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CONTABILIDADE AVANÇADA
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do 
Estado do Espírito Santo, com unidades presenciais 
em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, 
Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, 
e com a Educação a Distância presente 
em todo estado do Espírito Santo, e com 
polos distribuídos por todo o país. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro 
áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando 
pela qualidade de seu ensino e pela 
formação de profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de 
Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 
instituições avaliadas no Brasil, apenas 
15% conquistaram notas 4 e 5, que são 
consideradas conceitos de excelência em 
ensino. Estes resultados acadêmicos 
colocam todas as unidades da Multivix 
entre as melhores do Estado do Espírito 
Santo e entre as 50 melhores do país.
 MISSÃO
Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.
 VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida 
nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I TO R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
2
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
Priscila de Azevedo Prudêncio
Contabilidade Avançada / PRUDÊNCIO, P A - Multivix, 2020
Catalogação: Biblioteca Central Multivix 
 2020 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. 
4
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE QUADROS
 Dados da Jorg S.A 67
 Reversão da despesa financeira com JCP 74
 Patrimônio Líquido em 31/12/X1 76
 Parcela a tributar 78
 Cálculo da CSLL 79
 Demonstração do Resultado do Exercício 79
 Balanço Patrimonial 85
 Consolidação da Cia Delta e Cia Gama 94
 Consolidação da Cia Delta e Cia Gama 96
 Balanço Patrimonial antes da Consolidação da Cia Alfa 
com a Cia Beta 98
 Consolidação da Cia Alfa e Cia Beta 99
 Papel de Trabalho de Elaboração do Balanço Patrimonial 
Combinado da Cia Chave e Cia Asa 114
 Exemplo de apresentação do Balanço Patrimonial 
Pro Forma (Em milhares de $) 121
 Demonstração do Resultado Pro Forma 125
 Balanço Patrimonial no reconhecimento inicial e no 
encerramento do exercício. 139
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE FIGURAS
 Qual o melhor investimentos? 13
 Classificação dos investimentos temporários 15
 Principais investimentos permanentes 18
 Classificação dos investimentos permanentes no Balanço 
Patrimonial 18
 Propriedade para investimento versus imobilizado 19
 O que são coligadas? 24
 Controle direto 24
 Controle indireto 25
 Sociedade controladora e suas controladas 25
 Controle conjunto 26
 Balanço Patrimonial das Companhias Beta e Cristais 28
 Demonstração do Resultado do Exercício Companhias 
Beta e Cristais 30
 Negócios 36
 Incorporação da Cia Alfa com a Cia Beta 37
 Situação da Cia Alfa e da Cia Beta antes da incorporação 39
 Balanço Patrimonial após incorporação da Cia Beta pela Cia Alfa 40
 Fusão da Cia Alfa com a Cia Beta 43
 Balanço Patrimonial antes e após da fusão Cia Alfa com a Cia Beta 44
 Cisão parcial e total 47
 Balanço Patrimonial da Cia Alfa antes da realização da cisão 47
 Balanço Patrimonial após cisão 49
 Combinação de negócios versus aquisição de ativos 51
 Balanço Patrimonial da Investidora Alfa 56
 Patrimônio Líquido 62
 Patrimônio Líquido 63
 Reserva especial de dividendo obrigatório não distribuído 
versus reserva de lucros a realizar 65
 Divisão dos dividendos 66
 Lucro Líquido Ajustado 67
6
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 Condições e limites da distribuição de dividendos 
mínimos obrigatórios 69
 Demonstrações Contábeis 83
 Consolidação das Demonstrações Contábeis 88
 Demonstrações Contábeis Consolidadas 89
 Exceções para a Consolidação 91
 Diferença entre demonstrações combinadas e consolidadas 107
 Diferenças entre demonstrações combinadas e consolidadas 108
 Relação de controle 108
 Controle Comum versus Administração Comum 110
 Controle comum e administração comum 111
 Ajustes de informações financeiras pro forma 123
 O que seria moeda de apresentação? 130
 Conversão de transação em moeda estrangeira para 
a moeda funcional 135
 Uso da moeda de apresentação diferente da moeda funcional 140
 Correção Monetária 144
 Alcance da correção monetária parcial 146
7
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1UNIDADE
2UNIDADE
3UNIDADE
4UNIDADE
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 10
1 INVESTIMENTOS E SEUS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 12
1.1 INTRODUÇÃO 12
1.2 INVESTIMENTOS 12
1.3 MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 22
2 COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS 36
2.1 INTRODUÇÃO 36
2.2 ASPECTOS LEGAIS E CONCEITUAIS DE INCORPORAÇÃO, 
FUSÃO E CISÃO 37
2.3 COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS 51
3 DIVIDENDOS E JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO 60
3.1 DIVIDENDOS 60
3.2 JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO 71
4 DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS 82
4.1 INTRODUÇÃO 82
4.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 82
4.3 CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 92
5 DEMONSTRAÇÕES COMBINADAS E INFORMAÇÕES FINANCEIRAS PRO 
FORMA 105
5.1 INTRODUÇÃO 105
5.2 DEMONSTRAÇÕES COMBINADAS 105
5.2 INFORMAÇÕES FINANCEIRAS PRO FORMA 115
5UNIDADE
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6 CONVERSÃO E CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS 129
6.1 INTRODUÇÃO 129
6.2 CONVERSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA 
MOEDA ESTRANGEIRA 129
6.3 CORREÇÃO MONETÁRIA 143
6UNIDADE
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
ICONOGRAFIA
10
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Caro aluno, nesta disciplina você irá estudar os aspectos relacionados à Con-
tabilidade Avançada dispostos em normas nacionais e internacionais. Serão 
vistos assuntos relacionados aos investimentos permanentes, temporários e 
aos critérios de avaliação desses investimentos. Além disso, serão abordados 
temas avançados dispostos no CPC, por exemplo, o CPC 15 – Combinação de 
Negócios. Para finalizar, iremos adentrar ao campo das Demonstrações Con-
tábeis: consolidação, conversão e correção monetária.
UNIDADE 1
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
11
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
> definir os conceitos 
sobre investimentos 
temporários e 
permanentes, 
além de apontar os 
principais critérios 
de avaliação dos 
investimentos;
> revisar as 
diferenças 
entre coligadas, 
controladas e 
controle conjunto. 
Além disso, busca-
se compreender 
o Método de 
Equivalência 
Patrimonial, seu 
conceito, cálculo 
e forma de 
apresentação.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.Uem 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
1 INVESTIMENTOS E SEUS 
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1.1 INTRODUÇÃO
A contabilidade tem passado por constantes mudanças ao buscar convergir 
com as normas internacionais de contabilidade. Ao longo dos anos, obser-
varam-se alterações da lei das Sociedades Anônimas promovidas pela pro-
mulgação da lei n. 11.638/07 e da lei n. 11.941/09. Ao longo dos capítulos, vamos 
estudar essas mudanças tratando dos aspectos da contabilidade avançada 
a partir do que manda essas leis e os Pronunciamentos Contábeis. Desse 
modo, estaremos preparados para os anseios das grandes companhias por 
profissionais capacitados.
Iremos iniciar a disciplina tratando dos investimentos permanentes e tempo-
rários, da contabilização, da avaliação e da divulgação desses investimentos. 
E o que são investimentos? Um investimento pode ser entendido como apli-
cação do capital com a expectativa de rendimentos ou retornos futuros. São 
diversos os tipos de investimento, sendo que a escolha por algum vai variar de 
acordo com o esperado pela investidora. Nesse capítulo, veremos como esses 
investimentos devem ser reconhecidos e classificados pela contabilidade. Va-
mos adiante!
1.2 INVESTIMENTOS
Nesse primeiro tópico, vamos respirar fundo e rever alguns conceitos e a clas-
sificação de investimentos temporários e de investimentos permanentes. 
Depois de preparar bem esse território, nós vamos avançar com a avaliação 
(mensuração) dos investimentos. Vamos lá iniciar!
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
1.2.1 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS 
Os investimentos temporários são aqueles que a empresa não pretende ficar 
com eles por um tempo indefinido ou definitivamente. Geralmente, opta-se 
por este tipo de investimento quando os recursos financeiros da empresa es-
tão ociosos ou em excesso e podem ser aplicados (investidos) em instrumen-
tos financeiros. Segundo o CPC 38, um instrumento financeiro é qualquer 
contrato que dê origem a um ativo financeiro para a entidade e a um passivo 
financeiro ou instrumento patrimonial para outra entidade. 
Esses investimentos vão proporcionar rendimentos financeiros independen-
tes dos auferidos pelas atividades operacionais normais da empresa, e tam-
bém podem compensar perdas inflacionárias com as disponibilidades que 
ficariam paradas caso não fosse investido. 
QUAL O MELHOR INVESTIMENTOS?
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na imagem, há uma gestora de investimentos decidindo qual a melhor opção de 
investimento a ser feito. Em sua mão esquerda, encontra-se dinheiro e em sua mão direita 
encontram-se imóveis. Além disso, ao fundo da imagem aparece um gráfico de barras e 
uma seta, fazendo uma alusão à evolução dos rendimentos.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
São diversos os tipos de investimentos temporários, sendo que a escolha por 
qual investimento será realizado vai depender do tempo e da quantidade 
de recursos que estão à disposição para serem investidos. A seguir, veremos 
alguns exemplos de investimentos realizados no mercado financeiro, como 
CDBs, caderneta de poupança, fundos de investimentos e títulos representa-
tivos no capital de outras sociedades. Avante!
Fundos de investimento: 
é uma modalidade de investimento formada pela união de diversos 
investidores que buscam conquistar um determinado retorno 
financeiro do valor aplicado. Basicamente, um fundo de investimento 
funciona do seguinte modo: (a) cada participante compra uma ou 
mais cotas do fundo de investimento; (b) o gestor é o responsável por 
unir o montante de recursos adquiridos com as cotas e decidir onde 
investir esse montante; (c) cada cotista paga uma taxa administrativa 
que vai de acordo com cada fundo.
Poupança: 
a poupança é um tipo de conta em que o depositário deixa o seu 
dinheiro guardado e recebe um percentual de retorno sobre esse valor 
aplicado. Ela é uma das modalidades mais utilizadas pelos brasileiros, 
apesar disso, ela é considerada um dos investimentos menos rentáveis.
Certificado de Depósitos Bancários (CDB): 
o CDB funciona como um empréstimo do investidor para as instituições 
financeiras. Em troca do empréstimo, ele recebe o dinheiro acrescido de 
juros. Esse tipo de investimento é geralmente usado por pessoas físicas.
Debêntures: 
é um título em que o investidor se torna o credor de uma empresa e 
recebe juros fixos e/ou variáveis ao longo do tempo.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
Participações em outras sociedades: 
são investimentos realizados em outras sociedades com o objetivo de 
obter benefícios econômicos por um prazo estabelecido de tempo.
Os investimentos temporários podem ser realizados no curto e no longo 
prazo. Portanto, a sua classificação contábil irá depender da intenção de 
prazo fixada pela empresa ou da sua data de vencimento. Lembre-se aluno 
de que no ativo circulante encontram-se as aplicações de recursos de curto 
prazo! Desse modo, investimentos de curto prazo irão ser classificados no 
ativo circulante, enquanto casos de maior prazo de realização são classifica-
dos no ativo não circulante, mais especificamente no subgrupo Realizável 
no Longo Prazo. 
CLASSIFICAÇÃO DOS INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, é apresentado a divisão entre a classificação dos investimentos no ativo 
circulante e ativo não circulante. À esquerda está o ativo circulante responsável pelos 
investimentos temporários a serem realizados até o final do exercício seguinte. No lado 
direito, encontra-se o ativo não circulante responsável pelos investimentos temporários a 
serem realizados após o final do exercício seguinte. 
ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE
Investimentos 
temporários a serem 
realizados até o final 
do exercício seguinte.
Subgrupo Realizável a 
Longo Prazo.
Investimentos temporários 
a serem realizados após o 
final do exercício seguinte.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
Nem todas as participações em outras sociedades 
são classificadas em temporárias, pois quando 
o investidor decide por permanecer com essa 
aplicação por um tempo indeterminado ela 
é considerada como investimento estável 
sendo, portanto, classificado no subgrupo de 
Investimentos do Ativo Não Circulante.
Os investimentos temporários, como as aplicações financeiras de liquidez 
imediata, a poupança e os CDBs devem ser atualizados pelos rendimentos a 
cada fato gerador, conforme o princípio da competência. Desse modo, cada 
rendimento deve ter o débito no valor do investimento e como crédito é reco-
nhecida uma receita que irá influenciar o resultado do exercício. 
As participações temporárias em outras companhias devem ser atualizadas 
a valor justo no fechamento do balanço, debitando-se o ativo e creditando a 
conta de resultado nos casos de ganho com o investimento. Se o valor justo 
for menor que o valor do ativo, então debita-se o resultado do exercício e cre-
dita uma conta retificadora de ativo. Muita informação, não é mesmo? Veja-
mos um exemplo a seguir para facilitar o entendimento.
a. Investimento inicial
 D: Participações Temporárias (ativo circulante) 2.000
 C: Caixa 2.000
b. Ajuste a valor justo com um aumento hipotético de R$ 200
 D: Participações temporárias (ativo circulante) 200
 C: Resultado do exercício (Receita) 200
c. Ajuste a valor justo com uma redução hipotética de R$ 200
 D: Resultado do exercício (Despesa) 200
 C: Ajuste a valor justo (redutora de ativo) 200
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
Valor justo maior do que valor do ativo, então 
reconhece uma receita no resultado doexercício.
Valor justo menor do que valor do ativo, então 
reconhece uma despesa no resultado do exercício.
Vejamos agora um exemplo de reconhecimento dos investimentos em CDBs. 
Suponha que uma empresa tenha investido R$ 10.000 em CDB prefixado, na 
data de 01/11/X1 com resgate para 180 dias. Os rendimentos foram prefixados 
no valor de R$ 800, desse valor 80 era relativo aos juros e os demais corres-
ponderam à correção monetária. No setor de contabilidade da empresa, o 
reconhecimento inicial do investimento foi do seguinte modo:
Débito: Aplicação Financeira (ativo circulante) 10.800
Crédito: Banco conta movimento 10.000
Crédito: Variações Monetárias ativas a vencer 720
Crédito: Juros ativos a vencer 90
1.2.2 INVESTIMENTOS PERMANENTES
Os investimentos permanentes são aplicações consideradas estáveis e, geral-
mente, financeiramente significativas. Alguns exemplos são as aplicações de 
recursos em bens que não fazem parte das atividades operacionais da em-
presa. Outro exemplo de investimentos permanentes são as aquisições de 
quotas ou ações de sociedades. Essa aquisição costuma gerar uma relação de 
dependência técnica, financeira ou de controle administrativo da empresa. 
Veremos adiante mais sobre cada um desses investimentos permanentes.
Pratique mais com outros exemplos dispostos no 
capítulo 2 do livro “Contabilidade Avançada”, de 
Osni Moura Ribeiro, 6ª edição de 2018.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
PRINCIPAIS INVESTIMENTOS PERMANENTES
Investimentos 
Permanentes
■ Propriedade para Investimento
■ Participações Permanentes em outras sociedades
■ Outros Investimentos Permanentes
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema resume quais são os três principais tipos de investimentos permanentes: 
propriedade para investimento, participações permanentes em outras sociedades e outros 
investimentos permanentes.
As aplicações de recursos em bens que não fazem parte das atividades opera-
cionais da empresa dizem respeito à propriedade para investimento. Segundo 
o CPC 28, propriedade para investimento é um terreno, edifício ou parte de um 
edifício, mantido para conseguir obter renda com o seu aluguel ou, até mesmo, 
com a sua valorização. Além disso, devemos considerar outros dois aspectos 
que vão determinar se uma propriedade é classificada como investimento:
1. o bem não é usado para a produção ou fornecimento de bens e serviços 
ligados às atividades operacionais da empresa e;
2. quando não se espera que ele seja vendido no decorrer do curso normal 
das atividades da empresa.
A propriedade para investimento é classificada no Ativo, grupo Não Circulan-
te e subgrupo Investimentos. Vamos visualizar, a seguir, como que o investi-
mento fica classificado no Balanço Patrimonial.
CLASSIFICAÇÃO DOS INVESTIMENTOS PERMANENTES NO BALANÇO PATRIMONIAL
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta um quadro com o Balanço Patrimonial. Na primeira linha, encontra-se o 
grupo Ativo, posteriormente, o ativo circulante e o ativo não circulante. Dentro do ativo não 
circulante, encontra-se o subgrupo investimentos que é aquele onde deve ser classificada 
a propriedade para investimento.
Propriedade para Investimento
BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/20X0
Ativo
Ativo Circulante
Ativo Não Circulante
Investimentos
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Uma propriedade para investimento deve ser reconhecida no Ativo Não Circu-
lante – Investimentos quando ela atender a dois requisitos simultaneamente:
1. prováveis benefícios econômicos futuros;
2. for possível avaliar confiavelmente o custo da propriedade.
O reconhecimento inicial ocorre quando os custos são incorridos, sendo estes 
custos mensurados pelo valor de compra da propriedade para investimento, 
somada a qualquer dispêndio diretamente atribuível com a compra.
Para finalizar, o entendimento sobre propriedade para investimento, temos 
que ressaltar que ela não deve ser confundida com os bens classificados no 
ativo imobilizado.
PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO VERSUS IMOBILIZADO
Propriedade para 
Investimento Imobilizado
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta a propriedade para investimento de um lado, um sinal de diferente 
no meio, e o ativo imobilizado do outro lado. Esse esquema enfatiza que não deve ser 
confundida a propriedade para investimento com o imobilizado.
Propriedade para investimento é aquela mantida para obter renda com alu-
guel ou com a sua valorização, e não se destina à manutenção das atividades 
da empresa. Já o ativo imobilizado é aquele mantido para o uso na produção 
ou no fornecimento de mercadorias ou serviços, também pode ser utilizado 
para aluguel, sendo relacionado com as atividades fins da empresa. Nos pro-
nunciamentos contábeis, o conceito de Imobilizado e de Propriedade para 
Investimento cita o uso desses bens para auferir aluguel, mas devemos ter 
em mente a intenção com que se faz o aluguel em cada um deles.
Ativo Imobilizado: 
o aluguel é empregado na manutenção das atividades da empresa, 
por exemplo, o aluguel feito a empregados.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Ativo Investimento: 
o aluguel é uma operação da empresa para receber renda 
complementar. 
As participações permanentes em outras sociedades são os investimentos re-
alizados na forma de participações no capital social de outra sociedade. Tais 
investimentos ocorrem por meio de quotas ou ações. Veremos, a seguir, algu-
mas de participações permanentes: as sociedades coligadas, as sociedades 
controladas e as sociedades de controle conjunto.
Por fim, os outros investimentos permanentes são aqueles que a empresa 
pretende manter indefinidamente e que não são usadas nas atividades da 
empresa, por exemplo, as obras de arte.
1.2.3 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS 
INVESTIMENTOS
Os investimentos devem ser avaliados no momento em que ingressam no 
patrimônio e, posteriormente, devem ser atualizados no momento posterior 
a aquisição. Desse modo, vamos estudar a avalição de investimentos no mo-
mento inicial e no momento posterior à aquisição.
A Lei n. 6.404/1976, alterada pela lei n. 11.638/2007 e pela lei n. 11.941/2009, bem 
como as Normas Brasileiras de Contabilidade, preveem três métodos de ava-
liação dos investimentos: método do custo, método do valor justo e método 
de equivalência patrimonial (MEP).
Método do custo: 
avalia os investimentos atribuindo-lhes os respectivos valores originais 
das transações, ou seja, pelo custo de aquisição. Desse modo, os ativos 
são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos pelo caixa ou 
equivalente de caixa no momento da aquisição.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Método o valor justo: 
é entendido como o preço que seria recebido pela venda de um ativo 
ou seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não 
forçada entre participantes do mercado.
Método de Equivalência Patrimonial: 
é método contábil de atualização de valores dos investimentos feitos 
em coligadas, controladas e controle conjunto.
É importante destacar que normalmente o valor de entrada de um investi-
mento avaliado pelo método do custo, coincide com o valor de entrada de 
um investimento avaliado pelo método do valor justo (RIBEIRO, 2018).
Os investimentos temporários devem ser avaliados inicialmente pelo seu va-
lor de entrada, sendo o custo de aquisição acrescido de encargos incorridos 
na transação. Posteriormente, esses investimentos são ajustados ao valor jus-
to, quando se tratar de aplicações negociáveis ou disponíveis para venda. Se 
impossível à obtenção do valor justo, ou o valor não puder ser mensurado 
com confiabilidade, permanecem pelo custoajustado ao valor provável de 
realização, se esse último for menor em relação ao custo.
Se o valor realizável líquido for menor que o valor 
de custo, então reconhece uma perda estimada 
como redutora do ativo. 
A propriedade para investimento é avaliada incialmente pelo seu custo de 
aquisição, adicionando-se todos os gastos com a aquisição, conforme exposto 
pelo CPC 28. Após a aquisição deve ser realizada a avaliação ao valor justo, po-
dendo existir casos que não há como justificar o não uso do valor de custo. 
Ainda que a empresa escolha pela avaliação pelo valor de custo, ela deve di-
vulgar o valor justo em notas explicativas.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Já as participações permanentes em outras sociedades podem ser avaliadas 
(mensuradas) por três métodos: método de equivalência patrimonial, méto-
do do valor justo e método de custo. O método de equivalência patrimonial 
(MEP) permite avaliar a participação em outras sociedades do tipo coligadas, 
controladas, sociedades controladas em conjunto e sociedades que estejam 
sob controle comum. Esses investimentos sujeitos ao MEP são inicialmente 
avaliados pelo método do custo de aquisição. Além disso, segundo Ribeiro,
Quando o custo de aquisição for diferente do valor de patrimônio líquido do 
investimento que está sendo adquirido, esse custo deverá ser desdobrado 
para evidenciar os seguintes valores: valor de patrimônio líquido (equivalência 
patrimonial), valor da mais valia ou da compra vantajosa (menos valia ou 
deságio) e ainda, o valor do ágio por expectativa de rentabilidade futura. 
(RIBEIRO, 2018, p. 71)
Ao final do exercício social, esses investimentos devem ser atualizados para 
refletir as mudanças no balanço patrimonial da investida. Devido à sua com-
plexidade, o MEP será visto mais adiante com mais detalhes.
As sociedades que não se enquadram em coligadas e controladas devem ser 
avaliadas pelo preço de mercado, quando esse valor estiver disponível em um 
mercado ativo. Caso contrário, esses investimentos devem ser avaliados pelo 
custo de aquisição. Por fim, os outros investimentos permanentes, como as 
obras de arte, também são normalmente avaliados pelo custo de aquisição, 
aplicando-se o teste de recuperabilidade quando necessário.
1.3 MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
O Método de equivalência patrimonial, também chamado de MEP, é o mé-
todo de contabilização usado para avaliação dos investimentos em socieda-
des coligadas, controladas e sociedades pertencentes a um mesmo grupo ou 
sob controle comum. Nesse novo tópico, iremos iniciar os estudos com a con-
ceituação de coligadas, controladas e controle conjunto. Em seguida, vamos 
aprender a usar o MEP para avaliação desses investimentos. Cabe destacar 
que os conhecimentos aqui dispostos são amplamente tratados pelo CPC 18 
(R2). Vamos lá estudá-lo!
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CONTABILIDADE AVANÇADA
1.3.1 COLIGADAS, CONTROLADAS E 
CONTROLE CONJUNTO
As coligadas são entidades em que o investidor tem influência significativa e 
que não se configura como controlada ou participação em empreendimento 
sob controle conjunto (joint venture). Entende-se que há influência significati-
va quando o investidor detém ou exerce o poder de participar nas decisões das 
políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la. Além disso, o 
CPC 18 (R2) (2012) esclarece que se o investidor mantém, direta ou indiretamen-
te, vinte por cento ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele 
tenha influência significativa, a menos que possa ser demonstrado claramente 
o contrário. Contudo, se o investidor detém menos que vinte por cento de po-
der de voto da investida, existe uma enorme possibilidade de que ele não tenha 
influência significativa, a menos que possa ser provado o contrário.
Aluno, note que a influência significativa é relativa, 
pois podem existir casos em que o investidor 
detém de mais de 20% do capital votante e não 
tem influência significativa. E também podem 
existir casos em que o investidor detém de 
menos de 20% de capital votante e apresenta 
influência significativa, portanto, é considerada 
uma coligada.
Outros requisitos também são usados para observar se existe a influência sig-
nificativa do investidor, vejamos a seguir os dispostos no CPC 18 (R2) (2012):
a. a participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em 
decisões sobre dividendos e outras distribuições;
b. a representação no conselho de administração ou na diretoria da in-
vestida;
c. operações materiais entre o investidor e a investida;
d. intercâmbio de diretores ou gerentes;
e. fornecimento de informação técnica essencial.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
O QUE SÃO COLIGADAS?
Exerce 
Influência 
Significativa
Não tem o
 controle COLIGADAS
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta três círculos demonstrando que ter influência significativa somada a 
não exercer o controle é equivalente ao investimento em coligadas.
Considera-se controlada a sociedade na qual existe a presença de uma con-
troladora que, diretamente ou indiretamente, é titular de direitos de sócio. Es-
ses direitos vão assegurar permanentemente à controladora a superioridade 
nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. 
Para que exista o controle, a investidora deve ter direta ou indiretamente mais 
de 50% das ações com direito a voto da investida. 
 Desse modo, percebemos que uma entidade pode controlar outra de modo 
direto ou de forma indireta, mas como funciona isso? Vejamos:
• A Empresa X tem o controle direto de Empresa Y. Pressupõe que a Empresa 
X seja proprietária de mais de 50% do capital votante da Empresa Y. 
CONTROLE DIRETO
Empresa X
 Controladora
Empresa Y
 Controlada
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há um balão com a Empresa X (controladora), um balão com a Empresa Y 
(controlada) e uma seta que apresenta a influência da Empresa Controladora sobre a 
Controlada.
• A Empresa X tem o controle indireto de Empresa Y. Observe no exemplo 
abaixo que a investidora controla da Empresa E que, por sua vez, controla a 
Empresa Y. Logo, a investidora X controla indiretamente a Y.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
CONTROLE INDIRETO
Empresa X
 Controladora
Empresa E
 Controlada
Empresa Y
 Controlada
A empresa X 
detém 100% da E
A empresa E 
detém 90% da Y
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há um balão que traz a Empresa X (controladora), um balão com a Empresa 
E (controlada) e uma seta que apresenta a influência da Empresa Controladora sobre a 
Controlada. Além disso, é apresentado um terceiro balão com a Empresa Y (controlada) 
ligada pela Empresa E. Desse modo, apresenta a influência que a Empresa X tem sobre a 
Empresa Y, a partir da empresa E.
A sociedade controladora e suas controladas podem constituir grupo de so-
ciedades, mediante convenção pela qual se obriguem a combinar recursos 
ou esforços para a realização dos respectivos objetos, ou a participar de ativi-
dades ou empreendimentos comuns. As sociedades integrantes de um mes-
mo grupo também serão avaliadas pelo MEP. Observe o exemplo:
• A Empresa X tem o controle direto da Empresa Y e da Empresa E. Por sua 
vez, a Empresa E tem 5% do capital social na Empresa Y. 
SOCIEDADE CONTROLADORA E SUAS CONTROLADAS
Empresa X
Empresa E Empresa Y
5%
Controle Controle
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há um balão com a Empresa X (controladora), um balão com a Empresa 
E (controlada) e um terceiro balão com a Empresa Y (controlada). A empresa X exerce 
controle direto sobre a Empresa E e EmpresaY. Enquanto empresa E tem 5% de 
participação sobre a Empresa Y. 
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Vale ressaltar que mesmo a empresa E detendo apenas de 5% do capital da 
empresa Y, ela deve ter o seu investimento avaliado pelo MEP.
Um empreendimento controlado em conjunto (joint venture) é um acordo 
entre partes em que elas têm o direito sobre os ativos líquidos desse acordo. 
Desse modo, essas partes vão deter o controle conjunto do negócio, compar-
tilhando entre si o controle do negócio e a tomada de decisões. Vejamos um 
exemplo:
• A Empresa X e a Empresa Y compartilham o controle da Companhia E. Assim, 
as duas detêm o controle conjunto da Empresa E.
CONTROLE CONJUNTO
Empresa E
Empresa X Empresa Y
50% 50%
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há um balão que traz a Empresa X (controladora), um balão com a Empresa Y 
(controlada) e duas setas que ligam essas empresas à Empresa E.
Coligada: 
o investidor tem influência significativa na investida, mas sem 
controlá-la.
Controlada: 
o investidor detém, direta ou indiretamente, o controle da investida. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Controle Conjunto:
 compartilhamento, contratualmente convencionado, do controle da 
investida. 
1.3.2 MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA 
PATRIMONIAL (MEP)
O Método de Equivalência Patrimonial consiste em um método contábil de 
atualização de valores dos investimentos feitos em coligadas, controladas 
e controle conjunto. Os investimentos são inicialmente reconhecidos pelo 
custo e, posteriormente, devem ser feitos ajustes para refletir as alterações 
pós-aquisição na participação do investidor nos ativos líquidos da investida. 
Essa atualização é decorrente das alterações do patrimônio da investida e 
do percentual que o investidor tem de participação nos lucros ou prejuízos 
da investida.
O MEP pode ser entendido também como uma forma de consolidação do 
ativo da investidora com a proporção do ativo líquido da investida que é de 
seu direito, e também a consolidação do resultado da investidora com a parte 
do resultado líquido da investida que lhe pertence. Parece complicado? Va-
mos resolver um exercício para melhorar a compreensão. 
Exemplo 1: Suponha que a Companhia Cristais adquiriu em 01/01/X0 30% das 
ações do capital social da Companhia Beta pelo valor de R$ 150.000, passando 
a exercer influência significativa sobre essa última. Temos, a seguir, o Balanço 
Patrimonial das duas Companhias antes da aquisição.
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 BALANÇO PATRIMONIAL DAS COMPANHIAS BETA E CRISTAIS 
 Cia Cristais Cia Beta 
ATIVO 
Circulante 
Disponível 900.000 500.000 
Estoques 200.000 300.000 
Não circulante 
Imobilizado 
Veículos 200.000 
TOTAL ATIVO 1.100.000 1.000.000 
 
PASSIVO 
Circulante 
Fornecedores 300.000 500.000 
Patrimônio Líquido 
Capital Social 800.000 500.000 
 
TOTAL PASSIVO 1.100.000 1.000.000 
 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o Balanço Patrimonial da Companhia Cristais e Companhia Beta. A 
Companhia Cristais tem o estoque avaliado em R$ 200.000. A companhia Beta tem o 
estoque avaliado em R$ 300.000 e o Patrimônio Líquido de R$ 500.000.
Além disso, durante o exercício X0 ocorreram outras transações nas duas 
companhias:
a. Transações Companhia Cristais
Venda de todo o seu estoque para a empresa X pelo valor de R$ 240.000, 
à vista.
b. Transações Companhia Beta
Venda de todo o seu estoque inicial para a empresa Delta pelo valor de R$ 
450.000, à vista.
Com base nas informações apresentadas, percebe-se incialmente que se tra-
ta de uma aquisição de coligada, pois houve a aquisição de 30% do capital 
e também gerou influência significativa. Com essa informação em mente, 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
vamos realizar agora o reconhecimento das transações ocorridas na Compa-
nhia Cristais, inclusive da aquisição da Beta.
a. Contabilização da aquisição da Beta
Débito: Investimentos (Ativo não circulante)
Crédito: Caixa 150.000 
Lembre-se aluno de que o reconhecimento inicial 
do investimento em coligadas é pelo custo de 
aquisição. 
b. Contabilização da venda de mercadorias
Débito: Caixa
Crédito: Receita de Vendas 240.000
Débito: CMV
Crédito: Estoques 200.000
Vamos agora realizar o reconhecimento dos eventos ocorridos na Compa-
nhia Beta.
c. Contabilização da venda de mercadorias
Débito: Caixa
Crédito: Receita de Vendas 450.000
Débito: CMV
Crédito: Estoques 300.000
• No final do exercício social, antes da apuração do resultado do exercício da 
investidora, devemos fazer a avaliação do investimento pelo MEP. Vamos 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
agora realizar a avaliação pelo MEP e verificar no resultado da investidora 
a parte do resultado líquido da investida que lhe pertence. Para facilitar o 
entendimento, vamos elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE) de cada uma das companhias.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO COMPANHIAS BETA E CRISTAIS
 DRE Beta DRE Cristais 
Receita de vendas 450.000 450.000 
(-) CMV (300.000) (300.000 ) 
Resultado com Equivalência 
Patrimonial
 
45.000 (30% x 150.000) 
(=) Lucro Líquido 150.000 195.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o DRE da Companhia Cristais e Companhia Beta. A Companhia Beta 
teve lucro líquido de R$ 150.000, sendo R$ 450.000 de receita de vendas e R$ 300.000 de 
CMV. A companhia Cristais teve o lucro líquido de R$ 195.000, sendo R$ 450.000 de receita 
de vendas, R$ 300.000 de CMV, R$ 45.000 do Resultado com Equivalência Patrimonial.
Observa-se que a companhia Beta apresentou um resultado líquido de R$ 
150.000, desse modo, a companhia Cristais deve reconhecer no seu Balan-
ço Patrimonial e na DRE o valor de 30% desse resultado (30% de 150.000 = 
45.000). Como assim 30%? Esse é o valor que a investidora Cristais adquiriu 
do capital social da Companhia Beta. Como lançamento, temos o reconhe-
cimento no resultado do exercício da investidora, observe a seguir como que 
fica esse lançamento. 
d. Contabilização do MEP na Cia Cristais
Débito: Investimentos (ativo não circulante)
Crédito: Resultado de Equivalência Patrimonial 45.000
A partir do exemplo elaborado, podemos analisar que os investimentos são 
inicialmente reconhecidos pelo valor de custo e posteriormente é aplicado o 
método de equivalência patrimonial que vai atualizar os valores desse inves-
timento, com base nas mudanças ocorridas na companhia adquirida. Essas 
variações são reconhecidas no resultado do exercício da investidora e na res-
pectiva conta de Investimentos do ativo não circulante.
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Se a investida obtiver lucro líquido, então deve ser reconhecida um ganho 
com equivalência patrimonial no resultado da investidora. Contudo, se a in-
vestida obtiver prejuízo, deve ser reconhecida uma perda de equivalência pa-
trimonial na DRE da investidora.
Percentual de participação no capital social da 
investida x Lucro Líquido da investida = Ganho de 
Equivalência Patrimonial.
Percentual de participação no capital social da 
investida x Prejuízo Líquido da Investida = Perda 
de Equivalência Patrimonial.
A investidora e a investida podem realizar entre si transações de compra e 
venda de mercadorias. Nas operações de venda de ativos de uma investi-
dora para uma coligada, os lucros são considerados como não realizados na 
proporção da participação da investidora. Desse modo, temos que se a in-
vestidoraA vender para coligada B mercadorias com lucro de R$ 250, e sua 
participação na coligada é de 20%, então os lucros não realizados serão no 
montante de 20% de R$ 150 = R$ 50. A apuração da equivalência vai ocorrer 
do seguinte modo.
Lucro da coligada B = 100.000, MEP = 100.000 x 20% = 20.000
D Investimento em B 20.000
Crédito: Resultado de Equivalência Patrimonial 20.000
Lucro não realizado = 50
Débito: Lucro não realizado (resultado) 50
Crédito: Lucro a realizar em transações com coligadas (retificadora de in-
vestimento) 50
O lucro não realizado deverá ser reconhecido à medida que o ativo for ven-
dido para terceiros, depreciado, ter baixa pelo teste de impairment ou sofrer 
baixa por qualquer outro processo. Vale ressaltar ainda que na investidora, 
não devem ser eliminadas na sua demonstração de resultado as parcelas da 
venda, custo de mercadoria ou produto vendido, tributos e outros itens que 
fazem parte da venda para a investida. 
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Nos casos de venda da coligada para a investidora, os lucros considerados não 
realizados devem ser eliminados da seguinte forma: do valor da equivalência 
patrimonial calculada sobre o lucro líquido da investida é deduzida a integra-
lidade do lucro que for considerado como não realizado pela investidora.
Já nas operações de venda de ativos de controladas, os lucros não realizados 
são totalmente eliminados tanto nas operações de venda da controladora para 
a controlada, quanto da controlada para a controladora ou entre as controladas.
1.3.3 EXCEÇÕES E DESCONTINUIDADE DO 
MEP
A entidade não é obrigada a avaliar os seus investimentos pelo método de 
equivalência patrimonial se a entidade for uma controladora que, se permi-
tido legalmente estiver dispensada de elaborar demonstrações consolidadas 
ou se todos os seguintes itens forem observados, conforme o CPC 18 (R2):
a)
A entidade é controlada (integral ou parcial) de outra entidade, a qual, 
em conjunto com os demais acionistas ou sócios, incluindo aqueles 
sem direito a voto, foram informados a respeito e não fizeram objeção 
quanto a não aplicação do método da equivalência patrimonial.
b)
Os instrumentos de dívida ou patrimoniais da entidade não são 
negociados publicamente.
c)
A entidade não arquivou e não está em processo de arquivamento 
de suas demonstrações contábeis na Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM) ou outro órgão regulador.
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d)
A controladora final ou qualquer controladora intermediária da entidade 
disponibiliza ao público suas demonstrações contábeis, em que as 
controladas são consolidadas ou são mensurados ao valor justo por meio 
do resultado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 36.
A entidade deve descontinuar o uso do método de equivalência patrimonial a 
partir da data em que o investimento deixar de ser uma coligada, controlada 
ou controle conjunto. E o que fazer com esse investimento? Se ele for classi-
ficado como um ativo financeiro, a entidade deve avaliá-lo pelo valor justo. 
Além disso, se existir uma diferença entre o valor contábil registrado quando 
era um investimento avaliado pelo MEP e o valor justo, então deve ser reco-
nhecida uma receita ou despesa.
Valor justo maior que o valor contábil, então 
reconhece uma receita.
Valor justo menor que o valor contábil, então 
reconhece uma despesa.
Além dessa mudança, a entidade deve reclassificar o que tiver na conta do 
patrimônio líquido “Outros Resultados Abrangentes” da investidora. Os valo-
res correspondentes vão ser reclassificados para o resultado (DRE) como re-
ceita ou despesa de ajuste de reclassificação. 
Para saber mais sobre as exceções e 
descontinuidade do Método de Equivalência 
Patrimonial, bem como dos demais dispositivos 
sobre o tema, leia o CPC 18 (R2) – Investimento em 
Coligada, em Controlada e em Empreendimento 
Controlado em Conjunto disposto no seguinte link: 
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/263_
CPC_18_(R2)_rev%2013.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/263_CPC_18_(R2)_rev%2013.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/263_CPC_18_(R2)_rev%2013.pdf
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Para finalizar a discursão sobre investimentos avaliados pelo MEP, devemos 
nos atentar para a distribuição de dividendos pela investida. Segundo o CPC 
18 (R2), as distribuições recebidas da investida reduzem o valor contábil do 
investimento, do seguinte modo:
Débito: Disponibilidades/Dividendos a receber.
Crédito: Investimento em coligadas/controladas (Ativo não circulante).
CONCLUSÃO
Esta unidade apresentou os diferentes tipos de investimentos temporários e 
permanentes. Observamos ainda os três diferentes tipos de critério de avalia-
ção desses investimentos: método do custo, método do valor justo e método 
de equivalência patrimonial. A partir disso, percebemos que os investimentos 
devem ser avaliados inicialmente pelo método de custo refletindo, portanto, 
o valor de entrada do investimento. Após isso, devem ser realizadas novas ava-
liações que vão refletir a atualização nos valores dos investimentos.
Notamos ainda que as coligadas, controladas e controle conjunto devem ser 
atualizados pelo método de equivalência patrimonial. Esse método permite a 
consolidação do ativo e do resultado da investidora com as mudanças ocorri-
das o resultado líquido da investida.
Por fim, destacamos que o estudo dos investimentos e seus critérios de ava-
liação são de suma importância para as entidades que buscam fortalecer os 
seus rendimentos em ativos.
UNIDADE 2
> Distinguir três 
diferentes formas 
de reestruturações 
societárias: 
incorporação, fusão 
e cisão.
> Apontar aspectos 
normativos sobre 
a combinação 
de negócios, sua 
mensuração e as 
exceções. 
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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CONTABILIDADE AVANÇADA
2 COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS
2.1 INTRODUÇÃO
Esta unidade traz uma abordagem sobre as reorganizações societárias e a 
combinação de negócios. Uma combinação de negócios é uma operação ou 
outro evento em que um adquirente obtém o controle de um ou mais negó-
cios. Vale destacar que o termo negócio aqui abordado não necessariamente 
se remete à aquisição de uma empresa. 
Esse novo conceito de combinação de negócio trata sobre a obtenção de con-
trole pela adquirente, modificando o conceito anteriormente estabelecido no 
Brasil, que enquadrava a expressão ao conceito de reorganizações societárias, 
como: fusão, incorporação e cisão. Contudo, nem sempre essas três formas 
de reorganizações caracterizam-se como uma combinação de negócios, em 
razão de nem sempre haver transferência de controle nelas.
NEGÓCIOS
Fonte: Plataforma Deduca (2020)
#PraCegoVer:
Na imagem, temos um homem assinando um contrato.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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Nesta unidade, serão vistos os principais aspectos legais e conceituais dos 
três tipos de reorganização societárias e, posteriormente, os aspectos expos-
tos no CPC 15 (R1) – Combinação de Negócios. Ao apresentar esses temas, 
temos a intenção de demonstrar o tratamento atual adotado para incorpora-
ção, cisão, fusão e combinação de negócios.
2.2 ASPECTOS LEGAIS E CONCEITUAIS DE 
INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO
A reorganização societária ocorre, em sua maioria, com o intuito econômico, 
na busca de se tornarem mais competitivas, de reduzir custos, ou até mesmo, 
trocarem estratégias de inovação entre si. Nesse tópico, nós iremos estudaraspectos conceituais, legais e contábeis de três diferentes formas de reorga-
nização societária: incorporação, fusão e cisão.
2.2.1 INCORPORAÇÃO
A incorporação é uma operação em que uma ou mais sociedades são absor-
vidas por outra sociedade, que sucede essas anteriores em todos os direitos 
e obrigações. Desse modo, a empresa investidora adquire os ativos líquidos 
de uma ou mais sociedade investida, seja através da emissão de ações ou por 
meio de pagamento em moeda corrente, e essa última é extinta pela transfe-
rência de seus ativos líquidos para a investidora.
Nem sempre é fácil entender esses conceitos de primeira, então vamos agora 
analisar um exemplo para facilitar a compreensão. Suponha que a Cia Alfa in-
corpora a Cia Beta; desse modo, espera-se que a Cia Beta seja extinta e todo o 
seu patrimônio seja repassado para a Cia Alfa, veja no esquema a seguir:
INCORPORAÇÃO DA CIA ALFA COM A CIA BETA
CIA ALFA
CIA BETA
CIA ALFA
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta a incorporação da Cia Beta pela Cia Alfa. Temos três balões representando 
a Cia Beta somada a Cia Alfa e, por fim, o resultado do terceiro balão é a Cia Beta.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
No exemplo anterior, temos que a Cia Alfa é a incorporadora e a Cia Beta é a 
incorporada. A Cia Alfa vai suceder a Beta em seus direitos e obrigações. A Lei 
n. 6.404/76, artigo 277, informa que os processos legais da incorporação vão 
ocorrer do seguinte modo:
§ 1º A assembleia-geral da companhia incorporadora, se aprovar o protocolo 
da operação, deverá autorizar o aumento de capital a ser subscrito e 
realizado pela incorporada mediante versão do seu patrimônio líquido, e 
nomear os peritos que o avaliarão.
§ 2º A sociedade que houver de ser incorporada, se aprovar o protocolo 
da operação, autorizará seus administradores a praticarem os atos 
necessários à incorporação, inclusive a subscrição do aumento de capital 
da incorporadora.
§ 3º Aprovados pela assembleia-geral da incorporadora o laudo de avaliação 
e a incorporação, extingue-se a incorporada, competindo à primeira 
promover o arquivamento e a publicação dos atos de incorporação. (BRASIL, 
Lei n. 6.404, 1976)
Se nenhuma das sociedades participarem do capital social da outra e a incor-
poração foi feita a partir dos valores contáveis de cada uma, então temos o se-
guinte procedimento contábil: os ativos e passivos da sociedade incorporada 
são transferidos para o patrimônio da incorporadora. Vamos praticar!
Suponha novamente que a Cia Alfa decide tomar a Cia Beta em uma transa-
ção de incorporação. Para isso, foram aprovados os protocolos da operação e 
foi realizada uma perícia para avaliar o patrimônio líquido da incorporada. No 
laudo apresentado, constatou-se que o valor contábil do Patrimônio Líquido 
é bem próximo com o valor de mercado, desse modo, foi tomado esse valor 
como base para a operação. Posteriormente, foi reformulado o estatuto da so-
ciedade incorporadora e a operação foi concretizada, ficando a Beta incorpo-
rada a Alfa. Observe, a seguir, a situação do patrimônio das duas companhias 
antes e depois da incorporação.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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SITUAÇÃO DA CIA ALFA E DA CIA BETA ANTES DA INCORPORAÇÃO
BALANÇO PATRIMONIAL ANTES DA INCORPORAÇÃO 
 CIA ALFA CIA BETA 
Ativo 80.000,00 40.000,00 
Ativo Circulante 
Caixa 10.000,00 5.000,00 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado 
Imóveis 80.000,00 40.000,00 
Depreciação Acumulada (10.000,00) (5.000,00) 
 
Passivo 80.000,00 40.000,00 
Passivo Circulante 
Empréstimos a pagar 20.000,00 10.000,00 
Patrimônio Líquido 
Capital 60.000,00 30.000,00 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial da Cia Alfa e da Cia Beta em que, respectivamente, 
apresentam Caixa de R$ 10.000 e R$ 5.000; Imóveis no valor de R$ 80.000 e R$ 40.000; 
Depreciação Acumulada deduzindo o valor de imóveis com os totais, respectivamente, R$ 
10.000 e R$ 5.000. Além disso, apresentam Empréstimos a pagar nos valores de R$ 20.000 e 
R$ 10.000, respectivamente. E capital no valor de R$ 60.000 e R$ 30.000.
O capital da incorporada (Cia Beta) foi absorvido pela incorporadora sendo, 
portanto, aumentado o capital dessa última. Observe, a seguir, como ficou 
constituído:
40
MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
BALANÇO PATRIMONIAL APÓS INCORPORAÇÃO DA CIA BETA PELA CIA ALFA
BALANÇO PATRIMONIAL APÓS A INCORPORAÇÃO – CIA ALFA 
Ativo 120.000,00 
Ativo Circulante 
Caixa 15.000 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado 
Imóveis 120.000,00 
Depreciação Acumulada (15.000,00) 
 
Passivo 120.000,00 
Passivo Circulante 
Empréstimos a pagar 30.000,00 
Patrimônio Líquido 
Capital 90.000,00 
 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial da Cia Alfa após a incorporação. Os valores 
que constam no balanço são: Caixa de R$ 15.000; Imóveis no valor de R$ 120.000; 
Depreciação Acumulada deduzindo o valor de imóveis em R$ 15.000. Além disso, são 
verificadas as contas de Empréstimos a pagar no valor de R$ 30.000 e capital social no 
valor de R$ 90.000.
Observe que não se pode mais falar em Balanço Patrimonial da Cia Beta, pois 
os seus ativos e passivos foram assumidos pela Cia Alfa. Vale ressaltar que nes-
sa operação foi considerado o valor contábil na transação.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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Nas transações de incorporação, pode ocorrer a 
presença de ágio por expectativa de rentabilidade 
futura e a mais valia. Esses aspectos serão vistos 
mais adiante. Vamos em frente!
 
Os lançamentos contábeis realizados no processo de incorporação serão os 
seguintes:
NA EMPRESA INCORPORADA (CIA BETA)
• Pelo encerramento das contas do ativo.
Débito: Conta de dissolução 45.000
Crédito: Caixa 5.000
Crédito: Imóveis 40.000
• Contas retificadoras dos elementos do ativo.
Débito: Depreciação acumulada 5.000
Crédito: Conta de dissolução 5.000
• Pelo encerramento das contas do passivo.
Débito: Empréstimos a pagar 10.000
Crédito: Conta de dissolução 10.000
• Pelo encerramento da conta de capital.
Débito: Capital Social 30.000
Crédito: Conta de dissolução 30.000
É importante observar que foi utilizada uma conta transitória representativa 
da dissolução do patrimônio pela incorporação, isso também irá acontecer 
nos lançamentos da empresa incorporadora (Cia Alfa).
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
NA EMPRESA INCORPORADORA (CIA ALFA)
• Transferência dos Ativos
Débito: Caixa 5.000
Débito: Imóveis 40.000
Crédito: Incorporação (registro dos ativos) 45.000
• Transferência dos elementos do passivo
Débito: Incorporação (registro dos passivos) 10.000
Crédito: Empréstimos a pagar 10.000
• Contas retificadoras dos elementos do ativo
Débito: Incorporação (registro dos passivos) 5.000
Crédito: Depreciação Acumulada 5.000
• Aumento de Capital
Débito: Incorporação (registro do patrimônio) 30.000
Crédito: Capital Social 30.000
2.2.2 FUSÃO
A fusão é uma operação em que duas ou mais sociedades se unem para for-
mar uma nova sociedade, que irá suceder as sociedades anteriores, assumin-
do todos os seus direitos e obrigações. Quando as companhias Alfa e Beta 
resolvem unir seus patrimônios para formar uma nova Sociedade, chamada 
de C, esse processo é chamado de fusão.
Veja uma notícia com a proposta de incorporação 
de ações envolvendo a Gol e a Smiles: https://
g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/07/gol-
faz-nova-proposta-de-incorporacao-de-acoes-da-
smiles.ghtml.
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/07/gol-faz-nova-proposta-de-incorporacao-de-acoes-da-shttps://g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/07/gol-faz-nova-proposta-de-incorporacao-de-acoes-da-s
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/07/gol-faz-nova-proposta-de-incorporacao-de-acoes-da-s
https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/12/07/gol-faz-nova-proposta-de-incorporacao-de-acoes-da-s
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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FUSÃO DA CIA ALFA COM A CIA BETA
CIA ALFA
CIA BETA
CIA C
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta a fusão da Cia Alfa e da Cia Beta, formando a Cia C. Temos três balões 
representando a Cia Alfa somada a Cia Beta e, por fim, o resultado que é a Cia C.
Assim como na incorporação, alguns processos legais são necessários para a 
realização da fusão, vejamos a seguir:
a. aprovação do protocolo de fusão;
b. após aprovação do protocolo de fusão, a Assembleia Geral das com-
panhias envolvidas no processo deve nomear o perito que irá avaliar os 
patrimônios líquidos das sociedades;
c. apresentação do laudo do perito;
d. após a apresentação do laudo, os sócios serão convocados pelos admi-
nistradores ou acionistas das sociedades para uma assembleia-geral, 
com o intuito de resolver sobre a constituição da nova sociedade;
e. fica proibido aos sócios ou acionistas votar o laudo de avaliação do pa-
trimônio líquido da sociedade de que fazem parte;
f. após as etapas já citadas, fica constituída a nova companhia;
g. os primeiros administradores da nova companhia vão promover o ar-
quivamento e a publicação dos atos da fusão.
A contabilização do processo de fusão ocorre de forma semelhante à incorpo-
ração, as empresas que fazem parte do processo vão transferir seus ativos e 
passivos para o patrimônio da nova empresa que foi constituída. Desse modo, 
retomando o exemplo anterior, a Cia Alfa e a Cia Beta vão passar o seu patri-
mônio para a Cia C. Vejamos, a seguir, como fica o balanço patrimonial antes 
e após a fusão.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
BALANÇO PATRIMONIAL ANTES E APÓS DA FUSÃO CIA ALFA COM A CIA BETA
SITUAÇÃO ANTES FUSÃO 
 CIA ALFA CIA BETA 
Ativo 80.000,00 40.000,00 
Ativo Circulante 80.000,00 40.000,00 
 
Passivo 80.000,00 40.000,00 
Passivo Circulante 20.000,00 1 0.000,00 
Patrimônio Líquido – Capital 60.000,00 30.000,00 
BALANÇO PATRIMONIAL APÓS FUSÃO 
 CIA C 
Ativo 120.000,00 
Ativo Circulante 120.000,00 
 
Passivo 12 0.000,00 
Passivo Circulante 30.000,00 
Patrimônio Líquido – Capital 90.000,00 
 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial da Cia Alfa e da Cia Beta antes da fusão. Os valores 
respectivos no balanço de cada uma delas são: Ativo Circulante em R$ 80.000 e R$ 
40.000; Passivo Circulante no valor de R$ 20.000 e R$ 10.000; Patrimônio Líquido (Capital) 
em R$ 60.000 e R$ 30.000. Além disso, é apresentado o balanço patrimonial após a fusão 
com os seguintes valores: Ativo Circulante em R$ 120.000; Passivo Circulante no valor de R$ 
30.000; Patrimônio Líquido (Capital) em R$ 90.000.
Vejamos, agora, os lançamentos contábeis que devem ser efetuados nas em-
presas fusionadas e na nova empresa constituída. 
45
CONTABILIDADE AVANÇADA
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NAS EMPRESAS FUSIONADAS (EXEMPLO CIA ALFA E BETA)
• Pelo encerramento das contas devedoras (ativo e retificadoras de passivo) 
Débito: Conta de dissolução
Crédito: Contas do ativo
• Pelo encerramento das contas credoras (passivos e retificadoras de ativo)
Débito: Contas do passivo
Crédito: Conta de dissolução
• Pelo encerramento da conta de capital
Débito: Contas do patrimônio líquido (transferência do patrimônio)
Crédito: Conta de dissolução
As contas retificadoras de ativo, por exemplo, 
a depreciação, não devem ser debitadas no 
encerramento das contas de ativo. Elas irão ser 
creditadas como ocorre no encerramento das 
contas de passivo. O mesmo ocorre para aquelas 
retificadoras do passivo.
NA EMPRESA CONSTITUÍDA (EXEMPLO CIA C)
• Transferência dos Ativos
Débito: Contas do Ativo (Cia C)
Crédito: Contas do ativo da Cia Beta
Crédito: Conta do ativo da Cia Alfa
• Transferência dos elementos do passivo
Débito: Contas do passivo da Cia Alfa
Débito: Contas do passivo da Cia Beta
Crédito: Contas do Passivo (Cia C)
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
• Constituição do capital da nova empresa
Débito: Conta de Capital Social Cia Alfa
Débito: Conta de Capital Social Cia Beta
Crédito: Capital (Cia C)
Saiba mais sobre a fusão entre a Sadia e Perdigão. 
Observe que “nem tudo são flores”, pois a nova 
companhia teve que passar por diversas restrições 
para conseguir a aprovação da fusão: https://
migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--
com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
2.2.3 CISÃO
A cisão é uma operação em que uma companhia transfere parcelas do seu 
patrimônio para uma ou mais sociedades, sendo elas constituídas para esse 
fim ou já existentes. A cisão pode ser parcial ou total. Quando houver a versão 
de todo o patrimônio da sociedade, extinguindo-a, então tem a ocorrência de 
uma cisão total. Temos a cisão parcial quando ocorre a divisão de partes do 
capital da sociedade.
Segundo Vicenconti (2018, p.428), nas operações de cisão, podem ocorrer as 
seguintes situações:
1. cisão total com a criação de duas ou mais empresas novas;
2. cisão total com versão do patrimônio para empresas novas e parte para 
as empresas já existentes;
3. cisão total com versão do patrimônio para empresa já existente;
4. cisão parcial com versão de parte do patrimônio para sociedade nova; 
5. cisão parcial com versão de parte do patrimônio para sociedade nova e 
empresa já existente.
6. cisão parcial com versão de parte do patrimônio para empresas já exis-
tentes.
https://migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
https://migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
https://migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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CISÃO PARCIAL E TOTAL
CIA BETA
CIA ALFA
CIA ALFA
CIA BETA
CIA C
CIA ALFA
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
Os esquemas apresentam exemplos de cisão parcial e cisão total respectivamente. À 
esquerda, temos a cisão parcial, no exemplo mostra três balões em que temos a Cia Alfa se 
desmembrando na Cia Beta e na Cia Alfa. No lado direito, temos o exemplo de cisão total, em 
que temos a cia Alfa se desmembrando na Cia Beta e na Cia C, portanto, ela deixa de existir.
Vamos utilizar o mesmo exemplo da incorporação e fusão para facilitar a 
compreensão sobre as três. Suponha que a Cia Alfa tenha decidido realizar 
sua cisão parcial, transferindo 20% do patrimônio para a sociedade chamada 
de Cia Beta. Os sócios das duas empresas procederam com todos os procedi-
mentos legais e foi realizada a operação de cisão. Vejamos agora o patrimônio 
da companhia Alfa antes da realização de sua cisão. 
BALANÇO PATRIMONIAL DA CIA ALFA ANTES DA REALIZAÇÃO DA CISÃO
Balanço Patrimonial – CIA ALFA 
Ativo 80.000,00 
Ativo Circulante 
Caixa 10.000,00 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado 
Imóveis 80.000,00 
Depreciação Acumulada (10.000,00) 
 
Passivo 80.000,00 
Passivo Circulante 
Empréstimos a pagar 20.000,00 
Patrimônio Líquido 
Capital 60.000,00 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial da Cia Alfa que apresenta as seguintes 
informações: Caixa de R$ 10.000; Imóveis no valor de R$ 80.000; Depreciação Acumulada 
deduzindo o valor de imóveis em R$ 10.000.Além disso, é apresentada a conta de 
Empréstimos a pagar no valor de R$ 20.000 e capital no valor de R$ 60.000.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Os valores do ativo, passivo e capital da Cia Alfa foram transferidos em 20% 
para a Cia Beta, para tanto, utilizou-se como contrapartida uma conta transi-
tória representativa da cisão parcial. Vejamos os lançamentos:
LANÇAMENTOS NA EMPRESA CINDIDA
• Pela transferência de parte do ativo
Débito: Contas de Cisão Parcial 18.000
Crédito: Caixa 2.000
Crédito: Imobilizado 16.000
• Pela transferência de parte das contas retificadoras do ativo
Débito: Depreciação Acumulada 2.000
Crédito: Contas de Cisão Parcial 2.000
• Pela transferência de parte das contas do passivo
Débito: Empréstimo a pagar 4.000
Crédito: Conta Cisão Parcial 4.000
• Pela transferência de parte do capital
Débito: Capital Social 12.000
Crédito: Conta Cisão Parcial 12.000
LANÇAMENTOS NA EMPRESA RESULTANTE DA CISÃO
• Pela transferência de parte do ativo
Débito: Caixa 2.000
Débito: Imobilizado 16.000
Crédito: Contas de Cisão Parcial 18.000
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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• Pela transferência de parte das contas retificadoras do ativo
Débito: Contas de Cisão Parcial 2.000
Crédito: Depreciação Acumulada 2.000
• Pela transferência de parte das contas do passivo
Débito: Conta Cisão Parcial 4.000
Crédito: Empréstimo a pagar 4.000
• Pela constituição do capital
Débito: Conta Cisão Parcial – Conta Capital 12.000
Crédito: Capital 12.000
BALANÇO PATRIMONIAL APÓS CISÃO
BALANÇO PATRIMONIAL APÓS A CISÃO 
 CIA ALFA CIA BETA 
Ativo 64.000,00 16.000,00 
Ativo Circulante 
Caixa 8.000,00 2.000,00 
Ativo Não Circulante 
Imobilizado 
Imóveis 64.000,00 16 .000,00 
Depreciação Acumulada (8.000,00) (2.000,00) 
 
Passivo 64.000,00 16.000,00 
Passivo Circulante 
Empréstimos a pagar 16.000,00 4.000,00 
Patrimônio Líquido 
Capital 48.000,00 12 .000,00 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial da Cia Alfa e da Cia Beta após a cisão, nele são 
apresentados os respectivos valores em cada companhia: Caixa de R$ 8.000 e R$ 2.000; 
Imóveis no valor de R$ 64.000 e R$ 16.000; Depreciação Acumulada deduzindo o valor de 
imóveis com os totais, respectivamente, R$ 8.000 e R$ 2.000. Além disso, apresentam a 
conta de Empréstimos a Pagar nos valores de R$ 16.000 e R$ 4.000, respectivamente. E 
capital social no valor de R$ 48.000 e R$12.000.
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Observa-se que o patrimônio da Cia Beta foi constituído com 20% da Cia Alfa 
em decorrência do processo de cisão. Caso a cisão fosse total, seriam realiza-
dos os mesmos procedimentos contábeis, contudo seria considerado o per-
centual de 100% para a transferência de patrimônio. 
Para fixar bem o assunto, vejamos agora resumo das três formas de reorgani-
zações societárias: incorporação, fusão e cisão.
1. Incorporação: 
operação em que uma ou mais sociedades têm o seu patrimônio 
absorvido por outra.
2. Fusão: 
união entre duas ou mais sociedades para formar uma nova sociedade.
3. Cisão: 
operação em que uma sociedade transfere parcelas do seu 
patrimônio, ou o patrimônio total, para outra sociedade.
As operações de reorganização societária só serão realizadas caso os peritos 
determinem que o valor do patrimônio ou patrimônio líquido a ser usado 
para a formação do novo capital social é, pelo menos, igual ao montante do 
capital a realizar.
Os sócios ou acionistas das sociedades que 
passaram pelo processo de incorporação, fusão 
ou cisão receberão as ações que lhe couberem. 
Saiba mais sobre os aspectos legais dos 
processos de reorganização, veja o capítulo 14 
do Livro “Contabilidade avançada e análises das 
demonstrações financeiras”, de Paulo Viceconti, 
18ª edição de 2018.
51
CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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2.3 COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS
Combinação de negócios é uma operação em que se adquire o controle de 
um negócio. A norma que trata sobre combinação de negócios é o Pronun-
ciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios. Esse pronunciamento 
passou pela primeira revisão em 2011 e, atualmente, é chamado de CPC 15 (R1), 
sendo o “R1” em alusão à primeira revisão. 
2.3.1 ASPECTOS CONCEITUAIS DE 
COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS
Como já mencionado, a combinação de negócios ocorre com a aquisição do 
controle de um negócio, não sendo o termo negócio necessariamente a aqui-
sição de uma empresa. A entidade deve determinar se uma operação é uma 
combinação de negócios pela aplicação da definição vista anteriormente. 
Caso os ativos adquiridos não constituem um negócio, a entidade deve con-
tabilizar a operação ou o evento como aquisição de ativos.
COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS VERSUS AQUISIÇÃO DE ATIVOS 
Combinação
 de Negócios
Aquisição 
de ativos
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta dois balões, em um está a combinação de negócio, no outro a 
aquisição de ativos. Observa-se também um sinal de diferente entre os dois balões.
A entidade que realiza a combinação de negócios deve contabilizar cada tran-
sação desse tipo pelo método de aquisição. A aplicação do método de aquisi-
ção exige que a entidade identifique os seguintes itens, conforme exposto no 
CPC 15 (R1) (2011):
1. identificação do adquirente;
2. determinação da data de aquisição, ou seja, data em que o controle da 
adquirida é obtido;
3. reconhecimento e mensuração dos ativos identificáveis que foram ad-
quiridos, dos passivos assumidos e das participações societárias de não 
controladores na adquirida; e
4. reconhecimento e mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade 
futura (goodwill) ou do ganho proveniente de compra vantajosa.
52
MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Lembre-se aluno de que na combinação de 
negócios é adotada o método de aquisição. Esse 
método tem como base os quatro itens vistos 
anteriormente.
O primeiro item do método de aquisição trata sobre a identificação do ad-
quirente, o adquirente é aquele que obtém o controle da adquirida. Em cada 
combinação de negócios, uma das entidades envolvidas na combinação é 
identificada como o adquirente, além do CPC 15 (R1), as orientações do Pro-
nunciamento Técnico CPC 36 – Demonstrações Consolidadas devem ser uti-
lizadas para identificar o adquirente.
A data de aquisição ou data que adquirente obtém o controle da adquirida, 
geralmente é a data em que o adquirente legalmente transfere: a contrapres-
tação para o controle da adquirida; ou adquire os ativos e assume os passivos 
da adquirida. Na maioria das vezes, essa data pode ser a mesma data de fe-
chamento do negócio, mas cabe destacar que ela não se limita a esse dia.
A partir do dia da data de aquisição, o adquirente vai reconhecer os ativos 
identificáveis adquiridos e dos passivos assumidos. Ao realizar o reconheci-
mento dos ativos e passivos, o adquirente deve se atentar para retirar desse 
valor o ágio por expectativa de rentabilidade futura, caso ele exista.
A mensuração dos ativos identificáveis adquiridos e dos passivos assumidos 
deve ser realizada pelos valores justos na data da aquisição. A participação dos 
não controladores na adquirida deve ser realizada utilizando-se os critérios 
do valor justo ou pela participação proporcional nos montantes reconhecidos 
dos ativos líquidos identificáveis da adquirida.
O Pronunciamento Técnico do CPC 15 (R1) prevê exceções aos princípios de 
reconhecimento e mensuração, vejamos essas exceções:
Passivo Contingente 
Um passivo contingente assumido deverá ser reconhecido, se for uma 
obrigação presente, resultantede um evento passado e seu valor justo 
puder ser mensurado confiavelmente.
53
CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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Tributos sobre o lucro
O adquirente deve reconhecer os efeitos potenciais de diferenças 
temporárias e de prejuízos fiscais da entidade adquirida existentes na 
data da aquisição e também daquelas originadas na aquisição.
Benefícios a empregados
A adquirente deve recenhecer e mensurar o ativo ou o passivo 
relacionado aos contratos da adquirida relativos a benefícios a 
empregados.
Ativos de indenização
O vendedor pode ser obrigado a idenizar o adquirente pelo resultado 
de uma incerteza ou contingência relativa a todo ou parte de seu ativo 
ou passivo. O adquirente deverá receconhecer então um ativo por 
indenização e também o item objeto da indenização.
Direito readquirido
O valor de direito readquirido deve ser mensurado pelo adquirente e 
reconhecido como ativo intangível.
Transações com pagamento baseado em ações
Um passivo pode ser mensurado em relação ao pagamento baseado 
em ações da adquirida na data da aquisição.
Ativo mantido para venda
Um ativo mantido para venda pela adquirente deve ser mensurado 
pelo valor justo menos as depesas necessárias para venda.
54
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Por fim, devem ser reconhecidos e mensurados o ágio por expectativa de 
rentabilidade futura (goodwill) ou, se houver, o ganho proveniente de compra 
vantajosa. Vejamos, a seguir, como ocorre esse reconhecimento e como eles 
são mensurados.
2.3.1.1 ÁGIO POR RENTABILIDADE FUTURA
Em determinados negócios, o adquirente pode pagar um valor acima do que 
vale os ativos líquidos da entidade adquirida, quando isso ocorre estamos 
diante do chamado ágio por rentabilidade futura. O maior valor que é pago 
decorre de uma expectativa existente, por parte daquele que está adquirindo 
o negócio, de uma rentabilidade futura que pode ser obtida com o negócio.
O ágio por expectativa de rentabilidade futura, também chamado de Goo-
dwill, é um ativo que representa a expectativa de benefícios econômicos fu-
turos resultantes de ativos adquiridos em uma combinação de negócios. Esse 
valor dos ativos não pode ser individualmente identificado e separadamente 
reconhecido.
Segundo o CPC 15 (R1) (2011), reconhecimento do goodwill ocorre na data da 
aquisição pelo valor da diferença positiva entre:
a. a soma:
(i) da contraprestação transferida em troca do controle da adquirida;
(ii) do montante de quaisquer participações de não controladores na ad-
quirida;
(iii) no caso de combinação de negócios realizada em estágios, o valor jus-
to, na data da aquisição, da participação do adquirente na adquirida ime-
diatamente antes da combinação.
b. o valor líquido, na data da aquisição, dos ativos identificáveis adquiri-
dos e dos passivos assumidos.
O cálculo do ágio por rentabilidade futura pode ser entendido também, de 
uma maneira mais simplificada, pela diferença entre o custo de aquisição e o 
valor justo do investimento. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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O custo de aquisição do investimento é o valor 
que a investidora paga pela aquisição do negócio. 
Já o valor justo do investimento é equivalente 
ao proporcional do valor justo do montante do 
patrimônio da investida que foi adquirido pela a 
investidora.
 
O valor justo do investimento vai considerar a proporção de participação do 
controle adquirido, por exemplo: se uma investidora adquiriu 90% do patri-
mônio em uma investida e o patrimônio dessa última, na data da aquisição, 
estivesse estipulado a um valor justo de R$ 1.000, então o valor justo do inves-
timento é de R$ 900 (R$ 1.000 x 90% = R$ 900).
Lembre-se aluno de que o valor justo é o preço 
que seria recebido pela venda de um ativo ou que 
seria pago pela transferência de um passivo, em 
uma transação não forçada entre participantes 
do mercado, na data de mensuração. O valor justo 
é o mesmo que o valor de mercado quando o 
mercado está disposto a pagar pelo investimento.
Além do Goodwill existente no investimento, pode haver investimentos que 
ocorre a Mais Valia. A Mais valia representa a diferença positiva entre valor 
justo do investimento e o valor contábil do investimento. O seja, ela ocorre 
quando o valor justo é superior ao valor contábil do investimento que está 
sendo adquirido.
Vejamos agora um exemplo para facilitar a compreensão.
A companhia Alfa adquiriu 100% da companhia Beta por R$ 90.000. O valor 
justo do patrimônio líquido da Cia Beta é de R$ 70.000 e o seu valor contábil 
é de R$ 60.000. Desse modo, qual o valor do Goodwill e da Mais-valia gerada 
no investimento?
GOODWILL = 90.000 – 70.000 = 20.000
Mais – valia = 70.000 – 60.000 = 10.000
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Nas contas individuais da investidora, a Mais-valia e o Goodwill são classificados 
no ativo não circulante, mais especificamente no subgrupo de investimentos, 
em subcontas específicas para cada uma. Já no balanço consolidado, a Mais-
-valia será eliminada contra os ativos e passivos que lhe deram origem e o 
Goodwill será transferido para o intangível, ficando em conta específica. Desse 
modo, no Balanço Patrimonial o exemplo anterior fica assim representado:
BALANÇO PATRIMONIAL DA INVESTIDORA ALFA
ATIVO 
Ativo não circulante 
Investimentos 
 Participação em Beta 
 Valor contábil do investimento 60.000 
 Mais Valia 10.000 
 Goodwill 20.000 
Total 90.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020)
#PraCegoVer
A tabela apresenta o subgrupo investimentos do Balanço Patrimonial da investidora Alfa. 
Nele, consta o valor contábil do investimento (R$ 60.000), o valor da Mais-valia (R$ 10.000), 
valor do Goodwill (R$ 20.000), e o total (R$ 90.000) que é equivalente à soma dos três.
E se no lugar de 100%, a Cia Alfa tivesse adquirido 60% da Cia Beta? Então, terí-
amos os seguintes cálculos para o ágio por rentabilidade futura e a Mais valia:
GOODWILL = 90.000 – 42.000 = 48.000
Mais – valia = 42.000 – 36.000 = 6.000
Onde, 
42.000 = 60% x 70.000, e
36.000 = 60% x 60.000
Teríamos ainda os seguintes lançamentos:
Débito: Investimentos 36.000
Débito: Investimentos – Mais Valia 6.000 
Débito: Investimento – Goodwill 48.000
Crédito: Disponibilidades 90.000
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Todos os cálculos efetuados para o reconhecimento do custo de aquisição, 
Mais valia e Goodwill devem ser informados e justificados nas notas explicati-
vas. Vale ressaltar ainda que o Goodwill não é amortizado, pois tem a sua vida 
útil indefinida. Contudo, ele deve ser submetido ao teste de impairment que 
vai apurar o seu valor recuperável.
2.3.1.2 COMPRA VANTAJOSA
A compra vantajosa, também chamada de deságio ou menos valia, corres-
ponde à diferença positiva entre o valor justo dos ativos líquidos da investida 
e o custo de aquisição pago pela investidora. Para o cálculo da compra vanta-
josa também se considera o valor proporcional adquirido pela investidora no 
patrimônio do negócio adquirido.
E vamos de exemplo para fixar melhor esse conceito. Suponha que a Cia Alfa 
comprou 100% da Cia Beta. O valor pago pelo investimento, também chama-
do de custo de aquisição, foi de R$ 600.000. Além disso, sabe-se que o valor 
justo dos ativos líquidos da investida era de R$ 700.000. Qual o valor do ganho 
com a compra vantajosa?
Compra vantajosa – 700.000 – 600.000 = 100.000
A compra vantajosa representa ganho para a investidora e deve ser reconhe-
cida no resultado do período, na data da aquisição. Desse modo, ela impacta 
o resultado do exercício e não figurará no Balanço.
O CPC 15 (R1)(2011) salienta ainda que a compra vantajosa pode acontecer, por 
exemplo, em combinação de negócios que resulte de uma venda forçada, na 
qual o vendedor é obrigado a agir dessa forma. Além disso, ele informa que 
antes de reconhecer o ganho decorrente de compra vantajosa, o adquirente 
deve realizar uma revisão para se certificar de que todos os ativos adquiridos 
e todos os passivos assumidos foram corretamente identificados e, portanto, 
reconhecer quaisquer ativos ou passivos adicionais identificados na revisão.
Para finalizar e fortalecer a compreensão sobre compra vantajosa, mais valia e 
goodwill, vejamos uma proposta de comparam dos três. Vamos lá!
• Compra Vantajosa: custo de aquisição do investimento – valor justo do 
investimento.
• Goodwill: valor justo do investimento – valor contábil do investimento.
• Mais valia valor justo do investimento – custo de aquisição do investimento.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Saiba mais resolvendo os exemplos propostos no 
capítulo 4 do livro “Contabilidade avançada: de 
acordo com as normas brasileiras de contabilidade 
(NBC) e normas internacionais de contabilidade 
(IFRS)”, dos autores Ricardo Pereira Rios e José 
Carlos Marion, edição 1, 2019.
Adicione em seus estudos a leitura do próprio CPC 
15 (R1), disponível em: http://static.cpc.aatb.com.br/
Documentos/235_CPC_15_R1_rev%2014.pdf.
CONCLUSÃO
Esta unidade trouxe diferentes aspectos sobre as reorganizações societárias 
e a combinação de negócios. Observamos que incorporação é uma operação 
em que uma ou mais sociedades têm o seu patrimônio absorvido por outra. 
Já a fusão é a união entre duas ou mais sociedades para formar uma nova 
sociedade. A cisão é uma operação em que uma sociedade transfere parcelas 
do seu patrimônio, ou o patrimônio total, para outra sociedade.
Notamos ainda que a combinação de negócios ocorre com a aquisição do 
controle de um negócio, a entidade que realiza esse tipo de combinação deve 
contabilizar cada transação desse tipo pelo método de aquisição. Em deter-
minadas combinações de negócios, o adquirente pode pagar um valor acima 
do que vale os ativos líquidos da entidade adquirida, quando isso ocorre esta-
mos diante do chamado ágio por rentabilidade futura. Existem ainda os casos 
em que o adquirente compra um negócio em que o seu valor justo é superior 
ao valor contábil, ocorrendo a presença da Mais valia. Por fim, vimos os casos 
de compra vantajosa de investimentos.
Para finalizar a disciplina, destacamos a importância de buscar casos concre-
tos que ocorreram ou estão passando pelo processo de reorganização socie-
tária ou aquisição de uma combinação de negócios.
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/235_CPC_15_R1_rev%2014.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/235_CPC_15_R1_rev%2014.pdf
UNIDADE 3
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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CONTABILIDADE AVANÇADA
> Identificar 
o processo de 
distribuição de 
dividendos e dos 
limites identificados 
em lei.
> Mensurar os 
juros sobre o 
capital próprio e os 
aspectos legais que 
o permeiam.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
3 DIVIDENDOS E JUROS SOBRE O 
CAPITAL PRÓPRIO
Ao fim do exercício social, temos as formas de destinação do resultado do 
exercício, que são: constituição de reservas, distribuição de dividendos e juros 
sobre o capital próprio. Esta unidade traz uma abordagem sobre as três for-
mas de destinação do resultado do exercício, mas com foco para duas delas 
que objetivam remunerar o capital investido pelos proprietários: os dividen-
dos e os juros sobre o capital próprio.
Uma pessoa física ou jurídica pode investir no capital de uma empresa em 
dois momentos: (i) na constituição da empresa com a subscrição e integrali-
zação do capital, ou (ii) quando a empresa já se encontra em atividade, e um 
investidor decide pela compra das quotas ou ações da empresa, ou ainda me-
diante a aumentos de capital efetuadas pela própria empresa investida. Os 
rendimentos que os titulares das quotas ou ações recebem pelo investimento 
são denominados de Dividendos. Eles ainda podem receber uma remune-
ração adicional pelo seu investimento, essa remuneração trata-se dos Juros 
sobre o Capital Próprio. 
Desse modo, esta unidade tem a intenção de proporcionar conhecimentos 
sobre os dividendos e os juros sobre o capital próprio. As duas temáticas aju-
dam também na compreensão de tópicos de contabilidade avançada. Vamos 
adiante inicializar os nossos estudos!
3.1 DIVIDENDOS
A distribuição de dividendos é uma das formas de remuneração dos proprie-
tários pelo capital investido na companhia. Nas sociedades limitadas, não exis-
tem exigências mínimas a serem adotadas para a distribuição de lucros entre 
os sócios, portanto, existe certa liberdade para a elaboração da política de divi-
dendos. Já nas Sociedades Anônimas (S.A), existem diversas regras que devem 
ser seguidas, essas regras estão previstas na Lei n. 6.404/76. Vejamos a seguir os 
principais aspectos que a lei dispõe sobre a distribuição de dividendos.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
3.1.1 CONCEITUAÇÃO
Ao final do exercício social, o resultado do exercício (lucro líquido) deve ser 
distribuído para uma ou mais das seguintes fontes: reservas, distribuição de 
dividendos e juros sobre o capital próprio. 
Reservas: 
são contas do patrimônio líquido que podem ser divididas em reserva 
de lucros e reserva de capital.
Dividendos: 
é uma forma de remuneração dada aos proprietários com o objetivo 
de remunerar o seu capital aplicado na entidade.
Juros sobre o capital próprio: 
remuneração adicional decorrente da participação nos lucros.
As reservas são uma das formas de distribuição do lucro líquido do exercício, 
algumas delas podem ser constituídas antes do cálculo dos dividendos, fa-
zendo com que o valor para o pagamento de dividendos seja menor. Antes 
de iniciar a constituição dos dividendos, vejamos agora cada uma das reser-
vas de lucros, vamos observar qual a finalidade da constituição de cada uma 
delas e quais são constituídas antes dos dividendos.
A reserva de lucros são contas do patrimônio líquido que se destinam a captar 
recursos que não serão distribuídos em dividendos. O que podemos entender 
por patrimônio líquido? O CPC 00 (R2) (2019, p. 19) já expõe que o patrimônio 
líquido é a “participação residual nos ativos da entidade após a dedução de 
todos os seus passivos”. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO - PASSIVO
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
Na imagem, há o patrimônio líquido sendo representado como o resultado da subtração do 
ativo menos o passivo.
As reservas de lucros são constituídas com o objetivo de preservar o patrimô-
nio líquido. Elas classificam-se dessa forma por serem contas constituídas a 
partir da apropriação de lucro da companhia. 
As reservas de lucros previstas em lei (Lei n. 6.404/76) são as seguintes: reser-
va legal, reserva estatutária, reserva para contingências, reserva de incentivos 
fiscais, reversa de retenção de lucros, reserva de lucros a realizar, reserva espe-
cial de dividendo obrigatório não distribuído, reserva específica de prêmio de 
debêntures.
Reserva Legal
Essa reserva é a primeira que irá ser constituída e a primeira que recebe des-
tinação de lucros. Logo, ela é constituída antes da distribuição de dividendos. 
Do lucro líquido apurado no exercício, 5% devem ser aplicados para a cons-
tituição da reserva legal. Do total encontrado após a aplicação dos 5%, não 
poderá exceder o valor de 20% do capitalsocial. 
A reserva legal busca garantir que o capital social não venha a sofrer com per-
das. A reserva poderá ser usada apenas em dois casos específicos: compensar 
prejuízos ou aumentar o capital. Além disso, a reserva legal pode deixar de ser 
constituída se ao somar o seu valor com o valor das reservas de capital, o total 
dessa soma for maior que 30% do capital social.
A contabilização da reserva legal é feita da seguinte forma:
D: Lucros Acumulados
C: Reserva Legal
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CONTABILIDADE AVANÇADA
As reservas que serão vistas mais adiante também 
serão contabilizadas pelo débito em conta de 
lucros acumulados e o crédito em cada conta 
específica de reserva.
Reserva Estatutária
A legislação permite que o estatuto crie reservas, devendo ele indicar de ma-
neira precisa e completa a sua finalidade, além de delimitar quais os critérios 
que serão usados para a escolha do percentual que será aplicado ao lucro 
líquido para a constituição da reserva. Além disso, o estatuto deve fixar o li-
mite máximo de valor que pode ser usado para a constituição da reserva. Há 
critérios para determinar a parcela dos lucros líquidos que serão destinados 
para sua constituição e o limite máximo da reserva. As reservas estatutárias 
não podem restringir o pagamento de dividendos, ou seja, não se pode usar 
essa reserva antes do cálculo do dividendo mínimo obrigatório.
Reserva para Contingências
A reserva para contingências é realizada com a finalidade de preservar o capi-
tal de possíveis perdas consideradas prováveis e cujo valor possa ser estimado. 
Desse modo, uma parcela do lucro do exercício vai ser segregada com a fina-
lidade de compensar perdas prováveis futuras. Essa reserva vai abater o valor 
a ser distribuído para dividendos.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na imagem, há um cofre de porquinho representado a reserva feita para contingências.
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Reserva de Incentivos Fiscais
É destinada para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido de-
corrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que 
poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.
Reserva de Retenção de Lucros
A reserva de retenção de lucros, também chamada de reserva de lucros para 
expansão, é destinada para atender a projeto de investimento. Essa reserva 
não pode ser constituída em detrimento do pagamento do dividendo míni-
mo obrigatório.
Reserva de Lucros a Realizar
A reserva de lucros a realizar apresenta uma relação direta com os dividen-
dos obrigatórios. A Lei n. 6.404/76 adverte que o valor total encontrado para o 
dividendo mínimo obrigatório que for maior que a parcela realizada do lucro 
líquido do exercício pode ser designado para a constituição de reserva de lu-
cros a realizar. (BRASIL, Lei n. 6.404, 1976). Desse modo, essa reserva é consti-
tuída quando não existirem lucros realizados que satisfaçam o valor necessá-
rio para pagamento dos dividendos mínimos obrigatórios. Ela vai ser usada 
futuramente apenas para o pagamento do dividendo mínimo obrigatório.
A parcela a realizar é aquela que contabilmente 
já foi realizada, mas ainda não houve a realização 
financeira
Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído
A reserva especial de dividendo obrigatório não distribuído é elaborada quan-
do tiver dividendo obrigatório a distribuir, contudo a companhia não tem 
condições financeiras para o seu pagamento. Os dividendos serão pagos aos 
acionistas no futuro, quando a empresa estiver com uma melhor condição 
financeira disponível, e desde que não tenham sido absorvidos por prejuízos 
dos exercícios seguintes.
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Aluno, não confunda reserva especial de dividendo obrigatório com a reserva 
de lucros a realizar. Cuidado!
RESERVA ESPECIAL DE DIVIDENDO OBRIGATÓRIO NÃO DISTRIBUÍDO VERSUS RESERVA 
DE LUCROS A REALIZAR
RESERVA DE LUCROS A REALIZAR: a compa-
nhia não consegue pagar o valor total do divi-
dendo, pois existe uma parte ainda não realiza-
da do lucro. Ela efetua uma parcela do paga-
mento, correspondendo ao lucro realizado e 
constitui a reserva pelo valor que falta a pagar.
RESERVA ESPECIAL DE DIVIDENDO 
OBRIGATÓRIO NÃO DISTRIBUÍDO: a companhia 
não consegue pagar o dividendo proposto, em 
razão da sua situação financeira. Desse modo, 
ela reserva o valor total do dividendo mínimo 
obrigatório.
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta duas setas opostas representando o contraponto entre Reserva 
especial de dividendo obrigatório não distribuído e reserva de lucros a realizar.
Reserva Específica de Prêmio de Debêntures
As debêntures são títulos de crédito emitidos pelas Sociedades Anônimas 
para obter recursos. Elas dão direito à participação nos lucros e quando a 
empresa emite debêntures com ágio, ocorre o chamado prêmio na emissão 
de debêntures. Os prêmios na emissão de debêntures são contabilizados no 
passivo não circulante na conta “prêmios de debêntures a amortizar” e, como 
contrapartida, tem-se o reconhecimento do valor em conta do resultado do 
exercício. Desse modo, a companhia emissora pode usar o valor referente à 
parcela do lucro líquido do exercício decorrente do prêmio na emissão de de-
bêntures para constituição da reserva de lucros. Esse valor dessa reserva tam-
bém poder ser usado no cálculo dos dividendos obrigatórios.
3.1.2 DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS
Os acionistas têm o direito de receber o dividendo mínimo obrigatório em 
cada exercício. A distribuição dos dividendos vai ocorrer com base em um 
percentual fixo no estatuto ou, quando o estatuto for omisso, através da lei.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
DIVISÃO DOS DIVIDENDOS
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na ilustração, uma jovem proprietária carrega a parte que lhe cabe dos dividendos da 
empresa. O total de dividendos é representado por uma grande moeda.
O estatuto pode estabelecer para o dividendo uma porcentagem do lucro ou 
do capital social. Por exemplo, ele pode definir que será distribuído 20% como 
dividendo mínimo obrigatório. Ele pode ainda fixar outros critérios para os di-
videndos, desde que sejam regulados e não sujeitem os acionistas minoritá-
rios ao arbítrio dos órgãos da administração. Os dividendos propostos devem 
ser registrados no Passivo Circulante.
A respeito do percentual da distribuição de 
dividendos, a regra inicial é de que a distribuição 
deve ocorrer com base em um percentual fixo no 
estatuto. Se o estatuto for omisso, então deve ser 
observado o disposto em lei.
Contudo, podem existir casos em que o estatuto é omisso em relação ao per-
centual do lucro que deve ser destinado. Nos casos de omissão, a Lei n. 
6.404/76 estabeleceu que deve ser distribuída a importância de metade (50%) 
do lucro líquido do exercício ajustado (diminuído ou acrescentado) pelos se-
guintes valores:
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CONTABILIDADE AVANÇADA
1. Reserva legal constituída.
2. Reserva para contingências.
3. Reversão da reserva para contingências.
4. Reserva para incentivos fiscais (item facultativo).
5. Reserva específica para prêmio na emissão de debêntures (item faculta-
tivo).
Então, em caso de omissão do estatuto, os dividendos mínimos obrigatórios 
devem ser calculados com base em 50% (cinquenta por cento) do Lucro Lí-
quido Ajustado, sendo esse último calculado da seguinte forma:
LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO
Lucro Líquido Ajustado = lucro líquido do exercício – reserva legal 
– reserva para contingências + reversão de reserva para contin-
gência– reserva de incentivos fiscais (facultativo) – reserva especí-
fica de prêmio na emissão de debêntures (facultativo)
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O destaque apresenta o cálculo do Lucro Líquido Ajustado. O Lucro Líquido Ajustado é 
igual ao lucro líquido do exercício menos valor da reserva legal, menos o valor da reserva 
para contingências, mais a reversão de reserva para contingência, menos a reserva de 
incentivos fiscais (facultativo), menos a reserva específica de prêmio na emissão de 
debêntures (facultativo).
Vejamos um exemplo para melhorar a compreensão do cálculo dos dividendos. 
Suponha que uma empresa, chamada Jorg S.A, apresentou os seguintes dados:
DADOS DA JORG S.A
Lucro Líquido do Exercício R$ 100.000,00 
Reserva Legal do Exercício R$ 2.000,00 
Reserva para Contingência R$ 2.000,00 
Reversão da Reserva para Contingência R$ 1.000,00 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta os dados da empresa Jorg S.A: lucro líquido de R$ 100.000; Reserva Legal de 
R$ 2.000; Reserva para Contingência R$ 2.000; Reversão da Reserva para Contingência R$ 1.000.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Pede-se: (i) Qual o valor do Lucro Líquido Ajustado? (ii) Considerando que a 
empresa tem o estatuto omisso em relação ao dividendo obrigatório, qual 
o valor do dividendo mínimo obrigatório?
• Vamos primeiro encontrar o Lucro Líquido Ajustado, pois além de responder 
ao primeiro questionamento, ele também servirá como base para o cálculo 
do dividendo obrigatório.
Lucro Líquido Ajustado = 100.000 – 2.000 + 1.000 = 97.000
O Lucro Líquido Ajustado foi calculado a partir do lucro líquido do exercício 
subtraído da reserva legal e reserva para contingência, e somado a reversão 
da reserva para contingência.
A reserva para contingência deve ser diminuída do 
lucro líquido, enquanto que a reversão da reserva 
para contingência deve ser somada.
• Agora, finalmente, vamos para o cálculo dos Dividendos Mínimos Obrigatórios. 
Lembre-se de que quando o estatuto é omisso, devemos aplicar o percentual 
de 50% sobre o lucro líquido ajustado.
Dividendos Mínimos Obrigatórios = 97.000 X 50% = 48.500
Desse modo, respondendo à segunda pergunta do questionário, temos o di-
videndo mínimo obrigatório a ser distribuído no valor de R$ 48.500. 
Apesar dos percentuais estabelecidos, o pagamento efetivo dos dividendos 
pode ser limitado pelo valor do lucro a realizar. Vimos anteriormente a reser-
va de lucros a realizar que diz que o montante do dividendo obrigatório que 
ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício pode ser des-
tinado para a constituição de reserva. Portanto, após calcular o dividendo 
obrigatório mínimo exigido para distribuição, desse valor pode ser abatido 
o total dos lucros a realizar. Ressalta-se que os lucros, quando realizados, de-
vem ser distribuídos juntamente com o próximo pagamento de dividendo 
mínimo obrigatório.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
3.1.3 CONDIÇÕES E LIMITES
Além das condições e limites, vistos anteriormente na regra geral do dividen-
do mínimo e nos casos do estatuto omisso, temos ainda a presença de outra 
situação. Nos casos em que há o estatuto omisso, esse estatuto pode ser alte-
rado para introduzir norma sobre o percentual de distribuição. A Lei estabele-
ce que o dividendo obrigatório proposto nesse novo estatuto não poderá ser 
inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado. Desse modo, 
caso o estatuto de uma sociedade não estabeleça inicialmente um percen-
tual, ou seja, ele for omisso, e depois decida por definir um percentual, esse 
não poderá ser menor que 25% do lucro ajustado. Nesse caso, a companhia 
não poderia, por exemplo, estabelecer 20% (vinte por cento) de distribuição. 
Vejamos agora as três regras sobre distribuição de dividendos.
CONDIÇÕES E LIMITES DA DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS MÍNIMOS OBRIGATÓRIOS
Estatuto define a
 porcentagem de destinação
Estatuto Omisso: 50% do
 lucro ajustado deve 
ser destinado
Alteração do estatuto omisso: 
é destinado no mínimo
 25% do lucro ajustado
Regras Distribuição 
de 
Dividendos
Regra Geral
Segunda Opção
Terceira Opção
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
Há um fluxograma com as três regras para a distribuição de dividendos. A primeira delas é a 
regra geral que expressa que o estatuto vai definir o percentual de distribuição. A segunda 
regra expõe que, em casos de omissão, devem ser destinados 50% do lucro líquido 
ajustado. E, por fim, temos a alteração do estatuto omisso, que estabelece que em casos 
de alteração a companhia não poderá destinar menos que 25% do lucro ajustado.
Após a destinação do lucro para a constituição de reservas de lucros e da dis-
tribuição do dividendo mínimo obrigatório, se houver lucro remanescente, 
então este deverá ser distribuído como dividendos complementares, tam-
bém chamados de dividendos propostos adicionais.
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Os dividendos maiores que o valor do mínimo obrigatório, ou seja, os dividen-
dos adicionais poderão ser contabilizados de duas possíveis formas. Não serão 
contabilizados os dividendos adicionais se a empresa fechar as demonstra-
ções financeiras do exercício e declarar dividendo adicional nos meses subse-
quentes ao fechamento (por exemplo, janeiro). Nesse caso, ele será divulgado 
apenas em notas explicativas. Contudo, se os dividendos adicionais forem de-
clarados antes da data de fechamento das demonstrações, então eles serão 
contabilizados em uma conta específica do patrimônio líquido, chamada de 
dividendo adicional proposto.
Em suma, temos para os dividendos adicionais:
• Antes do fim do exercício: devem ser contabilizados no patrimônio líquido 
na conta de dividendo adicional proposto.
• Após o fim do exercício: não são contabilizados, devendo ser divulgados 
apenas em nota explicativa.
Os dividendos obrigatórios são contabilizados no 
passivo na data de fechamento das demonstrações 
contábeis. Já os dividendos adicionais poderão 
ser ou não contabilizados, a depender da data de 
declaração dos dividendos.
Em relação ao pagamento dos dividendos, segundo a Lei n. 6.404/76, eles se-
rão pagos para aquele que, na data do ato de declaração do dividendo, estiver 
inscrita como proprietária da ação. Ainda segundo a referida Lei das Socie-
dades Anônimas, os dividendos poderão ser pagos por cheque nominativo 
remetido por via postal ou em crédito em conta corrente em nome do acio-
nista. Os dividendos das ações em custódia bancária ou em depósito serão 
pagos para a instituição financeira depositária, que será responsável pela sua 
entrega aos titulares das ações depositadas (BRASIL, Lei n. 6.404, 1976). 
Ainda segundo a Lei n. 6.404 (1976), em relação ao prazo do pagamento, os 
dividendos deverão ser pagos, salvo deliberação em contrário da assembleia-
-geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e, em 
qualquer caso, dentro do exercício social.
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
O pagamento dos dividendos pode ocorrer também de forma intermediária, 
antes do final do exercício social. Segundo a Lei n. 6.404/76, a companhia que 
elaborar balanço semestral pode declarar, após deliberação dos órgãos de ad-
ministração e autorização do estatuto, dividendos à conta do lucro apurado 
no balanço. A companhia pode distribuir dividendos em períodos menores se 
o total dos dividendos pagos em cada semestre não exceda o montante das 
reservas de capital. Esses dividendos recebem o nome de dividendos interme-
diários e, quando constituídos, eles ficam como conta redutora do patrimônio 
líquido, observe aseguir a contabilização dos dividendos intermediários:
D: Dividendos Intermediários (conta redutora do PL)
C: Disponibilidades
3.2 JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO
Semelhante aos dividendos, os Juros sobre o Capital Próprio (JCP) também 
vão remunerar os valores investidos pelos sócios ou acionistas na composi-
ção do capital do negócio investido. Contudo, os dividendos são rendimentos 
que os proprietários recebem pelo investimento e o JCP é uma remuneração 
adicional àquela em decorrência da participação dos proprietários nos lucros. 
Apesar disso, os JCP podem assumir a posição dos dividendos, vejamos a se-
guir como ocorre.
3.2.1 CONCEITUAÇÃO DE JUROS SOBRE O 
CAPITAL PRÓPRIO
Segundo Ribeiro,
A Lei n. 9.249, de 26 de dezembro de 1995, que promoveu alterações na 
legislação tributária, ao mesmo tempo que revogou o regime de correção 
monetária das demonstrações financeiras (art. 4º), criou a figura dos Juros 
sobre o Capital Próprio (art. 9º), como remuneração adicional àquela 
decorrente da participação nos lucros, pago ao titular, sócio ou acionista de 
empresas (RIBEIRO, 2018, p. 117)
Entende-se, então, como Juros sobre o Capital Próprio é a remuneração adi-
cional paga aos investidores da empresa. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Salienta-se que o termo adicional dos JCP é 
em decorrência a ele adicionar a remuneração 
dos proprietários, pois eles já recebem 
obrigatoriamente a participação nos lucros.
Os Juros sobre o Capital Próprio surgiram com o intuito de pagar os investido-
res da empresa pelo o capital investido por eles. O JCP é facultativo para a em-
presa, apesar de que esses juros podem ser imputados ao valor dos dividendos 
obrigatórios, conforme exposto pela Lei n. 9.430/96, parágrafo § 7º do art. 9º: “o 
valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica, a título de remunera-
ção do capital próprio, poderá ser imputado ao valor dos dividendos (...)”.
Os juros pagos sobre o capital são condicionados à existência de lucros, com-
putados antes da dedução dos juros, ou de lucros acumulados ou de reservas 
de lucros, em montante maior ou igual a duas vezes o JCP a serem pagos ou 
creditados. Vejamos, a seguir, mais detalhadamente os aspectos sobre Juros 
sobre Capital Próprio.
3.2.2 ASPECTOS LEGAIS
Os dividendos são calculados por uma porcentagem do lucro das compa-
nhias, desse modo, esse lucro é tributado e as empresas pagam Imposto de 
Renda (IR) e Contribuição Social (CSLL) sobre ele. A legislação tributária brasi-
leira permite que as empresas utilizem a remuneração sobre o capital próprio 
na dedução do cálculo do IR e da CSLL e da contribuição social, desde que 
sejam observados alguns critérios e limites.
Aspectos tributários dividendos: 
nos dividendos a empresa é tributada em imposto de renda e 
contribuição social, desse modo, fica a cargo da empresa o pagamento 
desses impostos e o sócio ou acionista são isentos.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Aspectos tributários juros sobre capital próprio: 
a empresa pode considerar como uma despesa financeira, dedutível 
no cálculo do imposto de renda e da contribuição social. Desse modo, 
o sócio ou acionista tem esse rendimento tributado.
A escolha pelo pagamento de juros sobre o capital próprio pode fazer com 
que a empresa tenha uma menor carga tributária, mas alguns critérios ex-
postos na legislação devem ser seguidos para o uso desse benefício. 
Os juros sobre capital próprio podem impactar na apuração do lucro real. 
Considerando a apuração do lucro real, a pessoa jurídica poderá usar o valor 
pago dos JCP para dedução. Os JCP serão calculados sobre as contas do patri-
mônio líquido e limitados a variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo 
Prazo (TJLP). Como assim? Em suma, temos como base de cálculo o Patrimô-
nio Líquido e como taxa o valor menor ou igual à TJPL.
Como dito anteriormente, os valores pagos de JCP podem ser usados para 
dedução da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) 
e da base de cálculo do Imposto de Renda (IR). Para que a empresa possa 
usar esse valor para a dedução da base de cálculo de seus impostos, algumas 
condições devem ser observadas:
1. À existência de lucros, calculados antes da dedução dos juros, ou de lu-
cros acumulados e reservas de lucros, em valor maior ou igual a duas 
vezes o JCP a serem pagos ou creditados.
2. Os JCP devem ser contabilizados como Despesas Financeiras.
3. Os juros devem ser pagos ou creditados de maneira individualizada a 
título dos proprietários (sócios ou acionistas).
4. Os juros tenham como valor máximo à variação, pro rata dia, da Taxa de 
Juros de Longo Prazo (TJLP). Cabe ressaltar que esse valor é o máximo 
que pode ser atingido, por exemplo, a companhia pode escolher um va-
lor menor que a TJLP.
5. O montante de juros passíveis de dedução seja limitado a 50% do Lucro 
Líquido do período de apuração antes da dedução desses juros e após a 
dedução da CSLL e antes do IR, ou 50% do somatório dos lucros acumu-
lados e reservas de lucros.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Para fins de dedução da base de cálculo da CSLL e 
IR, o valor do JCP a ser pago limita-se ao maior dos 
seguintes valores:
a) 50% do Lucro Líquido do período-base, 
computado antes da dedução dos juros;
b) 50% do somatório dos lucros acumulados e 
reservas de lucros.
 
As mudanças na contabilidade societária não permitem mais que os juros 
sobre capital próprio sejam reconhecidos como despesa financeira. Desse 
modo, os autores Rios e Marion (2019) recomendam que as companhias reco-
nheçam os juros como despesa financeira para atender à legislação fiscal e, 
com isso, torná-los dedutíveis. Para a apuração e destinação do resultado, 
deve ser realizado o lançamento de estorno, ficando os juros sobre o capital 
próprio evidenciados na demonstração das mutações do patrimônio líquido. 
Observe como deve ser realizado o estorno da despesa financeira com JCP.
REVERSÃO DA DESPESA FINANCEIRA COM JCP
Despesas 
Despesas financeiras (JCP) 
(=) Lucro Operacional 
(-) CSLL 
(-) IR 
(=) Resultado antes das participações 
(-) Participações 
(+) Reversão dos JCP 
(=) Lucro Líquido 
 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta onde se deve encontrar a reversão dos JCP. Na ordem, temos as 
seguintes contas: despesas, despesas financeiras, lucro operacional, CSLL, IR, resultado 
antes das participações, participações, reversão dos JCP e lucro líquido.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Observa-se que a despesa financeira afeta o resultado servindo então como 
dedução no cálculo do imposto de renda e da contribuição social. Contudo, 
antes da apuração do lucro líquido ou do prejuízo, esse valor é devolvido ao 
resultado, com isso, cumpre o efeito para fins societários. Vale ressaltar que a 
Deliberação CVM n. 207/96 permite ainda que o JCP seja evidenciado confor-
me o exemplo anterior.
3.2.3 CÁLCULOS
O Patrimônio Líquido (PL) antes de computado o resultado do exercício vi-
gente é usado como base de cálculo para o pagamento dos Juros sobre o 
Capital Próprio. Portanto, o patrimônio líquido usado é aquele apresentado 
no período anterior ao período em que serão pagos os juros. Para o regime de 
Lucro Real anual, usa-se o valor do Patrimônio Líquido existente no último dia 
do exercício anterior ao pagamento, por exemplo, se os JCP devem ser pagos 
no exercício findo em 31/12/X3, então utiliza-se como base o PL existente em 
31/12/X2. Já para as empresas enquadradas no regime de Lucro Real trimes-
tral, usa-se o valor do Patrimônio Líquido existente no último dia do trimestre 
anterior ao pagamento.
Apesar da alteração na formade cálculo do PL com a nova redação dada a 
alguns capítulos da Lei n. 6.404/76, para fins de cálculo do JCP o patrimônio 
líquido deve ser calculado ainda conforme o exposto pela Lei n. 9.249/1995, § 
8º do art. 9º. Vejamos, a seguir, como está disposto esse cálculo:
Total do Patrimônio Líquido = Capital Social + Reservas de Capital + 
Reservas de Lucros – Ações em Tesouraria – Prejuízo Acumulados
O cálculo do JCP está limitado à variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de 
Longo Prazo (TJLP). Essa taxa de juros é calculada trimestralmente pelo Con-
selho Monetário Nacional (CMN) e divulgada pelo Banco Central do Brasil 
(Bacen). Cabe ressaltar que a taxa divulgada é expressa em termos anuais, 
para encontrar a TJLP mensal, basta dividir a sua anual por 12.
Segundo Ribeiro (2018), as variações no valor da base de cálculo dos JCP, ou 
seja, do Patrimônio Líquido, podem ocorrer por redução ou aumento do capi-
tal, ou ainda nos casos de início de atividades não coincidirem com o primeiro 
dia do ano ou do trimestre, ou de término de atividades, não coincidente com 
o último dia do ano ou do trimestre. Supondo que os JCP devem ser pagos 
no exercício findo em 31/12/X3, então utiliza-se como base o PL existente em 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
31/12/X2, mas as atividades da empresa só iniciaram em 10/03/X2. Desse modo, 
a remuneração a ser paga aos acionistas em 31/12/X3, corresponderá ao período 
de 10 de março a 31/12/X2. Ressalta-se que, como a TJPL é anual, então deve-se 
calcular o valor dessa taxa proporcional ao período de 10/03/X2 a 31/12/X2.
A taxa de juros sobre o capital próprio está 
limitada a variação, pro rata dia, da TJPL, mas isso 
não quer dizer que ela possa adotar uma inferior 
a esse valor. Portanto, a empresa pode pagar JCP 
com a taxa que pretender, desde que não seja 
superior a variação, pro rata dia, da TJPL.
Vamos fazer exemplo prático para esclarecer os conhecimentos acerca dos 
juros sobre capital próprio. Suponha que a Companhia Jorg decidiu, em 31/12/
X2, pagar juros sobre o Capital Próprio para os seus sócios. O resultado do 
exercício em 31/12/X2, antes da contribuição social e antes de deduzir o JCP foi 
de R$ 100.000. Além disso, essa companhia apresentava os seguintes valores 
do patrimônio líquido em X1:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM 31/12/X1
Capital Social R$ 200.000 
Reservas de Capital R$ 40.000 
Reservas de Lucros R$ 60.000 
TOTAL R$ 300.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o Patrimônio Líquido em 31/12/X1, em que o Capital Social é de R$ 
200.000, as Reservas de Capital somam o valor de R$ 40.000, as Reservas de Lucros 
somam o valor de R$ 60.000, e o total da conta soma o valor de R$ 300.000.
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A companhia é tributada a uma taxa de 10% de CSLL e a TJPL para o exercício 
de X2 foi também de 10%. Além disso, a companhia tem dois sócios em que 
cada um deles tem 50% do capital. Com base nessas informações, questiona-
-se: Qual o valor a ser pago de Juros sobre o Capital Próprio?
• Iremos iniciar calculando os JCP, lembre-se de que a base de cálculo é o 
patrimônio líquido do período anterior ao pagamento, temos:
JCP = 10% x 300.000 = R$ 30.000
• Agora iremos calcular os limites para fins de dedutibilidade dos JCP, lembre-
se de que a legislação trata de dois limites para a dedutibilidade. Devemos 
calcular os dois e escolher entre eles aquele que apresentar o maior valor. 
a. 50% do Lucro Líquido do período-base, computado antes da dedução 
dos juros e depois da dedução do valor provisório calculado para a 
CSLL.
– Vamos primeiro calcular a CSLL:
CSLL = 100.000 x 10% = R$ 10.000
– O resultado do exercício ajustado pela a CSLL na DRE fica do seguinte 
modo:
Resultado do Exercício antes da CSLL 100.000
(-) CSLL (10.000)
(=) Resultado do Exercício ajustado 90.000
– Então, com esses valores em mãos, temos o seguinte cálculo do primeiro 
limite de dedutibilidade:
50% x 90.000 = R$ 45.000
b. 50% do somatório dos lucros acumulados e reservas de lucros.
• O enunciado da questão já informou o valor das reservas de lucros, então 
temos os seguintes cálculos:
50% x 60.000 = R$ 30.000
Pronto, com isso, calculamos os dois limites de dedutibilidade e também os 
Juros sobre Capital Próprio. Podemos observar com esses resultados que o 
primeiro limite de dedutibilidade seria de R$ 45.000 e o segundo limite foi de 
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R$ 30.000. A legislação permite que a companhia escolha o maior dos dois 
limites, desse modo a companhia poderá remunerar os sócios pelo valor de 
R$ 30.000 e poderá utilizar todo esse valor para como dedução do cálculo da 
CSLL e do IR.
Utilizando-se do exemplo anterior, abaixo é apresentada a contabilização dos 
juros sobre o capital próprio como despesa financeira, além do imposto de 
renda retido da fonte que será paga pelos sócios e repassado pela empresa.
D: Juros sobre o capital próprio (despesa financeira) R$ 30.000
C: Juros sobre capital próprio a pagar (Passivo Circulante) R$ 25.500
C: IRRF a Recolher (Passivo Circulante) R$ 4.500
Incide Imposto de Renda pela alíquota de 15% 
sobre os juros devidos ou creditados aos titulares. 
Nos casos em que os titulares residam no exterior, 
essa alíquota será de 25%. A legislação prevê outras 
situações isenção e entre outras.
Com isso, calculamos os dois limites de dedutibilidade e também os Juros so-
bre Capital Próprio. Podemos observar com esses resultados que o primeiro li-
mite de dedutibilidade seria de R$ 45.000 e o segundo limite foi de R$ 30.000. 
A legislação permite que a companhia escolha o maior dos dois limites, desse 
modo a companhia poderá remunerar os sócios pelo valor de R$ 30.000 e 
poderá utilizar todo esse valor para como dedução do cálculo da CSLL e do 
IR. E se o JCP excedesse o limite de dedutibilidade? Vamos supor que o Juros 
sobre o Capital Próprio tenha dado um valor de R$ 39.000 e o limite da dedu-
tibilidade seja de R$ 32.000, então ficariam os seguintes dados:
PARCELA A TRIBUTAR
Valor dos Juros sobre o Capital Próprio R$ 39.000 
(-) Limite permitido R$ (32.000) 
Parcela a tributar R$ 7.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o valor dos juros sobre o capital próprio (R$ 39.000), o Limite de dedução 
permitido (R$ 32.000) e a parcela a tributar (R$ 7.000).
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Supondo que se decida por pagar todo o JCP prometido e aplicando a taxa de 
10% para a CSLL, então temos o novo valor para a CSLL:
CÁLCULO DA CSLL
Lucro Líquido do Exercício R$ 100.000 
(-) Juros sobre o capital próprio R$ (39.000) 
(+) Parcela dos JCP tributada R$ 7.000 
(=) Base de cálculo para CSLL R$ 68.000 
Valor da CSLL R$ 6.800 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o valor do lucro líquido do exercício (R$ 100.000), dos juros sobre o capital 
próprio (R$ 39.000), da parcela de JCP tributada (R$ 7.000), base de cálculo para a CSLL (R$ 
68.000), valor da CSLL (R$ 6.800).
Observa-se, então, que o valor que ultrapassar do limite para a dedução será 
usado como base de cálculo para a CSLL. Desse modo, a companhia irá pagar 
mais tributos. Vejamos como fica o novo resultado do exercício e a tributação 
da CSLL na DRE.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Resultado do Exercício antes da CSLL R$ 61.000 
(-) CSLL R$ 6.800 
Resultado do Exercício antes do IR R$ 64.200 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta do resultado do exercício antes da CSLL (R$ 61.000), a CSLL (R$ 6.800) e o 
resultado do exercício antes da IR (R$ 64.200).
Apesar de a legislação tributária consideraros Juros sobre o capital próprio 
como uma despesa ou receita financeira, os Custos de Transação e Prêmios 
na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários – CPC 08 (R1) –, estabeleceu que o 
tratamento contábil dado aos JCP segue o mesmo do dividendo obrigatório. 
Portanto, para o CPC e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a remuneração 
de capital próprio, paga ou creditada aos acionistas, deve ser contabilizada 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
como distribuição de resultado e não despesa. Desse modo, quando apurado 
o lucro líquido do exercício social, a empresa poderá destinar uma parcela dos 
lucros acumulados para a distribuição de Juros sobre o Capital Próprio.
IPara saber mais sobre os Juros sobre o Capital 
Próprio, leia o capítulo 4 do livro de Osni Moura 
Ribeiro: Contabilidade Avançada. 6 ed., São Paulo, 
2018.
CONCLUSÃO
Esta unidade tratou de duas formas de remuneração do capital próprio: di-
videndos e juros sobre o capital próprio. Observamos que distribuição de di-
videndos é uma das formas de remuneração dos proprietários pelo capital 
investido na companhia. 
Observamos ainda que o cálculo dos dividendos mínimos obrigatórios será 
influenciado por reservas de lucros. Notamos que a distribuição dos dividen-
dos vai ocorrer com base em um percentual fixo no estatuto ou quando o 
estatuto for omisso, através da lei.
Por fim, destacamos, também, os juros sobre capital próprio como comple-
mentar da remuneração dos acionistas.
UNIDADE 4
> Identificar as 
demonstrações 
contábeis 
obrigatórias e o 
objetivo da realização 
da consolidação das 
demonstrações.
> Compreender as 
técnicas utilizadas 
no processo de 
consolidação e 
realizar o processo 
de consolidação 
das demonstrações 
contábeis.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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CONTABILIDADE AVANÇADA
4 DEMONSTRAÇÕES 
CONSOLIDADAS
4.1 INTRODUÇÃO
O CPC 26 (R1) (2011) apresenta o conjunto completo das demonstrações con-
tábeis que são: balanço patrimonial, demonstração do resultado, demonstra-
ção do resultado abrangente, a demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, demonstração do valor adicionado, demonstração dos fluxos de caixa 
e notas explicativas. Esse conjunto de demonstrações vão trazer informações 
que podem auxiliar na tomada de decisão dos usuários da informação.
Os grupos econômicos formados pela relação entre controladoras e contro-
ladas devem realizar a consolidação das demonstrações contábeis. As de-
monstrações contábeis usadas para consolidação serão aquelas que fazem 
parte do conjunto completo de demonstrações. E o que seria a consolidação? 
A consolidação é a união das informações das demonstrações contábeis de 
duas ou mais entidades que têm uma relação de controladora e controlada, 
como se elas fossem uma só entidade. As normas contábeis que guiam a 
consolidação estão dispostas no CPC 36 (R1) – Demonstrações Consolidadas.
Desse modo, esta unidade tem a intenção de proporcionar conhecimentos 
sobre o conjunto completo de demonstrações contábeis e a consolidação 
dessas demonstrações quando exigida pela norma. Todos prontos? Vamos lá 
iniciar os nossos estudos!
4.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis vão trazer informações patrimoniais, financeiras e 
de desempenho das entidades. As informações que constam nos demonstra-
tivos são capazes de influenciar na tomada de decisão dos usuários. A conso-
lidação dessas demonstrações vai ocorrer em todas as Sociedades Anônimas, 
sejam elas de capital aberto ou fechado, quando elas exercerem o papel de 
controladoras de outras entidades. Vejamos adiante as demonstrações contá-
beis obrigatórias e o objetivo da realização da consolidação das demonstrações.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
4.2.1 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
OBRIGATÓRIAS
As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição 
patrimonial, financeira e do desempenho da entidade. Seu objetivo é forne-
cer informações sobre esses três itens, e também sobre o fluxo de caixa, para 
a avaliação e tomada de decisão de um grande número de usuários. Para 
alcançar esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informa-
ção sobre o ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas e despesas (incluindo 
ganhos e perdas), alterações no capital próprio e fluxos de caixa. Essas infor-
mações ajudam a prever os futuros fluxos de caixa da entidade e apresentar 
resultados sobre a atuação da administração e da gestão da empresa.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
 
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na ilustração, há uma mão segurando uma caneta ao lado de uma calculadora. Abaixo 
desses itens está uma folha representando a elaboração de demonstrações contábeis.
Após a consolidação das normas internacionais de contabilidade, o CPC 26 
(R1) ficou responsável pela apresentação das demonstrações contábeis. Se-
gundo esse CPC, o conjunto completo das demonstrações contábeis inclui: 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
1. Balanço Patrimonial. 
2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). 
3. Demonstração do Resultado Abrangente (DRA).
4. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
5. Demonstração dos fluxos de caixa (DFC).
6. Demonstração do Valor adicionado (DVA). 
7. Notas Explicativas. 
Essas demonstrações contábeis devem ser elaboradas em conformidade 
com as normas contábeis brasileiras, buscando as características qualitativas 
da relevância e representação fidedigna das transações e seus efeitos, sob o 
pressuposto da continuidade, utilizando-se o regime de competência (com 
exceção para a DFC), e observando os aspectos de materialidade e agregação. 
Para essas demonstrações, o pronunciamento determina ainda uma base de 
apresentação com requisitos mínimos, em que busca assegurar a compara-
bilidade em relação a períodos anteriores da mesma entidade e quanto a de-
monstrações de outras entidades. Vejamos agora um pouco sobre cada uma 
das demonstrações contábeis. 
O CPC 26 (R1) (2011) inclui também no conjunto 
completo de demonstrações contábeis, as 
informações comparativas com o período anterior. 
Desse modo, na elaboração das Demonstrações 
Contábeis, devem ser apresentadas informações 
de períodos anteriores para que seja possível a 
comparação das informações entre os períodos.
BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial (BP) é uma demonstração contábil/financeira cuja fi-
nalidade reside na apresentação de informações sobre a situação patrimonial 
e financeira da empresa. O BP representa uma posição estática da entidade 
em determinada data, compreendendo as contas de Ativo (bens e direitos), 
Passivo (obrigações) e Patrimônio líquido. 
O ativo é apresentado em ordem decrescente de liquidez e apresenta os gru-
pos de ativo circulante e ativo não-circulante. Os ativos que não apresentam 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
pelo menos uma dessas definições são classificados como não-circulantes, 
esses ativos são subdivididos em quatro grupos: realizável a longo prazo, in-
vestimentos, imobilizado e intangível. No Balanço Patrimonial, há também o 
passivo, esse grupo corresponde às obrigações que a entidade tem para com 
terceiros. 
O passivo deve ser apresentado em ordem decrescente de exigibilidade das 
contas e é dividido também em circulante e não circulante. O grupo do Patri-
mônio Líquido (PL) representa as contas representativas do capital próprio da 
empresa e aquelas decorrentes da gestão do patrimônio.O PL deve apresen-
tar de forma destacada a participação de não controladores, além do capital 
integralizado e das reservas e outras contas atribuíveis aos proprietários da 
entidade.
Observe a seguir como é representada as principais contas do balanço patri-
monial:
BALANÇO PATRIMONIAL
BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/202X 
Ativo Passivo 
Circulante Circulante 
Não Circulante Não Circulante 
 Realizável a longo prazo 
 Investimentos 
 Imobilizado 
 Intangível 
 
Patrimônio Líquido 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o balanço patrimonial em 31/12/202X, nele tem os seguintes grupos 
de conta do ativo e passivo: ativo circulante, ativo não circulante (realizável a longo 
prazo, investimentos, imobilizado, intangível), passivo circulante, passivo não circulante e 
patrimônio líquido.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 
ABRANGENTE
A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) apresenta os resultados 
que ainda não foram apropriados na DRE, mas que afetarão no futuro o resul-
tado, eles ficam transitoriamente no patrimônio líquido. Um exemplo de con-
ta são os instrumentos financeiros avaliados a valor justo por meio de outros 
resultados abrangentes. 
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM, instrução 59/1986), a DMPL 
é obrigatória para as empresas de capital aberto, e para o CPC 26 (R1) ela faz 
parte do conjunto completo de demonstrações contábeis. Essa demonstração 
evidencia as mudanças qualitativas e quantitativas do patrimônio líquido, e 
apresenta as seguintes informações: saldos no início e final do período, ajustes 
de exercícios anteriores, reversões e transferências de reservas e lucros, aumen-
tos e reduções de capital, destinações do lucro líquido do período, reavaliação 
de ativos e sua realização (líquida do efeito dos impostos correspondentes), 
resultado líquido do período, compensações de prejuízos e lucros distribuídos.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
No Brasil, com a Lei n. 11.638/07, a Demonstração do Valor Adicionado passou a 
ser obrigatória para as sociedades de capital aberto. Esse demonstrativo tem 
evidência no valor da riqueza econômica gerada pelas atividades da empresa 
e na sua distribuição entre os elementos que contribuíram para sua geração. 
O valor adicionado é representado pela riqueza criada pela empresa, medida 
pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros, 
além do valor recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e 
transferido à entidade. A distribuição dessa riqueza criada deve ser detalhada 
minimamente, para os seguintes itens: pessoal e encargos, impostos, taxas 
e contribuições; juros e aluguéis; juros sobre o capital próprio e dividendos, 
lucros retidos/prejuízos do exercício. Dessa forma, a DVA pode ser dividida em 
duas partes: (i) evidenciação da riqueza criada pela entidade e (ii) distribuição 
dessa riqueza.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
NOTAS EXPLICATIVAS
As notas explicativas apresentam informação adicional em relação àquilo que 
é apresentado nas demonstrações contábeis, porém essas informações são 
relevantes para a compreensão das demonstrações. Seu conteúdo oferece 
descrições narrativas, segregações ou abertura de itens divulgados, além de 
oferecer informações sobre os principais critérios de avaliação dos elementos 
patrimoniais, os investimentos em outras sociedades (quanto relevantes) e o 
aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações. Um 
exemplo de divulgação nas notas explicativas são os passivos contingentes de 
caráter possível.
4.2.2 OBJETIVO DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS CONSOLIDADAS
O CPC 26 (R1) (2011) trata da apresentação do conjunto completo de Demons-
trações Contábeis. Essas demonstrações vão trazer informações capazes de 
auxiliar no processo de tomada de decisão dos usuários da informação. Por 
sua vez, o CPC 36 (R3) (2012), vinculado ao International Accounting Standads 
(IAS 27), traz os procedimentos que devem ser adotados para a consolidação 
das demonstrações contábeis.
Segundo o CPC 36 (R3) (2012), demonstrações 
consolidadas são demonstrativos contábeis de um 
grupo econômico, em que nelas é apresentado o 
ativo, o passivo, o patrimônio líquido, as receitas, as 
despesas e os fluxos de caixa de todas as entidades 
que fazem parte desse grupo, como se elas fossem 
uma só entidade.
Quem deve fazer a consolidação? O CPC 36 (R3) (2012) exige que as entidades 
controladoras, que controlam uma ou mais companhias, elaborem demons-
trações consolidadas. Desse modo, todas as sociedades que forem controla-
doras devem realizar a consolidação das demonstrações contábeis, indepen-
dente de sua forma jurídica (sociedades fechadas ou abertas, de médio ou 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
de grande porte). O objetivo da consolidação é proporcionar aos usuários das 
demonstrações contábeis os resultados das operações, bem como a posição 
financeira, da controladora e suas controladas, como se elas fossem só uma.
CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Consolidação das 
Demonstrações
Controladora 
+
Controladas
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta um esquema resumido sobre consolidação das demonstrações 
contábeis representada pela soma das demonstrações da controladora somadas as das 
controladas.
Alves (2016) informa que o processo de consolidação 
é importante para aperfeiçoar as informações 
contábeis e, apesar de não ser obrigatório para 
as coligadas, torna-se interessante realizar a 
consolidação também nessas entidades. Lembre-
se, alunos, de que nas coligadas o investidor não 
exerce controle, mas exerce influência significativa.
Vamos de exemplo para ajudar na fixação. Suponha que a empresa Alfa S.A é 
a controladora das controladas Beta S.A e Delta S.A. Desse modo, cada uma 
das empresas terá as suas demonstrações individuais, representando a sua 
vida econômica, financeira e os fluxos de caixa. Contudo, deverá ser realizada 
também a consolidação das demonstrações contábeis do grupo econômico, 
para uma melhor tomada de decisão e uma visão ampla do negócio.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS
DCs Alfa S.A
CONTROLADORA
DCs Beta S.A
CONTROLADA
DCs Delta S.A
CONTROLADA
CONSOLIDAÇÃO
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS+ + =
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
Na ilustração, há três balões representando as demonstrações contábeis (DCs) da Alfa 
S.A, da Beta S.A e Delta S.A. A soma dessas três gera a consolidação das Demonstrações 
Contábeis.
Ao falar de consolidação das demonstrações, é importante observar a existên-
cia de controle entre controladas e controladora. A consolidação vai ocorrer 
quando existir o Controle. O CPC 36 (R3) (2012) nos ajuda a compreender o 
que é a relação de controle e propõe que existe relação de controle quando o 
investidor tem todos os seguintes atributos:
1. Ele tem poder sobre a investida.
O que seria esse poder? O poder é a capacidade do investidor em dirigir as 
atividades que geram retornos significativos. A avaliação do poder do investi-
dor pode ser complexa ou mais simplificada, vejamos:
O poder decorre de direitos. Algumas vezes, avaliar o poder é simples, por 
exemplo, quando o poder sobre a investida é obtido direta e exclusivamente 
dos direitos de voto concedidos por instrumentos patrimoniais, tais como 
ações, e pode ser avaliado considerando-se os direitos de voto decorrentes 
dessas participações acionárias. Em outros casos, a avaliação é mais 
complexa e exige que mais de um fator seja considerado,como, por 
exemplo, quando o poder resulta de um ou mais acordos contratuais. (CPC 
36 (R3), 2012).
2. O investidor tem direito a retornos variáveis sobre o seu investimento.
Os retornos variáveis querem dizer que o recebimento pelo investimento re-
alizado vai variar conforme o desempenho da investida. Então, o investidor 
pode receber valores diversos pelo investimento realizado, podendo às vezes 
ser somete positivo, somente negativo, ou até mesmo, ter ambos os retornos. 
3. Ele exerce poder sobre as atividades da controlada, e esse poder é capaz 
de mudar o valor dos seus retornos variáveis.
Como dito anteriormente, o poder é entendido como a capacidade do in-
vestidor em dirigir as atividades relevantes que geram retornos significativos. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Desse modo, o seu poder sobre o investimento pode afetar as atividades da 
investida que, por sua vez, vão afetar o desempenho obtido por ela e, vai afe-
tar os retornos produzidos por esse desempenho. Uma atividade relevante 
pode ser entendida, por exemplo, como a contratação da gerência, compra e 
venda de materiais e outras.
Pressupõe-se que o investidor tem poder sobre 
uma entidade quando ele tem mais de 50% das 
ações ordinárias. Ações ordinárias são aquelas que 
o investidor tem o direito de voto. Contudo, apesar 
dessa presunção, o CPC 36 aborda situações em 
que o investidor vai ter o poder sobre a entidade, 
mas não tem necessariamente 50% das ações 
dela. E ainda casos em que o investidor tem 
mais da metade das ações, mas não tem poder. 
Desse modo, devemos levar em consideração 
os requisitos expostos no CPC para uma melhor 
determinação de controle.
A Lei das Sociedades por Ações (Lei n. 6.404/1976) também traz em seu texto 
aspectos relacionados à consolidação das demonstrações contábeis, vejamos 
o que a referida Lei propõe:
A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do 
seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades 
controladas deverá elaborar e divulgar, juntamente com suas demonstrações 
financeiras, demonstrações consolidadas nos termos do artigo 250. (BRASIL, 
Lei n. 6.404, 1976).
Observa-se que a Lei n. 6.404/1976 elucida que as companhias abertas que ti-
verem investimento em sociedades controladas, ou seja, exercerem a relação 
de controladora e controlada, devem elaborar as demonstrações contábeis 
consolidadas. A Lei também traz em seu texto a menção de controladora com 
mais de 30% do valor do patrimônio líquido, enquanto que o pronunciamento 
contábil 36 dá ênfase a existência do controle. Nesse capítulo, iremos desen-
volver a proposta dada pelo CPC 36 (R3).
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CONTABILIDADE AVANÇADA
4.2.3 PRINCIPAIS LIMITAÇÕES
Então, a regra geral traz que a entidade controladora, independente da sua 
forma jurídica, deve apresentar demonstrações consolidadas. Contudo, exis-
tem casos em que essa entidade pode deixar de realizar a consolidação, veja-
mos esses casos segundo o CPC 36 (R3) (2012):
1. Quando a própria controladora é uma controlada (parcial ou total) de ou-
tra entidade e esses últimos, em conjunto com os demais proprietários, 
foram consultados e não fizeram objeção quanto a não apresentação 
das demonstrações consolidadas.
Esse item apresenta que a controladora pode deixar de divulgar demonstra-
ções consolidadas quando ela for uma controlada de alguma outra entidade 
e, necessariamente, essa outra entidade divulga demonstrações consolida-
das conforme aos ditames do CPC 36.
EXCEÇÕES PARA A CONSOLIDAÇÃO
 
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na ilustração, há uma jovem contadora observando diversos papeis que representam os 
demonstrativos contábeis.
2. Quando seus instrumentos de dívida não são negociados publicamente.
3. Quando a controladora não tiver arquivado, nem estiver em processo de 
arquivamento de suas demonstrações contábeis junto a órgãos regula-
dores, visando à distribuição pública de qualquer tipo ou classe de ins-
trumento no mercado de capitais. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
4. Quando a controladora final ou intermediária disponibiliza suas de-
monstrações consolidadas ou mensuradas ao valor justo de acordo com 
o pronunciamento CPC 36 (R3).
A entidade controladora que estiver dispensada de realizar a consolidação das 
suas demonstrações contábeis, por qualquer que seja o motivo apresentado 
anteriormente, deverá divulgar as suas demonstrações de forma individual, 
por meio do disposto no CPC 35 (R2) – Demonstrações Separadas.
Em relação aos efeitos, as demonstrações 
contábeis consolidadas não têm efeitos 
fiscais nem legais. Tanto a tributação como a 
distribuição de lucros serão realizadas com base 
nas demonstrações contábeis individuais.
É importante ressaltar que as demonstrações consolidadas não substituem 
as demonstrações financeiras individuais. A consolidação é uma informação 
adicional em relação às demonstrações financeiras das empresas envolvidas 
no mesmo grupo econômico.
4.3 CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS
Para realizar a consolidação das demonstrações contábeis, alguns procedimen-
tos deverão ser adorados, como o somatório de itens e a eliminação de contas. 
Vejamos, agora, as principais técnicas usadas para realizar a consolidação.
4.3.1 TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE 
CONSOLIDAÇÃO
Ao realizar o processo de consolidação, alguns procedimentos deverão ser 
adotados. Esses procedimentos vão desde ao somatório de itens similares dos 
demonstrativos da controladora e controladas, até a eliminação de contas. 
Vejamos agora os procedimentos que devem ser adotados:
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CONTABILIDADE AVANÇADA
1. Devem ser somadas as contas similares do ativo, passivo, patrimônio lí-
quido, receitas e despesas da controladora com as de suas controladas.
2. Deve ser eliminado os valores do investimento da controladora em suas 
controladas.
3. Deve ser eliminado o percentual da controladora no patrimônio líquido 
de todas as controladas. Ou seja, é eliminada a participação da entidade 
na outra.
4. Devem ser eliminados os saldos existentes de contas decorrentes de 
transações entre as sociedades. Ou seja, de ativo, de passivo, de patrimô-
nio líquido, de despesa, de receita e outras contas que sejam derivadas 
de transações das entidades que fazem parte do mesmo grupo econô-
mico.
5. Devem ser eliminados os lucros não realizados decorrentes de transa-
ções entre as entidades do mesmo grupo econômico.
6. Deve ser evidenciada as participações de não controladores, sendo que 
essa conta deve ser apresentada no patrimônio líquido do consolidado, 
mas separadamente do patrimônio líquido dos controladores.
As políticas contábeis escolhidas para as 
demonstrações consolidadas devem ser 
uniformes para as transações e eventos similares.
Vejamos alguns exemplos para botar em prática as técnicas de consolidação.
Exemplo 1 – Somatório de contas similares e eliminação do investimento: 
Considere que a controladora Cia Delta adquiriu 100% do capital da Cia Gama 
em 01/01/20X1, pelo valor de R$ 150.000. Além disso, no mesmo exercício, a Cia 
Gama obteve o valor de R$ 65.000 de lucros acumulados. Observe o papel de 
trabalho da consolidação das companhias em 31/12/20X1, nele estão contidas 
as informações do Balanço Patrimonial e da DRE.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
CONSOLIDAÇÃO DA CIA DELTA E CIA GAMA
 
CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
ATIVO 
Disponível 85.000 215 .000 300.000 
Estoques 100.000 100.000 
Investimentos: 
ControladaGama 
215.000 215 .000 1 
Imobilizado 200.000 200.000 
TOTAL ATIVO 600.000 215 .000 600.000 
PASSIVO 
Contas a pagar 100.000 100.000 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital Social 350.000 150.000 150.000 1 350.000 
Lucros 
Acumulados 
150.000 65.000 65.000 1 150.000 
TOTAL PASSIVO 600.000 215 .000 600.000 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31/12/X1 
 CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
Receita de Vendas 400.000 180.000 180.000 2 580.000 
(-) CMV (315.000) (140.000) 140.000 2 (455.000) 
= Lucro Bruto 85.000 40.000 125.000 
Receita com 
participação em 
Gama (MEP) 
65.000 65.000 2 0 
Receitas 
financeiras 
 25.000 25.000 2 25.000 
TOTAL 150.000 65.000 150.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta a consolidação do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado 
do Exercício da Cia Delta e Cia Gama.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
No exemplo anterior, foram apresentadas as eliminações no Balanço Patrimo-
nial e na DRE. No Balanço Patrimonial foi eliminada a conta de investimentos 
na controladora Cia Delta, essa conta é composta pela soma do saldo inicial 
do investimento (R$ 150.000) somado ao reconhecimento da Equivalência 
Patrimonial (R$ 65.000). Vamos recordar como é o reconhecimento do MEP:
 Débito: Investimento Cia Gama 65.000
 Crédito: Receita com participação em Gama (MEP) 65.000
Desse modo, a conta de investimentos no final do exercício estava avaliada 
em R$ 215.000, esse valor foi completamente eliminado na consolidação. No 
patrimônio líquido, houve a eliminação dos saldos correspondentes ao inves-
timento contra o patrimônio líquido da Cia Gama. Observe que o patrimônio 
líquido de Delta é igual ao patrimônio líquido do consolidado.
Na DRE, o processo é diferente. Nós temos a inclusão das receitas e despesas 
da Cia Gama no consolidado, e a eliminação da receita de equivalência pa-
trimonial. Ressalta-se que a coluna com os valores da DRE da Cia Gama são 
meramente informativas, pois a coluna do consolidado representa a coluna 
da DRE de Delta ajustada pelos lançamentos de débito e crédito das contas 
da Cia Gama. Desse modo, na DRE foi eliminado o valor de R$ 65.000 do MEP, 
foram creditados os valores de R$ 180.000 e R$ 25.000 de receita da Cia Gama 
e debitado o Valor de R$ 140.000 de CMV da Cia Gama. Temos ainda que o 
valor do resultado individual da Cia Delta (R$ 150.000) é igual ao resultado 
consolidado das companhias (R$ 150.000).
Vamos supor agora que a controladora tem apenas parcialmente a controlada. 
Exemplo 2 – A Cia Delta adquiriu 70% do capital social da Cia Gama pelo valor 
de R$ 105.000, em 01/01/20X1. Por meio dessa aquisição a Cia Delta obteve o 
controle da Cia Gama. Além disso, no mesmo exercício, a Cia Gama obteve 
o valor de R$ 65.000 de lucros acumulados. Observe o papel de trabalho da 
consolidação das companhias em 31/12/20X1.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
CONSOLIDAÇÃO DA CIA DELTA E CIA GAMA
 
CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
ATIVO 
Disponível 85.000 215.000 300.000 
Estoques 100.000 100.000 
Investimentos: 
Controlada Gama 
150.500 150.500 1 
Imobilizado 200.000 200.000 
TOTAL ATIVO 535.500 215.000 600.000 
PASSIVO 
Contas a pagar 100.000 100.000 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Capital Social 305.000 150.000 
105.000 1 
 305.000 
45.000 2 
Lucros 
Acumulados 
130.500 65.000 
45.500 1 
 130.500 
19.500 2 
Participação dos 
não controladores 
 64.500 2 64.500 
TOTAL PASSIVO 535.500 215.000 600.000 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31/12/X1 
 
CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
Receita de Vendas 400.000 180.000 180.000 1 580.000 
(-) CMV (315.000) (140.000) 140.000 1 (455.000) 
= Lucro Bruto 85.000 40.000 125.000 
Receita com 
participação em 
Gama (MEP) 
45.500 45.500 1 0 
Participação dos 
não controladores 
 19.500 (19.500) 
Receitas 
financeiras 
 25.000 25.000 1 25.000 
TOTAL 130.500 65.000 130.500 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVerA tabela apresenta a consolidação do Balanço Patrimonial e da Demonstração 
do Resultado do Exercício da Cia Delta e Cia Gama. Nesse exemplo é apresentado a conta de 
participação dos minoritários.
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MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
CONTABILIDADE AVANÇADA
No Exemplo 2, foram apresentadas as eliminações no Balanço Patrimonial 
e na DRE em uma controlada parcial. No Balanço Patrimonial, foi eliminada 
a conta de investimentos na controladora Cia Delta, essa conta é composta 
pela soma do saldo inicial do investimento (R$ 105.000) somado ao reconheci-
mento da Equivalência Patrimonial (R$ 65.000 x 70% = R$ 45.500). A conta de 
investimentos no final do exercício estava avaliada em R$ 150.500, esse valor 
foi completamente eliminado na consolidação. 
No patrimônio líquido, houve a eliminação dos saldos correspondentes ao 
proporcional do investimento contra o patrimônio líquido da Cia Gama. Desse 
modo, foi eliminado o valor de R$ 150.500 e os demais valores foram reconhe-
cidos como participação minoritária (R$ 215.000 x 30% = 64.500) dentro do 
patrimônio líquido do consolidado. Na DRE, tivemos a inclusão das receitas e 
despesas da Cia Gama, a eliminação da receita de equivalência patrimonial e 
a constituição da participação dos minoritários.
4.3.2 PRINCIPAIS AJUSTES
Vimos anteriormente alguns dos ajustes realizados na consolidação. Vejamos 
agora os principais ajustes realizados quando as companhias realizam transa-
ções entre si.
Saldos Somados:
 devem ser somados os saldos de contas similares de ativos, passivos, 
patrimônio líquido, receitas e despesas.
Saldos Eliminados: 
devem ser eliminados os lucros não realizados decorrentes de 
transações entre as entidades do mesmo grupo. Também devem ser 
eliminadas as contas que surgem de transações entre essas entidades.
Saldos Evidenciados: 
deve ser evidenciada a participação dos não controladores.
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MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Quando as companhias de um mesmo grupo econômico realizam transa-
ções entre si, devem ser realizados ajustes nos saldos dessas transações. Veja-
mos agora um exemplo com esses principais ajustes.
Exemplo 3: suponha que a Cia Alfa adquiriu 100% do controle da Cia Beta pelo 
valor de R$ 220, em 01/01/20X1. Observe as demonstrações das companhias 
antes da aquisição.
BALANÇO PATRIMONIAL ANTES DA CONSOLIDAÇÃO DA CIA ALFA 
COM A CIA BETA
ALFA 
Ativo Passivo 
Caixa 1.000 Contas a pagar 200 
Contas a receber 100 
Estoques 400 Patrimônio Líquido 
Imobilizado 100 Capital 1.400 
 TOTAL 1.600 TOTAL 1.600 
 
BETA 
Ativo Passivo 
Caixa 100 Contas a pagar 100 
Contas a receber 50 Patrimônio Líquido 
Imobilizado 170 Capital 220 
 TOTAL 320 TOTAL 320.000 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício da 
Cia Alfa e Cia Beta. As contas apresentadas são Caixa (1.000 e 100), Contas a receber (100 e 
50), Estoques (apenas Cia Alfa no valor de 400), Imobilizado (100 e 170), Contas a pagar (200 
e 100), Capital (1.400 e 220).
As duas companhias ainda incorreram nas seguintes transações durante o 
exercício social.
Transações na empresa Alfa:
• vendeu 100% do estoque de mercadorias para a Beta, a prazo, pelo valor de 
$ 1.450;
• incorreu em despesas administrativas, no valor de $ 500, pagas à vista.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Transações na empresa Beta:
• comprou mercadorias de Alfa, a prazo, pelo valor de $ 1.450;
• vendeu 80% do estoque de mercadorias, a prazo, pelo valor de $ 1.330;
• incorreu em despesas administrativas, no valor de $ 100, pagas à vista.
A partir das informações expostas, iremos agora realizar a consolidação do ba-
lanço das duas companhias, já realizando todas as transações que ocorreram 
durante o exercício social de 20X1. Vamos lá!
CONSOLIDAÇÃO DA CIA ALFA E CIA BETA
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31/12/20x1 
 
CONTROLADORA 
Cia Alfa 
CONTROLADA 
Cia Beta 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
ATIVO 
Caixa 280 0 280 
Estoques 290 210 3 80 
Contas a receber 1.550 1.380 1450 1 1480 
Investimentos 290 290 2 0 
(-) Lucros a Realizar (210) 210 3 
Imobilizado 100 170 270 
TOTAL ATIVO 2.010 1.840 2.110 
 
Passivo 
Contas a pagar 200 1.550 1450 1 300 
Patrimônio Líquido 
Capital 1.400 220 220 2 1400 
Lucros 
Acumulados 
410 70 70 2 410 
TOTAL PASSIVO 2.010 1.840 2.110 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31/12/X1 
 
CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
Receita de Vendas 1450 1.330 120 4 1330 
(-) CMV (400) (1.160) 80 4 320 
= Lucro Bruto 1.050 170 1010 
Despesa 
Administrativa 
(500) (100) 100 4 600 
Receita com 
participação em 
Gama (MEP) 
70 70 4 
100
MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31/12/20x1 
 
CONTROLADORA 
Cia Alfa 
CONTROLADA 
Cia Beta 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
ATIVO 
Caixa 280 0 280 
Estoques 290 210 3 80 
Contas a receber 1.550 1.380 1450 1 1480 
Investimentos 290 290 2 0 
(-) Lucros a Realizar (210) 210 3 
Imobilizado 100 170 270 
TOTAL ATIVO 2.010 1.840 2.110 
 
Passivo 
Contas a pagar 200 1.550 1450 1 300 
Patrimônio Líquido 
Capital 1.400 220 220 2 1400 
Lucros 
Acumulados 
410 70 70 2 410 
TOTAL PASSIVO 2.010 1.840 2.110 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31/12/X1 
 
CONTROLADORA 
Cia Delta 
CONTROLADA 
Cia Gama 
ELIMINAÇÕES 
SALDO 
Débito Crédito 
Receita de Vendas 1450 1.330 120 4 1330 
(-) CMV (400) (1.160) 80 4 320 
= Lucro Bruto 1.050 170 1010 
Despesa 
Administrativa 
(500) (100) 100 4 600 
Receita com 
participação em 
Gama (MEP) 
70 70 4 
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer
A tabela apresenta a consolidação do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado 
do Exercício da Cia Alfa e Cia Beta.
No Balanço Patrimonial, iniciamos a eliminação do saldo das transações reali-
zadas entre as companhias, ou seja, eliminamos o valor da venda dos estoques 
da Cia Alfa para Cia Beta pelo valor de R$ 1.450. Posteriormente, realizamos a 
eliminação dos saldos dos investimentos da controlada (R$ 290). Como dito 
anteriormente, os lucros a realizar também devem ser eliminados na conso-
lidação, assim, realizamos o terceiro passo que foi a eliminação dos Lucros a 
realizar. Para encontrar esse valor, vamos proceder aos seguintes passos:
1. Valor da venda das mercadorias da controladora para controlada (1.450) 
subtraído do custo dessas mercadorias (R$ 400) = R$ 1050.
2. Percentual já realizado, ou seja, valor que já foi vendido para terceiros e 
convertido em receitas para a controlada (R$ 1.050 x 80%) = R$ 840.
3. Valor não realizado = valor (i) – valor (ii) = R$ 1.050 – R$ 840 = 210.
4. Na DRE, temos a eliminação do resultado não realizado com a venda 
das mercadorias, em que R$ 120 corresponde à parte não realizada de R$ 
1.450, R$ 80 corresponde à parte não realizada do CMV. Temos ainda a in-
clusão das receitas e despesas (R$ 100) de Beta, bem como a eliminação 
da receita com equivalência patrimonial (R$ 70).
101
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Os procedimentos de consolidação são por vezes 
muito trabalhosos, para aprender bem sobre o 
tema é necessária à prática. Desse modo, para 
saber mais sobre o tema, resolva os exemplos 
propostos no capítulo 2 do livro de Marcelo 
Cavalcanti Almeida, Contabilidade avançada em 
IFRS e CPC. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2020.
4.3.3 DIVULGAÇÃO
A consolidação é exigida quando a relação entre controladora e controladas 
existir. Se essa relação deixar de existir, a consolidação não precisa mais ser 
realizada. Desse modo, a consolidação se inicia a partir da data em que o in-
vestimento for realizado, ou seja, quando o investidor obtiver o controle da 
investida. Logo, quando o investidor deixar de ter o controle da investida há a 
cessão da consolidação.
A data-base usada para a divulgação das demonstrações consolidadas deve 
ser a mesma para as demonstrações da controladora e de suas controladas. 
Sendo que, quando a data das demonstrações contábeis da controladora 
for divergente da controlada, a controlada deve publicar adicionalmente as 
demonstrações para a data da controladora para que assim seja possível a 
consolidação. Se for impraticável essa nova publicação, então a controladora 
deve consolidar com as informações mais recentes da controlada. Além disso, 
nesse último caso, devem ser realizados ajustes para refletir os efeitos de tran-
sações ou outros eventos significativos que ocorreram.
Desse modo, se houver diferença entre as datas das demonstrações contábeis 
entre controlada e controladora, e for impraticável que a controlada disponi-
bilize informações para a mesma data da controladora, então há realização da 
consolidação com demonstrações de datas diferentes, sendo que a diferença 
entre essas datas não pode ser superior a sessenta dias. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
A diferença entre datas-bases não pode ser 
superior a sessenta dias. 
Por exemplo, caso a controladora encerre seu exercício em 31/12/X1 e a contro-
lada em 31/01/X2, então temos data-base de encerramento diferente. Se nesse 
caso for impraticável o uso da mesma data-base, ainda assim pode ser reali-
zada a consolidação, pois a diferença máxima da data do encerramento da 
controladora e controlada é menor do que 60 dias. Contudo, devemos nos 
atentar a alguns ajustes que devem ser realizados:
1. As demonstrações contábeis devem apresentar os efeitos de transações 
ou outros eventos que foram significativos e ocorreram nesse período de 
diferença entre datas.
2. As demonstrações contábeis da controladora e controlada devem ter 
igual período de abrangência.
3. A diferença entre as datas de encerramento da controladora e controla-
da devem ser iguais de um período para o outro.
A elaboração das demonstrações consolidadas deve ser realizada com a uti-
lização de práticas contábeis uniformes, ou seja, se tivermos uma entidade 
estrangeira que use as práticas contábeis no padrão do IFRS e outra entidade 
que use outro padrão, então o grupo econômico deve ajustar essas práticas 
para garantir a conformidade das políticas contábeis do grupo.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
CONCLUSÃO
Esta unidade tratou das demonstrações consolidadas. Vimos inicialmente o 
conjunto completo das demonstrações contábeis, logo em seguida tratamos 
sobre os aspectos relacionados à consolidação tratados na Lei e no CPC 36 (R3).
Observamos ainda que consolidação pode ser entendida como união das in-
formações das demonstrações contábeis de duas ou mais entidades que tem 
uma relação de controle. Havendo a relação de controle, a consolidação deve 
ser realizada em todos os tipos de empresas, abertas ou fechadas, de médio 
ou grande porte. 
Por fim, destacamos que a consolidação é um assunto tratado dentro de 
contabilidade avançada que possibilitaa visão das informações contábeis de 
grupos econômicos. Apesar da consolidação ser comumente tratada para as 
entidades que exercem relação de controle, ela pode ser usada também para 
gerar informações em entidades coligadas.
UNIDADE 5
> Discutir sobre 
a elaboração de 
demonstrações 
combinadas.
> Discutir sobre 
a forma de 
apresentação 
das informações 
financeiras pro 
forma.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
104
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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CONTABILIDADE AVANÇADA
5 DEMONSTRAÇÕES 
COMBINADAS E INFORMAÇÕES 
FINANCEIRAS PRO FORMA
5.1 INTRODUÇÃO
As demonstrações combinadas são um conjunto de demonstrações contá-
beis, ou relatórios contábeis-financeiros, das entidades que estão sob contro-
le comum. Tais demonstrativos vão proporcionar uma maior visão do negócio 
daqueles que têm o controle comum de duas ou mais sociedades. As práti-
cas adotadas para a combinação estão previstas no CPC 44 – Demonstrações 
Combinadas (2011). 
A divulgação de informações ajuda na transparência das ações da entidade. 
Outro exemplo de divulgação, que veremos nesse capítulo, são as informa-
ções financeiras pro forma. Elas vão fornecer informações sobre o impacto, na 
empresa, de uma transação em particular, como se ela estivesse ocorrido em 
uma data anterior ou em condições diversas. Vejamos adiante os principais 
aspectos sobre as Demonstrações Combinadas e as Informações Financeiras 
Pro Forma.
5.2 DEMONSTRAÇÕES COMBINADAS
Nesse tópico, vamos rever o conceito de demonstrações consolidadas e di-
ferenciá-las das demonstrações combinadas. Posteriormente, veremos tam-
bém como são elaboradas e apresentadas às demonstrações combinadas. 
Vamos iniciar!
5.2.1 DIFERENÇA ENTRE DEMONSTRAÇÕES 
COMBINADAS E CONSOLIDADAS 
As demonstrações consolidadas podem ser entendidas como a união das de-
monstrações contábeis de um grupo econômico, em que nesse grupo há pre-
sença de uma controladora e uma ou mais controladas. Desse modo, verifica-
-se a presença de uma estrutura societária formalizada, em que no balanço 
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patrimonial da controladora, mais especificamente classificada no grupo de 
investimento, existe a conta de participações societárias de cada uma das suas 
controladas (ALMEIDA, 2020). 
Lembre-se de que a controladora pode controlar 
suas controladas de forma direta ou indireta. Nesse 
último caso, as controladas terão participações 
diretas em outras entidades, dando de forma 
indireta a participação para a sua controladora.
A partir da consolidação das demonstrações do grupo, serão evidenciadas as 
informações de ativos, passivos, receitas, despesas, patrimônio líquido e fluxos 
de caixa dessas entidades como se elas fossem uma só. O pronunciamento 
contábil que rege as demonstrações contábeis consolidadas é o CPC 36 (R3) 
(2012). No CPC 36, é abordado sobre o objetivo da consolidação, o alcance, o 
conceito de controle, além de requisitos contábeis usados para a consolida-
ção. Vejamos, agora, o que são as demonstrações combinadas.
As demonstrações combinadas têm como objetivo o fornecimento de infor-
mações contábeis das diversas entidades, sejam elas já consolidadas ou in-
dividuais, como se fossem uma única entidade. Ou seja, bem semelhante ao 
objetivo das demonstrações consolidas. Além disso, elas são elaboradas com 
o uso dos mesmos procedimentos usados na preparação das demonstrações 
financeiras consolidadas.
As demonstrações combinadas estão previstas no CPC 44 – Demonstrações 
Combinadas (2011). No CPC 44, é abordado sobre o seu objetivo e seu alcan-
ce, as definições, a forma e o conteúdo das demonstrações; as circunstân-
cias em que são apresentadas; instruções para elaboração e a realização da 
combinação quando existe controle compartilhado. Desse modo, temos a 
primeira diferença entre normas das demonstrações combinadas e conso-
lidadas, vejamos!
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DIFERENÇA ENTRE DEMONSTRAÇÕES COMBINADAS E CONSOLIDADAS
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
COMBINADAS
CPC 44
CONSOLIDADAS
CPC 36
 
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há dois balões, em que no primeiro balão temos as demonstrações 
combinadas regidas pelo CPC 44 e, no segundo balão, as demonstrações consolidadas 
regidas pelo CPC 36.
Então, vimos que pronunciamento técnico CPC 44 vai tratar de cada tema 
de demonstrações contábeis combinadas, conforme as práticas adotadas no 
Brasil. E o que seriam as demonstrações combinadas? Elas são um conjunto 
de demonstrações contábeis, ou relatórios contábeis-financeiros, das entida-
des que estão sob controle comum. Caro aluno, você pode estar se questio-
nando se não deveria ser realizada a consolidação, pois vimos que a conso-
lidação está associada ao controle. Contudo, temos que nem toda entidade 
controladora realiza a elaboração demonstrações contábeis, pois não há a 
presença de uma pessoa jurídica como controladora geral, e sim, um grupo 
de entidades sob o controle ou administração comum (ALMEIDA, 2020). 
O CPC 44 (2011) traz o exemplo da entidade controladora como um indivíduo 
ou um grupo de indivíduos, por vezes um grupo familiar, que não elaboram 
relatórios financeiros, mas que deve fornecer informações contábeis combi-
nadas das entidades que fazem parte do grupo sob controle comum. Então, 
temos mais uma diferença entre a combinação e consolidação.
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DIFERENÇAS ENTRE DEMONSTRAÇÕES COMBINADAS E CONSOLIDADAS
 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
CPC 44
Estão sob controle comum 
ou administração comum
CONBINADAS
CPC 36
Há a figura do controlador
Estrutura societária formalizada
CONSOLIDADAS
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No esquema, há dois balões, em que no primeiro balão temos as características das 
demonstrações combinadas que são regidas pelo CPC 44; não há pessoa jurídica como 
controladora geral, mas sim um grupo de entidades sob controle comum. No segundo 
balão, são apresentadas as características das demonstrações consolidadas, regidas pelo 
CPC 36; há também a figura do controlador que apresenta uma estrutura societária 
formalizada.
Então, vimos até aqui as principais semelhanças e as diferenças entre as de-
monstrações combinadas e as consolidadas. Vejamos um exemplo exposto 
por Almeida (2020) que esclarece ainda mais o entendimento. 
RELAÇÃO DE CONTROLE
 
EMPRESA ALFA EMPRESA BETA
EMPRESA 
GAMA
PESSOA 
FÍSICA
100% de
participação
100% de
participação
80% de
participação
Fonte: Adaptado de Almeida (2020, p. 113).
#PraCegoVer
No esquema, há a figura da pessoa física que detém 100% de participação da empresa Alfa, 
que por sua vez detém 80% de participação da Empresa Gama. E também há pessoa física 
que detém 100% de participação da Empresa Beta.
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O esquema anterior traz uma pessoa física que controla diretamente as em-
presas Alfa e a Beta. Além disso, ela vai controlar indiretamente a empresa 
Gama, pois a empresa Alfa detém de 80% de participação no capital social 
da empresa Gama. A partir desse exemplo, temos que a consolidação das 
demonstrações contábeis deve ser feita para a Empresa Alfa (controladora) e 
a Empresa Gama (Controlada). Essas duas empresas fazem parte de uma es-
trutura societária formalizada, havendo o controle de Alfa sobre Gama, desse 
modo, deve ser realizada a consolidação. Já as demonstrações contábeis com-
binadas podem surgir para a empresa Alfa e aEmpresa Beta, pois as duas es-
tão sobre o controle comum, no caso, sob o controle da mesma pessoa física.
Vale ressaltar que existe uma ordem a ser adotada na combinação. Para pro-
ceder à combinação das demonstrações, a empresa Alfa teria que inicialmen-
te realizar a consolidação com as demonstrações da Empresa Delta. Após a 
consolidação pode ser realizada a combinação da Empresa Alfa (já consolida-
da) com a Empresa Beta.
As demonstrações contábeis combinadas não 
estão previstas na Lei n. 6.404/76, além disso, não se 
pode falar em obrigatoriedade de sua preparação 
seja por Lei ou através do Pronunciamento técnico 
do CPC 44.
5.2.2 CONTROLE COMUM E ADMINISTRAÇÃO 
COMUM
Vimos que as demonstrações contábeis combinadas devem ser elaboradas 
quando há um grupo de entidades sob o controle ou administração comum 
(ALMEIDA, 2020). E o que seria controle comum e administração comum?
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CONTROLE COMUM VERSUS ADMINISTRAÇÃO COMUM
Controle 
Comum
Administração 
Comum≠
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema apresenta dois balões, em um está o controle comum e no outro é apresentada 
a administração em comum.
O controle comum ocorre entre entidades distintas, quando o controlador 
dessas entidades tem, direta ou indiretamente, direitos de sócios que vão lhe 
assegurar de modo estável poder sobre a investida. Além disso, o controlador 
vai estar exposto aos seguintes aspectos:
a) 
Superioridade nas decisões de todas as entidades que fazem parte 
do seu controle, por exemplo, poder de escolher, bem como demitir, 
a maioria dos administradores das entidades que fazem parte do seu 
controle.
b)
 Detém de direitos sobre retornos variáveis.
c)
 Poder de governar políticas operacionais e financeiras, de modo a 
obter vantagens com as atividades das entidades.
Portanto, o controle comum é observado quando o controlador, que pode ser 
uma pessoa física ou jurídica, detém direitos de sócio sobre entidades.
A administração comum é caracterizada principalmente pela estrutu-
ra administrativa das entidades estarem dispostas de maneira organizada. 
111
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Além disso, para se ter uma administração comum, os seguintes aspectos de-
vem ser atendidos: capacidade de tomar decisões de forma centralizada, as 
entidades devem ter um órgão de governança comum e as entidades devem 
ter o compartilhamento de estruturas corporativas (ALMEIDA, 2020). 
Então, no exemplo anterior, temos as empresas Alfa e Beta dividindo uma 
mesma equipe de diretores, um mesmo grupo de governança e comparti-
lham suas estruturas corporativas, então estamos diante de uma administra-
ção comum. Além disso, elas estão sob o controle comum de uma mesma 
pessoa física.
CONTROLE COMUM E ADMINISTRAÇÃO COMUM
Equipe 
direitos X
Grupo de 
Governança Y
Estrutura
corporativa Z
PESSOA 
FÍSICA
100% de
participação
100% de
participação
EMPRESA BETAEMPRESA ALFA
Fonte: Elaborado pela autora (2020)
#PraCegoVer
O esquema apresenta a pessoa física com 100% de participação na Empresa Alfa e na 
Empresa Beta. Além disso, as duas empresas compartilham de uma mesma equipe de 
diretores, de um mesmo grupo de governança e de estruturas corporativas similares. 
Desse modo, as duas têm controle comum e administração comum.
Então, temos que embora esses dois conceitos sejam distintos, um grupo de 
entidades podem estar sob o controle comum e também sob uma adminis-
tração em comum. 
112
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5.2.3 ELABORAÇÃO E FORMA DE 
APRESENTAÇÃO
Para a elaboração das demonstrações combinadas, são usados os conceitos e 
as técnicas aplicáveis para a consolidação de demonstrações contábeis. Por-
tanto, devem ser realizados ajustes, adicionando ou eliminando ativos, passi-
vos, receitas, despesas e patrimônio líquido quando necessário. Vejamos os 
principais ajustes adotados na consolidação e que devem ser usados na ela-
boração das demonstrações combinadas:
1.
Devem ser somadas as contas similares do ativo, passivo, patrimônio 
líquido, receitas e despesas.
2.
Deve ser eliminado os saldos das transações existentes entre entidades 
combinadas.
3.
Devem ser eliminados os lucros não realizados decorrentes de 
transações entre as entidades.
4.
As práticas contábeis adotadas devem ser as mesmas para todas as 
entidades que irão participar da combinação de demonstrações.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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Caso as práticas contábeis das entidades que 
irão passar pelo processo de combinação sejam 
distintas, devem ser realizados ajustes extra 
contábeis, de forma a alinhar essas práticas
O CPC 44, então, traz que devem ser usados as mesmas técnicas e procedi-
mentos usados na consolidação.
Em resumo, as demonstrações combinadas representam a soma de 
demonstrações individuais, com a eliminação de saldos e transações entre 
as entidades combinadas, bem como ajustes decorrentes de eventuais 
resultados ainda não realizados entre essas entidades, e alinhamento de 
práticas contábeis. (CPC 44, 2013, p. 3).
O CPC 44 informa explicitamente que as demonstrações contábeis que de-
vem passar pelo processo de combinação são aquelas exigidas pelo Pronun-
ciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações contábeis. Des-
se modo, as seguintes demonstrações devem ser combinadas: 
a. Balanço Patrimonial;
b. Demonstração do Resultado do Exercício;
c. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;
d. Demonstração dos Fluxos de Caixa;
e. Demonstração do Resultado Abrangente
f. Demonstração do Valor adicionado, quando for aplicável para a entidade;
g. Notas Explicativas.
Vamos de exemplo de como realizar as demonstrações combinadas, vejamos 
o papel de trabalho de elaboração dos demonstrativos. Suponha que um gru-
po familiar adquiriu, em 01/01/X0, 100% das ações do capital social da Cia Cha-
ve e da Cia Asa. Ainda no mesmo exercício, a Cia Chave tomou um emprésti-
mo de R$ 100,00 da Cia Asa. Temos, a seguir, o Balanço Patrimonial individual 
das duas Companhias e o Balanço Combinado.
114
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
PAPEL DE TRABALHO DE ELABORAÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL 
COMBINADO DA CIA CHAVE E CIA ASA
 
Cia 
Chave 
Cia Asa Débito Crédito Combinado 
ATIVO 
Circulante 
Disponível 600 700 1.300 
Estoques 400 220 620 
Contas a receber 100 100 - 
Não circulante 
Investimentos 300 100 400 
Imobilizado 100 500 600 
TOTAL ATIVO 1.400 1.620 2.920 
 
PASSIVO 
Circulante 
Fornecedores 100 320 420 
Empréstimos 100 100 - 
Patrimônio Líquido 1.200 1.300 2.500 
TOTAL PASSIVO 1.400 1.620 2.920 
 Fonte: Elaborado pela autora (2020)
#PraCegoVer
A tabela apresenta o Balanço Patrimonial individual da Cia Chave e Cia Asa, e o 
Balanço Combinado das duas. A Chave, Asa e o Combinado têm os seguintes valores, 
respectivamente: Disponível 600, 700 e 1.300; Estoques 400, 220 e 620. Contas a 
Receber 0, 100 e 0; Investimento 300, 100 e 400; Imobilizado 100, 500, 600. No Passivo 
constam os seguintes valores: Fornecedores 100, 320 e 420; Empréstimos 100, 0 e 0. E o 
Patrimônio Líquido está avaliado em R$ 1.200, 1.300 e 2.500, respectivamente para as três 
demonstrações.
No papel de trabalho, é apresentado o Balanço Patrimonial individual da 
Cia Chave e da Cia Asa. Além disso, as duas realizaram transações entre si 
de um empréstimo no valor de R$ 100,00. Essa transação deverá ser elimi-
nada na combinação das demonstrações contábeis, conforme observado o 
débito em empréstimos e o crédito em contas a receber. Desse modo, pode 
ser realizadaa combinação, somando os saldos similares do ativo, passivo e 
patrimônio líquido.
115
CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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As demonstrações contábeis combinadas 
não substituem as demonstrações contábeis 
individuais e as demonstrações contábeis 
consolidadas. Desse modo, devem ser elaboradas 
as demonstrações individuais e consolidadas 
conforme requerido pela legislação.
Vejamos, agora, o mesmo exemplo anterior, contudo agora para a combina-
ção da DRE da Cia Chave e Cia Asa.
PAPEL DE TRABALHO DE ELABORAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO 
RESULTADO COMBINADA
 Cia Chave Cia Asa Débito Crédito Combinado 
Receita de Vendas 1.000 600 1.600 
(-) CMV (500) (200) (700) 
(=) Lucro Bruto 500 400 900 
(-) Despesas com vendas (50) (20) (70) 
(-) Despesas gerais (50) (60) (110) 
(-) Despesas Financeiras (50) (20) 10 (60) 
(+) Receitas Financeiras 10 10 - 
(=) Lucro antes do 
imposto 
360 300 660 
Imposto sobre o lucro (30) (20) (50) 
Lucro Líquido 330 280 610 
 Fonte: Elaborado pela autora (2020)
#PraCegoVer
A tabela apresenta a Demonstração do Resultado do Exercício de modo individual da Cia 
Chave e Cia Asa e o Balanço Combinado das duas. A Chave, Asa e o Combinado têm os 
seguintes valores, respectivamente: Receita de Vendas 1.000, 600 e 1.600; CMV 500, 200 e 
700; Lucro Bruto 500, 400, 900; Despesas com vendas 50, 20 e 70; Despesas Gerais 50, 60 e 
110; Despesas Financeiras 50, 20 e 60; Receitas Financeiras 10, 0 e 0; Lucro antes do imposto 
360, 300 e 660; Imposto sobre o Lucro 30, 20 e 50 e, por fim, Lucro Líquido de 330, 280 e 610.
5.2 INFORMAÇÕES FINANCEIRAS PRO FORMA
A orientação técnica chamada de OCPC 06 – Apresentação de Informações 
Financeiras Pro Forma (2011) – foi editada com o objetivo de estabelecer cri-
térios pertinentes para a elaboração e divulgação de informações financeiras 
pro forma. Como o nome próprio sugere, trata-se então de uma orientação 
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sobre as questões que envolvem informações pro forma. Essas informações 
devem ser apresentadas quando atenderem ao conceito de informações fi-
nanceiras pro forma, além disso, quando estivermos diante de casos de re-
estruturações societárias, aquisições, fusões, cisões ou vendas. Vamos, agora, 
estudar mais detalhadamente sobre esse tema.
5.2.1 ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
Anteriormente, vimos diversas transações que uma entidade pode passar, 
como os casos de reestruturação societária ou de negócio. Ao realizar essas 
transações, algumas informações podem ajudar aos usuários das informa-
ções a realizarem análises sobre perspectivas futuras da entidade, sobre a sua 
posição financeira ao longo do tempo e sobre os resultados que poderão ser 
gerados pelas transações ou processo de reestruturação.
Aluno, note que retornamos ao conceito de 
reestruturação societária. Vimos, anteriormente, 
que esse processo pode trazer benefícios, como 
o aumento da eficiência, compartilhamento de 
tecnologias e uma melhora na competitividade. 
Além disso, vimos também algum dos processos 
de reestruturação, como a cisão, a fusão e a 
aquisição. Se possível, é recomendado que você 
relembre os conceitos apresentados no estudo 
sobre esse tema.
Dentro desse campo de informações, estão as informações financeiras pro 
forma. A informação financeira pro forma são informações disponibilizadas 
aos usuários da informação sobre o impacto na empresa de uma transação 
em particular, como se ela estivesse ocorrido em uma data anterior. Esse tipo 
de informação é importante principalmente quando há casos de aquisição 
ou venda de um negócio. 
Segundo a OCPC 06 (2011), as informações financeiras pro forma vão ilustrar 
os efeitos de uma transação específica, sem a adição dos efeitos de estima-
tivas ou julgamentos da administração. Vejamos o que aborda a orientação.
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As informações financeiras pro forma devem somente ilustrar os efeitos 
de uma transação específica, mensuráveis de maneira objetiva (a partir 
dos valores históricos), excluindo os efeitos baseados em estimativas 
e julgamentos sobre como as práticas e decisões operacionais da 
administração poderiam ou não ter afetado as demonstrações contábeis 
históricas em decorrência da transação. (OCPC 06, 2011, p. 02).
Desse modo, esse tipo de informação é adequada para os investidores po-
tenciais que querem analisar como uma transação afetou os resultados da 
entidade. Essas informações serão elaboradas e apresentadas quando houver 
transações de negócio relevantes, conforme apresentadas nos seguintes ca-
sos dispostos no OCPC 06 (2011):
a. Quando ocorrer uma transação de negócios que seja relevante e ela 
ocorra durante o exercício social mais recente ou período intermediário 
subsequente da divulgação do Balanço Patrimonial.
Por exemplo, quando uma companhia adquire um negócio em janeiro do 
exercício social X1, essa companhia pode elaborar um balanço patrimonial pro 
forma e uma demonstração do resultado do exercício pro forma abrangendo 
as operações financeiras que o negócio adquirido realizou no período anterior 
(exercício X0).
b. Quando, após a data de divulgação do Balanço Patrimonial, tiver ocor-
rido ou for provável de ocorrer uma transação de negócios que seja 
relevante.
Uma transação de negócios é provável quando 
já existem termos contratuais que não possam 
ser mais revogados, mesmo que esses termos 
estejam sujeitos a aprovação de órgãos 
reguladores.
c. Quando os títulos (dívidas ou ações) emitidos pela entidade forem usa-
dos como forma de pagamento de uma transação relevante.
d. Se houver ou for provável que ocorra uma baixa de negócio por venda, 
descontinuação, cisão total ou cisão parcial, e essa baixa for relevante 
e não estiver totalmente evidenciada nas demonstrações contábeis 
históricas da entidade.
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Por exemplo, se uma companhia baixou um negócio em 31/01/X1 e esse ne-
gócio poderia ter sido baixado através da venda, descontinuação, cisão total 
ou cisão parcial. Pode ser então o caso de elaborar um Balanço Patrimonial 
Pro Forma em 31/01/X0 evidenciando o efeito de cada uma das maneiras cita-
das anteriormente. Ou um Balanço Patrimonial Pro Forma do exercício de X0 
com as informações da baixa.
e. Quando houver uma transação de incorporação de sociedades em que 
um ou mais investidores recebem cotas ou ações da nova sociedade.
f. Quando a entidade tiver sido anteriormente parte de uma outra entida-
de, e seja necessária uma apresentação das operações e posição finan-
ceira da entidade já independente da outra.
g. Quando houver ou for provável que outros eventos, não citados ante-
riormente, sejam concluídos e a informação pro forma seja relevante 
para o entendimento desse evento.
A apresentação da informação pro forma está vinculada então à relevância da 
transação de negócio. Uma transação é relevante quando ela influir signifi-
cantemente na tomada de decisão dos usuários da informação, por exemplo, 
quando influenciar a escolha dos investidores. 
Não se esqueça de que as informações financeiras 
Pro Forma devem ser elaboradas e apresentadas 
quando houver transações de negócio relevantes.
Em termos específicos, uma transação vai ser considerada como relevante 
quando as demonstrações contábeis mais recentes do negócio (adquirido ou 
em aquisição) comparadas às demonstrações contábeis da adquirente de-
monstrarem que:
1. O ativo total consolidado do investimento (adquirido ou em processo de 
aquisição) multiplicado pelo percentual da participação adquirida ultrapas-
sou 20% a mais em relação ao ativo consolidado da entidade adquirente.
2. O valor total do investimentoda controladora e suas controladas, soma-
do aos empréstimos ou outras contas a receber do negócio adquirido, 
ultrapassa 20% a mais em relação ao ativo consolidado da entidade ad-
quirente.
119
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3. O lucro líquido consolidado das operações continuadas do investimento, 
antes de impostos, multiplicado pelo percentual de participação adqui-
rida ultrapassa 20% em relação ao lucro líquido consolidado das opera-
ções continuadas da adquirente antes de impostos.
Apesar de um negócio não ser considerado relevante, se a entidade apresen-
tar voluntariamente demonstrações contábeis sobre eles, torna-se interes-
sante apresentar também as informações financeiras pro forma, como forma 
de complementar a divulgação.
5.2.2 FORMA E CONTEÚDO DAS 
INFORMAÇÕES FINANCEIRAS PRO FORMA
Vimos, então, que as informações financeiras pro forma devem fornecer aos 
usuários da entidade informações sobre o impacto de uma transação espe-
cífica, como se essa transação estivesse sido concluída em uma data ante-
rior ou em condições diferentes. Esse impacto deve ser evidenciado sobre as 
demonstrações contábeis. Para tanto, as informações financeiras pro forma 
consistem na apresentação de três demonstrações contábeis:
1. Balanço Patrimonial Pro Forma.
2. Demonstração do Resultado Pro Forma.
3. Notas Explicativas.
E as demais demonstrações contábeis? As informações financeiras pro forma 
não incluem os demais demonstrativos que fazem parte do conjunto com-
pleto de demonstrações contábeis, no caso: a Demonstração das Mutações 
do Patrimônio Líquido, a Demonstração do Fluxo de Caixa, a Demonstração 
do Valor Adicionado e Demonstração do Resultado Abrangente. 
O OCPC 06 utiliza recorrentemente a expressão 
informações financeiras pro forma no lugar 
de usar a expressão demonstrações contábeis. 
Tal fato pode ser explicado porque a expressão 
demonstrações contábeis contemplam o 
conjunto completo de demonstrações contábeis 
vistas anteriormente.
120
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As informações financeiras pro forma devem ser elaboradas a partir das de-
monstrações contábeis históricas já consolidadas. Portanto, as demonstra-
ções contábeis individuais históricas da entidade não são necessárias para a 
elaboração desse tipo de informações.
Cabe ainda dizer que a forma de elaboração e apresentação das demonstra-
ções pro forma devem seguir as mesmas práticas contábeis de sua corres-
pondente demonstração contábil história. Assim, por exemplo, um Balanço 
Patrimonial Pro forma deve atender aos mesmos conceitos de ativo, passivo, 
patrimônio líquido das demonstrações contábeis históricas da entidade ad-
quirente do negócio. 
No conteúdo das informações financeiras pro 
forma, devem ser incluídas explicações sobre o 
objetivo da apresentação desse tipo de informação. 
As informações financeiras pro forma são comumente apresentadas em for-
ma de colunas. Nessas colunas, estão expostos os seguintes itens:
• Demonstrações contábeis históricas de cada entidade envolvida no negócio.
• Ajustes que ocorrem nas transações ou eventos.
• As informações financeiras pro forma de fato.
Observe uma parte do exemplo disponível no OCPC 06 (2011, p. 10) da forma 
de apresentação do Balanço Patrimonial Pro forma.
121
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EXEMPLO DE APRESENTAÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL 
PRO FORMA (EM MILHARES DE $)
 Companhia Cia. Adquirida Ajuste pro forma
 Total pro 
forma
 
ATIVO 
CIRCULANTE 
Caixa e 
equivalentes de 
caixa 
3.587 1.828 5.415 
Contas a receber 213 334 547 
Partes 
relacionadas 
59 - 59 
Estoques 2.045 1.028 200 (a) 3.273 
Impostos a 
recuperar 
1.693 1.470 3.163 
Dividendos a 
receber 
303 - 303 
Despesas 
antecipadas 
375 70 445 
 8.275 4.730 200 13.205 
NÃO 
CIRCULANTE 
 
Realizável a 
longo prazo 
 
Partes 
relacionadas 
3.748 1.510 5.258 
Depósitos 
judiciais 
320 90 410 
Investimentos 31 - 31 
Imobilizado 18.807 9.350 5.000 2(a) 33.157 
Intangível 73 25 4.506 2(a) 4.604 
 22.979 10.975 9.506 43.460 
TOTAL DO 
ATIVO 
31.254 15.705 9.706 56.665 
 
Balanço patrimonial consolidado pro forma em 31 de março de 20X2 (a)
Fonte: Extraído de OCPC 06 (2011, p. 10).
#PraCegoVer
A tabela apresenta o Balanço Patrimonial Pro Forma. Nela, é apresentada a coluna das 
informações patrimoniais da adquirente e da adquirida, os ajustes pro forma e, por fim, a 
coluna do total Pro Forma propriamente dito.
Em relação à apresentação de informações pro forma o OCPC 06 (2011) escla-
rece ainda que quando forem apresentadas informações financeiras pro for-
ma de negócios é necessário apresentar, no mesmo período, as demonstra-
ções contábeis históricas dos negócios e, ainda, as demonstrações contábeis 
históricas anuais ou intermediárias de forma comparativa com os respectivos 
exercícios/períodos anteriores. Essas últimas devem ser auditadas e revisadas 
por auditores independentes, sempre que requerido pela administração ou 
por lei ou por órgãos reguladores (OCPC 06, 2011). 
122
CONTABILIDADE AVANÇADA
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Os balanços patrimoniais e as demonstrações do 
resultado pro forma geralmente são apresentados 
no comparativo de dois períodos, por exemplo, 
trazendo o comparativo dos efeitos da transação 
no exercício de X0 em relação a X1.
Em relação aos ajustes pro forma, eles devem ser realizados tanto no Balanço 
Patrimonial quanto na Demonstração do Resultado do Exercício. Nos dois ca-
sos devem ser realizados os ajustes de eventos atribuíveis diretamente à tran-
sação, veremos mais adiante alguns desses ajustes.
Saiba mais, veja os outros exemplos dispostos no 
Apêndice I da OCPC 06 (2011). Além do Balanço 
Patrimonial Pro Forma completo, são apresentados 
também a Demonstração do Resultado Pro Forma 
e as Notas Explicativas (Apêndice II).
5.2.3 ELABORAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES 
PRO FORMA
As informações financeiras pro forma consistem no Balanço Patrimonial Pro 
Forma, Demonstração do Resultado Pro Forma e Notas Explicativas. Vejamos 
os ajustes que devem ser realizados na elaboração dessas demonstrações.
Na Demonstração do Resultado Pro forma, não deve ser inclusa a conta de 
operações descontinuadas que existirem na Demonstração do Resultado do 
Exercício usada como base de sua elaboração. Nos casos em que houver a 
presença dessa conta, deve ser observada somente até a linha da conta “lucro 
do exercício/período das operações continuadas” disposta na Demonstração 
do Resultado.
Outros ajustes devem fazer parte das informações pro forma, como: (i) a de-
preciação, (ii) o custo de aquisição dos ativos líquidos adquiridos, (iii) o custo 
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da dívida contraída para financiar a operação de negócios. Os efeitos tributá-
rios também são considerados como ajustes, eles devem ser calculados a alí-
quota em vigor durante os períodos em que as demonstrações do resultado 
pro forma são apresentadas.
AJUSTES DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS PRO FORMA
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
A imagem apresenta um jovem executivo ao lado de diversos papeis de trabalho e com 
uma caneta na mão.
Comumente as informações financeiras Pro Forma são extraídas de transa-
ções individuais. Contudo, se mais de uma transação incorra em informações 
Pro Forma, essas informações devem ser apresentadas de forma agregada, 
em alguns casos a informação pode se tornar mais útil se apresentada de ma-
neira separada. Esses detalhes devem ser informados em notas explicativas.
Ressalta-se de antemão que alguns ajustes não são apropriados na elabora-
ção financeira proforma, como: receita financeira originada de venda de ati-
vos, resultados de decisões da administração tomadas depois da combinação 
de negócios, desligamento de funcionários, fechamento de fábricas e outros 
gastos de reestruturação (OCPC 06, 2011). 
124
CONTABILIDADE AVANÇADA
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Não existe a obrigatoriedade de preparação e 
divulgada das informações financeiras pro forma, 
seja no OCPC 06 ou na Lei n. 6.404/76. Desse 
modo, quando a entidade realiza a preparação e 
divulgação dessas informações, ela está realizando 
de maneira voluntária.
Os ajustes pro forma devem ser evidenciados em notas explicativas. A OCPC 
06 traz algumas informações específicas que devem conter nas notas 
explicativas para descrever as premissas envolvidas nos ajustes. Vejamos, nas 
notas explicativas,
devem conter uma descrição:
(i) da transação ou do evento refletido nas informações financeiras pro 
forma; 
(ii) das entidades envolvidas; 
(iii) da origem das informações financeiras históricas utilizadas para sua 
compilação, elaboração e formatação (exemplo: “foram obtidas a partir das 
demonstrações contábeis históricas auditadas, cujo parecer dos auditores 
independentes, datado de __/__/__, não contém ressalva”); 
(iv) das principais premissas utilizadas para determinar os ajustes pro forma; 
(v) de qualquer incerteza a respeito das premissas utilizadas; e (vi) dos 
períodos para os quais as informações pro forma são apresentadas. (OCPC 
06, 2011)
Vejamos, agora, um exemplo de ajuste realizado para a divulgação de uma 
Demonstração do Resultado Pro Forma. Suponha que a Companhia Cristais 
decidiu baixar totalmente um de seus segmentos em 26/11/X1. Além disso, ela 
decidiu apresentar a Demonstração de Resultado Pro Forma para o exercício 
de 31/12/X0 e para o período de 31/10/X1. Vejamos como serão apresentados os 
demonstrativos de cada período.
125
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PRO FORMA 
 Cristais 
Segmento 
Vendido 
Ajustes Pro Forma 
Total Pro Forma 
Débito Crédito 
Receita de 
Vendas 
1.000 300 300 700 
(-) CMV (250) (120) 120 (130) 
Despesas 
administrativas 
(90) (30) 30 (60) 
Despesas 
financeiras 
(50) (40) 40 (10) 
Receitas 
Financeiras 
100 80 80 20 
Outras Receitas 200 14 14 186 
Lucro Líquido 
do Exercício 
910 204 706 
 Cristais 
Segmento 
Vendido 
Ajustes Pro Forma 
Total Pro Forma 
Débito Crédito 
Receita de 
Vendas 
930 150 150 780 
(-) CMV (130) (60) 60 (70) 
Despesas 
administrativas 
(70) (15) 15 (55) 
Despesas 
financeiras 
(40) (20) 20 (20) 
Receitas 
Financeiras 
80 40 40 40 
Outras Receitas 100 7 7 93 
Lucro Líquido 
do Exercício 
870 102 768 
 
Demonstração do Resultado em 31/12/20X0
Demonstração do Resultado em 31/10/20X1
Fonte: Elaborado pela autora (2020)
#PraCegoVer
A tabela apresenta a Demonstração do Resultado Pro Forma para os períodos de 31/12/20X0 
e 31/10/20X1 com os efeitos da venda de um dos seus segmentos. Em 31/12/X0 a Cristais, 
o segmento vendido e o Total Pro Forma apresentaram os seguintes valores: receita de 
vendas 1.000, 300 e 700; CMV 250, 120 e 130; Despesas Administrativas 90, 30 e 60; Despesas 
Financeiras 50, 40 e 10; Receitas Financeiras 100, 80 e 20; Outras Receitas 200, 14 e 186. O 
lucro líquido do exercício foi, respectivamente, 910, 204 e 706.
A Demonstração do Resultado Pro Forma apresenta os efeitos da baixa do 
segmento vendido como se ele estivesse ocorrido no período de X0, além dis-
so, apresenta o resultado para o período de 31/10/X1. Os dados do segmento 
vendido foram obtidos da escrituração mercantil da Cia Cristais. Note que as 
divulgações das duas informações podem servir de comparativo do resultado 
gerado de uma transação em particular em datas diferentes.
126
CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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Veja outros exemplos disponíveis no capítulo 5 do 
livro de Marcelo Cavalcanti Almeida: Contabilidade 
avançada em IFRS e CPC. 2. ed. São Paulo: Atlas, 
2020.
Para finalizar o nosso estudo sobre informações financeiras pro forma, deve-
mos ressaltar a diferença entre esse tema com as demonstrações combina-
das e as demonstrações consolidadas.
Informações Financeiras Pro Forma: 
auxilia a análise da visão futura da companhia, apresentando 
informações sobre o impacto de uma transação específica, caso essa 
transação estivesse sido concluída em uma data anterior.
Demonstrações Combinadas: 
existência de um grupo de entidades sob controle ou administração 
comum, desse modo, as demonstrações desse grupo são combinadas.
Demonstrações Consolidadas: 
elaboradas com as informações da sociedade controladora e suas 
controladas.
127
CONTABILIDADE AVANÇADA
MULTIVIX EAD
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CONCLUSÃO
Esta unidade apresentou a elaboração das Demonstrações Contábeis com-
binadas. Observamos que essas demonstrações devem ser elaboradas usa-
do os mesmos procedimentos usados para as Demonstrações Consolidadas. 
Apesar dessa semelhança, vimos também que as duas Demonstrações apre-
sentam diversas diferenças e não podem ser confundidas.
Notamos ainda que as informações financeiras pro forma vão trazer informa-
ções sobre o impacto de uma transação relevante em cima da empresa, em 
períodos anteriores ou em situações diversas.
Por fim, destacamos que os aspectos estudados neste capítulo refletem a im-
portância da divulgação, seja ela obrigatória por lei ou voluntária. A divulga-
ção torna possível a transparência das ações da entidade e vão dar suporte no 
processo de tomada de decisão dos usuários externos.
UNIDADE 6
> Descrever os 
principais aspectos 
usados para a 
realização da 
conversão das 
demonstrações 
contábeis.
> Desenvolver 
conhecimentos 
relativos à correção 
monetária e às 
contas que estão 
sujeitas à correção.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
128
MULTIVIX EAD
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CONTABILIDADE AVANÇADA
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CONTABILIDADE AVANÇADA
6 CONVERSÃO E 
CORREÇÃO MONETÁRIA DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
6.1 INTRODUÇÃO
Comumente as entidades realizam operações que envolvem o uso de moe-
da estrangeira. Para o reconhecimento dessas operações, bem como a apre-
sentação das demonstrações contábeis, a entidade que reporta a informação 
deve seguir as orientações previstas na legislação. O CPC 02 (R2) (2013) trouxe 
conceitos e procedimentos a serem adotados na conversão das demonstra-
ções contábeis e de operações em moedas diferentes. Vamos estudar, a seguir, 
quais os principais conceitos e os procedimentos para realizar a conversão.
Nesse capítulo, também faremos o estudo da correção monetária das de-
monstrações contábeis. A correção monetária foi revogada, no Brasil, a partir 
da Lei n. 9.249/95. Apesar disso, esse método vigora em alguns mercados in-
ternacionais; além do seu estudo, torna-se importante para o entendimento 
da evolução da contabilidade no país. Vamos lá iniciar nossos estudos!
6.2 CONVERSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS PARA MOEDA ESTRANGEIRA
Uma empresa pode ter atividades em moeda estrangeira de dois modos: (i) 
realizando transações em moeda estrangeira, ou (ii) realizando operações 
no exterior. Assim, as transações ou investimentos societários localizados no 
exterior deverão ser apresentados, considerando-se a influência da variação 
cambial existente entre países. Nesse tópico, iremos estudar os conceitos que 
permeiam o campo da conversão das transações em moeda estrangeira, 
operações no exterior e demonstrações contábeis.
6.2.1 ASPECTOS INTRODUTÓRIOS 
O Comitê de PronunciamentosContábeis emitiu o Pronunciamento técnico 
do CPC 02 (R2) – Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de 
130
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CONTABILIDADE AVANÇADA
demonstrações contábeis. Esse pronunciamento tem correlação com as nor-
mas internacionais do IAS 21. Os objetivos dessas normas técnicas são:
1. Orientar sobre como as transações em moeda estrangeira, ou opera-
ções no exterior devem ser incluídas nas demonstrações contábeis da 
entidade.
2. E como se deve converter as demonstrações contábeis para moeda de 
apresentação.
O QUE SERIA MOEDA DE APRESENTAÇÃO?
 
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na imagem, há moedas e um relatório que juntos representam a escolha da moeda de 
apresentação e moeda funcional das entidades.
A moeda de apresentação nada mais é do que a moeda que as demonstra-
ções contábeis são apresentadas. A moeda de apresentação pode ser diver-
gente da moeda funcional da entidade, que é a moeda do ambiente eco-
nômico principal em que a entidade realiza as suas atividades. O ambiente 
principal de uma entidade é, geralmente, aquele que a entidade mais gera 
e distribui caixa. Segundo o CPC 02 (R2) (2013), a escolha da moeda funcional 
pela entidade deve ser realizada considerando os seguintes fatores:
131
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CONTABILIDADE AVANÇADA
I.
Ser a moeda que mais influencia os preços de venda de bens e 
serviços.
II.
Ser a moeda do país que tem mais influência competitiva e regulatória 
sobre a determinação dos preços de venda para os seus bens ou 
serviços.
III.
Ser a moeda que mais influencia os custos necessários para o 
fornecimento de bens ou serviços.
IV.
Ser a moeda em que são originados os recursos de atividades de 
financiamentos (por exemplo, moeda na emissão de ações).
V.
Ser a moeda em que os recursos das atividades operacionais são 
acumulados.
A moeda funcional vai ser escolhida então pelas principais atividades, transa-
ções ou eventos relevantes da entidade. A moeda funcional nem sempre se 
confunde com a moeda corrente do país que a empresa está localizada. Por 
exemplo, uma empresa pode estar localizada no Brasil, mas as suas principais 
transações, geração e gastos de caixa são realizados em dólar. Desse modo, a 
moeda funcional é o dólar e a moeda corrente é o real. Devemos saber ainda 
o conceito de moeda estrangeira. A moeda estrangeira é qualquer moeda 
diferente da moeda funcional.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Uma entidade que reporta a informação pode estar 
localizada no Brasil e ter controladas no exterior. 
A escolha da moeda funcional será pela análise 
de onde estão as operações mais significativas. 
Se for o caso de ser o real, as demonstrações das 
investidoras, em que a moeda de apresentação é 
a de seu país de domicílio, devem ser convertidas 
para o real.
Quando uma moeda funcional é determinada, ela deve permanecer inaltera-
da, sendo que a sua alteração só pode ocorrer mediante as mudanças nas 
transações, atividades e outros eventos relevantes para a entidade. 
Vimos até aqui os conceitos de moeda de apresentação, moeda funcional e 
moeda estrangeira. 
Moeda de apresentação: 
moeda em que as demonstrações contábeis são apresentadas.
Moeda funcional: 
moeda do ambiente econômico principal da entidade, em que 
ocorrem as suas principais operações.
Moeda estrangeira: 
é a moeda diferente da moeda funcional da entidade.
Voltemos nossa atenção agora para os objetivos da conversão e quando deve 
ser realizada.
A conversão objetiva deixar em um mesmo padrão as informações que serão 
apresentadas nas demonstrações contábeis e refletir os impactos das varia-
ções cambiais no patrimônio. Desse modo, através do uso de um padrão mo-
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CONTABILIDADE AVANÇADA
netário fixo, ela vai favorecer a comparabilidade entre informações de perío-
dos diferentes. Devemos aplicar as técnicas de conversão propostas pelo CPC 
02 (R2) (2013) nos seguintes casos:
1. na contabilização de transações e saldos em moeda estrangeira;
2. na conversão de resultados e na posição financeira de operações realiza-
das no exterior que são incluídas nas demonstrações contábeis da enti-
dade por meio de consolidação ou por meio do método de equivalência 
patrimonial;
3. na conversão de resultados e posição financeira de uma entidade para 
uma moeda de apresentação;
4. conversão de saldos relativos a derivativos de moeda funcional para mo-
eda de apresentação.
As normas dispostas sobre conversão que estão 
no CPC 02 (R2) não devem ser aplicadas nas 
transações em moeda estrangeira que envolvam 
derivativos e itens classificados em instrumentos 
financeiros de acordo com o CPC 48. Também 
não devem ser aplicadas para a apresentação da 
demonstração dos fluxos de caixa.
6.2.2 MÉTODOS E TAXAS DE CONVERSÃO
Segundo Alves (2016), existem diversos métodos para conversão de balanços 
de uma moeda para outra, tais métodos podem ser:
a. Método de taxa corrente ou de fechamento: a taxa corrente é a taxa de 
câmbio vigente na data de encerramento do balanço que se pretende 
converter. Esse método baseia-se na conversão de todos os valores das 
contas das demonstrações contábeis apresentadas em moeda estran-
geira usando-se a taxa de câmbio de fechamento na data do balanço.
b. Método da taxa histórica ou monetário e não monetário: o método 
baseia-se na tradução das operações em moeda estrangeiras como se 
elas tivessem acontecido na moeda em que se planeja a conversão.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Os ativos e passivos monetários são aqueles 
expressos em moeda ou que serão transformados 
em moeda rapidamente, por exemplo, as 
disponibilidades em caixa ou bancos, duplicatas, 
empréstimos a receber, fornecedores. Os ativos e 
passivos não monetários são os bens e direitos que 
apresentam essência física, por exemplo, móveis e 
utensílios, imóveis e outros.
Para realização do processo de conversão, são usadas as taxas de câmbio. As 
principais taxas de conversão a serem adotas são as taxas de câmbio à vista 
na data da transação, taxa de câmbio no fechamento, taxa média do período 
e variação cambial. Vejamos o que o CPC 02 (R2) (2013) explica sobre cada 
uma dessas taxas:
Taxa de câmbio: 
é a relação de troca entre duas moedas.
Taxas de câmbio à vista: 
taxa de câmbio empregada para a liquidação imediata de operações 
de câmbio.
Taxa de câmbio de fechamento: 
é a taxa de câmbio à vista que está em vigor no término do exercício 
das demonstrações contábeis.
Taxa média do período: 
são as taxas de câmbio médias entre dois períodos, podendo estes 
períodos ser mensais, anuais, semestrais e outros.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Variação cambial: 
diferença resultante da conversão de uma moeda para outra.
Vejamos os casos em que deve aplicar as taxas de câmbio na conversão.
6.2.2.1 CONVERSÃO DE TRANSAÇÃO EM 
MOEDA ESTRANGEIRA PARA A MOEDA 
FUNCIONAL
Segundo o CPC 02 (R2) (2013), as transações em moeda estrangeira surgem 
nos seguintes casos: (i) quando o preço da compra ou da venda de bens ou 
serviços é fixado em moeda estrangeira, (ii) quando obtém ou concede em-
préstimos e eles são fixados em moeda estrangeira e (iii) quando há mudan-
ças nos ativos e passivos das empresas e essas mudanças são fixadas em mo-
eda estrangeira.
No momento de reconhecimento inicial da transação em moeda estrangeira, 
ela deve ser reconhecida contabilmente pela moeda funcional da entidade 
na data da transação. A conversão da moeda estrangeira para moeda funcio-
nal ocorre doseguinte modo:
CONVERSÃO DE TRANSAÇÃO EM MOEDA ESTRANGEIRA PARA A MOEDA FUNCIONAL
Aplicação da taxa de câmbio à vista entre moeda funcional 
e moeda estrangeira sobre o montante em moeda estrangeira.
Sendo que, 
 Taxa de câmbio à vista = é a taxa de câmbio usada para 
liquidação imediata da operação de câmbio (CPC 02 R2, 2013).
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O quadro apresenta a forma de cálculo da conversão de transações em moeda estrangeira 
para moeda funcional. Deve ser aplicada a taxa de câmbio à vista entre moeda funcional e 
moeda estrangeira sobre o montante em moeda estrangeira.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Vejamos uma aplicação prática da conversão de moeda estrangeira para mo-
eda funcional. Imagine que uma empresa brasileira chamada Mult S.A com-
prou uma máquina de uma empresa americana por um valor de US$ 10.000. 
Sabe-se ainda que a Mult S.A adota como moeda funcional o real. No reco-
nhecimento inicial da máquina adquirida, a taxa de câmbio do dólar era de 
R$ 2,00. Desse modo, como deve ser realizado o lançamento inicial da máqui-
na e por qual valor?
Temos a seguinte solução:
 Taxa de câmbio na data da transação x Valor da máquina
2,00 10.000 20.000× = 
Os lançamentos da transação ficam do seguinte modo:
 D: Máquinas (ativo imobilizado) 20.000
 C: Fornecedores (passivo circulante) 20.000
O valor a ser adotado para o reconhecimento da máquina é o valor da transa-
ção em moeda funcional, por isso, deve-se realizar a conversão.
Em relação à aplicação da taxa de câmbio nas transações, essa taxa pode ain-
da ser uma média semanal ou mensal das taxas de câmbio, pois segundo o 
CPC 02 (R2) (2013):
Por motivos práticos, a taxa de câmbio que se aproxima da taxa vigente na 
data da transação é usualmente adotada, por exemplo, a taxa de câmbio 
média semanal ou mensal que pode ser aplicada a todas as transações, em 
cada moeda estrangeira, ocorridas durante o período. Contudo, se as taxas 
de câmbio flutuarem significativamente, a adoção da taxa de câmbio média 
para o período não é apropriada. (CPC 02, 2013, p. 8).
Para apresentação das transações em moeda estrangeira, no término de 
cada período de reporte subsequentes ao período de reconhecimento inicial, 
devem ser adotadas outros procedimentos. Segundo o CPC 02 (R2) (2013):
1. Os itens monetários em moeda estrangeira que estão no balanço devem 
ser convertidos, usando-se a taxa de câmbio de fechamento. 
2. Os itens não monetários, mensurados pelo custo histórico em moeda 
estrangeira, devem ser convertidos pela taxa de câmbio vigente na data 
de transação. 
3. Se os itens não monetários forem mensurados a valor justo em moeda 
estrangeira, então eles devem ser convertidos pelas taxas de câmbio 
vigentes nas datas em que o valor justo foi determinado.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Em resumo, temos:
Itens monetários: 
usa-se a taxa de câmbio de fechamento.
Itens não monetários: 
usa-se a taxa de câmbio vigente na data de transação.
Itens não monetários a valor justo: 
usa-se as taxas de câmbio vigentes nas datas em que o valor justo for 
determinado.
Vejamos outro exemplo para entender a norma na prática. A empresa brasi-
leira chamada Mult S.A comprou uma máquina de uma empresa americana 
por um valor de US$ 10.000. Sabe-se ainda que a Mult S.A adota como moeda 
funcional o real. No reconhecimento inicial da máquina adquirida, a taxa de 
câmbio do dólar era de R$ 4,00. Além disso, a Mult S.A comprou 7.000 euros 
para realizar investimentos futuros. O valor da taxa de câmbio do euro era de 
R$ 4,56 na data da transação. Vejamos como fica o reconhecimento inicial 
das transações realizadas pela Mult S.A.
 D: Máquinas (ativo imobilizado) 40.000
 C: Caixa 40.000
 D: Disponibilidades em moeda estrangeira (ativo circulante) 31.920
 C: Caixa 31.920
Desse modo, temos no reconhecimento inicial a conversão da moeda estran-
geira para a moeda funcional da Mult S.A., usando-se a taxa de câmbio oriun-
da de cada transação. 
Na data do encerramento do período, fechamento e apresentação do balan-
ço, devem ser realizados ajustes dos itens mantidos em moeda estrangeira. 
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Portanto, considerando-se a taxa de câmbio de fechamento para o dólar no 
valor de R$ 4,20 e para o euro no valor de R$ 4,96, temos os seguintes proce-
dimentos a serem realizados para ajustar o Balanço Patrimonial.
Itens monetários: 
converter pela taxa de câmbio de fechamento.
Itens não monetários: 
converter pela data da transação.
A máquina é um item não monetário e já foi inicialmente reconhecida pela 
taxa de câmbio da data da transação; desse modo, não devem ser realizados 
ajustes. Já o Euro comprado é um item monetário que deverá ser convertido 
pela taxa de câmbio de fechamento. Assim, devemos proceder com os se-
guintes cálculos:
7.000 4,96 34.720× =
Portanto, houve uma valorização de R$ 2.800 (R$ 34.720 – R$ 31.920) nas dis-
ponibilidades, tal valorização deve ser lançada do seguinte modo:
 D: Disponibilidades em moeda estrangeira (ativo circulante) 2.800
 C: Patrimônio Líquido (outros resultados abrangentes) 2.800
Vejamos como que fica o Balanço Patrimonial no reconhecimento inicial das 
operações em moeda estrangeira e no encerramento do exercício.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
BALANÇO PATRIMONIAL NO RECONHECIMENTO INICIAL E NO 
ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO.
 Reconhecimento Inicial Encerramento do Exercício 
ATIVO 
Circulante 
Disponível 
Disponibilidade em moeda 
estrangeira 31.920 34.720 
 
Não circulante 
Imobilizado 40.000 40.000 
 
TOTAL ATIVO 71.920 74.720 
 
PASSIVO 
Circulante 
Não Circulante 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
... 71.920 71.920 
Outros resultados abrangentes 2.800 
TOTAL PASSIVO 71.920 74.720 
 Fonte: Elaborada pela autora (2020).
#PraCegoVer 
A tabela apresenta o Balanço Patrimonial no reconhecimento inicial das operações em 
moeda estrangeira e no encerramento do exercício. No reconhecimento inicial, têm-se 
os seguintes valores: Disponibilidade em moeda estrangeira 31.920, Imobilizado 40.000 e 
Patrimônio Líquido de 71.920. No encerramento do exercício, têm-se os seguintes valores: 
Disponibilidade em moeda estrangeira 34.720, Imobilizado 40.000 e Patrimônio Líquido 
representado pelo geral de 71.920 e pela conta Outros resultados abrangentes no valor de 
2.800.
Destaca-se que no Balanço Patrimonial apresentado anteriormente, não foi 
estendida à apresentação das contas do patrimônio líquido, resumindo-se 
em apenas apresentar o seu saldo total. Observou-se ainda que as disponi-
bilidades sofreram um aumento com a valorização da moeda adquirida. Tal 
valorização não foi para as demonstrações de resultado, ficando destacadas 
em uma conta específica do Patrimônio Líquido.
6.2.2.2 ALTERAÇÃO DA MOEDA FUNCIONAL
Como já dito, quando uma moeda funcional é determinada, ela deve per-
manecer inalterada, sendo que a sua alteração só pode ocorrer por causa de 
mudanças relevantes nas transações, atividades e outros eventos da entida-
de. Quando ocorre alteração na moeda funcional, a entidade deve aplicar de 
140
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CONTABILIDADE AVANÇADA
modo prospectivo os procedimentos de conversão requeridos para a adoção 
da nova moeda funcional. Tais procedimentos devem ser aplicados com o uso 
da taxa de câmbio da data de alteração da moeda.
6.2.3 PRINCIPAIS AJUSTES
A moeda de apresentação das entidades pode ser qualquer moeda, mas deve 
ser realizada a conversão quando a moeda de apresentação da entidade que 
reporta a informação(por exemplo, uma controladora) for diferente da moeda 
funcional das demais entidades (por exemplo, das controladas). No caso, os re-
sultados deverão ser convertidos para a moeda de apresentação. Por exemplo, 
um grupo econômico tem diversas entidades com moedas funcionais diver-
sas, desse modo, os resultados dessas entidades também devem ser apresen-
tados em moeda comum a todas, para que seja possível a comparabilidade e 
também a realização da consolidação das demonstrações contábeis.
USO DA MOEDA DE APRESENTAÇÃO DIFERENTE DA MOEDA FUNCIONAL
CONVERSÃO DE A e B
para a Moeda de 
Apresentação da 
controladora = Real
CONTROLADORA A
Moeda Funcional =
Euro
CONTROLADORA B
Moeda Funcional =
DÓLAR
100% de
participação
100% de
participação
CONTROLADORA
Moeda de Apresentação
= Real
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
O esquema ilustra a conversão das demonstrações contábeis da Controlada A e da 
Controlada B para a moeda de apresentação da controladora, no caso, para o real.
141
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CONTABILIDADE AVANÇADA
No Brasil, a conversão das demonstrações contábeis é realizada pelo método 
da taxa corrente. Desse modo, para a conversão e apresentação das demons-
trações contábeis em moeda de apresentação, alguns procedimentos devem 
ser adotados. Segundo o CPC 02 (R2) (2013), para conversão devem ser adota-
dos os seguintes procedimentos:
1. Os ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado devem ser 
convertidos utilizando-se a taxa de câmbio de fechamento na data do 
respectivo balanço.
2. As receitas e despesas das Demonstrações do Resultado Abrangente e 
Demonstrações do Resultado devem ser convertidas pelas taxas de câm-
bio vigentes na data de ocorrência das transações.
3. A taxa média para o período das transações, ao se aproximar da taxa de 
câmbio vigente nas datas das transações, pode ser usada para converter 
itens de receitas e despesas. 
4. Todas as variações cambiais resultantes devem ser reconhecidas em ou-
tros resultados abrangentes. 
As variações cambiais são decorrentes da 
conversão de: (i) receitas e despesas pela taxa de 
câmbio que está em vigor na data da transação, 
(ii) ativos e passivos pela taxa de câmbio de 
fechamento e (iii) dos saldos de abertura do 
patrimônio líquido, pela taxa de câmbio de 
fechamento, sendo que essa última é diferente 
da taxa de câmbio do fechamento da conta PL 
no período anterior.
 
As variações cambiais irão gerar aumentos e diminuições no patrimônio lí-
quido, contudo elas não devem transitar pela demonstração do Resultado. O 
montante acumulado das variações deve ser apresentado em conta especí-
fica, separada do patrimônio líquido, até que ocorra a baixa da entidade no 
exterior que deu origem a conversão.
142
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Saiba mais, resolva as questões apresentadas 
como exemplo no capítulo 8 do livro de Ricardo 
Pereira Rios e José Carlos Marion: “Contabilidade 
avançada: de acordo com as normas brasileiras de 
contabilidade (NBC) e normas internacionais de 
contabilidade (IFRS)”. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
Nos casos de entidade cuja moeda funcional é a moeda de uma economia 
hiperinflacionária, então a conversão para moeda de apresentação devem ser 
realizada com base em passos diferentes daqueles abordados anteriormente. 
Vejamos quais são os ajustes que devem ser adotados nessa nova conversão, 
segundo o CPC 02 (R2) (2013):
1. Todos as contas de ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas e despesas 
devem ser convertidos para a taxa de câmbio de fechamento da data do 
balanço mais recente, exceto se,
2. Quando os totais forem convertidos para moeda de economia não hi-
perinflacionária, os totais comparativos devem ser aqueles que seriam 
apresentados como montantes do ano corrente nas demonstrações 
contábeis do ano anterior.
Os ganhos e perdas em transações em moeda 
estrangeira, além das variações cambiais 
produzidas com a conversão das demonstrações 
contábeis para moeda diferente podem produz 
efeitos fiscais e, desse modo, quando necessário, 
devem ser incluídos nas bases de cálculos de 
tributos federais.
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CONTABILIDADE AVANÇADA
6.3 CORREÇÃO MONETÁRIA
A correção monetária consiste em realizar ajustes nas demonstrações contá-
beis em razão dos efeitos da inflação. Desse modo, o regime de correção mo-
netária vai reconhecer nas Demonstrações Contábeis os efeitos da perda do 
poder aquisitivo da moeda em decorrência da inflação. Apesar disso, a obri-
gatoriedade da correção monetária foi extinta no Brasil com a promulgação 
da Lei n. 9.249/95, lei essa que revogou o regime de correção monetária das 
demonstrações financeiras. 
6.3.1 ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
Entre as décadas de 1950 e 1995, foram usadas no Brasil às técnicas de corre-
ção monetária, previstas no art. 185 da Lei n. 6.404/76. A Lei das Sociedades 
por Ações determinou que as empresas realizassem a correção parcial no Ba-
lanço Patrimonial, e tal correção teria reflexos nos resultados. 
Contudo, diante dos períodos de alta inflação vivenciados no Brasil na década 
de 1980, a adoção do regime parcial exposto na Lei não trazia tantas contribui-
ções para as empresas. Segundo Ribeiro (2018), a adoção desse regime preju-
dicava o conhecimento real da situação econômica e financeira da empresa, 
além de ser um regime incompleto em face aos procedimentos internacio-
nais de correção monetária das demonstrações contábeis. 
Frente a um método de correção ineficiente, a Comissão de Valores Mobiliá-
rios (CVM) implantou o regime de correção integral das demonstrações das 
demonstrações contábeis para as sociedades anônimas de capital aberto. O 
regime integral instituído pela CVM se deu por meio da Instrução 101/1992. 
Desse modo, as sociedades por ações passaram a serem obrigadas a elaborar 
as demonstrações contábeis em moeda de capacidade aquisitiva constante, 
em paralelo a obrigatoriedade de publicação das demonstrações a valores 
históricos, determinados pela Lei n. 6.404/76 e pela legislação tributária (RI-
BEIRO, 2018).
144
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CONTABILIDADE AVANÇADA
CORREÇÃO MONETÁRIA
Fonte: Plataforma Deduca (2020).
#PraCegoVer
Na imagem, há uma caneta, um smartphone, uma xícara de café, um relatório e um gráfico 
sendo apresentado em um tablet. Tal composição representa a análise das variações 
monetárias.
Com advento da Lei n. 9.249/95, o regime de correção monetária das demons-
trações financeiras foi revogado, e essa Lei vedou ainda a utilização de qual-
quer sistema de correção monetária para essas demonstrações, inclusive nos 
casos de uso para fins societários. Tal acontecimento pode ser explicado pela 
diminuição da inflação, que passou para um patamar bem inferior ao ante-
rior, em decorrência a implementação do Real, em 1994.
Contudo, a CVM emitiu o Parecer de Orientação 29/1996, sugerindo que as 
companhias abertas, e outras companhias reguladas por ela, elaborassem vo-
luntariamente as demonstrações Contábeis em moeda de capacidade aqui-
sitiva constante. A argumentação usada pela CVM para tal decisão foi a de 
que os usuários da informação devem ter as melhores informações possíveis 
sobre a entidade. A partir de então, a CVM buscou estabelecer padrões míni-
mos para a divulgação voluntária de demonstrações em moeda de capaci-
dade aquisitiva constante, através da Instrução CVM 191/1992 (RIBEIRO, 2018). 
Desse modo, as empresas podem divulgar suas Demonstrações Contábeis de 
maneira adicional e voluntária, conforme as regras apresentadas na Instrução. 
Vejamos quais são requisitos mínimos, de acordo com o Parecer de Orienta-
ção CVM n. 29/1996, as informações ou demonstrações complementares de-
vem ter:145
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CONTABILIDADE AVANÇADA
Tanto as companhias abertas quanto os fundos de investimentos imobiliários 
e as demais entidades sujeitas às normas da CVM que optarem por divulgar 
voluntariamente informações ou demonstrações complementares, 
elaboradas em moeda de capacidade aquisitiva constante, devem seguir, a 
título de orientação, os seguintes requisitos:
a) Periodicidade - as entidades acima referidas, objetivando manter uma 
recomendável política de interação e informação com o mercado, podem, 
a seu exclusivo critério, divulgar esse tipo de informação em bases mensais, 
trimestrais, semestrais, ou mesmo anuais. Entretanto, na escolha da 
periodicidade, deve ser considerada ainda, como pressuposto básico, a 
necessidade de manutenção dessas informações de forma consistente ao 
longo do tempo. Em outras palavras, caso haja opção por divulgar essas 
informações em um determinado trimestre, deve-se manter essa divulgação 
nos trimestres seguintes. Essa periodicidade de divulgação somente pode 
ser descontinuada quando tais informações sejam, justificadamente, 
consideradas irrelevantes;
b) Conteúdo Mínimo - a CVM entende que, na divulgação voluntária de 
dados em moeda de capacidade aquisitiva constante, um conteúdo mínimo 
de informações deve ser apresentado, tal como:
• a Demonstração do Resultado: receita operacional líquida, lucro bruto, 
despesas financeiras líquidas, lucro/prejuízo líquido;
• o Balanço Patrimonial: estoques e adiantamentos, ativo permanente, ativo 
total e patrimônio líquido; e
• conciliação com o resultado e com o patrimônio líquido apurados na 
escrituração mercantil. 
c) Critérios para elaboração - tendo em vista já estarem completamente 
difundidos os critérios, previstos na Instrução CVM n. 191/92, essa deve ser a 
metodologia adotada para a elaboração das informações e demonstrações 
em moeda de capacidade aquisitiva constante; e
d) Índice - a escolha do índice de preços para elaboração das informações ou 
demonstrações voluntárias fica a critério da entidade, devendo, no entanto, 
ser divulgada a justificativa para o índice escolhido. Ressaltamos também 
que, para preservar a metodologia da Instrução CVM n. 191/92, deve ser 
utilizado um índice geral de preços.
Desse modo, embora não obrigatória, a correção monetária das Demonstra-
ções Contábeis auxilia na tomada de decisão internas e também auxilia na 
tomada de decisão daqueles que investem no mercado de capitais ou que 
são credores da entidade. 
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Lei n. 9.249/95 revogou o regime de correção 
monetária das demonstrações financeiras. Então, 
foi revogado e a utilização de qualquer sistema de 
correção monetária para essas demonstrações, 
inclusive nos casos de uso para fins societários. 
Não se pode mais falar sobre obrigatoriedade de 
correção monetária.
6.3.2 CONTAS SUJEITAS A CORREÇÃO
Vimos, então, que o regime de correção monetária foi revogado pela Lei n. 
9.249/95, ficando vedada a utilização de qualquer sistema de correção das 
Demonstrações Financeiras, inclusive para uso societário.
Anteriormente, na Lei n. 6.404/76 art. 185º, a correção monetária das demons-
trações contábeis consistia na atualização dos saldos das contas do ativo não 
circulante, patrimônio líquido e, em alguns casos especiais, em outras contas 
do Balanço Patrimonial, como: imóveis não classificados no ativo imobilizado, 
as aplicações em ouro, contas devedoras e credoras representativas de adian-
tamento para futuro aumento de capital, entre outras contas. 
ALCANCE DA CORREÇÃO MONETÁRIA PARCIAL
ALCANCE DA CORREÇÃO MONETÁRIA PARCIAL 
 
 
 
ATIVO NÃO 
CIRCULANTE 
PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO 
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
#PraCegoVer
No quadro, são apresentadas as contas que são de alcance da correção monetária. No 
primeiro balão, tem-se o ativo não circulante e, no segundo balão, tem-se o patrimônio 
líquido.
Esse regime era conhecido como correção monetária parcial, pois não era 
corrigidas as contas do ativo circulante, realizável a longo prazo, passivo circu-
lante e passivo não circulante.
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E como eram feitos esses ajustes nas contas do ativo não circulante e patri-
mônio líquido? As contas de ativo (exceto as do ativo realizável a longo prazo) 
e retificadoras de patrimônio líquido eram debitadas, ou seja, tinham seus 
saldos aumentados, em contrapartida registrava-se crédito na conta de Re-
sultados da Correção Monetária.
 D: Conta devedora 
 C: Resultados da Correção Monetária
Já as contas do patrimônio líquido e retificadoras do ativo não circulante (ex-
ceto as do ativo realizável a longo prazo) eram creditadas, em contrapartida 
registrava-se débito na conta de Resultados da Correção Monetária.
 D: Resultados da Correção Monetária
 C: Conta Credora
Por fim, os saldos da conta de Resultado da Correção Monetária eram trans-
feridos para a conta de Resultado do Exercício. Desse modo, o resultado do 
exercício seria aumentado ou diminuído conforme a conta de correção mo-
netária fosse devedora ou credora, de forma que:
• Total das contas devedoras sujeitas à correção > total das contas credoras 
sujeitas à correção = resultado credor da correção monetária, então é apurado 
lucro inflacionário.
• Total das contas credoras sujeitas à correção > total das contas devedoras 
sujeitas à correção = resultado devedor da correção monetária, então é 
apurado prejuízo inflacionário.
6.3.3 CORREÇÃO MONETÁRIA INTEGRAL
A correção monetária integral, como o próprio nome pressupõe, consiste em 
reconhecer a perda do poder aquisitivo da moeda em todas as contas usadas 
pela contabilidade da empresa. Desse modo, nos períodos de inflação, a cor-
reção integral passa a demonstrar mais adequadamente a situação patrimo-
nial, financeira e econômica da empresa.
Para a realização da correção monetária integral, deve ser escolhido um in-
dexador que melhor espelhe a inflação brasileira no período de reporte das 
informações. 
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O indexador escolhido deve ser o mesmo para 
todas as entidades, para que assim haja a 
uniformização dos cálculos e seja possível realizar 
a comparabilidade entre as entidades.
Para realização da correção integral, as contas contábeis devem ser classifica-
das em três categorias. Vejamos quais são elas:
1. Contas Patrimoniais Monetárias: representam as disponibilidades, direi-
tos e obrigações, realizáveis em moeda, independentemente de se sujei-
tarem a variações de juros.
2. Contas Patrimoniais Não Monetárias: são todas as contas patrimoniais, 
com exceção daquelas definidas em monetárias.
3. Contas de Resultado: são as receitas e despesas, bem como, as outras 
contas representadas na DRE.
As contas patrimoniais monetárias não são passíveis de correção monetária, 
devendo apenas algumas delas serem ajustadas a valor presente. Todas as 
contas patrimoniais não monetárias e as contas de resultado devem ser cor-
rigidas.
O processo de correção monetária integral é mais complexo do que a cor-
reção parcial. Conforme Ribeiro (2018), mecanismo para correção monetária 
integral pode ser visualizado pelos seguintes passos:
I. Os saldos iniciais, bem como valores de débito ou crédito de cada conta, 
devem ser convertidos para o indexador escolhido, tendo como base o valor 
do indexador na data de ocorrência de cada evento.
II. No final do período de reporte, apura-se o saldo de cada conta no valor 
do indexador e converte-se esse saldo para moeda corrente com base no 
indexador em vigor na data do balanço. (RIBEIRO, 2018, p. 407)
A adoção desse processo vai possibilitar que todas ascontas estejam atualiza-
das e expressas em moeda de mesma data. Para apurar o novo resultado do 
exercício e elaborar outras demonstrações contábeis considerando a corre-
ção integral, será necessário efetuar ajustes também nas contas monetárias. 
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Na elaboração das demonstrações contábeis, as contas patrimoniais monetá-
rias estarão no Balanço Patrimonial sem correção, contudo a perda apurada 
nas contas de disponibilidades pelas diferenças da correção monetária afeta-
rá negativamente a DRE, conforme exposto por Ribeiro:
• As contas Clientes e Fornecedores serão ajustadas a valor presente e 
em seguida apuradas perdas e ganhos que interferirão negativamente 
nos saldos das contas: Receita Bruta de Vendas, Custo das Mercadorias 
Vendidas e Estoque de Mercadorias. 
• As contas representativas de Aplicações Financeiras e Empréstimos com 
rendimentos e encargos pré ou pós-fixados figurarão no Balanço pelos seus 
valores presentes, sendo que as perdas e ganhos interferirão nos saldos das 
contas de Receitas e Despesas Financeiras. 
• E as demais contas monetárias representativas de Direitos e Obrigações 
também deverão figurar no Balanço com seus valores históricos, 
devidamente ajustados a valor presente, na data do Balanço. (RIBEIRO, 2018)
Apesar de a correção monetária ter sido revogada pela Lei n. 9.249/95, os ajus-
tes de correção monetária irão contribuir para a diminuição dos efeitos infla-
cionários sobre as demonstrações contábeis. Além disso, a correção pode tra-
zer uma maior comparabilidade entre as informações de períodos distintos. 
A respeito ainda da atualização monetária, o Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis trouxe normativos de como a contabilidade deve se posicionar em 
economia hiperinflacionária (CPC 42, 2018). Tais dispositivos mostram, por 
exemplo, como as demonstrações contábeis devem ser elaboradas para as 
investidoras que tem empresas investidas em países com hiperinflação.
Veja os exemplos e exercícios disponíveis no 
capítulo 12 do livro de Osni Moura Ribeiro: 
“Contabilidade Avançada”. 6 ed., São Paulo, 2018.
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CONCLUSÃO
A correção monetária integral, como o próprio nome pressupõe, consiste em 
reconhecer a perda do poder aquisitivo da moeda em todas as contas usadas 
pela contabilidade da empresa. Desse modo, nos períodos de inflação, a cor-
reção integral passa a demonstrar mais adequadamente a situação patrimo-
nial, financeira e econômica da empresa.
Para a realização da correção monetária integral, deve ser escolhido um in-
dexador que melhor espelhe a inflação brasileira no período de reporte das 
informações. No capítulo, tivemos a oportunidade de estudarmos a respeito 
da correção monetária. Vimos que a correção monetária consiste em ajustes 
nas demonstrações contábeis em razão dos efeitos da inflação. Apesar disso, 
esse método foi revogado, no Brasil, a partir da Lei n. 9.249/95. 
Por fim, destacamos que os aspectos estudados nesse capítulo reforçam o 
conhecimento a respeito da conversão das demonstrações contábeis e da 
correção monetária.
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https://migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
https://migalhas.uol.com.br/quentes/137318/aprovada--com-restricoes--fusao-entre-sadia-e-perdigao
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