Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Ato administrativo: A ação particular interna do Estado, por meio de um órgão ou agente do poder público, que pode ser manifestada em provimento e vacância de cargos e funções gratificadas; nas concessões que impliquem alteração no vencimento; e nas declarações de situações e direitos conferidos a alguém.
Qual é a definição de ato administrativo?

A respeito dos bens públicos.
Os bens de uso comum do povo não perdem essa característica se o Estado regulamentar sua utilização de maneira onerosa?

A desapropriação por descumprimento da função social da propriedade urbana está disciplinada pelo Estatuto da Cidade, que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal e estabelece diretrizes gerais da política urbana.
É de competência exclusiva dos municípios a desapropriação por descumprimento da função social da propriedade urbana?

A respeito da intervenção do Estado na propriedade.
A servidão administrativa pode não precisar da existência de um prédio dominante?

Diante de uma situação em que um particular tenha desistido de alienar seu terreno ao poder público e que este precise de um imóvel naquelas imediações para construir uma unidade de saúde diante de estudos que demonstram alta demanda pelo serviço.
A Administração pública poderá desapropriar o terreno do particular, pelo valor de mercado apurado em regular avaliação?

Acerca dos atos administrativos: imperatividade.
A imperatividade caracteriza-se pela permissão para a imposição de obrigações a terceiros, ainda que estas venham a contrariar interesses privados?

A respeito da desapropriação.
Os juros compensatórios são devidos, na desapropriação direta, desde a imissão antecipada na posse?

Sobre o tombamento.
O poder público não possui direito de preferência sobre bem tombado quando o particular desejar alienar?

Com relação à desapropriação, assinale a alternativa que contenha corretamente uma Súmula do Supremo Tribunal Federal.

A necessidade de implantação de unidades habitacionais destinadas a população de baixa renda e a edificação de uma unidade hospitalar para atendimento da população em geral justifica, por parte do Município, a:
Desapropriação de áreas públicas ou particulares para instalação da unidade hospitalar e das unidades habitacionais, em razão da prevalência da finalidade pública da medida.

Levando-se em consideração a teoria do risco administrativo, usada para disciplinar a responsabilidade patrimonial do Estado:
A culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito e força maior são causas excludentes da responsabilidade do Estado.

O proprietário de um imóvel tombado, onde funciona uma unidade de ensino:
Pode alterar seu uso, destinando-o para outra finalidade, mantidas as características cuja preservação foi objeto do ato de tombamento.

Na situação em que o particular seja prejudicado por ação da Administração Pública que resulte na ocupação de imóvel de sua propriedade, como resultado da implantação de equipamento público, sem o adequado procedimento de desapropriação e pagamento de indenização:
Poderá o interessado promover ação de desapropriação indireta, desde que se afigure impossibilidade fática de reversão da ocupação, tornando ineficaz tutela judicial específica.

De acordo com o Decreto-Lei Federal nº 200/67, Empresa Pública é definida como:
Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Govêrno seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.

Para viabilizar a contratação de uma Parceria Público-Privada do setor de transportes será necessário que o poder público, além da contraprestação estabelecida, se responsabilize financeiramente por parte das obras de construção do modal de prestação dos serviços.
O que justifica a assunção pelo poder público da obrigação de pagamento de aporte para as obras de construção do modal de transporte destinado à prestação do serviço, que configura bem reversível.

Diante da qualidade decrescente na execução de um contrato de concessão de serviço público e em virtude das condições econômico-financeiras da concessionária não permitirem mais o nível de investimentos com que se comprometeu a poder concedente:
Pode permitir que os agentes financiadores da operação assumam o controle da operação, para fins de reestruturação, mantendo-se, assim, a continuidade da prestação dos serviços públicos.

A licitação para contratação de concessão de serviço público regida pela Lei no 8.987/1995 é precedida, dentre outros requisitos, de:
Publicação de ato do poder concedente, veiculando as razões que justificam a outorga, sob o prisma da conveniência e oportunidade.

Dentre as cláusulas e disposições obrigatórias de serem inseridas nos contratos de Parceira Público-Privada, está a:
Repartição de riscos entre as partes, não sendo necessariamente a concessionária integralmente responsável por todos os investimentos e riscos decorrentes da relação.

Buscando obter ajuda financeira do Poder Público para financiar parte de seus projetos, as 3 (três) entidades apresentaram requerimento à autoridade competente, expressando seu desejo de firmar um termo de parceria.
O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria?

Considerando que o interesse tutelado entre OSCIP e o Poder Público no termo de parceria consiste em uma igualdade de atendimento ao interesse público e, ainda, dada a inexistência de determinação legal, tanto na constituição quanto na lei especial licitatória.
O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria?
A) Sim
B) Não

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Ato administrativo: A ação particular interna do Estado, por meio de um órgão ou agente do poder público, que pode ser manifestada em provimento e vacância de cargos e funções gratificadas; nas concessões que impliquem alteração no vencimento; e nas declarações de situações e direitos conferidos a alguém.
Qual é a definição de ato administrativo?

A respeito dos bens públicos.
Os bens de uso comum do povo não perdem essa característica se o Estado regulamentar sua utilização de maneira onerosa?

A desapropriação por descumprimento da função social da propriedade urbana está disciplinada pelo Estatuto da Cidade, que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal e estabelece diretrizes gerais da política urbana.
É de competência exclusiva dos municípios a desapropriação por descumprimento da função social da propriedade urbana?

A respeito da intervenção do Estado na propriedade.
A servidão administrativa pode não precisar da existência de um prédio dominante?

Diante de uma situação em que um particular tenha desistido de alienar seu terreno ao poder público e que este precise de um imóvel naquelas imediações para construir uma unidade de saúde diante de estudos que demonstram alta demanda pelo serviço.
A Administração pública poderá desapropriar o terreno do particular, pelo valor de mercado apurado em regular avaliação?

Acerca dos atos administrativos: imperatividade.
A imperatividade caracteriza-se pela permissão para a imposição de obrigações a terceiros, ainda que estas venham a contrariar interesses privados?

A respeito da desapropriação.
Os juros compensatórios são devidos, na desapropriação direta, desde a imissão antecipada na posse?

Sobre o tombamento.
O poder público não possui direito de preferência sobre bem tombado quando o particular desejar alienar?

Com relação à desapropriação, assinale a alternativa que contenha corretamente uma Súmula do Supremo Tribunal Federal.

A necessidade de implantação de unidades habitacionais destinadas a população de baixa renda e a edificação de uma unidade hospitalar para atendimento da população em geral justifica, por parte do Município, a:
Desapropriação de áreas públicas ou particulares para instalação da unidade hospitalar e das unidades habitacionais, em razão da prevalência da finalidade pública da medida.

Levando-se em consideração a teoria do risco administrativo, usada para disciplinar a responsabilidade patrimonial do Estado:
A culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito e força maior são causas excludentes da responsabilidade do Estado.

O proprietário de um imóvel tombado, onde funciona uma unidade de ensino:
Pode alterar seu uso, destinando-o para outra finalidade, mantidas as características cuja preservação foi objeto do ato de tombamento.

Na situação em que o particular seja prejudicado por ação da Administração Pública que resulte na ocupação de imóvel de sua propriedade, como resultado da implantação de equipamento público, sem o adequado procedimento de desapropriação e pagamento de indenização:
Poderá o interessado promover ação de desapropriação indireta, desde que se afigure impossibilidade fática de reversão da ocupação, tornando ineficaz tutela judicial específica.

De acordo com o Decreto-Lei Federal nº 200/67, Empresa Pública é definida como:
Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Govêrno seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.

Para viabilizar a contratação de uma Parceria Público-Privada do setor de transportes será necessário que o poder público, além da contraprestação estabelecida, se responsabilize financeiramente por parte das obras de construção do modal de prestação dos serviços.
O que justifica a assunção pelo poder público da obrigação de pagamento de aporte para as obras de construção do modal de transporte destinado à prestação do serviço, que configura bem reversível.

Diante da qualidade decrescente na execução de um contrato de concessão de serviço público e em virtude das condições econômico-financeiras da concessionária não permitirem mais o nível de investimentos com que se comprometeu a poder concedente:
Pode permitir que os agentes financiadores da operação assumam o controle da operação, para fins de reestruturação, mantendo-se, assim, a continuidade da prestação dos serviços públicos.

A licitação para contratação de concessão de serviço público regida pela Lei no 8.987/1995 é precedida, dentre outros requisitos, de:
Publicação de ato do poder concedente, veiculando as razões que justificam a outorga, sob o prisma da conveniência e oportunidade.

Dentre as cláusulas e disposições obrigatórias de serem inseridas nos contratos de Parceira Público-Privada, está a:
Repartição de riscos entre as partes, não sendo necessariamente a concessionária integralmente responsável por todos os investimentos e riscos decorrentes da relação.

Buscando obter ajuda financeira do Poder Público para financiar parte de seus projetos, as 3 (três) entidades apresentaram requerimento à autoridade competente, expressando seu desejo de firmar um termo de parceria.
O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria?

Considerando que o interesse tutelado entre OSCIP e o Poder Público no termo de parceria consiste em uma igualdade de atendimento ao interesse público e, ainda, dada a inexistência de determinação legal, tanto na constituição quanto na lei especial licitatória.
O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria?
A) Sim
B) Não

Prévia do material em texto

DIREITO ADMINISTRATIVO II 
Ato administrativo: A ação particular interna do Estado, por meio de um órgão ou agente 
do poder público, que pode ser manifestada em provimento e vacância de cargos e funções 
gratificadas; nas concessões que impliquem alteração no vencimento; e nas declarações de 
situações e direitos conferidos a alguém. 
autorização administrativa: Pode ser revogada a qualquer momento; Decorre de menor 
interesse público; Tem natureza precária; 
 Licença: Instrumento pelo qual a Administração Pública confere licença ou autorização 
para a prática de ato ou exercício de atividade sujeitos ao poder de polícia do Estado. 
Alvará: Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a legalidade de 
um ato jurídico, a posteriori, examinando o aspecto de legalidade. 
Desafetação. Quando um bem público é desativado, deixando de servir à finalidade pública 
anterior. 
Homologação: Ato administrativo unilateral e vinculado pelo qual a Administração faculta àquele 
que preencha os requisitos legais o exercício de uma atividade. 
Permissão é ato discricionário de caráter precário. 
Organizações da sociedade civil: Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que 
tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 (três) 
anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos pela Lei n. 9.790/1999. Referida lei dispõe que é permitida a 
participação de servidores públicos na composição de conselho ou diretoria de Organização 
da Sociedade Civil de Interesse Público. 
 
 
 
Tombamento: 
Ao instituto do tombamento, porque possui disciplina própria, não se aplica o princípio da 
hierarquia verticalizada prevista no Decreto-Lei no 3.365/41, que excepciona os bens da 
União do rol dos que podem ser desapropriados. 
O ato de tombamento, seja ele provisório ou definitivo, tem por finalidade preservar o bem 
identificado como de valor cultural, contrapondo-se aos interesses da propriedade privada, 
não só limitando o exercício dos direitos inerentes ao bem, mas também obrigando o 
proprietário às medidas necessárias à sua conservação. 
Na hipótese de restrições administrativas, será devida a indenização a fim de garantir 
aplicação à teoria da distribuição equânime dos encargos públicos, caso a limitação impeça 
de se dar ao bem a destinação que se considerava natural, reconhecendo-se o dano 
especial e anormal, no direito de propriedade. 
É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger os 
documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as 
paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos, assim como impedir a evasão, a 
destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico 
ou cultural. 
 
A respeito dos bens públicos 
Os bens de uso comum do povo não perdem essa característica se o Estado regulamentar sua 
utilização de maneira onerosa. 
Os bens públicos são aqueles do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito 
público interno; todos os outros são particulares, seja qual for à pessoa a que pertencerem. 
Uma praça ou um edifício público não pode ser alienado enquanto tiver essa destinação, mas 
qualquer deles poderá ser vendido, doado ou permutado desde o momento em que seja, por lei, 
desafetado da destinação originária e transpassado para a categoria de bem dominical, isso é, 
do patrimônio disponível da Administração. 
 
 
Requisitos necessários ao ato administrativo: Os elementos do ato administrativo são: a 
competência, a forma, a finalidade, o objeto e a motivação. 
I. Finalidade. 
III. Competência. 
V. Objeto. 
VI. Forma. 
VII. Motivo. 
Corresponde à modalidade de intervenção do Estado na propriedade privada: 
Servidão administrativa. 
Tombamento. 
Requisição administrativa 
 
São atributos dos atos administrativos ou seja, são princípios São princípios de direito 
administrativo a moralidade administrativa, a supremacia do interesse público, a motivação, 
a publicidade e transparência, a proporcionalidade e razoabilidade administrativas. 
Presunção de legitimidade. 
II. Imperatividade. 
IV. Autoexecutoriedade. 
V. Tipicidade. 
 
 
A desapropriação por descumprimento da função social da propriedade urbana está 
disciplinada pelo Estatuto da Cidade, que regulamenta os artigos 182 e 183 da 
Constituição Federal e estabelece diretrizes gerais da política urbana. 
É de competência exclusiva dos municípios e depende da existência de um plano diretor 
que defina as exigências fundamentais de ordenação da cidade. 
 
 
Nos termos da Lei federal que dispõe sobre normas gerais de concessão de serviços 
públicos, a encampação, entendida como: 
A retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de 
interesse público, depende de lei autorizativa específica e prévio pagamento da indenização. 
A respeito de desapropriação: 
 
A desapropriação pode incidir sobre bens móveis ou imóveis. 
A Constituição Federal distingue três espécies de desapropriação: a desapropriação ordinária, a 
desapropriação para reforma urbana e a desapropriação para reforma agrária. 
No caso de desapropriação para fins da reforma agrária, a indenização deve ser justa e prévia, 
devendo o pagamento das terras desapropriadas ser feito em títulos da dívida agrária e o valor 
das benfeitorias úteis e necessárias, indenizado em dinheiro. 
 
Denomina-se coeficiente de aproveitamento básico a relação entre a área edificável e 
a do terreno, para evitar edificações muito altas, trazendo superpopulação da área 
com consequente desgaste e insuficiência dos bens e serviços públicos para a 
região. O coeficiente de aproveitamento básico é um exemplo de 
Limitação administrativa. 
A passagem de redes transmissão elétrica ou implantação de oleodutos em pequena 
parcela de propriedade privada, encerra a intervenção do Estado na propriedade na 
seguinte modalidade: 
Servidão Administrativa. 
A respeito da intervenção do Estado na propriedade: 
A servidão administrativa pode não precisar da existência de um prédio dominante, pois a 
restrição imposta ao prédio serviente pode se fundar exclusivamente pela necessidade de 
serviços de utilidade pública. 
A desapropriação 
A desapropriação por utilidade pública deve ser efetivada mediante acordo ou intentada 
judicialmente, no prazo de cinco anos, contados da data da expedição do decreto. 
Poderá ser realizada por concessionária de serviço público, se assim estipulado no edital de 
licitação e no contrato de concessão, caso em que será desta a responsabilidade pelas 
indenizações cabíveis, preservada a competência do Poder Concedente para declarar de 
utilidade pública os bens necessários à execução do serviço ou obra pública. 
A citação far-se-á por mandado na pessoa do proprietário dos bens; a do marido dispensa a 
da mulher; a de um sócio, ou administrador, a dos demais, quando o bem pertencer à 
sociedade; a do administrador da coisa no caso de condomínio, exceto o de edifício de 
apartamento constituindo cada um propriedade autônoma, a dos demais condôminos e a do 
inventariante, e, se não houver, a do cônjuge, herdeiro, ou legatário, detentor da herança, a 
dos demais interessados, quando o bem pertencer a espólio. 
Urbanística sancionatória, prevista na Constituição Federal, pode ser adotada a título de 
penalização ao proprietário do solo urbano que não atender à exigência de promover o 
adequado aproveitamento de sua propriedade ao Plano Diretor Municipal. 
É facultado ao Poder Público municipal exigir do proprietário do solo urbano não edificadoou 
subutilizado que promova seu adequado aproveitamento, sob pena de desapropriação com 
pagamento mediante títulos da dívida pública, com prazo de resgate de até dez anos. 
 
Denomina-se coeficiente de aproveitamento básico a relação entre a área edificável e 
a do terreno, para evitar edificações muito altas, trazendo superpopulação da área 
com consequente desgaste e insuficiência dos bens e serviços públicos para a 
região. 
Limitação administrativa. 
 
 
A desapropriação para fins de reforma agrária 
Pode incidir sobre a média ou a grande propriedade rural, bastando que sejam improdutivas. 
desapropriação indireta 
Decorre da aplicação do princípio da intangibilidade da obra pública a uma situação 
originada de ato ilícito indenizável praticado pela Administração contra o proprietário ou 
possuidor. 
 
Diante de uma situação em que um particular tenha desistido de alienar seu terreno 
ao poder público e que este precise de um imóvel naquelas imediações para construir 
uma unidade de saúde diante de estudos que demonstram alta demanda pelo serviço, 
a Administração pública: 
 
Poderá desapropriar o terreno do particular, pelo valor de mercado apurado em regular 
avaliação, sem prejuízo de poder optar por outro imóvel para alienação voluntária pelo 
proprietário. 
Quanto aos tipos de desapropriação previstos na Constituição Federal 
 
I. A desapropriação comum (ou ordinária) é aquela que permite a desapropriação da propriedade 
por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia 
indenização em dinheiro. 
 
II. Desapropriação urbanística sancionatória é aquela que pode ser adotada a título de 
penalização ao proprietário do solo urbano que não atender a exigência de promover o 
adequado aproveitamento de sua propriedade ao plano diretor municipal. 
 
III. A desapropriação rural é aquela que incide sobre imóveis rurais para fins de reforma agrária. 
 
IV. A desapropriação confiscatória tem como pressuposto o fato de que na propriedade estão 
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas; nesse sentido não será conferido ao 
proprietário direito indenizatório. 
O Município Beta foi assolado por chuvas que provocaram o desabamento de várias 
encostas, que abalaram a estrutura de diversos imóveis, os quais ameaçam ruir, 
especialmente se não houver imediata limpeza dos terrenos comprometidos. Diante 
do iminente perigo público a residências e à vida de pessoas, o Poder Público deve, 
prontamente, utilizar maquinário, que não consta de seu patrimônio, para realizar as 
medidas de contenção pertinentes. Assinale a opção que indica a adequada 
modalidade de intervenção na propriedade privada para a utilização do maquinário 
necessário. 
 
Requisição administrativa. 
Jaime é dono de duas propriedades rurais no município onde reside: a Chácara Santa 
Paulina e a Fazenda das Carolinas. A Chácara Santa Paulina é uma pequena 
propriedade, assim definida em lei, improdutiva e que serve de lazer a Jaime e sua 
família, enquanto a Fazenda das Carolinas é uma grande propriedade que cumpre sua 
função social, na qual se cultiva café e milho. Em conformidade com a Constituição 
Federal de 1988, considerando apenas as informações fornecidas, para fins de 
reforma agrária, a Chácara Santa Paulina é 
Passível de desapropriação, uma vez que Jaime é proprietário também da Fazenda das 
Carolinas, enquanto a Fazenda das Carolinas é insuscetível de desapropriação por ser uma 
propriedade produtiva. 
Serviço público é “toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que a 
exerça diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer 
concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico total ou parcialmente 
público”. (Maria Sylvia Zanella Di Pietro). 
Serviços administrativos: atividades que visam atender necessidades internas da Administração 
ou servir de base para outros serviços. 
 
Nos termos do art. 175, da Constituição Federal de 1988, incumbe ao poder público a 
prestação de serviços públicos. Tal prestação pode ser feita diretamente ou por meio 
de concessão ou permissão. A legislação federal em vigor, a Lei 8.987/95, disciplinou 
a matéria estabelecendo as diferenças entre concessão e permissão. 
A concessão e a permissão de serviço público têm natureza de contrato de adesão; por esta 
razão deverão ser efetivadas por meio de contrato administrativo e exigem sempre licitação 
prévia. 
 
Acerca dos atos administrativos: imperatividade 
A imperatividade caracteriza-se pela permissão para a imposição de obrigações a terceiros, 
ainda que estas venham a contrariar interesses privados. Ou seja, O atributo pelo qual os 
atos administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua concordância, que 
decorre da prerrogativa que tem o Poder Público de, por meio de atos unilaterais, impor 
obrigações a terceiros. 
Imperatividade, porque os atos administrativos unilaterais se impõem aos administrados 
independentemente da vontade deles. 
A administração pública pode revogar ato próprio discricionário, ainda que perfeitamente 
legal, simplesmente pelo fato de não mais o considerar conveniente ou oportuno. A 
respeito da teoria dos atos administrativos, assinale a alternativa correta. 
A competência é elemento do ato administrativo e advém diretamente da lei, sendo 
intransferível e improrrogável, salvo a previsão legal de delegação ou avocação. A 
Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam 
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los por motivo de conveniência ou 
oportunidade. 
são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou a atestar um fato, ou emitir 
uma opinião sobre determinado assunto, sem se vincular ao seu enunciado. Dentre os atos mais 
comuns desta espécie merecem menção as certidões, os atestados e os pareceres 
administrativos. 
 
 
 
A respeito da desapropriação: 
Os juros compensatórios são devidos, na desapropriação direta, desde a imissão 
antecipada na posse e, na indireta, da efetiva ocupação do imóvel. 
A desapropriação indireta enseja juros compensatórios desde a perda da posse. 
É facultado ao Poder Público municipal exigir do proprietário do solo urbano não edificado 
ou subutilizado que promova seu adequado aproveitamento, sob pena de desapropriação 
com pagamento mediante títulos da dívida pública, com prazo de resgate de até dez anos. 
Com relação à desapropriação, assinale a alternativa que contenha corretamente uma 
Súmula do Supremo Tribunal Federal. 
No processo de desapropriação, são devidos juros compensatórios desde a antecipada 
imissão de posse, ordenada pelo juiz, por motivo de urgência. 
A respeito da declaração de utilidade pública para fins de desapropriação, afirma-se 
que: 
 
Declarada a utilidade pública, ficam as autoridades administrativas autorizadas a penetrar nos 
prédios compreendidos na declaração, podendo recorrer, em caso de oposição, ao auxílio de 
força policial. 
A desapropriação consiste em modalidade de intervenção do Estado na propriedade, 
por meio da qual o poder público, por motivo de necessidade ou utilidade pública, 
adquire determinado bem considerado relevante para o desempenho das funções 
estatais. 
Se houver concordância, reduzida a termo, do expropriado, a decisão concessiva da imissão 
provisória na posse implicará a aquisição da propriedade pelo expropriante com o consequente 
registro da propriedade na matrícula do imóvel. 
A respeito da intervenção do Estado na propriedade: 
 
A servidão administrativa pode não precisar da existência de um prédio dominante, pois a 
restrição imposta ao prédio serviente pode se fundar exclusivamente pela necessidade de 
serviços de utilidade pública. 
 
 
A Administração Pública, com o objetivo de tutelar o patrimônio histórico nacional,impôs algumas restrições de ordem parcial ao uso do bem imóvel “A”, sem qualquer 
indenização, impossibilitando o proprietário de alterar as suas características. Além 
disso, utilizou o bem imóvel “B”, em caráter temporário, para atender a necessidade 
coletiva, decorrente de perigo público iminente, indenizando o proprietário, pelos 
danos causados, em momento posterior. 
 
Inventário, enquanto o “B” foi objeto de vigilância. 
 
Sobre o tombamento: 
 
O poder público não possui direito de preferência sobre bem tombado quando o particular 
desejar aliená-lo, ou seja, quando for hipótese de alienação extrajudicial. 
 
A necessidade de implantação de unidades habitacionais destinadas a população de 
baixa renda e a edificação de uma unidade hospitalar para atendimento da população 
em geral justifica, por parte do Município, a: 
 
Desapropriação de áreas públicas ou particulares para instalação da unidade hospitalar e 
das unidades habitacionais, em razão da prevalência da finalidade pública da medida. 
 
Na hipótese de ter sido efetivada a desapropriação de um imóvel de um 
particular pelo Município, e incorporado o bem ao patrimônio público, mas 
depois se descobrir alguma nulidade no processo expropriatório, é correto 
afirmar que: 
 
A questão deverá ser resolvida em eventual ação judicial de perdas e danos. 
 
Para interligação do sistema de esgoto de uma unidade prisional com a rede pública, 
mostrou-se necessário fazer um prolongamento do emissário, que perpassaria duas 
propriedades privadas. A solução para a instalação do equipamento: 
 
Pode ser a instituição de servidão administrativa, que admite a passagem de tubulação 
subterrânea pelas propriedades privadas, mediante indenização, sem, contudo, inviabilizar o 
uso das mesmas. 
 
 A instituição de servidão administrativa ou de tombamento sobre os imóveis pode 
gerar efeitos de diversas naturezas, seja em razão do grau de limitação que geram, 
seja em razão da relevância do objeto tutelado. Referidas intervenções também 
podem ensejar peculiaridades no que diz respeito a aspectos procedimentais, tal 
como, no caso do Distrito Federal: 
 
 
 Necessidade de expedição de licença de obras específica no caso de bens objeto de 
tombamento, distinta da ordinariamente expedida, nos termos do Código de Obras do Distrito 
Federal. 
 
Levando-se em consideração a teoria do risco administrativo, usada para disciplinar 
a responsabilidade patrimonial do Estado: 
 A culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito e força maior são causas excludentes 
da responsabilidade do Estado. 
As autarquias estão sujeitas a normas constitucionais relativas a 
responsabilidade patrimonial do Estado. 
 
A respeito das concessões e permissões de serviços públicos. 
 
 O regime de concessão tem natureza onerosa; a permissão, por sua vez, pode ser 
realizada a título oneroso ou gratuito. 
 
O terrorismo, em virtude de sua gravidade e de sua alta lesividade, é considerado pela 
Constituição como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia (art. 5 , XLIII). De 
outro lado, o artigo 37, § 6 , da Constituição estabelece a responsabilidade do Estado por 
atos de seus agentes. Em determinado caso, um servidor público é investigado por ter, em 
contato com outros indivíduos, cometido ato de terrorismo, detonando explosivo em imóvel 
particular de grande circulação, e, por isso, causado lesão a pessoas e danificado bens. A 
alegada ação ilícita teria sido praticada no horário de expediente do servidor, que teria 
utilizado, como meio de facilitação do seu acesso ao local alvo do atentado, sua identidade 
funcional. Nessa hipótese: 
o fato de o agente do suposto crime ser servidor público, agindo em horário do expediente, não é 
elemento suficiente por si para gerar a responsabilidade do Estado. 
 
Configura causa de extinção do contrato de concessão de serviço público, sem 
indenização por perdas e danos: 
 
declaração de caducidade. 
 
 
Um Município declarou de interesse social um terreno urbano para fins de 
implantação de um conjunto habitacional de baixa renda. Após, deu início aos 
estudos e levantamentos técnicos e documentais necessários para o ajuizamento da 
ação de desapropriação, o que ocorreu 3 anos depois da edição do decreto. Quando 
do ajuizamento da desapropriação: 
 
o expropriado poderá impugnar o decreto de declaração de interesse social, porque já 
decorrido o prazo decadencial de 2 anos desde a sua edição para o ajuizamento da ação de 
desapropriação. 
 
O Poder Público pretende desapropriar um terreno localizado no seu Município, para 
lhe dar destinação diversa, alterando a original, que era de lote, recebida quando do 
registro do projeto de loteamento. Isso porque o Poder Público entendeu que as 
dimensões da área institucional constante do projeto de loteamento não seriam 
suficientes para atender a necessidade de instalação de uma escola técnica, demanda 
atual da sociedade para aquela localização. A desapropriação pretendida: 
 
pode ser adotada pelo poder público porque os lotes são unidades destinadas a serem 
comercializadas e, não existindo óbice à desapropriação em razão de seu titular, nada obsta 
que seja adquirido pelo Poder Público para alguma destinação de interesse ou utilidade 
pública, respeitado o dever de indenização nos termos da legislação. 
 
Editado decreto de declaração de utilidade pública e ajuizada a ação de 
desapropriação para aquisição de uma faixa de terras destinada a ampliação de uma 
rodovia, a Administração pública identificou a necessidade de utilizar um perímetro 
com largura maior de uma mesma matrícula em determinado trecho, para execução 
de uma alça de acesso. Considerando que o decreto de declaração de utilidade 
pública já abrange a área cuja desapropriação passou a ser necessária, bem como 
que já havia sido ajuizada ação de desapropriação para aquisição da parte 
inicialmente identificada da mesma matrícula, pendente citação dos réus: 
 
Caberá aditamento da petição inicial para ampliação do objeto da desapropriação, 
acompanhado de depósito da oferta complementar para a nova área, observada a fase 
processual. 
 
O proprietário de um imóvel tombado, onde funciona uma unidade de ensino: 
 
Pode alterar seu uso, destinando-o para outra finalidade, mantidas as características cuja 
preservação foi objeto do ato de tombamento. 
 
O proprietário de uma fazenda foi procurado por uma concessionária de serviço 
público de distribuição de gás natural para que autorizasse a instalação de tubulação 
subterrânea em determinado trecho de sua propriedade, equipamento que integraria a 
rede pública de distribuição operada por aquela empresa. A instalação dessa 
tubulação: 
 
Se dá em favor do serviço público, constituindo uma utilidade a todos administrados 
servidos pela rede pública, razão pela qual é instituída mediante servidão administrativa. 
 
Considere a seguinte situação hipotética: o Estado da Paraíba pretende desapropriar 
ações que garantam o controle acionário de empresa privada que atua no serviço de 
fornecimento de energia no Estado, de propriedade de uma determinada holding, sob 
alegação de que o serviço deficiente prestado por essa empresa aos cidadãos do 
Estado está a demandar o seu controle governamental, por razões de interesse 
público: 
 
Tal desapropriação é possível, desde que precedida por autorização concedida por Decreto 
do Presidente da República. 
 
Na situação em que o particular seja prejudicado por ação da Administração Pública 
que resulte na ocupação de imóvel de sua propriedade, como resultado da 
implantação de equipamento público, sem o adequado procedimento de 
desapropriação e pagamento de indenização, poderá o interessado: 
 
promover ação de desapropriação indireta, desde que se afigure impossibilidade fática de 
reversão da ocupação, tornando ineficaz tutela judicial específica.No que concerne à intervenção do Estado sobre a propriedade privada, é correto 
afirmar que: 
 
 as limitações administrativas constituem medidas previstas em lei com fundamento 
no poder de polícia do Estado, gerando para os proprietários obrigações positivas 
ou negativas, com o fim de condicionar o exercício do direito de propriedade ao 
bem-estar social. 
 
De acordo com o Decreto-Lei Federal nº 200/67, Empresa Pública é definida como: 
 
Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e 
capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o 
Govêrno seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência administrativa 
podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 
 
A Administração pública de um município litorâneo precisa implementar programa de 
vacinação para a população de baixa renda, mais vulnerável em razão da carência de 
saneamento básico na região. Apurou que o Estado federativo que o município 
integra é proprietário de um imóvel próximo, com acesso adequado e boas condições 
estruturais para armazenamento das vacinas. A utilização desse imóvel pode se 
formalizar mediante: 
Permissão de uso, a ser outorgada pelo Estado em favor da Municipalidade, considerando a 
finalidade pública do programa de vacinação. 
 
Para viabilizar a contratação de uma Parceria Público-Privada do setor de transportes será 
necessário que o poder público, além da contraprestação estabelecida, se responsabilize 
financeiramente por parte das obras de construção do modal de prestação dos serviços, o 
que: 
 
 
Justifica a assunção pelo poder público da obrigação de pagamento de aporte para as obras de 
construção do modal de transporte destinado à prestação do serviço, que configura bem 
reversível. 
 
Diante da qualidade decrescente na execução de um contrato de concessão de 
serviço público e em virtude das condições econômico-financeiras da concessionária 
não permitirem mais o nível de investimentos com que se comprometeu a poder 
concedente: 
 
Pode permitir que os agentes financiadores da operação assumam o controle da operação, para 
fins de reestruturação, mantendo-se, assim, a continuidade da prestação dos serviços públicos. 
 
 
Uma autarquia municipal desprovida de receitas próprias, porque atuante 
essencialmente no setor fiscalizatório, é proprietária de dois imóveis. Em um dos 
imóveis funciona a sede da autarquia; o outro está locado para um estacionamento, a 
fim de gerar receitas para investimento. Um credor da autarquia pleiteou judicialmente 
a penhora do imóvel onde funciona o estacionamento, sob o fundamento de que não 
estaria afetado a serviço público nenhum. O pedido: 
 
Não pode ser deferido, tendo em vista que os bens públicos das autarquias são protegidos pelo 
regime de bens públicos, sendo impenhoráveis, ainda que os de natureza dominical. 
 
Um particular apresentou requerimento a determinado órgão da administração 
estadual. Passados 60 dias sem que a Administração pública tenha emitido decisão a 
respeito, o requerente: 
 
 
Pode requerer ao Poder Judiciário o suprimento da decisão administrativa em sendo 
vinculada a natureza do ato administrativo pleiteado. 
 
A licitação para contratação de concessão de serviço público regida pela Lei no 
8.987/1995 é precedida, dentre outros requisitos, de: 
 
 
Publicação de ato do poder concedente, veiculando as razões que justificam a outorga, sob 
o prisma da conveniência e oportunidade. 
 
 
Dentre as cláusulas e disposições obrigatórias de serem inseridas nos contratos de 
Parceira Público-Privada, está a 
 
Repartição de riscos entre as partes, não sendo necessariamente a concessionária 
integralmente responsável por todos os investimentos e riscos decorrentes da relação. 
 
São atos administrativos de competência exclusiva do Poder Executivo, ou seja, do 
presidente da República, governadores e prefeitos. São destinados(as) a prover as 
situações gerais ou individuais, de modo geral, previstas expressamente ou implícitas 
na lei. É a forma que normatiza ou valida os atos individuais ou gerais, procedentes 
do prefeito de um município. 
 
decretos. 
 
Um município desapropriou um imóvel para instalação de uma unidade escolar, que 
funcionou por aproximadamente dez anos. Em razão de diminuição da demanda de 
alunos para aquele grau de ensino, houve desativação da unidade, com a 
consequente transferência dos estudantes para a unidade mais próxima. No local, a 
Administração deu início a obras de adaptação para instalação de uma agência 
ambiental. Os expropriados do terreno ingressaram com requerimento administrativo 
invocando retrocessão. No que se refere a este direito e considerando o caso 
descrito: 
 
 
Os expropriados não fazem jus ao deferimento do requerimento, considerando que o imóvel 
desapropriado teve a destinação original atendida e a nova finalidade também configura 
utilização de interesse público. 
 
CÓDIGO DEFESA DO CONSUMIDOR 
 
Havendo conflito de leis abrangendo relação de consumo: 
 
 
Deverá prevalecer o Código de Defesa do Consumidor. 
 
O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito 
privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência. 
 
 Não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o C C regula relações 
entre iguais. 
 
Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor: 
 
A vulnerabilidade da pessoa física se rá sempre de presunção absoluta , a o passo em 
que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação. 
 
 
 
O Estado W resolve criar um hospital de referência no tratamento de doenças de pele. 
Sem dispor dos recursos necessários para a construção e a manutenção do Hospital 
da Pele, pretende adotar o modelo de parceria público-privada. O edital de licitação 
prevê que haverá a seleção dos particulares mediante licitação na modalidade de 
pregão presencial, em que será vencedor aquele que oferecer o menor valor da 
contraprestação a ser paga pela Administração estadual. Está previsto também, no 
instrumento convocatório, que a Administração deverá, obrigatoriamente, deter 51% 
das ações ordinárias da sociedade de propósito específico a ser criada para implantar 
e gerir o objeto da parceria. Esta cláusula do edital foi impugnada pela sociedade 
empresária XYZ, que pretende participar do certame. Diante disso, responda, 
justificadamente, aos itens a seguir. 
A) A modalidade e o tipo de licitação escolhidos pelo Estado W são juridicamente 
adequados? 
 Não há como negar a legalidade do procedimento licitatório quando a modalidade 
escolhida e praticado pelo poder público, pois o artigo 10 da lei 11079/04 fala sobre 
concorrência, além disso, considerando que o objeto licitado consiste em obra 
pública não há espaço materialmente para modalidade pregão, dado simples leitura 
do art .1° da lei 10520 /02. Quanto ao tipo, vale citar o art. 12 , II, A , pelo fato de que 
não há um tipo licitatório imposto de forma vincula ao agente público, cabendo a ele 
definir o melhor critério a bem do interesse público. 
 
B) A impugnação ao edital deve ser feita pela sociedade empresária XYZ 
procede? Deve prosperar a impugnação trazida pela empresa, uma vez que a lei 
especial de parcerias veda expressamente o art. 9° § 4°tal condição majoritária de 
parceiro público na SPE constituída. 
 
 
Recentemente, 3 (três) entidades privadas sem fins lucrativos do Município ABCD, 
que atuam na defesa, preservação e conservação do meio-ambiente foram 
qualificadas pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de 
Interesse Público. Buscando obter ajuda financeira do Poder Público para financiar 
parte de seus projetos, as 3 (três) entidades apresentaram requerimento à autoridade 
competente,expressando seu desejo de firmar um termo de parceria. Com base na 
narrativa fática, responda às indagações abaixo, empregando os argumentos 
jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. 
A) O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para 
definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria? 
 Considerando que o interesse tutelado entre OSCIP e o Poder Público no termo de 
parceria consiste em uma igualdade de atendimento ao interesse público e, ainda, dada 
a inexistência de determinação legal, tanto na constituição quanto na lei especial 
licitatória, não há o que se falar em procedimento licitatório prévio, incidindo portanto, 
uma análise discricionária do poder público competente. 
B) Após a celebração do termo de parceria, caso a entidade privada necessite 
contratar pessoal para a execução de seus projetos, faz-se necessária a 
realização de concurso público? 
Nesse mesmo sentido, por não representar qualquer espécie tipo de investidura em 
cargo ou emprego público, não será aplicado o instituto do concurso público, conforme o art. 
37, II da CF/88. No entanto há que se observar os princípios norteadores da administração 
publica. 
 
Recentemente, 3 (três) entidades privadas sem fins lucrativos do Município ABCD, 
que atuam na defesa, preservação e conservação do meio-ambiente foram 
qualificadas pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de 
Interesse Público. Buscando obter ajuda financeira do Poder Público para 
financiar parte de seus projetos, as 3 (três) entidades apresentaram requerimento 
à autoridade competente, expressando seu desejo de firmar um termo de parceria. 
Com base na narrativa fática, responda às indagações abaixo, empregando os 
argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. 
A) O poder público deverá realizar procedimento licitatório (Lei n. 8666/93) para 
definir com qual entidade privada irá formalizar termo de parceria? 
 
Considerando que o interesse tutelado entre OSCIP e o Poder Público no termo de 
parceria consiste em uma igualdade de atendimento ao interesse público e, ainda, 
dada a inexistência de determinação legal, tanto na constituição quanto na lei 
especial licitatória, não há o que se falar em procedimento licitatório prévio, incidindo 
portanto, uma análise discricionária do poder público competente. 
 
B) Após a celebração do termo de parceria, caso a entidade privada necessite 
contratar pessoal para a execução de seus projetos, faz-se necessária a 
realização de concurso público? 
 
Nesse mesmo sentido, por não representar qualquer espécie tipo de investidura em 
cargo ou emprego público, não será aplicado o instituto do concurso público, 
conforme o art. 37, II da CF/88. No entanto há que se observar os princípios 
norteadores da administração publica. 
 
Uma determinada microempresa de gêneros alimentícios explora seu 
estabelecimento comercial, por meio de contrato de locação não residencial, 
fixado pelo prazo de 10 (dez) anos, com término em abril de 2011. Entretanto, 
em maio do ano de 2009, a referida empresa recebe uma notificação do Poder 
Público municipal com a ordem de que deveria desocupar o imóvel no prazo 
de 3 (três) meses a partir do recebimento da citada notificação, sob pena de 
imissão na posse a ser realizada pelo Poder Público do município. Após o 
término do prazo concedido, agentes públicos municipais compareceram ao 
imóvel e avisaram que a imissão na posse pelo Poder Público iria ocorrer em 
uma semana. Desesperado com a situação, o presidente da sociedade 
empresária resolve entrar em contato imediato com o proprietário do imóvel, 
um fazendeiro da região, que lhe informa que já recebeu o valor da 
indenização por parte do Município, por meio de acordo administrativo 
celebrado um mês após o decreto expropriatório editado pelo Senhor Prefeito. 
Indignado, o presidente da sociedade resolve ajuizar uma ação judicial em 
face do Município, com o objetivo de manter a vigência do contrato até o prazo 
de seu término, estipulado no respectivo contrato de locação comercial, ou 
seja, abril de 2011; e, de forma subsidiária, uma indenização pelos danos que 
lhe foram causados. A partir da narrativa fática descrita acima, responda aos 
itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos apropriados e a 
fundamentação legal pertinente ao caso. A partir da narrativa fática descrita 
acima, responda aos itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos 
apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. A) É juridicamente 
correta a pretensão do locatário (microempresa) de impor ao Poder Público a 
manutenção da vigência do contrato de locação até o seu termo final? 
 
 In casu, é incontroversa a desapropriação do imóvel, cingindo-se a questão à 
possibilidade do pagamento de indenização ao locatário e à possibilidade de 
manutenção do contrato até o seu prazo final. Para que fosse atribuída a pontuação 
referente à letra “A”, era necessário que o examinando detivesse o conhecimento de 
que a desapropriação consiste em modo originário de aquisição de propriedade. 
Assim, não se afigura possível a manutenção da vigência do contrato de locação até 
o seu termo final, haja vista que o Poder Público adquire o bem livre de qualquer 
ônus real ou pessoal que incidia sobre a propriedade anteriormente. A 
responsabilização civil do ente público no caso concreto decorre do dano causado 
pelo fato administrativo, independentemente de culpa e pela prática de uma 
conduta/ato lícito. 
 
C) Levando-se em consideração o acordo administrativo realizado com o 
proprietário do imóvel, é juridicamente correta a pretensão do locatário 
(microempresa) em requerer ao Poder Público municipal indenização pelos 
danos causados? 
 
 Assim como os proprietários, os locatários também possuem, na forma estabelecida 
pela Constituição Federal, o direito à justa indenização por todos os prejuízos que 
as desapropriações lhes causarem, visto que a sociedade locatária experimenta 
prejuízos distintos dos suportados pelo locador (proprietário). O proprietário é 
indenizado pela perda da propriedade (art. 5, XXIV, CF/88) enquanto que a 
sociedade locatária pela interrupção do negócio e, além da perda do 
estabelecimento empresarial (fundo de comércio). Assim, o STJ, com base em 
precedentes, firmou jurisprudência no sentido de que o inquilino comercial tem 
amplo direito de ser ressarcido, independentemente das relações jurídicas entre ele 
e o proprietário, inclusive por perdas e danos causados pelo Poder Público. 
 
O Prefeito do Município XYZ desapropriou um sítio particular para instalação de um 
novo centro de atendimento médico de emergência. Entretanto, antes do início das 
obras, o Estado ABC anunciou que o Município XYZ receberá um novo Hospital 
Estadual de Atendimento Médico Emergencial. Responda, fundamentadamente, aos 
itens a seguir: 
A) O Município pode desistir da construção do centro de atendimento médico e 
destinar a área desapropriada à construção de uma escola? 
A resposta é positiva. Após a efetivação de uma desapropriação, o ente expropriante 
deve empregar o bem à finalidade pública que desencadeou o processo de 
desapropriação. Em não o fazendo, estar-se-á diante da tredestinação, que nada mais é 
do que a destinação do bem em desconformidade com o plano inicialmente previsto. A 
tredestinação, entretanto, distingue-se em lícita (na qual o bem é empregado em 
finalidade diversa da inicialmente pretendida, mas ainda afetada ao interesse público) e 
ilícita (na qual não se emprega o bem em uma utilização de interesse público). A 
tredestinação lícita, isto é, a alteração na destinação do bem, por conveniência da 
administração pública, resguardando, de modo integral, o interesse público, não é 
vedada pelo ordenamento. 
B) Com o anúncio feito pelo Estado, o antigo proprietáriodo sítio desapropriado 
pode requerer o retorno da área à sua propriedade, mediante devolução do valor 
da indenização? 
 A resposta é negativa. A tredestinação lícita, por manter o bem afetado a uma 
finalidade de interesse público não configura direito de retrocessão, isto é, o direito do 
particular expropriado de reaver o bem, em virtude da sua não utilização. E a própria 
legislação de regência, o Decreto-lei n. 3.365/1941, dispõe, em seu Art. 35, que os bens 
expropriados, uma vez incorporados à Fazenda Pública, não podem ser objeto de 
reivindicação. 
 
O Estado “Y”, mediante decreto, declarou como de utilidade pública, para fins de 
instituição de servidão administrativa, em favor da concessionária de serviço público 
“W”, imóveis rurais necessários à construção de dutos subterrâneos para passagem 
de fios de transmissão de energia. A concessionária “W”, de forma extrajudicial, 
conseguiu fazer acordo com diversos proprietários das áreas declaradas de utilidade 
pública, dentre eles, Caio, pagando o valor da indenização pela instituição da servidão 
por meio de contrato privado. Entretanto, após o pagamento da indenização a Caio, 
este não permitiu a entrada da concessionária “W” no imóvel para construção do duto 
subterrâneo, descumprindo o contrato firmado, o que levou a concessionária “W” a 
ingressar judicialmente com ação de instituição de servidão administrativa em face de 
Caio. Levando em consideração a hipótese apresentada, responda, de forma 
justificada, aos itens a seguir. 
A) É possível a instituição de servidão administrativa pela via judicial? 
A resposta deve ser positiva. O fundamento legal genérico do instituto da servidão é o Art. 
40, do Decreto Lei n. 3.365/41. Assim, às servidões se aplicam as regras de desapropriação 
presentes no Decreto Lei em referência, dentre as quais a possibilidade de instituição pela 
via judicial. 
 
B) Um concessionário de serviço público pode declarar um bem como de utilidade 
pública e executar os atos materiais necessários à instituição da servidão? 
O examinando deve identificar que os concessionários não podem declarar um bem como de 
utilidade pública, mas, de acordo com o Art. 3º, do Decreto Lei n. 3.365/41, c/c o Art. 29, Inciso VIII, 
da Lei n. 8.987/95, os concessionários de serviços públicos podem executar/promover a instituição de 
servidão administrativa. 
As empresas “Frangão”, “Quero Frango” e “Frangonne”, que, juntas, detêm dois 
terços da produção nacional de aves para consumo, realizam um acordo para reduzir 
em 25% a comercialização de aves de festa (aves maiores, consumidas especialmente 
no Natal), de modo a elevar o seu preço pela diminuição da oferta (incrementando o 
lucro), bem como reduzir os estoques de frango comum, cujo consumo havia caído 
sensivelmente naquele ano. Às vésperas do Natal de 2009, as empresas são autuadas 
pelo órgão competente, pela prática de infração da ordem econômica. Em suas 
defesas, as três alegam que a Constituição consagra a liberdade econômica, de modo 
que elas poderiam produzir na quantidade que desejassem e se desejassem, não 
sendo obrigadas a manter um padrão mínimo de produção. Seis meses depois, os 
autos são remetidos ao julgador administrativo, que, diante do excessivo número de 
processos pendentes, somente consegue proferir a sua decisão em outubro de 2013. 
Em alegações finais, as empresas apontam a prescrição ocorrida. Sobre a situação 
dada, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir. 
A) A conduta das três empresas é lícita? 
 Não. A Lei nº 12.529/2011, ao estruturar o Sistema Brasileiro de Defesa da 
Concorrência, prevê uma série de condutas que constituem infração da ordem 
econômica, independentemente de culpa, caso tenham por objeto ou possam produzir 
como efeito o aumento arbitrário dos lucros. Dentre elas, destaca-se acordar, combinar, 
manipular ou ajustar com concorrente, sob qualquer forma, os preços de bens ou 
serviços ofertados individualmente ou a produção ou a comercialização de uma 
quantidade restrita ou limitada de bens (Art. 36, § 3º, I). 
B) É procedente o argumento da prescrição? 
 
 Sim. A Lei nº 12.529/2011 estabelece a prescrição no procedimento administrativo paralisado 
por mais de 3 (três) anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados 
de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da 
responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso (Art. 46, § 3º, da Lei nº 
12.529/11). 
A Administração de certo estado da federação abre concurso para preenchimento de 
100 (cem) cargos de professores, conforme constante do Edital. Após as provas e as 
impugnações, vindo todos os incidentes a ser resolvidos, dá-se a classificação final, 
com sua homologação. Trinta dias após a referida homologação, a Administração 
nomeia os 10 (dez) primeiros aprovados, e contrata, temporariamente, 90 (noventa) 
candidatos aprovados. Teriam os noventa candidatos aprovados, em observância à 
ordem classificatória, direito subjetivo à nomeação? 
Espera-se que o examinando identifique o direito subjetivo à nomeação, que decorre da 
vinculação da Administração à necessidade de preenchimento das vagas que fundamentou 
a abertura do concurso, exceto se houver fato posterior que elimine essa necessidade.

Mais conteúdos dessa disciplina