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Patologia Óssea
Osteogênese Imperfeita (“Doença do osso quebradiço”)
Distúrbios hereditários caracterizado pela fragilidade óssea e osteopenia (baixa densidade óssea)
Pode ser leve, moderada e grave, geralmente baseada no número de fraturas ósseas, graus de deformidade dos ossos longos e da coluna vertebral, níveis de redução do crescimento
Tipo I – Forma mais comum, fragilidade óssea de branda a moderadamente grave, fraturas no nascimento em 10% dos casos, e alguns pacientes apresentam dentina opalescente (Dentinogênese Imperfeita) 
Em geral, as primeiras fraturas ocorrem quando o paciente começa a andar e diminuem após a puberdade. 
Tipo I – Forma mais comum, fragilidade óssea de branda a moderadamente grave, fraturas no nascimento em 10% dos casos, perda de audição antes dos 30 anos de idade e alguns pacientes apresentam dentina opalescente (Dentinogênese Imperfeita) 
Tipo II- Extrema fragilidade óssea, frequentes fraturas que podem ocorrer durante o parto, muitos são natimortos ou morrem antes de 4 semanas de idade
A morte muitas vezes ocorre devido a dificuldades respiratórias advindas de múltiplas fraturas na costela e tamanho reduzido da caixa torácica. 
Escleróticas azuis, perda auditiva, hiperextensibilidade articular e Dentinogênese Imperfeita podem estar presentes
Tipo III-Gravemente deformado, estatura muito baixa, fraturas frequentes, dependente da cadeira de rodas em uma idade precoce, face triangular, calcificações da cabeça do fêmur, esclera azul-cinzenta, geralmente dentes opalecentes, a maior parte dos pacientes morrem durante a infância secundariamente a complicações de cifoescoliose
Tipo IV- Fragilidade e deformidade óssea leve a moderada, esclera branca para cinza, em geral dentes opalacentes
Não existe tratamento específico
O controle das fraturas é o maior problema
Pacientes com dentina opalescente podem tender a atrição grave e ter perda dos dentes 
Procedimentos restauradores podem ser necessários para preservar os mesmos
Osteopetrose / Doença de Albers-Schönberg / Doença do osso marmóreo
Distúrbio esquelético hereditário raro, que se caracteriza por um marcante aumento da densidade do osso, resultante da remodelagem óssea
Existem três padrões clínicos principais:
Tipo autossômico recessivo infantil (“maligno”)
Tipo autossômico recessivo intermediário
Tipo autossômico dominante adulto (“benigno”)
Osteopetrose Infantil
Descoberta nos primeiros meses de vida
Apresentam manifestações neurológicas e hematológicas
A maioria dos indivíduos morre de anemia (pela diminuição do componente hematopoiético da medula preenchido por osso) ou infecção
Algumas crianças apresentam deformação facial, como rosto largo, hipertelorismo, nariz chato e protuberância frontal
Erupção dentária quase sempre atrasada
A insuficiência da absorção e remodelagem do osso causa estreitamento dos forames do crânio e compressão de nervos, podendo acarretar em cegueira, surdez e paralisia facial dos nervos cranianos e retardo no crescimento
A osteomielite é uma complicação comum após exodontia
Radiograficamente há um aumento da densidade óssea e a distinção entre a cortical e o trabeculado é perdida
Osteopetrose intermediária
Frequentemente são assintomáticos no nascimento, porém podem exibir fraturas até o final da primeira década. 
Anemia leve a moderada e hematopoiese extramedular são comuns, mas a falência na medula óssea é rara.
Baixa estatura, prognatismo mandibular, não erupção dos dentes e osteomielite também são relatadas
Osteopetrose Adulta
É mais branda com a idade avançada
Provavelmente começa assintomáticamente no início da vida e envolve progressivamente mais ossos
Entre os pacientes sintomáticos, a dor nos ossos é frequente.
Normalmente não apresenta risco de vida e muitas vezes detectadas em exames de rotina
 Cegueira, surdez e paralisia facial normalmente não se desenvolve
Quando a mandibula é envolvida, fratura e osteomielite após exodontia podem constituir complicações significativas
Radiograficamente há um aumento da densidade óssea e a distinção entre a cortical e o trabeculado é perdida
Não há tratamento específico
Medidas de suporte como tranfusões e antibióticos para as complicações são utilizadas
Forma infantil é mais agressiva e de prognóstico limitado
DISOSTOSE CLEIDOCRANIANA (DISPLASIA CLEIDOCRANIANA)
Mais conhecida por suas anormalidades dentárias e claviculares, é uma doença óssea generalizada ocasionada por mutações no genéticas
Os defeitos ósseos envolvem principalmente a clavícula e o crânio, apesar de diversas anomalias esqueléticas poderem estar presentes
Características Clínicas e Radiográficas
Normalmente a clavícula é hipoplásica ou descontínua, pode ser unilateral ou bilateral; em aproximadamente 10% dos casos, as clavículas estão ausentes por completo. 
O pescoço dos pacientes tem uma aparência alongada, e os ombros são estreitos com marcante queda. As anormalidades da clavícula resultam em hipermobilidade e muitos pacientes podem aproximar seus ombros anteriormente
Outras características
Baixa estatura, crânio aumentado, braquicefalia e uma proeminência frontal e uma bossa parietal. 
Hipertelorismo e uma base nasal larga com depressão da ponte nasal são notadas. 
Nas radiografias do crânio, as suturas apresentam fechamento tardio ou podem permanecer abertas ao longo de toda a vida. 
O desenvolvimento anormal do osso temporal e da tuba auditiva podem levar a uma perda de audição ocasionando perda auditiva e infecções recorrentes do ouvido médio.
Apresentam palato ogival e estreito e um aumento da prevalência de fenda palatina. 
Retenção dos dentes decíduos e retardo ou completa falha na erupção dos dentes permanentes 
Pode haver espaçamento anormal na região dos incisivos inferiores devido de alargamento do osso alveolar. 
Nas radiografias dentárias, o achado mais importante é a falta de erupção de vários dentes permanentes e supranumerários (pacientes apresentando mais de 60 dentes)
Ocasionalmente, cistos dentígeros podem surgir associados a dentes inclusos. 
O tratamento de escolha envolve remover primeiramente os dentes supranumerários, seguido da exposição e tracionamento ortodôntico dos dentes permanentes. 
As exodontias podem ser realizadas em estágios (de acordo com a extensão do desenvolvimento da raiz na dentição permanente não irrompida) ou realizadas de uma só vez. 
Defeito Osteoporótico Focal da Medula
Não representa nenhum processo patológico, mas suas características radiográficas podem ser confundidas com uma variedade de situações
Patogênese é desconhecida, mas teorias como regeneração óssea anômala após exodontia, persistência da medula fetal e hiperplasia medular em resposta à exigência maior de eritrócitos
Assintomático, sendo detectado invariavelmente como uma descoberta acidental em um exame radiográfico
Apresenta-se como uma lesão radiotransparente (radiolúcida), variando de tamanho, de vários milímetros à vários centímetros de diâmetro
As margens da radiotransparência são mal definidas, mostrando tipicamente trabeculações centrais finas, que podem ser observadas nitidamente em uma radiografia periapical
75% dos casos são descobertos em mulheres adultas, 
A maioria dos casos ocorrem na região posterior da mandíbula
Frequentemente em áreas desdentadas
Não há expansão do osso da área afetada
Muitas vezes a biópsia á necessária para estabelecer o diagnóstico 
Uma vez estabelecido o diagnóstico nenhum tratamento é necessário e o prognóstico é excelente
Osteoescleróse Idiopática 
Ilha Óssea Densa e Escleróse Óssea Idiopática, Escleróse Óssea, Cicatriz Óssea, Enostose, Osteopetrose Periapical Focal, Eburnação óssea, Redemoinho ósseo, são sinônimos desta condição
São focos assintomáticos e uniformemente radiopacos compostos de osso denso normalmente encontrados nos exames radiográficos 
Alguns destes focos ocorrem nas áreas periapicais de dentes com polpas necrosadas, acreditando-se que elas representam uma resposta a um estímulo inflamatório de baixo grau
Tais lesõessão frequentemente chamadas de Osteíte Condensante ou Osteomielite focal crônica esclerosante 
Podem ser encontradas em uma ampla faixa etária, mas ocorrem frequentemente na faixa dos 20 à 40 anos de idade
Alguns trabalhos mostram predileção pelo sexo feminino e outros não
A condição pode prevalecer nas pessoas negras
90% dos casos ocorrem na mandíbula, com mais frequencia na área do primeiro molar
Áreas do segundo pré-molar e segundo molar também são locais comuns
Na maioria dos casos apenas um foco de osso esclerótico está presente
Um pequeno número de pacientes apresentam duas ou três áreas separadas de envolvimento
Massa radiopaca bem definida, arredondada ou elíptica, variando de 3 mm à mais de 2 cm e NÃO se mostra cercada por halo radiolucido 
A maioria dos casos está relacionada a um ápice radicular e um menor número pode estender-se entre as raízes
Vários estudos sugerem que até 5% da população podem ser acometidos por estes focos radiopacos 
Tais áreas não estão restritas às áreas mandibulares e lesões radiograficamente semelhantes podem ser encontradas em outros ossos 
Diferenciá-la da Osteíte Condensante pode ser difícil, mas, na ausência de uma restauração ou cáries, uma área radiopaca associada a um dente, provavelmente representa uma 
Nenhum tratamento é indicado para a condição e estas apresentam poucas ou nenhuma tendência para progredir ou mudar
Algumas lesões descobertas na adolescência e quando o paciente atinge a idade adulta, a lesão está completamente madura e pouca ou nenhuma mudança ocorre
Entretanto algumas lesões podem desaparecer em pacientes mais velhos
Osteólise Maciça
Doença do Osso Desaparecido, Sindrome de Gorham-Stout, Doença de Gorham e Doença do Osso Fantasma são sinônimos desta condição rara
Caracterizada pela destruição espontânea e normalmente progressiva de um ou mais ossos
O osso destruído não se regenera ou se separa sendo substituído por tecido fibroso denso 
Causa desconhecida e não há evidência de qualquer desequilíbrio metabólico ou endócrino
Alguns pesquisadores acreditam que esteja relacionada a um hemangioma ósseo
Ocorrem em qualquer osso ou combinação de ossos 
Mandíbula e maxila as vezes são afetadas simultaneamente
Mandíbula é mais frequentemente afetada
Ocorrem mais em crianças e adultos com menos de 40 anos de idade
Mais comum em homens
50% relatam trauma anterior ao diagnóstico 
Sinais e sintomas incluem mobilidade dentária, dor, má oclusão, desvio da mandíbula e deformidade clínica
Radiograficamente, as mudanças iniciais consistem em focos radiolúcidos intramedulares, de tamanho variado e margens indistintas, os quais se unem para se tornar maiores envolvendo o osso cortical
Eventualmente, grandes porções do osso envolvido desaparecem 
No estágio final o osso torna-se completamente ausente 
Curso variável e imprevisível
Na maioria dos casos a destruição do osso progride por meses ou anos e resulta na perda total do osso afetado
O prognóstico varia de invalidez leve a grave
O tratamento não é satisfatório
Próteses e terapia com radiação foram empregadas com sucesso variado, mas limitado 
Enxerto ósseo foi utilizado, mas a taxa de sucesso é pobre, pois este sofre osteólise
DOENÇA DE PAGET DO OSSO (OSTEÍTE DEFORMANTE)
Doença óssea de Paget 
É caracterizada por reabsorção e deposição óssea anárquicas e anormais, resultando em deformidade e enfraquecimento esquelético. 
Representa a segunda doença metabólica mais comum, após a osteoporose 
A etiologia é desconhecida, mas tanto os fatores genéticos quanto os ambientais têm sido cogitados.
Afeta principalmente pacientes mais velhos
A frequência da doença aumenta com a idade
Essa condição é rara em pacientes com menos de 40 anos de idade.
Muitos estudos relatam uma predileção pelo gênero masculino
No momento do diagnóstico, muitos pacientes estão assintomáticos
A forma assintomática da doença pode ser descoberta por acaso quando o exame radiográfico ou quando a medição de fosfatase alcalina é realizada 
A dor óssea pode ser resultado tanto pela elevação da remodelação óssea ou complicações secundárias (p.ex., osteoartrite, estenose espinal, fraturas patológicas e pseudofraturas).
A doença surge simultaneamente em um ou mais ossos e o envolvimento fica restrito aos sítios originais ao longo do curso da doença. A região pélvica, fêmur, vértebra lombar, crânio e tíbia são as áreas mais comuns 
Os ossos acometidos começam a ser espessados, alargados e enfraquecidos, com o aumento do risco de fraturas. 
O envolvimento dos ossos de sustentação leva ao arqueamento, conferindo o que é descrito como postura simiesca. 
O envolvimento do crânio geralmente causa um aumento progressivo de sua circunferência. A surdez e a deficiência visual podem resultar da compressão do nervo 
Complicações cardiovasculares, incluindo calcificação arterial e insuficiência cardíaca congestiva de alto débito, também são possíveis
O acometimento dos ossos gnáticos está presente em torno de 17% dos pacientes, com predileção pela maxila (aproximadamente 2:1). 
As alterações maxilares produzem alargamento do terço médio da face e podem resultar em obstrução nasal, alargamento dos cornetos, obliteração dos seios e desvio de septo. 
Em casos extremos, resulta em uma deformidade facial semelhante a um leão (leontíase óssea). 
As cristas alveolares tendem a permanecer simétricas, mas podem começar a alargar grosseiramente
O alargamento alveolar pode causar diastema, e os pacientes edêntulos podem relatar que a prótese não se adapta mais como antigamente por estar apertada
Radiograficamente
Nos estágios iniciais da doença, os ossos afetados exibem uma redução da radiodensidade e alteração no padrão trabeculado. 
Particularmente no crânio, grandes radiolucências circunscritas podem estar presentes (osteoporose circunscrita). 
Nos estágios mais tardios, áreas irregulares de esclerose óssea formam e tendem a se tornar confluentes. As áreas desiguais de esclerose óssea exibem a aparência de “flocos de algodão” 
Além disso, o dente pode demonstrar hipercementose generalizada
O diagnóstico requer correlação entre os achados clínicos e radiográficos com os resultados dos testes laboratoriais
Em geral, testes laboratoriais apresentam o nível sérico de fosfatase alcalina aumentada com a taxa de cálcio e fósforo normais
Tratamento é um processo crônico e lento, porém raramente fatal
Lesão Central de Células Gigantes
Granuloma de Células Gigantes Central, Lesão de Células Gigantes e Tumor de Células Gigantes são sinônimos desta lesão 
Algumas lesões tem comportamento agressivo
Acomete pacientes de 2 à 80 anos, mas 60% dos casos apresenta-se na casa dos 30 anos
Lesão Central de Células Gigantes
Predileção pelo sexo feminino (65%) 
Cerca de 70% manifestam-se na mandíbula, são mais comuns na região anterior e frequentemente cruzam a linha média
Assintomática, expansão indolor do osso afetado e descobertas em exames radiográficos de rotina (uma minoria pode ser associada a dor, parestesia ou perfuração da tábua óssea, resultando em ulceração da mucosa adjacente)
Com base nas características clínicas e radiográficas podem ser divididas em:
1-Não agressivas que são a maioria dos casos, apresentando-se com poucos ou nenhum sintoma, crescimento lento, sem perfuração da cortical ou reabsorção de raízes
2-Agressivas dor, crescimento rápido, perfuração das corticais, reabsorção radicular e em comparação com a anterior tem marcante tendência para recorrer após o tratamento
Lesão Central de Células Gigantes
São radiolúcidas, podem ser uni ou multiloculares, áreas bem delimitadas, mas geralmente descorticadas, podendo variar de 5mm á uma lesão destruidora de 10 cm 
Descobertas radiográficas não são específicas para o diagnóstico e pequenas lesões uniloculares podem ser confundidas com granulomas periapicais ou cistos 
Lesões multiloculares não podem ser distinguidas radiograficamente de Ameloblastomas ou outras lesões multiloculares
O tratamento é normalmente a curetagem com recorrênciade 11 à 50%
As lesões mais agressivas mostram uma freqüência maior de recorrência
As lesões recorrentes frequentemente respondem à curetagem posterior, embora, para lesões agressivas, uma cirurgia radical seja necessária para a cura
Prognótico a longo prazo é bom e não se desenvolvam metástases 
Querubismo
Raro
Nome por causa do aumento dos volumes bilaterais característicos na região posterior da mandíbula, resultando na aparência dos anjos querubins retratados nas pinturas renascentistas 
Ocorrem em crianças
Normalmente se torna evidente por volta dos dois a cinco anos de idade, mas podem atingir pacientes de 10 à 12 anos de idade
Expansão bilateral indolor da região posterior da mandíbula 
Envolvem ângulos e ramos ascendentes
Nos casos leves a tuberosidade do maxilar é afetado
Casos graves a maior parte da mandíbula e toda a maxila pode estar envolvida 
Envolvimento da região inferior e/ou lateral da órbita desloca os globos oculares para cima, e puxa a pálpebra inferior para baixo, expondo a margem da esclera, produzindo o aspecto de “olhos voltados para o céu”
Na mandíbula, as lesões se desenvolvem nos ângulos, ascendendo no ramo e no processo coronoide, mas os côndilos usualmente são poupados
Ao exame radiográfico observam-se multiloculações radiolúcidas bilaterais expansivas 
Esses aspectos radiográficos representam um diagnóstico patognomônico (característico da doença)
Radiotranparências capazes de expandir e multiloculares (alguns casos uniloculares são menos freqüentes associados a dentes não irrompidos simulando cistos dentígeros)
Prognóstico imprevisível
Algumas lesões tendem a mostrar graus variáveis de remissão e involução após a puberdade, embora algum tipo de deformidade facial possa persistir 
Alguns casos persistem na idade adulta 
A questão de tratar ou observar a lesão ao longo do seu curso é difícil 
A cirurgia precoce com curetagem tem sido relatada com excelentes resultados em algumas lesões e em outras observou-se um crescimento rápido e piora das mesmas
Terapia com radiação é contra indicada por causa de um risco do Sarcoma Ósseo pós radiação
Cisto Ósseo Simples
Cisto Ósseo Traumático, Cisto Ósseo Hemorrágico, Cisto Ósseo Solitário, Cisto Ósseo de Câmara Única e Cavidade Óssea Idiopática são algumas denominações desta lesão
É uma cavidade óssea vazia ou com conteúdo fluido, ausência de revestimento epitelial da lesão, representa um pseudocisto
Patogênese controversa 
Uma teoria trauma-hemorragia tem muitos defensores e sugere que um trauma de baixa intensidade, sem resultar em fratura óssea mas resultando em uma hemorragia
Se o hematoma não sofre organização e reparo pode se liquefazer e resultar em um defeito cístico
Encontrados em pacientes de 10 à 20 anos de idade 
Raro em crianças com menos de 5 anos e em pacientes acima dos 35
 São restritos a mandíbula embora alguns casos afetem ao maxilar
Unilaterais (alguns relatos bilaterais)
Assintomático e muitas vezes descoberto em exames radiográficos de rotina
Poucos relatos de dor e parestesia foram encontrados
Podem afetar toda a mandíbula, mas, a área preferencial é a dos pré-molares e molares e muitas vezes lesões extensas envolvendo porções substanciais da mandíbula, como ramo e corpo, possam ser encontrados
Radiolucidez unilocular bem definida, embora algumas áreas da lesão podem ser fortemente e em outras pobremente definidas 
Variam de 1 à 10 cm de diâmetro
Quando vários dentes estão envolvidos, a Radiolucidez mostra projeções em forma de cúpula, que ascendem de forma recortada por entre as raízes 
Os dentes envolvidos são vitais e não apresentam reabsorção radicular
A exploração cirúrgica é necessária para se estabelecer o diagnóstico, pois, esta lesão pode ser confundida com uma grande variedade de radiotransparências odontogênicas e não odontogênicas 
1/3 dos casos encontra-se uma cavidade vazia e em 2/3 um líquido serosanguinolento
A exploração cirúrgica (com ou sem curetagem) é a terapia curativa
Recorrência é incomum mesmo em lesões grandes 
Prognóstico é excelente
Cisto Ósseo Aneurismático
Causa controversa
A lesão surge mais frequentemente na mandíbula do que na maxila, com a maioria dos casos ocorrendo nos segmentos posteriores dos ossos gnáticos e o envolvimento do ramo ascendente e do corpo é comum, ao passo que o envolvimento dos processos condilares e do coronoide é pouco frequente
É um acúmulo intraósseo de espaços de diversos tamanhos preenchidos por sangue e circundados por tecido conjuntivo fibroso celular e osso reativo
Ocorrem em pacientes jovens com menos de 20 anos de idade
Predileção pelo sexo feminino
Mandíbula mais envolvida
Região dos molares é a área de maior ocorrência
Dor e inchaço facial são relatados 
Lesão radiolúcida uni ou multilocular com expansão e adelgaçamento das corticais, sendo descrito como uma distensão em forma de balão 
No momento da cirurgia o periósteo está intacto, sangue venoso escuro aparece e o sangramento pode ser difícil de controlar 
Normalmente estas lesões são tratadas por curetagem 
50% de taxa de recorrência
Prognóstico favorável
Lesões Fibro-ósseas
Compostas de um grupo diverso de processos caracterizados pela substituição do osso normal por um tecido fibroso 
A designação “lesões fibro-ósseas” não é um diagnóstico específico, descreve apenas um processo
A correlação clínica, radiográfica e histopatológica podem ser necessárias para estabelecer um diagnóstico específico
Lesões Fibro-ósseas
Displasia Fibrosa
Displasia Óssea Periapical (Displasia Cemento-Óssea Periapical)
Displasia Óssea Focal (Displasia Cemento-Óssea Focal)
Displasia Óssea Florida (Displasia Cemento-Óssea Florida)
Displasia Fibrosa
Uma condição de desenvolvimento caracterizada pela substituição do osso normal por uma proliferação de tecido conjuntivo fibroso celularizado entremeado por trabéculas ósseas irregulares
O envolvimento dos múltiplos ossos pode ocorrer em conjunto com as anormalidades cutâneas e endócrinas
A maioria dos casos representa uma lesão monostótica de 70 à 85% dos casos e em igual frequência em homens e mulheres
Sítios: Ossos Craniofaciais, Costelas, Fêmur e Tíbia
Maxila mais que a mandíbula (região posterior)
Ausência de dor e edema unilateral são achados clínicos comuns
Crescimento lento
Os dentes permanecem firmes e podem ser deslocados
É diagnosticada mais durante a segunda e a terceira década de vida
O achado radiográfico clássico é uma leve opacificação tipo “vidro fosco” com margens pouco definidas 
Algumas lesões podem parecer radiolúcidas ou uma mistura de radiolucidez com radiopacidade. 
Nas lesões mandibulares, resulta não apenas a expansão das corticais, vestibular e lingual, mas também abaulamento da margem inferior. 
Deslocamento superior do canal alveolar não é incomum.
“VIDRO FOSCO”, “VIDRO DESPOLIDO” OU “CASCA DE LARANJA”
Radiografias periapicais dos dentes envolvidos mostram estreitamento do espaço do ligamento periodontal e a lâmina dura mal definida que se confunde com o padrão ósseo anormal.
Lesões maxilares, com frequência, causam deslocamento do assoalho do seio, superiormente, sendo comum obliterar o seio maxilar. 
Displasia Fibrosa Poliostótica; Síndrome de Jaffe-Lichtenstein; Síndrome de McCune-Albright
Muitos pacientes com a doença são diagnosticados antes dos 10 anos de idade
Predileção pelo gênero feminino
Sinais e sintomas são relatados envolvendo os ossos longos, incluindo dor, fraturas patológicas, claudicação, discrepância e arqueamento da perna
Radiograficamente observa se malformação na região proximal do fêmur(conhecida como coxa vara, deformidade em cajado de pastor, ou deformidade em bastão de hóquei)
O envolvimento craniofacial pode ocasionar alterações na visão, deficiência auditiva, congestão sinusal e obstrução da via aérea
Displasia Fibrosa Poliostótica; Síndrome de Jaffe-Lichtenstein; Síndrome de McCune-Albright
Síndrome de Jaffe-Linchtenstein - displasia fibrosa poliostótica e pigmentação café au lait (café com leite),McCune-Albright - displasia fibrosa poliostótica, pigmentação café au lait e múltiplas endocrinopatias (precocidade sexual em mulheres)
Síndrome de Mazabraud - displasia fibrosa poliostótica e combinação com mixomas intramusculares
Obs: DFP - café au lait irregulares, lembrando um mapa da linha costeira do Maine
 Neurofibromatose: exibem bordas suaves, como a costa da Califórnia
O tratamento nas lesões pequenas dos maxilares pode ser o ressecamento cirúrgico
Muitos casos a doença tende a se estabilizar, mas, algumas continuam a crescer de forma lenta nos adultos
A estética em pacientes jovens deve ser observada além da função
A radioterapia é contra indicada, pois, eleva o risco de desenvolvimento sarcomatoso e poucos exemplos destas lesões desenvolverem-se espontaneamente são relatados 
DISPLASIA ÓSSEA (DISPLASIA CEMENTO-ÓSSEA)
É a lesão fibro-óssea mais comum
Com base nas características clínicas e radiográficas, as displasias ósseas incluem as seguintes variações: focal, periapical e florida.
Displasia Óssea Periapical / Diplasia Cemento-óssea Periapical
Displasia Cementaria Periapical, Displasia Cementóide Periapical e Cementoma Periapical são denominações para esta condição comum nos ossos gnáticos
Envolve a região inferior anterior, mas ocasionalmente aparece em outras áreas periapicais
Lesões múltiplas são mais frequentes, podendo no entanto ocorrer lesões solitárias 
Predileção pelo sexo feminino e melanodermas
Idade entre 30 e 50 anos 
Vitalidade pulpar presente 
Assintomática 
Descoberta em radiografias de rotina
Aparecem como áreas circunscritas envolvendo a região periapical 
Inicialmente aparecem como uma radiotransparencia, onde não se distingue de um Cisto ou granuloma
Estudos indicam que a Displasia óssea Periapical tende a adquirir com o tempo uma radiotransparência mista e finalmente uma radiopacidade densa
As áreas envolvidas tem um halo radiolúcido estreito cercando a lesão
Raramente excedem 1 cm de diâmetro, não expande as corticais e raramente ou nunca ocorre o crescimento progressivo
Não necessitam de tratamento
Falhas no reconhecimento, podem levar ao tratamento endodôntico desnecessário
Displasia Óssea Focal
Benigna
80% ocorrem em mulheres
3º e 6º década de vida (média de 41 anos)
Mais frequente em brancos o que contrasta com a Displasia óssea Periapical e Florida que é em negros
Região posterior da mandíbula é o local predominante, mas pode ocorrer em qualquer área
Assintomática, sendo detectada em exame radiográfico de rotina
A maioria tem menos de 1,5 cm 
Radiograficamente varia de completamente radiolúcida à densamente radiopaca 
Bem definida e margens finas e irregulares
Ocorrem em áreas dentadas como desdentadas (áreas de exodontia)
Prognóstico excelente
A biópsia se faz necessária para estabelecer o diagnóstico
Pouca ou nenhuma tendência a progressão ou aumento da lesão
Displasia Cemento-óssea Florida
Limitada aos ossos gnáticos
Uma infecção secundária, normalmente como resultado de uma exposição do material calcificado anormal à cavidade bucal, costuma ocasionar uma Osteomielite de baixa intensidade 
Prevalece em mulheres
Adultos de meia idade e idosos
Ocorrem em negras
Tendência ao envolvimento bilateral
Podem ocorrer na região posterior dos 4 quadrantes
São simétricas na maioria dos casos
Podem ser assintomáticas ou o paciente reclamar de dor fraca 
Descobertas em exames radiográficos de rotina
São altamente radiopacas e lobulares na configuração
Podem afetar áreas dentadas e desdentadas 
O dentes inferiores anteriores se presentes podem apresentar as características da Displasia Óssea Periapical
Em geral, as radiopacidades permanecem separadas dos dentes adjacentes, por meio do espaço do ligamento periodontal intacto e lesões em estágio final, o material mineralizado pode se fusionar com raiz dentária produzindo ápices radiculares mais espessos
O tratamento pode ser difícil e não muito satisfatório, principalmente em pacientes que utilizam próteses
Para pacientes assintomáticos exames regulares e controle de higiene bucal para evitar perdas dentárias
Fibroma Ossificante
Fibroma Cementificante e Fibroma Cemento-Ossificante são sinonimos desta lesão
Bem delimitado e ocasionalmente encapsulado
Tecidos calcificados no interior da lesão lembram cemento, osso ou ambos 
São raros
Larga faixa etária mas o maior número de casos ocorrem na 3º e 4º décadas de vida
Predileção pelo sexo feminino 
Mandíbula mais envolvida que a maxila
Região de Pré-Molares é a região de ocorrência mais comum 
Lesões pequenas raramente causam sintomas
Dor e parestesia raramente são associadas a lesão
Radiograficamente a lesão é bem delimitada e unilocular e em alguns casos apresentam uma borda esclerótica
Dependendo da quantidade de material calcificado, pode se apresentar completamente radiolúcido, mas frequentemente mostra graus variados de radiopacidade
A natureza circunscrita permite a enucleação com relativa facilidade
Os grandes lesões, dependendo da destruição dos ossos adjacentes, podem necessitar de ressecção cirúrgica e enxerto ósseo
Prognóstico bom e recorrência é rara 
Osteoma
São neoplasias benignas compostas de osso maduro compacto ou medular
Restritos ao esqueleto craniofacial
Podem ser polipóides ou sésseis na superfície do osso ou localizados nos espaços medulares
A maioria é detectada em adultos jovens e normalmente constituídas de lesões solitárias e asintomáticas
Pouca informação sobre a predileção por sexo
Os Osteomas periósteos apresentam-se como massas de crescimento lento na superfície (lingual) da mandíbula ou maxila sésseis ou como pólipos
São solitários, assintomáticos, crescimento lento
Dor, deslocamento dentário e impacção dentária são relatadas na minoria dos casos
Osteomas periósteos podem alcançar grande tamanho e causar deformações
Uma lesão na cabeça da mandíbula pode acarretar uma alteração progressiva na oclusão e desvio da linha média
Pequenos Osteomas endósteos são assintomáticos, mas lesões grandes causam um aumento progressivo da área afetada
Lesões multifocais podem surgir em associação com a síndrome de Gardner
Quando acometem os seios paranasais podem apresentar sintomas como sinusite, dor de cabeça ou manifestações oftalmológicas (raros casos)
Radiograficamente se apresentam como massas escleróticas circunscritas
Lesões pequenas são difíceis de diferenciar dos focos de osso esclerótico como a Osteíte Condensante e a Osteoesclerose Idiopática
O tratamento para lesões que causam deformidades estéticas é a cirurgia conservadora 
As lesões pequenas de natureza endóstea não necessitam de tratamento, mas, devem ser observadas periódicamente
A lesão é benigna e os pacientes não experimentam a transformação maligna ou recorrência após cirurgia
SÍNDROME DE GARDNER
Uma doença rara caracterizada por pólipos intestinais assim como várias anormalidades ósseas (múltiplos osteomas), na pele, nos tecidos moles e em outras localizações
Osteomas podem envolver qualquer parte do esqueleto, as áreas mais comumente envolvidas são o crânio, seios paranasais e a mandíbula
Outras anormalidades incluem odontomas, dentes supranumerários e dentes impactados
Tumores desmoides (neoplasias fibrosas, localmente agressivas do tecido mole) surgem em aproximadamente 12% a 18% dos pacientes. 
Essas lesões são mais frequentes nas mulheres do que nos homens e desenvolvem-se nas cicatrizes abdominais que se formam após a colectomia
Tratamento e Prognóstico
O principal problema para pacientes com síndrome de Gardner é o alto risco de transformação dos pólipos intestinais em adenocarcinoma
Osteomas e cistos epidermoides devem ser removidos caso haja comprometimento estético ou funcional
O manejo dentário envolve exodontias dos dentes impactados, remoção dos odontomas e tratamento protético. 
O movimento ortodôntico pode ser dificultado devido ao aumento da densidade óssea dos osteomas
Osteoma Osteóide e Osteoblastoma
São neoplasias ósseas benignas intimamente associados, tendocaracterísticas histopatológicas idênticas, só podendo ser distinguida uma da outra pelo local de ocorrência, tamanho e sintomatologia
Alguns autores preferem classificar todas as lesões como Osteoblastomas
São raros e representam menos de 1% de todos as neoplasias ósseas
Osteoma Osteóide e Osteoblastoma
São lesões incomuns 
Podem ocorrer em uma ampla faixa etária, mas, 85% dos casos ocorrem antes dos 30 anos
São duas vezes mais comuns nos homens que nas mulheres
Neoplasias consideradas como Osteoma Osteóide ocorrem no fêmur, tíbia e falanges com frequencia
São muito raros nos ossos gnáticos
Dor é o sintoma comum, de natureza noturna e é bem aliviada com medicação
Apresenta-se como um defeito radiolúcido bem circunscrito, normalmente com menos de 1 cm de diâmetro e com uma zona de esclerose circundante de espessura variável
Existe uma leve predileção pela mandíbula, com muitos pacientes diagnosticados na segunda e terceira décadas de vida (média de idade de 25 anos)
Radiograficamente, aparece como uma lesão radiolúcida bem circunscrito, com uma zona circundante oval de esclerose reativa e espessura variável. 
A radiolucidez pode se apresentar como um nódulo capaz de conter uma radiopacidade central, resultando em uma aparência como a de alvo
O sintoma clínico mais importante é a dor que é mais grave durante a noite e aliviada por antiinflamatórios 
Osteoblastoma
Estão mais frequentemente localizados na coluna cervical, podendo ser encontrados no fêmur, tíbia, fíbula e mandíbula, mas qualquer osso pode ser afetado
São duas vezes mais comuns na mandíbula
São maiores que Osteoma Osteóide e não são menores que 2 cm de diâmetro ( a maioria tem entre 2 e 4 cm, podendo chegar a 10 cm)
São raros
Dor é sintoma presente, com menos frequencia, de caráter noturno e não é bem aliviada com medicação
Lesão radiolúcida bem ou mal definida e a esclerose reativa cercando a lesão não é uma característica constante
A maioria dos osteoblastomas podem surgir no osso medular
Osteoma Osteóide e Osteoblastoma
Ambos são tratados por excisão cirúrgica local ou curetagem
O prognóstico é bom
Um pequeno número de lesões sofre recorrência 
Em raros casos podem transformar em Osteossarcoma
Cementoblastoma (Cementoma Verdadeiro)
Muitos autores consideram o Cementoblastoma e o Osteoblastoma lesões idênticas preferindo designa-las como Osteoblastoma (O principal fator para distinguir é se a lesão está fusionada à raiz ou não)
A maioria ocorrem na região dos molares inferiores e em pacientes com menos de 25 anos de idade
Tem o crescimento lento e eventualmente podem causar expansão localizada da área afetada
Dor pode ou não ser associada a lesão
Massa calcificada intimamente associada a raiz ou raízes de um dente (a maioria dos casos 1° molar permanente da mandíbula)
 Raramente envolve decíduos e dentes inclusos
Radiograficamente, a lesão aparece como uma massa radiopaca que está fundida a um ou mais dentes e é circundada por um fino halo radiolúcido 
O contorno da raiz ou das raízes do dente envolvido está geralmente obscurecido como resultado da reabsorção radicular e fusão da neoplasia com o dente
Exodontia do dente e da lesão ou tratamento endodôntico com amputação da raiz envolvida
Prognóstico excelente
Recorrência não ocorre
A não remoção total da massa tumoral, pode resultar um aumento progressivo do tumor após a exodontia
Osteossarcoma
É o tipo mais comum de tumor maligno do osso
Dentre os ossos atingido cerca de 7% dos casos ocorrem na maxila e na mandíbula
Etiologia desconhecida
Ampla faixa etária vai desde as crianças até idosos (mais 3º e 4º década) 
São mais comuns em homens
Podem ser classificados em central (surgindo dentro da medula óssea), superficial (surgindo na região justacortical), ou muito raramente extraesquelética (surgindo dentro do tecido mole) 
A grande maioria dos casos são centrais
A maxila e a mandíbula (maior frequência no corpo) são acometidas com igual frequência
Aumento de volume e dor são sintomas comuns
Abalamento de dentes e parestesia estão presentes
Na maxila a obstrução nasal pode ocorrer
Crescimento lento
Radiograficamente a lesão varia de esclerose densa a uma lesão mescladamente esclerótica e radiolúcida, a um processo radiolúcido
Limites mal definidos e indistintos, tornando difícil determinar a extensão do tumor 
A destruição cortical, a expansão cortical e a reação periosteal podem ser evidentes e pode aparecer como o “clássico” padrão de “raios de sol” (em cerca de 25%) que se dá devido a produção de osso ostefítico na superfície da lesão (observado em incidências oclusais) 
Em alguns casos uma grande lesão mostra somente uma alteração mínima e sutil, com uma pequena alteração do trabeculado ósseo
Reabsorção dentária presente afunilando as raízes chamada de reabsorção em pico
Alargamento do espaço do ligamento periodontal ao redor de um ou vários dentes
A excisão cirúrgica radical tem sido o tratamento comum, podendo ser suplementado com quimioterapia, radioterapia ou ambos
A recorrência é um problema significativo
As lesões maxilares tem taxa de metástase que varia de 6 a 50%
Condrossarcoma
Lesão maligna caracterizada pela formação de cartilagem e não osso 
Dentre todos os ossos menos de 1% das lesões surgem na cabeça e pescoço
Ampla faixa etária com média de 42 anos de idade
Mais prevalente nos homens
Massa ou aumento de volume indolor são sinais comuns
Dor menos frequente que nos Osteossarcomas
Mandíbula (regiões posteriores) e maxila (anterior) tem igual ocorrência
São encontrados em todas as regiões anatômicas e os tumores do maxilar podem causar obstrução nasal ou epistaxe
Radiolucida com bordas mal definidas, contendo quantidade de focos radiopacos variados 
Alguns apresentam massa calcificada densa com margens periféricas irregulares 
Pode apresentar a clássica imagem de raios de sol
Alargamento do espaço do ligamento periodontal ao redor de um ou vários dentes pode estar presente bem como a reabsorção radicular
A excisão cirúrgica radical tem sido o tratamento comum, mas, não são radiosensíveis e a resposta a quimioterapia é menor
Prognóstico sombrio e não tendem a metatastizar
Carcinoma Metastático dos Maxilares
É a forma de câncer mais comum envolvendo o osso
Estudos mostram que carcinomas de mama, próstata, pulmão e rim espalham-se para um ou mais ossos antes da morte do paciente
Os ossos gnáticos são locais incomuns para esta ocorrência mas podem ser envolvidos com mais frequencia que o relatado
Carcinoma Metastático dos Maxilares
Metástase na maxila é incomum, sendo a mandíbula o sítio preferencial em 80% dos casos estudados
A difusão metastática de um carcinoma dos ossos gnáticos se dá via hematogênica
Maior incidência em idosos
Ampla variedade de sintomas, podendo estar assintomático e ser descoberto após a percepção de uma lesão em um exame radiográfico 
Carcinoma Metastático dos Maxilares
Podem apresentar dor, aumento de volume, presença de massa tecidual, mobilidade dentária e parestesia
São de interesse casos em que o diagnóstico de metástase para a mandíbula ou maxila é a primeira indicação de que o paciente tem uma malignidade primária em algum outro lugar
Carcinoma Metastático dos Maxilares
Normalmente se apresentam como áreas radiolúcidas, podendo ser bem circunscrita lembrando um cisto ou mal definida de aparência “comida por traças” 
O envolvimento do alvéolo pode lembrar clínica e radiograficamente uma doença periodontal 
Carcinoma Metastático dos Maxilares
O prognóstico é sombrio, embora um foco metastático possa ser tratado por excisão cirúrgica ou terapia de radiação, o envolvimento dos ossos gnáticos é o indicio de uma doença amplamente disseminada
A sobrevida de três anos é extremamente rara, normalmente o paciente não sobrevive por mais de um ano
Bibliografia
www.cdi.com.pe/2009/casos_radio
Patologia Bucal e Maxilofacial-Neville e cols.
Cirurgia Bucomaxilofacial-Roberto Prado e Martha Salim.
Marcucci G. Fundamentos de Odontologia-Estomatologia.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. 
Patologia Bucal-Shafer e cols.
Patologia Bucal-Regezi e Sciubba.