Prévia do material em texto
Universidade Federal de Lavras Departamento de Química Experiência 1 Técnica de Ftir Turma: Cinthia Pereira do Nascimento 201810887 Iasmim Gabriela Fonseca Da Paixão 201820356 Júlia Alves Ferreira 201820354 Pâmela Pereira Rodrigues Freire 201820480 Professor: Walclée de Carvalho Melo Lavras, 26 de agosto de 2019 Introdução Cientistas russos utilizam a técnica de espectroscopia no infravermelho desde 1940. Essa técnica estuda a vibração dos átomos da molécula quando recebe uma radiação, também chamada de "espectroscopia vibracional". É um método de caracterização física, utilizado para fornecer evidências da presença de grupos funcionais na estrutura de substâncias, podendo ser utilizada para identificar um composto. Isto é possível porque os átomos que formam as moléculas possuem frequências específicas de vibração, que variam de acordo com a estrutura, composição e das forças que as ligam (Dr. Furio Damiani e Dr. Peter Jürgen Tatsch, 2000). Desse modo o espectro de emissão/absorção no infravermelho de cada composto possui um padrão único, podendo assim ser considerado como a impressão digital do mesmo. Podendo ser utilizado para diversos fins como identificar substâncias presentes na cena de um crime,, determinar concentração de substâncias em produtos de limpeza, alimentos, medicamentos e outros materiais, compreender melhor as propriedades microscópicas das molécula (Diego de Oliveira e Rogério Junqueira, 2012). O espectro de infravermelho obtém-se geralmente pela passagem da radiação de IV através da amostra e pela determinação da radiação incidente absorvida a uma determinada energia. A região do infravermelho do espectro eletromagnético pode ser dividida em três partes principais devido ao comprimento de onda apresentado por cada faixa. A região mais interessante para fins analíticos está entre e 25 μm (micrômetros), isto é, cujos números de ondas estão entre 4000 e 400 cm–1(VOGEL, 2019). Os espectrofotômetros de infravermelho mais avançados utilizam um procedimento baseado na interferometria para produzir o espectro. Esta técnica é conhecida como espectroscopia FTIR, Fourier Transform InfraRed (Transformada de Fourier Infravermelho), é o método de espectroscopia infravermelho mais utilizado devido à sua velocidade, confiabilidade e conveniência. Apenas quando o custo é um fator fundamental, os instrumentos dispersivos ainda são usados (SKOOG, HOLLER e NIEMAN, pág. 352). Este método é baseado na interferência da radiação entre dois feixes resultando um interferograma. Um interferograma é o registro do sinal produzido pela combinação das múltiplas frequências possíveis de obter com a transformada de Fourier. A conversão do interferograma para espectro é conseguida pelo tratamento matemático com transformadas de Fourie (Joana Gonçalves leite, 2008). As etapas pressente no esquema no processo instrumental é normalmente composto pelos seguintes passos: 1.Fonte: a energia infravermelha é emitida por uma fonte de corpo negro. Este feixe passa através de uma abertura que controla a quantidade de energia presente na amostra. 2. Interferômetro: o feixe entra no interferômetro onde é feita a “codificação espectral”, e o sinal resultante do interferograma sai do interferômetro. 3. Amostra: O feixe entra no compartimento da amostra que é atravessada pelo feixe ou o reflete, dependendo do tipo de análise a ser feita. É aqui que frequências específicas de energia, características de cada amostra, são absorvidas. 4. Detector: O feixe passa finalmente para o detector para uma medição final. Os detectores utilizados são apropriados para medir o sinal especial do interferograma. 5. Computador: o sinal medido é digitalizado e enviado para o computador onde a transformada de Fourier é feita. 6. O espectro infravermelho final é então apresentado ao utilizador para interpretação e posterior manipulação. Parte Experimental Obtenção de espectros Materiais Almotariz; pistilo; prensa hidráulica; porta pastilha; Espectrofotômetro Reagentes KBr (brometo de potássio), ureia, glicose Foi colocado em um almotariz 200 mg de KBr e glicose em pó, com a ajuda do pistilo o brometo de potássio e a glicose foi macerado por cerca de 2 a 3 minutos até ficar o mais translucido possível. Logo em seguida o pó foi transferido para um porta pastilha e fechado. Após feito isso, o porta pastilha foi para uma maquina de prensa hidráulica com a pressão de 4 a 6 toneladas durante um minuto. A pastilha foi retirada do porta pastilha e levada para espectrofotômetro onde o feixe de luz ultravioleta passa pela pastilha e mostra o espectro formado da glicose O mesmo procedimento é feito com a ureia. Discussão dos resultados Primordialmente, conduzimos ao Laboratório de Espectroscopia na Região do Infravermelho (FTIR) para realizar o teste instrumental para o aferimento das amostras de Glicose e Ureia. Foi efetuado todo o procedimento de preparação das amostras, sendo assim, possível analisar o espectro gerado pelo programa de computador no qual é vinculado ao equipamento. A partir do espectro comparamos os valores tabelados que representam os grupamentos químicos. Glicose: Análise dos picos do espectro gerado e identificação dos grupos que compõe a molécula de Glicose (C6H12O6). Com a sua estrutura, podemos chegar à conclusão de que devíamos encontrar picos que representam a presença de grupos O-H, C-O, C-H-O, como mostra o gráfico abaixo. Foi possível aferir os valores de número de onda (cm-1) e analisando esses valores encontrados foi possível chegar aos resultados que mostram a presença desses grupos, mostrados na tabela abaixo. Ligações (grupamentos químicos) Número de onda (cm-1) O-H 3400 C-O 1730 C-H 2960 Ureia: Análise dos picos do espectro gerado e identificação dos grupos que compõe a molécula de Ureia (CH4N 2O). Com a sua estrutura, podemos chegar à conclusão de que devíamos encontrar picos que representam a presença de grupos C=O, NH 2, C-N, como mostra o gráfico abaixo. Foi possível aferir os valores de número de onda (cm-1) e analisando esses valores encontrados foi possível chegar aos resultados que mostram a presença desses grupos, mostrados na tabela abaixo. Ligações (grupamentos químicos) Número de onda (cm-1) NH2 1550 N-H (NH2 se analisado o tamanho da banda) 3500 C-N 1200 C=0 1700 Também foi feito a análise de dois espectros, onde era desconhecido as suas substâncias. A partir da análise desses espectros, fazendo uma comparação com o auxílio uma tabela de referência foi feitas suposições de quais substâncias possivelmente seriam. Com relação ao composto X, foram identificados os seguintes grupos funcionais. Ligações (grupamentos químicos) Número de onda (cm-1) OH 3300 C=C 1600 CH2 1450 CO 1270 Anel aromático 800 A partir dessesdados, acreditamos que, o composto se trata de um fenol, visto que apresenta um anel aromático. Os valores também levam em conta o tamanho da banda e a presença de uma ligação coexistir com as outras, atestando provavelmente o composto se trata da classe dos fenóis. Com relação ao composto Y, foram identificados os seguintes grupos funcionais. Ligações (grupamentos químicos) Número de onda (cm-1) NH 1500 C=C 1600 CH 3020 NH2 3400 A partir desses dados, acreditamos que, o composto se trata de um nitrocomposto aromático, visto que apresenta ligações C=C e também grupos NH e NH2, que com os seus respectivos valores de picos aferidos mostram que se trata de grupos NH2 ligado a um aromático. Então, temos, dessa forma, uma amina ou amida ligada a um aromático, possivelmente um nitrobenzeno. Conclusão Conclui-se que os espectros gerados da análise da ureia e da glicose servem para a identificação ou determinação das características estruturais ,e informações qualitativas. Referências Bibliográficas Diego de Oliveira Leite e Rogério Junqueira Prado . Espectroscopia no infravermelho: uma apresentação para o Ensino Médio, 2012. Disponivel em : < www.sbsica.org.br> Dr. Furio Damiani e Dr. Peter Jürgen Tatsch. Medidas para Caracterização e Análise de Materiais, Fourier Transform Infrared Spectroscopy, 2000. Universidade Estadual de Campinas. Disponível em : < www.dsif.fee.unicamp.br/~furio/IE607A/FTIR.pdf> LEITE, Joana Gonçalves. Aplicação das técnicas de espectroscopia FTIR e de Micro Espectroscopia Confocal Raman à preservação do património , 2008. Disponível em : <https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/58443> TABELA DE VALORES DE ABSORÇÃO NO INFRAVERMELHO PARA COMPOSTOS ORGÂNICOS. Disponível em : https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/340273/mod_resource/content/1/TABELA% 20DE%20VALORES%20DE%20ABSOR%C3%87%C3%83O%20NO%20INFRAVE RMELHO.pdf Acesso 29/08/2019 Pavia , D., Lampman, G., Kriz, G., & Vyvyan, J. Introdução à espectroscopia. Ed. Cengage Learning , 2012 VOGEL, Arthur Israel; MENDHAN, J; DENNEY, R.C; BARNES, J.D; THOMAS, M. Análise química quantitativa, 6ªedição . Editora Livros Tecnicos e Cientifios ltda. 2019. Capitulo 18. -Livro virtual.