhia 
adquirente. 
 
 
 
13. Com relação às reorganizações societárias mediante os 
processos de incorporações, fusões ou cisões, podemos afirmar 
que todas as opções abaixo são corretas, exceto: 
 
(A) Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são 
absorvidas por outra, que a sucede em todos os direitos e obrigações. 
 
(B) Cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu 
patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim, 
ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver 
versão de todo o seu patrimônio, e dividindo-se o seu capital, se 
parcial a versão. 
 
 
 
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32 
(C) Interesses de natureza societária entre quotistas ou acionistas são 
fatores importantes a serem contemplados no processo de 
reorganização. 
(D) uma companhia emissora de debêntures em circulação ficará sempre 
obrigada à prévia autorização dos debenturistas sob pena de nulidade 
da incorporação, fusão ou cisão. 
 
 
14. Sobre Incorporação de Cia controlada por controladora em Cias 
abertas, é INCORRETO afirmar que: 
(A) em decorrência da incorporação, a sociedade incorporada desaparece 
e é incorporada à sociedade incorporadora; 
(B) a sociedade incorporadora deverá realizar um aumento de capital, que 
será subscrito com a versão da incorporada; 
(C) a avaliação dos dois patrimônios (controlada e controladora) será feita 
por três peritos; 
(D) os acionistas da incorporada perdem os direitos que tinham em 
relação ao patrimônio da sociedade extinta e passam a ser acionistas da 
sociedade incorporadora; 
(E) a avaliação do PL a preços de mercado da incorporadora e da 
incorporada deverá ser apresentado aos acionistas. 
15. No caso de fusão ou incorporação da companhia em outra, o acionista 
dissidente não terá direito de retirada se possuir ação de espécie ou classe 
que tenha liquidez e dispersão no mercado. 
Neste enfoque, ocorre a dispersão quando o acionista controlador, a 
sociedade controladora ou outras sociedades sob o seu controle 
detiverem, da espécie ou classe da ação, 
(A) a totalidade dessas ações. 
(B) dois terços dessas ações. 
(C) mais da metade da quantidade dessas ações. 
(D) menos da metade da quantidade dessas ações. 
 
 
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33 
(E) metade da quantidade dessas ações, exatamente. 
 
 
3. PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL DE OUTRAS EMPRESAS 
 
3.1 Aspectos Gerais 
Os investimentos na forma de participações no capital social de outras 
sociedades são reconhecidos contabilmente em conformidade com os 
objetivos da entidade quando de sua aquisição e são qualificados nas 
seguintes modalidades:coligada, controlada, joint venture ou outros 
investimentos, tendo as seguintes classificações e critérios de avaliação: 
 Investimentos em Coligada, Controlada e Joint Venture, são 
classificados no grupo Ativo Não Circulante, subgrupo Investimento 
e são avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP); 
 os investimentos classificados também no grupo Ativo Não 
Circulante, subgrupo Investimento, mas não qualificados como 
investimentos em coligada, controlada e joint venture, pelo Método 
de Custo de Aquisição, quando o Valor Justo não puder ser 
mensurado; e 
 os investimentos em participação no capital social de outras 
empresas classificados no Ativo Circulante e no Realizável a Longo 
Prazo, serão avaliados pelo valor justo. 
OBS: Os investimentos qualificados em coligada, controlada ou 
em joint venture apresentados em demonstração separada, serão 
avaliados pelo valor justo ou ao custo, nunca pela equivalência 
patrimonial, conforme previsto no CPC 35 (R2) e ICPC 09. 
 
 
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Conforme artigo 183, da Lei 6.404/1976, os investimentos classificados no 
subgrupo investimento, não qualificados como coligada, controlada ou 
que estejam sobre controle comum, serão avaliados pelo custo de 
aquisição, e serão deduzidos de provisão para perdas prováveis na 
realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como 
permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem 
custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas. 
A Lei 6.404/1976, em seu artigo 248,determina que os investimentos em 
coligadas, controladas e em outras sociedades que façam parte de 
CENÁRIOS 
Controle Controle 
Compartilhado 
Influência 
Significativa 
Sem Influência 
e Controle 
Equivalência 
Patrimonial 
e 
Consolidação
 
Equivalência 
Patrimonial 
Valor 
Justo/Custo 
Investida é 
uma 
Controlada 
Investida é uma 
Joint Venture 
Investida é uma 
Coligada 
Outros 
Investimentos 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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35 
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, sejam avaliados 
pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). No entanto é omissa 
quanto à figura da joint venture, diferentemente dos pronunciamentos 
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 
Exemplo de avaliação de investimentos em outras sociedades que façam 
parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, para 
avaliar a aplicabilidade ou não do MEP, conforme determina o artigo 248 
da Lei 6.404/1976. 
 
 Fonte: Manual das Sociedades por Ações - página 216. 
 
Neste caso as empresas B, C e D deverão avaliar o investimento na 
empresa E pelo MEP, uma vez que as empresas estão sob controle 
comum. 
 
 
A 
B C D 
E 
100%
% 
80%
 
 
%% 
70% 60% 
5% 
8% 12% 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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36 
 
3.2 Qualificação do Investimento 
 
Os investimentos em participação no capital social são qualificados em 
conformidade com os seguintes critérios: 
 Coligada: sociedades nas quais a investidora tenha influência 
significativa. 
 
Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém 
ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou 
(societária) e(Pronunciamento) operacional da investida, sem controlá-la. 
É presumida a influência significativa quando a investidora for titular de 
vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-
la. 
 
 Controlada: sociedade na qual a controladora, diretamente ou através 
de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, 
de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o 
poder de eleger a maioria dos administradores. 
 
Na existência de potenciais direitos de voto, a participação do investidor 
nos lucros ou prejuízos da investida e nas mudanças no patrimônio da 
investida é determinada com base nas participações no controle acionário 
atual, e não reflete o possível exercício ou conversão dos potenciais 
direitos de voto. 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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37 
 
 Joint Venture:Compartilhamento do controle, não controle 
isolado/individual. 
 Outros Investimentos: São investimentos não qualificados como 
coligada, controlada oujoint venture. 
 
3.3 Procedimentos para Aquisição de Participação no Capital de 
Social de Outras Empresas 
 
 Primeiramente, os ativos e passivos da entidade cujos instrumentos 
patrimoniais foram adquiridos devem ser ajustados, mesmo que 
extra contabilmente, com relação a todas as práticas contábeis 
relevantes utilizadas pela adquirente. 
 
 Todos os ativos e passivos da investida devem ser reconhecidos e 
mensurados, cuja regra geral, de mensuração, é o valor justo. 
Este procedimento implica também em reconhecimento e 
mensuração de ativos e/ou passivos que não eram reconhecidos nas 
demonstrações contábeis da entidade cujo controle foi obtido. 
 
 À diferença entre o valor justo e o valor contábil do acervo 
líquido cujo controle foi obtido deve ser considerado como um ajuste 
extracontábil ao patrimônio líquido da entidade adquirida. Essa 
parcela representa a mais valia derivada da diferença entre o 
valor contábil e o valor justo dos ativos líquidos da adquirida. 
 
 Oágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), 
representado pela diferençapositiva entre o valor pago (ou 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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38 
valores a pagar) e o montante líquido proporcional adquirido do 
valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. 
 
 O ganho por compra vantajosa é representado pela 
diferençanegativa (inferior) entre o valor pago (ou valores a 
pagar) e o montante líquido proporcional adquirido do valor justo 
dos ativos e passivos da entidade adquirida. Esse ganho será 
reconhecido diretamente na demonstração de resultado do período 
pelo adquirente. 
 O reconhecimento inicial do investimento deve corresponder ao valor 
justo total dos pagamentos efetuados e registrado no Balanço 
Patrimonial no Grupo Ativo Não Circulante, subgrupo Investimento. 
 
 O ágio (goodwill), por ter vida útil indefinida, não será amortizado e 
sofrerá os efeitos do teste de recuperabilidade (impairment), 
conforme Pronunciamento Técnico CPC 01, ressalvado o disposto nos 
itens 40 a 43. 
 
 Quando se tratar de controlada o ágio (goodwill) só deve ser 
classificado no subgrupo Intangível no balanço consolidado, nunca no 
balanço individual, onde deve permanecer no subgrupo 
Investimentos. 
 
 A conta de Investimento deve ser detalhada em notas explicativas 
quanto aos seus três componentes (se existirem): 
 
 valor patrimonial da participação da controladora no valor 
contábil do patrimônio líquido da controlada adquirida; 
 valor da mais valia dos ativos líquidos adquiridos atribuída à 
controladora; e 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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39 
 ágio por rentabilidade futura (goodwill) atribuído à controladora. 
 
3.4 Avaliação dos Investimentos 
O valor do investimento em participação no capital social de outras 
empresas, avaliado pelo Método de Custo, conforme art. 183 da Lei 
6.404/1976, permanece constante. Esse valor pode ser alterado somente 
em função do reconhecimento de provisão para perda, quando essa perda 
for considerada de caráter permanente. 
O valor do investimento avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial 
– MEP – serão reconhecidos inicialmente pelo custo e serão aumentados 
(lucro) ou reduzidos (prejuízos) em função dos resultados apurados pela 
investida. As variações apuradas em decorrência dos resultados apurados 
pela investida serão reconhecidas como ganho ou perda com equivalência 
patrimonial e registradas contabilmente diretamente no resultado da 
investidora em contrapartida da conta investimento. 
 
3.5 Equivalência Patrimonial Sobre Outros Resultados 
Abrangentes 
 
Na aplicação da equivalência patrimonial sobre coligada, controlada ou 
controlada em conjunto, o resultado da equivalência patrimonial deve, 
basicamente, representar a parcela da investidora no resultado líquido da 
investida. A equivalência patrimonial sobre os outros resultados 
abrangentes da investida deve ser reconhecida, na investidora, também 
diretamente contra seu patrimônio líquido, como parte dos outros 
resultados abrangentes da investidora. 
 
 
 
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40 
Dessa forma, não devem transitar pelo resultado da investidora como 
resultado de equivalência patrimonial as mutações do patrimônio líquido 
da investida que não transitam ou só transitarão futuramente pelo 
resultado da investida, tais como: ajustes por variação cambial de 
investimentos no exterior e ganhos ou perdas de conversão 
(Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de 
Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis); determinados 
ganhos e perdas atuariais (PronunciamentoTécnico CPC 33 – Benefícios a 
Empregados); variações no valor justo de ativos financeiros disponíveis 
para venda (Orientação Técnica OCPC 03 – Instrumentos Financeiros: 
Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação e Pronunciamento Técnico 
CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração); 
variações no valor justo de instrumentos de hedge em contabilidade de 
hedge (Pronunciamento Técnico CPC 38); realizações de reservas de 
reavaliação (Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado); etc. 
 
Reconhecimento Contábil na Investidora: 
AAP – Saldo Credor na Investida 
D = Investimento 
C = AAP 
Quando da Baixa 
D = Ajuste de Reclassificação (AAP) 
C = Investimento = Realização do AAP 
 
Reconhecimento Contábil na Investidora: 
AAP – Saldo Devedor na Investida 
D = AAP 
C = Investimento 
Quando da Baixa 
 
 
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41 
D = Investimento – Realização do AAP 
C = Ajuste de Reclassificação (AAP) 
Alteração do Patrimônio por meio da constituição das Reservas de Capital, 
que são: ágio na emissão de ações, produto da alienação do bônus de 
subscrição e produto da alienação de partes beneficiárias integram o valor 
do investimento. 
 
3.6 Realização da Mais Valia 
 
As diferenças apuradas entre o valor contábil e o valor justo dos ativos e 
passivos, são reconhecidas como mais valia e, a sua realização terá por 
base o bem, direito ou obrigação que motivou tal diferença. 
A realização da mais valia se dará conforme o item que lhe deu origem, 
podendo ser por meio da amortização, depreciação, exaustão, venda, 
liquidação, alteração no valor contabilizado, baixa, impairment ou 
qualquer outra forma de mutação nos registros contábeis desses ativos e 
passivos. 
O reconhecimento contábil da realização da mais valia será no resultado 
de equivalência patrimonial em contra partida da conta investimento. 
 
Registro Contábil 
D = Amortização da Mais Valia (depreciação) 
C = Investimento (Realização da Mais Valia) 
 
 
 
 
 
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42 
 
3.7 Tratamento dos Dividendos 
Nos investimentos avaliados pelo método de custo, os dividendos 
distribuídos pela investida serão reconhecidos na investidora diretamente 
no resultado do período como Receita de dividendos de investimentos 
avaliados pelo custo de aquisição. Neste critério de avaliação não 
“importa” as variações ocorridas no patrimônio líquido da investida. 
Já nos investimentos avaliados pelo MEP, os dividendos distribuídos 
pela investida serão reconhecidos na investidora diretamente na conta 
investimentos em contrapartida da conta Dividendos a Receber. 
 
3.8 Procedimentos a Serem Observados para Aplicação do MEP 
 
Para aplicação do MEP, a investidora deve utilizar a demonstração contábil 
mais recente da investidora. Quando o término do exercício social do 
investidor for diferente daquele da investida, esta elabora, para utilização 
por parte do investidor, demonstrações contábeis na mesma data das 
demonstrações do investidor, a menos que isso seja impraticável. 
 
Quando as demonstrações contábeis da investida utilizadas para aplicação 
do método de equivalência patrimonial forem de data diferente daquelas 
do investidor, ajustes pertinentes devem ser feitos em decorrência dos 
efeitos de eventos e transações relevantes que ocorrerem entre aquela 
data e a data das demonstrações contábeis do investidor. 
 
Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas de 
encerramento das demonstrações da investida e do investidor não deve 
 
 
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ser superior a dois meses. A duração dos períodos abrangidos nas 
demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as respectivas datas 
de encerramento deve ser igual de um período para outro. 
 
As demonstrações contábeis do investidor devem ser elaboradas 
utilizando políticas contábeis uniformes para eventos e transações de 
mesma natureza em circunstâncias semelhantes. 
 
Se a investida utiliza políticas contábeis diferentes daquelas empregadas 
pelo investidor em eventos e transações de mesma natureza em 
circunstâncias semelhantes, são necessários ajustes para adequar as 
demonstrações contábeis da investida às políticas contábeis do investidor 
quando da utilização destas para aplicação do método de equivalência 
patrimonial. 
 
3.9 Redução ao Valor Recuperável de Ativos 
 
Os investimentos em participação no capital social de outras sociedades 
deverão ser testados em relação ao seu valor recuperável, (impairment), 
conforme Pronunciamento CPC 01 (R1)- Redução ao Valor Recuperável de 
Ativos. 
 
Quando se tratar de coligadas e joint venture, o valor do investimento 
deverá ser testado em conjunto com o ágio por expectativa de 
rentabilidade futura (goodwill). 
 
Quando se tratar de controlada o investimento e o ágio por expectativa de 
rentabilidade futura (goodwill) serão testados separadamente. 
 
 
 
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44 
 
3.10 Aquisição de mais Participação e Venda de Participação 
 
A entidade pode adquirir um investimento o qual inicialmente é avaliado 
como instrumento financeiro e, após aquisição de mais instrumentos 
patrimoniais, dessa investida, passa a qualificar o investimento como um 
investimento em coligada ou controlada. 
 
O inverso também pode ocorrer, ou seja, a entidade adquire um 
investimento em controlada e conforme alienações, no todo ou em parte, 
dessa participação, passa a qualificar o investimento como um 
investimento em coligada ou como um instrumento financeiro. 
 
Quando a aquisição de mais participação, no caso de controlada, for 
negociada com ágio, este será tratado como Adicional de Capital e 
reconhecido diretamente no patrimônio líquido da adquirente, dando-se a 
essa operação o mesmo tratamento dispensado quando da aquisição das 
próprias ações (ações em tesouraria). 
 
3.11 Investimento Mantido para Venda 
A entidade pode em algum momento desejar colocar sua participação, na 
totalidade ou parcialmente para ser vendida. Neste caso a entidade além 
de observar os procedimentos contidos no Pronunciamento CPC 31 -Ativo 
Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, deverá 
observar ainda os seguintes procedimentos: 
 
Caso haja parcela remanescente do investimento, está parcela deverá 
continuar a ser avaliada pela equivalência patrimonial, caso o 
investimento ainda atenda os critérios para esse tipo de avaliação, caso 
 
 
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45 
contrário deverá ser avaliado em conformidade com o que preconiza o 
CPC de instrumentos financeiros. 
 
3.12 Valor do Investimento Negativo 
 
Quando os prejuízos apurados pela investida reduzir a zero ou exceder o 
valor do investimento, reconhecido na investidora, a entidade deve 
descontinuar o reconhecimento de sua participação em perdas futuras. 
 
Caso a entidade possua outras participaçõesda investida, a compensação 
do prejuízo será em ordem inversa de liquidação. O Pronunciamento CPC 
nº 18 prevê que tais componentes podem ser ações preferenciais, bem 
como recebíveis ou empréstimos de longo prazo, excluindo-se os de 
natureza comercial e para os quais existam garantias, tais como 
empréstimos garantidos. 
 
O prejuízo reconhecido pelo método da equivalência patrimonial que 
exceder o investimento em ações ordinárias, deve ser aplicado aos 
demais componentes em ordem inversa de prioridade de liquidação. 
 
Após o investimento ter sido reduzido a zero, perdas adicionais devem 
ser consideradas e um passivo deve ser reconhecido, somente na 
extensão em que a entidade tiver incorrido em obrigações legais ou 
construtivas (não formalizadas), ou tiver feito pagamento em nome da 
investida. 
 
Se a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor deve 
retomar o reconhecimento de sua participação nesses lucros somente 
após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se 
igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas. 
 
 
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46 
 
3.13 Lucros Não Realizados 
 
Os lucros não realizados são derivados de operações 
downstream(operação de venda da investidora para a investida) e 
upstream (operação de venda da investida para a investidora). 
 
São resultados positivos obtidos de operações entre investidora e 
investida e vice versa. 
 
I) Operações da Investidora com a Coligada e Joint Venture – 
downstream 
 
São considerados lucros não realizados, na proporção da 
participação da investidora na coligada. 
 
O racional para tal procedimento deriva do fato de que por definição, essa 
coligada deve ter um controlador que não seja essa investidora, ou não 
deve ter controlador, a fim de que entre a investidora e a coligada possa 
existir apenas relação de significativa influência e não de controle, e para 
que ambas não sejam consideradas sob controle comum. 
 
Exemplo: 
Um ativo com valor contábil de $ 1.000.000 é vendido pela investidora 
para a coligada por $ 1.400.000, cuja participação no capital votante 
representa 20%.Considere para efeito de tributação sobre o lucro o valor 
de R$ 150.000. 
 
 
 
 
 
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47 
 
Cálculos 
DRE da Investidora 
Contas R$ 
Receita 1.400 
(-) CMV (1.000) 
(=) Lucro Bruto 400 
(-) IR (150) 
(=) Lucro Líquido 250 
 
O reconhecimento será na demonstração de resultado da investidora, em 
contrapartida da conta investimento, da seguinte forma: 
 
DRE da Investidora 
Resultado com MEP $ 500.000 
(-) Lucro Não Realizado com Coligada $ (50.000) 
(=) Resultado líquido do MEP $ 450.000 
 
Operações da Coligada e Joint Venture com a Investidora – 
Upstream 
Os lucros não realizados devem ser eliminados, na integralidade, do valor 
da equivalência patrimonial calculada sobre o lucro líquido da investida. 
 
Exemplo: 
Uma coligada obteve um lucro líquido de $ 800.000, dentro dos quais 
estão $ 300.000 de lucro (já líquido do tributo sobre o resultado) de uma 
operação de venda para uma investidora de bem que ainda está no ativo 
da investidora. Essa investidora possui 30% de participação na Coligada. 
Lucro Não Realizado: 
20% de R$ 250 = R$ 50 
 
 
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Assim, a investidora não deve reconhecer a parte que lhe caberia de 30% 
sobre o lucro de $ 300.000 da operação entre a coligada e ela, por não 
estar realizado. 
 
Exemplo: 
 
DRE da Coligada 
Contas R$ 
(=) Lucro Líquido 800 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Operações da controladora com a controlada (downstream) 
Os lucros não realizados devem ser totalmente eliminados nas operações 
de venda da controladora para a controlada. 
 
 
 
 
 
 
 
Considerando o gráfico acima, F deve eliminar totalmente qualquer lucro 
Cálculo do MEP 
R$ 800 (LL) – R$ 300 (LNR) = R$ 500 x 30% = R$ 150 
MEP = R$ 150 
Ou 
R$ 800 (LL) x 30% = R$ 240 
R$ 300 (LNR) x 30% = R$ 90 
MEP = R$ 240 – R$ 90 = R$ 150 
F 
G 
E 
 
 
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49 
não realizado ao vender um bem para G, por ser controladora de G. 
A eliminação do lucro não realizado deve ser feita no resultado 
individual da controladora, deduzindo-se cem por cento do lucro 
não realizado ainda em poder do grupo econômico, em 
contrapartida da conta de investimento. 
 
Adicionalmente, os lucros não realizados podem ser eliminados na 
demonstração do resultado da controladora as parcelas da venda, custo 
da mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens aplicáveis. 
 
 
Operações da Controlada para a Controladora (upstream) 
 
O lucro deve ser reconhecido na vendedora normalmente. No caso das 
coligadas e joint ventures, adota-se o mesmo procedimento. 
 
O cálculo da equivalência patrimonial deve ser feito deduzindo-se, do 
patrimônio líquido da controlada, cem por cento do lucro contido no 
ativo ainda em poder do grupo econômico. 
 
Em operações com controlada em conjunto (joint venture) 
Nas operações de venda de bens da controlada em conjunto para os 
demais investidores, partes independentes da investidora, não há lucro 
não realizado sob a ótica da entidade investidora. 
 
 
 
 
 
 
 
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50 
 
3.14 Outros Aspectos da Equivalência Patrimonial 
 
Nas aplicações subsequentes da equivalência patrimonial à aplicação 
inicial, devem ser observados os mesmos procedimentos requeridos nos 
itens 19 e 20 quanto aos ajustamentos extracontábeis da investida para 
utilização das mesmas práticas contábeis da investidora e quanto à 
manutenção dos valores justos dos ativos e passivos da investida 
apurados na data da aquisição. 
 
No caso de reconhecimento, por controlada, de ajuste de exercício 
anterior por mudança de prática contábil ou retificação de erro e 
consequente reapresentação retrospectiva de suas demonstrações 
contábeis, a controladora fará o reconhecimento de sua parte nesse 
ajuste e também procederá à reapresentação retrospectiva de suas 
demonstrações contábeis, conforme o Pronunciamento Técnico CPC 23 – 
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. Se o 
mesmo ocorrer com coligada ou com controlada em conjunto, a 
investidora poderá proceder da mesma forma ou reconhecer sua parte no 
resultado de equivalência patrimonial, dando a devida divulgação do fato 
e do valor envolvido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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51 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. (Petrobras/2011.1 – com adaptações) De acordo com a legislação 
societária (Lei 6.4074/1976 – Artigo 248) as Companhias deverão avaliar 
pelo Método da Equivalência Patrimonial os investimentosem: 
 
I – cada controlada; 
II – outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam 
sob controle comum; 
III – ações de empresas internacionais que atuem no mesmo ramo de 
operação da Companhia controladora; 
IV – ativos financeiros que representem mais de 30% do patrimônio 
líquido da Companhia controladora, incluindo os investimentos em 
ações, debêntures, swaps e títulos públicos; 
V – em cada coligada. 
 
Deverão ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial APENAS 
os investimentos realizados em 
 
(A) I, II e III. 
(B) I, II e V. 
(C) III, IV e V. 
(D) I, II, III e IV. 
(E) II, III, IV e V. 
 
 
 
2. (BNDES/2010) A Lei das Sociedades Anônimas, com as alterações 
introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, classifica uma 
empresa como coligada quando a: 
 
(A) empresa participa com 10% ou mais do capital da outra, sem 
controlá-la. 
(B) empresa participa com pelo menos 15% no capital de outra. 
(C) controladora da sociedade, diretamente ou através de outras 
coligadas, possui mais de 10% de participação no capital de outra. 
(D) sociedade investidora tem influência significativa na sociedade 
investida. 
(E) soma de todas as participações societárias que a empresa possui pode 
ser classificada como relevante. 
 
 
 
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3. Com base na tabela de investimentos da Investidora ABC faça a 
classificação dos investimentos com base nas normas expedidas pela CVM 
e considerando que as participações serão registradas no grupo Ativo Não 
Circulante, subgrupo Investimentos: 
Perfil dos investimentos da Investidora ABC: 
Valor contábil de cada 
Investimento nas 
Empresas 
Participação de ABC no Capital das 
Investidas 
Investidas R$ % 
W 1.500.000 53% do capital votante 
X 1.000.000 25% do capital com direito a voto 
Y 3.000.000 51% do capital total e com direito a voto 
Z 750.000 19% do capital total e com direito a voto. 
Conforme instrumento contratual a investidora 
possui o poder de participar das decisões 
financeiras e operacionais da investida. 
 
A empresa ABC mantém investimentos nas empresas W, X, Y e Z. De 
acordo com as Práticas Contábeis Brasileiras, essas empresas são da 
empresa ABC, respectivamente: 
(A) coligada, coligada, coligada e controlada. 
(B) controlada, controlada, coligada e coligada. 
(C) controlada, coligada, coligada, outros investimentos. 
(D) controlada, outros investimentos, coligada e outros investimentos. 
(E) controlada, coligada, controlada e coligada. 
 
 
 
 
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53 
4. As seguintes empresas serão avaliadas pelo Método da 
Equivalência Patrimonial. 
(A) W, Y e Z (B) X, Y e Z (C) X e Y (D) W, X, Y e Z (E) W, X e Y 
 
5. Em qual das situações a seguir pode-se dizer que uma 
companhia é controlada, em conformidade com a legislação 
societária? 
(A) Quando a investidora elege um dos membros do conselho de 
administração. 
(B) Quando a investidora e a investida atuam no mesmo mercado, 
fabricando o mesmo produto. 
(C) Quando a controladora, diretamente ou através de outras 
controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de 
modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o 
poder de eleger a maioria dos administradores. 
(D) Quando a investidora possui 50% das ações ordinárias da investida. 
(E) Quando a investidora possui 80% das ações preferenciais. 
 
 
 
6. (Petrobras/Cesgranrio/Técnico/2011.2)Nos termos dos 
pronunciamentos técnicos do CPC, as aplicações em participações no 
capital de outras sociedades, em geral, devem ser contabilizadas, pela 
investidora, de acordo com o(a) 
 
(A) tipo de ações da investida adquiridos pela investidora 
(B) essência do relacionamento entre investidor e investida 
(C) valor total da participação societária da investidora na investida 
(D) forma contratual da participação societária da investidora na 
investida 
(E) percentual do patrimônio líquido da investidora invertido na 
participação societária 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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54 
7. (FINEP/CESGRANRIO) A Companhia P. S/A, de capital fechado, 
detém 30% do capital social da Companhia A. S/A, também de 
capital fechado. Essa participação foi classificada no Balanço 
Patrimonial/2008 no Ativo Não Circulante / Investimentos / 
Controladas / Avaliadas ao MEP. 
 
Em 2009, a Cia. P. recebeu da Cia. A., gratuitamente, 30% das novas 
ações emitidas pela Cia. A. em decorrência da incorporação das reservas 
de lucro ao capital social. 
 
Esse recebimento de ações pela P. S/A indica que na A. S/A ocorreu 
(A) bonificação 
(B) aumento de capital novo 
(C) aumento do patrimônio líquido pela incorporação 
(D) nova emissão de ações pelo valor de mercado 
(E) desdobramento das ações antigas 
 
 
 
8. A configuração Gráfica do conglomerado Alfabético é a seguinte: 
 
Com base no gráfico fornecido, responda às questões abaixo: 
 
 
CIA A 
CIA D 
CIA H 
CIA C 
CIA E 
CIA B 
CIA G CIA F 
CIA I 
OUTROS 
20% 
30% 
30% 
20% 
60% 
100% 
100% 
10% 
25% 
55% 
70% 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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55 
De acordo com a figura apresentada pode-se afirmar que: 
 
(A) A Cia G é controlada indireta da Cia B 
(B) As empresas C e I são controladas pela Cia A 
(C) A Cia A participa indiretamente na Cia I com 9% 
(D) A participação indireta da Cia A na Cia H é de 51% 
(E) A participação indireta da Cia A nas empresas F e H é idêntica. 
 
9. Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária 
das companhias, responder às questões abaixo: 
 
(Quadro de Composição Acionária – Quantidade de Ações) 
Empresas 
Investidas 
Investidores Total de Ações 
 Cia Itararé Cia. Itacolomi Outro(s) Acionista(s) 
Cia. Itajubá 80.000 90.000 30.000 200.000 
Cia Itaipu 195.000 90.000 15.000 300.000 
Cia Itamaracá 40.000 10.000 50.000 
Cia. Itacolomi 120.000 30.000 150.000 
 
O percentual de participação indireta da Cia. Itararé na Cia. Itaipu é: 
(A) 20%(B) 24% (C) 30% (D) 34% (E) 52% 
 
 
10. (BNDES/CESGRANRIO/2011) Uma companhia possui participação 
permanente na empresa Delta, adquirida em 2009. No exercício de 2010, 
esse investimento apresentou as seguintes características: 
 
Empresa Investida: Delta 
Patrimônio Líquido da investida/2009: R$ 5.100.000,00 
Participação da Investida: 70% 
Lucro Líquido do Exercício de 2010: R$ 500.000,00 
 
Considerando exclusivamente os dados acima e sabendo que em 2010 
não houve chamamento de capital novo, o valor contábil final 
correspondente ao investimento da investidora será, em reais, de 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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56 
 
(A) 3.070.000,00 
(B) 3.220.000,00 
(C) 3.570.000,00 
(D) 3.920.000,00 
(E) 4.070.000,00 
 
 
 
11. (BNDES/Cesgraneio/2011) O conceito básico do método da 
equivalência patrimonial é fundamentado no fato de que os resultados e 
quaisquer outrasvariações patrimoniais da investida sejam reconhecidos 
(contabilizados) na investidora no momento de sua geração na investida. 
 
Em que situação ocorre tal reconhecimento? 
 
(A) Exclusivamente se a investida for controlada. 
(B) Apenas se houver investimento relevante. 
(C) Sempre que ocorrer lucro não realizado no exercício. 
(D) Independentemente de serem ou não distribuídos pela investida. 
(E) No exercício em que ocorrer a distribuição pela investida. 
 
 
12. (EPE/Cesgranrio/2012) A companhia S, com participação 
societária de 20% na companhia Y, que só emite ações ordinárias e sobre 
a qual tem influência nas decisões operacionais e financeiras, evidenciou 
essa participação, no seu Balanço Patrimonial de 31/12/2009, como 
segue: 
 
Ativo não Circulante 
Investimentos - Coligadas Y 
Avaliada ao MEP - R$ 305.000,00 
 
Antes de elaborar o balanço de 31/12/2010, a companhia S apresentou 
as seguintes informações retiradas das demonstrações contábeis da 
companhia Y. 
 
a) Patrimônio líquido antes do reconhecimento da distribuição do 
resultado de 2010: 
 
 
 
 
 
 
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57 
 
 
b) Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado em 31/12/2010: 
 
Contas R$ 
Saldo anterior 0,00 
Lucro do Exercício 800.000,00 
(−) Reserva Legal (40.000,00) 
(−) Reserva para Contingências (150.000,00) 
(−) Retenção de Lucro (154.000,00) 
(−) Dividendos Obrigatórios (456.000,00) 
(=) Saldo atual 0,00 
 
Considerando-se exclusivamente as informações recebidas e a boa técnica 
de avaliação do investimento pelo método da equivalência patrimonial 
(MEP), o valor do investimento da companhia S na companhia Y, 
evidenciado no balanço de 31/12/2010, em reais, é: 
 
(A) 289.300,00 
(B) 305.000,00 
(C) 373.800,00 
(D) 410.000,00 
(E) 465.000,00 
 
 
 
Contas R$ 
Capital Social 1.250.000,00 
Reserva de Capital 100.000,00 
Reserva Legal 135.000,00 
Reserva Estatutária 22.000,0 
Retenção de Lucros 18.000,00 
 
 
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58 
13. A Lemos S/A, que em jan/2009 adquiriu 20% das ações 
ordinárias da Fonte S/A, seu único investimento em participações 
societárias, apresentou, no balanço de 2009, a seguinte 
informação: 
ATIVO NÃO CIRCULANTE 
 INVESTIMENTOS 
 Avaliados pelo MEP Cia. Fonte 1.250.000,00 
Em 31/12/2010, a Fonte S/A. apresentou em suas demonstrações 
contábeis e respectivas notas explicativas as seguintes informações: 
Lucro líquido do exercício 2010 R$ 2.125.500,00 
Ajuste de Avaliação Patrimonial 2010 R$ 555.200,00 
Dividendos propostos, em 2010 R$ 1.260.480,00 
 
Considerando as informações acima, o resultado da avaliação do 
investimento em 2010, pelo Método da Equivalência Patrimonial, em reais, 
foi: 
(A)536.100,00 
(B) 425.100,00 
(C) 284.100,00 
(D) 173.100,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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59 
14. A Cia. Novidades S/A apresentou as seguintes informações de sua 
única participação societária: 
a) Demonstração do Investimento em 30/12/2009, após a avaliação ao 
MEP, em reais: 
INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS 
Antiguidades S/A: R$ 1.800.000,00 
b) Nota explicativa: 
• Ações possuídas da Cia. Antiguidades: 1.290.000 Ações Ordinárias 
c) Dados da Cia. Antiguidades, em 31/12/2009 
c1) Demonstração do Patrimônio Líquido, em 31/12/2009, em reais: 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital Social 2.580.000,00 
Reservas de Lucros 400.000,00 
Lucros Acumulados 20.000,00 
c2) Notas explicativas: 
• a Companhia só emitiu ações ordinárias; 
• valor nominal das ações emitidas: R$ 1,20 
A Cia. Antiguidades, que no exercício encerrado em 31/12/2010 apurou 
um Lucro Líquido de R$ 600.000,00, fez a proposta de distribuição de 
dividendos no valor de R$ 500.000,00 e apresentou a seguinte 
demonstração de seu Patrimônio Líquido, antes do reconhecimento do 
lucro apurado em 2010 e de sua respectiva distribuição: 
Patrimônio Líquido R$ 
Capital Social 2.580.000,00 
Ajuste de Avaliação Patrimonial 200.000,00 
Reservas de Lucros 400.000,00 
Lucros Acumulados 20.000,00 
 
 
 
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60 
Considerando, exclusivamente, as informações recebidas e a boa técnica 
de avaliação do investimento pelo Método da Equivalência Patrimonial 
(MEP), a receita do investimento, avaliado ao MEP, a ser contabilizada na 
controladora, Cia. Novidades, em reais, é 
(A) 60.000,00 
(B) 100.000,00 
(C) 180.000,00 
(D) 360.000,00 
(E) 480.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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61 
15. Julgue o item abaixo em certo ou errado. 
 
O registro do acréscimo advindo de parcela de resultado de controlada 
que tenha apurado resultado positivo no período aumenta o ativo da 
sociedade investidora. Caso a controlada distribua parte de seu lucro, a 
investidora contabiliza acréscimo tanto no ativo circulante quanto no ativo 
permanente-investimentos. O acréscimo do ativo circulante é financeiro e 
o acréscimo no ativo permanente é caracterizado como econômico, uma 
vez que a controlada não distribuiu parcela de seus lucros. 
 
 
 
 
16. (EPE CESGRANRIO, Com adaptações) Em janeiro de 2010, a Cia. 
Alfa adquiriu 95% das ações da Cia. Beta, pelo valor justo de R$ 
2.033,00, cujo patrimônio líquido a valor contábil na data de aquisição era 
de R$ 2.000,00. A mais valia teve como base no valor de mercado (parte 
edificada) de um imóvel registrado na Cia. Beta por R$ 600,00 e já 
depreciado em cinco anos (4% ao ano), cujo valor de mercado, na data da 
aquisição, montava a R$ 620,00. Em dezembro de 2010, o patrimônio 
líquido da Cia. Beta montava R$ 2.020,00 e a mais valia foi realizada com 
base na realização do bem que a originou. Com base nessas informações, 
o saldo total da participação da Cia. Alfa na Cia. Beta, incluindo 
investimento e mais valia, em dezembro de 2010, era, em reais: 
(A) 1.919,00 
(B) 2.033,00 
(C) 2.045,35 
(D) 2.052,00 
(E) 2.060,00 
 
 
 
 
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62 
17. A Cia. Ômega S/A, companhia de capital aberto, sujeita às determinações da 
CVM, detém 90% das ações da Cia. Beta. Este investimento vem sendo analisado 
a cada ano pelo método da equivalência patrimonial. Em 31 de dezembro de 
2006, o valor do Patrimônio Líquido da sociedade investida era R$1.400.000,00. 
Em 2007, a Cia. Beta obteve um lucro de R$350.000,00, com a inclusão de 
lucros não realizados no valor de R$100.000,00. 
Considerando apenas os dados acima e as determinações da CVM com relação ao 
assunto, o valor da equivalência patrimonial lançado na Demonstração de 
Resultado do Exercício de 2010, da Cia. Ômega S/A, em reais, é 
 
(A) 245.000,00 
(B) 225.000,00 
(C) 220.000,00 
(D) 215.000,00 
(E) 200.000,0018. 
DIVIDENDOS A RECEBER R$ 5.000,00 
a INVESTIMENTO 
 
Participações Societárias R$ 5.000,00 
 
 
Com base no registro contábil acima, considere as afirmativas a seguir. 
 
I - Referem-se a dividendos propostos pela administração da investida, 
avaliada ao Método de Equivalência Patrimonial no encerramento do 
exercício social. 
 
II - Referem-se a dividendos propostos pela administração da investidora, 
no encerramento do exercício social. 
 
III - Dizem respeito a dividendos pagos pela investida avaliada ao Método 
de Equivalência Patrimonial, por proposta da administração. 
 
O registro contábil apresentado, sem os elementos data e histórico, indica 
o que se afirma em 
 
 
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63 
 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
 
 
19. Participação Relativa (Adicional de Capital) 
 
 A Cia. A adquire, por $ 1.300, 80% das ações da Cia. B 
 
Admita-se o balanço da Cia. B como sendo: 
 
Balanço da Cia. B 
 
Ativos diversos $ 1.250 Capital $ 1.250 
 
 
 
Balanço Individual 1 da Cia. A, após aquisição 
 
Disponível 
 
 Capital 
 
 
Investimento na controlada B 
 
 Reservas 
Goodwill 
Total Total 
 
Considere: 
 
 a Cia. A adquira 5% de ações do seu próprio capital social por $ 200; 
 PL de A = 1.500 x 5% = 115 – 200 = R$ 85 
 
 
 
Balanço Individual 2 da Cia. A 
 
Disponível Capital 
 
Investimento na controlada B Reservas 
Goodwill Ações em Tesouraria 
 
Total Total 
 
Considere agora: 
 
 
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 Cia. A adquira, dos sócios não controladores da Cia. B, mais 10% por $ 
150. 
 
PL = 1.250 x 10% = R$ 125 – R$ 150 = R$ 25 (ágio) 
 
Balanço Individual 3 da Cia. A 
 
Disponível Capital 
 
Investimento na controlada B Reservas 
Goodwill Ações em Tesouraria 
 Contribuição Adicional de 
Capital 
 
Total 
 
 Total 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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65 
 
 
20. (Cesgranrio/Petrobras/2014/Q.31) A companhia P, matriz no 
Brasil, possui um único investimento, numa empresa coligada, sediada 
nos Estados Unidos da América (EUA), avaliado pelo método da 
equivalência patrimonial (MEP), no balanço individual da companhia P, em 
31 de dezembro de 2013, com a cotação do dólar a R$ 1,80. Em abril de 
2013, a companhia P (investidora) recebeu os dividendos de USD 
100.000,00 (cem mil dólares), pela sua participação acionária, remetidos 
pela investida. A cotação do dólar no dia do recebimento dos dividendos 
era de R$ 1,85. Desconsiderando qualquer tipo de imposto no exterior e 
no Brasil, o registro contábil desses dividendos, no dia do recebimento, foi 
feito pela investidora por débito à conta Banco conta Movimento / Banco 
Y, e por crédito como segue: 
 
Reais (R$) Conta a crédito Classificação 
(A) 180.000,00 Investimento em 
coligadas no Exterior 
Ativo não Circulante 
(B) 180.000,00 Ajuste de Avaliação 
Patrimonial 
Patrimônio Líquido 
(C) 185.000,00 Ajuste de Avaliação 
Patrimonial 
Patrimônio Líquido 
(D) 185.000,00 Dividendos Resultado do Exercício 
(E) 185.000,00 Investimentos em 
Coligadas no Exterior 
Ativo não Circulante 
 
 
 
 
 
 
 
 
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66 
21. (Cesgranrio/Petrobras/2014/Q.40) Uma sociedade anônima, de 
capital aberto, com investimentos em participações societárias adquiridas 
e mantidas, há mais de dois anos, sem intenção de venda, informou ter 
recebido das empresas investidas os valores e as respectivas origens a 
seguir discriminados. 
 
Investimentos em participações societárias avaliados pelo custo de 
aquisição: 
 Dividendos 50.000,00; 
Investimentos em participações societárias avaliados pela equivalência 
patrimonial: 
 Dividendos recebidos 100.000,00 
 Juros sobre o capital próprio 10.000,00 
 
Considerando-se exclusivamente as informações acima, realizados os 
competentes registros contábeis determinados pelas normas vigentes, o 
valor creditado pela investidora nas contas representativas desses 
investimentos, em reais, é 
 
(A) 50.000,00 
(B) 60.000,00 
(C) 100.000,00 
(D) 110.000,00 
(E) 160.000,00 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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67 
4. NEGÓCIOS EM CONJUNTO 
 
4.1 Introdução 
 
Negócio em conjunto representa o compartilhamento, entre duas ou mais 
partes, do controle de um empreendimenro controlado em conjunto ou de 
uma operação em conjunto. 
 
Conforme o Pronunciamento Técnico CPC nº 19 (R2), Negócios em 
Conjunto, o compartilhamento, contratualmente convencionado, existe 
somente quando decisões das atividades relevantes exigem o 
consentimento unânime de todos que compartilham o controle. 
 
 
O citado Pronunciamento aborda as características de operadores em 
conjunto ou empreendedores em conjunto e das partes que participam do 
negócio em conjunto mais que, no entanto, não têm o controle conjunto 
dele. 
 
 
4.2 Aspectos Gerais 
 
Um negócio em conjunto pode ser classificado como operação em 
conjunto (joint operation) ou como empreendimento controlado em 
conjunto (joint venture). 
As partes que integram a operação em conjunto (joint operation) têm 
direitos sobre os ativos e obrigações pelos passivos relacionados ao 
negócio. 
 
 
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68 
Nos empreendimentos controlados em conjunto (joint venture) as partes 
que detêm o controle compartilhado possuem direitos sobre os ativos 
líquidos (Patrimônio Líquido). 
 
Diferentemente das participações classificas como coligadas – Influência 
significativa - e controlada – poder de mando, as joint ventures possuem 
o controle compartilhado, ou seja, as partes que compartilham o controle 
não possuem inflência significativa nem tão pouco controle isolado. 
 
4.3 Instrumentos Contratuais 
 
Para qualificar um investimento em participação no capital social de 
outras sociedades em coligada, controlada ou joint venture, depende do 
acordo estruturado nos instrumentos contratuais. O tópico anterior 
abordou os investimentos qualificados em coligadas e em controladas. 
 
 
4.4 Participações sem o controle compartilhado 
 
A parte que participa do empreendimento em conjunto, mas que não 
possue o controle compartilhado deve reconhecer o seu investimento de 
acordo com as suascaracterísticas, seja como uma coligada ou um 
instrumento financeiro. 
 
 
4.5 Critérios de Avaliação 
Os critérios de avaliação aplicados para as operações em conjunto e os 
empreendimentos controlados em conjunto são, respectivamente: 
 
 
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69 
I Reconhecimento de seus ativos, passivos, receitas e despesas, para 
as operações em conjunto. Esse procedimento é aplicado também à 
parte que integra a operação em conjunto, mais que não detém o 
compartilhamento do controle, no entanto contratualmente possui 
direitos sobre o ativo e obrigações sobre os passivos. Caso essa 
parte não possua esses direitos e obrigações, deverá avaliar sua 
participação de acordo com o(s) Pronunciamento (s) aplicado (s) ao 
caso. 
II Pelo método da equivalência patrimonial, para os empreendimentos 
controlados em conjunto. 
O CPC 19 cita três exemplos para avaliação da estrutura contratual. 
 
Exemplo 1 
Suponha-se que três partes estabeleçam um acordo: 
 
A empresa A tem 50% dos direitos de voto no negócio, B tem 30% e C 
tem 20%. O acordo contratual entre A, B e C especifica que, no mínimo, 
75% dos direitos de voto são necessários para a tomada de decisões 
sobre as atividades relevantes do negócio. Embora A possa bloquear 
qualquer decisão, ela não controla o negócio, pois precisa da concordância 
de B. Os termos de seu acordo contratual que exigem no mínimo 75% dos 
direitos de voto para a tomada de decisão sobre as atividades relevantes 
sugerem que A e B têm controle conjunto do negócio, já que as decisões 
sobre as atividades relevantes do negócio não podem ser tomadas sem a 
concordância tanto de A quanto de B. 
 
 
 
 
 
 
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70 
Exemplo 2 
 
Suponha-se que um acordo tem três partes: 
 
A empresa A tem 50% dos direitos de voto no acordo e B e C têm, cada 
qual 25%. O acordo contratual entre A, B e C especifica que no mínimo 
75% dos direitos de voto são necessários para a tomada de decisão sobre 
as atividades relevantes do negócio. Embora A possa bloquear qualquer 
decisão, ela não controla o negócio, pois precisa da concordância de B ou 
de C. Nesse exemplo, A, B e C controlam coletivamente o negócio. 
Contudo, há mais de uma combinação das partes que podem concordar 
para atingir 75% dos direitos de voto (ou seja, A e B ou A e C). Nessa 
situação, para ser um negócio em conjunto, o acordo contratual entre as 
partes precisaria especificar qual combinação das partes deve concordar 
de forma unânime para a tomada de decisão sobre as atividades 
relevantes do negócio. 
 
Exemplo 3 
 
As empresas A e B possuem, cada qual, 35% dos direitos de voto no 
acordo, sendo que os 30% restantes estão amplamente dispersos. 
Decisões sobre as atividades relevantes exigem a aprovação da maioria 
dos direitos de voto. A e B têm o controle conjunto do negócio somente se 
o acordo contratual especificar que decisões sobre as atividades 
relevantes do negócio exigirem a concordância tanto de A quanto de B. 
 
 
 
 
 
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71 
A título de ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Pronunciamento 
Técnico CPC 19, descreve exemplos ilustrativos dos seguintes negócios 
em conjunto: 
 
1. SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO 
2. SHOPPING CENTER OPERADO EM CONJUNTO 
3. PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO EM CONJUNTO DE PRODUTO 
4. BANCO OPERADO EM CONJUNTO 
5. ATIVIDADES DE EXPLORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO 
DE ÓLEO E GÁS 
6. ACORDOS CONTRATUAIS COM GÁS NATURAL LIQUEFEITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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72 
EXERCÍCIOS 
1. A forma societária em que existe um acordo contratual e de parcelas 
proporcionais de participação, onde duas ou mais entidades empreendem 
uma atividade econômica subordinada a um controle conjunto denomina-
se: 
(A) incorporação; 
(B) fusão; 
(C) aquisição; 
(D) consolidação; 
(E) joint-ventures 
 
2. Quatro empresas resolveram realizar a exploração de uma rica 
jazida de minério para futura exportação para a Ásia e Europa. O capital 
necessário para essa exploração é de R$ 400.000.000,00 e, por isso, as 
sócias decidiram criar uma nova empresa, (Fosfatil S/A), com a seguinte 
divisão de capital: 
SÓCIAS Capital Investido - R$ Participação 
Sociedade ALFA 100.000.000,00 25,00% 
Sociedade BETA 120.000.000,00 30,00% 
Sociedade GAMA 140.000.000,00 35,00% 
Sociedade DELTA 40.000.000,00 10,00% 
TOTAL 400.000.000,00 100,00% 
 
Tendo em vista que nenhuma empresa, individualmente, controla a Cia. 
Fosfatil, esta estrutura caracteriza a existência de: 
(A) subsidiária integral. (B) valuation consistency. 
(C) holding factoring. (D) joint venture. (E) entity accrual 
 
 
 
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73 
 
3. Julgue os itens em certos ou errados: 
(A) Conforme o Pronunciamento Técnico nº 19, Negócios em Conjunto, 
representa o compartilhamento, contratualmente convencionado, do 
controle e existe somente quando decisões das atividades relevantes 
não exigem o consentimento unânime de todos que compartilham o 
controle. 
 
(B) O Pronunciamento aborda as características de operadores em 
conjunto e de empreendedores em conjunto. 
(C) Um negócio em conjunto pode ser classificado como operação em 
conjunto (joint operation) ou como empreendimento controlado em 
conjunto (joint venture). 
(D) As partes que integram a operação em conjunto (joint operation) 
têm direitos sobre os ativos líquidos. 
(E) Nos empreendimentos controlados em conjunto (joint venture) as 
partes que detêm o controle compartilhado possuem direitos sobre 
os ativos e passivos. 
(F) A qualificação de um investimento em joint venture deriva do fato 
do investidor não possuir controle compartilhado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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74 
5. INSTRUMENTOS FINANEIROS 
 
 
5.1 Introdução 
 
Instrumento Financeiro é qualquer contrato que gera para uma parte um 
direito (ativo financeiro) e para a outra uma obrigação (passivo 
financeiro ou um instrumento patrimonial). 
 
Debêntures 
Entidade A - Emite Entidade B - Compra 
Passivo Financeiro Ativo Financeiro 
Debêntures a Pagar Debêntures a Receber 
 
 
5.2 Aspectos Gerais 
 
Ativo Financeiro – É dinheiro, instrumento de capital de outra entidade, 
um direito contratual de receber dinheiro ou outro ativo financeiro de 
outra entidade, de trocar ativos ou passivos financeiros de forma 
favorável para entidade, um contrato que possa ser liquidado em 
instrumentos de capital próprio da própria entidade. 
 
Exemplos: Caixa, ações de outra entidade, contas a receber. 
 
Os ativos que têm substância física, como imóveis e máquinas, não são 
ativos financeiros e também não são consideradosativos intangíveis. 
Estes ativos geram benefícios econômicos futuros para uma entidade de 
forma que atenda o negócio da empresa. 
 
 
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75 
 
Passivo Financeiro – Incorpora uma obrigação definida contratualmente 
de entregar dinheiro (caixa) ou outro instrumento financeiro a uma outra 
entidade. 
 
Exemplos: Dívidas a pagar e empréstimos. 
 
 
Quando a entidade emite um instrumento financeiro ela deve 
classificá-lo de acordo com o contexto e substância econômica do contrato 
emitido. A classificação será como um ativo financeiro, passivo financeiro 
ou um instrumento de capital próprio. 
 
Exemplos de Instrumentos Financeiros Básicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ativo Circulante 2012 
R$ 
2011 
R$ 
Caixa e Equivalentes de Caixa 200 150 
Contas a Receber 500 600 
Estoques 800 400 
 1.500 1.150 
Ativo Não Circulante 
Empréstimos Concedidos (Mútuos) 200 250 
Imobilizado 1.200 1.000 
Intangível 100 50 
 1.500 1.300 
Total Ativo 3.000 2.450 
 
Passivo Circulante 
Empréstimos a Pagar 400 300 
Fornecedores 600 500 
Impostos a Pagar 100 200 
 100 100 
Passivo Não Circulante 
Empréstimos 400 400 
 
Patrimônio Líquido 1.400 950 
Total 3.000 2.450 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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76 
5.3 Qualificação de Instrumentos Financeiros Ativos 
 
 
Classificação Principais Características 
Mensurado a Valor Justo por Meio 
do Resultado 
 Valor justo 
 Alienação imediata ou no 
curto prazo 
 Contrapartida da avaliação 
DRE (Lucro ou Prejuízo) 
 
Disponível para Venda  Valor justo 
 Alienação indefinida 
 Contrapartida da avaliação 
PL (Outros Resultados 
Abrangentes - AAP) 
 
Mantido Até o Vencimento 
 
 
Título Público 
 Custo Amortizado 
 Não destinados à alienação 
imediata. 
 Há capacidade financeira de 
mantê-los até o vencimento. 
 Contrapartida da avaliação 
resultado. 
 Podem ser cotados em um 
mercado ativo. 
 Prazo de vencimento 
conhecido ou determinável 
 Não pode ser ações ou 
títulos patrimoniais. 
 
 
Empréstimos e Recebíveis 
(Contas a Receber e 
Empréstimos) 
 
Títulos gerados na atividade 
normal da empresa e que não 
possuem características de 
negociação em mercados 
organizados. 
 
 Custo Amortizado 
 Tem valores fixos ou 
determináveis. 
 Não são cotados em um 
mercado ativo. 
 Contrapartida da avaliação 
resultado. 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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77 
 
OBS.: Custo Amortizado 
 
Lei 6.404/1976 Custo de aquisição + atualização – amortização – 
redução por ajuste. 
 
CPC Custo de aquisição + atualização – amortização + 
juros – redução por ajuste. 
 
 
Exemplo de Aplicação do Cálculo do Custo Amortizado 
 
Recebível decorrente de uma venda a prazo. As parcelas são de R$ R$ 50 
(em 90 dias), R$ 100. (180 dias) e 150 (360 dias). Valor a vista é igual a 
R$ 260. Taxa de juros de 5,25% ao trimestre. 
 
TAXA DE JUROS - 5,2523% 
Valor Nominal Juros Amortização SI 
260.000,00 13.655,98 50.000,00 223.655,98 
223.655,98 11.747,08 100.000,00 135.403,06 
135.403,06 7.111,78 - 142.514,84 
142.514,84 7.485,31 150.000,00 0,00 
 
Registro contábil inicial 
D = Contas a Receber E&R 300.000 
C = Receita Financeira a Apropriar 40.000 
C = Receita de Vendas 260.000 
 
Apropriação da Receita Financeira 
D = Receita Financeira a Apropriar 
C = Receita Financeira 13.655,98 + 11.747,08 + 7.111,78 + 7.485,31 
 
Registro Contábil dos Recebimentos 
D = Disponível 
C = Contas a Receber 50.000 + 100.000 + 150.000 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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78 
 
5.4 Qualificação de Instrumentos Financeiros Passivos 
 
Após o reconhecimento inicial, os passivos financeiros são geralmente 
mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juros 
efetiva. 
No entanto, a entidade é permitida designar passivos financeiros pelo 
valor justo por meio do resultado em circunstâncias específicas. 
 
Classificação Principais Características 
Valor justo por meio do 
Resultado 
 Valor justo 
 Títulos emitidos com 
propósito de negociação 
(recompra) 
 A empresa preferiu assim 
classificar 
 São derivativos passivos e, 
portanto, sempre tratados 
como VJPR. 
 
 
Pelo Custo Amortizado 
 
Títulos de dívida emitidos 
(debêntures, bonds, notes) 
 Custo Amortizado 
 São todos os passivos 
financeiros não derivativos 
que não foram classificados 
pelo VJPR. 
 Exemplos: Fornecedores, 
contas a pagar, título de 
dívidas emitidos, depósitos 
de clientes (para instituição 
financeira). 
 
 
 
5.5 Legislação Societária 
 
 
Conforme o artigo 183 da Lei 6.404/1976, os instrumentos financeiros, 
inclusive derivativos, e direitos e título de crédito, classificados no Ativo 
 
 
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79 
Circulante ou no Realizável a Longo Prazo serão classificados pelo valor 
justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou 
disponíveis para venda. 
 
Conforme a Alínea d do artigo 183, considera-se valor justo: 
 
Dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado 
ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes 
independentes; e, na ausência de um mercado ativo para um determinado 
instrumento financeiro: 
a) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de 
outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; 
b) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos 
financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou 
c) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de 
precificação de instrumentos financeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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80 
EXERCÍCIOS 
1. A definição de um instrumento financeiro: 
(A) Um contrato que dá origem a um ativo financeiro de uma entidade e 
um passivo financeiro ou instrumento de patrimônio de outra entidade. 
(B) Provisões para passivos contingentes ou obrigações construtivas. 
(C) Valores que serão registrados na contabilidade somente no 
pagamento ou recebimento de caixa em data futura. 
(D) Ativos intangíveis que podem ser vendidos em data futura porque são 
cotados em um mercado ativo. 
 
2. São exemplos de ativos financeiros: 
(A) Ativos intangíveis que podem ser vendidos em data futura, pois são 
cotados em um merado ativo. 
(B) Contas a receber, caixa, equivalentes de caixa e instrumentos 
financeiros derivativos ativos 
(C) Um item do ativo imobilizado prontamente conversível em caixa 
(D) Licença adquirida para companhia que permitem venda de ativos de 
curtíssimo prazo em determinadas juridições._______________________________________________________________________________________________ 
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81 
3. A seguinte afirmação está correta 
(A) Somente são avaliados a valor justo de mercado os ativos cotados em 
um mercado ativo. 
(B) Ativos financeiros mantidos até o vencimento são aqueles cuja 
entidade possui a habilidade e intenção de mantê-los até o 
vencimento. 
(C) Técnicas de avaliação de valor justo de mercado não são aceitas pelo 
CPC de instrumento financeiro, porque diferem entre participantes de 
mercado. 
(D) Ativos intangíveis negociados ativamente em um mercado ativo 
podem ser classificados como ativo financeiro. 
 
4. Ativos financeiros disponíveis para venda devem 
(A) Ser avaliados ao custo amortizado na data de aquisição e em 
períodos subsequentes 
(B) Ser avaliados a valor justo de mercado com mudanças no valor de 
mercado registradas imediatamente no resultado do período 
(C) Ser avaliados ao custo amortizado e avaliados a mercado somente 
quando forem negociados em um mercado ativo. 
(D) Ser avaliados a valor justo de mercado com mudanças no valor de 
mercado registrads líquidas dos efeitos tributários em reserva do 
patrimônio líquido. 
 
 
 
 
 
 
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82 
5. A caracteristica principal ou crítica que diferencia um 
instrumento como um componente do patrimônio líquido ou 
como passivo financeiro da entidade: 
 
(A) Obrigação contratual para entregar caixa ou outro ativo 
financeiro 
(B) Se o contrato possui juros pagos trimestralmente 
(C) Se o contrato possui fluxo de caixa pós-fixado 
(D) Se o contrato possui fluxo de caixa pré-fixado 
 
 
6. (BR/Cesgranrio/2010) Um instrumento financeiro decorre de um 
contrato entre duas ou mais partes interessadas em determinada 
transaçãode transferência de recursos, mediante mútuo acordo, que 
estabeleça claras consequências econômicas. O instrumento financeiro, de 
forma geral, é um contrato que origina um ativo financeiro numa entidade 
e um passivo financeiro ou título patrimonial em outra. 
 
Nesse contexto de instrumento financeiro, título patrimonial é um contrato 
que visa a 
(A) aplicações em depósitos bancários. 
(B) empréstimo concedido a outras entidades. 
(C) formação de direito de receber caixa de outra entidade. 
(D) comprometimento de entregar caixa para outra entidade. 
(E) evidenciar um interesse residual depois de deduzidos os passivos. 
 
 
 
 
 
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83 
7. (Analaista/TCE-GO/FCC/2009) Suponha a aquisição, em 
30/11/X8, de um ativo financeiro no valor de R$ 1.000,00, classificado na 
data da aquisição em disponível para venda. Este título remunera a taxa 
de 2% ao mês e o valor de mercado desse título 30 dias após a sua 
aquisição é de R$ 1.015,00. De acordo com estas informações, em 
30/12/X8 a empresa registrará: 
 
(A) Na demonstração de resultado, receita financeira de R$ 15,00. 
(B) No Patrimônio Líquido, Ajuste de Avaliação Patrinomial, de R$ 
15,00. 
(C) Na demonstração de resultado, receita financeira de R$ 20,00 e no 
Patrimônio Líquido, ajuste de avaliação patrimonial, de R$ 5,00 
(saldo credor). 
(D) Na demonstração de resultado, receita financeira de R$ 15,00 e no 
Patrimônio Líquido, ajuste de avaliação patrimonial, de R$ 20,00 
(saldo credor). 
(E) Na demonstração de resultado, receita financeira de R$ 15,00 e no 
Patrimônio Líquido, ajuste de avaliação patrimonial, de R$ 5,00 
(saldo credor). 
 
 
8. (Analista/TCE-PR/FCC/2011) Julgue a afirmativa abaixo em certa 
ou errada: 
(A) As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, são 
avaliados pelo seu valor justo quando se tratar de aplicações 
destinadas à negociação. 
 
 
 
 
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84 
(9) (Analista/TCE-PR/FCC/2011) Uma empresa aplicou sua 
disponibilidade em ativos financeiros, adquirindo 5 títulos no valor de R$ 
1.000,00 cada, e os classificou da seguinte maneira: 3 títulos como ativo 
financeiro (disponível para venda futura) e 2 títulos como ativo financeiro 
(mantido para negociação imediata). Esses títulos remuneravam a taxa 
de 1% ao mês e o valor de mercado de cada título 30 dias após a sua 
aquisição era de R$ 1.008,00. Com base nestas informações, em 
30/09/X10, a empresa registrou: 
 
(A) Uma receita financeira de R$ 46,00 na DRE, e um ajuste de avaliação 
patrimonial de R$ 6,00 (saldo devedor) no patrimônio líquido. 
(B) Uma ajuste de avaliação patrimonial de R$ 10,00 (saldo credor) no 
patrimônio líquido. 
(C) Uma receita financeira de R$ 50,00 na DRE, e um ajuste de avaliação 
patrimonial de R$ 10,00 (saldo devedor) no patrimônio líquido. 
(D) Uma receita financeira de R$ 16,00 na DRE, e um ajuste de avaliação 
patrimonial de R$ 24,00 (saldo credor) no patrimônio líquido. 
(E) Uma receita financeira de R$ 40,00, na DRE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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85 
10. (EPE/CESGRANRIO/2012) Em 2010, a companhia P, de capital 
fechado, comprou com intenção de venda ações da companhia D, de 
capital aberto e fácil colocação no mercado, por R$ 100.000,00, o que 
corresponde a 10% do total das ações emitidas pela aludida companhia D. 
 
Antes de elaborar o balanço/2010, a companhia P, mantendo as ações 
disponíveis para negociação, apresentou as seguintes informações: 
 
a) Da própria investidora 
 
• Dividendos a receber da investida, exercício social 2010 = R$ 8.000,00 
 
• Valorização das ações possuídas da companhia D, em 2010 = R$ 15.000,00 
 
 
b) Da investida, referentes ao exercício social de 2010 
 
• Lucro da investida = R$125.000,00 
 
• Patrimônio Líquido, antes da proposta de distribuição do resultado = R$ 
1.975.000,00 
 
• A Reserva Legal, antes da distribuição do resultado/2010, já atingiu o limite 
obrigatório 
 
Considerando-se exclusivamente as informações recebidas, o valor das 
ações no Balanço da Investidora em 2010, em reais, é 
 
(A) 107.000,00 
(B) 115.000,00 
(C) 189.500,00 
(D) 197.500,00 
(E) 200.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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86 
11-(Cesgranrio/Petrobras/2014/Q.25) Admita que a companhia R, 
no balanço de 31 de dezembro de 2012, registrou no Ativo Não Circulante 
R$ 200.000,00 referentes à sua única aplicação em 20.000 ações da 
companhia G, negociadas na Bolsa de Valores a R$ 10,00 a ação no dia 
desse balanço e disponíveis para venda, em negociação futura. 
No balanço patrimonial, em 31 de dezembro de 2013, a companhia R 
continua somente com as mesmas ações da companhia G, cotadas, nesse 
dia, a R$ 12,50 a ação e ainda disponíveis para venda, em negociação 
futura. 
Considerando exclusivamente os dados fornecidos e que as ações 
disponíveis para venda atendem a todos os requisitos estabelecidos pela 
lei societária, as normas e os pronunciamentos contábeis, essa valorizaçãode R$ 50.000,00 deve ser registrada na companhia R da seguinte forma: 
 
DÉBITO CRÉDITO 
(A) Ativo Circulante 
Valores a Receber 
Resultado do Exercício 
Ganho em Ações Disponíveis para Venda 
(B) Ativo Circulante 
Valores a Receber 
 
Ativo Não Circulante 
Ativo Investimento 
Ações Disponíveis para Venda 
(C) Ativo Circulante 
Valores a Receber 
Patrimônio Líquido 
Ajustes de Avaliação Patrimonial 
(D) Ativo Não Circulante 
Ativo Investimento 
Ações Disponíveis para Venda 
Resultado do Exercício 
Ganho em Ações Disponíveis para Venda 
(E) Ativo Não Circulante 
Ativo Realizável a Longo Prazo 
Ações Disponíveis para Venda 
Patrimônio Líquido 
Ajustes de Avaliação Patrimonial 
 
 
 
 
 
 
 
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87 
6. COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS 
6.1 Introdução 
O processo de uma combinação de negócios está diretamente vinculado a 
obtenção de controle de um ou mais negócios. 
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e a Comissão de Valores 
Mobiliários CVM), por meio do Pronunciamento Técnico CPC nº 15 e a 
Deliberação CVM nº 665/2011 (R1), respectivamente, aprovaram os 
critérios para reconhecimento e mensuração de uma operação de 
Combinação de Negócios. 
O objetivo do Pronunciamento é aprimorar a relevância, a confiabilidade e 
a comparabilidade das informações sobre uma combinação de negócios 
nas demonstrações contábeis. 
O Pronuncimanto alcança também as fusões que se dão entre partes 
independentes (inclusive as conhecidas por truemergers ou 
mergerofequals – “Fusões de Iguais”). 
 Fusões de Iguais: duas empresas de igual porte e poder de 
mercado juntam suas forças, criando uma empresa nova mais poderosa e 
mais eficiente, já que a união de empresas do mesmo segmento permite 
o corte de gastos e uma otimização dos recursos, objetivando um ganho 
em escala. 
Não estão ao alcance do Pronunciamento 
(a) Joint Ventures – Investimento em Empreendimento Controlado em 
Conjunto, CPC nº 19; 
(b) na aquisição de ativo ou grupo de ativos que não constitua negócio 
 
 
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88 
nos termos do Pronunciamento; 
(c) em combinação de entidades ou negócios sob controle comum; 
 
(d) Incorporação reversa- em decorrência de não envolverem alteração 
de controle. 
 
 
6.2 Aspectos Gerais 
 
À aplicação do Pronunciamento está vinculado à operação de 
transferência de controle e existe a necessidade de que os ativos 
adquiridos e os passivos assumidos constituam um negócio. Se os 
ativos adquiridos não constituem um negócio, a entidade deve contabilizar 
a operação ou o evento como aquisição de ativos. 
O Pronunciamento define uma combinação de negócios como a 
operação ou outro evento em que o adquirente obtém o controle de um 
ou mais negócios. 
 
Negócio é um conjunto integrado de atividades e ativos capaz de 
ser conduzido e gerenciado para gerar retorno, na forma de 
dividendos, redução de custos ou outros benefícios econômicos, 
diretamente a seus investidores ou outros proprietários, membros ou 
participantes. 
 
Combinação de negócios é uma operação ou outro evento por 
meio do qual um adquirente obtém o controle de um ou mais negócios, 
independentemente da forma jurídica da operação. 
 
 
 
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89 
Controle é o poder para governar a política financeira e 
operacional da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. 
 
O adquirente pode obter o controle da adquirida de diversas formas, 
como por exemplo: 
 
(a) pela transferência de caixa, equivalentes de caixa ou outros ativos 
(incluindo ativos líquidos que se constituam em um negócio); 
(b) pela assunção de passivos; 
(c) pela emissão de instrumentos de participação societária; 
(d) por mais de um dos tipos de contraprestação acima; ou 
(e) sem a transferência de nenhuma contraprestação, inclusive por meio 
de acordos puramente contratuais. 
 
Uma combinação de negócios, por razões legais, fiscais ou outras, pode 
ser estruturada de diversas formas, as quais incluem, mas não se limitam 
a: 
(a) um ou mais negócios tornam-se controlados de um adquirente ou 
ocorre uma fusão entre o adquirente e os ativos líquidos de um ou 
mais negócios; 
(b) uma entidade da combinação transfere seus ativos líquidos ou seus 
proprietários transferem suas respectivas participações societárias 
para outras entidades da combinação (ou para os proprietários 
dessas entidades); 
(c) todas as entidades da combinação transferem seus ativos líquidos 
ou seus proprietários transferem suas respectivas participações 
societárias para a constituição de nova entidade (combinação 
por vezes qualificada na literatura como sendo uma transação roll-
up ou uma transação put-together); ou 
 
 
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90 
(d) um grupo de ex-proprietários de uma das entidades da combinação 
obtém o controle da entidade combinada. 
 
6.3 Princípios e Exigências 
 
O Pronunciamento estabelece princípios e exigências no qual o 
adquirente: 
 
(a) reconhece e mensura, em suas demonstrações contábeis, os 
ativos identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e as 
participações societárias de não controladores na adquirida; 
 
(b) reconhece e mensura o ágio por expectativa de rentabilidade 
futura (goodwill) ou o ganho proveniente de compra vantajosa; 
e; 
 
(c) determina quais as informações que devem ser divulgadas para 
possibilitar que os usuários das demonstrações contábeis avaliem a 
natureza e os efeitos financeiros da combinação de negócios. 
 
6.4 Aplicação do Método de Aquisição 
 
A entidade deve contabilizar cada combinação de negócios pela aplicação 
do método de aquisição, que representa: 
 
(a) identificação do adquirente; 
(b) determinação da data de aquisição, que representa a data da 
obtenção efetiva do controle o que não, necessariamente, 
 
 
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91 
coincide com a transferência da contraprestação; 
(c) reconhecimento e mensuração dos ativos identificáveis 
adquiridos, dos passivos assumidos e das participações societárias 
de não controladores na adquirida; a valores justos na data da 
aquisição; e 
(d) reconhecimento e mensuração do ágio por expectativa de 
rentabilidade futura (goodwill) ou do ganho proveniente de compra 
vantajosa, também a valor justo na data da aquisição. 
 Pontos para Definição 
 Adquirente 
 Adquirida 
 Data da Aquisição 
 Valor Justo 
 Reconhecimento 
 Mensuração 
 Ativo Identificável 
 Passivo Assumido 
 Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura (goodwill) 
 Ganho por Compra Vantajosa 
 Participação dos não controladores 
 
 
Adquirente É a entidade que obtém o controle da adquirida. 
Adquirida É o negócio ou negócios cujo controle é obtido pelo 
adquirente por meio de combinação de negócios.Data da Aquisição É a data em que o adquirente obtém 
efetivamente o controle da adquirida. 
 
 
 
 
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92 
Valor justo É o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou 
um passivo liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio 
e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a 
liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória. 
 
Reconhecimento O adquirente deve reconhecer, separadamente 
do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), os ativos 
identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e quaisquer participações 
de não controladores na adquirida. Devem atender, na data da 
aquisição, às definições de ativo e de passivo dispostas no 
Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a 
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. 
Mensuração O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis 
adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos na 
data da aquisição. 
 
Ativo Identificável Um ativo é identificável quando ele: 
 
(a) for separável, ou seja, capaz de ser separado ou dividido da entidade 
e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, 
individualmente ou em conjunto com outros ativos e passivos ou 
contrato relacionado, independentemente da intenção da entidade 
em fazê-lo; ou 
(b) surge de um contrato ou de outro direito legal, independentemente 
de esse direito ser transferível ou separável da entidade e de outros 
direitos e obrigações. 
 
 
 
 
 
 
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93 
Passivo Assumido É uma obrigação. 
Compra Vantajosa resultado derivadopela aquisição de um ativo 
por valor inferior ao seu valor justo. 
Ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) 
 Resultado derivado da aquisição de um ativo por valor superior 
ao seu valor justo. 
 
É um ativo que representa benefícios econômicos futuros resultantes de 
outros ativos adquiridos em uma combinação de negócios, os quais não 
são individualmente identificados e separadamente reconhecidos. 
 
Participação de não controladores É a parte do patrimônio 
líquido de controlada não atribuível direta ou indiretamente à 
controladora (anteriormente denominados “minoritários”). 
 
Em cada combinação de negócios, o adquirente deve mensurar, na data 
da aquisição, os componentes da participação de não controladores 
na adquirida que representem nessa data efetivamente instrumentos 
patrimoniais e confiram a seus detentores uma participação proporcional 
nos ativos líquidos da adquirida em caso de sua liquidação, por um dos 
seguintes critérios:item 19 do CPC 15 (R1). 
 
(a) pelo valor justo, ou 
(b) pela participação proporcional atual conferida pelos 
instrumentos patrimoniais nos montantes reconhecidos dos 
ativos líquidos identificáveis da adquirida. 
 
 
 
 
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94 
Todos os demais componentes da participação de não controladores 
devem ser mensurados ao valor justo na data da aquisição, a menos que 
outra base de mensuração seja requerida pelos Pronunciamentos, 
Interpretações e Orientações do CPC. 
 
6.4.1 Classificação e Designação 
O adquirente deve classificar ou designar os ativos identificáveis 
adquiridos e os passivos assumidos da forma necessária para aplicar 
subsequentemente outros Pronunciamentos, Interpretações e Orientações 
do CPC. O adquirente deve fazer essas classificações ou designações com 
base nos termos contratuais, nas condições econômicas, nas políticas 
contábeis ou operacionais e em outras condições pertinentes que existiam 
na data da aquisição. 
 
6.4.2 Reconhecimento e Mensuração 
 
Para se qualificarem para reconhecimento, como parte da aplicação do 
método de aquisição, os ativos identificáveis adquiridos e os passivos 
assumidos devem atender, na data da aquisição, às definições de ativo e 
de passivo dispostas no Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura 
Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações 
Contábeis. 
 
O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os 
passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da 
aquisição.O período de mensuração não pode exceder a um ano da data 
da aquisição. 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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95 
O pronunciamento prevê algumas exceções quanto à aplicação do 
princípio de reconhecimento e da mensuração, contidos nos itens 22 a 
31 do citado pronunciamento. Para alguns eventos serão aplicados a 
exceção ao princípio do reconhecimento e/ou mensuração. 
O princípio do reconhecimento tem por base outro(s) 
Pronunciamento(s), e o da mensuração tem por base avaliação 
diferente da pelo valor justo na data da aquisição. 
 
Exemplos: 
Passivo Contingente - No reconhecimento. 
Tributos sobre o lucro, benefícios a empregados e ativos de indenização- 
reconhecimento e mensuração. 
Direito Adquirido, Transações com Pagamento Baseado em Ações, Ativo 
Mantido para Venda – mensuração. 
 
6.5 Ativos e Passivos não Reconhecidos na Adquirida 
 
A aplicação do princípio e as condições de reconhecimento pelo 
adquirente podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos 
que não tenham sido anteriormente reconhecidos como tais nas 
demonstrações contábeis da adquirida. Por exemplo, o adquirente deve 
reconhecer os ativos intangíveis identificáveis adquiridos, como uma 
marca ou uma patente ou um relacionamento com clientes, os quais não 
foram reconhecidos como ativos nas demonstrações contábeis da 
adquirida por terem sido desenvolvidos internamente e os respectivos 
custos terem sido registrados como despesa. Item 13 CPC 15. 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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96 
6.6 Mensuração do Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura 
e da Compra Vantajosa. 
O reconhecimento do ágio por expectativa de rentabilidade futura 
(goodwill) ou da compra vantajosa, na data da aquisição, deve ser 
mensurado da seguinte forma: 
O adquirente deve reconhecer o ágio por expectativa de rentabilidade 
futura (goodwill), na data da aquisição, mensurado pelo montante que (a) 
exceder (b) abaixo: 
 
(a) a soma: 
(i) da contraprestação transferida em troca do controle da 
adquirida, mensurada de acordo com este Pronunciamento, para 
a qual geralmente se exige o valor justo na data da aquisição 
(ver item 37); 
(ii) do montante de quaisquer participações de não controladores na 
adquirida, mensuradas de acordo com o Pronunciamento; e 
(iii) no caso de combinação de negócios realizada em estágios (ver 
itens 41 e 42), o valor justo, na data da aquisição, da 
participação do adquirente na adquirida imediatamente antes da 
combinação; 
 
(b) o valor líquido, na data da aquisição, dos ativos identificáveis 
adquiridos e dos passivos assumidos, mensurados de acordo com o 
Pronunciamento._______________________________________________________________________________________________ 
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97 
6.7 Contraprestação Transferida 
Contraprestação transferida representa: caixa, ativos, um negócio ou 
uma controlada do adquirente, ações ordinárias, ações preferenciais, 
quotas de capital, opções, opções não padronizadas – warrants, bônus de 
subscrição e participações em entidades de mútuo (associações, 
cooperativas etc.) 
 
A contraprestação transferida pode incluir itens do ativo ou passivo do 
adquirente cujos valores contábeis sejam diferentes de seus valores 
justos na data da aquisição. Nesse caso, o adquirente deve remensurar, 
na data da aquisição, os ativos ou os passivos transferidos pelos 
respectivos valores justos e reconhecer o ganho ou a perda resultante, se 
houver, na demonstração do resultado. 
 
Contudo, quando os ativos e os passivos transferidos permanecem dentro 
da entidade combinada após a combinação de negócios (por exemplo, 
porque ativos ou passivos são transferidos para a adquirida e não para 
seus ex-proprietários), o adquirente permanece no controle dos mesmos. 
Nessa situação, o adquirente deve mensurar tais ativos e passivos pelos 
seus respectivos valores contábeis imediatamente antes da data da 
aquisição. Não se deve reconhecer ganho ou perda sobre ativos ou 
passivos que o adquirente já controlava antes e continua a controlar após 
a combinação de negócios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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98 
6.8 Contraprestação Contingente 
 
Na realização de uma operação de combinação de negócios, pode haver 
contratualmente obrigações assumidas de transferir ativos 
adicionais ou participações societárias adicionais aos ex-
proprietários da adquirida, caso certos eventos futuros ocorram ou 
determinadas condições não sejam satisfeitas, podendo também inclusive 
dar ao adquirente o direito de reaver parte da contraprestação 
previamente transferida ou paga, caso determinadas condições sejam 
satisfeitas. 
 
O adquirente deve reconher a contraprestação em conformidade com a 
suanatureza, ou seja, como passivo, patrimônio líquido ou um ativo. 
 
6.9 Combinação de negócios realizada sem a transferência de 
contraprestação 
O adquirente pode obter o controle de uma adquirida sem efetuar a 
transferência de contraprestação. O método de aquisição para contabilizar 
uma combinação de negócios também se aplica a esse tipo de 
combinação. Tais circunstâncias incluem: 
(a) a adquirida recompra um número tal de suas próprias ações de 
forma que determinado investidor (o adquirente) acaba obtendo o 
controle sobre ela; 
(b) direito de veto de não controladores que antes impedia o adquirente 
de controlar a adquirida perde efeito; 
(c) adquirente e adquirida combinam seus negócios por meio de acordos 
puramente contratuais. O adquirente não efetua nenhuma 
contraprestação em troca do controle da adquirida e também não 
detém qualquer participação societária na adquirida, nem na data de 
 
 
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99 
aquisição tampouco antes dela. Exemplos de combinação de 
negócios alcançada por contrato independente incluem, quando 
permitidas legalmente, juntar dois negócios por meio de acordo 
contratual (stapling arrangements) ou da formação de corporação 
duplamente listada (dual listed corporation). 
 
 Dual-listed company ou companhia duplamente listada é 
uma estrutura corporativa na qual duas companhias funcionam como 
uma única entidade operacional por meio de contrato de equalização, 
mantendo identidades jurídicas separadas e listagens também 
separadas em bolsa ou bolsas de valores. As duas companhias 
continuam a existir, têm dois conjuntos separados de acionistas, mas 
concordam em dividir os riscos e benefícios de seus negócios 
operacionais na proporção fixa contratada. O contrato de equalização 
assegura o uso dos direitos de voto, de dividendos e outros. 
Normalmente têm administradores comuns e estrutura 
administrativa única. 
 
 
6.10 Aquisição Reversa 
 
Ocorre quando a entidade fechada (sem ações listadas no mercado) quer 
tornar-se uma empresa listada, mas sem fazer o processo de abertura de 
seu capital, ou seja, sem obter o registro de companhia aberta. 
 
Para tal, a entidade fechada promove um acordo contratual com uma 
companhia aberta (a combinação propriamente) por meio do qual a 
entidade fechada – passa a ser uma investida da companhia aberta e os 
ex-sócios da entidade fechada recebem participações no capital da 
companhia aberta. 
 
 
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100 
Nesse exemplo, a companhia aberta é o adquirente legal porque ela 
emitiu instrumentos de participação societária e a entidade fechada é 
a adquirida legal porque seus instrumentos de capital foram 
adquiridos. 
 
Contudo, pela aplicação das orientações contidas nos itens B13 a B18, do 
CPC 15, o resultado da identificação do adquirente revela que: 
 
(i) acompanhia aberta é a adquirida para fins contábeis 
(adquirida contábil); e 
(ii) entidade fechada é o adquirente para fins contábeis 
(adquirente contábil). 
 
 OBS.: É importante esclarecer que essa modalidade de transação 
não se confunde com a modalidade de “incorporação reversa”. 
 
 As transações de “incorporação reversa” não se qualificam para a 
aplicação do Pronunciamento CPC 15, em decorrência de não envolverem 
alteração de controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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101 
6.11 Combinação de Negócios Realizada em Estágios ou Aquisição 
Passo a Passo 
 
O adquirente pode obter o controle de uma adquirida na qual ele 
mantinha uma participação de capital imediatamente antes da data da 
aquisição. 
 
Por exemplo, em 31 de dezembro de 2012, a entidade “A” possui 35% de 
participação no capital (votante e total) da entidade “B”, sem controlá-la. 
Nessa data, a entidade “A” compra mais 40% de participação de capital 
(votante e total) na entidade “B”, obtendo o controle sobre ela. 
 
Neste caso, o adquirente deve mensurar novamente sua participação 
anterior na adquirida pelo valor justo na data da aquisição e deve 
reconhecer no resultado do período o ganho ou a perda resultante, se 
houver, ou em outros resultantes abrangentes, conforme apropriado. 
 
 
6.12 Custos com a Operação 
 
Os custos diretamente relacionados à aquisição são custos que o 
adquirente incorre para efetivar a combinação de negócios. Esses custos 
incluem honorários de profissionais e consultores, tais como advogados, 
contadores, peritos, avaliadores; custos administrativos gerais, inclusive 
custos decorrentes da manutenção de departamento de aquisições; e 
custos de registro e emissão de títulos de dívida e de títulos patrimoniais. 
O adquirente deve contabilizar os custos diretamente relacionados à 
aquisição como despesa no período em que forem incorridos e os serviços 
forem recebidos, com apenas uma exceção. Os custos decorrentes da 
emissão detítulos de dívida e de títulos patrimoniais devem ser 
 
 
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102 
reconhecidos de acordo com os Pronunciamentos Técnicos CPC 08 - 
Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos, CPC 38 – 
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração e CPC 39 - 
Instrumentos Financeiros: Apresentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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103 
EXERCÍCIOS 
 
1. (BNDES/Cesgranrio/2010) Nos estritos termos do Apêndice A do 
Pronunciamento Técnico CPC 15 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
que trata de combinação de negócios, aprovado pela Deliberação CVM nº 
580 de 31 de julho de 2009, entende-se por combinação de negócios a(o) 
 (A) negócio ou conjunto de negócios que são efetivamente controlados 
por uma entidade, independente da forma jurídica utilizada para tal. 
 
(B) conjunto integrado de atividades e ativos capaz de ser conduzido e 
gerenciado para gerar retorno, na forma de dividendos, redução de 
custos ou outros benefícios econômicos, diretamente a seus 
investidores ou outros proprietários, membros ou participantes. 
 
(C) operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o 
controle de um ou mais negócios, independente da forma jurídica da 
operação. 
 
(D) poder para governar a política financeira e operacional de outra 
entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. 
 
(E) valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes 
interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com 
ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação 
ou que caracterizem uma transação compulsória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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104 
2. (BNDES/2010) Na empresa adquirente, em uma operação de 
combinação de negócios, os ativos identificáveis adquiridos e os passivos 
assumidos, pelo método da aquisição, como regra geral, devem ser 
mensurados e reconhecidos, na data da aquisição, pelo valor 
 
(A) justo. 
(B) de entrada. 
(C) de saída. 
(D) de saída para ativos e de entrada para passivos. 
(E) realmente despendido na operação. 
 
 
 
3. (Petrobras/2010 – Com adaptação) A Companhia São Tiago S.A. 
pagou R$ 80.000.000,00 por 60% do total de ações do capital social da 
Companhia Tomé S.A., que possuía patrimônio líquido a valor justo de R$ 
140.000.000,00, na mesma data. Considerando que esse investimento 
deve ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial, afirma-se que, 
nessa operação, ocorreu um 
 
(A) ágio de R$ 4.000.000,00. 
(B) compra vantajosa de R$ 4.000.000,00. 
(C) compra vantajosa de R$ 6.000.000,00. 
(D) registro no investimento de R$ 56.000.000,00. 
(E) a operação foi nula, sem ágio e sem compra vantajosa 
 
4. (Cesgranrio/PTB/Técnico em Contabilidade/2-2011/Q.45 – com 
adaptação) Em 14 de junho de 2011, a companhia “WW” adquiriu uma 
participação societária de 40% do patrimônio líquido da companhia“YY”, 
pagando por ela R$ 10.000,00, obtendo o controle da Cia. 
 
No mesmo dia da realização da operação, sabe-se, ainda que: 
• a investidora terá forte influência na investida; 
• o Patrimônio Líquido da investida “YY” é R$ 20.000,00; 
• na avaliação de ativos e passivos a valor justo, foi apurado que 
• não há diferença no valor justo dos passivos contabilizados, 
• o imobilizado vale mais R$ 2.800,00 que seu valor líquido contabilizado, 
e 
• existe patente criada pela companhia “YY”, portanto não contabilizada, 
que pode ser negociada normalmente no mercado por R$ 1.200,00. 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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105 
Considerando exclusivamente as informações apresentadas acima, e 
desconsiderando a incidência de impostos de qualquer natureza, o valor 
do Fundo de Comércio (goodwill) pago pela investidora por conta de 
expectativa de rentabilidade futura, a ser contabilizado separadamente no 
registro contábil do investimento, em reais, é 
 
(A) 400,00 
(B) 1.200,00 
(C) 1.600,00 
(D) 2.000,00 
(E) 2.800,00 
 
5. (Petrobras/2010/Cesgranrio)A Comercial Obra não tem 
participação na Comercial Pronta e as duas empresas não estão sob o 
mesmo controle acionário. Elas acordaram que a primeira incorporaria a 
segunda, em 30 de junho de 2009, com base no acervo líquido avaliado 
pelo justo valor, por não estarem sob o mesmo controle acionário. As 
companhias apresentaram os balanços a seguir, elaborados em 30 de 
junho de 2009. 
 
COMERCIAL OBRA COMERCIAL PRONTA 
Balanço em 30 de junho de 2009 Balanço em 30 de junho de 2009 
 R$ R$ 
Ativos 12.578 Passivos 3.774 Ativos 3.990 Passivos 750 
 
 PL PL 
 Capital 6.230 Capital 1.922 
 R. Lucro 1.884 R Lucro 971 
 Lucro 690 Lucro 347 
Total 12.578 Total 2.578 Total 3.990 Total 3.990 
 
Valor Contábil Justo Valor 
 
Ativos 3.990 5.320 
Passivos (750) (750) 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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106 
Na incorporação, houve a efetiva transferência do controle acionário, e a 
incorporada foi considerada como adquirida. Nessas condições, o 
lançamento do aumento de capital na incorporadora, em decorrência da 
incorporação, em reais, foi: 
 
(A) D. Ativos Companhia Obra 3.990,00 
 C. Capital Social Companhia Obra 3.990,00 
 
(B) D. Capital Social Companhia Pronta 3.990,00 
 C. Capital Social Companhia Obra 3.990,00 
 
(C) D. Incorporação Companhia Obra 3.240,00 
 C. Capital Social Companhia Obra 3.240,00 
 
(D) D. Capital Social Companhia Pronta 3.240,00 
C. Capital Social Companhia Obra 3.240,00 
 
(E) D. Incorporação Companhia Obra 4.570,00 
 C. Capital Social Companhia Obra 4.570,00 
 
 
6. A empresa Unida apresentava a seguinte situação patrimonial antes de 
ser cindida: 
ATIVO Valores PASSIVO Valores 
Clientes $ 20.000 Fornecedores $ 10.000 
 $40.000 PL 
Veículos $ 60.000 Capital $ 50.000 
(-) Depreciação (20.000) 
Total $ 60.000 Total $ 60.000 
 
Essa empresa foi cindida, formando a Separada Ltda. e a Cindida Ltda. 
O laudo de avaliação utilizado para o evento estabelecia que o valor justo 
dos bens do imobilizado com o valor residual de $ 40.000 foram avaliados 
da seguinte forma: 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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107 
 
 
 
Com base nesses valores, foi procedida a cisão da empresa Unida, ficando 
a Separada com o veículo Grande, enquanto a Cindida ficou com o veículo 
pequeno mais as contas de giro. 
Com base nesses dados, demonstre os patrimônios formados pela cisão. 
SEPARADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
CINDIDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos dos Veículos Valor Depreciação 
Acumulada 
Laudo da 
Avaliação 
Grande $40.000 $15.000 $35.000 
Pequeno $20.000$5.000 $20.000 
ATIVO R$ 
 
 
 
 
 
 
PASSIVO 
 
 
 
 
 
 
ATIVO R$ 
 
 
 
 
 
 
PASSIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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108 
7. Incorporação 
 
Em 31 de janeiro de 200X, ocorre a combinação de negócios pela modalidade 
em que a entidade Alfa incorpora a entidade Beta. No processo de negociação, 
os acionistas de Alfa passam a controlar 60% da companhia resultante da 
combinação, sendo, por consequência, Beta identificada como companhia 
adquirida para fins de adoção do método da compra. Os balanços antes da 
combinação são os que seguem: 
 
 Alfa Beta 
ATIVO 
Circulante 
Caixa e equivalentes de caixa 42.000 55.000 
Contas a receber 20.000 160.000 
Estoque 65.000 745.000 
Não circulante 
Imobilizado 1.550.000 150.000 
TOTAL DO ATIVO 1.677.000 1.110.000 
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Circulante 
Contas a pagar 5.000 350.000 
Não circulante 
Financiamentos 1.000.000 - 
Patrimônio líquido 
Capital Social 665.000 175.000 
Reservas de lucros 7.000 585.000 
Total do patrimônio líquido 672.000 760.000 
TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.677.000 1.110.000 
 
 
 Alfa emitiu 100.000 ações sem valor nominal 
 Beta emitiu 80.000 ações sem valor nominal 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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109 
Avaliação dos Ativos e Passivos a Valor Justo 
 
PL Contábil Alfa 672.000 
"mais valia" estoques 
"mais valia" imobilizado 
Goodwill 
PL Econômico de Alfa 
 
 
Apuração do Goodwill: 
 
 
 
 
 
 
 
PL Contábil Beta 760.000 
"mais valia" estoques 
"mais valia" imobilizado 
Goodwill 
PL Econômico de Beta 
 
 
Apuração do Goodwill: 
 
 
 
 
 
 
Valor Econômico das Ações 
 
 $ % 
Acionistas de Alfa 1.399.000 
Acionistas de Beta 932.000 
PL Mercado "Alfa + Beta" 2.331.000 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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110 
Na relação de troca das ações, os seguintes resultados são obtidos: 
 
Cias. Ações Valor Econ. Valor Econômico p/ Ação - VEA. 
Alfa 100.000 1.399.000 
Beta 80.000 932.000 
Relação de troca 
Beta/Alfa+Beta: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qtd de Ações 
de Beta 
Relação de 
troca 
Quantas ações que Alfa terá 
que emitir para entregar aos 
acionistas de Beta 
VEA Alfa + 
Beta 
Riqueza dos 
acionistas de 
Beta 
80.000 0,832738 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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111 
Balanço Patrimonial de Alfa em 31 de janeiro de 2008, com os ajustes 
da incorporação 
 
 
Ajustes de 
Combinação 
 Alfa Beta Débito Crédito Alfa Final 
ATIVO 
Circulante 
Caixa e equivalentes de 
caixa 42.000 55.000 
Contas a receber 20.000 160.000 
Estoque 65.000 745.000 
Não circulante 
Imobilizado 1.550.000 150.000 
Ágio (goodwill) - - 
TOTAL DO ATIVO 1.677.000 1.110.000 
PASSIVO E PL 
Circulante 
Contas a pagar 5.000 350.000 
Não circulante 
Financiamentos 1.000.000 - 
Patrimônio líquido 
Capital social 665.000 175.000 
Reservas de lucros 7.000 585.000 
Ajustes de avaliação 
patrimonial - - 
Total do patrimônio líquido 672.000 760.000 
TOTAL DO PASSIVO E PL 1.677.000 1.110.000 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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112 
8. Julgue os itens em certos ou errados no contexto do CPC 15: 
(A) À aplicação do Pronunciamento está vinculado à operação de 
transferência de controle. 
(B) Existe a necessidade de que os ativos adquiridos e os passivos 
assumidos constituam um negócio, dentre outros aspectos, para atender a 
definição de uma combinação de negócios. 
(C) Se os ativos adquiridos não constituem um negócio, a entidade deve 
contabilizar a operação ou o evento como aquisição de ativos 
(D) O Pronunciamento não tem por objetivo aprimorar a relevância, a 
confiabilidade e a comparabilidade das informações contábeis, acerca de 
Combinações de Negócios. 
 
(E) Estão ao alcance do Pronunciamento as Joint Ventures, a aquisição de 
ativo ou grupo de ativos que não constitua negócio nos termos do 
pronunciamento, em combinação de entidades ou negócios sob controle 
comum e Incorporação reversa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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113 
7. CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
 
7.1 Introdução 
O objetivo da consolidação é apresentar as demonstrações contábeis da 
companhia controladora e de suas controladas como se estas, em 
conjunto com aquelas, fossem uma única entidade econômica. 
 
7.2 Aspectos Gerais 
Conforme artigo 249, da Lei 6.404/76, deverá elaborar e divulgar 
demonstrações contábeis consolidadas a companhia aberta que tiver mais 
de 30% (trinta por cento) do valor do patrimônio líquido 
representado por investimentos em sociedades Controladas. 
De acordo com a legislação societária, a Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM) poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações 
devam ser abrangidas na consolidação; e determinar a inclusão de 
sociedade que, embora não controladas, sejam financeiramente ou 
administrativamente dependentes da companhia e, ainda, autorizar a 
exclusão de uma ou mais sociedades. 
Em conformidade com o texto da legislação societária, a companhia deve 
adotar os seguintes procedimentos para a consolidação: 
 Eliminar as participações de uma sociedade em outra; 
 Eliminar os saldos de quaisquer contas entre as sociedades; 
 Eliminar as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou 
prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo não 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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114 
circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, 
de negócios entre as sociedades; 
 A participação dos acionistas não controladores no patrimônio 
líquido e no lucro do exercício será destacada, respectivamente, no 
balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício; 
 a parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que 
não for absorvida na consolidação, deverá ser mantida no ativo não 
circulante, com dedução da provisão adequada para perdas já 
comprovadas, e será objeto de nota explicativa; 
 o valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá 
parcela destacada dos resultados de exercícios 
futuros(subgrupo extinto) até que fique comprovada a existência 
de ganho efetivo. 
 As sociedades controladas, cujo exercício socialtermine mais de 60 
(sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da 
companhia, elaborarão, com observância das normas da Lei 
6.404.1976, demonstrações financeiras extraordinárias em data 
compreendida nesse prazo. 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Deliberação CVM 
Nº 698, de 20/12/2012, aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 36(R3), 
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que deve ser aplicado na 
elaboração e apresentação de demonstrações contábeis consolidadas de 
grupo econômico de entidades sob o controle de controladora. 
Diferentemente da legislação societária, o Pronunciamento Técnico nº 36, 
estabelece o controle como pressuposto para elaboração e divulgação de 
demonstrações contábeis consolidadas. 
 
 
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115 
 
O objetivo do Pronunciamento é estabelecer princípios para a 
apresentação e elaboração de demonstrações consolidadas quando a 
entidade controla uma ou mais entidades. 
 
Para atingir o objetivo, o Pronunciamento: 
 
(a) exige que a entidade (controladora) que controle uma ou mais 
entidades (controladas) apresente demonstrações consolidadas; 
 
(b) define o princípio de controle e estabelece controle como a base 
para a consolidação; 
 
(c) define como aplicar o princípio de controle para identificar se um 
investidor controla a investida e, portanto, deve consolidá-la; e 
 
(d) define os requisitos contábeis para a elaboração de 
demonstrações consolidadas. 
 
O Pronunciamento não trata dos requisitos contábeis para combinação de 
negócios e seus efeitos sobre a consolidação, incluindo ágio por 
expectativa de rentabilidade futura (goodwill) resultante de combinação 
de negócios. 
 
O investidor, independentemente da natureza de seu envolvimento com a 
entidade (investida), deve determinar se é controlador avaliando se 
controla a investida. 
 
 
 
 
 
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116 
7.3 Controle 
 
O investidor controla a investida se, somente se: 
 
(a) Detém poder sobre a investida; 
(b) Possui exposição a, ou direitos sobre, retornos variáveis 
decorrentes de seu envolvimento com a investida; e 
(c) capacidade de utilizar seu poder sobre a investida para afetar o 
valor de seus retornos. 
 
O poder é evidenciado quando o investidor possui direitos de dirigir as 
atividades relevantes da investida. 
 
Atividades relevantes: são atividades da investida que afetam 
significativamente os retornos da investida. 
 
O poder decorre de direitos. Algumas vezes, avaliar o poder é simples, 
como, por exemplo, quando o poder sobre a investida é obtido direta e 
exclusivamente dos direitos de voto concedidos por instrumentos 
patrimoniais, tais como ações, e pode ser avaliado considerando-se os 
direitos de voto decorrentes dessas participações acionárias. Em outros 
casos, a avaliação é mais complexa e exige que mais de um fator seja 
considerado, como, por exemplo, quando o poder resulta de um ou mais 
acordos contratuais. 
 
 
 
 
 
 
 
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117 
Fatores que podem ajudar na determinação do controle: 
 
(a) o objetivo e a estrutura da investida; 
 
(b) quais são as atividades relevantes e como as decisões sobre 
essas atividades são tomadas; 
 
(c) se os direitos do investidor lhe dão a capacidade atual de dirigir 
as atividades relevantes; 
 
(d) se o investidor está exposto a, ou tem direitos sobre, retornos 
variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida; e 
 
(e) se o investidor tem a capacidade de utilizar seu poder sobre a 
investida para afetar o valor de seus retornos. 
 
 
Ao avaliar o controle da investida, o investidor deve considerar a natureza 
de seu relacionamento com outras partes. 
 
A obrigatoriedade para elaboração das demonstrações contábeis 
consolidadas inicia-se quando o investidor obtém o controle da 
investida e cessa quando o investidor perde esse controle. 
 
 
 
 
 
 
 
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118 
7.4 Procedimentos para Consolidação 
Demonstrações consolidadas devem: 
 combinar itens similares de ativos, passivos, patrimônio líquido, 
receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora com os de suas 
controladas; 
 compensar (eliminar) o valor contábil do investimento da 
controladora em cada controlada e a parcela da controladora no 
patrimônio líquido de cada controlada (o Pronunciamento Técnico 
CPC 15 explica como contabilizar qualquer ágio correspondente); 
 eliminar integralmente ativos e passivos, patrimônio líquido, 
receitas, despesas e fluxos de caixa intragrupo relacionados a 
transações entre entidades do grupo (resultados decorrentes de 
transações intragrupo que sejam reconhecidos em ativos, tais como 
estoques e ativos fixos, são eliminados integralmente). Os prejuízos 
intragrupo podem indicar uma redução no valor recuperável de 
ativos, que exige o seu reconhecimento nas demonstrações 
consolidadas. O Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o 
Lucro se aplica a diferenças temporárias, que surgem da eliminação 
de lucros e prejuízos resultantes de transações intragrupo. 
 
Políticas contábeis uniformes 
 Se um membro do grupo utilizar políticas contábeis diferentes 
daquelas adotadas nas demonstrações consolidadas para transações 
similares e eventos em circunstâncias similares, devem ser feitos 
ajustes apropriados às demonstrações contábeis desse membro do 
grupo na elaboração das demonstrações consolidadas para garantir 
a conformidade com as políticas contábeis do grupo. 
 
 
 
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119 
Mensuração 
 A entidade deve incluir as receitas e as despesas de controlada nas 
demonstrações consolidadas desde a data em que adquire o 
controle até a data em que deixa de controlar a controlada. As 
receitas e as despesas da controlada se baseiam nos valores dos 
ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações consolidadas na 
data de aquisição. Por exemplo, a despesa de depreciação 
reconhecida na demonstração consolidada do resultado abrangente 
após a data de aquisição se baseia nos valores justos dos 
respectivos ativos depreciáveis correspondentes reconhecidos nas 
demonstrações consolidadas na data de aquisição. 
 
Data das Demonstrações Contábeis 
 As demonstrações contábeis da controladora e de suas controladas 
utilizadas na elaboração das demonstrações consolidadas devem ter 
a mesma data-base. Quando o final do período das demonstrações 
contábeis da controladora for diferente do da controlada, a 
controlada deve elaborar, para fins de consolidação, informações 
contábeis adicionais de mesma data que as demonstrações 
contábeis da controladora para permitir que esta consolide as 
informações contábeis da controlada, a menos que seja impraticável 
fazê-lo. 
 
 Se for impraticável fazê-lo, a controladora deve consolidar as 
informações contábeis da controlada usandoas demonstrações 
contábeis mais recentes da controlada, ajustadas para refletir os 
efeitos de transações ou eventos significativos ocorridos entre a 
data dessas demonstrações contábeis e a data das demonstrações 
consolidadas. Em qualquer caso, a diferença entre a data das 
 
 
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120 
demonstrações contábeis da controlada e a das demonstrações 
consolidadas não deve ser superior a dois meses, e a duração dos 
períodos das demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as 
datas das demonstrações contábeis devem ser as mesmas de 
período para período. 
 
Participação de Não Controladores 
 A entidade deve atribuir os lucros e os prejuízos e cada componente 
de outros resultados abrangentes aos proprietários da controladora 
e às participações de não controladores. A entidade deve atribuir 
também o resultado abrangente total aos proprietários da 
controladora e às participações de não controladores, ainda que isto 
resulte em que as participações de não controladores tenham saldo 
deficitário. 
 
 Se a controlada tiver ações preferenciais em circulação com direito a 
dividendos cumulativos, que sejam classificadas como patrimônio 
líquido, e sejam detidas por acionistas não controladores, a entidade 
deve calcular sua parcela de lucros e prejuízos após efetuar ajuste 
para refletir os dividendos sobre essas ações, tenham ou não esses 
dividendos sido declarados. 
 
 
7.5 Direitos de voto potenciais 
 
 Quando existirem direitos de voto potenciais ou outros derivativos 
contendo direitos de voto potenciais, a proporção do resultado e das 
mutações do patrimônio líquido alocada à controladora e a 
 
 
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121 
participações de não controladores ao elaborar as demonstrações 
consolidadas deve ser determinada exclusivamente com base em 
participações societárias existentes, não refletindo o possível 
exercício ou conversão de direitos de voto potenciais e outros 
derivativos, a menos que o item B90, do Pronunciamento CPC 36, 
seja aplicável. 
 
 Em algumas circunstâncias, a entidade tem, em essência, 
participação societária existente como resultado de transação que 
atualmente lhe concede acesso aos retornos associados à 
participação societária. Nessas circunstâncias, a proporção 
alocada à controladora e a participações de não 
controladores ao elaborar demonstrações consolidadas deve ser 
determinada levando-se em conta o eventual exercício desses 
direitos de voto potenciais e outros derivativos que atualmente 
concedam à entidade acesso aos retornos. 
 
 O Pronunciamento Técnico CPC 38 (Instrumentos Financeiros) não 
se aplica a participações em controladas que sejam consolidadas. 
Quando instrumentos contendo direitos de voto potenciais, em 
essência, concedem atualmente acesso aos retornos associados à 
participação societária em controlada, esses instrumentos não 
estão sujeitos aos requisitos do Pronunciamento Técnico CPC 38. 
Em todos os outros casos, instrumentos contendo direitos de voto 
potencial em controlada são contabilizados de acordo com o 
Pronunciamento Técnico CPC 38. 
 
 
 
 
 
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122 
7.6 Perda de Controle 
 
Se perder o controle da controlada, a controladora deve, para fins de 
demonstrações consolidadas: 
 
(a) baixar: 
 
(i) os ativos (incluindo qualquer ágio) e os passivos da 
controlada pelo seu valor contábil na data em que o controle 
for perdido; e 
 
(ii) o valor contábil de quaisquer participações de não 
controladores na ex-controlada na data em que o controle for 
perdido (incluindo quaisquer componentes de outros 
resultados abrangentes atribuídos a elas); 
 
(b) reconhecer: 
 
(i) o valor justo da contrapartida recebida, se houver, 
proveniente de transação, evento ou circunstâncias que 
resultaram na perda de controle; 
 
(ii) essa distribuição, se a transação, evento ou circunstâncias 
que resultaram na perda de controle envolverem a 
distribuição de ações da controlada aos proprietários em sua 
condição de proprietários; e 
 
 
 
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123 
(iii) qualquer investimento retido na ex-controlada, pelo seu valor 
justo na data em que o controle é perdido; 
 
(c) reclassificar para o resultado do período ou transferir 
diretamente para lucros acumulados, se exigido por outros 
Pronunciamentos Técnico, Interpretações ou Orientações do CPC, 
os valores reconhecidos em outros resultados 
abrangentes em relação à controlada, na forma descrita no 
item B99, do citado Pronunciamento; 
 
(d) reconhecer qualquer diferença resultante como perda ou ganho 
no resultado do período, atribuíveis à controladora. 
 
Se perder o controle da controlada, a controladora deve contabilizar todos 
os valores anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes 
em relação a essa controlada na mesma base que seria exigida se a 
controladora tivesse alienado diretamente os respectivos ativos ou 
passivos. Portanto, se o ganho ou a perda anteriormente reconhecido em 
outros resultados abrangentes fosse reclassificado para o resultado do 
período por ocasião da alienação dos respectivos ativos ou passivos, a 
controladora deve reclassificar o ganho ou a perda do patrimônio líquido 
para resultado do período (como ajuste de reclassificação) quando perder 
o controle da controlada. Se a reserva de reavaliação anteriormente 
reconhecida em outros resultados abrangentes for transferida diretamente 
para lucros acumulados por ocasião da alienação do ativo, a controladora 
deve transferir a reserva de reavaliação diretamente para lucros 
acumulados quando perder o controle da controlada. 
 
 
 
 
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124 
7.7 Demonstrações Contábeis Consolidadas 
 
 Balanço Patrimonial 
 Demonstração do Resultado do Exercício 
 Demonstração do Resultado Abrangente 
 Demonstração do Fluxo de Caixa 
 Demonstração do Valor Adicionado 
 Complementadas por notas explicativas 
 
7.8 Lucros Não Realizados no Processo de Consolidação 
 
Conforme itens 55B e 55C, do ICPC 09, quando de operações de venda de 
ativos da controladora para suas controladas (downstream), a eliminação 
do lucro não realizado deve ser feita no resultado individual da 
controladora, deduzindo-se cem por cento do lucro contido no ativo ainda 
em poder do grupo econômico, em contrapartida da conta de investimento 
(como se fosse uma devolução de parte desse investimento), até sua 
efetiva realização pela baixa do ativo na(s) controlada(s). 
 
A eliminação na demonstração do resultado deve ser feita em linha logo 
após o resultado de equivalência patrimonial, com destaque na própria 
demonstração do resultado ou em nota explicativa. Podem ser eliminadas 
na demonstração do resultado da controladora as parcelas da venda, 
custo da mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens 
aplicáveis, já que a operaçãocomo um todo não se dá com genuínos 
terceiros. Se não eliminados, esses valores devem ser evidenciados na 
própria demonstração do resultado ou em notas explicativas. 
 
 
 
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125 
7.9 Participação dos Não Controladores 
 
Conforme citado anteriormente, no tópico de Combinação de Negócios, e 
previsão no item 19 do CPC 15 (R1), a participação de não controladores 
pode ser avaliada por um dos seguintes critérios: 
(a) pelo valor justo, ou 
(b) pela participação proporcional atual conferida pelos 
instrumentos patrimoniais nos montantes reconhecidos dos 
ativos líquidos identificáveis da adquirida. 
 
 Conforme ICPC 09, a equivalência patrimonial e a 
consolidação de demonstrações contábeis, quer esta seja integral ou 
proporcional, são visões diferentes do processo de consolidação de duas 
ou mais entidades, mas com efeitos praticamente iguais no valor final do 
patrimônio líquido e do resultado líquido da investidora. Portanto, estão 
calcadas no mesmo objetivo de consolidação, mas mostrando seus efeitos 
uma de forma simplificada, outra de forma integral e outra de forma 
proporcional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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126 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. A Cia A (controladora) e a Cia. B (sua controlada) possui o 
seguinte Balanço demonstrado em 31.12.x0: 
CONTAS Cia A Cia B Débito Crédito Consolidação 
Ativo R$ R$ R$ R$ R$ 
Disponível 100 250 
Contas a Receber – Controlada B 200 - 
Estoques 600 1.000 
Investimentos – Controlada B 4.050 
Imobilizado 2.000 3.000 
Total Ativo 6.950 4.250 
 
Passivo 
Contas a Pagar Terceiros 1.250 
Contas a Pagar Controladora A 200 
 
Capital 3.700 4.000 
Lucros Acumulados 2.000 50 
Total Passivo 6.950 4.250 
 
Após a consolidação pela controladora, pode-se afirmar que o saldo de: 
(A) Imobilizado, Capital, Lucros Acumulados e Total Ativo são 
respectivamente R$ 5000, R$ 3700, R$ 2000 e R$ 6950; 
(B) Imobilizado, Capital, Lucros Acumulados e Total Ativo são 
respectivamente R$ 3000, R$ 4000, R$ 50 e R$ 4250; 
(C) Estoques, Capital, Lucros Acumulados e Total Ativo são 
respectivamente R$ 1600, R$ 7700, R$ 2050 e R$ 11200; 
(D) Disponibilidades, Contas a Pagar Terceiros, Capital e Total Passivo são 
respectivamente R$ 350, R$ 1250, R$ 3700 e R$ 4250; 
(E) o saldo de Disponibilidades, Contas a Pagar Terceiros, Capital e Total 
Passivo são respectivamente R$ 350, R$ 1250, R$ 7700 e R$ 6950. 
 
 
 
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127 
 
Analise as informações a seguir: 
 Cia. ABC Cia. LM Cia. XY D C Consolidado 
ATIVO 
Disponível 1.000 15.000 22.000 
Contas a Receber 25.000 5.000 34.000 
Estoques 45.000 20.000 
Participação LM 20.000 
Participação Cia XY 60.000 
Imobilizado Líquido 100.000 10.000 54.000 
Total do Ativo 251.000 30.000 130.000 
PASSIVO 
Valores a pagar 16.000 5.000 
Empréstimos 35.000 10.000 25.000 
Patrimônio Líquido 
Capital Social 
 
200.000 20.000 100.000 
Total do Passivo 251.000 30.000 130.000 
 
Outras Informações: 
O saldo da conta Valores a Pagar da Cia XY correspondia a operação de repasses 
financeiros com a controladora. 
EM 31/12/2010 a Cia LM tinha a receber $ 2.000 de sua controladora 
Com base nas informações anteriores, identifique as respostas das questões a seguir: 
 
2. O valor da participação dos não controladores: 
(A) $ 20.000 (B) $ 200.000 (C) $ 100.000 (D) $ 120.000 
(E) $ 40.000 
 
 
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3. O valor consolidado a receber de terceiros 
(A) $ 57.000 (B) $ 64.000(C) $ 34.000 (D) $ 5.000 (E) $ 25.000 
 
4. O valor do Capital Social do grupo 
(A) $320.000(B) $200.000 (C) $300.000 (D) $220.000 
(E)$ 100.000 
 
5. O valor do Patrimônio Líquido consolidado 
(A) $ 200.000 (B) $ 240.000 (C) $300.000 (D) $220.000 
(E) $ 120.000 
 
I– Balanço Patrimonial: Operação upstream (controlada para 
controladora) – eliminação de 100% do LNR 
 
 
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A B Débito Crédito Vr Consolidado
Ativo
Disponível 95.000 125.000
Contas a receber terceiros 120.000
Contas a receber intercompanhias
140.000
Estoques
70.000 20.000
Investimentos na controlada B 125.000
Imobilizado 350.000 35.000
Total do Ativo 760.000 320.000
Passivo + Patrimônio Líquido
Passivo
Fornecedores terceiros 50.000 120.000
Fornecedores intercompanhias 140.000
Outras contas a pagar 40.000 55.000
Patrimônio Líquido
Capital 500.000 125.000
Lucros Acumulados 30.000 20.000
Total Passivo e Patrimônio 
Líquido 760.000 320.000
 
II – Demonstrações do Resultado do Exercício 
Demonstração de 
Resultado
Controladora - A Controlada - B
Débito Crédito Consolidado
Vendas 80.000,00 140.000,00 
Custo das Vendas (70.000,00) (100.000,00) 
Lucro Bruto 10.000,00 40.000,00 
Resultado da 
equivalência 20.000,00 
Luicro Líquido 30.000,00 40.000,00 
 
III – Outras informações adicionais: 
 A controladora A constituiu a controlada B da qual tem 100% do capital. 
 
 A controlada B vendeu para a controladora A, por R$ 140.000,00, mercadorias que 
lhe custaram R$ 100.000,00. 
 
 A controladora A vendeu metade dos estoques comprados da controlada B pelo preço 
de R$ 80.000,00. 
 
 No período foram distribuídos dividendos, pela controlada B, na ordem de R$ 
20.000,00. 
 
 
 
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130 
 
6. O valor do Lucro Bruto Consolidado é de: 
(A) 30.000 
(b) 20.000 
(C) 10.000 
(D) 40.000 
(E) 50.000 
 
7. O valor do Custo das Vendas Consolidadas é de: 
(A) 30.000 
(B) 170.000 
(C) 70.000 
(D) 100.000 
(E) 50.000 
 
8. O valor das Receitas de Vendas Consolidadas é de: 
(A) 220.000 
(B) 80.000 
(C) 120.000 
(D) 140.000 
(E) 50.000 
 
9. No processo de consolidação das demonstrações contábeis, o 
valor do lucro não-realizado é: 
(A) 50.000 
(B) 20.000 
(C) 30.000 
(D) 40.000 
(E) 10.000 
 
 
 
 
 
 
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131 
Para responder às questões abaixo, considere o balanço 
patrimonial e a demonstração do resultado do exercício findo em 
31.12. 2010 da Cia. Gama e da Cia. Delta e as informações a 
seguir. 
INFORMAÇÕES: 
• A Cia. Gama é controladora da Cia. Delta, detendo 90% de suas ações. 
 O Ágio por expectativa de rentabilidade futura representa R$ 40,00 
• A Cia. Gama tem R$ 50,00 a receber da Cia. Delta.• 10% das vendas da Cia. Gama foram realizadas para a Cia. Delta. 
• A Cia. Delta adquiriu estoques para revenda exclusivamente da Cia. 
Gama, ficando com 10% do valor adquirido em estoque. 
• A Cia Delta revende seus produtos com margem de 50% sobre o preço 
de compra, enquanto a Cia. Gama aplica margem de 25%. 
• Desconsiderar aspectos tributários. 
• Considerar os princípios fundamentais de contabilidade, as Instruções da 
CVM e a legislação societária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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132 
BALANÇO PATRIMONIAL 
em 31.12.2007 
Cia. 
Gama 
Cia. 
Delta 
D C Consolidado 
Disponível 250,00 120,00 
Estoques 200,00 100,00 
Clientes 150,00 130,00 
Participação na Cia. 
Delta(Inv.$ 250 e Ágio $ 40) 
290,00 
Bens do Imobilizado 290,00 150,00 
 
 
TOTAL DO ATIVO 1.180,00 500,00 
Fornecedores 150,00 50,00 
Financiamentos 200,00 150,00 
Patrimônio Líquido 
 
830,00 300,00 
TOTAL DO PASSIVO 1.180,00 500,00 
 
DRE - 2010 Cia. Gama Cia. Delta D C Consolidado 
Receita Bruta 10.000,00 1.350,00 
Custo das Vendas (8.000,00) (900,00) 
Lucro Bruto 2.000,00 450,00 
Despesas Operacionais (1.892,00) (370,00) 
Resultado de Equivalência 
patrimonial 
52,00 
 
Lucro Líquido do 
Exercício 
160,00 80,00 
Participação atribuída ao Controlador 
 Participação atribuída ao não controlador 
 
 
 
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10. O lucro líquido consolidado 
(A) 160,00 
(B) 168,00 
(C) 180,00 
(D) 252,00 
(E) 260,00 
 
11. O ativo total consolidado 
(A) 1.430,00 
(B) 1.390,00 
(C) 1.380,00 
(D) 1.360,00 
(E) 1.340,00 
 
12. O patrimônio líquido consolidado 
(A) 800,00 
DRE – 2010 Cia. 
Gama 
Cia. 
Delta 
D C Consolidado 
Receita Bruta 9.900,00 1.350,00 
Custo das Vendas -7.920,00 - 900,00 
Lucro Bruto 1.980,00 450,00 
Despesas Operacionais -1.892,00 - 370,00 
Resultado de 
Equivalência patrimonial 
 72,00 
LL do Exercício 160,00 80,00 
Participação atribuída ao Controlador 
 Participação atribuída ao não controlador 
 
 
 
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134 
(B) 820,00 
(C) 830,00 
(D) 850,00 
(E) 860,00 
 
Balanços das Companhias de Capital Aberto Flor (Controladora) e Bela 
(Controlada), elaborados, em reais, em 31 de dezembro de 2009. 
 
ATIVO Circulante Controladora
Flor 
Controlada 
Bela 
PASSIVO 
Circulante 
Controladora 
Flor 
Controlada 
Bela 
Caixa e Bancos 8.750,00 5.375,00 Fornecedores 26.250,00 13.125,00 
Contas a Receber 27.500,00 Imposto 32.500,00 
Clientes 26.250,00 Salários a Pagar 11.250,00 
Mercadorias 35.000,00 20.875,00 
 Não Circulante 30.240,00 72.625,00 
Não Circulante 133.990,00 113.750,00 Empréstimos 30.240,00 72.625,00 
Empréstimo à Cia Bela 25.000,00 
 PL 105.000,00 80.500,00 
Investimentos 63.000,00 Capital Social 70.000,00 52.500,00 
 Controladas Lucros Acumulado 35.000,00 28.000,00 
 Cia. Bela 63.000,00 
 
Imobilizado 45.990,00 113.750,00 
 Veículos 11.690,00 26.000,00 
 Móveis 7.000,00 10.500,00 
 Máquinas 27.300,00 77.250,00 
Totais 205.240,00 166.250,00 Totais 205.240,00 166.250,00 
 
Informações adicionais: 
• A Cia. Bela só emitiu ações ordinárias. 
 
 
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135 
• O percentual de participação da Cia. Flor no capital social da Bela é 
100%. 
• A Cia. Bela só vende sua produção para a Cia. Flor. 
• A Cia. Flor só compra da Cia. Bela pagando sempre, pelas mercadorias, 
2 (duas) vezes o custo de produção da Cia. Bela. 
• A Companhia Flor avalia o investimento pelo método da equivalência 
patrimonial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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136 
Resolução 
ATIVO 
Circulante 
Controladora 
Flor 
Controlada 
Bela D 
 
C 
 
Consolidado 
Caixa e Bancos 8.750,00 5.375,00 
 
 
Contas a Receber 27.500,00 
 
 
Clientes 26.250,00 
 
 
Mercadorias 35.000,00 20.875,00 
 
 
TOTAL CIRCULANTE 71.250,00 52.500,00 
 
 
Não Circulante 
 
 
Empréstimo à Cia Bela 25.000,00 
 
 
 
 
 
Investimentos 
 
 
 Controladas Cia. Bela 63.000,00 
 
 
 
 
 
Imobilizado 
 
 
 Veículos 11.690,00 26.000,00 
 
 
 Móveis 7.000,00 10.500,00 
 
 
 Máquinas 27.300,00 77.250,00 
 
 
TOTAL NÃO CIRCULANTE 133.990,00 113.750,00 
 
 
Totais 205.240,00 166.250,00 
 
 
 
 
 
 
PASSIVO 
Circulante 
Controladora 
Flor 
Controlada 
Bela 
D 
 
C Consolidado 
Fornecedores 26.250,00 13.125,00 
 
 
Imposto 32.500,00 
 
 
Salários a Pagar 11.250,00 
 
 
TOTAL PASSIVO 70.000,00 13.125,00 
 
 
Não Circulante 
 
 
Empréstimos 30.240,00 72.625,00 
 
 
 
 
 
PL 
 
 
Capital Social 70.000,00 52.500,00 
 
 
Lucros Acumulado 35.000,00 28.000,00 
 
 
TOTAL NAO CIRCUL E PL 105.000,00 80.500,00 
 
 
Total Passivo 205.240,00 166.250,00 
 
 
 
 
 
 
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137 
13. O total do Ativo Circulante, no balanço consolidado da Controladora, 
após a consolidação, em reais, é: 
(A) 71.250,00 
(B) 80.000,00 
(C) 97.500,00 
(D) 106.250,00 
(E) 123.750,00 
 
14. O valor total do Ativo, na Cia. Controladora, após a consolidação do 
balanço da Controladora e da Controlada, em reais, é: 
(A) 159.740,00 
(B) 205.240,00 
C) 239.740,00 
(D) 257.240,00 
(E) 371.490,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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138 
Considere o balanço patrimonial das seguintes empresas em 31 
dez/2011, em reais: Sabe-se que: 
 Cia. Y Cia.W Cia. X D C Consolidado 
Disponível 200,00 100,00 50,00 
Contas a Receber 200,00 200,00 - 
Participação em 
Empresas Controladas 
440,00 
Imobilizado 160,00 200,00 250,00 
Intangível 
TOTAL DO ATIVO 1.000,00 500,00 300,00 
Financiamentos a 
Pagar 
100,00 100,00 - 
Contas a Pagar 150,00 100,00 100,00 
Patrimônio Líquido 
Capital 
 
 
Lucros Acumulados 
 
600,00 
 
 
150,00 
 
300,00 
 
200,00 
 
TOTAL DO PASSIVO1.000,00 500,00 300,00 
 
Informações adicionais: 
• A Cia. Y é controladora da Cia. W, possuindo 90% de participação 
acionária. 
• A Cia. Y é controladora da Cia. X, possuindo 80% de participação 
acionária. 
• A Cia. W tem R$ 100,00 a receber da Cia. X. 
 O Ágio por expectativa de rentabilidade futura é no valor de R$ 10,00 
 
 
 
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139 
15. Com base nas informações apresentadas, o total do ativo do balanço 
consolidado das empresas Y, W e X, monta, em reais: 
(A) 1.260,00 
(B) 1.270,00 
(C) 1.360,00 
(D) 1.370,00 
(E) 1.700,00 
 
 
16.(Cesgranrio/Petrobras/2014/Q.26) A companhia U, controladora 
da companhia Y, sem estoque inicial, comprou mercadorias de terceiros 
por R$ 250.000,00, a prazo e revendeu 80% dessas mercadorias, para a 
controlada Y, por R$ 300.000,00 à vista, ficando com o restante no seu 
estoque. 
A companhia Y, igualmente sem estoque inicial, revendeu 50% das 
mercadorias compradas da controladora, para terceiros, por R$ 
240.000,00, ficando com o restante das mercadorias em estoque. 
Considerando exclusivamente as informações fornecidas, desconsiderando 
a incidência de impostos, e tendo sido consolidadas as demonstrações 
contábeis pela controladora, o valor do lucro bruto, apurado na 
Demonstração do Resultado do Exercício Consolidada, em reais, é 
 
(A) 140.000,00 (B) 190.000,00 (C) 240.000,00 (D) 290.000,00 
(E) 540.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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140 
17. Combinação de Negócios e Consolidação 
Cia A: Adquirinte – Informações contábeis: Ativos Diversos R$ 1.300 e 
Capital R$ 1.300 
Cia B: Adquirida – Ativos Diversos R$ 2.000 Passivos R$ 800 e CS R$ 
1.200 
Informações Adicionais: 
 Aquisição de 60% de participação na empresa B. 
 Avaliação a valor justos da Cia B: Ativos Diversos R$ 2.500 e 
Contingência não registrada de R$ 200. 
 Custo de Aquisição R$ 1.100 
 
Consolidação com a participação dos não controladores avaliada 
ao valor justo dos ativos e passivos. 
CONTAS Cia A Cia B Débito Crédito Consolidação 
Ativo R$ R$ R$ R$ R$ 
Ativos Diversos 200 2.000 
 
Investimento em B 900 
Goodwill 200 
Intangível 
 Total Ativo 1.300 2.500 
 
Passivo 
Contas a Pagar Terceiros 800 
 
 
Capital 1.300 1.500 
Não controladores 
Total Passivo 1.300 2.500 
 
 
 
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141 
Consolidação com a participação dos não controladores avaliada 
ao valor justo, considerando que esta foi avaliada em R$ 670. 
CONTAS Cia A Cia B Débito Crédito Consolidação 
Ativo R$ R$ R$ R$ R$ 
Ativos Diversos 200 2.000 
 
Investimento em B 900 
Goodwill 200 
Intangível 
 Total Ativo 
 
Passivo 
Contas a Pagar Terceiros 800 
 
 
Capital 1.300 1.500 
Não controladores 
Total Passivo 
 
O item 19 do Pronunciamento Técnico CPC 15 – permite mensurar 
a participação dos não controladores, na data da combinação de 
negócios (obtenção do controle da controlada), por dois critérios: 
 “pelo valor justo dessa participação”. 
 “parte que lhes cabe no valor justo dos ativos identificáveis 
líquidos da adquirida”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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142 
18. (Cesgranrio/BNDES/2011) O objetivo da consolidação da 
informação contábil é apresentar aos usuários, principalmente acionistas e 
credores, os resultados das operações e a posição financeira da sociedade 
controladora e de suas controladas. 
 
Essas informações devem ser apresentadas 
 
(A) visando a determinar a participação dos acionistas minoritários 
(B) com a finalidade de determinar os ativos totais do grupo econômico 
(C) como forma de reconhecer o controlador do grupo 
(D) para identificar a existência de participações cruzadas 
(E) como se o grupo econômico fosse uma única entidade 
 
 
 
19. (PBIO) Nos termos da legislação societária vigente, estão obrigadas 
a elaborar e a divulgar demonstrações consolidadas as companhias 
abertas que tiverem investimentos, em controladas, em mais de 30% do 
 
(A) capital das controladas. 
(B) capital votante das controladas. 
(C) capital votante da controladora. 
(D) patrimônio líquido da controlada. 
(E) patrimônio líquido da controladora 
 
 
20. (Transpetro/Contador/2011) Para a elaboração de Demonstrações 
Consolidadas, as empresas devem atentar para diversos dispositivos 
legais e normativos. Um desses dispositivos determina que, caso a 
controlada encerre seu exercício social em data diferente da controladora, 
os eventos com efeitos relevantes nas Demonstrações Consolidadas 
devem ser 
 
(A) apresentados de forma detalhada em notas explicativas, apenas. 
 
(B) considerados na consolidação e esclarecidos em notas explicativas. 
 
(C) conciliados nas contas inter sociedades, visando a eliminar transações 
cruzadas. 
 
(D) reconhecidos apenas na Demonstração de Mutações do Patrimônio 
Líquido Consolidada. 
 
(E) reconhecidos apenas no exercício seguinte, mas informado em notas 
explicativas do exercício original. 
 
 
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143 
 
21. (Petrobras/Contador/2011.1 – Com Adaptação) A consolidação 
das demonstrações contábeis visa a demonstrar às partes interessadas os 
resultados das operações e a posição financeira da controladora e de suas 
controladas. No caso das Companhias abertas, a Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) obriga a consolidação para as sociedades que tiverem: 
 
(A) investimento em sociedades controladas. 
 
(B) investimentos em outras sociedades de capital aberto, em um 
montante superior a 10% do seu capital social. 
 
(C) menos de 20% de seu capital social investido em empresas do mesmo 
grupo financeiro. 
 
(D) seu patrimônio líquido composto por capital de outras Companhias 
abertas, que também são obrigadas a divulgar a consolidação. 
 
(E) mais de 40% do valor do seu patrimônio líquido representado por 
investimentos em sociedades controladas. 
 
 
22. O principal objetivo da consolidação das demonstrações contábeis é 
apresentar aos leitores do Balanço os resultados das operações e a 
posição financeira da sociedade controladora e de suas controladas. De 
acordo com a Lei no 6.404/76, são obrigadas a realizar a consolidação das 
demonstrações contábeis as: 
(A) empresas que tiverem mais de 10% do seu capital social investido em 
sociedades coligadas e controladas. 
(B) empresas estatais de capital aberto com mais de 50% de seus ativos 
investidos em sociedades controladas. 
(C) sociedades de capital misto que tiverem mais de 30% do seu 
patrimônio total representado por investimentos em companhias 
abertas coligadas. 
(D) companhias abertas que tiverem mais de 30% de seu patrimônio 
líquido representado por investimentos em controladas. 
(E) companhias abertas e fechadas que tiverem maisde 15% de seu 
patrimônio líquido representado por investimentos em coligadas. 
 
 
 
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144 
 
23. (FINEP/Cesgranrio/2011) A consolidação de balanços implica 
 
(A) apresentar em um único balanço o conjunto de balanços elaborados 
por todas as sociedades coligadas. 
 
(B) conjugar a situação financeira e econômica de um conjunto de 
sociedades sob um mesmo controle financeiro. 
 
(C) evidenciar a situação financeira de todas as empresas investidas de 
um mesmo conglomerado financeiro. 
 
(D) informar a situação econômica de empresas coligada se não coligadas 
como se fosse um balanço único. 
 
(E) levantar um balanço único pela soma de todos os balanços individuais 
específicos das subsidiárias integrais de um mesmo grupo financeiro. 
 
 
24. Para que os procedimentos de consolidação das 
demonstrações contábeis dos conglomerados reflitam 
tecnicamente a relação do grupo para com terceiros, é importante 
que seja mantida a uniformidade: 
(A) de políticas de captação de recursos, de formação dos estoques e 
mantidos os mesmos credores 
(B) de fornecedores, de estocagem de produtos e utilizem os mesmos 
órgãos financiadores 
(C) de política de compra e venda de produtos, de estocagem de 
produtos e mantidos os mesmo credores 
(D) diretiva em todas as empresas do conglomerado com os mesmos 
diretores nas empresas 
(E) de critérios e procedimentos contábeis entre as empresas 
consolidadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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145 
8 - ARRENDAMENTO MERCANTIL 
 
8.1 Aspectos Gerais 
Deliberação CVM Nº 645/2010, aprova o Pronunciamento Técnico CPC 
06(R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata das operações 
de arrendamento mercantil. 
Arrendamento Mercantil é um acordo pelo qual o arrendador 
transmite ao arrendatário, em troca de um pagamento ou série de 
pagamentos, o direito de usar um ativo por um período de tempo 
acordado. 
Arrendador Detém a propriedade do bem. 
Arrendatário Detém o direito de usar o bem. 
 
A definição de arrendamento mercantil inclui contratos para o aluguel de 
ativo que possam conter condições dando ao arrendatário a opção de 
adquirir o ativo após o cumprimento das condições acordadas. Esses 
contratos são por vezes conhecidos por contratos de aluguel-compra. 
 
 
8.2 Classificação do Contrato de Arrendamento 
 
Um contrato de arrendamento mercantil pode ser classificado em: 
Arrendamento Mercantil Financeiro representa o contrato em 
que há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à 
propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser 
transferido. 
 
 
 
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146 
 Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à 
capacidade ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no 
retorno em função de alterações nas condições econômicas. 
 
 Os benefícios podem ser representados pela expectativa de 
operações lucrativas durante a vida econômica do ativo e de ganhos 
derivados de aumentos de valor ou de realização do valor residual. 
 
Arrendamento Mercantil Operacional representa um arrendamento 
mercantil em que não há transferência substancial dos ricos e benefícios 
inerentes a propriedade do ativo. 
 
A classificação de um contrato de arrendamento mercantil em 
Financeiro ou Operacional depende da essência da transação e não da 
forma do contrato. 
 
Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam 
normalmente um arrendamento mercantil ser classificado como 
arrendamento mercantil financeiro: 
 
(a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o 
arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; 
 
(b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se 
espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data 
em que a opção se torne exercível de forma que, no início do 
arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será 
exercida; 
 
 
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147 
(c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da 
vida econômica do ativo mesmo que a propriedade não seja 
transferida; 
(d) no início do arrendamento mercantil, o valor presente dos 
pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo 
menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado; e 
(e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que 
apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. 
 
Os indicadores de situações que individualmente ou em combinação 
também podem levar a que um arrendamento mercantil seja classificado 
como arrendamento mercantil financeiro: 
 
(a) se o arrendatário puder cancelar o arrendamento mercantil, as 
perdas do arrendador associadas ao cancelamento são suportadas 
pelo arrendatário; 
(b) os ganhos ou as perdas da flutuação no valor justo do valor residual 
são atribuídos ao arrendatário (por exemplo, na forma de 
abatimento que equalize a maior parte do valor da venda no fim do 
arrendamento mercantil); e 
(c) o arrendatário tem a capacidade de continuar o arrendamento 
mercantil por um período adicional com pagamentos que sejam 
substancialmente inferiores ao valor de mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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148 
8.3 Aspectos Contratuais 
 
Vida econômica é o período durante o qual se espera que um 
ativo seja economicamente utilizável por um ou mais usuários; ou o 
número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que um ou 
mais usuários esperam obter do ativo. 
 
Vida útil é o período remanescente estimado, a partir do começo 
do prazo do arrendamento mercantil, sem limitação pelo prazo do 
arrendamento mercantil, durante o qual se espera que os benefícios 
econômicos incorporados no ativo sejam consumidos pela entidade. 
 
Começo do prazo do arrendamento mercantil é a data a 
partir da qual o arrendatário passa a poder exercer o seu direito de usar o 
ativo arrendado 
 
Prazo do arrendamento é o período não cancelável pelo qual o 
arrendatário contratou o arrendamento mercantil do ativo juntamente 
com quaisquer prazos adicionais pelos quais o arrendatário tem a opção 
de continuar a arrendar o ativo, com ou sem pagamento adicional. 
 
O começo do prazo do arrendamento mercantil é a data a partir da qual 
o arrendatário passa a exercer o seu direito de usar o ativo arrendado. 
É a data do reconhecimento inicial dos ativos, passivos, receitas ou 
despesas resultantes do arrendamento mercantil. 
 
Pagamento contingente é a parcela dos pagamentos do 
arrendamento mercantil que não seja de quantia fixada, e sim baseada 
na quantia futura de um fator que se altera sem ser pela passagem do 
tempo (por exemplo, percentual de vendas futuras, quantidade de uso 
 
 
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149 
futuro, índices de preços futuros, taxas futuras de juros do mercado). 
 
Investimento bruto no arrendamento mercantil é a soma: 
(a) dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil a receber pelo 
arrendador segundo um arrendamento mercantil financeiro; e 
(b) de qualquer valor residual não garantido atribuído ao arrendador. 
 
Investimento líquido é o investimento bruto no arrendamento 
mercantil descontado à taxa de juros implícita no arrendamento mercantil 
 
Receita financeira não realizada é a diferença entre: 
(a) o investimento bruto no arrendamento mercantil; e 
(b) o investimento líquido no arrendamento mercantil. 
 
 
8.4 Arrendamento Mercantil Financeiro 
 
Reconhecimento contábil do contrato de arrendamento pelo Arrendatário 
e Arrendador. 
 
 
Arrendatário 
 
O reconhecimento inicial do arrendamento mercantil financeiro refere-se 
às quantias iguais: 
 
 ao valor justo da propriedade arrendada ou, 
 se inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do 
arrendamento mercantil, cada um determinado no início do 
arrendamento mercantil. 
 
Custos diretos iniciais são frequentemente incorridos em relação às 
 
 
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150 
atividades específicas de arrendamento mercantil. Tais custos, como os 
de negociação e os de garantia de acordos de arrendamento mercantil, se 
identificados como diretamente atribuíveis às atividades executadas pelo 
arrendatário para um arrendamento mercantil financeiro, devem ser 
adicionados ao montante reconhecido como ativo. 
 
Para cálculo do valor presente deve ser utilizada a taxa de juros 
implícita no arrendamento. Caso seja impraticável determinar essa taxa 
deve ser utilizada a taxa incremental de financiamento. 
 
Taxa de Juros 
Taxa de juros implícita no arrendamento mercantil é a taxa de desconto 
que, no início do arrendamento mercantil, faz com que o valor presente 
agregado: 
 
(a) dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil; e 
(b) do valor residual não garantido, seja igual à soma: 
 (i) do valor justo do ativo arrendado e 
(ii) de quaisquer custos diretos iniciais do arrendador. 
 
Taxa de juros incremental de financiamento do arrendatário é a taxa 
de juros que o arrendatário teria de pagar num arrendamento mercantil 
semelhante ou, se isso não for determinável, a taxa em que, no início do 
arrendamento mercantil, o arrendatário incorreria ao pedir emprestado 
por prazo semelhante, e com segurança semelhante, os fundos 
necessários para comprar o ativo. 
 
É apropriado que um arrendamento mercantil financeiro seja reconhecido 
no balanço do arrendatário não só como ativo, mas também como 
 
 
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151 
obrigação de efetuar futuros pagamentos do arrendamento mercantil. No 
começo do prazo do arrendamento mercantil, o ativo e o passivo dos 
futuros pagamentos do arrendamento mercantil devem ser reconhecidos 
no balanço pelas mesmas quantias, exceto no caso de quaisquer custos 
diretos iniciais do arrendatário que sejam adicionados à quantia 
reconhecida como ativo. 
 
Um arrendamento mercantil financeiro dá origem a uma despesa de 
depreciação (amortização) relativa a ativos depreciáveis (amortizáveis). 
 
A política de depreciação (amortização) para os ativos arrendados 
depreciáveis (amortizáveis) deve ser consistente com a política dos 
demais ativos depreciáveis (amortizáveis) sobre os quais se detenha a 
propriedade. 
 
A depreciação reconhecida deve ser calculada de acordo com o 
Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado, ou para o caso de 
amortização, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 04 – Ativo 
Intangível. 
 
Caso haja certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a 
propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil, o ativo deve 
ser totalmente depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou 
da sua vida útil, o que for menor. 
 
Para determinar se um ativo arrendado está desvalorizado, a entidade 
deve aplicar o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos. 
 
 
 
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152 
 
Arrendador 
 
O arrendador deve reconhecer os ativos mantidos por arrendamento 
mercantil financeiro em seus balanços e apresentá-los como conta a 
receber por valor igual ao investimento líquido no arrendamento 
mercantil. 
 
Os pagamentos a serem recebidos são tratados pelo arrendador como 
amortização de capital e receita financeira para reembolsá-lo e 
recompensá-lo pelo investimento e serviços. 
 
Os custos diretos iniciais incluem comissões, honorários legais e custos 
internos que sejam incrementais e diretamente atribuíveis à negociação e 
estruturação do arrendamento mercantil e excluem gastos gerais como 
aqueles que são incorridos por equipe de vendas e marketing. 
 
Os custos diretos devem ser incluídos na mensuração inicial da conta a 
receber e reduzem o valor da receita reconhecida, quando se tratar de 
arrendamento que não envolvem arrendadores fabricantes ou 
comerciantes. 
 
A taxa de juros implícita no arrendamento mercantil deve ser definida de 
tal forma que os custos diretos iniciais sejam automaticamente incluídos 
na conta a receber de arrendamento mercantil financeiro e não haja 
necessidade de adicioná-los separadamente. 
 
 
 
 
 
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153 
8.5 Arrendamento Mercantil Operacional 
 
Os ativos sujeitos a arrendamentos mercantis operacionais devem ser 
reconhecidos no balanço de acordo com a natureza do ativo. 
 
 
Arrendador 
 
A receita deve ser reconhecida no resultado na base da linha reta durante 
o prazo do arrendamento mercantil, a menos que outra base sistemática 
seja mais representativa do padrão temporal em que o benefício do uso 
do ativo arrendado é diminuído. 
 
A receita de arrendamento mercantil (excluindo recebimentos de serviços 
fornecidos tais como seguro e manutenção) deve ser reconhecida na base 
da linha reta durante o prazo do arrendamento. 
 
Arrendatário 
 
A receita deve ser reconhecida no resultado na base da linha reta durante 
o prazo do arrendamento mercantil, a menos que outra base sistemática 
seja mais representativa do padrão temporal em que o benefício do uso 
do ativo arrendado é diminuído. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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154 
8.6 LEASEBACK 
 
Uma transação de venda e leaseback envolve a venda de um ativo e o 
concomitante arrendamento mercantil do mesmo ativo pelo comprador ao 
vendedor. 
 
O pagamento do arrendamento mercantil e o preço de venda são 
geralmente interdependentes por serem negociados como um pacote. 
 
O tratamento contábil de uma transação de venda e leaseback depende 
do tipo de arrendamento mercantil envolvido, que pode derivar em um 
arrendamento mercantil financeiroou operacional. 
 
(i) Transação de venda e leaseback que resulta em um 
arrendamento mercantil financeiro. 
 
Tratamento contábil qualquer excesso de receita de venda obtido 
acima do valor contábil não deve ser imediatamente reconhecido como 
receita por um vendedor-arrendatário. Em vez disso, tal valor deve ser 
diferido e amortizado durante o prazo do arrendamento mercantil. 
 
 
(ii) Transação de venda e leaseback que resulta em um 
arrendamento mercantil operacional. 
 
Se uma transação de venda e leaseback resultar em um arrendamento 
mercantil operacional, e se estiver claro que a transação é estabelecida 
pelo valor justo, qualquer lucro ou prejuízo deve ser imediatamente 
reconhecido. 
 
 
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155 
Se o preço de venda estiver abaixo do valor justo, qualquer lucro ou 
prejuízo deve ser imediatamente reconhecido, exceto se o prejuízo for 
compensado por futuros pagamentos do arrendamento mercantil a preço 
inferior ao de mercado, situação em que esse prejuízo deve ser diferido e 
amortizado proporcionalmente aos pagamentos do arrendamento 
mercantil durante o período pelo qual se espera que o ativo seja usado. 
 
Se o preço de venda estiver acima do valor justo, o excedente sobre o 
valor justo deve ser diferido e amortizado durante o período pelo qual se 
espera que o ativo seja usado. 
 
 
8.7 Pronunciamento CPC 06, não deve ser aplicado como base de 
mensuração para: 
 
(a) propriedade detida por arrendatário que seja contabilizada 
como propriedade de investimento (ver Pronunciamento Técnico 
CPC 28 – Propriedade para Investimento); 
(b) propriedade de investimento fornecida pelos arrendadores sob 
a forma de arrendamentos mercantis operacionais (ver 
Pronunciamento Técnico CPC 28); 
(c) ativos biológicos detidos por arrendatários sob a forma de 
arrendamentos mercantis financeiros (ver Pronunciamento 
Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola); ou 
(d) ativos biológicos fornecidos por arrendadores sob a forma de 
arrendamentos mercantis operacionais (ver Pronunciamento 
Técnico CPC 29); 
 
 
 
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156 
8.8 Conselho Monetário Nacional (CMN) 
Conforme o Conselho Monetário Nacional (CMN), Resolução 2.309/1996 – 
Art. 8º, o prazo mínimo de arrendamento é de dois anos para bens com 
vida útil de até 5 (cinco) anos e de 3 (três) anos para os demais. 
Exemplo: 
Para veículos, o prazo mínimo é de 24 meses e para outros equipamentos 
e imóveis, o prazo mínimo é de 36 meses (bens com vida útil superior a 
cinco anos). 
Nas operações, denominada leasing operacional, o prazo mínimo é de 90 
dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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157 
EXERCÍCIOS 
 
1. (Petrobras/Cesgranrio/2011) Nos termos estabelecidos pelo CPC 
06 (R1), aprovado pela Deliberação CVM nº 645/2010, o arrendamento 
mercantil financeiro deve ser reconhecido inicialmente no balanço 
patrimonial do arrendatário, em contas contábeis específicas, como ativos 
e passivos, por quantias em valores iguais ao 
 
(A) maior valor entre o valor justo da propriedade arrendada e o valor 
presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil 
 
(B) menor valor entre o valor justo da propriedade arrendada e o valor 
presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil 
 
(C) valor justo da propriedade arrendada 
 
(D) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil 
 
(E) valor de mercado da propriedade arrendada praticado na data do 
balanço 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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158 
2. (BR/Cesgranrio/2010) Arrendamento mercantil é um acordo pelo 
qual o arrendador transmite ao arrendatário, em troca de um pagamento 
ou série de pagamentos, o direito de usar um ativo por um período de 
tempo acordado. 
 
Avalie no contexto do arrendamento mercantil o conceito a seguir, 
transcrito da NBC TG 06 – Operações de Arrendamento Mercantil do 
Conselho Federal de Contabilidade: 
 
“Soma dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil a receber 
pelo arrendador segundo um arrendamento mercantil financeiro e de 
qualquer valor residual não garantido atribuído ao arrendador”. 
 
No arrendamento mercantil, afirma-se que tal conceito se refere a 
(A) valor justo 
(B) investimento bruto 
(C) pagamento contingente 
(D) valor residual não garantido 
(E) receita financeira não realizada 
 
3. Uma companhia celebrou um contrato de arrendamento financeiro em 
31/12/20x0, associado a um equipamento. O contrato estabeleceu: 1) 
uma contraprestação anual de R$ 25.000, com vencimento no final de 
cada ano; 2) um valor residual garantido (opção de compra) de R$ 8.000; 
um período de 5 anos, que equivale a vida útil do ativo; e 4) uma taxa de 
juros de 10% ao ano. O valor presente líquido desse contrato representa 
R$ 99.737. Com base no tratamento contábil, as despesas incorridas com 
depreciação e juros no exercício de 20X2 são, aproximadamente: 
 
 
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159 
(A) R$ 18.954 e R$ 9.477 
(B) R$ 19.947 e R$ 6.818 
(C) R$ 18.954 e R$ 7.925 
(D) R$ 19.947 e R$ 8.471 
(E) R$ 19.947 e R$ 9.477 
 
 
RESOLUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ano Prestação Taxa Valor Presente 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
 
Ano Valor Presente Taxa Total Amortização Valor atual 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
Ano Imobilizado Depreciação Valor Líquido 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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160 
4. (ICMS-RJ/FGV/2008)/Adaptada) Determine o valor do o passivo 
circulante da Cia. Arrrendatária a ser apurado logo após o reconhecimento 
contábil do contrato de arrendamento mercantil firmado entre ela e a 
entidade arrendadora, segundo o qual a arrendatária se obriga a pagar 
cinco prestações anuais e iguais no valor unitário de R$ 8.500,00, mais o 
valor da opção de compra no montante de R$ 190,76 ao final do quinto 
ano, juntamente com a última prestação anual; e a arrendadora se obriga 
a entregar, nesse ato, o bem arrendado (um veículo que será utilizado 
pela arrendatária em suas atividades operacionais normais. 
Sabe-se que: 
 O contrato foi finando em 31/12/2008 
 A primeira prestação vence em 31/12/2009 e todas as demais 
prestações vencem no dia 31 de dezembro dos anos 
subsequentes 
 O valor de mercado do bem arrendado, à vista, é de R$ 
30.000,00 
 A taxa de juros implicita é de 13% ao ano 
 O balanço patrimonial da companhia arrendatária apurado em 
31/12/2008 imediatamente antes de o contrato em tela ter sido 
reconhecido contabilmente é o seguinte: 
 
AC 20.000 PC 15.000 
ARLP 30.000 PNC 25.000Imobilizado 50.000 PL 60.000 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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(A) R$ 3.900,00 
(B) R$15.000,00 
(C) R$ 23.500,00 
(D) R$ 8.500,00 
(E) R$ 19.600,000 
 
RESOLUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ano Prestação Taxa Valor Presente 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
 
Ano Valor Presente Taxa Total Amortização Valor atual 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
Ano Imobilizado Depreciação Valor Líquido 
1 
 2 
 3 
 4 
 5 
 
 
 
_______________________________________________________________________________________________ 
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162 
5. (BR/Cesgranrio/2010) Nas operações de arrendamento financeiro 
(leasing financeiro) de um bem com vida útil estimada em 5 anos, o prazo 
mínimo do contrato, em meses, é 
 
(A) 12 
(B) 24 
(C) 30 
(D) 36 
(E) 48 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física. 
 
Ativo monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem 
recebidos em uma quantia fixa ou determinável de dinheiro. 
A definição de ativo intangível requer que ele seja identificável, para diferenciá-
lo do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). 
Um ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de definição de um ativo 
intangível, quando: 
 
For separável, ou seja, puder ser 
vendido, transferido, licenciado, 
alugado ou trocado, individualmente 
ou junto com um contrato, ativo ou 
passivo relacionado, independente da 
intenção de uso pela entidade; ou 
 
Resultar de direitos contratuais ou outros 
direitos legais, independentemente de tais 
direitos serem transferíveis ou separáveis da 
entidade ou de outros direitos e obrigações. 
 
Controlar e Gerar Benefícios Econômicos Futuros 
A entidade controla um ativo quando 
detém o poder de obter benefícios 
econômicos futuros gerados pelo 
recurso subjacente e de restringir o 
acesso de terceiros a esses benefícios. 
Os benefícios econômicos futuros 
gerados podem incluir a receita da 
venda de produtos ou serviços, 
redução de custos ou outros 
benefícios resultantes do uso do 
ativo pela entidade. 
Exemplos de itens que se enquadram como intangíveis: softwares, patentes, 
direitos autorais, direitos sobre filmes cinematográficos, listas de clientes, direitos 
sobre hipotecas, licenças de pesca, quotas de importação, franquias, 
relacionamentos com clientes ou fornecedores, fidelidade de clientes, participação no 
mercado e direitos de comercialização. 
 
Nem todos os itens descritos no item anterior se enquadram na definição de ativo 
intangível, ou seja, são identificáveis, controlados e geradores de benefícios 
econômicos futuros. Caso um item abrangido pelo presente Pronunciamento não 
atenda à definição de ativo intangível, o gasto incorrido na sua aquisição ou geração 
interna deve ser reconhecido como despesa quando incorrido. 
ATIVO INTANGÍVEL - DELIBERAÇÃO 644 - CPC 04(R1) 
 
 
 
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For provável que os benefícios 
econômicos futuros esperados 
atribuíveis ao ativo serão gerados 
em favor da entidade; e 
 
O custo do ativo possa ser 
mensurado com confiabilidade. 
Um Ativo Intangível pode ser: 
Adquirido. 
Adquirido como 
parte de uma 
combinação de 
negócios. 
(a) seu preço de compra, acrescido de impostos de importação 
e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos 
os descontos comerciais e abatimentos; e 
 
(b) qualquer custo diretamente atribuível à preparação do 
ativo para a finalidade proposta. 
O custo deve ser o valor justo na data de aquisição. 
 
Se não existir mercado ativo para um ativo intangível, o seu valor 
justo será o valor que a entidade teria pago por ele, na data de 
aquisição, em operação sem favorecimento entre partes 
conhecedoras do assunto e dispostas a negociar com base na 
melhor informação disponível 
Um ativo intangível deve ser reconhecido apenas se: 
 
Adquirido 
Adquirido 
como parte 
de uma 
Combinação 
de negócios. 
Adquirido por 
meio de 
subvenção ou 
assistência 
governamental. 
Por meio 
de permuta 
de ativos. 
 
Gerado 
internamente
. 
 
Custo de um Ativo Intangível 
 
 
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OBS.: Ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente 
não deve ser reconhecido como ativo intangível. 
O ativo ou ativos objeto de permuta podem ser de mesma 
natureza ou de naturezas diferentes. 
 
É mensurado pelo valor justo a não ser que (a) a operação de 
permuta não tenha natureza comercial ou (b) o valor justo do 
ativo recebido e do ativo cedido não possa ser mensurado com 
confiabilidade. 
 
Por meio 
permuta de 
ativos 
 
Ativo Intangível gerado internamente 
 
Pesquisa 
 
Desenvolvimento
. 
 
Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa deve ser 
reconhecido. Os gastos com pesquisa devem ser 
reconhecidos como despesa quando incorridos. 
 
 
Um ativo intangível resultante de desenvolvimento 
deve ser reconhecido somente se a entidade puder 
demonstrar todos os aspectos a seguir enumerados: 
(a) viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja 
disponibilizado para uso ou venda; 
 
(b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo; 
 
(c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível; 
 
(d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros. Entre 
outros aspectos, a entidade deve demonstrar a existência de mercado para os 
produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo intangível ou, caso este se destine 
ao uso interno, a sua utilidade; 
 
(e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para 
concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e 
 
(f) capacidade de mensurar com confiabilidade os gastos atribuíveis ao ativo 
intangível durante seu desenvolvimento. 
Adquirido por meio 
de subvenção ou 
assistência 
governamental. 
Pode ser adquirido sem custo ou por valor nominal. 
 
Governo transfere: direito de aterrissagem em aeroporto, 
licenças para operação de estações de rádio ou de televisão, 
licenças de importação ou quotasou direitos de acesso a outros 
recursos restritos. 
 
Uma entidade tem a faculdade de reconhecer inicialmente ao 
valor justo tanto o ativo intangível quanto a concessão 
governamental. 
 
Se uma entidade optar por não reconhecer inicialmente ao valor 
justo o ativo, ela deve reconhecer o ativo inicialmente ao valor 
nominal. 
 
 
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; 
 
 
 
Questões de Concursos Anteriores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gastos com um intangível reconhecido inicialmente como despesa não 
deve ser reconhecido como parte do custo de ativo intangível em data 
subsequente. 
Após o seu reconhecimento inicial, um ativo intangível deve ser 
apresentado ao custo, menos a eventual amortização acumulada e a 
perda acumulada (Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos). 
O custo de um Ativo Intangível gerado internamente - Restringe à soma 
dos gastos incorridos a partir da data em que o ativo intangível atende 
aos critérios de reconhecimento contidos nos itens 21, 22 e 57. 
Será aplicado o teste de impairment - Redução ao Valor Recuperável de 
Ativos. 
 
Observações 
A entidade deve avaliar se a vida útil de ativo intangível é definida ou 
indefinida e, no primeiro caso, a duração ou o volume de produção ou 
unidades semelhantes que formam essa vida útil. 
A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível 
quando, com base na análise de todos os fatores relevantes, não existe 
um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar 
fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade. 
 
Um ativo intangível com vida útil definida deve ser amortizado enquanto 
a de um ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser 
amortizado. 
 
Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado - a 
entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida 
útil indefinida. 
 
Lei 6.404/1976 
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: (...) 
VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de 
comércio adquirido. 
Art. 183 – Critérios de Avaliação: 
VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do 
saldo da respectiva conta de amortização. § 3o A companhia deverá efetuar, 
periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no 
intangível. 
 
 
 
 
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168 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. (Petrobras 2011) Segundo a Lei no 6.404/1976 com as alterações das Leis 
no 11.638/2007 e no 11.941/2009, o grupo do Ativo Não Circulante deverá 
conter os subgrupos do Ativo Realizável a Longo Prazo, 
1. (Petrobras 2011) Segundo a Lei no 6.404/1976 com as alterações das Leis 
no 11.638/2007 e no 11.941/2009, o grupo do Ativo Não Circulante deverá 
conter os subgrupos do Ativo Realizável a Longo Prazo, Investimentos, 
Imobilizado e Intangível. No subgrupo Intangível deverão ser classificados 
 
 
(A) os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção 
das atividades da companhia ou da empresa, inclusive os decorrentes de 
operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses 
bens. 
 
(B) os direitos incorpóreos realizáveis após o término do exercício seguinte, que 
não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. 
 
(C) os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção 
da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio 
adquirido. 
 
(D) bens e direitos que possam gerar benefícios futuros mensuráveis através de 
avaliações periódicas realizadas através do método de fluxo de caixa descontado. 
 
(E) bens e direitos decorrentes de operações de longo prazo que precisem ser 
ajustados a valor presente, sempre que representarem investimento relevante. 
 
2. (Petrobras Biocombustível) Segundo a Lei das Sociedades por Ações 
(consolidada até dez/2009), serão classificados no ativo intangível os 
direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, incluindo 
 
(A) ágio na compra de ações. 
(B) deságio na venda de ações. 
(C) capital intelectual. 
(D) fundo de comércio adquirido. 
(E) benfeitorias em propriedades arrendadas. 
 
 
 
 
 
 
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169 
3. São características necessárias para a identificação de ativo 
intangível: 
 
a) apresentar a possibilidade concreta de reconhecimento futuro a ser 
indivisível. 
 
b) permitir a utilização de base confiável de controle, mesmo que a 
mensuração de seu custo não possa ser feita em bases fidedignas, e ter 
indivisibilidade patrimonial. 
 
c) ser identificável, controlado e gerar benefícios econômicos futuros 
 
d) ter indivisibilidade patrimonial e financeira e utilização econômica limitada 
 
 
e) ter indivisibilidade patrimonial e não resultar de direitos contratuais. 
 
 
 
4. (Petrobras Biocombustível) Os ativos intangíveis deverão ser 
avaliados pelo 
 
(A) custo incorrido na aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de 
depreciação. 
 
(B) custo incorrido na aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de 
amortização. 
 
(C) custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis 
na realização do seu valor. 
 
(D) custo de aquisição atualizado conforme disposições legais ou contratuais, 
ajustado ao valor provável de realização. 
 
(E) valor de negociação em ambiente de livre mercado. 
 
 
 
5. (Petrobras 2011) Admita que uma sociedade anônima informasse o 
seguinte: 
 
• Compra de um ativo intangível isolado e de forma separada, como segue: 
Preço pago na sua aquisição R$ 40.000,00 
Seguro pago na aquisição R$ 2.000,00 
Gastos para o ativo poder ser utilizado R$ 5.000,00 
 
• Valor justo do ativo no momento da aquisição R$ 38.500,00 
 
 
 
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Considerando exclusivamente as informações acima, tal ativo intangível deve ser 
mensurado inicialmente pelo valor, em reais, de 
 
(A) 38.500,00 
(B) 40.000,00 
(C) 43.500,00 
(D) 45.000,00 
(E) 47.000,00 
 
6. A redação atual da Lei Societária estabelece que o Ativo, no Balanço 
Patrimonial, terá as contas dispostas em ordem decrescente de grau de 
liquidez dos elementos nelas registrados no grupo do Ativo Circulante e 
do Ativo Não Circulante. 
 
Estabelece, ainda, a composição do Ativo Não Circulante por Ativo 
Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. Os 
novos dizeres da Lei, ratificados definitivamente a partir de maio de 
2009, provocaram a eliminação do Ativo, do Grupo do Ativo Permanente 
e das despesas diferidas, bem como promoveram o desdobramento do 
Imobilizado em Imobilizado e Intangível. 
 
Essas alterações, acompanhando a tendência contábil internacional, 
passaram a exigir maiores cuidados para a classificação dos Intangíveis,principalmente para os gerados internamente. 
 
Considerando-se os Intangíveis gerados internamente, os gastos 
incorridos na fase de pesquisa devem ser classificados como: 
 
(A) Ativo Intangível. 
(B) Ativo Imobilizado. 
(C) Ativo Investimento. 
(D) despesa antecipada a apropriar em exercício seguinte ou futuro. 
(E) despesa reconhecida no resultado do exercício em que o gasto ocorreu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. (Petrobras 2010) A Companhia de Aviação Alta Linhas Áreas S/A, que 
adquiriu o direito de aterrissagem em aeroportos nacionais, mediante 
subvenção governamental, informou: 
 
Custo nominal do direito de aterrissagem R$ 100.000,00 
 
Valor de negociação do direito, estimado em R$ 200.000,00 
 
Registro do contrato nos órgão competentes R$ 20.000,00 
 
Gastos no preparo dos parques de estacionamento R$ 150.000,00 
 
Para a solução do caso proposto, admita que 
 
• a resposta deve ser embasada nos dizeres do CPC 04 – Ativos intangíveis. 
• não existe nenhum outro CPC específico para o caso apresentado. 
 
Considerando-se exclusivamente as informações recebidas, esse intangível deve 
ser registrado pela contabilidade, em reais, por 
 
(A) 100.000,00 (B) 120.000,00 (C) 200.000,00 (D) 270.000,00 (E) 350.000,00 
 
 
 
 
8. (Petrobras Técnico) Em 2009, o Laboratório Drogal S.A. adquiriu por 
R$ 100.000,00 um projeto de pesquisa e desenvolvimento de um novo 
medicamento, com a firme expectativa de geração de benefícios futuros 
para o laboratório. Adquirido o projeto, o laboratório realizou, ainda no 
exercício de 2009, na fase da pesquisa, os gastos incorridos no período, 
relativos ao novo medicamento: 
 
• Obtenção de novos conhecimentos - R$ 40.000,00 
• Busca de alternativas de processamento - R$ 20.000,00 
• Avaliação e seleção das alternativas de processamento - R$ 10.000,00 
 
No Balanço Patrimonial, encerrado em dezembro/09, considerando 
exclusivamente as informações recebidas e as determinações vigentes, o valor 
deste ativo intangível, em reais, é 
 
(A) 100.000,00 
(B) 130.000,00 
(C) 140.000,00 
(D) 160.000,00 
(E) 170.000,00 
 
 
 
 
 
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9. (Transpetro/Técnico) Uma prestadora de serviços, fez a aquisição de 
bem intangível que irá trazer-lhe benefícios ao longo dos próximos cinco 
anos. A transação se deu nas seguintes condições: 
 
Entrada em dinheiro R$ 10.000,00 
Cheque para 20 dias R$ 15.000,00 
30 parcelas no valor de R$ 700,00 cada parcela R$ 21.000,00 
Valor presente das parcelas futuras R$ 18.000,00 
 
Desconsiderando-se a incidência de qualquer tipo de imposto, o valor a ser 
contabilizado pela prestadora de serviços, no ativo intangível, em reais, é 
 
(A) 25.000,00 
(B) 28.000,00 
(C) 33.000,00 
(D) 43.000,00 
(E) 46.000,00

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