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Prof. MOTTA, Helaine do Amaral Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 2 PLANO DE ENSINO Curso: Tecnologia em Gestão Ambiental Turma: 2 TGAM Período: 1° Ano: 2019/2 Componente curricular: Contabilidade Professor(a): Helaine do Amaral Motta Carga horária semestral: 40 horas Carga horária semanal: 02 horas OBJETIVO(S) GERAL(IS) Desenvolver a capacidade de aplicar os conceitos base da Contabilidade nos momentos oportunos, fazendo a vinculação com as demais áreas da organização através da aplicação de suas ferramentas frente as diversas demandas administrativas a fim de prover o gestor com as informações necessárias com fins de gerenciamento e decisões. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Conhecer os conceitos básicos de Contabilidade. • Estabelecer as relações entre a Contabilidade Financeira e Gerencial e as outras áreas administrativas da empresa. • Utilizar as ferramentas de Contabilidade na tomada de decisão. EMENTA A informação contábil relacionada aos impactos ambientais. Conceitos contábeis de caráter ambiental: gasto ambiental; ativo ambiental; passivo ambiental; custo ambiental; receita ambiental; perda ambiental. Balanço Patrimonial Ambiental; Demonstração do Resultado Ambiental; Métodos de Valoração de Ativos e Passivos Ambientais; Noções sobre dano ambiental; Dano Ambiental conceito e forma de reparação; Eco-indicadores de eficiência; Disclosure Ambiental; Relatórios Ambientais. Integração dos relatórios ambientais com os sociais; Custeio baseado nas atividades (ABC) no contexto ambiental; Contabilidade dos custos dos fluxos; Custeio do ciclo de vida. CONTEÚDOS METODOLOGIA Nº AULAS A informação contábil relacionada aos impactos ambientais Aula descritiva/expositiva com discussão em sala 04 Conceitos contábeis de caráter ambiental: gasto ambiental; ativo ambiental; passivo ambiental; custo ambiental; receita ambiental; perda ambiental. Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos 08 Balanço Patrimonial Ambiental; Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas. 06 Demonstração do Resultado Ambiental Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 02 Métodos de Valoração de Ativos e Passivos Ambientais; Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 04 Noções sobre dano ambiental; Dano Ambiental conceito e forma de reparação; Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 02 Eco-indicadores de eficiência; Disclosure Ambiental; Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 04 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 3 Relatórios Ambientais. Integração dos relatórios ambientais com os sociais; Custeio baseado nas atividades (ABC) no contexto ambiental; Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 06 Contabilidade dos custos dos fluxos Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 02 Contabilidade dos custos dos fluxos; Custeio do ciclo de vida. Aula descritiva/expositiva com discussão em sala, discursão artigos e exercícios práticos e estudo de caso de empresas 02 • AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM • A avaliação da disciplina será realizada segundo orientações previstas no Regulamento da Organização Didática da educação dos Cursos de Graduação(ROD) • Os instrumentos de avaliação serão preferencialmente diversificados e deverão ser obtidos com a utilização de, no mínimo, 3 (três) instrumentos documentados, tais como: exercícios, projetos, provas, trabalhos, atividades práticas, fichas de observação, relatórios, autoavaliação, dentre outros. • Os resultados das avaliações serão expressos em notas graduadas de zero (0) a cem (100) pontos. • O aluno que obtiver nota inferior a 60 (sessenta) pontos e frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária ministrada poderá realizar o instrumento final de avaliação. • Será considerado aprovado no componente curricular, o aluno que obtiver nota final igual ou superior a 60 (sessenta) pontos, resultante da média aritmética entre o resultado semestral das avaliações parciais e a nota do exame final, caso este tenha sido necessário. Instrumentos: (tipos de avaliação) Critérios: (valores) 1º Semestre 1. Prova escrita (duas avaliações) 2. Exercícios avaliativos 3. Estudo de caso/Trabalho Individual 1. 60 pontos 2. 20 pontos 3. 20 pontos BIBLIOGRAFIA BÁSICA IUDICIBUS, S.; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para Não Contadores: Para as Áreas de Administração, Economia, Direito e Engenharia. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2011. THOMAS, J. M.; CALLAN, S. J. Economia Ambiental: Aplicações, políticas e teoria. São Paulo: Cengage Learning, 2010. TINOCO, J. E. P.; KRAEMER, M. E. P. Contabilidade e gestão ambiental. São Paulo: Atlas, 2004. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR CARVALHO, G. M. B.; Contabilidade ambiental: Teoria e Prática. Curitiba: Juruá, 2012. COSTA, C. A. G.; Contabilidade ambiental: Mensuração, Evidenciação e Transparência. São Paulo: Atlas, 2012. HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. V. Teoria da Contabilidade. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1999. IUDICIBUS, S.; et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Grupo Gen/Atlas, 2018. MARION, J. C.. Contabilidade empresarial. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2008. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 4 INTRODUÇÃO A Contabilidade surgiu com a necessidade de se quantificar a riqueza. Acompanhou a evolução do mundo, adaptando seus conceitos e padronização à era da produção artesanal, mercantilista, revolução industrial e, por último, da globalização. O ponto falho é que a exploração desordenada da atividade econômica vem sistematicamente causando prejuízos irreparáveis ao planeta. Os danos podem ser sentidos desde a crescente ocorrência de fenômenos naturais (aquecimento da superfície da terra com consequente diminuição das geleiras nos pólos, aumento da camada de ozônio, furacões, terremotos, enchentes, nevascas, secas prolongadas etc.); a constante preocupação demonstrada pelas Nações Unidas em suas Reuniões Ecológicas (Estocolmo – 1972; Rio de Janeiro –1992; II Cimeira da Terra – 1997; e a próxima, possivelmente em 2002, na África do Sul); e, por incrível que pareça, o descaso sobre o entendimento da urgente necessidade de preservação por parte das nações tidas como desenvolvidas, por sinal, as que mais poluem. Este cenário vem demandando mobilização dos setores produtivos da sociedade, no sentido de buscar mecanismos visando estabelecer um nível de equilíbrio entre o desenvolvimento sustentado, sem prejuízo para o eco-sistema. A Contabilidade Ambiental, Contabilidade Ecológica ou Contabilidade Aplicada ao Meio Ambiente etc., como vem sendo rotulada ultimamente, é mais uma evolução sobre a qual os estudiosos da contabilidade tem voltado suas atenções. O ponto básico é estabelecer, mediante interação com as outras ciências envolvidas, mecanismos que permitam a identificação, mensuração, registro, demonstração e análise dos fatos que se refiram às relações ambientais. O seguimento contábil,atento as causa ambientais, tem produzido os mais variados estudos visando quantificar e valorizar os efeitos dos danos, no sentido de ajudar a se chegar a um ponto de equilíbrio na questão. Atualmente os danos causados ao meio ambiente já são investigados em várias Nações e as informações contábeis são utilizadas na identificação e evidenciação de tais fatos. Diante de tais fatos iremos abordar a contabilidade e sua evidenciação de fatos ambientais antes não destacados em seus relatórios, dando assim informações importantes de suas ações na manutenção do equilíbrio ecológico e sobre a relação empresa e meio ambiente ao seus usuários. Objetivamente, podemos dizer que a Classe Contábil, preocupada com a preservação do mundo em que vivemos e, atenta à sua Responsabilidade Social, continuará estudando, mensurando e formatando o tema. Consequentemente, ampliando a qualidade e quantidade das informações prestadas aos seus Usuários. Vamos nessa! Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 5 Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem colocar em risco a capacidade de atender as gerações futuras. Por isso, conforme já citado neste artigo, a definição está vinculada aos termos “legado” e “continuidade”. Desenvolver-se de forma sustentável, seja em pequena esfera (no contexto de uma empresa, por exemplo), ou em larga esfera (no contexto de um país), pressupõe possibilitar às pessoas, agora e futuramente, atingir um nível satisfatório de desenvolvimento socioeconômico e cultural, fazendo uso razoável dos recursos naturais de forma a não esgotá-los para as próximas gerações. Para conquistar tais resultados é necessário planejamento, bem como o entendimento de que os recursos são finitos. Por isso, não podemos confundir desenvolvimento sustentável com crescimento econômico, uma vez que este último costuma depender do consumo crescente de energia e recursos naturais. A grande diferença deste pensamento está em promover o equilíbrio entre os objetivos de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e a conservação ambiental. O conceito legal de desenvolvimento sustentável, dá para congregar todos esses três artigos. O conceito legal de desenvolvimento sustentável encontra-se numa lei importantíssima sobre unidades de conservação que traz diversas novidades para o direito ambiental, que é a Lei 9.985/00. O art. 2º desta lei, no inciso XI traz o conceito. O art. 2º traz diversos conceitos. São dezenove conceitos. É um dos mais extenso em conceituação. Traz conceitos jurídicos também, de materialização de política governamental. “Uso sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.” O tema meio ambiente tem-se tornado assunto discutido cada vez mais pela sociedade. Através da televisão, jornais, revistas e da internet percebe-se de fato uma preocupação com a preservação ambiental, resultante de acontecimentos muitas vezes trágicos para as pessoas, causados por alterações climáticas, enchentes, chuvas demasiadas, secas prolongadas, tsunamis e tantos outros. Muitos desses fenômenos estão relacionados com a ação humana, que por muito tempo não teve a preocupação de preservar o meio ambiente, utilizando-se dos recursos naturais de forma desordenada por meio de diversas práticas de degradação ambiental resultantes do uso indevido ou incorreto dos recursos, causando assim um desequilíbrio ambiental. Diante disso pode-se perceber uma busca pela reversão deste quadro, seja através de organizações não governamentais que buscam conscientizar as pessoas ou por meio de alguma ação do Estado, houve-se muito falar em conservação e preservação ambiental ou ainda em desenvolvimento sustentável. Neste contexto da necessidade da prática concreta de desenvolvimento sustentável do meio ambiente estão inseridas as empresas (sejam elas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços), as quais para desenvolver suas atividades afetam o meio ambiente direta ou indiretamente, ou ainda, são potenciais causadoras de algum tipo de dano ambiental. Desta forma necessitam oferecer como contrapartida por meio de gastos e investimentos, ações de prevenção, conservação e recuperação aos danos causados ao meio ambiente. Diante disso questiona-se o papel das empresas consumidoras de recursos de forma incontrolável na buscas por lucros cada vez maior e qual seus atos que envolvam o meio ambiente no intuito de preservação, recuperação ou na diminuição de danos. Deque forma as empresas podem demonstrar seus gastos Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 6 direcionados para ao meio ambiente de forma transparente e a forma de dar publicidades a esses gastos ou investimentos, a contabilidade pode ser uma dessas ferramentas. Desenvolvimento Sustentável E Empresa Responsável O desenvolvimento sustentável é aquele que se torna capaz de suprir as necessidades da geração atual, não comprometendo as necessidades de gerações futuras, sugerindo uma ideia qualitativa e quantitativa. Sendo assim, implica usar os recursos renováveis naturais de maneira a não degradá-los ou eliminá-los, ou diminuir sua utilidade para as gerações futuras. Implica usar os recursos minerais não renováveis de maneira tal que não necessariamente se destrua o acesso a eles pelas gerações futuras (FERREIRA, 2006). De acordo com Vellani (2011), as empresas podem investir na proteção do meio ambiente, por meio de programas como tratamento de efluentes, reaproveitamento de água, reciclagem, separamento e tratamento de sucata, melhorias ambientais no processo produtivo, educação ambiental dentre outros. O autor disserta ainda que usar os recursos naturais de forma sustentável e efetuar investimentos na proteção dos ecossistemas pode reduzir riscos ambientais, e a empresa honrar seus compromissos. Levando-se em consideração que as empresas para alavancarem seus negócios buscam constantemente recursos, e estes recursos por sua vez, podem ser através de recursos de terceiros, faz-se necessário esse equilíbrio financeiro, onde o fator risco será levado em consideração. Outro aspecto relevante citado por Vellani (2011), é que muitas vezes a manutenção de ações ecológicas e sociais empresariais não gera benefícios econômico-financeiros para a empresa e mesmo assim não são abandonados, pois podem servir para atender à legislação ambiental. Salienta-se que o desenvolvimento sustentável está em constante ação para a tomada de decisões nas empresas, uma vez que, sejam por exigências legais, contratuais, oportunidades de redução de custos, incremento de receitas e melhora na imagem corporativa, hoje são fundamentais para o sucesso organizacional (VELLANI, 2011). Costa (2012) esclarece seis aspectos prioritários do desenvolvimento sustentável, que devem ser encarados como metas: ✓ a satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer etc.); ✓ a solidariedade para com as gerações futuras (preservar o meio ambiente de modo que elas tenham chance de viver); ✓ a participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal); ✓ a preservação dos recursos naturais (água, oxigênio etc.); ✓ a elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);✓ a efetivação dos programas educativos. Ao incorrerem em diversos gastos e investimentos relacionados com fatos que envolvem o meio ambiente no intuito de sua preservação, recuperação ou na prevenção de danos, as empresas evidenciam estes gastos de forma segregada em suas demonstrações contábeis, ou seja, os gastos podem ser identificados nas demonstrações contábeis. A contabilidade ambiental, através de sua técnica, tende a informar os efeitos que a incorporação de políticas ambientais pode ocasionar no patrimônio das organizações. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 7 Merino (2000) diz que, por razões lógicas de sobrevivência, não se pode deixar de falar de ecologia quando se discute economia. Martins e De Luca (1994), esclarecem que as informações de caráter ambiental a serem divulgadas pela contabilidade vão desde os investimentos realizados, seja em nível de aquisição de bens permanentes de proteção a danos ecológicos, de despesas em manutenção ou correção de efeitos ambientais do exercício em curso, de obrigações contraídas em prol do meio ambiente até de medidas físicas, quantitativas e qualitativas, empreendidas para sua recuperação e preservação. Teixeira (2000) esclarece que há uma tendência das empresas em abrir para a comunidade uma grande quantidade de dados para sua política ambiental, seus pro- gramas de gerenciamento ambiental e o impacto de seu desempenho ambiental em seu desempenho econômico e financeiro. O autor esclarece ainda que seja necessário que a organização conduza de forma mais eficaz o seu papel enquanto empresa responsável, que avalie não somente seus aspectos econômicos e mercadológicos, como também os aspectos sociais e ambientais. Ribeiro (2010), diz que em síntese, desenvolvimento sustentável corresponde à satisfação das necessidades sociais, sem o prejuízo das gerações futuras, e acrescenta que, com o acesso rápido às informações pela maior parte da população, como acesso a internet, a sociedade cobra às empresas que possam se tornar geradoras de riscos ambientais, seja por uma irresponsabilidade por parte do gestor, ou mesmo um desastre que possa acontecer e prejudicar futuramente o meio em que se vive. Não é mais aceitável o lucro a qualquer preço. Ribeiro (2010), ainda menciona que a redução das agressões passa a ser considerada uma forma de eliminar custos para a empresa. Salienta ainda que, minimizar a produção de resíduos, em qualquer processo produtivo, implica, além de danificar menos o meio ambiente, utilizar melhor o potencial das matérias-primas, evitar penalidades da legislação ambiental, diminuir o risco de indenizações por danos a terceiros, e preservar sua imagem na sociedade, principalmente perante clientes interessados no controle e na preservação ambiental. Exemplifica-se o processo cada vez mais crescente de reciclagem como uma forma adotada pelo mundo corporativo, no que diz respeito à preocupação com a degradação do meio ambiente. Um dos avanços da tecnologia, motivo de várias discussões, é a reciclagem, em que materiais já usados ou resíduos da produção são reprocessados para o novo aproveitamento (por exemplo, papéis, plásticos, vidros e alumínios (RIBEIRO, 2010). Entretanto, é importante ressaltar, que nem todos os materiais podem passar por este processo de reciclagem, e muita das vezes o custo desta implementação também se torna elevado. Albuquerque (2009) frisa que os negócios estão se voltando cada vez mais para as questões ambientais. O autor menciona ainda que são cinco os fatores que influenciam essa mudança de postura, sendo a necessidade de obediência às leis; a eficácia em custos; a opinião pública; a pressão dos movimentos ambientalistas e ainda o pensamento a longo prazo. Assim, a preocupação com as gerações futuras hoje são muito mais discutidas e a qualidade dos produtos e serviços tornam-se fatores fundamentais e preocupantes à medida em que possa gerar uma escassez destes produtos. Ao longo do tempo o homem sempre utilizou os recursos naturais do planeta. Os recursos eram abundantes e a natureza aceitava os despejos de resíduos realizados. A questão ambiental é um dos assuntos que mais tem atraído a atenção das pessoas, pela valorização que se dá à qualidade de vida e pela percepção de que as consequências do descaso com o meio ambiente têm conduzido a situações críticas para a própria sobrevivência da humanidade em longo prazo (MOURA, 2002, p. 10). Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 8 Outro fator relevante, segundo Albuquerque (2009), é a visão com foco no equi- líbrio e na responsabilidade social apregoando mais respeito ao consumidor. A ques- tão da responsabilidade social dar-se-á em satisfação dos consumidores (norteando as ações da empresa); satisfação dos empregados (valorização do capital humano); satisfação dos fornecedores (preços compatíveis nas partidas fornecidas); satisfação dos distribuidores (margens responsáveis de lucro); e satisfação dos acionistas ou sócios proprietários. Com esta visão, a empresa passa a considerar que o desenvolvimento econômico e social se traduz no caminho para a sustentabilidade. A ideia de uma conciliação entre os interesses econômicos, ecológicos e sociais ocupa papel chave no campo que recobre a noção do desenvolvimento sustentável no âmbito mundial. Prevalece a crença de que os conflitos entre os diferentes segmentos da sociedade possam ser resolvidos através da gestão do diálogo entre os atores, com a finalidade de se alcançar um consenso (ZHOURI, LASCHEFSkI, PAIVA, 2005, p. 2). Tachizawa (2011) esclarece que a gestão ambiental e a responsabilidade social, tornam-se importantes instrumentos gerenciais para capacitação e criação de condições de competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento econômico.A manutenção de mudanças ambientais desejáveis, ou seja, as que melhorem as condições do meio em que vivemos, pode ser realizada através da identificação e implementação de política ambiental fundamentada em mu- danças ambientais desejáveis que geram ganhos ao meio ambiente (COSTA, 2012, p. 14). Destaca-se que as práticas das ações ambientais voltadas para um desenvolvimento sustentável devem estar de acordo com a política ambiental estabelecida. Sendo assim, devem-se levar em consideração, os valores ou a cultura da empresa, assim como, o grupo de pessoas a que ela pertence. Uma política de conscientização ambiental deve envolver todos os participantes do processo, desde o funcionário da produção, quanto o administrativo, entre outros (VELLANI, 2011). Costa (2012), explica sobre o problema que o desenvolvimento atual trouxe, gerando inúmeros desequilíbrios ambientais, apesar das melhorias trazidas à população. O autor destaca ainda, os aspectos em que o desenvolvimento sustentável atua que são: ✓ atender as necessidades fisiológicas da população; ✓ preservar o meio ambiente para as próximas gerações; ✓ conscientizar a população para que se trabalhe em conjunto; ✓ preservar os recursos naturais; ✓ criar um sistema social eficiente que não permite o mau envolvimento dos recursos naturais; ✓ criar programas de conhecimento e conscientização da real situação e de formas para melhorar o meio ambiente. Segundo Costa (2012), as empresas devem apresentar em seus relatórios os avanços com relação às novas tecnologias, porém tecnologia estas que não agridam o meio ambiente. Os resultados satisfatórios devem caminhar lado a lado com a preocupação ambiental, uma vez que este fator não pode mais ser deixado para segundo plano numa empresa que queira manter-se viva no mercado cada vez mais competitivo. Adicionalmente, a companhia deve demonstrarque está avançada em termos de uso de tecnologias ambientalmente amigáveis ou em relação à utilização de processos produtivos sustentáveis poderá angariar benefícios adicionais, tais como um aumento no comprometimento dos funcionários, menos taxas e multas por danos ambientais, menores custos de produção e de disposição de resíduos, além de ter acesso a melhores oportunidades de negócios. Poderá inclusive explorar a vantagem competitiva de estar fornecendo bens e serviços ambientalmente adequados (COSTA, 2012, p. 15). Cada vez mais, há um número maior de consumidores que são atraídos por produtos ecologicamente corretos. Neste aspecto, autores como Tachizawa (2011); Costa (2012) apontam que a empresa que traz política ambiental responsável, cria uma imagem cada vez melhor perante seus consumidores. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 9 DA CONTABILIDADE A CONTABILIDADE AMBIENTAL A contabilidade, como uma das ciências mais antigas do mundo, surgiu com o objetivo de fornecer informações aos usuários internos e externos da empresa, no que tange a sua natureza econômica e financeira. De acordo Sa (2002); Ribeiro (2010) apontam que com a história e até mesmo com os registros encontrados, a contabilidade surgiu junta- mente com a civilização, evoluiu e jamais deixará de existir em razão de sua importância. Desde que o homem se preocupou com o amanhã, preocupou-se, também, em fazer contas, mas, em verdade, nem sempre soube, racionalmente, o que fazer com as informações que guardou, e a contabilidade está representada na ciência que estuda os fenômenos patrimoniais, preocupando-se com realidades, evidencias e comportamentos dos mesmos, em relação à eficácia funcional das células sociais (SÁ; 2002). A origem da contabilidade apresenta-se juntamente com a enorme necessidade de registro do comércio, que na época era realizado através de simples relatórios sobre os fatos contábeis. O Homem quanto mais adquiria bens, maior era sua preocupação em saber o quanto poderia render e aumentar as suas posses (COSTA, 2012). Hoje, no século XXI, mais ampla são as responsabilidades do profissional contábil, devido a fatores como globalização, inovações tecnológicas e frequentes mudanças ocorridas na classe. A História da Contabilidade, portanto, encontra suas bases nas mais remotas idades, mas sua dignidade científica só ocorreu quando as demais disciplinas também encontraram tal caminho (SÁ, 1997). De acordo com Ribeiro (2010), a contabilidade possui quatro dimensões: ➢ Jurídica: que considera a distinção entre os interesses dos proprietários e da empresa em si; ➢ Econômica: que analisa o aspecto patrimonial da entidade; ➢ Organizacional: que examina a atuação dos gestores responsáveis pelo controle dos recursos possuídos pela entidade; ➢ Social: que valora os benefícios para a sociedade. Percebe-se assim que a Contabilidade evoluiu o bastante para identificar, mensurar, registrar e tomar público todos os eventos de relevância envolvidos no desenvolvimento das atividades de uma empresa, com isso fornecendo fundamentos para a escolha mais acertada entre as alternativas possíveis em relação à alocação de recursos escassos e, em seguida, oferecendo elementos para avaliação dos recursos consumidos comparativamente aos rendimentos obtidos. Neste momento, a Contabilidade, entendida como meio de fornecer informações, deverá buscar responder ao novo desafio, aparelhar-se para satisfazer aos usuários interessados na atuação das empresas sobre o meio ambiente, tendo em vista o dever de subsidiar o processo de tomada de decisão. Na verdade, deveria utilizar-se dos instrumentos que já possui, amoldando-os a esta nova necessidade, partindo-se do pressuposto que as empresas, voluntariamente ou não, agem para a preservação e recuperação do meio ambiente, levando-se em conta as obrigações legais que lhe são impostas. O cumprimento dessas obrigações é condicionante básica para que os órgãos públicos competentes permitam sua continuidade. O fato é que alguns gastos realizados com a conservação do meio ambiente já são contabilizados, embora encobertos entre os custos operacionais e no capital imobilizado. Valorizar o meio ambiente, de certa forma traz benefícios para a sociedade, e muitas empresas estão utilizando essa “valorização” como marketing. Um grande diferencial para as empresas atualmente, está no seu compromisso com a sociedade, tendo em vista, os recursos produtivos serem praticamente trabalhados de forma idêntica, gerando assim, até mesmo um fator de competitividade num mercado cada vez mais acirrado. Dentro da contabilidade tradicional, surge a contabilidade ambiental é um ramo contábil cada vez Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 10 mais requisitado pois tem importância nesse cenário pois nela são registrados e controlados dados correspondentes a ações da empresa que afetam o meio ambiente. Esse relatório funciona como um registro do patrimônio ambiental, apontando monetariamente os benefícios, prejuízos e resultados da exploração do meio ambiente, O motivo é claro: um erro de cálculo no impacto ao meio ambiente pode custar muito caro para a empresa e para a sociedade. Por isso, ela interpreta informações ambientais com o objetivo de ajudar as empresas a tomar decisões prudentes. CONCEITO DE CONTABILIDADE Com o passar do tempo, as atividades econômicas foram tornando-se mais complexas, fazendo com que o homem sentisse a necessidade do aperfeiçoamento do seu instrumento de avaliação da situação patrimonial. Contabilidade é a ciência social que visa ao registro e ao controle dos atos e fatos econômicos, financeiros e administrativos das entidades. Trata-se de um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. Segundo Ribeiro (2011, p. 33), “Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio da empresa.” Para Marion (2009), a Contabilidade é uma ferramenta que tem como objetivo fornecer o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. “Contabilidade é a ciência que estuda a prática as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica.” (I Congresso Brasileiro de Contabilidade – RJ -1914). Assim diz a professora Helaine: “Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio da empresa e fornecer o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa, e , Contabilidade ambiental, portanto, é o registro do patrimônio ambiental (bens, direitos e obrigações ambientais) de determinada entidade, e suas respectivas mutações - expressos monetariamente e seu objetivo é propiciar informações regulares aos usuários internos e externos acerca dos eventos ambientais que causaram modificações na situação patrimonial da respectiva entidade, quantificado em moeda. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 11 CONTABILIDADE AMBIENTAL Historicamente, a Contabilidade do Meio Ambiente passou a ter status de um novo ramo da ciência contábil em fevereiro de 1998, com a finalização do "relatório financeiro e contábil sobre passivo e custos ambientais" pelo Grupo de trabalho inter-governamental das Nações Unidas de Especialistas em padrões Internacionais de Contabilidade e relatórios (ISAR – United Nations Intergovernanmental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting).A questão ambiental, diz respeito a toda sociedade civil e está ligada a diversos setores que a circundam, bem como àqueles que se referem ao desenvolvimento econômico e à educação. Nesse contexto, chama atenção a contabilidade ambiental, uma ferramenta inovadora para uma gestão sustentável, que fornece informações para criar soluções a fim de evitar ou diminuir os danos ambientais. Nesse sentido, a contabilidade deve desenvolver mecanismos que possibilitem a identificação, a mensuração e o registro de ações relacionadas com a promoção do desenvolvimento sustentável, para que tais ações possam ser divulgadas e avaliadas, possibilitando que ações corretivas sejam implementadas em tempo hábil. Sendo assim, “a contabilidade como fonte de informação sobre a contribuição da empresa ao desenvolvimento sustentável pode coletar analisar, mensurar e divulgar informações sobre a relação da empresa com o social, com o econômico e com o ecológico” (VELLANI; RIBEIRO, 2009 apud BEBBINGTON, 2001, p. 189). Percebe-se que a contabilidade ambiental é um mecanismo da contabilidade utilizado para registrar transações da empresa que afetam, de algum modo, a natureza. Portanto, não se trata de uma nova contabilidade, mas de uma forma de oferecer informações adequadas e precisas às diferentes maneiras de gestão e/ou política ambiental de determinada empresa. Então, as empresas podem utilizar a contabilidade ambiental como fonte de informações úteis para tomadas de decisões em relação aos eventos incorridos nas atividades da sustentabilidade. Mesmo não sendo cobradas, as empresas podem adotar a contabilidade ambiental, visto que, além de ser um diferencial, pode mostrar à organização as receitas geradas pela utilização de políticas ambientais. Nesse sentido, Vellani e Ribeiro (2009 apud RIBEIRO; CARVALHO, 2000, p. 189), “defendem a necessidade de a Contabilidade informar de forma eficaz sobre a contribuição das empresas ao desenvolvimento sustentável”. Até mesmo as empresas não poluentes adotam políticas relacionadas à conservação, preservação e recuperação do meio ambiente, porque tal comportamento muda a imagem da empresa perante a sociedade. Não se pode falar em economia sem contabilizar seu impacto na natureza, fato que tem levado a sociedade a repensar sua prática em relação à questão da sustentabilidade. Assim, contabilidade ambiental tem como objetivo registrar todos os fatos ocorridos e aqueles a ocorrer na empresa, visando à recuperação, preservação e conservação do meio ambiente e, também, às possíveis multas ou indenizações a terceiros decorrentes da degradação ambiental. Ademais, empresas que adotam esse tipo de gestão podem receber certificação, tais como ISO 14000, a qual será abordada na seção 2.4. Com relação às questões que envolvem a contabilidade ambiental, ´´e relevante abordar neste estudo, que a contabilidade é o registro do patrimônio das empresas, por meio dos bens, direitos e obrigações, sendo a contabilidade ambiental, também o registro deste patrimônio, porém com as obrigações sendo direcionadas para a em- presa e para a preservação do meio ambiente, como também tem uma grande valia na tomada de decisões nas organizações (FERREIRA, 2006). Existe uma ampla relação da contabilidade com as demais ciências, pois como uma ciência social, a contabilidade, gera uma relação de interdisciplinaridade com os diversos ramos do saber. Costa (2012) ressalta que a contabilidade do meio ambiente tem crescido de importância para as empresas em geral porque Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 12 a disponibilidade e/ ou escassez de recursos naturais e a poluição do meio ambiente tornaram-se objeto do debate econômico, político e social em todo o mundo. Os incidentes ambientais futuros serão menores à medida que as empresas corram menos risco financeiro, e a contabilidade através de sua técnica, é capaz de gerar relatórios decisivos para a tomada de decisões. Uma empresa que necessite de captação de recursos, também pode conseguir menores taxas de juros já que o seu risco é bem menor. Queiroz (2000) afirma que a Contabilidade Ambiental não se refere a uma nova contabilidade, mas as informações que relatem adequadamente, em termos econômicos, as ações ambientais de uma entidade que modifiquem seu patrimônio. Esse conjunto de informações não é outra contabilidade, mas uma especialização. No século XX, a partir dos anos 70, a preocupação com o meio ambiente tornou-se mais característica, sendo visto com olhos mais atentos da sociedade, sendo os problemas cada vez mais agravados e o que antes era considerado responsabilidade localizada, hoje deve ser encarado como responsabilidade globalizada. Costa (2012) preconiza que a contabilidade ambiental surgiu em 1970, quando as empresas passaram a dar um pouco mais de atenção aos problemas do meio ambiente. O autor acrescenta que a contabilidade ambiental é a contabilização dos benefícios e prejuízos que o desenvolvimento de um produto, ou serviço, pode trazer ao meio ambiente. Ressalta-se, que o conjunto de ações planejadas a cerca de desenvolvimento de um determinado projeto, deve-se levar em consideração os fatores não só econômicos, mas os fatores ecológicos. Sendo assim, a preocupação com o meio ambiente deve estar evidenciada neste conjunto de ações. Pode-se definir contabilidade ambiental como o estudo do patrimônio ambiental, bens, direitos e obrigações ambientais das entidades. Seu objetivo é fornecer aos seus usuários, internos e externos, informações sobre os eventos ambientais que causam modificações na situação patrimonial, bem como realizar sua identificação, mensuração e evidenciação (COSTA, 2012). Percebe-se que as organizações cada vez mais buscam informações a respeito das questões ambientais, e é notório o crescimento da contabilidade neste ramo, pois as questões ambientais hoje geram interesse por parte da população cada vez maior, até mesmo pelos fenômenos ambientais atuais. Daí surge à contabilidade ambiental, como um ramo do saber essencial, para com as demais ciências, buscar cada vez mais soluções sustentáveis, garantido as em- presas, lucros, porém lucros estes que não podem ser maléficos para o meio ambiente. Para Albuquerque (2009), a contabilidade ambiental é um ramo de conhecimento recente que busca inserir a contabilidade dentro do âmbito da gestão de em- presas preocupada com a questão ambiental. Entender a contabilidade ambiental é entender o registro do patrimônio ambiental (bens, direitos e obrigações ambientais) de determinada entidade, e suas respectivas mutações, expressos monetariamente. Os programas de educação ambiental a serem desenvolvidos pelos países deveriam conscientizar as crianças sobre a importância de cuidar do meio ambiente. Entretanto, só a conscientização não seria suficiente para ações efetivas por parte delas enquanto crianças e, posteriormente, como adultos. Assim, seria fundamental a disseminação de um conhecimento adequado da ciência ambiental (FERREIRA 2006). No ano de 1998, a contabilidade ambiental ganhou status perante o meio empresarial, quando foi concluído o relatório financeiro e contábil sobre passivo e custos ambientais pelo grupo de trabalho intergovernamental das Nações Unidas de Especialistas em padrões Internacionais de Contabilidade e relatórios (ISAR-United Nations Intergovernanmental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting). Com o objetivo de fornecer aos usuários internos e externos, informações sobre os acontecimentos ambientais que podem causar modificações na situação patrimonial, bem como realizar sua identificação, mensuração e evidenciação, a contabilidade ambiental foi se aprimorando para atingirfinalidades específicas. Conforme Albuquerque (2009) trata-se de aspectos relevantes: I. A medição de danos ambientais; II. A estimação do impacto da adoção de ações voltadas para a sustentabilidade ambiental do negócio sobre a rentabilidade a observância da legislação relativa ao meio ambiente e redução de multas e encargos; Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 13 III. A identificação de métodos e procedimentos para o controle das operações que diminuam a emissão de resíduos; IV. A geração de informações para a tomada de decisões e do planejamento. Com base nesses aspectos, a contabilidade ambiental pode se tornar uma ferramenta de diagnóstico e de grande importância na identificação de custos, despesas operacionais, passivos ambientais e suas formas de mensuração e possíveis receitas ambientais correlacionadas à atividade da empresa. Segundo Albuquerque (2009), qualquer abordagem adotada para ressaltar os elementos contábeis que estejam li- gados a eventos que ocorram no âmbito interno que possam gerar impactos sobre o meio ambiente deve ser compatível com a estrutura organizacional. De acordo com Ribeiro (2010), a contabilidade ambiental não é uma nova ciência, mas sim, uma segmentação da tradicional já, amplamente conhecida. O autor acrescenta ainda que os objetivos da contabilidade ambiental são os de identificar, mensurar e esclarecer os eventos e transações econômico-financeiros que estejam relacionados com a proteção, preservação e recuperação ambiental, ocorridos em um determinado período, visando a evidenciação patrimonial de uma entidade. Com base nas citações de autores como Ferreira (2006); Albuquerque (2009); Ribeiro (2010) pode-se dizer que o contador deverá através de sua técnica, auxiliar os gestores para que em conjunto consigam alavancar as organizações para uma tomada de decisões eficiente e eficaz, de modo que as análises possam diminuir riscos futuros causando assim, uma maior segurança para a gestão, neste contexto, a contabilidade ambiental tem condições de identificar estes riscos e ainda orientar no que se refere aos investimentos e aplicabilidade destes pelas organizações, para que o lucro venha de forma satisfatória, não prejudicando o meio ambiente. Ribeiro (2010) esclarece que do ponto de vista da contabilidade, o que se pode medir e fazer constar, nas demonstrações contábeis, são os eventos e transações econômico-financeiros, que refletem a interação da empresa com o meio ambiente. A interação da empresa com o meio ambiente deve constar de questionamentos, como: ✓ Se na empresa ocorre um incidente ambiental, o que esta está fazendo para evitá-lo? ✓ Quais as consequências, se por ventura, existir algum imprevisto natural, ou mesmo, uma falha na sua execução? ✓ A organização está preparada financeiramente, se vier a pagar uma multa referente a um prejuízo ambiental, através de um planejamento para a retenção de seus recursos financeiros? ✓ Quais as consequências para a sociedade, ocorrendo um dano ambiental? Albuquerque (2009) aponta que o interesse empresarial nas questões ambientais acontece como fator diferencial, e destaca as principais importâncias: maior satis- fação dos clientes; melhoria da imagem da empresa; conquista de novos mercados; redução de custos; melhoria do desempenho da empresa; redução de riscos; maior permanência dos produtos no mercado; maior facilidade na obtenção de financiamentos; maior facilidade na obtenção de certificação; melhoria da imagem da organização. Costa (2012) expõe sobre as organizações mais empreendedoras, onde relata uma resposta de pro atividade perante a questão ambiental, onde fortalece as organizações e sua posição competitiva, como: ✓ evitando os custos de multas, despoluição e processos judiciais; ✓ reduzindo a quantidade de material utilizado; ✓ reduzindo o nível de consumo e os custos de energia; ✓ reduzindo os custos de manuseio e descarte de resíduos; ✓ criando novas oportunidades de venda a novos clientes ais sensíveis à questão ambiental; ✓ mantendo os nichos de mercado compostos de clientes antigos que de- sejam produtos favoráveis ao meio ambiente; Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 14 ✓ criando novos produtos e serviços para novas oportunidades de mercado; ✓ obtendo maior credibilidade em bancos e outras instituições financeiras; ✓ mantendo a elegibilidade para seguros menos dispendiosos; ✓ reduzindo os riscos de grandes desastres ambientais; ✓ desenvolvendo e adquirindo tecnologia nova; ✓ melhorando a imagem púbica da empresa. Diante do exposto é imprescindível a relevância e o papel da contabilidade ambiental na conclusão de relatórios e pareceres técnicos a cerca da tomada de decisões gerenciais. Observa-se também o valor gerado para a empresa que se tornar cada vez verde, numa busca por produtos e ofertas de seus serviços altamente sustentáveis. Contabilidade ambiental no Brasil Na década de 1960, a população mundial começou a se conscientizar sobre os problemas ambientais, momento em que surgiram os primeiros movimentos ambientalistas. Passos e Camara (2003) relatam que a década de 1980 foi marcada pelo avanço da conscientização acerca da preservação ambiental, embora as empresas ainda vissem esse tema como uma questão de valores elevados, pois relacionavam a proteção do meio ambiente com investimentos sem retorno. Com o passar do tempo, as empresas começaram a associar a preservação e qualidade ambiental à oportunidade de investimentos com retornos em longo prazo e, consequentemente, à vantagem competitiva. Já na década seguinte houve diversas conferências mundiais para debate sobre um futuro sustentável, como a ECO-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1992, em que foi estabelecido um compromisso maior pelos países participantes com a redução de poluentes e o desenvolvimento sustentável (PASSOS, 2009, p. 7). A contabilidade ambiental surgiu, assim, nos anos 70, quando empresas e consumidores passaram a se preocupar mais com os problemas ecológicos. Contudo, a contabilidade ambiental, de acordo com Ribeiro e Rossato (2013), só foi reconhecida como ramo da ciência contábil em fevereiro de 1998. De acordo com publicação da Revista Balanço Social (2012, p. 80), a contabilidade ambiental ainda não é obrigatória no Brasil, sendo considerado apenas um complemento da contabilidade patrimonial. Talvez por isso algumas empresas que adotam políticas ambientais ainda não possuam um plano de contas específico para custos de investimentos ambientais. Por essa razão, o CFC está treinando os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC) para incorporar alterações visando à padronização da linguagem dos balanços socioambientais. Vantagens Da Utilização Da Contabilidade Ambiental Em decorrência da crescente escassez de recursos naturais e da degradação da natureza, em todo o mundo acirrou-se o debate econômico, político e social sobre tais situações e as medidas necessárias à reversão deste cenário. Daí a necessidade de se conhecer o problema não somente sob seus aspectos mais amplos – mas também específicos: boa parte da degradação ambiental é decorrência dos próprios entes de produção de bens e serviços – o chamado “progresso a todo custo”. Como não é possível (nem desejável) reverter o progresso, pois os sistemas econômicos necessitam atender à demanda de bilhões de pessoas do planeta terra – há de se encontrar respostas às tais questões mediante um amplo e contínuo trabalho de aferição dos eventos ambientais por todos agentes (governo, entidades privadas e ONG`s) – daí a contabilidade, como ciência, tem a vantagem de oferecer meios de aferição econômica detais políticas. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 15 A utilização irresponsável de meios naturais para a produção de bens e serviços, além dos danos ambientais óbvios, tende a gerar para a entidade que o provocou o repúdio da sociedade e dos consumidores. Economicamente, a gestão ambiental não precisa ser encarada como “um custo a mais”, mas uma ótima oportunidade de demonstrar a responsabilidade social e melhorar a imagem mercadológica – e por conseguinte – gerar um saudável ciclo de lucros sustentáveis a médio e longo prazo. Para a tomada de decisões e avaliação regular de tais políticas ambientais, a contabilidade é imprescindível, pois gera informações relevantes aos administradores de qualquer entidade. Poderíamos sintetizar as seguintes vantagens da utilização da contabilidade ambiental: - identificar e alocar custos ambientais, de maneira que as decisões de investimentos estejam baseadas em custos e benefícios adequadamente medidos; - permite aferir, economicamente, as reduções de gastos com água, energia e outros recursos, renováveis ou não; - gera informações e demonstrativos sobre a eficácia e viabilidade econômica das ações ambientais; - a publicação do balanço ambiental gera transparência da gestão e uma potencial melhoria de imagem da entidade produtora perante o público; - a contínua correção das ações ambientais, em decorrência da utilização de dados físicos-contábeis, contribui para a sociedade como um todo – pois haverá redução do nível de agressão à natureza na elaboração de produtos e serviços indispensáveis. Ferramentas utilizadas na Gestão Ambiental Sistema de gestão ambiental e a norma ISO 14000 A International Standards Organization (ISO), Organização Internacional de Padronização em português, fundada em Genebra, na Suíça, é constituída de membros de mais de 100 países, incluindo o Brasil. No Brasil, quem distribui as normas da ISO é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ISO 14000 foi criada a partir do Grupo de Aconselhamento Estratégico, em 1991, com o objetivo de padronizar procedimentos produtivos e auditorias ambientais específicas, por meio de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que auxilia as empresas a cumprirem suas responsabilidades em relação ao meio ambiente. A ISO 14000 também certifica empresas que adotam suas normas para um desenvolvimento sustentável – a obtenção desse certificado pode trazer benefícios econômicos e a amortização e compensação dos investimentos destinados ao meio ambiente. Balanço ambiental No exercício da contabilidade ambiental, há o balanço ambiental/sustentável/social, que serve para evidenciar custos e investimentos da empresa relacionados a projetos ambientais. Serve, também, para divulgação de seus investimentos ambientais para acionistas, investidores e clientes (ASSIS et al,. 2011). O CFC, a partir dos Princípios Fundamentais da Contabilidade (2008, p. 273-274), estabelece que, para a Demonstração das Informações de Natureza Social e Ambiental, os dados a serem divulgados sobre a interação da empresa com o meio ambiente devem abordar os investimentos de manutenção e melhoria do sistema de preservação ambiental, os investimentos referentes à preservação ou recuperação de áreas degradadas, os investimentos com a educação ambiental da comunidade e dos colaboradores da empresa, a quantidade de ações movidas contra a empresa decorrente de fatos ambientais, os valores de multas e indenizações a terceiros relativos ao meio ambiente, os passivos e as contingências ambientais, além de outras informações pertinentes e relevantes para a empresa. Essas informações devem ser descritas por um plano de contas específico para as atividades empresariais. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 16 A Informação Contábil Relacionada Aos Impactos Ambientais Com relação aos impactos ambientais, Barbieri (2007) define como sendo qualquer mudança no ambiente natural e social decorrente de uma atividade ou de um empreendimento proposto. A Resolução nº 001, de 1986, considera como impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde; a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais (BRASIL, 2013). Ainda na Resolução 01/1986 pode-se entender as dimensões do que se propõe um Estudo de impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). No estudo, como o próprio nome intitula, envolve a classificação dos impactos, predição de efeitos, pesquisas de campo, análises laboratoriais, valoração monetária dos recursos ambientais, avaliação de alternativas, entre outros trabalhos. Já o Rima, que é o assunto em questão, está devidamente expresso de forma conclusiva a todos esses trabalhos, trazendo uma visão em termos de negócios, se estes são nocivos ou não ao meio ambiente e em que grau de complexibilidade pode ocorrer (BRASIL, 2013). Ao contrário do que muitos podem observar o termo impacto ambiental comumente utilizado para designar pontos negativos, também pode ser utilizado para pontos positivos, como aos fatos que conferem sustentabilidade econômica, social e ambiental ao empreendimento ou atividade. A Resolução diz que o relatório deve conter alguns tópicos considerados obrigatórios para sua aceitação e divulgação (Anexo 1). E notável o número de empresas que utilizam esse tipo de relatório como fator diferencial, num mercado cada vez mais competitivo, tendo em vista que, clientes e consumidores são mais receptivos as empresas que se preocupam com a questão ambiental (VELLANI, 2011). Para uma melhor análise dos dados das empresas é extremamente importante o uso destes relatórios. Acredita-se que as empresas precisam se posicionar perante a questão ambiental, pois assim, podem obter vantagem competitiva por meio da percepção pública, economia de custos ou rendimentos adicionais além de diminuir seu risco financeiro futuro resultante de incidentes ambientais. Neste contexto, o fornecimento de informações ambientais, pode impulsionar o controle da qualidade e estimular de uma forma geral as demais empresas. Através dos relatórios ambientais, na visão de Ribeiro (2010) é possível identificar alguns aspectos importantes como: ✓ esforços na otimização dos resultados conduzidos pelo gestor; ✓ falhas no processo de planejamento; nesse caso, poderiam ser atribuídas, por exemplo, ao superdimensionamento da abrangência e/ou natureza do problema ou à superavaliação da quantidade de insumos necessária; ✓ novas oportunidades a serem exploradas; ✓ investimentos realizados em tecnologias antipoluentes, de natureza per- manente; ✓ matéria-prima especifica consumida para proteger, preservar e recuperar o meio ambiente; ✓ horas de mão de obra consumida; ✓ horas - maquina; Relatórios ambientais passam a ser uma grande vantagem para as empresas que os divulgam, porque asseguram aos seus usuários transparência no processo de comunicação, informações relevantes para as partes interessadas, credibilidade da comunicação assegurada por meio de uma condução ética e o fornecimento de informações fidedignas (RIBEIRO, 2010). Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 17 Costa (2013) esclarece o papel da contabilidade na evidenciação de relatório de impactos ambientais e demonstra alguns exemplos da causa e consequências do impacto ambiental interno e externo. Por exemplo, um vazamento numa indústria traria como consequênciao impacto no rio, no ambiente e nas pessoas. Como um processo interno na empresa, para sua mensuração e valoração do processo de recuperação estariam inclusos: multa, obra de reservatório, paralisação do processo produtivo, pagamento dos funcionários, encargos sociais, contratos de entrega (prazo), imagem da empresa. Todos estes processos, por sua vez geraram valores para as empresas que devem ser considera- dos (COSTA, 2013). O autor aponta ainda que no processo externo temos que levar em consideração três aspectos, que são o impacto gerado no rio, nas pessoas e dos pescadores, que fazem desta sua fonte de renda. Pelo processo externo, no rio, os valores a serem considerados com relação à mensuração e valoração do processo de recuperação seriam: recuperação e tratamento da água, recuperação da flora aquática e recuperação da vida aquática. Com relação ao processo externo, nas pessoas, os valores corresponderiam ao levantamento das pessoas afetadas, tratamentos médicos e indenizações por in- validez temporária. Já no processo externo dos pescadores, os fatores a serem levantados seriam indenização por impedimento de trabalhar, indenizações salariais e indenizações por tempo parado. Sendo assim, Costa (2012), esclarece que o total geral do impacto ambiental causado pela indústria, é resultado do somatório dos quatro impactos, sendo subdivididos no processo interno e externo. Um vazamento numa indústria como mencionado no exemplo, traz consequências não só para a empresa, que faz parte do processo interno, mas também para o rio que fora poluído, para as pessoas, que podem sofrer uma contaminação e para os pescadores que podem deixar de exercer suas atividades, sendo estes três últimos considerados fatores externos. Exercícios de fixação: a) Desenvolvimento sustentável, responsabilidade ambiental das empresas e contabilidade ambiental, desenvolva uma correlação. b) O explique seu entendimento sobre contabilidade e contabilidade ambiental: c) Vantagem de se fazer a contabilidade ambiental? d) Qual o objeto de estudo da contabilidade ambiental? e) Qual o objetivo do estudo da contabilidade ambiental? f) O que são os impactos ambientais causados pelas empresas? g) O que vc entendeu sobre as informações contábeis x impactos ambientais? Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 18 OBJETO DE ESTUDO CONTABILIDADE A contabilidade tem como objeto de estudos o Patrimônio das Entidades, sejam elas entidades de fins lucrativos ou não. Tem como Função Administrativa controlar o patrimônio visando demonstrar a sua situação em um determinado momento e como Função Econômica visa apurar resultados a fim de demonstra-los periodicamente independente se positivos ou negativos. OBJETIVOS DA CONTABILIDADE O OBJETIVO da Contabilidade é o estudo e o controle do patrimônio e suas variações visando ao fornecimento de informações que sejam uteis para a tomada de decisões econômicas. INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA CONTABILIDADE A. Informações de natureza econômico-financeira; B. Informações de natureza física; C. Informações sobre produtividade. D. Informações ambientais AS PRINCIPAIS TÉCNICAS CONTÁBEIS UTILIZADAS PELA CONTABILIDADE SÃO: Escrituração consiste no registro, em livros próprios (Diário, Razão, Caixa e Contas Correntes), de todos os fatos administrativos, bem como dos atos administrativos relevantes que ocorrem no dia a dia das empresas; Demonstrações Contábeis são os relatórios técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa. As demonstrações mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE; Auditoria é a verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações contábeis, através do exame minucioso dos registros de contabilidade e dos documentos que deram origem a eles; Análise de Balanços compreende o exame e a interpretação dos dados contidos nas demonstrações contábeis, a fim de transformar esses dados em informações uteis aos diversos usuários da contabilidade; Consolidação de Balanços corresponde a unificação das demonstrações contábeis da empresa controladora e de suas controladas, visando a apresentar a situação econômica e financeira de todo o grupo, como se fosse uma única empresa. A contabilidade divide-se em duas grandes ramificações: Pública ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e representação gráfica de seu patrimônio, visando três sistemas distintos: orçamentário, financeiro e patrimonial, para alcançar os seus objetivos ramificando-se conforme sua área de abrangência em federal, municipal e autarquias. Privada ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado, tanto as físicas quanto as jurídicas, além da representação gráfica de seu patrimônio, dividindo-se em civil e comercial. OBS: Contabilidade Comercial: é exercida pelas pessoas que exploram atividades que objetivam o lucro. Divide-se em: Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 19 Contabilidade Mercantil – usada por pessoas com objetivo social de compra e venda direta de mercadorias. Exemplo: Supermercados, sapataria e açougues. Contabilidade Industrial – exercida por pessoas que tem como objetivo social a produção de bens de capitais ou de consumo, através do beneficiamento ou da transformação de matérias-primas, do plantio, da criação ou extração de riquezas. Exemplo: indústria de móveis, pecuária e agricultura. Contabilidade de Serviços – é usada pelas pessoas que tem como objetivo social a prestação de serviços. Exemplo: Estabelecimento de ensino, telecomunicações e clínicas médicas. Contabilidade Social – usada pelas pessoas que tem como objetivo final o bem-estar social da comunidade, tais como: clubes, associações de caridade, sindicatos, igrejas, etc. Contabilidade Ambiental – Controla e fornece informações sobre o ativos e o passivos ambiental, seus custos e benefícios financeiros e social USUÁRIOS DA CONTABILIDADE Todas as pessoas físicas ou jurídicas que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar. São vários os usuários das informações contábeis, tendo cada um sua necessidade específica. Quadro 1 – Usuários da Contabilidade. Internos Necessidades Proprietários Obter informações sobre: os resultados globais da empresa (lucro ou prejuízo), o retorno do capital investido e a eficiência da empresa na utilização dos seus recursos, a eficácia dos gestores, o grau de endividamento, entre outros. Administradores, gerentes ou diretores Obter informações para avaliar o desempenho dos seus subordinados e acompanhar a evolução da empresa frente aos objetivos traçados no planejamento global e tomada decisão. Externos Necessidades Investidores Saber sobre o retorno de seus investimentos na empresa e, principalmente, sobre a distribuição de dividendos. Também a utilizam para projetar os resultados futuros da empresa. Fornecedores Verificar o grau de endividamento da empresa e qual o seu volume de vendas. Clientes Saber se a situação econômica e financeira da empresa é equilibrada, de forma que permita a continuidade de suas operações, podendo continuar fornecendo seus pro- dutos ou serviços; e conhecer a capacidade de estocagem e fornecimento da empresa. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 20 Instituições financeiras Conhecer a capacidade financeira e a posiçãode endividamento de qualquer empresa que deseje ser tomadora de empréstimos ou financiamentos. Sindicatos de empregados Verificar a situação financeira da empresa antes de reunir-se com seus dirigentes para negociar melhorias salariais para seus colaboradores. Entidades governamentais Fisco: verificar se a empresa está cumprindo os seus compromissos fiscais. Governo: pode existir o interesse em mensurar a necessidade de apoio governamental para setores estratégicos para o país. Organizações não governa mentais Obtenção de informações sobre investimentos na proteção do meio ambiente ou aju- da à população menos favorecida. Fonte: Nagatsuda e Teles (2002). LEGISLAÇÃO E ORGANISMOS DE REGULAÇÃO E CONTROLE DA CONTABILIDADE Legislação Contábil e Comercial Normas Brasileiras Contabilidade - NBC Lei 6.404/1976 - Lei das S/A - que dispõe sobre as sociedades por ações Lei 11.638/2007 (alterou a Lei 6404/76 para atender os padrões internacionais de contabilidade) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - normas para o mercado de capitais O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05 Código Civil, dispõe sobre outros tipos de sociedades Normas e Procedimentos de Contabilidade - IBRACON Comunicados Técnicos e Intepretações Técnicas do IBRACON Estatuto da Micro e Pequena Empresa - Lei Complementar 123/2006 PATRIMÔNIO Como já vimos, a finalidade da Contabilidade é controlar o Patrimônio das entidades com o objetivo de fornecer informações sobre a sua composição e suas variações. Portanto todas as movimentações possíveis de mensuração monetária são registradas pela contabilidade, que, em seguida, resume os dados registrados em forma de relatórios contábeis. O Patrimônio, sendo o objeto da Contabilidade, define-se como o conjunto formado pelos Bens, pelos Direitos e pelas Obrigações pertencentes a uma pessoa física ou jurídica, independente se com fins lucrativos ou não, e que seja passível de avaliação em moeda. Portanto, o patrimônio das entidades corresponde ao objeto de estudos da contabilidade e pode ser representado da seguinte forma: PATRIMONIO BENS E DIREITOS OBRIGAÇÕES Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 21 ELEMENTOS PATRIMONIAIS BENS: São os itens que a empresa possui para satisfazer suas necessidades de troca, consumo ou aplicação, que sejam suscetíveis de avaliação econômica. Os Bens de uma entidade podem ser classificados como Tangíveis ou Intangíveis. TANGIVEIS: São bens matérias, concretos, ou seja, são corpóreos, ou seja, são os objetos que a empresa tem para uso (computadores, automóveis, mesas, cadeiras), troca (mercadorias e dinheiro) ou consumo (material de lim peza, material de escritório); INTANGIVEL: São bens imateriais, abstratos, ou seja, que não tem forma física, seja, são determinados gastos que, por sua natureza e por determinação da legislação, são parte do patrimônio, como benfeitorias feitas pela empresa em bens de terceiros (reforma de imóveis alugados), direito de uso de marcas ,Softwares, Patentes. DIREITOS: É a representação do que a empresa tem a receber de terceiros por conta de uma operação. Os direitos são facilmente identificados por conta das expressões “A Receber” ou “A Recuperar”. Exemplos de direitos: Contas a receber, Impostos a recuperar, Duplicatas a receber, Clientes, alugueis a receber, títulos a receber e etc. OBRIGAÇÕES: São as dívidas ou repasses de responsabilidade da empresa junto a terceiros. Seguindo o exemplo dos direitos, as obrigações também são facilmente identificadas por contas das expressões “A Pagar” ou “A Recolher”. É importante salientar que a conta “Duplicatas a pagar” também pode ser de nominada Fornecedores. Podemos constatar que determinada obrigação num patrimônio corresponde a um direito igual em outro patrimônio e vice-versa. Exemplos de obrigações: Fornecedores; (compras de mercadorias a prazo);Tributos a Recolher; Empréstimos; Salários a pagar. (salários dos empregados a serem pagos no mês seguinte); Duplicatas a Pagar (compras de mercadorias a prazo); Títulos a Pagar (compras de terrenos ou outros bens a prazo) Quadro 2 – Patrimônio. BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES Caixa (dinheiro) Duplicatas a receber (clientes) Duplicatas a pagar (fornecedor) Bancos: conta movimento Aluguéis a receber Aluguéis a pagar Veículos Dividendos a receber Dividendos a pagar Mercadorias 13º Salário a receber 13º Salário a pagar Equipamentos Títulos a receber Títulos a pagar Obra de arte Salários a receber Salários a pagar Maquinaria Subvenções ambientais a receber Impostos a pagar Imóveis Contribuições a recolher Insumos Ambientais Impostos verdes Embalagens Ambientais Multas por danos ambientais Usamos duplicatas a pagar ou a receber quando realizamos operações que serão pagas ou recebidas no futuro, através da emissão de nota fiscal. Exemplos: compra ou venda de mercadorias, móveis e utensílios etc. Já títulos a pagar ou a receber devem ser utilizados nas transações que não envolvam emissão de nota fiscal, ou seja, terrenos, imóveis etc. OBS: Subvenção econômica ou social é um subsídio financeiro, geralmente concedido pelo governo, para instituições públicas ou privadas em caráter assistencialista. Falando em termos mais simples, é quando uma instituição pública ou privada dá dinheiro para outra, sem que seja necessário a devolução deste dinheiro, comum nos casos de empréstimo ou financiamento. Deste modo, outros sinônimos para subvenção é o termo Fundo Perdido, pois do ponto de vista de quem está concedendo o recurso, o dinheiro “se perde” no sentido de que não retorna. Na verdade, este termos é injusto pois Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 22 na prática o dinheiro geralmente não é perdido, mas é utilizado para alguma utilidade ou projeto de interesse da instituição que subsidiou a outra. Outro termo para subvenção é financiamento não-reembolsável. Existem no Brasil e no Mundo diversos programas de subvenção, para diversos fins que podem ser: 1. Recursos para pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovação 2. Projetos ambientais, culturais e sociais 3. Assistencialistas O que é um Insumo: Insumo significa cada um dos elementos essenciais para a produção de um determinado produto ou serviço. Insumo que significa despender, no sentido de "fazer uso de". Em inglês, a palavra insumo é traduzida por input, ou seja, aquilo que é introduzido no processo de produção de um produto final (output). Um insumo pode ser visto de duas vertentes: como fator de produção ou como matéria-prima. Os insumos considerados fatores de produção podem ser: máquinas, horas de trabalho, capital, etc. Muitas pessoas têm dúvidas em relação à diferença entre insumo e matéria-prima. A matéria-prima é considerada um insumo, mas um insumo é mais do que uma matéria prima. A matéria-prima é o material base ou mais importante de um produto. Mas para transformar a matéria-prima no produto final é preciso outros insumos que são usados nesse processo.. Por exemplo: um carro, precisa de vários insumos, como aço, borracha, plástico, vidro, componentes eletrônicos, etc. ASPECTO QUALITATIVO E QUANTITATIVO (*) É a determinação dos elementos que formam o patrimônio. Aspectos quantitativos Consiste em dar aos Bens, Direitos e Obrigações seus respectivos valores, levando-nos a conhecer o valor do Patrimônio da empresa. Veja: (*) É a avaliação em dinheiro dos componentes patrimoniais. Os Aspectos Qualitativos E Os Aspectos Quantitativos São Usados ParaAvaliar O Tamanho Do Patrimônio Da Empresa. Todas Às Vezes Que Forem Extraídas Demonstrações Baseadas Nos Registros Contábeis Da Empresa, Nelas Deverão Estar Ressaltados Os Aspectos Qualitativos E Quantitativos ‘Elementos Especificados Com Seus Respectivos Valores Em Moeda. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 23 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMONIO Representamos o Patrimônio em um gráfico simplificado, em forma de T: O T , tem dois lados. No lado esquerdo, colocamos os Bens e os Direitos. No lado direito, colocamos as Obrigações: Então fica: ELEMENTOS NEGATIVO E POSITIVOS Elementos positivos: Bens e Direitos e Elementos negativos: Obrigações Os elementos positivos são denominados componentes Ativos, e o seu conjunto forma o Ativo. Os elementos negativos são denominados componentes Passivos, e o seu conjunto forma o Passivo. Veja, então, como fica o gráfico: Exercício Fixação 1-Classifique os elementos patrimoniais abaixo como: *BENS*DIREITOS*OBRIGAÇÕES. Mercadorias em Estoque Caixa Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Empréstimos a Pagar Terrenos Computadores Bancos Impostos a Recolher Moveis e Utensílios Elementos Negativos Elemento Positivos Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 24 2-Identificar os componentes patrimoniais abaixo na coluna 1 (P –positivo e N- Negativo) e na coluna 2 com a letra B (BEM), D (DIREITOS) e com a letra O (OBRIGAÇÕES): 1 2 Automóvel Salários a Pagar Caminhão Impostos a recolher Obras de Arte Aluguéis a Receber Caixa (dinheiro) Subvenções ambientais a receber Contas a Pagar Contas a Receber Duplicatas a Receber Promissórias a Pagar Embalagens ambientais Terras Prestações a Receber Maquinaria Imóveis 3- Entende-se por bens na contabilidade: a) Tudo que se pode comprar com dinheiro b) Todo produto que a indústria de transformação produz e que pode ser avaliado economicamente c) Qualquer móvel ou imóvel d) Qualquer coisa que possa satisfazer as necessidades humanas e possa ser avaliado economicamente. 4- Responda: 1-O que entende por Obrigação? 2-Qual o conceito de Bens, Direitos e Obrigações, exemplifique: 3- Cite cinco usuários externos da contabilidade: CONTAS Conta é o nome técnico (nomenclatura) que identifica um componente patrimonial (Bem, Direito, Obrigação ou Patrimônio Líquido) ou um componente de Resultado (Despesa ou Receita). Portanto, as Contas representam registros de débitos e créditos da mesma natureza ou espécie, identificadas por nomes (títulos) que qualificam elementos patrimoniais (bens, direitos, obrigações, patrimônio líquido, despesas e receitas). A conta tem sempre objeto distinto de outras contas porque reúne fatos de características próprias, iguais por sua natureza e que sucedem no patrimônio. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 25 CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Teoria Patrimonialista É a teoria usualmente adotada no Brasil. Considera o patrimônio como objeto da contabilidade. Classifica as contas como: • Contas Patrimoniais: são as contas do Ativo representativas dos bens e dos direitos da entidade, e do Passivo representativas das obrigações e do Patrimônio Líquido da entidade; • Contas De Resultado: são as contas que representam as receitas e as despesas da entidade. Essa contas definem o RESULTADO DA EMPRESA ( lucro ou prejuízo) Contas De Resultado Receita - Entrada de recursos financeiros, geralmente proveniente da venda de bens ou serviços. Uma característica da receita é produzir recursos que se forem maiores que as despesas, gerarão o lucro da empresa. o Exemplo: venda de bens, venda de serviços, descontos obtidos, juros recebidos, etc. Resumindo, é somente através das receitas que a empresa obtém lucro. o À vista entrada de dinheiro em Caixa o A prazo gera direitos a receber Despesa - Caracterizada pelo consumo de bens ou serviços, ou ainda, pela saída de recursos financeiros sem aumento do patrimônio ou aquisição de um bem para consumo rápido, geralmente durante o exercício. As despesas ocorrem a todo o momento e são comuns na empresa. ▪ Exemplos: água, luz, telefone, salário do mês, depreciação (perda do valor de um bem em virtude de seu uso), propaganda e publicidade, combustível, correio, aluguel, material de expediente, material de limpeza, manutenção de imóvel, impostos sobre ▪ as vendas, descontos concedidos, comissões de funcionários, etc. ▪ Resumindo, sempre haverá uma despesa quando for preciso desembolsar recurso financeiro, mesmo que não seja à vista, sem obtenção de um bem ou direito que aumentem os valores positivos da empresa. ▪ À vista saída de dinheiro em Caixa ▪ A prazo aumento das dívidas. Representação gráfica da Apuração do Resultado do Exercício ✓ Receitas (+) Origem de recursos para a empresa ✓ Despesas (-) Aplicação de recursos da empresa ✓ = Lucro (superávit) ou Prejuízo (déficit) líquido do exercício TERMINOLOGIA DAS CONTAS Contas terminadas em: São e Localizam -se A receber, a recuperar => Direitos - Ativo A Pagar, a Recolher => Obrigações - Passivo Se não tiver a terminologia a vencer ou a pagar ou outra dessa lista => DESPESA “Despesas a vencer” ou “a apropriar” => Despesas antecipadas - Ativo Receitas a vencer ou a apropriar => Receitas antecipadas - Passivo Responda: a) O que são contas na contabilidade? b) Como se dividem e explique: Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 26 FUNÇÃO DAS CONTAS A função das contas é controlar as variações ocorridas no patrimônio, mediante registro dos atos e fatos da administração econômica dos componentes do patrimônio e a formação dos resultados realizados em cada período de tempo (exercício social). É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua gestão, são registrados em livros próprios através dessas contas. ATOS CONTÁBEIS - São acontecimentos que não alteram o patrimônio, por isso, não são registrados nos livros contábeis. Ex: contratos, avais, fianças, orçamentos, etc. FATOS CONTÁBEIS - São aqueles que provocam modificação no Patrimônio da entidade, sendo, por isso, objeto de contabilização através de conta patrimonial ou conta de resultado, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido. Ex: Compras, Vendas, Pagamentos, Recebimentos, etc. FATOS CONTAS Pagamento a vista em dinheiro Caixa Pagamento a vista em cheque Bancos Automóveis Veículos Cadeiras, mesas, armários, calculadoras Móveis e Utensílios Máquinas e equipamentos industriais Máquinas e Equipamentos Vendas a prazo Duplicatas a Receber, Títulos a Receber Compras a prazo Duplicatas a Pagar, Títulos a Pagar Integralização em Dinheiro Capital Social REPRESENTAÇÃO DO PATRIMONIO Conforme a matéria apresentada em aula, sabemos que o Patrimônio de uma entidade é composto por Bens, Direitos e Obrigações. Contudo o patrimônio das entidades deve ser dividido em dois grupos para que haja o equilíbrio entre seus elementos. O Patrimônio será divido da seguinte forma: ATIVO: Representa a parte positiva do patrimônio, figura do lado esquerdo do balanço e é Composto pelos Bens e Direitos (Elementos positivo) PASSIVO: Representa a parte negativa do patrimônio, figura do lado direito do balanço e é composto pelas obrigações da entidade(elemento negativo) e o Patrimônio Líquido. Exemplo: PATRIMÔNIO ATIVO PASSIVO Bens e Direitos Obrigações com Terceiros Obrigações com os sócios Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 27 Tabela 1 – Exemplo de balanço patrimonial. Xiririka da Serra S/A - Patrimônio de 31/10/20XX ATIVO Componentes positivos Bens Caixa 1.500,00 Bancos 800,00 Equipamentos 2.700,00 Máquinas 500,00 Mercadorias 2.500,00 Direitos Duplicatas a receber 2.000,00 TOTAL 10.000,00 PASSIVO Componentes negativos Obrigações Fornecedores 2.500,00 Títulos a pagar 2.800,00 Capital social 4.700,00 TOTAL 10.000,00 ATIVO: É a parte positiva do patrimônio; considerada a aplicação de investimentos. ** PASSIVO: É a parte negativa do patrimônio; considerada a fonte de financiamentos. TRABALHO PRÁTICO - Classificar no gráfico os seguintes componentes patrimoniais dentro do Balanço Patrimonial: • Apartamentos • Animais (semoventes) • Prestações a Receber • Fornecedores • Títulos a Pagar • Impostos a Pagar • Veículos • Contas a Pagar • Aluguéis a Pagar • INSS a Recolher • Duplicatas a Receber • P.I.S. a Pagar • Letra de Câmbio a Pagar • Ordenados a Receber • Caixa (Moeda) • Mercadorias Natureza das contas ✓ As contas do Ativo tem natureza Devedora, pois os elementos do ativo servem ou servirão para liquidar os elementos do passivo. ✓ As contas do Passivo tem natureza credora, pois são através delas que a empresa consegue adquirir os elementos positivo (bens mais direitos). ✓ As despesas tem natureza Devedora e as Receitas são Credoras. Exercício - Determine a natureza das contas abaixo: a) Caixa, b) Bancos conta movimento, c) duplicatas a pagar, d) clientes, e) duplicatas a receber, f) Fornecedores, g) Veículos, h) Maquinas e equipamentos. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 28 Complete a tabela abaixo classifique as contas colocando na coluna 1 (bens, direitos ou obrigações), na coluna 2 (elemento positivo ou negativo) e na 3 se a conta é ativo ou passivo 1a-De acordo com o estudado assinale a equação patrimonial correta: ( ) Bens + Direitos= Capital ( ) Bens + Direitos = Obrigações ( ) Bens + Direitos = Obrigações + PL ( ) Bens + PL = Obrigações 2 - Os seguintes itens representam elementos do patrimônio de uma entidade econômica: a) Computador e periféricos do escritório da empresa b) Conjunto de escritório com mesa e cadeira giratória. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 29 c) Valor referente a uma duplicata a receber de terceiros. d) Veículo, ano de fabricação 2010. e) Empréstimos efetuados junto ao banco. f) Valor referente a uma duplicata emitida por um fornecedor. g) Estoque de mercadorias para revenda. h) Valor referente à folha de pagamento de salários da empresa que serão pagos no 5º dia útil do mês seguinte. i) Valor referente a um adiantamento feito pela empresa a um fornecedor. j) Valor referente ao ICMS que a empresa deverá recolher no mês seguinte. k) Móveis e utensílios da empresa. l) Empréstimos efetuados junto a um sócio da empresa. m) Valor referente ao FGTS, que deverá ser depositado até o 10º dia útil do mês seguinte. n) Estoque de material de embalagens da empresa. Com base nos itens acima responda: a) Quais dos itens acima representam bens da empresa? b) Quais dos itens acima representam direitos da empresa? c) Quais dos itens acima representam obrigações da empresa? 2 - A seguir, classifique os elementos de resultado constantes no quadro em: 1 – positivo ou negativo e 2 – Receita ou Despesas Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 30 Plano de contas É chamado Plano de Contas o conjunto de contas criado pelo contador, para atender às necessidades de registro dos fatos administrativos, de forma a possibilitar a construção dos principais relatórios contábeis e atender a todos os usuários da informação contábil. A montagem de um Plano de Contas deve ser personalizada, por empresa, já que os usuários de informações podem necessitar detalhamentos específicos, que um modelo de Plano de Contas geral pode não compreender. Esse conjunto de Contas é chamado de Plano de Contas, porque, na realidade, ele é criado antecipadamente ao uso de tais contas. Por isso, o contador tem de planejar a estruturação do Plano de Contas, de maneira que a sua principal ferramenta seja criada para lhe possibilitar o melhor dos resultados no trato com as informações contábeis. Cada entidade tem um plano de contas que lhe foi projetado sob medida, isto é, em perfeita harmonia com a sua espécie de atividade, grandeza patrimonial, constituição jurídicas e disposições legais às quais se subordina. Isto significa que não haverá dois planos de contas exatamente iguais. Há, isto sim, uma certa tendência de padronização estrutural dos planos de contas dentro de grupos de empresas filiadas à mesma atividade - isto é, os planos de contas das entidades bancárias, por exemplo, têm semelhança estrutural, muito embora, ao serem comparados, os planos de contas de toda essa entidades, verifica-se que são diferentes entre si em muitos aspectos particulares. Nenhuma entidade, pública e privada, poderá gabar-se de possuir um bom serviço de contabilidade se não dispuser de um plano de contas próprio. É a peça de maior importância dentro da organização contábil. Sem ele não se pode nem mesmo dar início aos registros contábeis. Técnica tradicional da contabilidade de ordenação das contas, de forma lógica e estruturada, para melhor compreensão do conjunto patrimonial sistematização do trabalho contábil. O principal objetivo das contas é possibilitar o registro dos lançamentos contábeis de forma a criar condições ótimas de classificação e acumulação dos dados. Exemplo: O dinheiro que entra e sai da empresa vai ser registrado numa conta denominada CAIXA, a aquisição de um automóvel seja de pequeno, seja um camionete ou um ônibus serão registrados na conta VEÍCULOS, e assim por diante, estão serão as contas principais dentro delas pode haver subdivisões por exemplo: VEÍCULOS veículos – ônibus veículos – caminhão LIQUIDEZ E EXIGIBILIDADE NO PLANO DE CONTAS Liquidez: Liquidez é a facilidade de um ativo ser transformado em dinheiro sem perdas significativas em seu valor. Esse conceito se refere à agilidade com que um investidor consegue se desfazer de um investimento para voltar a ter dinheiro na mão sem que, para isso, precise ter prejuízo. Grau de liquidez - é o maior ou menor prazo no qual os Bens e os Direitos podem ser transformados em dinheiro Os estoques de mercadorias, por exemplo, serão transformados em dinheiro quando vendidos à vista; as duplicatas a receber, quando forem recebidas, e assim por diante. (RIBEIRO, 2004), Por exemplo: Contas por ordem de liquidez: Caixa, Banco, contas a receber, estoques, veículos e etc. Grau de exigibilidade – diz respeito à prioridade de pagamento por exigência de terceiros que tem direito ao recebimento. Por exemplo: Contas por ordem de exigibilidade: Contas a pagar de curto prazo (Fornecedores, salários a pagar, impostos e etc.) , e contas a pagar de longo prazo (empréstimos, financiamentos e etc.) Um plano as contas do ativo e do passivo seguem a ordem de liquidez e exigibilidade respectivamente. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 31 OBJETIVOS DO PLANO DE CONTAS Seu principal objetivo é estabelecer normas de conduta para o registro das operações da organização e, na sua montagem, devem ser levados em conta três objetivos fundamentais: a) atender às necessidades de informação da administração da empresa; b) observar formato compatível com os princípios de contabilidade e com a norma legal de elaboração do balanço patrimonial e das demais demonstrações contábeis (Lei 6.404/76, a chamada "Lei das S/A”); c) adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes externos, principalmente às da legislação do Imposto de Renda. d) as informações geradas a partir do plano de contas devem estar de acordo com as necessidades dos usuários; e) as denominações contidas no plano de contas devem identificar facilmente os elementos patrimoniais; f) a estrutura deve permitir uma flexibilidade que permita sua alteração (ampliação ou diminuição) e operacionalização. Manual de contas O Plano de Contas, genericamente tido como um simples elenco de contas, constituí na verdade um conjunto de normas do qual deve fazer parte, ainda, a descrição do funcionamento de cada conta - o chamado "Manual de Contas", que contém comentários e indicações gerais sobre a aplicação e o uso de cada uma das contas (para que serve, o que deve conter e outras informações sobre critérios gerais de contabilização). Como exemplo, temos a conta "Caixa", que registrará o dinheiro em espécie (papel-moeda) disponível na tesouraria da empresa. Trata-se de uma conta do Ativo Circulante, subgrupo Disponibilidades. Sugiro que o Plano de Contas contenha, no mínimo, 4 (quatro) níveis: Nível 1: Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas, Custos e Despesas. Nível 2: Ativo: Circulante, Realizável a Longo Prazo e Permanente. / Passivo e Patrimônio Líquido: Circulante, Passivo Exigível a Longo Prazo e Patrimônio Líquido. / Receitas: Receita Bruta, Deduções da Receita Bruta, Outras Receitas Operacionais e Receitas Não Operacionais. / Custos e Despesas Operacionais e Não Operacionais. Nível 3: Contas que evidenciem os grupos a que se referem, como por exemplo: Nível 1 – Ativo Nível 2 - Ativo Circulante Nível 3 - Bancos Conta Movimento Nível 4: Subcontas que evidenciem o tipo de registro contabilizado, como por exemplo: Nível 1 – Ativo Nível 2 - Ativo Circulante Nível 3 - Bancos Conta Movimento Nível 4 - Banco A Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 32 Modelo plano de contas sem evidenciar a preocupação ambiental Quadro A - Contas Patrimoniais 1 – ATIVO 1.1 - ATIVO CIRCULANTE 1.1.1 - Disponível 1.1.1.1 – Caixa Geral 1.1.1.01.01 - Caixa 1.1.1.02. - Bancos Conta Movimento 1.1.1.02.01 – Banco do Brasil S/A 1.1.1.03 - Aplicações de Liquidez Imediata 1.1.1.03.01 – Banco do Brasil S/A 1.1.2 - CRÉDITOS 1.1.2.01– Clientes 1.1.2.01.01 – Casas São Paulo Ltda 1.1.2.01.02 – Casas Bahia S/A 1.1.2.02 – (-) Duplicatas Descontadas 1.1.2.02.01 – (-) Individualizar por cliente 1.1.2.04 – Adiantamento a Fornecedores 1.1.2.04.01 – (Individualizar por fornecedor) 1.1.2.05 – Adiantamento a Funcionários 1.1.2.05.01 – Adiantamento de Salários 1.1.2.05.02 – Adiantamento de férias 1.1.2.05.03 – Adiantamento de 13º. salários 1.1.2.05.04 – Empréstimos a funcionários 1.1.2.06 – Adiantamento para Viagens 1.1.2.06.01 – José Serra 1.1.2.08 – Impostos a Recuperar 1.1.2.08.01 – ICMS a Recuperar 1.1.2.08.02 – Cofins a Recuperar 1.1.2.08.03 – Pis a Recuperar 1.1.2.08.04 – Imposto de Renda retido na fonte 1.1.3 – Investimentos Temporários a Curto Prazo. 1.1.4 – ESTOQUES 1.1.4.01 – Mercadorias 1.1.4.01.01 – Mercadorias para revenda 1.1.5 – DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 1.1.5.01 – Despesas antecipadas 1.1.5.01.01 – Juros a Vencer (ou a apropriar) 1.1.5.01.02 – Aluguéis a Vencer (ou a apropriar) 1.1.5.01.03 – Seguros a vencer (ou a apropriar) 1.2 – ATIVO NÃO CIRUCLANTE 1.2.1 – REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 1.2.1.01 – Créditos Diversos 1.2.1.01.01 – Créditos Controladas e coligadas 1.2.1.01.02 – Créditos Diretores 1.2.1.01.03 – Aplicações Financeiras 1.2.2– INVESTIMENTOS 1.2.2.01 - Ações e Participações em Outras Empresas 1.2.2.01.01 – (Individualizar por empresa) 1.2.2.02 – Participações Controladas – Coligadas 1.2.2.02.01 – (Individualizar por empresa) 1.2.3. – IMOBILIZADO 2 – PASSIVO 2.1 - PASSIVO CIRCULANTE 2.1.1 – Obrigações a Curto Prazo 2.1.1.01 – Fornecedores 2.1.1.01.01 – Comercial São Mateus Ltda 2.1.1.01.02 – Comercial Paulista Ltda 2.1.1.01.03 – Computel Ltda 2.1.1.01.04 – Comercial Guriri Ltda 2.1.1.02 – Bancos Conta Financiamentos 2.1.1.02.01 – Banco do Brasil S/A 2.1.1.02.02 – Banco Bradesco S/A 2.1.1.03 – Obrigações Sociais e Trabalhistas 2.1.1.03.01 – Salários a Pagar 2.1.1.03.02 – INSS a Recolher 2.1.1.03.03 – FGTS a Pagar 2.1.1.03.04 – Contribuição Sindical a Recolher 2.1.1.04 – Obrigações Fiscais e Tributárias 2.1.1.04.01 – ICMS a Recolher 2.1.1.04.02 – Pis s/Faturamento a pagar 2.1.1.04.03 – Cofins a Pagar 2.1.1.04.04 – IRRF a recolher 2.1.1.04.05 – IPI a recolher 2.1.1.04.06 – ISS a Pagar 2.1.1.05 – Outras Obrigações 2.1.1.05.01 – Aluguéis a Pagar 2.1.1.05.02 – Energia Elétrica a Pagar 2.1.1.05.03 – Seguros a Pagar 2.1.1.06 – Adiantamento de Clientes 2.1.1.06.01 – (Individualizar por cliente) 2.2 – PASSIVO NÃO CIRCULANTE 2.2.1 – EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 2.2.1.01 - Fornecedores 2.2.1.01.01 – Comercial São Mateus Ltda 2.2.1.01.02 – Comercial Paulista Ltda 2.2.1.02 – Bancos Conta financiamento 2.2.1.02.01 – Banco do Brasil S/A 2.2.1.02.01 – Banco Bradesco S/A 2.3 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.3.1 – CAPITAL SOCIAL 2.31.01 –(-) Capital a Realizar 2.3.2 – RESERVAS DE CAPITAL 2.3.3 – AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 2.3.4 – RESERVAS DE LUCROS 2.3.4.01 – Reserva Legal 2.3.4.02 – Reserva p/ Contingência 2.3.4.03 – Reserva de Lucros 2.3.5 – AÇOES EM TESOURARIA 2.3.6– PREJUÍZOS ACUMULADOS Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 33 1.2.3.01 – Imobilizado Tangível 1.2.3.01.01 – Terrenos 1.2.3.01.02 – Veículos 1.2.3.01.03 – Instalações 1.2.3.01.04 – Máquinas e Equipamentos 1.2.3.01.05 – Móveis e Utensílios 1.2.3.01.06 – Hardware (Máquina) 1.2.3.01.07 – Obras em andamento 1.2.3.02 – (-) Depreciações Acumuladas 1.2.3.02.01 – Depreciação acumulada –Veículos. 1.2.4.– INTANGÍVEL 1.2.4.01.01 – Marcas e Patentes 1.2.4.01.02 – Fundo de comércio 1.2.4.01.02 – Benfeitorias em Imóveis de terceiros. 1.2.4.03 – (-) Amortizações Acumuladas 1.2.4.03.01 – (Detalhar Individualmente) 1.2.4.04 – (-) Exaustões Acumuladas 1.2.4.04.01 – (Detalhar Individualmente) Quadro C – Contas de Resultado 3 – RECEITAS 3.1 – RECEITA LÍQUIDA OPERACIONAL 3.1.1 – Receita Bruta 3.1.1.1 – Receita Bruta de Vendas 3.1.1.1.01 – Venda de Mercadorias 3.1.1.1.02 – Venda de Serviços 3.1.1.2 – (-) Deduções de Vendas 3.1.1.2.01 – Devoluções de Vendas 3.1.1.2.02 – Descontos Concedidos Incondicionais. 3.1.1.3 – (-) Impostos Operacionais 3.1.1.3.01 – Despesas de ICMS 3.1.1.3.02 – Despesas de PIS s/faturamento 3.1.1.3.03 – Despesas de Cofins 3.1.1.3.04 – Despesas de ISS 3.1.2 – OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 3.1.2.1. – Receitas Financeiras 3.1.2.1.01 – Receitas financeiras Diversas 3.1.2.1.02 –Juros Ativos 3.1.2.1.03 –Descontos Obtidos 3.1.2.1.04 – Receitas de Aplicações Financeiras 3.2. – RECEITAS NÃO OPERACIONAIS LÍQUIDAS 3.2.1.1. – Receitas não Operacionais 3.2.1.1.01 – Receitas de Alienação do Ativo Permanente 3.2.1.1.02 – Receita na alienação do Imobilizado 4 – CUSTOS E DESPESAS 4.1 – CUSTO DE VENDAS 4.1.1 – CUSTOS DIVERSOS C/VENDAS 4.1.1.1 – COMPRAS NO EXERCÍCIO 4.1.1.1.01 – Compras de Mercadorias 4.1.1.1.02 – Fretes s/compras 4.1.1.1.03 – Seguros s/compras 4.1.1.1.04 – Taxa de Armazenagem 4.1.1.1.05 – Outras custos 4.1.2 – CRÉDITOS DE IMPOSTOS 4.1.2.1 – Créditos de ICMS 4.1.2.01 – Icms s/compras 4.1.2.1.02 – Icms s/fretes 4.1.4 – DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 4.1.4.1 – Devoluções de compras 4.1.4.1.01 – Devoluções de mercadorias 4.1.5 – CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 4.1.5.1 – Custo das Mercadorias Vendidas 4.1.5.1.01 - Estoque Inicial 4.1.5.1.02 - Compras Líquidas do Exercício 4.1.5.1.03 - Estoque Final (-) 4.1.5.1.04 – Custo das Mercadorias Vendidas 4.2 – DESPESAS OPERACIONAIS 4.2.1 – DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO (vendas) 4.2.1.01 – Despesas com Pessoal 4.2.1.01.01 – Salários e Ordenados 4.2.1.01.02 – Gratificações 4.2.1.01.03 – Comissões s/ Vendas 4.2.1.01.04 – Décimo Terceiro Salário 4.2.1.01.05 – INSS 4.2.1.01.06 – FGTS 4.2.1.01.07 – Férias 4.2.1.01.08 – 13º. Salário 4.2.1.01.09 – Assistência Médica 4.2.1.02 – Despesas Diversas c/Comercialização 4.2.1.02.10 – (individualizar por despesas) Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 34 4.2.2 – DESPESAS ADMINISTRATIVAS 4.2.2.01 – Despesas c/ pessoal 4.2.2.01.01 – Salários e Ordenados 4.2.2.01.02 – Gratificações 4.2.2.01.03 – Décimo Terceiro Salário 4.2.2.01.04 – INSS 4.2.2.01.05– FGTS 4.2.2.01.06 – Férias 4.2.2.01.07 – 13º. Salário 4.2.2.02 – Despesas Diversas Administrativas 4.2.2.02.01 – Água 4.2.2.02.02 – Telefone 4.2.2.02.03 – Energia Elétrica 4.2.2.02.04 – Aluguéis 4.2.2.02.05 – Material de Expediente 4.2.2.02.06 – Seguros 4.2.2.02.07 – Depreciações e Amortizações 4.2.2.02.08 – Impostos e Taxas 4.2.2.02.09 – Consertos e Conservações 4.2.2.02.10 – Combustíveis e Lubrificantes 4.2.2.02.11 – Despesas Com Veículos 4.2.3 – DESPESAS FINANCEIRAS 4.2.3.01 – Despesas Financeiras Diversas 4.2.3.01.01 – Juros Passivos 4.2.3.01.02 – Descontos Concedidos 4.2.3.01.03 – Multas de Mora 4.2.3.01.04 – Despesas Bancárias 4.2.4 – DESPESAS TRIBUTÁRIAS 4.2.4.01 – Despesas Tributárias Diversas 4.2.4.01.01 – Contribuição Sindical 4.2.4.01.02 – Imposto de Renda 4.2.4.01.03 – Contribuição Social 4.2.4.01.03 – Multas Fiscais 4.3 – DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 4.3.1 – CUSTO DE ALIENAÇÃO 4.3.1.1 – CUSTO DE ALIENAÇÃO DE BENS DO PERMANENTE 4.3.1.1.01 – Custo na Alienação de Investimentos 4.3.1.1.02 – Custo na Alienação do Imobilizado 5 – CONTAS DE RESULTADOS 5.1 – Contas de Apuração 5.1.1 – Resultado do Exercício Verificamos que nesse plano as empresas não evidenciam Bens (principalmente investimentos), direitos e obrigações ambientais. Plano de conta ambiental O plano de contas é de suma importância para as atividades contábeis, pois sistematiza o modelo de informações para o sistema contábil de acordo com a necessidade empresarial. Sendo assim, é um elemento fundamental para os registros das informações socioambientais. Dessa forma, as ações ambientais da empresa podem ser organizadas no plano de contas, permitindo a uniformização do tratamento de tais eventos e transações. Conforme Ribeiro (2013, p. 6), esse tipo de controle é possível para a produção de informações de sustentabilidade em formatos variados – tais como por períodos, por tipo de gasto e por produtos –, permitindo aperfeiçoar os relatórios de sustentabilidade em uso a partir da associação entre a informação financeira e os relatos das ações realizadas. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 35 Com relação aos custos ambientais, despesas ambientais e receitas ambientais, classificam-se como custos ambientais: ✓ Custo do serviço de sequestro de carbono e a degradação produzida; Como despesas ambientais classificam-se: ✓ A recuperação de áreas degradadas, como a sendo a degradação do ar; ✓ Degradação do solo e degradação da água; a depreciação de equipamentos, classificados como tecnologia limpa; tecnologia de adição de pequenas quantidades; tecnologia poluente; tecnologia de limpeza; tecnologia de prevenção na emissão de resíduos; tecnologia de mitigação; tecnologia para conservação de recursos; e ainda outras despesas ambientais, como prevenção; treinamento e indenização a terceiros; Como receitas ambientais, classificam; ✓ As contas de receitas de serviços ambientais; ✓ Receita de venda de certificados de redução de emissões ✓ Receita de venda de material reciclado (FERREIRA, 2006). Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 36 Exercício de Fixação: 1- Do ponto de vista contábil, o que é conta? 2- Todas as contas utilizadas pela contabilidade, segundo a Teoria patrimonialista, dividem-se em dois grupos. Quais são esses grupos? 3- No ativo encontramos contas que representam que espécie de elementos? 4- No passivo encontramos contas que representam que espécie de elementos? 5- Para que servem as contas de resultado? 6- O que é exercício social ou exercício contábil? 7- O que você entende por despesas? Cite três exemplos: 8- O que você entende por receitas? Cite 3 exemplos. 9- Escolha a alternativa correta: 10 -Qual das contas abaixo representa despesa? a) Aluguéis ativos (recebidos) b) Alugueis passivos (pagos) 11 - Qual das contas abaixo representa receitas? a) Juros ativos b) Juros passivos Observe alguns fatos administrativo e procure no plano de contas a conta especifica para sua classificação contábil, faça como no exemplo abaixo: a) Dinheiro (espécie) – CAIXA b) Utilização de um cheque da empresa para pagar conta - c) Aquisição de um caminhão para a empresa d) Aquisição de um computador para empresa – e) Aquisição de mesa, cadeira, armário para empresa – f) Dívida com outra empresa para pagamento futuro – g) Aceite de uma duplicata para pagamento futuro – h) Pagamento de salário de empregado. i) Venda de Produto ou mercadoria Exercícios 01. Analise as assertivas abaixo: I. No Passivo Circulante, são classificadas as contas de obrigações exigíveis em curto prazo; II. As contas do Ativo são classifica- das em ordem crescente de liquidez; III. As contas do Passivo são ordenadas em ordem decrescente de exigibilidade; IV. Existe um modelo padrão e único para o plano de contas contábeis; V. As receitas têm saldo credor e as despesas saldo devedor. O número de itens corretos é: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 37 02. Observe o elenco de contas abaixo: 1. Adiantamentos de clientes 2. Bancos 3. Caixa 4. Duplicatas a pagar 5. Edifícios de uso 6. Fornecedores 7. Máquinas fabris 8. Mercadorias 9. Promissórias a pagar 10. Receita de vendas 11. Salários a pagar 12. Terrenos São contas do Ativo: a) 1, 4, 7 e 10 b) 2, 5, 8 e 12 c) 3, 6, 9 e 12 d) 4, 7, 10 e 12 e) 5, 8, 11 e 12 05. Supondo que o caixa de uma empresa recebeu o valor de R$50.000,00, pagou o montante de 35.000,00 e seu saldo inicial era de 60.000,00, qual seria seu saldo final? 06. Supondo que o caixa de uma empresa recebeu o valor de R$50.000,00, pagou o montante de 35.000,00 e seu saldo final era de 60.000,00,qual seria seu saldo inicial? PATRIMÔNIO LÍQUIDO OU SITUAÇÃO PATRIMONIAL LÍQUIDA Ao passar por uma rodovia e avistar uma fábrica, com letreiros luminosos, jardins ao redor, uma pessoa pode imaginar: “Como é grande o patrimônio desta empresa!” Há possibilidade, no entanto, de essa pessoa estar enganada, pois patrimônio envolve também obrigações. A empresa poderá estar a um passo da falência ou completamente endividada. Assim também, se um amigo seu tem uma bela casa, um carro zero e outros bens, esse patrimônio elevado não significa necessariamente grandes vantagens: pode ser que ele deva muitas prestações ao banco financiador, que seu carro e outros bens tenham sido financiados, que sua dívida seja consideravelmente grande. Riqueza, portanto, não se mede somente pelos bens. É necessário conhecermos a riqueza líquida da pessoa ou empresa: somam-se os bens e os direitos e, desse total, subtraem-se as obrigações; o resultado é a riqueza líquida, ou seja, a parte que sobra do patrimônio para a pessoa ou empresa, denominada patrimônio líquido ou situação líquida. Patrimônio Líquido = Bens + Direitos – Obrigações O Patrimônio da Cia. Moreira pode ser representado resumidamente da seguinte forma: Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 38 Devemos ter em mente que, a equação do Patrimônio somente deve ser usada quando é necessário conhecer a Situação Patrimonial Líquida de uma empresa que não mantém escrita fiscal regular, seja por ser informal, ou estar dispensada pela legislação brasileira fiscal. Caso a empresa mantenha escrita contábil regular, a Situação Líquida já estará registrada contabilmente, mediante os elementos que compõem o grupo do Patrimônio Líquido. Situações ou Estados Patrimoniais Podemos ter três situações líquidas patrimoniais ou Estados patrimoniais 1ª situação: Situação Líquida Positiva ou superavitária : Ativo > Passivo os bens e direitos excedem o valor das obrigações exigíveis, ou seja (obrigações terceiros), teremos PL >0: Revela existência da riqueza própria. 2ª situação: Situação Líquida Negativa ou deficitária: Ativo < Passivo , teremos PL< 0: Revela má situação, ou seja, a existência de “passivo a descoberto” (PL negativo). Quando o Ativo (bens + direitos) é menor que o Passivo (obrigações com terceiros) resultando em uma Situação Líquida Passiva, também denominada negativa, deficitária ou desfavorável. Nesse caso há um déficit patrimonial ou passivo a descoberto ou seja o PL será negativo. Devemos observar que as empresas que apresentam uma situação líquida negativa, de monstrando, que a empresa praticamente não tem condições de subsis tência. 3ª situação: Situação Líquida Nula: Quando Ativo = Passivo , teremos PL = 0: Neste caso, não existe capital próprio, o que significa que o ativo da empresa foi totalmente financiado com recursos de terceiros. É um estado de alerta, pois a empresa está com dificuldades financeiras. É uma situação nula ou compensada. Ativo Passivo Bens 50 Obrigações 50 Patrimônio Líquido 0 TOTAL 50 TOTAL 50 Revela inexistência de riqueza própria. Podemos citar o exemplo de uma empresa que possui bens à sua disposição que ainda não foram pagos. Quando o Ativo é igual ao Passivo, resultando em uma Situação Nula. Nesse caso o capital foi absorvido e todo o patrimônio pertence a terceiros, considerando que o total dos bens e direitos é igual ao das obrigações. Ativo Passivo Bens 30 Obrigações 30 Direitos 20 Patrimônio Liquido 20 TOTAL 50 TOTAL 50 Ativo Passivo Bens 15 Obrigações 50 Direitos 5 Patrimônio Líquido (30) TOTAL 20 TOTAL 20 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 39 EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PATRIMONIO PL = B + D – O OU PL = A – P (obrigações OU passivo exigível) ENTÃO TEMOS QUE: SL = PL ONDE: D = Direitos O = Obrigações A = Ativo B = Bens P = Passivo SITUAÇÕES PATRIMONIAIS • Positiva/superavitária = Ativo > Obrigações • Passivo a descoberto /negativa = Ativo < Obrigações • Situação nula ou compensada = Ativo = Obrigações Balanço Patrimonial = Equilíbrio entre Bens e Direitos (Ativo) e Obrigações (Passivo) O Patrimônio Líquido é a diferença entre os valores do ativo (+) e do passivo (-) de uma entidade em determinado momento, ou seja, se a empresa tem um Ativo (bens + direitos) de R$100.000,00 e um Passivo (obrigações) de R$40.000,00, ASSIM A SITUAÇÃO PATRIMNONIAL LÍQUIDA e de R$60.000,00 , observe que o patrimônio líquido faz com que o valor total do ativo e do passivo fiquem iguais, dando a ideia de equilíbrio entre os dois lados, dai a ideia de uma balança de dois pratos, onde sempre encontrarmos a igualdade. Mas em vez de se denominar balança denomina-se balanço então temos Balanço Patrimonial, ou seja, balanço dos bens, direitos e obrigações evidenciando a situação patrimonial da empresa em determinada data. Ficando assim o Balanço: BALANÇO PATRIMÔNIAL ATIVO PASSIVO R$100.000,00 Passivo R$40.000,00 (terceiros) Patrimônio Líquido - R$60.000,00 (sócios) Total do Ativo – R$100.000,00 Total do Passivo – R$100.000,00 Assim temos: PL = ATIVO - PASSIVO (exigível) , também podemos extrair outras: Ativo = Passivo (exigível) + PL => 100.000 = 40.000 + 60.000 => 100.000 = 100.000 Passivo (exigível)= Ativo – PL => 40.000 = 100.000 -60.000 => 40.000 = 40.000,00 Observe que o gráfico patrimonial aparece agora com o título Balanço Patrimonial. A palavra balanço decorre do equilíbrio: Ativo = Passivo, ou da igualdade: Aplicações = Origens. Parte-se da ideia de uma balança de dois pratos, onde sempre encontrarmos a igualdade. Mas em vez de se denominar balança denomina-se balanço. O termo patrimonial tem origem no patrimônio da empresa, ou seja, conjunto de bens, direitos e obrigações. Daí o chamar- se patrimonial. Em sentido amplo, o balanço evidencia a situação patrimonial da empresa em determinada data. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 40 Exercício de Fixação 1- Coloque V se verdadeira e F se falsa: a-( ) a Situação Líquida Patrimonial é igual à soma do Ativo com o Passivo. b-( ) a Situação Líquida Patrimonial será sempre negativa. c-( ) a Situação Líquida Patrimonial é igual ao do Ativo diminuído das obrigações. 2- Complete: a) Quando o total dos bens e direitos for menor que o total das obrigações, a SL será _______________. b) Quando o Ativo for igual ao __________________, a SL será nula. c) Quando o total das obrigações for menor que o Ativo, a SL será __________________. d) SL Positiva é o mesmo que SL _______________________. 3- Quando as obrigações de uma empresa excedem o seu patrimônio bruto, dizemos que a situação líquida é: a) superavitária b) ativa c) nula d ) deficitária 4- Em cada caso, represente graficamente o patrimônio, e apure a situação líquida (patrimônio Líquido): CASO 1 CONTAS SALDOS Caixa R$ 400,00 Imóveis R$ 600,00 Veículos R$ 60,00 Duplicatas a receber R$ 140,00 CASO 2 CONTAS SALDOS Veículos R$ 2.000,00 Máquinas R$ 500,00 Móveis R$ 1.000,00 Bancos c/c R$ 500,00 Caixa R$ 1.000,00 Promissórias a pagar R$ 2.000,00 Impostos a pagar R$ 5.000,00 Duplicatas a pagar R$ 3.500,00 Títulos a receber R$ 500,00 Aluguéis a receber R$ 500,00 CASO 3 CONTAS SALDOS Imóveis R$ 6.000,00 Veículos R$ 1.500,00 Fornecedores R$ 5.000,00 Clientes R$ 3.000,00 Promissóriasa pagar R$ 1.000,00 Impostos a recolher R$ 4.500,00 5- Quais as situações líquidas possíveis de um patrimônio? Defina cada uma delas. 6 - Diga qual a situação líquida do patrimônio em cada caso abaixo: a) Ativo < Passivo b) Ativo = Passivo c) Ativo > Passivo d) Ativo = PL Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 41 PATRIMONIO LÍQUIDO E SUA COMPOSIÇÃO Patrimônio Líquido O PL está representado no lado do passivo, para haver o equilíbrio, aí o nome de Balanço Patrimonial. Justifica-se estar no lado do passivo também por se tratar de uma dívida da empresa com os seus sócios ou acionistas. No caso de fechamento da empresa, é o montante que deverá ser pago aos sócios. É o quarto grupo de elementos patrimoniais que juntamente com os bens direitos e obrigações, completará o relatório contábil denominado BALANÇO PATRIMONIAL. PATRIMÔNIO LIQUIDO= OBRIGAÇÃO COM OS SÓCIOS = REFLETE A SITUAÇÃO LIQUIDA DA EMPRESA. Por isso, sempre o total do ativo será exatamente igual ao total do passivo O PATRIMONIO LIQUIDO SERÁ REPRESENTADO PELAS CONTAS: • CAPITAL SOCIAL (capital inicial), • RESERVAS DE CAPITAL(vários tipos), • RESERVAS DE LUCROS (distribuição dos lucros) • (-)PREJUIZOS APRESENTADOS PELA EMPRESA. Temos: O Capital dos Proprietários ou sócios recebe outras denominações: Capital Inicial, Capital Social, Capital Subscrito (esse ainda pode se dividir em Capital integralizado e Capital a integralizar) Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 42 Exercícios Coloque V para verdadeiro e F para Falso: a) Quais a contas que compõem o Patrimônio Líquido? b) No Balanço Patrimonial, o PL fica em qual grupo, ativo ou passivo e porquê? c) Podemos dizer que a Situação Patrimonial Líquida é representada pelo Patrimônio líquido no Balanço Patrimonial? Por que? Exercício de Fixação: 1 - Podemos dizer que Capital inicial ou social é igual a o Patrimônio Líquido são iguais, explique: 2 João e Miguel resolveram abrir uma empresa com capital de$100.000, 00 sendo 50% para cada, porém, de comum acordo, ficou estabelecido que Miguel so ira dispor (colocar) sua parte na empresa futuramente, diante disso, responda: a) Qual o valor do capital subscrito? b) Qual o valor do capital integralizado? c) Qual o valor do capital não integralizado ou não realizado. 3 – Explique Origem dos Recursos e Aplicação dos recursos e de exemplos. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO: 1 -Presente o Patrimônio de uma empresa utilizando as contas abaixo. • Imóveis • Capital Social • Promissórias a Receber • Fornecedores • Contas a Pagar • Impostos a Recolher • Ações de outras empresas • Contas a Pagar • Reservas de Lucros • INSS a Recuperar • Banco conta movimento • Prejuízos acumulados ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Ao observarmos o balanço patrimonial, podemos visualizar o total de recursos que a empresa obteve e que estão à sua disposição. O passivo mostra onde a empresa obteve esses recursos e o ativo, onde esses recursos foram aplicados. Passivo – Origem dos Recursos Segundo Ribeiro (2010, p. 20-21), os recursos totais que estão à disposição da empresa podem originar-se de duas fontes: =>Recursos de terceiros ou capital de terceiros = Passivo Exigível => correspondem às obrigações a curto e longo prazo, isto é, são recursos de terceiros que a empresa utiliza no seu giro normal. Esses recursos, por sua vez, provêm de duas fontes: • Débitos de funcionamento (débito no sentido de dívida) – obrigações que surgem em decorrência da gestão normal da empresa, como as obrigações a fornecedores, obrigações fiscais, obrigações trabalhistas e outras; • Débitos de financiamento – recursos obtidos pela empresa junto a terceiros em forma de empréstimos ENTÃO: Capital de Terceiros Corresponde ao passivo real ou passivo exigível (obrigações) da empresa e representa os investimentos feitos com recursos de terceiros. Por exemplo: Financiamentos a pagar; Fornecedores; salários a pagar, impostos a pagar etc. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 43 Recursos próprios ou capital próprio = PL => capital investido e tudo proveniente da gesta da empresa (lucros/prejuízos), podemos dizer que os recursos próprios ou capital próprio e a soma de todas as contas do Patrimônio Líquido (PL). • Capital dos Proprietários ou sócios – parcela do capital que foi investida na empresa pelo titular ou pelos sócios; • Lucros– acréscimos ocorridos no Patrimônio Líquido em decorrência da gestão normal da empresa. Esses acréscimos são obtidos pelos lucros, que poderão estar representados em contas de reservas. • Prejuízos – resultado negativo da empresa, que ira diminuir o valor do Patrimônio Líquido da empresa. Ativo – Aplicação de Recursos O ativo mostra onde os recursos, cujas origens estão demonstradas no lado do passivo, foram aplicados, podendo a empresa aplicar seus recursos em bens e direitos. Quadro resumo Exercícios de fixação 1- Não corresponde ao conceito de Passivo exigível: a) capital de terceiros b) capital alheio c) débitos da empresa d) obrigações e)capital próprio 2- Não é o mesmo que Capital próprio: a) bens + direitos – obrigações b) capital aplicado - capital de terceiros c) Ativo - capital alheio d) capital total à disposição da empresa - Ativo Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 44 1- Ao levantar o seu Patrimônio, uma empresa apurou os seguintes valores: Bens $23.000 Direitos $31.000 Obrigações $42.000 , COM BASE NESSAS INFORMAÇÕES RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO\; 1.)O Ativo da empresa totaliza: a) $23.000 b) $31.000 c) $42.000 d) $54.000 e) $12.000 1.2) O total do Passivo da empresa é: a) $54.000 b) $12.000 c) $42.000 d) $30.000 e) $15.000 1.3) O Patrimônio Líquido da empresa importa em: a) $12.000 b) $36.000 c) $30.000 d) $25.000 e) $41.000 1.4) O Passivo exigível é igual a: a) $10.000 b) $36.000 c) $42.000 d) $23.000 e) $31.000 1.5) Na elaboração do Balanço Patrimonial da empresa, o Passivo totaliza: a) $10.000 b) $31.000 c) $42.000 d) $23.000 e) $54.000 5-Qual é o valor do Patrimônio Líquido de uma empresa que apresenta os seguintes elementos patrimoniais: Empréstimo a pagar $ 3.552 Móveis $ 988 Terrenos $ 9.443 Fornecedores $ 490 Caixa $ 244 Aplicação financeira $ 750 Duplicatas a receber $ 1.001 Salários a pagar $ 455 8.Descubra a(s) irregularidade(s) do relatório Patrimonial abaixo e elabore-o corretamente. ATIVO PASSIVO Bens Obrigações Caixa 34.000,00 Contas a Pagar 20.000,00 Estoque de Mercadorias 32.000,00 Promissórias a Pagar 100.000,00 Duplicatas a Receber 6.000,00 Móveis e Utensílios 3.000,00 Veículos 25.000,00 Direitos Patrimônio Líquido Imóveis 100.000,00 Capital 80.000,00 Clientes 22.000,00 Fornecedores 22.000,00 Total 222.000,00 Total 222.000,00 Resposta: _________________________________ Após corrigir o BP anterior, determine o valor de cada item seguinte: a) Recursos totais b) Capital Próprio c) Capital d) Capital de terceiros e) Patrimônio Líquido f) Passivo Exigível g) Origens de Recursos h) Aplicações Recursos Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 45 FORMAÇÃO E VARIAÇÕES DO PATRIMÔNIO Veremos, a seguir, exemplos de formação e variações que podem ocorrer no patrimônio de uma empresa. A demonstração gráfica do patrimônio da Xiririka da Serra, no momento da sua criação, re cebendoo valor correspondente à integralização de seu capital, é: Balanço Patrimonial de Xiririka da Serra S/A em 30/11/20XX Ativo Passivo Bens Caixa 50.000,00 Obrigações PL Capital 50.000,00 Total 50.000,00 Total 50.000,00 Ativo Caixa => dinheiro que está entrando na empresa; Passivo / PL Capital => obrigação da empresa para com seus acionistas. A partir de sua criação, a empresa realiza as seguintes operações: • Compra de terrenos, à vista, no valor de $ 5.000,00; Compra de equipamentos, à vista, no valor de $ 1.000,00; • Aquisição de um caminhão, à vista, no valor de $ 1.500,00: Ativo=> sofreu as seguintes alterações: Caixa=> diminui o ativo com a saída de $ 7.500,00; Terreno=> aumenta o ativo pela entrada do bem Terreno; Equipamentos=> aumenta o ativo pela entrada do bem Equipamento; Veículos=> aumenta o ativo pela entrada do bem Veículo. Passivo=> não sofreu alterações Adquire mercadorias, a prazo, no valor de $ 500,00: Ativo Passivo Bens Obrigações Caixa 42.500,00 Fornecedores 500,00 Terrenos 5.000,00 Equipamentos 1.000,00 Veículos 1.500,00 PL Mercadorias 500,00 Capital 50.000,00 Total 50.500,00 Total 50.500,00 Ativo=> sofreu a seguinte alteração: Mercadoria=> aumenta o ativo pela entrada do bem Mercadoria. Passivo=> sofreu a seguinte alteração: Fornecedores=> aumenta o passivo com a dívida com Fornecedores. Poderia ser utilizada a conta: Duplicatas a pagar. Ativo Passivo Bens Obrigações Caixa 42.500,00 Terrenos 5.000,00 Equipamentos 1.000,00 PL Veículos 1.500,00 Capital 50.000,00 Total 50.000,00 Total 50.000,00 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 46 Vende mercadorias, a prazo, pelo valor de $ 300,00: Ativo Passivo Bens Obrigações Caixa 42.500,00 Fornecedores 500,00 Terrenos 5.000,00 Equipamentos 1.000,00 Veículos 1.500,00 PL Mercadorias 200,00 Capital 50.000,00 Clientes 300,00 Total 50.500,00 Total 50.500,00 • Ativo=> sofreu a seguinte alteração: o Mercadoria=> diminui o ativo com a venda do bem Mercadoria; o Clientes=> aumenta o ativo com o direito de receber de seus clientes. Poderia usar Duplicatas a receber. • Passivo=> não sofreu alterações Paga aos seus fornecedores, em dinheiro, o valor de $ 100,00: • Ativo=> sofreu a seguinte alteração: o Caixa=> diminui o ativo pela saída do bem Dinheiro; • Passivo=> sofreu a seguinte alteração: o Fornecedores=> diminui o passivo pelo pagamento aos seus Fornecedores. Recebe de seus clientes, em cheque, o valor de $ 150,00: Ativo Passivo Bens Obrigações Caixa 42.400,00 Fornecedores 400,00 Terrenos 5.000,00 Equipamentos 1.000,00 Veículos 1.500,00 Mercadorias 200,00 Bancos 150,00 Direitos PL Clientes 150,00 Capital 50.000,00 Total 50.400,00 Total 50.400,00 • Ativo=> sofreu a seguinte alteração: o Clientes=> diminui um direito da empresa; o Bancos=> entra, na empresa, o bem Bancos: Conta movimento. • Passivo=> não sofreu alterações Ativo Passivo Bens Obrigações Caixa 42.400,00 Fornecedores 400,00 Terrenos 5.000,00 Equipamentos 1.000,00 Veículos 1.500,00 Mercadorias 200,00 PL Clientes 300,00 Capital 50.000,00 Total 50.400,00 Total 50.400,00 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 47 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO. 1 - Classificar os fatos a seguir, visualizando graficamente seus efeitos para o patrimônio: Exemplo: Duas pessoas constituem uma empresa, com a entrega de $ 50.000,00 em dinheiro por parte de cada uma: ATIVO PASSIVO BANCO.................................... 100.000,00 Patrimônio Líquido CAPITAL SOCIAL ......................... 100.000,00 TOTAL................................... 100.000,00 TOTAL ...................................... 100.000,00 A) Adquiriu um empréstimo junto ao Banco: $ 150.000. ATIVO PASSIVO TOTAL B) Compra de Veículo a prazo no valor de $ 48.000. ATIVO PASSIVO TOTAL TOTAL C) Aumento de Capital pelos sócios, sendo $ 5.000 em dinheiro e $ 12.500 em Máquinas. ATIVO PASSIVO TOTAL TOTAL Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 48 D) Transferência de dinheiro do Banco para o Caixa da empresa, no valor de $ 850. ATIVO PASSIVO TOTAL TOTAL E) Compra de material para Estoque, sendo metade à vista e metade a prazo: Total de $ 6.000. ATIVO PASSIVO TOTAL TOTAL 2 - Monte o balanço patrimonial de cada caso, considerando os saldos das contas do caso anterior: CASO 1 a) Abertura de empresa com Investimento inicial: ▪ R$ 60.000,00 em dinheiro ▪ R$ 10.000,00 em móveis b) Compras efetuadas: ▪ Mercadorias, à vista, R$ 5.000,00 ▪ Mercadorias, a prazo, R$ 2.000,00 ▪ Veículo, a prazo, R$ 15.000,00 c) Venda de mercadorias (não tem lucro) ▪ À vista, R$ 1.500,00 ▪ A prazo, R$ 2.500,00 d) Abertura de uma conta na Caixa Econômica Federal, com depósito inicial de R$ 10.000,00. e) Pagamento em dinheiro de uma duplicata no valor de R$ 5.000,00. f) Recebimento de uma duplicata, em dinheiro, no valor de R$ 500,00. CASO 2 a) Investimento inicial: ▪ R$ 35.000,00, em dinheiro ▪ R$ 15.000,00, em Veículos ▪ R$ 5.000,00, em móveis b) Compra de mercadorias, a prazo, no valor total de R$ 50.000,00. c) Aquisição de um imóvel, a prazo, no valor total de R$ 30.000,00. a) Vendas de mercadorias do estoque de mercadoria sendo (desconsiderando o lucro): Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 49 à vista, R$ 1.000,00 a prazo, R$ 3.000,00 d) Pagamento a fornecedores, em dinheiro, no valor de R$ 5.000,00. e) Recebimentos de duplicatas, em dinheiro, no valor de R$ 1.000,00. CASO 3 (considerando o lucro) 1/01) Investimento inicial: vr R$ 70.000,00, em dinheiro 15/1) Compra de mercadorias, a prazo, no valor total de R$ 30.000,00. 20/1) Aquisição de um Veículo, a prazo (financiamento), no valor total de R$ 30.000,00. 25/1) Vendas de 10% das mercadorias do estoque de mercadoria à vista por $ 4.500,00, 31/1) Pagamento a financiamento, em dinheiro, no valor de R$ 5.000,00. CASO 4 (considerando o lucro) 1/02) Investimento inicial: vr R$ 50.000,00, em dinheiro 20/2) Abertura de uma conta corrente no BBrasil no valor de $15.000,00. 22/2) Aquisição de mercadorias a vista no valor de $10.000,00 pago com de cheque do BB. 25/2) Vendas de 15% das mercadorias do estoque de mercadoria à vista por $ 2.500,00, 28/2) Pagamento em dinheiro das despesas de telefone no valor de R$ 1.000,00. CASO 5 (considerando o lucro) 1/3) Investimento inicial: vr R$ 40.000,00, em dinheiro 20/3) Abertura de uma conta corrente no B.Brasil no valor de $20.000,00. 22/3) Aquisição de mercadorias a prazo no valor de $12.000,00; 25/3) Vendas de 20% das mercadorias do estoque de mercadoria à vista por $ 2.000,00 28/3) Pagamento em dinheiro das despesas de telefone no valor de R$ 1.000,00. 3RESPONDA 3.1 Qual das alterações a seguir é determinada pela compra de um veículo a prazo, na soma do balanço patrimonial? A) Aumento do ativo e diminuição do passivo. B) Aumento do passivo e diminuição do ativo. C) Aumento do ativo e aumento do passivo. D) Diminuição do ativo e diminuição do passivo. E) Não altera a soma do ativo nem a do passivo. 3.2 - A liquidação de uma dívida é uma operação que: A. Diminui o passivo e o patrimônio líquido e aumentao ativo. B. Diminui o passivo e o ativo. C. Aumenta o ativo e diminui o passivo. D. Diminui o ativo e o passivo e aumenta o patrimônio líquido. E. Diminui e aumenta o patrimônio líquido. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 50 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 51 ATIVO, PASSIVO, RECEITAS, DESPESAS, CUSTOS, PERDAS E LUCROS AMBIENTAIS Ativo Ambiental Entende-se por ativo nas empresas, todas as suas aplicações de recursos, ou seja, seu conjunto de bens e direitos, como por exemplo o caixa, suas aplicações, os investimentos, o imobilizado, entre outros, podendo ser tangível, que são aqueles que possuem existência física ou intangíveis, que são aqueles que não possuem existência física. Podemos considerar, intangível o valor da empresa decorrente da boa imagem da empresa junto à comunidade, devido à sua política de respeito ao meio ambiente. Os ativos ambientais são constituídos por todos os bens e direitos possuídos pelas empresas, que tenham capacidade de geração de benefício econômico em períodos futuros e que visem à preservação, proteção e recuperação ambiental (RIBEIRO, 2010, p.61). Costa (2012) salienta que ativos ambientais são os bens adquiridos pela companhia que têm como finalidade controle, preservação e recuperação do meio ambiente. Para Iudícibus (2008), entende-se por ativo ambiental, todos os bens e direitos de propriedade e controle da empresa, que são avaliáveis em dinheiro e que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa. Os ativos ambientais representam os estoques dos insumos, peças, acessórios, etc. utilizados no processo de eliminação ou redução dos níveis de poluição; os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações etc. adquiridos ou produzidos com intenção de amenizar os impactos causados ao meio ambiente; os gastos com pesquisas, visando ao desenvolvimento de tecnologias modernas, de médio e longo prazo, desde que constituam benefícios ou ações que irão refletir nos exercícios seguintes (COSTA, 2012, p. 54). Resumindo: Ativo Ambiental = Bens e Direitos (tendo a capacidade de gerar benefícios econômicos em períodos futuros, visando à preservação, proteção e recuperação ambiental). Classifica-se o capital do ativo ambiental, conforme Ribeiro (2010), em circulante e fixo. Como exemplos de capital circulante: Na conta disponibilidades pode-se utilizar como parâmetro os recebimentos oriundos de uma receita ambiental. Nos ativos realizáveis a curto e longo prazo pode-se adotar os direitos originários de uma receita ambiental e os estoques, se os mesmo estiverem atrelados ao sistema de gerenciamento ambiental ou a produtos reaproveitados do processo operacional. Para o capital permanente ou fixo, as seguintes contas são utilizadas: Investimentos: que visa à participação em empresas responsáveis ecologicamente Imobilizado: reservado a manutenção ambiental, como reparo em equipamentos da estação de tratamento de efluentes Diferido: destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias para beneficiamento do meio ambiente Os ativos ambientais, todos decorrentes de investimentos na área do meio ambiente, deverão ser classificados em títulos contábeis específicos, identificando, de forma adequada, os estoques ambientais, o ativo permanente imobilizado ambiental e o diferido ambiental. Quando existir uma atividade que possa causar em curto ou longo prazo, um impacto ambiental são classificadas as cotas, tendo como exemplo, cotas para emissão de gases com efeito estufa. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 52 As características dos ativos ambientais são diferentes de uma organização para outra, pois a diferença entre os vários processos operacionais das distintas atividades econômicas devem compreender todos os bens utilizados no processo de proteção, controle, conservação e preservação do meio ambiente (COSTA, 2012, p. 54). Dessa forma, entende-se como objetivo do ativo ambiental a capacidade das empresas em demonstrar suas ações aos usuários, permitindo que avaliem e comparem com as demais informações. Evidenciação dos ativos ambientais Com o intuito de demonstrar o empenho das empresas no processo de preservação do meio ambiente, entendemos que todos os bens possuídos por estas o, que visem a preservação, proteção e recuperação ambiental deveriam ser segregados em linha à parte das demonstrações contábeis (seja no subgrupo de Estoques ou no grupo de Ativo Permanente) de forma a transparecer suas ações e, ao mesmo tempo, permitir ao usuário avaliar tais informações, comparativamente aos demais elementos que compõem tais demonstrações. Passivo Ambiental Todas as obrigações decorrentes de aquisição de bens destinados à proteção, preservação e recuperação ambiental. O objetivo da organização é demonstrar os gastos a serem realizados para cumprir com as suas obrigações ambientais. Segundo o entendimento de Ribeiro (2010), passivo significa as dívidas ou obrigações para com terceiros a serem quitadas, em momentos futuros, com a entrega de ativos ou prestações de serviços. Costa (2012) conceitua que passivo ambiental é toda obrigação contraída voluntária ou involuntariamente destinada à aplicação em ações de controle, preservação e recuperação do meio ambiente, originado, como contrapartida, um ativo ou custo ambiental. O autor disserta ainda que o passivo divide-se em capital de terceiros e capital próprio, sendo estes constituídos pelas origens de recursos da entidade, sendo estes recursos destinados às aplicações das empresas. Como exemplos de passivo, pode-se citar a conta Empréstimos e Financiamentos, onde as empresas buscam recursos para um melhor investimento na gestão ambiental junto às Instituições Financeiras; Impostos e Taxas a Recolher decorrentes de multas por infrações ambientais, que serão recolhidas ao Governo, entre outros (COSTA, 2012). Para Ribeiro (2010), ao se inserir na problemática do meio ambiente, a contabilidade deve incluir, entre as responsabilidades da empresa, aquelas de natureza ambiental. Costa (2012) especifica os seguintes exemplos de origens, sendo as origens oriundas de capital próprio e capital de terceiros: a) Bancos: empréstimos de instituições financeiras para investimento na gestão ambiental; b) Fornecedores: compra de equipamentos e insumos para o controle ambiental; c) Governo: multas decorrentes da infração ambiental; d) Funcionários: remuneração de mão de obra especializada em gestão ambiental; e) Sociedade: indenizações ambientais; f) Acionistas: aumento do capital com destinação exclusiva para investimentos em meio ambiente ou para pagamento de um passivo ambiental; g) Entidade: através de destinação de parte dos resultados (lucro) em programas ambientais. Costa (2012) retrata que o passivo ambiental também decorre de atitudes positivas da empresa no sentido de representarem obrigações decorrentes de ações na área de recuperação, reparação ou gestão ambiental. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 53 A empresa deve evidenciar as suas obrigações futuras decorrentes de obrigações presentes e até mesmo resultantes de eventos passados. Em resumo temos que: PATRIMÔNIO ATIVO PASSIVO Bens e Direitos (ambientais) Obrigações com Terceiros (ambientais) Obrigações com os sócios (ambientais) Receitas Ambientais Costa (2012) relata três exemplos de receitas ambientais, sendo: prestação de serviços especializados em gestão ambiental; venda de produtos elaborados a partir de sobras de insumos do processo produtivo e participação no faturamento total da empresa que se reconhece como sendo devidaa sua atuação responsável com o meio ambiente. O autor acrescenta que o último exemplo, apesar de sua complexidade, pode ser calculado tomando como base estatística elaboradas com o mercado consumidor, determinando-se o percentual de clientes que realizaram a compra tendo como exigência e pré-condição o item responsabilidade ambiental. Empresas que investem em meio ambiente provocam melhorias em seu desempenho econômico, financeiro, ambiental e social, incentivando o incremento da produtividade dos recursos utilizados em seu processo produtivo, que poupadores de recursos podem ser por analogia, considerados receitas, além de contribuírem para a redução de impactos ambientais (TINOCO; KRAEMER, 2004, p. 190). Despesas e Custos Primeiramente precisamos diferenciar custos, despesas e investimento. INVESTIMENTO (vai para o ativo no BP) GASTOS DESPESAS (quando o Vr.é aplicado na Adm. e venda) CUSTOS (quando o Vr.é aplicado na Produção) ✓ CUSTOS – TODO O GASTOS DO DEPARTAMENTO/SETOR DE PRODUÇÃO Ex. : matéria prima, embalagens(utilizada na produção), mão de obra ( direta e indireta);Energia elétrica, manutenção, aluguel, seguro etc (referente a área de produção), OU SEJA TODOS OS GASTOS ATÉ O PRODUTO FICAR PRONTO ( ESTOQUE DE MATERIAIS ACABADOS) ✓ DESPESAS – TODOS DOS GASTOS QUE OCORREM PARA QUE O PRODUTO ACABADO CHEGUE ATÉ O CONSUMIDOR, OU SEJA TODOS OS GASTOS PARA VENDER E ENTREGAR O PRODUTO AO CLIENTE. Ex.: Gastos comerciais (marketing, comissão vendedores, frete e etc); gastos administrativo ( salários adm, material expediente, aluguel loja e etc) ✓ INVESTIMENTO São os gastos efetuados na aquisição de ativos (bens ambientais registrados em conta do Ativo no Balanço Patrimonial) com a perspectiva de gerar benefícios econômicos em períodos futuros. Exemplo: Maquina para reciclagem, filtros antipoluentes e etc) Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 54 CICLO NAS EMPRESAS COMERCIAIS: COMPRA DE MERCADORIAS => ESTOCA MERCADORIAS => VENDE MERCADORIAS. O conceito de custos na empresa comercial pode ser entendido como: Todos os gastos na obtenção do produto para revenda até chegar ao local (estoque da loja), ou seja, além do valor do próprio produto, será incluso todos os outros gastos como: frete, seguros, e etc. já as despesas são os gastos feitos para a venda da mercadoria, por exemplo: propaganda, aluguel da loja, comissão de vendedores, salários de vendedores, agua, energia, telefone, e etc. CICLO NAS EMPRESAS INDUSTRIAIS: COMPRA DE MATERIAIS (MATERIA PRIMA E OUTROS) => ESTOCA MATERIAS => PRODUZ (LINHA PRODUÇÃO) =>ESTOCA PRODUTOS ACABADOS => VENDE PRODUTOS ACABADOS Custos serão todos os gastos no setor de produção ou na fábrica: mão de obra direta, embalagem, matéria prima, aluguel da fábrica, seguro da fábrica, mão de obra indireta, depreciação das maquinas e equipamentos da fábrica, telefone fábrica e etc. Já as despesas serão todos os gasto para vender o produto depois de pronto, como: marketing, comissão vendedor, imposto sobre vendas, salário vendedor e etc. Exercícios:Classifique as contas abaixo em custos (industriais e comerciais), despesas e investimento. a) Aluguel da fábrica b) Seguro da fábrica c) Aquisição de Matéria- prima d) Matéria prima consumido na produção. e) Mão Obra direta (Produção) f) Salário supervisor fábrica g) Propaganda h) Aquisição de uma máquinas para a produção i) Depreciação de maquinas e equipamentos da produção j) Comissão de vendedor k) Impostos sobre vendas l) Energia elétrica do setor produção m) Energia elétrica do setor de vendas n) Salários da administração da fábrica o) Salários administrativos p) Depreciação das máquinas e equipamentos da administração q) Embalagem ambientais utilizadas na produção r) Mercadoria para revenda s) Frete e seguro pago na aquisição de mercadoria para revenda Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 55 Despesas e Custos Ambientais Recebem tal nomenclatura dependendo de sua destinação: se os gastos forem aplicados diretamente à produção, passam a ser contabilizados como custo; e se aplicados indiretamente, são despesas. Exemplo: ✓ Gastos com Insumos e embalagens ambientais utilizados na produção são custos. ✓ Gastos com Marketing para venda dos produtos ecologicamente corretos são despesas. De acordo com Ribeiro (2010) e Costa (2012), considera-se despesas ambientais todos os gastos envolvidos com o gerenciamento ambiental, consumidos no período e incorridos na área administrativa, Como despesas ambientais, classifica: ✓ Gastos relacionados com as políticas internas de preservação ambiental, como folders, cartazes, cartilhas e outros; ✓ Gastos com Seleção e recrutamento de pessoal para o gerenciamento e operação do controle ambiental; ✓ Gastos com salários e encargos do pessoal empregado na área de políticas internas de preservação ambiental; ✓ Pagamento das compras realizadas para essa área; ✓ Gastos com estocagem dos insumos utilizados no controle do meio ambiente; ✓ Gastos relacionados com treinamento na área ambiental como: horas-aula do instrutor e aquisição do material de expediente; ✓ Gastos com Auditoria ambiental. ✓ Gasto com depreciação do material permanente utilizado pela administração na área ambiental; ✓ Gasto com compensação ambiental; despesa com recuperação ambiental; dano ambiental; ✓ Gasto com consultoria para elaboração de EIA/RIMA; despesa com licenças ambientais; ✓ Gastos com multas e indenizações ambientais. Muitos gastos da empresa na área ambiental resultam em benefícios econômicos futuros para a sociedade externa, como resultado de um meio ambiente melhor em relação a essa conservação dos recursos naturais; porém, não necessariamente refletirão expectativas de benefícios futuros para a entidade que incorreu nos gastos, mas apenas despesas do período (RIBEIRO, 2010, p. 51). Já os custos ambientais devem compreender todos aqueles relacionados, direta ou indiretamente, com a proteção e preservação do meio ambiente. Ainda, de acordo com Ribeiro (2010) e Costa (2012), os custos ambientais, classificam-se em: ✓ Todas as formas de amortização, depreciação e exaustão, dos valores relativos aos ativos de natureza ambiental que pertencem à companhia; ✓ Gastos na aquisição de insumos próprios para controle, redução ou eliminação de poluentes; ✓ Gastos no Tratamento de resíduos dos produtos; ✓ Gastos com a disposição dos resíduos poluentes; ✓ Gastos na Recuperação ou restauração de áreas contaminadas; ✓ Gastos Mão de obra utilizada nas atividades de controle, preservação ou recuperação do meio ambiente. ✓ Gastos para preservação, redução ou eliminação da poluição que ocorre simultaneamente ao processo produtivo ✓ Gastos na aquisição de equipamentos de proteção ambiental; Em uma proposta de modelo de Plano de Contas, Ferreira (2006), classifica como custos ambientais o custo de serviço de sequestro de carbono e degradação produzida. Para as despesas ambientais, o autor classifica em recuperação de áreas degradadas, como degradação do ar, do solo e da água; depreciação de Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 56 equipamentos, como tecnologia limpa, tecnologia poluente, entre outros e outras despesas ambientais como treinamento, indenização a terceiros. Exercício de Fixação a) Defina com suas palavras, custos e despesas ambientais b) Cite três custos ambientais c) Cite três despesas ambientais Ecoeficiência Torna-se imperioso distinguir desempenho econômico e ecológico, o qual se denomina ecoeficiência, onde os impactos negativos duranteo processo de fabricação dos produtos e serviços são liberados através de resíduos. De acordo com Basf (2006), gerenciar a ecoeficiência consiste em analisar o ciclo de vida de produtos e os processos com o objetivo de avaliar seus desempenhos econômicos e ambientais. Saling (2002) converge para o conceito de Basf (2006) e pondera o impacto ambiental e os custos durante o ciclo de vida de uma linha de pro- dutos para medir a ecoeficiência de portfólio de produtos. Na emissão de resíduos, identificam-se os gerados na atmosfera, os efluentes e os sólidos. Logo, analisa-se a toxicidade desses resíduos e dos produtos e serviços ofertados pela empresa. Por último, analisam-se os possíveis desastres ecológicos que podem vir a ocorrer e os processos de segurança para evitá-los (SALING, 2002). Outros autores, como Kadt (1997); Helminen (2000) medem a ecoeficiência do sistema da empresa, avaliando o impacto perante as operações durante a operacionalização do processo de seus produtos e serviços, não sendo avaliado no decorrer de todo o ciclo de vida de um produto ou até mesmo de uma linha de produtos. Para Burrit; Saka (2005), a ecoeficiência é uma medida que fornece informações monetárias junto com informações não monetárias para avaliar o desempenho ecológico concomitantemente ao desempenho econômico. Saches (1993) relata cinco dimensões de sustentabilidade do ecodesenvolvimento, no qual propõe ações que visam à melhoria da qualidade de vida e a preservação ambiental (Tabela 1). As cinco dimensões propostas são sustentabilidade social; sustentabilidade econômica; sustentabilidade ecológica; sustentabilidade espacial/geográfica e sustentabilidade cultural. Tabela 1. Dimensões de sustentabilidade do ecodesenvolvimento. ✓ Sustentabilidade Social: O desenvolvimento em sua multidimensionalidade, abrangendo todo o espectro de necessidades materiais e não materiais. ✓ Sustentabilidade Econômica: Alocação e gestão mais eficientes dos recursos e por um fluxo regular do investimento público e privado. ✓ Sustentabilidade Ecológica: Compreende o uso dos potenciais inerentes aos variados ecossistemas compatível com sua mínima deterioração. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 57 ✓ Sustentabilidade Espacial/Geográfica: Pressupõe evitar a excessiva concentração geográfica de populações, de atividades e do poder. Busca uma relação cidade/campo mais equilibrada. ✓ Sustentabilidade Cultural: Conceito normativo de ecodesenvolvimento em uma pluralidade de soluções particulares, que respeitem as especificações de cada ecossistema, de cada cultura e de cada local. Fonte: elaborado pelo autor com base em Saches (1993). Costa (2012) afirma que o ecodesenvolvimento surge para dar uma resposta à necessidade de harmonizar os processos ambientais com os processos socioeconômicos, maximizando a produção dos ecossistemas para favorecer as necessidades humanas presentes e futuras. Para uma perfeita harmonia dos processos ambientais e os processos socioeconômicos, não se deve pensar somente na questão da maximização dos lucros sem o envolvimento da ecoeficiência. Ribeiro (2010) aponta que, os lucros sim fazem parte de toda e qualquer empresa, sendo este o objetivo gerado pelas mesmas, até mesmo pela questão de sua sobrevivência, porém os lucros têm que ser conquistados com responsabilidade socioambiental. Dentro deste cenário torna-se primordial a valorização da espécie humana. RELATÓRIO DA CONTABILIDADE Demonstrações Contábeis • Balanço Patrimonial (BP): Mostra o patrimônio da empresa em uma determinada data. • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): Mostra se no exercício (ano) a empresa obteve lucro ou prejuízo, detalhando as receitas e despesas responsáveis por este resultado. • Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): Mostra o destino dado ao lucro da empresa no período, ou o motivo do aumento do prejuízo. Pode ser substituída, se a opção da empresa for pela elaboração da Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), uma demonstração que detalha toda a evolução do patrimônio líquido, onde o lucro ou prejuízo está inserido. • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC): Mostra as movimentações ocorridas no caixa, proveniente das atividades operacionais da empresa, de financiamento e de investimento. Indica a origem e aplicação dos recursos da empresa. RELATORIO CONTABEIS AMBIENTAIS • Balanço Social CURTO E LONGO PRAZO NA CONTABILIDADE CURTO PRAZO => Tudo que a entidade tem a receber ou a pagar até o término do exercício (ano) seguinte. LONGO PRAZO => Tudo que a entidade tem a receber ou a pagar APÓS o término do exercício (ano)seguinte. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 58 Denomina-se exercício social o período de12 meses. Normalmente o exercício social coincide com o ano civil (1º de janeiro a 31 de dezembro); Ex: Uma maneira bastante simples de memorizar o assunto é se ter em conta que se uma obrigação tiver que ser paga até o final do exercício social subsequente, será classificada no Passivo Circulante, se o pagamento deverá ocorrer somente após o termino do exercício social subsequente, será classificada no Passivo Exigível a Longo Prazo e pensamento também é valido para os créditos a receber. BALANÇO PATRIMONIAL É uma demonstração estática, sintética e ordenada do patrimônio da empresa, refletindo a posição financeira da empresa de forma quantitativa e qualitativa em determinado momento. Neste documento, os bens, direitos, obrigações e a participação dos sócios são explícitas a todos que tenham acesso a este documento. Seguindo a lei 6.404/76 e suas alterações, as contas do Ativo (bens + direitos) seguirão a ordem decrescente de liquidez, ou seja, serão registradas primeiramente as contas que mais rapidamente se transformam em dinheiro (recurso líquido e certo para a empresa). BALANÇO PATRIMÔNIAL ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE (curto prazo) • Disponibilidade (caixa, banco e aplicações de curto prazo) • Estoques (de mercadorias para revenda, material expediente, matéria prima, produtos em elaboração e produtos acabados) • Créditos com terceiros (direitos a receber/recuperar) ATIVO NÃO CIRCULANTE * Realizável a Longo Prazo (direitos venc. após termino do exerc. Seguinte) * Investimentos (bens que a empresa não pretente se desfazer a curto prazo e não são utilizados pela empresa) * Imobilizado (bens uso da empresa) * Intangível (bens que não tem corpo, imateriais) PASSIVO CIRCULANTE (curto prazo) PASSIVO NÃO CIRCULANTE (obrigações venc. após termino do exerc. Seguinte) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (capital, reservas, lucros/prejuízos) As principais contas do Ativo Circulante são: 1. Disponibilidades – Neste subgrupo são classificadas as contas que possuem o maior grau de liquidez dentre as demais contas do Ativo. Elas representam as disponibilidades imediatas e quase imediatas. As disponibilidades imediatas correspondem ao dinheiro que a entidade tem no caixa ou depositado em conta corrente bancária, pois pode lançar mão desses valores imediatamente. Disponibilidades quase imediatas são os valores que, embora disponíveis, necessitam de alguns dias para serem resgatados ou para serem liberados, como ocorre com as aplicações de curtíssimo prazo e com os valores em trânsito (exemplo: depósitos Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 59 efetuados a favor da empresa por meio de ordens de pagamentos que ainda não foram liberados).Exemplos: Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações financeiras de liquidez imediata. (RIBEIRO, 2004) Contas a Receber ou a Recuperar – A expressão “a receber” ou “a recuperar” deixa claro que se trata de um direito, e será classificada no ativo circulante se o recebimento ocorrer a curto prazo. As contas a receber representam, normalmente, um dos mais importantes ativos das empresas em geral. São valores a receber decorrentes de vendas a prazo de mercadorias e serviços a clientes, ou oriundos de outras transações. Essas outras transações não representam o objeto principal da empresa, mas são normais e inerentes às suas atividades. Por esse motivo, é importante a segregação dos valores a receber, relativos ao seu objeto principal (CLIENTES), das demais contas, que podemos denominar de Outros Créditos. Se for necessário, a empresa ainda ajustará os valores a receber através de contas retificadoras, relativo a créditos incobráveis, atendendo à convenção do conservadorismo. Exemplos: Clientes, Duplicatas a Receber, Títulos a Receber, Notas Promissórias a receber, (-)Duplicatas Descontadas, (-) Provisão de Perdas com Clientes, Adiantamento a Clientes, Adiantamento a Funcionários ou Fornecedores, Empréstimo a Funcionários, Impostos a Recuperar, Investimentos Temporários, Aplicação Financeira de Curto Prazo (cujo saque não esteja disponível no momento), Importação em andamento, Cauções, enfim realizáveis de curto prazo. (FIPECAFI, 1993) Estoques – A composição dos estoques será uma consequência do tipo da atividade da empresa. A empresa comercial terá um estoque composto de mercadorias, enquanto a indústria terá estoques de matéria prima, produtos em elaboração, produto acabado, material de consumo e embalagens. Por exemplo: uma construtora terá estoque de imóveis em construção ou acabados, além de material de construção. No caso de quebra ou desvalorização habitual dos estoques, em uma indústria têxtil ou de informática, obedecendo ao conservadorismo, deverá ser feito o ajuste do valor por meio da provisão para quebra ou desvalorização, incluindo assim a despesa dentro do resultado do período em encerramento e respeitando também a competência do exercício. (PEREZ JR. & BEGALLI, 1999). Exemplos: Mercadorias para revenda, produtos acabados, produtos em elaboração, subprodutos, matérias primas, material secundário, material de embalagem, materiais de consumo (material de escritório, refeitório, limpeza, etc.), (-) Provisão para Ajuste a valor de mercado. 4. Despesas do Exercício Seguinte - Alguns autores preferem chamar de Despesas Antecipadas, por se tratar de antecipação de pagamento de despesas, cujos serviços, produtos ou benefícios ocorrerão apenas no próximo exercício. Exemplos: prêmios de seguros, aluguel passivo a vencer, assinaturas e anuidades, antecipação de comissões e prêmios, juros passivos a vencer. Observação – Nos casos de empréstimos efetuados com pagamentos de juros ou correção monetária prefixados, as contas representativas dessas despesas pagas antecipadamente devem ser, para fins de Análise de Balanços, reclassificadas como redutores das respectivas contas de obrigação no Passivo Circulante ou Passivo Exigível a Longo Prazo, conforme o caso. (RIBEIRO, 2004) Ativo Não Circulante São classificadas neste grupo as contas que não estão programadas para circular (girar) até o final do próximo exercício. Ou seja, tem uma rotação lenta e não fazem parte da programação financeira de recebimento para o próximo exercício. As principais contas do Ativo Não Circulante são: 1. Ativo Realizável a Longo Prazo – São classificadas aqui as contas que devem entrar em liquidez somente após o encerramento do próximo exercício. O realizável a longo prazo compreende teoricamente as mesmas contas do Ativo Circulante (com exceção das disponibilidades), cujo prazo de realização seja superior a um ano ou ao ciclo operacional se esta for superior a um ano. Exemplos: Duplicatas a Receber, Clientes, Estoques, Aplicações Financeiras, Cauções, (-) Provisão para Perdas com Clientes, Adiantamento ou Empréstimo a Clientes e Funcionários, enfim todos os direitos a receber após o encerramento do próximo exercício. (MATARAZZO, 1993) Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 60 2. Investimentos – Não são destinados à manutenção da atividade operacional da empresa; são ativos que a empresa não tem intenção de se desfazer deles. É chamada por alguns profissionais de imobilização financeira. A lei das Sociedades Anônimas (S.A.) estabelece que devam ser classificadas em investimentos as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza que não se destinem à manutenção da atividade da empresa, e não se classifiquem no Ativo Circulante ou realizável a longo prazo. (MATARAZZO, 1993).Exemplos: participação permanente em outras sociedades, obras de arte, imóveis não para uso (fruição de renda, aluguel). 3. Imobilizado – São bens e direitos utilizados na atividade operacional da empresa. A venda de qualquer desses elementos sem a devida reposição, prejudicará (ou pode até paralisar) a atividade normal da empresa. Exemplos: Podem ser tangíveis como terrenos, construções, obras em andamento, móveis e utensílios, máquinas, aparelhos e equipamentos, ferramentas, peças e conjunto de reposição, instalações, veículos, semoventes, direitos sobre recursos naturais, florestamento e reflorestamento, benfeitorias em propriedade de terceiros, (-) Depreciação/ Amortização/ Exaustão acumulada. Observação – O que distingue o subgrupo Investimentos do subgrupo Imobilizado apesar de ambos serem aplicações de natureza permanente (sem intenção de revenda), é o fato de que a alienação dos valores do subgrupo Investimentos não prejudica o andamento normal das atividades. (REIS, 1993) 4. Intangível – São os bens que não possuem matéria (corpo), portanto não podem ser tocados fisicamente. Um ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de definição de um ativo intangível, quando: a) for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. Um ativo intangível deve ser reconhecido apenas se, primeiro, for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo sejam gerados em favor da entidade; e em segundo, se o custo do ativo possa ser mensurado com segurança. Exemplos: direito de uso de software, patente, direitos autorais, concessão de exploração de negócio, marca, fundo de comércio, entre outros Classificação das contas do Passivo As contas do passivo são classificadas como: Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido. Passivo Circulante São classificadas neste grupo as obrigações que devem ser pagas ou recolhidas até o término do próximo exercício. Geralmente aparecem acompanhadas da expressão “a pagar” ou “a recolher”, e muitas vezes sendo esta a única distinção da despesa que possui o mesmo nome de conta. É de grande importância na análise das demonstrações contábeis, pois se trata de valores com grande influência no fluxo de caixa da empresa. Falta de controle nas obrigações de curto prazo podem levar a empresa à falência. Aqui, as principais contas são referentes a obrigações com fornecedores, funcionários, fiscais e trabalhistas, provisões, entre outras. Exemplo: fornecedores, duplicatas a pagar, impostos a recolher, encargostrabalhistas a recolher, salários a pagar, empréstimos e financiamentos a pagar, adiantamento de clientes, dividendos a pagar, títulos a pagar, energia elétrica a pagar, aluguel a pagar, provisão para 13º salário, provisão para férias, provisão para Imposto de Renda, juros a pagar, dividendos a pagar, entre outras. Passivo Não Circulante são as obrigações Exigível a Longo Prazo – São contas de obrigações e só diferem do Passivo Circulante pelo prazo de pagamento. Com o passar do tempo as contas do exigível a longo prazo passam para o passivo circulante. Isto porque estas obrigações passam a ser exigíveis até o final do próximo Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 61 exercício. Tal transição não acontecerá somente se o pagamento for feito enquanto a dívida for de longo prazo, antecipando o pagamento. Exemplo: Financiamentos, Empréstimos, Adiantamentos, Contas a Pagar, Fornecedores, Imóveis a Pagar, Títulos a Pagar, enfim todas as obrigações de longo prazo. Patrimônio Líquido É o grupo de contas que embora não seja considerado exigível, está vinculada ao Passivo por se tratar de uma dívida da empresa para com os seus sócios. E também para estabelecer o equilíbrio dos recursos entre o Ativo (aplicação) e o Passivo (origem). O patrimônio líquido é composto por: 1. Capital Social – é o recurso aplicado pelos sócios na empresa. Pode ser a título de investimento inicial, aumento de investimento ou até mesmo aplicação de lucros para aumentar o investimento na empresa, deduzindo-se a parcela não integralizada. Segundo o Art. 7º da Lei 6.404/76, o capital social poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro. O capital social pode se subdividir em: a) Capital social subscrito: é o valor que os sócios registraram como investimento no contrato social da empresa. É o compromisso assumido de entrega dos valores. b) Capital social integralizado (realizado): é o valor já entregue pelos sócios, em virtude do compromisso assumido no registro do capital social. É a diferença entre o capital subscrito e o capital a realizar. c) Capital social a integralizar (a realizar): é o valor registrado no capital social da empresa, mas ainda não entregue pelos sócios. 2. Reservas de capital – São valores emitidos pela empresa, não destinados a aumento do capital social e que não passaram pelo resultado. São exemplos: ágio na venda de ações, prêmio recebido na emissão de debêntures, bônus de subscrição. 3. Reservas de lucros – São valores retidos do lucro, para uma destinação específica. Ou seja, é a parte do lucro que neste momento não será distribuída aos sócios como dividendos, ficando investida na empresa. São exemplos: reserva legal, reserva para contingências, reserva de lucros a realizar, entre outras dispostas na legislação. 4. Ajustes de avaliação patrimonial – São os aumentos ou reduções de valores do ativo ou passivo, em função do valor real de mercado. Há uma clara intenção de apresentação do patrimônio pelo valor justo. 5. Ações em Tesouraria – Ocorre quando a empresa compra, no mercado de ações, suas próprias ações. 6. Prejuízos Acumulados – É a soma dos valores negativos do resultado que são acumulados em um ou mais exercícios. Exemplo De BP BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE MARÇO DE 20X0 ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE 21.200, PASSIVO CIRCULANTE 7.700 Caixa 5.800 Duplicatas a Pagar 7.700 Bcos c/ Movimento 4.000 Mercadorias 6.400 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 0,00 Duplicatas a Receber 5.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ATIVO NÃO CIRUCLANTE Capital 20.000 REALIZÁVEL A LP 0,00 INVESTIMENTO 0,00 IMOBILIZADO 6.500 Instalações 2.200 Veículos 3.000 Mov. e Utensílios 1.300 INTANGÍVEL 0,00 TOTAL ATIVO 27.700 TOTAL PASSIVO 27.700 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 62 A soma do Balanço será sempre igual à soma das colunas Saldos do Balancete de Verificação, pois os elementos são tirados dessas colunas. Se a soma do Balanço não coincidir com as somas das colunas Saldos do Balancete as causas poderão ser as seguintes: b) erro nas somas parciais dos grupos; c) erro nas somas gerais; d) erro na transcrição de importâncias do Balancete para o Balanço. Outro exemplo: Tiririka da Serra S/A Balanço Patrimonial de 31/10/20XX ATIVO Componentes positivos Bens Caixa 1.500,00 Bancos 800,00 Equipamentos 2.700,00 Máquinas 500,00 Mercadorias 2.500,00 Direitos Duplicatas a receber 2.000,00 TOTAL ATIVO 10.000,00 PASSIVO Componentes negativos Obrigações Fornecedores 2.500,00 Títulos a pagar 2.800,00 PL Capital 4.000,00 Reserva de Lucros 700,00 TOTAL PASSIVO 10.000,00 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 63 1 - Modelo de balanço sem evidenciação ambiental 2 - Modelo de balanço com evidenciação ambiental Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 64 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO: 1.No plano de contas da Cia. Tico e Teco, constavam as contas a seguir relacionadas. Classifique-as em contas de acordo com os Grupos e subgrupos do Balanço Patrimonial. Terrenos - Mercadorias - Materiais de escritório - Capital - Contas a receber - Contas a pagar Aluguéis a pagar - Fornecedores - Duplicatas a pagar LP - Veículos - Títulos a receber LP - Divi dendos a pagar - Instalações - Equipamentos - Clientes - Caixa - Almoxarifado de materiais , Máquinas, Empréstimos bancários - Móveis e utensílios - Salários a pagar – Bancos Conta Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 65 2 -Observe o Gráfico Patrimonial abaixo: PATRIMÔNIO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE Caixa R$ 30.000,00 Clientes R$ 15.000,00 Estoques R$ 10.000,00 NÃO CIRCULANTE Realizável A Longo Prazo Clientes R$ 5.000,00 Imobilizado Móveis R$ 20.000,00 Imóveis R$ 60.000,00 CIRCULANTE Fornecedores R$ 10.000,00 Impostos a recolher R$ 1.000,00 Salários a pagar R$ 20.000,00 NÃO CIRCULANTE Exigível A Longo Prazo Duplicatas a pagar R$ 6.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social R$ 70.000,00 Reservas R$ 30.000,00 Lucros acumulados R$ 3.000,00 Total do Ativo ……………………... R$ 140.000,00 Total do Passivo ………………… R$ 140.000,00 Determine o valor de cada item seguinte: a) Recursos totais b) Disponibilidades c) Capital Próprio d) Capital Subscrito e) Capital inicial f) Passivo Exigível g) Capital de terceiros h) Origens de Recursos i) Patrimônio Líquido j) Aplicações Recursos BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE MARÇO DE 20X0 ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE 21.200, PASSIVO CIRCULANTE 7.700Caixa 5.800 Duplicatas a Pagar 7.700 Bcos c/ Movimento 4.000 Mercadorias 6.400 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 0,00 Duplicatas a Receber 5.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ATIVO NÃO CIRCULANTE Capital 20.000 REALIZÁVEL A LP 0,00 INVESTIMENTO 0,00 IMOBILIZADO 6.500 Instalações 2.200 Veículos 3.000 Mov. e Utensílios 1.300 INTANGÍVEL 0,00 TOTAL ATIVO 27.700 TOTAL PASSIVO 27.700 Responda: Qual o valor do: a) Capital Próprio? b) Total de investimentos? c) Capital de Terceiros? d) Total do Passivo não circulante? e) Total da Situação PL? f) Total do ativo Imobilizado? g) Total do Passivo? h) Total do ativo Não Circulante? i) Total do Passivo Exigível? Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 66 O BALAÇO SOCIAL Vellani (2011) destaca que o balanço social não é uma demonstração obrigatória. Apesar disso, muitas empresas o publicam. O autor destaca ainda, que o modelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), traz sete itens para o Balanço Social que são: Base de cálculo; Indicadores sociais internos; Indicadores sociais externos; Indicadores ambientais; Indicadores de corpo funcional; Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial; outras informações. Para a Base de cálculo, os indicadores representam a receita líquida; resultado operacional e a folha de pagamento bruta; quanto ao indicadores internos são considerados os valores gastos com alimentação; previdência privada; saúde; educação; cultura; entre outros, já os indicadores externos representam o somatório dos investimentos na comunidade que aparecem discriminados; total de tributos pagos (VELLANI, 2011). Com relação aos Indicadores ambientais Ferreira (2006) reconhece o valor dos investimentos incorridos em ações ambientais internas e externas à empresa; quanto aos Indicadores de corpo funcional representam como este fator o número de negros que trabalham na empresa e de acordo com as Informações relevantes ao exercício da cidadania empresarial, baseiam-se na relação entre a maior e menor remuneração; número de acidentes de trabalho; normas e valor adicionado. Quanto à forma de divulgação, enquanto não tivermos obrigatoriedade legal sobre o tema, deve-se adotar uma das seguintes premissas: a) Apresentar as informações no modelo do Balanço Social do IBASE – Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica (entendemos ser muito simplificado). https://ibase.br/pt/balanco-social/ b) Apresentar junto com as demais demonstrações financeiras, em formato mais analítico, um relatório específico das operações relacionadas à gestão ambiental. c) Incluir os dados nas atuais demonstrações, mantendo o atual padrão, apresentando os efeitos em uma Nota Explicativa. Exemplo de Balanço Social/Ambiental Publicado1 Uma iniciativa revolucionária foi tomada por uma empresa holandesa, que tem filiais em quatorze países, inclusive Brasil - BSO/ORIGIN, uma "'joint venture" da Philips e a BSO/Behher BV, fundada em 1.976 - na área de automação. Embora pertencendo a um segmento não poluente, esta empresa publicou um balanço ambiental juntamente com suas demonstrações contábeis relativas ao ano de 1.990. Para tanto, desenvolveu uma metodologia para quantificar o impacto ambiental provocado por suas atividades, em decorrência dos gases emitidos pelos automóveis utilizados por seus funcionários, do consumo de eletricidade, de gás natural para aquecimento central e uso de aparelhos de ar condicionado em seus escritórios, além de identificar os custos ambientais relativos à coleta, incineração e poluição dos papéis utilizados e os custos de tratamento de esgotos. O trabalho desenvolvido por esta empresa permitiu-lhe apurar, e divulgar, que as taxas ambientais, por esta recolhida aos governos dos países onde atua, não são suficientes para cobrir os custos de reparação dos danos causados ao meio ambiente global. Esta empresa verificou que sua dívida ambiental era da ordem de US$ 1,2 milhão e, no entanto, menos de US$ 100 mil são utilizados no pagamento de taxas de tratamento de esgotos e de resíduos. A dívida ambiental apurada representa 10% do lucro líquido desta companhia. Nota-se que a iniciativa é pioneira, não somente pelo aspecto da divulgação do Balanço Ambiental contendo os custos ambientais decorrentes da atividade econômica, mas essencialmente pela ousadia de admitir em público sua responsabilidade pela degradação do meio ambiente e, conseqüentemente, seu passivo Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 67 ambiental, como também o compromisso assumido de investir em pesquisas e estudos na área ambiental a parcela que deixou de recolher aos cofres públicos. Exemplo de Balanço Social. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 68 Demonstração de Resultado do Exercício A demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem- se às despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). (IUDÍCIBUS, 1998) A elaboração da DRE deve seguir o disposto na lei 6.404/76. Vejamos na íntegra o texto da lei, consolidado com as alterações: Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas. (Redação dada pela Lei nº11. 941, de 2009) V – o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. § 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos O resultado da empresa serve para saber se a empresa apurou lucro ou prejuízo e envolve as contas de Receitas e Despesas/Custos por isso são chamadas contas de resultado. RECEITAS - são as Vendas de produtos e de serviços que dizem respeito a atividade operacional da empresa Outras Receitas podem ocorrer mas não são decorrentes da atividade principal da empresa, chamadas de Receitas não operacionais, por exemplo: alugueis a receber ou alugueis ativos, juros a receber ou juros ativos e etc. DESPESAS são gastos que não estão incluso nos custos das mercadorias porém são necessários para manter a atividade da empresa comercial, como por exemplo aluguel (da loja), contas de agua, telefone e energia, salários e etc. Diferenciação de DESPESAS E CUSTOS Todos os gastos efetivados para aquisição de mercadoria para revenda são custos. Os gastos de despesas não tem haver com aquisição de mercadoria, mas para obtenção da receitas (vendas). Diferenciação de DESPESAS E OBRIGAÇÕES As obrigações, como o próprio nome diz ainda não foi paga, fica no BALANÇOPATRIMONIAL e geralmente tem a terminologia A PAGAR OU A RECOLHER. Ex.: Salários a pagar, telefone a pagar, alugueis a pagar, impostos a recolher e etc. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 69 Já as DESPESAS SÃO GASTOS EFETIVADOS OU APROPRIADOS E AS CONTAS GERALMENTE NÃO POSSUEM TERMINOLOGIAS por exemplo: Salários, Alugueis, TELEFONE, IMPOSTOS e etc. Objetivo da apuração do resultado do exercício As receitas e despesas de uma empresa representam, respectivamente, acréscimo e diminuição de seu patrimônio líquido, a diferença entre RECEITAS E DESPESAS GERA LUCRO OU PEJUÍZO. VEJAMOS: DEMONSTRATIVO SIMPLIFICADO. RECEITAS (VENDAS) .................................= 0,00 (-) CMV (Custo da Mercadoria Vendida)..= 0,00 = LUCRO BRUTO.........................................= 0,00 (-) DESPESAS ..............................................= 0,00 (+) OUTRAS RECEITAS................................= 0,00 = LUCRO OPERACIONAL.............................= 0,00 BP (Balanço Patrimonial) X DRE (Demonstração do Resultado do Exercícios) Importante: Podemos perceber que o Balanço Patrimonial registra Bens, Direitos, Obrigações e o Patrimônio Líquido e o Demonstrativo de Resultado registra as RECEITAS E DESPESAS/CUSTOS e o resultado do DRE será LUCRO OU PREJUIZO e esses valores serão transportados para BP registrados no grupo do Patrimônio Líquido na conta Reservas de Lucros (podemos ver na figura acima que o lucro de $700,00 foi registrado na conta Reserva de Lucro (representa o ganho da empresa naquele período). Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 70 MODELO COMPLETO DE DRE Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 71 EXEMPLO DE DRE SEM EVIDENCIAÇÃO AMBIENTAL Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 72 EXEMPLO DE DRE SEM EVIDENCIAÇÃO AMBIENTAL Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 73 Exercício de Fixação: 1Com base nos valores das contas abaixo feche o DRE e o BP 1º caso- R$ Clientes 2.500,00 Caixa 39.000,00 Vendas 15.000,00 Capital social 20.000,00 Equipamentos 3.500,00 Fornecedores 10.000,00 Salários a pagar 4.000,00 CMV (custo das mercadorias vendidas) 1.000,00 Salários 3.000,00 2º caso – R$ Veículos 1500,00 Caixa 42.500,00 Venda de serviços ou serviços prestados 10.000 Terrenos 5000,00 Capital social 30.000,00 Vendas Produtos 20.000,00 Equipamentos 1000,00 Fornecedores 6.000,00 Juros a pagar 4.000,00 CMV (custo das mercadorias vendidas) 5.000,00 Aluguel da loja 1500,00 Salários 3500,00 Despesas Financeiras 10.000,00 3º caso Caixa R$ 30.000,00 Fornecedores R$ 10.000,00 Vendas R$ 20.000,00 Impostos a recolher R$ 1.000,00 Clientes R$ 15.000,00 Imposto e Taxas 2.000,00 Juros sobre Financiamentos 5.000,00 Salários 4.000,00 Estoques Mercadorias R$ 10.000,00 Salários a pagar R$ 20.0 00,00 Custos Mercadoria Vendida 6.000,00 Duplicatas a pagar R$ 6.000,00 Clientes R$ 5.000,00 Capital Social R$ 70.000,00 Móveis R$ 20.000,00 Reservas de capital R$ 30.000,00 Imóveis R$ 60.000,00 2- A partir do conhecimento dos elementos que compõem o patrimônio da empresa, bem como da estrutura do Balanço Patrimonial, monte o mesmo considerando as informações abaixo: Estoques 1.665 Salários e encargos a pagar 6.830 Capital social 29.800 Veículos 24.000 Empréstimos a Pagar 2.565 Lucros Acumulados 1.555 Investimentos a Longo Prazo 1.956 Empréstimos a Longo Prazo 899 Fornecedores 543 Aplicações financeiras 2.122 Bancos Futuro S/A 2.009 Títulos a receber de clientes 854 Terrenos 4.574 Edificações 5.012 Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 74 2- A partir dos saldos abaixo elabore o BP e a DRE e em seguida efetue os cálculos dos indicadores (liquidez). Conta Valor Conta Valor Caixa Fornecedores Banco Bradesco Salários a pagar Clientes INSS a recolher ICMS a recuperar FGTS a recolher PIS a recuperar IRRF a recolher Despesa Financeiras 7.000,00 19.780,00 150.830,00 2.994,00 70.735,00 1.187,00 272,00 272,00 866,00 5.945,00 3.060,00 Cofins a recuperar ICMS a recolher Computadores Pis a recolher Emprestimos a LP Capital social Receita com vendas CMV Despesas administrativas 3.990,00 12.600,00 28.000,00 1.155,00 5.320,00 220.000,00 30.000,00 8.000,00 26.500,00 CAPACIDADE DE SOLVÊNCIA DAS EMPRESAS Na gestão de uma empresa, um dos mais recursos mais utilizados como base para tomada de decisões é a análise de Indicadores de Desempenho. Por meio destes indicadores é possível tomar as decisões gerenciais necessárias, visando corrigir erros que estão prejudicando o desempenho dos negócios ou então aproveitar oportunidades. Vale a pena lembrar que vários destes indicadores podem ser obtidos com base nos dados de relatórios gerenciais que provavelmente sua empresa já possui, como o Demonstrativo de Resultados, o Balanço Patrimonial e o Fluxo de Caixa. Estes indicadores são geralmente agrupados em quatro categorias: Indicadores de Rentabilidade, Indicadores de Estrutura de Capital, Indicadores de Atividade e por fim os Indicadores de Liquidez, que é o tema principal deste artigo. Cálculo E Análise Dos Índices De Liquidez Os índices de liquidez avaliam a capacidade de pagamento da empresa frente a suas obrigações, ou seja, se uma empresa é solvente ou não. A solvabilidade de empresas pode ser medida utilizando índices de liquidez. As informações para o cálculo destes índices são retiradas do balanço patrimonial da empresa, cujo teor, deve estar sempre atualizado para que não haja nenhum tipo de erro quando da realização dos cálculos. Sendo de grande importância para a administração da continuidade da empresa, as variações destes índices devem ser motivos de estudos para os Administradores/gestores. Solvência e liquidez são duas palavras distintas cujos conceitos se ralacionam. Conceituando as duas palavras temos: • Solvência- em finanças e na contabilidade é o estado da empresa cujo valor de seus ativos superam os passivos, isto é, a capacidade que a empresa tem de cumprir com seus compromissos com os valores que constituem seu patrimônio perpetuando suas atividades. • Liquidez- segundo Gittman(2004, p.46) é a capacidade da empresa de cumprir as obrigações de curto prazo a medida que elas vencem. Este conceito ainda pode ser estendido, levando em consideração que a palavra liquidez é utilizada para caracterizar tipos de investimentos que podem ser liquidados imediatamente. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 75 As informações para o cálculo destes índices são retiradas unicamente do Balanço patrimonial, demonstração contábil que evidência a posição patrimonial da entidade, devendo ser atualizadas constantemente para uma correta análise. Atualmente estuda-se 4 índices de liquidez: ✓ liquidez corrente ✓ liquidez seca ✓ liquidez imediata ✓ liquidez geral A partir do resultado obtido podemos fazer a seguinte análise: Resultado da Liquidez Corrente: Maior que 1: Resultado que demonstra folga no disponível para uma possível liquidação das obrigações. Se igual a 1: Os valores dos direitos e obrigações a curto prazo são equivalentes Se menor que 1: Não haveria disponibilidade suficientes para quitar as obrigações a curto prazo, caso fosse preciso. Liquidezcorrente Calculada a partir da Razão entre os direitos a curto prazo da empresa (Caixas, bancos, estoques, clientes) e a as dívidas a curto prazo (Empréstimos, financiamentos, impostos, fornecedores). No Balanço estas informações são evidenciadas respectivamente como Ativo Circulante e Passivo Circulante. Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante Liquidez Seca Similar a liquidez corrente a liquidez Seca exclui do cálculo acima os estoques, por não apresentarem liquidez compatível com o grupo patrimonial onde estão inseridos. O resultado deste índice será invariavelmente menor ao de liquidez corrente, sendo cauteloso com relação ao estoque para a liquidação de obrigações. Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques) / Passivo Circulante Liquidez Imediata Índice conservador, considera apenas caixa, saldos bancários e aplicações financeiras de liquidez imediata para quitar as obrigações. Ou seja, apenas as contas que possuem de liquidez imediata para quitar as obrigações. Excluindo-se além dos estoques as contas e valores a receber. Um índice de grande importância para análise da situação a curto-prazo da empresa. Liquidez Imediata = Disponível / Passivo Circulante Liquidez Geral Por fim, temos a Liquidez Geral. Diferentemente dos três índices anteriores que avaliam a situação de curto prazo da empresa, a Liquidez Geral leva leva em consideração a situação a longo prazo da empresa, incluindo no cálculo os direitos e obrigações a longo prazo. Estes valores também são obtidos no balanço patrimonial. Observação: A partir de 31.12.2008, em função da nova estrutura dos balanços patrimoniais promovida pela MP 449/2008, a fórmula da liquidez geral será: Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 76 Análise dos índices Para uma ampla e correta análise de liquidez da empresa é aconselhável o estudo dos 4 índices de forma simultânea e comparativa, sempre observando quais são as necessidades da empresa, qual o ramo do mercado em que ela está inserida e quais as respostas que os gestores procuram ao calcular estes índices. Um balanço patrimonial bem estruturado com a correta classificação das contas pela contabilidade irá gerar índices de qualidade para uma melhor tomada de decisão dos gestores. Exemplo: O índice de liquidez corrente mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 4,11 de recursos a curto prazo. Portanto, a organização tem condições de cumprir com todas as obrigações a curto prazo e ainda tem uma folga de 3,11 para cada 1,00 de dívida a curto prazo. O índice de liquidez seca mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 0,78 de liquidez seca. Para obter o ILC é preciso pegar o Ativo Circulante, deduzir os estoques e a partir desse valor, dividir pelo total das dívidas a curto prazo (passivo circulante). O índice de liquidez imediata mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 0,38 de recurso disponível. Portanto, a empresa cumpri com 38% das obrigações a curto prazo apenas com os valores considerados disponíveis. Observa-se que disponível normalmente considera-se o valor do caixa, mais o saldo da conta bancos - conta movimento. Entende-se pelo índice de liquidez geral que para cada um real de dívida total, a empresa tem R$ 1,12 de recursos totais, envolvendo valores, a curto e longo prazo. Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 77 CAPITAL DE GIRO O conceito de Capital de Giro (ou ativo circulante), que nada mais é que o resultado entre o dinheiro que você tem, e o dinheiro que você deve. Ou seja, o Capital de Giro pode ser entendido como a quantidade de dinheiro que a empresa precisa para operar regularmente. E este recurso financeiro está alocado nos estoque, nas contas a receber, no caixa ou na própria conta corrente da empresa. Como o conceito nem sempre é de conhecimento de todos os empreendedores, muitas vezes é relevado o investimento no Capital de Giro, o que acaba por piorar a situação financeira da empresa. Fórmula de cálculo do capital de giro de empresas constituídas Capital de giro = AC (ativo circulante) Fórmula de cálculo do Capital de Giro Líquido A fórmula para o cálculo é simples. Para calcular o Capital de Giro líquido (CGL), basta somar os Ativos Circulantes (Investimentos) e reduzir os Passivos Circulantes (Fonte de Recursos). CGL = AC– PC AC: ativo circulante (caixa, bancos, aplicações financeiras, contas a receber, etc.) PC: passivo circulante (fornecedores, contas a pagar, empréstimos, etc.) Para isso, é importante reforçar que o Capital de Giro é o valor que a empresa possui para pagar as despesas operacionais do dia a dia, sejam elas despesas fixas ou gastos necessários a manutenção da operação. o CGL negativo: a empresa tem um déficit em seu capital de giro, significando que parte de seu capital de giro vem de recursos de terceiros, o que pode levar a despesas com pagamento de juros por este capital e em alguns casos, demonstrar um quadro de risco associado ao negócio. Qual a importância da gestão do Capital de Giro? Falhas na gestão do Capital de Giro e das finanças da empresa fazem com que o empresário tenha que captar recursos adicionais, o que normalmente acontece através de empréstimos bancários (que trabalham com altas taxas de juros!).Porém, essa situação é de risco, já que o Capital de Giro deve cobrir despesas rotineiras e, exatamente por isso, deve ser suprido com os próprios recursos da empresa. Não é adequado aumentar o nível de endividamento para financiar a operação. Empréstimos devem ser tomados para outras finalidades, como para investimentos em novos projetos, expansão e crescimento do negócio. Existem aspectos que influenciam diretamente neste cálculo, como a redução das vendas, o crescimento da inadimplência, o aumento de custos e desperdícios. A adoção de alguns controles rigorosos pode colaborar para uma gestão otimizada e prevenir a insuficiência do Capital de Giro. Eles são importantes porque, além de permitirem um maior controle sobre a saúde financeira da sua empresa, também servem para prevenir problemas futuros. Fatores que levam à diminuição do capital de giro ✓ Redução de vendas Prof.: Helaine do A. Motta - Fl. 78 ✓ Crescimento da inadimplência ✓ Aumento das despesas financeiras ✓ Aumento de custos Dicas para prevenir a insuficiência do capital de giro ✓ Mantenha o controle da inadimplência ✓ Renegocie dívidas para o longo prazo ✓ Reduza custos e despesas O capital de giro pode auxiliar os pequenos empreendimentos por meio de uma estratégia econômica sólida e eficaz, para que o empreendedor tenha recursos para aplicar em outros empreendimentos ou investir ainda mais em seu negócio. Exercício fixação: Com base no Balanço abaixo calcule o CG e o CGL (capital de giro liquido) Ativo 31-12-X5 Passivo e PL 31-12-X5 Circulante Circulante Caixa e Bancos 20.000 Diversos a Pagar 70.000 Duplicatas a Receber 50.000 Estoques 42.000 Não Circulante Total Circulante 112.000 Financiamento 10.000 Não Circulante Realizável a LP 12.000 Investimentos 20.000 Patrimônio Líquido Imobilizado 40.000 Capital 100.000 Intangível 16.000 Reservas 20.000 Total Não Circulante 88.000 Total do PL 120.000 Total do Ativo 200.000 Total do Passivo 200.000 AMORTIZAÇÃO, EXAUSTÃO E DEPRECIAÇÃO, DOS ATIVOS Trabalho exaustão : Depreciação Exaustão: Floresta, Recursos Minerais Amortização Link para pesquisa https://www.valor.srv.br/matTecs/matTecsIndex.php?idMatTec=507; Eco-indicadores de eficiência e Disclosure Ambiental Balanço social https://administradores.com.br/artigos/balanco-social-sua-importancia-para-as-organizacoes